Latest / Só Mais Uma Coisa / quem é a pior pessoa do mundo?
Transcript
- 0:00Oi, meu nome é Ananda e esse é o só mais uma coisa.
- 0:06Hoje a gente voltou com mais um clube da cultura.
- 0:09É hoje a gente vai falar sobre o filme a pior pessoal do mundo.
- 0:13A Amanda já explicou um pouquinho, mas vamos
- 0:14recapitular. É um filme nórdico, amiga.
- 0:17Você quer resumir? Porque eu acho que você resumir
- 0:19muito bem no último episódio. Você achou que eu resumi?
- 0:22Bem, eu não sei. Tá bom, eu, gente, eu tive que
- 0:28reassistir o filme também, porque eu tinha assistido há
- 0:30muito tempo atrás. É, mas basicamente é.
- 0:34É um filme que conta um pouco sobre a vida de uma menina
- 0:37durante o período de 4 anos. Não é uma menina, mas ela é uma
- 0:40menina, porque eu me considero uma menina.
- 0:43Então eu acho que ela tinha uns 27 assim no começo do do filme,
- 0:48e ela tá se aproximando dos 30 anos e conta um pouco das.
- 0:52Primeiras experiências que ela teve se relacionando com homens,
- 0:56também pensando na carreira dela.
- 0:58E ela tá um pouco perdida assim nessa fase.
- 1:01E quando você enfim vê o título a pior pessoa do mundo, você
- 1:05fica meio perdida assim, tipo, como assim?
- 1:07A pior pessoa do mundo é literalmente uma pessoa normal.
- 1:09É uma mulher normal da da atualidade, né?
- 1:13Mas enfim, ela passa por algumas situações, é alguns
- 1:17relacionamentos, a é algumas questões familiares também.
- 1:22Algumas experiências que vão moldando ela como pessoa e ela
- 1:25poderia muito facilmente ser enquadrada como a pior pessoa do
- 1:28mundo por algumas atitudes que ela tem e por outras, ela
- 1:32poderia ser encarada como a melhor pessoa do mundo também
- 1:35por outras atitudes que ela tem. Então é um filme?
- 1:38É um filme bem legal assim é, não é o filme que eu acho que
- 1:43para você relaxar, é um filme que você vai ter que prestar
- 1:45atenção, que você vai ter, que você precisa entender.
- 1:47Mas ele é contado de uma forma muito interessante.
- 1:49Ele tem uma narradora, eu acho, é.
- 1:53Acho que era uma narradora, que ela tipo.
- 1:55Uma voz de fora assim você não sabe quem é.
- 1:58É muito interessante isso porque essa narradora, ela aparece em
- 2:01momentos muito estratégicos, assim, ela praticamente não
- 2:03participa do filme, mas é meio que uma quebra assim da corta
- 2:07parede, em que tem uma outra participante contando um pouco
- 2:11do que a protagonista está passando.
- 2:13Então, a protagonista, ela se chama iuli.
- 2:15E aí tem uns outros que não são protagonistas, que são os
- 2:18coadjuvantes, que são as pessoas com quem ela se relaciona, que
- 2:21eu não lembro muito bem o nome. Então a gente combinou que a
- 2:25gente vai chamar um de cartunista e o outro vai ser o
- 2:29novinho, porque é o segundo com quem ela se relaciona.
- 2:33Pove. O novinho tem a idade dela, mas
- 2:35enfim. É isso, não sei se você quer me
- 2:37complementar alguma coisa. Amiga da sinopse.
- 2:39Da sinopse, não, eu achei que tá bem completo.
- 2:41Eu acho que é um daqueles filmes que não dá pra definir muito,
- 2:44tipo, Ah, e é isso que acontece, é esse o gancho que acontece pra
- 2:47você se interessar. Como a Amanda falou, é um filme
- 2:50mais cabeça, é mais Mano, é um estudo de personagem e é
- 2:54geralmente, sei lá, é esse o conteúdo que eu mais gosto, ou
- 2:57seja, de livro, ou seja de filme, é bem interessante, é
- 3:00mais voltado pra personagem da illi, é.
- 3:03Quem É Ela como uma pessoa? A vida dela, então, não dá muito
- 3:07como definir uma sinopse assim, é, é, mas aquele filme você tem
- 3:11que confiar que é bom em assistir e eu recomendo nesse
- 3:15sentido. É, mas só falar que ele foi um
- 3:18filme que lançou em 2021 e ele foi indicado a 2 oscars, um de
- 3:21melhor filme Internacional e outro de melhor roteiro.
- 3:24Então, tipo, ó, prêmios bem relevantes, eu acho.
- 3:27E só contar também que. O nosso clube da cultura, caso
- 3:31vocês não conheçam, uma vez por mês a gente faz um episódio do
- 3:34nosso clube da cultura. A gente já leu livros, é e esse
- 3:36é o nosso primeiro filme, então vai ser um desafio, eu acho esse
- 3:39novo formato, mas a nossa intenção, o clube da cultura,
- 3:43não é que vocês todos tenham visto o filme, enfim, a ideia é
- 3:48que vocês possam acompanhar o episódio, mesmo não tendo visto
- 3:50o filme. Então a gente vai tentar não
- 3:51contar muitos spoilers e a gente vai focar, enfim, nos temas do
- 3:56filme. Eu acho que é um filme.
- 3:58Que enfim, tem umas umas coisas tão meio babado, uns spoilers
- 4:01que a gente poderia dar, mas dá muito pra gente falar sobre os
- 4:04temas do filme. É sem entrar muito, é exato no
- 4:08que acontece. Então se você se interessar pelo
- 4:11que a gente fala aqui, dá super pra você assistir o filme e
- 4:14ainda se surpreender. Mas é só isso que a gente IA pra
- 4:17complementar. Você quer começar então?
- 4:19Vamos. Eu acho que num primeiro momento
- 4:21a gente podia falar como que foi assistir esse filme assim?
- 4:25Foi o que eu fiz quando a gente leu a vegetariana.
