Latest / SuinoCast · by PPGVET / Biotecnologia e Reprodução Suína - Dra. Mariana Groke Marques | Ep. 329
Transcript
- 0:00A suinocultura, até que, por exemplo, inseminação artificial,
- 0:03é uma das espécies que mais usa, né?
- 0:06A gente tem um estudo que a gente de 2019, que já era por
- 0:10volta de 95% das fêmeas suínas no Brasil, são inseminadas.
- 0:16Então a suinocultura tem uma capacidade de absorver, né?
- 0:20Biotecnologia grande. Está no ar o primeiro podcast da
- 0:26suinocultura brasileira, o swinocast.
- 0:33O swinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:36inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:39suinocultura brasileira. PAC smart transformação digital
- 0:44para o campo dsm firmenish moldando o futuro dos cuidados
- 0:49com suínos, novos líderes em soluções de nutrição inteligente
- 0:54para o crescimento dos negócios na produção de proteína animal.
- 0:58Polinutri nutrição animal, juntos vamos mais longe,
- 1:04novoneses transformando o mundo através da biologia.
- 1:08Autech soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para
- 1:12fortalecer a sua inocultura. Cerva sempre com você além da
- 1:17saúde animal. Olá, tudo bom, você está no
- 1:21swinocast? Então eu sou a Letícia, uma das
- 1:23Roses aqui do programa, e hoje a gente vai conversar com uma
- 1:26convidada muito especial. Nós trouxemos hoje a doutora
- 1:30Mariana groch Marques, da Embrapa suínos e aves.
- 1:34Ela é formada em medicina veterinária pela FMVZ da USP de
- 1:38São Paulo. Ela tem mestrado e doutorado
- 1:41pela mesma instituição. E trabalha muito tempo com a
- 1:45parte de reprodução de suínos lá na Embrapa.
- 1:48Ela trabalha com técnicas desde as mais tradicionais até as mais
- 1:51avançadas. E ela vai explicar pra gente um
- 1:54pouquinho desse mundo gigante que é a reprodução e o que que
- 1:58tem de ponta hoje sendo desenvolvido lá na Embrapa.
- 2:01Então, olá, Mariana, tudo bom com você?
- 2:04Olá, tudo bom? Obrigada pelo convite.
- 2:08É sempre um prazer. Tá aqui com vocês conversando um
- 2:12pouco sobre as nossas pesquisas, né?
- 2:15E a aplicação dela delas No No campo ajudando aí, né?
- 2:21Todo mundo, alunos, professores, produtores, né?
- 2:26Toda, toda galera aí da sinocultura.
- 2:30Nossa, eu acho o trabalho da Embrapa, sim, essencial para o
- 2:33agronegócio brasileiro, porque vocês estão junto com o com o
- 2:37produtor, vendo as demandas. E pegando assim a ciência de
- 2:40ponta e trazendo isso pra realidade aqui brasileira, eu
- 2:44acho assim o trabalho de vocês essencial, parabéns por todo o
- 2:48trabalho que vocês fazem e além de todas as pesquisas que você
- 2:51desenvolve, se ainda orienta no na pós graduação, no mestrado
- 2:55profissional lá no UFC, né? Então isso ainda tem um efeito
- 2:58multiplicador. Eu acho isso Superinteressante.
- 3:02Parabéns, parabéns mesmo. Muito obrigada, obrigada.
- 3:04E me fala uma coisa, então você está nessa área de reprodução
- 3:07desde que você estava lá na faculdade, que você era aluna de
- 3:10graduação e foi desenvolvendo pesquisa e foi chegando na pós
- 3:16graduação, e a hora que você terminou o seu doutorado, pá,
- 3:19entrou pra Embrapa, foi isso? Foi, foi isso aí, então, eu,
- 3:23desde praticamente desde que entrei na faculdade.
- 3:27Eu já queria trabalhar com a parte de de reprodução.
- 3:29Aí conheci o meu, o meu orientador, né, que foi meu
- 3:33orientador na época, o professor vizi Tim.
- 3:35E daí já comecei, fiz estágio, fiz iniciação científica, fiz
- 3:41mestrado, fiz doutorado todo Na Na área, né?
