Latest / ABC Cast / ABC Cast Conexões T02E14: Leide Maia | Educação inclusiva no Brasil diante da legislação e da realidade
Transcript
- 0:00ABC cast conexões, um podcast do portal ABC do ABC onde as
- 0:06conversas sobre os mais variados assuntos se conectam com você.
- 0:16Olá, sejam bem vindos a mais esse episódio do ABC cast
- 0:19conexões. É um prazer ter você aqui hoje
- 0:22para acompanhar mais uma história.
- 0:23Todas as semanas nós trazemos aqui conteúdos diferentes.
- 0:27Dos mais variados possível, para que você possa ter dentro do seu
- 0:31repertório conteúdos especiais e saiba sobre tudo o que acontece
- 0:35no Brasil, no mundo, na sua cidade, no seu local, aí no seu
- 0:40bairro. O nosso objetivo é te conectar
- 0:42com os grandes assuntos. E existe um assunto que está
- 0:45rolando, inclusive na esfera federal, que que necessita que
- 0:50nós tenhamos uma conversa muito séria sobre ele, né?
- 0:53Nós estamos falando de algumas. Mudança na legislação da
- 0:57educação, especialmente da educação inclusiva.
- 0:59Então nós trouxemos. Hoje é uma pessoa para poder
- 1:02falar um pouco sobre isso e outras coisas, não só sobre
- 1:06legislação, tá? Vamos falar também sobre a vida
- 1:08da inclusão dentro de uma sala de aula.
- 1:11E por ser 11, tema importante, eu não posso tocar esse assunto
- 1:15sozinho. Eu preciso ter mais alguém
- 1:16comigo aqui. É por isso que eu convidei um
- 1:18amigo. Especial aqui do um amigo do
- 1:21portal ABC do ABC, né? Um amigo especial que é o
- 1:24Carlos. Então Carlos, é um grande prazer
- 1:28recebê lo aqui é. Espero que a gente possa
- 1:30desfrutar aí de momentos legais, então seja muito bem-vindo
- 1:34Carlos Henrique, nosso jornalista convidado.
- 1:37É um prazer, Thiago. Bom dia, Thiago, bom dia, Leide,
- 1:40bom dia, boa tarde, boa noite a todos que vão comprar o podcast,
- 1:44né? Não sei que vocês estarão
- 1:46assistindo, né? É um prazer estar aqui hoje.
- 1:50Como Tiago disse, vocês são amiga aí do portal.
- 1:53Então é um tema que eu acho que é muito importante a gente
- 1:56debater, não somente na educação, mas na inclusão, com
- 2:00todo em geral. A inclusão em geral, né?
- 2:02Sabe que no nosso no comecinho dessa segunda temporada do ABC
- 2:07cast conexões, nós trouxemos o assunto de Acessibilidade aqui e
- 2:10a inclusão no mercado de trabalho.
- 2:13E agora? Então acho importante a gente
- 2:15continuar aquela conversa que nós tivemos.
- 2:18Lá atrás, pra falar sobre essa inclusão é na educação.
- 2:22Então a nossa convidada de hoje, ela é uma das vozes mais
- 2:25qualificadas do país quando o assunto é Acessibilidade, né?
- 2:28E ela não fala só sobre Acessibilidade, ela também fala
- 2:31sobre diversidade, direito das pessoas com deficiência
- 2:33intelectual, ou seja, é, é é muito mais amplo.
- 2:36O leque é maior, né? Então eu queria apresentar pra
- 2:38vocês. A Lady Maia é historiadora pela
- 2:42USP, especialista em história da África, é e.
- 2:46Psicopedagogia, psicopedagogia. Ela também é cofundadora do
- 2:50espaço mosaico e ela é a mente por trás da plataforma.
- 2:54Maia, né? É?
- 2:56Tem atuado também como coordenadora na autodefensoria
- 2:59da região sudeste da federação brasileira das associações de
- 3:04síndrome de down. Então essa aí é a Lady, é só um
- 3:07pouquinho, o currículo dela é muito mais extenso, mas pra
- 3:09gente já conversar com ela. Seja bem-vinda, aleide.
- 3:13É um prazer receber uma pessoa tão gabaritada aqui para a gente
- 3:15falar de um assunto tão importante, né?
- 3:17Então seja bem-vindo, bom. Dia, boa tarde, boa noite a
- 3:19todos e todas. E Thiago Carlos é muito obrigada
- 3:23aí por por essa oportunidade da gente poder conversar, conhecer
- 3:28e levar também acho que essa pauta para mais pessoas EE
- 3:33entender aí o que que nós, que momento nós estamos?
- 3:36EE. Enfim, né?
- 3:39A gente poder ter esse espaço aqui.
- 3:40Então gratidão. O espaço que a gente tem também
- 3:43para tá pautando essas questões lá no ABC, do ABC, e agora aqui
- 3:48no podcast, para a gente poder ter esse momento de bate-papo.
- 3:52Gratidão, viu? Legal OOO.
- 3:54Leide sabe que antes da gente começar o assunto em si,
- 3:57gostamos de usar uma pergunta de quebra gilo assim, e eu tava
- 4:00pensando, o que eu posso perguntar para Leide para a
- 4:03gente começar a nossa entrevista?
- 4:04Eu fiquei pensando bastante sobre essa sua formação e
- 4:07história, né? Porque geralmente a gente olha
- 4:09para história no intuito de entender o passado.
- 4:13Mas a sua atuação profissional hoje ela está inteiramente
- 4:16focada no futuro, ou pelo menos no presente, para pavimentar o
- 4:20futuro para que crianças e jovens que tenham alguma
- 4:24deficiência, né? Aí eu fico me pensando, me
- 4:26perguntando assim, em que momento a história percebeu que
- 4:31precisava entrar na sala de aula?
- 4:33É e pra tentar reescrever esse presente dessas pessoas?
- 4:37É muito interessante porque acho que tem tudo a ver com a minha
- 4:41trajetória. É de vida, né?
- 4:44Não digo nem profissional, mas de vida.
- 4:45Então é tanto a escolha da história como meu percurso aí de
- 4:50formação, como hoje tá atuando aí nessa frente da educação
- 4:54inclusiva, né? Quando eu é, tava ali, naquele
- 4:57momento de decidir o que eu IA fazer.
- 4:59Pensei em direito, pensei em outras.
- 5:01Frentes acabei iniciando até um curso de direito na época, isso
- 5:04muitos anos atrás, mas acabei indo para história.
- 5:08E eu acho que a história para mim foi um curso essencial e que
- 5:13me deu uma possibilidade de ter uma visão ampla e crítica, né?
- 5:19Do mundo. E porque a gente acaba tendo em
- 5:22perspectiva toda a história e a história.
- 5:25Ela tem um papel fundamental que é a gente poder.
- 5:28Olhar pra esse passado, compreender, né?
- 5:31Processos é, enfim, é o passado, como o que, o que aconteceu e
- 5:37como aconteceu. E ter esse olhar a partir de
- 5:40questões que a gente se coloca no presente.
- 5:43Mas justamente pra que a gente possa, a partir dessa reflexão,
- 5:46de olhar pra história, redesenhar um futuro, né?
- 5:48Pensar caminhos pro futuro. Então acho que a história sempre
- 5:51tá nesse, nessa situação. A história só se faz com O
- 5:54Presente, né? Com questões que a gente se
- 5:55coloca no presente. E eu acho que tem tudo a ver.
- 5:58Esse meu contexto de formação profissional tem é muito a ver
- 6:03com isso. E quando eu saí da história, né?
- 6:05Eu acabei trabalhando por muito tempo em cursinho, né?
- 6:09Pré vestibular, já pensando a educação.
- 6:12Como 11111. Espaço, né?
- 6:1711 processo de de transformação social.
- 6:19Então, eu trabalhei por muitos anos em cursinho, em escola
- 6:22pública, olhando pra pra que esses jovens?
- 6:26Mas periférica tivesse oportunidade de acessar o ensino
- 6:28superior, a universidade depois? Eu trabalhei por muito tempo,
- 6:34quase 7 anos No No Paraisópolis, né?
- 6:37Que é uma a segunda maior favela de São Paulo.
- 6:40Ali também, escrevendo e articulando projetos, é voltados
- 6:45para educação, cultura, geração de renda junto.
- 6:47Com uma turma? Muito engajada, um movimento
- 6:50social ali muito engajado, que era da associação.
- 6:53De moradores, né? Junto com o Gilson e uma turma
- 6:57maravilhosa. E dali é essa a minha.
- 7:01Meu encontro com a educação inclusiva tem muito a ver com a
- 7:05minha mãe, minha sócia, minha parceira nessa trajetória, que
- 7:09inclusive se aposentou aí numa cidade da do grande ABC, né?
- 7:13Que é Diadema. Então ela ela trabalhou por é 25
- 7:20anos, se aposentou em Diadema, que foi uma das.
- 7:23É primeiro as cidades do Brasil a pensar, olhar o projeto, né?
- 7:28Implementar um projeto de educação inclusiva e isso lá em
- 7:311994. Então, essa pauta que parece que
- 7:33é muito recente, muitas pessoas colocam.
- 7:37É familiar? Né, uma pauta?
- 7:38Atrás do. Berço?
- 7:40Eu acabei crescendo nesse ambiente, com esse contexto e
- 7:45tendo ela ali como uma referência fundamental.
- 7:48E nós estamos juntas, né? No mosaico na Maia e outras
- 7:51pessoas também. Que que que.
- 7:53É outras vários outros profissionais, mas foi a partir
- 7:56dessa dessa situação, então AA historiadora, pra vim pra esse
- 8:01lugar aí de pensar diversidade, a inclusão foi algo muito
- 8:04natural pra mim, né? Porque sempre ao longo da minha
- 8:07trajetória, é é sempre algo que me inquietou muito.
