Latest / RetinaPro / Live #177: Tire suas dúvidas com os nossos especialistas | Prof. Dr. Edmundo Almeida e Profa. Dra. Izabela Almeida
Transcript
- 0:00Boa noite a todos, sejam todos muito bem vindos a mais uma live
- 0:05aqui da retina pro hoje é live super especial para a gente
- 0:09tirar dúvidas, para a gente conseguir conversar e tentar
- 0:13esclarecer as dúvidas que vocês tenham aí sobre saúde ocular,
- 0:18sobre sobre as doenças que acometem os olhos, o que a gente
- 0:21puder fazer para ajudar. Então, antes de mais nada, a me
- 0:25apresentar, para quem não me conhece ainda sou a doutora
- 0:28Isabela Almeida. Sou médico oftalmologista, tenho
- 0:31meu doutorado pela escola Paulista de medicina em São
- 0:33Paulo e sou médico aqui da retina pro especialista em
- 0:37catarata e glaucoma. Para mim é um grande prazer
- 0:40estar aqui com vocês. Sou professora da Universidade
- 0:42Federal do Pará e eu gosto muito de falar sobre oftalmologia, de
- 0:47ensinar oftalmologia e medicina. Então eu espero que a gente
- 0:51tenha uma noite muito proveitosa.
- 0:54Lembrando que aqui as nossas Lives a gente sempre traz
- 0:56assuntos baseados na ciência, então a gente de forma alguma
- 1:01vai trazer algum tratamento milagroso.
- 1:04A gente sabe que muitas vezes as pessoas se aproveitam aí da da
- 1:08internet, muitas vezes da dor do outro que está passando por um
- 1:11momento mais delicado em propor tratamentos que não melhoram.
- 1:16Então. A gente sempre vai trazer pra
- 1:18vocês o que está descrito, o que está publicado nos artigos, que
- 1:22é a nossa base, da nossa medicina.
- 1:25E aí pra conversar hoje, tirar as dúvidas de vocês, vou trazer
- 1:29aqui o meu grande herói, o meu pai paizão, boa noite.
- 1:35Meu amor, sempre. Aqui pra pra aqueles que estão
- 1:38nos assistindo, nos ouvindo, pra gente poder começar a conversa.
- 1:42Primeiro, dizer do prazer que eu acho que.
- 1:44Talvez seja a primeira vez que a gente faz uma live junto, né?
- 1:48É me apresentando. Pra quem não me conhece, eu sou
- 1:50Edmundo Almeida, formado na Universidade Federal do Pará,
- 1:54fiz meu doutorado na Universidade Federal de Minas
- 1:58Gerais, meu pós doutorado na França e hoje estou na retina
- 2:01pro que é o meu cantinho aconchegante, não só pra pra
- 2:06mim, pra como pra todas as pessoas que vão lá fazer essa
- 2:09referência pra exercer a nossa oftalmologia de alto padrão.
- 2:15Legal, paizão. Então, enquanto as pessoas vão
- 2:18colocando aqui algumas dúvidas, eu pensei da gente começar
- 2:21conversando sobre se durante essa semana tivesse alguma
- 2:26situação. É diferente ou até comum?
- 2:30É que você tenha percebido que a população às vezes precisa é que
- 2:35essa informação chegue até eles, né?
- 2:38Às vezes numa numa consulta de de rotina.
- 2:42Você já me ensinou aí vários pacientes que você fez
- 2:46diagnóstico de algumas doenças, até de hipertensão arterial,
- 2:50enfim, então eu queria que tu compartilhasses um pouco aqui
- 2:54com a gente essa tua experiência.
- 2:56Se durante esses últimos meses teve algum caso que te marcou
- 3:00nesse sentido? Eu acho que a experiência que eu
- 3:02tive essa semana interessante foi de um paciente diabético que
- 3:07veio com queixa de baixa divisão.
- 3:09E eu perguntei Pra Ele, você sua glicemia tá controlada?
- 3:13Ele disse tá, aí eu disse, mas tá quanto deu?
- 3:15Ele disse, não, eu quando tá descontrolada eu sinto, tenho
- 3:19sintoma. Aí disse, tá bom, você pertence,
- 3:23sou, como é que tá a sua pressão tá controlada, você mediu quanto
- 3:25não? Eu não meço, porque quando ela
- 3:28tá descontrolada eu tenho sintoma.
- 3:30Aí eu já mandei pelo chat aqui a gente tem um chat particular do
- 3:34do. Dentro da retina pro né?
- 3:36A germa dele tava na parede de pressão de glicemia, ele tava
- 3:39com 283 glicemia e a pressão dele tava 19 por 12, quer dizer,
- 3:46o cara absolutamente descontrolado.
- 3:48Então assim eu bato sempre Isabela no paciente diabético
- 3:52que atinge desde o cabelo até a ponta do pé, né?
- 3:56E que o mais importante que a gente faz.
- 4:00É sensibilizar o paciente da necessidade que ele tem que ter.
- 4:04A glicemia é controlada, hemoglobina glicada controlada e
- 4:09a Pressão Arterial controlada, além do que fazer exercício
- 4:12físico, né, uma caminhada, né? E usar os medicamentos
- 4:18adequadamente, né? E a dieta, né, Isabela?
- 4:20Porque o pessoal diabetes que isadoram doce na maioria deles,
- 4:24né? Eu fico assustado lá no betina
- 4:27que eu trabalho, no betina como professor, né?
- 4:30E vejo tantos pacientes cegos, pessoas jovens de 40 anos, 45
- 4:35anos, né, perdendo a visão por falta de cuidado consigo mesmo,
- 4:38por falta também de uma medicina pública, né, que atenda esses
- 4:42pacientes, que a gente sabe que aplicações de medicamentos no
- 4:45olho resolve. A gente sabe que lei se resolve,
- 4:48mas infelizmente a nossa população aí está desguarnecida
- 4:52desse desse atendimento. Quando chega lá, já chega, às
- 4:55vezes numa situação até inoperável, né?
- 4:58Então é muito triste isso. Então a gente tem que bater
- 5:01sempre nisso, na necessidade do controle do diabete, mesmo que
- 5:05os pacientes que operam, mesmo pacientes que a gente faz laser,
- 5:08fazem injeção, criação de medicamentos no olho.
- 5:11A gente chama sempre a atenção que o mais importante é cuidar
- 5:16do diabético, cuidar da glicemia, cuidar da sua dieta e
- 5:21exercício físico, uma caminhada, uma bicicleta, entendeu?
- 5:25Acho que isso é extremamente importante.
- 5:27Eu acho que aí a gente está contribuindo para a sociedade
- 5:29que nós vivemos, porque uma das grandes causas de cegueira no
- 5:32mundo é o diabético, né? E se a gente analisar o paciente
- 5:36diabético é ele tem 25 vezes mais chance de ficar cego do que
- 5:41um paciente não diabético. É uma estatística assim.
- 5:44Era sempre uma estatística Americana, evidentemente, mas a
- 5:47gente pode extrapolar aqui pro pro Brasil, né?
- 5:51Então é complicado. A gente é ver essa situação
- 5:55assim de. Que poderia não chegar nesse
- 5:57ponto, né? Muito triste.
