Latest / Entre Chaves / #279 O que ainda merece uma Spike?
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- 0:00E está começando mais no entre chaves, o seu podcast de
- 0:03desenvolvimento de software. Eu sou a Fernanda e hoje a gente
- 0:06vai falar sobre um negócio até um pouco desconfortável, alguns
- 0:11ritos, alguns artefatos que a gente sempre aprendeu a
- 0:15respeitar como engenheiros de software.
- 0:18Será que eles estão morrendo? É o caso aí do do Spike da poc,
- 0:22né, que é a prova de conceito, as sabatinas arquiteturais.
- 0:26Será que elas podem ter parado de fazer sentido com a era da
- 0:30iaca? E para isso, estou aqui com a
- 0:32Rafa, minha companheira de bancada.
- 0:35Estou aqui de preto, né? Para celebrar mais uma vez
- 0:38celebrando a morte de alguma coisa.
- 0:40Então estou de preto. Fernandinha também.
- 0:42Também estou de preto aqui para celebrar a morte.
- 0:45De alguma, exatamente. Esse é o clima desse episódio.
- 0:49Estamos aqui também com o Renan e com Alan, que, né?
- 0:52São aqui na DTI, que trabalham com o ya o tempo todo aqui na
- 0:55empresa, e aí, pessoal? Mas muito prazer, gente.
- 0:58Meu nome é Renan, eu sou tech manager aqui na DTIE também sigo
- 1:02na minha pergunta mentalmente, né?
- 1:03As spikes estão finalizando ou estão apenas mudando de lugar?
- 1:06Muito obrigado. É um prazer estar aqui com vocês
- 1:08e também vim de preto, conforme solicitado.
- 1:10Aí, ó. Andrescode do entre chaves.
- 1:14Então, pessoal, durante os vários anos aí da engenharia de
- 1:17software, a gente construiu. Destruir o nosso processo de
- 1:20desenvolvimento baseado em uma premissa que basicamente é
- 1:23construir, é caro e demorado. E pra isso com isso, né?
- 1:27A gente acabou construindo e criando diversos rituais,
- 1:32diversas práticas e boas práticas no entorno da
- 1:35construção. Pra evitar que a gente
- 1:38construísse as coisas erradas, né?
- 1:40Pra gente, pra gente conseguir verificar se aquilo ali de fato
- 1:44era viável ou de alguma forma investigar alguma incerteza.
- 1:49Que tava ali pairando sobre a nossa construção.
- 1:52Então a gente abriu um card lá de Spike para investigar uma
- 1:55incerteza. Como eu falei, né?
- 1:57A gente montava uma toque, né? Uma prova de conceito, para
- 2:00verificar se aquilo ali era viável tecnicamente, né?
- 2:03A gente fazia uma sabatina de engenharia, um design DOC, para
- 2:08encontrar melhor abordagem técnica antes de codificar, mas
- 2:13é tudo. Por causa disso que eu falei,
- 2:15porque era muito arriscado, né, eu codificar o negócio errado,
- 2:19né? E perdurar aquele meu produto em
- 2:22cima de uma fundação ou de uma decisão técnica que foi tomada
- 2:26incorretamente? Antes também o conhecimento.
- 2:28Ele era um gargalo. Eu acho que a gente esbarrava em
- 2:30muitas, muitas esteques diferentes para então exigiam
- 2:34pessoas às vezes muito experientes ou especialistas
- 2:37para fazer determinados spikes, né?
- 2:39E hoje o conhecimento com OIA deixou de ser isso, né?
- 2:41Cara, é legal você ter falado isso, porque hoje eu não escuto
- 2:44tanto mais o termo fragilidade técnica sim, é.
- 2:48Parei de ouvir por um tempo e até a própria sabatina
- 2:50arquitetural, né? Que o que o Martin foller define
- 2:53lá como que são as decisões que são é importantes e difíceis de
- 2:58ser mudadas no futuro, né? Mas será que hoje é é difícil de
- 3:01ser mudado? Exatamente.
- 3:04E aí assim, pra entrar nessa nossa discussão, eu, eu até, né?
- 3:08Vi um vídeo da que a gente até chegou a conversar sobre ele, a
- 3:11mencionar a ele na live que a gente fez sobre o Cláudio code,
- 3:15da Fiona fang, que é uma das líderes lá, né?
- 3:19Da antrope, que ela basicamente lidera engenharia e produto.
- 3:22No cloud code e no coworking, no anthropic.