- 8:12Foi olhar, né? Pra, pra, pra questão de grupos
- 8:17que. Historicamente, sempre estavam
- 8:19aí sendo excluídos, né? Então eu estou aqui.
- 8:22A minha pesquisa foi voltada para a questão da escravidão,
- 8:26né? E depois eu eu acabei aqui
- 8:28trilhando meu caminho dentro da educação inclusiva, mas sempre
- 8:31olhando para sempre o que a gente pode fazer e como que AA
- 8:34escola e a educação tem um papel fundamental na transformação
- 8:38social. Então eu vejo que está
- 8:39totalmente relacionado, né? Contando assim dessa.
- 8:42Perfeito, eu acho que eu acho que com isso, então a gente
- 8:45consegue entrar no assunto principal aqui.
- 8:47E até para contextualizar para quem está nos acompanhando esse
- 8:51cenário da educação inclusiva no Brasil, ele passou por algumas
- 8:54mudanças regulatórias, né? Com com um certo impacto, com a
- 8:58promulgação de 2 decretos e uma portaria do MEC, né?
- 9:01Então a gente tá falando aqui do decreto número 12686 2025 e do
- 9:07decreto 12773 de 2025. E a portaria do MEC é a portaria
- 9:13número 421421. É que foi desse ano, inclusive
- 9:16de maio de 2026, né? Aí Leide queria te perguntar,
- 9:21direto, na prática, o que mudou Na Na rotina regular das escolas
- 9:25com essa nova legislação? E eu já abro espaço aqui pro pro
- 9:29nosso amigo Carlos. A Leide vai começar a responder,
- 9:32mas fique à vontade de é interagir também, eu sei que
- 9:35você vai ter outras perguntas aqui no meio.
- 9:37Então, Leide, o que mudou? E Carlos fique à vontade depois
- 9:41dela responder e começar a fazer suas perguntas também isso?
- 9:45Bom, eu acho que sempre essa questão a gente tem que olhar em
- 9:48perspectiva, né? O que que a gente vem aí nos
- 9:51últimos, nas últimas décadas, é galgando aí em termos de avanços
- 9:56e conquistas de direitos em relação à pessoa com
- 10:00deficiência. Não tem como a gente falar desse
- 10:02momento agora sem. Olhar pra esse, pra esse
- 10:05processo, porque há pouquíssimo tempo olhando numa perspectiva
- 10:09histórica, né, a gente, as pessoas com deficiência, e eu tô
- 10:12falando qualquer deficiência, tá?
- 10:14É, ou elas estavam em espaços, né, em escolas especializadas,
- 10:20espaços segregados, ou elas sequer tinham acesso à educação.
- 10:25Então é é algo recente que a gente vem discutindo.
- 10:30Principalmente com uma força maior, né?
- 10:33A partir da declaração dos direitos da pessoa, né?
- 10:36Dos direitos humanos. E depois é com aqui com mais
- 10:41força, pensando no nosso país AA partir da redemocratização e da
- 10:46Constituição cidadã, pensando a educação de uma forma para que a
- 10:50gente tivesse que democratizar o acesso à educação.
- 10:54E aí entra nessa pauta também. Como pensar?
- 10:58Quem está fora da escola? E a gente está falando de uma
- 11:00forma mais ampla, mas aí teve essa pauta, a questão da pessoa
- 11:03com deficiência. Então a gente tem uma série de
- 11:07momentos que vão pautando isso. Então, desde a declaração de
- 11:10joint, a declaração de salamanca, ALBI, né?
- 11:14Aí em 2015 a gente tem a lei brasileira da inclusão e esses
- 11:18decretos agora mais recente, eles vem no sentido de a partir
- 11:23de uma experiência já de. De de transformação de escolas
- 11:28especializadas para a construção de uma escola para todos, da
- 11:31construção de uma escola inclusiva.
- 11:34Como que você então olha para esse cenário e regulamenta tudo
- 11:38isso, né? EE, dentro dessas necessidades,
- 11:40então eu acho que eu diria que a principal é mudança desse
- 11:44momento que a gente tá vivendo hoje.
- 11:46Não é necessariamente jurídica, porque a gente já vem num num
- 11:49processo de garantia desses direitos, de garantia do acesso
- 11:54à educação. Eu acho que quem muda,
- 11:56principalmente, é essa concepção dessa construção de uma escola
- 12:00para todos, né? Porque durante muito tempo a
- 12:04inclusão foi tratada como como que eu, como que eu faço um
- 12:08arranjo aqui, uma adaptação para esses alunos que estão chegando
- 12:12numa escola que eles não estavam, né?
- 12:14E eu acho que essa legislação, a grande mudança, né?
- 12:17Eu partilhei muito mais. Uma questão de concepção é
- 12:19pensar uma como que eu construo. Eu estruturo essa escola para
- 12:24todos. Então é um é um passo aí pra
- 12:27olhar pra questão é de estruturação dessa escola, né?
- 12:32Então quando nessa nova legislação se propõe eu ter um
- 12:36projeto político pedagógico, eu ter um currículo que pode ser
- 12:40pensado desde o início, olhando pra diversidade da escola, eu
- 12:44acho que é uma mudança de pensar a escola como um todo.
- 12:47Então eu acho que essa é uma questão.
- 12:49É mais importante? Eu vejo assim interessante
- 12:52porque eu acompanho muito essa essa mudança que teve, que eu me
- 12:57recordo hoje mesmo me recordei enquanto tava me arrumando aqui
- 13:00pro podcast, que assim eu tenho hoje, 29 anos de idade.
- 13:05Quando eu fiz o prézinho lá em 2001, foi 2001 que eu me recordo
- 13:10dessa época. Tinha uma menina, era uma
- 13:13criança na minha sala, então entrou 11 garota, uma menininha
- 13:17que ela era surda e muda. Na minha sala.
- 13:21E eu lembro que naquela época aquilo me marcou porque eu era
- 13:24uma criança, nunca tinha visto uma criança que não ouvia e não
- 13:28falava, né? Isso acho que para todos ali na
- 13:31sala ao redor. E eu me recordo da professora
- 13:34não ser tão preparada para receber aquela criança.
- 13:38Então as pessoas não sabiam se comunicar.
- 13:40Ah, era hora de voltar para sala.
- 13:43Os alunos tinham que correr e chamar atenção dela para ela ir
- 13:46para fila. Então a gente tinha essa
- 13:49dificuldade. Anos mais tarde, eu conversando
- 13:52com uma outra amiga minha que estuda num colégio aqui em Mauá,
- 13:55e ela disse que na sala dela tinha 2 crianças, 2 dos jovens
- 13:59surdos e modos, e que tinha é professores intérpretes na sala
- 14:05deles. Então a gente vê que tá está
- 14:09tendo essa mudança, né? Veja assim que a inclusão não é
- 14:12somente colocar o aluno ali, o professor.
- 14:16Se vir que deu um jeito ali pra pra incluir o aluno dos estudos,
- 14:20mas também tem alguém ali de de apoio que infelizmente não
- 14:23tinha, eu vejo que isso tá tá vindo hoje, né?
- 14:27Esse apoio em geral assim pros professores.
- 14:30Né? Exatamente.
- 14:31Só pra fazer um comentário a partir do que o Carlos trouxe,
- 14:35né? Acho que ele falou, tem 29 anos,
- 14:37né? Então, assim, são praticamente
- 14:38essas 3 décadas que a gente vive muitas transformações.
- 14:42E essa escola vem se transformando, a escola
- 14:45brasileira vem se transformando, e aí a gente tinha qual o
- 14:49cenário, né? É o estudante que precisava se
- 14:53adaptar à escola ou a escola, fazer alguns arranjos, alguns
- 14:56ajustes ali de adaptação, né? Até essa palavra é bem, era bem
- 15:00utilizada e acho que agora é né, pensando, né.
- 15:03Eu acho que esse, esse acumulo, esse esse processo que a gente
- 15:07vive, a escola passa a se organizar.
- 15:11Para garantir que todos possam aprender.
- 15:13Essa é uma pauta da educação, né?
- 15:15Eu acho que a gente venceu uma etapa fundamental, considerando,
- 15:19né, esse processo de democratização do acesso à
- 15:22escola, é, é, então a gente conseguiu garantir o acesso, né?
- 15:27Historicamente é no tipo agora acho que a gente tá num processo
- 15:31independente de ser um aluno com deficiência ou sem deficiência,
- 15:33tá gente, tô falando pensando na escola brasileira, a gente tá
- 15:36agora num desafio que é garantir a qualidade e pra todos.
- 15:40Então eu acho que a gente vem aí com uma série de dados e a gente
- 15:43passou por uma pandemia. Então essa geração da pandemia
- 15:46foi extremamente impactada por passar praticamente 2 anos tendo
- 15:51aulas remotamente. Então a gente tem uma geração
- 15:54impactada. A gente teve no em fevereiro do
- 15:57ano passado todo um pacto nacional para a recuperação das
- 16:01aprendizagens, porque isso não é só, não se trata só do aluno que
- 16:05tem uma necessidade educativa específica.
- 16:07Né? A gente tem mais quase mais de
- 16:0950% dos estudantes que não estão se alfabetizando no tempo
- 16:14esperado, né? Ali, nos anos iniciais do
- 16:17fundamental, um é, saem da escola sem conseguir ter um
- 16:22letramento adequado. Ou seja, eu leio, mas eu não
- 16:25compreendo o que eu tô lendo. E se for pra 11, texto mais
- 16:28complexo, né? Aí é mais complicado.
- 16:31Então Oo objetivo dessa escola no sentido de formação.
- 16:36É algo que é um desafio desse momento, seja para estudantes
- 16:40com ou sem deficiência, né? Então, e fora outros aspectos
- 16:44que a gente vem observando, né? O acesso de telas, como esse
- 16:48estudante também tem essa questão atencional, de retenção
- 16:52de memória, de conteúdo, etcetera.
