Latest / Café com Dungeon / Mecânicas, ficção e abstração #0149
Transcript
- 0:00Eu fiz bons amigos da minha época de Wow.
- 0:02Eu já comentei aqui dos meus inimigos, mas eu tenho bons
- 0:05amigos. Tem o me gork.
- 0:08É um cara que era do Rio de Janeiro, também de original de
- 0:12São Paulo, foi morar no Rio de Janeiro.
- 0:13A gente acabou se encontrando pra viajar, inclusive pelo
- 0:16Brasil, conhecer outras pessoas da guilda que a gente fazia
- 0:19parte de Wow. Eu conheci também o evellizet,
- 0:22pô, cara, era um era um maluco que eu gostava muito dele.
- 0:25A gente trocava muita ideia para além do uou mesmo, né?
- 0:28A gente levava a cabo a nossa AA, nossa mentalidade de guilda
- 0:32social, né? A gente fazer isso valer mesmo.
- 0:35Então a gente ficou muito próximo naquela era.
- 0:38Do do uou, né? Que eu jogava muito e tal, que a
- 0:41gente tinha uma guilda junto, inclusive acabou se torrando GM
- 0:44da da minha guilda. Talvez Oo um dos melhores gms
- 0:48assim certamente, né? Acho que dá pra botar aí o tanto
- 0:51ele quanto OOO Renan, né? Eram, acho que são são 2 gms que
- 0:58que pegaram e viveram muito bem aquele papel, né?
- 1:01É, e também tinha o osaler. Era um cara que era um oficial
- 1:07da guilda, muito leal. A guilda é um cara que nunca deu
- 1:11problema. Na verdade ajudou a resolver
- 1:13muitos problemas da guilda social, mas também, assim como o
- 1:17evelised, era também ele era muito técnico numa parte do jogo
- 1:22que era 11, parte difícil, que era o raiend.
- 1:25O raiend é quando você chega na parte do ou lá que seria o
- 1:28final, mas é na verdade o início.
- 1:30O jogo de verdade começa ali. Você pode ir pro PVP é quando
- 1:35você tá ali No No no nível mais alto do PVP ou quando você vai
- 1:38pro PVE, você tá no nível mais alto do PVEEO.
- 1:42Fato é que ele a performance faz muita diferença, né?
- 1:46Ali a gente tá disputando. É cada bps, cada ponto de dano
- 1:51que a gente dá, é cada ação que a gente faz é importante.
- 1:54A gente tá indo pra dungeons que a gente só pode ir uma vez por
- 1:58semana, a gente tem que treinar pra aquilo, a gente tem que
- 2:00estudar aquelas lutas. A gente tem que levar as coisas
- 2:04certas e usar os poderes certos na hora, de forma coordenada
- 2:08entre o time todo, porque senão, se a gente morresse era só na
- 2:12semana que vem e aquilo era um pé no saco.
- 2:15Aquilo ali às vezes era um divisor de águas pra algumas
- 2:18guildas que é, se não conseguiam progredir no raiend, né?
- 2:22Elas ficavam pra trás. Ou se não conseguiam progredindo
- 2:25OPVP, que poderia ser o caso das arenas, o pessoal que que IA pra
- 2:29porradaria. É também tinha um pouco disso e
- 2:32a nossa guilly tinha as 2 coisas disso aí, tanto pvp quanto pve,
- 2:36a partir de certo ponto. E eu tenho muita memória de
- 2:40dividir esse espaço com essas pessoas, não só porque eram
- 2:44pessoas boas nisso, que me ensinaram muito, mas que e que
- 2:48fazer uma performance aumentar. Mas pra outro fator muito
- 2:52importante, talvez eu nunca tivesse chegado no nível que eu
- 2:56cheguei, que não era o melhor. Da minha guilda na posição que
- 2:59eu ocupava. Mas certamente eu era bom o
- 3:02suficiente para participar de vários times e isso acontecia
- 3:09por conta deles. E talvez, se eu não fosse por
- 3:12eles, eu nunca tivesse conseguido isso.
- 3:15Então o aspecto social da guilda também era importante nisso aí.
- 3:19Mas o fato é que. Eu lembro desses momentos com
- 3:22eles, deles parando, olhando a minha rotação, né?
- 3:25Olhando o cu down das minhas habilidades, propondo builds,
- 3:28né? Que seriam seleções ali de de
- 3:31poderes melhores, estudando essas seleções, vendo o que Oo
- 3:35que o pessoal que estava mais avançado fazia pra gente poder
- 3:38copiar, pra gente usar de benchmark.
- 3:40Isso era muito interessante. Isso uniu bastante a gente.
- 3:46O que eu queria trazer aqui hoje no café com dângel não é sobre a
- 3:49parte social do RPG, não é sobre a parte da gente conviver com os
- 3:55nossos amigos, mas é sobre essa parte da gente olhar ORPG
- 4:01enquanto performance, às vezes, ou pelo menos da gente olhar
- 4:05ORPG por vias um pouco mais claras.
- 4:08Assim, por uma por vias um pouco mais objetivas, isso acontece.
- 4:14Em alguns jogos, como por exemplo, o pathfiner 2, o
- 4:17lancer, que são jogos que tem crunch ali tem bastante regra,
- 4:22bastante opção mecânica, e acaba que eles se estabelecem tanto
- 4:26nessa dimensão mecânica. Eles se tornam jogos bem táticos
- 4:31dentro daquele espaço ali, né? É particular que aquelas
- 4:35mecânicas criam quase como um esporte, e isso é muito
- 4:40interessante de olhar esse tipo de jogo, né?
- 4:44Porque a gente tá falando de RPG que tem tudo uma ficção, né?
- 4:48Todo todo mundo simulado e em muitos momentos parece conflitar
- 4:53com esse espaço mecânico do jogo, né?
- 4:56Inclusive ter momentos separados em que AAAA mecânica é vai
- 5:01impactar na ficção? Ou vai tratar a ficção ou vai
- 5:04resolver a ficção. É uma coisa muito comum em
- 5:07vários jogos, de que a gente fala, bom, a gente, a gente faz
- 5:10o Holly play até aqui. Depois a gente entra com a parte
- 5:13mecânica, principalmente para combate ou opções mecânicas ali
- 5:16relativas AA interações que são importantes para aqueles jogos,
- 5:20mas que normalmente são é pontuados pelas mecânicas de uma
- 5:24maneira, de uma maneira muito marcante.
- 5:27Isso é trabalhado na forj, né? Durante um tempo e tenta colocar
- 5:31a ficção primeiro, depois alguns momentos em que a mecânica é
- 5:34aplicada e depois a gente volta para ficção, mas acaba que.
- 5:38A as mecânicas, elas falam tão alto e elas têm 111 influência
- 5:43tão grande, tão marcante nas decisões dos jogadores que, no
- 5:46fundo, os jogadores acabam tratando e olhando a própria
- 5:50ficção a partir das lentes. E essas mecânicas constroem.
- 5:54Quando a gente fala de Wow, voltando aqui ao tema da
- 5:57introdução, a gente podia cortar basicamente, né?
- 6:01O momento que a gente estava fazendo grind, em trocando ideia
- 6:03com os amigos e tal. Para o momento em que a gente
- 6:06passava a olhar todas as opções mecânicas que aquele jogo trazia
- 6:10para melhor performance possível.
- 6:13Quando a gente IA para uma rede, quando a gente IA enfrentar, sei
- 6:16lá, o yog saron ou quando a gente IA derrubar, a carazã
- 6:20inteira lá e tudo mais. Cara, aquilo ali era um jogo a
- 6:25parte. É a gente olhava as
- 6:28circunstâncias de cada luta, com cada Boss.
- 6:31Como é que era o ambiente, o que acontecia com o ambiente?
- 6:34Quais eram os poderes desse Boss, que poderes tinham que ser
- 6:38anulados, quais poderes a gente tinha que lidar de tal forma com
- 6:42uma movimentação específica? É quais poderes a gente podia
- 6:45fazer e coordenar para poder enfrentar essas criaturas, né?
- 6:49A gente tinha que olhar os nossos cool downs, né?
- 6:52Ou seja, a disponibilidade de cada poder especial que a gente
- 6:56tinha para coordenar muito bem isso.
- 6:58E se a gente fizesse tudo certo, seguisse com o plano, tudo
- 7:01certo, ainda que com algumas contingências ali,
- 7:04principalmente relativas aos erros humanos, a gente conseguia
- 7:08progredir e derrubar, né? Os bosses dessas, dessas dângelo
- 7:14gigantes aí, dessas redes. Eu errei muito, né?
- 7:17Eu não era o melhor Rogue do meu time, mas o Joaquim era um bom
- 7:21Rogue, né? Eu era um bom Rogue com ele e eu
- 7:24cheguei a progredir muito. Pelo, pelo, pelo auxílio, né?
- 7:28Desses desses meus amigos. Aí, inclusive o vi descobrir
- 7:31mais tarde que o osal, né? O Lucas, ele é conhecido de
- 7:35longa data, de um cara de que é ascendente do café com dângela
- 7:37uma total coincidência. E quando a gente tava trocando
- 7:41ideia a respeito, eu lembrei bastante desses momentos em que
- 7:43eles me ajudaram a entender a melhor performance que eu podia
- 7:48ter. Eainesse.eu volto para ORPG.
- 7:54Agora, aquelas opções mecânicas, todas aquelas, aqueles
- 7:58Battlegrounds, né, que é são que são as redes.
