Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / Clube do Livro: Nudge #04 - Ancoragem, Disponibilidade e Representatividade [Vieses e Asneiras]
Transcript
- 0:08Vamos nessa, seja bem-vindo a mais um episódio do clube do
- 0:12livro do Podcast Segredos Financeiros, estamos na playlist
- 0:16do livro noite não é isso não isso aí, isso aí o nessa, vamos
- 0:19continuar esse que é um grande clássico.
- 0:22Finalizamos no último, no último episódio que a explicação entre
- 0:26o que é que é, que é que é sistema um e o que é que é
- 0:28sistema? 2 nas palavras do próprio autor
- 0:31e também um pouco na nossa, não é?
- 0:33E agora a gente vai para um sub capítulo deste capítulo que ele
- 0:37chama de regras gerais, hã? Então te citando aqui?
- 0:42Porque à medida que eu for lendo isso para você que está só
- 0:45ouvindo, não Vai Ficar tão claro, mas.
- 0:48É ele, ele vai apresentar? O que a gente pode chamar de
- 0:51heurísticas originais não é que derivam do trabalho do Daniel
- 0:56Calmon lá com. Essas heurísticas originais, né
- 1:00são 3. A ancoragem, a disponibilidade e
- 1:04a representatividade não é o viesse se você quiser, não é?
- 1:10Mas vamos lá, vamos começar e, é claro, ele vai entrar em cada
- 1:13uma dessas. Aqui pode começar o não podemos
- 1:16sim, podemos sim, podemos e com isso aqui é o capítulo um
- 1:19viesses e asneiras ainda estamos no capítulo um perfeito, né?
- 1:22Eu falei sobre capítulo, porque ele tem um.
- 1:26Uma separações exatamente isso isso aí, brunão, vamos lá.
- 1:31A maioria das pessoas é muito ocupada.
- 1:34Nossa vida é complicada e não podemos gastar todo o nosso
- 1:37tempo pensando e analisando tudo.
- 1:40Quando precisamos fazer considerações?
- 1:43Como, por exemplo, estimar a idade de Angelina, Julie ou a
- 1:47distância entre Cleveland e Filadélfia.
- 1:50Utilizamos regras gerais. Fazemos isso porque na maioria
- 1:54das vezes, essas regras são rápidas e úteis.
- 1:58Um parêntese. Há a mini série de introdução do
- 2:04nosso programa de formação de especialistas em finanças
- 2:06comportamentais. Se a minissérie tem o nome de
- 2:09teoria do caos, ela começa daqui.
- 2:11Não é, justifica, justificando e provocando justamente essa
- 2:15desatenção. Que NOS leva a Tomar decisões
- 2:18equivocadas, muitas vezes sem sequer perceber, né?
- 2:21E como quase que atalho. AE por não ter tempo, não é só a
- 2:26questão da atenção. A gente usa essas regras gerais.
- 2:28Esse é o cerne do trabalho do Robert Dean.
- 2:32Que ele explica em vários artigos científicos, mas também
- 2:36na obra as armas da persuasão não é o Click Click lá que está
- 2:39na introdução do livro para quem já leu, é justamente isso aqui.
- 2:43Seguindo, na verdade, existe uma boa coleção de regras gerais
- 2:47editadas por tom Parker e intitulada Rose of Tomb Né ou é
- 2:52uma espécie de regras de ouro aqui.
- 2:55Para escrever o livro, Parker pediu aos amigos que lhe
- 2:58enviassem boas regras básicas, por exemplo, um ovo de avestruz
- 3:02serve 24 pessoas no almoço. Eu Não sei que, por exemplo, é
- 3:06essa, mas vamos lá. Outros exemplos aqui na das
- 3:11pessoas aumentam a temperatura de um cômodo de tamanho médio em
- 3:141° por hora. E tem uma regra à qual
- 3:18voltaremos mais adiante em um jantar de académicos, não deve
- 3:21haver mais de 25% de convidados do departamento de economia para
- 3:25não estragar a conversa. Pois, bem, isso é uma própria
- 3:28piada, não é? Com os economistas do Taylor, é
- 3:30muito irónico, ele faz muito isso.
- 3:32E aqui tem uma parte que eu destaquei, embora possam ser
- 3:35bastante úteis. As regras gerais também podem
- 3:38NOS levar a vieses sistemáticos, né?
- 3:42Eu acho que se repetem. Essa ideia, originalmente
- 3:46desenvolvida décadas atrás por 2 Psicólogos israelenses.
- 3:51Em, 1974. Mudou a forma como os psicólogos
- 3:58e com passar do tempo, os economistas também.
- 4:02Então, mudou a forma como esse pessoal estuda o pensamento?
- 4:07O trabalho original da dupla identificou 3 heurísticas ou
- 4:11regras gerais. Aqui ó ancoragem,
- 4:15disponibilidade e representatividade que eu
- 4:17comentei aqui mais cedo. E os vieses associados a cada
- 4:21uma. Hã?
- 4:24A pesquisa da dupla se tornou conhecida como a abordagem de
- 4:27heurísticas e vieses ao estudo das opiniões humanas.
- 4:31Mais recentemente, os psicólogos descobriram que as heurísticas e
- 4:36vieses nascem da interação dos sistemas automáticos reflexivo.
- 4:40Foi o que a gente explicou no episódio anterior aqui.
- 4:43E o que o Daniel que me explica? Vastamente lá na obra de rapto
- 4:47devagar, então vamos a cada uma dessas heurísticas aqui,
- 4:50ancoragem. Imagine se pedirmos a um morador
- 4:55de Chicago que está e aí a gente tem que sempre ver a pensar em
- 5:00traduções, né, então? E esse livro foi escrito em
- 5:05inglês por um americano para a realidade dos Estados Unidos,
- 5:08então por isso que tem a história de Samos regras gerais
- 5:11para estimar a distância entre Cleveland e Filadélfia.
- 5:14Você está me ouvindo aqui? Provavelmente nunca vai querer
- 5:16estimar a distância entre Cleveland e Filadélfia, mas.