- 3:45Da da reprodução eu sempre tive, é.
- 3:52Muito interesse na parte de produção in vitro, de embróis in
- 3:55vitro e na parte de de edição gênica, né?
- 3:58A gente trabalhava, eu trabalho, né, com várias, várias áreas,
- 4:03porque pra gente conseguir chegar, fazer um animal editado,
- 4:10a gente precisa ter conhecimento de muitas áreas, então a gente
- 4:13precisa. Da desde dominar toda a parte de
- 4:16detecção de cio, sincronização da fêmea, porque, afinal de
- 4:20contas, se a gente conseguiu o embrião, a gente vai ter que
- 4:22colocar esse embrião numa fêmea. A gente tem que dominar a
- 4:25técnica de transferir esse embrião.
- 4:27Então a gente tem toda essa área da fêmea, né?
- 4:30Se a gente for usar, por exemplo, o embrião produzido in
- 4:34vitro por fertilização in vitro, a gente tem que ter toda a
- 4:36tecnologia do sêmen também envolvida, né?
- 4:39Aí a gente tem que ter a tecnologia de produzir embrião
- 4:42in vitro. Então, mesmo que a gente não use
- 4:44o embrião que foi decorrente da fertilização in vitro, a gente
- 4:49precisa ter um laboratório equipado que consiga produzir
- 4:53embriões, né? Técnicos, é com conhecimento e
- 4:57desenvolver conhecimento na área.
- 5:00Então OA gente pra chegar a conseguir fazer, né?
- 5:04Um embrião editado. A gente precisa dominar muitas
- 5:08áreas, então a gente acaba aqui trabalhando na Embrapa, né?
- 5:11Com todas essas áreas. EE, elas se correlacionam e com
- 5:17as parcerias, né, com os alunos da pós e isso todo mundo junto,
- 5:22né? Nesse grande caldeirão, vamos
- 5:24dizer assim. Pra gente conseguir, né?
- 5:26É chegar nessas é biotecnologias de ponta, como por exemplo, a
- 5:30edição higiênica. A ceva é um dos principais
- 5:35players no mercado de saúde animal, atuando com inovação e
- 5:39responsabilidade, buscando soluções de saúde inovadoras
- 5:43para todos os animais, contribuindo para o futuro de
- 5:46nosso diverso planeta, moldando cada solução de acordo com as
- 5:50necessidades e desafios do mercado consumidor e
- 5:54compartilhando conhecimentos de alta qualidade.
- 5:57Para não perder nenhuma novidade, siga a cerva saúde
- 6:00animal no Instagram. Arroba cevas suínos, Brasil.
- 6:06Entendi então assim, para quem não é da área de reprodução de
- 6:11suínos, né? Para entender um pouco esse
- 6:13cenário fora da do instituto de pesquisa fora da academia, né?
- 6:18O que que o pessoal está aplicando a campo hoje?
- 6:21O pessoal faz AA reprodução de suínos só com monta natural ou
- 6:25já aplica biotecnicas de forma corriqueira.
- 6:29AA suinocultura, por exemplo, inseminação artificial é uma das
- 6:35espécies que mais usa, né? A gente tem um estudo que a
- 6:39gente de 2019, que já era por volta de 95% das fêmeas suínas
- 6:45no Brasil, são inseminadas. Então a suinocultura tem uma
- 6:49capacidade de absorver, né? Biotecnologia grande.
- 6:54EE quando a gente consegue fazer esse convencimento, né, dos dos
- 6:58produtores da agroindústria, de que AA biotecnologia vai ter um
- 7:05impacto positivo na produção, né?
- 7:07As biotecnologias são bastante, é absorvidas.
- 7:12A gente teve esse a uma coisa que colaborou muito também pra
- 7:16parte da disseminação artificial.
- 7:18Foi a mudança do do como as doses de sêmen foram produzidas,
- 7:23né? São produzidas.
- 7:25Então, nos últimos 10 anos, a gente teve uma mudança muito
- 7:28grande de desenvolvimento de tecnologias de centrais
- 7:32especializadas em produzir essas doses, né?
