Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #308 Morde e Assopra da Energia 97 com Marcelo Abud
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- 0:06Olá, tudo bem? Eu sou Marcelo Abude, seu
- 0:12podcast radeofônico e estou de volta com nossas peças
- 0:16raras. Uma das marcas deste nosso
- 0:19canal é justamente um acervo pessoal que eu fui
- 0:23criando a partir do momento em que comecei a ouvir
- 0:26rádio lá nos anos 80. Eu fazia isso, claro, nas
- 0:30antigas fitas cassete. Com o tempo eu mantive esse
- 0:35hábito de ir guardando muita coisa. E
- 0:38uma dessas peças raras que eu guardei e que não está
- 0:42mais no ar. E por isso eu vou
- 0:44compartilhar aqui com você do meu acervo é a minha
- 0:47participação no Mord de Assopra da energia 97 FM
- 0:53aqui de São Paulo. Isso aconteceu no dia 12 de
- 0:57março de 2019 quando eu fui a rádio para ser
- 1:02entrevistado pelo domênico gato Silvio Ribeiro, o
- 1:06palhacinho da energia, o Bernardo Veloso, o Japinha
- 1:10e o Felipe Constantino, que na época era meu aluno de
- 1:14publicidade propaganda na FAAAP. Então,
- 1:17acompanhe esse registro histórico em que falamos é
- 1:21claro de grandes momentos do rádio. Energia
- 1:3297 é a energia que te mora. Justin
- 1:35Bieber na programação, também teve Posse Malone e
- 1:40Calvin Harris e Ragnar von Mernen. Hoje
- 1:43com o professor Marcelo Abude nós vamos conversar
- 1:46de rádio. É na FAAAP, né, o professor?
- 1:49Perfeito, do aula para turma de
- 1:51rádio TV, inclusive o Felipe aqui, que está na
- 1:55rádio, é meu aluno e para turma de publicidade
- 1:59propaganda. Felipe está em publicidade
- 2:00propaganda. Que legal, quando começou a
- 2:04história de rádio dessas coisas aí, professor, conta
- 2:07pra gente, o comecinho, se interessou por isso e aí
- 2:10se especializou nessa área. É,
- 2:12o comecinho mesmo, como eu falei, vem do berço porque
- 2:15minha mãe colocava um radinho de pilha M do lado
- 2:18do berço em programas populares, né? Zé
- 2:21Bétio. É Zé Bétio, ele corria, olha
- 2:24o Marlos. Perfeito, tudo isso. E
- 2:27o Gomes já era meu pai. Eu
- 2:28era criança, eu era criança, eu lembro dessa
- 2:30cena, o rádio marca mesmo. Eu
- 2:33lembro eu correndo ali no quintal brincando e eu já
- 2:35ouvi o domínico gato. Pois é, é verdade. É
- 2:39um dano de mulher espalhado. É
- 2:41também engraçado, meu desculpa, que eu tô rindo.
- 2:43Muito criado. Pengu,
- 2:44acho que tá puta. Então o domínico bem mausão
- 2:46agora. Mas daí foi entrojetando aquela
- 2:50veia, aquela paixão pelo rádio. Com
- 2:52oito anos eu ganhei o primeiro rádio meu mesmo,
- 2:54colocava em baixo do travesseiro e lembro que eu
- 2:56ouvia a turma da Maré Mansa, que era um programa
- 2:59da Globo lá do Rio, né? Que
- 3:01tinha os trapalhões, tinha. No
- 3:03rádio. Não tinha ideia disso que os
- 3:05trapalhos passaram. Um roteiro feito para o rádio.
- 3:08Passava às oito horas da noite,
- 3:10ficava ouvindo essa parada toda imaginando, né? Existe
- 3:13registro disso? Existe, eu tenho isso, tem um
- 3:15programa inteiro. É, do Rio. Do
- 3:17Rio. É, exato. E
- 3:18pegava aqui em São Paulo porque aquela coisa não
- 3:20tinha tanto prédio, não tinha computador ligado à
- 3:23noite, então o sinal chegava, né? Fácil,
- 3:25né? Radinho de pilha M, eu ouvia isso
- 3:27da Globo lá do Rio. Será que é uma coisa curiosa,
- 3:29por isso esse negócio de gente lembrar do rádio
- 3:31assim? Eu me lembro quando era muito
- 3:33criança, não tinha um sei lá, seis, sete anos de
- 3:35idade, minha mãe também ouvia um rádio, era um
- 3:39rádio grande, né? Os rádios eram grandes naquela
- 3:40época. É a pálvula, né? Pálvula,
- 3:42tal. E o rádio, ele tinha o
- 3:45falante no meio aqui assim, ficava marcado, sabe assim?
- 3:49E o cara, criança achava que
- 3:51era cara do cara falando ali, rapaz, você acredita
- 3:53nisso, cara? Eu me lembro que não fosse
- 3:55isso hoje, rapaz. Eu ouvia, saiu o som de lá e
- 3:59tinha aquela redonda, eu achava que era a cabeça do
- 4:01cara falando ali, cara. Ah, do meu ser retardado, né?
- 4:05Ninguém pensava nisso. Não
- 4:07é o professor. Tomar banho. Toda
- 4:10criança tem essa dúvida de onde vem a voz que sai
- 4:13das fiscinas. Toda criança. É
- 4:15que você faz seis anos e dá sete anos. É
- 4:17que ele faz... Era, era. É
- 4:19que o palhaço faz um têntico, ele foi criança.