- 3:25Mas ela também já foi. Já passou 11 anos da Microsoft
- 3:28construindo o visual Studio, o Titi script, passou pela meta,
- 3:31construiu o Facebook marketplace, lá do zero, enfim,
- 3:35é uma pessoa com bastante bagagem técnica.
- 3:38E ela fez um vídeo na última conferência do cloud defendendo
- 3:43justamente o seguinte, né? E é isso, construir ficou
- 3:46barato. Debater é caro.
- 3:49Se é o protótipo numa tarde, né? E o protótipo já nasce pra
- 3:53estudar produção, que que? Como é que é isso, né?
- 3:55Por que que eu preciso então ficar debatendo tanto,
- 3:59discutindo tanto algo, estudando tanto algo, verificando tanto
- 4:03uma viabilidade, se às vezes construir é mais rápido do que
- 4:07ficar debatendo ela, ela. Resume uma frase também que eu
- 4:11acho bem legal que ela fala que é o gargalo, ele mudou de código
- 4:15de codificar pra. Tudo que gira em torno do
- 4:18código, né? E uma coisa que eu achei
- 4:19interessante é que ela comenta que isso já aconteceu no
- 4:23passado, né? Ela até dá um exemplo que no
- 4:25início dos anos 2000 é que ela trabalhava no na Microsoft e lá
- 4:30o gargalo deles era bio de integração de código, então
- 4:33tinha uma série de limites. É relacionado a Perry
- 4:36simultâneos. E aí a depois do gargalo passou
- 4:39a ser a construção de código e agora não é mais a construção de
- 4:42código, porque as as ferramentas agéticas tiraram esse esse
- 4:46gargalo. Hoje a gente praticamente não
- 4:48investiga mais tecnologia, né? Igual era antigamente nas
- 4:50spikes. Hoje a gente está investigando o
- 4:52valor, né? O que as o que as.
- 4:55As soluções entregam pra gente, né?
- 4:57O que que o usuário realmente quer?
- 4:58Antigamente tinham vários pais que a gente fazia que era
- 5:01basicamente para poder fazer leitura de documentação, né?
- 5:04Quantas vezes eu já não escrevi um card citando trechos da
- 5:07documentação que eu havia lido para poder instruir ali algum
- 5:11desenvolvedor a efetuar aquela tarefa a seguir com?
- 5:14Algo mais específico, né? E a gente não gastar tanto tempo
- 5:17no momento de desenvolvimento. É então assim, no final das
- 5:20contas, acho que a tese aqui do nosso episódio é essa, né?
- 5:22Assim, será que realmente não existe essas coisas que a gente
- 5:26continua fazendo só pelo status quo, né?
- 5:29E não por realmente elas são úteis ainda a.
- 5:35Gente é que se acostumou com muitas coisas, né?
- 5:37E tem muitas coisas que as pessoas associam.
- 5:39É diretamente ao agilismo. Mas que na verdade são coisas
- 5:44que foram construídas. É pensando no agilismo, mas que
- 5:48não necessariamente são Oo core, né?
- 5:51Do agilismo? Exato.
- 5:52Então pra gente entrar nesses agora, entrar um pouquinho mais
- 5:55na, até na experiência de vocês, que eu acho que é legal, né?
- 5:57De vocês contarem até o que que vocês estão vendo na prática
- 6:00mesmo desses temas. Eu queria só contar um caso, um
- 6:04casozinho que ela mesma mencionou nesse vídeo.
- 6:07Sobre é a decisão arquitetural, né?
- 6:09A sabatina arquitetural que eu acho que tem tudo a ver com a
- 6:12Spike, que tem um também tem a ver com a bock, né?
- 6:14Enfim, com com tudo isso que a gente precisa fazer para evitar
- 6:19o gasto, né? O custo de desenvolver é que
- 6:22basicamente ela contou assim, ela tinha que tomar uma decisão
- 6:25lá relacionada ao cloud cod, né? Tinha que tomar uma decisão
- 6:28arquitetural. E aí a primeira ímpeto dela foi.
- 6:31Pô, eu vou então vamos aqui fazer uma reunião, vamos
- 6:35discutir os cenários, vamos fazer os pros e contras, sei lá,
- 6:38né, as matrizes de esforço e valor.
