Latest / SuinoCast · by PPGVET / Laya Alves: Quando e Como Eutanasiar? | Ep. 259
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da swinocultura
- 0:08brasileira, o Swinocast. Agora
- 0:10quando a gente fala de eutanásia, ele é um
- 0:14procedimento que ele precisa ser pensado e ele vai
- 0:17acontecer exatamente pensando nas premissas de bem -estar
- 0:21animal dentro da cadeia produtiva. Siga
- 0:25-nos nas redes sociais, YouTube, Spotify para ter
- 0:28acesso a conteúdo técnico atual, de qualidade
- 0:31irreverente e gratuito. O Swinocast só é possível
- 0:37através do apoio de empresas inovadoras e que
- 0:39apõe a educação continuada na swinocultura brasileira.
- 0:43Giga, alta performance, sem
- 0:45esforço. Polinutri, nutrição animal. Juntos,
- 0:48vamos mais longe. Top Gen, onde você encontra as
- 0:52as redes sociais mais completas do mercado. A
- 0:54excelência está no nosso DNA. Boa
- 1:01tarde pessoal, sejam todos muito bem -vindos para mais
- 1:04uma edição do nosso firmware test. Meu
- 1:07nome é Guilherme Brantes, sou o Vols de Equipe do
- 1:09programa. Hoje a gente tem uma comunidade
- 1:12especial, a Laia Canan. Laia
- 1:15seja muito bem -vinda. Lembrando
- 1:19aqui que o objetivo do nosso programa, do nosso
- 1:23trabalho, é abranger uma grande parte de assuntos e
- 1:29atingir uma grande parte de pessoas. Quando
- 1:33eu falo dessas pessoas, a gente está falando de
- 1:35nossos produtores, o impacto direto a eles, o impacto
- 1:39dos futuros produtores, dos fichos, os produtores que
- 1:42eventualmente assistam aos programas. A
- 1:46parte da academia, tanto professores quanto alunos de
- 1:51mestrado, doutorado, alunos da academia, ou futuros
- 1:54alunos também, em diferentes áreas da agropecuária, da
- 2:00veterinária, biologia, agronomia, zotequinha, enfim,
- 2:04todas essas áreas. Uma importância bastante grande
- 2:07nos consumidores do nosso produto e eu sempre friso
- 2:11dos nossos não -consumidores. Aquilo
- 2:13que a gente deve falar e é importante a gente falar
- 2:16coisas para que as pessoas entendam a nossa cadeia e
- 2:21o modo da gente produzir. Eu
- 2:24vou brevemente apresentar aqui de uma maneira formal,
- 2:29Laia, que permiti chamar assim, tu que tem a
- 2:33formação acadêmica com bacharelada e zotequinha na
- 2:37Federal de Berlândia, mestre em ciências veterinárias
- 2:41pela Universidade de São Paulo, hoje fazendo um
- 2:44doutorado na Universidade de São Paulo com o Sandwish
- 2:47na North Caroline State University e, importante,
- 2:51coordenador do ensino, pesquisa, inovação e
- 2:54extensão do laboratório de pesquisa e de suíblos. Eu
- 2:57vi que tu está com uma xícara aí do LPS, a
- 3:02Faculdade Veterinária de Isotequinha da USP. Então,
- 3:05Laia, seja muito bem -vinda, uma apresentação formal aqui
- 3:08e para começar aqui para o nosso quebra -gelo, eu
- 3:13gostaria que tu se apresentasse quem que é a
- 3:15Laia, como que entrou essa missaresample da veterinária
- 3:20e, enfim, da onde veio e a onde está, não para onde
- 3:25está aí, Perfeito, primeiramente eu gostaria de
- 3:30agradecer o convite, sempre um prazer estar aqui com
- 3:33vocês, pode me chamar de Laia, fica super à vontade,
- 3:37é um nome diferente, o mais simples possível é o
- 3:39melhor sempre. Eu estou aí no ramo da
- 3:42produção de suíblos, já tem uns 7 anos aproximadamente,
- 3:46final de graduação para mestrado doutorado,
- 3:49trabalhando com isso, mas sempre fui uma entusiasta
- 3:52por pessoas. Eu acho que se a gente fosse
- 3:55definir a Laia de alguma forma, seria sobre pessoas.
- 3:59Gosto de ter pessoas próximas,
- 4:01gosto de conhecer pessoas, entender pessoas e acho que
- 4:04dentro da produção de suínos o nosso maior
- 4:06gargalo hoje são as pessoas, a gente
- 4:10tecnicamente está dentro de tudo, mas a gente falha
- 4:14muito ainda no básico, aquela questão empática de
- 4:17entender o próximo, de ver que as pessoas precisam tão
- 4:21ali, tanto quem está no dia a dia quanto o nosso
- 4:23consumidor, então eu tenho trabalhado aí e dedicado a
- 4:27minha carreira com a orientação de grandes
- 4:29pessoas, também grandes mestres que têm me
- 4:32orientado com esse enfoque. Eu
- 4:35caí nas rotequilhias de paraquedas, minha família
- 4:38não é de produtores, não tenho grandes fazendeiros,
- 4:41pouco contato, sou do interior de Minas Gerais,
- 4:44mas nunca fui fazendo a rotina, mas entrei nas
- 4:49rotequilhias, me apaixonei, tive grandes mestres que me
- 4:52mostraram a importância da produção animal, me
- 4:55apaixonei pela sua incultura no processo e caí em
- 4:59Pirassununga, maior em Pirassununga hoje, estou
- 5:02aqui no laboratório de pesquisa e ensinou a
- 5:04sobreorientação do professor César e estamos nesse
- 5:07trabalho contínuo aí de educar pessoas, de entender
- 5:10pessoas e claro, pensando na relação humano animal e
- 5:14como a gente pode melhorar o contexto geral. Então,
- 5:18acho que brevemente se a gente fosse definir laia
- 5:21antes e hoje seria nesse aspecto. As
- 5:26matrizes da Top Gen carregam a excelência em
- 5:29seu DNA, guiando os produtores e consumidores a
- 5:32um futuro mais sustentável da sua incultura, resultado
- 5:35de quatro décadas com o foco em melhoramento de
- 5:38matrizes e agora potencializado através da
- 5:41atualização genética, o que tende melhor na Suíça.
