Latest / RetinaPro / #179: Retinopatia diabética - casos reais: antes e depois do tratamento | Dr. Alexandre Rosa e Dr. Gabriel Botelho
Transcript
- 0:00Olá pessoal, meu muito boa noite a todos vocês que estão nos
- 0:03acompanhando aí nas redes sociais, no YouTube, no
- 0:06Facebook, no Instagram. Meu nome é Alexandre Rossi, sou
- 0:08médico oftalmologista, professora aqui da Universidade
- 0:12Federal do Pará, tenho doutorado em oftalmologia pela faculdade
- 0:15de medicina da USP e sou uma daqui dos membros do time da
- 0:18rede na pro. Então a gente está nesse nosso
- 0:20projeto de quartas-feiras trazer conhecimento pra todas as
- 0:24pessoas que podem ter interesse em saber um pouco mais sobre.
- 0:27Como manter sua saúde visual em dia sobre doenças oculares?
- 0:31Então, está nesse projeto já há algum tempo, desde a do início
- 0:34da pandemia, e produzir um conteúdo de qualidade para você
- 0:39poder tomar decisões mais conscientes.
- 0:41Então, quem está nos ouvindo aí nas outras plataformas, no
- 0:45Facebook, no Instagram, então lembra, entra aqui no chat do
- 0:48YouTube, a gente vai estar interagindo com vocês aqui
- 0:50através do chat do YouTube. Lembrando né?
- 0:54De ter alguns avisoszinhos que a gente sempre gosta de dar né?
- 0:56Deixa o seu like, isso ajuda o nosso canal a ter cada vez mais
- 0:59relevância. Estamos chegando aí na nossa
- 1:02marca importante de 75000 inscritos já no canal do
- 1:05YouTube. Meu muito obrigado a todos vocês
- 1:08que nos ajudaram a alcançar essa marca.
- 1:10Se você ainda não tá escrito, se inscreve, clica lá no sininho
- 1:13pra ser notificado de quando vai começar as próximas live e entra
- 1:16no grupo do WhatsApp que tá na descrição aqui desse vídeo pra
- 1:18poder saber quando. Qual vai ser o tema da da live
- 1:21da quarta-feira antes de todo mundo?
- 1:25Esse conteúdo também está sendo transmitido depois pra podcast
- 1:30No No Spotify, no Deezer e no Apple podcast, então você pode
- 1:34também nos acompanhar através dessas plataformas.
- 1:37Hoje a gente vai falar sobre um tema muito comum, muito uma
- 1:40causa de vinda muito frequente dos pacientes no consultório,
- 1:44que é o diabético. Quando afeta o olho, né?
- 1:46A retinopatia diabética recentemente.
- 1:49A gente teve 11 live do conselho brasileiro de oftalmologia sobre
- 1:53o diabetes. 24 horas por diabetes.
- 1:55A gente está em novembro, né? Que é o mês da conscientização
- 1:58sobre AO diabetes. E obviamente a gente não pode
- 2:03ter diabetes, que é uma doença que leva a.
- 2:06A um, a uma percentual significativo de perda de visão
- 2:10dos nossos pacientes. Então a gente vai comentar um
- 2:12pouquinho sobre isso na live de hoje.
- 2:15Então, quem quiser interagir um pouco com a gente sobre esse
- 2:18tema, entra lá no chat do YouTube, coloca a sua pergunta
- 2:21que a gente vai poder responder aqui ao final.
- 2:24Então, vou chamar o doutor Gabriel aqui para dividir esse
- 2:28palco comigo hoje. Fala, Gabriel, tudo bem?
- 2:31Boa noite. Fala, gente, que prazer estar
- 2:34aqui. Meu nome é doutor Gabriel
- 2:36Botelho, eu sou o médico oftalmologista especialista em
- 2:39retina e vitro, eu sou doutor em ciências visuais pela unifesp e
- 2:43faço aqui parte do time da retina pró, né?
- 2:46E hoje a gente tem uma live muito legal.
- 2:48A gente vai falar né sobre a retinopatia diabética, vai dar
- 2:51os conceitos, né? Do que é a retinapatia
- 2:53diabética? E nós também vamos fazer algo
- 2:56diferente hoje, que vamos falar de casos reais, né?
- 2:59Para o paciente, para vocês entenderem, né?
- 3:02Como é que funciona o tratamento da gente?
- 3:05Não patriar diabética que tá vendo a importância do paciente
- 3:08diabético. Ele acompanhar desde o início da
- 3:11descoberta a sua diabética como oftalmologista, né, que é o
- 3:13principal. Quanto mais precoce se a gente
- 3:15diagnosticar a gente não patiar diabética, melhor vai ser o
- 3:18desfecho dele. Perfeito.
- 3:21Então Gabriel, a gente hoje tem a gente vai mostrar algumas
- 3:24imagens, né? Então interessante pra quem tá
- 3:27nos nos assistindo aí No No YouTube pra poder acompanhar
- 3:31isso. É lembrando que a gente interage
- 3:33em outras mídias sociais, mas a gente tá de olho aqui no chat do
- 3:37YouTube pra poder responder as pessoas sobre o tema da live de
- 3:41hoje. Então Gabriel, pode compartilhar
- 3:43a tua tela aí pra gente poder conversando sobre o tema da live
- 3:45de hoje. Perfeito.
- 3:53Já estamos vendo aqui isso. Perfeito.
- 3:56Vamos lá. Então vamos lá, né, pessoal?
- 3:58A gente vai falar da epidemiologia, né?
- 4:01Da reginopatia diabética, que seria mais ou menos o quanto ela
- 4:03está presente na população, né? Não é todo mundo que tem
- 4:07diabética. Então a reginopatia diabética
- 4:09estima se que nos países desenvolvidos ela é a maior
- 4:11causa de baixa acuidade visual na população economicamente
- 4:14ativa. Ou seja, aquela pessoa que
- 4:15trabalha ainda, né? Seja como autônomo ou um
- 4:18paciente que tem aquele emprego físico.
- 4:21E o Eden pode comentar? Deixa eu comentar essa parte aí.
- 4:26E Gabriel, e o que é interessante nessa coisa da
- 4:28população economicamente ativa, que a maior parte das das outras
- 4:32causas de cegueira, né? Então catarata, glaucoma, né,
- 4:37são doenças que a gente vê em geral após os 60 anos de idade,
- 4:4265 anos de idade, então são pessoas.
- 4:45Vamos colocar assim que estão na fase mais avançada da vida, né?
- 4:48Diferente do paciente diabético, né, que são pacientes jovens,
- 4:51né? Por isso que é esse impacto na
- 4:54economia do país. É, é, é, é significativo, né,
- 4:57porque são pessoas que estão produzindo, né, estão gerando
- 5:00trabalho, estão gerando renda e de de 1 hora para outra param,
- 5:04né, param de gerar renda, ou seja, de de trabalhar, de
- 5:08economia do país e passam a consumir renda, né?
- 5:10Porque gerar o paciente quando ficar cego por algum outro
- 5:14motivo que não se? Além de diabética, fica com uma
- 5:18perda de visão. Ele passa a receber o benefício
- 5:20ou aposentadoria, né? Então ele sai de uma de um
- 5:23economicamente ativo pra um economicamente passivo, né?