- 4:27É, mas eu acho que é legal, porque conta um pouco também até
- 4:31das nossas percepções. Eu queria fazer um comentário só
- 4:34antes de começar que eu acho que esse filme, ele é muito parecido
- 4:38assim com a estética de Normal People.
- 4:41Sim, eu não sei explicar, me lembra muito.
- 4:44É a esse esse livro, é, e não só esse livro, mas também a série
- 4:49que tem de Normal People. Se vocês nunca leram,
- 4:52assistiram, recomendo, gosto muito.
- 4:54E também me lembrou um pouco aquele filme que a gente viu no
- 4:57cinema com o Ah. Afterson aham.
- 5:00Afterson que é? Como o ator tipo faz o aham?
- 5:04Normal People é. Enfim, é um outro filme também
- 5:07que eu super indico que eu e a Ana Lu, a gente assistiu e a
- 5:10gente não entendeu. E depois que a.
- 5:11Gente viu que a gente chegou atrasada no filme, a gente
- 5:14perdeu os primeiros minutos. E, tipo, a gente não entendeu o
- 5:18que tinha. É verdade, a gente perdeu a
- 5:20presença. É aí, tipo, eu vi no Instagram
- 5:22uma explicação, aí eu fiquei tipo, Amanda?
- 5:25A gente saiu do filme tipo nossa, não entendi esse filme,
- 5:28não gostei aí. Mas tipo, AI, que filme lindo,
- 5:31total. Aí eu vi uma explicação e é tipo
- 5:33uma história super triste. A gente ficou tipo, meu Deus.
- 5:36É exato, lágrimas escorrendo. Outro filme também que eu indico
- 5:41vocês assistirem? Acho que tem o serviço de
- 5:43streaming. A série de Normal People é mais
- 5:45difícil assistir, eu tive que assistir num site pirata, eu
- 5:48nunca vi nenhum outro serviço de streaming.
- 5:50É, e o livro, enfim, podem comprar se vocês quiserem ler,
- 5:55enfim, mas eu acho que não sei, me lembro muito a estética
- 5:58desses é desses filmes, desses, dessas obras de arte, e é é um
- 6:05filme que me lembro um pouco isso, acho que tem esse aspecto
- 6:07meio europeu assim, sabe, bem forte é.
- 6:11Mas sobre como foi a minha experiência vendo o filme, eu
- 6:13assisti pela primeira vez com a minha mãe e com a minha irmã.
- 6:16É, a gente tava era num sábado e a gente não tinha o que fazer de
- 6:19tarde a gente resolveu assistir esse filme, eu vi que tinha sido
- 6:22premiado, minto. Na verdade, comecei a assistir
- 6:24com a minha mãe e a minha irmã entrou no meio e a gente IA
- 6:27receber pessoas depois de ver o filme.
- 6:29Então a gente meio que tava naquela Vibe tipo, Ah, vamos ver
- 6:33se precisa acabar tal horário, porque a gente depois vai ter
- 6:35que arrumar a casa pra receber uma galera aqui em casa, e aí?
- 6:40A gente foi assistindo o filme, tazananã eu, a minha mãe, e aí a
- 6:42minha irmã entrou, depois chegou depois, e aí ela pausa o filme
- 6:47pra gente conversar, não sei o quê.
- 6:49E aí a minha irmã sentou pra assistir o filme com a gente.
- 6:52A gente meio que conta o que tinha acontecido e aí as 2 não
- 6:56gostaram do filme. Eu acho que talvez tenha sido
- 6:58por conta da interrupção, sei lá, não prestou tanta atenção,
- 7:02sabe? Enfim, elas não gostaram do
- 7:04filme e eu fiquei curiosa, tipo. Conforme foram foram acontecendo
- 7:08as coisas no filme, eu queria saber o que que tinha
- 7:10acontecido. Eu fiquei tipo, gente, não, mas
- 7:12eu vou ver até o final. E a minha mãe e a minha irmã
- 7:14ficaram falando muito mal do filme pra mim enquanto eu
- 7:17continuava assistindo. Então quando eu vi o filme eu
- 7:21fiquei um pouco decepcionada, sabe?
- 7:23Porque eu tava com 2 pessoas falando na minha cabeça que o
- 7:26filme era ruim e eu não tinha com quem conversar sobre isso,
- 7:30porque eu não conhecia ninguém que tinha visto esse filme.
- 7:32Tipo, eu tinha visto uma resenha no TikTok.
- 7:34E nada mais sobre. E depois passou esse filme,
- 7:38passou em branco e eu nem lembrava mais dele.
- 7:40Até você, amiga, sugeri da gente falar nele no nosso clube.
- 7:44Assim fui eu que sugeri. Foi você que sugeriu?
- 7:47Eu achava que tinha sido você. Nossa, não foi você.
- 7:52Eu não IA sugerir esse filme. E quando você sugeriu, eu fiquei
- 7:55tipo, caraca, sim, tá bom, vamos falar sobre ele, porque tinham
- 7:59assuntos que eu assisti no filme.
- 8:01O que eu achava que era pertinente falar, só que não
- 8:03tinha com quem falar, porque as pessoas com quem eu poderia
- 8:05conversar sobre não tinham gostado.
- 8:08Então, então ficou meio por isso, sabe?
- 8:10E eu senti um pouco falta de poder falar sobre esse filme e
- 8:14até poder pra poder entender assim um pouco a história, sabe?
- 8:17E eu acho que quando eu fui assistir pela segunda vez, eu
- 8:20ainda assisti um pouco com essa visão meio enviesada da minha
- 8:22primeira experiência, sabe? Tipo, Ah, que filme não era tão
- 8:25bom, não sei da onde que veio. Até que pra me preparar pra esse
- 8:29episódio eu falei não, mas vou ver as críticas porque não estou
- 8:33confiando muito no meu senso crítico aqui.
- 8:35E realmente eu vi que esse filme ele tem muitas coisas muito
- 8:39interessantes que podem enfim até impactar minha vida.
- 8:42Sabe que com quem eu posso aprender muito?