- 5:46Legal, legal que tu fala em
- 5:48pessoas e especialmente teria alguma pena que tu
- 5:52fala de influência, alguém que tu queira referendar e
- 5:57como influência na tua carreira? Nós
- 5:59com certeza, pessoas para mim são muito importantes,
- 6:04então acho que a primeira pessoa a acreditar em mim
- 6:06lá atrás na graduação ainda foi a professora Camila
- 6:09Rainé que nem trabalha com suínos, mas ela também é
- 6:12daqui de Pirassununga da Universidade de São Paulo e
- 6:15foi quem me estimulou e atrás da área acadêmica de
- 6:18buscar esse conhecimento, de entender um pouco mais
- 6:20questões mais holísticas e claro, professor César, que
- 6:24depois abriu todas as portas para mim aqui e é
- 6:27um grande, hoje um dos meus melhores amigos, meu
- 6:31parceiro de trabalho, um grande companheiro, então
- 6:35acho que esses dois são grandes players na minha
- 6:37vida que com certeza abriram todos os caminhos
- 6:40possíveis para a gente. Legal,
- 6:43importante a gente fazer esse outro conhecimento e
- 6:46quando tu fala do César, é o César Garboça. Isso,
- 6:49César Garboça, grande conhecido e parceiro aí
- 6:51também de vocês. Que teve aqui em alguns outros
- 6:55episódios e esses dias a gente até fez um trabalho
- 6:59conjunto e pode conversar bastante, ele me falou do
- 7:02trabalho em Pirassununga. Quanto
- 7:05um pouco do LPS aí, do laboratório? O
- 7:09nosso laboratório, bom, hoje então a gente está aí à
- 7:12frente do laboratório de pesquisa e ensuinos aqui da
- 7:14Universidade de São Paulo há cinco anos e meio
- 7:16aproximadamente, né, o professor César Garboça está
- 7:20aí há cinco anos e meio, estou com ele há cinco
- 7:22anos já, então desde o início e aqui a gente
- 7:25basicamente a gente desenvolve atividades de
- 7:27ensino, pesquisa, inovação e extensão e uma das grandes
- 7:32características que a gente tem e tento trazer na
- 7:35verdade é estar em contato direto com a indústria para
- 7:38entender as necessidades do mercado e aquilo que a
- 7:41Universidade, a gente enquanto atores da ciência
- 7:45pode auxiliar aí no desenvolvimento da cadeia
- 7:48produtiva e também a gente tem uma parceria muito
- 7:51legal que para nós é muito importante com a Associação
- 7:53Paulista dos Criadores de Suinos, né. A
- 7:56gente tem vários projetos sendo desenvolvidos junto a
- 7:58eles para a gente realmente ter esse contato direto com
- 8:01quem está na lida todos os dias. Então
- 8:03a gente tem uns painéis muito legais e tem muita
- 8:06demanda junto com os produtores do Estado de São
- 8:08Paulo com a Associação, então eu acho que isso é
- 8:12muito legal e aí para além dessa parte de inovação, de
- 8:15desenvolvimento de produtos que a gente testa aqui no
- 8:18laboratório, a gente também tem toda essa pegada de
- 8:21pesquisa e extensão com os produtores e claro a parte
- 8:25de ensino que a gente dá em globa alunos de
- 8:28graduação tanto da Universidade de São Paulo
- 8:30quanto das universidades aqui da Reurgião,
- 8:32particulares, privadas, públicas, enfim. Todo
- 8:35mundo que tem interesse, a gente abre, tenta dar o
- 8:38máximo de disponibilidade possível e a gente entende
- 8:41que tem uma estrutura muito legal e que todo mundo
- 8:43deve ter o direito de usar isso, né. Então
- 8:45a gente tem tentado englobar todo mundo e
- 8:48trazer quem tiver vontade, foi o entusiasta da sua
- 8:52incultura, a gente está de portas abertas para receber
- 8:55e trabalhar nisso aí mas é bem legal que a gente
- 8:57tenha essa parceria com a indústria, então com grandes
- 9:00empresas, grandes players do mercado, com os produtores
- 9:03e com alunos, o pessoal da pesquisa, outras instituições
- 9:07de pesquisa do exterior também que trabalham com a
- 9:09gente, então acho que o LPS é um pouquinho de
- 9:12tudo, a gente tenta fazer um pouco de tudo muito bem
- 9:15feito para trazer essas melhorias aí para a cadeia
- 9:19produtiva e a gente poder otimizar o máximo que a
- 9:21gente conseguir. É importantíssimo essa relação
- 9:25e academia e órgãos de pesquisa ensino com a
- 9:30prática, com o que está fazendo. Vamos
- 9:34lá, hoje o nosso tema é um tema bastante diferente,
- 9:38o tema que a gente já, eu não vi em outros programas,
- 9:43nem no Swinecast, nem no Swidocast e um programa que
- 9:48eu posso estar enganado, mas é uma coisa pouco
- 9:51falada e importante para nós debatermos aqui, que é
- 9:56a Eutanasia. Só dando um enfoque a umas
- 10:01duas ou três semanas, eu assisti um episódio aqui do
- 10:05Swinecast com a de Jane Delanoira e ela estava
- 10:09falando de mortalidades, de crash, os desafios e eu
- 10:14anotei uma frase que ela falou que a morte choca, a
- 10:17morte choca pelas perdas, diretas, que a morte causa,
- 10:22mas também que é uma questão complexa, uma
- 10:25questão que envolve aí a questão financeira, além da
- 10:29complexidade da própria morte e também o lado
- 10:32emocional. E, ao a gente falar de
- 10:36Eutanasia, eu fiz uma pesquisa aqui e fui ver o
- 10:39que é Eutanasia, Eutanasia vem do grego, né, eu bom
- 10:43e tamatos a morte, então eu consegui uma morte boa.
- 10:47E dando só um contexto aqui,
- 10:49quando eu falo de bem estar animal, para minha
- 10:55família, minha mãe já tem um pouco mais idade, ela
- 10:58fala, ''Pô, mas tu passou a vida inteira produzindo e
- 11:00vocês falam de bem estar animal'' ''de ficar com
- 11:02vocês abaixo.'' Então o abate é um fim da vida
- 11:06para começar uma alimentação com proteína e nós vamos
- 11:11falar hoje do outro fim da vida, quer dizer, o mesmo
- 11:14final da vida, mas não é um final produtivo, né, é
- 11:17o final de uma quebra aí. Então
- 11:21eu já te pergunto, assim, o que, quando, né, ou qual
- 11:28que é a diferença conceitual entre a Eutanasia
- 11:32e o abate ou o abate humanitário, e a partir daí
- 11:35vamos conversando, né. Perfeito,
- 11:38eu acho que a sua colocação sobre a questão
- 11:40do bem estar e, ''Ah, vocês vêm falar de bem
- 11:43estar, mas vocês estão abatendo animais e fim
- 11:45produtivo.'' É bem, eu me lembro muito de
- 11:48uma professora de sociologia rural, que era vegano e
- 11:51falava para mim sempre, ''Ah, mas é bem estar para
- 11:53quê? Você vai matar.'' E
- 11:55não é sobre isso, o fim produtivo a gente tem um
- 11:57fim extremamente digno. A gente está trabalhando com
- 12:00animal de produção e ele vai ser abatido com um
- 12:03objetivo, né, então a gente está pensando na cadeia de
- 12:07alimentação da população. Agora,
- 12:09quando a gente fala de Eutanasia, né, ele é um
- 12:12procedimento que ele precisa ser pensado e ele vai
- 12:16acontecer exatamente pensando nas premissas de bem estar
- 12:20animal dentro da cadeia produtiva. Então
- 12:23o abate, ele é o nosso objetivo final. Então,
- 12:26qual é o nosso objetivo quando a gente produz
- 12:27suínos padrão, né, como ó, de tizuinos, quilo de carne
- 12:31produzido. Então a gente está pensando num
- 12:33produto de qualidade, um produto seguro para quem
- 12:36está consumindo, com maior bem estar animal possível e
- 12:39com a melhor qualidade de trabalho para as pessoas
- 12:41que estão envolvidas no processo. E
- 12:43o nosso objetivo é alimentação. Então
- 12:45isso é um abate e o abate humanitário vai ter todos
- 12:48os procedimentos a nível de frigorífico para que ele
- 12:51aconteça. E para isso a legislação
- 12:54brasileira, ela é impecável, a gente não precisa nem
- 12:56entrar nesse mérito, né, os abates legislados no Brasil,
- 13:00todos são humanitários e são abates extremamente
- 13:03preocupados e conscientes e se algo está fora da
- 13:06legislação, toda linha de frigorífico para. Então
- 13:09isso a gente é referência mundial. Agora
- 13:13quando a gente fala de eutanásia, a gente está
- 13:16quebrando esse processo, né, então a gente tem um
- 13:18objetivo final, que é produzir da melhor maneira
- 13:21possível para ter um produto de qualidade para o
- 13:24meu consumidor. Aí eutanásia não, dentro do
- 13:27meu processo produtivo, eu tive um empecilho, um
- 13:30problema, um animal debilitado, um animal doente
- 13:33e eu preciso identificar esse animal e tomar uma
- 13:36decisão. O que eu faço com esse
- 13:37animal? Então sempre que a gente pensa
- 13:40em identificar um animal que está doente, está
- 13:42debilitado de alguma forma, a gente tem três opções.
- 13:45Uma delas, eu vou tratar esse
- 13:47animal, que tende a ser a primeira escolha sempre. Vou
- 13:51tratar esse animal e tentar recuperar um animal que
- 13:53está debilitado. A segunda seria eutanásia, mas
- 13:58quando eu penso em eutanásia, se o meu animal,
- 14:00o que é a eutanásia? A gente vai induzir a
- 14:03cessação da vida de um animal por meio de um
- 14:05método que é científicamente comprovado. Então
- 14:09esse é um ponto muito importante por um método
- 14:11que é eficaz e que traz a inconsciência imediata do
- 14:15meu animal para que ele não passe por um sofrimento
- 14:18desnecessário. E quando eu digo sofrimento
- 14:20desnecessário, eu quero dizer, esse animal não
- 14:23responde à medicação ou é algum tipo de problema que
- 14:27a gente tem, que não tem chance de recuperar, como a
- 14:30gente trabalha com atividade produtiva. É
- 14:33algo que o custo é totalmente incompatível, ou
- 14:35a gente não vai ter estrutura dentro da grângia
- 14:37para manter esse tratamento. Mas
- 14:40enfim, a gente precisa pensar no animal e entender
- 14:43que a eutanásia é uma premissa do Benstar. Ela
- 14:47não é meu objetivo. O abate é meu objetivo para
- 14:49a produção de alimento. A eutanásia não. Ela
- 14:52é um procedimento que vai ser realizado depois que eu
- 14:54identifique um animal entre muitas aspas problema.