- 4:22Nem tinha rádio, né? Parece
- 4:24nem lembra quando foi criança. Eu
- 4:26não circo, pegava o radinho e jogava num balde pra ver
- 4:29se o lucrutor sabia nada. Mas
- 4:34é incurioso isso, né? Perfeito,
- 4:36né? A imaginação acho que é o
- 4:37principal elemento do rádio, né, o domínico aí. Então
- 4:40quando a gente tem toda essa questão, poxa, da onde
- 4:43vem a voz, eu ficava imaginando o cenário, tinha
- 4:46uma escolinha dos trapaleões no rádio. Eu
- 4:48ficava imaginando que aquilo era realmente uma escolinha.
- 4:50Tipo a escolinha do professor
- 4:51Raimundo. Exato, exato. Cara,
- 4:54foi ali que nasceu o escolhinho, não? Não,
- 4:56não, foi muito antes. Foi lá nos anos 30 com
- 4:58Iototico. Iototico, a aula de rádio pra
- 5:02terceira idade, Domínico. É mesmo? É,
- 5:04aí foi interessante, porque você conta umas histórias,
- 5:07eles vem com a presença daqueles que fizeram. Então,
- 5:12o Iototico, nos anos 30, ele fazia a escolinha, ele
- 5:14fazia a professora, fazia todos os personagens, cada
- 5:17um era de uma etnia, tudo tal. Fazia
- 5:20todas as vozes, né? Fazia a campainha com a voz. Uma
- 5:22loucura. E aí, de repente, é
- 5:25justamente essa questão da imaginação. As
- 5:27pessoas estavam ali ouvindo e deslumbravam uma escola.
- 5:30De repente, eu fui dar aula
- 5:32pra terceira idade e uma das senhoras que estava
- 5:35ali, falou, poxa, eu fui lá assistir ao programa.
- 5:38Quando eu chego, é um cara
- 5:39sozinho no meio do palco, foi a maior decepção da
- 5:42vida dela, que ela achava que ela ia chegar lá e
- 5:43ver escolhinhas, os personagens. E
- 5:46louco isso, né? É o teatro da imaginação.
- 5:47Então, começou nos anos 30.
- 5:49Caraca! Ali nasce a escolinha que
- 5:51depois vira do professor Raimundo, que é que todo
- 5:53mundo conhece hoje. E isso, não sou a gente.
- 5:55Foram muitas escolas até aí. Foi
- 5:57a primeira. Caraca! Legal isso. Em
- 6:00Iototico. Legal essas histórias. Foi
- 6:02meu vizinho em Campo Belo. E
- 6:03aí, você gostou da coisa, começou a se enturmar com
- 6:07um negócio errado. Se você vai fazer loucução em
- 6:09alguma rádio, ou... Cheguei, sim, cheguei. Na
- 6:11verdade, a grande paixão foi com o FM, né? Porque
- 6:13aí, a adolescência... Ah, sempre criou FM, né? Aí,
- 6:16veio a radicidade. Na época, a radicidade foi a
- 6:18minha droga, assim, né? Eu ia todo dia no estúdio.
- 6:23Bati a cartão, lá. Bati
- 6:24a cartão, tinha a fila pra entrar. Eu
- 6:27lembro que o Ceará era o rapaz lá da gente. Ceará!
- 6:29Eu lembro o Ceará. E depois ele virou, sei lá,
- 6:32gerente de rapaz, promoção. É,
- 6:33ele virou da promoção depois. Ceará!
- 6:35Eu lembro o Ceará, assim, onde andou o Ceará? Sumiu?
- 6:38Não sei. Pereceu. Caraca! Ele
- 6:40trabalhou comigo também na outra raiva. Já
- 6:41pra batendo o cara que talvez esteja ouvindo a
- 6:43gente. Que incrível, já ficou. A
- 6:45hora sumiu mesmo. Gente, boa demais. Muito
- 6:48boa ainda. Que me ensinou muito sobre
- 6:50rádio. É. Porque como eu ia lá com
- 6:5211 anos de idade, eu ia na radicidade todo dia. Eu
- 6:56e minha irmã, minha irmã Rosemary, que tá ouvindo
- 6:58agora. Então a gente... Isso
- 7:00que ano, 80 ou 81? Ah, 81 ou 82? Comecinho
- 7:04da rádio, né? Tá vindo Sesc, Sandra Grote.
- 7:06Tá vindo Sesc, Sandra Grote.
- 7:07Minha amiga Sandra Grote, que
- 7:09trabalhei com ela, deve estar na 105, né? Na
- 7:11105, precisamente. Continua aí, super bem, né? E
- 7:14a Sandra Grote também morava em Campo Bela, na
- 7:17minha vizinha. Então ela me encontrava às vezes
- 7:19da rua. Nessa época a radicidade era uma
- 7:20febre, né? Era uma loucura. É
- 7:21um negócio absurdo. Céu sujunte. Era
- 7:23aquele prédio preto, não era? Céu
- 7:24sujunte, meu amigo. Céu sujunte. É
- 7:26isso. Céu sujunte, rapá. Que
- 7:28louco. O Japá trabalhou na cidade.
- 7:30Foi o primeiro emprego do Japá.
- 7:32É mesmo o Japá. Você
- 7:33fez radicidade? Caraca, velho. Você
- 7:38trabalhou com braga. Comecei trabalhando, não, lá.
- 7:43Comecei com o Ennio. Ennio.
- 7:4593. O Japá era rádio era danse.
- 7:48Era bem, sério. Você
- 7:49fazia quadro de humor, ele é produtor. Eu
- 7:51sei. Foi parar no jogo, a história.
- 7:53Não foi Japá. Você
- 7:55foi parar no jogo por causa da radicidade, não
- 7:56foi? É, é da radicidade. É.