- 5:27E aí, vamos lá, continuei, viado.
- 5:29Aí a gente vai comentando ponto a ponto desses teus aspectos
- 5:32gerais aí. Exatamente.
- 5:33Fantástico teu comentário. Eu ainda tenho uma margem, né?
- 5:36Eu tenho muitos pacientes, diabético e aquele paciente
- 5:39diabético que tem a gente não patia, diabético que necessita
- 5:42do tratamento oftalmológico constante.
- 5:44Ele tem muita dificuldade de ir ao consultório, à clínica, né,
- 5:48pra fazer o tratamento, porque ele tá trabalhando, ele tem que
- 5:51trabalhar. Então a visita, além de
- 5:53oftalmologista, quando ele precisa tratar, a gente não pode
- 5:57tirar a diabética, ela é muito maior do que um paciente que só
- 6:00vai lá anualmente. Então ele tem a dificuldade de
- 6:02faltar o trabalho. Alguns tem medo, né, de ficar
- 6:05faltando trabalho e de repente, né, perder o emprego.
- 6:09Então isso daí é 1111, outro comentário que eu que eu eu quis
- 6:12falar que eu acho importante. E assim, o que que é a
- 6:15retinopatia diabética? A retinopatia diabética é são é.
- 6:20Ela é causada pela diabética, né, pela hiperglicemia crônica,
- 6:24ou seja, o aumento do açúcar de forma muito prolongada no
- 6:28sangue. E a gente vai ter vazamentos
- 6:30dentro do olho e sangramentos dentro do olho que vão causar a
- 6:35baixa divisão. E entre isso aí a gente tem
- 6:38importante o chamado edema macular diabético.
- 6:41Pra quem não sabe, a mácula, ela tá Na Na retina, que é a área do
- 6:45olho, como se fosse AO filme fotográfico do olho, né?
- 6:48Onde é captada a luz pode ser transformado em time nervoso e o
- 6:53cérebro interpretar como visão. Então o edema, mácula diabética,
- 6:56ele acontece na mácula, que é a área central da retina, onde a
- 6:59gente tem mais nitidez de visão e ele acontece por conta da
- 7:03diabetes. Então a gente tem um vazamento
- 7:05de líquido, a gente vai mostrar isso imagens.
- 7:07Em a macula fica inchada, cheia de líquido, isso causa perda,
- 7:11baixa divisão. Então o edema macro diabético,
- 7:13ele é a maior causa de baixa qualidade de visual em paciente
- 7:16com retinopatia diabética, né? E ele é, é, digamos assim,
- 7:21intratável. A gente tem que tratar e quanto
- 7:23mais precocemente a gente detectar esse edema macular,
- 7:26esse inchaço e tratar, melhor vai ser o resultado final,
- 7:29melhor vai ser, digamos assim, o desfecho daquele paciente, né?
- 7:33E quanto mais tarde o pior a gente vai ter.
- 7:35Às vezes a gente não tem uma recuperação visual tão grande.
- 7:38Queres comentar aí? É legal, acho que esse é
- 7:41importante, né? A gente falar dessa questão do
- 7:44dermacular diabético e ele pode acontecer em qualquer fase da
- 7:47doença, né? Então, desde pacientes
- 7:49diabéticos iniciais é o paciente com poucas lesões, até pacientes
- 7:53diabéticos graves, né? Então ele pode acontecer em
- 7:56qualquer momento da da retinopatia diabético, né?
- 7:59Mas vamos lá, vai seguindo. Exatamente.
- 8:01Então, só a título de curiosidade, o número de
- 8:04diabéticos do mundo é aproximadamente 425000000, né?
- 8:08E desde um 1.7 a 11% tem a gente não partilhar diabética, mas a
- 8:12gente sabe que essa porcentagem ela é subdiagnosticada, porque a
- 8:16gente não consegue, infelizmente, examinar todos os
- 8:19diabéticos, né? Então a gente tem 11 dado aí
- 8:21subdiagnosticado. A gente sabe que esse essa
- 8:23porcentagem infelizmente é maior.
- 8:26É no Brasil, estima se que 12000000 de pessoas têm
- 8:30diabetes, né? Então é um número considerável,
- 8:33né? Pegando aí a população
- 8:34brasileira, e se a gente considerar aí que a população
- 8:37brasileira ela está envelhecendo, né?
- 8:39Talvez esse número seja um pouquinho maior com o tempo.
- 8:44Queres comentar? É eu.
- 8:47Isso é importante, né? A gente ter AA noção do tamanho,
- 8:50né? Então 400000000, né?
- 8:52425000000. Imagina pessoal, que é como se
- 8:54fosse a população do. Quase que a população
- 8:57brasileira, mais a população Americana somadas, daria mais ou
- 9:01menos isso aí, 425 é muita gente, né, que a gente tem no
- 9:04mundo paciente diabético é, as estimativas no Brasil são bem
- 9:08subdiagnosticadas, a gente não tem é, enfim, dados muito
- 9:12precisos em relação ao número de diabético No No no Brasil, a
- 9:15gente sabe que existem muitos pacientes assintomáticos que
- 9:18não, que não tem ainda o diagnóstico, né?
- 9:21O grande problema do Brasil ainda é a falta de diagnóstico.
- 9:25E é, tem muitos pacientes que desconhecem que tem diabetes,
- 9:29né? A gente vai falar um pouquinho
- 9:30mais pra frente, né, sobre essas consequências do paciente não
- 9:33conhecer a doença e não chegar a tempo do oftalmologista.
- 9:38Exatamente, né? Então nós vamos falar aqui é dos
- 9:41fatores associados, né? Ou seja, aquele paciente, ele
- 9:44tem diabetes, qual a chance maior dele ter, digamos assim,
- 9:49retinopatia diabética. A gente sabe que a duração da
- 9:52diabetes, ou seja, quanto maior, mais chance o paciente vai ter
- 9:55retinopatia diabética, então, aquele paciente que descobriu a
- 9:58diabetes há 1 ano, ele tem menos chances de ter retinopatia
- 10:02diabética do que aquele que que tem há 15 anos o nível de
- 10:06hemoglobina glicada. Que é o índice que a gente tem
- 10:09no sangue, que todo paciente diabético ele tem que fazer esse
- 10:12exame. Ou seja, quanto maior esse
- 10:14índice, ele revela que o paciente, ele tá com um açúcar
- 10:17aumentado no sangue de forma, digamos assim, crônica, né?
- 10:20Ou seja, ele vê é esse AA glicemia, digamos assim, de uma
- 10:25forma retroativa, ou seja, nos últimos meses.
- 10:28Então se você tem uma hemoglobina glicada muito alta.
- 10:33Você vai ter mais chance de ter retinopatiar diabética, porque
- 10:36significa que o paciente ali não tem o controle da diabética nos
- 10:39últimos meses, tá, isso daí tem relação com AA gravidade, né?