- 8:45Então é. Foram 2 experiências e.
- 8:50Acho que a maior experiência assim que eu tirei, foi vendo as
- 8:53outras pessoas falando sobre o filme e entendendo algumas
- 8:56coisas que eu não tinha pego, sabe?
- 8:58Me relaxando muito com isso, amiga, eu eu tive uma
- 9:02experiência mais ou menos parecida, porque quando eu falei
- 9:06pra pra minha família, assim que eu assisti, minha mãe e meu
- 9:09irmão falaram que já tinham assistido o filme.
- 9:11Eu não sei se eles assistiram juntos, mas minha mãe ficou tipo
- 9:14total. É um filme bom, mas é um filme
- 9:15cabeça. E meu irmão ficou tipo, nossa.
- 9:17Não gostei e eu confio muito no gosto do meu irmão, tá?
- 9:20Porque fui eu que treinei o gosto dele para ser assim.
- 9:22Eu sou responsável por ele ter Bom Gosto, então eu confio no
- 9:26gosto do meu irmão, mas eu também sei que tipo, cara, ele é
- 9:28homem, sabe? Tem muitas coisas que ele ele é
- 9:30um homem jovem, ele tem 19 anos, tem muitas coisas que eu não
- 9:33recomendo para ele, porque eu sei que ele não está preparado,
- 9:36entendeu? Para assistir, ele precisa.
- 9:39De um. De uns anos de vida, exato.
- 9:42Também levo com. Sei lá, uma colher de chá, a
- 9:45opinião dele de vez em quando, quando são essas coisas, talvez
- 9:47mais cabeça, talvez mais mais direcionadas a mulheres.
- 9:50Aí eu fiquei tipo, tá, tô meio com o pé atrás, porque se o meu
- 9:53irmão gostou, pode ser que seu seja um filme meio parado, meio,
- 9:57mas é aí eu fui assistir meio que essa mentalidade, mas muito
- 10:00animada também, porque eu sigo um cara no YouTube.
- 10:04Eu amo o YouTube, gente, amo esses conteúdos de pessoas que
- 10:06vão lá e fazem resenhas de filmes.
- 10:08Eu amo e é um cara. O usuário dele é friendly SPACE
- 10:12Ninja, que em português é Mano. Como como traduzir isso amigável
- 10:17Ninja? Espacial.
- 10:21Amigável. Aí ele faz resenhas de filmes e
- 10:27ele recomendou muito esse filme. Uns anos atrás ele falou que era
- 10:30muito bom e tipo, por muito tempo esse filme tava na minha
- 10:33lista, queria assistir. Então eu fui assistir meio não
- 10:35sabendo como IA ser minha reação.
- 10:37Só que é, eu lembrei muito de uma coisa que a Amanda falou
- 10:40quando a gente primeiro eu tava introduzindo essa história.
- 10:43É do clube da cultura, que é muito interessante você falar
- 10:46com as pessoas sobre livros, séries e filmes que você
- 10:49assistiu, porque nenhuma experiência única.
- 10:52E a Amanda inclusive, falou tipo, é muito diferente.
- 10:54Uma pessoa que lê um livro em casa, sei lá na cama antes de
- 10:58dormir, uma pessoa que lê um livro no ônibus.
- 10:59As experiências são completamente diferentes.
- 11:02E eu tava pensando muito nisso agora que eu fui ver resenhas,
- 11:06porque eu vi muitas pessoas que. Sentiram sentimentos que eu não
- 11:09senti quando eu estava assistindo o filme.
- 11:11E eu acho que é porque eu assisti estando muito cansado,
- 11:14é, eu assisti tipo num domingo à noite, eu dormi assim, parte do
- 11:17filme. Eu estava vendo umas resenhas
- 11:19que falaram, tipo, AI, a hora que ela se encontra com o pai
- 11:21dela, eu fiquei tipo, hã, eu estava dormindo nessa parte e eu
- 11:25assisti o resto ontem porque eu precisava gravar esse episódio,
- 11:28sabe? Então eu acho que talvez eu não
- 11:30tenha me conectado muito ao filme por causa disso, mas.
- 11:33Vendo as resenhas e vendo as vendo as reflexões das pessoas,
- 11:36eu fiquei muito animada para rever o filme no futuro e ver
- 11:39com outros olhos. Então eu espero que talvez vocês
- 11:42que estejam escutando e não tenham assistido o filme.
- 11:44Eu espero que vocês escutem esse episódio até o final e vejam o
- 11:47filme com outros olhos e talvez sintam coisas que eu não senti
- 11:51porque meu eu, eu realmente estou muito animada para.
- 11:54Rever o filme e prestar atenção nessas coisas que a gente vai
- 11:56falar ao longo do episódio. Sim, eu só queria fazer um
- 11:59comentário antes da gente começar também, que é sobre
- 12:02tanta experiência válida, sabe? Eu acho que também é muito legal
- 12:06assistir alguma coisa sem interferência nenhuma, sabe?
- 12:09Então, se você quiser assistir esse filme sem saber ouvir o que
- 12:13que a gente vai falar agora, também assista esse filme,
- 12:16depois volta aqui e veja se você concorda com o que a gente tá
- 12:19falando, eu acho que assim tudo. É muito válido.
- 12:23Eu acho legal, às vezes a gente ir pra enfim assistir o filme,
- 12:26ler um livro a partir de uma resenha.
- 12:28Mas eu acho que a partir disso também acaba que a gente se
- 12:30prende um pouco, sabe? Eu vi de uma forma muito limpa
- 12:35assim o filme, porque a Ana Lu também, muito provavelmente sem
- 12:38muita interferência e sem muitas reflexões sobre o que que IA ser
- 12:42dito. Assim, por exemplo, depois que
- 12:44eu vi um Monte de resenha, agora no TikTok, eu acho que se eu
- 12:47tivesse assistido com todas essas reflexões que foram
- 12:50colocadas. Eu já veria o filme muito mais
- 12:53enviesada do que eu vi, sabe? Até com relação aos personagens.