- 8:00Aquilo tudo aquilo poderia acontecer de forma analógica, na
- 8:04mesa, eu poderia fazer aquilo com dados facilmente.
- 8:08Dá para fazer aquilo, é claro. A gente teria que ter uma
- 8:11mecânica bem construída, né? Mecânicas bem construídas,
- 8:14amarradas entre si. É, a gente teria que traduzir
- 8:17todas aquelas aqueles poderes ali.
- 8:20A gente teria que traduzir o timing do combate em em em
- 8:24sequências de turnos ou coisas assim, né?
- 8:26Botando algum ritmo bem marcado ali pra gente poder explorar
- 8:29isso enquanto jogadores. Mas uma coisa que me parece bem
- 8:34claro aí é que a gente IA tratar a ficção quase como maneira
- 8:41ferramental. Pra poder incrementar essa luta
- 8:45tática que a gente faria na mesa de jogo.
- 8:47E não dá pra dizer que 11 bom combate de pet Finder 2 alguma
- 8:51coisa assim ele vai muito pra esse lado.
- 8:53O próprio dayd quinta edição, né?
- 8:55É o dayd atual, ele vai muito pra esse lado, esse lado de que
- 8:59a gente vai ter combates táticos.
- 9:01Esses, esses combates táticos servem pra gente colocar a prova
- 9:05a nossa AA ficha que a gente construiu ali, né?
- 9:08Isso é um desafio bem intenso, inclusive.
- 9:11Da gente poder utilizar nossos poderes em lutas potencialmente
- 9:15é difíceis ali, mas que são superáveis e que a gente vai
- 9:18sentir um gosto todo especial quando supera.
- 9:22Mas a ficção, nesse caso, ela parece ser ferramental pra esse
- 9:25jogo tátil que se se estabelece. Uma esfera lúdica, né?
- 9:29Ou seja, uma esfera de jogo bem abstrata em relação à ficção.
- 9:35E eu nem sempre estou afim disso.
- 9:36Eu tive minha época de ou. Tem alguns jogos que eu gosto
- 9:40dessas, que que tem essa pegada tática, principalmente no
- 9:43computador. Mas no IPJ, entendi que, de
- 9:46maneira geral, aí eu passei. Eu já passo mais de uma década
- 9:49buscando outra coisa, que é engajar com a ficção, mas de
- 9:52forma mais concreta. Entender através do meu
- 9:56personagem e dos sentidos dele, como ele vai é impactar na
- 10:00ficção? Como a gente vai?
- 10:02É disputar essa ficção. Como a gente vai descrever o que
- 10:05que a gente tá fazendo e ir com isso e construindo esse espaço,
- 10:09né? Dentro de uma dialética do
- 10:11desafio, ali, como eu falo bastante em ofens, mas que é uma
- 10:15abordagem muito mais concreta em relação à ficção, em comparação
- 10:19a essas abordagens mais abstratas da ficção, pautadas
- 10:23por opções mecânicas desses jogos que são bem crunch,
- 10:26principalmente. Mas não necessariamente só eles
- 10:29vão pautar isso. E é isso que a gente vai estudar
- 10:31um pouco. Nesse episódio de hoje aqui do
- 10:33café com dângio falando de mecânicas, abstração e ficção
- 10:39concreta, vamos lá, vamos para o episódio.
- 10:45Ei, cara, quer café? Café com coisa, café com dângio.
- 10:57Bom dia amigos do café com danjo.
- 10:58Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 11:01favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 11:04Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café é direto da máquina de
- 11:08café que a gente arrumou aqui a gente tá enfim, já tá quase 2
- 11:12meses talvez aqui em Barcelona. E eu tava sem beber café, apesar
- 11:16de eu tá com café a ovelha negra aqui eu trouxe meu carregamento.
- 11:19É ali, em vez da gente comprar um moedor, um no time, lá no lá
- 11:24em São Paulo, é porque a gente comprou uma máquina.
- 11:26Ela já morre sozinha, já filtra sozinha, já bota água lá
- 11:30sozinha, já prepara tudo. A gente pode até programar ela.
- 11:33Então o café é da máquina, mas é um café ovelha negra,
- 11:37independente da forma de fazer, se você vai fazer de uma maneira
- 11:40mais artesanal ali, se você vai fazer na cafeteira italiana ou
- 11:45na ou na airpress, não importa. De café é bom.
- 11:49Como é o café da ovelha negra, você vai gostar, galera tem
- 11:53experimentado no café com danjoen, a galera tem
- 11:55experimentado OOOO, café amazônico aí forte, né?
- 12:00E também o capixaba aí que são sabores novos da ovelha negra.
- 12:04Então cara, recomendo demais você, você já conhece café
- 12:08especial, dá uma checada nesses sabores novos e você não
- 12:11conhece, recomendo o magenta lá da ovelha negra, que é café
- 12:14especial. É pra você moir em casa ou pra
- 12:17você comprar moído já, mas é café, só grão puro, sem
- 12:21impureza, como você vai ver nos cafés industriais aí do mercado.
- 12:25Então vale muito a pena pra qualidade de vida sobre um
- 12:27cheiro indescritível, independente de ser na máquina
- 12:31ou não. E aí, se você é um ouvinte né,
- 12:33você tá ouvindo? Aqui no café com dânjo você tem
- 12:35um cupom especial pros ouvintes, então usa o cupom CCD lá no site
- 12:39deles que é ovelha ponto café. Se você é assinante do café com
- 12:43anjo, você tem descontos progressivos, tá?
- 12:46Então você pode ter aí usar os nossos cupons e ganhar descontos
- 12:50para comprar é café ovelha negra ainda mais barato.
- 12:53Fora isso, você recebe, você tem, participa de sorteios, né?
- 12:56Do dos nossos parceiros, não só do ovelha negra, mas nossos
- 12:59parceiros aí, como por exemplo, de turatria a caramelo.
- 13:03Jogos a gente tem, aí é a gente tem aí a retropunk, a gente
- 13:08sorteia. Bastante material, né?
- 13:10Então fica de olho aí inclusive porque tem AA gente, a gente tem
- 13:14feito sorteios aí e logo logo teremos mais né?
- 13:18A gente sortiu um Shadow Dark da laserhead press, inclusive
- 13:21completinho pra galera. Fora isso, você recebe conteúdo
- 13:25extra e ainda participa do grupo de Telegram.
- 13:27Muito legal que a galera adora trocar ideia sobre RPG, então vá
- 13:32lá em apoia ponto s barra café com dângel e torna se um
- 13:34assinante. E ainda ajuda a gente a bater
- 13:36metas pra voltar a ter mais dias na semana.
- 13:39Aqui o café com Dan João falando de RPG na sua manhã.
- 13:43Bom, vamos pro episódio, mas antes vamos ler a enquete.
- 13:47Como é tradicional. Na verdade vou ler as enquetes,
- 13:49tá? Porque no último episódio o
- 13:51Spotify tava fora do ar. Então Oo episódio sobre o ritmo,
- 13:56né? Sobre o conceito de ritmo, né?
- 13:58RPG eu perguntei, você se preocupa ativamente com o ritmo
- 14:02na sua mesa? E 87,5% das pessoas disseram que
- 14:07sim, que se preocupam ativamente com o ritmo na mesa.
- 14:12Eu vou investigar mais isso. Eu esperava que pela minha
- 14:14defesa do ritmo ali Na Na Na concepção que eu que eu trouxe,
- 14:19né? No, No No conceito de ritmo.
- 14:21E a pessoa que a que o pessoal fosse curtir de repente ali a
- 14:25possibilidade de ter um ritmo ninguém exatamente ditasse.
- 14:31Com muita, com muita ação, com muita intenção.
- 14:35Mas isso a gente vai trabalhar no café com dângio e no episódio
- 14:38do bersurker, né? De como o ritmo é construído no
- 14:40bersurker, que foi no awar nessa terça-feira.
- 14:43Agora eu perguntei, você gosta mais de um ritmo marcado pelo
- 14:47design ou pela agência dos jogadores composta durante o
- 14:51jogo? E aí?
- 14:5283,3% das pessoas disseram que preferem esse ritmo cadenciado
- 14:57pelos jogadores conforme usam de agência, porque é até um pouco
- 15:01conflitante. Talvez é com a pergunta que eu
- 15:03fiz anteriormente no ritmo, mas talvez com o caso em prática,
- 15:06algumas pessoas já já tem um já estejam percebendo onde eu quero
- 15:09chegar. Então bom, é isso.
- 15:12Valeu pela participação. Aí galera, vai para o episódio.
- 15:17Você viu que o blog do café com tanjo tá cheio de atualização?
- 15:22Então, cara, aproveita porque eu vim aqui só para te dizer isso.
- 15:26Eu escapei dos tiras escapei de 2 monstrengos na rua 5 e cheguei
- 15:31aqui para te falar isso. Cara, aproveita porque o Denis
- 15:34grilo está na área. O cara chegou arrebentando a
- 15:37boca do balão. Ele já trouxe aí o artigo de
- 15:40ratos à Riqueza, em que ele fala de.
- 15:42Ecologia de masmorra? Sei lá o que que isso quer
- 15:44dizer, mas dá uma olhada, parece interessante.
- 15:47Depois, ele pegou 3 artigos falando de point Kroll.
- 15:50Primeiro, ele fala sobre o conceito de transformar uma
- 15:54masmorra numa sequência de pontos interligados.
- 15:57Depois de como você pode organizar isso?