- 14:59Problema, eu quero dizer, no sentido
- 15:00do animal que está debilitado, que está
- 15:02comprometido, que está com problemas de saúde, de
- 15:05algum aspecto que a gente pode abordar vários
- 15:08exemplos. Então eu identifiquei esse animal
- 15:11e ele não estava planejado, porque o que a gente quer,
- 15:14que tudo corra muito bem. Mas
- 15:15claro, quando a gente trabalha com biologia, a
- 15:19gente está predisposto a tudo. Tem
- 15:20pressão de infecção, tem outros patógenos que entram,
- 15:23enfim. Então eu identifico esse animal e
- 15:25eu preciso tomar uma decisão. E
- 15:27daí a eutanásia é uma das decisões que eu preciso
- 15:29tomar. E a principal premissa de
- 15:31eutanásia é o Benstar animal, porque você foi
- 15:34perfeito na sua colocação de trazer a etimologia da
- 15:38palavra. Que é a primeira coisa que eu
- 15:40falo para os alunos. Eutanásia,
- 15:42vendo o grego, significa boa morte. Tenha
- 15:45isso em mente. É melhor para aquele animal
- 15:48morrer do que continuar no estado, porque ele está sem
- 15:50chance de se recuperar e ficar em sofrimento. Então
- 15:53eu acho que esse é o primeiro ponto para a gente
- 15:55ficar muito bem alinhado e tirar esse peso, porque é
- 15:59um peso da palavra nas costas. A
- 16:01gente fala eutanásia vem aquela carga pesada, essa
- 16:04cobrança da sociedade de, meu Deus, parece que vocês
- 16:07têm prazer em tirar a vida de um animal. E
- 16:10não é isso. Totalmente é o oposto. Deixa
- 16:15eu te perguntar o meu pensamento cartesiano, que é
- 16:17muito forte. E só fazendo um resumo do
- 16:21que a gente falou até agora. Falou
- 16:23das regras e da condição muito bem feita, do ABAT,
- 16:28muito bem documentado e legislado no Brasil. E
- 16:36também para a eutanásia tem um material muito bem
- 16:39elaborado pelo emissério, que é a referendada a
- 16:45eutanásia. Mas no meu cartesiano aqui, tu
- 16:48falou que a partir do animal que ele está com
- 16:51algum problema, nós temos três caminhos. Isso.
- 16:55Eu acompanhei dois aqui. E aí o tratamento. A
- 16:58eutanásia. E o terceiro seria o ABAT,
- 17:01mas a gente chama de ABAT -Precócio. Que
- 17:04é a depender da condição. Isso
- 17:06é um animal que a gente consegue medir como, mas a
- 17:09gente respeita o período de carência. Ele
- 17:11consegue ser embarcado. Eu tenho logística suficiente
- 17:14para isso. Obviamente a gente opta por enviar
- 17:17ABAT por questões econômicas mesmo. Então
- 17:22os três caminhos são esse. Tratamento,
- 17:24e eutanásia, ABAT. E aí qual eu opto? Depende
- 17:27de vários fatores que a gente aborda mais
- 17:30detalhadamente. Mas são esses três caminhos.
- 17:33Identificação do animal, três opções.
- 17:35Como eu decido por elas, aí a
- 17:37gente tem várias possibilidades. Sim,
- 17:41mas tudo isso que tu fala aqui é a árvore desses
- 17:45olhos. Basicamente. Exato. E
- 17:48de uma maneira geral, eu acho que fica bastante
- 17:51importante que é a opção ou a obrigatoriedade. A
- 17:57obrigatoriedade de não permitir o envio para o
- 18:02ABAT de algum animal que não consiga, se eu como
- 18:05ver, sozinho. Exato. Aí ele, por si só, também
- 18:09já é uma resposta. A gente tem, na legislação,
- 18:15nas recomendações, a gente tem uma cartilha do
- 18:18Conselho de Medicina Veterinária, que traz os
- 18:21pontos de o que seria uma eutanásia, como a gente
- 18:23opta, a obrigatoriedade do médico veterinário, na
- 18:27tomada de decisão. E a gente tem uma cartilha
- 18:30muito mais realista que vai orientar a gente, que é do
- 18:33Ministério, pensando na eutanásia específica e a
- 18:37gente tem uma focada em suínos, que é muito legal
- 18:40e muito completa. E aí um ponto máximo é que,
- 18:43como eu falei no início, a eutanásia é uma premissa do
- 18:45bem -estar animal. Então, se a gente pensar lá nos
- 18:49domínios ou nas liberdades, a depender do que o
- 18:52pessoal trabalha, a gente não pode garantir que esse
- 18:54animal fica em sofrimento, ele tem que estar livre de
- 18:55medo, de fome, de seres, de dor, de desconforto.
- 18:59Então, se é um animal que ele
- 19:00tem dificuldades de silo como ver, como que eu
- 19:04coloco esse animal num caminhão de transporte para
- 19:06o ABATEDORO? Não existe essa possibilidade.
- 19:09Então, existe para ele uma única
- 19:11alternativa, que é a eutanásia. E
- 19:14quando a gente fala de eutanásia, ela vai ser
- 19:15realizada na própria granja. Agora,
- 19:18esse animal para sair para ABATEDORO, ele tem que,
- 19:20mesmo que a própria granja, assim, a empresa tem o
- 19:25próprio frigorífico, talvez no mesmo sítio, algo
- 19:27próximo, ainda assim esse animal tem que ser
- 19:30transportado. Ele precisa silo como ver da
- 19:32baia, para o corredor, para embarcar no caminhão. Então,
- 19:35assim, um animal que ele está com dor, tem
- 19:37dificuldade de locomotora, ele não pode, de maneira
- 19:40alguma, ser forçado a caminhar. Esses
- 19:42casos são indicações para a eutanásia imediata. E
- 19:45existem vários casos que são listados como indicações
- 19:49para a eutanásia imediata, que daí a gente nem vai
- 19:52trazer para o mérito da árvore decisória. A
- 19:55árvore decisória, ela vem para ajudar a gente a
- 19:57tomar uma decisão muito objetiva, mas em casos que
- 20:01eu tenho opções de decisão. Existem
- 20:04alguns casos que não têm opção. Identifiquei,
- 20:07eutanásia imediata, não tem conversa, não tem
- 20:09supervisor, é eutanásia pronto. O
- 20:12que seriam esses casos? Exemplos,
- 20:16casos de prolapso suterino. Eutanásia
- 20:18imediata, não tem o que falar com ninguém. É
- 20:20eutanásia afêmia. Casos de fraturas, de pélvis, de
- 20:25coluna, animais que perdem a postura. Então,
- 20:28esses são casos de eutanásia imediata. A
- 20:30ciência existe, poderia existir um tratamento? Sim,
- 20:33mas a gente sabe que na realidade da prática isso é
- 20:36incompatível. Duensas que são riscos para a
- 20:39saúde pública, que são riscos para a saúde do
- 20:42plantel, casos de lesões muito severas, que tem
- 20:47chance de sepsi, que a gente pode ter algum tipo
- 20:49de problema, que a gente sabe que na rotina não
- 20:52consegue ter o cuidado. Então,
- 20:53assim, prolapsos necrosados, isso tudo é a indicação
- 20:57para a eutanásia imediata. Alguns
- 21:00casos de doenças que a gente não consegue fechar
- 21:03um diagnóstico e assim, não tem um festo de diagnóstico
- 21:06e o animal continua em sofrimento, a gente não vai
- 21:09esperar uma semana, 15 dias, tem que tomar essa
- 21:12decisão. Essas são algumas das indicações
- 21:14que a gente tem para nem se pensar em árvore
- 21:17decisório, é a eutanásia imediata. São
- 21:20pontos que a gente precisa ter muito bem alinhado. É
- 21:24muito bem pontuado, e só lembrando aqui, e que uma
- 21:30lembrança boa, que comentasse da questão do
- 21:34bem -estar animal, da árvore decisório em casos de
- 21:37doenças, doenças, vamos dizer, normais da sua
- 21:41agricultura, na questão do bem -estar em relação a dor
- 21:44e sofrimento, e coisas que a gente não está muito
- 21:47acostumado no Brasil, que bom, é essas doenças mais
- 21:50de algumas direitas onosas, ou doenças que possam
- 21:55afetar tanto a saúde pública quanto a saúde de
- 21:57Reban. Foi uma vantagem de quem tem
- 22:01um pouco mais velho. Eu cheguei a pegar casos de
- 22:06Algesque, são casos que, infelizmente, Felizmente hoje
- 22:12a gente não tem mais. É, felizmente não tem hoje.