- 12:57Mas é isso. Só esse disclame inicial.
- 13:00Mas vamos começar, amiga. Eu acho que um bom ponto de
- 13:05partida para a gente começar é sobre o título do filme, porque
- 13:08é um título muito chamativo, é meu quando você.
- 13:12Pensa que você vai assistir um filme sobre a pior pessoa do
- 13:14mundo? Você acha que você vai assistir
- 13:15um filme sobre a vida do Voldemort?
- 13:17Entendeu, tipo? Eu achei que era um filme de
- 13:19terror, sabia? Mentira, pela primeira vez que
- 13:22eu vi, tipo, porque eu eu vi a capa e eu vi uma menina correndo
- 13:25e escrito a pior pessoa do fome. Eu fiquei frente a um filme de
- 13:29terror, óbvio, eu não tinha pensado, eu não tinha pensado
- 13:34que era um filme, sei lá, eu não tinha referência, sabe?
- 13:37Eu vi a capa e foi isso assim. Mas quando eu fui assistir, eu
- 13:41já sabia que não era um filme de terror.
- 13:42Calma, é só porque a primeira vez que eu vi, tipo a capa, eu
- 13:45fiquei gente. Não, mas pra você é pra ter uma
- 13:47noção que tipo, quando você pensa em uma pior pra todo
- 13:49mundo, você pensa em Mano, assassino, sei lá, um genocida,
- 13:54sei lá, em pessoas realmente muito ruins.
- 13:59Só que o filme, que nem vocês já perceberam com a nossa sinal,
- 14:02precisa ser uma pessoa normal. É uma pessoa que velho não
- 14:06cometeu nenhum crime e que está lá vivendo a vida dela.
- 14:10Enfim, eu acho que seria um bom ponto de parte da gente falar
- 14:12sobre isso, sobre o que faz a ulia, que é a protagonista, ser
- 14:16a pior pessoa do mundo. É, eu acho que, enfim, uma coisa
- 14:21muito interessante assim é a respeito de gente.
- 14:25Não existe a pior pessoa do mundo.
- 14:27Eu acho que essa é a grande mensagem do filme, sabe?
- 14:30Não existe você ser uma pessoa boa ou ruim, eu acho que.
- 14:33É, é um pensamento que todos nós vamos ter alguma vez na nossa
- 14:36vida, anão ser que nós não sejamos psicopatas, né?
- 14:38Eu espero que ninguém aqui seja psicopata EE não tenha esse tipo
- 14:42de pensamento. Mas assim, eu já me vi muitas
- 14:45vezes me colocando nesse lugar assim, porque eu fiz alguma
- 14:48coisa ruim. Eu eu fiz uma coisa genuinamente
- 14:51ruim, não foi uma coisa legal. Eu briguei com uma pessoa, eu
- 14:54falei uma coisa que machucou a outra pessoa.
- 14:58E assim, se você nunca fez isso, parabéns.
- 15:00Mas eu não sou essa pessoa, sabe?
- 15:02Eu não sou uma pessoa perfeita, e eu acho que é.
- 15:06Já me coloquei muito nesse lugar de de enfim, me considerar a
- 15:10pior pessoa do mundo, a falar, putz, Mano, eu sou uma pessoa
- 15:13ruim, tipo, eu não sou uma pessoa boa, eu não, eu tive.
- 15:17Eu tinha vontade de machucar a pessoa naquela hora, sabe?
- 15:19Eu queria fazer aquilo pra tipo causar dores e sofrimento.
- 15:23Só que depois de um tempo assim, depois de muita terapia também
- 15:28que eu fiz e autoconhecimento, eu comecei a entender que eu não
- 15:31era uma pessoa boa e eu também não era uma pessoa ruim.
- 15:34Eu era uma pessoa e uma pessoa muito complexa, com muitos
- 15:39momentos bons e ruins e que me tornavam a melhor ou a pior
- 15:44pessoa do mundo, a depender do meu mood, do dia, do momento e
- 15:47da pessoa com quem eu tava conversando.
- 15:49Pode ser que sei lá, uma pessoa que quase eu sou pedestre, né?
- 15:52Não ando de carro. Então, eu ando muito na rua, uma
- 15:55pessoa que quase me atropela e buzina para mim.
- 15:57Para mim, aquela é a pior pessoa do mundo, entendeu?
- 16:00Só que ela não é a pior pessoa do mundo, ela pode ser uma
- 16:03pessoa ótima, pode fazer Caridade para, enfim.
- 16:06Então eu acho que esse filme, ele ele traz muito essa questão
- 16:10assim, do que que é ser a pior pessoa do mundo.
- 16:12E uma coisa que eu fiquei tentando entender é quem que era
- 16:16a pior pessoa do mundo que o título se referia, sabe?
- 16:20Porque para mim não era protagonista, era muito claro
- 16:22que não era protagonista. E os outros personagens também
- 16:26não eram pessoas ruins. Eles eram pessoas.
- 16:29E eu acho que o título ele traz muito dessa ideia, que é uma
- 16:32ideia infantil, sabe? De que tem uma pessoa ruim, que
- 16:35tem uma pessoa boa, meio maniqueísta, e de que, enfim,
- 16:39tem pessoas que vão só fazer coisas ruins e pessoas que só
- 16:42vão fazer coisas boas. Enfim, que eu acho que cada vez
- 16:45mais a gente tá se desgarrando um pouco dessa narrativa, não
- 16:48só. A partir do amadurecimento, mas
- 16:50de forma geral, mesmo que nem a gente falou, por exemplo, no
- 16:53episódio sobre ter um namorado, é vergonhoso.
- 16:57Eu acho que a gente tá se desprendendo um pouco dessa
- 16:59narrativa, é maniqueísta. Mas, enfim, de de qualquer forma
- 17:05é. Eu acho que o filme, ele traz
- 17:07muito essa reflexão e acho que isso me trouxe muita angústia,
- 17:10sabe, ao ver o filme, porque eu não sabia com quem eu encontrava
- 17:16a pior pessoa do mundo ali nos personagens.