- 7:58Aquela história daquela época de perguntas idiotas,
- 8:03respostas. Eu produzi. Rapaz,
- 8:05Felipe, eu falo disso na aula. Eu
- 8:07comparo as charadas do palhaçinho. E
- 8:10aí, Felipe, tudo bem. Perguntas
- 8:10idiotas, respostas cretinas. Foi
- 8:13o que me levou pro jogo. Olha
- 8:15só. É. Sensacional. Tinha
- 8:17uma também que ia na rua, ali fazia enquete de coisas
- 8:20absurdas, notícias inventadas. A
- 8:22cidade comenta. A cidade comenta. Estão
- 8:24construindo uma ponte entre Rio São Paulo,
- 8:27Maravilhoussim. É. Vamos lembrar um pouquinho
- 8:29essa passagem, essa questão das perguntas idiotas,
- 8:33respostas cretinas. Eu tenho umas manchas negras
- 8:36lá na Rádio Cidade, não sei se fico bom, estou
- 8:38aqui. Ah, te já foi, Japá. Já
- 8:40foi mesmo. Já foi mesmo. Já
- 8:42faz tempo. Eu produzi aquelas vinhetas
- 8:44cantadas, né? Preciso de paz, de felicidade, ouça
- 8:48meu apelo aqui na cidade coletando e pires cantando.
- 8:51Eu produzi essas porcarinhas.
- 8:53Nossa, nessa época eu já não
- 8:55ouvia a cidade. Eu brigava o Skank, que é
- 8:59cantar a cidade no meio. Mas
- 9:01era sensacional. Bom, mas isso era muito brega,
- 9:03começar a música do soeito. Lembra
- 9:05disso que ia começar a música do soeito e entrava
- 9:07o belo. Bélo e você na cidade. Mas
- 9:11é marca de Rádio Popular até hoje, né? Até
- 9:14hoje tem isso. Claro. Você pega aí Rádio Popular,
- 9:18se for pegar, acho que até a Diz, as concorrentes. Faz
- 9:21isso. Mas isso começou com o Roupa
- 9:23Nova nos anos 80. Roupa Nova, que não era Roupa
- 9:26Nova ainda, né? Eles eram uma banda de baile,
- 9:28foram gravar as vinhetas da Rádio Cidade aí no estúdio.
- 9:32Não lembro se foi uma zola,
- 9:33não sei quem produziu o primeiro trabalho do Roupa
- 9:35Nova, mas se fala, poe, esse grupo aí, acho que dá
- 9:38liga. Vamos pensar numa coisa pra eles
- 9:40e aí virou Roupa Nova e o que virou, né? Placa
- 9:43luminosa. Placa luminosa. Você
- 9:46produziu toda essa galera em Rádio, Japa? Poxa
- 9:49quieto. Esse é Japa, véi. Mas
- 9:51o, perguntas idiotas, respostas cretinas achavam
- 9:53muito interessante, porque aquela coisa vinha acharada
- 9:57como a do Palhaçinho, né? Antes
- 9:58do comercial vinha a pergunta e depois a
- 10:00resposta. Eu lembro de uma, eh, I no
- 10:03oculista, então senhora, vai operar a vista e aí a
- 10:07resposta depois dos recrames. Você
- 10:09lembra o que que vinha depois? Não,
- 10:11vou pegar prazo. Japa lembra. É,
- 10:16o que que vinha? Tá vendo? Olha
- 10:18só. Caramba, hein? A
- 10:20história viva na minha frente. E
- 10:21eu nem tenho mais esses quadros. Eu
- 10:23tenho. Poxa! Aliás, tem uma coleção em
- 10:28beijável. Cara, quem gosta de rádio tem
- 10:32que acessar o blog dele, porque ele tem tudo, tudo,
- 10:36tudo, tudo. Tá tudo à venda. Sera,
- 10:38sera, essa voz, essa voz é de Felipe, certo? Tá
- 10:43aqui com a gente hoje, um dos alunos do professor e
- 10:45o nosso integrante que da nossa emissora. E
- 10:48me conta. É a hashtag que era o mais
- 10:49Felipe. Oh, oh, oh. Felipe
- 10:52que tá felizão, que descobriu agora o blog do
- 10:54professor, não tá falando isso aí, não sei se a
- 10:56gente falou fora do ar ou no ar, mas eu conheço
- 10:58desde 2006, cara. Foi entrevistado por mim em
- 11:012006, o que? Ah, é? Exatamente.
- 11:03É, dessa eu não sabia. Ah, bicho. O
- 11:07professor, como é que ele é lá na aula, é bom?
- 11:09Muito bom, muito interessado.
- 11:11Olha, digamos que assim, da turma
- 11:14toda, ele tá entre os 20 % mais interessados. Tá
- 11:17bom, tá bom, tá bom. Aproveitando
- 11:20esse momento, vamos fazer uma chamadoral aqui? Vamos
- 11:22ver se ele tá esperto. Então
- 11:25ele desliga a câmera. Vamos lá, vamos lá, mas tá super
- 11:29presente ali. É muito, eu tava falando fora
- 11:33do ar, né, essa troca que a gente tem quando dá
- 11:35aula. A gente se renova, a gente
- 11:38aprende muito. Eu estou aqui, é um grande
- 11:41prazer estar em um estúdio de rádios, sempre é, né. E
- 11:44eu acho que toda, eu não sei se eu ensino ou
- 11:48aprendo mais do que ensino, né. Eu
- 11:50acho que esse é o lado bom de dar aula. A
- 11:52gente tá sempre se renovando, sempre trocando.