- 16:00E por último, cara. Ele fala de como você vai rodar
- 16:04isso efetivamente. Então olha, é muito artigo,
- 16:06prontinho pra mesa. Se fosse você, eu não perdia
- 16:10não. E olha, acho que é bom você dar
- 16:12valor aí, porque essa mensagem vai se autodestruir em 3
- 16:16segundos. Café com danjo um ponto Word
- 16:18para as ponto. Bom, eu vou começar por um ponto
- 16:32que talvez você não esperasse, mas vou começar a falar desse
- 16:36assunto, né? Que que é o tema de hoje, que é
- 16:38mecânicas, ficção, mecânicas, abstração e ficção no RPG, vou
- 16:44começar a falar de simulação. É um tema caro aqui No No café
- 16:48com dângelo, e acho que é um tema caro pra todo mundo que
- 16:50estuda RPG, né? E estuda jogos de maneira geral.
- 16:55É uma vez eu estava bebendo café lá em casa, quando eu morava em
- 16:58São Paulo com o Diogo Nogueira. De manhã, a gente foi tomar café
- 17:02da manhã, preparei uma ovelha negra para ele.
- 17:03A gente estava trocando uma ideia sobre espaço simulado e eu
- 17:08falava não, porque todo todo ORPG constrói um espaço simulado
- 17:11ali. Na verdade, todo jogo constrói
- 17:13um espaço simulado, como por exemplo, tetris.
- 17:16O tetris constrói um espaço simulado.
- 17:18Ainda que não seja um mundo que a gente não encara ali como é
- 17:21uma cidade, ou como uma Vila, ou como os ermos, ou como florestas
- 17:26e tudo mais, a gente, a gente cria um espaço simulado ali e o
- 17:30Diogo Nogueira não comprou muito essa afirmação na cabeça dele,
- 17:33essa coisa dessa simulação acontecia muito quando a gente
- 17:35identificava como mundo e trocou um pouco.
- 17:38Isso eu fui ler um pouco mais a respeito, a gente conversou ali
- 17:41é no dia seguinte também. Ele estava passando um tempo lá
- 17:43em casa, a gente acabou trocando uma ideia, né, continuada sobre
- 17:47isso. Eu falei sobre alguns teóricos
- 17:50ali, sobre algumas visões que eu vi sobre a questão do espaço
- 17:52simulado, de porque é. Várias pessoas enxergam que
- 17:56mesmo jogos como tetris ou com muitos jogos, são espaços
- 18:00simulados, né? E que a gente, em algum nível,
- 18:04encara aquilo como um mundo, né? É, e acabou que isso me fez
- 18:10reformar um pouco. A minha ideia sobre é sobre
- 18:13simulação, mas nada diferente do que eu trouxe, por exemplo, no
- 18:16episódio. Do café com dano na segunda
- 18:19temporada aqui já, né? Que é o simular simulare Philip
- 18:22K. Dick em que eu lanço as bases do
- 18:24porquê que eu vejo né Oo RPG como um espaço simulado de como
- 18:29isso não é simulação, de como é essa coisa de simulacionismo.
- 18:34Pra Mim Não É uma agenda de jogo, mas é mídia EEEE.
- 18:38Como eu tirei isso tudo do discurso do Philip K.
- 18:41Dick lá no match, né? No match gala.
- 18:43Mas o fato é que a gente encara como mundos, né?
- 18:48Mesmo quando não são. É espaços que a gente vai
- 18:51imaginar os que a gente vai identificar com uma Terra, né?
- 18:55Com continentes e com cidades e com florestas e tudo mais.
- 18:59Até o tetris a gente pode encarar como um espaço simulado,
- 19:02em última análise, como um mundo particular.
- 19:06Porque aquilo ali. É um espaço segregado.
- 19:09A gente sabe que a gente tá vivendo aquele espaço, aquele
- 19:13ambiente, a gente tá é imerso ali, né?
- 19:15A gente tá dentro daquele daquele espaço ali.
- 19:18Mas principalmente, a gente sente que ele funciona de
- 19:22maneira diferente do espaço que a gente se origina, né?
- 19:26Que é a vida terrena, né? E tudo mais.
- 19:29Mas a gente sente que ele tem um funcionamento próprio,
- 19:32específico. E que a gente entender esse
- 19:36funcionamento, ele traz a gente pra esse esse espaço simulado.
- 19:41É mesmo que ele não se identifique necessariamente como
- 19:43mundo. Mas ainda que eu acho que a
- 19:45gente acaba percebendo, sim, como mundo.
- 19:48Por quê? Porque a nossa experiência de
- 19:50mundo acaba sendo perceber padrões.
- 19:53A gente percebe padrões, a gente percebe funcionamentos a gente
- 19:57percebe é o todo 11 esquema que acontece, né?
- 20:02Repetidamente ali, ciclos e tudo mais, e fazem com que a gente
- 20:06entenda a nossa vida, né? Que a gente entenda a nossa
- 20:10atividade, que a gente entenda a nossa capacidade de agir e o
- 20:13feedback, né? Ou seja, a resposta desse
- 20:17ambiente é simulado, né? Desse mundo.
- 20:21A nossa presença ali, as nossas atitudes.
- 20:24Então isso tudo cria sentimento de mundo e por isso, tetris e
- 20:28jogos como, sei lá, resta um dama xadrez.
- 20:31Não necessariamente jogos como Red Dead Redemption 2 ou 11 dayd
- 20:36que a gente jogue, cria um espaços simulados, que a gente
- 20:39identifica como mundo, né? Todos eles fazem de alguma
- 20:42maneira. Isso porque todos eles trazem
- 20:44algum funcionamento e é claro. O funcionamento que a gente
- 20:48constrói ali ele vai variar, né? O funcionamento que a gente vai
- 20:51ver no tetris. Ele diz respeito ao encaixar
- 20:54aquelas peças e conforme vão encaixando, vão gerando linhas.
- 20:57Essas linhas vão aumentando nossa pontuação, que vão fazendo
- 21:00a gente passar de nível. E conforme a gente passa de
- 21:02nível, as dificuldades vão aumentando, porque as peças vão
- 21:05caindo mais rápidas, né? Mais rápido.
- 21:07Então a gente tem essa progressão ali e esse recorte.
- 21:12Né? Esse é o funcionamento que a
- 21:14gente tem ali e quando a gente olha a realidade, a gente olha
- 21:17também recorte de funcionamento, né?
- 21:19Então, quando você está indo pro banco, você vai entender como as
- 21:22coisas funcionam no banco onde você está indo lá.
- 21:25Quer dizer, hoje em dia, não, não, a gente vai, não vai mais
- 21:27presencialmente, quase nunca, né?
- 21:29Mas quando você vai falar num restaurante, né, você vai No No
- 21:33espoleto comprar uma massa, né? Você sabe, você tem que entender
- 21:37como funciona aquilo ali, tem suas próprias regras e tudo.
- 21:41E aquilo ali a gente vai entendendo como funciona, né?
- 21:43Ou quando a gente sai de casa e tá chovendo, tá nublado, a gente
- 21:46sabe que provavelmente vai chover, então a gente sai com
- 21:48guarda chuva. Na realidade a gente entende
- 21:51dessa maneira, né? Desde de de de circuitos
- 21:54específicos até é circuitos bem mais, bem mais amplos, né, como
- 21:59conjunturas políticas e coisas assim.
- 22:01Mas o fato é que são por esses funcionamentos que a gente
- 22:04percebe esses espaços simulados. Tanto é os espaços simulados de
- 22:09jogos mais abstratos, como teto, quanto jogos mais concretos,
- 22:13como skyrim, por exemplo, em que você experimenta aquele mundo
- 22:17ali com bastante identidade com o nosso mundo, né?
- 22:21É, ainda que tenha seu recorte, sim, mas por que que eu tô
- 22:24falando sobre isso, né, logo nesse episódio?
- 22:28Bom, é, a gente tem ali. Uma percepção do mundo, né, que
- 22:33vem do funcionamento, como eu falei.
- 22:35E isso tem a ver com a natureza da simulação, né?
- 22:38É quando a gente percebe essas regras, a gente vai construindo
- 22:42expectativas. Então, se você, sei lá, você
- 22:45acabou de perceber que você está no mundo.
- 22:47Você é uma criança, então você vai aos poucos aprendendo que
- 22:49você vê você jogar. É uma bolinha pra frente, ela
- 22:53vai rolar, mas se você jogar 1^(2), né?
- 22:55Ele vai rolar menos. Talvez ele vire ali algumas
- 22:58arestas e caia mais rápido, ele não vai rolar bem menos do que a
- 23:01bola, você vai aprendendo as propriedades da bola e tudo mais
- 23:04e você vai gerando expectativas em relação aquilo, né?
- 23:08No RPG a gente tem regras também, essas regras, elas
- 23:11passam muito por canais de expectativa também, além de
- 23:14serem limites, que a gente vai vai experimentar além de serem
- 23:18algumas. Definições do jogo que a gente
- 23:21vai experimentar. Acho que eu acho que o jeito da
- 23:25gente engajar com as regras de maneira geral, é por
- 23:27expectativa. A gente sabe que tal coisa
- 23:29funciona de de determinada maneira, então a gente vai lá e
- 23:32repete aquilo, a gente usa aquilo a nosso favor, a gente
- 23:35busca aquilo, ou a gente ao menos conta com aquele
- 23:38funcionamento, com aquela ideia se repetindo ali mais ou menos
- 23:41como foi da outra vez ou próximo de como foi outra vez, né?