- 17:19Mas, enfim, é isso. Eu lembrei de uma coisa que você
- 17:22falou quando você tava falando da sinopse do filme, quando a
- 17:26gente anunciou que ele IA ser o filme do clube da cultura desse
- 17:29mês. Eu não sei se você lembra, você
- 17:31tava contando e você falou, mas até que ponto ela é a pior
- 17:34pessoa do mundo? Até que ponto ela não é só
- 17:36humana? E eu acho que faz muito parte da
- 17:39experiência humana. É você se sentir a pior pessoa
- 17:43do mundo em algum momento da sua vida, você se sentir uma pessoa
- 17:45ruim por alguma decisão que você tomou.
- 17:47Acho que não. Eu acho que é a experiência de
- 17:50todo mundo ouvindo esse episódio, se eu tiver errada, me
- 17:53corrijam, mas eu também já me senti a pior pessoa do mundo e
- 17:58eu acho que tem 11 momento no filme que um dos personagens
- 18:01fala, nossa, eu estou me sentindo a pior pessoa do mundo
- 18:02e não é a protagonista, é o novinho que a gente se referiu
- 18:07no momento do episódio. Mas o fofo eu eu vi muito é as
- 18:14pessoas falando que é uma. O filme é uma representação da
- 18:17experiência humana, não é um filme tipo com, sei lá, um plot
- 18:22muito forte, muito drama, não sei o que não é a vida, minha
- 18:26mãe, ela só me perguntou, filha, que que você tá gostando do
- 18:28tipo? Você tá gostando do filme tipo
- 18:30Ah, mãe, tô né, tá acontecendo, né, e ela tipo é, né, é a vida,
- 18:35tipo, o filme representa a vida eSIM, representa muito a vida e
- 18:40falando mais sobre a iuli e. Apesar dela não ter sido a
- 18:44personagem que falou, nossa, eu acho que eu sou a pior pessoa do
- 18:47mundo. Eu acho que a as escolhas de
- 18:50vida dela e o que ela faz representam muito os momentos em
- 18:53que a gente às vezes para e fala, meu Deus, eu sou a pior
- 18:55pessoa do mundo. Por ter tomado essa escolha, por
- 18:57ter tratado essa pessoa de tal forma, porque a Yulia é uma
- 19:00personagem muito indecisa no começo do filme mesmo é mostra
- 19:05que ela estava estudando medicina e ela largou, aí Ela
- 19:08Foi estudar a psicologia e depois ela largou.
- 19:10E Ela Foi virar fotógrafa. Mas ela não se comprometeu muito
- 19:12em virar fotógrafa. Ela não exerce a profissão assim
- 19:15de cara. E como é bom tá no país ultra
- 19:18mega desenvolvida, né? Sim, você pode fazer todas essas
- 19:21coisas e ainda tá tudo bem exato aí.
- 19:25Ela trabalha tipo como vendedora numa livraria.
- 19:29Ela meio que explora várias coisas e isso até ter mostrado
- 19:33pelo cabelo dela. O cabelo dela muda várias vezes
- 19:35ao longo do filme. É aí no começo do filme também
- 19:37mostra que ela tem muitos parceiros românticos.
- 19:40Ela se envolveu com muitos homens, até que mensalmente ela
- 19:42vai lá e fica um tempo com uma pessoa só.
- 19:44Mas só que aí ela toma decisões muito radicais em relação a esse
- 19:48relacionamento e às vezes ela não está pensando em como isso
- 19:52vai afetar a pessoa com quem ela está no relacionamento?
- 19:55Não. Ela está pensando nela e no que
- 19:56ela quer naquele momento. E às vezes, e eu não acho que
- 20:00foi uma escolha ruim, ela estava pensando nela, ela estava
- 20:02pensando bem-estar dela. Mas às vezes, quando você toma
- 20:05essa decisão e você percebe que ela afetou outra pessoa de forma
- 20:08negativa, você fica tipo, meu Deus, você é uma pessoa
- 20:09horrível. E eu acho que a iuli teve muitos
- 20:12momentos no filme que talvez que ela ficou tipo cara, e quando
- 20:15ela percebeu que a as decisões dela afetaram uma pessoa de uma
- 20:19maneira e ela ficou, meu Deus, e ela, ela não verbaliza isso.
- 20:22Mas eu acho que é claro, às vezes, né?
- 20:25A atuação é muito boa. Que às vezes é.
- 20:27É isso que passa pela cabeça dela.
- 20:29Só que eu acho que às vezes, talvez você não tenha feito
- 20:34exatamente as coisas que a iuli fez, mas é uma boa representação
- 20:38de talvez muitas ações que outras pessoas tenham feito.
- 20:41E elas pensam que elas são pessoas ruins.
- 20:43Falando um pouco sobre a própria iuli, que eu acho que ela tem
- 20:47uma trajetória de amadurecimento muito grande assim ao longo do
- 20:50filme, é que o. Assim acontece uma situação, eu
- 20:53vou dar um pouco um spoiler assim, mas não é nada demais.
- 20:57É que assim eu vou ser bem sincera.
- 20:58Tem algumas poucas coisas que eu acho que são spoilers nesse
- 21:01filme, porque o resto é muito sobre a trajetória dela, sabe?
- 21:04Tipo de vida que a gente vai acabar abordando aqui e ela se
- 21:07relaciona com um cara que a gente vai chamar um novinho, é,
- 21:11e eles têm um relacionamento e tal, a zananã, e ele é uma
- 21:16pessoa que ele gosta muito dela, ele é apaixonado mesmo.
- 21:19E ela, sei lá, tá meio perdida. Ela não sabe muito bem o que ela
- 21:23quer, enfim, e aí acaba que não dá certo e não dá certo muito
- 21:26porque ela não quer que dá certo, tipo, é por isso ela
- 21:29fala, cansei, chega, não quero ser meu chato aqui no meu pé e
- 21:33tá tudo bem. Ela toma essa escolha e aí
- 21:35depois de um tempo ela encontra ele com uma outra pessoa, com um
- 21:39filho, tipo ele já construindo uma família, sabe?