- 5:58Aliás, muito triste, né, a gente não poder oferecer mais nada a
- 6:02paciente, às vezes agora mesmo tem de um paciente que eu não
- 6:06tenho mais indicação nem cirúrgica, eu não tenho mais
- 6:08como te tratar. Passou do time, né?
- 6:12Eu acho que é o principal recado que poderia dar pra nossa
- 6:15audiência. Hoje é interessante, né, essas
- 6:18doenças que a gente. Percebe que é uma doença crônica
- 6:24e silenciosa. Eu tava conversando hoje com os
- 6:28alunos sobre isso. Quando as doenças são
- 6:31silenciosa, elas vão piorando o organismo do paciente,
- 6:35obviamente, se o paciente perceber.
- 6:38E aí nós estamos muito acostumados a procurar por
- 6:42ajuda. Quando a gente tem sintomas,
- 6:44quando a gente tem alguma dor e a nossa população não é muito, é
- 6:49orientação não. É de fazer os exames de forma
- 6:54regular. Então isso faz bastante
- 6:56diferença, né? Quando a gente tem essas doenças
- 6:59mais é silenciosas. Quando a gente consegue o
- 7:03controle adequado do diabetes e da pressão alta, a gente
- 7:08consegue aí que o paciente não desenvolva doenças graves.
- 7:13Eu costumo falar que todos nós vamos envelhecer, isso a gente
- 7:18sabe. Mas a gente quer envelhecer com
- 7:20qualidade de vida, né? A gente quer enxergando, fazer
- 7:25uma atividade física e por aí vai.
- 7:28Então, pra que a gente consiga esse envelhecimento saudável, é
- 7:32fundamental que a gente faça exames regulares pelo menos uma
- 7:37vez por ano, fazer os exames de forma regular.
- 7:41Quando o paciente já faz o diagnóstico de é diabetes.
- 7:48Ele já tem diabetes há um bom tempo, o diabetes tipo 2, que é
- 7:53o mais comum. Por esse motivo, esse paciente,
- 7:56assim que faz o diagnóstico, ele precisa ser examinado por um
- 8:00oftalmologista, porque já pode ter pequenos machucados no fundo
- 8:05do olho, sem que o paciente sinta baixa.
- 8:07Divisão. E aí eu costumo falar que é como
- 8:10se fosse uma bola de neve. É no início é muito mais fácil
- 8:14tratar a doença. Se o diabetes do olho, que é a
- 8:18retinopatia diabética, se ela vai descompensando cada vez
- 8:22mais, ou seja, piorando, o tratamento é muito mais difícil.
- 8:27E o outro ponto importante pra gente lembrar é que se a gente
- 8:33tratar só os olhos com os tratamentos que existem, que é
- 8:37as injeções de medicação, o laser e até cirurgia, se houver
- 8:41necessidade. Se a gente tratar só os olhos e
- 8:45o paciente continuar com o diabetes descontrolado, é como
- 8:49se a gente tivesse apagando uma fogueira com uma gotinha de
- 8:52água. Então, eu costumo falar que a
- 8:55gente está tratando os olhos de uma pessoa, de um, né, de um
- 8:59paciente. Então a gente precisa reforçar
- 9:02essa orientação para o paciente. Olha, se o senhor fizer o
- 9:07tratamento que eu estou propondo, que o doutor Edmundo
- 9:09está está propondo. E não cuidar do diabetes.
- 9:14O senhor tá gastando o seu tempo, o seu dinheiro, o seu
- 9:18esforço, o meu trabalho também, porque pra gente também.
- 9:22Obviamente, a gente fica frustrado quando a gente não
- 9:25consegue alcançar o objetivo do nosso tratamento.
- 9:28Então a gente precisa da ajuda do paciente no controle do
- 9:31diabetes. Aí às vezes o paciente fala
- 9:34assim, e essa semana, porque eu tô lembrando disso, Ed?
- 9:37Porque essa semana? Uma paciente falou assim, eu
- 9:41perguntei, como é que tá a sua alimentação, doutora?
- 9:43Eu quase não como, olha, por exemplo, hoje eu não tinha
- 9:46comido nada, eu comi um pastel, aí eu vim pastel, então assim é,
- 9:56né? Ela falou até rápido, né, pra
- 9:58ver se eu não ouvia, eu acho, não é um pastel.
- 9:59Eu falei, olha, preste atenção, às vezes o paciente não sabe,
- 10:04ele fala, eu vou comer uma fruta, aí ele come uma banana.
- 10:08Que não é bom para o paciente diabético executas melhores.
- 10:13Então essas orientações da alimentação, o tratamento com a
- 10:18medicação, que é o endocrinologista que vai ajudar
- 10:23o paciente. Às vezes o paciente fala tomando
- 10:26remédio direitinho sim, mas não tá controlando.
- 10:29Então tem que mudar a medicação e fazer o tratamento também da
- 10:34alimentação e fazer atividade física.
- 10:37A gente sabe que não é fácil, pessoal, a gente sabe que não é
- 10:39fácil. É cansativo, né?
- 10:41Mas se a gente não se cuidar, eu falo assim, que nós somos os
- 10:45nossos melhores amigos ou os nossos maiores inimigos.
- 10:48E aí se a gente não se cuidar, se a gente for o nosso maior
- 10:51inimigo, se a gente comer veneno, né?
- 10:55Então, poxa, o diabético sabe, né, aquele aquele bolo de
- 11:00chocolate é veneno pro corpo dele e ele toma uma decisão de
- 11:04comer, de ingerir aquilo. Então a gente sabe que volta a
- 11:08falar. A gente sabe que não é fácil,
- 11:09porque a gente vive no mundo onde os alimentos processados
- 11:14são o tempo todo oferecidos pra gente, embora a gente saiba que
- 11:18eles não fazem bem à saúde, né? Mas aí, diga lá.
- 11:22É, eu acho importante também a gente falar é nos filhos dos
- 11:27pacientes diabéticos, sabe? Porque eles às vezes eu olho
- 11:32assim, pro acompanhante, né, daquela pessoa que eu sei que tá
- 11:35acima do peso, né? Então aí com muita delicadeza, e
- 11:38pela minha idade já, eu me sinto mais à vontade pra dizer assim,
- 11:42olha, eu vou me permitir falar pra você que você tem que se
- 11:45cuidar, você tem uma herança, você está vendo seu pai, como
- 11:48está a sua mãe, como está? Então você está um pouquinho,
- 11:52não pode chamar de gordo, né? Principalmente uma mulher, né?
- 11:55Seria muito indelicado. Eu acho que você dá um pouquinho
- 11:57acima do peso, é, doutor, mas eu vou me cuidar, quer dizer, se eu
- 12:00vou me cuidar. Eu digo, olha, é, é você vai ser
- 12:03de amanhã se você não se cuidar, né?
- 12:0650% dos pacientes não sabiam que são diabéticos, até que quase
- 12:10uma glicemia. Isso é um dado importante, né?
- 12:12Então quando for fazer exame de sangue, não custa nada, doutor,
- 12:15coloca a glicemia aí pra mim, né, pra você ver como fazem
- 12:18jejum, que obviamente, né, e já vê se você está desenvolvendo,
- 12:22sobretudo em pessoas que tem herança na família, aí você
- 12:26pergunta, Ah, não, a Vovó morreu cega.