- 23:46EE, isso, né, de maneira geral. É uma coisa que acontece em todo
- 23:49o jogo, né? E é por isso, inclusive, que eu
- 23:52falo que todo jogo de em algum nível, né?
- 23:55No, no RPG aqui, ele passa da gente entender essa simulação
- 23:59através desses funcionamentos dessas regras, né?
- 24:02É? E de como é, é essas esse esse
- 24:06espaço vai sendo construído, né? Para além, obviamente, do que a
- 24:09gente percebe da própria mídia, da própria interação que a gente
- 24:12tem com aquele espaço enquanto mídia, né?
- 24:15Por exemplo, né? Quando a gente quando a gente
- 24:17está No No RPG, a gente pode simplesmente engajar com a
- 24:20mídia, né? Que é o espaço simulado.
- 24:23Mas e se desembestar falar um Monte de coisa que não estava
- 24:26previsto em nenhuma mecânica, né?
- 24:28Nenhuma regra específica. A gente simplesmente
- 24:31experimentou o mundo como a gente experimentaria o nosso
- 24:34mundo. Então isso também passa por
- 24:37expectativas que talvez sejam até expectativas para além das
- 24:41regras, né? É, ou num espaço Infra é regra,
- 24:46talvez, né? Ou seja, antes das próprias
- 24:48regras, ali na nossa interação com esse mundo.
- 24:51Como mídia, né? Esse mundo que a gente vai
- 24:53construindo com o nosso diálogo, a gente já tem ali algumas
- 24:56expectativas também, fora as expectativas que a gente vem com
- 24:59as regras, especialmente com as mecânicas que trazem, né?
- 25:04Regras que são muito estanques, elas funcionam sempre daquela
- 25:07forma e é por isso que eu falo que simulacionismo, né?
- 25:10Não existe, é uma crítica que eu faço a ter OGNS é o é o Ron
- 25:14addores, inclusive, acho que de maneira geral, tentando buscar
- 25:17uma visão um pouco mais geral, eu não vejo a simulação como
- 25:20uma. Como uma agenda de jogo.
- 25:24Na verdade, a gente vai sempre ter um recorte em toda a
- 25:27simulação, como ensina o Philip k dzick, né?
- 25:30Toda a simulação, ela vai passar por um recorte EEA.
- 25:33Gente, entender esse recorte é justamente o que vai fazer com
- 25:37com que a gente entenda as regras do jogo, funcionamento
- 25:40das coisas, a mídia e tudo e tudo que vai influenciar a nossa
- 25:43agência, né? Então, por isso a gente simular
- 25:47por simular não faz sentido. A simulação ajuda a gente a
- 25:50simular determinado recorte. É e aí nesse caso, né?
- 25:55Como eu falei, as mecânicas são parte muito importante disso é.
- 26:01Porém, apesar disso, nem todo funcionamento é mecânico.
- 26:06Como eu falei ali, às vezes você não precisa da mecânica, às
- 26:10vezes a interação que você tem com essa expectativa de mundo.
- 26:13Né? Ou a interação que você vai ter
- 26:14com npcs que vão passar por diálogos específicos.
- 26:18Eles não passam por caminhos lógicos que vão trazer um
- 26:22impacto tão claro e pré definido, né?
- 26:25E que não vai passar necessariamente por um
- 26:27funcionamento tão linear e claro de qual vai ser.
- 26:31Isso acontece quando a gente traz a mecânica, mas o jogo, o
- 26:34RPG, ele traz muitas outras nuances e possibilidades de
- 26:38interação para além das mecânicas.
- 26:40Né, a interação com o cenário, por exemplo, né?
- 26:43É um exemplo que eu gosto de dar.
- 26:45É o seguinte, é, poxa, quando você é vampiro e você quebra a
- 26:50máscara No No vampiro. Segunda, terceira edição, sei
- 26:53lá, não sei como é que é no quinta edição, mas no segundo e
- 26:56terceira edição, espera se que o os vampiros mandem, né?
- 27:01Pessoas pra ir caçar você, pra ir tirar satisfação com você,
- 27:05pra pra fazer lá você pagar pelo fato de você ter.
- 27:09Cortado, né? De você ter quebrado a máscara.
- 27:13Eles falam como o cenário provavelmente vai se mexer em
- 27:17torno disso, né? Mas isso é uma mecânica.
- 27:22Olha, eu eu tendo a acreditar que não, né?
- 27:24Eu discuti isso no episódio do da segunda temporada, agora que
- 27:28é o mecânicas do RPG, trazendo uma visão específica sobre
- 27:31mecânica, uma definição sobre mecânica de que nem tudo é
- 27:34mecânica, inclusive essa interação da máscara no cenário
- 27:37de vampiro. É, ela não é mecânica, porque
- 27:40ela nem sempre vai acontecer da mesma forma.
- 27:43Pode ser, inclusive, que os jogadores tenham construído ali
- 27:46AA quebra da máscara de tal maneira que Oo mestre vai ter
- 27:51que fazer o cenário responder de uma maneira diferente, né?
- 27:55Para essa quebra da máscara específica.
- 27:57Vamos supor que os jogadores hoje tentaram um poder
- 28:00gigantesco ali, então talvez. Isso gere uma apreensão, talvez
- 28:05gere algum outro tipo de abordagem, talvez isso faça com
- 28:08que os vampiros nem reajam a essa quebra da máscara de tão é
- 28:12de tão ostensiva que foi, né? Eles podem olhar e falar, não
- 28:15vamos com calma porque eles estão querendo isso.
- 28:18Então esse tipo de resposta, o feedback que a gente tem da tem
- 28:21dali, dessa interação, a gente não pode esperar com tanta
- 28:24clareza e tanta certeza como normalmente vem das mecânicas.
- 28:27Por isso que eu acho que mecânicas.
- 28:29Precisam ser respeitadas como tal, né?
- 28:32Porque elas são a parte do RPG, né?
- 28:35Que vão garantir caminhos de agência e resultados mais
- 28:38claros, com expectativas mais tangenciáveis pro jogador.
- 28:44Elas se materializam no jogo, Na Na, na esfera lúdica, de maneira
- 28:48mais clara, EE determinante. Diferente de tantas outras
- 28:54influências que a gente vai ter no próprio, né?
- 28:56Nas próprias figuras do diálogo ficcional e suas expressões, nas
- 29:01negociações, né? É, enfim, na dialética do jogo,
- 29:05ali que a gente vai construindo quando conforme a gente vai
- 29:07construindo a ficção, né? EE?
- 29:10Construindo esse mundo de jogo que a gente percebe.
- 29:13E a mecânica, não necessariamente.
- 29:15É é o único jeito dos mundos funcionarem, ainda que sejam as
- 29:20formas mais marcantes de fazer isso.
- 29:23Então a gente pode dizer que o Nosso Sentimento de estar numa
- 29:27simulação, né? Essa, esse mergulho no espaço
- 29:31simulado e até mesmo a percepção de mundo não passa
- 29:34necessariamente pela mecânica, mas ela certamente é importante
- 29:38nisso. Mais de 1000 episódios na
- 29:44primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões
- 29:49sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada
- 29:54com muito a oferecer, a comunidade do RPG aventureiros,
- 30:03numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 30:07parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 30:10enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 30:18pegue os dados apoia.se barra café com danjo contamos com
- 30:32você. E aí, nesse caso, eu começo a
- 30:44trazer um pouco a ideia da abstração que a mecânica causa.
- 30:49Quando a gente tá falando dessas influências, né?
- 30:51Por exemplo, a que eu falei da máscara no r No No no RPG de
- 30:55vampiro. Ou, por exemplo, quando a gente
- 30:58tá com mestre ali no bar, né? A gente tá com ele ali No No
- 31:01ambiente de Taverna e a gente tá perguntando pro mestre.
- 31:05Como é essa Taverna? Tem figurões, tem gente com cara
- 31:08de rica. O jogador quando pergunta isso,
- 31:10ele tá querendo talvez saber se tem alguém que ele possa
- 31:13extorquir ali, que ele possa é negociar alguma coisa, tirar
- 31:16proveito no jogo ou de repente mesmo querer saber como é alta
- 31:20roda do local, mas ele tá querendo influenciar, né?
- 31:22Aquele espaço, né, da ficção ali, de uma maneira não mecânica
- 31:27é, mas que passa por esse diálogo ficcional que é muito
- 31:29mais solto, né, muito mais fluido do que seria uma com com
- 31:33uma mecânica em relação a isso. É então quando a gente diz que
- 31:39olha, vamos fazer o seguinte, vamos jogar aqui um teste de
- 31:44percepção pra gente ver se você percebe na ficção quem pode ter
- 31:49dinheiro ou não. Nesse caso, o que que a gente tá
- 31:53fazendo? A gente tá pegando toda minha
- 31:55interação, que seria, de repente, o jogador fazer
- 31:58perguntas. Sobre o ambiente, sobre as
- 32:01pessoas que estão ali Pra Ele ir aferindo, quem é de repente que
- 32:04tem dinheiro ali ou quem não tem.
- 32:06E nesse ponto ele pode até cair numa armadilha do mestre, né?
- 32:09De tá lá engajar com charlatão ou com o ricaço de repente que é
- 32:15super escroto, não sei. Mas o fato é que se a gente joga
- 32:19um teste ali, a gente tá abstraindo, né?
