Latest / História pros brother / A saúde mental no Brasil com Amanda Ramalho
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- 0:00Agência de podcast.com.br. Todas as dores aí, Brother.
- 0:06Gosto da internação e quando a gente tem entonação, a gente tem
- 0:09o quê? Credibilidade eu estou aqui para
- 0:11trazer que o quê? Credibilidade na história da
- 0:14saúde mental Brasileira como um todo, a gente traz o quê?
- 0:18Uma linha do tempo, uma linha do tempo que se você fala inglês, a
- 0:21gente tem o quê? Uma times line você na aula de
- 0:25história que precisava do que fazer aquela time line na
- 0:29cartolina, que saudade que você pegava aquela cartolina e me
- 0:32dava uma na outra e tinha que fazer.
- 0:35O que é um risco gigante. Cartolina ainda é usado, você,
- 0:38que é professor de história, Victor Soares sou eu para abrir
- 0:41prazer, estar aqui. O prazer traz um programa, vira
- 0:44dela, vamos ligar pro. Teve no.
- 0:53Alexandrine, fala victim, essa figura maravilhosa que está aqui
- 0:57deixa eu fazer pergunta pra você, deixo quando que foi o
- 0:59primeiro momento que você é, pensou é?
- 1:02Sei lá, teve contato com o tema saúde mental, que eu tô
- 1:06perguntando. Isso porque a fundação Mapfre e
- 1:09a Opas elas convidaram a gente para fazer parte de um movimento
- 1:12maravilhoso que é o papo cabeça, onde a ideia é falar sobre esses
- 1:16temas. Sabe, de um jeito, tipo assim
- 1:18sem tabu, tá ligado, sem sem papinho, só abrir o coração.
- 1:21Ninguém vai jogar ninguém. É um lugar seguro, tá ligado?
- 1:24Pra falar sobre esses temas, mas compartilha comigo quando é que
- 1:27foi o momento que você falou, putz, existe esse lance.
- 1:30Eu tive sorte o tinha um. Tive sorte que minha família foi
- 1:32sempre bem bem ligada nisso ã e desde desde criança, foi um
- 1:37psicólogo à maneira, então tivesse há 67 anos e fui em
- 1:45psicólogo até também ter familiares que.
- 1:48Enfim, enfrentam esse tipo de problema e aí, até para ser
- 1:51orientado e me explicarem, então eu sempre tive 11.
- 1:56Abertura familiar legal com esse tipo de coisa, aí durante a vida
- 1:58acabei em momentos distintos também, momentos distintos
- 2:02também fazendo uso de tratamentos, EE psicólogos e
- 2:08psiquiatras. É, então você.
- 2:09Você falou aí, então você passou por alguma treta de de saúde
- 2:13mental que não necessariamente 11 doença ou algo do time?
- 2:16Não necessariamente, né? Às vezes também, mas você, tipo
- 2:19assim, teve algum momento que você tipo assim, sentiu?
- 2:21Que estava passando por algo relacionado à saúde mental que
- 2:24não estava tudo em dia é dá um dá às vezes até nem estar No No
- 2:29fundo do fundo do fundo do poço, mas é não esperar chegar lá
- 2:33longe me dá um, dá uns uns check-in check out e lá ver como
- 2:37é que tá trocar uma ideia. Às vezes é bom, cara, isso é
- 2:40bom. É muito louco, porque, tipo,
- 2:41quando você fala de coisas, fim mais físicas, mais que possível,
- 2:45um braço machucado tá ligado, você não espera, eu, você não
- 2:48espera o braço cair para você cuidar do braço, né?
- 2:50E quando a gente fala saúde mental o não dá muito pra ver
- 2:52claramente. Tão facilmente, né?
- 2:55Que você está com algum probleminha com, passando por
- 2:57alguma coisa e tal, e por isso que eu acho que o grande lance
- 3:00que a nossa querida fundación Mapfre quer fazer com papo
- 3:02cabeça, ia roupas. É justamente tentar trazer 11
- 3:06terceiro pro papo. Tipo assim, você está passando
- 3:09por uma parada e pô, de repente você pode ser um amigo que olha
- 3:14alguém passando por uma parada e dá uma moral, tá ligado?
- 3:16Chama pra trocar uma ideia, tipo assim, pô, tô sentindo que o
- 3:19níquel tá meio diferente, canto ali, isso, cara, porque não se
- 3:22pergunta isso, por que que não é?
- 3:24Aham. É, eu tive um profissional
- 3:26totalmente eu. Eu demorei muitos anos da minha,
- 3:28muitos anos da minha vida para pra pensar nesse tema assim,
- 3:32nunca tive 20, 5, 26 que eu comecei a entender, não existia
- 3:37parar e tal, porque muito existe muito papinho, né?
- 3:40Muitas pessoas falam muita besteira sobre esse tema e minha
- 3:43família não tem esse esse costume de cuidar de de saúde
- 3:46mental, infelizmente e por isso eu demorei muito para entender,
- 3:50mas aos 26 eu tenho 4 aninhos que eu tenho trintão, um, 30 e
- 3:53rapaziada aos meus 26 anos. Eu fiz, eu comecei a fazer
- 3:57terapia cara, e tenho feito desde então.
- 4:00E mais, né? De qualquer forma, eu acho que o
- 4:03que o grande tema aqui hoje, que a ideia desse papo aqui não, a
- 4:07gente tá tendo é a gente trazer pelo menos a grosso modo, né?
- 4:11O que cada um enfrenta, principalmente também, né, cara,
- 4:13porque eu sei que a gente conversa bastante sobre isso.
- 4:15Aí você não é por fora, mas vamos compartilhar aqui com as
- 4:17pessoas. Se você pudesse um resumir a
- 4:21parada que tu enfrenta assim que tu passa aqui, eu sei que tem o
- 4:24rwe que que você acha assim que eu sou.
- 4:27Pra não falar maior problema, mas o maior embate quando o
- 4:30assunto é saúde emocional, há certamente aquela
- 4:32depressãozinha, né? Tu, tu, aquela depressãozinha
- 4:35vem a também a ansiedade num nível mais alto do que o
- 4:40aceitável e é por aí, né? E esse e a depressão?
- 4:43Tem um lance e voltar a fases, né?
- 4:45Então eu acho que esses são os meus trending topics mentais,
- 4:49assim, sim, é comigo é, eu acho que depois eu acho, né, que
- 4:53depressão não é a parada ur, umas ansiedade é lá em cima.
- 4:57Rapaz, eu, minha cabeça é até comentei contigo.
- 5:01Exigia tipo assim, acordo de madrugada, já era legal, mas tem
- 5:04um. Tem uma receitinha também, né?
- 5:06Não uma receitinha, mas tem umas dicas, tem umas coisas que tu
- 5:08faz isso, isso e eu vou trazer na verdade, aqui pro pro, pro
- 5:12nosso querido ouvinte que está vindo esse papo cabeça
- 5:14maravilhoso que a gente tá tendo aqui, que é algumas dicas, sim,
- 5:18eu vou trazer algumas que eu consegui numa lista aqui muito
- 5:20legal e eu também vou trazer as minhas pessoais, né cara, que eu
- 5:23acho que é óbvio que não tem uma regra, tenho certeza que algumas
- 5:26funcionam mais para uns do que para hoje, muitas, muitas das
- 5:28que estão aí, todo mundo sabe. É, mas é legal dar uma é fazer.
- 5:32É difícil também. Às vezes é difícil de começar a
- 5:34fazer, mas o pessoal olha e sabe que aquilo funciona, pode crer.
- 5:37Justamente a primeira. A gente comenta muito aqui nesse
- 5:40podcast sobre isso que é atividade física.
- 5:42Aham, e eu acho que você é EEA gente.
- 5:44Concorda que a gente tem é é Oo benefício do bagulho?
- 5:48Vem logo em seguida, palpável, é palpável, praticamente
- 5:51justamente eu, quando estou uma semana me exercitando, inclusive
- 5:54tô deixando a desejar nesse aspecto ultimamente, não é
- 5:56quando a gente se vê, a gente dá, a gente dá uma avacalhada,
- 5:59mas não tem problema voltar, vamos voltar.
- 6:01É quando eu, quando eu fico uma semana, pô, de bicicleta Na Na
- 6:06correndo que eu gosto bastante e, pô, quando eu morava Na Na
- 6:09minha cidade Natal, era nadando, cara, era muito mais maneiro, pô
- 6:12e pô, a natação é maravilhoso, por isso também, mas o que
- 6:14importa é a atividade física. Aham, quando você tem uma
- 6:16constância em uma semana eu já sinto.
- 6:19O peso da existência sendo menor, tá ligado?
- 6:22Já me sinto bem vontade de trabalhar assim, tipo assim,
- 6:25puta. Tem que fazer a parada.
- 6:26Aí eu faço tudo. Eu já fico ansioso o dia
- 6:28seguinte, bom, trabalha mais amanhã, tá ligado?
- 6:30Essa parada EE quando eu não faço exercícios físicos, eu
- 6:34sinto que, cara, eu vou falar tipo, minha experiência pessoal,
- 6:37é óbvio, mas é os 40% de diferença.
- 6:40Assim é muita diferença e tem 11 coisa que tu falou que é muito
- 6:43importante, tu falou há pouco o nome, a gente Vem Pra Cá, às
- 6:46vezes a gente dá uma, dá 11 parada, isso não está aqui
- 6:50gravando qualquer meio mal, miss paradinha.
- 6:53É o lance de saiu da rotina, não está tudo perdido, dá pra
- 6:57voltar, dá pra voltar que muita gente tem o.
- 7:01Tem na cantei na cabeça de hã, não estou tentando, é fazer
- 7:04exercícios e ou fazer qualquer coisa que que acarrete uma saúde
- 7:08mental melhor. E pô, falei essa semana aí,
- 7:11desisti. Aí desisti, é não é uma
- 7:13semaninha, que beleza, maratona meu povo é isso daí, não é 11
- 7:17acordo, uma explosão, né, cara, não é 100 m bem outra coisa que
- 7:21é importante e a gente vive um momento que que muitas pessoas
- 7:25cada vez mais estão deixando a desejar nesse aspecto que é o
- 7:28convívio pessoal, um, né, está com alguém trocar ideia, olho no
- 7:32olho? Claro que o online é uma
- 7:34solução, né? Menos é, dá pra resolve um
- 7:37pouco? A parada paliativo, paliativo,
- 7:39justamente assim falar com sua família, que seus amigos liga,
- 7:43né? Troca uma ideia, pô, hoje em dia
- 7:44tem Câmera, eu tô do seu lado, tem Câmera, troca uma ideia
- 7:47vendo a pessoa já é já é legal o ruim mas o ideal é você chamar
- 7:51um Brother, uma amiga, um familiar que você gosta pra
- 7:54conversar sobre a vida, né? Ter essa saúde social ela também
- 7:59reflete na saúde mental, é levar isso a Sério, tem isso na
- 8:01rotina, né? Já sabe, pelo menos vou tentar,
- 8:03tá o dia da semana. Tais, você, Mano, é meio que
- 8:06forçar mesmo, tipo assim, se forçar eu muito tempo que eu não
- 8:10vejo ninguém, eu preciso sair e mas se você não quiser entregar,
- 8:13porque eu acho que é esse o lance, as pessoas esperam
- 8:16aqueles, aquela vontade de encontrar os amigos e nem sempre
- 8:19vem. Às vezes você tá mal de saúde
- 8:21mental mesmo. Você tem alguma coisa e você
- 8:24precisa, né, cara? Se forçar um pouquinho que eu te
- 8:26garanto, eu passo por isso às vezes, quanto muito isolado e eu
- 8:30vejo que eu estou muito tempo sem ver os meus amigos e tal, e
- 8:32aí quando eu vejo. Na hora é maneiro, Oo, mas o
- 8:36durante o ano vai ser chato, é te banho frio, te banho frio é
- 8:40durante, né? Daquela um é verdade, é verdade.
- 8:43Outra coisa muito legal é evitar o abuso de álcool e outras
- 8:46substâncias, né, cara, porque é meio que pra muita gente, pode
- 8:49ser uma muleta, uma forma de você, né?