- 16:54Então, acho que é uma diversidade muito grande em sala
- 16:57de aula para alunos que tem ou não tem.
- 17:00Alguma, algum laudo? Esse é outro avanço também que
- 17:04eu identifico nessa nossa nova legislação.
- 17:07Até essa nova legislação, qualquer ação que a escola
- 17:11fizesse em relação a poder encontrar outros caminhos de
- 17:16aprendizagem para essa diversidade que se apresenta na
- 17:18sala de aula, dependia muito de um laudo.
- 17:21Então a escola só poderia pensar alguma coisa ali de adaptação,
- 17:24de Acessibilidade, tudo a partir de um laudo, de uma documentação
- 17:28do aluno. E hoje, nessa, nessa, nessa nova
- 17:31legislação, eu acho que um avanço foi não ter a necessidade
- 17:36de um laudo para que a escola possa pensar Acessibilidade, um
- 17:40plano educacional individualizado para aquele
- 17:42aluno ter o acesso ao aee, que é o atendimento educacional
- 17:46especializado, que é no contraturno, né?
- 17:49Então eu acho que a gente começa a olhar de uma forma mais é
- 17:55concreta para essa diversidade que se apresenta em sala de
- 17:57aula. E que dentro?
- 18:00Mas, mas desculpa, até desculpa te interromper, essa a gente
- 18:04vive num momento em que constantemente somos
- 18:07bombardeados com avanços e muitos retrocessos também
- 18:11dependendo de quem acaba assumindo o poder, né?
- 18:14E aí eu não falo só de nível nacional, eu digo.
- 18:17Nível estadual, nível municipal também tem esses impactos, né?
- 18:22Um governo faz algo, o outro desfaz, aí o outro faz menos.
- 18:26Enfim, é política brasileira. Ela tem caminhado assim já há
- 18:30alguns anos. Essa esses 2 decretos e a
- 18:34portaria do MEC, na sua visão, trazem avanço pra pra educação
- 18:39inclusiva ou ou ainda tem muito o que melhorar?
- 18:42É. É um passo a passo, né, Thiago?
- 18:45Porque é claro que a gente teve nesse processo, como a gente
- 18:50teve 2 momentos do decreto, né? Em outubro e uma revisão 111
- 18:55ajuste ali em dezembro. É então teve ali 11 algumas
- 19:01questões que eu acho que envolve muito assim o papel de cada um.
- 19:07Nessa questão da da da da escola inclusiva, então isso foi um
- 19:11grande impasse que a gente viveu ali, principalmente nessa
- 19:14mudança entre uma versão e outra.
- 19:16É porque eu acho que historicamente, né?
- 19:19A gente tem 11 papel muito importante das famílias e dos
- 19:23profissionais e das organizações e instituições.
- 19:26Eu faço parte de um de uma instituição mosaico, que faz
- 19:29parte da federação brasileira das associações de síndrome de
- 19:32down, que tem um papel histórico na luta.
- 19:37É pela escola inclusiva, pelo direito de todas as pessoas e
- 19:41das pessoas com deficiência intelectual especificamente, né,
- 19:43com síndrome de down estarem na escola.
- 19:46O que a gente vê é que também a gente precisa entender bem o
- 19:51papel de cada um. E aí isso é é algo que eu acho
- 19:54que precisaria avançar. Então, se a gente pensar nas
- 19:57apaes, nas pestaloses, é um papel fundamental aí
- 20:00historicamente, né? Cumpre um papel fundamental.
- 20:04Mas é muito importante que isso, que que que esses espaços, esses
- 20:08trabalhos, essas instituições não substitua o direito do
- 20:13estudante estar na escola. E justamente essa rede que se
- 20:17formou ao longo de muitas décadas, há muitos anos, e que
- 20:23cumpre o papel ainda hoje no campo da saúde, das primeiras
- 20:27terapias e da até da educação. Um papel fundamental.
- 20:30Como que pode compor? Garantindo ainda o direito desse
- 20:34estudante estar na escola. E essas instituições cumpriram o
- 20:37papel ali de contribuição no contraturno, por exemplo.
- 20:41Então isso é algo que ainda não ficou muito bem?
- 20:45É, é, é um debate ainda grande, né?
- 20:48Não existe um consenso em relação a isso, mas eu acho que
- 20:52de forma geral é, é. A gente teve um avanço grande
- 20:56nesses pontos, né? Primeiro a gente pensar essa
- 20:58escola já olhando pra essa diversidade.
- 21:02Desde o início, enquanto estrutura.
- 21:04E aí a gente vai ter condições em termos legais, para que isso
- 21:07aconteça. AAA tira a necessidade a
- 21:11obrigatoriedade de um aluno ter um laudo para que ele possa ter
- 21:15um atendimento educacional especializado, porque às vezes
- 21:19tem tem várias questões nisso, né?
- 21:21Gente? Quando a gente fala de um, de um
- 21:23laudo, de um, dizer que a pessoa tem alguma avaliação, tem a
- 21:26questão do acesso a ter esse tipo de avaliação, então a gente
- 21:29está falando. De um país de proporções
- 21:33continentais, com diferentes realidades em todas as regiões
- 21:36do país, é, às vezes a pessoa não tem acesso a fala, o que que
- 21:40meu filho, minha filha, tem aqui que está impedindo ela aprender?
- 21:44Ela tem uma dislexia, ela tem uma deficiência intelectual ou
- 21:48simplesmente ela está com uma dificuldade de aprendizagem, que
- 21:51é temporária. Ô, ô, Leide eu até eu até ir um
- 21:55pouco mais além nessa sua discussão, né?
- 21:57Até vou levar essa discussão, na verdade, pra um outro ponto que
- 22:00ela envolve muito AA infraestrutura e a capacidade do
- 22:04corpo docente das escolas, né? Assim, até eu vou pedir AA sua
- 22:09gentileza de me corrigir se eu estiver errado, tá?
- 22:12Porque eu vou fazer uma observação aqui do ponto de
- 22:15vista de um marido de professor, então eu estou olhando.
- 22:18Do acompanhante aqui. Do que você escuta ali também,
- 22:21né? É do que eu escuto.
- 22:23Eu vou até trazer um relato interessante pra você avaliar,
- 22:25né? Muitos professores, eles relatam
- 22:28assim, um sentimento de despreparo, né?
- 22:30Por não saber lidar com essa diversidade dentro da sala de
- 22:33aula. É quando você leva pro pro
- 22:35ensino público, você tem salas super lotadas quando você leva
- 22:39pro ensino privado. Parece que a exclusão do do da
- 22:43pessoa com deficiência ela é proposital, porque aquela escola
- 22:46privada ela Visa muito o resultado e qualquer limitação
- 22:51intelectual ou física pode atrapalhar o resultado final.
- 22:54Então, considerando assim essa nova legislação, a necessidade
- 22:59de formação continuada pros professores e tudo mais, o que
- 23:04você considera que deveria ser, talvez OA estratégia de escolas?
- 23:10Seria dos municípios, né? Escolas privadas ou públicas
- 23:14para preparar esse corpo docente e ter uma equipe de fato pronta
- 23:18para poder atender é e fazer esse trabalho de fato acontecer.
- 23:23É, eu acho que você toca num tema que é fundamental, né?
- 23:26Eu acho que essa sensação de solidão que o professor é, por
- 23:31muitas vezes sente em relação ao às demandas que se apresentam
- 23:34ali no contexto de sala de aula, é muito grande quando a gente
- 23:37vai fazer todo esse processo de cursos, formações.
- 23:40Que é um trabalho que a gente faz aqui.
- 23:42Grande é. Eu acho que uma das primeiras
- 23:44questões é o professor se sentir é solitário, com a sensação de
- 23:48certa impotência. O que fazer com tamanhas é
- 23:52desafios e eu acho que isso não tem uma resposta ou 11 coisa
- 23:57pronta. Mas eu acho que a grande questão
- 23:59é uma questão estrutural da educação brasileira que perpassa
- 24:04pra mim assim, né? Como é?
- 24:07É, eu acho que. Perpassa pela questão da
- 24:10valorização, né, do, do professor.
- 24:14E aí envolve questão salarial, questão de carga horária, né?
- 24:19É formação, porque a gente tem excelentes professores,
- 24:23excelentes, porque às vezes as pessoa Ah, professor, não tem
- 24:25condição de fazer gente. Não é porque o professor faz
- 24:27muita coisa, o professor dá conta, só que por uma questão
- 24:33de, de, de. É que envolve até 11
- 24:37desvalorização da carreira, né? Vamos falar de carreira então é
- 24:40é, o professor tem que dar aula em 23 escolas, né?
- 24:44E aí o que tempo que ele tem de qualidade, tanto pra pra pra
- 24:48própria formação ou pra preparar ou pra planejar que estaria
- 24:53dentro de você ter uma valorização?
- 24:56Então imperpassa pra mim é, não tem como a gente não discutir
- 25:00essas questões. Né, que envolve AA questão
- 25:04salarial, questão de de, de, de carga horária, o professor não
- 25:10tem essa necessidade. Então, se você pega ali, a gente
- 25:13está em São Paulo, aqui algumas escolas que tem lá exclusividade
- 25:16escolas, né? Enfim, veja lá o tempo e a
- 25:20qualidade desse professor é porque ele é muito diferente, a
- 25:23formação dele, não necessariamente, porque a gente
- 25:25tem professores excelentes na rede pública, mas eu acho que
- 25:28envolve essa questão. Da é valorização da carreira
- 25:33docente, né? E não ser uma carreira eu quero,
- 25:36eu quero, eu quero escolher ser professora e ser valorizada por
- 25:39isso e não ser professora, porque de repente uma outra
- 25:42carreira que eu optei não deu certo.