- 5:19Se entender o que é que o autor quis dizer, então que o imagina?
- 5:23Se pedimos se pedirmos a um morador de Chicago que estime.
- 5:27Quantos habitantes tem em Milwaukee, cidade que fica 2
- 5:31horas ao Norte de Chicago? Quem mora em Chicago pode não
- 5:36saber muito sobre mim, Hulk, mas com certeza acha que é a maior
- 5:40cidade do Estado de Goiás com ting.
- 5:42Então como proceder? Bom, uma coisa a fazer é
- 5:46começar, pelo que já sabemos que a população de Chicago cerca de
- 5:493000000 de pessoas. A partir daí podemos pensar que
- 5:52me o que é uma cidade grande, mas não tão grande quanto
- 5:54Chicago, então então, então então vejamos, talvez tenham 1/3
- 6:00da população. Assim, chutamos que me o que tem
- 6:031000000 de habitantes. Agora imagine que façam a mesma
- 6:07pergunta, um morador de Green Bay, Wisconsin.
- 6:10Ele também não sabia a resposta, mas sabe que Green Bay tem cerca
- 6:14de 100000 habitantes e que Milwaukee é, digamos, 3 vezes
- 6:17maior que sua cidade, por isso deve ter 300000 habitantes.
- 6:21Esse processo é conhecido como ancoragem e ajuste.
- 6:26Quim bom português é buscar uma referência, né?
- 6:29Então você começa com uma âncora, o valor que você conhece
- 6:33e a partir de então, faz ajustes na direção que considera
- 6:36apropriada. Até aí, tudo bem.
- 6:39Ouvi é isso ou o erro ocorre porque, em geral, os ajustes são
- 6:44insuficientes. E como consequência, NOS levam a
- 6:49conclusões equivocadas. Experimentos têm comprovado que,
- 6:53em problemas semelhantes ao do nosso exemplo, os moradores de
- 6:56Chicago costumam fazer uma estimativa auta porque eles
- 7:00estão baseados em sua coragem alta.
- 7:03Enquanto os de Green Bay estão para baixo.
- 7:06Baseados em sua ancoragem baixa, na verdade, me o que tem cerca
- 7:10de 580000 habitantes, que é meio que no meio do caminho ali, né?
- 7:15Att ancoragens claramente irrelevantes se infiltram no
- 7:19processo de tomada de decisão. Faça o seguinte teste, pegue os
- 7:23últimos 3 dígitos do número, seu telefone só me 200, escreve o
- 7:27número agora, responda. Em que ano Átila?
- 7:31O Uno saqueou a Europa foi antes ou depois desse ano, tem algum
- 7:36palpite? Vamos dar uma dica, foi depois
- 7:39do Nascimento de Jesus Cristo. Veja mesmo que não conheça bem a
- 7:45história da Europa, você pode afirmar com propriedade que a
- 7:48data em que Átila fez seja lá o que for, não tem nada a ver com
- 7:52o número do seu telefone. Ainda assim, quando realizamos
- 7:56esse experimento com os nossos alunos, os que começam com
- 7:59ancoragens altas estimam respostas de mais de 300 anos
- 8:03após às 12 que começam com ancoragens baixas.
- 8:08O sinal, a resposta certa é 411. Tem uma série porque para muitas
- 8:15obras que falam de finanças comportamentais, falam de
- 8:16coragem, não é? E tem muitos e muitas pesquisas
- 8:22que mostram esse negócio da da âncora irrelevante, hã?
- 8:27Então tem lá no Eu Não sei. Acho que no artigo do do do do.
- 8:33É que. O Carol davam a roleta.
- 8:39E depois tinha que fala alguma coisa ou outro, lembrava o
- 8:42número do CPF dele. Ai tinha que chutar alguma
- 8:45coisa, tipo essas coisas que claramente como ele falou aqui,
- 8:48não tem nada a ver, mas ainda assim, inconscientemente, acaba
- 8:50influenciando no nosso palpite. E aí vão 3 que eu destaquei,
- 8:54olha só. Às âncoras podem influenciar até
- 8:59sua forma de encarar própria vida a essa parte é legal porque
- 9:02aceitam. Lembro se aqui.
- 9:03É história do sexo, olha só. E em um experimento
- 9:07universitários tinham que responder 2 perguntas, primeira,
- 9:10quão feliz Você é? E segunda com que frequência vai
- 9:15encontros? Quando as perguntas foram feitas
- 9:18nessa ordem, a correlação entre elas foi muito baixa.
- 9:22Então cara feliz, mas ele não está tendo muitos encontros,
- 9:25encontros. É que eu dei-te americano, não é
- 9:29encontro para namorar, não é? Encontro para carai assim por
- 9:31diante. A ao que parece.
- 9:36Investigados pela pergunta sobre relacionamento, os estudantes
- 9:40os, ou seja, quando você muda a ordem, né?
- 9:42Você pergunta primeiro, qual a frequência que você vai a
- 9:44encontros e depois o quão feliz Você?
- 9:46E aí, o que que acontece e ele diz aqui, né?
- 9:49No entanto, quando a ordem for invertida, a correlação saltou
- 9:52para zero ponto 62%. Ao que parece instigados pela
- 9:57pergunta sobre relacionamento, os estudantes usam o que pode
- 10:00ser chamado de heurística do namoro.
- 10:04Para responder sobre a própria Felicidade.
- 10:07É quase que um pensamento assim, nossa, Eu Não lembro.
- 10:10Qual foi a última vez que tive um encontro?
- 10:12Minha vida é horrível ou puts. Eu estou encontrando muitas
- 10:17pessoas nesse sentido amoroso. Minha vida é muito boa.
- 10:22Pois bem, é possível obter resultados semelhantes com
- 10:26casais. Para isso, basta trocar a
- 10:28pergunta sobre relacionamentos para frequência com que fazem
- 10:31sexo e tem uma pesquisa do Martins Wars 1988, né?