- 6:41Vamos aqui fazer umas coisas e aí a gente vai decidir
- 6:44tecnicamente, pra onde a gente vai depois disso que ela pensou
- 6:47nisso aí ela falou assim, cara, mas será que eu preciso fazer
- 6:51isso mesmo? Será que eu preciso gastar um
- 6:53tempo debatendo isso com ser? Ou será que eu posso desenvolver
- 6:57os 3, as 3 coisas que eu quero aqui?
- 6:59E aí a gente vai. E revisa o PR e verifica qual
- 7:03que a gente quer manter. E foi isso que eles fizeram no
- 7:06final das contas, assim, né? Aí eu quero abrir a palavra para
- 7:08o sexto, porque eu acho que tem coisas positivas, mas também
- 7:12talvez não tão replicáveis nessa história dela.
- 7:15Mas no final das contas, o conceito era esse, pô, eu não
- 7:17preciso mais ficar debatendo. Eu vou lá, vou abrir os 3 prs e
- 7:21no final das contas eu reviso o código e não uma possibilidade
- 7:26de abordagem. Né?
- 7:28E é isso por isso que veio esse tema, né?
- 7:30Então será que É o Fim da Spike? Então, será que É o Fim da
- 7:32Apollo? Que será que É o Fim dessa?
- 7:33Batina, mas eu eu tenho visto alguns cenários aqui que ao
- 7:37mesmo tempo que construir, ficou muito mais rápido e talvez mais
- 7:42barato. Isso acabou gerando muito mais
- 7:44opções pra gente também. Então, o que eu tenho
- 7:47vivenciado, por exemplo, às vezes a gente precisa
- 7:49implementar um certo tipo de ferramenta.
- 7:51Eu vivi isso com observabilidade de LLM recentemente.
- 7:56E o fato de escolher qual ferramenta a gente vai usar tá
- 7:59cada vez mais difícil, porque todo dia a gente tem uma
- 8:02ferramenta nova. E as diferenças entre essas
- 8:05ferramentas, às vezes elas são mínimas.
- 8:07Então eu vejo que o Spike ainda faz muito sentido nesses pontos
- 8:10onde a gente precisa ali é analisar o nosso contexto,
- 8:13analisar o que que a gente tem dentro da nossa infraestrutura,
- 8:16o que que realmente vai atender as nossas necessidades.
- 8:20E acho que não dá para simplesmente a gente ver ali que
- 8:23tem 19 ferramentas. E construir o que a gente
- 8:27precisa nas 19 ferramentas para depois tomar uma decisão, né?
- 8:31Acho que um mínimo ali de avaliação a gente precisa fazer
- 8:33nesses casos. Imagino que é IA ser, IA ser uma
- 8:35loucura mesmo. Concordo que nesse caso aí,
- 8:38difícil de pensar que a gente não não precisaria fazer um
- 8:41estudo de viabilidade antes, né? E aí voltando naquela fala do
- 8:44Martin fala, né, que ele fala sobre decisões são difíceis de
- 8:46ser mudada. Pensando no que você falou, eu
- 8:49ainda acho que essa frase é válida, mas eu acho que a régua
- 8:52subiu um pouco. Então as decisões que são
- 8:54difíceis de ser mudadas no futuro, elas agora tem que ser
- 8:58muito, muito, muito difíceis mesmo.
- 9:00E tem casos como esse que você falou que se você escolhe uma
- 9:03ferramenta XYZA mudança que vai ter, né?
- 9:07Na Na, na integração, vai impactar no seu.
- 9:10Na sua arquitetura inteira, então?
- 9:12Tem 11. Ponto interessante também que
- 9:13traz nessa nessa questão do do do Alan, que ficou mais complexo
- 9:17também em definir qual ferramenta.
- 9:19Hoje a gente tem muito também mais clareza de avaliar todos
- 9:23esses cenários, né? Talvez ali a gente ainda não
- 9:25precise ir pros para as 19 instâncias ali, né, relacionadas
- 9:29à observabilidade, mas a gente consegue.
- 9:33Os arquitetos conseguem repensar ali indicadores EE, verificar
- 9:37dessas 19 ferramentas, quais serão os possíveis impactos dela
- 9:40e talvez daí decidir, sabe? É muito esse meu pensamento, até
- 9:44na questão de a Spike, né? A tradicional, que era sempre
- 9:49durante, às vezes alguma sprint, ela se torna até alguma coisa
- 9:52muito, muito antes da da própria sprint começar, sabe?
- 9:55Entendi você. Você diz assim, né?
- 9:57Que ficou muito mais fácil de eu analisar riscos, né?