- 32:23Toda essa interação e dizendo que essa interação vai ser
- 32:26representada por aquela rolagem ali.
- 32:29Né? É no caso, a gente tem 2
- 32:32episódios aqui do café com dângelo, que a gente explora
- 32:34bastante esses 2 fenômenos, tanto da, da, da elisão, das
- 32:38regras, né? Do de como a mecânica pode é
- 32:41abstrair no sentido de de ocultar, né?
- 32:45Ou de sumarizar, ou de é, enfim, da gente meio que comprimir, né?
- 32:52E não abordar uma parte da ficção.
- 32:55Porque a gente está abordando de maneira mecânica ou ou ou pelas
- 32:58pelas regras do jogo, né? Então tem o episódio aí, regras
- 33:02elidem em suas consequências. É.
- 33:05E tem também AO episódio sobre as regras que representam,
- 33:07porque muitas vezes a gente vai fazer um funcionamento mecânico,
- 33:11né? É se relacionar com uma forma da
- 33:15ficção que a gente gosta de ver representado nessa mecânica,
- 33:18então, por exemplo. Quando a gente olha uma mecânica
- 33:21super complicada e demorada de perseguição em cofre com tudo, a
- 33:25gente olha, pô, ela podia representar melhor uma
- 33:28perseguição, né? Porém, quando a gente olha, é os
- 33:31esforços do sei lá do into the od, né?
- 33:36De pegar o combate clássico do DEDE, fazer com que ele fique
- 33:39mais rápido, mais letal, tirando rolagens de ataque.
- 33:44A gente entende que ele tá fazendo isso pra que as regras
- 33:46representem melhor. Aqueles, aquelas interações
- 33:50ficcionais de combate. Então, esses 2 fenômenos
- 33:54acontecem principalmente nas regras mais Fortes e são as
- 33:58mecânicas. Elas são as que talvez mais
- 34:01elidam e mais representem, né? Nesse ponto e que mais tem o
- 34:04poder de representar. Mas elas de fato, elas eliminam,
- 34:07né? Ou pelo menos tiram do jogo, da
- 34:10apreciação do jogo, aquela aquela esfera mais concreta da
- 34:14ficção. Né?
- 34:15A ficção passa a ser um detalhe que ela pode se relacionar, né,
- 34:19com a forma com que a gente experimenta essas mecânicas,
- 34:22dando bônus, por exemplo, e tudo mais.
- 34:25Ela pode também é ser ser ferramental, né?
- 34:29Para para as interações mecânicas, como eu falei lá
- 34:31atrás, é, você pode construir todo um battlegread ali, o seu
- 34:36combate No No Pete Finder 2, mas o fato é que você vai botar
- 34:39naquele grid ali coisas que vão fazer sentido para as decisões
- 34:43mecânicas que os jogadores vão trazer.
- 34:45Dali, né? O recorte que você vai fazer
- 34:47dessa ficção, desse espaço simulado, vai ser de levar pro
- 34:52pra esse jogo tático. Então essa é a relação que a
- 34:55gente vai ver desse espaço mecânico com a ficção.
- 34:58Parece que esse espaço mecânico ele se estabelece quase que
- 35:01pairando de maneira um pouco mais abstrata, em sobreposição à
- 35:06esfera ficcional AA nossa compreensão daquele ambiente da
- 35:11ficção, daquele mundo simulado. Porque a mecânica é o mais forte
- 35:15dos funcionamentos. Nesse caso, ela suga, né?
- 35:19É mais, mais consciência lúdica dos jogadores naquele ponto.
- 35:23Porque porque se você diz que olha, a gente vai, a gente tem
- 35:27aqui 3 opções para você tomar. Dentro da mecânica, é mais fácil
- 35:32que o jogador tome essas decisões, principalmente quando
- 35:35ele precisa de constância e de previsibilidade, ao ao ao medir
- 35:40que ação que ele vai tomar no jogo.
- 35:43Né? É mais fácil ele ir e recorrer a
- 35:45esses espaços mecânicos do que ele simplesmente ir pra esses
- 35:48outros espaços, né? Do jogo e que trazem outros
- 35:52tipos de interatividade que talvez não tragam tanta certeza
- 35:56assim, né? É, talvez ele faça essa busca
- 35:59por outros espaços quando os os espaços mecânicos garanta um
- 36:03pouco Pra Ele ou não sejam favoráveis a ele.
- 36:06Isso é uma coisa que a gente vai ver muito na usr, né?
- 36:09Que usa muito esse, esse. Início do jogo old School, né?
- 36:14Dos primeiros níveis ali, com a sua fragilidade, pra fazer com
- 36:17que os jogadores engajem primeiro com a ficção, né?
- 36:20Isso é um clássico da OSRE, muito nítido ali quando a gente
- 36:23vai ver o dcc, né? O Dungeon Kroll Classics, por
- 36:26exemplo. Mas é uma coisa que você vai ver
- 36:28de maneira geral com a galera que engaja com old School, né?
- 36:31Inclusive tem essa, essa doença dos 3 primeiros níveis que tem,
- 36:34tem mesa e tem gente que odeia essa aí ou que inconscientemente
- 36:38nunca sai desses 3 primeiros níveis.
- 36:40Porque o jogo acaba muitas vezes, né?
- 36:43Se você não tiver todo um trabalho de estilo em cima, você
- 36:47às vezes tende AA sucumbir as AA inflação do espaço mecânico que
- 36:53o jogo naturalmente traz. Mesmo old School, né?
- 36:55É, então tem esse esse fenômeno aí, mas o fato é que a gente
- 37:01pode. Então é, e aqui, né?
- 37:03Nesse caso, eu vou até até falar dessa, dessa visão
- 37:07antimecanicista que eu trouxe. Na definição de mecânica no blog
- 37:11do café com dângel, né? No No episódio que eu citei, mas
- 37:14eu vou deixar também Oo link para o artigo no blog do café,
- 37:18caso você prefira ler, né? É de que a gente tem uma visão
- 37:23antimecanicista do jogo, de que nem tudo é mecânica, de que mais
- 37:27que as mecânicas, elas são muito Fortes e que por isso elas
- 37:30abstraem e sintetizam tanto o jogo ali quando elas aparecem,
- 37:34né? Enesse.eu vou até trazer uma
- 37:37definição também recente do café com dângel, que é a definição de
- 37:41espaço dinâmico, né? Que eu criei, conforme eu vi
- 37:43investigando. O que é mecânica no RPG.
- 37:46Espaço mecânico é a coleção de todas as decisões que os
- 37:50jogadores podem tomar em determinado momento do jogo, né?
- 37:54É, é o espaço onde os jogadores vão.
- 37:57Exercer sua agência, inclusive, né?
- 37:59E aí, conforme eles exercem a agência, eles vão é entendendo
- 38:02se as dinâmicas de jogo que o jogo costuma trazer, né?
- 38:06É pra dar um exemplo desse espaço dinâmico, é, eu posso, eu
- 38:10gosto de usar o xadrez. Quando você começa o xadrez, né,
- 38:13você vai é a peça branca, vai mover primeiro, e aí você tem um
- 38:16número x de de opções, de um movimento que você pode fazer,
- 38:21né? No caso, ali com os seus peões e
- 38:23com os seus cavalos. E aí?
- 38:27Conforme você vai jogando xadrez, vamos dizer que você
- 38:30agora ficou em xeque e agora você tem 3 opções de movimento
- 38:35com seu rei e uma opção de movimento com seu peão que
- 38:39tirariam o rei do xeque. Nesse ponto você tem 4 opções de
- 38:43movimento. E aí?
- 38:44E aqui? Nesse caso, a sua agência
- 38:46continua intacta, mas o seu espaço dinâmico diminuiu muito.
- 38:50Ou seja, você tem menos opções, você tem menos decisões que você
- 38:53pode tomar nesse espaço de jogo. Dentro desse espaço dinâmico,
- 38:57quando a gente fala de xadrez, a gente está falando de de um
- 38:59espaço dinâmico que é idêntico ao espaço mecânico.
- 39:03Por quê? Porque todas as os movimentos
- 39:05que você pode fazer dentro do xadrez, eles precisam de uma de
- 39:09uma previsão mecânica ali. Então, até desde ser como se
- 39:13move com cavalo, né? Se move em l, por exemplo, até o
- 39:16fato de que você não pode mover o cavalo em l lá do outro lado
- 39:20do Tabuleiro, se aqui desse lado de cá.
- 39:22O seu rei, ele está em ameaça de alguma outra peça?
- 39:25Então você precisa tirar o rei dessa ameaça.
- 39:27E aí, no caso, você não pode mover aquele cavalo lá.
- 39:30Isso tudo, né? Todas essas, essas
- 39:33determinações, elas vem do espaço mecânico.
- 39:35Então no xadrez, o espaço dinâmico, né?
- 39:38Ele é ele, ele é congruente com o espaço mecânico do que você
- 39:43pode executar naquele momento, naquele determinado estado do
- 39:47jogo. No RPG é diferente, o espaço
- 39:50dinâmico ele é. Imensamente maior do que o
- 39:54espaço mecânico. Então é por isso que a gente
- 39:56costuma ter uma máxima no RPG. Eu acho que isso não é nem
- 39:59polêmico, de que jamais as regras do jogo vão conseguir
- 40:03trazer uma previsibilidade suficiente de tudo que pode ser.
- 40:07É possivelmente mecanizado dentro do jogo.
- 40:10Sempre que um game designer vai fazer o designer do jogo, né?