- 10:44Da retinopatia diabética, ou seja, quanto maior duração e o
- 10:48nível da democracia glicada, mais grave tende a ser
- 10:52retinopatia diabética. A gente tem outros fatores muito
- 10:54interessantes. O paciente que ele tem diabético
- 10:57está controlado a diabético, mas ele é um paciente hipertenso, ou
- 11:00seja, ele tem aumento da Pressão Arterial sistêmica dele no
- 11:03corpo, né? Ele tem é, ele está com essa
- 11:07pressão descontrolada, está com uma pressão muito alta, digamos,
- 11:10200 por 110, né? A gente até teve novos cortes aí
- 11:13de hipertensão. Ele vai ter uma chance da gente
- 11:17não partir a diabética dele evoluir do que aquele que não é
- 11:20hipertenso. Fora isso, outros fatores como o
- 11:22aumento do colesterol, né, da gordura no sangue, da
- 11:25dislipidemia e também pacientes que tem problema renal,
- 11:29insuficiência renal crônica, que a gente chama, né?
- 11:31Aqueles pacientes que fazem diálise, eles tem muita
- 11:33alteração dos eletrócitos da polemia, então eles tem mais
- 11:36chance de progredir ou aparecer. E a retinopatia diabética e
- 11:40recentemente foram diagnóstico também é é é Descoberto fatores
- 11:44genéticos associados. A mais chance da gente não
- 11:46pratiar diabética, né? Então a gente tem hoje em dia aí
- 11:48a mesma de cinema. Personalizada.
- 11:51E no futuro, cada vez mais a gente vai ter exames genéticos.
- 11:54Aí ajudando a gente é, digamos assim, dar dados de prognóstico
- 11:58do paciente, ou seja, o quanto que ele ele ele tem chance de de
- 12:03de ter doença grave ou. Perder a visão por conta disso
- 12:07aí? Sim, esses esses fatores de
- 12:10risco são extremamente importantes, né?
- 12:13Então, o com certeza o principal fator de risco para o paciente é
- 12:16o tempo de doença, né? Quanto mais tempo ele tem de de
- 12:20diabetes, maior a chance dele ter lesões é dentro do olho, né?
- 12:25Então, o paciente tem diabetes por 1520 anos, né?
- 12:28Ele tem uma chance muito alta de ter uma lesão no olho, né?
- 12:31Lesão a gente é subentende se por qualquer.
- 12:35Lesão que existe, né? Desde uma pequena hemorragia, um
- 12:37micro aneurisma, tudo isso é considera presença de
- 12:40retinopatia diabética. Isso obviamente vai ser
- 12:43acelerado. Ele vai ter essas lesões mais
- 12:45cedo, é conforme for o controle dele.
- 12:48Se ele tiver um controle irregular, ele vai ter essas
- 12:50lesões mais cedo. Se ele tiver um controle muito
- 12:52bom durante esse tempo, ele vai colocando esse, esse, esse
- 12:56aparecimento cada vez mais pra frente.
- 12:59E a gente tem pacientes que são bem controlados, né, que passam
- 13:02a 2030 anos sem ter lesão. No olho por causa do diabetes,
- 13:06né? Então, mas a gente sabe que o
- 13:08tempo de doença é um fator muito importante, né?
- 13:11E aí você falou, né, a gente está falando de 5 anos, 10 anos
- 13:14de doença, né? Mas é importante que a gente
- 13:16sabe que OOO rastreio tem que ser feito de forma periódica
- 13:21nesse paciente, né? Então paciente, diabéticos tipo
- 13:22um, que são pacientes que começaram com diabetes novo, né,
- 13:26antes dos 30 anos, precisam fazer o exame primeiro exame
- 13:30oftalmológico, 5 anos após o diagnóstico.
- 13:32Se há os pacientes diabéticos tipo 2, que é a grande maioria
- 13:35dos pacientes, a gente precisam fazer o exame no momento do
- 13:38diagnóstico, porque às vezes o paciente tá, passou aí 5, ou dá
- 13:41exame de formato sintomático ou oligossintomático ou com poucos
- 13:45sintomas, né? E apresenta lesões já no ônibus
- 13:49que precisam ser tratadas. Mas vamos seguindo aí.
- 13:52A perfeito, né? Então esse rastreio é muito
- 13:55importante, né? É o principal, digamos assim, se
- 13:57você é diabético ou conhece alguém que tem diabetes.
- 14:00Vai de um oftalmologista, de preferência um retinólogo, né,
- 14:03que é aquele oftalmologista que que se dedica mais a estudar as
- 14:07doenças da retina, para a gente poder ter esse acompanhamento de
- 14:10forma personalizada, né? Sabe que tem que ser pelo menos
- 14:14anual, mas tem paciente que já tem o sangramento nos olhos da
- 14:17gente, não pode a diabética e a gente vai ver de forma mais
- 14:19periódica vezes, 234 vezes no ano, dependendo do caso, às
- 14:22vezes até a cada 2 meses ou mensalmente.
- 14:25Então eu montei aqui um esquema para vocês, só para a gente
- 14:27entender como é que funciona, né?
- 14:30O desenvolvendo principalmente do da gente não pode tirar
- 14:32diabético e do edema macro diabético.
- 14:35Então a gente vai ter inicialmente uma hiperglicemia
- 14:37crônica, né? Ou seja, o açúcar ele vai estar
- 14:40alto no sangue, de forma prolongada, ele vai passar anos,
- 14:43né, com aquele açúcar alto no sangue.
- 14:47Então a gente vai ter uma falha na uma hipoperfusão na retina
- 14:51principalmente, né? Ou seja, a vasculatura ela vai
- 14:54falhar, vai faltar oxigênio com nutrientes pra retina.
- 14:58E a retina, ela, consequentemente, ela vai ter
- 15:00que responder produzindo um fator chamado vgf, né, que é
- 15:04fator de crescimento endotelial. Pra que esse, esse, essa
- 15:08isquemia, digamos assim, é uma forma do olho responder a essa
- 15:11falta de oxigênio. A gente vai ter também aumento
- 15:14da pressão hidrostática, ou seja, aumento da pressão dentro
- 15:18dos vasos bem pequenos lá da retina.
- 15:21E esses vasos, eles são bem fechados.
- 15:24Eles vão começar até o aumento da permeabilidade, ou seja, vai
- 15:26ter os poros que vai. Vazar líquido, né?
- 15:29Então resumo, a gente vai ter o que a gente chama desse asdema
- 15:32vasogênico, né? Esse inchaço, esse acúmulo de
- 15:34líquido na retina. Então isso aí seria mais ou
- 15:37menos o que que acontece de fato dentro da retina dos nossos
- 15:41olhos pro paciente ele ter a baixa divisão.
- 15:45É, a gente vai ouvir falar um pouquinho desse vgf daqui pra
- 15:49frente, quando a gente falar dos anti agiogênicos, né?
- 15:51A gente entender essa importância que essa molécula
- 15:54tem no, no, no paciente diabético daqui a pouquinho, né?
- 15:57Vai seguindo aí, abre. Exatamente.
- 16:00Então a gente vai falar um pouco da evolução do tratamento, né?
- 16:04Durante o os anos aí do edma macular diabético e da
- 16:08retinopatiar diabética. Então, até o início do dos anos
- 16:1280, né, a gente não tinha muitas opções.