- 22:17Mas importantíssimo também, e
- 22:19lembrar, pegando um pouco da sua fala lá no começo,
- 22:23vocês vão eu estar na Asia alguns animais, coisas que,
- 22:29normalmente, quem está escutando aqui com um pouco
- 22:32menos de experiência, ou começando agora, o que
- 22:34ainda está na academia, mas casos que a gente vê
- 22:38doenças, tudo isso que falou aqui da árvore
- 22:41decisório, mas aconteceu há muito pouco tempo no Grande
- 22:45Sul, aqui as enchentes lá, e tornados em Santa
- 22:47Catarina, que às vezes destruíram granges, então,
- 22:50infelizmente, são engrenças em um pouco mais, em
- 22:54volumes um pouco maiores do que o necessário, e até
- 22:58teve um caso, alguns anos atrás, um caminhão que
- 23:01tombou com alguns animais, então, tem de ter uma ação
- 23:06rápida, segura tanto para o animal quanto para o
- 23:11operador que está fazendo. Exato.
- 23:16E como que está o tema hoje, em relação a
- 23:21treinamentos, eu vou te fazer uma pergunta, olhando
- 23:28para alguém que está dentro da academia, e com uma
- 23:32camiseta do laboratório de pesquisa em SWIM, como que
- 23:37é passado o tema para os alunos? Porque
- 23:41às vezes a gente vê pessoas em começo de
- 23:45caveira, e essa decisão é uma decisão que está na
- 23:50batuta do profissional, ele vai orientar um integrado,
- 23:55um associado, um produtor independente, e ele vai dar
- 23:57a orientação técnica. Como que está saindo o pessoal
- 24:01da academia em relação ao tema? Acho
- 24:04que é assim, galera, o primeiro ponto é a gente
- 24:06entender que, eu, por exemplo, sou um tecnista, a
- 24:10atribuição sobre eutanásia, sobre montar um plano de
- 24:13ação, sobre fazer o planejamento de eutanásia de
- 24:16uma grande, que é a obrigatoriedade que todas
- 24:18elas tenham, é a atribuição de médico veterinário.
- 24:22Então, isso é um ponto importante
- 24:24da gente ter em mente. Então,
- 24:25é uma atribuição. Mas aí a gente precisa pensar
- 24:27na produção de suínos. Não é em toda grande, em toda
- 24:31unidade produtiva, que sempre que eu preciso que
- 24:33a eutanásia seja realizada, o médico veterinário seja
- 24:36lá presente. E isso diz respeito sobre a
- 24:39escala de produção e a forma como as coisas
- 24:42funcionam, e não é um problema nenhum. E
- 24:44o que é crucial? Que é permitido que seja
- 24:48realizado? Esse plano de ação, que é
- 24:50basicamente um documento formalizado que traz para a
- 24:53gente, em casos listados, eu tenho o meu método
- 24:58eleito como primário, então, ah, eu vou trabalhar com
- 25:01eletroacução ou eletronarcosis nesse caso,
- 25:03para animais dessa categoria, porque também a
- 25:06gente está falando de uma produção de suínos, e que
- 25:08o abate de, perdão, a eutanásia de um leitão é
- 25:12um procedimento muito diferente da eutanásia de
- 25:14um rufião que eu tenho dentro da minha granja.
- 25:17Então, eu tenho métodos distintos
- 25:19a depender da categoria, da situação fisiológica. Então,
- 25:22o plano de ação que vai trazer para a categoria X
- 25:25é o método Y, que é o eleito, e é o funcionário
- 25:28tal que foi treinado para fazer. Então,
- 25:31a gente sabe da dificuldade logística num país do
- 25:35tamanho do nosso, com a produtividade que a gente
- 25:37tem, do veterinário está presente o tempo todo.
- 25:39Então, ele monta esse plano,
- 25:41estrutura isso, e treina pessoas capacitadas que
- 25:45passaram por treinamento, são validadas para fazer
- 25:47esses procedimentos. Então, acho que esse é o primeiro
- 25:51ponto. Então, as pessoas treinadas, elas
- 25:52podem fazer. E aí, a gente entra num
- 25:55gargalo muito grande, que é exatamente pessoas. E
- 26:00aí, quando a gente fala de pessoas treinadas, a gente
- 26:02está sofrendo um problema muito grande que não é
- 26:05exclusivo do Brasil. A ciência do mundo mostra
- 26:08isso também. Então, tem um trabalho muito
- 26:10legal, que foi, inclusive, o Felipe da Lacosta, que
- 26:13desenvolveu sobre eutanásia, que ele faz o seguinte
- 26:16diagnóstico. 7 % dos colaboradores de grângias se
- 26:22sentem confortáveis em fazer eutanásia, em tomar decisão.
- 26:25Eles foram treinados. Outros
- 26:2793 % não se sentem à vontade, tem medo, angústia,
- 26:32vários sentimentos complexos envolvidos no processo e
- 26:35com a justificativa. Falta de treinamento. Então,
- 26:39a gente entra num gargalo muito grande, porque
- 26:42técnicos capacitados a gente teoricamente tem. Mas
- 26:46esse treinamento não está chegando em quem está a
- 26:48campo e é quem vai fazer o procedimento. Então,
- 26:52a gente tem esse gargalo e não é exclusivo do Brasil.
- 26:55Tem várias pesquisas em outros
- 26:57países que mostram o mesmo cenário. Então,
- 27:00as pessoas não se sentem confiantes, elas não se
- 27:02sentem confortáveis em tomar essa decisão, não querem
- 27:05fazer o procedimento, preferem que outra pessoa
- 27:07faça. Então, isso diz muito sobre onde
- 27:09a gente está nessa janela do conhecimento e que a
- 27:14gente tem muito trabalho pela frente, porque não é
- 27:16um tema legal. Ninguém quer falar sobre isso, mas
- 27:19é muito importante. E aí, pensando nisso, para o
- 27:23Brasil hoje a gente não tem nenhum trabalho que
- 27:25trata da questão do ensino na medicina veterinária e
- 27:29aí, também, a gente tentou expandir um pouquinho para
- 27:31a questão de ciências agrárias. Só
- 27:34para entender se tem algum tipo de abordagem. A
- 27:37gente tem alguns trabalhos sobre isso em universidades
- 27:39dos Estados Unidos, mas aqui no Brasil ainda não
- 27:41tinha. E a gente fez um levantamento
- 27:43sobre isso. Então, peguei uma aluna de
- 27:46Iniciação Científica, montou -me um projetinho. Vamos
- 27:48fazer um questionário com alunos de graduação. E
- 27:52vamos entender o quê? Você teve aula sobre eutanasia?
- 27:56Sim, não. Qual
- 27:58que é sua área? Qual o seu background de vida?
- 28:00Você é de cidade pequena, cidade
- 28:01grande? Já teve contato com produção?
- 28:03Enfim, a gente fez um diagnóstico,
- 28:06basicamente. Fizemos um diagnóstico, é um
- 28:08trabalho que está em Alá, mas pensando em dados
- 28:11brutos, o que a gente observou hoje, dentro da
- 28:16academia e aí brasileira, e isso corrobora com o que a
- 28:19gente tem observado fora do país, o que a gente vê?
- 28:23Fala -se sobre eutanasia? Sim,
- 28:25para pequenos animais. Fala -se sobre eutanasia? Sim.
- 28:29E sobre como lidar com o luto do tutor de um
- 28:32animal. Agora, quando a gente traz isso
- 28:34para a produção animal, são poucos as disciplinas, ou
- 28:37poucas as abordagens, que os alunos vão ter uma aula
- 28:41sobre eutanasia. Então, posso dar o nosso exemplo?
- 28:44Depois desse diagnóstico, a gente
- 28:46tomou um susto e falou, mas vamos fazer um
- 28:49feedback. A gente fala sobre isso em
- 28:51uma aula, da disciplina de produção de suínos ou com
- 28:55o pessoal que está no estágio, etc. Mas
- 28:57em grático curricular. Não tem, não é obrigatoriedade.
- 29:01Então, nessa questão de ensino,
- 29:06ainda para o curso de medicina veterinária,
- 29:08especificamente, está muito defasada a temática, porque
- 29:11para animais de produção, e daí, claro, o nosso foco é
- 29:14a produção de suínos, mas do mesmo jeito que não
- 29:17acontece para a gente, tem esses trabalhos sendo
- 29:19desenvolvidos com bovinos, com pequenos ruminantes, e
- 29:22o cenário é o mesmo. De negligência e de não se
- 29:25falar sobre o tema. E a gente está nessa nuvem,
- 29:29que ninguém sabe nada, ninguém fala sobre nada,
- 29:31mas aí a pessoa vai fazer um estágio, ver alguma
- 29:33coisa acontecendo na prática, ficou horrorizada.
