Latest / História pros brother / Astronomia Indigena
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- 0:00agência de podcast .com .br Conta a história aí,
- 0:06brother! Astronomia indígena. Vamos
- 0:09lá! Você aguarda a astronomia, Nick?
- 0:17Não, não, não, não. Astronomia
- 0:19indígena, Vitinho. Astronomia indígena? Mas
- 0:21eles foram para o espaço antes, tu vai dizer? Não,
- 0:24tu vai mandar essa, tipo... A
- 0:25gente tá gravando esse episódio agora, é 11h37,
- 0:28uma quarta -feira. Tu vai meter que a soca era
- 0:31o nave, véi. Ah, sério? Não
- 0:36era isso, cara. A astronomia não é ir para o
- 0:40espaço. Mas, tem que ser meio sério,
- 0:45meio brincando de novo. Não,
- 0:48cara, é o estudo dos astros. Tá,
- 0:49mas daí é fácil. O que é fácil? Porque
- 0:52não tem nada que os povos originários não possam
- 0:55fazer, Vitão. É só olhar para o céu e
- 0:56anotar. Tá, e como é que eles
- 0:58anotavam? Acabou o episódio, galera, obrigado
- 1:00por... Não, cara, o que eu tô
- 1:04falando... Eles anotavam ali, ó, ali tem
- 1:05um planeta, tá piscando. Lá tem o outro, tá clarinho,
- 1:09se mexeu esse outro pouco. E
- 1:10aí eles anotavam. Só isso? Acabou?
- 1:12Não, e daí... É, só isso. O
- 1:15que mais a astronomia falta? Eles
- 1:16explicavam o fenômeno da natureza utilizando os
- 1:20astros como justificativa, misturando com mitologia
- 1:24indígena para ter uma explicação de acontecimentos
- 1:27da natureza, coisas que acontecem no dia a dia
- 1:30deles. Tá, então eu gosto, cara. Tô
- 1:32achando legal. É que tu podia ter explicado,
- 1:37velho. É, mas quando eu falei a
- 1:38astronomia indígena, eu pensei que era o
- 1:40suficiente, né? Mas aparentemente, a astronomia
- 1:42indígena daqui não tem a ver com ocais serem naves
- 1:46espaciais. Na próxima, posso botar esse
- 1:48título no episódio. Vitô, a pera seja a melhor.
- 1:52Beleza, vamos lá. Mas
- 1:54ignorando esse festival aí, você gosta de astronomia?
- 1:57Como é que você é com a
- 1:58astronomia? Sou contra, cara. Eu
- 2:02acho que não existe. Não, cara, não sei. Eu
- 2:06gosto toda vez, mas eu gosto das histórias
- 2:08divertidas, assim, né? Quando
- 2:10falo que o planeta tá tão longe, tão longe. Daí
- 2:13eu penso no ano -luz, que é muito rápido, né? Tipo,
- 2:15longe também, né? Longe não é rápido, né? É
- 2:17bem rápido. É bem rápido e longe, né? É.
- 2:19E eu fico impressionado, cara, como é longe as
- 2:22coisas? E é isso aí, né? Aí
- 2:25tu imagina o quanto é longe, mas vira as costas
- 2:28pros lados e vai dormir. Eu
- 2:30canso assim de pensar, vou chegar lá. Eu
- 2:33não queria ir, é muito longe. Perdei
- 2:35muito tempo, tenho que trabalhar a segunda. E
- 2:38aí tem o Plutão, né? Que era um planeta, depois não
- 2:41é mais. Não é mais, né? Acho
- 2:42que voltou a ser um planeta. Voltou
- 2:44a ser um planeta? Não. Não voltou. Tem
- 2:46certeza? Você perguntou como ele se
- 2:48identifica? Ah, entendi. Não,
- 2:50Plutão, a classificação de planeta implica um monte de
- 2:54coisa. E aí uma delas é, acho que
- 2:56se não me engano, até tamanho. Ou
- 2:57tem um tamanho suficiente pra ter uma própria órbita,
- 3:00uma parada assim. Eu não entendo muito bem do
- 3:02assunto, porque eu sou ignorante em astronomia. Mas
- 3:04tu gosta, né? Gosto. Até tem no agência aí o
- 3:09podcast da Camila, Astronomia Melhora. E
- 3:12de tanto, e a gente, pô, pilhou, né? Aliás,
- 3:14Trônoma. E eu realmente acho foda,
- 3:17assim. Eu já falei algumas vezes aqui
- 3:18no podcast e eu sempre sou mal interpretado. Galera
- 3:21sempre manda umas mensais, né? Mulher
- 3:23não pode votar. É só me interperta errado. Já
- 3:28pensou se o meta dá a morar. Não,
- 3:31não, não. É que a astronomia é o mais
- 3:33próximo de religião de um ateuta, né? Que
- 3:36é um bagulho tão grandioso, saca? A
- 3:39gente tá falando de coisas tão maiores que a nossa
- 3:42vida, que a nossa existência, assim, que traz
- 3:45esse sentimento de inferioridade perante no
- 3:48caso pra... Pequenês, Victor. Pequenês.
- 3:50Pequenês. É, Niki. Sempre
- 3:52contribuindo. Bem, eu vou contar aqui uma
- 3:56história que alguns povos indígenas, especificamente o
- 3:59povo tem bens. Os indígenas tem bens, eles
- 4:03que são da Amazônia, eles têm uma mitologia, e essa
- 4:07mitologia tem a ver com a astronomia. Achei
- 4:09interessantíssimo. Na verdade, boa parte desse
- 4:11episódio eu peguei uma matéria super interessante,
- 4:13muito foda, daí que eu tive a ideia de fazer. Que
- 4:16é o seguinte, ó, tem uma mitologia sobre o boto, o
- 4:20boto cor de rosa. Se você sabe a história dele,
- 4:22é o animal que mais tranza na história. Mas
- 4:25o boto cor de rosa não existe, né? O
- 4:27boto existe. Não, acho que o boto cor de
- 4:29rosa existe, pô, o animal boto cor de rosa. Sim,
- 4:32pô. Ele é rosinha. Mata.
- 4:34Joga no Google, se você puder. Deixa
- 4:35eu ver um aqui. É bonitinho, meio rosinha.
- 4:38Manera, não? Deixa
- 4:40eu calma, não digita tão rápido. Ah,
- 4:43cara. Fofo demais, né? Ah,
- 4:45não sei, ele parece um híbrido entre um saco e
- 4:48um... Um saco? Um
- 4:49golfinho, assim. Golfinho. Não sei, não gostei dele,
- 4:53cara. Não gostou, porra, eu não sou
- 4:55rosto. Não gostei do estado dele,
- 4:56cara. Mas tudo bem. Tudo
- 4:58bem. Mas aí você sabe, né, que tem
- 4:59a lenda do boto cor de rosa, né, uma mitologia de
- 5:02que ele vira uma pessoa e sai empurrando na galera,
- 5:07assim, né? Porque ele transa muito. Transa.
- 5:10Até a expressão, ele transa. Ele
- 5:11e Zeus, não podia ver um buraco que dava lá. Mas
- 5:15aí o lance é que, de acordo com a mitologia do
- 5:19Steinbech, esse boto, ele teria se vestido de um
- 5:23rapaz, né, de um carbonitão, sedutou, e ele
- 5:26seduziu a filha de um cacique. E
- 5:28aí os dois se apaixonaram e eles passaram a se
- 5:30encontrar todas as noites de lua cheia, né, essa
- 5:33mitologia. E aí, eventualmente, a menina
- 5:36engravidou. Claro. É, o boto não tá lá pra,
- 5:39né? Ah, porra, assistida de Flix.
- 5:41Porra, que porra. É,
- 5:42é, porra. E aí, o que aconteceu? Essa
- 5:45moça, a filha do cacique, teria... Você
- 5:47aí está assistindo? É, apareceu essa mensagem
- 5:50direto. O boto lá, madeirando. Mas
- 5:54aí o... nasceu três filhotes de boto, né?
