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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Nanotecnologia. Físico propõe que o acaso quântico pode esconder um mecanismo oculto. Por Alexey V. Melkikh, no site Inovação Tecnológica, publicado em 9 de outubro de 2026. Quando uma moeda cai cara ou coroa, parece puro acaso. Mas o resultado depende de detalhes, como a força do lançamento. No mundo das partículas, a física aceita hoje um acaso de outro tipo, que não viria de lugar nenhum. É essa ideia que um físico resolveu questionar. O autor é Alexey Melkikh, que apresentou sua proposta em um artigo teórico publicado na revista científica Quantum Research. Ele parte de uma pergunta antiga. De onde vem a aleatoriedade da mecânica quântica, a teoria que descreve o comportamento dos átomos e das partículas? A visão predominante diz que esse acaso é fundamental e não tem nenhuma origem mais profunda. Albert Einstein nunca aceitou isso. É dele a frase famosa de que Deus não joga dados. Para entender a proposta, é preciso conhecer a função de onda. Ela é a ferramenta matemática que descreve uma partícula. A partir dela, os físicos calculam a probabilidade de encontrar essa partícula em cada lugar. Só que uma parte dessa função, chamada fase, não pode ser medida diretamente e costuma ficar em segundo plano. Melkikh sugere o contrário. Para ele, a fase funcionaria como uma variável oculta, uma informação escondida que controlaria o resultado das medições. E ela mudaria de forma caótica, parecida com a de um gerador de números aleatórios de computador. Nesse cenário, o acaso quântico seria apenas aparente. Ideias desse tipo enfrentam um obstáculo conhecido. Em mil novecentos e sessenta e quatro, o físico John Bell criou um teste matemático para variáveis ocultas. Décadas de experimentos com partículas entrelaçadas, que parecem sentir umas às outras a qualquer distância, deram razão à mecânica quântica tradicional. A conclusão aceita é que as partículas não têm propriedades definidas antes de serem medidas. Melkikh argumenta que o teste de Bell só vale sob certas condições. Uma delas é que as partículas estejam no espaço comum, onde a distância entre os objetos importa. Ele propõe que elas possam operar em outro tipo de espaço, chamado topológico. Nesse espaço, o que conta não é a distância, mas a forma como as coisas estão conectadas. Se for assim, diz o autor, o raciocínio de Bell não se aplicaria. Segundo ele, a hipótese pode ser testada. A ideia é analisar em grande escala os resultados de experimentos quânticos, com métodos já usados para avaliar geradores de números aleatórios. Qualquer desvio, mesmo pequeno, indicaria que o acaso quântico é, na verdade, um falso acaso. Quanto menor o desvio, mais difícil o teste, mas o autor considera o experimento viável. Ele acredita que esses desvios poderiam aparecer em campos fortes, uma situação ainda pouco estudada. Por enquanto, trata-se de uma proposta teórica. Se ela se sustentar, o autor vê caminhos para investigar outros enigmas quânticos, como o problema da medição. E imagina, no futuro, computadores quânticos e até uma inteligência artificial quântica construídos sobre bases totalmente novas. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.