- 8:52É compensar momentaneamente, né? Claro que não resolve longe
- 8:56disso, pelo contrário, e aquilo acaba sendo uma muleta e te
- 8:59impede de ver realmente o problema de chegar e sentir a
- 9:02parada e fala, preciso de ajuda. Posso fazer alguma coisa?
- 9:06Preciso me cuidar, então, às vezes o álcool não
- 9:09necessariamente, né? Às vezes, quando se encontra um
- 9:11amigo seu, os amigos, tomar uma cerveja super pô, irado, é
- 9:15melhor usar errado isso exatamente, usar errado.
- 9:19Outra coisa interessante que acho que é dito, a gente não
- 9:21passa por esse problema, mas eu acho que você concorda que a
- 9:24gente já passou um que é falar sobre esses assuntos quando eu
- 9:29era mais novo é e quando nem é tão mais novo assim, não é tipo,
- 9:32sei lá, é alguns 7 anos atrás, 8 anos.
- 9:36Eu simplesmente não falava do meu sentimentos.
- 9:39Um tinha dificuldade assim é EE achava que era melhor não falar
- 9:42mesmo, tá ligado, não é? Eu não enxergava como um
- 9:45problema, tá ligado? Não abriu o coração não falar o
- 9:48que está sentindo. Acho que você também, né?
- 9:49Um quando era mais novo você anda mais ou menos?
- 9:51Não, não, não, não sinto que eu tenho essa grande dificuldade
- 9:54assim, nunca senti que eu nunca, talvez até por por ter ido em
- 9:58psicólogo quando era criança, mas senti ano e, mas eu nunca
- 10:02senti que eu tivesse a dificuldade tão tão grande, de
- 10:05de me abrir é, eu tive. E com o tempo, fui vendo que se
- 10:09eu falasse EE verbaliza sei o que eu estava sentindo.
- 10:15Isso me ajudava não só para a pessoa me entender, mas para eu
- 10:18me entender também que eu estou explicando pra alguém, né?
- 10:21Na Na, na, na educação, na pedagogia, tem um lance que é
- 10:23quando você ensina algo, você aprende aquilo muito mais.
- 10:27Então, quando você ensina alguém que está sentindo, você descobre
- 10:30melhor o que você está sentindo que você tem que, né, objetivar
- 10:33a parada, transformar em palavras.
- 10:35Isso é outro lance, não sensacional.
- 10:37A gente só sente, mas não, não verbaliza, não pensa tanto a
- 10:40respeito, não. Consegue nem enxergar o que a
- 10:42gente está sentindo exatamente para enxergar o que está
- 10:44sentindo, justamente uma outra coisa que que eu também desejar
- 10:48bastante. Eu estou vendo aqui isso aqui um
- 10:49pouco para mim, né? Que é separar um tempo para
- 10:52você, né? Ultimamente, a nossa há uma
- 10:55palavra que tentado muito nosso vocabulário, a palavra burnout,
- 10:58uma palavra gringo, né? Mas é uma palavra que se encaixa
- 11:01muito bem com nós, com o contexto que a gente vive hoje,
- 11:03que é o estou pilhado demais, trabalhando demais, pega fogo
- 11:08até pegar fogo. É exatamente burnout, e eu tenho
- 11:12um lance assim ultimamente, assim é, tenho consciência de
- 11:16que eu eu preciso. Eu estou planejando tirar
- 11:18férias, né? Preciso separar um tempinho pra
- 11:20mim pra desligar o cérebro, inclusive, é inclusive o
- 11:23tempinho para descansar e desligar o cérebro é uma
- 11:26característica de pessoas de alta produtividade e isso Oo
- 11:30Einstein dormia 10 horas e cochilava na tarde.
- 11:32Está galera, tem, não é não, é que tu anão é porque tu vai
- 11:37tirar uma quarta-feira no meio de semana para ir no cinema que
- 11:40tu vai render muito menos, talvez tu renda mais, até tem
- 11:43muitos estudos aí diminuindo as jornadas de trabalho e provando
- 11:46que a produtividade não está. Diretamente ligado ao tempo que
- 11:49está trabalhando definitivamente bem, uma outra coisa que vale
- 11:53sempre a pena lembrar que a gente também sempre comenta
- 11:56nesse podcast que isso aqui são dicas, né?
- 11:59Básicas, um, podemos assim dizer, né?
- 12:01Mas tem gente que não é o suficiente esse tipo de coisa.
- 12:05Então, para esse tipo de gente, eu acho que o ideal e pode ser
- 12:09você, ouvinte que tinha ouvido agora isso, o ideal é você
- 12:11recorrer a ajuda profissional, ponto ur um tá ligado?
- 12:14Eu acho que esse lance é um lance que a gente tá falando
- 12:16aqui o básico, né? Tenta isso.
- 12:18É o tenta isso. Se não der, pô, ainda tô mal.
- 12:21Estou fazendo está falando, mas ainda estou me sentindo mal,
- 12:24amigo, então. Correr atrás de ajuda
- 12:26profissional, um terapia ou algo do tipo estuda já com alguém, um
- 12:31profissional que entenda do tema que você confie também
- 12:33importante e comece a tentar resolver.
- 12:36E eu acho que é eu até cheguei a pular aqui no tema, mas acho que
- 12:39vale a pena até falar um pouco o que cada um faz, né, cara?
- 12:41O run para tentar se ficar bem isso como cada um cuidando de
- 12:46si, aí eu te mamente, cuido com cronograma um é, eu acho que é
- 12:51uma parada muito importante para mim ter uma vida mais.
- 12:56Sabendo exatamente o que que eu vou fazer durante o dia, eu acho
- 13:00que me ajuda bastante. Tem na agenda ali até Oo dia que
- 13:04eu vou para o parque. Está lá o dia que eu vou, sei
- 13:09lá, almoçar fora jantar fora ou fazer uma palavra, ver um amigo
- 13:12e fazer uma coisa de trabalho é, obviamente, eu tenho espaços
- 13:15livres na agenda, mas para mim, pessoalmente.
- 13:19Além de bicho, já dando um passo além dessas coisas que a gente
- 13:22já falou, né? Eu tô tentando fazer exercício,
- 13:24eu estou tentando comer razoavelmente bem.
- 13:26Tem algumas coisas que eu estou tentando fazer, mas acho que uma
- 13:28coisa que ajudou bastante nos últimos meses, assim foi
- 13:31organizar melhor meu meu tempo, realmente muito de forma muito
- 13:36disciplinada, assim, maneiro pra caramba, acho excelente.
- 13:39Eu também tenho um cronograma, mas acho que não é tão rigoroso,
- 13:42aconteceu, tá ligado? É isso que quer, né?
- 13:43É isso que quer? É muito, não, meu esquema é tipo
- 13:47assim, de manhã tenho 2 atividades de tarde, 2 são
- 13:50grandes. Cidades, né?
- 13:52Mas eu não tenho horário muito definido, mas uma coisa que eu
- 13:55faço que é assim é, é batata. Como diria a galera da tia de
- 13:58antigamente, que é tomar um chazinho um antes de dormir, o
- 14:03famoso camomila Mulungu. Eu gosto.
- 14:06Às vezes, quando eu consigo um pouquinho de de, de, de coisas,
- 14:09de maracujá também, né, que dá aquela abaixada.
- 14:12Eu vou pra varandinha, minha varanda é bonita, moleque.
- 14:15Eu moro aqui no interior, aí, tipo Estrela banana.
- 14:18Assim nossa maravilhoso Mato pra caramba, né?
- 14:20Aí eu tenho a mesinha, eu pego meu livrinho, estou lendo é é
- 14:24máquina do tempo, do do do órgão que ele, que coisa lá e.
- 14:30Né? Enfim, deu aquela baixada.
- 14:31Então, antes de dormir, liga tipo umas 7 horas, 7 e 68 horas,
- 14:35eu começo daquela baixada, tomo um banho antes que eu acho que,
- 14:38pô, o banho pra mim faz muita diferença, que é aquele negócio
- 14:41de de tá limpo, tá ligado? O ruim aí, meu amigo, rapidinho
- 14:44vai a leitura, ela, ela diminui mais ainda, né?
- 14:47É uma delícia, eu vou deitar xuxu.
- 14:50Deitar já já, já dormindo eu vou deitar, já estou dormindo assim
- 14:54é uma lei, faz muito bem pra mim, cara.
- 14:55É muito terapêutico. Mesmo assim, e se eu tiver nesse
- 14:59dia feito exercício, então você sente um pouco, né?
- 15:01A musculatura, assim, puxando, está ligado e se eu tiver sido
- 15:05produtivo no dia ainda, tipo, hoje fiz um montão de coisa do
- 15:08que eu precisava fazer. Nossa é uma delícia, só vai
- 15:10nossa senhora é maravilhoso, mas Alejandro, se por acaso você,
- 15:15ouvinte ou ou alguém que você conhece está passando por uma
- 15:18crise, às vezes né? Eu já tive crises de ansiedade.
- 15:21Boas, que eu até deveria ter ligado para o para, o CVV,
- 15:25inclusive, que é 188 para conversar, acho isso, pô, uma
- 15:29iniciativa 88188 ou entrar no site cvv.org.br outra parada
- 15:35aqui que que a gente precisa sempre considerar é cara No No
- 15:40não precisa. Não existe 11 lance de de.
- 16:06não se esquece CVV 188 ou cbv.org.br mais uma coisa que é
- 16:10interessante. Aí que eu deixei claro que você
- 16:13pode ligar ou pode correr, correr isso.
- 16:15Se você conhece alguém que está passando pela parada, então não
- 16:19é só pra você a parada, né? Tipo assim, você conhece, você
- 16:23está mal liga, óbvio, mas se você conhece alguém que tá muito
- 16:25mal, já liga, pergunta, ó teu amigo, meu aqui está passando
- 16:28por um problema que que eu posso fazer?
- 16:30Essa galera do CVV, incrível, seres humanos maravilhosos, isso
- 16:33ajuda muito a parada assim e consegue prevenir coisas
- 16:35horríveis que a saúde mental, se não for bem cuidada, pode gerar
- 16:39bem, mas aproveitando, já que eu estou quebrando o os mitos.
- 16:43Na parada, quero trazer uma pequena lista de mitos que a
- 16:46gente pode falar sobre a saúde mental, que é o seguinte,
- 16:48primeiro é um lance que eu, quando era mais novo, achava o
- 16:52estava errado, que é psicólogo e psiquiatra.
- 16:55É uma parada só para caso grave, o que não é verdade.
- 16:58O Runner eu acho que todo mundo aqui, a gente aí, você, a gente
- 17:02concorda muito bem nisso que a terapia nunca é um problema,
- 17:05nunca é 11, devia ela nunca é um tipo assim, vai piorar, nunca
- 17:09vai piorar ninguém, pelo contrário, ela sempre vai
- 17:11melhorar, alguns melhora muito, né?
- 17:13Óbvio. De alguns só mantém o clima bom,
- 17:16a vida boa, né? Saúde mental em dia eu acho que
- 17:19que psicólogo, psiquiatra essa galera que cuida da saúde mental
- 17:22é devia ser muito mais corriqueiro.
- 17:25O resto é a palavra que está procurando.
- 17:26Vale muito mais corriqueiro do que a gente pensa, né, cara, não
- 17:29é alguém estar mal pra alguém, está muito mal pra ir e correr,
- 17:33ajuda, não mantém, Brother vai 11 revisãozinha no carro, pô,
- 17:37revisãozinha bem outra coisa, que interessante que que a gente
- 17:42infelizmente vem muita gente falando que é Oo depressão.
- 17:45É moda, não é? Sabe quando ele fala que essa é
- 17:47a moda? Se você ignorar, vai resolver,
- 17:50não é verdade? É um mito.
- 17:51Claramente aí não é, mas muita gente pensa assim, você sabe
- 17:54disso. Infelizmente que que depressão é
- 17:57uma parada, você tem que ignorar, quer chamar atenção,
- 18:00sabe esses papo que não é verdade, né?
- 18:02Eu acho que se a pessoa já tá, disse a pessoa tá verbalizando
- 18:04que ela não está bem, ela não está bem, está ligado, eu acho
- 18:07que se você sempre é, é tratar para, lógico que não quer dizer
- 18:10que você vai para internar a pessoa, mas você pode trocar
- 18:13minha, é, pelo amor de Deus, é tão difícil.