- 5:57Nasciu uma mulher, porque ele é
- 5:58um boto, na verdade, né? E aí eles foram soltos na
- 6:01água. E aí, o que acontece? Sempre
- 6:03noites de lua cheia e lua nova, os botinho, os filhos
- 6:08da mulher, eles vão atrás da mãe pra visitar. A
- 6:11mãe. Tá, faço sentido. E
- 6:12aí, o que acontece? Essa história, ela serve pra
- 6:15descrever o fenômeno da pororoca. Que
- 6:18é o encontro das águas oceânicas e fluviais, tá
- 6:21ligado? E as águas se encontram e
- 6:24tem, pô, onda de 6 metros de altura. Tá
- 6:27ligado? E aí eles falam que tipo
- 6:28assim, ah, não, é porque essas ondas aí, é porque o
- 6:30boto tá visitando lá. A mulher, isso é na mitologia
- 6:33deles. E era na lua cheia. Na
- 6:35lua cheia, lua nova, tá ligado? Que
- 6:37aí é quando o senhor me engana a foz do rio, sobe
- 6:40muito e aí mistura a água do oceano e a água do
- 6:43rio. E aí faz uma zonda gigante.
- 6:46Então, olha que interessante, né?
- 6:47Tipo assim, a galera não só...
- 6:50os indígenas não só inventavam
- 6:52as histórias, imaginavam coisas, como usavam como
- 6:55explicações pra fenômenos da natureza. Legal
- 6:58esses indígenas, né? Manil esses indígenas, porque o
- 7:00povo tem béz. Parabéns, pô, tem béz. Eles
- 7:05estão vivos ou eles foram extintos? Eu
- 7:08acho que não foram completamente extintos, mas
- 7:10você sabe como é a situação do indígena
- 7:12brasileiro, né? Não é fácil. Enfim,
- 7:15os tem béz, inclusive, né, uma coisa que é
- 7:18interessante, é que eles herdaram o idioma do
- 7:21estupinambás. E os estupinambás hoje, eles
- 7:23vivem principalmente no Maranhão. Que
- 7:25a galera que comia gente, segundo o brother lá, né?
- 7:28É, antropofágicos, antropofagia.
- 7:31Tinha alguns povos indígenas aqui
- 7:33no Brasil que gostavam de arrancar rapaziado. Comia
- 7:35de outro jeito, né? O boto fazia outro comer.
- 7:38Eles fazia se comer aí. E
- 7:40os estupinambás também acreditavam nessa lenda.
- 7:43Eles são distantes, um dos
- 7:45outros, portante. Só que o que acontece? O
- 7:48ponto é que como eles têm uma origem, os tem béz,
- 7:52eles vêm dos estupinambás, provavelmente é uma origem,
- 7:56tá ligado, lá dos estupinambás. Ah,
- 7:58eu acho que podia ser um intercâmbio da repente
- 7:59indígena, alguma coisa indígena. Pode
- 8:01ser também, pode ser. Lógico
- 8:02que pode ser, né? Os indígenas não ficavam
- 8:05parados, né? Mas inclusive, muitozinho, esse
- 8:08costume de ir para rodar o país todo, né? Onde
- 8:11hoje é o Brasil. Mas eu acho que é mais
- 8:13provável aí. É difícil estudar essas
- 8:15paradas porque a gente tá falando de uma... De
- 8:18registros orais dessas histórias, tá ligado? Então,
- 8:22você não tem um registro ali escrito, que é
- 8:25facilite, né, o estudo. Olha
- 8:26bem, a gente tem um missionário chamado Claude
- 8:30Dabeville. Ele é francês, ele é do século
- 8:3417, esse frade. Ele conviveu com estupinambás
- 8:38durante quatro meses, em 1612. Ele
- 8:42relatou a experiência em um livro, inclusive, né? A
- 8:44Menelie foi lá o que? Ele foi catequisar a galera em
- 8:47Chausacro, né? Provavelmente. Cara, é, provavelmente, só
- 8:50que aí vai estudando, né? A
- 8:51gente vai, tem em casa até, porra, acho que o
- 8:54nome do livro é Ninho de Cobras, Vivendo com Cobras,
- 8:57algo assim, que é a história de um pastor que
- 9:00foi para o Brasil catequisar a galera e
- 9:02ele... Vai catequisar um povo indígena,
- 9:05Teu, que tinha um povo a Teu aqui no Brasil. Sei
- 9:08se ainda tem, acho que ainda tem. E
- 9:09ele voltou a Teu, é ligado? Ele
- 9:11que foi catequisar, deu um mole. Mas
- 9:13enfim, aí que acontece? Tem um capítulo no livro dele
- 9:16dedicado especificamente a astronomia indígena. E
- 9:20aí o W. Vili fala, né? Que
- 9:21a população indígena distinguia os dois tipos de
- 9:24mares cheia mais intensas. Tinha
- 9:26mares cheia intensa da Lua Nova e tinha a mare
- 9:29intensa da Lua Cheia. E eles sabiam saber... Sabiam
- 9:32saber. Sabiam saber. Eles
- 9:33sabiam desficar, tipo, assim, não, essa aqui é de
- 9:35Lua Nova. Não, essa aqui é da Lua Cheia.
- 9:37Então eles tinham esse
- 9:38conhecimento astronômico mesmo, né? Pô,
- 9:41devia ser iradíssimo dar uma voltinha no meio da
- 9:44Mátacos Indígena, né? Imagina,
- 9:46os caras vão saber muita coisa, né? Essa
- 9:47planta aqui. Mas devia botar umas coisas
- 9:50erradas no meio, assim. Essa
- 9:51planta é o Deus do Xabara, sei lá, uns negócios assim.
- 9:54Mas às vezes nunca... Mas
- 9:54explicava parada, né? Tipo, às vezes não é literalmente
- 9:58o bagulho. Sim, sim. É
- 9:59uma história que serve para justificar alguma coisa. É.
- 10:04Entendeu? Tipo, a Bíblia para muita gente,
- 10:05né? Que isso... Mas
- 10:07é? Mas não é? Não,
- 10:09eu não falo nada aqui não. Não,
- 10:11mas é uma história. Eu tenho medo de ser
- 10:13cancelado. Não, mas pelo contrário, são
- 10:15histórias para justificar os fumes. É
- 10:16verdade, é complicado. Foi só de sacanagem. Mas
- 10:18é isso mesmo, concordo com o Tivo. Em
- 10:221616, Alexandre Níquel, dois anos depois da publicação
- 10:26desse Dabê Vilo, desse Fradi, o Galileu escreveu
- 10:30uma carta com um título de escurso do fluxo do refluxo
- 10:33do mar. E aí ele fala que tipo
- 10:35assim, não, as maréis são casadas pelo balanço da
- 10:38Terra quando estão orbitando o sol pelo movimento de
- 10:40rotação, de forma bem resumida. Então,
- 10:44o que que aconteceu? Basicamente,
- 10:46a gente vai ver que os indígenas, porque tipo
- 10:49assim, o ocidente, ele... Por
- 10:52mais que os gregos tenham falado isso há muito tempo,
- 10:53mas foram ignorados, o ocidente demorou muito para
- 10:55saber dessa relação da Lua Cheia com as maréis. Em
- 10:591687, o Isaac Newton, ele falou, ele demonstrou, na
- 11:03verdade, a influência gravitacional da Lua sobre
- 11:06as maréis. Que estranho isso, né cara?
- 11:08Porque, pô, os caras eram super
- 11:09navegadores, como é que eles não se deram conta,
- 11:12né? Fala sempre olhando para cima,
- 11:14porque não tinha nada para olhar no meio do navio,
- 11:16não tinha nada para olhar. Estranho
- 11:18eles, muito desatento esse pessoal, né? Desatentos.
- 11:21E os indígenas tinham fragado isso rápido, né? A
- 11:24gente fala, putz, isso é isso aí que está
- 11:24acontecendo. E pouco tempo depois desse
- 11:28fradi ter escrito, né, que os indígenas acreditavam a
- 11:32galera do ocidente, provavelmente deve ter lido,
- 11:34né? Provavelmente foi uma informação que
- 11:38rondou a Europa naquele período. Só
- 11:40re -adaptaram, né? Só re -adaptaram, justamente. Só
- 11:43que a pessoa faz com o TikTok no Brasil, assim.