- 11:54E o Felipe é um cara que
- 11:55não só está presente como trazendo ali sempre
- 11:58ponderações, falando de coisas que acontecem na
- 12:01prática, né. A gente traz alguns exemplos,
- 12:03a gente fala de coisas lá dos anos 60, né, as
- 12:05perguntas idiotas, por exemplo. Traçando
- 12:07paralelo, né, traçando paralelo entre as coisas
- 12:10que você fala na aula e que a gente põe em prática
- 12:12aqui na rádio, inclusive. É legal, é legal. Hoje
- 12:17o professor Marcela Budi é o nosso convidado. Que
- 12:19tava falando, que começou a paixão na cidade. Você
- 12:22frequentava, você ia nos estúdios. E
- 12:24aí? E como é que você definiu,
- 12:25não, eu vou viver disso, eu quero viver de rádio.
- 12:27Então, nessa época, até tem um
- 12:28depoimento da Sandra Grot, lá dos anos 80, que ela
- 12:30falava que era o período que todo mundo ouvia FM e
- 12:33queria ser locutor, né. Porque
- 12:35é aquela coisa do movimento, aquela paixão
- 12:39toda. Era como se era o youtuber
- 12:40hoje, né. É, exato. E
- 12:42aí eu fui fazer curso, fiz curso de locução. E
- 12:46no início dos anos 90, eu trabalhei numa rádio chamada
- 12:48Vanguard FM, lá de Sorocaba. Foi
- 12:51meu primeiro emprego em rádio. E
- 12:53na época, ela era no estilo da 97, né. Era
- 12:55uma rádio dense, tá. Hoje eu acho que ela tá certa
- 12:57neja. Não sei, muda toda hora, né.
- 12:58Muda toda hora, né. Mas,
- 13:00mas tava lá naquele pique, tava, adorei fazer rádio
- 13:02jovem. E aí eu vi o poder que o
- 13:05rádio tem efetivamente, porque eu fazia final de
- 13:08semana, eh, polguista, né, começando ali. E
- 13:11depois eu fiz Natal, ano novo, passagem ali de Natal
- 13:15e Ano Novo no ar. E era incrível, porque era
- 13:18uma rádio jovem. E eu acho que vocês devem
- 13:20ter esses retornos muito maiores. Não,
- 13:22não era incrível. Eu vou passar Natal e Ano
- 13:24Novo no rádio, não vem falar que é incrível. Mas
- 13:26é incrível. É que tinha gente, eu não
- 13:29sei, eu não sei. É incrível. É
- 13:31muita alegria, eu sei, é legal. Ah,
- 13:33mas quando você, mas quando você tá começando, você não
- 13:35tá minha aí. Não, vai, né. Ah,
- 13:38vamos embora, vamos embora, né. E
- 13:39o mágico é que ligavam jovens ali e tinham essa
- 13:44questão que a gente fala do rádio da proximidade,
- 13:46né. Eu tava começando no rádio e
- 13:47de repente me ligavam ouvindo e te falando, poxa,
- 13:49se você não tivesse aí no ar agora, tal, fazendo
- 13:51companhia, eu não sei o que eu faria da minha
- 13:52vida, você ficava, poxa aí. A
- 13:54responsabilidade que a gente tem, né. Se
- 13:56eu tivesse lá, eu desligava a rádio e ir embora.
- 13:59Falava, agora você vai saber como
- 14:00é que é. De repente. Vai
- 14:04ficar sem ar, né. Que insôner, né. Você
- 14:07tá na sua geral. Pô, pra casa. Mas
- 14:10é um grande barato mesmo ver esse poder, né, que a
- 14:13gente acaba exercendo sobre as pessoas e acredito que
- 14:17a proximidade que o rádio cria, minha mãe tá com 80
- 14:21e vai fazer 85 anos e ela, antes de... Adoro
- 14:24o rádio. É, não só adoro, fico com
- 14:26toda, ali com o rádio do lado, mas antes de falar
- 14:28da família, tudo, que, aliás, ela nem sabe muito
- 14:31bem como é que anda, ela fala, ah, filha de não sei
- 14:33qual o radialista tá casando, ah, você sabia
- 14:36que... Olha que legal. É,
- 14:38sim, primeiro ela me coloca a parte de tudo que tá
- 14:40acontecendo. Que bom, né. E
- 14:42depois ela... Tem uma boa fontinha, Marcelo.
- 14:44Ah, sem dúvida. Ela
- 14:45ouve as minhas piadas? Ela ouve por intermédio do
- 14:49filho. É, é isso. Porque
- 14:50aí eu coloco esses áudios, eu tenho... Desde
- 14:522006... Você grava tudo, Marcelo, ainda?
- 14:55Pra usar em aula, não? Algumas
- 14:57coisas, algumas coisas. Aqui você usou algum áudio já?
- 15:00Sim, sim, sim. Então,
- 15:01eu tava até falando o Bruno, que está... O
- 15:04Bernardo. O Bernardo, desculpa. O
- 15:07Super Satani foi um quadro que me marcou bastante. Foi
- 15:11em 2005 ou 2006. Em 2006 eu descobri o Super
- 15:17Satani, que era uma sátira do Super Nani, né. E
- 15:20aí eu tava numa loja, liguei o rádio, descobri. E
- 15:24aquilo, falei, pô, vou atrás, tal. Comecei
- 15:27a gravar os quadros, coloquei, eu tinha um
- 15:30podcast na época, que era o Peças Raras, né, que até
- 15:33hoje eu mantenho o blog. E aí, conversei, fiz a
- 15:36entrevista, tudo pra gente entender como é que
- 15:38funcionava. E é isso que eu faço, na
- 15:40verdade. Eu deixo lá muita coisa,
- 15:43gravando, tenho certeza. Tem nada meu lá? Peças
- 15:46cassete, meu. Tem? Opa, tem Peças cassete
- 15:50ainda ali? Mas mesmo, meu, meu, meu,
- 15:53palhaço. Tem? Do palhaço? Tem.
