Latest / Café com Dungeon / A disputa pela ficção no RPG #0007
Transcript
- 0:00Mestre, eu vou laçar o rabo do pitbull gigante, me pendurar ali
- 0:05e me balançar até o meio das pernas dele.
- 0:09OK, rola o seu teste de destreza, mas rola com menos 2
- 0:12porque ele está se movendo violentamente enquanto ele luta
- 0:15com seus amigos. 14 consegui perfeito, você vai se
- 0:22balançando. Entre as pernas dele ali,
- 0:24beleza? Então eu vou subindo, vou me
- 0:27balançando, tá? E diz aí, eu já estou perto do
- 0:30corpo do cachorro em si. OK, tá sim.
- 0:35Então eu vou pular da corda direto nas bolas dele, vou me
- 0:38cravar ali com as minhas adagas e as.
- 0:41Descer rasgando. Ó, mas ele não, não tem bolas.
- 0:46Ou é como não tem? Ele não tem.
- 0:49É um monstro mítico, ele não se reproduz, não tem bola.
- 0:53Mas o que ele tem ali, nada. Né?
- 0:56Não tem nada, é só a barriga deles, coxas ali, o rabo.
- 1:01Não é possível ser um cachorro macho, ele tem bolas, ora.
- 1:05Ele não toca ele não. Existem cadelas gigantes nesse
- 1:09mundo. Ele não tem filhotes gigantes,
- 1:11não tem nada. Então ele não precisa disso.
- 1:14Ai, tá bom, esquece. É, esquece essa história aí de
- 1:18de bolas, OK? Então, o que que você vai fazer?
- 1:23Eu saco meu Botelho aqui e atiro nos olhos dele de longe.
- 1:27É ele não tem olhos porque vive no escuro.
- 1:35Toma café, eu vou café não costuma falhar.
- 1:41Toma. Toma café, eu vou café não
- 1:43costuma falhar. Bom dia, amigos do café com
- 1:59Dungeon estamos aqui para mais um episódio do seu podcast
- 2:02matinal favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 2:07Meu nome é Rafael baubi e hoje eu estou aqui tomando meu café.
- 2:09Ovelha negra, Torra média. Porque, de agora em diante, no
- 2:14mundo do café com danjão, ovelhas negras têm baforada de
- 2:18fogo para torrar café, mas elas nunca tornam demais ou a torre
- 2:22média ou mais Clarinha para você sentir o sabor real do café.
- 2:29Vamos lá, vamos para esse episódio de hoje que vai falar
- 2:32sobre isso. Não é sobre como as coisas
- 2:33passam a existir no mundo ficcional que a gente joga RPG,
- 2:39mas antes vamos fazer a leitura de enquete, né?
- 2:42A enquete do episódio anterior. E foi sobre desenho de papéis no
- 2:46RPGE ali, eu perguntei, se você prefere consertar os problemas
- 2:50que você enxerga nos seus jogos, ou se você não faz isso, você
- 2:54prefere só mudar de jogo e 74,4% das pessoas falaram que preferem
- 3:00consertar os problemas que elas enxergam no jogo, no jogo delas,
- 3:03né? Então isso é um indicativo
- 3:05interessante, né? É uma maioria é pronunciada
- 3:08assim, venceu até certas enquetes, aí com mais margem do
- 3:13que outras que eu achei que você ter mais margem, mais.
- 3:16Interessante interessante. A outra pergunta foi, qual o
- 3:18jogo de RPG trabalha melhor os papéis dos participantes, na sua
- 3:22opinião? E porquê?
- 3:24O Ricardo mati mandou aí o jogo brindawood Bay, que cabe ao
- 3:28guardião apresentar o mistério, entregar as pistas e narrar os
- 3:32npcs. E jogadores cabe trazer como as
- 3:35suas velhas interagem com o mundo, coletar pistas e decidir
- 3:40a solução. Esse jogo é realmente muito
- 3:42interessante porque ele tem esse esse gatilho, né, de que é a
- 3:47coleta de pistas e tudo mais. Quem decide ser um é é jogadores
- 3:51ali e a solução também. Então as pistas, elas só estão
- 3:56construindo uma solução, né? A solução não é uma coisa a ser,
- 3:59na verdade, descoberta, mas é uma coisa a ser construída, o
- 4:02que é muito interessante de fato.
- 4:04Boa mate um abraço, cara, é o César Almeida, trouxe que ele
- 4:08tem gostado bastante de forbidnlands.
- 4:10O sistema fomenta que os jogadores devem descrever tanto
- 4:14seus sucessos quanto as suas falhas.
- 4:17Sinto que a história é contada por todos os jogadores.
- 4:20É isso. Interessante, né?
- 4:21Quando a gente tem ali papéis que são bem definidos, nesse
- 4:24ponto é você, no mínimo você vai resguardar que aquele quinhão
- 4:30ali né, aquele aquela porção né do jogo vai ser descrita por um,
- 4:34por um, por um. Grupo de jogadores, isso já.
- 4:37Já é uma garantia interessante, então é bem interessante mesmo,
- 4:40bem legal. O Fábio Rodrigues trouxe que
- 4:42simba-orum tem uma mecânica que O Mestre não rola dados.
- 4:45Parece algo simples, mas coloca nas mãos do jogador todo o
- 4:49sucesso e o fracasso, diminuindo a margem para O Mestre roubar ou
- 4:52ser ilusionista. Fábio deve ser ouvinte de velha,
- 4:56de de de longa data, aí porque ilusionista é um tema que a
- 5:00gente trabalhou bastante com o café com dancânge, então, caso
- 5:02vocês queiram entender mais de ilusionismo, podem voltar aí na
- 5:05primeira temporada, que tem episódios sobre ilusionismo.
- 5:09Mas eu acho interessante mesmo isso que você falou, Fábio, é a
- 5:12gente entender que quem pede rolagem, quem dita a rolagem,
- 5:17quem é, de certa forma, aciona mecânicas.
- 5:20Também tem poder a mão em relação à distribuição de
- 5:23papéis, né? Einclusivenesse.se, você é uma
- 5:28pessoa que centraliza. Se você tem uma função que vai
- 5:31centralizar completamente o acionamento mecânico e rolagens
- 5:34de dados, essas coisas você tem mais possibilidades ali de
- 5:37gerar. Sentimento de escolha nos
- 5:40jogadores sem que eles de fato tenham, né?
- 5:43Bem colocado. Aí vamos lá, vamos para o
- 5:46episódio de hoje, né, que é o nosso tema aqui é em relação à
- 5:50reivindicação ficcional. Ou seja, como que a conversa
- 5:53criativa ali dos jogadores, né? A conversa dos jogadores em
- 5:57relação à ficção vai gerando fatos, vai gerando verdades no
- 6:01mundo de aventuras. Todos já ouviram as lendas do
- 6:17norte, mas ninguém sabe o certo que tem lá.
- 6:21Maldições, criaturas terríveis, tesouros mágicos, riquezas
- 6:25esquecidas é o que as histórias contam depois da grande muralha.
- 6:32Nas tavernas, dizem que a companhia dos buildres se
- 6:34instala nos limites do mundo e está financiando a aventureiras
- 6:38para explorar essa Terra maldita já vai fazer um ano.
- 6:41Ou Malaquias, que muitos partiram para o norte, deixando
- 6:44Valentim e viajando 7 dias por isso?
- 6:47Seremos bom? Uma rainha do céu.
- 6:50Eu também estou partindo. Eu nasci nessa vida de merda,
- 6:53meu amigo. Mas então Malaquias, me fala,
- 6:57você vai vim também ou vai passar o resto dessa tua vida
- 6:59patética, batendo carteiras? Eu não sei você, mas eu quero
- 7:02morrer rico, meu amigo. Fala galera do café, aqui é o
- 7:07Ícaro e eu queria fazer um convite para vocês, vindos.
- 7:09Terra é uma mesa de regs que usa o caves and hex, inspirado no BX
- 7:13de 81 que todo mundo ama e é uma campanha que acontece no estilo
- 7:17mês aberto. É o que se enfrenta.
- 7:18Qualquer um pode colar e jogar com a gente.
- 7:19São sessões episódicas. Quem pode jogar no dia?
- 7:22A gente monta um time e esse time sai para explorar.
- 7:25Então eu queria fazer esse convite pra vocês virem explorar
- 7:27esses erros malditos, descobrir os segredos de castelos
- 7:30abandonados, atravessar espelhos mágicos, encarar as brumas
- 7:33prateadas, tomar o chá da meia Estrela e vir buscar esses
- 7:37tesouros que foram esquecidos pelo tempo.
- 7:39Em finesterra, essa mesa também galera, usa o estilo de jogo
- 7:44oleo fantasic que quem é o 20 do café tá ligado que eu sei.
- 7:47Então espero vocês lá e valeu baubo.
- 7:59Bom, e para começar, eu vou dar um exemplo para vocês, porque eu
- 8:04acho que é um bom jeito de começar em relação a esse termo,
- 8:07né? De reivindicação ficcional.
- 8:09É, vou descrever para isso, uma interação bem clássica do DED,
- 8:13né, que seria mais ou menos assim.
- 8:20OK, vocês estão contando o Tesouro na mesa da Taverna,
- 8:26empilhando as moedas mais. Apesar do taverneiro ainda não
- 8:30ter aberto o serviço do estabelecimento do
- 8:31estabelecimento. Que está trancado pela?
- 8:35Entram pela porta, forçando ali a entrada, 3 homens fortemente
- 8:39armados, um deles um cara de bobo.
- 8:44Outro, um cara imenso e o terceiro, um sujeito pequeno,
- 8:50frágil, que que vocês fazem? Hum, mestre.
- 8:55Eu eu não vou nem perguntar nada.
- 8:57Eu já passo o braço ali pela mesa recolhendo as moedas todas
- 9:00na mochila. É eu, eu mesmo.
- 9:04Vou acariciar o meu medalhão e acionar a minha invisibilidade
- 9:09pra pra sumir. É EE, os 3 aí mais é missão, é,
- 9:17sei lá, eles são 3, aí são 3, né?
- 9:19É, é pesado, mas mas eu sou grande, pô, sou imenso.