- 7:35E a gente também tem atuado nessa em parceria com várias
- 7:39centrais, pra sempre buscando, né?
- 7:42Melhoria de processo, tornando as doses com uma fertilidade, a
- 7:47qualidade espermática sempre é melhor.
- 7:51E daí a gente acaba juntando tudo isso.
- 7:54Vamos pra dentro da Granja daí a gente também promove aqui
- 7:56cursos, né? Pra treinar o pessoal que vai
- 7:59fazer a técnica de inseminação. De ultrassonografia pra fazer o
- 8:05diagnóstico da gestação, né? Então a gente acaba atuando em
- 8:09em várias, em várias áreas, sempre tentando que o que a
- 8:15gente desenvolve de pesquisa em biotecnologia seja sendo
- 8:21absorvida, né? Pelo pelo mercado e melhorando
- 8:25AA produtividade da cinocultura no Brasil.
- 8:29Então a gente já tem a biotécnica de inseminação muito
- 8:31bem estabelecida na maior parte das granjas, né?
- 8:34O pessoal fala muito da genética líquida.
- 8:36Isso resolve uma série de problemas até de manutenção de
- 8:40machos no seu plantel, né? Pra como reprodutores você pode
- 8:43escolher AA qualidade genética que você quer e variar isso
- 8:48mais, né, do que se você tivesse seu próprio macho.
- 8:50Mas assim, diferentemente da parte de bovinos, a gente não
- 8:53faz tanto transferência de embriões no.
- 8:57De forma corriqueira, fica mais num nível de pesquisa, né?
- 8:59Você acha que a transferência de embriões ela tem potencial para
- 9:02chegar como uma biotécnica aplicável a campo para suínos?
- 9:06Eu acho que a campo de forma geral, para produção de animais
- 9:11para abate, por exemplo, É Ela não, não vai chegar porque.
- 9:15A técnica em si, no bovino, a técnica é muito fácil pela
- 9:20anatomia da fêmea bovina, né? Então a gente coletar embrião,
- 9:24transferir embrião. Em bovinos é muito fácil, né?
- 9:27Em suínos a gente não tem essa mesma, é facilidade.
- 9:31Então eu acho que ela pode ser aplicada em programas de
- 9:36melhoramento genético. Associada a outras tecnologias,
- 9:41por exemplo, para otimizar resultado de semi congelado.
- 9:45Então a gente pode fazer o embrião in vitro e transferir.
- 9:49Pode ser uma possibilidade para desenvolvimento de semi
- 9:53insexado, né? Porque a gente sabe que quando
- 9:55faz a sexagem, o espermatozoide fica, é, vamos dizer assim, um
- 10:00pouquinho capenga, né? Ele não fica.
- 10:03Ele não tem um potencial fecundante tão grande quanto o.
- 10:06Refrigerado convencional, né? Então a gente pode fazer isso in
- 10:11vitro, produzir os embriões, por exemplo.
- 10:13Ah, é uma linhagem de machos, a gente produz só embriões machos
- 10:17e daí transfere esses embriões. E também é uma ferramenta
- 10:23utilizada que a gente tem que utilizar quando a gente faz, por
- 10:26exemplo, os embriões in vitro pra edição gênica, que daí a
- 10:29gente tem que transferir esses esses embriões, né?
- 10:34Normalmente ainda se faz cirúrgico, que é o que tem
- 10:37melhor resultado. A gente tá iniciando um projeto
- 10:39de pesquisa aqui pra fazer muito parecido com o que se faz em
- 10:43ovinos, né? Pra fazer por laparoscopia né?
- 10:47Pra ser minimamente invasivo, né?
- 10:50Então a gente tá também assim pra tentar tirar a técnica só
- 10:58né, de quem tem um centro cirúrgico, né, pra execução.
- 11:02E tentar fazer que a técnica chegue, por exemplo, numa Granja
- 11:06de melhoramento genético que dê para fazer um sistema mais
- 11:09tranquilo, mais simples de fazer, como uma laparoscopia,
- 11:13né? Tem um método muito parecido com
- 11:15a inseminação artificial, mas a gente tem que transferir um
- 11:18número grande de embriões e não tem um sucesso tão bom quanto AA
- 11:24cirúrgica. Entendi, e aí, a meio que a
- 11:28transferir de embriões, então ela vai.
