Latest / Café com Dungeon / Deuses Mesquinhos #0037
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- 0:09Os deuses de Lankmar eram numerosos e frequentemente
- 0:14brigavam entre si. Eram criaturas mesquinhas,
- 0:18discutindo nas sombras de sua própria ineficiência.
- 0:23Havia os deuses de Lankmar, seres sinistros que exerciam
- 0:28poder real, mas escondidos sob eles estavam legiões de deuses
- 0:34menores, famintos por adoração em suas sombras, contentes com
- 0:41alguns sacrifícios esparsos. Às vezes, um homem se ajoelhava
- 0:47diante de um deus, E o deus rosnava, se perguntando por que
- 0:53não haviam lhe trazido uma oferenda mais significativa.
- 1:00Swords in the Mist, de Fritz Leiber.
- 1:05A primeira vez que eu entrei em contato com a ideia de deuses
- 1:08menores, ou deuses das pequenas coisas, ou ainda deuses
- 1:13mesquinhos, foi com o Neil Gaiman.
- 1:17Primeiro no Sandman, volta e meia na obra do Sandman, você
- 1:22vai se deparar com deuses menores e outros nem tão
- 1:25pequenos assim, mas retratados de uma forma não muito
- 1:29grandiosa, às vezes de uma forma bem humana até.
- 1:34Eles negociam, eles se traem, eles se sacaneiam e fazem todo
- 1:39um jogo de influência e poder junto com espíritos e outras
- 1:43entidades sobrenaturais. E isso é especialmente visível
- 1:48ali naquele volume Season of Mists do Sandman.
- 1:52Eu recomendo muito. Do mesmo cara, do Neil Gaiman,
- 1:57eu cruzei mais tarde, por recomendação do meu grande amigo
- 2:00Heitor Coelho, com o livro Deuses Americanos.
- 2:04E ali a gente vê que tem deuses bem específicos também, de
- 2:09deuses de fato objetivos ali do mundo, mundanos quase, tipo o
- 2:14deus da mídia, o deus da tecnologia, etc., E são deuses
- 2:20com ligações muito claras com a cultura norte-americana e com a
- 2:23cultura ocidental moderna. E eles estão ali, lutando por
- 2:29relevância no mundo moderno, inclusive alguns deuses
- 2:33esquecidos, antigos, hoje em dia já irrelevantes e escanteados,
- 2:39depois de começarem a perder fiéis e a fé do povo e o
- 2:43respeito do povo. Um exemplo disso é o Mad
- 2:47Sweeney, que é um exemplo foda. Ele é um deus das antigas, ele
- 2:51era rei na mitologia irlandesa, que misturava as duas coisas, a
- 2:56esfera política com a esfera mitológica.
- 3:00Dele derivou a lenda desse rei guerreiro que ficou louco por
- 3:05conta de uma maldição e passou a vagar pela terra.
- 3:09E o Gayman retrata ele como um andarilho, bebom, porradeiro,
- 3:13que faz uns bicos à sombra do que já foi, lutando pela
- 3:19sobrevivência mesmo dos dias de hoje.
- 3:22Por outro lado, ele ainda retém alguns dos seus poderes, como um
- 3:27lepechon, ele mexe com a sorte, ele tem uma moeda de ouro que
- 3:32traz sorte ou azar, dependendo de como ela é usada, e ele usa
- 3:36isso a seu favor nas suas interações com outras entidades.
- 3:44Os deuses não gostam de pessoas que não trabalham muito.
- 3:49Pessoas que não estão ocupadas o tempo todo podem começar a
- 3:55pensar. Elas podem começar a fazer
- 3:59perguntas. Por que eu estou aqui?
- 4:03Qual o propósito da vida? Existe algum sentido nisso tudo?
- 4:09Por que Deus acha tão importante que eu passe... um tempo ali
- 4:14acordado procurando o lugar certo para colocar uma pequena
- 4:17continha passando ela por um pedaço de cordão.
- 4:22Embora os deuses não respondessem esse tipo de
- 4:25pergunta, os sacerdotes o faziam.
- 4:29Eles diziam coisas como Deus tem um propósito grande para você.
- 4:35Embora, é claro, isso não possa estar totalmente claro agora,
- 4:39fique tranquilo. Ele tem um plano para você.
- 4:44E isso parecia satisfazer a maioria das pessoas que voltavam
- 4:49ao trabalho sabendo que, em algum lugar, os deuses estavam
- 4:55dirigindo as coisas e garantindo que tudo daria certo no final.
- 5:07Mais tarde, meus caminhos se cruzaram com os de um cara aí
- 5:11chamado Diogo Nogueira, que vocês já devem ter ouvido falar.
- 5:15O Diogo me apresentou, entre outras coisas, o DCC.
- 5:20E esse jeito todo especial que esse jogo tem de trabalhar os
- 5:23deuses, né? E ele trabalha os deuses de uma
- 5:26forma que dialoga muito com essa história de deuses menores,
- 5:31porque... eles atendem os humanos, ou não, mas eles de
- 5:36certa forma estão disponíveis, eles estão mais presentes do que
- 5:40os deuses de D&D. Os deuses de D&D eles dão
- 5:43aquelas dádivas lá, você consegue fazer as magias, mas é
- 5:46meio que aquilo, não tem formalizado nenhuma relação,
- 5:50nenhum jeito de se relacionar muito com os deuses, ainda que
- 5:53esparsamente em outros livros você pode encontrar algumas
- 5:56fontes No livro básico ali não se diz muito como interagir a
- 6:00partir dos deuses, a não ser através das magias e talvez do
- 6:03alinhamento. O DCC trabalha isso de um jeito
- 6:06mais presente na vida. Ele traz o deus mais pra junto,
- 6:11como um deus menor faria. Com o DCC, você toda vez que vai
- 6:16fazer uma magia, você joga um D-Vinte.
- 6:17E é uma súplica que você faz ao Deus.
- 6:20E pode ser que ele vá ficando cada vez mais puto com você, a
- 6:25ponto de que vai ser mais fácil você receber a desaprovação do
- 6:31seu Deus e ele mandar você pagar uma penitência difícil, alguma
- 6:34coisa assim, do que ele deixar você fazer a magia e conceder a
- 6:38graça. Isso é muito maneiro.
- 6:41E eu fiquei curioso com esse tipo de fantasia.
- 6:43Então eu fui lá, a partir do DCC, eu fui pesquisar o appendix
- 6:47N do Terry Pratchett, do Elric, o Lankman, né?
- 6:49O Terry Pratchett, muito por tabela, né?
- 6:52Mas o Elric, o Lankman, esse tipo de coisa que o Gagex lia
- 6:56pra fazer o AD&D, né? Ele lista isso.
- 6:59E o Terry Pratchett, por tabela também, o Heitor Coelho, grande
- 7:02amigo meu, me apresentou também o Discworld e foi muito legal
- 7:06conhecer esse tipo de literatura, né?
- 7:10Nessa literatura, deuses grandes se relacionam com deuses
- 7:14menores, mais acessíveis, disponíveis ali.
- 7:18E eles precisam dos humanos para servirem como joguetes ali com
- 7:22outros deuses em briga por relevância.
- 7:26É assim que eles escalam nessa hierarquia.
- 7:28Podem ser deuses de objetos aleatórios ou de conceitos
- 7:32menores, esperando alguém formar um culto em torno deles para que
- 7:37eles ganhem relevância. Então você tem ali o deus da
- 7:39ressaca, a deusa do ralo da pia da cozinha, o deus dos
- 7:43cachorros, que tem poderes especificamente caninos ali e
- 7:47que tem suas prioridades crípticas para a maioria dos
- 7:50humanos ali, para o entendimento humano.
- 7:53Isso me lembrou também, durante a minha pesquisa, de deuses
- 7:56menores, mas do panteão que a gente vê nas culturas do
- 8:01passado, como por exemplo, do Império Romano.
- 8:04Você tinha o Janu, deus romano das portas, da transição, das
- 8:09dualidades, e ele tem uma função toda especial.
- 8:14Por analogia, as pessoas acabavam suplicando a ele por
- 8:18começos e encerramentos, por portas abertas, por superar
- 8:22obstáculos, ou até para sair de determinadas situações, ou até
- 8:26mesmo para que uma porta se abra literalmente.
- 8:29Resolvendo esses problemas menores dos seus fiéis, os fiéis
- 8:33espalham a palavra, puxam mais gente e acaba que ele ganha
- 8:37alguma relevância, pelo menos no sentido das portas e vai, de
- 8:41repente, engrandecendo ali a sua presença.
- 8:44E aí daí, um dia, visitando o próprio Diogo na casa dele, eu
- 8:47vi uma cópia de um livro chamado Perigodes.
- 8:51É um livro feito pela comunidade old school portuguesa.
- 8:55role-playing community, que é chamada de ORC, e tem disponível
- 8:58gratuitamente na internet. É muito legal isso.
- 9:01Você consegue até imprimir on-demand, mas o PDF é gratuito,
- 9:05liberado. Teve um esforço ali de gente bem
- 9:08renomeada hoje até na comunidade USR, mas que se juntou e reuniu
- 9:13muita gente para construir Esse grande compiladão de pequenos
- 9:18deuses, de deuses insignificantes ali.
- 9:21E eles têm um trabalho de pegar e de construir ali poderes
- 9:25básicos pra esses deuses, né? Definir o que são os poderes
- 9:28básicos, como por exemplo... poder de fazer a magia command,
- 9:32poder de fazer a magia de compreender línguas, de detectar
- 9:35alinhamento, de fazer um gate, um portal dimensional, por
- 9:40fazer, de repente, por colocar ali uma tarefa inegável por
- 9:44parte do fiel. ou até teleporte, mas isso é o que todos têm em
- 9:49comum. Mas você vai ver ali que eles
- 9:52começam a trazer essa ficha básica desses pequenos deuses, o
- 9:57que é muito interessante e muito valioso.
- 10:00Como se isso não bastasse, você tem prefácios e pós-fácios.
- 10:03Os prefácios, eles vêm falando ali de como usar melhor esses
- 10:06deuses, é muito interessante as dicas que eles dão.
- 10:10E também tem ali até prefácio da Jane de Quay, né?
- 10:15E autora do Caverns of Thracia e de outros materiais, Dark Tower
- 10:19e tal. E ela comenta como é que foi
- 10:21participar ali do ciclo de construção dos Dildates and
- 10:25Demigods e aqueles livros clássicos da Judd's Guild que
- 10:29abordavam esse tipo de coisa lá nas antigas.
- 10:31Então é legal ver como esse compilado aí tem uma curiosidade
- 10:35histórica até a respeito da produção da comunidade de RPG
- 10:39Old School, né? E traz coisas novas da
- 10:42comunidade mais recente. Bom, a gente ali na ficha de
- 10:48cada deus, a gente tem ali setores, né?
- 10:50O nome, o portfólio dele e os aspectos que ele reza, que ele
- 10:54rege. O símbolo, como é que é o
- 10:56símbolo desse deus, o alinhamento dele, o movimento,
- 10:59armor class, HP, isso tudo, né? Ataque, dano, save and throw,
- 11:03moral. Mas tem também o tesouro que ele
- 11:06carrega, o XP que ele dá, como se fosse um monstro, né?
- 11:09E a descrição. Muita gente vai falar, ah, mas
- 11:11pô, isso é o deus com a ficha, é mais pra gente botar como se
- 11:15fosse mais monstro. É e não é, né?
- 11:18Você pode usar só como mais um monstro, mas ele é bem poderoso
- 11:21e fora isso tem coisas muito interessantes ali, os deuses são
- 11:25muito interessantes por si só. Tem ali várias possibilidades, é
- 11:29uma lista de A a Z gigantesca. Você tem ali, por exemplo,
- 11:32Avigiri, que é o deus pequeno do apodrecimento ordenado.
- 11:37Ele é o grande andarilho, ele anda pelos planos e pelas
- 11:40realidades, tomando notas e testemunhando os fatos e o fim
- 11:44das coisas. Onde ele está, nada escapa, suas
- 11:47anotações. E se alguém aborrece ele, ele
- 11:50pode, de repente, remover essa pessoa dos anais da existência,
- 11:54anotando no bloquinho dele. É muito maneiro.
- 11:57Você tem o Hacker Cup, por exemplo, que é pura zoeira.
- 12:01É o deus menor do soluço. e a sua forma ali é meio goblin
- 12:06azul, e ele dança pelas vielas das cidades à noite,
- 12:09amaldiçoando algum transeunte incalto, eventualmente, com a
- 12:13maldição do soluço. Especialmente, sei lá, noivos no
- 12:17dia do casamento, um rei que vai tomar posse, alguma coisa assim.
- 12:21E ele é evitável, ficando de cabeça para baixo, ou colocando
- 12:25uma chave pendurada em frente à sua porta de casa, que tem a ver
- 12:27com essas... superstições de como evitar o soluço.
- 12:30Muito criativo, muito interessante.
- 12:33E entender que isso pode eventualmente entrar na
- 12:35aventura, que seja pelos jogadores clamando por ele por
- 12:38algum motivo, ou pelo mestre mesmo colocando isso em alguma
- 12:42construção, algum problema, algum desafio.
- 12:44De repente isso pode ficar muito interessante.
- 12:46Você tem também, sei lá, Meladmin, que é o deus menor da
- 12:49burocracia. Você tem o Manguaça, que foi um
- 12:52cara chamado Brian Walker que criou, mas deve conhecer algum
- 12:55brasileiro aí. fala português, que é manguaça, vocês devem
- 12:59imaginar que deus é esse. Você tem o deus mico, que é o
- 13:02deus do óleo queimado, que é bem apropriado para o Final Fantasy.