- 9:23Eu vou levantar, vou pegar minha espada, 2 mãos com meu brilho
- 9:27verbal, vou olhar nos olhos do maior deles.
- 9:30Ali vou perguntar, e aí, está com sorte hoje, parceiro.
- 9:39Nesse exemplo, a gente já pôde ver aí algumas dinâmicas
- 9:43interessantes. Eu vou passar a descrever para
- 9:45vocês, não é? Em primeiro, a gente pode ver
- 9:47focado no México, no mestre. Estrela anunciou nessa descrição
- 9:53que no mundo de aventura tem uma Taverna fechada trancada, vazia
- 9:58porque o tavenegro ainda não abriu o serviço.
- 10:02Depois, ele escreve, tem 3 homens.
- 10:05Que entram arrebentando a porta. E aí descreve que um desses tem
- 10:08cara de bobo, o outro é imenso e tem um terceiro que é pequeno e
- 10:12frágil. Os jogadores?
- 10:15Por sua vez, eles declararam que eles estão contando dinheiro em
- 10:18cima da mesa da Taverna, né? Depois eles dizem aí que um dos
- 10:23personagens e joga o Tesouro todo na mochila.
- 10:26Quando quando os homens entram pela da?
- 10:28Verna apessadamente. Um outro personagem se torna
- 10:33invisível, acionando o seu item mágico ali, o medalhão cujo
- 10:36poder é acionado por uma carícia e o terceiro, né?
- 10:40Ele, ele declara que seu personagem imenso, né?
- 10:43Grande saca espada de 2 mãos e faz uma Bravata com o maior dos
- 10:48invasores ali. Então, a gente vê que, nessa
- 10:52dinâmica, O Mestre, ele estabeleceu alguns elementos na
- 10:56ficção relativos a cenário. O caso, a Taverna ENP 6 os 3
- 11:00invasores. Já os jogadores estabeleceram
- 11:04nesse mundo. Algumas coisas relativas aos
- 11:06seus personagens e aos itens dos seus personagens.
- 11:10Isso é uma divisão clássica de papéis no RPGO mestre toma conta
- 11:15do mundo toma conta dos MP 6 jogadores tomam conta de seus
- 11:19personagens e sobre divisão clássica de papéis.
- 11:22Eu pude abordar esse tema no episódio anterior, então caso
- 11:25você não tenha ouvido, pode voltar que é interessante para
- 11:28fazer o ELO com essa parte aqui, mas o que importa é que essa é a
- 11:31dinâmica. Que a gente escreveu aqui ela
- 11:35vai construindo conforme a gente dialoga, né?
- 11:38Como a gente conversa, ela vai. Ela vai construindo um espaço
- 11:42simulado conjunto comum a todos os participantes da mesa.
- 11:47Uma vez que esses elementos são descritos, eles passam a
- 11:51existir, né, e constituir esse espaço de jogo.
- 11:54Então, a partir do momento que O Mestre escreve a Taverna, ela
- 11:56passa a existir. A partir do momento que os
- 11:58jogadores descrevem o Tesouro em cima da mesa, é, passa a ter
- 12:03moeda. Empilhadas ali em cima da mesa,
- 12:05da forma que foi descrito a partir do momento que entraram 3
- 12:08homens pela porta. Arrebentando aquilo existe, né?
- 12:12Aqueles 3 homens existem. A porta arrebentada passa a
- 12:15existir daquela forma arrebentada e isso mudou o
- 12:18mundo. Isso vai fazendo o mundo ficar
- 12:19mais rico e evoluir também, né? Ou seja, mudar.
- 12:23E isso é muito interessante, né? Se a gente parar pra pensar de
- 12:28forma geral, a gente tende a querer detalhar cada vez mais as
- 12:32nossas descrições, pra ficar claro pra todo mundo esse espaço
- 12:36comum, né, por quê? Porque esse espaço comum é vazio
- 12:39de cara, a gente sente, corretamente, que esse mundo é,
- 12:43ele é uma folha em branco, esse mundo de aventuras até que as
- 12:46coisas comecem a ser descritas, né?
- 12:49De modo que você pode ter determinada verdade na sua
- 12:53cabeça, mas até que essa verdade saia da sua cabeça.
- 12:56Seja expressa em jogo. Ela não se tornou uma verdade
- 12:59comum a todos. É uma coisa que só existe na
- 13:02cabeça de um dos. Um dos participantes.
- 13:04Até ela sai ser comunicada, ser expressa.
- 13:07E então a gente pode dizer que isso é uma dinâmica de
- 13:11construção dos do espaço ficcional comum, ou seja, da
- 13:15ficção que está todo mundo jogando.
- 13:18É a dinâmica que eu descrevi. Então ela não tem ali O Mestre,
- 13:22detalhando, por exemplo, como era o sujeito com cara de bobo,
- 13:26como era o sujeito pequeno e frágil, nem como era o
- 13:28brutamonte. Por outro lado, os jogadores
- 13:31também não sentiram necessidade de perguntar como eles eram.
- 13:35Eram pessoas brancas, eram pessoas pretas.
- 13:37Todos eles tinham bigode, né? Nem O Mestre nem os jogadores se
- 13:41sentiram necessidade de escrever isso, né?
- 13:43Para tentar, para para tomarem suas decisões e tudo e tudo bem.
- 13:49Ou a cena normal? Isso é interessante, né?
- 13:51Isso é um é um espaço muito interessante porque ORP gida bem
- 13:55com essas lacunas, né? Com essas liberdades de
- 13:57imaginação no íntimo de cada participante, o jogo convive com
- 14:03o mundo de aventuras comum que vai se detalhando conforme a
- 14:07necessidade dos jogadores, né? E do mestre dos participantes de
- 14:10forma geral, em tomar suas decisões.
- 14:13Essa dinâmica criativa, né? Ela faz parte da mídia do RPG
- 14:16que é essa conversa sobre ficção que resulta nessa construção
- 14:20desse mundo compartilhado que eu mencionei.
- 14:23Então é interessante, é uma particularidade do RPG,
- 14:25justamente que se eu inscreva um personagem com um cara de bobo
- 14:30para mim, de repente ele tem uma cara para você, você tem uma
- 14:33outra referência de pessoa, boba, de repente você lembra um
- 14:35primo seu, você lembra de um amigo do seu condomínio?
- 14:38Sei lá, é, eu posso lembrar de alguém do meu colégio, posso,
- 14:42sei lá, cada um tem sua referência de de pessoas.
- 14:45De pessoa com cara de bobo. Né?
- 14:47E tudo bem, a gente só vai precisar tirar o tirar a prova
- 14:52de como essa pessoa se isso for necessário pro jogo, né, se isso
- 14:57for necessário, pra sessão que a gente tá jogando pra ficção, que
- 15:00a gente tá criando pro jogo em si, se não isso, a gente pode
- 15:04continuar jogando sem que isso jamais seja abordado.
- 15:07Sem problema nenhum, né? Uma coisa muito curiosa sobre
- 15:11isso foi na minha campanha de ar mágico que eu vivo citando, né?
- 15:14Mas foram 7 anos de campanha, então é natural que o sítio
- 15:16bastante. Vocês vão me perdoar.
- 15:20Mas um dos jogadores, o grande Pedro Aurélio, meu amigo, ele
- 15:26participou boa de boa parte da campanha e ele tinha um
- 15:28personagem chamado Eufrásio de criamon.
- 15:31O conselho né? Dos magos em arsmática, ele fica
- 15:34na Europa. Os jogos se passam ali na
- 15:36Europa, né? De forma geral, as campanhas só
- 15:39que será na ibéria. Acho que por ser na Europa de
- 15:42forma geral, todo mundo imaginava, eu frase um homem
- 15:45branco, né? Mas lá pelas tantas, a gente
- 15:47estava decidindo como é que seria o casting.
- 15:50Cada tour pra cada personagem, né?
- 15:52A gente até botou num blog isso e o Aurélio falou, Ah não, meu
- 15:55personagem seria o Samuel Jackson e todo mundo ficou, ué,
- 15:59mas ele, mas, cara, o Pedro Aurélio nunca descreveu o
- 16:03personagem como branco, né? A gente que assumiu porque, sei
- 16:07lá, o cenário ali era era era norte ali da península ibérica,
- 16:11então a gente assumiu que era um personagem branco, mas nem nem
- 16:15precisaria ter assumido, né? Eu acho que, na verdade, faria
- 16:18todo o sentido se ele fosse negro também ali, né?
- 16:20E ele descreveu assim, e a gente aceitou, ficou, ficou ótimo.
- 16:23E não fez diferença no resto do jogo.
- 16:26Alguém poderia até falar, Ah, mas o cenário realista não sei.
- 16:29O que não não importa é o que importa, é verossimilhança
- 16:31daquilo ali. E aquilo não entrou em jogo
- 16:34daquela forma, então não teve problema nenhum.
- 16:36O que importa é isso, é um mundo mítico, um mundo.
- 16:39Diferente que tem suas particularidades.
- 16:41Aquilo foi extremamente verossímil, e a gente pode
- 16:44perceber, por outro lado, que. Algumas coisas que às vezes
- 16:49passam pela gente, por outro lado, podem trazer problema.
- 16:53Então a gente pode reconhecer que o jogo tem essas lacunas
- 16:57naturais no mundo de aventuras e que elas vão sendo preenchidas
- 17:00ou não. E tudo bem, e.
- 17:03Sabe que os manuais muitas vezes tentam descrever mecanicamente
- 17:07né? Como vai se dar esse diálogo
- 17:10criativo, esse diálogo ficcional?
- 17:12E eles acabam por impactar a conversa dos jogadores, a
- 17:16conversa dos participantes, né? E os jogos não, não, não
- 17:20costumam descrever muito bem, com muita clareza essa dinâmica
- 17:25e essas lacunas na conversa. Apesar de tentar pautar
- 17:29mecanicamente às vezes essa conversa, muitas vezes, né, acho
- 17:32que toda mecânica, de certa forma do jogo, acaba impactando,
- 17:36né, de uma forma ou de outra, às vezes mais direta, às vezes mais
- 17:38indireta. Nesse diálogo, né, nessa, nessa.
- 17:42Nesse processo de de preencher lacunas, né?