- 11:30Pré requisito pra quando a gente tá falando de edição gênica.
- 11:33Quando você fala de edição gênica, o que que a gente tá
- 11:36fazendo? A gente pega 11 embrião que já
- 11:39tem 11 embrião não, na verdade, antes disso, né?
- 11:43Você pega bom, explica pra gente o que que é.
- 11:46Então, quando a gente fala edição gênica, né, é quando a
- 11:50gente de alguma forma modifica, né, a estrutura.
- 11:55De do DNA. Rena, né?
- 11:57Que vai ser aquele, aquele código, né, que vai ser lido pra
- 12:01produção das proteínas do indivíduo, né?
- 12:04Então é quando a gente faz alguma intervenção, aí a gente
- 12:09já seria legal a gente explicar aqui pro pro pessoal que tá
- 12:13escutando a diferença entre transgênico, né?
- 12:15Que a gente a anos atrás, todo mundo falava a trangenia, a
- 12:19trangenia, a trangenia. E de repente, todo mundo passou
- 12:22a falar edição gênica, né? E as pessoas falaram, Ah, mas o
- 12:25que que é o que, né? Então, o transgênico é quando a
- 12:28gente coloca um gene novo nesse animal, a gente insere um gene
- 12:33novo nesse animal Pra Ele produzir uma proteína que ele
- 12:36não produzia antes, tá, então é muito comum em plantas pra
- 12:41suínos, tem alguns estudos, né, com que é o.
- 12:46O uso dessa técnica é interessante, por exemplo, né?
- 12:49A gente sabe que o suíno e até todo mundo já deve ter escutado
- 12:52falar, tá, a gente tá tá bastante na mídia OA questão dos
- 12:55xenotransplantes, né? Então os órgãos suínos que
- 13:00seriam produzidos com uma Barreira ali de imunidade, que a
- 13:07gente consiga transferir para o humano sem ter rejeição, né?
- 13:11Então a gente tem que fazer uma série de modificações nesse
- 13:14suíno. Pra gente conseguir que esse
- 13:16órgão não seja reconhecido, né? Como é pelo sistema imune do
- 13:22humano e seja o órgão rejeitado. Então, entre aspas.
- 13:26Assim, exagerando um pouco, o transgênico seria como se fosse
- 13:30um frankenstein. Que eu vou misturar peças
- 13:33diferentes de animais diferentes, no caso, o suíno e o
- 13:36humano, pra poder gerar um produto ali que tenha algum uso
- 13:40diferente. Esse seria o transgênico.
- 13:42Ele é uma misturinha. De de coisas diferentes.
- 13:45O essencial do transgênico é que ele vai produzir uma proteína
- 13:50que não era dele. Então ele pode ser uma proteína,
- 13:53por exemplo, de humano, a gente pode colocar uma proteína e daí
- 13:56esse suíno vai produzir 11, por exemplo, uma insulina humana,
- 14:03né? Então é com 111 característica
- 14:08de proteína muito mais parecida com a do humano.
- 14:11Ou a gente pode, por exemplo, fazer com que ele é expresse,
- 14:16que é no caso do cenotransplante, né?
- 14:18Ele vai expressar proteínas do sistema humano de
- 14:22reconhecimento. Então isso vai diminuir quando
- 14:26os anticorpos ali vão chegar para reconhecer aquele órgão,
- 14:29ele vai estar camuflado, vamos dizer assim, né?
- 14:32Então a parte de transgenia é é você colocar então esse gene
- 14:38novo. E a gente tem a edição gênica, a
- 14:40edição gênica. A gente vai modular a expressão
- 14:46de genes que o suíno já tem. Então a gente não, ele não vai
- 14:50passar a ter uma proteína nova. A gente só vai fazer com que
- 14:54alguma proteína seja mais expressa.
- 14:57Então a gente vai aumentar a produção de uma determinada
- 14:59proteína ou diminuir a produção, ou até é bloquear totalmente a
- 15:05produção de uma de uma proteína. Que é.