- 10:37Então isso na cabeça dos Caras que fizeram pesquisa?
- 10:40E chegaram nisso aqui. Ou seja, se perguntar para um
- 10:42casal. Para uma conjunto com você é
- 10:46feliz com qual frequência você faz sexo?
- 10:48Se você inverter a ordem, essa pessoa tiver fazendo sexo com
- 10:50muita frequência para qualquer que seja a frequência alta para
- 10:53essa pessoa, ela tende a aumentar.
- 10:57Probabilidade dizer que está feliz e o oposto idem.
- 11:01Então, na linguagem deste livro, as âncoras, elas podem atuar
- 11:06como? Ela, ou seja, podemos
- 11:09influenciar sua escolha numa situação específica, sugerindo
- 11:13sutilmente um ponto de partida para o seu processo de
- 11:16pensamento. Quando as instituições de
- 11:19caridade pedem uma doação, costumam apresentar opções de
- 11:22valores como 100 USD, 250 USD, 1000 USD, 5000 USD ou outro.
- 11:27Se os encarregados de angariar fundos, sabem o que estão
- 11:30fazendo. Esses valores não são
- 11:32aleatórios, porque as opções influenciam o valor que as
- 11:35pessoas decidindo a. As pessoas dão mais se as opções
- 11:40são 100 USD 250 USD 1000 USD 5000 USD do que quando as opções
- 11:46são 50 USD 75 100 150. Em muitas áreas.
- 11:52As evidências mostram que, dentro de um limite razoável,
- 11:56quanto mais se perde, mais se obtém advogados que processam
- 11:59companhias fabricantes de cigarro gear geralmente
- 12:02conseguem conter as astronómicas, em parte porque
- 12:05induzem o júri a se ancorar em valores multimilionários.
- 12:09Negociadores inteligentes quase sempre chegam a acordos
- 12:12excelentes para seus clientes, fazendo uma proposta inicial tão
- 12:15elevada que o outro lado fica empolgado por no fim pagar
- 12:18apenas metade daquilo. É lógico que, na prática, as
- 12:23coisas não são tão simples assim, sobretudo quando se fala
- 12:25de negociação, sobretudo quando você está negociando com outro
- 12:28lado que não é bobo, não é, mas é inquestionável e a gente fala
- 12:32isso com evidência científica de que as ancoragens existem, né?
- 12:37E o fato de Você, como é que eu me?
- 12:39Como é que eu lido com as âncoras do mesmo jeito que ele
- 12:42propôs, que a gente lhe dá se com os nomes, inclusive, ele
- 12:44trata ancoragem como una diz, não é, ou seja.
- 12:48Ele está lá. Dispor as comidas no refeitório
- 12:52de forma aleatória. É também uma arquitetura de
- 12:55escolhas. Então.
- 12:58Haverá uma disposição que irá influenciar a escolha de
- 13:02qualquer forma, né? Então a gente lida com âncoras e
- 13:06a gente apresenta âncoras. De qualquer forma é que eu faço,
- 13:09então eu tomo consciência desse processo e eu uso esse processo
- 13:13para construir uma relação mais saudável entre eu.
- 13:16E quem quer que seja meu cliente, a minha família, meus
- 13:20colaboradores, enfim. E assim por diante, então isso
- 13:23aqui ancoragem está turma, então estamos em regras gerais.
- 13:26São 3 grandes heurísticas. A primeira foi ancoragem.
- 13:29Vamos agora para disponibilidade.
- 13:31Até que ponto você deve se preocupar com furacões, energia
- 13:34Nuclear, terrorismo, mal da vaca louca, ataques de crocodilo,
- 13:37gripe viária viária? E até que ponto deve tentar
- 13:40evitar os riscos associados a cada um dessas ameaças?
- 13:43O que exatamente você deve fazer para prevenir os tipos de perigo
- 13:46que enfrenta no dia a dia? Para responder a perguntas como
- 13:49essas, a maioria das pessoas usa a heurística da disponibilidade,
- 13:53elas avaliam o risco de algo acontecer de acordo com a
- 13:57facilidade com que conseguem pensar na questão.
- 14:01É muito mais provável que fiquem assustadas e preocupadas com
- 14:04exemplos que estão sempre no fundo da sua cabeça.
- 14:08Um risco familiar como aquele que muitos americanos passaram a
- 14:11associar ao alto ao ato de terrorismo depois do 11 de
- 14:15Setembro, é considerado mais grave que um risco menos
- 14:18familiar, como as consequências de pegar muito sol ou de verões
- 14:21muito quentes que, além de não ser familiar, ele não se torna
- 14:25familiar porque não se noticia, não é?
- 14:29Aki tem muito a ver com com você, é muito comum quando fala
- 14:32de heurística de disponibilidade, certamente ele
- 14:34vai falar aqui. Confesso que Eu Não lembro se
- 14:37ele falou não, mas a imagem que sim é que é o impacto do que a
- 14:41sociedade fala do que ela produz, do que é que a mídia
- 14:44fala no que é disponível para mim.
- 14:47Então, quanto mais chocante, quanto mais raro for um evento,
- 14:50muitas vezes, por ser raro, isso vira notícia e repercute muito.
- 14:56E aí eu acabo tratando esse evento que é raro como algo
- 14:59muito provável por conta da disponibilidade, não é?
- 15:03E é esse tipo de evento, é ilustrado muito bem pelo Mouse.
- 15:07A polícia financeira no capítulo que ele fala de que é a sedução
- 15:11do pessimismo feito, é justamente quando a gente pega
- 15:14esse tipo de notícia, EE toma como se aquilo ali fosse o fim
- 15:17do mundo, mas na verdade ele até fala lá e quando a gente vai
- 15:21olhar história, a história tem muito progresso.
- 15:24Só que o progresso é muito lento para que a gente perceba
- 15:26enquanto os eventos catastróficos, os reveses e eles
- 15:31são tão rápidos que não tem como não dar atenção, chama muito
- 15:35mais atenção, muito mais atenção fora aqui.