- 12:28Titio tá ficando cego também. Ele tem diabete.
- 12:31Quer dizer, você já tem uma história pesada de diabete na
- 12:34família, né? Então, acho que a nossa
- 12:36obrigação também chamar atenção dos acompanhantes, sabe?
- 12:40Porque não raro eles estão também acima do peso, né?
- 12:43E tem uma herança muito forte. E falar pros acompanhantes, né,
- 12:48que eles também fazem parte desse processo de melhora.
- 12:52Então, se você mora com o seu pai ou.
- 12:57Ou seu filho tem uma doença como essa?
- 13:00É, proponha que a família toda faça a dieta, né?
- 13:05Porque é difícil. Você tá ali convivendo e aí as
- 13:09pessoas da casa estão ali comendo pão.
- 13:12É mais difícil você lutar contra, né?
- 13:14A vontade do do alimento. Então, se a família veste a
- 13:18camisa. É um processo mais fácil e que
- 13:22às vezes pode até se tornar um processo até alegre de fazer
- 13:26juntos. Vamos fazer juntos, vamos fazer
- 13:28uma atividade física junto e por aí vai, né?
- 13:31Então são dicas legais que a gente pode dar.
- 13:33É pessoal, vamos colocando suas dúvidas aqui é, já vi que tem
- 13:38uma dúvida, é interessante para até para o nosso doutor Edmundo
- 13:42é perguntando o Robson, obrigada por participar aqui com a gente.
- 13:48Falando das cirurgias de retina que ele fez, né?
- 13:51Eu vou colocar aqui pra gente ler.
- 13:52Olha, ele fez várias cirurgias de retina e ele recebeu a
- 13:57informação de que não tem mais jeito.
- 13:59Pela retina já está cheia de dobras.
- 14:01Isso procede? Você já teve alguma?
- 14:05Não tem. Tem situações que sim, né?
- 14:08Principalmente retina. É 11.
- 14:10Cirurgia a arrojada talvez seja a cirurgia de maior complexidade
- 14:14no bobo ocular, quer dizer, no bago do olho no olho, né?
- 14:17Porque tem cirurgias de grande porte, as cirurgias de
- 14:20pálpebras, et cetera, de de órbita, né?
- 14:23Mas AAOA, retinopatia diabética é uma situação muito grave.
- 14:29Então tô dando pegando esse exemplo que nós falamos de
- 14:32diabético, mas o descolamento não diabético, né, de uma
- 14:35ruptura retiniana que levou ao descolamento.
- 14:38Você opera e às vezes fica bem e tal.
- 14:41Olha, tá bom aí, dependendo do que você colocou dentro do olho,
- 14:43se foi gás ou foi óleo, óleo, você vai ter que retirar, né?
- 14:47E às vezes, por exemplo, quando a gente retira o óleo, a gente
- 14:50já começa a ver a retina redescolando.
- 14:53Então a gente cola de novo, injeta óleo de novo, quer dizer,
- 14:57então a gente tem que ter todo esse esse cuidado de falar para
- 15:00o paciente isso. Outra coisa importante é que a
- 15:04pessoa tem descolamento, passar 123 meses e acha que ela vai
- 15:07operar e vai ficar vendo bem, não vai.
- 15:09Por que que não vai que a retina, quando de escola, ela
- 15:13deixa parcialmente de receber nutrição sanguínea?
- 15:17E a retina é um tecido nervoso, é um prolongamento do nosso
- 15:20cérebro, então as células nervosas, elas suportam muito
- 15:24mal a isquemia, a falta de nutrição sanguínea.
- 15:28Então, tem que haver se esclarecer paciente, olha, a
- 15:30gente vai te operar, mas você não vai ter a visão que tinha
- 15:33antes. Quer dizer, a gente opera
- 15:36primeiro, você não perder a visão, segundo, melhorar o que
- 15:38for possível. Adotou mais quantos por cento?
- 15:41Não sei. Não dá pra dizer, porque tem
- 15:43pessoas que recuperam até certo ponto, muito bem, outras não.
- 15:48Depende também do tempo de escolamento, do estado da
- 15:51retina, da idade, da causa do descolamento, né?
- 15:55Então cada caso é um caso, né? Então a gente tem que ser assim,
- 15:58muito Franco. Às vezes eu até digo, paciente,
- 16:01olha, não é dureza no meu coração que eu vou lhe falar,
- 16:03mas hoje falei isso com paciente.
- 16:06Então você já tinha que ter sido operado, porque mesmo operando
- 16:08agora, primeiro tem o seu resultado, a sua, a sua, o seu
- 16:11descolamento. Está num estado muito avançado,
- 16:13né? Mas é a única chance que você
- 16:16tem de não perder a visão de não ficar cego e de recuperar alguma
- 16:19coisa que você perdeu, tal a demora, né, em recuperar a
- 16:25cirurgia, enfim, então a gente trabalha com isso.
- 16:27E aí eu diria para você, Isabela, para os internautas,
- 16:31que dói o coração, sabe? Você tem que falar, essa é a
- 16:33verdade, mas você tem que falar. Né, você não pode omitir, porque
- 16:38aí paciente depois vai dizer, cidade, doutor, eu não sabia que
- 16:40o senhor IA me operar e eu pensei que a minha visão fosse
- 16:43voltar ao normal, entendeu? Não é assim.
- 16:46Então a gente tem que ter esse cuidado de prevenir o paciente,
- 16:50o futuro dele, né? O futuro logo depois da
- 16:52cirurgia, né? E também a posteriori, quer
- 16:56dizer, ao longo do tempo, né, um paciente que a gente vai casar
- 16:58com paciente, por assim dizer, né, que a gente vai precisar de
- 17:02de retratar, a gente vai precisar de fazer leis, enfim.
- 17:05Buscar outras alternativas, às vezes que a gente não usou no
- 17:09primeiro momento, porque não foi necessário, né?
- 17:12Então é doloroso ver as pessoas é perderem a visão, né?
- 17:17De uma forma definitiva, por falta de um cuidado que a gente
- 17:20sabe que a saúde pública está está oquitada as pessoas não tem
- 17:24acesso a uma saúde pública. As pessoas também não tem
- 17:27condição financeira, às vezes de pagar uma cirurgia, de pagar uma
- 17:30consulta, então. É complexo isso, né?
- 17:33É muito dolorido pra gente é enfrentar isso, porque a gente
- 17:38sente como médico, né, a gente sofre junto com o paciente, né?
- 17:41A gente é um ser humano, ele é um irmão nosso que tá na frente
- 17:45e que você lamenta profundamente, mas tem que dizer
- 17:48a verdade, tem que ser honesto, de uma forma delicada, amorosa,
- 17:52né? Mas não tem outro jeito, eu acho
- 17:54que é que é isso, a gente tem que sempre prevenir a família
- 17:58inclusive, né? Olha, a família toda está tendo
- 18:00descolamento. Era melhor fazer o exame de todo
- 18:02mundo, prevenir. Às vezes tem lesões, a gente
- 18:05pode fazer laser, a pessoa na autoescola, retina, enfim, é, é
- 18:10árduo, mas é aqui pra isso. Aproveitando aqui o que o
- 18:15Emanuel colocou pra gente, né? Obrigada pela sua participação.