- 29:36Então, acho que a academia e o
- 29:39ensino têm muito que melhorar e talvez trazer
- 29:42uma obrigatoriedade sobre esse tema que é tão
- 29:44importante. Assim como ele é uma disciplina
- 29:46obrigatória, pensando em pequenos, que são os filhos
- 29:50da atualidade, a gente precisa trazer isso para a
- 29:53produção também, porque é muito importante. E
- 29:57isso é muito marcado, quando tu fala isso, eu
- 30:02tive vários estagiários, e uma coisa importante que
- 30:07marca a minha vida, é as primeiras coisas que a
- 30:11gente faz. E eu tive estagiários que,
- 30:13infelizmente, primeiro o contato deles vai numa
- 30:16grande atuver, um animal que toma uma decisão. E
- 30:21pegando esse seu gancho, se isso começa a errar, se o
- 30:25primeiro dia de trabalho... É
- 30:27uma prazeria toda. É uma coisa errada. E
- 30:31importantíssimo, que a gente pega aqui, quando estava
- 30:34falando do 7%, a gente pega algumas coisas choques
- 30:39de gerações. A gente tem o pessoal mais
- 30:41velho, de grandes, que era acostumado a algumas
- 30:44metodologias, mas a eutanásis de métodos que a
- 30:48eutanásis evoluiu. Vamos combinar. Então,
- 30:52há as pessoas que faziam algumas práticas que,
- 30:57felizmente, mudaram, e a gente tem uma geração mais
- 30:59nova que tem um bloqueio, que às vezes não perna.
- 31:02Não vou chegar perto do animal
- 31:04para se sacrificar. É importante esse tema, e a
- 31:10gente está falando de um volume que é relativamente
- 31:11alto. Quando a gente fala de doenças
- 31:14emergentes ou da própria avotina, vamos jogar por
- 31:18baixo um 10 % de mortalidade de produtores,
- 31:22ou seja, 5%, 10 % de leitões na maternidade, 3
- 31:27na trash, 1, 2, 3 na terminação, são números
- 31:31bastante grandes. A gente trabalha com escala,
- 31:34então, tudo que é 1%, 2%, mas na escala que a gente
- 31:38trabalha, isso para quem está lá todo dia, ele não
- 31:41está pensando na minha meta anual. Ele
- 31:43está pensando que, meu Deus, hoje eu preciso fazer
- 31:45o Tanásia de 18 leitões. É,
- 31:50o esse percentual de morte, claro, o sacrifício é uma
- 31:54pequena parcela, mas está adianto nesse momento.
- 31:58Exato, então, assim, é. E
- 32:00um ponto que é muito interessante da gente ter
- 32:02em mente, é que, assim, eu comentei do trabalho do
- 32:04Felipe, né, que ele fez esse diagnóstico de
- 32:07colaboradores, e um outro ponto muito importante que
- 32:10ele identificou, e que daí recai sobre nós, e daí
- 32:13realmente é uma cobrança para nós, que somos
- 32:15técnicos e a gente que está, né, da nossa
- 32:18assistência, consultoria para essas grãs e, de fato, que
- 32:21teoricamente detém esse conhecimento, é que os
- 32:24métodos que são mais usados no Brasil hoje, são métodos
- 32:29que não são adequados, são métodos que não estão
- 32:32pertinentes com a legislação. Esse
- 32:34trabalho do Felipe é muito recente de 2019, e ele
- 32:37traz para a gente que assim, um dos principais
- 32:40métodos é a eletrocução com equipamentos caseiros, é a
- 32:45perfuração cardíaca, que basicamente seria fazer a
- 32:47sangria direto, sem civilizar o animal. E
- 32:50isso são métodos que não são permitidos na legislação
- 32:54e eles acontecem por falta de treinamento, então uma
- 32:57coisa está muito linkada com a outra, então, assim,
- 33:00a pessoa que ela não sabe, ela, às vezes, aprendeu a
- 33:03identificar, ela faz a identificação correta do
- 33:05animal, mas ela tem essa dificuldade na hora da
- 33:08execução, porque não é só identificar, né? Como
- 33:11a gente falou, tem a dificuldade do técnico que
- 33:13está presente, das vezes o colaborador ele desexecutar.
- 33:16E aí, se ele não passa por
- 33:17um treinamento adequado, ele vai executar com as
- 33:20ferramentas que ele tem, da forma que ele acha que é
- 33:22a melhor, da forma que talvez ele tenha mais
- 33:25familiaridade, porque ele vem do meio rural e o meu
- 33:28bisavô fazia assim sangria direta, por exemplo,
- 33:33perforação cardíaca. É o que a gente mais é. Eu
- 33:35sou do interior de Minas Gerais, entendeu? Cresci,
- 33:38né? Com essa experiência de, ah,
- 33:40churrasco de fim de ano, a gente sangra o porco e
- 33:43vamos fazer porco a puroruca. E
- 33:45assim, isso não cabe dentro da produção, né? E
- 33:49daí a falha é toda nossa. A
- 33:50cobrança é nossa, a minha, é sua, é de todo mundo
- 33:53que está dentro do sistema produtivo e não está
- 33:56passando esse conhecimento para frente e treinando as
- 33:58pessoas. É muito simples entre muitas
- 34:01aspas. Vamos lá então, vamos limpar
- 34:04aqui, vamos para os métodos, né? E
- 34:06antes do método o Velma para o conceito, né? Tu
- 34:12falou aí da perforação cardíaca, a sangria faz é
- 34:17uma das etapas, né? Exato. Ela não é um... Não
- 34:21é um método. Não é um método, ela é uma
- 34:24parte do método, vamos dizer assim. Vamos
- 34:27para os métodos aí e categorias, né? Basicamente.
- 34:36Então, hoje, na legislação brasileira, o que a gente
- 34:39tem de método para a eutanásia dos suinos? A
- 34:42gente tem os métodos elétricos, daí vai entrar
- 34:45eletrocoção e eletronarcosis, a gente tem as pistolas...
- 34:50Só deixa eu ter o papel. O...
- 34:53Puxando esse ponto. É a eletrocoção ou
- 34:57eletronarcoasa associada à sangria, sim? Sim,
- 35:01isso é um ponto muito importante. No
- 35:03Brasil, independentemente do método que a gente utiliza,
- 35:07a sangria é obrigatória. Legal.
- 35:09Então, independentemente do método, eu faço a sangria.
- 35:12Então, assim, a gente tem que a
- 35:14eutanásia, é o procedimento da gente induzir a cessação
- 35:16da vida do animal e lembra lá que na recomendação do
- 35:19conselho de medicina veterinária, a gente tem
- 35:22todos os adendos, que tem que ser um método
- 35:24científicamente comprovado, que cause a inconsciência
- 35:27rápida, morte rápida, sem dor, sem sofrimento, ou
- 35:31pelo menos com tudo minimizado. Então,
- 35:35dentre os métodos, isso, e muito seguro para o animal
- 35:38e para o operador. E aí dentre os métodos, a
- 35:42gente tem métodos que a gente chama de métodos
- 35:44reversíveis e métodos irreversíveis pensando na
- 35:48insensibilização. Então, assim, tem métodos, a
- 35:53exemplo da eletrocoção, por exemplo. Então,
- 35:57que é um método reversível que se a gente passou
- 36:00eletrodo pelos hemisférios cerebrais do animal
- 36:03insensibilizou esse animal, ele perdeu a consciência.
- 36:07Mas a gente sabe que depois de
- 36:08um determinado período ali coisa de um minuto, esse
- 36:10animal ele pode retomar a consciência. Então,
- 36:13esse é um método reversível de insensibilização. E
- 36:19a gente tem métodos irreversíveis a exemplo da
- 36:22pistola de dar do penetrante. Que
- 36:24a gente causa uma lesão tem a concursão, tem o
- 36:28trauma e causa uma lesão física nos hemisférios
- 36:30cerebrais porque o dar do penetra no crônio do
- 36:33animal. Esse é um método irreversível.