- 15:38Nós temos aversão à perda também, não é?
- 15:40Também tenho concorrentes, pessoas e comportamentais,
- 15:43pessoal. Se tal essa é 11 das formas de
- 15:47você explicar esse shift, esse barulho todo que atua nas
- 15:50finanças comportamentais fez, não é?
- 15:53É, por exemplo. Quando se fala de como é que a
- 15:56pessoa deve investir o. Como qual é a teoria que me
- 16:00ajuda a construir um portfólio de investimentos?
- 16:03Então a mudança, que é que o markovitz?
- 16:08É. Toda a teoria dele está pautada
- 16:11na tese de que as pessoas são avessas a risco.
- 16:15Enquanto que tu mandas finanças comportamentais, na verdade,
- 16:18coloca que nós somos em primeiro lugar versus a perda, não é
- 16:21isso? Muda muita coisa, mas é isso aí.
- 16:24Brunão, exatamente isso vão voltar.
- 16:26Então fala-se mais em homicídios que em suicídios, portanto, as
- 16:31pessoas pensam equivocadamente que nos Estados Unidos é mais
- 16:35provável que um indivíduo seja assassinado, assassinado do que
- 16:39cometa suicídio. Olha só, é a seguinte.
- 16:42A Acessibilidade e a visibilidade estão muito
- 16:44relacionadas a heurística da disponibilidade e o papel delas
- 16:48é igualmente importante. Se você já presenciou um
- 16:50terremoto, terá mais facilidade de considerá-lo.
- 16:53Um fenómeno provável no dia a dia do que quem apenas leu sobre
- 16:56o assunto numa revista. Por isso superestimamos a
- 17:00probabilidade de morte mais gravadas na Memória e fáceis de
- 17:03imaginar como um tornado. Enquanto outras formas mais
- 17:07discretas, uma crise de asma, por exemplo, recebem estimativas
- 17:11muito baixas, mesmo que sejam muito mais frequentes.
- 17:14É 20 vezes mais provável que você morre de ataque de asma do
- 17:17que vítima de um tornado. E é engraçado esse próprio
- 17:21exemplo aqui para quem é brasileiro e está ouvindo isso
- 17:23aqui. Não consegue entender tanto que
- 17:26ele é didático, porque para a um Norte americano que de vez,
- 17:31quando se tem tornado lá e tal e quando tentou matar outro, sendo
- 17:33ele entende bem que não realmente tornado.
- 17:35É uma coisa muito provável para a gente.
- 17:37Já não é tanto não. Vamos lá a acontecimentos
- 17:41recentes também têm impacto maior no nosso comportamento e
- 17:43nossos medos em comparação com os antigos, o sistema automático
- 17:48tem plena consciência, talvez até demais dos riscos associados
- 17:52aos exemplos mais disponíveis. Por isso, não sente necessidade
- 17:55de recorrer a estatísticas entediante, ou seja, outra coisa
- 17:58que impacta o tamanho da disponibilidade é o quão recente
- 18:01é. Esse acontecimento, né?
- 18:03Então vi eixo deriva disse que ouvia esta referência.
- 18:08Ai o estica da disponibilidade e ajuda a explicar muito
- 18:11comportamentos relacionados a riscos, inclusive decisões
- 18:14públicas e privadas, a respeito de se precaver.
- 18:16Às experiências recentes e sem forte influência na contratação
- 18:20de seguros contra desastres naturais após um terremoto, há
- 18:24um grande aumento na aquisição de apólices de seguro, mas
- 18:28depois disso, as lembranças vão ficando para trás e esse número
- 18:31sofre uma queda constante quando não há inundações no passado
- 18:35recente e muito menos provável que moradores de zonas
- 18:38alagadiças contratem um seguro e, da mesma forma, pessoas que
- 18:42conhecem alguém que sofreu com inundações tem mais
- 18:44probabilidade de contratar um seguro, mesmo que não corram
- 18:47risco real. Então, por exemplo, quando eu
- 18:51vou oferecer Tomar até que fanã se alô alô, presta atenção.
- 18:55Se você vai oferecer uma consultoria financeira e com
- 18:59abordagem responsável que por a gente vai pensar em multiplicar
- 19:03seu património, mas antes de qualquer coisa, vão proteger o
- 19:06seu. O seu património.
- 19:07Não vão proteger a sua família ou se além dessa narrativa dessa
- 19:11abordagem, você é tem alguma parceria ou distribui
- 19:15diretamente produto de proteção, como previdência privada?
- 19:19Que vou enquadrar que com um produto produção está com
- 19:21seguros que ele mencionou usar o fim da vida antes?
- 19:26Vai tornar essa pessoa. A.
- 19:30Vai tornar a importância da contratação de serviço desse
- 19:33produto. Mais.
- 19:37Evidente porquê? Porque o risco de não contratar
- 19:41ou de não se proteger vai estar mais disponível, hã?
- 19:45Então lembra que eu disse que a gente vai entender essas coisas
- 19:47para usar para ter uma relação melhor com com nossos clientes,
- 19:51com com quem quer que seja. Então, se você realmente
- 19:53acredita? Que um bom seguro na medida
- 19:56certa vai fazer bem para uma família, então você pode
- 19:58utilizar mecanismos que vão. Fazer com que, através da
- 20:02disponibilidade, essa pessoa esteja mais propensa a
- 20:05considerar a contratação de seguro.
- 20:08Vamos seguir a avaliações de risco tendenciosas podem
- 20:11influenciar de forma perversa a maneira como NOS preparamos para
- 20:15crises económicas e processos políticos e também como reagimos
- 20:19a tudo isso quando as ações da Internet vão bem, as pessoas
- 20:22compram mesmo que a partir de então ela se torna um mau
- 20:25investimento, ou imagine que as pessoas pensem erroneamente que
- 20:28certos riscos, como de acidente Nuclear são altos, enquanto
- 20:32outros, como o AVC, são menores, esses equívocos podem afetar as
- 20:36políticas governamentais, porque o Estado tem de alocar recursos
- 20:39em áreas que causam mais temor. Na população e não onde pediu, é
- 20:44mais provável. Entende isso aqui, pessoal?