- 18:18Ele falou, ele é a pior coisa. É que muitos médicos acabam
- 18:22assim, não falando, talvez todo esse processo pro paciente, né?
- 18:26Tendo essa que não vale a pena tratar.
- 18:28Eu não diria assim que não vale a pena.
- 18:30Emanuel, mas eu costumo falar que a medicina tem limitações,
- 18:35né? Eu acho que a gente tem que
- 18:37saber até onde a gente deve ir pra que a gente faça o nosso
- 18:42Juramento como médicos valer a pena, né?
- 18:45Que o nosso Juramento é que primeiro de tudo.
- 18:48Não causar malefício para o paciente, né?
- 18:52A gente vai tentar sempre o nosso melhor, mas a medicina tem
- 18:56limitações. O que eu costumo falar para o
- 18:58nosso paciente é isso. Então, por exemplo, hoje eu
- 19:00também é examinei um paciente que é novo, 41 anos, e que ele
- 19:06perdeu a visão dos 2 olhos por causa do diabetes.
- 19:09E ele falou, perguntei assim, o senhor tratou o diabetes?
- 19:13Não, doutor. E a mãe ao lado assim,
- 19:15emocionada, chorando, né? Não, ele não tratou, ele mesmo
- 19:19falando, eu assumo, eu não tratei, eu não levei a Sério, eu
- 19:23continuei comendo errado, eu não tomava medicação, eu não IA ao
- 19:26médico. E ele, agora com 41 anos, está
- 19:29sem enxergar dos 2 olhos. E aí o que que eu expliquei para
- 19:32ele? Eu falei, olha, no momento, a
- 19:34medicina não dispõe de forma de ele tratar, porque a retina já
- 19:38descolou e ela já está muito machucada.
- 19:42E aí é melhor a gente ficar acompanhando pra ver se você tem
- 19:46algum desconforto nos olhos. A gente continua acompanhando e
- 19:50quem sabe no futuro surge algum tipo de tratamento, né?
- 19:54Ele até deu um depoimento, né, falando que ele acredita que que
- 19:58Deus vai tratá lo, que vai ter algum tratamento no futuro.
- 20:02E a gente tá torcendo por isso também, né?
- 20:04Então, às vezes o caso é que a gente colocou aqui.
- 20:09Que o Robson falou, né? É que não tem mais jeito.
- 20:12Pode ser alguma coisa nesse sentido, né?
- 20:14A gente tenta é colar a retina, a gente tenta fazer os
- 20:19tratamentos, mas a gente também depende do organismo do
- 20:22paciente, a resposta do organismo do paciente e
- 20:25dependendo de cada caso, por exemplo, descolamento de retina
- 20:30pós trauma. É 11 retinapatia diabética mais
- 20:33grave. Dependendo do caso, a gente vai
- 20:37ter essa limitação da medicina. E aí hoje em dia, a medicina ela
- 20:41está meio universal, né? Então, o tratamento que a gente
- 20:45faz aqui em Belém do Pará é o mesmo tratamento que é feito no
- 20:48Japão para tratar essas principais doenças, como
- 20:51catarata, descolamento de retina, glaucoma e etcetera.
- 20:55Então, isso é uma coisa muito boa da gente conseguir oferecer
- 20:58para o nosso paciente o que há de melhor no mundo.
- 21:02É na atualidade para ao tratar cada doença, embora a gente
- 21:06também tenha casos de limitações, né?
- 21:09Então é importante a gente lembrar disso.
- 21:12Isabela, eu vim de uma época na residência médica que a gente
- 21:15diagnosticava. A gente compatia diabética e não
- 21:18fazia nada, nada, nada, nada. Olha só, claro, só antigo, né?
- 21:22Não existia laser, não existia medicação pra injetar e não
- 21:26existia cirurgia. A vetectomia não existia.
- 21:29Entendeu? Então a gente não fazia nada,
- 21:31olha, eu não tenho nada para fazer com você, você não tratou
- 21:33o diabete clinicamente, agora você está vai ficar cego, né?
- 21:37Então eu vim dessa época assim, por que que eu estou dizendo
- 21:40isso? É porque houve um avanço
- 21:42significativo da medicina nesse nesse aspecto, né?
- 21:46Surgindo os viteóficos, às vezes eu mostro até paciente, né, olha
- 21:49que isso é uma foto minha junto do aparelho que a gente usa, né,
- 21:53bate no meu ombro, é só tá vendo esse aparelho, esse aparelho é
- 21:55de alta tecnologia. Né, para poder fazer a sua
- 21:59cirurgia, quer dizer, a gente teve uma evolução tecnológica
- 22:03não não só dentro da da área de retina, mas como a oftalmologia
- 22:07como um todo. Aliás, foi uma medicina como um
- 22:09todo, né? Antigamente a gente só tinha o
- 22:11raio x, né? Você não tinha nada, você não
- 22:13tinha ultrassom, né? Você olhava o paciente com uma
- 22:16lesão de abdômen, aí tinha que abrir para saber o que era, só
- 22:20tinha só o raio x hoje você tem ultrassom, você tem ressonância
- 22:23magnética, você tem tomografia. Que nos ajuda sobremaneira.
- 22:28Então, dentro disso que você tá falando, eu acho que a gente
- 22:32sim, vai ter progresso, né? Só que esse progresso vai vendo
- 22:35de acordo com a evolução da ciência, né?
- 22:38E às vezes a pessoa não vai provar ainda, digamos assim,
- 22:41desse avanço, né, porque essa evolução é lenta, até porque
- 22:45romper paradigmas, né, de novos aparelhos, nova tecnologia, né?
- 22:50Não é simples assim, né? Perfeito aqui.
- 22:54Uma pergunta é sobre colírios que a Taciana mandou aqui pra
- 22:58gente, obrigada pela sua participação, Taciana.
- 23:01Então é normal, quando se faz exame de vista, o efeito do
- 23:04colírio que coloca para dilatar demorar para passar.
- 23:08Alguns casos demoram muito. É, é.
- 23:12Tem colírios e colírios, né? A gente usa um paciente, é
- 23:16jovem, sobre tudo, um colírio que demora pelo menos. 24 até um
- 23:20pouco mais de horas, porque a gente tem que colocar o músculo
- 23:23do de repouso pra não passar óculos errados, né?
- 23:27Se a gente não usa esse colírio, a gente pode passar um óculos
- 23:29maior do que a pessoa precisa, então a gente tem que dilatar,
- 23:33eu Previ nos pacientes, você vai ter prova nova, né, 1720 anos
- 23:37você vai ter prova, vai ter uma atividade de leitura, você vai
- 23:39ficar produzindo ruim pra perto durante 24 horas no mínimo, né?
- 23:44Tem esse colírio que demora mais, você deve ser, deve ser
- 23:47uma pessoa jovem, né? Porque uma pessoa adulta já
- 23:51pessoa acima de 3040 anos, e quando volta ao normal, com 6 ou
- 23:578 horas, já está normal que a gente usa para dilatar a pupila
- 24:00para fazer um mapeamento de retina, uma consulta concreta
- 24:04não é só óbvio, gente, a gente tem que fazer olhar a retina,
- 24:07mas assim que sim, como nenhum, a gente surpreende.