- 16:14A partir dos anos 80, a gente teve o que a gente chama de do
- 16:18aparelho de fotocoagulação retiniana a laser.
- 16:21Ele é um. Um tratamento que ele vai,
- 16:24digamos assim, destruir a retina, que está isquêmica, que
- 16:28está sem vascularização, que está só produzindo aquele aquele
- 16:32vgf, né? Então a gente teve um estudo
- 16:34famoso lá nos Estados Unidos, que foi a tdrs, que começou aí a
- 16:37usar o laser tanto, digamos assim, para esses casos que tem
- 16:41esses esse, essas falhas Na Na perfusão da retina, né?
- 16:45Principalmente a gente não pode tirar diabética, proliferativa,
- 16:48que devido a essa má perfusão, essa falta de oxigenação, a
- 16:51gente evolui com. O neovasos, que são vasos, que
- 16:54são vasos do mal, né, são vasos que sangram, que retraem, que
- 16:58descolam a retina, então a gente faz o laser pra esses casos, e
- 17:01antigamente era feito também o laser, né, que o é demo macular
- 17:04diabético, então era um laser muito agressivo, né?
- 17:07Nessa década de 80, infelizmente era isso, mas deixavam grandes
- 17:10cicatrizes nessa área central e algo que a gente felizmente a
- 17:13gente não faz hoje, depois dos anos é anos 90, a gente teve pro
- 17:18é demo macular diabético. A psinolona, que é um corticoide
- 17:21intra vidro, né? Mas ele tem um efeito colateral,
- 17:24em alguns casos da catarata que é operada e outros
- 17:28entendimentos, pode dar aumento da pressão.
- 17:30O que, digamos assim, mudou o tratamento do edema macular
- 17:34diabético foi a descoberta dos antiogênicos, né?
- 17:37A gente teve Oo lançamento deles numa um Congresso da academia
- 17:43Americana, né? Inclusive alguns.
- 17:44Preceptores meio lá da residência, ele falou que no dia
- 17:47não tinha nem cadeira, né? para as pessoas pro
- 17:50oftalmologista lá sentarem que era uma novidade assim que foi,
- 17:53o que mudou. O tratamento foi o que veio mais
- 17:56eficaz. E a gente tem diversos tipos de
- 17:58medicamentos que funciona como antiogênico, né?
- 18:01São drogas que vão inibir é. Um fator de crescimento
- 18:06endotelial e consequentemente tratar o inchaço na retina e
- 18:11reduzir e estabilizar a retinopatia diabética.
- 18:14Então ele tem 111 benefício aí multifatorial, tanto para o
- 18:18edema macular diabético e tanto também para retinopatia
- 18:21diabética, principalmente a proliferativa.
- 18:24E a gente tá no aguardo das novas terapias, né, que estão
- 18:27vindo por aí, a gente sempre tá alerta.
- 18:29Tem outras novidades nós temos também.
- 18:32É a vitractomia, é a via paz plana, né?
- 18:35Que ela é reservada pros casos de retinopatia diabética,
- 18:39principalmente. Proliferativa que nós temos
- 18:41sangramentos na cavidade vidra, que é uma cavidade transparente
- 18:45do nosso olho. E aí esse sangramento, quando
- 18:48não é quando absorve sozinho, a gente lança a mão da vitractomia
- 18:53via paz plana. Fora isso, a gente faz também Oo
- 18:56tratamento com essa vitractomia pro paciente que tem o
- 18:59descolamento da retina. Por conta da retinopatiar
- 19:02diabética e também outras alterações maculares que podem
- 19:05estar associadas a retinopatiar diabética, como a membrana epi
- 19:09retiniana. Esse tratamento ele tem, ele ele
- 19:12vem desde dos anos 1969, né? Inicialmente descrito de forma
- 19:15muito de rudimentar, mas para retinopatiar diabética, em
- 19:18especial, a hemorragia vítra, né?
- 19:20Que esse sangramento na cavidade do olho.
- 19:22Ele veio principalmente aí na no meio da década de 80, que foi
- 19:26começado a fazer e hoje ele está muito bem.
- 19:30É evoluindo, digamos assim. Queres comentar, Miriam?
- 19:34Sim, sim, sim. Eu acho que é interessante.
- 19:36A gente é comentar essa evolução, né?
- 19:39Que o tratamento teve, né? Então a gente antigamente só
- 19:42tinha OAO laser, né? Como um tratamento único pra
- 19:46retinopatia diabética. Obviamente o laser ainda é.
- 19:49Uma forma de tratamento importante pra alguns pacientes.
- 19:53Mas Oo laser é Oo. Esse estudo que o Gabriel falou,
- 19:57né, do webs, né? Ele ele fazia um estudo e
- 20:00comparava pacientes que não foram tratados com não foram
- 20:04tratados. E pacientes foram tratados com
- 20:06laser, né? E os pacientes que não foram
- 20:08tratados com laser, eles ficavam com a qualidade visual pior.
- 20:12Do que a ou seja, com a visão pior do que aqueles que foram
- 20:15tratados. E aí é interessante a gente
- 20:18observar que nesse momento, né, a gente estava é apenas nosso
- 20:22objetivo inicial naquele momento era não piorar.
- 20:26Então a gente é, tem que orientar isso ao paciente, né?
- 20:29O tratamento com laser o objetivo principal do tratamento
- 20:33com laser é fazer com que a doença não evolua.
- 20:36Ele não progrida, né? É os pacientes que tratavam para
- 20:39o inchaço na retina que hoje o tratamento é feito com os anti
- 20:42giogênicos. Apenas 15% dos pacientes, ou
- 20:45seja, praticamente um em cada 10 melhoravam a visão, né?
- 20:49Então a gente vê que o tratamento antes era era para
- 20:53não piorar. E aí com o advento dessas novas
- 20:57drogas, né, que a gente tem os anti giogênicos que a gente tem
- 20:59hoje, uma série de de medicamentos a gente já
- 21:03conseguiu ter. Ganho de visão então o paciente
- 21:06já consegue ter ganho de visão, obviamente, quanto mais está
- 21:11perdido a visão, né? Quanto pior está a visão, mais
- 21:15difícil ele conseguir recuperar totalmente a visão, né?
- 21:17Se você tem uma perda de visão menor, né?
- 21:19A visão tá, não tá tão ruim, você consegue às vezes
- 21:23recuperar. É bastante a visão desse
- 21:25paciente. Vamos seguindo, obrigado.
- 21:27Exatamente, eu eu acho que eu também, eu, eu não, não fui
- 21:30muito claro, AOOA, fotocoagulação a gente tinha na
- 21:33Liz, ela ainda é muito usada, né, pra gente estabilizar.
- 21:36A gente não pode tirar diabética, proliferativo ou
- 21:38aquele estágio que a gente vê que pode se tornar
- 21:41proliferativo, né? Com a neovascularização a gente
- 21:44olha aquele olho, às vezes não tem a nevascularização, mas tem
- 21:47muito sangue, então a gente faz o laser, principalmente a gente
- 21:50usa um exame que é uma anjo for de cenografia, um exame que a
- 21:52gente injeta um contraste na veia.