- 20:48Então veja OOA resposta da disponibilidade da da opinião
- 20:53pública faz com que muitas vezes o Estado tenha que alocar mal os
- 20:58seus recursos. Não é?
- 21:00Então, muito embora tenha criticado o excesso de enfoque e
- 21:03continua a mesma crítica não é para políticas públicas.
- 21:07É mais às vezes é legal. Você tem OA percepção de tanto
- 21:11que essas questões comportamentais elas têm um
- 21:14impacto muito grande mesmo na vida de todo mundo.
- 21:18Quando o viés de disponibilidade entre ação, conduzir a avaliação
- 21:23de volta para o âmbito das possibilidades reais pode causar
- 21:26melhorias tanto nas decisões públicas quanto nas privadas.
- 21:29Uma das melhores formas de aumentar o medo do que aconteça
- 21:32algo ruim é lembrar à população de um incidente semelhante, que
- 21:36teve consequências negativas. Uma boa forma de aumentar a
- 21:39confiança da população é lembrá-la de um de um incidente
- 21:42semelhante em que tudo correu bem.
- 21:43O problema inevitável é que quando NOS lembramos facilmente
- 21:47de um acontecimento semelhante, distorcemos, inflacionámos
- 21:50nossas estimativas de que volte a acontecer.
- 21:54Por outro lado. Quando nada semelhante NOS vêm à
- 21:57mente, estimamos para baixo. Então.
- 22:02Há um papel muito importante para que as pessoas não tomem
- 22:06decisões financeiras com base na disponibilidade de fatos
- 22:09distorcidos. Da educação que nós, condutores
- 22:13educadores, levamos, o podemos levar para as pessoas, tanto na
- 22:16nutrição que a publicação de conteúdo, etc.
- 22:18Como na linha lógica da construção de uma palestra sua,
- 22:21por exemplo. Hã?
- 22:23Isso é uma coisa e um exemplo prático, já que eu falei que
- 22:27tornado num então vou eu vou exagerar, vou sair do no exemplo
- 22:30de uma realidade diferente, vou vim para coisa bem regional.
- 22:34É, estamos gravando aqui numa quinta, quinta-feira, dia 9 de
- 22:39Março. Ontem foi dia Internacional de
- 22:41Mulheres, inclusive. Feliz Dia Internacional das
- 22:44Mulheres Ouvintes aqui do Podcast segredos Financeiros,
- 22:46uma honra contar com você ter você ter a sua companhia por
- 22:51aqui. A.
- 22:54E o exemplo que a contar, né? No último domingo, foi no último
- 22:58sábado, teve um outro ataque de tubarão aqui em piedade.
- 23:02Não é aqui na perto da orla de boa viagem e estamos em Recife.
- 23:06É e aí foi assim um ataque na no sábado e um na segunda, não foi
- 23:10Bruno? Acho que acho que foi por aí.
- 23:12Eu estava pensando nesse exemplo aí, Mano, se você perguntar para
- 23:15qualquer pessoa que mora em Olinda, Recife, piedade a bota
- 23:19jogar AP. Sim.
- 23:22Essa pessoa, ela não, ela não entra no mapa agora, se for
- 23:25semana, ela não entra numa, não é?
- 23:28Será que as pessoas não tem nenhum pudor em atravessar a rua
- 23:32fora da faixa de pedestre, enquanto que estatisticamente é
- 23:35muito mais perigoso, mesmo em Recife, mesmo com esses últimos
- 23:382 ataques, você atravessa a rua fora da faixa de pedestre que
- 23:41você entrar no mar. Hã mas a disponibilidade da
- 23:45informação. Ela tão grande está todo mundo
- 23:48com medo até Tomar banho, conta tubarão.
- 23:50É isso? Bruno, é isso, é isso?
- 23:52Eu ia, eu ia, na verdade, fazia uma brincadeira aqui, porque eu
- 23:55acho que a referência não não tem disponibilidade porque é
- 23:58maluco e no outro dia tinha um Monte, mesmo dia tinha uma, teve
- 24:02uma pessoa que entrou na água. Os bombeiros tiveram que entrar
- 24:04para tirar ele e tem uma imagem que mostra os bombeiros tirando
- 24:07ele o tubarão atrás, mas esse cara está muito bicado, falaram
- 24:10estava estava esse cara, está muito bicado, está que também
- 24:14não justifica porque né? Mas enfim.
- 24:17Uma galera isso aqui não é explicação do Richard Taylor,
- 24:20né? A gente já viu a coragem agora
- 24:22foi a explicação do que é que é VASD?
- 24:25Heurística da disponibilidade e agora a gente vai para a
- 24:28terceira dessas 3 grandes heurísticas, que é a da
- 24:30representatividade. Tá, então vamos lá.
- 24:34Terceira das 3 heurísticas originais têm um nome de peso.
- 24:38Representatividade, não é? E aquele destaca isso pense
- 24:42nela, porque, de facto, algo que é algo que ajuda muito a
- 24:46entender e não confundir representatividade.
- 24:50Então pense nela como a heurística da similaridade.
- 24:55A ideia é que quando perguntamos qual a probabilidade de que a
- 25:00pertença à categoria B? Às pessoas.
- 25:05Usando seus sistemas automáticos, não é, ou seja, na
- 25:08verdade, seus sistemas automáticos respondem com base
- 25:11na semelhança que é chegam entre a.
- 25:15E a imagem o estereótipo de B, ou seja, se a.
- 25:21É meio que representativo de B. Vai Ficar mais claro, já já está
- 25:27você que está ouvindo continua comigo.
- 25:30Assim como as outras 2 heurísticas originais, esta é
- 25:34usada porque, em geral, ela funciona.
- 25:37Está quando ele está dizendo que em geral ela funciona e assim a
- 25:41gente às vezes erra muito pelo por estereotipar.