- 40:14Ele tem que escolher determinadas regras e escolher
- 40:17determinadas mecânicas fazendo um recorte sobre aquele espaço
- 40:19simulado, né? De maneira que ODED, por
- 40:23exemplo, ele fala que ele é que o jogo se se direciona a 3
- 40:28esferas, né? Que é a esfera do combate da a
- 40:31esfera da exploração e do e do e da interação social.
- 40:38E a gente vê que ele não tem, né necessariamente, regras e
- 40:42mecânicas para todas elas. Mas a gente sabe que os outros
- 40:46pilares eles acontecem, ainda que a gente reconheça que a
- 40:49pregnância. Né, do Pilar do combate.
- 40:53Acontece muito por quê? Porque há muita previsibilidade
- 40:55ali há muitas mecânicas de é do no, de Ed, voltadas a combate de
- 40:59fato, né, a poderes de combate, opções de combate, detalhes de
- 41:04combate. E acaba que os jogadores, eles
- 41:06tomam essas decisões, é muitas vezes, porque aquilo ali é o que
- 41:11o jogo tá dizendo, que é o que vai funcionar.
- 41:14O resto não tem garantia. A garantia que você tem num
- 41:17combate, né? A sintonia fina de opções que
- 41:20você tem durante um combate é muito maior do que, por exemplo,
- 41:23quando você vai no embate social, por exemplo, pra
- 41:26determinar qual vai ser a decisão de um rei durante um
- 41:30durante uma audiência, né? Vamos supor que você está em
- 41:33disputa com outro, com um cara que quer influenciar o rei
- 41:36negativamente. Você está disputando com ele a
- 41:38atenção do rei e a concordância dele.
- 41:40No caso, você pode fazer uma grande interação, mas
- 41:43dificilmente você vai ter tantas rolagens e detalhes mecânicos no
- 41:46DID pra resolver essa interação. Existe 11 debate, né?
- 41:51Dentro do dentro da esfera do DID aí é do cara lá do the
- 41:56imension Twain, que agora tá No No no critical Holly, né?
- 42:00Que é o Brennan e que ele é um grande mestre.
- 42:02E ele fala que cara ele ele faz justamente essa crítica, né?
- 42:07É Oo dayd. Ele traz regras ali pra coisas
- 42:10que são um combate, né? De de maneira geral.
- 42:13E quando ele não traz a regra da interação social, é acaba que
- 42:18eu, eu, eu, eu desfruto da ficção, da interação social de
- 42:23maneira muito mais integral do que o desfruto da ficção, do
- 42:26combate. E nesse ponto ele tem razão.
- 42:29Por quê? Porque as regras ilidem, né?
- 42:33O combate. Mas elas não elidem, né?
- 42:36Elas não não elidem OA interação social então, quando quando há a
- 42:41interação social, né, você vai jogar a interação social com
- 42:45todo o diálogo que tem ali, normalmente e tal.
- 42:47E quando chegar um momento apropriado, você faz uma rolagem
- 42:50e que normalmente vai determinar aquilo, né?
- 42:53Agora, se você resolver ilidir completamente, né você?
- 42:57Pode falar, simplesmente não vamos ter uma interação social
- 43:02aqui. Vamos resolver toda essa
- 43:03interação por meio de uma rolagem de sei lá, de diplomace,
- 43:07né, de diplomacia, da perícia. Diplomacia, né?
- 43:10Na verdade, do atributo, né? Sei lá, sabedoria ou carisma
- 43:14com, com modificado pelo seu, pela sua habilidade ali, com com
- 43:19diplomacia. E aí, no caso, você está
- 43:21ilidindo, você está tirando todos esses detalhes que a
- 43:24ficção poderia trazer, que você poderia ter no diálogo ali.
- 43:27E o DEM dele vai sofrer com essa oscilação o tempo todo e vai
- 43:30passar muitas vezes por como O Mestre vai imprimir, né, esses
- 43:34momentos sociais ou de como O Mestre vai resolver utilizar a
- 43:38rolagem nesse nesse caso, como eu falei, né, e tudo mais.
- 43:41E a gente vai ver a curadoria da mesa entendendo o que eridir,
- 43:45né? Pelas mecânicas e representar
- 43:48com elas. E o que não representar com
- 43:50elas. E o que não eridir ali
- 43:51acontecendo é, e nesse caso? Né?
- 43:56A gente vai ver que tem jogos que abstraem grande parte do do
- 44:00dessas interações e indicam que isso tem que ser abstraído
- 44:03mesmo, porque é, ele não quer se preocupar exatamente com os
- 44:08detalhes daquilo. Dá pra pegar, por exemplo, um
- 44:10jogo que tem Dungeon krall, mas que de repente o Dungeon krall é
- 44:17não é uma parte significativa da ficção que ele quer abordar.
- 44:20Então, o que que ele faz? Ele diz que ele ele elide aquele
- 44:24Dungeon krall. Dizendo pros jogadores, olha,
- 44:27vamos jogar né? 11 D20 aqui com a sua perícia,
- 44:32Dan Jon yourin, né? E aí você resolve essa
- 44:36interação. Nesse caso, ele elidiu, mas no
- 44:39caso, talvez essa rolagem, ela não represente tão bem o que é o
- 44:44danjen Kroll. Então ele pode chegar e
- 44:46representar de uma outra maneira.
- 44:47Ele pode falar, olha, eu quero, eu quero uma interação mecânica
- 44:51e represente melhor isso, então eu vou pegar aqui e vou fazer
- 44:55um. Como tem, né?
- 44:56No na quarta edição do DED 11 challenge, né?
- 44:59111 skill challenge, né? Que a gente tem toda ali uma
- 45:04sequência de skills. Essas skills são relevantes pra
- 45:06Dungeon Kroll e elas vão representar o que seria mais ou
- 45:10menos ali um Dungeon Kroll, mas de maneira sintética e de
- 45:13maneira muito abstrata, né? De que a gente vai poder
- 45:16escolher ali alguns alguns caminhos, né, gerais ali na
- 45:20ficção, que vão engatilhar algumas rolagens e.
- 45:24A sequência dessas rolagens, né? E suas falhas e sucessos vão vão
- 45:30pautando, né? Esses skill challenge aí.
- 45:33E aí no fim a gente vai ver se os jogadores foram bem sucedidos
- 45:35ou não dentro daquela dângelo. É um pouco a contatização, né?
- 45:41De da dos outros pilares do DED, né?
- 45:44Se a gente se você faz isso na dângelo, você tá é elidindo e
- 45:48representando um dângeon krall, ou AO Pilar da exploração, se
- 45:52você faz isso, uma interação social.
- 45:54Você está elidindo e representando, é aquela aquelas
- 45:57conversas ou aquelas interações de diplomacia, isso, você faz
- 46:00isso no combate, você está elidindo e representando o
- 46:02combate. Mas o que que é esse ilidir de
- 46:05maneira a representar aquilo, né?
- 46:07É, são, é. É quando as regras e,
- 46:09principalmente, as mecânicas começam a sintetizar e abstrair
- 46:13determinada parte do jogo. E aí nesse caso, né, como eu
- 46:18falei ali do espaço dinâmico, do espaço é mecânico.
- 46:21Quando a gente vê que a gente tá ilidindo bastante coisa é e até
- 46:26podendo representar, né? Essa ficção ali.
- 46:29A gente tá construindo o jogo do RPG dentro desse espaço
- 46:34mecânico. Naturalmente os jogadores às
- 46:38vezes podem encaminhar para lá, principalmente quando eles têm
- 46:41bastante opções interessantes dentro desse espaço mecânico.
- 46:44Porque eles? Eles colocam aquele brilho, né,
- 46:47em determinados caminhos de agência e dão previsibilidade.
- 46:51Então os jogadores, de maneira geral, eles tendem a gravitar
- 46:54pra essas, pra pra esses espaços mecânicos dentro de um espaço
- 46:58dinâmico muito mais rico. E aí por isso o jogo começa a se
- 47:03estabelecer nas opções mecânicas.
- 47:08Por isso que a gente entende muitas vezes que ele.
- 47:11Começa a se aproximar de uma experiência de board game ou de
- 47:14xadrez. Não é à toa.
- 47:16É porque a gente está levando a nossa experiência pro campo
- 47:19desse espaço mecânico dentro do espaço dinâmico do jogo, o
- 47:25espaço dinâmico sendo um subconjunto desse espaço
- 47:28dinâmico. Inclusive, vou fazer um post lá
- 47:30no bloco do café com dângel desenhando isso pra a gente ver
- 47:34a expressão visual disso aí que eu acho que vale a pena, é.
- 47:40Então, nesse caso, né, eu acho que a gente pode até citar o
- 47:43tinogan, que é 111 filósofo e 111 cara dos games Studies.
- 47:48Aí que eu cito bastante no café com dângelo, né?
- 47:51Do seu livro é é agency es Arts, em que ele fala que o que jogos
- 47:58de maneira geral, né? Ele não fala ainda de RPG
- 48:00especificamente, mas de que os jogos eles eles trazem, esse
- 48:06eles são a arte de modelar a agência.
- 48:09E no caso aqui, isso é uma visão até que passa muito por essa
- 48:11questão das regras. Imprimirem caminhos em que os
- 48:14jogadores podem optar, né? Então, se você pegar ali 11
- 48:18papel, né, em branco, entender que todo esse papel em branco
- 48:23pode ser preenchido, mas você entende, você tem algumas linhas
- 48:27tracejadas ali, né? E essas linhas vão fazer
- 48:30desenhos. Pra você seguir essas linhas,
- 48:33com o pilot, você vai fazer um desenho ali, né?