- 10:00Porque o com AEA eu consigo. Fazer 11 benchmark muito mais
- 10:05aprofundado que antes, nesse caso ainda da ferramenta de
- 10:07observabilidade, por exemplo, eu consigo, sei lá, né, fazer uma
- 10:11igual, eu falei um benchmark muito mais aprofundado,
- 10:13encontrar feedbacks da comunidade muito mais
- 10:16facilmente, né? E fazer de fato, de fato, como
- 10:19se fosse, né? 11 Business case técnico, né?
- 10:23Um técnico case, sei lá. É que que eu consigo defender
- 10:27muito melhor uma abordagem ou outra, né?
- 10:29Então concordo com você. Se antes a gente tinha 2 ou 3
- 10:33ferramentas, né, e agora a gente tem 19, talvez analisar as 19
- 10:37nos tempos atuais é mais rápido do que as 2 ou 3 antigamente.
- 10:40Esse exemplo que você deu, Alan, eu acho que ainda é como a Rafa
- 10:43falou, uma decisão muito difícil de ser mudada e que, né, a
- 10:47viabilidade, realmente ela ainda talvez seja saia mais barata,
- 10:51né? Mas eu realmente acho que tem
- 10:53uma classe de decisões que a gente precisava de sabatinas ou
- 10:58de fazer. Spikes é de estudo sobre que eu
- 11:01acho que essas aí ficaram realmente mais fáceis e que essa
- 11:05e algumas realmente parece que faz sentido você criar uns PR lá
- 11:08EE ver o qual que ficou melhor implementado ou qual que ficou
- 11:12menos complexo ou né? Qual que pareceu que para mais
- 11:16de pé? É assim, eu fico com a sensação
- 11:19de que dá. Pra implementar isso que ela tá
- 11:21falando? Eu IA comentar Fernandinha, que
- 11:23eu acho que um caso claro que vem muito na minha cabeça eram
- 11:26relacionados aos testes AB né? Que a gente, sei lá,
- 11:30visualmente, testava a solução a sei lá com o botão da cor azul e
- 11:34um botão da cor vermelha. Hoje a gente consegue testar ou
- 11:37fazer o teste a alfabeto, né? AZ fazer todos os testes e essa
- 11:42implementação muito rápido e falhou.
- 11:46Seguimos né? Seguimos com o que deu certo, eu
- 11:48acho que. Talvez esse também é é é nessas
- 11:51partes visuais, sejam os casos de uso que façam muito sentido,
- 11:56sabe? Que a gente ganhe muita
- 11:57velocidade. Aí é justamente isso, né?
- 11:58Como se eu não precisasse quase que escolher as features que eu
- 12:03realmente vou priorizar, né? Como se eu pudesse desenvolver 3
- 12:06realmente, né? Colocar em produção, fazer
- 12:09testes AB muito melhores que antes assim, né?
- 12:12Por mais que teste AB sempre foi uma boa prática de
- 12:14desenvolvimento de software. Talvez era uma coisa meio cara
- 12:18também, porque você vai desenvolver coisas que no final,
- 12:20uma delas provavelmente você vai descartar, né?
- 12:23E aí um dos pontos que eu acho que tornava tão importante o
- 12:25Spike antes era justamente esse medo de descartar o código,
- 12:28porque vai ser horas ali de trabalho que vai ser em vão, né?
- 12:32Praticamente. E muitas vezes, o código que é
- 12:34proveniente de um de uma poc, de um Spike, ele não é um código
- 12:38pronto para produção e muitas vezes ele precisa de ter um.
- 12:42A gente precisa ser faturado ou às vezes até refeito do zero
- 12:45para poder ser produtizado. Então, e hoje a gente não tem
- 12:48mais esse medo. A gente consegue pegar um
- 12:50protótipo e facilmente implementar.
- 12:53É observabilidade, né? Implementar 11 eppy rest full,
- 12:59sei lá. Eu fiz um teste também aqui, um
- 13:01dos repositórios de um de um dos clientes que a gente trabalha.
- 13:04Eu pedi para IA, né? Coloquei no aproveitei o fable
- 13:07antes dele ser. Bloqueado ali, né?
- 13:11E acho que. Voltou já?
- 13:12Voltou, voltou, voltou. Já voltou, já voltou, mas não
- 13:15voltou, né? Mas eu pedi Pra Ele construir
- 13:17OMCP inteiro da ferramenta, entendeu?
- 13:20Uma análise finops inteira da da do portal.