- 11:45Pega os grilos só. É,
- 11:47é uma forma de ver, é uma forma de ver,
- 11:50definitivamente. Bem, é, é uma forma de ver. É
- 11:55uma forma de ver. Acho que tem tanta gente que
- 11:57tem vontade de dizer isso para mim, quando eu falar
- 11:59uma coisa. Eu posso querer. Eu
- 12:02tenho direto. Vamos lá. Só
- 12:04aqui que acontece, né cara? A
- 12:05gente percebe que a influência do sol e da
- 12:10lua, principalmente da lua, nas marés, tem mais, também
- 12:14tem uma lança que os indígenas não tinham
- 12:16fragado, que é o proximidade com a linha do
- 12:19Equador. Então, dependendo da onde for,
- 12:21influencia mais e influencia menos. Tá
- 12:23ligado? Porque influencia na movimentação
- 12:24da terra, enfim. E aí, Alexandre, agora, o que
- 12:26a gente faz uma pergunta sobre você acreditar, tomar,
- 12:31fazer alguma coisa que não tem comprovação científica?
- 12:35Ah, eu acho que eu já comentei
- 12:38aqui no episódio, né? Eu fico muito, muito
- 12:41espiritualizado durante a Copa do Mundo, né cara? Eu
- 12:45fico muito cheio de, não é espiritualizado, não é a
- 12:49palavra, né? Mas eu fico cheio de mandinga,
- 12:53cheio de... Ah, você tem que ter um
- 12:55bagulho de camisa, sentar, não sofar... Cara,
- 12:59todas as copas do mundo em que eu namorei e o Brasil
- 13:02perdeu, a culpa foi da minha ex -vê, todos. Real,
- 13:06real. Mas assim, tu acredita o quanto
- 13:09nisso assim? Mais do que é saudável.
- 13:14Perfeito, perfeito. Cara,
- 13:15gol da Belgi que ela tinha se levantado, velho. Na
- 13:18hora certinha? Puts, aí é foda, é muito
- 13:21estranho. Eu acho que temos uma
- 13:23comprovação. Ela é desculpa, enfim, não vou
- 13:25nem falar dela. Não foi o Felipe Mello. Ah,
- 13:28muito fácil. Ah, que raiva, velho. Felipe
- 13:31Mello também vacilou daquele carinho. Entendi,
- 13:33mas a culpa mesmo. Que a gente já visto todos os
- 13:37jogos juntos e aquele ela não pode ver. Só
- 13:39que... Daí tu vai dizer que não, é
- 13:40culpa do Felipe Mello. Óbvio
- 13:42que não. Enfim, Copa do Mundo, eu sou...
- 13:46fico meio... Supersticioso.
- 13:54É... Eu... Ah, eu acho que tem alguns
- 13:57costumes, né, que... Que eu acho que tu... Que
- 14:00eu não sei, até são padrões assim, tipo... Eu
- 14:02não confio muito em mulher que tem tatuagem no pé,
- 14:05tipo essas coisas, sabe? Mas
- 14:08é... Cara, isso não é padrão nunca no
- 14:10mundo. Não, padrão. Que
- 14:13padrão é esse? Não. Eu acho que você acredita
- 14:15que existe o consenso da sociedade. Mulher
- 14:18com tatuagem no pé não dá. Não.
- 14:22É um padrão na minha cabeça, tá? Não
- 14:25é... Eu quero te falar pra galera
- 14:27que não é científico, dedão. É
- 14:29isso. Quero esclarecer pras pessoas. Mas
- 14:31a mulher com tatuagem no pé aqui não. Ah,
- 14:35que... Mas eu acho que é normal. Todo
- 14:37mundo é meio superitcioso. E
- 14:38aí tu acaba acreditando em coisas que não são
- 14:40científicas, né? Até... Até pouco tempo atrás eu
- 14:44falei que eu acreditava que tinha deixado uma criança
- 14:45gaga, por causa do sucesso. É,
- 14:48eu acho que tem muitas coisas que... Mas
- 14:49esse, mas esse você só não era ignorante no assunto.
- 14:52Mas então... Eu
- 14:52acho que é diferente. Não, mas eu acho que não, por
- 14:54exemplo. Eu tenho um lance que... Eu
- 14:57acredito que funciona e não tem comprovação. Real.
- 15:00Que é a compultura. Hum... Tipo, a minha esposa faz a
- 15:03compultura em mim. Que ela faz, né? A
- 15:05compultura de cavalinho e tal. Eu...
- 15:08Aí quando ela faz em mim, me faz muito bem, por
- 15:10tipo, o terapê. Ah, tipo que acredita em tarô,
- 15:12assim, né? É, não chega a ser tarô, né?
- 15:14Porque eu acho que é um outro
- 15:16nível. Não, mas dizendo, de não ter
- 15:18comprovação científica. Ah, tá, beleza. Sim,
- 15:20sim. Tipo, é, porque, por exemplo...
- 15:22Não, bagulho da namorada é um
- 15:23exemplo. Mas, tipo assim, você achar
- 15:26que... Ah, tem que tomar... É,
- 15:29jejum intermitente. Cara, mas, Vitios, eu... Me
- 15:32conhece há muito tempo pra saber que eu sou essa
- 15:34pessoa. Que eu falo que as coisas vão
- 15:36acontecer, acreditando. Não, mas você fala meio que
- 15:38ditando, meio que na piada. É
- 15:40aquele lugar que só você tem na cabeça. Aquel
- 15:43lugar sozinho, frio, que você convive. Nesse
- 15:47lugar que você joga. Eu tô falando, tipo assim,
- 15:50acumputura. Acumputura não tem. O
- 15:53ocidente não viu do jeito que o ocidente vê as
- 15:57coisas e bate o martelo, tá ligado? E...
- 16:00Mas, ao mesmo tempo, eu acho que tem alguma coisa
- 16:02lá que pra mim faz bem, pra mim funciona. Então...
- 16:06Ah, pode ser os 10 % do placebo também, né? Bem
- 16:10possível, é. E é bizarro, cara. Ela
- 16:13me desmasagura no meu pulso, assim. Mas
- 16:14também tem algumas coisas que não tem comprovação
- 16:17científica, porque... Não teve tanto estudo. Não
- 16:20tem estudo, é. Não tem interesse em ter
- 16:23comprovação científica, assim. Ou,
- 16:24às vezes, não tem nem como... É
- 16:26difícil de mensurar, assim. Ou
- 16:28ninguém conseguiu pensar num experimento que identifique
- 16:31aquela informação, né? Deixa eu falar do jeito
- 16:32desconstruído. E aí, essa ideia mora nesse
- 16:36lugar. Ahahahah. Ahahahah. Olha
- 16:40fora. Uma não -ideia, Nenek. Uma
- 16:42não -ideia. Mora nesse lugar de ser e não
- 16:46ser. Não, mas é de... Psicanálise
- 16:49fala muito sobre isso, né? É,
- 16:51muita gente... Isso. Que não tem comprovação
- 16:53científica, mas muita gente... Como
- 16:54é que eu vou comprovar essa porra? Que
- 16:56funciona, não funciona. É, que não tem muito
- 16:57subjetivo. Testar, né? Isso.
- 17:00Eu acho que tem, né? Não sei. No...
- 17:02No... No sordário, né? Eu
- 17:03acho que se tu pegar... Uma
- 17:06amostragem grande e tratar com psicanálise durante três
- 17:10anos e... E uma outra... Da
- 17:12muita gente, né? Pra fazer crescer. É,
- 17:15é a maior amostragem... Mas você identifica, né? Você
- 17:18elimina a... A entropia, né? A
- 17:22chance de ir pra um lado ou pro outro, né? É,
- 17:23e é porque as variáveis vão continuar a existir.
- 17:25Ah, esse psicanalista aí é
- 17:28ruim. Enfim, né? As
- 17:29variáveis vão continuar funcionando. Mas
- 17:31eu acho que se pegar uma amostragem grande de 5 mil
- 17:34pessoas fazendo terapia com o psicanálise, de uma coisa
- 17:36de cognitiva comportamental e o resto de psicanálise,
- 17:39monitorar elas semanalmente durante 5 anos em coisas
- 17:43binárias de melhoras da vida, eu acho que... Coisas
- 17:46objetivas, né? Coisas mais objetivas. Eu
- 17:47acho que isso existe. Eu acho que os experimentos
- 17:51são assim. Eu acho. Pois
- 17:53é, então de repente os canales não funcionam mesmo,
- 17:54né? Mas eu não sei. Eu
- 17:57não... Eu não... Falei,
- 17:58eu acho. Realmente não tem ideia. Esse
- 18:00final de semana eu peguei um peixe. Pega
- 18:05aí o peixe com a mão, olhei pra ele, aí ele
- 18:09falou, ele me olhou e disse, não me joga de
- 18:13volta na água, quero apostar na catacola. Você
- 18:18vai em coisa ouro, né? Eu...