- 18:15Tem uma ideia assim mesmo se a pessoa tá falando que eu tô me
- 18:18sentindo meio depressivo, você vai falar Paraguai, pelo amor de
- 18:20Deus, cara escroto. Outra coisa.
- 18:23Pessoas passando por problemas é sobre a sua saúde mental, são
- 18:27perigosas, é um mito. Também é longe de ser a simples.
- 18:31Assim, é muito raro mesmo em porcentagem, é pífia a
- 18:35porcentagem de gente que tá passando por questões mentais,
- 18:38com problemas na saúde mental, que possam gerar um risco até
- 18:41existe. Óbvio, né?
- 18:42Mas é um número muito pequeno, muito irrisório.
- 18:44A grande maioria das pessoas não tem, não tem risco.
- 18:48Mesmo assim, troca uma ideia, o vê com a pessoa, é é conversa,
- 18:52traz ela pra você, porque às vezes os caras.
- 18:55Literalmente salva vidas, tá legal?
- 18:57Esse esquema não é nem nenhuma expressão, né?
- 18:59Quer ser literalmente, sabe? Das vezes muito bem.
- 19:02Outra coisa que muita gente tem como mito, que é guardar para si
- 19:06os problemas, aquele negócio que a gente falou, muita gente acha
- 19:08que que guardar para você mesmo e às vezes até não verbalizar é
- 19:14um lance louco. Isso é, já parou pra pra ver
- 19:16isso daí? Tipo assim, gente que não
- 19:17verbaliza porque se ela verbalizar?
- 19:20Se torna real, tá ligado? Como se já não fosse real antes,
- 19:24né? Mas muita gente tem isso, né?
- 19:25Tipo assim, eu não vou falar o problema, porque se eu falar aí
- 19:28oficial assim, mas. Falando ou não, ele é oficial,
- 19:31meu amigo é infelizmente ajuda, pelo contrário, falar ajuda
- 19:35justamente outra coisa interessante é que não
- 19:38necessariamente as pessoas que estão passando por problemas com
- 19:42a sua saúde mental, elas têm condições de resolver isso.
- 19:47É importante. Tem muita gente que as vezes
- 19:49passa por questões, por problemas e tal, e às vezes está
- 19:53num momento tão delicado, num contexto tão ruim que ela não
- 19:57tem forças, ou às vezes nem tem tempo, né?
- 19:59Às vezes a rotina, enfim, muitas variáveis, muitas variáveis.
- 20:02Que fazem o que a pessoa não consiga resolver, então às vezes
- 20:05é uma ajuda externa. Às vezes é você olhando para sua
- 20:09amiga, pro seu amigo, pro seu familiar, e você não espera aí
- 20:12você está mal, posso agendar um psicólogo, você está mal, vamos,
- 20:16vamos conversar. E você?
- 20:17Então não necessariamente. A pessoa que vai vir com a
- 20:21solução. Entregando é, é, é, não tem
- 20:24como. A solução sempre ser, é claro, a
- 20:27força de vontade no meio do processo é primordial sempre.
- 20:31Mas o primeiro passo não necessariamente a pessoa, tem
- 20:33condições para isso. Então às vezes tem que pensar
- 20:35nisso, botar na cabeça, por sinal.
- 20:37Às vezes, meu amigo, minha amiga que está mal.
- 20:40Tem que que eu preciso ir lá intervir um pouco, sabe?
- 20:43É um lance sobre empatia também. Na saúde mental.
- 20:45É um lance sobre empatia, porque.
- 20:48A Ju e outra coisa, né, cara? Tem tem uma série que eu gosto
- 20:50muito, que seu nome agora que tem 11, frase maravilhosa que é
- 20:54muitas vezes cara, o que te salva é salvar alguém.
- 20:59Tá ligado que quando você ajuda alguém você fala, caraca, ajudei
- 21:02uma pessoa, aham, aquilo bate em você também.
- 21:05Então é. É um ciclo vicioso de coisa
- 21:08positiva. Então, né, vamos fazer esse
- 21:11ciclo durar muito tempo. Bem, Alexandre não
- 21:14necessariamente uma pessoa que que tem questões que têm que
- 21:16cuidar da saúde mental, ela tem que tomar remédio.
- 21:19Eu por exemplo, já tomei ansiolítico, mas hoje eu não
- 21:22estou tomando nada EOK, né? Não necessariamente que muita
- 21:26gente tem esse medo há, não quero ficar tomando remédio, tá
- 21:28bom, talvez você não tome. Entendeu?
- 21:30E tenho certeza que vários psicólogos, terapeutas e tal.
- 21:33E se você falar, pô, gostaria de uma solução sem é farmacos.
- 21:37Assim tomou remédio. Às vezes vocês conseguem também
- 21:40é. E às vezes, durante uma fase da
- 21:42vida, exatamente porque tem um problema também Supernatural.
- 21:46Assim, isso aí é a parada super comum na sociedade.
- 21:49E como você falou, pode durar 6 meses, só é um tratamento, um
- 21:52ano, 2 anos ou nada ou pra sempre também.
- 21:55Olha, se for também pra sempre e pra gente terminar esse
- 22:00bate-papo maravilhoso no papo cabeça coisa linda.
- 22:03A gente precisa lembrar que não é uma pessoa rindo, uma pessoa
- 22:07que aparenta estar feliz, que aparenta estar bem.
- 22:10Essa pessoa não, não está. Não é?
- 22:13As pessoas ainda têm chances de ter algum, alguma questão de ter
- 22:16algum problema com a sua saúde mental, você ter momentos
- 22:19felizes de você rir, né? Que muita gente tem esse esse
- 22:22estereótipo da da pessoa depressiva.
- 22:24Você é uma pessoa que não ri isolada, fala com ninguém.
- 22:28Às vezes é realmente, mas definitivamente não é algo
- 22:32obrigatório. A gente lembra sempre, né, que
- 22:35tem vários casos de artistas que infelizmente, né, passaram por
- 22:37coisas horríveis que estavam rindo antes.
- 22:39O rum, né? Poucas horas antes, poucos dias
- 22:41antes de acontecer uma desgraça. Então é.
- 22:44É importante lembrar que não é alguém rindo que essa pessoa
- 22:47está curada ou não tem. Tem nada a ver.
- 22:50As paradas, elas são bem mais complicadas do que algo tão
- 22:54objetivo assim que tá feliz, aparentemente feliz ou não, né?
- 22:57Exatamente beleza, beleza, Alexandre, muito obrigado pelos
- 23:01papo, importantíssimo nosso papo cabeça, muito obrigado.
- 23:03Inclusive para fundación Mapfre e a Opas, por permitir isso
- 23:06aqui, que é o que muita gente precisa ouvir.
- 23:08Sabe lá, né? Quanta gente foi impactada, né?
- 23:10Com esse papo nosso, vamos lá. O advento da cartolina ainda é
- 23:15utilizado, é utilizado, infelizmente, infelizmente as
- 23:17pessoas não entenderam que a tecnologia ela mudou e os
- 23:19professores ainda estão na década de 80.
- 23:21Eu gosto da cartolina, você vai na cartolina, mas porque você
- 23:24gosta? O que traz um ângulo do enfeite,
- 23:26né? A questão, todos horríveis, né?
- 23:28Eu acho que nenhum enfeite com cartolina é bonito mesmo, você
- 23:30pega aquela régua bonita e faz aquele risco embaixo, foi pega o
- 23:34Brasil feudal, eu acho que assina, eu acho que ensina, o
- 23:38Brasil tá foda eu acho que ensina o os alunos, eles Oo
- 23:43brega nasce ali, né? É muito feio, cara.
- 23:45E que gol com a questão do do, do do papel crepom que dá é a
- 23:49borda, a borda, Borges de papel crepom e um enfeite, né?
- 23:52No trabalho de jeito, nunca elogiei meus alunos, não
- 23:55expecto, né? Todos horríveis.
- 23:57Bom, se o ouvinte já sabe que o episódio é sobre saúde mental
- 24:00hoje, né? E o que, o que falta de
- 24:03linearidade é verdade, é verdade, divagações, o que a que
- 24:07anos estamos hoje, 2 2021, né? Não sei não, não na verdade, do
- 24:11que a gente tá o quê? O ano do gato é, é não sei,
- 24:151831. Na época, boa.
- 24:18Época boa que estava acontecendo no Brasil no Brasil, 1831, o
- 24:22Brasil, ele estava passando por um período muito problemático,
- 24:26que é o período quando o Dom Pedro II era jovem demais para
- 24:30se tornar o nosso querido imperador.
- 24:32Então o período regencial aqui no Brasil há aqui no bagulho da
- 24:35Capitania hereditária, teve essa parte, não teve há 330 anos
- 24:41antes, mas não teve o mesmo. Teve essa parte, teve ter você
- 24:43perto, está perto, vindo à por ali.
- 24:45Pra mim, sempre o Dom Pedro sempre foi muito incapacitado.
- 24:49É sempre foi o primeiro que ele tinha muito segundo.
- 24:52Era bom é, não vou falar bom porque não vou defender
- 24:54monarquista aqui nessa porra de podcast, né?
- 24:56Mas era melhorzinho, mas era melhor.
- 24:57A gente bota pra trocar a cerveja assim e aí ele ia falar,
- 25:00pô, cara, tudo iria falar com todo respeito, mas não é
- 25:02democracia, né? Meu lance é falar, pô, pode
- 25:04crer, você tá viajando, ia ser assim, mas tinha outro cabra,
- 25:07tinha para o José Martins da Costa, um da Costa, não da Cruz
- 25:12Jobim, ele foi o pioneiro da psiquiatria no Brasil, grande
- 25:16homem e ele publicou o que o primeiro escrito sobre as
- 25:19doenças mentais no Brasil, só isso que ele fez e.
- 25:22Pulamos, mas a gente não sabe o que que ele que ele fez não.
- 25:25A gente só sabe essa parte, quer ver um pegou uma cartolina,
- 25:27escreveu. Aí a gente pula pra quê?
- 25:30Foi a 52, só que 1852 que estava acontecendo aqui no Brasil, já
- 25:34tinha Dom Pedro I era o nosso, o nosso querido Império.
- 25:36O segundo já tinha idade, ele já tinha, é não tinha eu não, ele
- 25:40tinha ele tinha idade, nunca teve idade, não é porque ele
- 25:42virou imperador aos 14 anos de idade, né?
- 25:44Então não é a idade boa pra você que estava fazendo com 14, Nick,
- 25:47ó, tá pensando em virar imperador também.
- 25:49Mas não deu, na verdade, 14 anos.
- 25:51Eu estava, estava muito burro, assim tava comendo cola ainda
- 25:55também estava descreva de crendo eu não lembro o que eu tô
- 25:57fazendo, um cartãozinho. Eu acho que eu tava comendo
- 25:59corretivo maneiro. Quando você vê seu filho, seu
- 26:01filho, seu aluno comendo, corretivo ou cola, aí eu falo
- 26:04Pra Ele pensar que ele está fazendo.
- 26:05Aí ele sozinho, Paulo Freire, né?
- 26:07Sozinho ele vai descobrir. Ganguli, ele vai aprender que
- 26:11não pode comer, porque se você ensina a hierarquia, pô.
- 26:14A hierarquia quer aprender sozinha, não.
- 26:17Ele vai descobrir sozinho, aprender um tema que a gente não
- 26:19usa mais. Pô, não, não, desculpa, porque
- 26:22eu tô brincando aí, Jesus. Inaugurado o hospício de dom,
- 26:27não de dom, não de Pedro segundo chamado.
- 26:30Olha só que, que nome bonito. Vamos lá, Palácio dos loucos
- 26:35sabem onde é o disco do Charlie Brown também deve ter esse nome
- 26:39Palácio dos loucos sabem, é verdade, na Praia Vermelha, Rio
- 26:43de Janeiro e tarde eu tenho confundir.
- 26:45E ele é o primeiro do gênero por aqui, e nada aconteceu em 81881,
- 26:50um decreto do governo cria a cadeira das doenças nervosas não
- 26:57confundir com do cadeira elétrica.