- 13:24Era um de um portal, né, que a gente trabalha aqui e ele
- 13:27construiu. MCP.
- 13:28Então eu conseguia controlar todo o fluxo lá das
- 13:30documentações através de comandos aqui do.
- 13:34Com AIA, entendeu? Coisas que antes eu tinha que,
- 13:36poxa, entrar lá num console da WS, fazer uma verificação de um
- 13:39log a é reprocessar uma determinada fila através de
- 13:43comandos e isso lá em 30 minutos, com certeza, né?
- 13:47Fiz o fiz essa Spike validei que era possível e o mesmo esforço
- 13:53de construir e eu descartei porque Oo cliente não, não, não
- 13:57topou seguir por esse caminho, né?
- 13:59Não fazia sentido, então foi. 1111 prática de um desapego
- 14:04enorme. É legal porque eu acho que é
- 14:07justamente isso, assim que a gente daqui pra frente precisa
- 14:10praticar mais, né? O desapego dos dos códigos
- 14:12produzidos mesmo porque isso pra mim é esse paradigma, se
- 14:15construir, começa a ser mais barato.
- 14:18Eu realmente posso descartar meu código também com menos, com
- 14:22menos apego, né? Eu lembro que quando eu
- 14:23desenvolvia, é há 400 anos atrás, é, era um filho,
- 14:29exatamente, seu código era seu filho.
- 14:31Né? Seu código era assim, cara, você
- 14:33pensava assim toda vez que chegava melhoria ou no seu
- 14:35código você pensava assim, poxa, tô mudando, ou se alguém falasse
- 14:40assim, não, esse né, esse módulo aqui construído não está sendo
- 14:43utilizado, vamos jogar fora. Aí era praticamente assim, a
- 14:46morte do código, você ficava triste mesmo, né?
- 14:49Eu já fiquei triste por códigos meus, seria jogados fora, né?
- 14:54Então acho que esse é um grande desapego que a gente tem que
- 14:56praticar mesmo atualmente. É engraçado que eu parei de
- 15:00sentir esse desapego justamente porque quando eu olho para um
- 15:02código que é foi gerado por IA, assim é, você cria um
- 15:07distanciamento. Talvez aí é um outro negócio.
- 15:11Até tem um relatório do Dória que fala um pouco isso sobre a
- 15:14propriedade do seu do código gerado por IA.
- 15:17Se ele se você como desenvolvedora, né, reconhece
- 15:21ele como um código seu ou não. Né?
- 15:24Assim é. É bem curioso, eu acho.
- 15:26Eu acho curioso. Eu, eu.
- 15:27Tenho um novo papel ali, né, que que é supervisionar e validar
- 15:31então. É, mas ao mesmo tempo, a
- 15:33responsabilidade do código é sua.
- 15:35Então será que ele realmente não é seu?
- 15:37Deveria ser, né? Mas Oo próprio Doria estuda isso
- 15:40o quanto os desenvolvedores atualmente reconhecem o código
- 15:44gerado por IA como seu mesmo ou não.
- 15:47E aí, enfim, né? Tem vários.
- 15:48A gente até já falou sobre isso num outro episódio, mas isso é
- 15:50muito interessante de analisar. Na minha época mesmo de
- 15:53desenvolvimento, eu acho que era era até menos comum.
- 15:56Tá assim terem spikes igual até há pouco tempo atrás, mas Eu
- 16:01Acredito muito que muitos times usam, usavam a Spike até então,
- 16:05né, para fazer estudos até como o Alan mesmo mencionou, né?
- 16:08Mas basicamente para entender. Se aquilo ali era estimável, né?
- 16:13Ou como seria o caminho técnico pra fazer, né?
- 16:16Mas era muito mais um estudo ou algo que eu poderia até
- 16:21construir alguma coisinha, mas sempre descartável, né?
- 16:24Acho que essa era o conceito de Spike, como ele era usado,
- 16:27certo? É sempre num lugar separado, ou
- 16:30então numa brent que poderia morrer.
- 16:32É exatamente. Vocês ainda acham que nos times
- 16:35que vocês têm contato aí, né, que vocês fazem parte, ainda se
- 16:38usa Spike? Nesse nível mais simples, Eu
- 16:40Acredito que não viu, porque é muito do que a gente comentou a
- 16:43respeito da fragilidade técnica, né?
