Latest / The Alpha Room / A Matemática que vai definir a Eleição 2026 no Brasil
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- 0:00Queria que você até aprofundasse um pouquinho essa questão da
- 0:02eleição no ano que vem, né? Você mesmo falou, no começo a
- 0:04gente teve, esse é, vamos dizer, marketing, né?
- 0:07Do governo que o Lula, o governo, né, escolheu um grande
- 0:11vilão, né? Sendo Trump, é, são eles contra
- 0:15nós. É, e do outro lado a gente tem
- 0:18candidato como Tarcísio, né? Zema de repente, né, que talvez
- 0:22vai vai ser um candidato ou não é?
- 0:24Como é que você vê essa questão da briga?
- 0:26Porque também com toda essa mudança, agora tarifácio tudo
- 0:29mais, até saiu uma matéria, agora também, recentemente o
- 0:33Lula ganhou de aprovação, né? Eleitoral No No Brasil é essa, é
- 0:37uma matéria também agora no New York Times, no dia 30, é fazendo
- 0:41mais publicidade sobre esse tema de do grande vilão.
- 0:45Como é? Como é que você vê as chances,
- 0:47como é que você vê essa, essa essa questão da eleição no ano
- 0:49que vem? Bom, primeira coisa que a gente
- 0:51tem que dizer é lembrar do Magalhães pinto, né?
- 0:53Que é um político mineiro antigo, que dizia o seguinte,
- 0:57política que nem nuvem. A gente olha, está de um jeito,
- 0:59dá 5 minutos, olha, está de outro, né?
- 1:01E a eleição está muito longe. Então a primeira coisa que a
- 1:04gente tem que dizer é, as cartas não estão na mesa, é tudo muito
- 1:08incerto. A eleição está muito longe, mas
- 1:10tudo indica que vai ser mais uma eleição decidida no Photoshop.
- 1:15O vai ter segundo turno, como é tradicional no Brasil, né?
- 1:22Desde o Fernando Henrique não tem um presidente eleito em
- 1:24primeiro turno e vai ser um segundo turno equilibrado.
- 1:27Oo nessa altura do campeonato é, a gente tem que tem que dizer
- 1:32isso. A eleição é uma eleição incerta,
- 1:34né? É usualmente o incumbente é
- 1:39favorito e sendo o incumbente o Lula.
- 1:43Que é o político popular mais importante da história do
- 1:45Brasil, né? É uma figura, é 11 recall
- 1:52histórico, né? Com 11 presença muito forte, né?
- 1:5711 imagem muito consolidada. Ele deveria ser super favorito,
- 2:01né? E, no entanto, não é pelo
- 2:03contrário. Até essa crise mais recente, ele
- 2:06vinha perdendo apoio. É termo que os consultores
- 2:09políticos falam, temos um certo desgaste de material, o PT não
- 2:13se renovou, as ideias não mudaram, né?
- 2:15Então tem uma equação ali complexa.
- 2:17Mas não ser o favorito não significa que ele vai perder a
- 2:21eleição, né? Significa que a eleição vai ser
- 2:24equilibrada. Eu acho que isso continua
- 2:26valendo. Eu acho que a gente não pode,
- 2:28não pode achar que o desfecho da eleição.
- 2:30Está mudando muito porque conjunturalmente, você teve 11
- 2:34período bom, assim como você tinha tido um período ruim no
- 2:36começo do ano, quando as denúncias do INSS, tudo isso,
- 2:39né? Não é?
- 2:40Não é por aí que a eleição vai se definir.
- 2:42Tem um modelo eleitoral de Brasil que funciona mais ou
- 2:45menos assim. A esquerda, o Lula, o PT vai ter
- 2:49no segundo turno alguma coisa entre 40 e 45% dos votos.
- 2:53São eleitores que estão consolidados, eles não vão votar
- 2:56em outro, anão ser que aconteça alguma coisa muito dramática.
- 3:00A direita parte de um nível menor, tem uns 3035 por cento no
- 3:05Brasil, tem 1520 por cento das pessoas que não votam, então
- 3:08vamos dizer 45 de um lado, 3540 de um lado, 30 do outro, deu
- 3:137020 e não vota, deu, deu 90. Então tem 10% dos eleitores que
- 3:18decidem a eleição, é esse é um é um modelo que eu acho muito
- 3:22razoável pra pra explicar, acontece na eleição.