- 13:05Você tem um deus menor chamado Quantum Ogre, ou seja, o ogro
- 13:09quântico, que é o inevitável deus menor, ogro da frivolidade,
- 13:14da incerteza. É muito maneiro.
- 13:16Fora isso, fora essa lista incrível de deuses menores, você
- 13:21tem ali uma lista de minions, cavaleiros e servidores desses
- 13:26deuses menores. Você tem exemplos de cultos.
- 13:30Você tem itens divinos incríveis, muito curiosos.
- 13:33Você tem também uma lista de magias.
- 13:36E ainda tem um pós-fácil ali, por exemplo, com o texto do M.A.
- 13:41Barker, que é o cara do Tecumel. E tem um texto muito bom que ele
- 13:46fala sobre criar uma religião no seu tempo livre para sua
- 13:50diversão e lucro. É muito maneiro, ele fala sobre
- 13:53essa coisa de criar, né? Já tinha bastante gente, o
- 13:56Worldbuilder ali no início do hobby, e o Barker certamente é
- 13:59um deles, ele fala sobre isso nesse pós-fácil.
- 14:03E tem também exemplos de ganchos e contos de fantasia de Sword
- 14:08and Sorcery ilustrando esses deuses menores no pós-fácil, o
- 14:12que é muito maneiro. Eu sou realmente apaixonado
- 14:15nesse conceito, nesse livro. E para aproveitar essa amizade
- 14:19que eu tenho com o meu guru no RPG, hoje a gente vai conversar
- 14:23com o Diogo Nogueira sobre esse assunto desses deuses menores,
- 14:27esses deuses mesquinhos, insignificantes, esses
- 14:31Pettigods. E aproveitar e trocar ideias
- 14:34sobre o jogo que o Diogo Nogueira está desenvolvendo com
- 14:37esse tema. Vamos conversar desse presente
- 14:41mal acabado. Café com dança, cara!
- 14:53Bom dia, amigos do Café com Dungeon.
- 14:55Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 14:57favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 15:00Meu nome é Rafael Balbi e hoje o meu café foi torrado e moído
- 15:03pela deusa do café, que assume a forma de uma ovelha negra e
- 15:07pelas suas próprias tetas, ela verte a bebida mais especial
- 15:11para a sua manhã com o nosso podcast de RPG.
- 15:13Então, se você quer amanhecer bebendo um café especial,
- 15:16gostoso como o meu, vá lá em ovelhanegracafés.com e utilize o
- 15:20cupom CCD, que é o cupom PROVINTE.
- 15:23Se você quiser cupons melhores ainda, aí você pode se tornar
- 15:26assinante do Café em apoia.se barra Café com Dungeon, que você
- 15:30vai ter aí descontos progressivos.
- 15:33Além disso, participa de sorteios de quase dois quilos de
- 15:36café por mês. Além disso, como se não
- 15:40bastasse, tem acesso a estudos, treinamento, conteúdo extra.
- 15:46Pô, é muito maneiro e tenho certeza que você vai curtir.
- 15:49E também outros parceiros aí, cupons de outros parceiros,
- 15:52materiais de outros parceiros sendo sorteados.
- 15:54Tenho certeza que você vai curtir, principalmente porque
- 15:57tem um grupo de Telegram, onde a galera costuma debater e trazer
- 16:00muitas ideias e muitos links e muita riqueza. de discussão na
- 16:05comunidade do Café com Dungeon, que você vai fazer parte.
- 16:07Então, apoia.se barra Café com Dungeon.
- 16:10Vamos para o episódio? Vamos lá.
- 16:12Mas antes, ler enquete. No último episódio, a gente
- 16:19perguntou para a galera o que achou da capa, a gente fez uma
- 16:23mudança na capa no episódio sobre conversando sobre RPG e a
- 16:28gente fez uma mudança que já vinha acontecendo de botar uma
- 16:30capa em vez de texto uma capa só de imagem a gente perguntou pra
- 16:34galera o que achou da mudança foi um pouco apertado até, mas
- 16:37no fim das contas, sessenta e nove por cento das pessoas
- 16:40disseram que preferem somente o número do episódio com a imagem
- 16:43atrás em vez do título por escrito Então é isso aí,
- 16:48interessante. Obrigado por participar, gente.
- 16:51E também agradecer aqui o Marcos Gonçalves e o Vinícius Carvalho
- 16:54que mandaram respostas nos nossos comentários.
- 16:59Mas eu vou ler especificamente aqui alguns comentários do Cobb,
- 17:02do Bruno Cobb, que mandou Eu tive o privilégio de ter
- 17:04aprendido o RPG junto com esse ritual de conversa no final.
- 17:08E isso foi essencial na minha formação, não só como jogador,
- 17:11mas como ser humano. Aprecio demais o elogio
- 17:14profissional e digo que muito dessa habilidade de mestragem
- 17:19foi desenvolvida justamente através das conversas sobre RPG.
- 17:23Aliás, uma das que mais mudou minha vida foi o nosso papo no
- 17:26episódio do Velho Testamento, ou seja, do Café com Dungeon
- 17:30primeira temporada. Saber dar e receber críticas é
- 17:34ouro e nisso você é mestre, Balbusson.
- 17:36Belo episódio, Shiran, um abração.
- 17:39Ou se cobre. Meu camarada de RPG dojo, tamo
- 17:43junto. Cara, realmente faz muita
- 17:45diferença, né? A gente ter esse ritual
- 17:47estabelecido de sempre fazer feedback no fim da sessão.
- 17:51Muito bom. O Yuri Tavares Pacheco falou o
- 17:55seguinte, sobre a primeira pergunta, eu gosto do jeito
- 17:58atual das capinhas. Na segunda, meu grupo não
- 18:01conversa muito após as sessões. Trocamos algumas palavras e cada
- 18:04um vai para o seu lado, talvez por causa da vida corrida do
- 18:07formato online. Isso nos faz falta, pois é ótimo
- 18:10conversar sobre RPG depois das sessões.
- 18:13Como você e o seu grupo organizam essa conversa final?
- 18:16Pode compartilhar dicas para tornar o feedback construtivo e
- 18:20agradável para todos? Posso sim, Yuri.
- 18:22De forma geral, pelo menos em Bergota, a gente deixa ali pelo
- 18:26menos meia horinha de fim de episódio ali, de fim de sessão,
- 18:32para a gente conversar a respeito.
- 18:34E ali eu faço um feedback solto no início, a gente pergunta o
- 18:38que a gente quer, só não pode perguntar e aí gostou, a gente
- 18:41pergunta qualquer outra coisa, mas passado isso a gente deixa
- 18:45ali um esquema de feedback estruturado, como se chama no
- 18:48mundo corporativo aí, e a gente faz um esquema de stars and
- 18:52wishes, ou seja, cada pessoa diz o que mais gostou na sessão,
- 18:54qual o destaque que dá na sessão, e o que pode melhorar na
- 18:58sessão, ou o seu desejo para as próximas sessões.
- 19:02Isso ajuda bastante, e pelo menos se a galera está muito
- 19:05corrida, não é o ideal, você não conseguir socializar, mas se a
- 19:09galera está muito corrida, vale a pena fazer isso aí, que já dá
- 19:12ali uma conversa, já introduz alguns assuntos e já traz alguns
- 19:16insights, beleza? O Gabriel Chilante sempre
- 19:20pergunta ao terminar da sessão e peça aos jogadores comentários e
- 19:25críticas, abrindo espaço para que me digam o que acharam. e
- 19:29surgiram mudanças no método de mestragem.
- 19:31O que acho curioso é que em alguns casos os jogadores me
- 19:34revelam não gostar dessa pergunta por não quererem
- 19:37respondê-la, mas por não quererem ver mudanças sugeridas
- 19:43sendo implementadas em jogos subsequentes e isso quebrar a
- 19:47imersão. Para ter como elogio, esses
- 19:50jogadores não queriam lembrar que estavam jogando um jogo.
- 19:53Cara, eu acho que é saudável, de forma geral, a gente lembrar que
- 19:56está jogando um jogo, sabe? Eu entendo que a imersão existe,
- 19:59que existe esse espaço da gente... se aprofundar na
- 20:04experiência do jogo, mas ao mesmo tempo existe uma segurança
- 20:08e existe até uma coisa inevitável que é a gente
- 20:11entender que está jogando um jogo e que a gente vai ter que
- 20:14lidar com isso. Principalmente por quando a
- 20:17gente começa a entender que existe uma pessoa pensando o
- 20:21jogo além de jogando a todo momento.
- 20:24Então, o que eu te sugiro nesse ponto é que você seja mais
- 20:28investigativo. Em vez de abrir espaço para
- 20:30eles, pode ser até que tenha gente que fique acanhada de
- 20:35fazer críticas ou fazer sugestões, em certos momentos,
- 20:40em outros spots que eles adoram, e falam que não tem nada para
- 20:43mudar e tudo mais, com franqueza, mas o legal é você
- 20:47fazer investigações. Você está mestrando e você tem
- 20:50ali uma consciência sua de que você não está, de que você está
- 20:53jogando, que não é sua vida ali no jogo.
- 20:56E isso pode fazer você mudar seus próprios comportamentos,
- 21:01entender seus próprios comportamentos, entender pontos
- 21:03de melhora. E aí você fazer perguntas
- 21:05específicas para eles, tipo, gostou da aventura?
- 21:08Em vez disso, pergunta, o que vocês acharam daquela interação
- 21:12com o mago? Eu fui muito sintético?
- 21:16Vocês acham que eu podia ter explorado melhor a personalidade
- 21:19dele? Vocês acham que foi muito duro
- 21:22aquele combate? Vocês acham que foi inverossímil
- 21:25em algum momento? Enfim, fazer esse tipo de
- 21:28pergunta ajuda você a melhorar nos pontos que você
- 21:31conscientemente está percebendo que você pode melhorar durante a
- 21:34sessão e isso vai fazendo uma autoconsciência.
- 21:37Então eu te recomendo aí. Beleza, Gabriel?
- 21:40Valeu. Então vamos lá para o episódio.
- 22:03Se tem uma coisa que eu sei, é que subestimar o desconhecido
- 22:06pode ser fatal. A tempestade que viemos
- 22:09investigar no litoral de Santa Catarina não é nada do que eu
- 22:11imaginava. Naufragamos logo na primeira
- 22:13noite. Minha garganta queimava, o sal
- 22:16corroendo cada gota de ar que eu tentava respirar.
- 22:19Eu tragava uma dor cruel a cada afogamento, um desespero
- 22:22esmagador. Eu quase apaguei, quase não saí
- 22:25dessa. Acordei na costa de um cemitério
- 22:27de naufrágeos. Debaixo de uma chuva torrencial,
- 22:30minha visão embaçada pela areia e pelo sal.
- 22:34O som do mar se misturando aos ecos e estralos dos destroços
- 22:37fantasmagóricos. Um aviso das profundezas que
- 22:39tentamos desafiar. Cada pedaço de fuselagem é uma
- 22:43história de desespero. Esse lugar, essa ilha perdida,
- 22:47guarda mistérios que podem ser mais sombrios do que qualquer
- 22:50coisa que já enfrentei. Aqui é Laura Muniz de Moura e
- 22:54esse é o relato do início da minha investigação dos mitos de
- 22:57Atlântida. E aí, sobrevivente, está
- 23:10preparado para a estreia da próxima temporada?
- 23:12Está preparado para encarar o Everest do RPG?
- 23:16Não é só um desafio ao Final Fantasy, é o maior dos desafios
- 23:20ao Final Fantasy, só para verdadeiros sobreviventes mesmo.
- 23:24A estreia da temporada vai ser amanhã, sexta-feira, às treze,
- 23:27um dia perfeito para o início da nossa investigação.
- 23:30Se você tem coragem para enfrentar o desconhecido e
- 23:32explorar os segredos mais profundos, acessa bit.ly barra
- 23:37mitos de Atlântida e entra no nosso grupo de Telegram, lá você
- 23:40vai poder encontrar uma mesa, se juntar a nós para desbravar os
- 23:43mitos de Atlântida. Eu sou um deus, criatura
- 24:02ridícula! Então, eu tô aqui com o meu
- 24:08grande amigo e guru do RPG, Diogo Nogueira.
- 24:12Fala aí, cara. Bem-vindo, beleza?
- 24:14Que isso, Paulo. Um grande prazer estar aqui.
- 24:17Você é o maior exemplo do aprendiz que supera o mestre,
- 24:20né, cara? O teu podcast vem profundamente
- 24:23em umas paradas de design que eu fico assim, caraca, o cara tá
- 24:27estudando pra caralho. É.
- 24:29Não posso negar que estou estudando, mas, pô, cara, sempre
- 24:32muito legal poder trocar ideia contigo, porque eu tenho uma
- 24:34inspiração. E, bom, acho que todo mundo que
- 24:38ouve Café com Dungeon sabe o quanto que foi importante aí nos
- 24:42meus estudos de RPG. Então, tamo junto.
- 24:45Cara, o tema de hoje é Pettigods.
- 24:49Pettigods, né? Pettigods.
- 24:51Pettigods, é. Cara, a pronúncia, a parada que
- 24:56eu falo no podcast, o pessoal fala, ah, eu não falo muito
- 24:59inglês e tal. Cara, mesmo a galera que fala
- 25:01inglês, cada um fala de um jeito diferente.