- 16:45Às vezes a gente sabe que eu sei que isso funciona, mas como
- 16:48funciona? É isso que a gente tenta
- 16:50investigar na Spike. E hoje, quando a gente sabe que
- 16:53isso funciona, mas ainda não sabe como a gente vai descobrir
- 16:56a no momento que for implementar, vai dar tudo certo.
- 16:59É exatamente, né? Parece que a parte.
- 17:02É como se ela passasse para o momento do refinamento técnico
- 17:05que você já faz logo antes de implementar, né?
- 17:08É assim com AEA. Óbvio, né?
- 17:10Assim você já vai fazer, já vai entender como se implementa.
- 17:13Junto com AIA na hora de implementar, você não precisa
- 17:16dessa etapa anterior de estudo ou de leitura de documentação,
- 17:21como você falou, né? Ou, enfim.
- 17:23Fazendo uma curiosidade, é como eu estou, atuo no laboratório de
- 17:26pesquisa, que é o darl paper Research.
- 17:27É o que eu mais faço. É Spike, então?
- 17:30Não vai mudar pra gente. A questão aqui do do laboratório
- 17:33é quando surge uma ferramenta nova Na Na área de a, na área de
- 17:36machin Lane, a gente tem que testar No No nosso core
- 17:40Business, né? Que é o marketing.
- 17:41E muitas vezes é isso vai ser descartado, porque a gente pode
- 17:45testar n coisas e isso não necessariamente vai virar um
- 17:48produto, porque é um laboratório de pesquisa.
- 17:50Então tem diferentes outros propósitos, né?
- 17:53Pra como virar um paper, virar um artigo científico.
- 17:57É. Ou então um protótipo mesmo?
- 17:59Então não necessariamente vamos construir produtos.
- 18:02Mas é. O Spike continua existindo com
- 18:05essa ideia, né? De testar coisas novas,
- 18:07principalmente nessa era da IA, que o tempo todo tá.
- 18:10A gente tá sendo bombardeado com novos paradigmas, novas
- 18:15arquiteturas de modelos. Isso aí que a que a que a Rafa
- 18:19estava comentando, ô, ô Fernandinha, eu acho que eu
- 18:21trago muito porque está muito inerente o ambiente, né?
- 18:24Quando eu digo o ambiente, talvez.
- 18:26O ecossistema ali é onde a gente esteja atuando.
- 18:28Eu acho que dentro dos times aqui, né, onde eu atuo, a gente
- 18:31precisa de um pouco de uma mudança, de de de mentalidade
- 18:34pra perceber que agora a gente pode aplicar muito mais spikes,
- 18:38fazer muito mais descobertas e tudo mais.
- 18:40Porque existe uma esteque aqui, um ambiente muito Maduro em
- 18:45relação ao desenvolvimento, onde o pessoal tá seguindo o
- 18:47padrãozinho, né? Então não, não tá fugindo muito
- 18:50do contexto ali de de existir uma necessidade de uma Spike.
- 18:54Porque AA própria empresa já tem uma estéc definida, tem muitos
- 18:58exemplos, tem muitos casos de uso, né?
- 19:00Então acho que essa questão do ambiente aí igual, igual a Rafa
- 19:04citou sobre trabalhar dentro do praticamente pesquisa e
- 19:07desenvolvimento, né? A gente precisa trazer pra todos
- 19:10as pessoas, né, pra ter essa mudança de mentalidade.
- 19:12Eu acho muito legal esse negócio da mudança da mentalidade em si,
- 19:16até naquele exemplo que eu falei, né, que ela, a Fiona,
- 19:19falou sobre OPR, que eles era melhor.
- 19:23Abrir 3 prs do que ficar discutindo no quadro esse tipo
- 19:26de mudança de mentalidade. Eu acho que é um negócio muito
- 19:30complexo também de fazer, né? Assim, é uma mudança de
- 19:33comportamento dos desenvolvedores, assim como o
- 19:36tamanho das histórias mudou completamente, né?
- 19:39Agora eu não preciso mais quebrar minhas minha feature em
- 19:4210 testes histórias, porque eu consigo às vezes mandar a
- 19:46feature inteira pra ir a desenvolver e é uma mudança de
- 19:49mentalidade de como eu faço isso.
- 19:51Esse tipo de coisa também é uma mudança, que é tipo assim, cara,
- 19:54eu não preciso também ficar debatendo tanto mais quando de
- 19:58verdade, eu posso construir simplesmente e jogar fora se der
- 20:02errado. Então eu acho, acho muito
- 20:04interessante também analisar essa ótica da mudança de
- 20:06comportamento, né, do time. E eu imagino que vocês aí, né,
- 20:10imagino o Alan que está mais, até mais, mais na ponta, né?