- 15:09É bastante interessante, por exemplo, para protocolos de
- 15:13melhoramento genético, né? Então a gente pode associar essa
- 15:16técnica com melhoramento genético.
- 15:18Então já tem empresas de genética trabalhando, por
- 15:22exemplo, com resistência à doença.
- 15:24Então identifica no suíno qual é Oo lugarzinho ali do receptor,
- 15:29por exemplo, que o vírus vai ligar para conseguir contaminar
- 15:33o suíno. E vai lá e faz a delação desse,
- 15:37desse segmento ou um delação de um pedaço desse segmento, aquela
- 15:41proteína que o vírus IA grudar. Ela vai ter uma ou uma estrutura
- 15:45ou ela não vai mais existir. E daí o vírus não consegue
- 15:48entrar e não consegue causar doença.
- 15:51Então essa é uma linha bem forte de pesquisa, né?
- 15:55Pra quem trabalha com a veterinária mesmo quer fazer
- 15:58edição gênica pra aplicação. É na veterinária, né não?
- 16:03Esse lado é de de pesquisa pra pra uso em humanos.
- 16:07A gente tem trabalhado aqui, a gente está com projeto recém
- 16:11aprovado pra trabalhar com essa, com essa linha de pesquisa, né?
- 16:15A gente esse é o segundo projeto aprovado aqui na Embrapa pra
- 16:19trabalhar com edição gênica. O primeiro projeto a gente tava
- 16:22desenvolvendo tecnologias, né, que esse é um, outro é 11, outra
- 16:30é abordagem, né, porque a gente tem diversas formas, como
- 16:36transformar um embrião em um embrião editado.
- 16:40Né? Então a gente pode é transfectar
- 16:43o espermatozoide, o espermatozoide, carrear esse
- 16:46esse vetor que vai editar a célula, né, que vai virar um
- 16:49embrião, vai editar Oo osso ali, o embrião zigoto recém formado,
- 16:54a gente pode AA mais usada, que é AA mais laboreosa, né, que
- 17:01precisa de mais equipamentos. É a gente associar com a parte
- 17:05de de transferência nuclear, né, que seria O Clone, então a
- 17:09gente. A gente transforma a célula.
- 17:13Então essa célula vai ser uma célula somática, né?
- 17:17A gente transforma ela numa célula editada e depois a gente
- 17:21usa ela pra fazer um clone. E daí a gente sabe que aquela
- 17:25que aquele embrião que vai se vingar, vamos dizer assim, né,
- 17:30vai ter o mesmo material genético daquela célula e,
- 17:32portanto, vai estar também editado.
- 17:35Mas é uma técnica mais laboriosa, né?
- 17:38Tem que a célula tem que passar por todo um processo de
- 17:41reprogramação e às vezes acontece em falhas.
- 17:45Então a gente tem o mesmo problema que a gente tem de
- 17:47produzir clones, né? A gente a nossa linha de
- 17:52pesquisa aqui a gente tem trabalhado muito com 2 técnicas,
- 17:55que é a eletroporação, que a gente dá um choque na célula.
- 18:01E daí, pode ser num espermatozoide, pode ser num
- 18:05oócito, pode ser num embrião. A gente dá um choque, a membrana
- 18:10abre poros e faz com que esse material, esse DNA, né?
- 18:14Ou a gente tá agora, vai começar a trabalhar com crisper, então
- 18:18toda a maquinaria da crisper, tão famosa crisper, né?
- 18:21Então a gente constrói AAA, estrutura toda, mas a gente tem
- 18:25que por isso, pra dentro da célula, Pra Ela poder fazer o
- 18:27efeito, né? E a gente tem a dificuldade, por
- 18:30exemplo, quando trabalha com ócito, com embrião, que a gente
- 18:32tem a zona pelúcida em volta, né, que é uma Barreira natural.
- 18:36Ela é feita para não passar nem vírus, né?
- 18:39Então a gente tem que passar Por Ela.
- 18:42Então a gente trabalha com choque, que tem essa
- 18:45possibilidade. E a gente trabalha também com
- 18:47nanotecnologia. Então são algumas.