- 26:59Nada disso, nem nem negócio de eletrochoques, apenas a cadeira,
- 27:03digamos, acadêmicas. Você quer da galera do da da
- 27:07universidade? É mais ou menos.
- 27:09Eu brigo com eles direto, mas tudo bem, mas você não é da
- 27:11galera do eu sou professor, aí tu começava aprendendo a
- 27:14faculdade entende exatamente aqui, ó cadeira das doenças
- 27:19nervosas e mentais. E também tem aquele tempo que a
- 27:22gente adora faculdades mentais, né?
- 27:24Que todo mundo usou em algum momento é no Orkut formado nas
- 27:27faculdades mentais, né? Verdade lá, quem nunca foi
- 27:30zoeira ninho, né? Lá em na vasp, vagabundos
- 27:32anônimos sustentados pelos pais. Vasp, vamos fazer isso?
- 27:36Não sabias ótima? Das 2006 eu estava nesse lá e
- 27:40foi na Bahia, entre no Rio de Janeiro, né?
- 27:432 estados maravilhosos. Em 1883, o RU médico Teixeira
- 27:48Brandão gosta de pessoas que são sobrenomes, né?
- 27:50Não é Eduardo Teixeira Teixeira Brandão, não é um cara.
- 27:53Teixeira, você colocaria seu nome do seu filho de Teixeira,
- 27:55muito, Teixeira tá seria com 60 anos, né?
- 27:58Mas nasceria nasceria com ele já nasceria desembargador, sim,
- 28:03sim. O despachante houve cachimbo?
- 28:05No caximba, criança Teixeirinha é verdade ou deixa bêbado?
- 28:08Também há Teixeira, um baita nome, baita nome, gosto, gosto
- 28:11bastante. Teixeira sim, Teixeira é muito,
- 28:14mas eu não. Eu não colocaria, mas é um nome
- 28:16bom, né? Nomes que são sobrenomes.
- 28:18Verdade, qual outro que existe além de Teixeira, um não existe,
- 28:23não existe uma criança chamada Teixeira, imagina o bebê
- 28:27Teixeira aí sentando Teixeira aqui não é feia, é verdade, não
- 28:32acho que não tem não, moleque, ele chega com com uma bengala o
- 28:35chapéu branco. Lados o sistema precisa ter um
- 28:38filho agora, depois de Teixeira, Teixeira, Teixeirinha pô, pior
- 28:42que Teixeirinha, um carinho né? Teixeirinha porra velho, vamos
- 28:44lá, casa Teixeirinha pegar a bola, ele tem bola, me lembra do
- 28:46Teixeirinha também é verdade? Teixeirinha Teixeirinha o que
- 28:49que ele fez? Ele virou professor de PSI k,
- 28:52psiquiatria em 8880 é muito ruim, né, porque agora tem que
- 28:55falar o ano inteiro, né? Porque 1883 não pode ser
- 29:00confundido com 83 do tipo quando perto que a gente nasceu né
- 29:05começa a minha vida, então a gente tem que falar o ano né
- 29:08imagina e tipo 5880 e. o universidade tal total, com o
- 29:44professor da prática, né, tem um distanciamento e essa é a minha
- 29:47minha distanciamento, você pratica o distanciamento social,
- 29:50pratico e contra o as os acadêmicos eu gosto de
- 29:53importante até acadêmico é muito cuzão, né?
- 29:56Eu acho que que. EE eu acho que na real, esse
- 30:00negócio de, por exemplo, falar de 1800 e não sei o quê, tem
- 30:03muita gente de academia que nem liga pra essas coisas, sabe?
- 30:05Como assim? É até como é que a gente vai
- 30:06falar, não falar? Você pode falar, estou falando
- 30:09de escrever, entendeu? Tipo a academia?
- 30:11Ela, ela é muito mais voltada para como você escreve as coisas
- 30:14tipo de pay, per e tal e comunicar, falar essas coisas,
- 30:17produzir tipo de conteúdo não é academia outra coisa tipo
- 30:20professor mesmo, eu eu aqui, por exemplo, quando cria o conteúdo
- 30:23na internet que o conteúdo tipo de coisa é muito menos
- 30:26acadêmica, entendeu o que eu quero dizer?
- 30:27Por isso que eu não sou tanto na académica.
- 30:29Sandra, eu sou professor, cara acadêmico, Zinho, sou acadêmico.
- 30:32Zinho, exatamente essa é minha, é minha, é minha definição, tá?
- 30:35Mas existe essa. Não existe essa discussão do que
- 30:38não. Não há essa problema de você.
- 30:40Vamos problematizar essa situação da como falar 1883 é
- 30:46muito chato falar é, eu sei, tem que ter 11 abreviação, nem tudo
- 30:51é pra ser legal, né? Década de 80, então por isso que
- 30:53a academia é chato. Década de 80 dos anos 1800 é bem
- 30:57fácil, agora tem uma solução. Qualquer segunda metade do
- 31:01século 19. Aí tem muito x é vamos negar daí
- 31:06aí realmente aí, né? A gente vai departamento
- 31:09matemática, a gente não aprendeu, né?
- 31:11Não teve acesso. Era chato.
- 31:13Na verdade, só estudou para passar por aqui que aconteceu
- 31:16nesse dia que aconteceu. O Teixeirinha não fez nada há
- 31:20aqui ó, vira professor de psiquiatria no Rio de Janeiro, é
- 31:23considerado o primeiro alienista brasileiro que que é o alienista
- 31:2611, livro Machado de Assis é, eu estava confundindo quando estava
- 31:31pesquisando, eu fui procurar senhora Machado de Assis.
- 31:33Ou era Paulo Coelho não? Daí eu fui pesquisar o alienista
- 31:38está 9 e 90 ali No No, No No na Amazon, quem quiser ainda cai No
- 31:44No, na, na USP, na, na Fuvest, vestibular é cai, cai, cai, cai,
- 31:48arenistas classe tá com tudo, ainda tá em alta, tá?
- 31:51Tá em alta o alienista bem, tá indo bem o alienista aconteceu
- 31:54na cidade que eu moro cara a história que é do é é a história
- 31:57é muito boa a real eu não sei qual é a história básica vou
- 31:59resumir não que não querendo tomar muito tempo da Amanda que
- 32:02é o seguinte mas o programa é seu não sei mais.
- 32:04Se a é o seguinte, não, não, não tomei o programa do cara.
- 32:08Tô brincando, gente, não me xinga nos comentários, tá?
- 32:10Ninguém xinga não. No que que essa menina aí eu não
- 32:13te adoro, amor, tá bom, obrigado, olha só o alienista
- 32:15achar muito maneira, cara, que tipo assim o cara chega 11 mas
- 32:19você sabia que o que o Teixeirinha foi o primeiro
- 32:21alienista não, não sabia tá escrito aqui, ó 1883, tá escrito
- 32:25aqui ó, eu não sabia dessa, apontou ainda.
- 32:30Você vira essa parte que aí, tipo, assim o cara chegou lá num
- 32:32lugar nessa gente, Itaguaí, cidade que eu moro chegou lá no
- 32:35Rio. Ele chegou aí, começou umas
- 32:37treta. Ele, pô, essa pessoa tá tá
- 32:38louca? Jogar pro hospício, e aí as
- 32:41outras pessoas iam, pô, mas o esse cara aqui não tá louco
- 32:44assim, pô? Mas esse papo seu também?
- 32:45De meio de louco, Hein? Aí ele foi prendendo todo mundo,
- 32:47jogar aí o hospício lotou na cidade toda, ficou no hospício e
- 32:50aí no final ele parou ele, caraca, eu prende todo mundo no
- 32:54hospício, isso posso estar louco.
- 32:55Ele se entrou no hospício, também estarei engraçadinha eu
- 32:58gosto, eu gosto, eu gosto, a gente é muito legal eu, Flamengo
- 33:01e disso os loucos sabem, ela era Charlie Brown Jr.
- 33:05Vamos pular para 1900, agora começa a ficar bom.
- 33:07Agora está chegando. Contemporaneidade sim, você
- 33:10sente que que 1900 é logo aí é lógico e.
- 33:15Mas não é, não é longíssimo. A gente tem essa impressão aí,
- 33:17né? Década de 80, né?
- 33:1920 anos, pô, é 41, quase chegando mais mal, né?
- 33:24É verdade, faz mal, né? Tudo bem, 1900-1900 as coisas já
- 33:28tava começando a acontecer, é no que você tá falando, até nada de
- 33:31evoluções, não tinha nenhum rock lógico rock brasileiro não tinha
- 33:34nascido não, mas já já não, não era tanta loucura zona.
- 33:38Procurando do quê? Ninguém tá entendendo o que eu
- 33:40tô falando é porque não era, entendeu?
- 33:42Não era o quê? Agora o cara não quer explicar.
- 33:46Não estou dizendo que há. Imagino que a medicina e as
- 33:48tecnologias já estavam começando a fazer algum sentido à já tinha
- 33:51revolução industrial, tinha lápis, é isso que eu quis dizer.
- 33:54Eu tinha me me ó grafo sim é, tinha umas coisas, tinha mais
- 33:57gente tinha escrita, já tinha muito tempo, mas não quer dizer
- 34:01que também te porque tinha se tinha muito tempo antes,
- 34:03continua tendo então tia. É, já estava mais envolvido,
- 34:08cara. Tem dicas de de, mas não tinha
- 34:11um aquele bagulho, tablet pede, não rolava ainda, não tinha
- 34:161900. O mouse ainda tinha fio, é?
- 34:18Eu ainda tinha bolinha, eu te amo, tinha que usar o mouse PAD,
- 34:21você viveu o mouse PAD, você ouvinte não viveu, é verdade,
- 34:24não conhece? Criada Oh 1907, que aconteceu?
- 34:28Criada na capital Fluminense, tudo aconteceu no Rio de
- 34:30Janeiro, né foi foi criado o que a sociedade de psiquiatria,
- 34:35neurologia, medicina legal aí já estava aí já estava rolando.
- 34:39Já estava quase o rota quase te chamava de louco, tratava como
- 34:44louco e isolada da sociedade. Estava.
- 34:46Devia dar para metrô. Rio está antecipando o meu meu
- 34:49texto. Perdão, eu decorei perdão em
- 34:521921, inaugurada o famigerado manicômio judiciário.
- 34:58Que que é isso? Você me pergunta pra mim ali que
- 35:00é isso? Amanda, é o bagulho daquele
- 35:03menino lá, lembra aquele menino clube da luta shopping Morumbi
- 35:07atirou à pessoal. Alegou que.
- 35:12Sou muito louco, eu vou pra onde?
- 35:15Sou biruta doidão, de pé que é ruim de você, que é ruim também,
- 35:19Bruna. Vou pra lá, vou ficar preso no
- 35:22manicômio. Não, não Na Na questão do do
- 35:25rolê, do da prisão. Não leu coisa presa mesmo prisão
- 35:30Bangu não exatamente também fica perto de la fica no Rio, aqui ó.
- 35:34O órgão, que se encarrega dos doentes mentais que cometem
- 35:37delitos, então o quê? Daí esse pessoal falava assim,
- 35:41sou doidão, vou pro negócio é Nazaré Tedesco, né?
- 35:45Ela fez isso ai, foi isso final quando ela empurrou a alguém dos
- 35:48cada uma das 38 pessoas que ela fez novela, alegou arma.
- 35:53Ela alegou loucura e aí 1900 e quantos aí?
- 35:572021 inaugurou esse daí. Aham, então o pessoal já estava.
- 36:01Não sou criminoso, sou louco, já estava nesse clima, né?
- 36:04É daí que que fazia a droga, dava aquele bagulho lá com com o
- 36:08advogado, falava, Oh, vamos dar uma aqui, tem que provar a
- 36:12loucura que deve ser uma parada louca, né?
- 36:13Tem que provar que tá louco. Tem um textinho, deve ter um
- 36:17teste, daí o cara diz não, tu não é louco.
- 36:20Ia ficar insistindo que é. Deve ser.
- 36:21Devia ser estranho também, mas voltando na alienista lá.
- 36:25O cara, o que que ele fez ele? Coagiu o pessoal, isso é uma
- 36:31coisa de louco, rouco por ti. Corinthians, gostei dessa
- 36:36conexão. Achei que até o final de
- 36:39programas sarei internado ter nada anão saberemos.