- 25:03Então, foda-se. O cara é da Austrália, o cara é
- 25:07do Canadá, os Estados Unidos, o cara é da Irlanda, cada um fala
- 25:10de um jeito. Então, fala Patty Goddard, Patty
- 25:13Goddard, fala o que for. Alguém reclamou do meu inglês lá
- 25:16no teu podcast, cara? Não, ninguém ama.
- 25:18Ah, então tá bom. Ótimo.
- 25:21É, então, o Perigodes, inclusive foi a primeira vez que eu vi o
- 25:25Perigodes, foi lá na tua casa, aí na tua casa.
- 25:28E eu fui atrás, porque era uma edição feita pela comunidade, e
- 25:36aí eu entrei em contato com esse...
- 25:38Com esse tema, né? E aí, cara, obviamente a gente
- 25:41vai descobrindo, vai lendo o livro e vai vendo outras coisas
- 25:43e vai descobrindo as origens desse conceito, dessas ideias de
- 25:48deuses menores, small gods, né? Como tem no Terry Pratchett e
- 25:54aparece em Lankman. Ou seja, deuses... pequenos,
- 25:58deuses menores, são um tema que aparece bastante em Sword and
- 26:03Sorcery e até tem um apêndice que eles falam que várias
- 26:06culturas do mundo tem deuses menores também.
- 26:09Mas, cara, conta aí, como é que foi o teu momento de você
- 26:14descobrir esse mundo de deuses menores?
- 26:18Como é que você entrou em contato com isso?
- 26:19Como é que foi para você essa descoberta?
- 26:22Cara, eu acho que o contato foi talvez nesse livro também, mas
- 26:25eu já tinha alguma vivência de ver os contos de Nankama, né?
- 26:30Primeiro tem aquele conto do deus do jarro, né?
- 26:33Que o Farfad acaba meio que sendo um avatar ali e tal.
- 26:38Mas tem outras histórias que contam essa visão de ter aqueles
- 26:43deuses pequenos ao redor de um tabuleiro meio que controlando
- 26:46os mortais, tentando fazer alguma coisa, né?
- 26:49Isso aparece também em Discworld.
- 26:53E é uma coisa de literatura de espada e feitiçaria que aparece
- 26:58em vários autores, essa menção desses pequenos deuses que estão
- 27:03tentando alcançar um espaço maior ali, talvez, no panteão,
- 27:07ou uma influência maior no mundo mortal, e eles são, geralmente,
- 27:11são deuses de coisas esquisitas, por exemplo, o deus do jarro, ou
- 27:14o deus da água, do esgoto, são coisas...
- 27:20Das lâminas enferrujadas. É, das lâminas enferrujadas,
- 27:23algumas coisas esquisitas, assim, né?
- 27:26E aí eu fui lendo sobre isso, me inspirando, comecei a ler muito
- 27:32o Discworld, então esse aspecto que é um pouco engraçado, esses
- 27:38deuses tentando fazer essas coisas, e aquilo foi me
- 27:40inspirando muito até eu querer brincar mais com isso, que a
- 27:44gente estava falando e tal, num jogo que eu comecei a
- 27:46desenvolver, que o foco é justamente...
- 27:49Essa questão dos deuses pequenos e a influência deles nos
- 27:51mortais. Eles tentando conseguir aquela
- 27:56influência maior, um espaço maior no mundo.
- 27:58Que em Lankman é representado por aquela Avenida dos Deuses,
- 28:01né? Que... os deuses menores estão
- 28:05lá do início da avenida, perto da zona portuária, tem só umas
- 28:09coisas meio acabadas, uns altares meio abandonados, e
- 28:11quanto mais seguidores, mais poderoso a divindade fica, né,
- 28:15mais influente, ela vai conseguindo igrejas ou templos,
- 28:18até chegar numa catedral ao lado do forte ali do Overlord, da
- 28:23cidade, ou coisa assim. Isso é muito legal, né, cara, a
- 28:27gente pensar que, assim, na vida real, na história do mundo, se
- 28:32você pegar, sei lá, a Bíblia eles falam do momento em que
- 28:37você tem aquela arca que reúne, né?
- 28:41A marca da aliança. Ela reúne ali vários deuses, né?
- 28:45Tipo, é como se você tivesse um momento ali em que você reúne
- 28:49vários povos, cada um com seu credo e todos se unem no mesmo
- 28:53credo ali, único, né? E cada povo com seu... com seu
- 28:57Deus, com sua crença, cada um chama a deidade de um nome, e
- 29:02acontece isso também em povos diferentes dos povos que deram,
- 29:06nos povos monoteístas, nas religiões monoteístas, Pequenos
- 29:12povoados têm seus próprios deuses, esses deuses acabam se
- 29:15relacionando mais com os temas que eles estão, sei lá, aquela
- 29:18população ali pesca muito. Mesmo africana tem o santo para
- 29:23tudo, tem o santo do não sei o que, tem o santo do não sei o
- 29:25que lá, é uma gambiarra para incorporar isso aí também.
- 29:30E tem uma coisa muito particular desses deuses, é que a gente
- 29:33pensa, mas por que diabos? Eu vou me importar ou me
- 29:36importaria num mundo fictício? O que eu me importaria com o
- 29:41deus da ferradura? Ou com o deus da lâmina cega?
- 29:48Uma coisa importante desses deuses é que eles são menos
- 29:51ocupados. Os deuses te ouvem mais, eles
- 29:56estão mais próximos de você. Então existe esse...
- 30:00A demanda deles é menor, então eles conseguem estar mais
- 30:04presentes ali nos seus fiéis. Isso é uma coisa do jogo também,
- 30:09que é exatamente isso. No jogo eu tô pensando, o
- 30:13jogador em si vai ser um deus menor e o personagem dele, que
- 30:16geralmente tem um personagem no jogo de RPG... vai ser um dos
- 30:19escolhidos daquele deus, né? Então, aquele personagem vai ter
- 30:22acesso mais fácil, talvez, a alguma intervenção divina, a
- 30:25favor divino de você, da sua esfera.
- 30:28Tudo bem que a sua esfera vai ser um pouco limitada, talvez,
- 30:30da lâmina enferrujada, mas você pode, talvez, quando o cara for
- 30:33enfrentar um guarda, conseguir fazer que a lâmina do guarda
- 30:36esteja enferrujada, entendeu? Então, vai te ajudar ali, de
- 30:39certa forma, né? Conta pra galera do teu jogo,
- 30:42cara. Conta aí das gêneses desse jogo,
- 30:44como é que foi a... Porque eu cheguei a jogar uma
- 30:46versão... antiga desse jogo. Já mudou, já mudou um bocado,
- 30:52assim, eu tô explorando maneiras diferentes, porque quando a
- 30:55gente jogou, eu tava fazendo um sistema muito parecido com o
- 30:58Primal Quest, que é um sistema que eu tô trabalhando hoje em
- 31:01dia, né, fazendo coisa pra ele. E...
- 31:05Mas hoje ele tá com uma pegada um pouco diferente, né, é um
- 31:08sistema próprio. Como é que é o nome que ele tá
- 31:10atualmente, é o mesmo? É, Petty Gods and Playthings,
- 31:13né, que seria os deuses mesquinhos e suas marionetes,
- 31:16né. Porque...
- 31:18Porque é meio que isso, né? Quando a gente joga RPG, é meio
- 31:21que um meta-RPG, né? Porque a gente joga RPG, a gente
- 31:26senta numa mesa, cada jogador faz seu personagem e joga.
- 31:30E de certa forma, olhando pra isso, né?
- 31:32Até uma brincadeira que eu falo, que eu gosto muito de comédia,
- 31:35de stand-up, então tem um comediante que brinca muito com
- 31:38a meta-linguagem da comédia, que é o Bo Burnham.
- 31:41E eu falo que, cara, eu sou inspirado… Meu game design tá
- 31:45sendo inspirado por stand-up, né.
- 31:47E eu acho que tem muita similaridade, aliás, eu tô
- 31:48falando assim. Porque o mestre do RPG, né, ele
- 31:52tem ali… Prepara alguma coisa, mas ele vai improvisar na hora.
- 31:55Tanto pro stand-up também, ele prepara suas piadas, mas na hora
- 31:58ele tem que lidar com a reação da galera, né.
- 31:59Então eu acho que tem muita similaridade, tentar surpreender
- 32:02e tal. Mas enfim, a questão do jogo,
- 32:05né. Você faz o seu personagem, você
- 32:07controla ele e vai fazendo as suas aventuras.
- 32:08E eu pensei, bem… Por que não os jogadores em si fazerem parte do
- 32:13jogo? Pegar essa meta, o meta-jogo que
- 32:16fica fora do RPG. Ah, Afonso, tenta atacar o cara
- 32:19aí. Pô, vou gastar um pontinho aqui
- 32:20pra fazer não sei o que. E trazer isso pro jogo.
- 32:23E esses jogadores em si que estão ali sentados na mesa.
- 32:26Serem os deuses que estão manipulando ali os personagens,
- 32:30os aventureiros, aquelas pessoas que são importantes na história,
- 32:35né? E se você se basear nessas
- 32:36histórias de Lankman, do Discworld, que menciona esses
- 32:41deuses, que protagoniza esses deuses nessas histórias, eles
- 32:45estão ali meio que controlando os mortais, fazendo jogadas,
- 32:47tentando... né, aumentar a sua influência, eu pensei, então,
- 32:51vou fazer os jogadores, trazer eles pra dentro do jogo, eles
- 32:53vão ser deuses do jogo, vão ser deuses pequenos, deuses
- 32:56mesquinhos, né, esses deuses menores, e toda essa questão de
- 33:01conversar ali, ou gastar ponto, manipular o jogo, né, fazer
- 33:04alguma influência, vai ser uma intervenção divina, vai ser, né,
- 33:08alguma coisa ali de alterar o destino, alguma coisa, E os
- 33:12personagens em si vão ser personagens aventureiros e tal.
- 33:15Mas, diferente de outros jogos, como eu tô fazendo essa
- 33:20brincadeira com o poder da divindade, né?
- 33:22Eles não vão ter um atributo força, destreza, blá blá blá,
- 33:26cara, porque isso aí é só uma ilusão que os mortais criam para
- 33:30achar que eles têm alguma influência no destino deles, mas
- 33:34não tem. O destino deles está traçado
- 33:36pelos deuses, então os pousados na verdade eles têm um dado de
- 33:38destino e vão ter umas características para modificar o
- 33:41dado de destino, né? E aí a brincadeira do jogo é
- 33:44você brincar com esse dado de destino, ele funciona meio que
- 33:46como um pouco do negócio do dado de uso, né, você consegue
- 33:49utilizar ele até que você, seu destino se rompe ali e ele vai
- 33:53descendo até o seu destino estar cerrado, uma coisa ruim ou uma
- 33:57coisa boa, né. então a brincadeira do jogo é essa ser
- 34:02uma aventura de RPG na verdade é pra ser influenciado por um
- 34:07Ancabar então a ideia é ser centrada em aventuras urbanas,
- 34:10uma aventura numa grande cidade que assim como o Ancabar tem
- 34:13aquela rua dos deuses, então vocês como Pera e God, vocês vão
- 34:16ter os altares de vocês lá, os jogadores, mas eles começam com
- 34:19coisas pequenas, um altarzinho ferrapado ali no início da rua,
- 34:25e à medida que o jogo vai passando e você vai ganhando
- 34:28fagulas divinas, que seriam os pontos de experiência, você pode
- 34:31ou investir melhorando os seus escolhidos, ou comprando mais
- 34:35influência, ou criando feriados, superstições, fazendo milagres
- 34:39talvez, ou também aumentando os seus seguidores, a sua igreja, a
- 34:42sua fé, até que você consiga chegar Uma grande catedral,
- 34:46coisa assim, né? É um perigodes sim, né?
- 34:51É, basicamente isso. E a ideia é brincar com essa
- 34:54coisa de também conseguir outras esferas de influência, né?
- 34:57E ter esses dois jogos, né? Você joga como Deus, como
- 35:01jogador, mas você joga como personagem ali também, o seu
- 35:04escolhido, pra tentar ter uma influência no jogo, né?
- 35:08É, isso é muito comum, né, cara, esses deuses menores, eles agem
- 35:12através desses humanos, né, dessas marionetes, como você
- 35:15botou. Isso a gente vai ver na
- 35:17mitologia grega, a gente vai ver, de forma geral, eles
- 35:20precisam desse material humano, né, pra fazer.
- 35:24Isso leva a uma coisa, em termos de design, que eu acho muito
- 35:27curioso, que é o seguinte, é... A gente discute muito, a Forge
- 35:33discutiu, o SR tem sua proposta, de forma geral, como a gente
- 35:37lida com um personagem que não é a gente, obviamente, mas que é
- 35:43parte da gente, de certa forma, também.
- 35:44A gente lida ele como um proxy, como uma coisa que é muito
- 35:48próxima, quase um caverna do dragão, ele é a nossa versão ali
- 35:51dentro do mundo de jogo, ou ele é... um ser autônomo, um ser
- 35:57completamente diferente da gente, né?
- 35:59E aí a gente meio que tem que buscar mecânicas para tentar
- 36:03simular essas... Essa autonomia, né?
- 36:07É, exatamente, essa autonomia, esse conhecimento diferente do
- 36:10nosso, todo esse metajogo, esse espaço de metajogo.
- 36:13Tudo bem, a gente sabe que os jogos planam entre esses dois
- 36:16lados, mas você propõe uma terceira coisa, né?