- 18:50É moléculas especiais que elas é encapsulam.
- 18:55Esse Oo material genético que a gente quer colocar, né?
- 18:58O vetor ou a estrutura crisper em cápsula e consegue levar pra
- 19:03dentro da da célula. Então pra vocês verem que assim
- 19:07tem, é um mundo de possibilidades, né?
- 19:10Então, no mundo tem vários cientistas, cada um trabalhando
- 19:15numa numa linha, né? E a nossa linha aqui foi de usar
- 19:20essas tecnologias que a gente considera que sejam é.
- 19:25Mais práticas, né? E que é mais acessíveis porque
- 19:31precisa de menos. É estrutura de laboratório.
- 19:35Então que sejam visando, já que assim algum dia, né?
- 19:37Isso possa ser mais aplicado, que a gente não precise ter um
- 19:42laboratório super hiper mega Power para conseguir fazer os os
- 19:47embriões. Editados?
- 19:49Nossa, isso assim tá explodindo a minha cabeça aqui enquanto
- 19:52você tá falando. Eu estou lembrando de um
- 19:54episódio que a gente fez com a doutora mayla falando de
- 19:57transcriptoma. Quem aí está nos ouvindo?
- 20:00Ainda não foi ouvir esse episódio?
- 20:02Volta lá porque você já entendendo um pouco do
- 20:05transcriptoma, você já começa a entender aqui a edição gênica
- 20:08onde que você pode aplicar. Então vai lá e depois me conta
- 20:11que link que vocês conseguiram fazer aí nesses assuntos?
- 20:14Mas eu estou imaginando assim, de você entender o livro ali,
- 20:18né? Tudo o que está escrito ali, ver
- 20:21que partes daquele livro você pode melhorar o texto, né?
- 20:25E para ter 11 resultado? Final melhor.
- 20:29Então é uma coisa assim, de de se juntar o pessoal da da
- 20:33genética, da reprodução, da cirurgia, do laboratório.
- 20:37É todo mundo junto, né? Não é um cientista sozinho
- 20:40trabalhando, como você disse, né?
- 20:42São diferentes pessoas abordando diferentes pontos, aí pra você
- 20:46conseguir produzir um animal com uma qualidade genética
- 20:49excepcional ali no futuro, talvez até resistente a doenças.
- 20:54Ou que tenha uma expressão melhor, de uma qualidade que
- 20:57você queira ali, que ele expresse de um fenótipo
- 21:00diferenciado, pra que esse animal de repente venha a ser um
- 21:04reprodutor pra que os seus filhotes cheguem no mercado, né?
- 21:07Isso é incrível. É realmente um negócio de ficção
- 21:11científica, mas que já tá na realidade, né?
- 21:13Já tá acontecendo hoje no presente, na área de pesquisa.
- 21:17Já, já é. Tem 2 coisas que você comentou
- 21:21que eu acho que são muito legais.
- 21:23A primeira? É esse esse fato de que a edição
- 21:26gênica é a gente ter que ter uma equipe multidisciplinar, né?
- 21:32E o quanto de conhecimento a gente já tem que ter ido
- 21:36absorvendo, né? E ela é ali OA cerejinha do
- 21:40bolo, né? Então a gente tem que ter toda
- 21:43uma estrutura antes, né? Todo um conhecimento
- 21:47multidisciplinar. Pra conseguir chegar nesse nesse
- 21:53animal é com essa expressão. É diferenciada, né?
- 21:59EEEO legal é que assim né? Tá batendo na nossa porta.
- 22:05Já tem empresas de genética, de suíno com animal com linhagem
- 22:10genética já estabelecida e já pedindo a gente tem.
- 22:15O legal é de dizer que a gente tem no Brasil e no mundo uma
- 22:18regularização. É bem, é criteriosa com, né?
- 22:23Tanto com os transgênicos quanto com os animais de edição.
- 22:27O apesar do animal de edição não, tá ele como ele não produz
- 22:33nenhuma proteína nova, né? Então, AAA segurança dele é
- 22:38muito mais fácil da gente comprovar, porque não, não teria
- 22:43porque, né causar algum efeito. É, é.