- 3:24E como esses eleitores decidem a eleição, como eles não são do
- 3:26time a nem do time b, eles decidem a eleição.
- 3:30Pela rejeição, eles não gostam muito de anão gostam muito de b
- 3:32eles decidem quem que eles, quem que eles mais desgostam e votam
- 3:36no outro. Então, tem sido essa dinâmica
- 3:38eleitoral. Eu tenho a impressão que Oo
- 3:41Bolsonaro não pensou isso e hostilizou uma base importante
- 3:46desses eleitores, vão chamar de centro, com os temas de saúde e
- 3:49os temas de de golpe. E a rejeição pesou um pouquinho
- 3:53mais pro Bolsonaro. E o Lula ganhou a eleição por
- 3:56por uma margem muito estreita, menos de 1%.
- 4:00Eu tenho pra mim que o Lula tá fazendo um governo que ele
- 4:02ganhou, ele ganhou a eleição numa Aliança ampla.
- 4:05Não tá fazendo um governo de Aliança ampla, não tá fazendo um
- 4:08discurso que amplia, ele tá falando mais pra pra pra base,
- 4:12mais pra sua própria bolha. Então eu não acho que ele tá
- 4:15sendo hábil, tá repetindo, num certo sentido, o erro do
- 4:17Bolsonaro de governar pro seu nicho.
- 4:19E eu acho que na hora que chegar a eleição, esses temas vão
- 4:22aparecer e por isso que eu tenho uma certa expectativa de que
- 4:25seja. O Lula seja um candidato a
- 4:27oposição, o ajuste fiscal venha. Eu tenho impressão que para ele
- 4:30entrar no eleitor de centro, ele vai ter que fazer uma outra
- 4:33carta brasileira e dizer, vou fazer um ajuste fiscal via corte
- 4:37de gasto, porque eu acho que isso vai ser importante para ele
- 4:40ganhar o voto de centro. E isso vai ser fundamental para
- 4:43o Brasil. Porque, no ponto de vista de
- 4:44economia, não importa se o presidente é de esquerda ou de
- 4:47direita, A gente precisa fazer o ajuste fiscal.
- 4:49Se a gente fizer o ajuste fiscal, a economia vai andar
- 4:51bem. Não é uma preferência.
- 4:53Por viés ideológico, é uma preferência por políticas bem
- 4:56feitas. E hoje, no Brasil, quando você
- 4:58olha a dinâmica da dívida, não tem nenhum economista que não
- 5:00fale essa trajetória explosiva. Como é que uma dívida sai de 72
- 5:04e vai para 85 no mandato presidencial e a gente
- 5:07concorrendo em déficits? É óbvio que é explosivo.
- 5:09Não precisa ser economista, né? E precisa solucionar esse
- 5:12problema. Eu tenho impressão que a
- 5:13campanha vai exigir dos políticos uma convergência para
- 5:17o centro para discutir esse tema.
- 5:19E é isso daí, por isso que eu imagino que a eleição possa ser
- 5:22um fator de redução de risco. Você vai ter um compromisso de
- 5:25ajuste fiscal, via corte de gastos, via por melhor a
- 5:28deficiência do estado, via fatores outros que não sejam o
- 5:31aumento da arrecadação, porque o Brasil tá numa carga de a carga
- 5:34tributária muito alta, certo? Não é que a gente não deva
- 5:36tributar porque é ruim, não, a gente deve tributar, deve
- 5:39tributar predominantemente as pessoas mais ricas, tá tudo
- 5:42certo, mas, por exemplo, OIOF não tá fazendo isso, isso não é
- 5:44verdade. Então a gente precisa repensar o
- 5:46gasto. A gente tem muito gasto,
- 5:48ineficiente, muito. Então não é tão difícil cortar,
- 5:52o Mato está alto. É só ter um projeto, ter o
- 5:55compromisso e ter a liderança política perfeito, onde talvez
- 5:58dizer é só seja um exagero, mas o Temer fez isso, o próprio
- 6:02Bolsonaro fez um ajuste fiscal significativo.
- 6:05Então é factível? Já foi feito num num período
- 6:07recente, com uma estrutura política que a gente tem hoje.