- 15:56Tem? Não, se não tiver, eu juro o
- 15:58poder. Acabou entrevistar agora. Tem?
- 16:02Temos. Aí você vê o ego do palhaço.
- 16:05O Super Satani era algo do
- 16:06palhaço. Era o quadro, não era com a
- 16:08minha voz genial. O ego teria um de gritar,
- 16:11não tem que ter a minha voz genial. É,
- 16:13então, mas é, por aí. Tem mesmo ou não? Tem,
- 16:16tem sim. Você ficou desconceitado, eu
- 16:17percebi. Eu quero só ver. Agora,
- 16:21o professor, como é que você... A
- 16:23gente vem de uma geração, que o rádio FM praticamente
- 16:27tava começando, né? Tá começando? O
- 16:29FM começou lá em 72, acho que se não me falha a
- 16:33memória, o senhor que é professor vai lembrar
- 16:34melhor. Mas como a gente... Com
- 16:36a rádio, em um príncipe FM foi a primeira. Isso,
- 16:37aí teve que ter a tua ideia. Lá
- 16:38na frente depois vem 77, 76 transaméricas, 77 jovem
- 16:42pãe, outras rádios. Aqui em 82, né? 97.
- 16:46E outras rádios começaram. Nos
- 16:48anos 80, essa explodia, né? E
- 16:50aí o rádio é aquela coisa de você transformar o áudio
- 16:54em imagem na cabeça das pessoas. Aí
- 16:56passam -se os anos e hoje... Hoje
- 17:00não, um tempo atrás, sei lá, uns dois, três anos
- 17:02atrás. Nem tanto assim, uns cinco anos
- 17:04no máximo. O rádio com imagem. Como
- 17:08é que você define isso, professor? O
- 17:09que você acha disso? É, então... Agora,
- 17:11por exemplo, nós estamos sendo transmitidos. Tem
- 17:13gente assistindo a gente. Tem
- 17:14gente assistindo a gente. Perfeito.
- 17:15Como é que você vê esse negócio? Eu
- 17:18vejo como algo necessário. Eu
- 17:20acho que não dá pra gente ficar fora da realidade, da
- 17:23geração, tudo. Mas eu prefiro e ainda ouço
- 17:26mais o rádio que vejo. Só o rádio, tá. Então,
- 17:28pra mim, é o rádio com imaginação, como diria o
- 17:31Bonnie, né? Que fez o padrão globo de
- 17:34qualidade. Tinha essa marca de que se a TV
- 17:38é um rádio com imagens, o rádio é uma TV com
- 17:41imaginação. Não tem limite. Então,
- 17:43a gente pode criar a tal da guerra dos mundos, do
- 17:46Orson -Lawyer, ou se tal fazer invasão dos marcenos
- 17:48e as pessoas embarcarem naquilo, né? Essa
- 17:50talvez seja a história mais incrível do rádio. Acho
- 17:54que sim. A invasão. Exato.
- 17:56Oi, tem feio anos, né? 1938,
- 17:5930 de outubro de 1938. Véspera
- 18:03do Dia das Bruxas e por isso a escolha desse tema,
- 18:06né? Dos marcianos, tal. Mas
- 18:08tem muito pano de fundo nessa história, né? Tem
- 18:10muita mentira, né? A maioria dos ouvintes que
- 18:12estão vindo a gente não sabe o que aconteceu. A
- 18:14gente vai explicar, mas tem muita mentira em cima
- 18:16disso, né? É do caramba, né? Eu
- 18:18não sei, domênico, porque eu vejo... Eu
- 18:20tenho alguns documentários que passaram na TV
- 18:22americana, no History, tal, falando desse episódio de
- 18:25pessoas que viveram esse episódio, né? Que
- 18:27hoje tem, 80 e poucos anos, enfim. Pra
- 18:31quem não sabe, vamos explicar como é que
- 18:32funciona... Como é que é essa história? Vem
- 18:34do início, professor, como é que é? Perfeito.
- 18:36Então, Véspera do Dia das Bruxas. Tá.
- 18:39O Orson Wells, que era um jovem, devia ter lá seus
- 18:4119, 20 anos, diretor de um rádio teatro que tinha
- 18:45pouca audiência, que era o Teatro Mercury, na Rádio
- 18:48CBS, lá nos Estados Unidos. Às
- 18:518 horas da noite, entrava no ar o Rádio Teatro
- 18:54Mercury, uma vez por semana. E
- 18:56de repente, ele resolveu fazer um episódio diferente
- 18:58daquele rádio teatro tradicional, que pegava
- 19:02drácula, histórias já bem conhecidas e adaptava pro
- 19:05rádio. Então, todo mundo já sabia que
- 19:07aquela história era uma ficção. Ele
- 19:09pegou um livro de 1898, que era a Guerra dos
- 19:13Mundos do H. G. Wells, né? Que
- 19:15era lá já conhecido numa seara bem pequena de ficção
- 19:19científica, pessoas que gostavam muito desse
- 19:21assunto, e que é um dos primeiros livros a falar
- 19:24dessa invasão dos marcianos. Só
- 19:27que a estrutura que o Orson Wells deu pra esse
- 19:29rádio teatro era de uma reportagem. Então,
- 19:32era um programa de rádio rádio teatro e existe esse
- 19:35áudio na internet, tá? O áudio original. Se
- 19:37procurar no YouTube deve ter. Na
- 19:39verdade, existe um site com o rádio teatro Mercury, que
- 19:43tem todos os áudios originais. E
- 19:45aqui no Brasil, se procurar, o William Bonner
- 19:49e Guerra dos Mundos vai ter a versão que ele fez
- 19:52na USP quando era estudante. Caraca!