- 36:36Em todos eles, eu preciso
- 36:38fazer a sangria obrigatoriamente, porque com
- 36:41a sangria a gente garante que esse animal vai chegar
- 36:44a óbito por choque polvolemico, fica todo
- 36:46alinhado. Claro que no método irreversível
- 36:50a hora que eu chego a fazer a sangria
- 36:52provavelmente esse animal já está morto. Mas
- 36:55é protocolo padrão a gente faz em todo mundo. Já
- 36:58no método que é reversível, que esse animal tem
- 37:01possibilidade de retomar a consciência, a gente tem
- 37:04que sangrar para garantir que ele de fato veio a
- 37:07óbito por choque polvolemico e perda do sangue. Então,
- 37:11independente dos métodos que a gente vai falar agora
- 37:13para frente a sangria é parte do processo de
- 37:17otamásia e ela é obrigatória. Só
- 37:19que a sangria só vai ser realizada após a
- 37:22insensibilização. Então ela é realizada com um
- 37:25animal inconsciente. E aí também, claro, antes de
- 37:29fazer a sangria a gente tem alguns protocolos para
- 37:31seguir para identificar se de fato o meu animal está
- 37:34inconsciente mesmo, que é um ponto muito importante.
- 37:36Para a gente garantir aí todas
- 37:38as premissas do bem -estar. E
- 37:41daí em relação a métodos, a gente tem grandes
- 37:44diferenças de métodos, exatamente porque na sua
- 37:47agricultura a gente está trabalhando com categorias
- 37:49diferentes situações fisiológicas diferentes.
- 37:53Então, um método que eu uso para
- 37:54uma matriz é muito diferente do que um método
- 37:56que eu uso para a leitão de maternidade, por exemplo.
- 38:00Então acho que eu particularmente
- 38:02sempre que eu vou dar alguma palestra ou falar
- 38:04com alunos, eu já gosto de começar pelo método mais
- 38:07chocante. Porque daí a gente já quebra na
- 38:11primeira e o pessoal tem de entender o que está
- 38:13acontecendo. Então o primeiro método que a
- 38:15gente precisa pensar que é, e todos eles que eu vou
- 38:19falar agora são permitidos na legislação e são
- 38:21científicamente comprovados é a concursão cerebral. Então
- 38:26vamos pensar em leitões, ali na maternidade que
- 38:29também é o nosso cenário de maior nível de
- 38:32eutanásias necessárias. Se a grande não está tendo
- 38:36mais eutanásia na maternidade que em outro
- 38:37local algum protocolo está sendo feito de maneira
- 38:41errone, que é a nossa categoria mais sensível.
- 38:44Então animais ali até 5kg e
- 38:46400g. É permitido via legislação que
- 38:50a gente faça o método de concursão cerebral. De
- 38:52que forma eu faço isso? Usando
- 38:54o péndulo, que é aquele método padrão que a gente
- 38:57segura o animal e lança ele contra a parede e
- 39:00causa a concursão cerebral o trauma e traz a
- 39:03inconsciência ou usando martelo, uma reta algo
- 39:08nesse sentido que a lógica é a mesma a gente acerta
- 39:10os hemisférios tem o ponto adequado de insensibilização
- 39:13e esse animal cai a inconsciência imediata, isso
- 39:17é premissa prazer a inconsciência imediata. Então
- 39:21o primeiro método se a gente for pensar em leitões
- 39:23de maternidade até 5 .4kg seria esse método mais
- 39:28comum que tem várias vantagens do ponto de vista
- 39:31econômico de facilidade, de não precisar de equipamento
- 39:34e tem a grande desvantagem pensando do ponto de vista
- 39:38humanitário. Que as pessoas não se sentem
- 39:41muito confortáveis em realizar porque visualmente
- 39:44não é um método agradável. Acho
- 39:47que o primeiro ponto seria esse da concursão pensando
- 39:49em leitões. Daí a gente passa pros métodos
- 39:54por exemplo das pistolas que a gente tem as
- 39:57pistolas de dar educativo penetrante e as pistolas
- 39:59que vão trabalhar com pressão. A
- 40:02pistola de pressão tem uma limitação que, na cidade
- 40:06óssea questão de como ela vai trazer esse impacto,
- 40:10ela tem uma limitação de ser utilizada em animais de
- 40:13até 9kg. De onde veio esse número? De
- 40:16novo, lembra lá? É um método cientificamente
- 40:19comprovado. Esse número veio de muito a
- 40:21pesquisa, de muito trabalho. Então
- 40:23a pistola de pressão ela é usada para insensibilizar os
- 40:26animais até 9kg. Funciona muito bem. Então
- 40:31a gente, de novo, concursão, trauma,
- 40:34insensibilizou, faz a sangria. Pistola
- 40:37de dar educativo penetrante. É
- 40:40um método que eu particularmente acho
- 40:42fantástico e gosto muito de utilizar. Porque
- 40:45é muito eficiente. E ela se encaixa basicamente
- 40:49em todas as categorias animais acima desses 9kg.
- 40:53Por que a gente não usa em
- 40:55leitão? Por segurança do operador.
- 40:58Porque o meu dar dele pode
- 40:59atravessar o crânio do animal e lesionar quem está
- 41:01fazendo. E uma das premissas é a
- 41:03segurança do operador. Então a gente utiliza esse método
- 41:06da pistola penetrativa acima de 9kg. Mas
- 41:09a partir dali, ela funciona para todo mundo. Ela
- 41:11funciona para o meu animal de creche. Ela
- 41:13funciona para o meu animal em início de crescimento,
- 41:16em fase de acabamento. Funciona
- 41:17para reprodutores. Então é um método excelente. Como
- 41:21ela funciona? A premissa é a mesma. A
- 41:24gente tem a pistola penetrativa. Esse
- 41:26dar dele penetra nos hemisférios celebrais causa
- 41:29uma lesão irreversível. Em sensibilizar o meu animal
- 41:33eu faço a sandria. Um ponto muito importante. Se
- 41:36eu vou usar essa pistola a gente precisa conter o
- 41:40animal. E aí nos métodos comuns a
- 41:44gente vai caixinbar esse animal para que ele fique
- 41:47na posição correta para que eu acerte o ponto de
- 41:50incessibilização adequado. Para
- 41:51garantir que esse animal está inconsciente e a gente
- 41:54fez o procedimento correto. Então
- 41:56acho que até aí... E segurar essa é o do
- 41:59operador, né? Ponto primário, exatamente. Porque
- 42:03assim, a pistola funciona muito bem se você fizer o
- 42:06procedimento correto. Se eu posicionar ela no local
- 42:09errado a gente não está te enviando um objetivo que é
- 42:12trazer a inconsciência do animal. E
- 42:14claro, todos os colaboradores estão em
- 42:16perigo. Estão envolvidos ali no processo.
- 42:19Daí a gente tem os métodos
- 42:20elétricos. Que a gente vai trabalhar com
- 42:24a eletrocução e eletronarcose que são os
- 42:26choques em dois ou três pontos. De
- 42:29uma forma geral, funcionam da mesma maneira. Então
- 42:31a gente vai passar a corrente elétrica pelo
- 42:34cérebro do animal e trazer a inconsciência. E
- 42:37na eletronarcose, para além disso, a gente faz o
- 42:40terceiro ponto que é fazer a parada cardíaca. Que
- 42:42é aquela terceira chapa que vem no coração do animal.
- 42:45Então a gente tem as duas
- 42:47opções. Pontos positivos e negativos. A
- 42:50gente já teve antigamente a gente tinha a dificuldade
- 42:54de ter esse equipamento nas grandes porque ele era
- 42:56fixo, parecido com o que a gente faz nos frigoríficos.
- 43:00A gente precisaria de um por
- 43:01barracão. Era algo muito oneroso. Hoje
- 43:03a gente já tem equipamentos portáteis que a gente
- 43:06trabalha para a grande inteira. E
- 43:08já se tem adaptações e ganchos e eletrodos que
- 43:12servem para leitões. Então a gente poderia trabalhar
- 43:14esse método não só em animais e aí é para
- 43:17qualquer categoria porque a gente só adapta a questão
- 43:20de amperagem de voltagem, porque muda a massa que o
- 43:23choque precisa passar. Isso é um fato. Mas
- 43:27a gente consegue trabalhar isso para todas as
- 43:28categorias, só fazendo a regulagem do equipamento. E
- 43:32claro, se há um leitão eu vou precisar de um gancho
- 43:34específico com os eletrodos do tamanho correto. Mas
- 43:37já se tem esses equipamentos portáteis que
- 43:39dão essa flexibilidade para a gente de carregar de um
- 43:42barracão para outro. Então é um método bem legal, um
- 43:45método bem aceito pelos colaboradores também. E
- 43:49aí a gente tem overdose medicamentosa. Para
- 43:52as suínas também se tem protocolos de fazer o
- 43:55tanássio de overdose medicamentosa. Na
- 43:57prática a gente faz não faz, é um processo muito
- 44:00oneroso e se é dependente do médico veterinário,
- 44:04porque a gente tem um manuseio de drogas
- 44:05específicas, a gente precisaria levar esse animal
- 44:08para uma sala, tudo feito via intravenosa. Então
- 44:11a gente tem dificuldades logísticas para realizar.