- 36:18que é o jogador ao mesmo tempo, ele é Deus manipulando, é esse
- 36:22Deus, você traz essa carga, né, é esse Deus pequeno manipulando
- 36:26esse fantoche, então você estabelece uma terceira
- 36:28proposta, que não é nem o seu proxy ali dentro, né, não é a
- 36:33sua representação ali dentro, e nem é um ser autônomo, ele é a
- 36:36tua marionete, né, cara, isso tem muitas implicações
- 36:40interessantes, né. É, é isso que eu tô falando,
- 36:43brincando com essa linguagem do jogo também, né, eu tô querendo
- 36:47explorar realmente o que é um jogo de RPG e como você pode
- 36:50brincar com essa questão do jogo dentro do jogo, explorar isso,
- 36:54né. E como é que você enxerga essa
- 37:01mudança de instância no teu jogo?
- 37:03Não sei se chegou a pegar as duas coisas e botar na mesma
- 37:10sessão, ou se são sessões diferentes?
- 37:12Como é que funciona essa... Então, atualmente, a ideia
- 37:16atualmente é fazer quase como... inspirado por um grande jogo do
- 37:21Jason Mortensen, o Fiasco, eles vão ter fases.
- 37:24Então tem a fase que você começa ali, você pode gastar alguma
- 37:27coisa para apostar, como Deus e tal, para investir.
- 37:30E aí tem o primeiro ato ali, você jogar com a tua marionete.
- 37:34Aí vai ter, acontece alguma coisa, tem um intervalo e você
- 37:37pode intervir ali, como Deus, fazer alguma coisa.
- 37:39Tem tipo atos, ato do plaything, e aí a intervenção ali do...
- 37:48E também o mestre do jogo é um representante dos grandes deuses
- 37:51também, né? Porque uma das brincadeiras do
- 37:55jogo, a regra, o manual de regras é meio que escrito por um
- 37:59deus intermediário explicando a regra do jogo dos deuses para os
- 38:02deuses menores. E ele fala que assim, cara, tudo
- 38:05é feito para favorecer os grandes deuses, né?
- 38:08Quem é que quer essas regras? Então se você tiver como
- 38:10manipular elas por seu favor, você tenta e tal, não sei o que
- 38:13lá. Mas aí também tem isso, o...
- 38:16O mestre de jogo, ele é até a figura do overlord da cidade,
- 38:19como o governador da cidade, mas o governador da cidade, como nos
- 38:23regimes absolutistas, o rei, não sei o que lá, ele é um
- 38:26representante dos deuses. Então ele representa os grandes
- 38:29deuses. Então se você começar a intervir
- 38:31muito, você tem um risco de atrair a atenção dos grandes
- 38:35deuses e eles te punirem de alguma forma, fazer uma
- 38:37intervenção contrária. Então tem esse jogo, que termina
- 38:40um ato e fala assim, quanto vocês gastaram?
- 38:43Vamos ver se vai acontecer alguma coisa.
- 38:45Então tem essas intervenções que vão acontecendo.
- 38:48Você tem que crescer o máximo possível, mas ainda assim ficar
- 38:51abaixo do radar, né? É, tem essa.
- 38:54Porque os grandes deuses não querem ter competição.
- 38:56Não querem que um deus menor chegue lá, né?
- 38:58Quer que você se mantenha ali, porra.
- 38:59Tem essa hierarquia, né? Sim, muito bom.
- 39:03Porque tem um pouco dessa... Vem um pouco dos nossos valores
- 39:07também nessa parada do... Dos poderosos, né?
- 39:10Tem essa crítica de manter o status quo.
- 39:13Então tem uma alusão meio que isso no próprio jogo, né?
- 39:17E você tá tentando quebrar um pouco aquilo ali, né?
- 39:22Porra, muito bom, cara. E, tipo, você tem algum setting
- 39:27em vista, assim, uma coisa meio Sword and Sorcery mesmo,
- 39:30aplicado pra isso mesmo? Ou tem um pouco mais de
- 39:32variedade? Como é, tipo, sei lá, você
- 39:34pensou em outra coisa? Como a maioria dos meus jogos,
- 39:36ele tem várias tabernas pra você gerar.
- 39:38Você pode criar o seu próprio deus, do jeito que você quiser,
- 39:40mas ele tem umas tabernas pra você criar ali algumas coisas
- 39:43que vai dando um tema já pro jogo, né?
- 39:45Ele é um jogo de espada e feitiçaria, né?
- 39:47Mas ele tem... Você pode ser deus da ansiedade,
- 39:49por exemplo... Pode ser o deus do ateísmo
- 39:53também, né? Coisas assim, entendeu?
- 39:56Mas a ideia, o jogo principal acontece, sim, a tributo rola
- 40:00dados e rola para os mortais, é um dado destino.
- 40:03Os deuses mães vão usando essa parada da fagulha divina para
- 40:06manipular o dado destino, para fazer alguma intervenção, fazer
- 40:10alguma coisa da esfera dele acontecer de forma meio
- 40:12narrativa também, né? É...
- 40:16Ele é um jogo que mexe um pouco, fica ainda nesse meio do jogo
- 40:21aventureiro, um jogo meio narrativo, né?
- 40:24Talvez um dos mais hoje em dia, até porque tem essa influência
- 40:26do fiasco, talvez. Então, aí tem essa fuga pra além
- 40:31do Sword Sorcery, ou é uma coisa que fica mais focadona no Sword
- 40:35Sorcery? Embora o sistema, agora que você
- 40:39falou, eu pensei, cara, podia fatalmente ser um jogo, como a
- 40:42gente tava falando da série A do Caos, né, hoje em dia, ser um
- 40:45jogo de hoje em dia de ter esses deuses e você tá com um mortal
- 40:48aqui. É, eu fiquei pensando nisso.
- 40:49Como o sistema dele é um pouco narrativo, assim, você tem o
- 40:52dado do destino, como eu falei, você não vai rolar força,
- 40:55destreza, dano da espada, não sei o que lá.
- 40:58O seu personagem é definido pelo dado de destino dele e pelas
- 41:02características que ele tem, como se fossem os aspectos de
- 41:04Fate, que é a coisa que eu falo de tags e tal.
- 41:07Claro que alguns itens especiais vão te dar alguns dados extras,
- 41:11né? Vão alterar o seu destino,
- 41:13porque um item mágico altera o seu destino de alguma forma.
- 41:16Então, além do seu dado de destino, você vai ter o dado do
- 41:17item mágico, alguma coisa assim. Faz uma espada normal, uma
- 41:20espada normal, por exemplo. E poderia ser alguma coisa no
- 41:23mesmo sentido... trabalhar num cenário hoje em dia funcionaria
- 41:28perfeitamente, eu acho também. É, é.
- 41:31Você falando assim, eu fiquei viajando de que podia, sei lá,
- 41:34até futurista, até sei lá, várias loucuras em cima disso,
- 41:38né? Agora, a galera que, tipo... que
- 41:42segue você, que curte o seu trabalho de USR assim, é uma
- 41:46parada que você tá derivando um pouco da USR indo para um
- 41:49caminho, para outros caminhos, explorando outras coisas, como é
- 41:51que você vê esse seu momento assim em relação ao que que você
- 41:55tem explorado em game design, quais são seus baratos, o que
- 41:58que você tá trazendo de influência e de experimento
- 42:03mesmo para o teu jogo atualmente?
- 42:06É, então, o próprio Primal Quest hoje em dia já é um pouco
- 42:09diferente, né? Ele usa parada de dados, né?
- 42:12Ele tem essa coisa de sucesso com...
- 42:15Degris de sucesso, né? Você pode ter um sucesso com
- 42:18consequência negativa, uma consequência positiva.
- 42:20Ele usa... Desde o meu primeiro jogo, né?
- 42:23O Espada Desafiada já usa essa coisa meio...
- 42:26Do aspecto de fate, de certa forma, né?
- 42:29Da vocação, do conceito, essas coisas.
- 42:32Tem um pouco de build forward, né?
- 42:35É, eu... Eu não sou muito purista, assim,
- 42:38nesse tipo de coisa, né? Eu lembro daquelas discussões do
- 42:41teste de atributos. Falei, cara, tudo faz.
- 42:44Tudo se quiser. Eu vou mais pelo que funciona.
- 42:48Eu faço o jogo que funciona pra mim, assim.
- 42:50É um jogo que eu quero explorar. Esse lance do teste de atributos
- 42:53ligou um triplex na cabeça da galera, velho.
- 42:56É. E esse jogo talvez seja um dos
- 43:00mais... Assim, o conceito básico do jogo
- 43:03veio de uma coisa do ACR, que é o dado de uso, né?
- 43:05Então, todo mundo começa com um dado de destino de D-XII e...
- 43:11De um... De um a três... vai dar alguma
- 43:15coisa ruim, e você, na verdade, dois e três, você consegue, mas
- 43:19com consequência negativa, um é falha total, mas de um a três
- 43:23você cai pro próximo dado, e o resto você consegue, dando o
- 43:26valor máximo, você ganha uma fagula divina também.
- 43:30Acontece uma coisa boa. Então é bem simples o sistema
- 43:34nesse sentido, a não ser no combate, que na verdade você
- 43:36compara o seu dado destino com o dado destino do oponente, e aí é
- 43:40essa mesma coisa, ou falha, ou consegue, ou não, e tem os
- 43:42críticos. Então isso é bastante básico,
- 43:45mas fora isso tem a questão dos tags, vão ter cinco aspectos,
- 43:51que por exemplo do personagem vai ter quem é você de verdade,
- 43:57a sua essência, que aí pode ser um cara, eu sou um... saqueador
- 44:03destemido, um saqueador sarcástico, sei lá.
- 44:06Tem a máscara, que é o que você é no dia a dia, né?
- 44:09Porque a ideia do jogo também é que os personagens já têm...
- 44:12As sessões só rolam... As sessões acontecem...
- 44:15Cada sessão é uma noite, entendeu?
- 44:16Então, é... Você tem um day job e a sua
- 44:20essência de noite você sai pra fazer as suas coisas, procurar o
- 44:22seu destino, né? E aí quando você foi tocado por
- 44:25um Pedigodes, você foi prometido uma glória, né?
- 44:28Então você tem um aspecto com a glória que o que o Deus prometeu
- 44:32a você aquele que derrotou o demônio não sei o que lá se isso
- 44:41for vantagem pra você estar enfrentando um demônio, você
- 44:43pode ganhar uma vantagem com aquilo ali, mas você tem também
- 44:47um doom uma perdição que as vezes você sonha com aquilo,
- 44:51quando você se envolveu com os deuses, os outros deuses juntam
- 44:54contra você então qual vai ser a sua perdição engomido pelo
- 44:58abismo, alguma coisa assim E tem mais um que agora eu não estou
- 45:04lembrando o que é, mas... Tem mais um, talvez seja um
- 45:09racionamento, alguma coisa assim.
- 45:11Mas tem todos esses aspectos que você pode aumentar o seu dado,
- 45:14diminuir o dado, ou ganhar um dado a mais, né?
- 45:17Isso é muito bom, cara. Isso é muito bom porque, tipo...
- 45:19Uma das coisas mais doidas que eu...
- 45:22Sei lá, você vê essas histórias da mitologia grega... ou de
- 45:28mitologia de forma geral, que você tem essa coisa do herói,
- 45:31que ele é abençoado por um deus, ou ele é um semi-deus, mas é que
- 45:37ao mesmo tempo que você é agraciado por um deus, meio que
- 45:41os outros às vezes lutam contra você, e o quão assustador é você
- 45:44ter deuses atrás de você, deuses contra você, isso é muito louco
- 45:49também, então você ter esse aspecto negativo, ele tem muito
- 45:53potencial dramático, né cara? É, sim, sim.
- 45:57Eu acho que dá pra fazer... O pessoal que prestar atenção
- 46:02nas histórias, se envolver com essas histórias, dá pra puxar
- 46:04muita coisa do que acontece nelas, assim.
- 46:07E ter essas rivalidades, né? Eu vi aqui, o que tá faltando é
- 46:13o talento, né? Seria uma mobilidade especial,
- 46:16que você sabe ou não, não sei o que lá.
- 46:19Mas eu vendo aqui, por exemplo, os deuses que eu tinha, você
- 46:21pode ser deus dos patos, deus das pulgas...
- 46:24Deus dos humanos mágicos, Deus de pombo, aí tem Deus de farpa,
- 46:31que é a farpa do dedo, sabe qual é?
- 46:33Mexendo prada de madeira, Deus da poça, porque poça é pequena,
- 46:38não só pode ser o Deus do oceano, mas pode ser o Deus da
- 46:40poça, entendeu? Deus do soluço, Deus do dedo do
- 46:46meio, entendeu? É, isso é muito legal, cara.
- 46:50Uma coisa que esse livro, o Perigodes, ele tem na introdução
- 46:56mesmo, ele tem alguns prefácios ali de gente que trabalhou em
- 47:01publicações antigas da TSR, sobre Deus e tal, até da Janet
- 47:06J. Quay, né?
- 47:07E é muito legal a gente ler esse material dessas pessoas e ver
- 47:15como é que elas entendem isso em jogo.
- 47:19E uma das pessoas aqui, não lembro quem é agora, mas fala
- 47:24que... Cara, você pode...
- 47:28Você tem o deus menor ali das portas, que é uma entidade que
- 47:33tem duas faces, como uma porta, né?
- 47:37E você pode falar, porra, foda-se, o deus tem duas faces
- 47:40que representam a porta. Mas quando você estiver fugindo
- 47:44de uma turba enfurecida e você tiver que abrir aquela porta, se
- 47:48você clamar o deus da justiça, pode ser que ele não te ouça.