- 21:43E ela ainda tá naquele lugar, naquele café, atendendo,
- 21:46trabalhando, enfim, e. É não só não.
- 21:49Na verdade, ela já está trabalhando com outra coisa ali
- 21:50naquela época, que é com o trabalho dela de fotografia, que
- 21:53é, ela já tinha, ela já tinha dado um upgrade na carreira
- 21:56dela, mas mostra assim muito. E o que é muito interessante da
- 22:00atuação dessa atriz é que muitas coisas não são faladas, né?
- 22:04Só mostra a partir das reações dela.
- 22:06E aí ela vê esse ex namorado dela e que vem muito de um de um
- 22:09lugar assim, tipo, cara, realmente não era para dar
- 22:12certo. Parece que é meio que essa
- 22:13conclusão que ela tem assim. Não era pra eu ter dado certo,
- 22:16porque ele queria algo muito diferente do que eu queria pra
- 22:18mim. Ela está trabalhando com outra
- 22:20coisa. Ela está focada na carreira
- 22:22dela, construindo agora uma carreira depois de ela ter
- 22:24insistido de 5 diferentes. E ela vê que assim, esse
- 22:28parceiro, que era o cara que Ela Foi apaixonada por um tempo,
- 22:31está em outro momento, sabe? Ele queria ter uma filha, enfim,
- 22:34ela, ela passou por todas essas situações e realmente assim eu
- 22:38vejo que é um é uma coisa que você só chega a essa conclusão
- 22:40depois que você já teve uma relação muito madura com o seu
- 22:42passado e com a sua vida também. Desse desprendimento, sabe?
- 22:47De não olhar de uma forma negativa pra uma pessoa que
- 22:50estava na sua vida e que não deu certo.
- 22:52Assim, eu vejo que, por exemplo, eu na minha vida, se eu olho,
- 22:56por exemplo, pro meu ex namorado faz muito tempo, isso já foi uma
- 22:59coisa que eu amadureci, eu amadureci esse término, sabe?
- 23:02Então pra mim, tipo, ver ele com outra vida e coisas nesse
- 23:06sentido, tipo. É isso, sabe?
- 23:09Teve uma trajetória tão diferente da minha, por que que
- 23:11eu IA enfim ficar triste ou ficar com raiva, enfim, e isso
- 23:15foi uma coisa que eu achei muito, muito legal do filme, que
- 23:18ele mostra muito desse amadurecimento da giuli mesmo,
- 23:21porque no começo do filme É Ela é uma pessoa muito autocentrada,
- 23:26EE, tudo é muito sobre ela. Eu quero fazer isso agora, eu
- 23:29quero que seja desse jeito, tanto faz as pessoas, que eu vou
- 23:32atropelar pelo meu caminho assim.
- 23:35EE não que ela faz isso de uma forma meio que às vezes pode
- 23:38parecer que ela é agressiva, não, ela só é inconsequente,
- 23:40sabe? Ela só é uma adolescente e que
- 23:44isso é uma coisa que eu acho que o filme explora bastante, mas
- 23:46depois a gente pode falar mais sobre e depois, ao longo do
- 23:48filme, ela vai tomando toco da vida e ela vai vendo que não é
- 23:51assim, sabe que as ações dela tem consequências e ela vai
- 23:55entendendo que tipo, putz, se eu fizer isso com tal pessoa, a
- 23:58pessoa vai ficar chateada. Pode ser que essa pessoa nunca
- 24:00mais queira falar comigo. Pode ser que eu perca esse
- 24:03relacionamento. Então ela vai passando por essas
- 24:05coisas e no final do filme, você vê que ela se torna uma pessoa
- 24:08muito mais é, eu acho, menos autocentrada e também muito mais
- 24:13em paz com a pessoa e que ela é. Então eu acho que é meio que
- 24:16sobre o descobrimento. Assim, esse filme traz muito da
- 24:18questão delas, descobrir quem ela é, o que que ela quer,
- 24:22enfim, é. E descobri que.
- 24:24Ela não é a pior pessoa do mundo, eu não sei se.
- 24:26Ela tinha essas reflexões quando ela estava no.
- 24:29Começo do filme? Que nem a Amanda falou ela, ela
- 24:32atua. Ela não diz tanto com palavras,
- 24:34é mais com as expressões dela. Mas isso da trajetória da Yuri
- 24:39eu acho muito. É engraçado, não muito
- 24:43interessante falar sobre, porque para mim, uma reflexão que eu
- 24:47tive foi que toda a trajetória dela demonstra que não existe
- 24:52escolha certa na vida. E eu acho que isso é uma coisa
- 24:55que ela não sei se ela aprende, mas é uma coisa que ela
- 24:59demonstra. É, eu acho que a gente se prende
- 25:01muito na vida. É eu, vocês sabem, eu falei no
- 25:05episódio de coragem, eu tenho muita dificuldade de tomar
- 25:08decisões, porque a Medusa eu tenho que pensar muito, porque
- 25:10eu tenho certeza que eu tô tomando AA escolha certa e não
- 25:14sei o quê. E esse filme deixa muito claro
- 25:16que não existe isso e não sei se ela aprende isso ou se ela toma
- 25:22as decisões, pelo menos no começo do filme, mesmo que elas
- 25:26não sejam a escolha certa, ela toma as decisões que ela quer
- 25:28tomar, então. Eu acho que demonstra muito isso
- 25:31também das áreas cinzentas da vida e que na vida não existe,
- 25:36certo? Não existe errado, não existe
- 25:37bom, não existe mal, é tudo uma área cinzenta.