- 21:55E aí eu vou mostrar a imagem e a gente vai fazer o laser, muitas
- 21:58vezes guiado por essa anjo, né? Então o laser ele ainda é
- 22:01amplamente utilizado, a gente só não usa, igual a gente usava,
- 22:05era usado na década de 80, né, que era um laser mais agressivo.
- 22:09Hoje a gente tem até os laser são melhores, né, do que
- 22:12antigamente, claro, de não são, digamos assim, tão agressivos.
- 22:15Então o tratamento a laser ele ainda ainda tem muito espaço,
- 22:18né? Mas com a dos anti geogênicos
- 22:21eles eles melhoraram muito, né? O resultado?
- 22:25Profissional, principalmente do paciente na visão.
- 22:27Então vamos seguir agora. Agora a gente vai apresentar
- 22:29alguns casos clínicos, né, que eu acho que seria o mais
- 22:33interessante pra vocês olharem como é que são os exames, né,
- 22:36dos pacientes. Então, o primeiro paciente é uma
- 22:39paciente do sexo feminino, de 50 anos.
- 22:41Ela chegou comigo, ela já tinha um histórico de tratamento, né?
- 22:45Com laser a gente não patia a diabética, ela veio.
- 22:48Com gente pra tratar, né? Continuar o tratamento da gente
- 22:50não pra ti. Diabética, ela disse que o olho
- 22:52dela, a visão, estava constantemente mais embastada.
- 22:56Ela tinha antecedente pessoal diabético 2 e a visão dela era
- 23:0020 e 30 nos 2 olhos. Só é comentando aqui que a gente
- 23:04vai falar alguns dados técnicos, a gente vai explicar sempre o
- 23:07que, como é que a gente mede a visão.
- 23:08No consultório a gente tem uma tabela de que chama de acuidade
- 23:11visual, né? E o paciente, ele senta numa
- 23:13cadeira e ele vai enxergar uma TV a mais ou menos 6 m.
- 23:17Então como é que a gente mede a visão do paciente?
- 23:20A gente tem essa tabela e aí a gente vai colocando as letras de
- 23:23maiores pra menores e a letra que tem menor lá pro paciente
- 23:27enxergar. É a letra que a gente chama de
- 23:302020, né? Ou seja, o paciente ele enxerga
- 23:32a 20 passos ou 6 m, né? O que é pra ser enxergue a 20 m.
- 23:37Então se o paciente ele não enxerga a 2020, a gente vai
- 23:40tentar uma letra maior e aí vai progredindo.
- 23:44Pra 2025, digamos assim, o paciente ele enxerga a 20 passos
- 23:48o que Era pra Ser enxergue a 20 AAA, 25 passos, né?
- 23:52Então é uma visão pior do que 20 e 20 e por aí vai. 20 e 30 ele
- 23:56enxerga a 20 passos o que Era pra Ser é a enxergar a 30 passos
- 24:01e por aí vai até chegar, digamos assim, uma visão pior, com 20 e
- 24:04200, entendeu? Eu só acho que fica fica fácil
- 24:09da gente ficar assim pro pro paciente 20, barra 20, né?
- 24:13Teoricamente é, é a visão normal, a visão 100%, vamos
- 24:18colocar assim a visão macular 100%.
- 24:20E esse segundo número, né? Quanto maior ele for, então 20
- 24:24barra 3020 barra 4020 barra 8020 barra 200.
- 24:28Quanto maior for esse segundo número, mais reduzida para estar
- 24:32a visão do paciente. Então, se a gente consegue é que
- 24:36o paciente entenda, é de uma forma mais simples, geralmente
- 24:39explica assim, olha quanto? Maiores, 20 e 800 20 barra 800 é
- 24:44pior do que 20 barra 400 20 barra 80 é pior do que 20 barra
- 24:4940, né? Então, assim a gente consegue
- 24:51explicar de maneira simples, pega, vai seguindo aí, abre.
- 24:55E exatamente então em resumo, né, a gente tem essa forma de
- 24:58pedir e isso é muito importante. Toda a consulta que o paciente
- 25:00vai, a gente sempre mede essa visão com a correção, que seria,
- 25:04digamos assim, Oo. A refração dele corrigido o grau
- 25:08do óculos, né, porque a gente vai acompanhar esse paciente aí
- 25:10por anos, então a gente tem que saber se essa visão, ela está
- 25:13piorando, se ela está flutuando, ela só continua estável, né?
- 25:17E essa aqui é um exame fantástico, né, que é a chamada
- 25:20retinografia panorâmica é uma fotografia da retina do paciente
- 25:26e panorâmica. Por quê?
- 25:28Porque ela vê todos os detalhes, tanto da área central do olho
- 25:32quanto da área periférica. É como se a gente tivesse uma
- 25:34fotografia. EE os aparelhos tradicionais,
- 25:39né? A retinografia que a gente chama
- 25:40simples, ele só veria o centro da fotografia, só o rosto da
- 25:43pessoa, já a retinografia panorâmica que é essa, ela vê a
- 25:47Argentina como um todo, é toda a fotografia, né?
- 25:49A pessoa, o rosto dela e a paisagem que tá lá.
- 25:52Então eu vou dar um zoom aqui. A gente vai primeiro olhar o
- 25:56olho direito da paciente, né, que tá queixando de baixa
- 25:59divisão. Então, a paciente que ela já ela
- 26:02tenha o nervo ótico na área central, né?
- 26:04Essa essa estrutura, os vasos é. E a área central que é a chamada
- 26:11mácula, né? E no centro da mácula a gente
- 26:14tem a forma. Essa paciente, ela já fez
- 26:17fotocregulação, retinando a laser, que a gente comentou
- 26:20literalmente, né? São essas marcas, essas
- 26:22cicatrizes. Que tem essa alteração?
- 26:24Bola mental, essas bolotinhas pretas aí.
- 26:26Essas bolotinhas pretas, né? Só que a gente vê que ela fez,
- 26:30ela já tem a fotogolação, mas falta fazer mais periférico, né?
- 26:34Só lembrando que essa fotogolação a gente geralmente a
- 26:36gente não faz nessa área central do olho, porque é a área que a
- 26:39gente tem mais nitidez, mais como divisão a gente faz no
- 26:42diabético, na periferia dele, né?
- 26:45Então esse é o olho direito e o olho esquerdo.
- 26:48Bem similar, né? Então a paciente que chegou
- 26:51comigo a primeira vez, e aí, o que que eu vou fazer?
- 26:53Eu vou pedir exames pra gente poder analisar melhor, estudar
- 26:57melhor o caso e saber o que que a gente vai fazer.
- 27:00Então, além dessa retinografia, eu pedi o exame que se chama
- 27:03angelfludescenografia, um exame super seguro.
- 27:06A gente injeta um contraste na veia do paciente, vai tirar
- 27:09fotografias e a gente vai ver como é que os vasos desses
- 27:12pacientes estão se comportando e vai estudar essas áreas na
- 27:16retina que tem. Baixa de de, de vascularização.
- 27:19Então esse aqui é o olho esquerdo, né?