- 19:55Mas enfim, voltando à história, então o Orson
- 19:58Wells resolveu fazer uma estrutura que era um
- 19:59programa de rádio que tinha uma orquestra tocando, como
- 20:01era tradicional no rádio da época, anos 30. Interrompia
- 20:05a orquestra, era tudo um teatro, mas enfim, e
- 20:08entrava uma reportagem. E essa reportagem ia ficando
- 20:12cada vez mais tensa, falando dessa invasão dos
- 20:14marcianos, conta o próprio site do rádio teatro
- 20:17Mercury, que, por exemplo, a bomba que se ouvia
- 20:20durante a transmissão era a descarga da rádio, que era
- 20:23acionada na hora da bomba, né? E
- 20:26no começo foi dito que era um programa de ficção,
- 20:28Orson Wells ia ao microfone. Mas
- 20:30quem pegou no meio ali, né? Quem
- 20:31pegou no meio, que foi a maioria, exatamente. A
- 20:34gíência era na verdade. E começou a espalhar, né? De
- 20:37um pro outro. O mundo tá acabando, os
- 20:39marcianos chegaram, e aí conta -se que algumas
- 20:41pessoas se atiraram no rio, se suicidaram porque não
- 20:45queriam morrer pelo raio lá dos marcianos. Instalou
- 20:47-se o caos. O caos total. Você
- 20:49viu o poder do rádio, né? O
- 20:50poder do rádio. Naquela época, hein? Não
- 20:52era a intenção, né? Lógico, ninguém vai fazer um
- 20:54programa pra causar assim como... Eu
- 20:56tava vendo ontem aqui, né? Teve
- 20:57uma ideia legal agora. Palhaço.
- 21:01Vamos criar alguma coisa, vamos lá, palhaço. Não,
- 21:05senhor. Você não vai criar nada,
- 21:06aquele... Foi a melhor... Você
- 21:09viu ontem o que? Eu tava ouvindo e vendo ontem
- 21:13aqui num dos programas da energia, vocês passando aí
- 21:17um vídeo daquelas brincadeiras perigosas. Você
- 21:20viu aquilo? É, então isso, inclusive... E
- 21:22falei antes ainda, né? Perfeito.
- 21:24Antes eu falei, ó, não façam isso, hein? É
- 21:27importante, porque tem... Só pra retomar, acho que pra
- 21:30quem... A gente não deve ficar
- 21:31falando as brincadeiras em si. Mas
- 21:33tem um instituto chamado Jimmy Cuida, que é
- 21:35justamente de um moleque de 14 anos que perdeu a vida
- 21:38numa dessas brincadeiras. É mesmo? É.
- 21:40E tem todo um movimento pra tirar esses vídeos do
- 21:43YouTube, né? Um movimento... Línguoso,
- 21:46né? Porque já vários adolescentes
- 21:49passaram por isso. Vários, são dezenas, aqui no
- 21:51Brasil. No final do ano foram dois.
- 21:53Então, assim, essa
- 21:54responsabilidade... Então, quem faz aquela brincadeira?
- 21:57É uma brincadeira pra ele.
- 21:58Tanto que usa esse nome
- 21:59brincadeira, não sabe a consequência que pode ter.
- 22:01E o Orson Welles, quando fez
- 22:03lá, em 38, esse rádio teatro fez como uma coisa,
- 22:07vamos criar algo diferente, usando a própria linguagem
- 22:10do rádio. Eu acho que o grande
- 22:10problema... Descalçou. Não sei se tu errada,
- 22:12professor. A grande questão é que quando
- 22:15ele fez isso, não tinha interatividade. Ou
- 22:17seja, a coisa foi tomando uma proporção que ele não
- 22:19sabia o que tá acontecendo dentro do estúdio. Hoje
- 22:22você faz qualquer coisa que você faz diferente. Mas
- 22:24chega na hora. Na hora, em top de informação.
- 22:26Exato, mas o que tinha na época
- 22:28era o telefone. E justamente esse foi o maior
- 22:30problema. Porque entupiram os telefones.
- 22:32Ninguém conseguia se comunicar com
- 22:33ninguém por causa do volume. Até
- 22:34hoje, até hoje, a mesma coisa. O
- 22:36fake news existe aí pra quê? Sim.
- 22:38O primeiro fake news, então. Na
- 22:39época. Aí todo mundo sai. A
- 22:41gente faz essa pergunta em aula. Será
- 22:43que é possível criar alguma coisa que não exista hoje,
- 22:48aqui no rádio, se a gente transmitir as pessoas vão...
- 22:51Aí o aluno geralmente chega e
- 22:53fala... Não, a gente vai na internet,
- 22:54mas na internet é que vai corroborar, que vai
- 22:57comprovar aquele fake news. Tem
- 22:59até algumas notícias que saem de jogador, que foi
- 23:03contratado por um time e tudo. Às
- 23:05vezes é só uma brincadeira de 1º de abril. Já
- 23:07teve jogo no rádio, na Record, lá nos anos 50,
- 23:11transmitiram um jogo em que o São Paulo perdia de...