- 25:40Óbvio que tem escolhas você pode tomar que são melhores que
- 25:42outras, é, por exemplo, não seja cruel esse tipo de coisa, não,
- 25:47mas às vezes você vai errar e é tudo sobre como você lida com os
- 25:52seus erros. E é, eu acho que o filme inteiro
- 25:58é, é. Eu aprendendo a navegar nessas
- 26:02áreas cinzentas da vida. E é uma coisa que a gente que tá
- 26:04assistindo também tem que aprender, que a gente não pode
- 26:06controlar tudo e que é você, você tem coisas para falar sobre
- 26:11isso. Eu acho que você tem coisas para
- 26:13falar sobre isso, amiga. E era isso que eu queria
- 26:15escutar. Sim, eu eu queria.
- 26:18Entender tipo, como foi pra você?
- 26:20Porque o filme ele trata muito disso, né?
- 26:22Tem 11 parte também do filme que eu não vou dar muitos detalhes,
- 26:25porque isso vai ser um spoiler mesmo que uma das pessoas do
- 26:28filme fala todas as coisas que deram, não o meu.
- 26:33O maior medo da minha vida sempre foi é que as coisas
- 26:35fugissem do controle, então que eu não que as coisas não dessem
- 26:38certo. Então eu sempre foquei nessas
- 26:41coisas, e aí a pessoa fala, ela tá no final da vida dela e as
- 26:45coisas que deram errado. Na minha vida, foram as coisas
- 26:48que eu não estava olhando. Eu não estava prestando atenção,
- 26:52porque eu tava tão focado nas coisas que eu tinha que
- 26:55controlar, que eu não consegui olhar para as coisas que
- 26:58precisavam ter atenção, sabe? E eu acho que isso também é uma
- 27:03coisa que a gente já trouxe em vários episódios.
- 27:04O tanto que a gente tem que ter cuidado com nós mesmos, assim é,
- 27:10e os momentos que a gente tá vivendo?
- 27:11Também tem um episódio que a gente soltou que é sobre para de
- 27:15viver o futuro, que a gente fala muito da importância de estar no
- 27:18momento presente, do tanto que às vezes a gente não presta
- 27:20atenção e que a gente vive muito no automático e a gente vive uma
- 27:23vida muito controladora, todos nós, porque nós vivemos num
- 27:26mundo capitalista que é um mundo controlador.
- 27:29Então pra você conseguir fazer tudo que você precisa fazer,
- 27:31você tem que ter uma rotina com muito controle.
- 27:34E às vezes as coisas vão fugir do nosso controle e às vezes vão
- 27:39ser coisas. Que a gente não conseguiu
- 27:41prestar atenção porque a gente tava tão focado em outras
- 27:44pequenas coisas que, por exemplo, um problema de saúde
- 27:48que é uma falta de controle tão grande que a gente não IA
- 27:52conseguir ver, porque talvez a gente não vai no médio com sei
- 27:54lá quantos anos. A gente não faz os nossos exames
- 27:56de rotina, porque a gente sempre tem muitas outras coisas pra
- 27:59fazer. Ah, porque o meu trabalho é mais
- 28:01importante, porque o dinheiro que eu vou ganhar, porque as
- 28:03coisas que eu tenho que fazer no meu dia e até que ponto também
- 28:07isso é a vida, sabe? É.
- 28:10Não sei. Eu eu tô me relacionando muito
- 28:12com esse episódio hoje porque, enfim, no dia que a gente tá
- 28:15gravando, foi o dia que a gente lançou, né?
- 28:17E também me lembra de de novo da música do John Lennon, do
- 28:23Beautiful boy, que eu já tinha falado que que AA vida é o que
- 28:26acontece quando a gente tá fazendo outros planos, sabe?
- 28:29E, enfim, não necessariamente é isso que o personagem ele fala,
- 28:33mas é como eu me identifico também na minha, na minha vida.
- 28:37O que eu acho que ele quis dizer é que ele tinha muito certo o
- 28:39que aconteceu na vida dele, tipo, Ah, vou casar, vou ter
- 28:44filho, vou envelhecer, vou me aposentar e vou morrer.
- 28:47O personagem que fala essa frase e aí o que acontece é que não
- 28:52acontece isso, tipo, nada disso aconteceu.
- 28:55EE fugiu muito do controle dele e aí ele ele chega a essa
- 28:59conclusão e eu acho isso uma fala muito brilhante, quando eu
- 29:02vi assim o filme. Eu acho que eu não prestei tanta
- 29:04atenção quanto eu deveria ter prestado e depois eu vi tipo
- 29:09cortes né, desse, dessa cena e eu fiquei muito arrepiada porque
- 29:13eu fiquei puts que reflexão interessante assim e o tanto que
- 29:17ela ela fala muito do que é a vida, né?
- 29:20E a vida é isso, gente, a vida é cada um desses segundos tá
- 29:23passando e eles estão acontecendo, o que que você vai
- 29:26tá fazendo durante esses momentos, sabe?
- 29:28Eu não tô falando pra você, tipo, largar sua vida e enfim,
- 29:31viver da sua arte na praia. Não, não é isso é tipo.
- 29:34Coloca significado, sabe? Em tudo que você faz, entende
- 29:37porque que você está lá? Eu acho que é isso que a gente
- 29:40tem que sempre ser muito vigilante, sabe?
- 29:43Assim, óbvio, não estou querendo dizer que Ah, não é.
- 29:48Eu entendo que às vezes tem trabalhos e situações em que a
- 29:50gente não tem esse controle. E eu estou falando de um lugar
- 29:53de muito privilégio, sempre lembrando do nosso recorte de
- 29:55classe, raça, que faltou falar isso.
- 29:59Mas eu acho que a gente tem que colocar em intenção, por mais
- 30:02que seja horrível, tipo o trabalho, enfim, a gente assim,
- 30:06a vida é um, é uma jornada. A gente tem que olhar à vista,
- 30:11independente de qual seja bonita, feia, o que que tá
- 30:14acontecendo, sabe? E eu queria muito que você
- 30:16falasse sobre isso, amiga, porque você é uma pessoa que tem
- 30:19ansiedade e você tem essa ânsia por controle muito grande assim.
- 30:24Eu lembro de você falar disso no episódio de não vivo no futuro.