- 20:14Né, Renan, que você no sentido do técnico da coisa.
- 20:17Que eu acho que ainda deve se se deparar constantemente com
- 20:21decisões técnicas que às às vezes, a gente ainda vai para o
- 20:24quadro, né, para discutir. Sobre esse.eu, acredito que.
- 20:28A mudança de mentalidade ela está acontecendo ainda na
- 20:31quebra, tá? A Fernandinha, então.
- 20:33É exato, né? Assim é de que já é uma mudança
- 20:35de mentalidade. Super difícil, né?
- 20:37Com certeza você citou AA questão de Mini testes, né?
- 20:41A gente tem 10 testes ali dentro de uma tarefa, mas a gente tá
- 20:43chegando em pontos que às vezes não tá fazendo sentido nem
- 20:46quebrar uma testa de front end e back end.
- 20:48Mais a gente já constrói tudo de uma vez.
- 20:50Então acredito que esse tipo de debate, esse tipo de
- 20:53acontecimento, ele. Vai prolongar por mais algum
- 20:57tempo, né? Até que a gente consiga ter essa
- 21:00esse entendimento novo é, a equipe está mais alinhada, então
- 21:04ainda acontece. É, Eu Acredito que sim, né?
- 21:07Porque, como eu falei, a mudança do comportamento é uma das
- 21:10coisas mais difíceis mesmo assim, né?
- 21:12De de acontecer, até porque, né? Como eu falei no início, a gente
- 21:16sempre viu isso como uma boa prática, né?
- 21:19Assim, e é difícil desconstruir um paradigma que é muito
- 21:22consolidado também. Mas ao mesmo tempo, eu vou
- 21:25colocar um contraponto aqui, que eu acho que é muito importante
- 21:28também de falar, né, em relação a tudo isso que a Fiona defende,
- 21:32né? Nesse vídeo da anthropic que
- 21:34óbvio, primeiro ela está no ambiente do cloud, né?
- 21:38Do cloud cold do cloud, que com certeza conta com engenheiros
- 21:42bem seniores, um time que o produto nasceu na era da IA, ele
- 21:47é construído por IA o tempo todo, então ele já nasceu com
- 21:51boas práticas que a IA sabe o bem construir.
- 21:54Então, acho que isso é uma ressalva importante da gente
- 21:56falar que isso não é verdade para muitos times que estão
- 21:59rodando em códigos legados, né? E já são códigos mais difíceis.
- 22:03E um outro é uma outra ressalva que eu tenho que falar aqui
- 22:05também, que eu acho que é um contraponto importante que é
- 22:08muito benéfico para ela como membro da antrópica, que
- 22:11defendeu 11 ponto de vista como esse, né?
- 22:14Afinal? Eles ganham dinheiro com o
- 22:16código produzido, né? Então assim, isso é bem
- 22:18importante da gente também posicionar, né?
- 22:20Essa opinião dela, claro que ela tem um interesse financeiro, né?
- 22:25Na no, na comunidade passar a achar isso como verdade, né?
- 22:29É e assim um fator que a gente trouxe no episódio do Dória.
- 22:33Então, pra quem não ouviu esse episódio ainda, corre lá que tá
- 22:36bem legal. A gente comenta muito sobre a
- 22:38necessidade das organizações de provarem o valor que elas estão.
- 22:43Despendendo, né? Com o uso de ar, acho que é
- 22:46importante falar que existe 11, que precisa ter um Balanço entre
- 22:51quantas versões diferentes da mesma ferramenta, do mesmo
- 22:54protótipo. Eu vou desenvolver porque isso
- 22:57tudo vai gerar um custo, né? E a gente não sabe quando que.
- 23:00Essas ferramentas vão ficar mais caras e se a conta vai fechar no
- 23:04final? Justamente, né?
- 23:05E claro, a própria antrópica, que treina os próprios modelos e
- 23:08que ela mesma, né? Controla o custo daquilo.
- 23:11Talvez não seja um problema tão grande de custo.
- 23:14Eu abri 3 prs pra tudo o que eu penso.
- 23:18Não deve ter ninguém na antrópica, né Fernandinha?
- 23:20Falando assim, meus tokins acabaram se liber.
- 23:22É exatamente. Talvez esses spikes agora?