- 17:46Desse mundo que não existe, vai começar a passar a existir.
- 17:50Então vamos dar uma olhada nos problemas, né?
- 17:53Que podem surgir nessa dinâmica de reivindicação.
- 17:57É ficcional. É, a gente entende que o mundo,
- 18:09né? Ele só passa a existir quando é
- 18:11descrito em mesa, porquê? Porque todas as pessoas passam a
- 18:14tomar ciência que aquilo existe, né?
- 18:17Então, cada elemento, ele precisa ser descrito, e aí ele
- 18:20passa a fazer parte do mundo. E aí eu pergunto o seguinte.
- 18:25Pode alguma coisa existir sem ter sido percebida?
- 18:31Trocando em miúdos, aqui vou levar uma frase que já é mais
- 18:34famosa, que vocês devem identificar aí se uma árvore
- 18:38estava a cair numa ilha deserta. Haveria algum som?
- 18:44Isso é uma pergunta que foi feita aí nas investigações do
- 18:46idealismo. Subjetivo, né?
- 18:49E bom, é, tem é quem investigou isso, né?
- 18:53Acabou dando pela primeira vez, deu uma resposta bem técnica e
- 18:57falou o seguinte, o som é vibração.
- 19:00Essa vibração é transmitida aos nossos sentidos através do
- 19:04mecanismo da orelha e reconhecido como som apenas em
- 19:08nossos centros nervosos, a queda da árvore ou qualquer outra
- 19:13perturbação. Irá produzir a vibração do ar.
- 19:17Se não há ouvidos para ouvir, não haverá nenhum som.
- 19:23Ser é ser percebido. Isso aí é um é um texto que saiu
- 19:28Na Na revista Scientific American em abril de 1884.
- 19:31E ela é. É um estudo feito pelo Berkeley,
- 19:35né, que, enfim, que abordou essas questões aí pela primeira
- 19:39vez. E é muito relevante a gente
- 19:42pensar, né? Então quer dizer que.
- 19:45Se acontecer alguma coisa no mundo, no mundo de aventuras no
- 19:49continente da sua campanha, sei lá.
- 19:51Na narrativa que você está jogando de Star Wars, sei lá, se
- 19:54acontecer alguma coisa distante e ninguém aqui viu, ninguém dos
- 19:58jogadores viu ninguém, nenhum dos participantes viu, Oo
- 20:02experimentou aquilo. Aquilo existe ou não existe.
- 20:05Pode parecer viagem, mas a gente vai chegar em algum lugar com
- 20:07essas reflexões. Mas vamos continuar ali pela
- 20:10galera que estava investigando isso na vida real, né?
- 20:13Não, no jogo, na vida real, você teve aquele toda aquela
- 20:16discussão que vocês devem conhecer do gato de schudgenger,
- 20:19né? O gato preso numa armadilha e a
- 20:22cada minuto nessa armadilha é vedada.
- 20:24A gente não consegue ver o gato lá dentro.
- 20:27E a cada minuto a gente joga, sei lá, 3 chances em um D6 para
- 20:32saber se o gato morreu na armadilha.
- 20:35Sem ter indícios, né? Tipo, sabendo.
- 20:38Só que o gato tem a chance, né? De de morrer na armadilha.
- 20:42A gente não joga o dado. A gente só sabe que ele tem a
- 20:44chance de 3 em 6, por exemplo, sem ter indícios, né?
- 20:49Só olhando ali a armadilha vedada e tal, sem ver o gato,
- 20:53sem ver a armadilha, sem ver o acionamento da armadilha, sem
- 20:55ter indício nenhum. Né, se a gente só tiver olhando
- 20:59aquela armadilha longe ali, que o gato entrou e a gente não sabe
- 21:01o que que aconteceu ali dentro, esse gato estaria
- 21:04simultaneamente morto e vivo. Isso é uma questão que foi sendo
- 21:09trabalhada, né? Dentro dessas dessas perguntas
- 21:12sobre a existência, né, e a física quântica.
- 21:15Eu até botei na Wikipédia aqui, tá?
- 21:17Se a gente perdoem pela. Pela pela rasura né, tipo rasura
- 21:22no sentido de bem rasinho né? Eu fiz só na wikipedia, eu não
- 21:25fui, mas é, não fui mais a fundo.
- 21:27É inclusive o artigo né, lá na Wikipédia sobre essas essas
- 21:31teorias que eu vou falar agora estão precisando de
- 21:33contribuição. Então se você manja.
- 21:35É academicamente disso, quiser contribuir, vai lá na Wikipédia
- 21:38que pode ser interessante, mas tem a tal da teoria dos muitos
- 21:42dos muito, muitos mundos, né? Essa teoria, ela diz que o
- 21:46cenário de que há um gato morto-vivo se encerra quando a
- 21:51caixa é aberta. E aí, a partir disso, criam-se 2
- 21:54mundos distintos, incoerentes entre si, um desses mundos, o
- 22:00gato está morto, no outro, o gato está vivo, né?
- 22:03Se tem outras teorias, ali também tem.
- 22:06Tem as teorias de interpretação, né?
- 22:08Essas superposições de cenário, tipo, o gato tá vivo e tá morto,
- 22:12né? Se sobrepondo ao mesmo tempo,
- 22:13né? Essas supere essas superposições
- 22:17de estado, seriam subconjuntos de um grande conjunto estático
- 22:22maior segundo essa outra teoria, o gato de schudger.
- 22:26Então ele não poderia ser analisado em relação ao
- 22:29indivíduo apenas, mas a todo o sistema, a tudo o que tem em
- 22:33volta, tudo que compõe a realidade.
- 22:35Então a gente não poderia olhar essa questão somente a partir de
- 22:39um. Uma testemunha, a gente teria
- 22:42que olhar em relação a todo o sistema, então a gente teria só
- 22:46um problema aqui de. Conseguia acessar esses dados,
- 22:50né? Mas que é, uma vez acessados
- 22:53esses dados, a gente saberia. Tem uma outra teoria
- 22:56interessante, que é a teoria de colapso objetiva, né?
- 23:01É a realidade, ela teria princípios de funcionamento
- 23:04descritos pela física, né, tipo tempo, massa, temperatura,
- 23:08irreversibilidade, e quando essas constantes elas são
- 23:13atingidas, as superposições de estado são eliminadas.
- 23:17Então, o que que isso quer dizer?
- 23:19Quer dizer que o gato ele não estaria vivo ou morto se ele não
- 23:23tivesse, num experimento idealizado, se ele tivesse na
- 23:25vida real, né? Fora de condições hipotéticas,
- 23:30controladas, né? A sucessão de estados das coisas
- 23:33da realidade levariam a gente à conclusão dele estar vivo ou
- 23:38morto, né? É como se o gato ele se
- 23:40observasse e o ambiente também observasse o gato.
- 23:43Grosso modo, cada estado corrente então é determinado
- 23:47pelo seu estado anterior. E assim sucessivamente, até o
- 23:50Big Bang. Assim, a gente teria um estado
- 23:53princípio, por assim dizer, que determinaria todos os demais
- 23:57estados subsequentes em cadeia. É um determinismo, praticamente
- 24:01né? Todas essas teorias, ela dizem
- 24:03respeito, justamente essa questão de existir, né?
- 24:06As coisas existem de acordo com a nossa, com o nosso testemunho,
- 24:10ou elas existem, independente do nosso olhar, não é na física
- 24:15quântica mesmo, tem essa coisa das das de algumas partículas
- 24:18que se a gente olha, elas têm um comportamento se a gente não
- 24:21olha. Em teoria, elas teriam outros,
- 24:23sei lá, um outro estado, uma outra coisa assim, então eu não
- 24:26sei explicar com profundidade isso, mas o fato é que a gente
- 24:31pode ver que na vida real se debate sobre essa questão, né?
- 24:34Mas EOE no jogo, como é que a gente pode trazer isso pro jogo,
- 24:37essas reflexões, né? As coisas do jogo já existem
- 24:41antes do jogo começar, as coisas do jogo, do mundo, né, de
- 24:45aventuras. Elas já existem, antes dos
- 24:47jogadores testemunharem antes do próprio mestre botar aquilo em
- 24:51jogo. Será que no jogo a gente precisa
- 24:54levar? Mesmo tipo de pergunta que a
- 24:56gente leva na vida real, será que no jogo a gente não consegue
- 24:59idealizar isso e resolver? Ou será que é melhor não deixar
- 25:03resolvido? Há uma provocação que eu faço,
- 25:05né? Eu acho que a gente pode trazer
- 25:09essas perguntas mais para perto ainda as anotações, as
- 25:12preparações do mestre, né? A PrEP.
- 25:16O que ele anotou ali sobre o mundo?
- 25:18Já existe. Pergunta também pros jogadores,
- 25:21as anotações e o background dos jogadores relativos a seus
- 25:25personagens, as anotações que ele fez, os planos que ele fez,
- 25:28já existem. Quando você compra um livro tipo
- 25:31follogotten realms, ali tem um Monte de coisa, tem um cenário
- 25:34riquíssimo, extenso. O livro do cenário ali, né?
- 25:39Ou um módulo de aventuras que seja tipo Tomb, Forrest, tipo
- 25:42Lost minis of fundelver né, as Minas perdidas de fundelver.
- 25:46Aquilo ali já existe no mundo de aventuras ou não.
- 25:49Aquilo só existe com testemunho, com as pessoas experimentando
- 25:53aquilo. Aquilo tudo existe, mesmo que
- 25:56não aqui, que ninguém tenha visto aquilo em mesa.
- 25:59Cada túnel da Dungeon, cada armadilha da Dungeon, né existe
- 26:02independente da experiência dos jogadores, então vocês
- 26:06perguntas, são perguntas bem práticas que eu trago a partir
- 26:09disso, né? E aí eu pergunto?
- 26:13Como regular no teu jogo, né? Como decidir esse tipo de coisa,
- 26:18né? O que que vem de fora da mesa
- 26:21que vale no jogo e quando passa a valer?
- 26:24Meu background relativo ao meu personagem de alguma forma pode
- 26:28conflitar com o cenário com O Mestre, determinou e se
- 26:31conflitar. Como é que a gente faz, quanto
- 26:34mais tempo de fala alguém tem, por exemplo, mais tempo também.