- 36:44Vamos aqui para o texto que eu mesmo decorei.
- 36:46Saberemos como é que não vai saber o final do vídeo é o tempo
- 36:49de tirar teu vó, vai pro final do vídeo que a gente vai saber e
- 36:52volta aqui e me conta porque eu ainda não sei ai daí tu entra
- 36:56pela porta agora ai gente, gosto isso.
- 37:01Eu adoro Amanda k. Obrigada, também adoro.
- 37:03Eu me adoro tanto. Em 87, um aninho.
- 37:06Eu tinha um aninho. Tinha quantos anos viu nascer?
- 37:08Não, você estava menos menos quanto nas credo, detesto
- 37:12quantos anos você tinha 3 aninhos, é uma bebeu bebezinho
- 37:16em 87, um ano aqui 3 anos com primeira conferência saúde
- 37:20mental nacional. Que lança é que se lança o lema
- 37:24por uma sociedade sem manicômios.
- 37:26Agora eu peço pra você, querido ouvinte, querido, telespectador,
- 37:29querido internauta internauta é muito velho, né?
- 37:31Não é? O é o novo streamer, é o novo
- 37:33normal, é o novo normal. É, é, eu não sei como que chama
- 37:36a pessoa, quem é esse cara é quem é histórias pros Brother é
- 37:41o quê? É angle Nation angle angle net.
- 37:44Ye, você quer dar ugly Nation isso feio, feio, tem que ter,
- 37:49né? O fandom tem que ter um, tem é,
- 37:51são os feios, então você quer feio.
- 37:53Pode ir agora pro pro fim de do esquizofrenia, joias lá no
- 37:57Spotify? Esquece programa agora para de
- 38:00ouvir se você no YouTube dá pause e vai para o Spotify ou
- 38:05para o outro player player EE entra EE.
- 38:09Tem um episódio sobre a luta Antimanicomial que esse é um
- 38:13episódio Sério que, como psicanalista, Enzo Pizzi mentiu
- 38:18que ele fala sobre a luta Antimanicomial.
- 38:21Então você pode se cai na sua prova, no seu, e nem você pode
- 38:25usar esse esse episódio. Está aqui, Sula, fazendo um
- 38:27catado para dizer que o som, a pessoa inteligente, sim, mas tá
- 38:30certo e randômica também. Mas como, como tu tu fez esse
- 38:34podcast e o ouvinte vai ouvir também é qual é a defesa?
- 38:38Me me me dá o discurso anti manicomial.
- 38:41A gente vai chegar, acalmar, você tá com ansiedade.
- 38:43Eu sou calma, calma, calma, calma, calma, um tem que ser uma
- 38:46coisa mais Humaniza dá né? Porque Oo padronizar.
- 38:50As pessoas, porque eu e o Victor estou.
- 38:53Eu já tinha visto, mas não, não tínhamos conversando não.
- 38:57A gente não quer que as pessoas sejam padronizadas.
- 39:00A gente quer que você seja você, entende?
- 39:03A gente não quer colocar você num lugar ou os loucos num lugar
- 39:07que elas se comportem como é que elas sejam colocadas numa caixa
- 39:12EE? Entrem.
- 39:15Num, num comportamento que seja dito como normal, o que é ser
- 39:20normal? Victor Soares é além da antes de
- 39:24eu responder o que é ser normal, que é uma puta pergunta, eu acho
- 39:26que também vale a pena lembrar que o resultado é muito menor.
- 39:29OPA, não estando no manicômio, né?
- 39:31Oo está na sociedade, está inserido na sociedade, é uma.
- 39:36É uma forma de você, da protagonismo para o paciente e
- 39:39isso faz toda a diferença, porque O Manicômio ele pode, ele
- 39:43tinha ele antes, nesse discurso de vou ajudar.
- 39:47A pessoa que está com passando a ser vice, reinserido e não.
- 39:50Então o discurso era vo a vou resolver.
- 39:52Vou depois reinserir, mas na prática era um.
- 39:55Eu vou tirar esse problema, deixar a parte eu vou tipo
- 39:58assim, eu eu tenho um problema, meu vizinho, meu primo, tenho
- 40:01não consegue conviver em sociedade.
- 40:03Quando eu coloco um manicômio, eu afasto da sociedade, eu
- 40:06marginalizou aquela pessoa e aí o problema acaba, porque você
- 40:10não tá vendo porque você não está vendo.
- 40:12Então, na prática o problema não acaba, né?
- 40:14Na Na realidade, mas OOO impacto na sua vida acaba o impacto na
- 40:17sociedade. Ele, na sociedade que está
- 40:19convivendo ali, ele acaba ou diminui pelo menos, né?
- 40:22Então você só finge que o problema não existe.
- 40:25Isso não soluciona, né? Porque a pessoa sendo isoladas,
- 40:28vendo ela mesma como se fosse 11, bicho, uma parada que que
- 40:32não faz parte da sociedade. Como é que ela se cura?
- 40:36E aí que vem o movimento Antimanicomial, né?
- 40:38Que tenta falar justamente assim, cara, você acaba
- 40:40atrapalhando a pessoa. Quando você isola ela e finge
- 40:43que ela não existe, que na prática é isso, né?
- 40:45O Brasil ele tem um histórico de indesejados sociais que é uma
- 40:48galera que é simplesmente finge que não existe.
- 40:52Esse time mente, afasta, varre, é tira, por exemplo, OA galera
- 40:56negra. Quando acabou a escravidão no
- 40:57Brasil, era indesejado, social favelas, você joga para favelas,
- 41:02se afasta, e aí O Manicômio é a mesma coisa, tá ligado O
- 41:05Manicômio, ele tem essa. Teoricamente ele é.
- 41:08Eu vou reinserir a pessoa teoricamente, mas na prática eu
- 41:11vou tirar esse problema daqui, entendeu?
- 41:14Ruim é isso contribuiu para que manicomiais fossem um depósito
- 41:17de gente e não fosse pra pra pra ajudar ninguém.
- 41:21Foi uma boa resposta, foi uma ótima resposta.
- 41:23E você falou da nise da Silveira?
- 41:25Beijo Pra Ela. Ela tem um filme, né?
- 41:28Tem dela é que a Glória Pires interpreta, então, se você
- 41:32também está interessado sobre o assunto.
- 41:35É. É um filme bem legal.
- 41:37EE mostra é, né? Essa parada a gente tava falando
- 41:40de Paulo Freire, não lembro se era fora do do, do ar ou no ar
- 41:44fora, é uma coisa mais humanizada, né, que ela vê como
- 41:48indivíduo, então ela também é uma das pioneiras, de certa
- 41:52forma, da terapia ocupacional e da da da arte como terapia.
- 41:56Então é pessoas que. Que porventura tivessem 11
- 42:01habilidade artística. Ela é simular, estimulava EE
- 42:06pessoas que eram vista mal vistas, né?
- 42:08Como loucos e pessoas que que não tinham habilidade nenhuma e
- 42:12se mostravam grandes pintores. Isso e tem gente que ficou rica,
- 42:16exatamente alguma. Alguns algumas pessoas que eram
- 42:18marginalizadas foram pintar o rum, só que aí, tipo, até e tem
- 42:21aquele lance, né? Que a arte, além de ser a arte
- 42:23em si, tem uma história, né? E algumas pessoas começam com
- 42:26grana, né? Começou tipo assim, porque ele é
- 42:27um quadro, é a pessoa que está no tratamento psicológico,
- 42:30aquilo foi ganhando um valor. A gente ganhou muita grana, a
- 42:33gente que era marginalizada, chegou.
- 42:35Anísio da Silveira viu que não era assim.
- 42:37A história dela é fora. Inclusive ela é uma psiquiatra.
- 42:40É. É Bruno incrível, AAA,
- 42:42senhorinha incrível. E o pessoal viu que não era bem
- 42:44assim, que ela, que ela consegue resolver através da arte,
- 42:46através da inserção, do protagonismo, essa palavra acho
- 42:50que é a palavra chave, né cara? Protagonismo no na solução,
- 42:53porque a pessoa no manicômio não é o protagonista no manicômio,
- 42:55né? É um problema que tem que
- 42:57resolver agora o tratamento que você Humaniza EE insere na
- 43:01sociedade. Você vai resolver sobre e hoje a
- 43:04gente sabe que isso é verdade. Hoje é consenso, por isso que
- 43:07muita gente fala, não. Você que se resolve, a gente te
- 43:10ajuda, mas no final é você que vai, tá ligado?
- 43:13Faz a tua, faz a tua, mas Conta Comigo, mas você tem que fazer a
- 43:16sua. E aí sua parada, que hoje é
- 43:19consenso, mas por década de 70 e 80, depósito de gente tá ligando
- 43:23é um tema muito cara, é o tema que me toca bastante assim,
- 43:26cara. É um tema que que tem lance
- 43:28familiar envolvido, muitas na minha família, que tem esses
- 43:30lances de de de internação, aham tá ligado que que?
- 43:34Muito tem dessa galera, sei lá, conhecida, familiar, internada.
- 43:40Tem algum feedback deles? Assim, algum depoimento de
- 43:43Posse? Atualmente, não.
- 43:44Atualmente não é meu avô parte de pai que ficava de acordo com
- 43:49meu pai, né? Ficava 6 meses em casa e 6 meses
- 43:53internado todo ano assim. E ele fica, porque meu pai, meu
- 43:56avô, tinha muito problema e era agressivo o rendeu.
- 44:00E aí, pô, meu vô morreu? E a gente nem sabe o problema
- 44:03que ele tinha e também ou pensando em outro filme.
- 44:05Tem o bicho de 7 cabeças, né? Daí você vê pensando, vamos
- 44:08contemporânea arte pensar que a história do do Rodrigo Santoro,
- 44:12né? O nosso grande ator?
- 44:13O lote brasileiro. Ele, o que que ele fazia era só
- 44:17um cara branco, classe média, fumando um Beck e o pai dele
- 44:21achou que ele estava louco. Ele foi hiper medica lizado, né,
- 44:24lá No No no. Num, numa clínica, num
- 44:29manicômio, começou a conviver com os loucos EEE, daí lá ele
- 44:35era ele. Ele tinha que tomar remédio EE
- 44:39se comportar como louco pra poder sair ou ou ou e daí a
- 44:44partir daquele daquela internação, aqueles remédios
- 44:48puderam. É desenvolver alguma coisa nele,
- 44:51sabe? Porque na verdade ele era só um
- 44:53burguês safado, né? E.
- 44:58Porque as pessoas não têm informação, né?
- 45:00O que é? São coisas muito simples, não é
- 45:03só um Beck, sabe? É o Amanda, eu concordo, mas eu
- 45:06também acho que vale a pena a gente pensar, cara.
- 45:10Hiper medicalização hiper medicação, na verdade, hiper
- 45:13medicalização, é é hiper médico, remédio muito, muito remédio pra
- 45:17caralho média, é meu pra caralho.
- 45:19Esse negócio de médio para um lance que vale a pena a gente
- 45:20pensar, porque meio que tem discutido sobre hoje.
- 45:23Tá rolando novamente, né? Tipo muita, principalmente
- 45:26criança que é, recebe, toma remédio, assim grandes
- 45:30quantidades, porque. As denúncias e eu, pô em sala de
- 45:34aula, né? Realmente era um lance, porque o
- 45:38papel do professor é apontar o professor.
- 45:40Ele não. Não fala tal remédio, não.
- 45:42Pelo amor de d Ana, o professor, ele olha um aluno que tem um
- 45:44comportamento diferente, seja muita bagunça, ou seja, ele é
- 45:49muito fechado, não fala com ninguém.
- 45:51Ou seja, de vez em quando fica no cantinho dele.
- 45:53Você vê uma parcela, aponta para a coordenação, né, pra escola e
- 45:56a escola em conta com os pais e os pais que resolvem, né?
- 45:58É teoricamente é isso, e eu tenho assim do que eu larguei a
- 46:04escola esse ano, mas nos últimos anos que estava dando uma aula.
- 46:07Eu sabia que era. Eu diria que. 15% de meus alunos
- 46:11se drogavam, né? De tomar um remédio.
- 46:13Assim, se drogavam no sentido de medicações, né?