- 47:52Mas você clamar pro deus da porta...
- 47:56De repente ele abre a porta pra você, né?
- 47:58Isso é muito legal de ver em jogo, né, cara?
- 48:00E, tipo, ainda mais se você tiver desse lado aqui também,
- 48:04né? Se você, tipo, você é o outro
- 48:06deus e de repente você negocia ali com o deus da porta pra ele
- 48:08abrir a porta pro teu herói, né? Tipo, isso é muito bom, cara.
- 48:13É, é uma brincadeira desse tipo mesmo, né?
- 48:15E um dos desafios, como pensei, né?
- 48:18Uma das coisas da USR que é muito legal é essa coisa do
- 48:22player skill, né? Então a ideia também é isso,
- 48:25como são deuses de coisas meio absurdas, assim, cara, como você
- 48:29vai usar essa esfera de influência do seu deus pra você
- 48:32conseguir alguma coisa no jogo? Como você vai usar isso pra
- 48:35fazer uma intervenção, pra criar alguma coisa?
- 48:37Mesmo sendo essa parada narrativa de gastar um pontinho
- 48:40pra criar uma situação, né? Como você vai usar isso mantendo
- 48:44a esfera do seu deus, né? Sim.
- 48:47Aí é um dos desafios aí do play skill, né?
- 48:50É, total, total. E isso é uma coisa interessante
- 48:53também, que, assim, eu lembro quando a gente se conheceu, né,
- 48:56cara? E eu, porra, eu conheci teu
- 48:59blog, a gente começou a trocar ideia e eu fui jogar contigo
- 49:02DCC. E DCC eu acho que foi assim foi
- 49:07a minha porta de entrada para tudo sobre a sorte.
- 49:10A partir dali eu comecei a pesquisar melhor e entender
- 49:13melhor e caí dentro desse assunto todo.
- 49:16E DCC trabalha legal com esse lance de súplicas e tudo mais.
- 49:20Tipo você é clérigo no DCC você faz ali o teu teste para ver se
- 49:25você consegue. E aliás esse sistema de súplicas
- 49:30do DCC é muito bom. Você pode fazer a magia. mas
- 49:33conforme você vai falhando, o teu dado de desgraça perante o
- 49:37seu Deus vai aumentando, né? E isso é muito legal, porque
- 49:40traduz muito esse lance do herói, do teu herói ali, do teu
- 49:45boneco, do teu, sei lá, do teu infeliz ali, vai fazendo as
- 49:50súplicas dele até o ponto em que Cara, é literalmente mais fácil
- 49:57você importunar o teu Deus que você tá pedindo do que ele te
- 50:01atender. E essa coisa da súplica e de
- 50:04você eventualmente poder perturbar o teu Deus e ele te
- 50:08falar, cara, agora só com penitência que eu te atendo, é
- 50:11uma textura muito gostosa de jogar, né, cara?
- 50:14Tipo, tu teve aí teus... Não sei se você ainda joga DCC,
- 50:17mas você teve certamente teus anos... pesado de DCC, né?
- 50:21Como é que foi essa tua trajetória aí com o DCC e os
- 50:27Small Gods? Ah, cara, foi mais ou menos...
- 50:33Eu gostei muito de jogar Lank, mas também que não tem...
- 50:35Não tem... Clérigo, né?
- 50:37Mas... O DCC é uma influência até hoje,
- 50:41né, cara? Eu sou apaixonado pelo jogo.
- 50:43Eu acho que é um dos melhores jogos da USR.
- 50:47Ele é muito bem trabalhado. E até hoje eu continuo
- 50:51consumindo o material dele. Eu não tenho jogado mais tanto,
- 50:54mas tem me dado uma vontade, assim, porra...
- 50:57Porra, uma campanhazinha de DCC, cara, faria muito bem.
- 51:01E ele faz muito bem essa brincadeira, essa questão do
- 51:03dado, né? E remete um pouco pra essa
- 51:05questão do que eu tô fazendo no dado do destino.
- 51:07Ele brinca com essa cadeia de dados, né?
- 51:09O dado aumentando, o dado decaindo ali, e a desaprovação,
- 51:13né? E sorte também, né?
- 51:15É, da sorte. Tem uma coisa também que é muito
- 51:20relevante, que é o alinhamento, né, cara?
- 51:21Não sei se você vai trabalhar com alinhamento no teu jogo, mas
- 51:26esse lance de... O alinhamento, ele parece uma
- 51:28ordem... Até o DCC, ele frisa isso, né?
- 51:31De que o alinhamento é uma ordem geral, cósmica das coisas, e que
- 51:35não é muito claro, principalmente até pros
- 51:38personagens dos jogadores, o que é aquilo, né?
- 51:41Então, você vê um item... que tá dando mole ali, de repente
- 51:44aquele item parece um item mágico, uma parada assim, e
- 51:47aquilo pode despertar a vontade do jogador de pegar e tal, mas
- 51:50aí ele é de um alinhamento diferente do teu, né?
- 51:53E aquilo começa a trazer um aspecto de jogo e de ficção
- 51:58muito interessante, porque você tá pegando um item, às vezes,
- 52:01que é abençoado por um deus que tem um plano praquilo, mas você,
- 52:06de repente, por ser de outro alinhamento, tem toda uma...
- 52:09Uma questão, você pode até se puder, porque você é de outro
- 52:12alinhamento, ou se você for do alinhamento dele, você começa a
- 52:15tomar certas tarefas, você começa a se embrenhar nesse
- 52:21plano divino, e isso é muito gostoso de jogar, né, cara?
- 52:24É, maneiro. E você, de um jeito ou de outro,
- 52:28você tá trazendo esse aspecto pro jogador mesmo colocar, né?
- 52:33Ele é, ao mesmo tempo, ele é o arco e a flecha nesse ponto.
- 52:35Ele é o ser humaninho ali, correndo e lutando contra as
- 52:40paradas e pegando esses itens e se dando mal.
- 52:42Então você também é o Deus por trás dessa maquinação, né, cara?
- 52:47Como é que você enxerga esse lance de mexer com a ordem
- 52:50cósmica das coisas? Tem alinhamento?
- 52:53Tem alguma estrutura por trás ou é soltão?
- 52:57É, o jogo não trabalha muito com o negócio do alinhamento não,
- 52:59até porque nas histórias que mais inspiraram ele, né, o
- 53:03problema de Lank, o problema de Scourge, não fala muito dessa
- 53:05parte de alinhamento, né? É mais os interesses dos deuses,
- 53:09né? Cada um dos deuses tem seus
- 53:10interesses e... Mesquinhos e tudo mais.
- 53:14É, não tem meio que facções, assim, ah, o bem contra o mal,
- 53:18ou uma coisa assim, né? É mais cada um por si, Deus por
- 53:23todos. Deus por todos, né?
- 53:26Sim, sim. Com licença, meus caros.
- 53:32Terei eu ouvido direito? Vocês estão em busca de ouro e
- 53:36glória? Pois eu posso lhes ajudar.
- 53:39Meu nome é Almir Cego e eu estou nessa taverna há algum tempo,
- 53:43ouvindo histórias de bravura e coragem de aventureiros que
- 53:46passam por aqui. Eu posso lhes falar sobre o que
- 53:49está para além da gaiola, as ruínas deixadas pelos antigos,
- 53:53as planícies de nuvens negras, a floresta do vento infinito, a
- 53:57lenda do messias élfico ou até mesmo o que está aqui dentro.
- 54:01Os mistérios sobre as sombras das torres douradas sobre as
- 54:04nossas cabeças. Meu preço?
- 54:07Ora, eu só peço para que, ao retornarem, vocês contem suas
- 54:11histórias para mim. É a forma que eu tenho de ver o
- 54:14mundo novamente, pelas histórias de aventureiros valorosos como
- 54:18vocês. Trema, a gaiola dourada, é um
- 54:26jogo de RPG de mesa aberta, no sistema Caves Hexes, usando o
- 54:30estilo oil fantasy e o modelo Arslud.
- 54:33Vem explorar os ermos corrompidos pela estranheza,
- 54:35cheios de tesouros e oportunidades.
- 54:38Ou venha caminhar pelas ruas de Trema, cheias de perigos e de
- 54:41segredos. Os habitantes da última cidade
- 54:44do mundo aguardam por você. Que tal ver o que tem para além
- 54:48da gaiola? Eu sou um deus, criatura
- 55:05ridícula! Estava vendo também um lance
- 55:10de... De deuses menores no mundo real,
- 55:15né? Como eu falei ali atrás.
- 55:17E aí tem o lance de que muitas vezes os deuses menores se
- 55:21atrelam a deuses que têm um aspecto semelhante, um pouco
- 55:25mais amplo. De que, sei lá, o deus da
- 55:30justiça Pode ter junto dele o deus da sentença, que tem junto
- 55:35dele o deus da injustiça, que tem junto dele o deus da...
- 55:40E aí você vai espiralando. E aí, na vida real, os deuses
- 55:47têm esse lance da cultura indiana, da cultura hindu, que
- 55:51tem muito... uma variedade muito grande.
- 55:54Muitas vezes você tem templos ali que tem deuses menores
- 55:57dentro do templo de um deus maior, né?
- 55:59Como é que é essa coisa da hierarquia?
- 56:01Como é que você pensou em trabalhar esse tipo de coisa,
- 56:04assim, dentro da rua até, que você trouxe?
- 56:07Como é que você... É, a questão eu meio que dividi
- 56:12em... Seria meio que tiers, né?
- 56:16Ainda tá muito no começo ainda do game design e tal, mas tem
- 56:20uma questão do... mais caro, né? Você começa com um altar
- 56:27pequenininho, aí você pode crescer pra uma shrine, né?
- 56:31Como se fosse uma pequena igrejinha, assim, né?
- 56:34Você pode depois chegar pra uma igreja, depois pra um templo, e
- 56:38aí pra uma catedral, né? E aí depende de quantos você vai
- 56:40gastando aquilo ali, né? Quantos você vai conseguindo
- 56:44investir de fagulha divina naquilo, né?
- 56:47Mas, é... Eu tô pensando em fazer, de ter
- 56:52slot, né? Espaços.
- 56:54E como você vai ter que, talvez, tirar algum deus daquilo ali pra
- 56:59você conseguir chegar lá, né? E como vai ser essa disputa aí.
- 57:03Mas ainda não cheguei nessa parte.
- 57:04Tipo Druida, né? No AD&D, né?
- 57:05É, tipo a parada do Druida, né? É, e de repente pode ter uma
- 57:09coisa de você abrigar um deus menor.
- 57:12Tipo, você crescer um pouco. E aí você abriga um deus
- 57:15menores, assim. Pode ser legal também, né?
- 57:16Tipo... Você vai formar um bom...
- 57:20É altar, shrine, capela, igreja e aí catedral.
- 57:24E aí quanto mais você consegue evoluir, você começa a ter
- 57:26algumas coisas a mais também, né?
- 57:28Você pode criar fatos no mundo, ter mais seguidores ou criar
- 57:34leis dentro da cidade, né? Alguma coisa assim.
- 57:37E como é que você mede essa relevância?
- 57:39Você falou de pontos de pagulha, mas tem a ver com o secto, o
- 57:46quanto as pessoas estão seguindo, são fatos relevantes
- 57:50na história? Como é que objetivamente você
- 57:53está medindo essa escalada? Então, o ponto de fagulha vai
- 57:59ser o XP, mas vai ser a moeda do jogo também.
- 58:01Então você pode ir gastando pra fazer intervenção ou você pode
- 58:04ir investindo pra conseguir coisas como ter uma nova
- 58:09marionete ou aumentar o dado destino de uma marionete ou
- 58:15criando fatos religiosos que podem ser um feriado, uma
- 58:23superstição... Um feriado é um pouco...
- 58:27Uma reza, alguma coisa assim, né?
- 58:29E quanto mais você vai investindo, quanto mais você vai
- 58:32investindo na sua... Porque você pode investir a
- 58:33folga divina nos seus playfins ou na religião, né?
- 58:38Quando você investe no Prefink, vai ficar mais fácil você
- 58:40conseguir fazer as coisas no jogo, né?
- 58:43Porque o Prefink é que você não pode agir diretamente no mundo,
- 58:46e isso é uma das regras das grandes divindades, pra garantir
- 58:49que os deuses não vão conseguir as coisas.
- 58:52Então pra você dar melhor no jogo, você tem que investir no
- 58:55Prefink, mas pra você evoluir a tua fé, pra você conseguir fazer
- 58:58mais coisas, você tem que investir na tua religião.
- 58:59Então tem esses dois lados, né? E quanto mais pontos você
- 59:03investe, mais seguidor você tem, e aí você começa a ter uma Vai
- 59:06ter uma catedral, vai aumentar o tamanho do seu altar, né, Nina?
- 59:10E você ganha fagulha com o que, exatamente?
- 59:14É... É como se fosse XP, fazendo as
- 59:17coisas da... Missões, assim.
- 59:20As missões, vão ter objetivos e tal, né?
- 59:23E toda vez que você rolar um crítico positivo, você ganha.
- 59:26Então, assim, se o seu dado destino cai muito, é mais fácil
- 59:30você conseguir fagulha divina também, porque se você tirar o
- 59:31resultado maior, você tem uma fagulha divina, né?
- 59:34Mas também você fica com risco de fazer...
- 59:38É, mas tem mais risco de dar merda também.
- 59:42Ah, maneiro. É, você tá no fio da navalha e
- 59:45você tem coisas mais espetaculares pra acontecer
- 59:47também, né? É, exatamente.