- 26:38Ela vai poder ditar o que existe no mundo.
- 26:40Então, às vezes O Mestre toma o tempo de fala inteiro do jogo e
- 26:44quando. Mais ele vai falando também.
- 26:47Mas ele pode entrar em conflito com o que o jogador estava
- 26:50pensando. Então, de repente, quanto o que
- 26:52O Mestre simplesmente está falando, muita coisa e Tá Tá Tá
- 26:55resolvendo muita coisa do cenário.
- 26:57O meu background pode ficar para trás por quê?
- 27:00Porque simplesmente O Mestre passou por cima, né?
- 27:02Ele simplesmente definiu coisas que eu poderia que ele poderia
- 27:05ter esperado eu definir através do background do meu personagem.
- 27:09O exemplo mais prático disso seria, por exemplo, eu dizer que
- 27:12o meu personagem ele veio sei lá de uma cidade.
- 27:18De uma cidade chamada endora, sei lá.
- 27:23Bom, meu personagem veio de lá, mas O Mestre começa a descrever
- 27:26como é indora num num diálogo que acontece numa Taverna,
- 27:29porque ele botou um NPC que veio de lá.
- 27:31Ele começa a dizer um Monte de coisa, que andora é uma cidade
- 27:34pobre. É uma cidade que as pessoas são
- 27:35ignorantes, que as pessoas se matam por dinheiro e que não sei
- 27:39o que e não sei o quê. De repente, na minha cabeça,
- 27:41como jogador, quando escrevia o background do meu personagem, eu
- 27:45tinha dito o contrário, a uma cidade rica, próspera, com
- 27:48pessoas. Sábias que.
- 27:52Tem valores muito distintos e tudo mais, e aquilo que O Mestre
- 27:56está descrevendo, de repente, começa a eclipsar a
- 27:58possibilidade do que eu tinha escrito, o meu background.
- 28:01Como é que a gente decide isso? Simplesmente porque O Mestre
- 28:03teve mais tempo de fala, né? Passou mais tempo falando,
- 28:06passou mais tempo fazendo esses essas reivindicações ficcionais.
- 28:11Não é decidindo o que que entra na ficção.
- 28:15Então, se O Mestre pode passar 2 horas descrevendo sem parar, né,
- 28:19ele pode criar muitas limitações.
- 28:21Para a interação dos demais jogadores com o mundo, não é
- 28:25quem fala mais, tem mais. Controle estético também, não é,
- 28:28até pelo estilo de descrição sobre esses espaços lacunares,
- 28:32né? Que teriam que seriam próprios
- 28:34de cada um, né? Caso não virasse uma questão de
- 28:37jogo, né? Então, tipo, O Mestre pode
- 28:39chegar ali e começar AA descrever de um jeito que leva o
- 28:43jogo para um tom mais no ar ou leva o jogo para um tom de
- 28:47mistério, não é? E tudo mais.
- 28:48Então ele, ele está exercendo o controle através do jeito que
- 28:52ele descreve ali do da. Da entrega da da estética do
- 28:56jogo também. Mas se ele te se ele falasse
- 28:59menos de repente, os jogadores poderiam trazer, né?
- 29:02Seu, as suas próprias visões estéticas sobre o jogo e se
- 29:06impressionar mutuamente de forma a chegar num caldo final mais
- 29:10democrático, né? E será que não é legal?
- 29:14Não é uma coisa legal, né? De repente positiva por parte da
- 29:18mídia específica, que ORPG trabalha esse tipo de coisa,
- 29:21esse tipo de confluência, esse tipo de caldo final mais
- 29:25democrático mesmo. O sexo precisa dessa figura que
- 29:28pate, a estética do jogo também. Que fale mais naturalmente para
- 29:32pautar essa estética, porque senão fica sem controle.
- 29:36Eu não sei, eu estou perguntando mesmo, né?
- 29:37Eu não, eu eu não. Não vou trazer uma resposta
- 29:41aqui. Eu estou mais jogando essas
- 29:42questões. Tem outras questões também que
- 29:45eu queria trazer aqui relativas a indícios, né?
- 29:48É, vamos dizer que o jogador tem uma bigorna na sua mochila e tem
- 29:53um mochilão imenso, ele tem uma bigorna ali, precisa ser uma
- 29:56bigorna muito grande, mas ele tem uma bigorninha.
- 29:58Ela está anotada na ficha, mas o jogador esqueceu, nunca mais
- 30:02viu. Ele só anotou na ficha quando
- 30:04criou o personagem, mas ele nunca contou o peso dessa
- 30:07bigorna. Ele nunca agiu com seu
- 30:09personagem como se ela tivesse ali disponível na sua mochila.
- 30:14E agora o jogador lembrou que tem essa bigorna e ele quer
- 30:17usar. Ele quer jogar essa bigorna de
- 30:19cima de uma ponte na moleira de um troll.
- 30:23E aí essa bigorna agora ela passa a existir na ficção,
- 30:28apesar dela não ter surtido qualquer efeito em jogo ainda.
- 30:31Ela não exerceu peso na mochila. Ela não, ninguém levou em conta
- 30:36ela, mas agora ela passa a existir como se ela se
- 30:38materializasse naquele mundo ficcional.
- 30:41Ou será que ela deixa de existir agora, Por Ela não ter gerado
- 30:45indícios de sua presença quando deveria, né?
- 30:50Quem resolve isso? Como se resolve isso, né?
- 30:53É uma coisa que dificilmente jogos, versam, respeitos,
- 30:57definem. Isso não é uma coisa que é um
- 30:59ruído praticamente. É, e assim é uma coisa que
- 31:04provavelmente cada um vai ter sua resposta.
- 31:06Talvez tenham respostas melhores que outras pra resolver isso,
- 31:09né? É, mas, de forma geral, é um
- 31:11problema que a gente pode ver em relação AA esse diálogo, né, que
- 31:15faz a reivindicação dos elementos da ficção, porque
- 31:18quando eu reivindico quando eu trago para o jogo, eu estou.
- 31:22Eu estou, de certa forma, botando 11 jogo, um elemento ou
- 31:25uma descrição, ou uma evolução de um elemento, e tirando a
- 31:29oportunidade de outra pessoa de escrever de forma que, se eu
- 31:31falo que. O nariz do nariz de um NPC.
- 31:37Mesmo, sei lá no nariz de um comerciante é muito grande, tem
- 31:40uma verruga. Outro personagem não pode dizer
- 31:42que esse nariz é pequenininho e arrebitado, né?
- 31:45Por quê? Porque é.
- 31:46Já foi reivindicado aquela característica na ficção, né?
- 31:51Então a gente pode começar a ver esses problemas relativos a
- 31:54isso, né? Outro problema que a gente pode
- 31:56ver relativo à antecipação do desafio, né, que só uma técnica
- 32:00muito relevante para se jogar RPGU School de uma forma
- 32:04funcional, né, que é você telegrafar, de certa forma, os
- 32:08riscos. À frente para que os jogadores
- 32:10atentos possam tomar suas decisões, né?
- 32:15E bom como jogadores percebem o indício.
- 32:19Será que isso tem que delimitar o risco que O Mestre apresenta?
- 32:23Ou isso é algo determinado pelo mestre, independente da
- 32:26percepção dos jogadores? Pra ficar mais claro, né?
- 32:30Vamos dizer que os jogadores descobrem umas marcas de
- 32:33queimado no chão, aparentemente telegrafando uma armadilha de
- 32:38fogo. Se os jogadores forem
- 32:40investigar, tem que haver uma armadilha de fogo.
- 32:45Ou isso pode ser uma coisa falseada, pode ser um indício
- 32:48falseado. Isso vale como antecipação desse
- 32:52desafio. Se a antecipação não pode ser, é
- 32:55falsiável, né? Se a gente tá jogando um jogo
- 32:58que fala que tem todo o perigo, tem que ser antecipado na, na,
- 33:01na descrição das coisas, e não pode ser falseável.
- 33:04Se você acha que a antecipação não pode ser falseável O Mestre,
- 33:09então tem limite no que ele pode criar no mundo de aventuras
- 33:13nesse ponto, como boa prática. Ou seja, ele não pode criar
- 33:17indícios falciáveis dos desafios, isso seria uma
- 33:20limitação. Para a atuação do mestre, acho
- 33:23que são perguntas interessantes que a gente pode trazer e que.
- 33:26Certa forma podem trazer alguns problemas, né?
- 33:29Como por exemplo, O Mestre considerar que fez uma
- 33:32antecipação, os jogadores falarem que não, eles falam,
- 33:34espera aí, mas eu não entendi essa antecipação assim, mestre,
- 33:36fala, tudo bem, você pode ter interpretado mal, mas na minha
- 33:39cabeça funciona um jogador, fala não, mas aí você não antecipou
- 33:43isso, pode dar uma discussão sem uma resolução porquê, porque o
- 33:46próprio jogo não deixa isso claro, não é?
- 33:49E talvez seja natural que não deixe claro, né?
- 33:53A gente pode ver também alguns problemas relativos a hetts, né?
- 33:56Você voltar na ficção. A partir do momento que alguma
- 34:00coisa é passa definitivamente a fazer parte da ficção, aquilo
- 34:06pode voltar atrás, né? A gente pode voltar atrás, com
- 34:09isso, a gente pode fazer um hedge con ou não partir do
- 34:12momento aquilo é descrito, aquilo passa a existir
- 34:15definitivamente, né? A gente teve um exemplo disso
- 34:19recente em bergotten, que a gente pôde trabalhar em
- 34:21feedback, né, que não era nem eu que estava mestrado, mas eu
- 34:23estava ouvindo ali, no final teve uma sessão de feedback, a
- 34:26galera estava conversando a respeito, eu estava inserido no
- 34:29contexto ali, então é. Acabei levando esse feedback pra
- 34:34mesa de que? O Mestre estava descrevendo a
- 34:38ficção, propondo o desafio dele ali, né?
- 34:41Com as palavras dele, do jeito dele, ali.
- 34:44E o, no caso específico, Oo desafio que os jogadores estavam
- 34:48entrando, cheios de contratados, né?
