Latest / InovaTec Update / Robô de Cingapura desce girando como semente e depois navega a vela
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Robótica. Robô de Cingapura desce girando como semente e depois navega a vela. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 14 de outubro de 2026. Imagine um aparelho jogado do alto que cai girando como uma semente de árvore. Ele pousa na água e depois sai navegando sozinho, empurrado pelo vento. A ideia, criada em Cingapura, é levar sensores a lugares de difícil acesso. O projeto é de Shane Win e colegas da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura. O trabalho foi publicado na revista científica Science Robotics. O robô ganhou o nome de Albatroz. Em inglês, o nome é uma sigla que resume o que ele faz: é lançado do ar, desce girando sozinho e navega levando sensores. A inspiração veio das sementes de uma árvore chamada bordo. Essas sementes têm uma espécie de asa. Quando caem, giram como as pás de um helicóptero, e isso freia a queda. Há bastante tempo, esse formato inspira engenheiros que constroem drones e robôs voadores. A novidade é que, no Albatroz, a mesma peça faz dois trabalhos. O robô tem asas rígidas. No ar, elas giram sem precisar de motor, reduzem a velocidade e mantêm o robô estável. Esse giro espontâneo tem um nome técnico: autorrotação. Por isso, o robô dispensa paraquedas ou qualquer outro sistema de pouso. Quando ele chega à água, entra em cena um leme inspirado na cauda dos peixes. Esse leme funciona como contrapeso e deixa o robô na posição certa para flutuar. Depois, ajuda a dar direção, principalmente quando o vento está fraco. A partir daí, as asas passam a funcionar como velas, e o robô se desloca como um barco a vela. Usar a mesma peça no voo e na navegação simplifica muito o projeto. O Albatroz tem só três atuadores, que são as partes que produzem movimento, e três sensores de navegação. Outros robôs que voam e navegam costumam ter de seis a oito atuadores e muitos sensores. Segundo Shane Win, a ideia foi aproveitar o ambiente em vez de lutar contra ele. E essa simplicidade pode baratear as plataformas de medição para lugares remotos. Nos testes de campo, a equipe soltou o robô de cento e cinquenta metros de altura. Ele desceu girando de forma estável e tocou a água com pouco impacto. Pelas contas dos pesquisadores, um aparelho parecido, mas sem esse giro, receberia cerca de dezoito vezes e meia mais energia no impacto. Depois do pouso, o robô se endireitou sozinho e navegou de forma autônoma entre pontos definidos com antecedência. Uma versão maior do protótipo chegou a pouco menos de um quilômetro por hora. Ela funcionou por cerca de três horas, medindo a umidade, o calor e a direção do vento. O professor Foong Shaohui, da mesma equipe, resume o objetivo: unir a rapidez de um lançamento pelo ar com a resistência da navegação a vela. No futuro, a ideia é que robôs assim passem semanas na água monitorando o ambiente. Mas o Albatroz ainda é uma prova de conceito. Os testes aconteceram em reservatórios protegidos. Para chegar ao mar aberto, ele vai precisar aguentar ventos, correntes e ondas mais fortes. Esse é justamente o próximo passo da equipe: deixar a plataforma mais robusta e durável para enfrentar o ambiente marinho. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.