- 23:26E que durem mais tempo. Talvez sejam na investigação do
- 23:29valor gerado das coisas, né? E Na Na Na questão da gente
- 23:33evitar desperdício. Então talvez o risco é ele tenha
- 23:38saído da parte técnica imigrado pra parte de negócio foi igual
- 23:41AA Rafa citou, existe descarte e pode haver desperdício ali e
- 23:45desperdício de dinheiro, né? No final das contas, né?
- 23:47Então, no final das contas, não é que a Spike morreu, né?
- 23:51É que ela mudou de forma, né? Ela mudou de complexidade,
- 23:55talvez. Né?
- 23:56Uma coisa que era um estudo muito simples, pouco
- 23:59aprofundado. Pô, isso aí realmente não
- 24:01precisa mais de Spike, né? Uma pop muito simples, pô.
- 24:04Não precisa mais de pop, de fato.
- 24:06O que mudou, na verdade, é quando fazer o Spike?
- 24:09Exatamente quando fazer o Spike, quando fazer a pop.
- 24:12Justamente porque agora complexidades diferentes
- 24:15demandam spikes e pops, talvez complexidades maiores, né?
- 24:19Que foi até o que você falou no início?
- 24:21Sobre essas demandas que são realmente muito complexas e que
- 24:26são realmente muito difíceis de alterar, no.
- 24:30Futuro mudar no livro dele e assim colocar assim decisões
- 24:32difíceis de ser mudadas pra decisões dificílimas.
- 24:36De serem mudadas? Exatamente.
- 24:38Mas no fundo, pra que que sempre, né?
- 24:40Essas coisas surgiram, né? Pra que que essas coisas eram
- 24:43feitas? Justamente como eu falei no
- 24:45início, pra reduzir a incerteza, né?
- 24:48Pra gente. Realmente construir o que a
- 24:50gente queria, né? E de fato, para gente estimar
- 24:54antes da gente se comprometer, isso também é, eu acho que é um
- 24:58dos objetivos também, a gente saber tirar a incerteza para
- 25:01conseguir estimar o nosso próximo passo, né?
- 25:05Porque, afinal, eu preciso estimar para dar alguma
- 25:07visibilidade para quem eu vou construir.
- 25:09Eu acho que essa parte da estimativa pode até virar outro
- 25:12episódio. Com certeza É o Fim da
- 25:14estimativa ou não, porque realmente tá difícil demais de
- 25:18estimar. Não é?
- 25:19Vai ter o episódio e eu estarei de preto.
- 25:22Fernandinha, é só um comentário sobre isso.
- 25:24Eu eu tô com dificuldade de estimar aqui, até Spike, poc
- 25:28aqui, qualquer coisa. Semana passada, quinta-feira,
- 25:31uma pessoa que meio né? O Samuel, nosso querido Samuel,
- 25:33me mandou mensagem na preciso de uma coisa assim, assim, assado,
- 25:37para quanto tempo? Eu falei, espera aí, Samuel,
- 25:39estou chegando aqui no hotel amanhã.
- 25:41Quando eu chegar na dti eu vejo para você.
- 25:43Quando eu fui olhar, já estava pronta a poc.
- 25:46É, né, no final das contas, né, só dando um spoiler de algumas
- 25:50das minhas opiniões aí sobre estimativa, é como a
- 25:52complexidade do software. Meio que fez um flat, né?
- 25:55Assim é é difícil falar que uma coisa é 53 vezes mais difícil
- 26:00que outra, já que a iaque executa é as coisas talvez vão
- 26:04ser muito mais medidas em itens entregues do que em pontos, não
- 26:08sei. É uma próxima boa discussão que
- 26:10a gente vai ter aqui no Inter. Chaves.
- 26:13Né, é isso aí. E com isso, então, pessoal, a
- 26:14gente termina esse episódio, é, deem as suas opiniões pra nós.
- 26:19Você acha que realmente É o Fim do Spike?
- 26:21É o Fim da poc, da sabatina de arquitetura ou não?
- 26:25Você não acredita em nada disso. Você acha que é um puro.
- 26:27Hype, um. Puro hype do androp que pô, uma
- 26:30pura loucura que estamos conversando.
- 26:32Deem sua opinião. A gente vai adorar conversar com
- 26:35vocês. E no mais, até a próxima.
- 26:38Tchau, tchau. Valeu, pessoal, tchau.
- 26:39Gente, valeu pessoal, até o próximo velório.