- 34:50De aventuras contratados ali, de de pessoas a serviço do cheiro,
- 34:55coisa e tal. Estavam entrando numa floresta
- 34:57muito tensa e perigosa, cheia de aranhas.
- 35:00E existia um ambiente ali, um clima meio melancólico.
- 35:04Sobrenatural. As mulas estavam empacando?
- 35:08Estava tudo um clima muito estranho, e aí os jogadores
- 35:13prosseguiram para dentro da floresta.
- 35:15O Mestre então falou, bom, vamos rolar aqui a lealdade dos dos
- 35:19seus contratados, para ver se eles fogem, para ver o que eles
- 35:22fazem. E aí um dos jogadores falou, Ah,
- 35:25não, mas aí então a gente eu pude oferecer para eles ali um
- 35:28dinheiro e tal, uma grana extra, caso eles andem com a gente e
- 35:33tal. E O Mestre falou, não, tudo bem,
- 35:34então? É em teoria, tudo bem essa
- 35:37interação, mas, por outro lado, se a gente for analisar
- 35:40tecnicamente essa coisa, pode ter uma questão aí por quê?
- 35:43Porque AO mestre descreveu o desafio, o desafio é ele.
- 35:47Ele estava justamente construindo o desafio de
- 35:49centrar, de se liderar um grupo de contratados para dentro de um
- 35:53perigo. E esse risco foi assumido pelos
- 35:56jogadores. Ele foi antecipado e foi
- 35:58assumido pelos jogadores. Eles começaram a entrar floresta
- 36:01à revelia da descrição da mula, empacando do clima e tudo mais.
- 36:06Quando O Mestre propôs ali uma jogada de dado para resolver se
- 36:11os os contratados iam sucumbir ao medo e fugir ou se eles iam
- 36:18seguir os aventureiros para dentro da floresta.
- 36:20Quando ele IA jogar o risco, o jogador propôs uma ação, uma
- 36:24linha de ação diferente daquele que já tinha tomado, que era
- 36:27conversar com os personagens ali para oferecer dinheiro.
- 36:31E é uma minúcia. Mas uma coisa é ele fazer isso
- 36:37para deixar de assumir um risco, que no diálogo ele acabou
- 36:41assumindo a outra coisa é o risco acontecer, a jogada de
- 36:45dado é relativa ao risco ter sido rolada.
- 36:49E aí, num terceiro momento, ele buscar esses esses contratados,
- 36:54que já estariam fugindo para oferecer dinheiro, pedir para
- 36:57que eles ficassem, então estaria lidando com um problema depois
- 37:01dele ter acontecido em vez de de fazer uma profilaxia, né?
- 37:04Em vez de evitar o problema com uma pequena redcom, então.
- 37:09Problemas eles são técnicos, mas são, eles fazem diferença no
- 37:12jogo, né? É uma minúcia, mas eles fazem
- 37:15diferença no jogo, né? Principalmente porque nesse caso
- 37:18que eu estou explicando, é um jogo muito focado no desafio em
- 37:21você o do jogador, fazer a gestão desse risco, né?
- 37:25É, não é um jogo necessariamente contar a história, né?
- 37:28A história, ela vem a reboque disso.
- 37:30Então, se o foco é no desafio, a gente vê como esse essa simples
- 37:34minúcia, no diálogo, na conversa, pode prejudicar de
- 37:38certa forma a impressão. Desse desafio que está na
- 37:41conversa também, né? Então esse tipo de coisa é é
- 37:46importante da gente ter em mente e dentro do estilo que que a
- 37:51gente estava jogando ali, que era o estilo, é o phantasy que é
- 37:53um jeito de se jogar old School que a gente está trabalhando.
- 37:57Existe uma coisa que a gente criou, que é a lei da mesa, né,
- 37:59que eu propus ali o nome dessa dessa máxima que seria a lei da
- 38:03mesa que é, as coisas só existem no mundo, uma vez que elas são é
- 38:08reivindicadas, né? Uma vez que elas são descritas
- 38:11no jogo para todos. Mesa e, uma vez que era descrita
- 38:14a mesa e que segue o jogo, aquilo não vai ser desfeito, né?
- 38:19Salvo obviamente, raras exceções.
- 38:21Mas AA lei da é aí tem que ser muito justificado, mas a lei da
- 38:25mesa, né? É Ela.
- 38:26É isso de que a gente vai estabelecendo coisas na ficção
- 38:30que aquilo não volta para trás, né?
- 38:34Então. Isso aí é um jeito da gente
- 38:35entender como lidar tecnicamente com problemas de diálogo, né?
- 38:39E isso é um problema. Outras pessoas podem solucionar
- 38:42isso de outras formas. Se é um jogo de contar a
- 38:44história, eu não veria problema nenhum.
- 38:45Se o foco fosse esse, eu não virei nenhum.
- 38:48É nenhum problema em deixar o jogador fazer esse pequeno
- 38:50headcom né, porque a gente tá olhando um pouco mais de fora, a
- 38:53gente tá entendendo mais a história, como ficaria, e aí
- 38:56tudo bem, né? É isso, é uma coisa clássica que
- 38:59acontece, por exemplo, no braz's Dark, né?
- 39:02É que a gente tem ali 11, possibilidade mecânica, que é
- 39:06fazer um flashback, então você é como se o jogador parasse, visse
- 39:12que os os contratados estavam com medo, querendo ir embora, aí
- 39:15ele fala, bom. Vamos voltar lá atrás, na
- 39:17Taverna antes da gente sair e se aventurar que eu prometi pra
- 39:22eles ali dinheiro, né? Isso é resolvido mecanicamente.
- 39:27E aí a gente passa a entender a ficção a partir desse flashback.
- 39:31Então, dependendo do tipo de jogo, isso pode ser resolvido de
- 39:33diferentes formas. Mas é difícil tratar isso
- 39:37previamente de um jeito muito claro, né?
- 39:40Nem sempre é, é muito tranquilo fazer isso.
- 39:42Nem nem sempre é muito claro no jogo em como ele prescreve esse
- 39:46tipo. De tratamento da ficção e do
- 39:49diálogo, né? É, e a gente pode abordar aqui,
- 39:52né? Alguns problemas também
- 39:53relativos a coisas específicas entre mecânica e dinâmica de
- 39:57jogo, né? É, são conceitos que eu vou
- 39:59trabalhar melhor ainda aqui no café com danjo, né?
- 40:01De mecânica e dinâmica, mas de forma geral, uma coisa é
- 40:04mecânica, o funcionamento necessário é o funcionamento
- 40:06prescrito do jogo e as dinâmicas seriam esse espaço onde a gente
- 40:10joga efetivamente, que que é influenciado justamente pelo
- 40:14pela mecânica e outros aspectos importantes do jogo, né?
- 40:18De forma geral, o jogo estipula que O Mestre deve ser capaz de
- 40:20determinar. Descrever os elementos do mundo
- 40:24e dos NP 6, já os jogadores, os seus personagens, isso é ORPG
- 40:28tradicional, day, d clássico day d, quinta edição é tormenta,
- 40:33esses jogos são assim de forma geral, é O Mestre, pega o mundo,
- 40:36pega os NPCE, os jogadores pegam os personagens.
- 40:39Agora, voltando lá, por exemplo, ao caso do cachorro 100 bolas,
- 40:44né? Da introdução de quem é a
- 40:46palavra final ali, né? Eu, como jogador, tentei
- 40:50descrever. As bolas do cachorro será que O
- 40:54Mestre deve permitir que o que o cachorro tenha bolas ou ele
- 40:58estava certo em falar que não tinha?
- 41:00E por quê? Será que isso está alinhado à
- 41:03distribuição de papéis que aquele jogo merece, né?
- 41:06Que favoreça, por exemplo, um jogo de contar história.
- 41:09E se fosse um jogo em que O Mestre.
- 41:12O foco dele é justamente o desafio e o jogo e o foco dos
- 41:15jogadores é superar o desafio. Será que a gente pensaria isso,
- 41:18esse assunto das bolas do cachorro?
- 41:20Da mesma forma, os poderes de dizer o que é que tem na ficção
- 41:25devem funcionar da mesma forma em todas as filosofias de jogo
- 41:29ou não. Né, é, em jogos de contar a
- 41:32história, talvez seja mais legal a gente ter mais igualdade de
- 41:37poderes, né? Na hora de determinar o que que
- 41:40há nesse mundo de de ficção nesse mundo de aventura, né?
- 41:43É. Afinal de contas, ali eu queria
- 41:45muito cortar as bolas do cachorro.
- 41:47Teria sido legal contar essa história depois, né?
- 41:50Mas O Mestre não achou que seria legal isso.
- 41:53Ele, será que ele não ele devia mesmo ter esse controle?
- 41:57Se o objetivo do jogo ali, da gente ir jogando, era contar uma
- 42:00história. Mas e se o jogo fosse encarado
- 42:03como um jogo focado mais no desafio da coisa?
- 42:07Será que dá o jogo? Flores o poder de determinar as
- 42:10coisas do cenário dos NPCS também não poderia facilitar.
- 42:16Que os alguns conflitos ali fossem atenuados, né?
- 42:20Ele já não saberiam, inclusive, como lidar com o desafio, porque
- 42:23eles mesmos propuseram esse desafio.
- 42:26Tem muita discussão interessante.
- 42:27Eu acho que os jogadores podem propor o próprio desafio.
- 42:29Muitas vezes esses vão ser os piores desafios, né?
- 42:34Mas. Você perde também muita coisa.
- 42:35Quando você constrói essa horizontalidade, você perde
- 42:39alguns espaços de mistérios e de, enfim, de uma que se são
- 42:44espaços interessantes de se explorar com uma simetria de
- 42:46papéis entre mestres. Jogadores, né?
- 42:49Então? É O Mestre, num jogo mais
- 42:52voltado pra desafio, ele construiu, de repente ali,
- 42:55aquela criatura muito badess, com uma anatomia diferente, com
- 42:59menos pontos fracos, uma criatura forjada no ódio, ali
- 43:03somente pra caçar e destruir. Não seria legal ele poder vetar
- 43:07o jogador e dizer, que criatura tem bolas de repente, né?
- 43:11Por mais que, no caso ali que eu descrevi, tenha ficado numa
- 43:14discussão meio meio caricata, né?