- 59:51As coisas ficam mais tensas, né? O jogo começa relativamente
- 59:54tranquilo, mas isso tem um pouco a ver com a história também, né?
- 59:57Você começa a ver esses contos, começa realmente tranquilo, e no
- 1:00:00final vai ficando cada vez coisa mais tensa, coisas acontecendo,
- 1:00:04e leva pra um final da aventura que fica...
- 1:00:07De certa forma, um pouco mais épico, né?
- 1:00:09Fica todo mundo mais tenso e coisas grandiosas acontecendo
- 1:00:12também. E combina muito com City Crawl,
- 1:00:14né, cara? Porque, tipo, a coisa do
- 1:00:17Hackstraw, por exemplo… Não faz muito sentido você imprimir uma
- 1:00:21espiral assim o tempo todo, toda a aventura.
- 1:00:24Mas no City Crawl, como é mais claustrofóbico, é uma coisa mais
- 1:00:27fechada, tem facções ali que estão disputando.
- 1:00:30Como é pra ser uma noite só, cada sessão é pra ser uma noite
- 1:00:33só. Então, quando tá chegando a luz
- 1:00:35do dia, quando os deuses grandes estão mais de olho nas coisas, a
- 1:00:39parada fica tensa e você tem que acabar ou vai ou racha, né?
- 1:00:44Caralho, muito bom, cara. E isso traz umas ideias, umas
- 1:00:47estruturas muito interessantes pra se utilizar até.
- 1:00:50Mesmo que você vá jogar um D&D clássico, um SR tradicional,
- 1:00:56alguma coisa assim, essas estruturas que você tá trazendo
- 1:00:58aí no teu jogo... no mínimo, são boas influências pra você tentar
- 1:01:02entender esse jogo dos deuses, né?
- 1:01:05Como é que eles funcionam entre si.
- 1:01:07É uma coisa que fica, às vezes, uma grande interrogação na
- 1:01:10cabeça dos mestres, né? Tipo, beleza, eu tenho um
- 1:01:12panteão, mas como é que acontece esse jogo interno do panteão,
- 1:01:15né? E quando você ludifica isso,
- 1:01:18você cria estruturas lúdicas ali em torno daquilo, aquilo passa a
- 1:01:21fazer mais sentido, né? Eu tô reunindo agora aqui, tem
- 1:01:25um tempo que eu não trabalho nele, e a ideia era ser escrito
- 1:01:29por um deus e ele tem muita coisa de piada, ele fica fazendo
- 1:01:31piada com a própria regra, e tem um pouco daquela parada do
- 1:01:35Munchkin, né, de roubar, tem como roubar no jogo?
- 1:01:38Tem, mas isso não pode ser visto, né, tem que fazer uma
- 1:01:41parada assim. Aí você tá nessa tua vibe agora
- 1:01:46de regras como brinquedos, né? É, é isso que eu fico pensando,
- 1:01:50e aí foi isso que eu pensei também, pô, se é um jogo dos
- 1:01:54deuses e tal, aquele primeiro playtest que você mandou do
- 1:01:57Primal Quest, você tinha atributo físico, atributo mental
- 1:02:00e tal, eu falei, porra, mas vou brincar então, eles estão
- 1:02:03brincando com o destino desses caras, então não vou tirar isso,
- 1:02:06vou botar um dado de destino, né, e a fagona divina, como é
- 1:02:12que eu vou fazer a intervenção, essas coisas, né.
- 1:02:16Maneiro. E, cara, aproveitando que você
- 1:02:18tá aqui, né? Como é que é esse lance aí?
- 1:02:20Como é que é essa ideia de... A gente pode até fazer um
- 1:02:23episódio mais tarde falando de regra e tal, de uso de regra,
- 1:02:27né? Mas como é que é esse lance da
- 1:02:29regra como brinquedo? Só introduz pra galera aí.
- 1:02:32Então, é... A ideia surgiu com um papo com o
- 1:02:37John Wick na convenção que eu fui no Arizona, né?
- 1:02:40Falando de game design e tal. E...
- 1:02:44E eu falo assim, cara, eu penso em regras, num game design hoje
- 1:02:47em dia, meu jogo vai ser sobre o quê?
- 1:02:49Vai ser sobre, sei lá, corredores mutantes num mundo
- 1:02:55pós-apocalíptico? Legal.
- 1:02:57E o que é maneiro nesse mundo? O que seria legal?
- 1:03:00Imagina que o seu jogo fosse um playset de Lego, né?
- 1:03:04Quais seriam as pecinhas? O que seria legal de você
- 1:03:06brincar com aquilo ali? E pensar num jogo que, assim,
- 1:03:10pensar na regra como se fossem esses brinquedos de Lego.
- 1:03:11O que você quer brincar? O que você quer manipular ali?
- 1:03:14Pô, vai ser todo um monte de perícia, atributos, todo jogo
- 1:03:17vai ser assim? Não. esse jogo dos deuses,
- 1:03:20porque eu quero brincar com essa intervenção dos deuses, então
- 1:03:23tem que ter alguma maneira de fazer essas intervenções, e eles
- 1:03:27vão manipular o destino, então vou brincar com o que eu posso
- 1:03:30usar de destino, se for um jogo de pescaria, pensar, porra, o
- 1:03:34que eu vou brincar com aquilo ali?
- 1:03:36Talvez... Isso depende do que você quer
- 1:03:43manipular naquela linha. Um jogo de corrida, talvez, vai
- 1:03:46ter... Os principais atributos vão ser
- 1:03:48direção. Eu não vou ter perícia de
- 1:03:52história ou de um atributo, pô...
- 1:03:56Sei lá, né... carisma, não sei o quê.
- 1:03:59Talvez pode até ter um carisma ali pra conseguir fama, talvez
- 1:04:03pode ser popularidade, né? Você pensar ali no que vai ser
- 1:04:06importante naquele jogo, o que você teria vontade de brincar
- 1:04:09como um brinquedo ali mesmo, né? Manipular.
- 1:04:13Às vezes não precisa nem passar por atributo, né?
- 1:04:15Só pelo fato de a gente se amarrar de atributo.
- 1:04:18Tipo, ah, beleza, é um jogo de carro, então o que eu quero
- 1:04:22botar aqui é um jeito de fazer você... apostar em cima de
- 1:04:27prudência. É, prudência e, tipo, você ser
- 1:04:31extremamente, sei lá, ser bem agressivo ou ser prudente, né?
- 1:04:36Então, tipo, de repente, mexer com essas coisas faz mais
- 1:04:38sentido, né? Exatamente.
- 1:04:41Aqui no jogo, todo mundo faz um monte de hack, como é Rises and
- 1:04:45Feelings faz muito bem isso, né? Você escolhe duas coisas pra
- 1:04:48brincar, né? O meu RPG lá, o Cosmosauros, ele
- 1:04:53basicamente tem dois atributos. Tem o Cosmo, que é toda essa
- 1:04:56habilidade de fazer coisa de... relacionado a sua vocação, você
- 1:05:01é piloto, você é marine, você é não sei o que, toda parada
- 1:05:04técnica é o Cosmo, toda parada extintiva, né, ou bruta, ou
- 1:05:10mais... visceral, selvagem, visceral, vai ser o do Sauro,
- 1:05:14tem uma... Só atributo mais físico ali e
- 1:05:17tal, né? E você brincar com essas coisas.
- 1:05:19É, Cosmosaurus. É, só nesse tipo de coisa.
- 1:05:23E nesse jogo foi isso. Eu queria brincar com...
- 1:05:25E aí teve a mesma coisa das tags, né?
- 1:05:27O que eu vou buscar na tag? Pô, já que um deus tocou ele,
- 1:05:31vai vir a ter um destino glorioso ou um destino terrível.
- 1:05:34Então vai ter o Doom and Glory. E já como essa parada da noite e
- 1:05:38do dia, de dia ele finge que é uma pessoa normal e à noite ele
- 1:05:41não vai tentar ser o que ele quer ser, você vai ter uma
- 1:05:44essência e uma máscara. A máscara é o seu day job, a sua
- 1:05:47essência é o que você realmente é à noite.
- 1:05:49E o talento é uma habilidade especial ali, qualquer, mas...
- 1:05:53ter essas coisas, né, e já que é um Pedigodes, né, que eu vou
- 1:05:59brincar com isso aí, então eu fiz as tabelas de criação
- 1:06:01pensando nesse tipo de abordagem, então vai ser esses
- 1:06:04deuses, essas coisas absurdas, os da ansiedade, deuses da
- 1:06:07trickle-down economics, né, vai ser...
- 1:06:13Brincar com essas coisas que eu queria brincar, né, deixa isso
- 1:06:16claro no jogo pra pessoa ver a temática do jogo e brincar com
- 1:06:19aquilo ali, né. E é legal também, voltando para
- 1:06:24esse lance dos deuses menores, tem até essa coisa de você
- 1:06:30pensar em deuses menores a partir dos aspectos de metajogo
- 1:06:34que você tem. Por exemplo, você tem um deus
- 1:06:37menor que... É o deus menor que vai lá na
- 1:06:40dungeon e faz o restock da dungeon depois que os
- 1:06:43aventureiros vão embora. Tipo, como é que as portas são
- 1:06:48fechadas de novo? Como é que as portas precisam...
- 1:06:50Ah, cara, tem um deus menor que vai lá e remenda as portas
- 1:06:53depois que todo mundo arrebenta com tudo.
- 1:06:56Eles vão lá e reemendam, né? Ou tipo, sei lá, essas coisas
- 1:07:00que são às vezes furos da verossimilhança ou de coisas
- 1:07:04assim que você não tem muita explicação interna, você pode
- 1:07:08puxar esses aspectos divinos menores assim pra brincar em
- 1:07:12cima. Porque, pô, é isso, né?
- 1:07:14São deuses que estão se preocupando com coisas que os
- 1:07:16deuses maiores não vão se preocupar com certeza, cara.
- 1:07:20Isso é muito bom. Cara, no...
- 1:07:24No livro, né, no Pets e Gods aqui, tem uma coisa que eu acho
- 1:07:27interessante, que é a estrutura, né?
- 1:07:29Ele tem uma ficha pra cada deus, né?
- 1:07:33E a gente vê, assim, que... Tem um ditado aí da galera,
- 1:07:38muito do D&D das antigas aí, que fala que é, se tem ficha, ele
- 1:07:41morre. Como é que é isso no teu jogo,
- 1:07:46cara? Você mexe com...
- 1:07:48Tem alguma ficha? Tem alguma coisa assim?
- 1:07:50Tipo, de que é possível enfrentar?
- 1:07:53É possível que um humano enfrente ascensão à divindade?
- 1:07:56Esse tipo de coisa é uma coisa que você quer trabalhar?
- 1:07:59Ou não? É tipo, é outra esfera e a gente
- 1:08:01fica... É outra esfera.
- 1:08:04É outra esfera. É porque é assim...
- 1:08:08É proibido ter intervenção direta naquela mina.
- 1:08:11Se você... Tem como você botar algumas
- 1:08:13intervenções, botar um avatar, algumas coisas assim, mas são
- 1:08:16coisas mais indiretas, né? E como é que é a construção
- 1:08:19desse deus? Tem uma ficha?
- 1:08:21Tem, tem uma ficha. basicamente você vai preencher mais coisas
- 1:08:29em vez de numerais quantitativas, mas qualitativas
- 1:08:32o seu deus vai ter uma origem qual a origem dele ele é um novo
- 1:08:38deus é um newborn, é um novo god ou é um deus esquecido ou é um
- 1:08:43deus que foi punido e foi rebaixado a um perigod ou um
- 1:08:46deus alienígena, alguma coisa assim aí você vai ter os
- 1:08:49domínios da natureza e tal, você vai escolher O domínio
- 1:08:53principal, né? Das pulgas, ou da força, ou do
- 1:08:57ego, ansiedade, esse tipo de coisa, né?
- 1:09:01Do ateísmo, alguma coisa assim. Mas vai ter um tipo de doutrina,
- 1:09:04né? Como se fosse um... um
- 1:09:08mandamento, né? Toda a nação do Val você tem que
- 1:09:12fazer isso antes daqui. Você vai criar meio que um
- 1:09:14mandamento ali. E aí também outras coisas.
- 1:09:19Quando você explora esses aspectos dos deuses, você
- 1:09:24consegue inserir esse mandamento ou você ajuda um tipo de
- 1:09:28seguidor que você começa a conseguir tipo de seguidor
- 1:09:31inicial ali, que pode ser urges, né, como se fossem aquelas
- 1:09:34crianças de rua, ou pedintes, ou ladrões, ou assaltantes,
- 1:09:40contrabandistas, vários tipos de pessoas assim, né, de...
- 1:09:50Geralmente de reputações duvidosas, inclusive artistas,
- 1:09:52né? Mas a margem, né?
- 1:09:54É, a margem ali, né? E aí tem...
- 1:09:59Também fatos religiosos, você começa a criar um ensinamento,
- 1:10:02um lugar de adoração e tal. Quando você consegue inserir
- 1:10:06essas coisas no jogo, você ganha a partícula divina.
- 1:10:09Então, você vai meio que criando um...
- 1:10:13Não necessariamente uma ficha, mas uma descrição do seu deus
- 1:10:16com essas coisas. E essas coisas você insere no
- 1:10:19jogo pra você conseguir mais partir com a divina.
- 1:10:24Essa é a ficha dos deuses. A ficha do deus influencia como
- 1:10:26você consegue mais XP e o personagem é como você age no
- 1:10:32mundo, na verdade. Sim.