- 25:44Ou porque eu não tenho alternativa ou porque é o curso
- 25:46que eu tenho ali mais acessível para mim naquele momento.
- 25:50Então eu acho que a gente tem que é é algo que não é algo
- 25:53simples quando você fala de mudança de cultura, quando a
- 25:55gente fala de de uma mudança que envolve uma valorização que é
- 25:59muito mais. É, tem um tanto de
- 26:03subjetividade, mas tem algo que tem questões que são concretas.
- 26:06Então por isso que é tão importante os professores
- 26:08estarem estarem organizados, né? Toda essa categoria para
- 26:11reivindicar isso. E tem um outro ponto que a
- 26:13legislação traz, que é a necessidade dessa formação, né?
- 26:18De 360 horas, tanto para o professor e tem a carga horária
- 26:23de 180 horas. Para o profissional de apoio
- 26:27ali, então já coloca essa necessidade de que a gente
- 26:30precisa parar para estudar, para ter uma formação para essas
- 26:34novas demandas que que que se apresenta, né?
- 26:38Mas a formação ela é parte dessa solução.
- 26:42Mas ela precisa ser acompanhada de condições reais de trabalho,
- 26:46né? E eu acho que essa é uma pauta,
- 26:48enfim, da, da. Aí a gente estenderia essa.
- 26:53Conversa aí. Mas é que eu acho que não tem
- 26:55como a gente falar. Por exemplo, não tem como a
- 26:57gente trazer essa pauta da inclusão sem trazer essa pauta,
- 27:01porque você não vai simplesmente formando melhor o professor,
- 27:05resolver as questões de inclusão, resolver a questão da
- 27:07diversidade da escola, né? Eu acho que envolve muitas
- 27:10outras coisas, inclusive é a gente pensar, por exemplo,
- 27:15estruturalmente. Né?
- 27:17Numa turma, o tamanho da turma. Você tocou nessa questão, né?
- 27:20Oo tamanho da sala de aula, o número da turma, a quantidade de
- 27:23alunos. Se eu sou o professor regente,
- 27:26eu tenho um ou 2 auxiliares, dependendo do contexto, da
- 27:30diversidade da minha sala de aula.
- 27:31Porque entra numa outra discussão que é é quais alunos
- 27:38precisam de um acompanhamento individualizado.
- 27:41Será que todos os alunos que estão colocado lá pra CD esse
- 27:43acompanhamento? Ou se eu tenho uma estrutura
- 27:46pensando na sala de aula, que tem toda uma diversidade e eu
- 27:50tenho ali? Um.
- 27:52O professor e auxiliares, né? E professores compondo com ele.
- 27:56Nesse contexto de de dessa turma que tem ali uma diversidade, não
- 28:00dá conta. Então, são várias questões que a
- 28:02gente precisa pensar estruturalmente, né?
- 28:04E não individualmente ali para um aluno ou outro que demandou.
- 28:08Mas como que a gente pensa estruturalmente essa escola e
- 28:10perpassa pela valorização docente?
- 28:12Com certeza. Muito interessante.
- 28:15A conversa é é excelente. Acho que a gente tá tocando em
- 28:17pontos muito sensíveis e necessários, né?
- 28:20É Oo. Carlos, desculpa, às vezes eu eu
- 28:23faço um monopólio aqui da. Da.
- 28:26Da discussão, mas assim você tem perguntas, né?
- 28:28É assim, eu fiquei meio curioso assim, né?
- 28:31Questão é, hoje a gente tem como é que se diz, deficiências que
- 28:39são reconhecidas pela sociedade, né?
- 28:43Então, hoje, infelizmente, a gente tem 11 visão muito
- 28:49superficial ainda do que é deficiência.
- 28:52Às vezes, quando se faz deficiência, a pessoa pensa, a
- 28:55pessoa quer mover a pessoa não, não tem um membro e tal.
- 28:58E a gente vê que hoje está entrando assim na não entrando
- 29:02na sociedade. Mas a gente vê no Congresso
- 29:04coisas que estão se tornando deficiência após leis como AA,
- 29:11fibromialgia. Oo próprio autismo que a gente
- 29:15vê que hoje existe um estudo que antigamente era só o grau 3 que
- 29:19era considerado uma gente grau 123 de repente pode ter algum
- 29:26grau maior. TDH outras coisas que estão
- 29:29entrando assim numa numa questão de pessoas que precisam ser, é
- 29:33incluídas. A minha pergunta seria assim,
- 29:36com o tempo, essa lei pode ter alguma mudança, algo que.
- 29:41Que não é considerado deficiência hoje, mas daqui 23
- 29:44anos seja considerado uma deficiência, vai precisar ter
- 29:48uma mudança na lei ou apenas assim no treinamento?
- 29:52Professor desqualificado? Tá, vamos lá.
- 29:53Eu acho que esse é uma você pegou um ponto aí bem
- 29:56importante, né, Carlos? Porque assim acho que vamos
- 29:59vamos pautar porque a gente já tem recursos pra caminhar, daí
- 30:03pra falar o que que é, como que a gente define o que que é uma
- 30:07pessoa com deficiência, né? Eu acho que na lei brasileira da
- 30:10inclusão tem uma definição ali importante, né?
- 30:13E tá que é e que tá baseado Na Na convenção da ONU.
- 30:19É então uma pessoa com deficiência, independente de
- 30:22qual qual seja, né? Física, sensorial, intelectual,
- 30:28é. É alguém que possui algum
- 30:30impedimento, né, de longo prazo, de natureza física.
- 30:37É intelectual, sensorial. E essa condição que a pessoa
- 30:41tenha ao encontrar Barreiras, que as Barreiras estão fora, né?
- 30:46Da da da condição que a pessoa tenha, impede que essa pessoa se
- 30:52desenvolva, aprenda, participe de forma plena, igualitária.
- 30:56Então, acho que esse é o primeiro ponto.
- 30:58E aí é quando a gente. Então que o que que é pessoa com
- 31:02deficiência? Outra coisa é como quando a
- 31:04gente vai construir a escola pra todos, independe, porque a
- 31:09aprendizagem não necessariamente está relacionado só com a
- 31:12questão de deficiência. Então acho que também isso é um
- 31:15ponto importante. Então, dentro de um de um
- 31:18aspecto, quando a gente olha um estudante que tem uma
- 31:20necessidade educativa específica, veja que a gente não
- 31:24está falando necessariamente de deficiência, eu posso estar
- 31:27falando de um estudante. Que tem sim uma deficiência que
- 31:32ele acaba encontrando Barreiras para sua aprendizagem.
- 31:35Então pode ser, pode estar no campo ali, de uma condição
- 31:37específica que ele tenha. Mas eu posso ter também
- 31:41estudantes que vão ser beneficiados dessa legislação
- 31:44que envolve, por exemplo, algum transtorno de comportamento que
- 31:48aí entra TDAH, o autismo, né? É.
- 31:54De transtorno opositor, isso é é é algo que a pessoa convive
- 31:59dentro de um funcionamento, né? É neuro da neurodiversidade que
- 32:05ele a gente precisa pensar formas para contribuir, que esse
- 32:07aluno esteja ali participando e pertencente e aprendendo no
- 32:12contexto de sala de aula. Tem outras situações e a gente
- 32:15tem estudantes que não tem, que não tem necessariamente nenhum
- 32:19transtorno de aprendizagem, né? Que entra na dislexia
- 32:22discalculia. Que não tem nenhuma deficiência,
- 32:26mas que pode passar a ter alguma necessidade educativa
- 32:29específica, por exemplo. A gente vive uma epidemia aí de
- 32:34questões de saúde mental, né? E isso certamente vai impactar
- 32:39esse estudante do contexto ali de aprendizagem.
- 32:42Então, se por algum motivo o aluno tá passando ali, a gente
- 32:45tá vendo muito isso, né? Ansiedade, depressão, enfim,
- 32:49situações nesse sentido vai impactar.
- 32:52EE está vendo, não está relacionado necessariamente à
- 32:55deficiência. Então, quando a gente essa.
- 32:58Por isso que eu acho que isso é brincando com o que o Carlos
- 33:01trouxe, né? É, não é no sentido de eu ter AI
- 33:05facilidades para todo mundo. A gente tem que pensar uma
- 33:08escola que seja acessível e que promova aprendizagem
- 33:13significativa para todo mundo independente.
- 33:16De qual é a condição que esse aluno tenha, de qual momento que
- 33:19ele está vivendo ou qualquer necessidade que ele tenha?
- 33:23Então, quando você olha, e aí é uma base importante, você está
- 33:25falando de desenho universal para aprendizagem.
- 33:28Como que eu faço com que todos os estudantes tenham acesso a
- 33:31esse conhecimento e que esse conhecimento, esse aprendizado,
- 33:35seja algo que se torne significativo?
- 33:37Senão a gente é, enfim, caminha para um lugar que não é, que não
- 33:41é bacana, que não é bom, né? Então acho que esse que é OOO
- 33:45caminho aí. Perfeito.
- 33:48Nosso tempo vai correndo e eu preciso fazer agora um breve
- 33:51intervalo para quem tá em casa nos acompanhar.
- 33:53Um recado que nós temos para vocês.
- 33:55Então não sai daí. É um minutinho, a gente já
- 33:57volta. Olá, essa é para vocês que estão
- 34:00assistindo OABC conexões. Sim, vocês, nossos ouvintes.
- 34:06Eu sou o João Pedro Melo e agora eu tô na bancada do ABC cast
- 34:10sala pessoal, você já tá vendo, tá ouvindo a minha voz?
- 34:12Se você não ouviu, eu sou a Susana Rezende, apresentadora do
- 34:16ABC Quest, e eu venho aqui pra gente fazer um convite muito
- 34:19especial. O nosso encontro está marcado de
- 34:21segunda a sexta às 18:00 lá no ABC Quest.