- 18:22O peixe... É bem legal, caramba. Bem
- 18:25feito. Com esse computador. Peste.
- 18:29Vai lá, Paulinho. Beleza. Beleza, beleza. Peste
- 18:30com o hotel, Mericulino, entendi. Eu
- 18:33sou a mão, Mericulino. Beleza.
- 18:35Aí subiu lá e aí o peixe tava... Peixe.
- 18:39Inclusive, você sabe isso na catacola. Olha
- 18:41o Chudry. Eu sei que eu faço colocar
- 18:44dinheiro. A cabeça é pra cima. Eu
- 18:46sei que eu faço colocar dinheiro, tirar. Mas
- 18:48eu posso apostar no quê? Eu
- 18:49falei peixe? Pô, até burro, né? Apei
- 18:53futebol, basquete, esportes. Vôlei.
- 18:57Me consegue um cupom? Tá bom, peixe. Me
- 19:01consegue um cupom? Me consegue, eu tô com fode.
- 19:04Eu tô morrendo. Copa
- 19:09o darga e um cupom. Aí eu falei, Claxi, Claxi,
- 19:13cupom HPB 20, peixe. HPB 20. Isso.
- 19:16Nesse momento, o peixe virou um pouquinho pro lado
- 19:18e contilei. Tu vai usar esse cupom na sua
- 19:20primeira aposta, peixe. Coloca
- 19:21lá o seu dinheiro, seus peixes, coutes. Via
- 19:27peixe. Via peixe. Via
- 19:35peixe. Via peixe. Do
- 19:36peixe com peixe, eu não esperava. Coloca
- 19:39lá o seu dinheiro, via peixe. E
- 19:45você usou o cupom HPB 20 e você ganha 20 % em cima
- 19:50do que você. Em cima do que você colocou,
- 19:53peixe. Você vai voltar R $100, R $1
- 19:55.000, peixe rico. Ficou 1 .200 para você postar
- 19:58como você quiser. Perfeito. Se você tiver dúvida, vai
- 20:00no Instagram. Você não tem login ainda.
- 20:03Secamente, ele vai se domar. Imagino
- 20:06que não. É um processo, não devora
- 20:08muito. Beleza, beleza. Mas
- 20:09aí você pode falar, catão, anda lá no Brasil lá com
- 20:12isso. Beleza. O que o peixe falou? O
- 20:14peixe falou, valeu. Você foi a melhor coisa que
- 20:17aconteceu comigo. Vou para a água, vou apostar.
- 20:21E valeu. Catão
- 20:22.com. Catão .com. E
- 20:28daí eu falei, não consigo falar. Fica
- 20:30a mensagem para todo mundo que acreditem no sonho de
- 20:35vocês. Muito bem, Alexandre. Os
- 20:38povos indígenas utilizando esses estrelas, os astros
- 20:43em geral, como marcadores temporais de fenômenos na
- 20:48natureza, eles variam de acordo com cada população.
- 20:53Por exemplo, tem um exemplo
- 20:54muito legal aqui, que é a constelação do homem velho.
- 20:58Você sabe que existe o bagulho
- 21:01que é o horóscopo indígena? Não,
- 21:03mas já adorei. O horóscopo indígena é
- 21:06basicamente os astrólogos que estão pegando as
- 21:10constelações que alguns povos indígenas criaram,
- 21:14como por exemplo, do homem velho. E
- 21:16estão tentando atribuir coisas, né? Ah,
- 21:19não, é a galera fazendo agora? É
- 21:21o horóscopo, é. Ah, não, achei que era que os
- 21:24indígenas tinham o horóscopo. Não,
- 21:27não, não, não tinham, não tinham. Ah,
- 21:28então não, então não. Eles não eram dessa galera do...
- 21:32A lua está em câncer, sei
- 21:33lá. É, se fosse... Cara,
- 21:35deve ter uma galera putada sobre o nespotica. Tem
- 21:38muita gente que liga, acredita muito, o horóscopo.
- 21:41Não, eu estou um pouco me
- 21:42fudendo, mas... Então, eu vou te falar uma coisa,
- 21:44eu durante muito tempo, eu falava assim, ah, o
- 21:46horóscopo é meio bobeira, assim, meio merda. E
- 21:49aí a galera mandou um argumento, tipo assim, por
- 21:51que que todo homem hétero dedica sua vida para lutar
- 21:54contra o horóscopo? E aí eu passei anos pensando
- 21:57nessa resposta, que eu não sei. Mas
- 21:59eu descobri a resposta. Que na verdade não é uma
- 22:01resposta, é uma... Eu volto à pergunta, por que
- 22:05que toda mina gay gosta de horóscopo, então? Por
- 22:08quê? E aí? Mas
- 22:10você responde uma pergunta com outra pergunta, né?
- 22:12Não, é uma forma de... Um
- 22:14subterfúgio, lógico, que claramente eu não sei. Eu
- 22:17não sei, gente, eu não sei. Não
- 22:18sei por que que homem hétero tem tanta raiva, mas
- 22:20eu não gosto, cara, de horóscopo. Tu
- 22:22acha... Tu não sabe mesmo? Não.
- 22:25O que? O que é que você acha? O
- 22:26chuto então? Porque eu acho que isso é
- 22:28científico, né? O homem é lógico? É,
- 22:31mas lógico. Então, mais menos emotivo sabe
- 22:35lidar menos com as emoções, mas tem algumas... Um
- 22:39pensamento mais... Simétrico em relação a essas coisas,
- 22:43assim, mais binário em relação a algumas coisas,
- 22:45né? Tá, pode ser. Mas
- 22:46o homem gay gosta, cara. De
- 22:49horóscopo? Gosta da caralho. Tem
- 22:52alguma... Tem alguma coisa a ver com o
- 22:54interesse em homem? Estou pensando nos cara gay que
- 22:57eu conheço... Eu conheço, eu conheço um
- 23:00esbrade gay que... Pilhaço, pilha daço, horóscopo. O
- 23:03pior é que eu não, cara. Que
- 23:04isso? Eu estou pensando... Deixa
- 23:06os cara gay que eu conheço. Não
- 23:06são horóscopeiros, assim? Por
- 23:08que? É, sei lá. Você
- 23:11que é gay, um homem gay, você gosta de horóscopo?
- 23:14Por quê? Responde
- 23:15pra gente. Responde pra gente nos próprios
- 23:16Spotify. Isso. E... Por
- 23:19que você é gay? Tem pergunta automática já? Por
- 23:21que você não acredita na ciência? Você
- 23:23é gay que também encontra a vacina? Mas
- 23:26em quê? Ah, muito fã. Esse
- 23:30logo, né? Logo. Você não é contra a
- 23:34vacina, né? Até replano também. É,
- 23:37não. Que filha da puta. Mas
- 23:40enfim, cara, aí o ponto, né? Acabei
- 23:42me perdendo aqui. A constelação do homem velho,
- 23:46ela é uma... Pro ocidente, pros ocidentais,
- 23:49ela é uma mistura das constelações Taurus e Oryll.
- 23:53E aí eu vou te mandar um
- 23:54link de uma imagem pra você ver que eu acho que
- 23:57vale a pena ouvir e também dar uma pesquisada pra você
- 23:59entender, né? No WhatsApp que eu te mandei.
- 24:01Que essa é a constelação do
- 24:03homem velho. Que parece aí o homem velho.
- 24:05Deixa eu ver aqui. Como
- 24:07se parece o homem velho? É o homem velho com... Tá,
- 24:12mas isso aqui é sacanagem, né? Calma,
- 24:15calma que a história vai evoluir. É
- 24:17porque assim, tem muito ponto, né? Calma
- 24:20que a história vai evoluindo. Aqui
- 24:21pariu isso. Ó, essa constelação é o mito
- 24:25mais comum entre vários povos indígenas, inclusive.
- 24:28Desculpa, Vitor, deixa eu só explicar
- 24:29para as pessoas aqui. Essa constelação forma um
- 24:32bonequinho de pau, mais ou menos com uma bengalinha na
- 24:35mão, assim. Só pra a própria população
- 24:37saber. Mas olha que interessante, ele
- 24:39só tem uma perna. Ah... E tem a ver com o mito.