- 44:14Mas os protocolos existem, são
- 44:16comprovados. Se por acaso tem, se a
- 44:19estrutura e a grande optar para fazer já tem tudo
- 44:22isso muito estabelecido. Para
- 44:24fins de pesquisa já se usa, então já é
- 44:27estabelecido, a gente tem sempre essa opção. Então
- 44:30a gente tem esses métodos todos muito bem descritos e
- 44:33muito bem solucionados. Claro
- 44:36que daí a gente entra na questão de preferência dos
- 44:39colaboradores como eu disse, por exemplo, eu prefiro eu
- 44:42gosto muito da pistola pela facilidade. Ela
- 44:46é uma maleta e eu carrego comigo onde eu vou e
- 44:48precisou ela estar disponível. Mas
- 44:50os funcionários, por exemplo, que não receberam
- 44:52treinamento, eles tendem a associar os movimentos
- 44:55involuntários que a gente tem após a aplicação do
- 44:58método a um sinal de consciência. Então
- 45:01eles falam, ah, isso não funciona quando eu dou
- 45:03afacado, o animal já cai. Mas
- 45:05daí é falta de treinamento. É
- 45:08muito simples, né? DSM
- 45:35Firminis moldando o futuro dos cuidados com suínos. Só
- 45:38pra gente lembrar do tônico e clônico, né? Sim.
- 45:42O que é o normal, né? Porque
- 45:47inevitabilmente vão ter movimentos depois de
- 45:50qualquer uma das... das opções. Depois
- 45:53que a gente insensibilizou esse animal, basicamente,
- 45:57né? Em termos legros, o que a
- 45:59gente tá fazendo? A gente tá desligando o
- 46:01cérebro do animal. Então, independente do método,
- 46:04todos esses métodos que a gente citou, seja a
- 46:07concursão, seja com as pistolas que também é uma
- 46:09concursão e um trauma, seja por meio dos métodos
- 46:12elétricos, a gente tá desligando o cérebro do
- 46:15animal. O que a gente tem de
- 46:17resposta após isso? São respostas involuntárias e
- 46:21daí a gente divide essas respostas em duas etapas. O
- 46:24que é o que a gente chama de fase tônica e de fase
- 46:26tônica. A primeira delas, a fase
- 46:29tônica, ela é uma fase de contração. Então,
- 46:33a gente desligou o cérebro do animal. A
- 46:36gente ainda tem ATP funcional, a musculatura tá
- 46:39funcionando, o coração e muitos está batendo. Então,
- 46:42a gente tem respostas involuntárias, fisiológicas
- 46:44que estão acontecendo e motoras, né? Então,
- 46:47ainda tem ATP rodando nesses músculos. Tá
- 46:50tudo funcionando. Então, o que que acontece?
- 46:53Primeiro momento, contração da
- 46:55musculatura. E aí, o animal se debate
- 46:58mais, a gente precisa entender e aí a gente vai
- 47:01falar um pouco sobre isso, que são como identificar os
- 47:03pontos de insensibilização. Porque
- 47:06isso é uma resposta involuntária, não quer dizer
- 47:08que o animal tá consciente. Então,
- 47:09ele tem essa primeira fase que vai durar aí de 30,
- 47:1240 segundos, que é de contração. E
- 47:15depois a gente entra na segunda fase que é o
- 47:18momento de eu fazer a sangria. Que
- 47:20é a fase tônica, que seria a fase de relaxamento
- 47:23gradativo da musculatura. Que
- 47:26daí ela vai durar de 45 segundos a um minuto.
- 47:30Então, o processo todo, um minuto
- 47:32e 30. Um fase tônica de contração. E
- 47:35depois, relaxamento gradual. Que
- 47:37é quando, né, o organismo, ele vai entender que, opa,
- 47:40o cérebro foi desligado, relaxamento gradativo, e é
- 47:44isso aí. Daí é o momento de a gente
- 47:45fazer a sangria pensando na segurança do meu operador,
- 47:49né? É, e essa é a parte
- 47:52importantíssima, porque a aliada aí, a eu, a
- 47:57morte... A boa morte, né? É
- 48:01essa questão de que visualmente ela tem o
- 48:04impacto aí das contrações e do relaxamento depois
- 48:08também. Mas dessa é a questão do
- 48:10acidente, né? A possibilidade de acidente. E
- 48:12de nós, como técnicos, deixar muito claro, né, o
- 48:16primeiro, os passos que estão se dando, que é na
- 48:22busca e do bem da morte e a outra é da própria
- 48:27segurança, né? Muito bem lembrado. Muito
- 48:32bom. Eu acho que a gente passou
- 48:33tudo, né? Eu acho que sim. Daí,
- 48:36eu acho que um ponto que é só importante o pessoal
- 48:38tem em mente... Caso eu ia falar do final, né?
- 48:41De como identificar, né? Se
- 48:43esse animal tá de fato bem sensibilizado. Se
- 48:47o meu procedimento foi feito da maneira correta,
- 48:50né? Eu acho que o primeiro ponto,
- 48:52e daí isso vem independente do método que a gente
- 48:55elegeu, como método de eutanásia para a minha
- 48:57categoria, a perda de postura é um dos primeiros
- 49:01sinais, né? Então a gente realizou o método
- 49:04perda de postura e a identificação dessas fases
- 49:07tônica e clônica. Um segundo ponto é a questão
- 49:10da vocalização, né? Se tem vocalização, é sinal de
- 49:14consciência. E daí a gente não tá falando
- 49:17de saída de ar dos pulmões, que movimenta
- 49:19cordas. Você tá falando de vocalização
- 49:21mesmo, né? Então o animal tá vocalizando, é
- 49:24um sinal de consciência. A gente olha bastante também
- 49:29a questão de olhar, né? Que
- 49:32a gente chama de olhar vidrado. Então
- 49:33assim que você faz o método, o animal tá com o
- 49:35olhar vidrado, quer dizer que a gente já não tem
- 49:38mais resposta cerebral, a questão de reflexos e os
- 49:43estímulos dolorosos. Então no começo quando o pessoal
- 49:45ainda tá em treinamento e às vezes fica na dúvida a
- 49:48gente tá falando de suínos, onde eu tenho muito
- 49:51estímulo nervoso. Fusinho, um biliscão no fusinho. Se
- 49:54o animal tiver consciente, ele vai vocalizar se você
- 49:57biliscar fusinho, ponta de orelha, boca, algo nesse
- 50:00sentido. Então a gente olha também padrão
- 50:02de respiração, se tá rítmico ou está rítmico,
- 50:05deveria estar arrítmico. Então
- 50:07tudo isso são parâmetros que a gente vai olhar em
- 50:1030 segundos, por isso o treinamento é tão
- 50:13importante, pra identificar não, ó, a minha
- 50:16insensibilização foi correta, posso fazer a sangria.
- 50:20Então durante a fase tônica a
- 50:22gente tá observando tudo isso ao mesmo tempo. Olhar
- 50:25vidrado, respiração, batimento, resposta de
- 50:29vocalização, estímulo doloroso, 30 segundos,
- 50:32identifiquei, não tem nada. Fase
- 50:34clônica, meu operador tá seguro, pode sangrar.
- 50:37Sangrou, pronto. E
- 50:39aí um outro ponto muito importante que a gente tem
- 50:42em mente que se a gente fez eltanásia realizada na
- 50:45granja é o descarte adequado dessas carcaças.
- 50:50Não é um animal que vai ser
- 50:51usado no refeitório, não é um animal que vai ter
- 50:55nenhum destino. O destino dele é composteira,
- 50:58triturador e biodigestor, é um animal de descarte. E
- 51:02aí claro, entra no parâmetro, nos quesitos do
- 51:05médico veterinário, identificar se aquele caso
- 51:07não é nenhum problema de saúde pública de segurança
- 51:09mesmo, né? E, não, vai para composteira
- 51:13tudo bem. Então fazer o descarte adequado
- 51:15desse resíduo, dessa carcaça também é um ponto muito
- 51:18importante da eltanásia. A gente tem que ter isso no
- 51:20plano de ação, né? Qual é o destino dos meus
- 51:23resíduos? Isso também é muito importante.