- 27:21Em seguida, a gente tem aqui o olho direito e a gente tem os
- 27:25vasos da retina. O que eu queria mostrar para
- 27:27vocês, nitidamente pelo zoom, é que, né, a gente tem esses
- 27:31vasos, né? Eles vem retos aqui e aí chega
- 27:34um ponto apontado pelo pelo pelo mouse, que a gente vê essa
- 27:37tortuosidade. Então esses vasos tortuosos,
- 27:40eles são neovasos, são os vasos que a gente tem do mal, da
- 27:43diabetes, né? Fora isso, isso a gente tem umas
- 27:46áreas mais escuras na retina. Onde está faltando é, digamos
- 27:51assim, vascularização, né? Onde está faltando é oxigenação.
- 27:57Então a próxima imagem a gente vê esse olho direito também e
- 28:00esse essa turvação, né? Ao redor desses vasos que eu
- 28:04mostrei anteriormente, é um vazamento.
- 28:06Ou seja, isso significa que esses vasos, eles não são
- 28:08competentes, eles estão vazando na retina, né?
- 28:12Isso é interessante pra gente mostrar pro paciente.
- 28:15Fora isso, a gente lançou mão também do exame que a gente tem
- 28:19quando o paciente ele não consegue fazer esse contraste
- 28:22aí, que é o contaxo, a fase florenciina, por qualquer
- 28:25motivo. A gente tem um exame chamado na
- 28:27clínica de tomografia de coerência ótica com a Geografia
- 28:32sem contraste. Então o paciente não tem injeção
- 28:34de contraste e ele faz também. A gente tem esse aparelho.
- 28:37É fantástico, né? De forma panorâmica.
- 28:40Ele consegue pegar a retina como um todo, tanto área central
- 28:43quanto periférica. E essa imagem, né, que eu tô
- 28:46mostrando aqui, essa tomografia com a Geografia panorâmica
- 28:51acima, a gente tem a tomografia de coerência ótica, o corte da
- 28:56mácula, e a gente tem, eu vou fazer um zoom aqui, esse, esse,
- 29:01essa bolotinha preta é um líquido, né?
- 29:04Na retina, então é isso aqui que está distorcendo a mácula, né?
- 29:08A retina dele, a área folveal, é isso aqui que está causando a
- 29:12baixa divisão nesse paciente ele vê, ela vê mais distorcido, né?
- 29:16Ele tem esse inchaço tanto no olho esquerdo, né, quanto no
- 29:21olho direito, né? E aqui a gente tem a Geografia,
- 29:24a tomografia de coerência ótica com Geografia é sem contraste.
- 29:29Queres comentar esses exames, amigo?
- 29:37Vasos anômalo, né? Os neovasos, ele tipo, quando o
- 29:43paciente tem essa, essa, eu costumo brincar que ele tem esse
- 29:47cracházinho de retina no paciente diabética
- 29:49proliferativa, ele migra pra um outro estado, né, pra um outro,
- 29:53pra um outro nível de atenção. O paciente quando tem a retina
- 29:57no paciente diabética, proliferativa que os estudos
- 30:00mostram que se se ele tiver alguns critérios, bem.
- 30:03Bem determinados, né? É, 50% deles perdem a visão ou
- 30:08ficam com uma visão muito ruim em 1 ano.
- 30:10Então é um é um sinal de Extrema gravidade, o sinal que faz um
- 30:14alerta muito grande para o médico, que ele precisa ter um
- 30:17cuidado redobrado com esse paciente, né?
- 30:20Ele precisa ser tratado, porque se não, a chance dele evoluir
- 30:23para uma perda de visão grave é muito grande em até um ano.
- 30:26Então isso é um mercado importante da doença.
- 30:30Tanto é que a gente tem é quando o paciente tem esse sinal, ele
- 30:33muda de de categoria, né? Passando a ser a gente não pode
- 30:37diabética, proliferativa, então isso é importante.
- 30:39A gente é frisar bem pros pacientes, porque às vezes pega
- 30:43o laudo, né, e tem lá a gente não pode tirar a diabética,
- 30:45proliferativa, a gente não pode tirar a diabética, não
- 30:48proliferativa os anômalos. Teoricamente ele está numa fase
- 30:53mais, vamos colocar assim mais. Tranquilo ou pelo menos menos
- 30:59grave da doença? Exatamente.
- 31:03Então esse pacientes a gente tem que tratar, né?
- 31:04Senão ele vai piorar, vai baixar mais a visão e aí o tratamento.
- 31:09Eu fiz a fotocoagulação retinada na laser, só na periferia da
- 31:13retina, né? Pra não os pacientes não ter
- 31:15perda de campo por conta da da da do laser, né, que o laser ele
- 31:20destrói o tecido da retina. Então eu fiz só guiado pela
- 31:22anjo, somente na periferia. E a gente tratou com as
- 31:26aplicações intravitras de antiogênico, né?
- 31:29Nos 2 olhos, tanto o olho direito quanto o olho esquerdo.
- 31:32Então as imagens acima são AA da tomografia de coerência ótica,
- 31:36né? Do oct antes das aplicações e as
- 31:39imagens abaixo são depois, né? Então a gente vê que essa
- 31:42depressão aqui, ela já está mais fisiológica.
- 31:46Essa depressão é esperada no oct, né, que é a área fluvial,
- 31:49tanto no direito quanto no esquerdo, que ainda tem um
- 31:51pouquinho de cisto, né? E a gente fez essas aplicações,
- 31:55aí a paciente lá teve uma recuperação favorável da visão,
- 31:59né? Então o que a gente quer aqui
- 32:01levar pra vocês é que quanto antes o paciente chegar, né, com
- 32:06a gente não pode tirar a diabética, melhor, de
- 32:08preferência chegar ao diabético, né?
- 32:10Assim a gente não pode tirar a diabética, mas quando tem,
- 32:12quanto mais precoce a gente tratar é a gente vai ter um
- 32:16resultado mais favorável, né? Então queres comentar alguma
- 32:20coisa? Ei, amigo, tás ouvindo
- 32:44só um momento que a gente tá aqui com um probleminha, acho
- 32:55que pode ter caído a internet do Alexandre.
- 32:58Eu vou só ver aqui. E aí qualquer coisa eu vou
- 33:12continuar. Só um momento.
- 33:16É, eu vou seguindo então, tá? Tá, vamos aqui, tá?
- 33:24Perfeito, então assim, então, em resumo.
- 33:29Né, gente? Esse aqui é um paciente que
- 33:31depois do do do tratamento, ele evoluiu dessa forma, né?
- 33:36Teve uma evolução favorável. Então eu vou passar para o
- 33:38próximo caso, né? É um caso clínico 2 é uma
- 33:42paciente do sexo feminino de 35 anos, né?
- 33:45E ela queixava de baixo cuidar de visual somente no olho
- 33:48direito. A diabetes dela era tipo 11
- 33:50paciente jovem, né? E acuidade visual do olho
- 33:52direito dela era de 20 e 400, ou seja, o que ela devia ver a 20
- 33:58pés, ela via a 400 pés, ou seja, quanto pior, maior esse segundo
- 34:02número, né? É pior.
- 34:04Então ela tinha acuidade visual de 20 barra 400.