- 24:42Tem a ver com a história que
- 24:43eu vou te contar agora, ó. Se
- 24:44liga. É, basicamente, o mito mais
- 24:46comum que vários outros povos também compartilham do
- 24:49homem velho, é que esse cara, ele foi traído pela
- 24:52esposa que trocou, a esposa trocou ele pelo irmão. Olha
- 24:58que canalha. Ah, essa é ruim. E
- 25:00aí, o que que ela fez? Tu tem irmão, tu ia saber
- 25:03como dói, né? Porra, é, cuide de maluco. É
- 25:07que tu perde a mulher e a família. Ah,
- 25:09não é? Os dois odeiam. Mas
- 25:11aí, pra ela ficar com o cunhado dela, né? Que
- 25:16que é o irmão do cara, ela matou o marido cortando
- 25:19a perna dele. Pô, o material de cortar a
- 25:22perna. Pra deixar sangrar e morrer
- 25:24acabou. E aí, o que acontece? Na
- 25:26prática, o homem velho, essa chegada, a parida...
- 25:31Porque você sabe, né? As
- 25:32constelações, elas aparecem em determinados momentos do
- 25:35ano. Sim. Tipo assim, no determinado
- 25:37momento do ano... Não, eu não sabia. Eu
- 25:38falei que sim, mas eu não sabia. Tipo
- 25:40assim, no ano, no dia tal, do tal, você vê direitinho
- 25:43a constelação tal. E ela some em outro momento?
- 25:46Sim, porque até ela vai mudando
- 25:48o movimento de translação. Vai
- 25:49fazendo com que você não veja, pode estar atrás do
- 25:52sol, pode estar... Enfim, né? Varia.
- 25:54Peloce isso aí. E aí, os desenhos, os
- 25:56pontos... Os pontos, eles vão... Por
- 25:59isso que justifica eventos da natureza, cara. Porque
- 26:02os pontos que vão aparecendo são em momentos
- 26:04onde a terra está em um lugar específico em relação
- 26:07ao sol e em relação aos outros planetas. Ah,
- 26:10muda mesmo, Manito. Já conferiu. Muda?
- 26:11Já deu. Acho que tem gente suficiente
- 26:14que já conferiu se muda. E aí, o que acontece?
- 26:18Dependendo do evento da natureza, tem
- 26:20alguns eventos que ele mora mais de mil anos para
- 26:23acontecer. Dependendo dele, você vê ele e depois
- 26:26só daqui a mil anos você vê. Entendeu?
- 26:29Porque isso que são os eventos astronômicos, eles
- 26:31variam. Outros não. Os
- 26:33que são mais relacionados ao movimento de translação,
- 26:36que é a... Não sei se é translação ou
- 26:39rotação, sempre confundo. Que
- 26:40a terra girando em volta do sol, esse é todo um
- 26:43ano, né? Porque o que varia é... É
- 26:45de mil e mil anos alguns? Não,
- 26:47alguns sim. Vou falar de um aqui que
- 26:49aconteceu há mais de mil anos atrás. Mas
- 26:51relaxe. Como eu te falei, né? Quando
- 26:53aparece o homem velho para a galera das populações
- 26:57mais ao norte do Brasil, é um período que a galera
- 27:01chama de... É o início do inverno, de
- 27:03forma bem genérica, né? E aí essa figura sempre
- 27:07surge, eu estou lendo aqui, ó, na segunda quinzena de
- 27:10dezembro, quando a tapecha começa a época de mais
- 27:13chuva, mais chuva intensa, tá ligado? E
- 27:16também uma coisa interessante é que tem o
- 27:19lugarzinho... Por que que eu falava que
- 27:20cortou a perna? Porque além de estar faltando uma
- 27:22outra estrelinha para conectar ali, né? Tu
- 27:25viu a imagem? O lugar do corte, que seria
- 27:28tipo no joelho, né? Se a gente for fazer um
- 27:30desenho, é o lugar onde tem Beteugeuse. Beteugeuse?
- 27:35É uma estrela muito vermelha, muito gigante.
- 27:39Então é como se fosse o lugar
- 27:40onde rolou o corte. Ah, tá sangrandinho nos veelhos.
- 27:42Isso, está machucado, inflamado,
- 27:44né? Então assim, olha como é que a
- 27:46história vai se montando. Tá
- 27:49ligado? Imagina uma criança olhando para o
- 27:50céu e vendo o homem velho e vendo o lugar do corte.
- 27:54Ele não realmente está vermelho,
- 27:55eu corto ali, ó. Tá ligado? É
- 27:56assim funciona. Gostei, eu só gostei. E
- 27:59uma outra parte legal é que os Guaranis, eles já
- 28:05enxergam como a vinda do início do verão. Tá
- 28:08ligado? Que de fato, dependendo do
- 28:10lugar, chega o verão, tá ligado? E
- 28:13aí, como eu te falei, né cara, a gente está falando
- 28:14de povos muito distantes, um dos outros, tipo, mais
- 28:18de 2 mil quilômetros de distância, mas como muitos
- 28:21deles têm uma origem linguística, principalmente,
- 28:24nesse caso, eu estou falando do Tupi Guaraní, eu
- 28:28tronco linguística a origem deles, eles tem os
- 28:30fenômenos astronômicos que compartilham também. Vitor,
- 28:33você já pensou em criar a sua própria consteração? Tá,
- 28:36e ente? Porque você pode olhar para o
- 28:38céu, ligar os pontinhos, fazer uma coisa, né? Você
- 28:40pode provavelmente escrever até blink, que você gosta
- 28:41tanto. E aí, tipo assim, todo dia a
- 28:44dia, 25 de julho, o meu aniversário. Fala
- 28:48dezembro, os meus sonhos de Jesus, sabe ligado? 25
- 28:50de aniversário, não é não, 25 de julho, o meu
- 28:52aniversário, como é que tá o céu? Tem
- 28:54isso, né? Eu acho que você consegue
- 28:55achar alguma coisa assim, uma foice, um martelo no
- 28:59céu, acho que você consegue achar. E
- 29:00o tom de longe, tocando o guitarra. É
- 29:04porque é até muita estrela, cara. É
- 29:06muito estrela. É só ligar os pontos, cada
- 29:08um deveria fazer sua própria constelação, né,
- 29:10cara? Tá aí. Tá
- 29:12na hora. Tá na hora, galera. Você
- 29:13tá escutando da noite, ouvindo, vai, olha para o
- 29:16céu. É agora. Vai
- 29:18lá e faz o teu desenho. É,
- 29:20esculpando para a gente, aí. Manda
- 29:21a cartinha para o Sep, que vai ter de Lula e
- 29:24Bolsonaro das constelações sacanagens. Mas
- 29:28muito bem, uma coisa interessante é que no
- 29:31Ocidente, é Play -Ads. É uma constelação, as Play
- 29:35-Ads. E em algumas populações
- 29:38indígenas, é Eixo, que também significa vespas e
- 29:42abelhas. Então, tipo assim, meio que
- 29:43algumas coisas bateram. Tá ligado? O
- 29:47Eixo, com o urno final, é a nossa constelação do
- 29:52Ocidente, Toro, na visível, na maior parte do ano.
- 29:55Então, somente durante um mês que
- 29:57ela fica oculta. E aí tem o Renascimento das
- 30:00Play -Ads, em junho, que é um importante marcador para
- 30:03vários povos indígenas. É um evento, meio que alguns
- 30:06povos indígenas marcam o início do ano, quando as
- 30:10Play -Ads saem desse mês que tocam. Ah,
- 30:12é o Reveão deles. É como se fosse o Reveão,
- 30:14tipo assim. É tão importante que ele está
- 30:16lá todo, tem pão, fica no céu. E
- 30:18aí, durante o mês fica fora. Aí,
- 30:20quando volta, começou o ano. Ah,
- 30:23aí tem Champan. Aí tem Champan. Champan
- 30:26indígena, o próximo episódio. Ah,
- 30:27está privado. Uma coisa interessante, é que
- 30:31tem um etnólogo alemão chamado Kurt Niemuedag.
- 30:34Niemuedaju, que ele vai... Ele
- 30:37te escreveu uma constelação da década de 40. Olha
- 30:39que foda. Que é a constelação da Onça e
- 30:42do Tamandoá. Ele estudando, né, os indígenas.
- 30:45E aí, ele falou o seguinte.