- 34:25E lá nós falamos sobre tudo que impacta o seu dia a dia, desde o
- 34:28grande ABC até a região metropolitana de São Paulo.
- 34:32A gente fala sobre o Brasil, sobre o mundo, pra te manter
- 34:35sempre bem informado, sem Rodeio, sem drama e sem perder
- 34:39mais o seu tempo. Bom, talvez.
- 34:42Só um pouquinho de drama, não, não tem desculpa não.
- 34:46Siga na sua plataforma preferida, não tem o Deezer, o
- 34:48Spotify, o Apple boot fashion, o Amazon Music, até o YouTube.
- 34:52É só escolher a sua preferida do seguir e dar o play.
- 34:55Então já nem perde tempo. E segue a gente lá no Instagram
- 34:59é arroba ABC do ABC, underline oficial, porque é lá que a gente
- 35:04avisa, provoca, comenta, ri e chora e às vezes até descola uma
- 35:10treta. Então Bora lá.
- 35:13Então, pode dar o play. Contraponto.
- 35:20Explicando para nossa convidada como funciona nesse quadro, nós
- 35:24nós abrimos para que o nosso jornalista convidado faça suas
- 35:27perguntas. Esse quadro não é roteirizado,
- 35:30então não sei o que virá aí de perguntas, tá?
- 35:32Leide é, esse é aqui é o quadro terror das assessorias de
- 35:36imprensa, que a gente também não sabe como é que é.
- 35:38Não conseguimos preparar, mas assim é.
- 35:42Já é certo que serão boas perguntas, né?
- 35:44Então, Carlos, o tempo é seu. Se precisar de qualquer apoio,
- 35:47eu tô aqui, mas não vou me manifestar mais.
- 35:50Vai lá. Tá certo?
- 35:52Leide é. A gente conversou aqui muito
- 35:54sobre a questão das leis, a questão da da inclusão.
- 35:57Há pouco. Eu trouxe aí AA questão aí de
- 36:01coisas que estão se tornando aí, entrando na questão da
- 36:04deficiência, fibromialgia. Ou OTDAH que tá é foi o problema
- 36:09de hoje é equiparado, OTDAH está é no Congresso aí no Brasil
- 36:13ainda não. Mas enfim, a questão do que já
- 36:16tem, do que já tem hoje essa lei é, a gente vê que muitos
- 36:21professores hoje não são, são preparados, mas você falou
- 36:26também sobre a sobrecarga dos professores e o professor tem. 3
- 36:30escolas pra dar aula. Alguns professores estão aí numa
- 36:33pós graduação, no doutorado fazendo outras coisas.
- 36:38É como que as escolas ou a os diretores podem fazer pra que
- 36:44isso não se torne 11 problema, digamos assim, entre 11 briga
- 36:49entre entre escola e pais a garantir que a que a lei ela
- 36:54realmente promova uma inclusão, né?
- 36:56Em vez de gerar conflitos entre familiares e.
- 37:00É, eu acho que é a gente buscar nessa construção é da escola,
- 37:06estruturar e ter garantias reais.
- 37:10Aí pra tanto pros professores, né?
- 37:12É poderem é exercer aí sua, sua, o, seu papel.
- 37:19E a escola, né? Porque não é a inclusão, ela não
- 37:22é e não pode ser. 11. Que fugiu.
- 37:30A palavra é a inclusão, não é e não pode ser responsabilidade de
- 37:34uma única pessoa. Não pode ser responsabilidade só
- 37:36do professor que está ali No No chão de sala de aula.
- 37:39Vamos dizer, é de uma comunidade toda, né?
- 37:42Então, quando é, a gente pensa esse processo e, claro, você
- 37:45falou assim, Ah, mas é muito fácil falar no campo das ideias
- 37:48ou, né? Pensar a gente.
- 37:49A gente olha muito para questões concretas, então.
- 37:53A escola, né? Pensando a escola como um todo,
- 37:56olhar para essa questão de formação continuada dos
- 37:58professores, sim, para que esse professor tenha um espaço de
- 38:01fala, de esvaziamento, de compartilhamento, de encontrar
- 38:05caminhos que às vezes ele não tá, né?
- 38:07E junto ali, no coletivo, poder ter o espaço de formação, para
- 38:11além de eu ter um Monte de teoria e que não e que pode
- 38:15estar conectado ou não com o meu dia a dia ali.
- 38:17Mas é como que eu faço essa interseção, ter um embasamento
- 38:20teórico. Mas eu consegui transpor a
- 38:22teoria. Prática e pedagógica para eu
- 38:25trazer para o meu dia a dia de sala de aula.
- 38:26Isso só vai acontecer com o coletivo dessa escola.
- 38:31Olhando para isso, esse é o primeiro ponto, que é a
- 38:33formação. O outro eu acho que também é.
- 38:37Hoje em dia a gente vive o momento da tecnologia, né?
- 38:40Então a gente ter tecnologias e a gente ter também recursos que
- 38:44possam contribuir para diminuir essa carga dos professores, né?
- 38:49Então eu vejo que isso é outro ponto importante e que foi uma
- 38:52coisa que a gente se dedicou muito aqui para olhar, para
- 38:54fazer com a Maia, que é uma metodologia, mas que envolve uma
- 38:58série de recursos, é para contribuir com o professor.
- 39:03Para diminuir essa sobrecarga, né?
- 39:05Para diminuir, para facilitar esse processo, seja no processo
- 39:08de documentação, de ter recursos didáticos acessíveis, de
- 39:13avaliações acessíveis e de olhar para esse estudante, acompanhar
- 39:17isso é num único lugar, enfim. Então é uma preocupação que a
- 39:21gente teve grande. Então, quando a gente reúne essa
- 39:24preocupação desse coletivo, dessa comunidade escolar como um
- 39:27todo, esse professor se sente ali.
- 39:30É com possibilidade de troca, de de, de de aprendizado também
- 39:35dele No No coletivo e também ter recursos e tecnologia para isso.
- 39:39Acho que é um caminho, é para que isso aconteça e também a
- 39:44gente sair desse lugar que muitas famílias, às vezes também
- 39:48tem muita preocupação, né? Aonde eu tô deixando meu filho e
- 39:51minha filha? Que escola é essa, né?
- 39:54Eu acho que a família também tem um papel fundamental.
- 39:58De compor essa comunidade escolar.
- 40:00A comunidade escolar não é só de coordenador e professora, é com
- 40:02as famílias, né? É a equipe de apoio que que que
- 40:06vai estar ali no contraturno, no aee e isso está conectado, que a
- 40:10gente só vai conseguir construir.
- 40:12Tudo isso com todo mundo envolvido, né?
- 40:16Envolvido de verdade com a com a escola, com a aprendizagem do
- 40:19seu filho e da sua filha. EE, construí Los conjuntamente
- 40:23com a escola. Trabalhando juntos, até porque
- 40:27assim eu tenho uma amiga que ela é professora e ela me disse
- 40:30assim, no início desse ano, ela me disse que ela tava com com
- 40:33alguns problemas do qual ela falou dessa questão da da
- 40:37inclusão que existe agora. Mas ela disse assim que ela tem
- 40:41uma sala cheia de alunos e que tem ali que são 34 ou até mais
- 40:47ali com algum tipo de deficiência, transtorno e ela,
- 40:51infelizmente ela não é preparada o suficiente para isso.
- 40:55E a formação dela é uma formação pedagógica, uma formação de
- 40:59letras ali. Enfim, é pra que isso evite
- 41:03esses problemas, né? Você acredita que pode ser que
- 41:08futuramente haja alguma fiscalização pra talvez impedir
- 41:12que as escolas estejam? É matriculando alunos, porque
- 41:17realmente querem incluir e tem professores preparados pra
- 41:20inclusão. Ou para vou falar para cumprir
- 41:24uma tabela, porque tipo, Ah, nós precisamos ter 4 alunos.
- 41:27É neurodivergentes ou com alguma deficiência em cada sala?
- 41:30Então vamos colocar 4 em cada sala.
- 41:32Mas professor que vá atrás do seu curso para aprender, em vez
- 41:37de colocar algum professor para para auxiliar.
- 41:39É, não existe bem essa meta, né? Existe que nenhum aluno pode tá
- 41:42fora da escola. Mas evitar que existe uma meta,
- 41:47né? Não que existe, mas a gente vê
- 41:49esse problema. Exemplo no mercado de trabalho,
- 41:52um exemplo. Né?
- 41:56Eu acho que é. São pontos importantes, né?
- 42:00Porque a gente não tem como a gente pensa numa a uma sociedade
- 42:06que ela se constitui. É historicamente a partir de
- 42:11vários preconceitos, né, estruturais.
- 42:14Então a gente está falando do racismo, machismo e o
- 42:18capacitismo então, que é o preconceito aí em relação a
- 42:22pessoa com deficiência, se ela vai ter capacidade de estar
- 42:28naquele ambiente, de aprender, de de dar conta, né?
- 42:32Vamos dizer assim. Então isso.
- 42:34Essa essência aí do capacitismo e a gente está permeado por essa
- 42:40estrutura, por essa visão e que a gente tem que estar sempre
- 42:43vigilante para romper, né? Com essas, com essas estruturas,
- 42:48o que que é, eu vejo. É claro que a gente vê uma série
- 42:51de situações, né, como o Carlos Thiago trouxe.
- 42:54É escola que ainda hoje isso é muito comum, né?
- 42:58A escola que fala Ah, eu não estou preparada para receber seu
- 43:00filho e sua filha. Eu não tenho vaga para essa
- 43:02turma, principalmente nos. Privado, porque no público,
- 43:09enfim, o público ele não vai negar a matrícula.