- 24:10É doenças importantes, né? Eu já vi casos, por exemplo, do
- 24:14colega examinar. O pessoal tem uma lesão aqui.
- 24:17E a gente tem que investigar, vai haver uma metástase,
- 24:21entendeu? A pessoa estava com câncer de
- 24:22útero e não sabia. A gente disse, olha, isso aqui é
- 24:25típico de metástase, você tem que procurar um médico aqui,
- 24:28editar o seu câncer, o foco principal, né?
- 24:31A pessoa vai, era uma médica inclusive, só vai.
- 24:33Eu estava com câncer de útero e não sabia, né?
- 24:36Então, assim, a gente tem sempre que dilatar a pupila para fazer
- 24:40um mapeamento de retina. Pra ver se tem alguma lesão, pra
- 24:43ver se tem alguma estrutura de alguma coisa diferente.
- 24:45O que é a normal. A gente já sabe o que é normal
- 24:48de tanto ver, né? Então o que é normal a gente já
- 24:50vê, já pede exames complementares de imagem,
- 24:53sobretudo, né? Pra poder nos ajudar a chegar um
- 24:56diagnóstico boa. Aí, aproveitando nessa questão
- 25:01dos exames, né? É uma pergunta aqui.
- 25:05É toda pessoa que tem mosca volante.
- 25:07Vai ter descolamento de retina. Então, aproveitando aí essa
- 25:10parte do exame, do mapeamento de retina, Ed, vamos responder aqui
- 25:14sobre moscas volantes. Primeiro, o que que são moscas
- 25:17volantes? Moscas volantes são é Opacidade
- 25:22que tem no vitro. O vitro é uma gelatina que nós
- 25:25temos dentro do olho que com a idade ele vai vai degenerando um
- 25:30pouco. E ele descola um pouquinho da
- 25:32retina e fica aquelas moscas que vai pra um lado e pro outro, né?
- 25:35Eu tenho mosca volante, não tive escola minha vida não.
- 25:39O pior que eu passei foi no Congresso de retina, que eu
- 25:43estava em Foz do Iguaçu. Eu vi um campo lá de vou dar uma
- 25:45corrida aqui nesse campo à noite e à noite comecei a ter flashes,
- 25:49né, porque o pessoal tem mosca volante tem o que a gente chama
- 25:52de fotopicia, são flashes que dão que são trações na retina,
- 25:56que podem levar a rotura retiniana.
- 25:59E levando esses essa altura, Regina pode levar descolamento.
- 26:03Nossa, eu fiquei super, eu tive 2 olhos ao mesmo tempo, um
- 26:05negócio assim absurdo, né? E eu pensei, olha só, Isabela,
- 26:09eu tava num Congresso, num resort lá em fora do do Iguaçu.
- 26:13Quando eu vi esses flashes, eu pensei que era aqueles laser que
- 26:17o pessoal coloca quando vai ter que já tem uma festa à noite,
- 26:19né? Agora já estão aprontando a
- 26:22festa. Eu percebi que era dentro do meu
- 26:24olho, nossa. No dia seguinte já fui fazer
- 26:27exame de verdade, a ver se tem rutura na minha retina, deve ter
- 26:29descolado o Vitor, eu estou com esses flashes e graças a Deus eu
- 26:32tive, portanto, moscas volantes. Ela na maioria das vezes, a
- 26:37grande maioria das vezes todo mundo tem, né?
- 26:40Eu até digo pro meu paciente, olha, eu conheço as minhas
- 26:42mosquinhas, quando eu acordo olho pro teto, que é branca, eu
- 26:45sei onde estão minha mosquinha o formato dela agora, de repente
- 26:49você está acostumado com as suas moscas, já sabe?
- 26:51Que tem a mosca. E de repente apareceu muita
- 26:53mosca, alguma coisa aconteceu. E aí é interessante repetir o
- 26:58mapeamento de retina em busca de lesões que possam estar causando
- 27:01isso, né? Mas.
- 27:03Perfeito. Então aqui a mosca volante é
- 27:06acontece no vidro, né? É a gelatina que a gente tem
- 27:08dentro do olho. E aí é o envelhecimento, digamos
- 27:11assim, natural. O problema é quando elas
- 27:14aumentam a quantidade, ou consegue ver ou começa a ver
- 27:17flashes, mas todo paciente que começa com sintomas de moscas
- 27:20volantes. Tem que ser examinado, porque é
- 27:23nesse momento que a gente consegue detectar também, às
- 27:26vezes pequenas roturas e fazer laser para não evoluir.
- 27:30Com o descolamento de retina, vocês tem que imaginar.
- 27:33Eu gosto de pegar um papel quando eu vou dar esse exemplo
- 27:36das moscas volantes e da ruptura.
- 27:39Então vocês tem que imaginar que é como se a retina fosse esse
- 27:43pedacinho de papel. Aí quando a gente detecta um
- 27:48rasguinho, assim, ó. Para que ele não continue
- 27:52rasgando, a gente coloca tipo um durex aqui, que é o laser Oo
- 27:58durex segura e não continua a rasgar, digamos assim, a retina.
- 28:03É uma forma de proteger o olho para que não tenha o
- 28:05descolamento de retina. E aí falando em descolamento de
- 28:09retina, tem uma das pessoas que colocou aqui, Valéria, que eu vi
- 28:14essa pergunta bem interessante, pai, olha aqui ela.
- 28:19Teve um descolamento de retina em 2023, e agora teve outro em
- 28:232025. E o óleo silicone vai ser
- 28:26retirado mês que vem. Ela não tem diabete.
- 28:29É comum ter o redescolamento. O que que causa o descolamento
- 28:33de retina nesses casos que não tem diabetes?
- 28:37Não. Primeiro bom, então, se ela não
- 28:39tem diabete, o descolamento de retina não é inflamatório,
- 28:41porque tem descolamento de retina, que é inflamatório.
- 28:43São doenças sistêmicas que causam o descolamento, que o
- 28:46tratamento é clínico. Então o descolamento dela foi um
- 28:50descolamento que a gente chama regmatogênico, que significa
- 28:53oriundo de uma rotura retiniana de um rasgão na retina.
- 28:58A decisão de colocar óleo de silicone, eu digo sempre, meu
- 29:01paciente é uma decisão minha, não vai ser sua.
- 29:04Eu que vou decidir na hora se eu vou colocar gás ou se vou
- 29:08colocar óleo de silicone. Mas já lhe prevendo que se eu
- 29:11tiver que usar óleo de silicone, você vai ter que ter uma nova
- 29:15cirurgia que retirar o óleo de silicone depois de algum tempo.
- 29:18Mas variando de casa para casa. É muito raro a gente deixar
- 29:22direto a paciente com escola bem de retina, que usou óleo de
- 29:25silicone sem retirá lo, sobretudo em pacientes olho
- 29:28único, dependendo da idade e sabendo que ali a gente vai
- 29:32retirar, vai rede escolar. Mas é na maioria das vezes a
- 29:37gente retira o óleo de silicone e não rede escola a retina.
- 29:40Mas pode acontecer de rede escolar a retina.
- 29:44A semana retrasada eu tive um caso assim.