- 30:47O povo Ticuna, que fica no
- 30:49Oeste Amazônico, ele fala que é tipo assim, uma
- 30:51briga entre os dois bichos. O
- 30:53Tamandoá é uma Onça. Esse povo Ticuna na Arra, né.
- 30:57Começa em junho e termina com a
- 31:00Onça por cima do Tamandoá. Que
- 31:03aí quer dizer que a Onça venceu. Porque
- 31:05as estrelas, elas, né, chucam, se encontram no
- 31:07céu. E aí, isso é, tipo assim,
- 31:10com o passar dos meses, né. Os
- 31:11meses vão passando e é meio que... É
- 31:13como se a constelação se movesse, não é a
- 31:14constelação. Ela vai chegando, a Onça no
- 31:17Tamandoá, isso vai, as porquinho. Isso,
- 31:18é porque uma está distante da outra. E
- 31:20a gente se mexe só uma que... O
- 31:21Tamandoá nunca ganha. Nunca ganha. Poético,
- 31:25né. Pois é. E
- 31:27aí, em novembro, começa em junho e aí em novembro
- 31:30termina. Que é quando acaba a época da
- 31:32seca. Tá ligado? Então
- 31:34a vitória da Onça sobre o Tamandoá significa a chegada
- 31:36das chuvas. Bonitinho. Eu tô adorando esse
- 31:39episódio. Eu tô adorando. Eu
- 31:40gosto de coisas indígenas, cara, sempre legal. É
- 31:42maneiro mesmo. É, também tem uma coisa
- 31:44interessante que é uma população tucano. Os
- 31:46tucano com K. Eles também são da Amazônia.
- 31:50Eles marcam a chegada da
- 31:51enchente com a constelação da Jararaca. Mas
- 31:54aí, como assim, chegada da enchente, ele sabe quando
- 31:56vai ter enchente? É, sabe. Sim.
- 31:59O Cassí que cobra coral? É,
- 32:02só que o Cassí que cobra coral ele fala que ele
- 32:04controla as chuvas. Ah, é? É
- 32:07outro roler. E aí, todo ano, a Prefeitura
- 32:10do Rio de Janeiro é muito fofa, Rio de Janeiro é
- 32:12absurda. A Prefeitura do Rio de
- 32:13Janeiro gasta uma grana pra ele impedir que chova no
- 32:16Carnaval. É incrível, cara, é incrível.
- 32:18O Rio de Janeiro é um
- 32:19universo paralelo. É muito foda. É
- 32:21muito foda. O dinheiro público, tá ligado?
- 32:23O que eu tô te falando. Mas
- 32:25enfim, e aí a Jararaca, que acontece, começa no
- 32:29meio de novembro. A cabeça da serpente, ela
- 32:31atravessa o horizonte, vai começar a aparecer, e aí,
- 32:35cada parte do corpo que cruza o horizonte, eles vão
- 32:39nomeando uma enchente. Tem a enchente da cabeça
- 32:41serpente, tem a enchente do rabo da Jararaca, a
- 32:45enchente da bolsa de ovos, e tem a enchente da
- 32:47glândula de veneno. E essa aí é pesada? Não
- 32:50sei, não sei, qualquer hierarquia, mas eles vão,
- 32:53né, tipo, pelo desenho da constelação, ele sabe o
- 32:57momento do ano, e ele sabe o que isso vai implicar
- 33:01nos fenômenos da natureza. Ah,
- 33:02isso influencia a luz, influencia na água, né? E
- 33:05isso, tem, tem, tem. É, o que eu te falei, demorou
- 33:08muito tempo para, por exemplo, Isaac Newton chegar
- 33:12nessa conclusão. E os indígenas já tinham essa
- 33:14noção bem clara, assim, que a lua, e realmente, cara,
- 33:17tem até uma coisa interessante, que um
- 33:19pesquisador, Valmir Cardoso, tá procurando o nome dele,
- 33:23ele é da USP, astrônomo. Ele
- 33:25falou o seguinte, essas enchentes vêm de chuvas nas
- 33:28cabeceiras dos rios, ou do de gelo no alto da
- 33:31colômbia. E aí você tem um aumento do
- 33:33nível, fecha aspas. Então, tipo assim, a, a, a, a...
- 33:38a mudança de temperatura, às
- 33:40vezes, da colômbia, naquele momento do ano, é o que
- 33:43gera enchente. Os indígenas podem não saber o
- 33:46que gera enchente, mas sabe que tem enchente naquele
- 33:49momento. Sim, é, não é um causador, é
- 33:51um indicador, né? E aí o que acontece, né?
- 33:53Essas enchentes, elas... Por
- 33:56que é que é tão importante a enchente pro povo
- 33:57indígena, pra esses povos, né? Porque
- 33:59se tiver uma, uma, uma enchente naquele momento,
- 34:02vai dificultar a pesca. E aí ele sabe que, tipo
- 34:05assim, opa, isso aqui não é o período de pesca.
- 34:06Vamos pegar, sei lá, plantio,
- 34:08caça, vamos pegar as frutinhas, eles vão
- 34:11procurando outros lugares, outras formas de
- 34:14subsistência. Interessante, cara. Muito
- 34:16interessante. E aí, uma coisa que quer
- 34:17mais maneiro, é que tipo assim, como os... Como
- 34:20é que eu posso dizer? Os fenômenos da natureza, eles
- 34:23mudam de acordo com os astros, eles também acabam
- 34:28mudando fenômenos sociais por conta dos astros. Como
- 34:32assim? Tipo assim, cerimônia de
- 34:33casamento é sempre no momento onde está estrela
- 34:35tal e constelação tal. Ah, por que é um diazinho bom?
- 34:39É um dia bom, é bom, é por
- 34:40acabar de casar e tal. Por que? Porque
- 34:42tem a constelação tal, que diz tal coisa, ainda era
- 34:45mistura, né? Pois é, no teu casamento eu
- 34:47fiquei pensando se chove, né? Nossa!
- 34:49Não sei se chove muito em volta redonda, deve ser
- 34:52raríssimo, né, pra você remarcar. Não
- 34:53chove tanto, mas tinha lá lento, né, já tinha plano,
- 34:58tinha entrar lá pra onde rolou a festa e tal, mas
- 35:02ia ser uma merda, né? Não, dá bem que o cobra coral
- 35:06resolveu. É, contratamos, né? Gastamos
- 35:07de herói pra caralho. Mas enfim, e aí que não tesse?
- 35:11Essa, uma coisa que é
- 35:12interessante, é que o povo Desana é um outro povo
- 35:16indígena, que inclusive da mesma região do Stucano que
- 35:18eu falei, eles levam essa influência pra arquitetura.
- 35:21Olha que maneiro, as casas
- 35:23deles, é... sempre construído no leste ou
- 35:27oeste, assim, a... a... como é que eu posso dizer?
- 35:30A arquitetura deles. Focada
- 35:31nisso, por que? É o nascere e o porre do
- 35:33sol, pra ter sol aqui e tá só ali na casa. Então,
- 35:37tipo, sempre tem sol na casa, né, tirando o meio
- 35:39dia, que aí bate no teto, ou não, de repente o meio
- 35:41dia eles também tem ali, numa forma de entrar.
- 35:43Visabe? É, pode ser uma paradinha
- 35:47assim. E aí, enfim, né cara, tudo
- 35:49que eu tô falando aqui pra você, muito disso é de
- 35:51tradição oral. Então, é difícil saber exatamente
- 35:54quando começou, quem inventou, e... essas...
- 35:58essas simbologias, essas... constelações
- 36:01e tal, é muito diferente. Mas,
- 36:04é uma coisa que é importante lembrar o
- 36:05ouvinte, é que os povos indígenas que a gente tem
- 36:06registro, tá falando de coisa de 500 anos aí, mil
- 36:09anos no máximo, né? É, a gente tem coisa mais
- 36:12antiga e outras civilizações humanas também registraram
- 36:17escreveram coisas sobre os astros muito antes dos
- 36:21indígenas. A gente tá falando de... uma
- 36:23coisa que gera até muito teórico da conspiração, né,
- 36:26do... dos erros de Deus astronautas,
- 36:28é que... a galera da Mesopotâmia,
- 36:32muitos povos da Mesopotâmia diziam que tinha um planeta
- 36:35mais. Tá, galera? Tipo,
- 36:37são quantos? Eu esqueci a quantidade. São
- 36:39nove planetas em cima solar? Ah,
- 36:40não faço ideia. Deixa eu ver. Planetas,
- 36:42sistemas solar, acho que são nove. Quantos?