- 43:11Tem uma questão de vaga ali dentro daquela região e é isso.
- 43:15Mas Oo fato é que a gente que a gente tá tá colocado aqui,
- 43:19independente de ser pela via de sustentar esse professor, essa
- 43:24equipe, essa escola como um todo, dentro desse contexto que
- 43:28já está colocado pra escola, já está colocado, né?
- 43:32Né? Então a gente precisa olhar para
- 43:34isso, precisa construir uma escola que tenha capacidade de
- 43:38responder a diversidade como uma característica permanente da
- 43:42escola. Não vai ter é isso, tá colocado
- 43:46e é não é preparar o professor para um aluno específico, já não
- 43:52é mais esse lugar, é preparar a escola para ensinar uma turma
- 43:57que naturalmente vai ser diversa, né?
- 44:00Né? Então acho que é disso que se
- 44:01trata agora. Agora não, já faz tempo, tá?
- 44:04Mas é olhando para isso. E aí eu acho que não tem a ver
- 44:08com meta ou fiscalização. É como que a gente vai, é agora.
- 44:15Essa turma é diversa, já é faz tempo, essa escola já é diversa,
- 44:19então a gente tem que lidar com isso.
- 44:20E aí eu acho que entra sim, é como que a gente faz.
- 44:24Então é a formação continuada, é a gente aliar recursos de
- 44:29tecnologia assistiva, recursos de Acessibilidade, pedagógica,
- 44:33ter a tecnologia aí, né, bem estruturada, para que ela possa
- 44:38contribuir junto com esse olhar da escola também não tem não,
- 44:42tem tecnologia que vai substituir, tá?
- 44:45Professor, e nem a escola tem que ter essa concepção, é a
- 44:49concepção. Então a gente o ponto é esse e
- 44:54aí você fala, Ah, mas na prática eu tenho um aluno aqui, Leide
- 44:58muito bonito isso e tal. Mas na prática eu tenho uma
- 45:02turma e 5 alunos que me demandam 5 coisas diferentes, como que a
- 45:06gente faz? Aí a gente volta, é isso, a
- 45:10gente precisa tá ancorado formação.
- 45:13A estrutura da sala, eu ter eu e mais uma pessoa ou 2 num time,
- 45:18numa equipe que eu vou fazer com que essa turma aprenda.
- 45:22Eu não posso estar sozinho ali, por isso que a gente fala, né?
- 45:24Não é o at que entrou, a gente teve uma discussão um tempo
- 45:27atrás, né, sobre isso na educação de de Ah, é o
- 45:32acompanhante terapêutico? Não, não estou dizendo que o
- 45:35acompanhante terapêutico não tem a sua importância e o seu lugar,
- 45:39mas para pensar escola a gente tem que pensar enquanto
- 45:42educadores. Porque muitas vezes é como se
- 45:45fosse assim, um Monte de profissional de fora da escola.
- 45:48Vem falar o que o professor tem que fazer.
- 45:49Como se o professor não tivesse com o seu conhecimento
- 45:51pedagógico, né? Como um produtor também de
- 45:55conhecimento dos principais pensadores do mundo de educação,
- 46:01Paulo Freire e ensina para um Monte de gente com seus com seus
- 46:06estudos. Caminhos para você ter uma
- 46:09educação para autonomia, né? Uma educação crítica, uma
- 46:13educação emancipadora, então assim é, a gente também precisa,
- 46:18aí volta naquela valorização docente, né?
- 46:20O professor também se sente potente para dizer, ok, médico,
- 46:24você cuida dessa parte, é terapeuta, psicólogo, se cuida
- 46:29dessa parte da educação, cuido eu, né?
- 46:31E tudo bem, a gente pode se somar e dialogar, porque a
- 46:35educação é multidisciplinar. Mas também entendo que a escola
- 46:41é e a escola vem fazendo um trabalho.
- 46:44É como ou sem estrutura, como pode, mas perpassa por tudo isso
- 46:49que a gente falou. E aí é, eu queria voltar um
- 46:53pouco, né? Desse professor também se sentir
- 46:55potente, né? Acreditar no seu potencial e do
- 46:58seu aluno. Para aprendizagem, e nós,
- 47:01enquanto professores também, acreditar no meu potencial que
- 47:03eu vou é encontrar caminhos, porque não existe especialização
- 47:08que vai te ensinar, dar conta de um dessa diversidade.
- 47:11Não existe isso agora, claro, a gente vai lá conhecer, a gente
- 47:14vai saber o que que, o que que significa um aluno com síndrome
- 47:17de down, com Téo, com síndrome de West, com síndrome de
- 47:20William, o que que significa isso, um TDAH, um aluno com
- 47:23TDAH? Lógico que nós vamos buscar
- 47:25conhecimento para isso. O professor já faz isso agora.
- 47:29A gente tem que estar especializado em gente e
- 47:31entender que gente, gente. O nosso diferencial para
- 47:35qualquer outro animal é aprender e ensinar é aprender e é é
- 47:44transmitir aquilo que a gente aprendeu para outra pessoa e
- 47:47demonstrar aquilo que eu aprendi dentro do meu contexto de vida,
- 47:51né? Isso que nos diferencia, claro,
- 47:53dentro todo o contexto de linguagem, etcetera, mas é isso
- 47:57principalmente que nos diferencia.
- 47:59De outros animais. E a gente tem isso, né?
- 48:01Que eu, que eu, enquanto educadora, todas as educadoras,
- 48:04educadoras vão ter esse potencial pra como que eu vou?
- 48:09Porque assim, não existe uma pessoa que não aprende, não
- 48:12existe pessoa que não aprende. Pode ser que eu não estou
- 48:14sabendo ensinar, pode ser que eu não encontrei o caminho de
- 48:18aprendizagem dessa pessoa. Então, quando a gente muda a
- 48:21lógica do pensamento. Claro que busca recursos, tá,
- 48:25gente? Eu não tô dizendo que formação
- 48:28ter recurso é importante, mas considerando isso, a gente pode
- 48:33ter gente. Experiências sensacionais.
- 48:35AAAA você vê, a gente tem situações assim, de pessoas que
- 48:40vão chegando aí na fase adulta, não, não conseguiu se
- 48:43alfabetizar. E quando a gente faz uma pequena
- 48:46mudança, que é algo que surgiu muito do nosso trabalho aqui com
- 48:48a Maia, que foi o seguinte, às vezes a gente tinha estudantes.
- 48:52E chegava ali No No fundamental 2 e não estava alfabetizado.
- 48:56E a escola, por entender que era o caminho, a professora, a
- 49:00equipe insistindo ali exclusivamente no processo de
- 49:03alfabetização. E a gente vinha com uma.
- 49:07É uma proposta que é claro que alfabetização, letramento é
- 49:12fundamental, mas esse aluno não precisa estar inserido no
- 49:15contexto de sala de aula. A gente precisa pensar um
- 49:18recurso pro professor e pra esse estudante.
- 49:22Que faça com que ele tenha acesso ao material didático,
- 49:25claro, o conteúdo. E aí, independente de eu ter um
- 49:28ledor que me explica o que é célula, ou eu vou olhar lá a
- 49:32imagem ou eu vou entender o que é célula.
- 49:35Independente de eu estar alfabetizado, eu me sinto como
- 49:38que esse estudante se sente, o potencial para aprendizagem.
- 49:41E isso facilitava muito, né? Dentro dessa nossa.
- 49:45É, é experiência, inclusive para o processo de alfabetização e
- 49:48concluir o processo de alfabetização e esse aluno se
- 49:51sentir com ter mais recursos e com uma potência maior ainda
- 49:54para esse processo de aprendizagem.
- 49:56Então eu acho que isso tem que estar articulado, né?
- 49:58O professor também, ele não dá conta, por exemplo, de adaptar
- 50:01tudo que está lá na BNCC, então como que ele faz?
- 50:04Eu tenho que ter várias versões ali para um aluno, como que eu
- 50:07eu vou, eu vou falar da história, né?
- 50:09História é um assunto muito complexo para um aluno.
- 50:12Tem uma dificuldade acentuada ali de aprendizagem, que eu
- 50:15estou falando de conceito, estou falando de processo, né?
- 50:19Mas será que não tem como a gente eleger o que é um objetivo
- 50:24ali principal e eu falar para esse aluno assim, ó, para esse
- 50:26aluno, meu objetivo, ele entender qual é o conceito de
- 50:31país para começar, ou de Independência do que eu falar,
- 50:36todo o processo de Independência do Brasil.
- 50:38Um exemplo, né? E um outro aluno, mas isso
- 50:41demanda. Informação, tempo e ter acesso a
- 50:45recurso, recurso que muitas vezes estão aí disponíveis, né?
- 50:50Perfeito. Gente, a gente precisa caminhar
- 50:52aqui para no nosso programa. Eu gostaria de chamar mais,
- 50:57colocar assim um tempero a mais nessa nossa conversa, trazendo
- 51:01para junto de nós aqui o Ed selo Ed, verdade né?
- 51:08O nosso produtor. Oo Leide durante essa nossa
- 51:11conversa, dados foram citados, né?
- 51:13Informações foram foram dados aqui e o Ed faz a checagem em
- 51:17tempo real durante o processo e no final ele vem até aqui e ele
- 51:21atesta se a conversa foi verdadeira, se todos os dados
- 51:24estão validados. É o que a gente chama do quadro
- 51:26de selo Eddie, verdade, faz essa brincadeira com o nome dele, né?
- 51:30Então Eddie diz para nós aqui, essa conversa foi de verdade, o
- 51:34que que você traz de de novo para nós aqui?
- 51:38Bom, primeiro de tudo, já foi muito proveitosa, né?