- 48:35Tem um, tem aquele, aquele, aquele almanacão de férias.
- 48:39Na Turma da Mônica, por exemplo, tinha aqueles pontinhos que você
- 48:41seguisse os pontinhos na ordem. Você fazia um desenho, você IA
- 48:44desenhar o louco, você IA desenhar o Cebolinha ali, né?
- 48:47Só seguindo os pontinhos. Então é os jogos, os jogos que
- 48:51tem muito marcado. Esses caminhos mecânicos, eles
- 48:55têm esses pontinhos, eles têm essa linha tracejada.
- 48:58Você vai optar, né? Por seguir essas linhas ali.
- 49:01E obviamente que é uma coisa bem mais complexa do que desenhar o
- 49:03louco, né? São vários caminhos possíveis e
- 49:06com vários detalhes mecânicos, você vai tomando as melhores
- 49:09opções ali dentro daquilo, esperando que aquilo represente
- 49:13da melhor forma possível uma interação que a ficção e que
- 49:17estaria acontecendo na ficção. Mas o fato, né, é que.
- 49:22No fundo, qual todo o papel em branco?
- 49:24Você pode desenhar nele da forma que você quiser.
- 49:26Você não precisa seguir aqueles caminhos ali, é, mas se eu falo
- 49:29pra você, cara, desenha o louco e você segue sabendo que
- 49:32seguindo seguir aqueles aqueles pontinhos, você vai desenhar o
- 49:35louco, muito provavelmente você vai seguir, porque nos jogos a
- 49:38gente acaba levando as coisas pro caminho mais eficiente ali.
- 49:42Isso é uma coisa natural, é do mundo dos jogos ali, de maneira
- 49:45geral, não é uma regra irresistível, mas de maneira
- 49:48geral, os jogadores tendem a seguir o caminho mais eficiente.
- 49:52Né? É o que me leva de volta ao gol.
- 49:59Bom, como eu falei, né? Quando a gente tem ali um espaço
- 50:02mecânico muito, muito desenvolvido dentro do jogo,
- 50:05muitas opções mecânicas e muitos detalhes, né?
- 50:08Dentro desse espaço mecânico a gente acaba gerando muita
- 50:11gravidade, né? Dentro desse jogo, né?
- 50:14E acaba ali construindo um espaço de representação.
- 50:17Da ficção, ou seja, a ficção ela é representada ali, mas ela é
- 50:21pouco vivida na sua esfera mais concreta, né?
- 50:24É quando a gente tem um jogo ali do nível alto de dayd, por
- 50:29exemplo, dayd, nível 20 é nível 17, né?
- 50:33É, a gente vai ter muitos detalhes mecânicos.
- 50:36Tem jogos como por exemplo, o Gump cyberpunk ou o lance da
- 50:39RPG, que já vem com muitos detalhes mecânicos pra você
- 50:43escolher. E o jogo, quando você tem todos
- 50:46esses detalhes mecânicos, eles acabam se estabelecendo ali
- 50:49naquela esfera mecânica, né? Então, quando você está, eu vou
- 50:53trazendo as dinâmicas que esse tipo de jogo vai vai trazer, né?
- 50:56As dinâmicas que que que derivam até desse espaço mecânico aí é
- 51:01muitas, muitas vezes você é é você falar, olha só, eu tenho
- 51:05aqui um inimigo que está afetado por tal condição.
- 51:09Que eu que eu consegui imprimir nele, né?
- 51:12Que eu consegui afligir nele porque eu usei a minha lâmina de
- 51:15não sei o que, não sei o que lá que tem determinada aplicação
- 51:18mecânica. Agora que um ataque da minha
- 51:21lâmina acertou ele, ele tem tal de habilidade e tendo tal
- 51:25debilidade, o fulano, com seu outro personagem, consegue
- 51:28explorar isso com seu poder especial que acerta o dobro de
- 51:32dano em quem tem tal condição. E isso vai empilhando opções
- 51:37mecânicas, né? E gerando todo essa, essa
- 51:40dinâmica em torno dessas opções mecânicas.
- 51:43Então o jogo vai se estabelecendo muito mais nessas
- 51:46opções do que na ficção em si, do que você olhar para o
- 51:52ambiente, entender como é que ele funciona, entender e até
- 51:57criar essa ficção para que você utilize ela a seu favor, para
- 52:01que você entenda como você vai engajar.
- 52:03É dentro dessas, desses dessas cenas ou desses encontros, de
- 52:08maneira aproveitar como aquela ficção está sendo utilizada?
- 52:12É, e até fazer perguntas, EEE disputar um pouco com O Mestre.
- 52:17Como aquilo está sendo construído, né?
- 52:20Pelo contrário, você acaba utilizando esse espaço
- 52:24ficcional, na maioria das hipóteses, de maneira
- 52:26ferramental, né? Como eu falei lá atrás, é como
- 52:29você pensar. Num battle mep, como playground,
- 52:32onde vai acontecer aquele combate como um esporte, né?
- 52:36Isso é o que acontece no ou. Por isso eu vejo tanta
- 52:38identidade entre o ou de high level.
- 52:41Quando você está numa numa rede com um combate de alto nível de
- 52:44DED, porque você vai pensar aquele ambiente para trazer é é
- 52:48para que ela elas realcem as opções mecânicas interessantes
- 52:52do jogo. Eu não estou falando que isso
- 52:54vai matar para sempre qualquer opção criativa que o jogador
- 52:58pode ter. Dentro da ficção, mas AAO
- 53:01próprio jogo vai levar pra pro lado que os jogadores façam
- 53:05opções mecânicas porque eles querem, né?
- 53:08Enquanto eles tiverem opções mecânicas e detalhes dentro
- 53:11dessas dessas opções, provavelmente eles vão
- 53:14estabelecer um jogo nesse nível mais abstrato.
- 53:17E aí eles vão deixando de lado cada vez mais a concretude da
- 53:21ficção. E não é todo o jogo que faz
- 53:24isso. AUSR, principalmente se você
- 53:26olhar o manual de estilo do do, do, do fint, né?
- 53:30Do do match fint que é OOO quick primer Ford School game.
- 53:35Ele já começa a esboçar um jogo em que você tenha um engajamento
- 53:38maior com a ficção, o que acontece muito naturalmente em
- 53:41alguns outros cursos. Você olhar é a fragilidade
- 53:44mecânica que esses personagens tem, né?
- 53:47E isso instala. Isso traz uma centelha que pra
- 53:51mim. Me motivou a construir AO
- 53:53fantasy, que foi estressar o máximo, que foi trazer ao máximo
- 53:57essa ficção, uma relação mecânica muito pontual, porque
- 54:01ainda entendo a utilidade das mecânicas, mas a ideia é
- 54:06explorar todo esse espaço dinâmico, gigantesco que o RPG
- 54:11tem para além das opções mecânicas que tem ali dentro.
- 54:17Então, a ideia é que a gente possa, assim como acontece no
- 54:20ou, né no, ou você tem ali os seus cudowns, né?
- 54:22Ou seja, o tempo que a sua magia ou seu a sua habilidade vai
- 54:26demorar para voltar. Você tem o local, né?
- 54:29Do do betelground que você vai escolher, porque você sabe.
- 54:32E se você esperar que voltar a sua habilidade, você vai ser
- 54:36afetado pelo ambiente que de repente tem uma erupção
- 54:38vulcânica. Não se sai dessa área onde a
- 54:41Lava vai passar, você vai pra uma área onde a Lava não vai
- 54:43passar, vai esperar o seu cu down voltar.
- 54:46Aí você usa novamente o seu poder, que você pode ficar em
- 54:49cima da Lava sem tomar dano, e agora você consegue acessar, né
- 54:52Oo Boss e eliminar um poder que ele costuma soltar quando é a
- 54:57Lava tá em curso? E aí, nesse caso, você está
- 55:00evitando que seu grupo sofra daquilo daquilo tudo.
- 55:03Lá você vê como a ficção, Ela Foi tudo um playground feito
- 55:06para que você use o as opções mecânicas do ou da forma mais
- 55:10emocionante, da forma mais cheia de significado, que tenha mais
- 55:14impacto e que tenha mais opções interessantes ali em cima, né?
- 55:18De repente, se eu falho em fazer isso, de repente vem o druida
- 55:21que ele consegue usar a forma tal que consegue voar.
- 55:25E aí ele não precisa ser afetado pela Lava e ele consegue.
- 55:29E acessar o Boss da mesma forma pra acertar ali.
- 55:32Ele ainda que a gente perca essa mão de obra, né?
- 55:35Essa, essa, essa possibilidade do uso do druida em outro espaço
- 55:41onde ele estaria e agora não tá mais porque ele veio me
- 55:44suplementar, porque eu, como ladrão aqui como hogue, não
- 55:47consegui fazer o que eu tinha que fazer, porque errei, né?
- 55:51Tive erro humano aqui. Isso acontece o tempo todo, mas.
- 55:55A gente vê que a ficção, ela acaba servindo a esse, a esse
- 55:58tipo de combate tático, né? É, ou seja, o jogo já está
- 56:03estabelecido nesse campo abstrato.
- 56:05O jogo não está estabelecido num campo mais concreto.