- 36:45É Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno,
- 36:48Urano, Netuno. Um, dois, três, quatro, cinco,
- 36:50seis, sete, oito, isso, oito, era nove, com um
- 36:52plotão. E aí, os mesopotâmicos, que
- 36:56são vários povos diferentes, né, eles desenhavam dez. E
- 37:01aí, a galera atribui a um planeta que de tantos e
- 37:04tantos anos vem pra cá, que é aquele negócio do
- 37:06Anunak, dos Nibiru. Tá ligado? Então,
- 37:09também influenciam isso. Doidina
- 37:11pra caralho. Mas, o que acontece, Alexandre,
- 37:13hoje, né, pra gente não perder essas nuances, porque
- 37:17os mesopotâmicos escreveram, os povos indígenas não. Tem
- 37:20um movimento hoje, na astronomia e de antropólogo
- 37:24e arqueólogo, assim, que tenta falar com a União
- 37:27Astronômica Internacional pra reconhecer constelações não
- 37:30-européias. Pra notar, só notar. Ah,
- 37:33não, pô, tem que notar, né. Porque
- 37:35eles têm muito medo de sumir, de perder daqui a
- 37:3850, 100 anos. Não, mas me passa, eu salvo no
- 37:40drive. Não. Eu pago o drive, né. Eu
- 37:44pago, não, eu já tenho o drive da gente. Aí,
- 37:46ó, pô, é de 5 tera, aquele mais caro. Cabe
- 37:50o que cabe de constelação e brincadeira. É
- 37:52só pedir, eles desenham e mandam um jatapeg e tá
- 37:54salvo a constelação. Fica tranquilo. Só
- 37:56tem que assinar, né. Tá, e escrever, né, embaixo.
- 37:59Pode ser a mão, né, escreve aí
- 38:00embaixo como é que é. Manero.
- 38:02Uma coisa interessante, quer saber que eles, quarto de
- 38:04criança, que tem as... Não só de criança, né, que tem
- 38:07os estrelinhos, quando você apaga a luz, fica
- 38:10brilhando? Sim, sim. Que
- 38:11é maneiríssimo, acho virado isso pra criança. Tem
- 38:14no... Na Bahia a Toca do Cosmos.
- 38:17Vou te mandar um link pra você
- 38:18ver também, que é bem maneiro. É,
- 38:20ouvir, te joga aí, Toca do Cosmos no Google Imagens. E
- 38:24essa toca é meio que uma caverna, cheia de pinturas
- 38:27que fazem referência ao objeto celeste, tá ligado?
- 38:30Então, você tem eclipse, cometa, e
- 38:32tem outras coisas assim, tem constelações, então, uma
- 38:35pessoa que quer dizer uma constelação tal pode ser do
- 38:38homem velho, não sei. Então,
- 38:39tipo assim, o... Os astros, a astronomy indígena
- 38:43era algo muito comum pra essa galera. E
- 38:45aí, um outro ponto interessante, que eu não
- 38:47tenho aqui também, que eu vi na matéria, é que no
- 38:49ano de 1054 rolou uma supernova, que é uma
- 38:53explosão de... calou infinito assim, uma explosão
- 38:57dos maiores do... que existe no inverso. Acho
- 38:59que é uma explosão de uma estrela, algo assim. É
- 39:02pesado, é pesado. É quando uma estrela explode,
- 39:04que é o caminho do sol, né? O
- 39:05sol vai explodir um dia. Daqui
- 39:07há bilhões de anos. Você não confia muito não, tá?
- 39:11Ai, lá. E
- 39:12aí, explodir vira o quê? É,
- 39:14isso não me engano vira uma nan vermelha, e aí,
- 39:16caminha pra se um buraco negro. Hummm...
- 39:21Foi, cara. O que é que isso fez um
- 39:23meio debochado? Mas enfim. E
- 39:27aí, o que aconteceu? Em 1054 rolou essa explosão,
- 39:30né? Sua supernova. E,
- 39:32cara, a explosão foi tão forte que todo planeta, tá
- 39:36ligado? Essa explosão ficou tão forte
- 39:38que, em toda a terra, essa explosão ficou visível por
- 39:41dois anos, po. Pô, que lindo! Absoluto.
- 39:45É um sido horrível, né? Ah,
- 39:47não. Não ficou tudo... Ficou,
- 39:48não ficou tudo claro. Explodido
- 39:50só. Ah, não foi sumindo. Deve
- 39:52ter sido bem bonito, né? Deve
- 39:54ter sido muito bonito. E aí, chinês, árabes e outros
- 39:56povos escreveram sobre isso, né? Óbvio,
- 39:58né? Um parada por tão grande, né?
- 40:00E aí, tem muita gente que
- 40:01procura algumas pessoas acham que já encontraram
- 40:04registros indígenas sobre essa supernova. E
- 40:07seria legal o ser humano evoluir da bomba atômica
- 40:10por uma outra bomba pra conseguir estourar esse...
- 40:13explodir estrelas, né? E
- 40:15fazer outras supernovas, né? Que
- 40:17isso, cara. Ah, tu não ia querer ver. Não
- 40:19tem nada lá, meu. Não tem gente da estrela, né?
- 40:22Deve ter, cara. Deve
- 40:23ter alguma coisa. Vida tem. Vida
- 40:25pode ter. Vocês só querem ver a explosão
- 40:28dos dois anos no céu? Pô, tu não quer, então? Não,
- 40:30eu quero ver uma explosão por dois anos no céu. Não,
- 40:32cara. Não seja hipócrita. Já
- 40:34bastam os nossos políticos, Victor. Ah,
- 40:36boa! Beleza, agora que você, né? Botou
- 40:40dessa forma. Eu não sei o que tá no. Eu
- 40:42queria ir eles, não. O Vish também quer. O
- 40:45projeto OpenHiner 2. A bomba da bomba. É
- 40:51bom demais. Mas enfim, cara, e aí uma
- 40:54coisa interessante que tem um pesquisador chamado
- 40:56Germano Afonso. Ele, na década de 90, mapeou
- 40:59mais de 100 constelações dos povos originários
- 41:02brasileiros. E ele relacionou vários mitos
- 41:05e fenômenos naturais a essas constelações. Então,
- 41:08pra quem quiser dar pesquisada, tem até um
- 41:10livro. Como é que o nome do livro,
- 41:11cara? Acho que o nome do livro é,
- 41:12literalmente, Astronomia Indígena. Isso.
- 41:16Do Luiz Galdinho. A Astronomia Indígena. Que
- 41:19é do Luiz Galdinho, da editora Nova Alexandria. Tá
- 41:23vendo na Amazon? Olha aí. 2015 o livro. Pra
- 41:27quem quer aprender essa parada, eu acho muito
- 41:30maneiro, cara. Pô, deve ser legal. Se
- 41:32o livro tem as historinhas, deve ser legal. Tem,
- 41:34tem. Provavelmente tem. Pelo
- 41:35que eu entendi, é fundamental pra explicar a
- 41:37Astronomia Indígena. É, uma coisa interessante, que
- 41:40tipo, esse cara, ele compartilhou no próprio
- 41:42livro, inclusive, que ele visitou, né, alguns povos
- 41:47indígenas, e aí no Paraná, no Maldê, a Guarani, ele
- 41:51foi informado pelas pessoas, né, pelos indígenas, que os
- 41:56insetos aumentavam, a quantidade de insetos
- 41:58aumentavam em noite de lua cheia. E
- 42:00realmente, cara, isso acontece, só que ele não
- 42:01fazia ideia. Ele é astrônomo. Tipo,
- 42:03então, assim, ele realmente foi pegando várias coisas
- 42:06que ele não fazia ideia. Uma
- 42:07outra coisa que ele defende é que os indígenas também
- 42:09usavam relógios solares. Como
- 42:12assim, de pulso? Não. Não. Um
- 42:16relógio que uma pedra vertical no chão, e aí
- 42:19tinha umas marcações em volta, ele acha que tipo,
- 42:21pra contar a hora. Mas não é comprovado 100%, tá?