- 51:41A gente realmente entende que o Brasil é um país que tem uma
- 51:45capacidade muito forte de produzir boas leis quando a
- 51:47gente fala de educação. Mas é difícil quando vai para
- 51:51parte prática, né? E acho que a educação inclusiva
- 51:54é um dos maiores exemplos disso, porque, infelizmente, como a
- 51:58gente viu aqui hoje, ela não depende só de boa vontade.
- 52:02Depende de estrutura, depende de formação, depende de
- 52:05investimento e principalmente dessa ação conjunta entre
- 52:09governo, família, escola, né? Desde ao longo dessa conversa,
- 52:14você explicou muito bem o que muda com os novos decretos e
- 52:17como que essas mudanças chegam as escolas, por meio do plano de
- 52:21atendimento educacional especializado, do plano de
- 52:24desenvolvimento individualizado e também da rede nacional de
- 52:28educação especial inclusiva. Todos os dados, referências
- 52:32foram citadas, estão de acordo com a legislação vigente.
- 52:36Então, sim, o selo é de verdade, está garantido.
- 52:41É nesse momento da conversa, a audiência sabe que eu sempre
- 52:45costumo trazer um questionamento meu para roda, para discussão,
- 52:50mas hoje eu quero aproveitar para fazer quase que uma
- 52:52consultoria com você. Eu tenho uma irmã de 27 anos que
- 52:57ela tem paralisia cerebral e autismo.
- 53:00É, a gente teve um suporte da apae durante grande parte da da
- 53:05vida dela, mas há uns 3 anos, mais ou menos, nós recebemos a
- 53:09orientação de que eles não tinham mais suporte, não tinham
- 53:12mais estrutura para lidar com o perfil dela ali.
- 53:15E desde então, ela não frequenta nenhum espaço de desenvolvimento
- 53:18educacional. E assim eu fico, me me pego
- 53:22pensando que essa é uma realidade que não é vivida só
- 53:24pela minha família. Então, o que eu queria pensar EE
- 53:28trazer qual que é? A minha dúvida, de fato é,
- 53:31existe um limite do suporte que o poder público pode oferecer
- 53:35para as pessoas com deficiência quando elas chegam a vida
- 53:37adulta? Ou é realmente o caso de as
- 53:40famílias simplesmente não saberem quais direitos de fato
- 53:44elas possuem? Como que elas podem recorrer a
- 53:46isso? É você, diz.
- 53:49No campo geral, eu só fiquei com uma dúvida em relação a uma
- 53:53coisa é, você está perguntando isso de forma mais ampla, só no
- 53:57aspecto educacional ou de forma ampla, geral, assim de direitos?
- 54:02Nesse momento, no aspecto educacional mesmo de
- 54:04desenvolvimento. É isso?
- 54:06É. É uma questão?
- 54:08É. E eu acho que é importante
- 54:11lembrar que quando a gente pensa em todo o aspecto educacional ou
- 54:15de legislação, não é. Tratar as pessoas igualmente,
- 54:22né? Apesar da gente ter uma
- 54:23legislação que, olha, é como garantir que essa pessoa tenha
- 54:29acesso, mas considerando a sua singularidade, né, considerando
- 54:34a sua condição. Então, aí quando a gente fala
- 54:36não mais de igualdade, mas de equidade, então eu não sei
- 54:39exatamente assim o caso da sua irmã.
- 54:41E aí eu acho que hoje também está se pensando em uma série de
- 54:45é de uma rede. E olha para centros de
- 54:48referências que são fundamentais, como eu, como
- 54:50falei também no início da conversa, né?
- 54:52O papel que as instituições a pais espestalose, a federação
- 54:56cumpre aí no ao longo das suas, das das suas histórias.
- 55:00Mas o quanto a gente precisa olhar para entender os caminhos
- 55:05possíveis, o caminho possível não é igual para todo mundo
- 55:08também, né? Então assim, eu entendo, minha
- 55:10mãe é conta uma história muito marcante para mim que eles
- 55:15tinham. Lá eles criaram o cais, né?
- 55:19Isso ela tava ali Na Na minha mãe, tava é Edna, o nome da
- 55:23minha mãe, Edna Maya. Então ela tava com toda uma
- 55:26equipe ali de educadoras e elas criaram um centro de atenção e
- 55:31inclusão social, o cais, né? Em Diadema, EE, aí ela contava
- 55:37várias histórias assim que me chamava muito atenção, que é,
- 55:41por exemplo, essa questão de aluno de alunos que tinham é, é.
- 55:46Múltiplas deficiências, que é o caso que você trouxe aí da sua
- 55:48irmã e como fazer, né? Como eu ficava pensando, mas
- 55:52como que é? Como que faz uma proposta ali
- 55:54para ele aprender alguma coisa? E olha, é assim, eu não consigo
- 55:58te responder assim na prática, mas eram coisas impressionantes.
- 56:01Então estratégias que essas professoras usavam ali nesse
- 56:04contraturno, às vezes falava assim, nossa, vamos fazer com
- 56:07que faz sentido ela ir. Na escola, quanto tempo, qual o
- 56:11tempo, como que é esse, contraturno, como que funciona?
- 56:14Então a gente tem, como você falou, né, uma legislação muito
- 56:19boa, mas quando ela parte para aplicação, tem aí seus desafios
- 56:24e esse gap que é muito grande. Mas eu acho que a gente tem que,
- 56:27mas nada, nada a gente vai conseguir se a gente não começa
- 56:30com essa legislação, né? Então a gente precisa entender e
- 56:34valorizar mesmo que a gente precisa vencer esse, esse, esse.
- 56:39Essa lacuna que existe para que a gente possa conquistar e fazer
- 56:43construções que muitas vezes vão ser artesanais, né?
- 56:46Mas para isso, para começar, tem muitas pessoas que fala assim,
- 56:50nossa, mas esse estudante não tem condição de estar em sala de
- 56:53aula, esse tem, esse não tem. E a gente tá falando de 2 de 2
- 56:58grandes modelos, né? Então a gente é esse modelo que
- 57:02dizia, quem pode, quem não pode estar em determinado lugar?
- 57:06Tô nem falando só da escola. Às vezes até de existir, né?
- 57:10É um, a gente tá falando de um modelo que é um modelo médico,
- 57:14que tá muito focado nessa questão biológica.
- 57:19E o que a pessoa é focado nesse indivíduo, né?
- 57:22O que ela consegue ou não fazer. Já pressupondo a incapacidade
- 57:26daquela pessoa para qualquer coisa, né?
- 57:29E a gente tem todo um movimento junto com esse bojo aí da
- 57:33discussão dos movimentos das pessoas com deficiência.
- 57:38É na luta pelos seus direitos, né?
- 57:40E que vem junto. Com com o.
- 57:42Movimento de direitos civis é é ali nos anos 506070.
- 57:48Você tem uma mudança também de olhar que vai para o modelo
- 57:52social da deficiência, né? Que olha para que?
- 57:55Claro que isso não quer dizer que não está negando a condição,
- 57:59que a pessoa tem uma condição específica, mas olha
- 58:03principalmente para o meio. O que que, o que, que se torna
- 58:07uma Barreira para aquela pessoa se desenvolver, se locomover, se
- 58:11comunicar, né? Ou o contrário, como a gente
- 58:15pode tirar essas Barreiras, romper com essas Barreiras e
- 58:18criar acesso e criar Acessibilidade?
- 58:21Então aí são coisas, gente, quando a gente começa a se
- 58:24aprofundar no estudo ou conhecer situações, pessoas e
- 58:29experiências, né, a gente vai ficando só assim, nossa, vou dar
- 58:33um exemplo, né, gente, eu fiz. 11.
- 58:35Informação nós aqui da equipe toda com o professor Romeu
- 58:38sasaki, que é uma referência aí para pensar inclusão e
- 58:43Acessibilidade, as dimensões da Acessibilidade.
- 58:46E ele trouxe que um dos casos de emprego apoiado, quando a gente
- 58:49foi estudar ali, emprego apoiado, que é outra pauta, mas
- 58:52era uma pessoa que era camada e não saia da cama.
- 58:57E ele estudou. Ele fez faculdade, né?
- 59:03E ele queria trabalhar. Fala como que a pessoa que AA
- 59:06camada ele trabalha, a gente não, a gente não para pra pensar
- 59:10sobre isso, percebe? A gente não, a gente não
- 59:13vislumbra. Por quê?
- 59:15Porque nós estamos numa estrutura que tem determinadas
- 59:20capacidades que eu já coloco como condição, né?
- 59:25Então, e aí, só resumindo aqui essa história, essa pessoa.
- 59:29Dentro de um contexto de toda uma metodologia de emprego
- 59:31apoiado, criou uma estrutura, isso lá nos anos 80, de atender
- 59:37pelo telefone. Não existe internet, né?
- 59:40Hoje em dia isso é uma coisa mais que você fala.
- 59:43Então atender e ter um trabalho ali como psicólogo, enfim.
- 59:47E então eu acho que a gente tem que é muitas vezes, e não estou
- 59:51dizendo que tem, tem muitas situações complexas, muitas, mas
- 59:56a gente precisa fazer um exercício.
- 59:59E sair do que é o convencional e esperado dentro de uma lógica
- 1:00:05extremamente produtivista, extremamente meritocrático
- 1:00:11dentro dessa lógica, dentro dessa lógica produtivista,
- 1:00:15meritocrático, né? E capacitista.
- 1:00:19Então a gente precisa olhar para essa sociedade, porque AAA
- 1:00:24deficiência, ela não é uma exceção.
- 1:00:29Isso que a gente tem que pensar. A deficiência não é uma exceção.
- 1:00:31Ela faz parte da condição humana e a gente precisa olhar para
- 1:00:35isso e rever e repensar o que a gente entende de escola, de
- 1:00:43trabalho, de sociedade, de mobilidade, de comunicação, para
- 1:00:47que a gente torne o mundo mais acessível.