- 34:07Já no olho esquerdo, houve uma comidade melhor, 20 barra 25.
- 34:12Tá então. Vamos lá, essa?
- 34:14Aqui é a retinografia panorâmica do olho direito.
- 34:17Dela a gente vê que é é 11 etnografia cheio de detalhes,
- 34:22né? Então, no centro a gente tem o
- 34:23canal ótico do olho, que é o nervo ótico.
- 34:26E o que que a gente tem de interessante?
- 34:28Tem os vasos aqui, chega nessa área, tem uma área branca, né?
- 34:31Uma fibrose. Isso aqui é descolamento de
- 34:34retina por conta da diabetes, um descolamento bem extenso, né?
- 34:38Que envolva aqui toda essa área central do olho dela, né?
- 34:41Então isso é a causa da baixa divisão.
- 34:43Ela já tinha umas sessões de laser aqui, que são essas
- 34:46bolotinhas pretas, né? Então esse é o olho direito, o
- 34:50olho que ela queixou de baixa divisão.
- 34:55Já uma foto, mais uma foto mais ampla, né, da parte posterior.
- 35:01Já o olho. Esquerdo dela, né?
- 35:03Ela não tinha a descolamento, mas ela tinha essa essa área de
- 35:06fibrosa aqui que são, que é o neovasco dela, tá abaixo OCT do
- 35:12olho esquerdo, né? Dizendo que estava tudo ok,
- 35:14aprecia. Então lá vamos para o exame que
- 35:16a gente tem angioflecinografia já.
- 35:18Inicialmente a gente vê esses vasos tortuosos, né?
- 35:22Bastante tortuosos e conforme o contraste é injetado, né?
- 35:26A gente chega no olho, a gente vai tendo essa.
- 35:29Essa proeminência desses vasos, né?
- 35:32O olho esquerdo também, a gente tem também esses esses neovasos,
- 35:36né? A princípio eu não tinha pela
- 35:38retnografia tanto, mas tem bastante, né?
- 35:40Aí no final vaza bastante, então nós temos uma paciente, né?
- 35:44Com retinopatia diabética, proliferativa nos 2 olhos.
- 35:47O olho direito tinha descolamento de retina, quando a
- 35:50gente tem descolamento de retina que tá envolvendo a área central
- 35:53do olho. A gente indica a cirurgia, então
- 35:55a gente fez uma cirurgia chamada vitregtomia viapas plana, que a
- 35:59gente vai através do de um de uns trocatas, que são umas 111
- 36:06aparelhinho que a gente insere no olho e a gente vai inserir
- 36:10instrumentos, microscópios, vai tirar a gelatina central do olho
- 36:13e através de pinças a gente vai delimitando e cortando é as
- 36:18trações e consequentemente aplicando essa retina.
- 36:21É interessante a gente ressaltar que a gente termina essa
- 36:23cirurgia e geralmente a gente, nesses casos mais dramáticos,
- 36:26mais graves, a gente coloca um óleo de silicone, né?
- 36:29Que é uma substância que vai pressionar a retina e fazer com
- 36:33que ela se mantenha aplicada e estabilize aquele paciente, né?
- 36:37A gente também lançar mão do antiogênico uma semana, 57 dias
- 36:42antes, pra poder é ter menos sangramento durante a cirurgia e
- 36:46pro olho esquerdo, pra aquela toda aquela.
- 36:48Aquela aquele neovaso ativa, a gente fez injeção entre a vista
- 36:51de aia. Então assim, infelizmente a
- 36:54gente teve um desfecho muito favorável, né?
- 36:56Pra essa paciente no olho direito ela tinha isso aqui é o
- 36:59olho direito no pós operatório, né?
- 37:01Depois que a gente já também fez a segunda rede de cirurgia, que
- 37:04foi a retirada do óleo, então a gente tirou todas aquelas
- 37:08trações, né? E fez bastante laser, né?
- 37:11E o paciente evoluiu com a visão de 20 barra 50, ela tinha 20
- 37:15barra 400, né? Então ela teve uma evolução
- 37:18muito favorável, né? Não chegou a 100% de visão, até
- 37:21porque não tem como. Gente, a gente comenta né, que
- 37:24quando o paciente ele chega no estágio que a retina já está
- 37:27descolada, quando diabético tem muito sangramento na cavidade
- 37:31vidra. A gente comenta que o paciente
- 37:34ele já chegou tarde pra gente tratar, né?
- 37:36A gente já tá começando o tratamento tarde atrasado, então
- 37:39a gente tem que correr contra o tempo.
- 37:41Para tratar esse paciente e tentar dar o melhor desfecho
- 37:44possível. Então, quando o paciente
- 37:45geralmente ele precisa cirurgia, a gente já está conversando.
- 37:48O tratamento um pouquinho tarde, era para ter começado antes,
- 37:50para o paciente não evoluir dessa forma.
- 37:52O olho esquerdo a gente fez aplicações, né?
- 37:55Ele conseguiu estabilizar mais a visão e essa paciente evolui
- 37:59bem, graças a Deus até hoje. Queres comentar?
- 38:02Alguma coisa? É 11 coisa que é.
- 38:05Importante realmente a gente frisar isso, né?
- 38:07O paciente é diabético? Quando necessita de cirurgia,
- 38:12né? É, em geral, significa que o
- 38:15tratamento já devia ter sido feito anteriormente, né?
- 38:18Pra Ele já tá chegando No No médico, né?
- 38:22No caso, no oftalmologista, como um quadro muito avançado, né?
- 38:25O ideal é que ele tivesse procurado atendimento ou um
- 38:31recurso médico antes de chegar nesse.
- 38:34Esse ponto, né? AAE, muitas vezes essa cirurgia
- 38:38acaba sendo a última expectativa, ou pelo menos a
- 38:40última chance que o paciente tem de é, enfim, evoluir.
- 38:46É impedir que ele perca a visão. E aí o que eu sempre explico
- 38:50para o paciente, né, paciente diabético, que é que a doença
- 38:53que ele tem no olho é uma doença crônica, então?
- 38:56Por vezes o que acontece, né? Então esse paciente é teve uma
- 39:00ótima evolução, mas o que acontece em alguns pacientes de
- 39:03vezes, você opera, o paciente fica bem, você tira o silicone e
- 39:07fica com a visão estável e 23 meses depois ele volta a sangrar
- 39:12de escola retina novamente, né? E isso acontece porque o diabete
- 39:16não ficou controlado, né? Então é importante que o
- 39:19paciente diabete lembre disso, né?
- 39:22Se o controle do diabetes, ou seja, o controle da retinopatia
- 39:26diabética, só vai ser dado se o tratamento do olho for Combinado
- 39:31com o tratamento da doença de base, não adianta nada ele fazer
- 39:34o tratamento só do olho. Não adianta nada de fazer só o
- 39:37tratamento do diabético. As 2 coisas precisam andar de
- 39:40forma juntas, né? Tem que ter o melhor benefício.
- 39:43Ele precisa controlar o diabetes pra não ter novos sangramentos.
- 39:46Novo descolamento e que, enfim, as coisas acabarem piorando
- 39:49novamente. Então isso é importante.