- 43:17Esse tipo de coisa pode acontecer, né?
- 43:19E muitas vezes vai ficar num ponto.
- 43:22Cinza, né? Então a gente tem que entender a
- 43:25divisão dos papéis, né? E tem que entender o objetivo
- 43:28que a gente tem naquele jogo mais claramente para poder
- 43:31resolver esse tipo de coisa da da reivindicação ficcional, né?
- 43:36É no diálogo em cima da ficção, né?
- 43:39Os mestres e os jogadores descrevem e criam o tempo todo
- 43:44esses elementos, inclusive fora das suas funções originais.
- 43:48Como eu falei, né, eu queria rasgar a bola do cachorro e eu
- 43:51descrevi que tinha uma bola ali. O Mestre falou, não tem.
- 43:55É o que que eu estava fazendo, a gente estava jogando DEDADED
- 43:58nesse caso, né? Muito tempo atrás, nesse caso
- 44:01que eu estava fazendo é que eu estava invadindo a área que o
- 44:04jogo coloca como área do mestre, que é descrever os monstros.
- 44:08Eu estava invadindo aquilo, aquele espaço era prerrogativa
- 44:11dele dizer aquilo por outro lado, assim, a minha função era
- 44:16descrever o meu personagem. Isso O Mestre, de repente faz-se
- 44:18alguma coisa relativa ao meu personagem.
- 44:20De repente eu poderia falar, não, cara, isso não faz sentido
- 44:23para o meu personagem, sei lá, então.
- 44:26A gente pode de repente, como naquele jogo que eu citei no
- 44:29último episódio. Né, o escopo mortal?
- 44:31A gente pode criar, de repente, mecânicas que pautem esses
- 44:34poderes de uma forma de alguma forma, né?
- 44:37O risco que a gente corre é de engessar um pouco, né, de deixar
- 44:41tudo muito amarradão assim, e isso pode levar.
- 44:44A um, ao simples abandono dessas mecânicas, porque elas não casam
- 44:48com um espaço dinâmico, elas não casam com a ficção.
- 44:52Por outro lado, se a gente deixa sem tratamento mecânico, se a
- 44:55gente não pauta esse tipo de coisa, né, se a gente não
- 44:58prescreve, quem dita o quê no jogo, né?
- 45:02Isso pode criar muitos conflitos, né, em que ninguém
- 45:05sabe quem determina o quê. Na última sexta-feira, agora eu
- 45:09fiz uma live pros assinantes do café com danjão, do nível RPG
- 45:12dojo pra cima, abordando justamente essas questões que eu
- 45:15trouxe. É inclusive trazendo respostas
- 45:17do que eu já investiguei, das conclusões que eu cheguei,
- 45:20principalmente em algumas algumas respostas relativas ao
- 45:23estilo e ofensa que eu costumo trabalhar.
- 45:25Então foi bem legal, essa live já está disponível ali.
- 45:27Se você é assinante do nível RPG do hoje para cima, pode ir lá no
- 45:31notion que já está ali. A gravação para você dar uma
- 45:33olhada, teve participação da galera fazendo perguntas e tal.
- 45:36A gente pôde estudar essa questão das reivindicações
- 45:40ficcionais mais a fundo, né? Inclusive, esse nome é uma coisa
- 45:43curiosa, é uma coisa que eu propus num café com danjão lá
- 45:46atrás, vamos dar uma olhada nisso.
- 45:54É, eu acabei vendo esse nome. Reivindicação, né?
- 45:57Ao nome, é ao ato de criar um elemento dentro da ficção e esse
- 46:03elemento passando a existir nesse mundo de aventuras
- 46:07conjunto, né? Ou seja, é a reivindicação seria
- 46:10esse ato que tanto O Mestre quanto o jogador fazem.
- 46:13Quando eles descrevem alguma coisa, aquilo passa a fazer
- 46:15parte da passa a ser uma verdade do mundo, né, é isso, eu comecei
- 46:20a descrever lá atrás, num café com danjão número muito 7.
- 46:24Que foi um episódio muito legal que eu fiz com O Mestre pedroca
- 46:27e ali eu cheguei à conclusão de que os RPGs eles não são, né?
- 46:32É necessariamente jogos de contar história, né?
- 46:35Depois desse episódio, eu cheguei a essa conclusão.
- 46:37Então eu deixei de chamar de reivindicação narrativa, como é
- 46:41o nome desse episódio, e passei a entender que seriam
- 46:44reivindicações ficcionais, porque não disse nem todo o
- 46:47jogo. É um jogo de contar história.
- 46:49Alguns jogos são jogos de vivenciar a ficção, né?
- 46:52Aquele mundo simulado, aquele mundo de aventuras.
- 46:55Então, ainda que alguns jogos a gente de fato tenha
- 46:57reivindicações narrativas mesmo, né, é como fiasco, por exemplo,
- 47:02né? E aí o grupo fecha decisões
- 47:04conjuntas sobre uma perspectiva comum a ele ali.
- 47:07AA todo o grupo dos fatos, né, então eles vão botar os fatos em
- 47:10perspectiva, de acordo com uma visão que eles vão compor uma
- 47:14visão única, né? Nem todo o jogo é assim, então,
- 47:18muitas vezes o grupo não chega a determinar uma narrativa em
- 47:20conjunto, mas sim os fatos da narrativa e aí pra abarcar.
- 47:25Esses essas possibilidades eu passei a chamar.
- 47:27É de reivindicação ficcional, em vez de reivindicação narrativa,
- 47:31como é o nome do episódio do café com danjão da primeira
- 47:34temporada lá número 187, em que a gente abordou essa
- 47:38reivindicação, né? Inclusive, eu pude trabalhar um
- 47:40pouco esse conceito dentro do ailpentes, então eu vou deixar
- 47:43pra vocês o link do post número 17 do manifesto oial pentes e
- 47:47que fala de reivindicação ficcional como eu resolvi dentro
- 47:51do do Oil fentas, né? Mas bom, foi muito interessante
- 47:57ali a gente olhar essa conversa. Né esse assunto ali?
- 48:00É a droga que eu estava ainda arranhando esse conceito, e
- 48:03levei para trocar ideia com o pedroca por saber que ele IA
- 48:05trazer insights. Interessante, né?
- 48:07E aí o pedroca fala uma coisa muito legal, né, ele fala do
- 48:10mestre quando faz a reivindicação narrativa, né,
- 48:14naquele episódio, mas fazendo a reivindicação ficcional, ele
- 48:20está cumprindo uma função, né? E essa função, né?
- 48:23Quando a gente está falando de narrativa, O Mestre está
- 48:26impulsionando a narrativa, com essa, com essa criação, então, a
- 48:30criação do mestre, quando ele faz uma reivindicação, ele está
- 48:33cumprindo. Uma tarefa que ele tem que é de
- 48:36impulsionar a narrativa, né? Que é típica de jogos de contar
- 48:39história. E, na cabeça do pedroca, eu
- 48:42concordo plenamente. Nesse, principalmente, nesse
- 48:44tipo de jogo, é interessante que O Mestre construa pilares.
- 48:49Que sustentem esse jogar essa ficção, né?
- 48:52E essa narrativa que ele quer trabalhar para que as lacunas
- 48:56sejam mais claras, né? Porque sem os pilares você não
- 48:59tem as lacunas. E aí isso vai ajudar a
- 49:01estruturar a participação dos jogadores e a todo mundo
- 49:04entender quais lacunas devem ser preenchidas, quais espaços devem
- 49:09ser o tema do jogo. E eu concordo plenamente com
- 49:11isso, né? É entender como você vai modelar
- 49:14ou utilizar as reivindicações ficcionais.
- 49:18Vai determinar dinâmicas muito interessantes dentro do jogo.
- 49:22Né? Como por exemplo, sei lá, uma
- 49:24postura minimalista de jogo possível.
- 49:26A gente fez um episódio também lá, o episódio 173 do café com
- 49:30danjão chamado que tal descrever o mínimo possível?
- 49:34Mestrando foi um episódio comigo, Carlinhos malvadeza e
- 49:37Ramon mineiro da primeira temporada em que a gente viu uma
- 49:41proposta muito interessante do Carlos, que é descrever o mínimo
- 49:46possível e a gente passou bastante tempo exercitando essa
- 49:49postura. A gente tem outras
- 49:50possibilidades dentro disso, não é?
- 49:52Tem, por exemplo, a regra de 3. Que o Diogo Nogueira levou no
- 49:55blog dele pontos de experiência ou pelo menos a primeira vez que
- 49:58ouvi sobre isso foi lá que é o seguinte.
- 50:01Quando você for descrever alguma coisa como mestre, você descreve
- 50:04uma coisa e 3 detalhes, e aí os jogadores podem engajar com
- 50:08algum desses detalhes. Caso eles engajem com alguns
- 50:11desses desses detalhes e perguntem a respeito, você dá
- 50:14mais 3 detalhes e assim vai. Isso seria uma regra de 3 na
- 50:18descrição ali que eu vou deixar linkado para vocês do blog
- 50:21pontos de experiência, do qual tenho muito orgulho de ter feito
- 50:24parte durante 11 tempinho. Tem outras possibilidades também
- 50:28de trabalhar modelos de inscrição, né?
- 50:32Outra coisa que vem da USR também, né?
- 50:34É o. Lindmark hidden secrets.
- 50:37Que vem lá do blog do yourself and Dragons que eu vou deixar
- 50:40também é o link na descrição e ele fala de uma estrutura
- 50:44descritiva, interessante para O Mestre, né?
- 50:46Que O Mestre vai sempre descrever o que é aparente, o
- 50:50que é visível logo de cara para os jogadores, as coisas que
- 50:53estão escondidas. Os jogadores vão precisar
- 50:55realizar uma ação para descobrir, por exemplo, desvelar
- 50:59uma coisa que está por trás da cortina ou andar e contornar uma
- 51:03árvore para ver o que tem atrás dela, esse tipo de coisa.
- 51:06E existe o. Secrets e o secrets.
- 51:09Precisa ser feito uma rolagem. Por exemplo, o jogador falar que
- 51:12vai fazer um teste de investigação né Oo mestre, pedir
- 51:16que o jogador faça um teste de investigação ou é que seja feito
- 51:20um teste ali de encontrar portas secretas.