- 25:45Não é mass. Nós apenas estereótipa mos
- 25:50porque em geral, por isso, inclusive, deriva de regras
- 25:53gerais. O estereótipo funciona?
- 25:57Tá, então é um assim, a gente usa isso a priori, não como um
- 26:03não por preconceito, e sim como uma talho.
- 26:07Ai, eu vou seguir com a leitura. Pensamos que um afro-americano
- 26:11de mais de 2 m de altura tem mais probabilidade de ser
- 26:15jogador de basquete profissional.
- 26:17Do que um judeu branco de 1 M e 60, porque há muitos jogadores
- 26:22de basquete negros e altos e poucos, baixos e judeus.
- 26:26Pelo menos não Hoje em dia, ou seja, pelo menos não quando
- 26:29escrever esse livro continua sendo verdade.
- 26:32Então, às vezes esses estereótipos eles acertam.
- 26:37Hoje vi e as isso costumam surgir quando há divergência
- 26:41entre similaridade e frequência. A demonstração mais conhecida
- 26:47desses vieses é o caso de uma mulher fictícia chamada linda,
- 26:50que é o exemplo clássico para explicar a representatividade
- 26:53que está em todo o lugar. Que, se não me engano, tem lá um
- 26:56apto em um rato devagar. Nesse experimento, os
- 26:59voluntários ouviam a seguinte História, o se você nunca ouviu.
- 27:02Vais aí faz, responde aí você está.
- 27:06Linda é uma mulher de 31 anos, solteira, extrovertida e muito
- 27:11inteligente. É formada em filosofia quando
- 27:16estudante, era muito engajada com questões relacionadas à
- 27:19discriminação e à justiça social e participava de manifestações
- 27:24contra o uso de energia Nuclear. Pronto, essa é linda uma
- 27:29descrição dela. Em seguida, os pesquisadores
- 27:33pediram que os voluntários classificassem.
- 27:35Por ordem. De probabilidade. 8 possíveis
- 27:40futuros para linda. E às 2 respostas cruciais eram.
- 27:46Caixa de banco e. Caixa de banco e ativista do
- 27:51movimento feminista. A maioria das pessoas acreditava
- 27:56que era mais provável que ela fosse caixa de banco e
- 27:59feminista. Do que apenas caixa de banco?
- 28:05E quando você é levado a crer que não essa mulher que ela tem
- 28:08cara se que é uma caixa de banco que vai ser.
- 28:12É activista que do movimento feminista.
- 28:16Isso aqui. Essa conclusão trata-se de um
- 28:19erro lógico evidente, claro que não é logicamente possível. 2
- 28:26eventos juntos serem mais prováveis que um evento sozinho.
- 28:31Está como assim que eu ver se ele não explica se ele me
- 28:34explicar, vou explicar, é mais provável que ainda seja apenas
- 28:38caixa do quê? Uma caixa é feminista?
- 28:44Porque todas as caixas de banco feministas também se encaixam no
- 28:49grupo de apenas caixa de banco? Então o erro nasce na heurística
- 28:53da representatividade. Por quê?
- 28:57Porque a descrição de linda parece bater muito mais com a de
- 29:01uma caixa de banco e ativista do movimento feminista do Q com
- 29:05apenas a descrição de uma caixa de banco.
- 29:08Com fome disse o Stefan J Gold. Eu sei a resposta certa.
- 29:15Mais acontece que existe uma criaturinha dentro da minha
- 29:18cabeça. Ela fica pulando de um lado para
- 29:20o outro, gritando assim, mas ela não pode ser apenas uma caixa de
- 29:23banco, lê essa descrição. Ela era feminista.
- 29:28E a criaturinha de Gold é justamente o sistema automático
- 29:32em ação, né? Que já explicamos no episódio
- 29:34anterior. Então o essa parte está aqui, a
- 29:38heurística da representatividade pode causar graves distorções na
- 29:43percepção de padrões do dia a dia, quando os acontecimentos
- 29:47são determinados pela sorte, como uma sequência de cara
- 29:50coroa, as pessoas esperam que a sequência de resultados
- 29:54represente o que consideram aleatoriedade.
- 29:58Infelizmente, porém, elas não têm noção exata de como
- 30:02realmente são sequências aleatórias.
- 30:04Isso é que é bem importante, caro ouvinte, olha só, quando
- 30:08vêm resultados de processos aleatórios, muitas vezes
- 30:11detectam padrões e acreditam que têm significado quando na
- 30:14verdade são obra do acaso. Você pode lançar uma moeda 3
- 30:19vezes, vê que deu cara nas 3 e concluí que tem algo de errado
- 30:23com a moeda, mas o fato é que se você jogar qualquer moeda várias
- 30:28vezes, não, não será tão raro encontrar 3 resultados iguais
- 30:31consecutivos. Faça você mesmo teste após
- 30:35terminar de escrever este parágrafo, o Santos Stein lançou
- 30:38a moeda 3 vezes ao ar tirou cara em todas, ficou surpreso, mas
- 30:42não deveria. Então ele dá um outro exemplo
- 30:46aqui, mas é assim, por exemplo, cara, eu estava discutindo na
- 30:48Academia de desses Bruno sobre os SBT.
- 30:51Sobre inteligência artificial e tal, quanto que é que a máquina
- 30:54inteligência não sei quê? E aí um cara precisa quem fosse
- 30:57assim, caralho. Pergunta aí, qual é a
- 31:01probabilidade maior dos números da Mega-Sena?
- 31:05A probabilidade é igual pro 60. Então se caiu mais vezes o
- 31:10número 5, isso não mexe na probabilidade da do próximo
- 31:13sorteio, né? Então, é isso que essa
- 31:16dificuldade a gente de entender o aleatório.
- 31:20Um exemplo menos trivial, apontado pelo psicólogo Tondela
- 31:24with esse cara que aparece em livro para cacete e não
- 31:28comportamentais tom. Em 1991, da Universidade Cornell
- 31:33e a experiência dos moradores de Londres durante os bombardeios
- 31:37alemães na Segunda Guerra Mundial, os jornais de Londres
- 31:40publicavam mapas como o da figura 1.3, que eu vou tentar
- 31:45descrever para você mostrando os pontos onde mísseis alemães do
- 31:48tipo 1 e 2 haviam caído no centro da cidade.