- 1:10:35É, cara, bem maneiro. E, bom, como é que tá a produção
- 1:10:39da parada? Você falou que tá tocando de vez
- 1:10:41em quando, às vezes você dá uma abandonada.
- 1:10:43Tem capa? Eu lembro que eu vi alguma coisa
- 1:10:45de capa. Tem uma capa.
- 1:10:47Essa é a minha estratégia antiga, né?
- 1:10:49De contratar alguém pra fazer a capa pra me forçar a fazer o
- 1:10:52jogo. Mas eu tô tendo que terminar
- 1:10:55algumas coisas do Primal Quest pra sair aí, que a gente tá um
- 1:10:59pouco enrolado. E finalmente tá saindo a revisão
- 1:11:02do Espada Desafiada, a segunda edição.
- 1:11:03Então eu tô trabalhando nisso. E quando terminar essas coisas,
- 1:11:06eu vou voltar pro Pedigods aí. Eu tô passando por um período
- 1:11:10meio difícil, que eu tô meio difícil de trabalhar, né?
- 1:11:16Tô tentando voltar aos poucos aí, mas tô trabalhando aos
- 1:11:19pouquinhos. A gente tem fases, né?
- 1:11:22E, cara, como é que é o lance do...
- 1:11:24Você falou aí de vários projetos, né?
- 1:11:26Tem o Primal Quest, tem a segunda edição, aliás, isso é um
- 1:11:31tema bom de a gente trazer também, a segunda edição do
- 1:11:34Espadas Afiadas. Conta aí da segunda edição do
- 1:11:37Espadas. É, cara, a segunda edição do
- 1:11:38Espadas é... É meio que trazer os passos
- 1:11:46afiados um pouco pra mais próximo do Solar Blades, por
- 1:11:49exemplo. Então, revisou todas as regras,
- 1:11:51juntou todo aquele material do addendo, botou umas aventuras no
- 1:11:55livro também. Muita tabela pra criar coisa,
- 1:11:58algumas regras opcionais também, atualização de muitas paradas.
- 1:12:02E é um livrão, né? Ou vai ser dois livros, talvez
- 1:12:06um livro do jogador e um livro do mestre.
- 1:12:09Mas um jogo bem completo, assim, né?
- 1:12:12A ideia é que esse livro... meio que escrito a cinquenta por
- 1:12:18cento também, que a gente deve trabalhar depois nele também.
- 1:12:22Ah, então vai vir um cenário aí. É, aquele cenário de antenas,
- 1:12:25né? Que é das antigas já, né?
- 1:12:28Das antigas, é. Bem das antigas.
- 1:12:31E, cara, qual é a ideia? Enriquecer?
- 1:12:34Vai ter alguma grande mudança? Pode falar?
- 1:12:37Então, o Espadas Afiadas, a primeira edição, que é o que
- 1:12:41saiu aqui, ele meio que usava todos os dados, né?
- 1:12:44Normais de D&D, né? A ideia é ele usar só D-Vinte e
- 1:12:47D-Seis, né? E... simplificar algumas coisas
- 1:12:52nele, mas ele é meio que uma atualização do sistema pra ficar
- 1:12:54mais próximo do que ficou sendo o Solar Blades e o Dark Streets,
- 1:13:00né? Ele é mais explicado, vai ter
- 1:13:03exemplos, ele vai ter uma sessão de mestre dando conselhos e tal,
- 1:13:07uma sessão explicando o que é espada e feitiçaria, como você
- 1:13:11trabalhar isso, como criar aventuras nesse estilo, né?
- 1:13:15Ele vai ser um jogo mais esmiuçado, assim, né?
- 1:13:19deve ser uma edição maior é, mais detalhado com exemplos com
- 1:13:25guidance, com conselhos é, a gente pegando a edição do Cosmic
- 1:13:31Blades and Solar Blades and Cosmic Spells é, eu complico as
- 1:13:36coisas ele é tipo, ele é uma edição tipo, é o que?
- 1:13:42é quatro vezes o tamanho, cinco vezes o tamanho do Sharp Swords,
- 1:13:46né cara? Então, tipo, é bem mais robusto
- 1:13:49mesmo. Mas é isso, não tem muita tabela
- 1:13:51pra galera. É, o sistema continua simples,
- 1:13:54mas ele tem muita ferramenta, basicamente é isso.
- 1:13:58É isso que eu ia falar, tipo, é um livro...
- 1:14:02O Solar Blaze é um livro que é imenso, mas ele tem basicamente
- 1:14:07muita ferramenta para você mestrar.
- 1:14:09Ele tem muita tabela, muito gerador.
- 1:14:12Você sai dali e consegue fazer uma aventura muito rápido.
- 1:14:15A partir dele, enfim, o... Os pá desafiados indo por esse
- 1:14:20caminho certamente é isso. Não é que ele vai inchar de
- 1:14:23regra, né? Se você tá ouvindo isso aí
- 1:14:24achando que vai vir um... Não, não.
- 1:14:28Uma apêndice de mil regras, não é isso.
- 1:14:30Na verdade é material de jogo pra ficar cada vez mais plug and
- 1:14:33play, né? Exatamente.
- 1:14:36Maneiro. E o teu outro projeto aí, como é
- 1:14:40que é? Você falou do Espadas Afiadas e
- 1:14:43o... Tem o Primal Quest, né?
- 1:14:47Vai sair um livro pra jogar só com o Dani, tem duas aventuras
- 1:14:51sendo trabalhadas nele e eu quero expandir ele com mais
- 1:14:54coisas até um dia lançar um livrão também, combinando a
- 1:14:58porra toda, né? mas ele tá sendo trabalhado aí
- 1:15:03também aos poucos e vai sair a adaptação dele pro Disco
- 1:15:05Essentials também, né, que é o Fire and Fangs é, então, isso
- 1:15:08que eu ia perguntar como é que essa coisa vai sair no Brasil,
- 1:15:11né como é que é o rolê Deve sair no Brasil também, saiu uma
- 1:15:15edição meio que abreviada com o financiamento do Old School
- 1:15:19Essentials, mas tem mais coisa pra, vai sair uma edição mais
- 1:15:23completa depois, né, eu tô terminando de botar as últimas
- 1:15:27coisas, tá faltando só umas ilustrações que a gente tá
- 1:15:29esperando, e aí terminando de agravação, deve sair lá fora,
- 1:15:33mas deve sair daqui depois também.
- 1:15:36É, e deu super certo, né? Você conseguiu várias
- 1:15:38colaborações, eu vi que tinha bastante gente curtindo e
- 1:15:44criando pro jogo, né? Algumas coisas, sim, né?
- 1:15:48O problema é que como eu demoro pra lançar as coisas, meio que o
- 1:15:51fôlego vai morrendo, né, cara? Talvez se tivesse uma equipe
- 1:15:54maior, ou se eu fosse mais disciplinado nisso aí, talvez o
- 1:15:58negócio desse mais certo, mas eu vou fazendo, produzindo no meu
- 1:16:03ritmo o que eu quero de Eu consigo.
- 1:16:08E como é que está aí a produção? Você estava com um podcast com o
- 1:16:12Pedro, com o Pedro Borges, no YouTube, fazendo vídeos no
- 1:16:17YouTube. A gente estava fazendo aos
- 1:16:18domingos. A gente estava fazendo aos
- 1:16:20domingos de manhã, mas começou a ficar ruim domingo de manhã, a
- 1:16:23gente deu uma parada. A gente está querendo baixar um
- 1:16:26horário para a gente conseguir fazer A ideia também é ser uma
- 1:16:29parada, ser um stream, né? Pra galera poder participar.
- 1:16:33Então a gente tá tendo que pensar aí que dia que vai fazer,
- 1:16:36que vai ficar legal pra galera conseguir participar.
- 1:16:38Porque domingo de manhã, às vezes, nem a gente queria fazer,
- 1:16:41então... Sim.
- 1:16:43É difícil. Mas, né, galera?
- 1:16:46Vale a pena ver. São dois game designers
- 1:16:49brasileiros aí de renome, de grandes entregas aí, de grandes
- 1:16:53sucessos. Então são papos deliciosos.
- 1:16:57E a gente tem abordagens bem diferentes, assim, sobre a
- 1:17:01parada dele. Eu tenho uma abordagem muito
- 1:17:02mais produto, eu tenho uma abordagem mais, não, isso é arte
- 1:17:06e tal, não sei o quê. Dá pra ver umas diferenças,
- 1:17:10assim, de olhar, né, cara? E é muito rico isso, velho.
- 1:17:14É muito legal ver vocês... exatamente, maneiro e o podcast
- 1:17:22também deu um sucesso brabo o Weird Games tá sendo bem legal
- 1:17:31fazer ele vai sair um episódio novo essa semana também e aí eu
- 1:17:35tô tendo que correr atrás pra marcar mais entrevistas que eu
- 1:17:37dei uma pausada esse último mês mas eu tenho que correr atrás de
- 1:17:42mais entrevistas pra fazer E também, cara, recomendadíssimo.
- 1:17:46Pô, assim, pra mim foi um dos maiores orgulhos que eu tive
- 1:17:49nesse meio, foi participar de um podcast com tanta gente, com
- 1:17:52tanto convidado foda, assim, né? Foi o Finch, foi a Marcia B, foi
- 1:17:56uma galera que eu sigo, que eu gosto, que tá lá, sacou?
- 1:18:01O Jason Morningstar. O Jason Morningstar, caraca, foi
- 1:18:04muito bom. A Kelsey John, do Shadow Dark.
- 1:18:07Cara, é muita gente boa, né, velho?
- 1:18:09E uma coisa muito foda é que você conseguiu...
- 1:18:12Joseph Ludman também, acho que foi, né?
- 1:18:15O Dark Master, né? É, o Dark Lord.
- 1:18:18Dark Lord, é. Muito bom.
- 1:18:21E esse rolê com o John Wick aí, cara?
- 1:18:23Vocês estão... Vocês tiveram...
- 1:18:25Ah, teve um com o John Wick, né? A gente ficou de fazer um...
- 1:18:28A gente ia fazer um podcast e a gente discordando nas paradas,
- 1:18:31mas meio que deu uma morrida aí. É...
- 1:18:35É muita coisa também. Eu fiquei empolgado por isso,
- 1:18:37velho. É, eu queria fazer, né?
- 1:18:39O Agree to Disagree. A gente tinha que...
- 1:18:41Agree to Disagree. Porra, eu...
- 1:18:43Assim, o... Para a galera que está ouvindo
- 1:18:46aí, a primeira vez que eu produzi conteúdo para a internet
- 1:18:50de RPG foi no blog, no ponto de experiência.
- 1:18:53Eu escrevi alguns artigos lá para o blog e um deles foi
- 1:18:57justamente trucando o John Wick naquele artigo dele lá, falando
- 1:19:03que o Tomb of Wars é a pior aventura de todos os tempos, né?
- 1:19:07E, cara, é uma coisa engraçada porque, de fato, o Diogo tem
- 1:19:12um... Pelo menos na época, assim, né?
- 1:19:14Era muito diametralmente oposto, né?
- 1:19:16Tudo que o John Wick pensava e o que o Diogo trazia, assim.
- 1:19:21E é muito doido ver, tipo, como no fundo, no fundo, cara, quando
- 1:19:25a gente tá falando de game design e de arte e de, enfim, de
- 1:19:29design em si, de produtos e não sei o quê...
- 1:19:32No fundo, essas diferenças são, às vezes, profundas, mas tem
- 1:19:38muita coisa em comum também, né, cara?
- 1:19:40Então, a gente dialogar com essas pessoas, a gente vai vendo
- 1:19:43que, obviamente, a gente vai ter pontos em que a gente discorda,
- 1:19:47mas que tem muita coisa interessante que conflui e
- 1:19:49conflui legal, né, cara? Como é que é essa experiência de
- 1:19:51você trocar ideia com tanta gente diferente que, às vezes,
- 1:19:55vai confluir, às vezes, vai discordar?
- 1:19:57Pô, eu acho que é enriquecedor, né, cara?
- 1:19:59Porque a gente sempre aprende alguma coisa nova, assim.
- 1:20:01Eu acho que mesmo... um jogo que você não gosta, vai ter alguma
- 1:20:09coisa que você vai aprender, ou mesmo que você vai aprender a
- 1:20:11não fazer, sabe? E...
- 1:20:14E assim, o John Wick, né, ele... Ele é meio provocativo de
- 1:20:18propósito, assim. Ele faz essas coisas de...
- 1:20:21Ele se diz um contrarian, né? Ele gosta do debate, do diálogo,
- 1:20:26né? Então ele até entende os outros
- 1:20:28pontos, assim, mas ele gosta de fazer debatido e ser um pouco
- 1:20:31polêmico, assim. Meio que uma brincadeira, né,
- 1:20:34cara? Mas a gente se entende muito
- 1:20:35bem, assim. A gente conversou... ao vivo lá
- 1:20:39no Arizona foi muito legal encontrar ele, sair pra comer e
- 1:20:43tal a gente se falou muito bem no podcast marcou de fazer essa
- 1:20:48outra coisa, mas acabou os horários, as coisas acontecendo
- 1:20:51na vida que impediu de correr mais atrás disso, mas é uma
- 1:20:55coisa que eu penso em correr atrás, falar com ele e ver isso
- 1:20:59mesmo É, cara, bem maneiro. Eu tive um contato com o John
- 1:21:04Wick também lá no... Já era, não era no Internacional
- 1:21:09não, já era o... Como é que é o nome?
- 1:21:12O Diversão Offline. Sim, sim.