- 51:22Então esse tipo de coisa que é secreto, precisa de uma rolagem
- 51:26de chance para ver se a pessoa, se o jogador descobre, né?
- 51:29Então seria uma estrutura ali que você tem landmark, hidden e
- 51:32secrets, né? Que é que está visível, que está
- 51:34escondido? E o e o que é secreto?
- 51:37Você tem uma outra possibilidade, que a gente
- 51:38trabalha muito aqui, em Oil phantes, e que é essa estrutura
- 51:41de pintura impressionista, né? Meio um zoom narrativo zoom
- 51:47ficcional. Desculpa, né, o que que seria
- 51:49isso seria que primeiro a gente descreve, né, dentro dessa
- 51:53ideia, a gente vai descrever somente aquela visão geral das
- 51:56coisas. Isso dentro de uma postura
- 51:57minimalista de descrição, né? A gente descreve uma visão
- 52:01geral, né, do ambiente que a gente entra e os detalhes do
- 52:05jogador vai perguntando, então, cada coisa que o jogador
- 52:08pergunta, a gente dá uma descrição melhor.
- 52:11Mas é a discrição inicial, ele é muito pontual, muito curta e o
- 52:15jogador que engaje mais. E aí?
- 52:16Dentro disso, o jogador pode fazer perguntas a respeito de
- 52:19coisas que você detalhe sem pedir uma ação, pode ter coisas
- 52:23que você possa pode pedir uma ação para ele desempenhar para
- 52:26que ele descubra aquilo. Tem outras possibilidades
- 52:28também, né? A gente fez ali um episódio
- 52:31sobre antecipação, eu e o Demi kiral, no caso o episódio 577 da
- 52:36primeira temporada do café com Danger, em que a gente pude
- 52:39entender ali o que é que seria uma informação mínima para os
- 52:42jogadores tomarem decisões informadas em jogos cool.
- 52:47E isso seria essa, tal da antecipação.
- 52:49Decisões informadas, seria justamente a possibilidade do
- 52:52jogador entender o risco que ele tá ocorrendo, poder administrar,
- 52:56administrar esse risco ou poder topar esse risco.
- 52:58Enfim. É um é uma coisa muito
- 53:00interessante porque traz algumas, alguns reflexos, né,
- 53:03que são, é muito relevante para esse tipo de jogo.
- 53:06Então, um exemplo que eu posso dar é um exemplo do ogro
- 53:10quântico, né, que é trazido ali no blog hacking Slash.
- 53:13Vou deixar o link também para vocês, em que ele fala, sei lá
- 53:16alguma coisa, como não é exatamente o mesmo, o mesmo
- 53:20exemplo dele. Mas eu vou dar um outro exemplo,
- 53:21né? Imagina que o teu grupo está
- 53:23andando por Montanhas nunca antes exploradas perigosíssimas,
- 53:28segundo os relatos. Da civilização, e o grupo está
- 53:31andando e o grupo consegue é perceber, na encosta da Montanha
- 53:36somente 2 caminhos mais trafegáveis, um por uma ravina
- 53:40ali por um vale e o outro seguindo um Rio Acima.
- 53:44Só que, olhando o Rio Acima, o grupo percebe ali destroços,
- 53:48percebe, sei lá, percebe muitos indícios de alguma criatura,
- 53:52alguma criatura bestial vivendo pra lá, de repente um chão, meio
- 53:56que carbonizado, como se muitos relâmpagos tivessem batido ali,
- 54:00algumas coisas assim. E, por outro lado, o grupo vê
- 54:03uma natureza mais intacta, com cobertura mais cobertura
- 54:06vegetal. De repente o grupo fala, não
- 54:09vamos pelo pelo, pela ravina, e vamos pela pelo.
- 54:12Vale ali que tem uma cobertura vegetal e tal e aproveita isso.
- 54:16E aí? Que que você fez?
- 54:18Você informou os jogadores sobre a decisão que eles podem tomar.
- 54:21Né? Pela direita e pela esquerda.
- 54:23Tem diferença? Se eles de repente tomassem o
- 54:25caminho da direita, eles podiam encontrar um dragão elétrico lá.
- 54:28Como eles foram para o outro caminho, de repente, não de
- 54:31repente, ultrapassaram as Montanhas sem encontrar esse
- 54:34dragão. Por outro lado, eu poderia
- 54:37trazer um problema para eles caso não não trouxesse essa
- 54:40descrição se eu só falasse que tem um caminho pra direita e um
- 54:42caminho pra esquerda. E eles não têm informação
- 54:44suficiente para decidir. Um outro problema que aí é o
- 54:47problema justamente do quantum over, né?
- 54:49Do ogro quântico que é. Se eu tivesse descrito,
- 54:52independente do que os jogadores decidem, eu coloco a criatura,
- 54:56né? O inimigo, o desafio.
- 54:58E aí eu tarei também taria quebrando a agência.
- 55:00Então isso é uma questão de gestão de informação e de
- 55:03impacto da informação que eu trago.
- 55:05É, a gente também tem a questão das pistas num num jogo de
- 55:09mistério, né? Se você não coloca como mestre,
- 55:12se você não coloca minimamente algumas pistas ali, se você não,
- 55:15ou seja, não estabelece no jogo, né, a presença daquelas pistas
- 55:19de algum jeito, pelo menos de algum indício de onde estão
- 55:22essas pistas. Os jogadores ficam perdidos no
- 55:24jogo e a e o jogo não anda. Então, para resolver isso a
- 55:27gente tem o Alexandria, né? Eu vou deixar Oo link do post
- 55:32dele traduzido pela galera do. Tomos revelados, né?
- 55:36Que fala esse artigo, ele fala da regra de 3 pistas, né?
- 55:40Que é uma regra famosa hoje em dia no meio da RPG e que ele
- 55:43fala que se você quer passar uma regra, coloque 3 dessas dessa
- 55:46pistas. Aliás, se você quer.
- 55:48Descobrir uma pista, coloque 3 dessas pistas, né?
- 55:51E isso é indício mínimo suficiente para que o jogo ande,
- 55:55né? Outra coisa que a gente pode
- 55:57utilizar também, né, é é 11 espaço mínimo ali de
- 56:01reivindicação ficcional. É também entender como gerar
- 56:04ganchos pro jogo, impulso, narrativos, et cetera.
- 56:07Então é legal a gente poder entender como modelar, como
- 56:11buscar modelos e como utilizar algumas regras, né?
- 56:15Algumas estruturas pra gente realizar.
- 56:18Essas reivindicações ficcionais como O Mestre e também como
- 56:20jogadores. O que a gente pode tirar disso
- 56:30tudo é que a ficção é um campo de disputa e confluência também,
- 56:36né? Conforme a gente vai trazendo
- 56:39elementos para a ficção, ela vai sendo preenchida.
- 56:41E se determinada porção da ficção foi preenchida, foi
- 56:45reivindicada. Outra pessoa não consegue
- 56:47reivindicar mais, ela consegue, no máximo, evoluir o que já foi
- 56:51reivindicado, por outro lado, também é um espaço de
- 56:54confluência, justamente porque a gente pode tratar da mesma
- 56:57coisa, eu vou fazer evoluções da mesma coisa, um pode ajudar.
- 57:01A reivindicação do outro nesse ponto e bater uma bola.
- 57:04Né, essa confluência. Ela pode parecer inclusive
- 57:07melhor num primeiro momento. Se a gente analisar, né?
- 57:10Parece que confluir. É sempre melhor, mas certos
- 57:13jogos eles também podem explorar essa disputa do espaço da
- 57:17ficção, né? É e é isso.
- 57:20Isso é interessante tanto em jogos que trabalham mais a
- 57:23ficção cru, quanto jogos que trabalham.
- 57:25Já a própria narrativa, né? É complicado a gente definir
- 57:32essas coisas em jogo, porque a gente tá faltando, a gente tá
- 57:34falando de pautar o diálogo básico ali, o diálogo.
- 57:38Ele costuma ter isso de ingrato, né?
- 57:40Se a gente pauta muito, a gente engessa muito ele.
- 57:44E isso como a gente viu lá atrás, ele leva.
- 57:47Às vezes, é o esquecimento de mecânicas que dependam de uma
- 57:51dinâmica de reivindicação ficcional que derrapa no diálogo
- 57:55entre os participantes. Na vida real, né?
- 57:57Então, se a gente idealiza um jeito de conversar e a gente vê
- 58:00que conversa não tá rodando por esse lado, simplesmente AA
- 58:03conversa vai seguir o seu caminho como um Rio.
- 58:06E a gente vai esquecer as mecânicas atreladas a essa
- 58:08conversa idealizada, né? Por outro lado, se a gente deixa
- 58:12solta essas dinâmicas de reivindicação ficcional, a gente
- 58:16pode criar relações jurídicas. Desinformadas, né, que podem
- 58:20constantemente gerar problemas de micropolítica à mesa mesmo,
- 58:24né, de uma divisão injusta e nebulosa de poderes criativos.
- 58:28É isso, gera mestres, tiranos, jogadores que roubam o tempo de
- 58:32jogo ou mestres inseguros, mestres sobrecarregados ou
- 58:36jogadores que não conseguem exercer sua agência.
- 58:38Isso tudo gera problema de jogo. A gente sabe disso, basta olhar
- 58:43o Facebook. Talvez não.
- 58:46Não haja respostas ideais, né? Mas talvez haja formas de lidar
- 58:50com esse tipo de coisa. Entender que essa dinâmica ela
- 58:53existe, né? Reivindicação ficcional é uma
- 58:56dinâmica que existe no jogo e ela permite a gente entender
- 59:00problemas que podem surgir no nível mais básico do jogo, que é
- 59:04essa própria mídia do RPG, que é o diálogo ficcional, né, que é o
- 59:08diálogo, a conversa criativa, por assim dizer.
- 59:13Então, o mais fácil, de repente, é a gente considerar o que
- 59:17precisa ser descrito, o que pode ser lacuna a partir desse olhar,
- 59:21quando a gente entende que isso existe, essas dinâmicas importam
- 59:24e tudo mais, a gente começa a ter um olhar sobre isso, né?
