Latest / Entre Chaves / Snippet #14 Mentalidade Shift Left para eliminar surpresas no desenvolvimento
Transcript
- 0:09OPA, e aí, pessoal, tudo bem? Boa tarde.
- 0:11Me chamo Henrique Oliveira, sou o queaki da dti e vamos lá.
- 0:14Hoje eu queria trocar uma ideia com você sobre um conceito que
- 0:16na prática muda bastante a forma como o povo trabalha com
- 0:19qualidade dentro de um time de desenvolvimento, que é o tal do
- 0:21shift left cara. Uma coisa que é muito comum no
- 0:24dia a dia é a gente tratar a qualidade como etapa, tipo
- 0:26assim, o primeiro desenvolve, depois testa.
- 0:28E assim, esse modelo fez muito sentido por muito tempo,
- 0:30principalmente em contextos mais estruturados, onde as etapas
- 0:33eram mais bem definidas. Só que conforme os sistemas
- 0:35foram ficando mais complexos, mais integrados, e o ritmo de
- 0:38entrega foi aumentando, começou a ficar mais importante dessa
- 0:40visibilidade de qualidade ao longo do processo todo, e não
- 0:43somente no final. E é justamente nesse contexto
- 0:45que começa a surgir o shift left.
- 0:47Esse conceito não é só textar mais cedo, ele se trata de uma
- 0:50mudança toda de mentalidade. É sair da ideia que o que é a
- 0:52valida no final e começar a pensar que a qualidade é
- 0:54construída desde o começo do processo.
- 0:56E isso mudou bastante o papel do que há dentro do time.
- 0:59Ele deixa de ser a pessoa que encontra problema e passa a ser
- 1:01alguém que ajuda a evitar que problemas sequer aconteça.
- 1:03Isso aparece muito na prática, em alguns momentos bem
- 1:05específicos do dia a dia, tipo reunião de levantamento de
- 1:08requisito, refinamento de história, discussão de fluxo,
- 1:10que são justamente os momentos onde o time está para tentar
- 1:12entender o que precisa ser feito e quando o quer, participa com o
- 1:15olho de águia. Ali começa a acontecer uma coisa
- 1:17interessante, por exemplo. Mas não é um caso simples, né?
- 1:19Você está no reframento e surge uma regra de negócio envolvendo
- 1:22a quantidade de convidados num evento.
- 1:23E aí você levanta a seguinte pergunta, e se AAPI devolver um
- 1:26valor inválido, tipo menos um convidados nunca o é PO site vão
- 1:29lidar com isso? Parece que é detalhe, mas é esse
- 1:32o tipo de pergunta que já força time a pensar em validação,
- 1:34comportamento, fobec esperado e evita ter que resolver um
- 1:37potencial problema lá na frente. E esse tipo de situação abre um
- 1:40ponto que é muito importante dentro de shift left, que é
- 1:42análise de risco, que nem sempre o objetivo é cobrir
- 1:45absolutamente todos os cenários, mas sim entender quais cenários
- 1:48realmente importam dentro do contexto do projeto.
- 1:50E tudo bem que às vezes o valor inválido pode só quebrar um
- 1:52layout, mas também pode impactar a regra de negócio, cobrança ou
- 1:56gerar inconsistência no sistema. E quando esse tipo de discussão
- 1:58acontece cedo, o time consegue priorizar melhor o que precisa
- 2:01ser tratado com mais cuidado. Isso conecta com um fenômeno
- 2:04enorme, cada vez mais presente hoje em dia também, que é o uso
- 2:06de a no próprio processo de desenvolvimento.
- 2:09Hoje já é muito comum ver histórias de usuário sendo
- 2:11gerado com apoio de a critério de aceite sendo sugerido
- 2:13automaticamente e inegavelmente, isso acelera bastante o
- 2:16processo, mas também traz um ponto de atenção importante,
- 2:18porque quando você gera critério de aceite com IA, você pode
- 2:20gerar também ambiguidade com IA, pode gerar lacuna, pode gerar
- 2:23cenários não previstos, e é justamente aí que o papel do Ka
- 2:26fica ainda é mais importante. Não é só verdade, depois é
- 2:28questionar, antes é olhar para aquele cenário de aceitação e
- 2:30pensar, isso aqui cobre todos os cenários.