- 46:16Porque eu acho que essa. Isso é até tava falando essa
- 46:19semana porque. Um outro episódio que eu fiz é
- 46:24com você, que é professor de história, vai saber melhor do
- 46:27que eu. Eu recebi um psicanalista no
- 46:30esquizofrenia hoyas falando sobre a história da psicanálise,
- 46:32né? E daí?
- 46:34Ele, psicanalista, ali adora. Eles adoram responder com
- 46:37perguntas, né? Daí ele veio me perguntar, então
- 46:39fala ai, doutor, o que que você acha, né?
- 46:42Você acha que as pessoas hoje em dia elas não se falam mais?
- 46:44Neto do iPod, iPad, ai não sei que não sei que lá ainda e
- 46:48falou, Amanda quando Freud inventou a psicanálise, é
- 46:50lógico, não sabia o ano né? Você falou é 1910, daí ele falou
- 46:54daí sei lá que eu não cresci. 19 século XIX, OK?
- 46:57Daí ele falou assim, as pessoas nunca se falaram e a verdade daí
- 47:01o que eu interpretei sendo bem simplória como a Amanda, que
- 47:03sorri. E no século 19 as pessoas
- 47:05precisar, precisaram uma profissão para você pagar
- 47:08semanalmente, um cachê para um Brother, porque a gente não se
- 47:11ouve, né? Porque a gente é amigo e a gente
- 47:15não se escuta. A gente tem que pagar uma pessoa
- 47:17pra te ouvir, então é muito recente, a gente tá falando aqui
- 47:20de linha do tempo, et cetera, é muito recente, é isso de ouvir e
- 47:25dialogar, sim, voltando para a escola.
- 47:27Pensando nisso, é quando a gente vai pra escola, a gente usa
- 47:30uniforme, então quer dizer que a gente tem é padronizado e daí?
- 47:34Sei lá. Eu era uma criança extremamente
- 47:36chorona, extremamente hipersensível, muitas vezes
- 47:39muitas vezes, fala falante demais, então precisava ser
- 47:43colocada num num longe dos meus amigos, porque senta aqui na
- 47:47frente aqui exatamente. Então Era Eu era exposta, né?
- 47:52Porque eu era muito. É muito.
- 47:56Estranha, expansiva, exato, e daí eu, os professores, eles
- 48:01querem padronizar os comportamentos, mas na verdade
- 48:04é, eu acho, né? Não sei, vocês é, eu acho que eu
- 48:10não era 11 criança assim. Tão diferente das outras.
- 48:16Tudo bem que eu precisava de alguma atenção a mais, mas eu
- 48:19tinha habilidades um pouco melhores e algumas piores,
- 48:24piores, que deveriam ter sido olhadas para que eu me tornasse
- 48:29uma pessoa ou uma criança melhor.
- 48:32Só que o que a escola faz, ela coloca você na frente para que
- 48:36você vire a criança, que não conversa com todo mundo, porque
- 48:39o meu jeito de prestar atenção era desenhando na carteira e
- 48:42conversando com todo mundo e falando de todo mundo e gritando
- 48:45sim e chorando. É só que vocês, professores, o
- 48:50que fizeram comigo me com, expuseram ao ridículo e me
- 48:54fizeram uma pessoa traumatizada que sou.
- 48:56Agora faço podcast, cimento em nome da da minha profissão, de
- 49:01todas as pessoas do mundo. Desculpa, não.
- 49:04Mas deixa falar com você. Uma coisa importante é, é só
- 49:06fazer defesa aqui da da da profissão.
- 49:08Tu tava atrapalhando os outros alunos citava, então mas aí?
- 49:12Mas, mas e daí que nossa? Quem me ajudou, tá expulsa, está
- 49:15expulsa, vai sentar, vai sentar na frente, tchau porque quando
- 49:19os professores brigavam comigo eu começava a dar risada no SIG.
- 49:22Que fica é porque eu não sabia processar isso.
- 49:24Olha só, olha só, mas olha só, ó defendeu, debochada a escola, tô
- 49:29na bad. A escola não se preocupa, tá?
- 49:31Pode, pode conversar. Fique à vontade para falar, mas
- 49:33a escola, ela é um ambiente que está desatualizado, está
- 49:36desatualizado, definitivamente, mas porque vou de sem zoar?
- 49:39Agora? Eu é um ambiente novo, então é é
- 49:42muito experimentação, isso é também, mas é porque é é, é, a
- 49:47escola é criada a substrutura que não correspondem mais com a
- 49:50realidade mesmo, isso é um fato, sim, você padroniza mesmo
- 49:53criança como você falou e é um problema.
- 49:55O professor, ele é 11 ferramenta disso tudo, entendeu?
- 50:00O professor, ele corresponde ao modelo que a escola quer seguir.
- 50:04Então é muito mais a culpa do sistema do que a culpa do
- 50:08professor em si, porque às vezes o professor ele quer fazer o
- 50:10trabalho dele e aí se tem uma amandinha falando muito alto,
- 50:13legal, se falando muito alto trabalhando.
- 50:16Você pode ter certeza que teve 10 alunos cujos pais ligaram pra
- 50:20escola e a escola recebeu a ligação e aí nossa mandando para
- 50:24o Victor. Vem cá, poxa, resolve Amanda aí,
- 50:27cara, baixinha, chorona lá da é a turma 43, baixinha, a baixinha
- 50:31Amanda. Ela faz muito por atrapalha os
- 50:34outros alunos. E aí chega para mim, e se eu não
- 50:37resolvo? Ele não tem mão firme mesmo, né?
- 50:40É o Victor, não é um. E aí chega um professor.
- 50:43Eu não estou falando com pessoas, tá certo?
- 50:44Certo, eu estou falando que é mais um personagem da cadeia do
- 50:48que o protagonista da cadeia, então o professor, ele às vezes
- 50:51é que é mais porque o professor, as pessoas esquecem
- 50:53constantemente, porque é 11 profissão de diálogo e de de
- 50:57muita intelectualidade. O professor, um trabalhador,
- 51:01entendeu, assim como a culpa não é às vezes, do do motorista do
- 51:05ônibus, está quebrado, às vezes é não é culpa do professor, do
- 51:08aluno ter quebrado também. Eu acho que a gente é, eu acho
- 51:11que é mais. O modelo é zuado.
- 51:14AA os pais cobram, esperam, como é que a gente vai resolver
- 51:17educação no Brasil agora? A gente precisa resolver até o
- 51:20final do programa. Não, não.
- 51:21Olha só até o final do programa eu vou pensar algo melhor, mas o
- 51:24que eu acho que a gente pode começar já é entender que que a
- 51:29meta Oo. O pra que que o aluno estuda
- 51:32hoje? Mas eu tô falando de alunos
- 51:33classe média, né? Obviamente, não estou falando de
- 51:35alunos que só querem, pô, tem aluno que ele só vai pra escola
- 51:38pra comer é porque eu estou no colégio público que boa parte,
- 51:41meus amigos só iam comer porque não tinha comida em casa, então
- 51:44é desse nível. Então isso aí é outro problema,
- 51:45isso aí um, nem vou. Eu tô falando de alunos classe
- 51:47média que quer estudar mesmo. O professor quer que o filho, o
- 51:51professor, não, o pai quer que o filho passe no vestibular.
- 51:54O ponto, então, o problema, em vez de olhar para pequenas
- 51:58questões internas ali dentro, é olhar para o que para que que o
- 52:01aluno estuda? O pai quer que o aluno se passa
- 52:04a faculdade pronto e é isso. A forma de você fazer isso aí,
- 52:09isso cria uma hierarquização, às vezes não desenvolve o
- 52:13pensamento crítico, não desenvolve o pensamento social,
- 52:15né? Inteligência social e emocional.
- 52:17Isso aí é menos importante, muito menos importante do que
- 52:20tirar um 900 no Enem. Então dali começa o problema,
- 52:24entendeu? Eu acho que se a universidade
- 52:26ela fosse muito mais fácil acesso.
- 52:29Se as pessoas pudessem estudar e sem ter que passar por uma prova
- 52:32muito difícil já e a gente já começaria a mudar as prioridades
- 52:36da escola. Entendeu?
- 52:37Então pra que que existe a escola?
- 52:39Não sei para que que a gente precisa de escola, a gente
- 52:41começa a conversar, mete uma de de de anarco punk, é analista
- 52:45também, analisa. Agora, né?
- 52:47Porque a gente precisa de escola, porque tem várias formas
- 52:49hoje da classe média, novamente é pra passar vestibular.
- 52:53Entendeu que não tem nada de errado nisso.
- 52:54Não estou falando disso, é porque, pô, existe uma forma de
- 52:57se entrar na faculdade e ganhar sua profissão e viver sua vida
- 52:59feliz, fazendo o vestibular. Então a gente tem que trabalhar
- 53:02com isso quando não tiver mais isso, a gente repensa noo k,
- 53:05então pra que que eu faço escola?
- 53:07Você vai na escola pra você aprender e conviver em sociedade
- 53:10à beleza. Como é que eu faço, entendeu?
- 53:12Mudam as prioridades? Acho que o problema é, as
- 53:14prioridades estão trocadas mesmo.
- 53:16Acho que se se a escola fosse um ambiente para desenvolver o
- 53:20aluno, para não pensando em nota de Enem, tá ligado, pô, a gente
- 53:24ia ter uma Liberdade muito maior.
- 53:25Então é. São vários problemas.
- 53:27Nunca pensei que quer dizer isso, mas não vamos perder o
- 53:29foco. 92, que estava rolando no Brasil é com 92 olimpíadas de
- 53:36Barcelona. Ai tá ali, era bonito, né?
- 53:39Aquele com mas cotinho. Se alguém tiver uma camiseta do
- 53:42Mascote, manda pra mim OOO Ministério da saúde regulamenta
- 53:47o que o Capes, que é uma coisa que o que funciona no Brasil,
- 53:51acredite. Se você precisa de de algum é.
- 53:56É algo apoio algum apoio psicossocial, que é o caps.
- 54:00Você pode em São Paulo, funciona muito bem e no interior do
- 54:04Brasil. Em alguns lugares funciona muito
- 54:06bem. Muitas pessoas me mandam
- 54:07feedback falando que funciona EE, que que é o caps, é o centro
- 54:12de apoio psicossocial. Como é que funciona?
- 54:14É um braço do SUS que você pode é procurar quando vocês.
- 54:22Quando alguém se sentir vulnerável mentalmente, um pode
- 54:26dizer assim, EE lá tem é aconselhamento psicológico, tem
- 54:32assistente social, tem psiquiatra, não sabia que
- 54:36terapia ocupacional tem aqui, tipo na nossa região aqui tem
- 54:39bastante coisa, né? Então é em periferias também.
- 54:43É semana passada eu fiz 11, bate-papo com.
- 54:48Adolescentes com do caps foi muito legal EE eles são
- 54:54totalmente anti manicômio, né? E.
- 54:58Eles falam que. Internação só em casos extremos,
- 55:02EE sob ordem médica. Então são forçada, né?
- 55:06Já falando, né? Internação compulsória.
- 55:08Não, não, não, não é uma coisa que eles é.
- 55:13Praticam, então, assim, se você se sentir inseguro ou tem alguém
- 55:17assim, é com tendências suicidas.
- 55:19Ideação suicida é, e você não sabe é como ajudar você pode até
- 55:23procurar o caps e para como você pode ajudar a pessoa, né?
- 55:28Como orientação lá, eles têm folhetos EE é, é muito, é muito
- 55:33importante você procurar o caps e saber que tem coisas que
- 55:36funcionam sim no Brasil, né, não adianta a gente falar que o
- 55:39Brasil é um país horrível, que nada funciona, sim, tem coisas
- 55:42que funcionam, então é centro de atenção.
- 55:45Psicossocial caps. É em 2001, mais recentemente,
- 55:50que não é tão recentemente assim, 20 anos, 20 anos.
- 55:52Sancionada a lei que trata os direitos dos pacientes de
- 55:55transtorno mental, que defende gradativa de desativação de
- 55:59manicômios. Daí você vê como as coisas são
- 56:01muito lentas, né? Que em 87 eles começaram a?