- 59:27Isso pode puxar uma postura ativa de todos os participantes,
- 59:32de fazer perguntas, de trazer respostas, né, de trazer modelos
- 59:36que estimulem, né, essa dinâmica de perguntas e respostas dentro
- 59:39do jogo. Mestre, o que que eu vejo na mão
- 59:42desse caráter? Você vê que na mão dele tem um
- 59:44item, mas como é esse item, esse item assim, assim assado.
- 59:48EE, dá pra ver se se esse item tem uma lâmina ou alguma coisa
- 59:53assim, fala, Ah, bom, pra isso você vai ter que se aproximar um
- 59:55pouco, você vai se aproximar, né, gerar, né?
- 59:58O jogo ele vai gerando essas interações, isso é importante
- 1:00:02pra gente, né? Então isso é curioso, a gente
- 1:00:05trabalhar no jogo, nesse nível bem básico mesmo, do diálogo,
- 1:00:08fica mais fácil também quando a gente tem essa noção, né, quando
- 1:00:11a gente começa a perceber esse tipo de de diálogo nesse nível,
- 1:00:16né? E dessa reivindicação ficcional?
- 1:00:19Fica mais fácil a gente perceber os problemas que acontecem ou as
- 1:00:23coisas legais que acontecem, e a gente dá e receber feedback a
- 1:00:26partir disso. No fim da sessão, que é um
- 1:00:28momento muito interessante para isso, a gente conversa a
- 1:00:31respeito de como o jogo se deu e entende os problemas como aquele
- 1:00:34problema que eu falei lá, que a gente que a gente é pôde
- 1:00:37experimentar em bergotem, que analisando o diálogo, né?
- 1:00:41E analisando as reivindicações ficcionais, a gente consegue
- 1:00:44entender é como tratar isso dentro daquele jogo específico,
- 1:00:47né? Nesse espaço de conversa, nesse
- 1:00:49espaço de feedback. Tem mais bagagem, mais jargão
- 1:00:53para poder abordar esse tipo de problema, independente do jogo,
- 1:00:56né? É, inclusive com as
- 1:00:58particularidades de cada jogo e por isso vou deixar uma enquete
- 1:01:03aqui para vocês responderem. A primeira é a primeira pergunta
- 1:01:07é a seguinte, as anotações do mestre, na sua opinião, já fazem
- 1:01:12parte da ficção antes mesmo delas entrarem em mesa.
- 1:01:17Você acha que a anotação do mestre já é, já já faz parte do
- 1:01:21mundo ou ela precisa parecer em jogo?
- 1:01:23Conta aí sim ou não. Pergunta pra você escrever, tá
- 1:01:28que é? Você já teve algum problema
- 1:01:30relativo à reivindicação ficcional ou isso nunca
- 1:01:33aconteceu na tua mesa? E como você resolveu isso que
- 1:01:36você teve? Conta aí pra gente como é que
- 1:01:38foi o problema que você teve? Como é que você resolveu isso?
- 1:01:41Vai ser legal a gente poder ler a respeito disso aí, beleza?
- 1:01:47Galera, muito obrigado por ouvir o podcast até agora, né?
- 1:01:51Já passamos de 1 hora aí de episódio, então vou deixar aí a
- 1:01:55enquete para vocês responderem e.
- 1:01:57Na descrição do episódio, vocês vão poder ver os links aí, né, o
- 1:02:01link o os episódios do café com danjam citados, né?
- 1:02:04O de reivindicação narrativa, com pedroca.
- 1:02:07O de antecipação, com kiral, o de discrição mínima, com Ramon
- 1:02:12mineiro, com Carlos e comigo. É, a gente também.
- 1:02:16Tem aí um link, o link do manifesto ao fintes.
- 1:02:19E falando de reivindicação ficcional, é a gente.
- 1:02:22Tem também blog é do youself and Dragons com um post sobre
- 1:02:27landmark Reader em secrets. A gente tem também a regra das 3
- 1:02:32pistas, como traduzida aí do blog do Justin Alexander pelo
- 1:02:36pessoal do thomos revelados. E no final, a gente tem aí 111
- 1:02:44post sobre como a erosão pode roubar a.
- 1:02:47Direção do seu jogo. Né?
- 1:02:49E aí, é um post do hex? É rexhmaster.blogspot.com, né?
- 1:02:54Do blog hackerslash, que ele fala sobre o ogro quântico e
- 1:02:57sobre essas técnicas de ilusionismo.
- 1:03:00Então galera, sigam esses esses, esses materiais aí.
- 1:03:03Vai ser muito legal aprofundar essa essa conversa e respondem a
- 1:03:06enquete. No mais, apoie o café com danjo,
- 1:03:10não deixa de apoiar a gente lá não.
- 1:03:11Apoia.se barra café com danjão se você quer ter acesso ao banco
- 1:03:16de dados de todo o conteúdo do café com Dungeon da TV.
- 1:03:21Sadinho direitinho, com anotações, links e tal.
- 1:03:25Pode virar um assinante, né? E aí você vai fazer parte
- 1:03:28dependendo do seu nível de apoio, né?
- 1:03:30Você pode fazer parte de um grupo de Telegram muito maneiro,
- 1:03:33que curte muito debater RPG com profundidade, trocando de ideias
- 1:03:37de uma forma legal. Dividindo muitos links,
- 1:03:42dividindo produção independente. É um grupo muito maneiro, posso
- 1:03:46garantir, né? Você também pode ter acesso ali
- 1:03:49a Lives exclusivas, né? Dependendo do seu nível de
- 1:03:51apoio. Então tem Lives em inclusive a
- 1:03:53última live que a gente debateu justamente sobre esse assunto e
- 1:03:56várias dessas perguntas que eu fiz aqui no episódio.
- 1:03:59Respondo lá, né? E principalmente, se você deseja
- 1:04:02é ver o café com danjão voltando a ter 5 episódios semanais,
- 1:04:06então a gente vai bater mais metas e vai poder ter mais
- 1:04:08episódios semanais abordando. Potencialmente, muito mais
- 1:04:12assuntos que você gosta muito, né?
- 1:04:15Você ama assim um tipo você ama? Então considera apoiar o nosso
- 1:04:18projeto e a sua expansão lá em apoia.se barra café com danjão
- 1:04:23você gostou especificamente do café servido hoje?
- 1:04:27Então deixa uma gorjeta aí pra gente, manda o seu, manda o seu.
- 1:04:31Da contribuição e sua mensagem lá no nosso
- 1:04:34pixcafecomdanjao@gmail.com a gente conta com o teu apoio.
- 1:04:39Se você tem uma empresa, tem uma marca aí que é de repente ter um
- 1:04:44dia da semana no café com danjão, você pode financiar esse
- 1:04:48episódio a mais na semana e fazer a Alegria da massa
- 1:04:51ripegista. Então consulta a gente aí em
- 1:04:53café, comdanjao@gmail.com, e a gente tem uma proposta especial
- 1:04:57para você. Pode consultar a gente também
- 1:04:59sobre parceria para anúncio e tudo mais spot, né?
- 1:05:03Que a gente tem aqui. Então a gente pode trabalhar com
- 1:05:06marca de RPG, pode trabalhar também com outros ramos, como
- 1:05:08café, né? Jogos, tecnologia, mídia, tudo
- 1:05:13isso está valendo e aí a gente aproxima.
- 1:05:16As nossas? Marcas, né?
- 1:05:18É que quer colaborar com a gente, quer trocar ideia aqui no
- 1:05:21podcast, quer trazer algum produto, alguma coisa que você
- 1:05:24está desenvolvendo, independente.
- 1:05:26Bom, se você é produto de conteúdo, game, designer,
- 1:05:29independente, acadêmico ou fã, quer participar do nosso
- 1:05:32projeto? Conte pra gente aqui sobre você,
- 1:05:36né? E a respeito de como a gente
- 1:05:37pode colaborar, Amanda também, um e-mail
- 1:05:39pracafecomdanjoao@gmail.com, beleza.
- 1:05:42E por fim, queria fazer aqui os agradecimentos dos nossos
- 1:05:47apoiadores atuais. Queria agradecer aí ao nosso
- 1:05:52apoio, aí no nível, no nível incentivo.
- 1:05:56Então muito obrigado. Grande Carlos Castilho,
- 1:06:00ilustrador da OSR nacional e grande ilustrador.
- 1:06:03Muito obrigado pelo teu apoio. Queria.
- 1:06:06Queria agradecer também aos nossos assinantes aí no nível
- 1:06:09comunidade, né? Então, vou vou agradecer ao
- 1:06:13grande Roger kober. Muito obrigado.
- 1:06:16Camilo Suzuki Pacheco, muito obrigado pelo teu apoio.
- 1:06:19É grande. Ricardo Carvalho da Costa.
- 1:06:23Valeu o Léo paixão, obrigado cara.
- 1:06:27E o francioli da Silva Dantas. Dantas de Araújo, obrigado
- 1:06:32franciole Araújo, grande camarada aí valeu pelo teu
- 1:06:35apoio. Finalmente agradeci aí a galera
- 1:06:40dos níveis de RPG de hoje. Então, obrigado Filipe biscoste,
- 1:06:45Pedro erli, Luís Guilherme, chuans, Evaldo, pontual, Mateus
- 1:06:50feira Machado. Mas tem o escoleto, Pedro
- 1:06:54Borges, Renata canivaroli, Vitor Hugo Martins, Germano Assis,
- 1:06:58Pedro biziner, Rudolf helmuth, Marcos Vinícius ornelas, Rafael
- 1:07:03garoto e Daniel Aidar. Muito obrigado pelo apoio de
- 1:07:06vocês e agradecer aqui aos nossos assinantes.
- 1:07:09O nível é Oil pentesy, né? Treinamento Oil fentes, então
- 1:07:13obrigado demais. Bruno cobi, meu parceiro César
- 1:07:16Machado, valeuzaço cara, Diego cestito sempre na área biro
- 1:07:20Júnior também camarada. Aí de birgotem e Leonardo
- 1:07:24gasparuto menini galera, muitíssimo obrigado pelo apoio
- 1:07:29de vocês e vamos estudar eu fantasy.
- 1:07:32Valeu um abraço e até a próxima.