- 51:26Que de forma alguma, esses
- 51:28animais que são aí de eltanásia, que a gente
- 51:31optou na árvore desses horas e optou pela
- 51:33eltanásia, eles não podem ser consumidos, porque a
- 51:36gente não tem a questão rigorosa do abarte de
- 51:39fiscalização, questão higiênico -sanitária, de
- 51:42inspeção que é realizada. Então
- 51:45isso é um ponto muito importante também. Muito
- 51:48bom. Muito bom. Acho
- 51:49que um tema é bastante complexo, né? Um
- 51:53tema complexo, mas muito real, né? Em
- 51:57todas as gregas, vamos dizer assim, hoje a gente
- 52:00tem uma evolução bastante grande, a gente estava
- 52:02falando do passado e do presente, né? A
- 52:05gente tem uma evolução bastante grande com várias
- 52:07empresas hoje munindo, literalmente munindo as suas
- 52:11equipes com os dados cativos, né? As
- 52:14pistolas aí para fazer isso. E
- 52:17eu acho que é importantíssimo também eu
- 52:19tive essa experiência de a gente trabalhar e fazer
- 52:22sucessivos retrinamentos para ver exatamente onde que
- 52:26está indo até por diferença de informação genética, né?
- 52:31Ou de onde que está exatamente
- 52:34pegando né? A pressão aí do Dard. Te
- 52:40agradeço bastante aí, lá, pela aula que tu nos deu
- 52:44e indo para uma questão mais leve aqui do nosso
- 52:48programa que eu estava pensando aqui que tu
- 52:52começou falando de gente, né? As
- 52:55minhas últimas entrevistas aqui eu tive alguém falando
- 52:58de gente de liderança de manutenção disso aí a
- 53:02última entrevista que eu que nem foi o que foi
- 53:05hoje sobre alternativos aí de DGS, né? E
- 53:12essa aqui então sobre mortalidade para ver que
- 53:15aquilo que a gente falou lá no começo, né? Para
- 53:17um público bastante diverso aí e com cada um com a
- 53:21sua com a sua necessidade, né? E
- 53:23com a sua intensidade. Então
- 53:26até eu lembro o pessoal aqui que por isso que vão
- 53:30estar estão assistindo, né? Que
- 53:32eventualmente que tenham dúvidas que mandam ou
- 53:35comentários, né? Que são temas muito diversos e
- 53:38a gente fala com pessoas que estão que estão
- 53:41estudando sobre isso, né? Sobre
- 53:42esse tema e lembrando, né? Então
- 53:44para nós, entre a mão, já é lembrado daquilo que é
- 53:48importante. Lá, dentro do fora dessa vida
- 53:52da pesquisa do doutorado qual que é o momento aí
- 53:59de lazer, qual que é a atividade de lazer, o que
- 54:02que você tem para nos dizer? Ah,
- 54:04gente, eu sou mineira, né? Aí
- 54:06não tem muito para onde correr. É
- 54:08cerveja, torresmo, costelinha e bicharada. Tenho
- 54:13duas cadelas que são minha vida que são duas
- 54:15monstrinhas de 40 quilos cada uma, bem pequenas e a
- 54:20gente está sempre aí. Passei
- 54:23com o cachorro, tomou uma cerveja, faz um porco pizza
- 54:26para os amigos e estamos vivendo o melhor da vida.
- 54:30Bom, e algum recado vamos
- 54:34direcionar aqui hoje um recado para quem está na,
- 54:36para todos os estudantes, né? Para
- 54:38quem está começando ou para quem está no meio aí das
- 54:42nossas dos nossos cursos aí que vão ser nossos futuros
- 54:48colegas. O que que você tem para
- 54:49dizer aí para esse pessoal que está? Acho
- 54:53que o ponto mais importante é a gente entender o
- 54:56momento que a gente vive, ser mais empático, saber
- 54:59escutar mais e entender que as coisas têm problemas, a
- 55:04sua inocultura, eu gosto sempre de falar isso, né?
- 55:06Porque a gente, que as vezes está
- 55:07muito envolvido, a gente defende com o ías identes
- 55:11e sim é o nosso papel, mas a gente também precisa
- 55:14entender que tem muitos problemas e que bom que
- 55:17tem problemas, porque a ciência está aí para isso,
- 55:19né? Para resolver problemas e a
- 55:21universidade está aí para isso e a gente como LPS
- 55:24está aí para isso. Então que a juventude, esse
- 55:28pessoal que está chegando agora e tem muito mais
- 55:30energia e é muito mais engajado, né? E
- 55:33está nesse momento que eles vejam os desafios e os
- 55:37problemas como uma oportunidade, né? Então
- 55:40que que bom que tem problemas, assim a gente
- 55:43tem emprego para o futuro e que assim, problema no
- 55:47caminho todo mundo tem, mas isso é uma oportunidade
- 55:50para a gente pesquisar, estudar, se desenvolver e
- 55:53olha, aqui eu tenho um gargalo que eu posso fazer
- 55:55para melhorar essa situação. Então
- 55:58isso eu acho que é um ponto principal Sejam
- 56:00engajados, sejam envolvidos, estejam atrás de pessoas
- 56:04que te colocam para cima, que te motivem, que te
- 56:06respeitem, isso é um ponto muito importante, né? Então,
- 56:10desde no ambiente de trabalho, de estudo que
- 56:12respeite quem você é, sua identidade suas origens,
- 56:15aquilo que você acredita, mais que te ponha para
- 56:19cima e te motive aí atrás e querer mais, sempre mais
- 56:22e ser muito engajado e se tem um problema que bom
- 56:26que tenha um problema, como eu vou resolver esse
- 56:28problema, né? Até esse espírito resolutor, eu
- 56:31acho que para mim foi um divisor de águas e mudou
- 56:34minha vida, assim, e me trouxe pessoas incríveis e
- 56:37caminhos incríveis para seguir. Então
- 56:39a sua cultura, a sua cultura, ela precisa de
- 56:41gente envolvida, gente que veste a camisa e gente que
- 56:45quer melhorar a vida dos animais, quer melhorar a
- 56:48produção, quer melhorar a produtividade, gente que
- 56:50pensa na parte econômica também, que é o nosso
- 56:52objetivo final e que também pensa nas pessoas, na
- 56:56qualidade de vida das pessoas, dos animais na
- 56:58saúde pública, no futuro do nosso planeta, enfim, hoje
- 57:03a gente tem que ser holístico, mas sem perder o
- 57:06brilho no olho, não é fazer por obrigação, porque
- 57:08o mundo me pede que seja assim, não fazer as coisas
- 57:11com vontade, com muito amor, com muito muito
- 57:16ânimo. Quero fazer porque eu gosto, eu
- 57:18gosto do que eu faço, eu acordo de manhã e eu tenho
- 57:20um brilho no olho de fazer o que eu faço, então acho
- 57:23que isso a gente é muito mais feliz que o objetivo
- 57:26da vida no fim é esse, né? A
- 57:27gente quer ser feliz e melhorar onde a gente está.
- 57:30Então, sejam essas pessoas,
- 57:32melhorem um ambiente que vocês estão inseridos, isso
- 57:35já é bom demais, todo mundo fizer isso. A
- 57:38gente seria basicamente o mundo inteiro, seria o
- 57:40Minas Gerais. Muito bom, estamos encerrando aqui
- 57:46e eu vou usar uma frase que eu sempre uso que a
- 57:51gente, a ciúdo e cultura faz coisas boas, né? Faz
- 57:53coisas boas para comer e faz coisas boas para as
- 57:56pessoas. E só fazê -lo lembrar a
- 57:59lebrança para ti, que tu está falando com tanto
- 58:01entusiasmo aí da cadeia, de fazer aquilo que a gente
- 58:04gosta. Tu começou a entrevista aqui
- 58:08no bastidor, preocupada que iria tossir, né? Que
- 58:10está tosse e em uma hora tu não deu nenhuma tossida.
- 58:15É sobrinho isso. É
- 58:18isso aí que a gente está falando. Então,
- 58:20te agradeço pela tua contribuição aqui e a gente
- 58:24se vê por aí no nosso mundo do Acido Culturante.
- 58:27Um grande abraço. Com
- 58:28certeza, muito, muito obrigado pelo convite, pela
- 58:30disponibilidade. É sempre um prazer enorme
- 58:33estar aqui com vocês. Grande
- 58:35abraço. Grande abraço. Tchau.