- 23:13Meu time, tá? Mas
- 23:14perdia, sei lá, de 7 a 1. Foi
- 23:16agora? Mas poderia. Agora
- 23:20é o replay, né? Mas naquela época, o 7 a 1,
- 23:24foi um jogo inventado para sacanear o Paulo Machado de
- 23:27Carvar. Então foi um jogo inventado que,
- 23:30como a televisão não transmitia ao vivo ainda o
- 23:33Jogos de Futebol, eles brincaram no 1º de abril
- 23:35de fazer um jogo inteiro em que o São Paulo perdia
- 23:37numa turnê internacional. E depois, quando terminava o
- 23:40jogo, isso foi uma brincadeira de 1º de abril,
- 23:42então essas coisas são possíveis. Mesmo
- 23:45com toda, aliás, eu acho que até por toda a questão
- 23:49de veículos, de mídias que a gente tem hoje, acho até
- 23:53mais possível, porque a gente fica mais perdido do
- 23:55que é verdade ou não. Então
- 23:56quando uma coisa se propaga, e aí, lógico,
- 23:59existem estratégias, quando é uma brincadeira, né, como
- 24:02essa que eu falei de 1º de abril, tudo bem que um
- 24:04cardíaco pode morrer aí, né, um São Paulo livre de
- 24:06refeixo. Aquele penonte do pato branco, que
- 24:08o narrador fala um palavrão, que ele é fake.
- 24:11Aquilo é fake? Aquilo
- 24:12é fake. A gente acreditou que era
- 24:13verdade. As pessoas acreditam. É,
- 24:15muita gente achou que era verdade. Aquilo
- 24:17é muito bom. Olha só, eu caí nessa. É,
- 24:20olha só. É fake. Eu
- 24:22também, quando descobri, eu tive a mesma relação que o
- 24:24professor. É muito fake hoje, né? A
- 24:26vai pato branco, se prefere. É,
- 24:28e aí? É, o penonte que pode dar,
- 24:30com o classificação, bater um pqp pra fora. Ele
- 24:34começa a xingar o cobrador. Ai,
- 24:36se por... Ele manda um pqp, né? É,
- 24:39isso aí. É, esse é o grande barato,
- 24:42né, quer dizer, a gente poder brincar com a
- 24:44imaginação. Então quando a gente fala do
- 24:46rádio com imagens, eu acho, voltando ao ponto de
- 24:48partida de toda essa digressão, toda essa viagem,
- 24:51né, eu acho necessário. Existe
- 24:53uma geração que só vai acreditar vendo, né, a
- 24:57geração. E, ok, e atende bem, né? É
- 25:00bom que vejam meus olhos azuis agora ali. Mas,
- 25:05mas não necessariamente, todo mundo quer ver que eu
- 25:07sou loiro de olhos azuis, que tem um cabelo
- 25:09esvoçante, por causa do ar condicionado. Ninguém,
- 25:13né? Quem tá ouvindo agora, não
- 25:15necessariamente quer ver que é melhor imaginar, que é
- 25:18um careca. Ah, eu tô com uma pessoa
- 25:20normal, né? Então, acho que esse poder da
- 25:22imaginação que é o grande barato, mas, atende a todo
- 25:25mundo. A gente ia saber quem era
- 25:26aquela cultura gostosa, né? A
- 25:28gente ouvia nos anos 80. Pois
- 25:30é. Aí você vai conhecer. Aquela
- 25:31voz. Nossa, não vem. Tá
- 25:33loucultura, e loucutor não. Quantos
- 25:35mulheres não foram conhecer Domênico Gato? Pouso,
- 25:38ó. O nome Gato. É
- 25:40Gato, isso aí, é Gato. É Gato. Não
- 25:42é que você fala por não, não, que na verdade. As
- 25:44talões. Domênico Gato. Não,
- 25:46deve dizer. Quero dizer que a intriga da
- 25:48oposição foi muito requerida na minha vida. É
- 25:53que o veruzão seria atrás dos loucutores pra saber
- 25:56como é que é. Olha só, a gente vai voltar
- 25:58daqui a pouquinho com o Marcelo Abude, o professor,
- 26:00falando de rádio hoje. Aliás,
- 26:02não é uma entrevista, é uma aula, né? Hoje
- 26:04nós estamos tendo uma aula. Comissional.
- 26:06É isso aí. Por que você tem rede social,
- 26:08por favor, senhor? Temos o Facebook, é marcelo .abude
- 26:13.14. Abude ABUD. Isso.
- 26:17E tem o Peças Raras do Rádio. Então,
- 26:20nessa página, eu compartilho algumas coisas. Mas
- 26:21deve ser legal em Peças Raras do Rádio, hein? E
- 26:23tem o Peças Raras do Rádio, que também tá no
- 26:26Facebook. O Museu do Rádio em Áudio.
- 26:30É, a gente tenta. Tem
- 26:31lá? Tem umas coisas, fígadas, né?