- 31:52Como se vê, o padrão não parece nem um pouco aleatório bombas
- 31:57parecem se concentrar próximo ao Rio Ta missa e na parte noroeste
- 32:02do mapa. Na época, os moradores ficaram
- 32:04preocupados porque o padrão parecia sugerir que os alemães
- 32:07eram capazes de aceitar de acertar os mísseis com alta
- 32:10precisão. Alguns chegaram a especular que
- 32:14as áreas não atingidas provavelmente eram bairros onde
- 32:16moravam. Espiões alemães estavam
- 32:19equivocados. Na verdade, os alemães apenas
- 32:21miravam as bombas no centro de Londres e estou assim para dar
- 32:23certo. Uma análise estatística
- 32:25detalhada. Dos impactos determinou que,
- 32:29dentro de Londres, a distribuição dos ataques
- 32:32realmente havia sido aleatória, né?
- 32:35E aí tem uma imagem aqui que mostra essa concentração de
- 32:38mísseis justamente no Rio Thames.
- 32:41Seja como for, a localização dos dos ataques.
- 32:44Ela não parece aleatória. O que é que aconteceu então?
- 32:49Muitas vezes enxergamos padrões. Por quê a observar as
- 32:54evidências? Construímos nossos próprios
- 32:58testes informais, presta a atenção.
- 33:02O exemplo da Segunda Guerra Mundial ilustra muito bem esse
- 33:04problema. Vamos dividir o mapa em
- 33:07quadrantes, como mostra a próxima figura que eu também vou
- 33:10descrever para você aqui está leitor.
- 33:13Se depois realizarmos um teste estatístico formal ou para os
- 33:18leigos no assunto, se simplesmente contarmos o número
- 33:21de ataques em cada quadrante, encontraremos evidências de um
- 33:25padrão não aleatório, no entanto.
- 33:29Não existe nada na natureza, comprovando que essa é a forma
- 33:33correta de conduzir um teste de aleatoriedade.
- 33:36Supondo, agora que vamos formar quadrantes diagonais, como numa
- 33:41outra figura com base nela, não podemos rejeitar a hipótese de
- 33:46que as bombas caem aleatoriamente.
- 33:49Infelizmente no dia a dia não submetemos às nossas percepções
- 33:54a testes alternativos tão rigorosos.
- 33:57Então, o que ele mostra que tem aquela primeira figura onde você
- 34:00bate? Ele fala, puta merda, os mísseis
- 34:02estão todos caindo no Rio Tamisa.
- 34:04Depois ele pega. Vai se não é como se estivesse
- 34:08olhando para o mapa, é de cabeça para cima, não é um mapa Na Na,
- 34:12o mapa está na sua frente, não estivesse olhando pro Brasil,
- 34:15onde o Norte está no Norte e o Sul está no Sul.
- 34:18E você cortasse em 4 quadrantes? Puta merda, está todos os
- 34:22mísseis aqui nessa região noroeste.
- 34:25Sendo que quando ele faz esse recorde, não numa linha vertical
- 34:30e numa linha horizontal, mas sim em linhas diagonais, Ai, vocês
- 34:35olhem e não conseguem encontrar um padrão e você fala, puta
- 34:38merda. Essa parada realmente foi
- 34:40totalmente aleatória, ou seja, o padrão estava na nossa distorção
- 34:44da nossa percepção, da realidade e não no ato.
- 34:52Em parceria com os colegas Velloni Tarski Jelavic também é
- 34:57responsável pelo que talvez seja o mais famoso exemplo de
- 35:00distorção de percepção da aleatoriedade.
- 35:03A ideia é que, evocada mente generalizada entre os fãs de
- 35:07basquete, de que existe um padrão estabelecido na sequência
- 35:09de de acertos e erros de arremesso.
- 35:12Não vamos entrar em detalhes, pois nossa experiência NOS diz
- 35:15que, nesse caso, a ilusão cognitiva é tão poderosa que a
- 35:19maioria das pessoas influenciadas pelo sistema
- 35:22automático nem sequer está disposta a crer na possibilidade
- 35:26de que suas crenças fortemente a regadas estejam erradas.
- 35:30Mas resumindo a maioria dos fãs de basquete acredita que um
- 35:35jogador tem mais chances de fazer a próxima sexta se ele
- 35:38acertou a sexta anterior, melhor ainda às sextas anteriores.
- 35:43Dizem que os jogadores que fizeram algumas cestas em
- 35:45sequência, o mesmo que apenas tenham convertido a maioria dos
- 35:49últimos arremessos, estão com a chamada mão calibrada entre
- 35:53aspas. Aqui não é o quê?
- 35:55Segundo, todos os comentaristas esportivos é um bom sinal para
- 35:59arremessos futuros. Em tese, passar A Bola para o
- 36:02jogador que está com a mão calibrada é uma boa estratégia.
- 36:05Sabe quando falar inglês também tem muito 11, né?
- 36:09Ela está pegando fogo, cara, meu irmão fodeu, o cara pegou uns
- 36:13print, agora voltou na mão dele e cesta botou na.
- 36:16E isso acontece também, mas não à medida muito menor no futebol.
- 36:19Não é uma medida muito menor que no basquete.
- 36:21É um jogo de muitos pontos. Há mas, mas mas vamos para os
- 36:27fatos e não para a nossa percepção do mundo.
- 36:30Acontece que a tal mão calibrada não passa de um mito.
- 36:34Os jogadores que fizeram as últimas sextas não têm mais
- 36:37chances de acertar o arremesso seguinte.
- 36:39Na verdade, a chance até um pouco menor, sério?
- 36:43Quando ouvem esses fatos, as pessoas correm para criar
- 36:46versões alternativas da teoria da mão calibrada.