- 56:08A conferência nacional da saúde mental e só em 2001 que
- 56:13aconteceu o. A essa lei, que começou a
- 56:16desativar os manicômios em 2008. Criação de núcleos de apoio à
- 56:22saúde da família, que recomenda a inclusão de profissionais de
- 56:24saúde mental na atenção básica, ou seja, é postos de saúde mesmo
- 56:30amas, né, amas e UBS? Maneiro, maneiro demais.
- 56:34Então, aqui em 2015, a história da psique.
- 56:37Oi, eu já fiz um hã aqui. A história da psiquiatra nise da
- 56:40Silveira ganha as telas, então vocês podem assistir o filme,
- 56:44como é que é o nome do filme? Nise?
- 56:46O coração da loucura, então vocês podem é assistir.
- 56:51Ela Foi aluna do Jung e também tem um outro cara que vocês
- 56:54gostam de história, que que é o Carl Rogers, que é um é o cara
- 57:00que inventou a psicologia humanista, que é a psicologia,
- 57:04que é bem Paulo Freire, um que é a ele já esteve no Brasil também
- 57:08que a meu Deus, como é em português, eu não sei inglês
- 57:12não. Eu também não sei falar inglês é
- 57:14espera aí, focada na pessoa. Que entende que ela ela dá uma
- 57:20individually, uma exatamente, é bem individualista, EE é bem
- 57:24legal, maneiro, então procurem essa essa muita e aqui eu faço é
- 57:28a terapia que eu faço. É maneiro que daí tem o Paulo
- 57:31Freire, tem o meu terapeuta e tanto a tudo legado.
- 57:34Luiza Erundina, né, essa galera? Qual é o diferencial?
- 57:37Falou cara é focado na pessoa, é, por exemplo, é uma pessoa, eu
- 57:40sou uma pessoa que eu sou bem reclusa, então muitas coisas da
- 57:44psicanálise e da terapia é da terapia normal ou da ter.
- 57:48TCC, né? Cognitivo, comportamental.
- 57:51Elas não são adaptadas a focada na pessoa.
- 57:53Ela vai se adaptar. Então o meu terapeuta agora não,
- 57:55porque tem pandemia. Como sou uma pessoa que não sai
- 57:59de casa e eu só vou quando eu tiver crise, ele vai na minha
- 58:02casa. Entendeu?
- 58:04Porque ele sabe que o meu tipo de personalidade não permite que
- 58:08que depois de um tempo eu vou abandonar OOO tratamento,
- 58:10entende? Então, se eu tenho alguma
- 58:13demanda mais ligada AA família ou ao sonho, ele vai aplicar
- 58:19mais uma coisa mais iang uma coisa mais, entendeu?
- 58:25Então ele pega as técnicas ou alguma coisa mais fóbica, mais
- 58:29cognitiva, comportamental, então é ele pega.
- 58:34É é mais humanista mesmo, é um buffet de terapias.
- 58:37Assim ele vai é então daí pega o níquel.
- 58:40As coisas que ele, ele, ele precisa, então nunca vai fazer
- 58:44esse caminho, porque exatamente exatamente, não é bem legal.
- 58:48Mesmo assim, foi eu me dei muito bem assim.
- 58:50Tem muitas pessoas que eu conheço que gostam desse tipo de
- 58:53terapia e vocês podem procurar, e ele tem uma coisa meio que faz
- 58:57com que você acredite nas suas habilidades.
- 59:00Eu acho que eu só estou aqui fazendo isso, não como uma coisa
- 59:05motivacional. Mas assim.
- 59:07Eu comecei a ver alguns potenciais em mim, que que eu
- 59:11não que eu via, só que eu tinha medo.
- 59:13Então eu acho que vai plantando uma semente.
- 59:16Tipo você é boa nisso, sabe? Não tipo, também é, não é não
- 59:21tipo meio lavando meu cérebro, mas meio tipo assim.
- 59:24Olha, gradativamente você vai acreditando em você.
- 59:28Lógico que eu estou há 10 anos fazendo terapia, não foi ontem
- 59:31que eu descobri que eu sou maravilhosa, perfeita, mas eu
- 59:33ainda não descobri. Aí vo vou descobrir a mama, como
- 59:36é que é o nome? Exatamente porque ouvinte se
- 59:38interessou. Rogers tem muito, muito livro,
- 59:40muito livro e é. São livros muito simples, é
- 59:42terapia focada na pessoa ou psicologia humanista, psicologia
- 59:46humanista, dá uma pesquisada aí daí.
- 59:48Então você gosta de Paulo Freire, vai gostar, é OPA, vamos
- 59:51gostar, vocês vão gostar aqui a gente traz dicas, a gente traz
- 59:54informação, a gente sai. Traz entretenimento isso o que
- 59:58mudou nos tratamentos psiquiátricos?
- 1:00:01Perguntem para mim o que que mudou no tratamento
- 1:00:05psiquiátrico? Eu respondo.
- 1:00:07Os primeiros medicamentos começaram a ser desenvolvidos
- 1:00:10somente na década de 50, ou seja.
- 1:00:13Tipo, logo ali antes do rock começar.
- 1:00:19E eles tinham muitos efeitos colaterais, tipo, a pessoa
- 1:00:22ficava gorda, ficava Chapada, ficava sem fazer cocô, era uma
- 1:00:27bosta. E daí que aconteceu?
- 1:00:29Nas últimas 4 décadas, houve uma avalanche de fármacos.
- 1:00:34Tipo, o que que aconteceu? Muito remédio novo, muito
- 1:00:38remédio, muito, muito, muito avalanche fala com uma mesa bem
- 1:00:41antes, era fuma um cigarro. Aí é era tipo era ponto, tá
- 1:00:45muito nervosa, fuma um cigarro, espera aí, cheira pó.
- 1:00:51A chazinho de boldo e soco na cara não é o tratamento para
- 1:00:55depressão é. É o que aconteceu com Nina
- 1:00:57Simone, é isso o que aconteceu com um com miss Simone.
- 1:01:02É esse Nina Simone é uma cantora bem famosa.
- 1:01:04Esse é o nome do do exatamente da Netflix, então a Nina Simone
- 1:01:09foi uma das primeiras pessoas que começou a tomar medicação
- 1:01:13para a cabecinha maneiro, e daí? Daí você vê, É Ela tendo.
- 1:01:19Né? Efeitos colaterais para essas
- 1:01:21primeiras medicações, então é bom, mas assim é bem chocante.
- 1:01:25Assim, lembrem se assistam, mas lembre-se que era o começo de
- 1:01:28tudo. Então hoje em dia não é não é
- 1:01:31assim, não é assim. Então você vê que tipo, é?
- 1:01:34Tem efeitos colaterais de longo prazo, por exemplo, ela começou
- 1:01:37a tomar uma medicação, que inclusive, é aí foi a primeira
- 1:01:40medicação que eu tomei, porque eu tinha 1111 depressão muito
- 1:01:44resistente, e então quando você começa a tomar medicação, você
- 1:01:48começa a tomar os medicamentos mais modernos.
- 1:01:51Eu não respondi. As medicações mais modernas,
- 1:01:53então tive que tomar as mais antigas, claro, e daí?
- 1:01:55Eu tomava, dá ali na Simone e daí?
- 1:01:58Ela desenvolveu o transtorno bipolar tardio como um efeito
- 1:02:02colateral entendeu que tipo beleza na naquela época, fazia
- 1:02:07bem depois dos anos. Depois, ela virou bipolar.
- 1:02:09Isso é feito com exatamente eu tomei esse remédio por alguns
- 1:02:12anos também e você está bem? Sim, mas eu sou bipolar também,
- 1:02:16acho, mas aí a gente não dá pra saber se eu desenvolvi por causa
- 1:02:20do remédio, isso já era bipolar. Também tem um outro filme bem
- 1:02:23legal, um, que é um telefilme, né?
- 1:02:28Que chama quando é filme de televisão, não sei, tem pouco
- 1:02:30dinheiro é, é aquele é um filme sobre AA Karen Carpenter, um
- 1:02:36nosso muito dela, é dos carpenters, à profissão também.
- 1:02:41A história de Karen Carter é um Belo filme, filme, esse é o é o
- 1:02:47filme da história. Como é calor virar cara, cara,
- 1:02:50espera aí rapidão a história de Karen, cara, desculpa, a gente
- 1:02:54não aprende a todos, então quer que eu mude o nome?
- 1:02:57No filme não fui eu que fiz um não, não, não.
- 1:03:00Eu daria o nome melhor, essa mina a Karen Carter.
- 1:03:05Ela é a foi a primeira pessoa no mundo um veja só você, ela.
- 1:03:11Ela tinha um do né? Ela e o irmão ela era bater esse
- 1:03:13cantora e ela teve transtorno ela teve anorexia e antes de
- 1:03:20existir a palavra anorexia. Não, não tinha.
- 1:03:24Ninguém sabia que era, né? Não sabia o que que era, só
- 1:03:27querer ser muito magro. Ela exatamente.
- 1:03:29Então ela. Ela.
- 1:03:30Ela saía na Billboard da revista e daí falavam, nossa cara,
- 1:03:34Carter, tá gordinha da ia lá, fazia coisas pra ficar magra e
- 1:03:38daí ela morreu. Com 35 anos, foi muito trágico
- 1:03:41por conta da nexia, por conta da anorexia, ficou internada há
- 1:03:44muito tempo. É bem triste a história dela.
- 1:03:46Alexia é meio desgraça, é bem, então não existia nenhum termo
- 1:03:50anorexia quando ela morreu, aham, então Ela Foi uma das
- 1:03:53primeiras pessoas a. Terem a doença, teoricamente,
- 1:03:57essa estudado, pelo menos, né? E daí?
- 1:03:59Eles chamavam o quê na dieta do mal?
- 1:04:02Que que ela estava doente, ela doente é EE de 89, então não é
- 1:04:07uma. Você vê que a coisa da saúde
- 1:04:08mental é uma coisa bem recente, né?
- 1:04:10Total, então ela, ela e o irmão dela, assim não conta muito a
- 1:04:15história dele, mas paralelamente ele era, é, ele era viciado, num
- 1:04:19tipo de medicação também. Ele tinha um problema também de
- 1:04:22de saúde mental e daí tá, é isso?
- 1:04:26Então essas são minhas dicas. E daí a esse tema também é bem
- 1:04:29legal, um Eletro convulso terapia, o que que a gente chama
- 1:04:33de eletrochoque que tem, tem, tem nos filmes, vocês, você quer
- 1:04:37mais ligado em filme que eu fale um cite um filme que tenha
- 1:04:41eletrochoques, eletrochoque. Estranho no ninho tem talvez
- 1:04:44garota interrompida tenha, não, eu acho que tem o unibol Oo
- 1:04:50silêncio dos inocentes um não sei eu não, agora não tá vindo
- 1:04:53com certeza mas tudo que é filme tem choque né e vendo o nome de
- 1:04:56um filme aí o garoto da do. Muito rápido, tudo que é filme
- 1:04:59tem choque, então o eletrochoque é aqui.
- 1:05:04Antes o eletrochoque era empregado de maneira
- 1:05:06indiscriminada e sem anestesia em pacientes considerados
- 1:05:10agressivos. O que acontece, o eletrochoque.
- 1:05:12Ele, o cinema, né? Ele, ele demonizou muito a
- 1:05:16Eletro convulso terapia, né? Porque quando a gente pensa em
- 1:05:20eletrochoque, a gente pensa numa coisa muito agressiva.
- 1:05:23E, de fato, é uma coisa boa, um, acredite, senhor ouvinte, é
- 1:05:31pessoas com é depressão, muito resistente, como.
- 1:05:36Como assim, Amanda? A depressão muito resistente é
- 1:05:38você. Você passa por todos os
- 1:05:42tratamentos e existentes. Todas as medicações, todas as
- 1:05:46terapias e tudo. E mesmo assim você está lá numa
- 1:05:51depressão profunda. Não estou falando uma depressão,
- 1:05:54é que você ainda é funcional, et cetera, é uma depressão mega
- 1:05:58blaster, horrível. Existe a possibilidade sob a.
- 1:06:04Supervisão de de de profissionais e profissionais de
- 1:06:10saúde. Tipo aqui em São Paulo tem no
- 1:06:11hospital das clínicas, é micro seções de Eletro convulso.