- 39:51A gente sempre orientar para o paciente diabético, né?
- 39:54E lembrar, né, que nesse caso a gente está fazendo cirurgias
- 39:57para tentar salvar a visão dele, né?
- 39:59E salvar a visão significa ter alguma visão, né?
- 40:02Às vezes vai ter, sei lá, 1020-3040 por cento, às vezes 5%
- 40:07de visão. Mas importante é tentar fazer a
- 40:09cirurgia, porque senão ele não vai, é, provavelmente sem a
- 40:13cirurgia ele vai evoluir para uma perda de visão, é.
- 40:16Sem nenhuma chance de recuperação.
- 40:19Exatamente, amigo fantástico. Os comentários vamos pro último
- 40:23caso da noite, tá? Então é esse caso aqui.
- 40:27É interessante a gente trazer, porque era uma paciente que ela
- 40:30queixou de baixo A cuidar de visual da visão a 7 dias de
- 40:33forma súbita, né? E aí a visão dela baixou muito.
- 40:36Subitamente ela ela me procurou. E aí o que que a gente tinha?
- 40:40A gente tinha no exame de retinografia e também de fundo,
- 40:43de olho, e a gente não conseguia enxergar detalhes, né, porque a
- 40:48gente tinha um sangramento na cavidade vítrea, né, que esse
- 40:52aqui é um exame de ultrassom. Então a gente vê essa área
- 40:54redonda, né? É a parede do olho e essa área
- 40:57central aqui que eu tô mostrando o mouse, geralmente ela é toda
- 41:00preta, né? Anacóica que a gente chama e a
- 41:02gente tem esses branquinhos aqui que são os os pontos de
- 41:06sangramento, né? Fora isso, ela tinha também o
- 41:08descolamento da retina tracional quando a diabética, como é que
- 41:11eu sei, porque geralmente essa, essa essa parede aqui nessa área
- 41:16é 16 lua macho, regular, é como se fosse um semiciclo e aqui tá
- 41:20tudo irregular, né? A parede, né, a gente faz vários
- 41:22corpos pra ver que área central, inclusive a macro, ela estava
- 41:26com o descolamento. Então isso aqui é um caso
- 41:28cirúrgico, né gente, a gente preparou, pediu pra operatório
- 41:31ou operou essa paciente o quanto antes.
- 41:33E ela teve também 11. Boa evolução, né?
- 41:36Isso aqui é a fotografia do olho dela após a cirurgia.
- 41:39Tem um nervo ótico, né, os vasinhos aqui e essa área aqui
- 41:43que tem esse brilho, né? OAA presença do óleo de
- 41:46silicone, que é onde ela tinha essa atração, esse descolamento,
- 41:49né? Ela teve uma recuperação
- 41:51favorável da visão, ela só via vultos, a cirurgia, como é que é
- 41:54ver vultos? Só via se passava a mão alguma
- 41:57coisa na frente do olho dela. Ela via que tava passando alguma
- 41:59coisa, não sabia o que era. E no pós cirúrgico ela evoluiu
- 42:02com 20 barra 150 divisão, né? Então ela teve uma evolução
- 42:07muito boa, né? Apesar de não ser uma visão que
- 42:10a gente chama de. É 100%, né?
- 42:12Da visão não tem como, né? A gente quando tem esse
- 42:15descolamento, a gente não consegue ter essa recuperação
- 42:18visual total. Então, às vezes, até da gente
- 42:20recuperar alguma coisa, ter melhora da visão, a gente já
- 42:23considera, né, um sucesso anatômico, né, que é da
- 42:26estrutura e também funcional do olho.
- 42:31Perfeito isso aí. Muito bom esse excelente.
- 42:40É, eu acho assim que a gente conseguiu ao longo desses 45
- 42:44minutos aqui, trazer um Panorama bem interessante sobre vários.
- 42:48É casos de retiro, pacientes com hemorragias dentro do olho, que
- 42:52é moradia, vista, pacientes com mediquina, a gente sabe que.
- 43:00A alguns pacientes com colesterol alto vão ter
- 43:03colesterol dentro do olho, que são os exodatos duros, né?
- 43:06Eu falo, olha, até mostro o paciente, olha até ver essas
- 43:09essas bolotinhas brancas aqui que estão aparecendo dentro seu
- 43:11olho, você é colesterol. Olha onde vem parar o colesterol
- 43:15quando não está tratado para dentro do seu olho, né?
- 43:18É, então isso é importante a gente ter que orientar para os
- 43:21nossos pacientes, nossos diabéticos.
- 43:24Que a gente. Precisa tratar cedo, né?
- 43:27Eu acho que o grande é. Coisa que precisa ficar da da
- 43:30live de hoje é a gente orientar os nossos pacientes, que precisa
- 43:33fazer exame oftalmológico, né? Todo paciente diabético precisa
- 43:36fazer um exame lógico com a dilatação da pupila pelo menos
- 43:40uma vez por ano. E aí, deixa as tuas
- 43:43recomendações finais aí pra gente se dirigindo aí no final
- 43:46da live, então. Perfeito, né?
- 43:49Olha o primeiro. Caso.
- 43:51Diabético, controle sistêmico tanto da diabética quanto de
- 43:54todas as outras doenças sistêmicas, né?
- 43:56Colesterol alto, hipertensão e tudo mais.
- 44:00Otimizar sempre o tratamento com diagnóstico precoce da
- 44:03retinopatia diabética e o segmento regular, né?
- 44:06A gente vai individualizar o tratamento e conversar sempre
- 44:09com o paciente sobre a expectativa dele, né?
- 44:12A gente sabe que a vida real. Ela é, é, é muito diferente dos
- 44:15estudos, né, que a gente tem vários fatores controlados e tem
- 44:18diversas variáveis aí, principalmente nos pacientes,
- 44:21que às vezes a gente não consegue ir ao consultório.
- 44:23Então, no geral pessoal, todo mundo tem aqui uma vez
- 44:25oftalmologista ao ano, é uma vez oftalmologista no ano, né?
- 44:30E principalmente o diabético às vezes tem que ir mais de 123
- 44:33vezes no oftalmologista, dependendo do caso, no mas é
- 44:36isso, pessoal, um abraço, até quarta que vem, eu vou estar de
- 44:39novo na quarta que vem, né? Toda quarta às 20:00 a gente
- 44:42está por aqui. Transmitindo aí essa informação
- 44:45de qualidade, tirando as dúvidas sempre na caixa de perguntas do
- 44:48YouTube. Um abraço, amigo.
- 44:51Valeu, tchau, tchau. Um abraço.
- 44:54Muito. Obrigado a todos vocês.
- 44:55Que ficaram com a gente até aqui, até o final da live lembra
- 44:59que a gente está? Transmitindo esse conteúdo de
- 45:01forma gratuita para as outras pessoas que podem ter interesse
- 45:05sobre saúde visual. Então deixa seu like,
- 45:07compartilhe esse vídeo com os amigos, com com parentes, né?
- 45:11Enfim, deixa a gente poder alcançar cada vez mais pessoas.
- 45:15Eu muito obrigado a todos vocês. A gente se vê nas quartas-feiras
- 45:19às 20:00. Um grande abraço.