- 29:47Fui tirar o óleo de silicone, quando eu vi a retina estava
- 29:49descolando, né? Então eu colei de novo, fiz
- 29:52laser e coloquei o óleo de silicone novamente, por isso que
- 29:55a gente tem que prevenir o paciente, é o retorno que foi o
- 29:58óleo, você pode ter uma relação, então não é raro, né, não é
- 30:03expressão, isso é acontecer, quer dizer, OOO, normal é que
- 30:08isso não aconteça, o mal você tem que prevenir o paciente que
- 30:11pode acontecer, se que você previne é, digamos assim, você.
- 30:17Fica tranquilo de que o paciente vai entender quando a gente não
- 30:22previne uma, esquece a mesma, esquece, né?
- 30:23Tá tão no usual da gente de retirar e a retina atracolar e
- 30:28tudo render escola, aí o paciente às vezes cobra da
- 30:31gente, poxa, mas se for no Colômbia, a retina era pra
- 30:33render escolar ver esse questionamento, né?
- 30:36Então a gente tem que ser muito clara com o paciente, ao retirar
- 30:39o óleo, a gente pode ter um render escolamento, mas não é,
- 30:43não é a regra, digamos assim, não é?
- 30:46É frequente isso? Né?
- 30:48É aquelas coisas que a gente fala, né?
- 30:50Que a medicina tem limitações, que a eu costumo falar assim,
- 30:53que eu dependo de 3 coisas pro meu tratamento dar certo.
- 30:56Eu preciso de mim pra indicar o tratamento e conversar com o
- 31:01paciente e fazer a cirurgia. Obviamente eu preciso do
- 31:05paciente no pós operatório, me ajudar fazendo repouso, pingar
- 31:09os colídios, tudo certinho. E um terceiro fator que não
- 31:12depende nem de mim e nem diretamente do paciente.
- 31:16Esse terceiro fator depende do organismo do paciente, porque a
- 31:20gente faz o tratamento do paciente.
- 31:22Mas alguns pacientes, por exemplo, redescola retina,
- 31:26alguns pacientes inflamam um pouquinho mais numa cirurgia,
- 31:30alguns pacientes demoram um pouquinho mais para se
- 31:32recuperar. Enfim, cada paciente vai tendo a
- 31:35sua situação. Felizmente, a maioria das vezes
- 31:39a gente vai bem, a retina fica colada nos casos do doutor
- 31:42Edmundo, nos meus casos, o glaucoma fica bem controlado,
- 31:45mas tem os casos em que o glaucoma descontrola mesmo após
- 31:48uma cirurgia, a retina redeescola.
- 31:51Isso pode acontecer é com com alguns pacientes, né?
- 31:55EE, isso acontece independente do cirurgião, né?
- 31:58Ed, eu gosto sempre de falar isso também, porque às vezes a
- 32:01gente fica. Ó comigo, acontece do paciente
- 32:05não controlar a pressão numa só. Com uma cirurgia eu posso
- 32:08precisar de mais de uma. Com doutor Edmundo, felizmente
- 32:11não é frequente, mas acontece da retina redeescolar e por aí vai,
- 32:15porque isso está até publicado nos artigos, mostrando que tem
- 32:18uma baixa incidência de redescolamento.
- 32:21Mas ele existe e eu diria que principalmente esses pacientes
- 32:24auto míopes, né? De muitas vezes talvez os auto
- 32:27míopes, que talvez seja o caso dessa paciente, já que ela não
- 32:30tem aí. É história de retinopatia
- 32:33diabética. Talvez tenha alguma coisa nesse
- 32:35nesse sentido. É, e tem uma coisa que a gente
- 32:38assim, assim não dominou. Isabela é que é a proliferação.
- 32:42Vitor retiana que a gente usa o termo pvr, é uma proliferação de
- 32:46células que vai se formando em cima da retina e vai é
- 32:51engilhando a retina, terminando por descolá la.
- 32:55Então isso é uma coisa que ainda não tem droga efetiva, né?
- 32:58Você tem que recuperar, retirar essas membranas.
- 33:01Que o seu organismo é produziu e reaplicar a retina, fazer leis e
- 33:07colocar óleo de silicone. Quando a gente tem esses casos
- 33:10de recidivos de rede, descolamento, isso é igual ao
- 33:12óleo de silicone. E é claro que no futuro ou vai
- 33:16retirar ou quando é um olho único, já numa situação que a
- 33:19gente sabe pela experiência que nós temos, que vai rede
- 33:22descolar, você nem tira você deixa lá, mas não deixa de ser
- 33:251111. Corpo, estande dentro do olho,
- 33:29né? O silicone é um corpo estande
- 33:30dentro do olho. E com o tempo também.
- 33:32Às vezes ele se emuncifica, ele fica cheio de bolinha, né?
- 33:35Aí pode dar galcoma secundário, né?
- 33:37Então é, na maioria das vezes a gente retira o óleo de silicone.
- 33:43Perfeito. Ed, olha, a gente já está com 34
- 33:45minutos de live. Gente.
- 33:47A gente ainda tem algumas perguntas que a gente quer
- 33:50tirar. As dúvidas de vocês todos é, vou
- 33:53passar um pouquinho para o tema de glaucoma, que tem algumas
- 33:56perguntas bem interessantes, mas depois eu finalizo com.
- 33:59Retina novamente com o doutor Edmundo é, vou tentar falar de
- 34:03uma forma mais objetiva para a gente conseguir responder a
- 34:05todos vocês. Mas lembrem aí de dar o nosso
- 34:08like nos nossos. É tanto no YouTube quanto no
- 34:11Facebook que a gente vai conseguindo que os nossos vídeos
- 34:15atinjam mais pessoas. Isso ajuda que informações é
- 34:19corretas, cheguem a nossa população.
- 34:22Então, se você gosta aqui do nosso conteúdo, lembre de dar o
- 34:25like aí para a gente continuar. Atingindo o máximo de pessoas
- 34:29possíveis. E aqui meus amigos, sobre
- 34:32glaucoma, é um problema Sério, porque eu falo muito, eu vou
- 34:35tentar me controlar. Mas uma pergunta muito
- 34:38interessante aqui do seu Valdecir, que está sempre aqui
- 34:41com a gente, obrigada pela sua presença, meu amigo.
- 34:44Perguntando o uso de colírios de glaucoma.
- 34:47A finalidade é retardar a evolução do glaucoma ou
- 34:50estabilizar a pressão dos olhos? E a resposta é o seguinte, é as
- 34:542 coisas. Quando a gente estabiliza a
- 34:57pressão, a gente consegue estagnar o glaucoma e aí a gente
- 35:01consegue realmente controlar a doença.
- 35:04O tratamento do glaucoma é feito com colírios, laser é ou
- 35:07cirurgia? E aí vem a pergunta aqui da Mari
- 35:11leneza, obrigada pela sua participação.
- 35:14E ela perguntou, aqui, olha, quando a pressão dos olhos está
- 35:17alta 30 e não abaixa com os colírios, qual a recomendação?
- 35:21Excelente pergunta. Então, quando o paciente não
- 35:25consegue controlar a pressão com colírios, a gente pode lançar
- 35:29mão das cirurgias. Eu gosto sempre de falar que o
- 35:32olho da gente é como se fosse a pia de casa.