- 36:49Talvez a defesa passe a marcar o jogador mais de perto.
- 36:53Talvez o jogador se ajuste automaticamente.
- 36:55Essa mudança começa a tentar fazer-se mais difíceis.
- 36:58São observações interessantes que precisam ser investigadas,
- 37:01mas perceba que, antes de conhecer os dados, essas mesmas
- 37:05pessoas recorriam a teoria da mão calibrada para explicar uma
- 37:08série de cestas convertidas em sequência, dispensando qualquer
- 37:11informação qualificada. Muitos pesquisadores tiveram
- 37:14tanta certeza de que os resultados originais da pesquisa
- 37:17de leite estavam errados que se propuseram a descobrir a mão
- 37:20calibrada. Até Hoje ninguém encontrou.
- 37:23John Koller e Caroline Conley alisar um teste usando a
- 37:28competição anual de 3 pontos que acontece durante o fim de semana
- 37:31do jogo das estrelas do NBB na competição.
- 37:34Os jogadores participantes, alguns dos melhores
- 37:36arremessadores de 3 pontos do NBB e da NBA e da Liga, não é
- 37:40executam uma série de arremesso de 3 pontos.
- 37:42O objetivo é acertar o maior número de cestas possível em 60
- 37:46segundos. Como não há marcação nem
- 37:49necessidade de ajustar. De ajustar arremessos por conta
- 37:54de jogadores de defesa. Esse parece ser o cenário ideal
- 37:58para se observar, para para se observar tal da mão calibrada.
- 38:01No entanto, assim como no estudo original, não foram encontrados
- 38:06indícios de mão calibrada. Ainda assim, isso não impediu os
- 38:10comentaristas e detectar, repetindo as variações de
- 38:12temperatura dos jogadores, por exemplo, Fulano está pegando
- 38:16fogo. Nesse plano está com o pé quente
- 38:19Hoje e assim por diante. Acontece que, na prática, a
- 38:23exaltação dos narradores não teve nenhuma capacidade
- 38:26preditiva. Antes desses comentários, os
- 38:30atletas haviam acertado, em média, em média, 80.5% de seus 3
- 38:35arremessos anteriores. Depois, acertaram apenas 55.2%,
- 38:39valor pouco superior ao percentual geral de acertos de
- 38:44cada um. A competição, que é 53.9%.
- 38:47Claro que o facto de os fãs de basquete não compreenderem bem o
- 38:50que está acontecendo com o assistem às partidas na TV não é
- 38:52nenhum problema sério, mas esses mesmos vieses cognitivos ocorrem
- 38:57em outros temas mais importantes.
- 39:00Considere o fenómeno dos clusters de Câncer, né?
- 39:03E eu registrei isso aqui. Ocorrência elevada de Câncer em
- 39:06determinada região. Isso pode causar uma grande
- 39:09preocupação, tanto no âmbito Público quanto no privado.
- 39:12E não raro, são alvo de investigações prolongadas com
- 39:16objetivo de descobrir o que pode estar causando um surto
- 39:19repentino e aparentemente inexplicável de casos de Câncer.
- 39:23Vão supor um bairro que apresente um índice de casos de
- 39:27Câncer aparentemente elevado. Talvez 10 pessoas em um grupo de
- 39:32500 tenham sido diagnosticadas em um período de 6 meses.
- 39:36Talvez as 10 morrem em um raio de 3 quarteirões.
- 39:41As autoridades dos Estados Unidos receber notificações de
- 39:44mais de 1000 casos de suspeita de cluster de Câncer todos os
- 39:47anos, muitos dos quais são investigados para determinar se
- 39:50realmente há uma epidemia. O problema é que numa população
- 39:56de 300000000 de habitantes que a população dos Estados Unidos da
- 39:58América. É inevitável que em certos
- 40:01bairros já haja uma incidência especialmente alta de casos, um
- 40:06período qualquer. Esses clusters de cans entre
- 40:10aspas resultantes podem ser produto de flutuações
- 40:14aleatórias. Mesmo assim, as pessoas insistem
- 40:19em dizer que não pode ser mera coincidência.
- 40:21Ficam assustadas e às vezes o Governo intervém Equivocadamente
- 40:26para prestar assistência. Na maioria dos casos,
- 40:29felizmente, não há nada com que se preocupar, exceto o fato de
- 40:32que a heurística da representatividade pode levar a
- 40:34pessoas. Pode levar as pessoas a
- 40:37confundirem flutuações ela aleatórias com padrões causais.
- 40:42Que é o que o Cayman também? A.
- 40:46Traduz na no que ele diz que a lei dos pequenos números não é
- 40:49um dos capítulos lá da obra dele.
- 40:52Mas bem, Senhoras e Senhores, esse e essa é a heurística da
- 40:56representatividade. É com ela e com ela.
- 41:00Nós finalizamos este capítulo que vão um pouco mais longo, né?
- 41:02Não é isso. Então vamos no próximo com o
- 41:05Tema otimismo e acesso de confiança, que é um Tema
- 41:08fundamental, fundamental. E se você está curtindo esse
- 41:12conteúdo aqui, você não pode perder o próximo episódio.
- 41:14Então a compartilhe esse episódio não é a única forma a
- 41:18gente não não investe grana, tráfego, não anuncia para isso
- 41:21aqui, a única forma desse desse material chegar em mais pessoas.
- 41:25Através do boca-a boca, Vou Ficar feliz se você compartilhar
- 41:28se está sendo útil para você que estou tendo a preocupação de.
- 41:32É a descrever esses conceitos, teve gente Bruno que mandou
- 41:34Mensagem para seguinte, eu já tinha lido o começado ali, não
- 41:38estava conseguindo entender e agora estou conseguindo entender
- 41:40os conceitos acompanhando e o cara que falou paternalismo
- 41:43libertário nunca tinha entrado e entrou agora e tal.
- 41:46Então espalha a palavra ai. Assim, nós cresceremos juntos um
- 41:51abraço até o próximo episódio.