- 56:08E olha bem, eu não tô querendo aqui dizer que quando a gente
- 56:12engaja com a ficção, em primeiro lugar, que a gente não está
- 56:15fazendo uma abstração, está sim. Ainda assim, é um recorte.
- 56:19Eu não tô botando o jogo da ficção nem como um jogo mais
- 56:23interessante ou um jogo mais necessariamente um jogo melhor.
- 56:27De maneira alguma. Eu tô falando que dá pra gente
- 56:29engajar com a ficção de uma maneira mais concreta do que a
- 56:32gente costuma engajar com todas as opções mecânicas quando o
- 56:35jogo traz. É o seu desenho nessa esfera
- 56:40mais mecânica aqui, né? Dentro do do do espaço dinâmico
- 56:43do jogo, então. Eu acho que dá pra gente ir
- 56:48concluindo aqui essas reflexões. Eu tava mais jogando reflexões
- 56:51pro alto. Como vou fazer na primeira
- 56:53temporada do café com dângel aqui?
- 56:54O objetivo não é chegar exatamente num veredito, ou
- 56:59dizer o que é melhor ou o que é pior, ou falar de como a gente
- 57:01deve fazer. Mas aqui eu acho que já tem
- 57:03algumas dicas interessantes, né? Que a gente pode desprender
- 57:06disso quando você tá jogando jogos e tem essa natureza do ou
- 57:10acho que vale a pena você mergulhar nas opções mecânicas
- 57:14dele. Eu vejo muita gente reclamando
- 57:17que nesses jogos você deixa AAA, você deixa a ficção de lado.
- 57:22De que soluções interessantes que a ficção poderia trazer
- 57:25deixa de lado. Construa a ficção de maneira
- 57:28ferramental pra essas opções mecânicas, pra esse jogo mais
- 57:31tático, esse jogo mais abstrato que se que se constrói a partir
- 57:36desse dessas propostas, a ficção, ela é suplementar a
- 57:40isso? O jogo não tá na ficção?
- 57:42Exatamente. O jogo tá nessas opções
- 57:45mecânicas que vão utilizar de maneira suplementar ali a ficção
- 57:48quando importar muitas vezes é como se você estivesse Na Na
- 57:52pedeira do Jaspion mesmo, mas cheio de opções no bolso, cheio
- 57:56de decisões significativas pra ter ali.
- 57:59Então talvez assumir que você tá ali mesmo e tentar parar de
- 58:03ficar nesse meio, nesse nesse meio termo.
- 58:06Ajude muito a você ter experiências significativas
- 58:10dentro dessas abstrações. E se você quiser, por outro
- 58:13lado, experimentar as opções da ficção e tudo mais, deixar de
- 58:17lado um pouco esse espaço excessivamente mecânico que
- 58:21muitas vezes a gente constrói. E aqui eu tô falando pra game
- 58:23designers, mas também pra mestres, que muitas vezes se
- 58:26incomodam de não acessar tanto a ficção durante um combate ou se
- 58:31incomodam quando é. Eles sentem que há um espaço
- 58:34mecânico impedindo eles de mergulhar de vez na ficção.
- 58:37Considerem esse tipo de conversa bom.
- 58:40Por isso eu vou deixar uma enquete aqui, né?
- 58:42Perguntando pra vocês, vocês preferem jogos cujas opções são
- 58:47mais abstratas ou cujas opções são mais concretas na ficção,
- 58:53conta pra mim, abstratas ou concretas.
- 58:55E aí, comenta também quais jogos mais crunch que se estabelecem
- 58:59nessa esfera mais abstrata. Você prefere?
- 59:02Deixa uma recomendação pra gente, beleza.
- 59:05Então é isso, muito obrigado por por por ouvir a gente até aqui e
- 59:09vamos pro encerramento. Fala pessoal, aqui é o Cássio.
- 59:18E hoje eu quero convidar vocês para conhecerem umas murras de
- 59:21garagem, que é um clube de jogos gratuito, dedicado a mesas
- 59:24abertas de RPG no chlow of fantass.
- 59:26A proposta é bem simples, reunir pessoas e ter jogo sempre para
- 59:30que possamos testar nossas ideias e envolver campanhas,
- 59:32cada uma com a sua identidade própria.
- 59:34Você também consegue encontrar eu e o Marquinhos, o Artur, lá
- 59:37no YouTube. Toda semana nós trazemos
- 59:39discussões para colocar em prática os melhores ou piores
- 59:42desafios. Então o convite está feito.
- 59:45Dê uma olhada nos links de mdg no descritivo do episódio, entre
- 59:48pra jogar, entre pra mestrar, só não deixe de entrar.
- 59:52Valeu pessoal do café, valeu, balbi é.
- 1:00:06Isso aí, galera, encerrando aqui.
- 1:00:08Eu vou deixar os links no descritivo do episódio, então, o
- 1:00:10link. Dos nossos spots aí então o link
- 1:00:14do blog do café com dânger, o link do após do café com dânger
- 1:00:19e o link para você jogar o gaiger a carne desce, que é o
- 1:00:23jogo do Carlinhos malvadeza ali o um caves and hexis ole fantasy
- 1:00:27brutal, muito legal. Então, cara, se você quer ver
- 1:00:31OOOO mítico, Carlinhos malvadeza, mestrando, aí você
- 1:00:34quer jogar com ele, principalmente.
- 1:00:36Cola aí no carne, desce no que é baseado no castelo gaiger.
- 1:00:40É também deixar os links mencionados no episódio aí, né?
- 1:00:44É o link para o episódio da segunda temporada do simular
- 1:00:48emular e Philip K. Dick, o link para o episódio
- 1:00:52sobre mecânicas do RPG também na segunda temporada aqui do café
- 1:00:55com dângion, o link para o episódio regras e lidem, suas
- 1:00:58consequências e o e o link para o episódio regras representam no
- 1:01:02café com dângion por acaso. Eu vou deixar isso tudo aí.
- 1:01:05É Oo que tiver por escrito também.
- 1:01:08Eu vou deixar né? Pra o link do blog pra você
- 1:01:11acompanhar e também deixar o link aí do tino games agency s
- 1:01:16Arts, né? Pra você acompanhar o link aí No
- 1:01:20No objetivo do episódio, que é um teórico que eu trago muito
- 1:01:22aqui no café com dange, eu acho o trabalho dele muito
- 1:01:25interessante. E lembrar também que você pode
- 1:01:27se tornar um apoiador do café com dângel.
- 1:01:29E aí, conforme a gente vai batendo nossas metas de apoios,
- 1:01:32a gente vai voltando a ter mais episódios durante a semana.
- 1:01:35Já pensou? Ajudar a gente a voltar a ter 5
- 1:01:37episódios por semana é um sonho? Então considere apoiar o projeto
- 1:01:41aí em apoia. Ponto s barra.
- 1:01:43Café com dângel se você gostou especialmente do café de hoje,
- 1:01:47você pode deixar uma gorjeta pra gente, manda o seu Pix em
- 1:01:49qualquer valorpracafecomdangel@gmail.com,
- 1:01:52a gente conta com você. Se você tem uma empresa ou uma
- 1:01:55marca que quer ter um dia na semana no café com dângel, você
- 1:01:58pode financiar um episódio semanal do podcast e fazer a
- 1:02:00Alegria da Márcia repejista, como faz, por exemplo, nossa
- 1:02:03parceira tri editora. E tem episódios quinzenais aqui.
- 1:02:07Então consulta a gente em café comdangelo@gmail.com que a gente
- 1:02:10tem uma proposta especial para você.
- 1:02:12Você pode também consultar a gente sobre os spots, né?
- 1:02:15Sobre ricardinhos EE áudio dramas aqui no café com dângelo
- 1:02:19anunciando de repente aí 11. Uma marca sua, um produto seu.
- 1:02:23Então a gente trabalha aí com marcas de RPG, mas também de
- 1:02:26outros ramos como cafés, jogos, tecnologia, mídia, etcetera.
- 1:02:30Se você quer colaborar com a gente, né?
- 1:02:32É um produto de conteúdo game independente, acadêmico ou fã.
- 1:02:36Você pode participar do nosso projeto manda um e-mail
- 1:02:38pragentecafecomdanjo@gmail.com beleza e por fim agradecer a
- 1:02:42galera que torna possível. É essa aventura aqui.
- 1:02:46Então agradecer ao pessoal com o nível de apoio e incentivo.
- 1:02:48Aí então, o Lúcio Pimentel, muito obrigado pelo seu apoio,
- 1:02:53valeu demais ao pessoal do nível de apoio à comunidade, incluindo
- 1:02:56aí o Chico Siqueira, o Eduardo hallack e o Renan critelli.
- 1:03:00Um salvo especial para os acidentes do nível rtg do Jô,
- 1:03:03dentre eles o Pedro Borges, o Pedro Werley, o Rudolph Helmut,
- 1:03:07o Daniel Bill gata morta e o Caio Palma Fernandes.
- 1:03:10E um abraço aos nossos membros do treinamento ao eufentes, e
- 1:03:13eles são. O Abílio Júnior, o Cleiton
- 1:03:15Fernandes, o Daniel Haidar, o Henrique Santos, o Léo gasparto
- 1:03:18menini e o Marcos Gonçalves. E por último, mas não menos
- 1:03:22importante, um imenso agradecimento ao nosso membro do
- 1:03:24é café com balbi, o Thiago Augusto, meu grande amigo.
- 1:03:28Muito obrigado pelo seu apoio desde sempre.
- 1:03:30Então é isso aí, galera, um abraço e até a próxima.