- 35:35Tem um ralinho dentro do nosso olho, por onde o líquido vai
- 35:38embora para ser absorvido. Não é a lágrima que escorre aqui
- 35:42para fora, tá? É um líquido que tem dentro do
- 35:45olho e aí nos nos colírios. A gente tenta aumentar a
- 35:51drenagem como se eu tivesse na pia jogando aquelas substâncias
- 35:55que limpa o ralinho, sabe? Agora, se a gente não conseguiu
- 36:00resolver com colírios e nem com alguns lasers que a gente usa no
- 36:04consultório mesmo, a gente vai lançar mão das cirurgias.
- 36:07O que que as cirurgias vão fazer?
- 36:09Vão como se fosse ou abrir um novo ralinho.
- 36:12São as cirurgias que a gente pode criar um novo ralinho para
- 36:16o líquido passar e ser absolvido.
- 36:19A gente tem cirurgias em que a gente faz uma pequena raspagem
- 36:22no ralinho, que também ajuda nesse controle.
- 36:25E finalmente a gente tem cirurgias que, entre aspas,
- 36:28fecha um pouco a torneirinha, então diminui a produção do
- 36:32líquido. Basicamente, nós temos essas
- 36:35opções de cirurgias para o glaucoma.
- 36:38Então, como vocês podem perceber, quando a gente tem
- 36:41muitas opções, significa que nem sempre com uma eu consigo
- 36:45resolver a situação do paciente. A gente pode precisar de mais de
- 36:49uma cirurgia e não tem problema. Se precisar, a gente faz uma ver
- 36:53como o organismo responde. A gente respondeu bem, ótimo.
- 36:57Dali a dali a 23 anos, a pressão voltou a aumentar.
- 37:01Eu posso voltar aos acolírio. Dali a mais 2, 3 anos aconteceu
- 37:04alguma coisa de diferente? A gente pode lançar mão de
- 37:06outras cirurgias? E por aí vai.
- 37:09Então é como o doutor Edmundo falou aqui pra vocês, né?
- 37:12A gente casa com paciente essa semana, é um paciente muito
- 37:17querido, que já acompanha comigo há 7 anos.
- 37:19Eu operei a catarata, operei glaucoma dos 2 olhos dele e um
- 37:24dos olhos eu fiz uma cirurgia que criei o novo ralinho, então
- 37:27foi uma cirurgia, digamos assim, um pouquinho maior.
- 37:31E aí por isso a gente tá com a pressão boa, até 100 colírios.
- 37:34E no outro olho eu fiz uma cirurgia mais leve, então a
- 37:37gente está com a pressão controlada, com colírios, e foi
- 37:40engraçado que eu falei, ó, vamos ver há quantos anos a gente está
- 37:42casado? Eu brinco com os meus pacientes,
- 37:44né? Olha, 7 anos de casamento, o
- 37:46senhor está direitinho, o senhor não está me traindo, o que eu
- 37:48falo que eles estão me traindo quando eles somem, né?
- 37:51Se eu sumiu por 2 anos, não acredito nisso, porque é isso, a
- 37:54gente vai criando uma relação realmente de de carinho um pelo
- 37:58outro, porque eu acho que é pra isso que a gente está aqui nesse
- 38:00planeta também, né, amigos? Tem uma pergunta do Nero da
- 38:04Silva que eu gostaria de responder.
- 38:06Vamos lá, deixa eu colocar da toxoplasmose?
- 38:09É exatamente, tem uma, deve ser uma preocupação dele importante,
- 38:13né? A gente aproveita nessa parte
- 38:16finalzinho aqui, que a gente já está com 40 minutos, para falar
- 38:18algumas coisas, umas perguntas de retina.
- 38:21Então o Nero perguntou, aqui é o quadro de toxoplasmose, ó, corre
- 38:26o risco de descolamento de retina e rotura?
- 38:29É muito raro, viu, né? Não era muito raro isso
- 38:32acontecer, mas pode acontecer. Eu tive casos assim, né?
- 38:36De toxoplasmose, é pelo processo cicatricial formar uma ruptura e
- 38:41levar uma escola meio de retina. Mas é muito raro, cara, muito
- 38:45raro. Por isso que é importante o
- 38:47controle, a fundoscopia, né? O mapeamento de retina é sempre,
- 38:51né. Por mais que você tenha
- 38:53cicatrizado, eu fiquei bem da toxoplasmose, mas.
- 38:56Sei lá, aí o seu médico vai orientar, volta daqui a 3 meses,
- 38:59volta daqui a 6 meses, né? Ou em face de algum outro
- 39:02sintoma importante de uma mosquinha que não tava ali,
- 39:05agora apareceu uma mosca diferente ou apareceu flashes,
- 39:09né? Eu tô tendo flashes, né, no
- 39:11olho. Então aí era importante fazer
- 39:13logo o exame do mapeamento de retina para identificar a
- 39:16rotura, e aí faz o ler e pronto, não escola a retina, mas é, pode
- 39:20acontecer, mas é raro. Ótimo, aqui uma pergunta sobre
- 39:24membrana, epi retiniana e catarata, é possível voltar a
- 39:29enxergar melhor? Sim, é possível.
- 39:33Opera a catarata. Dá para fazer essa cirurgia até
- 39:35simultaneamente, se se for o caso, né?
- 39:38Dependendo do tipo da catarata, dependendo da densidade da
- 39:41catarata, tira a catarata, implanta a lente e vai lá para
- 39:45baixo e tira essa membrana na retina, né?
- 39:48E melhora assim, melhora, né? Mas tem sua indicação precisa,
- 39:51precisa de um exame chamado OCT, que é tomografia de coerência
- 39:55ótica, pra gente avaliar é risco, benefício, né, como tudo
- 39:59na vida, né? As você está com uma visão 20 e
- 40:0140, tem uma membrana aqui, mas nem sempre você vai recuperar a
- 40:06sua visão 20 e 40 está uma visão razoável, se o outro olho é bom,
- 40:09quer dizer, a gente tem que usar sempre o bom senso, né?
- 40:13Tem um ditado que diz assim, bom senso e caldo de galinha não faz
- 40:16mal a ninguém, né? Então a gente tem que ter sempre
- 40:19esse bom senso. Boa.
- 40:22Tem uma pergunta que é, achei muito, muito legal porque falou
- 40:26assim, desculpa a pergunta boba, então vamos logo falando assim,
- 40:29não existe pergunta boba, né? A gente, a gente realmente tá
- 40:33aqui, todo mundo junto, aprendendo junto, e não é,
- 40:35pergunta boba. O efeito cloroal, como é o
- 40:40efeito cloro ao lavar banheiro, prejudica a visão arder?
- 40:45O arder da cebola, então, assim, as coisas do dia a dia, né?
- 40:49O cloro, essas substâncias, até é quando a gente, né, corta a
- 40:53cebola, aquele arder prejudica a visão.
- 40:57Então a gente tem que ter cuidado com essas substâncias,
- 40:59não vai fazer, não vai prejudicar a ponto de ter uma
- 41:02doença grave, exceto se o cloro cair no olho, aí causa
- 41:07queimadura, né? Aí é um cuidado que a gente
- 41:09precisa ter de uma maneira geral.