- 1:06:16Terapia não é não é de bom tom, não é?
- 1:06:19Não pega legal você falar eletrochoque, porque isso aí já
- 1:06:23Oo cinema já demonizou. É com a, mediante o anestesista,
- 1:06:28terapeuta é neural, né? Também não é um chocão na
- 1:06:32cabeça, né? Muito mais não tá sendo é um
- 1:06:35negócio, tipo, seções muito rápidas.
- 1:06:38E aí? E algumas regiões, não é dos do
- 1:06:40cérebro. Ela sim, aham e tipo, é um
- 1:06:43negócio assim, muito última. Instância, então são seções
- 1:06:46espaçadas, pessoas que que tomam seções de Eletro shopping, que
- 1:06:51pode ser tipo a cada 3 meses, a cada 6 meses.
- 1:06:54Conseguem, tipo, levar uma vida. Normal é sem esses pensamentos
- 1:07:01negativos, intrusivos, suicidas, et cetera é um tratamento muito
- 1:07:06efetivo, não é? Não é pra ser demonizado como
- 1:07:09foi demonizado pelo cinema. Então é assim como os
- 1:07:12psiquiatras, né? Se a gente pensar num psiquiatra
- 1:07:15num cinema que também não consigo pensar agora, mas se
- 1:07:17você tiver aí no Google algum lugar do próprio hanny voo é não
- 1:07:22sopranos também. É tipo, tem um cachimbo, né?
- 1:07:26Tem aquela iluminação por baixo, é uma coisa, é sempre um cara
- 1:07:30desequilibrado sim. Eu sou em casa, fica em casa, eu
- 1:07:33gostei. Você tem ilusão no iluminação
- 1:07:35própria pra barba, cresce, fica branca eu sou muito, então é, é
- 1:07:40até é uma propaganda negativa, né, tipo que nem aqui quando eu
- 1:07:44cheguei aqui eu mostrei a foto do meu terapeuta que ele é um
- 1:07:47gato sabe porque tipo é essas profissões?
- 1:07:51Elas foram estereótipa das como caras, estranhei.
- 1:07:55Né? Mas é a eu acho que o
- 1:07:57estereótipo, estereótipo, que acho que a gente tem que
- 1:08:00quebrar, né? Por isso, é uma pessoa tão
- 1:08:02descolada, maravilhosa e linda. Tenho que falar de saúde mental
- 1:08:05para mostrar para vocês que qualquer um pode falar
- 1:08:07exatamente. Você acha que a parada do do
- 1:08:09choque também era meio? Dá, em geral, para acalmar o
- 1:08:14aqui, abre aspas, o acalma. Louco.
- 1:08:15Eu ia falar porque, por exemplo, se os é Galeão, é o sossega.
- 1:08:18Leão, justamente choque dá uma calmada, não é justamente isso?
- 1:08:22Quando eu tomo um choque, eu fui conversar, você toma um choque
- 1:08:24de quando não tomo da polícia não aleatório, aleatório, à
- 1:08:28venda no choque, chaveiro, eu tô tipo do chaves eu for botar a
- 1:08:32mão na tomar o tal negócio da tomada e tomar um choque sem
- 1:08:34querer nunca tomou um choque quando há, eu evito sim, não é
- 1:08:38não é algo que eu curta, não fetiche, mas eu já tomei choque
- 1:08:41seguidos e dá uma calmada, né? E dá uma acalmada, uma camada
- 1:08:44assim é eu fico fica fraco, né? É dá um.
- 1:08:47Não é verdade que eu tô tomando choque, mexendo, tomando, não
- 1:08:50sei se é o mesmo princípio, não é aquele da feiticeira que dá na
- 1:08:53barriga, não, cara. Choque é pildas encapado eram
- 1:08:57partes. Eu não, não, não fazia fio
- 1:08:59desencapado, às vezes não é uma prática, mas assim as TV, mas o
- 1:09:04botar aqui em baixo A s estúdio tá cheio de de fio, aí botar um
- 1:09:08fio e sem querer coloquei o dedo ali no meio também o choque é
- 1:09:10escuto dizendo um acidentalmente já também já me dá uma acalmada,
- 1:09:14absurda, absurda. Tá bom, gente, mas não, não é
- 1:09:19algo que eu tô indicando. E para finalizar tem outra
- 1:09:23coisa, né? Mas isso eu acho que eu vou
- 1:09:25deixar vocês falarem que é uma coisa que foi abolida.
- 1:09:29Em 55. Mais aconteceu aí no num num
- 1:09:32período aí que a gente não gosta muito, mas a lobotomia foi uma
- 1:09:37técnica altamente invasiva, que cortava as conexões entre os
- 1:09:42lobos. Lobos é lobos cheio com aquela
- 1:09:46lóbulos. É, eu também.
- 1:09:48Acho que os lóbulos, mas lobo é isso, não é?
- 1:09:51Eu não sei, é verdade, acho que lobo é isso entre a cabeça, mas
- 1:09:56cortava o fio lá de dentro, cortava o fio da cabeça e as
- 1:09:59demais regiões do cérebro, e daí que é com o pessoal do cérebro
- 1:10:03ou sei nerd, professor. Falei nada ai, agora eu me senti
- 1:10:06muito or professor, seus alunos, falou, falavam alunis alunos
- 1:10:12eles falavam orsk, durski dormir não, cara, isso é tipo muito
- 1:10:16danos, 90 não tem mais qual que é o equivalente pesquisador
- 1:10:19skidder, acho que é o. O Dan não tem mais que o Dan o
- 1:10:23máximo e eles falam de professor, professor, professor,
- 1:10:27professor, professor, é professor, professor, professor,
- 1:10:30esses 3. Ai credo, e às vezes tio, né?
- 1:10:33Quando é que tio vocês tomando, poxa, é quinta série, porra.
- 1:10:36Na quarta eu já parava, né? Deixa deixa porque nossa é de
- 1:10:40nossa nação, é lobotomia, não faz, não, caiu em desuso em 55
- 1:10:43né? Porque, profe, acho que é porque
- 1:10:46é errado, né? Acho que machuca muito ou tem
- 1:10:48casos que inventou a lobotomia é provavelmente alguém que enfiou
- 1:10:51uma faca Na Na cabeça de alguém, falou, pô, você acalmou, né?
- 1:10:54E aí é mais ou menos isso porque, mas o pessoal do nazismo
- 1:10:58usava essa coisa cara definitivamente, né, não é
- 1:11:01porque tipo assim é, eu acho que é muito mais o lance da que
- 1:11:03aquele negócio que conversou. Sobre o tratamento, qual que era
- 1:11:07o objetivo? O tratamento não é resolver o
- 1:11:09problema da pessoa, é fazer com que a pessoa pare de ser um
- 1:11:12problema. Um são 2 coisas diferentes, né?
- 1:11:14Tipo, se a pessoa que está povo, Amanda, desse jeito expansivo
- 1:11:18dela, tá aí falando muito e aí começa a gritar, aí começa a
- 1:11:21arranjar briga, fica agressiva às vezes, entendeu?
- 1:11:23Se enfiar 111 agulhinha pelo nariz, né?
- 1:11:27Muito lobotomia pelo nariz velho lá no cérebro dá uma cutucadinha
- 1:11:30por green e aí sossegou você, pode às vezes virar uma geleia,
- 1:11:34pode, né, ficar meio. De vários alunos meus.
- 1:11:37Eles quando tomou de medicamento, eles dão uma.
- 1:11:40Calmada, né? E se isso resolveu o problema?
- 1:11:44E se essa era a meta dos tratamentos, não era a pessoa
- 1:11:47ficar bem. Entendeu?
- 1:11:49Então ela botou é bem perante os olhos do outro, né?
- 1:11:52Isso? Isso deixou de ser um problema
- 1:11:54para mim e para a sociedade, pra gente.
- 1:11:56E aí, só que a pessoa ficou mal, né?
- 1:11:59Pô, cara, eu vou te falar que não queria estender esse assunto
- 1:12:01de aluno. Mas a quantidade de alunos que
- 1:12:03são só muito criativos e expansivos, que simplesmente
- 1:12:07única, por exemplo, é. Mas o níquel na escola não tinha
- 1:12:10problema não, né? Que você falou especial em
- 1:12:12colégio de freira, né? Agora, assim, o Raí acho que é
- 1:12:15outro outro game, você fez a primeira comunhão.
- 1:12:17Não é a primeira série, eu estou em colégio agrícola, aí depois é
- 1:12:22rural é, eu sou do campo, nasci no instituto Rio grandense do
- 1:12:25arroz, eu te falei isso, arroz é é verdade, você falou isso, é
- 1:12:29verdade, eu sou do arroz e depois eu fui pro colégio de
- 1:12:31freira. Aí, por isso que eu tenho todo
- 1:12:36tudo isso, tudo isso de cristianismo.
- 1:12:39Mas eu era um aluno tranquilo, é então aí os alunos que que são
- 1:12:43mais, né, atrapalhavam? Só que é mais é criatividade,
- 1:12:47expansionismo. Cancelar uma palavra, como é que
- 1:12:49a gente podia trabalhar? A gente só era top.
- 1:12:52Como assim? Eu tô falando de mim?
- 1:12:54Tem como atrapalhar? É, eu só chorava, gritava e não
- 1:12:58parece ótimo em um problema, problema que ficar gritando eu
- 1:13:01falava, não, olha, eu vou falar uma coisa, pode falar, botar no
- 1:13:06canto é foda. Até na faculdade, me botavam
- 1:13:09separado dos amiguinhos. Mano, então aí ela achou que
- 1:13:14corre meia hora você entrar na aula, tinha que ser um negócio
- 1:13:16de desgastar até na faculdade me tratava como criança de maneira
- 1:13:19não é? Então não é, será que eu tinha
- 1:13:21problema? Talvez um, eu acho que seja
- 1:13:24muito mais por atrapalhar do que pelo problema.
- 1:13:27Não é? Quer trabalhar?
- 1:13:28Eu estava prestando atenção. Sua cor prestava atenção de uma
- 1:13:30maneira, sim, mas mas tem outros 30 foda se a escola é uma sala
- 1:13:35de aula, eu, 30 pessoas. Amanda, tô muito apoio dos
- 1:13:39professores, não pensava teus colegas, só tava enchendo minha
- 1:13:42professora, que me colocava a parte que Tânia.
- 1:13:46API de metodologia científica, ela me segue no Instagram e
- 1:13:50fique comentando minhas coisas e fala que tem orgulho, mas ela me
- 1:13:53deixava ela na faculdade, ela me tirava dos meus amigos e me
- 1:13:58colocava lá na frente. Assim como eu tenho orgulho de
- 1:14:01meus alunos expansivos, que atrapalham a sala de aula
- 1:14:03também, mas ela me expunha ao ridículo.
- 1:14:06Eu já tinha mais de 20 anos, prestou atenção nas aulas.
- 1:14:09Professor, tá aí de mim toda de incentivo.
- 1:14:11Fica não porque fichamento. Então tinha sei que você
- 1:14:15aprendesse. Fichamento tinha essa atitude,
- 1:14:18tem que mudar meu lugar mesmo fichamento pra que que serve?
- 1:14:21Fichamento é, mas também tem um lance, é é pedagógico também no
- 1:14:24lance de pô se comportar bem no lugar e ponto, não é só porque a
- 1:14:28educação é só individual, né? Uma educação também é social,
- 1:14:31poxa na sala de aula você aprende a conviver e, às vezes,
- 1:14:34aprender a conviver e falar mais baixo, não ficar gritando, não
- 1:14:37gritar. Eu notei que você tirou o fone
- 1:14:39só porque eu estou aqui. Primeira vez você tirar o fone
- 1:14:42eu sou aguda, eu sou histriônica, meu Deus foda, se
- 1:14:47eu sou ótima sim, ninguém tá falando quem tá falando
- 1:14:50contrário, pergunta aí para as pessoas, pessoal, eu sou ótimo,
- 1:14:54dá um Jóia no vídeo, eu sou ótimo isso eu não sou Amanda é
- 1:14:57ótimo, obrigado Amanda. Então é isso.
- 1:15:00Essa história dos tratamentos aqui no Brasil.
- 1:15:04Tchau, beijo.