- 2:33Isso aqui faz sentido contercial.
- 2:34O que que pode dar errado aqui? Que qualidade não nasce da
- 2:36ferramenta ou nem na IA, mas ela nasce da forma como o time
- 2:39interpreta e valida aquilo. E quando isso não acontece, o
- 2:42que geralmente vem depois daquele efeito dominó, pressão
- 2:45para testar rápido, corte de cenário importante, decisão sem
- 2:48clareza de risco, correção mais cara e releas cada vez mais
- 2:51instáveis. Agora, o que não nossa Retro
- 2:52qualidade para esse começo do processo?
- 2:54O jogo muda, você vai continuar tendo problema?
- 2:56Lógico que sim, mas ajuda o time a tomar decisão mais
- 2:58inconsciente e esse pra mim, os funcionais importantes.
- 3:01Papel do que anão é ficar travando release história de
- 3:03usuário é trazer clareza pro time, clareza do que foi
- 3:06testado, do que não foi e principalmente do risco
- 3:08envolvido. E isso muda bastante a dinâmica
- 3:10dentro de um time que uma vez do que a serviço, como um gargalo,
- 3:12ele passa a ser alguém que ajuda o time a tomar decisão, tipo,
- 3:15OPA, isso aqui foi bem testado, ou isso aqui tem risco ou essa
- 3:18parte aqui a gente não cobriu ainda e com essa visibilidade o
- 3:21time consegue decidir com muito mais consciência do que fazer.
- 3:24Sempre afinando o processo de maneira contínua, até porque no
- 3:26fim do dia toda A Entrega tem risco.
- 3:28A diferença é se o time está ciente dele ou não.
- 3:30E além dessa parte, mais de processo e colaboração, tem um
- 3:33outro ponto que potencializa muito isso tudo, que é a
- 3:35automação. Quando a gente se testa os
- 3:37automatizados rodando pipeline em CICD, cria se um ciclo de
- 3:40feedback muito mais rápido. Toda vez que alguém altera
- 3:42alguma coisa no sistema, já tem teste rodando, já tem validação
- 3:45rolando. Então um erro deixa de ser algo
- 3:47que você descobre depois e passa a ser algo que você detecta
- 3:49praticamente na hora. E isso muda completamente a
- 3:51velocidade com que um Squad aprende e se ajusta.
- 3:54Um outro ponto que eu acho interessante também é que isso
- 3:55muda a forma como o Tim enxerga o problema, que quando a
- 3:57qualidade só aparece no final, o problema ali é uma surpresa ali.
- 4:01Agora, quando você trabalha com essa mentalidade mais voltada
- 4:03pro shift left, o problema passa a ser parte do processo.
- 4:05Ele aparece mais cedo, com mais contexto, com mais tempo pra ser
- 4:08digerido e entendido. Isso tira muito aquela sensação
- 4:11de ficar colocando o código Band aid o tempo todo.
- 4:13Bom, no fim, não é sobre evitar 100% dos problemas, é sobre
- 4:16fazer com que eles apareçam no momento certo, quando ainda dá
- 4:18para lidar com eles com tranquilidade.
- 4:20E, no fim das contas, isso tudo vai muito além de ferramenta ao
- 4:23processo. É muito mais sobre cultura
- 4:24interna, sobre o time se sentir responsável pela qualidade,
- 4:27sobre ter espaço para discutir problema antes dele acontecer,
- 4:30que quando se vira parte do dia a dia, a qualidade deixa de ser
- 4:32metapa e vira uma característica do produto que a gente entrega.
- 4:34Mas, no fim das contas, o shift left não é só sobre testar mais
- 4:37cedo, é sobre entender que a qualidade da responsabilidade do
- 4:39Sol, do que há, é do time inteiro e quando isso começa a
- 4:41acontecer de verdade, mudou completamente o nível do que
- 4:44você entrega para o cliente. É isso.
- 4:45Espero ter feito sentido e até a próxima.