- 41:12A minha, a nossa recomendação é que quando a gente vai usar
- 41:16alguns produtos de limpeza mais Fortes, que você, use um óculos.
- 41:20Essa é uma forma de proteger o seu olho, porque às vezes você
- 41:24espirra aquela substância no seu olho.
- 41:26É causa queimadura, um tratamento relativamente
- 41:29tranquilo, quando não cai 11, quantidade muito grande.
- 41:32Mas dependendo do caso, a gente pode ter é um né?
- 41:36Prejudicar um pouquinho. E a questão na cozinha também
- 41:39não vai prejudicar mais uma vez é, obviamente, a gente se afasta
- 41:44um pouco, tem que ter aquele cuidado de na cozinha, você às
- 41:47vezes está manipulando pimenta e você passa a mão no olho.
- 41:50Isso vai irritar o seu olho, mas não vai causar.
- 41:54É algo grave nos seus olhos, né? Mas esses cuidados a gente
- 41:58costuma orientar, principalmente aí com crianças também, né?
- 42:02As crianças, às vezes, por exemplo, elas estão brincando.
- 42:06Recentemente teve uma criança que caiu super Bonder no olho,
- 42:09né? Então é né, esse capítulo da
- 42:13oftalmologia que é de trauma ocular, a gente é conversa muito
- 42:16com os pacientes. Criança é assim, quanto mais
- 42:19distante das coisas é desse tipo, melhor.
- 42:22E às vezes mesmo o adulto ou idoso, às vezes o super Bonder
- 42:26tá do lado do colírio, né, e que tá do lado do do tylenol gotas
- 42:31do filho, aí pinga tylenol no olho, então assim.
- 42:34Deixa os produtos bem separadinhos pra não confundir.
- 42:37E aí eu lembrei aqui de criança pra gente poder finalizar.
- 42:41Eu vou pedir pra pra o doutor edmond também daqui a pouco
- 42:44falar mais algumas coisinhas pra gente finalizar, porque a gente
- 42:46até estourou. Mas assim eu queria muito falar
- 42:51desse caso Ed que eu conversei hoje contigo.
- 42:54É uma criança de 3 anos e 8 meses de vida, amigos.
- 42:59É, a gente sabe as nossas crianças, elas são maravilhosas,
- 43:03né? Eu tenho os meus filhos de 7
- 43:05anos, é doutor Edmundo, já é avô aí de de um tanto de criança
- 43:09aqui, dos dos meus irmãos e meus é.
- 43:12E de fato, eles são seres que a gente precisa ter 11 atenção
- 43:16especial, principalmente quando a gente vai manipular ou dar
- 43:20medicações pra eles. Essa criança que eu atendi essa
- 43:23semana, ela, ela tem alergias frequentes, ela tem quase 4 anos
- 43:28de vida. E, resumindo, ela desenvolveu um
- 43:32glaucoma secundário ao uso crônico de corticoide.
- 43:36Obviamente que os pais não sabiam que aquilo tava fazendo
- 43:39mal para o filho. Mas quando você fica usando
- 43:41corticoide por muito tempo, corticoide oral não é colírio.
- 43:45Colírio. Pior ainda, quando usa muito
- 43:46colírio de corticoide, a pressão do olho aumenta e causa
- 43:49glaucoma. Mas ele tava usando de forma
- 43:53crônica, aí o corticoide oral. Então, quando a gente usa o
- 43:57corticoide, muitas vezes isso pode acontecer de aumentar a
- 44:01pressão do olho e causar o glaucoma, tá amigos?
- 44:04O glaucoma causa perda periférica da visão conforme
- 44:07avança que chega na visão central.
- 44:09Então a criança não percebe que ela tá tendo uma doença.
- 44:12Graças a Deus os pais perceberam que ela tava tendo um
- 44:14comportamento diferentinho de piscar um pouquinho.
- 44:16Os olhos diferentes e eles muito cuidadosos, foram atrás do
- 44:20atendimento oftalmológico. Mas eu queria reforçar essa
- 44:23informação aqui com vocês. De que os seus filhos, os seus
- 44:27netos? Se precisar usar corticoide ou
- 44:29você mesmo se precisar usar corticoide, que seja só naquele
- 44:33período que o médico prescreveu. E se precisar usar por muito
- 44:37tempo, passa com oftalmologista para ver se a pressão do olho
- 44:40está boa. Combinado?
- 44:41Então eu queria é pedir mais uma vez para que vocês deem os
- 44:45nossos likes aí no YouTube, no Facebook, mas antes também de me
- 44:49despedir de vocês, pedir para o doutor Edmundo falar algumas
- 44:52palavras que ele queira para se despedir da nossa live de hoje.
- 44:56Não tem nada para falar. Foi ótima.
- 44:58A nossa live esclarecedora para essas perguntas é desejar um bom
- 45:05boa semana para todos nós. Amém, paizinho.
- 45:10Amigos, é então reforçar aqui as nossas Lives.
- 45:13Toda quarta-feira a gente está aqui sempre às 20:00.
- 45:17Então se vocês gostaram desse conteúdo, se vocês acham que
- 45:20isso tirou as dúvidas de vocês, compartilhem, né?
- 45:24Porque às vezes essa informação, por exemplo, final que eu falei
- 45:28aqui para vocês sobre corticoide, foi algo que me
- 45:30tocou muito essa semana. Aí é como vocês podem imaginar,
- 45:33nós da área da saúde, é a nossa maior Felicidade.
- 45:38É conseguir tratar o nosso paciente e a nossa maior
- 45:42Felicidade é conseguir é divulgar informações corretas,
- 45:47porque se a população tem as informações, a gente consegue
- 45:52evitar essas doenças. Então compartilhem essas
- 45:56informações. É façam seus exames regulares,
- 46:00lembrem de ser seus melhores amigos.
- 46:03É uma luta diária, né? Eu mesma essa semana, já estou
- 46:06aí há 3 dias sem fazer meu treino, tenho que fazer o meu
- 46:09treino, estou puxando aqui minha orelha é, né?
- 46:12Eu brinco com meus pacientes quando eu falo isso no
- 46:14consultório, né? Parece até que eu sou o Buda,
- 46:16né, que eu é. Me alimento corretamente sempre
- 46:20que eu faço atividade física, mas a gente sabe que, na
- 46:22verdade, estamos todos na luta, todos iguais, né?
- 46:25E cada um com seus desafios. Mas mesmo eu na minha luta eu
- 46:30fico falando pra mim mesma, que eu seja minha melhor amiga e
- 46:32faça boas escolhas alimentares, atividade física pra que a gente
- 46:36consiga é manter a nossa saúde em dia, tá certo?
- 46:40Então compartilhem essas informações, contem com a gente.
- 46:43quarta-feira que vem tem mais, segue a gente aí No No YouTube
- 46:47EE clica pra que a gente o sininho pra que possa receber a
- 46:52mensagem toda vez que tiver novos vídeos.
- 46:54É. E no mais é dar uma boa noite
- 46:56pra vocês. Uma noite muito abençoada.
- 46:59A gente espera vocês na próxima quarta-feira sem falta e eu vou
- 47:04colocar aqui o nosso encerramento.