- 22:48Um efeito ruim pra pra quem consome a carne, né?
- 22:51Mas mesmo assim são feitos inúmeros testes, né, de
- 22:55segurança, e já tá batendo na porta, né?
- 22:59Já tem uma empresa que tá tá pra começar a comercializar, então
- 23:03tá muito mais próximo da gente do que a maioria das pessoas
- 23:06imaginem, né? É pra uma doença que a gente não
- 23:09tem aqui no Brasil, então talvez pra gente demore um pouco mais
- 23:12né? Mas é pra uma doença que.
- 23:15Que impacta muito na produtividade.
- 23:18Suínos do mundo inteiro. E tá já assim pra entrar no
- 23:22mercado. Não sei quanto quanto tempo vai
- 23:24demorar, mas acredito que nos próximos anos já já vai estar
- 23:29sendo comercializado. Nossa, isso é demais.
- 23:31Porque assim é. Eu tava pensando, eu como sou da
- 23:34da área de sanidade, já fui pensar lá na peste suína
- 23:37africana, né? Que tá dando um trabalhão na
- 23:39Ásia e na Europa e pode chegar aqui a qualquer momento.
- 23:42E a vacina pra peça suína africana é uma coisa um pouco
- 23:45complicada, ainda não foi desenvolvida, talvez venha a ser
- 23:48desenvolvida. E aí tem a questão de eficácia,
- 23:51né? Mesmo que seja uma vacina boa,
- 23:53não funciona 100%. Aquela história toda.
- 23:55E eu já fiquei pensando, imagina um suíno que não tivesse o
- 23:57receptor pro vírus da peça suína africana, né?
- 24:00Tipo o. Projeto o projeto que a gente
- 24:02acabou de aprovar, que no Embrapa é exatamente pra
- 24:05trabalhar com a peça suína africana.
- 24:07Caramba, olha só. Muito bom, muito bom e
- 24:10necessário. Parabéns.
- 24:12Vai tentar procurar aí, porque é, ainda não tem, né?
- 24:16Desenvolvido é, tem alguns estudos, né, mas com alguns
- 24:22receptores, então ainda precisa criar mais.
- 24:26É conhecimento, né? Pra achar esse outro.
- 24:29Eles conseguiram achar 11 só bem certinho que impede a entrada do
- 24:35vírus, né? E então assim.
- 24:38É é difícil que isso aconteça, né?
- 24:41Então a gente vai, a gente tá com um projeto aprovado agora
- 24:44exatamente pra começar a testar que é essa primeira etapa.
- 24:49A gente tem que achar onde que é, né?
- 24:52Que do das, do do todo, ali de onde o vírus se liga, onde que a
- 24:58gente, se que a gente desligar, vai conseguir fazer com que o
- 25:02vírus é não consiga mais entrar, né?
- 25:06Então é daí a gente tem aqui, né, também a equipe de virologia
- 25:11aqui, então isso que é legal aqui, da da Embrapa também, que
- 25:14a gente tem o multidisciplinar aqui dentro, né?
- 25:17Então a gente tem o pessoal da virologia trabalhando no projeto
- 25:21também, o pessoal da biologia molecular, né, da biotecnologia,
- 25:25e a gente vai agregando gente pra pra conseguir exatamente
- 25:32chegar No No resultado legal sozinho a gente não vai a lugar
- 25:35nenhum, né? Polinutri há 35 anos
- 25:39desenvolvendo soluções e produtos voltados para a
- 25:42nutrição e saúde animal, pautados pela inovação e pela
- 25:46busca incessante de resultados ou técnicos que impulsionam a
- 25:50rentabilidade de nossos clientes.
- 25:53Polinutri juntos, vamos mais longe.
- 25:59E aí eu já tô pensando, a minha cabeça já tá indo lá longe, né?