- 26:33Esse momento aqui, tá aparecendo
- 26:35na tela pro ouvinte. Tá aparecendo. Na
- 26:37tela pro ouvinte, é tudo. Tá,
- 26:38na tela verdade. Pra quem tá só nos ouvindo, um
- 26:41momento que eu entrevistei o Ruben Alves, foi um mês
- 26:45antes da morte do educador Ruben Alves. Caramba,
- 26:48hein? Foi pelo Instituto Net, claro,
- 26:51em Bratel, que é um podcast que eu faço há
- 26:53seis anos. E eu tive essa oportunidade
- 26:56de, depois de seis meses batalhando a entrevista, não
- 27:01sabia que ele estava muito doente, porque a assessoria
- 27:03dizia que, na verdade, a agenda estava muito cheia,
- 27:06tudo. Porque, né, não se revelava o real
- 27:09estado de saúde dele. E aí, depois de seis meses,
- 27:12eu fui a um Instituto Ruben Alves, que estava
- 27:14sendo entregue lá em Campinas, naquele momento,
- 27:16que era justamente pra preservar a memória do
- 27:19educador Ruben Alves. E conseguir fazer essa
- 27:23entrevista, tá disponível, se vocês procurarem, né,
- 27:26Instituto Net, claro, em Bratel e Ruben Alves. É,
- 27:30eu acho que a entrevista mais iluminada que eu fiz
- 27:32na minha vida. Foi uma receptividade incrível,
- 27:37uma coisa de muita emoção mesmo, e ele estava se
- 27:39despedindo ali. Ele, no final da entrevista, ele
- 27:42fala sobre o Instituto como continuidade da vida mesmo,
- 27:46né? Então, esse é um momento, tá lá
- 27:48nas redes. E tem peças raras, que
- 27:50começou como podcast em 2006, e hoje é um blog,
- 27:55então, pecasraras .blogspot .com. Ali
- 27:58tem bastante coisa. Algumas ainda estão no ar, que a
- 28:03gente foi produzindo como podcast, né? Inclusive,
- 28:05tem uma concorrente da veia, aqui da energia. A
- 28:10gente fazia um quadro que era a veia da mala. Veia
- 28:14da mala. A veia da mala é uma amiga,
- 28:18né? Da veia aqui da energia. Elas
- 28:21são amigas, né? Amigas, né? É
- 28:23uma coisa assim, conhecem muito lá dos anos... Zero.
- 28:29Zero, né? Zero, zero. Algumas
- 28:32brincadeirinhas por aí. Mas é isso, acho que o Peças
- 28:35Raras, o blog, inclusive, se digitar lá no Google,
- 28:39vai aparecer na primeira página do Google, a gente
- 28:41paga muito caro por isso. Ali
- 28:44dá para chegar às outras redes também. Tem
- 28:46lá os linkzinhos do Facebook, do Instagram, tal.
- 28:49Eu uso mais ao Facebook mesmo,
- 28:51porque, enfim, na correria do dia a dia, a gente vai
- 28:54atualizando por ali. Legal. Professor Marcela Budi hoje
- 28:57é o nosso convidado. Olha só, não estão com a
- 28:59campanha nova, né? Quero mais energia. Você
- 29:02quer mais o quê? Você quer mais aulas? Que
- 29:04nem o professor de entrevistas, que são uma
- 29:07verdadeira aula. Hashtag, quero mais energia, quer
- 29:10saber o que você quer, tá bom? Ou
- 29:12quer mais piadas do palhaço? Aí
- 29:14sim. Aí então manda, quero...
- 29:16Hashtag, quero mais energia, com
- 29:18mais piadas do palhaço. Eu acreditaria que era mais
- 29:20piadas engraçadas do palhaço. Ah,
- 29:22entendi. Talvez uma piada engraçada, a
- 29:25gente vai acrescentando, né? Pelo
- 29:26menos uma, né? Bom, bom, ba, hashtag, quero
- 29:28mais energia, hein? Vamos lá, palhaço. 11 anos. Paga
- 29:31um pau aí, a Budi. Cara, chegou, né? Casalzinho,
- 29:38aquele momento romântico. Trilha
- 29:41romântica agora, por favor. Cara,
- 29:44chegou. Vamos lá. Cara.
- 29:50Que isso? Ah, Felipe, aprendeu bem.
- 29:53Aprendeu bem, meu professor. Nossa,
- 29:56mas aprendeu que tossi no meio da minha piada.
- 30:00Aprendeu. Mas ele aprendeu bem,
- 30:02porque se deu um lugar... Ele
- 30:03deu para... O que se era jaleado? Sabe
- 30:05que saiu no ar agora. Ele não foi. Ele
- 30:08saiu, ele saiu fora. Sentei minha defesa. Pô,
- 30:12quebrou o clima. Trava, voltou a treina na piada.
- 30:15Ah, voltou, voltou, voltou. Mas
- 30:16o rapaz que estava ali do casal, ele estava nesse
- 30:20dia... Não fica na sua, não se
- 30:22entremete na minha piada. A Budi fica na sua. Não
- 30:27queira criar a casa. Fora, ele foi te ajudar a sua
- 30:31besta. Eu, é eu que conto, não é o
- 30:33Abud. Então vai, eu, eu. Vai.
- 30:37Passar o insta lá na Ucraíba. Se
- 30:43fechar o olho, imagina o clima. Esqueta,
- 30:45Budi. Nossa, mas eu vou entrar naquela
- 30:49faculdade. No meio da alma, uma hora. Eu
- 30:53vou atrapalhar. E o Guêdo. Que
- 30:57professor. Não está mais com o professor,
- 30:59vai adorar você ir lá. E vai adorar. Eu
- 31:01não fiz sua cuidade, viu. Vai
- 31:05palhaço, palhaço, palhaço. Vamos.
- 31:10O casal estava no clima. O rapaz vira para a moça e
- 31:19diz... Amor. Não, eu desculpei o erro
- 31:25do papel. Nossa, foi a mulher que falou
- 31:28para ela. Invertiu os papéis. A
- 31:31mulher falou o quê? A mulher virou para o cara e
- 31:34disse... Amorzinho. Me fica algo doce. Doce.
- 31:44O homem com aquela sensibilidade. Brigadeiro.
- 31:51Não, eu estou falando algo bonito. Deixe
- 31:59eu ver. Achorrinhas. Não, algo sexy. Sexy.
- 32:06A visia. Oh, porra. Invertir
- 32:15o morte e a sopa.