- 1:21:15Que ele veio. E foi engraçado porque eu falei
- 1:21:18com ele assim, cara, fala aí pra mim, você guarda no teu armário,
- 1:21:22muito bem guardado, né, tua cópia do Tomb of Horrors, com
- 1:21:24certeza. Aí ele deu uma risada.
- 1:21:28Mas é engraçado, né, cara, porque é isso, você vê como é
- 1:21:32que o Tomb of Horrors, foi exatamente o que você falou, por
- 1:21:34mais que ele claramente não goste do módulo e da aventura,
- 1:21:39eu acho que no fim das contas, a gente olhando... texto dele a
- 1:21:44respeito disso, e até a produção dele, a gente vê como aquilo foi
- 1:21:48formador pra ele, né? E aquilo trouxe boas lições pra
- 1:21:52ele e tudo mais, então a gente aprende no diferente demais.
- 1:21:55A gente aprende no debate, a gente aprende em ser curioso,
- 1:21:59investigar, né, cara? Então isso é, pô, te agradecer
- 1:22:02aí por esses podcasts aí, porque realmente...
- 1:22:04E principalmente porque você traz um lado muito pessoal da
- 1:22:08galera, né, cara? Você conversa com o Jason
- 1:22:11Monstar, você conversa com o John Wick, você traz...
- 1:22:13Você pergunta se o cara tomou cogumelo, se o cara vê
- 1:22:15assombração. Eu acho isso incrível, cara.
- 1:22:18E foi um formato que deu muito certo, né, cara?
- 1:22:22Foi bem legal. O pessoal fala que dá uma
- 1:22:24humanizada nessas figuras, né? Que a gente, porra, caraca,
- 1:22:28deshumanizar, caraca, não sei quem, né?
- 1:22:30Parece que os caras são uma outra espécie de gente.
- 1:22:35E aí, falando das dificuldades, da ansiedade, de ser um
- 1:22:38impostor, essa galera toda tem os mesmos problemas que a gente
- 1:22:42tem, né, cara? Passa por situações e tal.
- 1:22:46Muito parecidos com a nossa, sei lá.
- 1:22:47Acho bem legal. É, maneiro.
- 1:22:50Legal, cara. Então, Diogo, vou te agradecer
- 1:22:53aí pela participação. Obrigado você.
- 1:22:56Mandar um recado pra galera aí, cara, de salado que você vem
- 1:22:59produzindo, de algum canal pra galera seguir, fazer um call to
- 1:23:02action. Cara, sigam, né?
- 1:23:05Continuem seguindo aí o Café com Dungeon, o melhor podcast de RPG
- 1:23:09do Brasil de todos os tempos. E se a galera conseguir escutar
- 1:23:15um podcast em inglês, tem o meu Weird Games and Weird People,
- 1:23:18com entrevistas de galera muito legal, galera daqui do Brasil,
- 1:23:22galera da Europa, galera da Ásia, né?
- 1:23:25Eu tento entrevistar criadores de vários lugares e de vários
- 1:23:31tipos, não só game designers, mas também ilustradores,
- 1:23:35cartógrafos, pessoal que faz podcast, né?
- 1:23:37E fiquem ligados aí na Caramelo, que é uma editora muito legal,
- 1:23:43que é o nosso material USR, muito, muito, muito bom.
- 1:23:48E é isso aí. Boa, cara.
- 1:23:51Caramelo, parceiro aqui do Café. Inclusive, próximo episódio aí,
- 1:23:54o material da Caramelo. Então, Vamos ficar de olho aí,
- 1:23:58que tem novidades em breve. Inclusive, a gente tem gravado a
- 1:24:01gente tem gravado do Dead or Coming, né, cara?
- 1:24:05Ah, é? É, a gente tem que gravar, cara.
- 1:24:08A gente tem que correr, porque é isso, o Caramelo lançou, né?
- 1:24:11E é um, porra, é um é um jogo que eu não abordei ainda, então
- 1:24:15a gente tem que abordar. Inclusive, de repente, chamar o
- 1:24:17Cobb aí, que é um grande fã do jogo, fez um hackzinho também,
- 1:24:21então, porra, dá pra gente gravar disso aí.
- 1:24:23Demorou. Show de bola. maneiro, Diogo.
- 1:24:26Obrigado, cara. E, galera, vamos aqui pro
- 1:24:29encerramento. Droga, droga!
- 1:24:39Ninguém está ouvindo minhas maledicências.
- 1:24:44Mestre... Invadir os sonhos das pessoas
- 1:24:48com presságios e mensagens cifradas não funciona tão bem
- 1:24:52para você espalhar a sua maldição e botar o mundo a seus
- 1:24:57pés. Posso dar uma sugestão?
- 1:25:01Mas que petulante! Você?
- 1:25:04Uma sugestão? Conde Milacaio, qual a sua
- 1:25:11ideia? Os caminhos oníricos são muito
- 1:25:15tortuosos e geram muitas dúvidas.
- 1:25:18Ninguém entendeu suas pragas, mestre.
- 1:25:22Você é incrível, ímpar e magnânimo. mas precisa
- 1:25:27transformar sua experiência em influência.
- 1:25:32Já pensou em falar para um público muito maior, de forma
- 1:25:37mais clara e construir mais credibilidade?
- 1:25:42Ha! Você está sugerindo que eu crie
- 1:25:45um podcast lá, Caio? Mas qualquer um tem um podcast
- 1:25:49hoje em dia. É só pegar o microfone, meia
- 1:25:51boca e botar no ar. Eu não sou qualquer um.
- 1:25:55Eu preciso de um diferencial. Sim, mestre.
- 1:26:01Precisamente isto. Eu fiz recentemente uma
- 1:26:04descoberta cá entre nós que pode ser do seu interesse.
- 1:26:08Veja, veja só isso. Olá, você já conhece o MKPE
- 1:26:17Studio? É o estúdio de onde o Boi e o
- 1:26:20Balbi gravam suas lives de quinta com Johnny Telles,
- 1:26:23diretamente do Butantan, em São Paulo.
- 1:26:25O MKPE conta com equipamento de ponta, câmeras incríveis,
- 1:26:30microfones excelentes, um espaço facilmente adaptado às suas
- 1:26:34necessidades e tudo mais que você precisa para uma
- 1:26:37transmissão de qualidade, seja podcast, videocast, cursos e
- 1:26:41lives. Transforme a sua experiência em
- 1:26:45influência. Acesse o Instagram,
- 1:26:49mkpe__studio, e confira o portfólio.
- 1:26:53Aí é só consultar o Johnny sobre como fazer a magia acontecer.
- 1:27:00E aí, mestre, o que achou da sugestão?
- 1:27:05Só respondo se for no superchat. Eu sou um deus, criatura
- 1:27:20ridícula. É isso aí, então, galera.
- 1:27:24Vamos encerrando aqui esse episódio do Café com Dungeon.
- 1:27:27Agradecendo aí você que ficou rindo da gente até agora.
- 1:27:29E deixar aqui pra vocês uma enquete pra vocês responderem.
- 1:27:33A pergunta que eu vou deixar é a seguinte.
- 1:27:34Você consome espada e feitiçaria?
- 1:27:37Você curte a Icona? Você curte Elric?
- 1:27:40Você curte Lankman? Você curte esse rolê todo?
- 1:27:44E Terry Pratt com Discworld? Você gosta dessa pegada, desse
- 1:27:48rolê? Você consome alguma coisa disso?
- 1:27:50Manda aí pra gente. E se quiser responder por
- 1:27:53extenso, aí tem uma provocação especial, que é o seguinte.
- 1:27:57Eu vou ler todo mundo que participar, tá?
- 1:28:00Inventa aí um deus menor... que você pode de repente usar até no
- 1:28:05teu jogo enfim, inventa aí um deus menor e manda pra gente que
- 1:28:11se você estiver liberando aí, eu até coloco no blog, então eu
- 1:28:15junto todo mundo aí que mandou deuses menores aí pra gente,
- 1:28:18deuses mesquinhos como esses, e coloco lá no blog e vai ser
- 1:28:22maneiro a gente fazer uma reunião nossa aqui, dos nossos
- 1:28:24deuses, da galera que ouve Café com Dungeon então manda aí,
- 1:28:28vamos ver no que que dá então é isso, valeu e deixando aqui os
- 1:28:33links, obviamente os links citados no episódio, então o
- 1:28:36link dos anúncios que é o Mesas Abertas do Café com Dungeon MKPE
- 1:28:40Studios aqui e o mito de Atlântida e deixar também o link
- 1:28:46para o livro Petty Gods um link para o Sandman do Neil Gaiman,
- 1:28:52Deuses Americanos do Neil Gaiman, do Swords in the Mist do
- 1:28:56Fritz Leiber o Pequenos Deuses do Terry Pratchett o Dungeon
- 1:29:01Crawl Classics, o podcast do Diogo com o Pedro Borges, que é
- 1:29:05o Joguinho, e o podcast do Diogo, em inglês, que é o Weird
- 1:29:08Games and Weirder People. No mais, lembrar que você pode
- 1:29:12se tornar um assinante do Café com Dungeon, apoiando a gente e
- 1:29:17se tornando aí membro da nossa galera, né, galera que torna
- 1:29:21possível essa aventura. Chega lá em apoia.se barra Café
- 1:29:24com Dungeon, você consegue apoiar a gente em vários níveis
- 1:29:28diferentes, tá? Recebe conteúdo extra, participa
- 1:29:32do nosso grupo de Telegram com muita gente debatendo RPG,
- 1:29:35aprofundando papo sobre RPG, trocando referências, trocando
- 1:29:38um monte de coisa. Fora isso, você recebe conteúdo
- 1:29:43extra, recebe também sorteios dos nossos parceiros, você
- 1:29:47participa de sorteios. Recebe cupons especiais dos
- 1:29:51nossos parceiros, inclusive da Ovilha Negra, como eu já citei
- 1:29:53no início do episódio. Então, cara, win-win, cola com a
- 1:29:57gente. A gente, inclusive, tem feito aí
- 1:29:59a leitura coletiva do Grasshopper.
- 1:30:03Inclusive, essa leitura tem sido aberta, né, excepcionalmente.
- 1:30:05Normalmente isso é conteúdo, pelo menos aí, da galera do
- 1:30:08nível RPG dos superiores, mas essa leitura...
- 1:30:11Eu tenho feito aberta na comunidade de Birgotten, é só
- 1:30:14chegar, é gratuito. E tem sido muito maneiro, a
- 1:30:16gente fez o primeiro episódio já com bastante discussão em torno
- 1:30:20do início do Grasshopper, que é a obra do Bernard Suits, falando
- 1:30:24sobre vida, jogos e utopias. Muito interessante o material, a
- 1:30:28gente tá começando a fazer esse estudo agora e vai engranar em
- 1:30:31outros estudos aí no futuro, então cola com a gente.
- 1:30:35Se você gostou especialmente do Café com Dungeon de hoje, você
- 1:30:38pode considerar deixar uma gorjeta pra gente, então envia
- 1:30:40um pix de qualquer valor pra cafécomdungeon.com, a gente
- 1:30:44conta pro teu apoio. Se você tem uma empresa ou uma
- 1:30:48marca e quer ter um dia da semana no Café com Dungeon, você
- 1:30:51pode financiar mais um episódio semanal do nosso podcast e fazer
- 1:30:55a alegria da massa RPGista. Consulta a gente aí em
- 1:30:59cafécomdungeon.com que a gente tem uma proposta especial pra
- 1:31:03você. Você pode consultar a gente
- 1:31:05também sobre anúncios, parcerias e tal.
- 1:31:07E a gente trabalha não somente com marca de RPG, mas também com
- 1:31:10outros ramos aí, como café, jogos, tecnologia, mídia, etc.
- 1:31:13Se você quiser colaborar com a gente, mesma coisa,
- 1:31:17cafécomdanja.gmail.com. Sendo você um game designer
- 1:31:20independente, acadêmico, fã, jornalista, sei lá, manda um
- 1:31:25e-mail para a gente e conta aí dos seus planos, beleza?
- 1:31:28No fim, agradecer a essa galera que torna possível a aventura do
- 1:31:31Café com Dungeon. A gente ia se aventurar nesses
- 1:31:34mares do podcast. Valeu aí o pessoal do apoio
- 1:31:38incentivo, inclusive o Jefferson Antunes.
- 1:31:40Valeu, professor. Valeu demais ao pessoal do nível
- 1:31:43apoio comunidade, inclusive André Luiz Marcondes, Carlos
- 1:31:46Henches e Gustavo Murat. Um salve especial para os
- 1:31:50assinantes do RPG Dojo, dentre eles o Denis Oliveira, Luiz
- 1:31:54Guilherme Dias de Souza, Pedro Borges, Matheus Coleto, Vieira
- 1:31:58Silva e Rafael Garotti. Um abraço aos membros do
- 1:32:01treinamento Oil Fantasy. Então vão aí Abílio Júnior,
- 1:32:04César Machado, Daniel Aydar, Diego Sextito, Douglas Baense,
- 1:32:08Léo Gasparotto, Matheus Piqueira, Rafael Bardal, Bruno
- 1:32:11Cobb, João Burlamac e Gui Providello.
- 1:32:14E um imenso agradecimento aqui aos membros do Café com Balbi.
- 1:32:18Então, Thiago Augusto, muitíssimo obrigado, cara.
- 1:32:22Valeu, galera. Um abraço e até a próxima.
- 1:33:29Sou um deus, criatura ridícula! E não serei parado por um...
- 1:33:33Deus fraco!