- 42:24É. Não precisa ser a hora
- 42:26também, né, acho que é talvez outra unidade de
- 42:27medida, né? É, não, hora é uma dizer, né,
- 42:29tipo, para contar as coisas. Mas
- 42:32é muito louco, né. Mas é louco, né, cara, de
- 42:34verdade, pra ser, a gente tem esse costume de achar
- 42:35que a régua do mundo é a nossa, né? A
- 42:38forma de você julgar como as coisas funcionam é a
- 42:41nossa. E aí, isso sempre me leva a
- 42:43pensar sobre aquele ponto de, quanta coisa a gente
- 42:46não aprendeu porque povos e e e culturas, em geral,
- 42:52foram destruídas, tá ligado? Pô,
- 42:53velho, tu falou, tu fez aquele episódio da
- 42:56biblioteca de Alexandre... Alexandria,
- 42:58isso. Deve ter tido umas três
- 42:59bibliotecas de Alexandre indígena aí, não...
- 43:02necessariamente de livros, mas... culturais,
- 43:05que deve ter tido... Papo Rato. A
- 43:07gente não faz ideia. Espaus cara inventaram o Apple
- 43:09Watch antes, assim, sabe? É,
- 43:12pelo menos umas paradas, tipo assim, resolveram
- 43:14questões sociais de uma forma política foda. Eu
- 43:17não lembro qual que era o povo, não sei se era os
- 43:18maias ou os incas, posso ter errado qual que é o
- 43:21povo. Mas de um povo que não tinha
- 43:22fome, pô, tá ligado? Isso é muito foda. É
- 43:25o Zempik, eles estudaram? Caraca...
- 43:29Ele vivia... Eu tô zindindo a cabeça do...
- 43:32pra caralho... O
- 43:35Zempik Maia. Isso vai ser um... Alguém
- 43:38que vai fazer o chá do Zempik Maia pra vender,
- 43:40assim. Ah, caralho, pode crer aí.
- 43:42Emagrecimento. O Zempik Maia. Eles
- 43:47dão tchau... eles dão tchau fome, por que,
- 43:49cara? Não, porque... não
- 43:50te não, né, fome? Eles tchau... Não
- 43:54é literalmente fome, não? Eles
- 43:56não estão evoluídos. Não, cara... Eu
- 43:59tô falando literalmente de pessoa que fala, um, que
- 44:01fome. Não é isso, não. Quer
- 44:04comer um negócio? É mesmo, eu sou maia. Tô
- 44:10de boa, obrigado. Eu tô falando socialmente.
- 44:14Ah... Pessoas que passam fome é
- 44:16um problema no Brasil. Eu tenho dezenas de milhões de
- 44:18pessoas que passam fome. Não
- 44:19é uma pessoa que tipo assim, eu agora, ou meia
- 44:21de 20, tô com fome, não é isso? Não
- 44:23é isso que eu tô falando. Eu
- 44:24tô falando de fome como um problema mesmo, traga. Eu
- 44:27tinha entendido, tá, Vitor? Tinha.
- 44:30Mas... Como é que tu acha que eles
- 44:32resolveram isso? Vocês fizeram... Nossa
- 44:34família? Não, não, não, boa família
- 44:37indígena. Não sei, não sei. Na
- 44:40verdade, tem como saber. Eu que não sei mesmo, que eu
- 44:42não chudei muito. Tem muitas formas de resolver
- 44:45isso, podem ter matados todo mundo que sentia fome
- 44:46também, né? É, é uma forma. Porque
- 44:49jogavam futebol com a cabeça das pessoas, não
- 44:50jogaram também? Não. Ah, é, né? É,
- 44:53eu não sei se eles eram... É,
- 44:55eu não sei se eles eram, talvez a galera mais... É,
- 44:58você sabe que esse bagulho da bola é de com o cabelo
- 45:00de gente, nunca foi comprovado, né? É
- 45:02o que diziam, né? Mas nunca encontram uma bola
- 45:04com um crânio dentro. É, mas encontraram todos mais
- 45:07satisfeito, com a marinha cheia também. Põe,
- 45:09deixa calma aí. Que filha da puta, cara. Mas
- 45:13aí gostou do episódio, você aprendeu? Ah,
- 45:15eu amei, Vitor. Achei muito importante, achei
- 45:17necessário. Achei... Muito potente. Potente.
- 45:23Necessário, potente. Qual que é o bingo dessa
- 45:25galera? Necessário, potente, um não -episódio.
- 45:28Tem vários, né? Enfim,
- 45:30Vitor, acho... Ele está nesse lugar, né? Nesse
- 45:33lugar, eu acho. É bom, é bom. É
- 45:35a mãozinha na frente, assim, nesse lugar. Não,
- 45:37Vitor, potente, potente. Não,
- 45:39eu gostei, eu gostei. Sempre
- 45:40quanto é coisa indígena, eu gosto, cara. Tu
- 45:42não tem um primo que tu falou uma vez, milhões de
- 45:44anos atrás, que é mestre indígena do cara da 4? Foi
- 45:48os cursos de indígena. Não, ele é curso de literatura
- 45:51indígena. E da aula disso, assim, um
- 45:53dia, tem que... Chama ele aí, pô. Ele
- 45:56não brota no São Paulo, não? Ele
- 45:58está em Brasília. Mas eu vi ele... Não,
- 46:01não cheguei a ver ele. Mas,
- 46:03uma hora a gente vai se cruzar, eu convido ele.
- 46:05Perfeito. Ele é irmão da minha
- 46:07prima, que faz caldo de osso. Ah,
- 46:10tu falou, pô. Deve ser maneiro o caldo de
- 46:12osso, cara. Mas já não estamos na moda,
- 46:14não. E ele é casado com a minha
- 46:16outra prima da minha outra família, né? Mas
- 46:18não tem relação sanguínea. Não,
- 46:20não, não. Não tem relação. É
- 46:21tipo, primo com primo de outras... De
- 46:23duas famílias diferentes. Agora
- 46:25não sou esse divorciário, mas eles têm filhos, então.
- 46:28Caralho! É que é a tentativa de me
- 46:30recriar, né? Juntou os dois sangue, né? É
- 46:35isso, é isso. A família do teu pai e da
- 46:36tua mãe. Esse céu tão bom, vou tentar
- 46:39outro. Mas só você não, você e sua
- 46:41irmã, né? Não, mas mais eu. Ai,
- 46:47a lei, tá bom, a lei. Então
- 46:49é isso, Ligê. É essa a história da
- 46:50astronomia indígena. O episódio acabou, mas a
- 46:57missão de vocês ainda não. A
- 46:59gente está fazendo esse finalzinho a mais do
- 47:01episódio. Para pedir para vocês para
- 47:04ajudar esse podcast. Como é que ajuda, Niquil? É
- 47:06fácil? Repassa, cara. Basicamente,
- 47:09repassa. Eu gosto muito quando fazem
- 47:10postzinho no Instagram, repassando os reels. Ou,
- 47:15pessoal, só pega o linkzinho do Spotify e
- 47:17coloca lá, eu acho. Os stories, né? Postando
- 47:18os stories. Histórias é descartável, né? Rapidinho
- 47:21e posta ali. Posta tanta merda nos stories.
- 47:24Posta um monte de coisa que...
- 47:25Às vezes, tu não sabe que
- 47:26postar também, né? Aí quer permanecer relevante.
- 47:30Isso, eu sei que estou wet. E
- 47:31também tem um lance do Chaveco, né? Você
- 47:35sabe. Porque se você encontra uma gata
- 47:39atrás de um gato e você posta a história para os
- 47:42brothers e esse gato gosta de história para os
- 47:43brothers o assunto inteiro de você está definido. É,
- 47:47aí, vai direto. E isso, vai dar bom. Não
- 47:52tem como dar errado. Se você quer transar,
- 47:54compartilhe aí nos stories do Instagram e no Twitter
- 47:57também marca a gente, marca a gente. Aonde?
- 48:00Ali? Marca no Arroba História para os
- 48:02Brothers no Instagram, mas se você também é assexual
- 48:06não deixa de repassar também o episódio. As
- 48:09pessoas assexual também são muito bem -vindas se você
- 48:11quiser só, será, que só encontra um amigo. Pode
- 48:14ser? É, é isso aí. Talvez
- 48:15seu amigo goste de história para os brothers. Mas,
- 48:17olha, espalha mesmo o que eu estou precisando, tá?
- 48:21Fala rapidinho, sir. Beleza,
- 48:24ali, beleza. Valeu, tchau, tchau. Música