- 26:01Falando, tá, mas e se aquele receptor pra peça suína africana
- 26:04for, tiver uma função na célula que não é, obviamente ser só um
- 26:08receptor pra peça suína, mas que ele tem uma função, e se eu
- 26:11desligar também, eu vou desandar com alguma outra coisa
- 26:14metabólica do animal. Nossa, tem muita coisa pra
- 26:17estudar ainda, muita coisa que maravilha, muito, muito legal
- 26:23mesmo. A nossa primeira etapa é testar
- 26:25tudo em célula, né? A gente a gente testa nas
- 26:28células primeiro, exatamente pra tentar entender o máximo
- 26:32possível da onde liga, né? Como que liga?
- 26:35Se a gente desligar o que que acontece, né?
- 26:38Então esse essa é a é a primeira etapa sempre, né?
- 26:43Então a gente faz tudo in vitro. Né?
- 26:45E pra ver esses candidatos, porque são inúmeros candidatos,
- 26:50né? Então tem que estudar bastante o
- 26:53pessoal da imune, o pessoal da vílula, pra conseguir
- 26:56identificar esses marcadores. Daí a gente produz as celas, daí
- 27:00testa as celas, então é, é, é, é longo, Oo percurso, né?
- 27:05Dá até a gente conseguir chegar no embrião, daí depois a gente
- 27:09tem que conseguir conseguir editar o embrião.
- 27:12E daí? Depois ter a aprenez, levar a
- 27:15aprenez a termo. Então assim, quando quando a
- 27:18gente vê 11 linhagem ou, né? O caso dos dos xenotransplantes,
- 27:25as linhagens que já estão chegando comerciais, a gente
- 27:27fala, a gente que trabalha, né? Nessa linha, a gente fala,
- 27:31nossa, né? Quanto de trabalho tem envolvido
- 27:35aí, né? Quantas horas de pesquisa e de
- 27:38gente trabalhando para conseguir chegar nessa, nessa tecnologia?
- 27:43Mas, por outro lado, é uma tecnologia que a gente consegue
- 27:46quebrar paradigmas, né? A gente consegue, por exemplo,
- 27:51Ah, vamos produzir os animais que não vão ter mais essa
- 27:53doença, né? Então, assim, quanto impactante
- 27:57isso pode ser para. Cadeia, né?
- 28:00Nossa. É não, e eu tô pensando aqui,
- 28:02né? Às vezes uma equipe, né, passa
- 28:0510 1520 anos pesquisando uma coisa pra conseguir culminar num
- 28:09produto, né? E aí quando lança isso no
- 28:11mercado, as pessoas não sabem a história que tá por trás e fala,
- 28:14nossa, mas que sorte, né, que sorte foi sorte, gente, a pessoa
- 28:19tá lá, né? O olho piscando de nervoso,
- 28:22cabelo branco não foi sorte, trabalhou.
- 28:25Muito. Pra conseguir chegar naquele.
- 28:27Produto. Que legal.
- 28:29Parabéns aí pela linha de pesquisa que está inserida e por
- 28:33estar produzindo tanto conhecimento útil né?
- 28:36Que vai chegar no mercado, mas dia menos dia vai estar
- 28:39disponível aí pro suinocultor escolher ali num catálogo, né,
- 28:43que que suíno que ele quer, com qual expressão, gênica ou não?
- 28:47Resistente ao quê ou não que ele vai, vai optar por colocar
- 28:51dentro da Granja dele. Maravilhoso.
- 28:54Só tenho te agradecer aqui por esse super bate-papo.
- 28:58E por ter compartilhado com a gente tanto conhecimento.
- 29:01Eu que agradeço o convite e estamos abertos aqui para o que
- 29:07vocês precisarem, né? Então a gente tem aí OE mail dos
- 29:11pesquisadores, tem a página da Embrapa, né?
- 29:14A gente tem um saque também com a toda a parte de dúvidas.
- 29:18Então que vocês precisarem, nós estamos aqui.
- 29:23É isso. Então, pessoal, aproveitem esse
- 29:25canal aberto de conversas com a Embrapa que eles com certeza tem
- 29:30muito a trocar com a gente que não tá lá nessa linha de
- 29:34pesquisa. Muito obrigada.
- 29:36Então, Mariana, a gente vai ficando por aqui e até o próximo
- 29:40episódio. Até tchau, tchau.
- 29:43Tchau.