- 1:00:49Acho que eu eu entendo assim. Eu iria até um pouco além, né?
- 1:00:53Leide, a gente tem que pensar assim.
- 1:00:56Todos merecem direitos, né? EAA?
- 1:00:58Partir do momento que a gente Conquista algum direito como
- 1:01:01esse que nós citamos hoje aqui, né?
- 1:01:03Que apesar de ser um avanço dentro da legislação, é um
- 1:01:07avanço que garante direitos e acessos a pessoa com com
- 1:01:10deficiência no ambiente escolar, né?
- 1:01:12Uma vez que a gente Conquista direitos, a gente tem que
- 1:01:14trabalhar para que eles se mantenham e não mais aconteçam.
- 1:01:19Regressos hoje a gente tá escutando.
- 1:01:21É líderes parlamentares discutindo se mulheres deveriam
- 1:01:25continuar tendo direito a voto. Né?
- 1:01:27Então, se se se a mulher que é a maior parte da população
- 1:01:31brasileira, a gente já está discutindo revogar os seus
- 1:01:34direitos, quem dirá crianças com alguma limitação física ou
- 1:01:39intelectual, ter acesso à escola de qualidade, né?
- 1:01:42Ensino de qualidade a gente tem que manter.
- 1:01:45Lutar para manter isso pessoal. Nosso tempo já já se esgotou.
- 1:01:49Tinha inclusive outros quadros que eu gostaria de trazer, mas
- 1:01:51não dá. A gente precisou se aprofundar
- 1:01:54em alguns temas e isso abre brecha para que a gente possa
- 1:01:58continuar essa conversa numa segunda lacuna, que a gente pode
- 1:02:02voltar a ter um próximo episódio falando com mais detalhes sobre
- 1:02:06outros pontos que acabaram ficando de fora dessa conversa
- 1:02:09para você que está em casa. Uma matéria especial sobre essa
- 1:02:13conversa será publicada agora nesse sábado.
- 1:02:16É com a com partes extras dessa entrevista, né?
- 1:02:20Com mais detalhes. Oo Ed que vocês viram
- 1:02:22participando aqui, assina essa matéria e vocês vão ter então um
- 1:02:25conteúdo especial. Pode acessar o nosso portal
- 1:02:28abcdoabc.com.br e esse assunto estará lá juntamente com o link.
- 1:02:33De todas as plataformas onde esse episódio é veiculado, a
- 1:02:36gente está no Deezer, na Amazon, na Apple podcast, no Spotify, no
- 1:02:41YouTube, enfim, todas as plataformas de distribuição de
- 1:02:45podcast. Gostaria só de encerrar aqui
- 1:02:47liberando um minutinho a mais para os nossos convidados
- 1:02:51poderem se despedir. É passa um recado final para o
- 1:02:54para quem está nos ouvindo. Inclusive, podem citar como as
- 1:02:57pessoas encontram seu trabalho, como elas se conectam com vocês.
- 1:03:01Então é Leide. Você que é nossa ilustre
- 1:03:04convidada de hoje, pode se despedir dos nossos ouvintes.
- 1:03:08Aqui o tempo é todo seu. Cara, eu queria é agradecer mais
- 1:03:12uma vez, né? EEEA oportunidade da gente tá
- 1:03:16trazendo esse assunto que é tão é fundamental, né?
- 1:03:21Não é nem o importante, é fundamental pra, na minha
- 1:03:23opinião, que é olhar pra essa questão da diversidade.
- 1:03:27E gostaria de convidar todos a conhecer, né?
- 1:03:30O nosso trabalho que é a gente Maia Maia educacional é a gente.
- 1:03:37Dentro desse contexto todo que eu trouxe, a gente vem
- 1:03:40desenvolvendo uma série de soluções, né, para contribuir
- 1:03:43com a construção dessa escola para todos.
- 1:03:46Então eu gostaria de convidar quem quiser saber mais, conhecer
- 1:03:50o nosso trabalho é a gente. Tem o site que é Maia Edu, ponto
- 1:03:54com ponto BR. Ou no Instagram, né, que também
- 1:03:57a gente tá sempre colocando ali novidades e pautando também
- 1:04:01essas questões. Então tem o Maia Edu, ponto
- 1:04:03oficial, então lá no Instagram também e trazendo, né, o impacto
- 1:04:08de você ter Acessibilidade no contexto de sala de aula, na
- 1:04:12escola, na vida das pessoas. Então eu acho que isso é algo é
- 1:04:17super importante. E ali a gente vai trazendo uma
- 1:04:20série de pessoas que foram impactadas positivamente.
- 1:04:23Pessoas. De ciência que utilizaram os
- 1:04:27materiais, professores, educadores e que é, passaram por
- 1:04:32esse percurso escolar e puderam construir, né?
- 1:04:35Uma vida adulta com autonomia, Independência, que eu acho que
- 1:04:39esse é o grande objetivo da gente.
- 1:04:40Ter uma escola é de formação cidadã para qualquer pessoa,
- 1:04:48para todas as pessoas, para que a gente possa construir uma
- 1:04:51sociedade. Autonomia, Independência e,
- 1:04:55sobretudo, empatia, né? Então, acho que a inclusão, a
- 1:04:59escola para todos, ela não impacta somente a pessoa que tem
- 1:05:04uma singularidade, que tem uma deficiência, ela impacta todos,
- 1:05:07né? O Carlos trouxe a experiência
- 1:05:09dele. Quando ele teve, teve uma colega
- 1:05:10lá, é é surda na sala dele, com certeza isso marcou para ele,
- 1:05:16para ter um olhar ali para que a gente tenha um coletivo.
- 1:05:20Que seja empático e que possa olhar para que a gente não é
- 1:05:24todo mundo igual. E como que a gente pensa essas
- 1:05:26relações e esses ambientes? Então, acho que a escola para
- 1:05:29todas, ela é necessária para a sociedade como um todo.
- 1:05:32Então eu gostaria só de fazer esse convite para as pessoas
- 1:05:35conhecerem lá o trabalho e agradecer essa oportunidade.
- 1:05:39Muito bem, obrigado, Leide, foi um grande prazer.
- 1:05:42Tê la conosco aqui hoje. E Carlos, você também foi
- 1:05:46convidado em cima da hora e aceitou o convite, aceitou o
- 1:05:48desafio e é um grande prazer poder contar com essa sua
- 1:05:52colaboração hoje, como que o pessoal encontra o seu trabalho?
- 1:05:55Fala mais aquele site que você publica.
- 1:05:58Perfeitamente, Tiago. Então é, agradeço.
- 1:06:00Primeiramente, um agradecimento especial aí pelo convite.
- 1:06:03Fiquei muito feliz. Ontem, quando o Tiago mandou
- 1:06:05mensagem, falei, Bora? Vou para cima.
- 1:06:08Fico muito feliz mesmo com esse convite.
- 1:06:11E para me encontrar tem o tem o meu site, que é o patrian do
- 1:06:14movie.com, site de filmes, entretenimento, jogos, você que
- 1:06:19gosta desse desse universo, a gente gosta tudo lá sobre isso.
- 1:06:23Tem o meu Instagram, que é o Carlinhos versi, onde eu
- 1:06:26englobei tudo, que é o que eu gosto.
- 1:06:29Então jogo filme, um pouco de humor também.
- 1:06:33Fale um pouco sobre a copa lá também.
- 1:06:35Vai ter que postar mais coisas lá até o final.
- 1:06:39E é isso, né? Você gosta de entretenimento?
- 1:06:41Só me seguir lá e manda aquela mensagem de conversa sempre.
- 1:06:45Então é. É isso aí.
- 1:06:46A gente tá tentando negociar o passe do Carlos aqui para o ABC
- 1:06:49do ABC, sabe? Talvez futuramente, em breve, em
- 1:06:52curto período de tempo. A gente tem a ele como um
- 1:06:54colaborador fixo nosso aqui pessoal, você que tá nos que
- 1:06:59está nos acompanhando em casa. Esperamos que tenham gostado
- 1:07:02dessa conversa. A educação inclusiva, ela é um
- 1:07:05ponto fundamental hoje, como a Leide trouxe, né?
- 1:07:08É fundamental não só para você que é pai e mãe, ou você que é
- 1:07:11um aluno. É com necessidade especial, mas
- 1:07:14é para você como cidadão. Quanto mais pessoas nós
- 1:07:17incluirmos o nosso dia a dia, melhor nos tornamos como
- 1:07:20sociedade. Então essa é a é a grande
- 1:07:23conexão que queremos fazer com você hoje.
- 1:07:25Essa discussão, caso você tenha ou não limitações ou conhecidos
- 1:07:30com limitações. Essa discussão é para você e na
- 1:07:34semana que vem traremos mais discussões.
- 1:07:37Nós temos muito mais a se falar e temos assim uma variedade de
- 1:07:41outros assuntos. Até o final dessa temporada, não
- 1:07:44perca todos os sábados episódio novo, assuntos diferentes que
- 1:07:48conectam você com os mais variados temas que temos aqui no
- 1:07:51Brasil e no mundo. A gente se vê até a próxima.
- 1:07:55Apresentação, Thiago Quirino, jornalista convidado, Carlos
- 1:07:59Henrique, entrevistado, Leide Maia.
- 1:08:02Edição de áudio e vídeo, Rodrigo Rodrigues produção, Ed baroni
- 1:08:06direção, Thiago Quirino, direção geral, Alex faria.
- 1:08:10Este programa é um produto do portal ABC do ABC.
- 1:08:13As opiniões manifestadas pelo entrevistado não refletem
- 1:08:17necessariamente o posicionamento do portal ABC do ABC.
- 1:08:21Pra se manter informado sobre tudo o que acontece na região,
- 1:08:24acesse ww.abcdoabc.com.br.