- 30:28Porque você falava que isso era uma coisa que te angustiava às
- 30:32vezes, não ter controle sobre essas coisas, então por isso que
- 30:34eu falei que eu queria que você falasse sobre.
- 30:38É não só um disclaimer. Eu não sei se eu tenho
- 30:40ansiedade. Eu nunca fui diagnosticada, mas
- 30:41eu sou uma pessoa muito ansiosa, é?
- 30:44Desculpa, fiz 11 diagnóstico errado aqui.
- 30:47Esse também a gente não é médico, a gente não é
- 30:49especialista em nada do que a gente tá falando.
- 30:52Mas é, não sei, falando sobre o filme, eu acho que essa.
- 30:57Esse contato que a iuli tem com essa pessoa que fala, putz, me
- 31:02arrependo muito de não de ter tentado controlar coisas que
- 31:06estavam fora do meu controle. Foi um momento muito de virada
- 31:09de chave pra vida dela. Eu acho que no filme dá pra ver
- 31:12isso, que ela toma um rumo diferente da vida dela depois
- 31:16dessa interação. E às vezes elas se contentam com
- 31:18as coisas que vão acontecendo e de novo ela não fala, mas eu
- 31:23interpretei. Pelas expressões dela que ela
- 31:25ficou tipo não, e tá tudo bem. E eu não sei.
- 31:27Eu não tive essa virada do chave na minha vida ainda, eu ainda tô
- 31:30aqui. Não sei se esse filme vai mudar
- 31:32alguma coisa, mas é faz pensar tipo, não tem coisas que não dá
- 31:37para controlar o futuro é uma, sei lá, um conceito muito
- 31:41incerto que gera muita ansiedade exatamente porque você não sabe
- 31:45o que vai acontecer, mas é, não sei exatamente como isso vai ter
- 31:49impacto na minha vida, mas, amigo, eu queria seguir para.
- 31:53Uma discussão que eu acho muito interessante, que eu mandei pra
- 31:57Amanda antes da gente gravar um link da resenha da Isabela
- 32:00boscov que ela fez esse filme 3 anos atrás, é, a gente pode
- 32:05deixar inclusive o link desse vídeo na descrição se vocês
- 32:07quiserem assistir. Eu achei muito interessante, mas
- 32:09ela tem umas reflexões que eu achei muito boas e que eu me
- 32:13identifiquei muito nas reflexões que ela fez.
- 32:16A Isabela boscov basicamente disse que esse filme retrata
- 32:20muito bem as. Enfim, a geração dos millennials
- 32:24e a geração jezi, porque demonstra muito a adolescência
- 32:29como sendo esse período estendido.
- 32:31É, é. A gente fala muito isso na
- 32:33escola, né? Que a adolescência é um conceito
- 32:35muito recente que tinha, sei lá, no período industrial, por
- 32:38exemplo, tinha as crianças. Elas não podiam trabalhar, mas a
- 32:41partir do momento que elas podiam trabalhar, elas eram
- 32:43adultos, então. O conceito de adolescência e
- 32:46essa fase de transição que você não é, é criança, mas você ainda
- 32:50não é adulto. Você é uma pessoa meio incerta,
- 32:51você não sabe o que você está fazendo ainda.
- 32:53É um conceito muito recente. Eu acho que mais recente ainda é
- 32:56a ideia de que a adolescência se estende pra mais dos 19 anos.
- 33:01Então a gente fez um episódio de adolescência e muitas pessoas da
- 33:04nossa idade vieram falar com a gente, tipo, nossa, eu sou uma
- 33:07pessoa de 23 anos e eu me sinto adolescente.
- 33:11Por quê? Porque a adolescência é esse
- 33:12período que você está tipo, Ah, o que que eu vou prestar no
- 33:14vestibular, o que que eu vou fazer com a minha vida, para
- 33:17onde eu estou indo? E esse período pode se estender
- 33:20por muitos mais anos, que nem a Amanda falou.
- 33:23Aí o lei começa o filme com quase 30 anos e ela é uma
- 33:26adolescente de 20 e muitos anos, porque ela ainda está se
- 33:30descobrindo, descobrindo é qual o lugar dela no mundo.
- 33:34E isso outra reflexão. Tem pessoas que já descobriram
- 33:38qual a proposta delas no mundo que que elas estão fazendo.
- 33:40Eu não sei. Pode ter pessoas muito mais
- 33:42velhas que ainda estão descobrindo isso, mas mas eu
- 33:46acho que isso é um é um lugar onde muitas pessoas é, enfim, da
- 33:51minha idade, talvez até de 30 anos mais velhas, que se
- 33:55identificam muito com a iuli nesse lugar de ainda está
- 33:58tomando decisões erradas e meu errar aí um relacionamento e não
- 34:04saber muito o que fazer com a carreira.
- 34:06Porque representa essa adolescência estendida e isso de
- 34:11mudar muito de ideia. Também representa nossa geração,
- 34:14porque a gente é exposto a muitas coisas.
- 34:17Isso a gente sempre fala, né? Redes sociais e não sei o que.
- 34:20Você é exposto a tantas realidades diferentes.
- 34:23E quando você é exposto a essas realidades, elas não são mais
- 34:27tão distantes elas. Você às vezes descobre, como eu
- 34:30posso fazer pra ir estudar na Espanha?
- 34:33Você e você pode estudar na Espanha?
- 34:35Eu mesma tipo, fiz intercâmbio na Itália, gente, a Itália é
- 34:38muito longe daqui. Às vezes eu penso, é tipo Mano,
- 34:40meio inconcebível que eu tipo, já morei lá, eu tipo, já viajei,
- 34:45Mano pros Estados Unidos também é muito longe.
- 34:47Às vezes pra mim, quando eu paro pra pensar em conceitos de
- 34:50espaço, eu fico tipo, meu Deus, é realmente muito longe
- 34:53fisicamente, só que enfim, hoje em dia a gente tem muitos
- 34:56recursos que fazem. Várias realidades serem mais
- 35:00Mano é factíveis. Sabe, né?
- 35:03É, e quando você tem essa noção, as as ideias de certo e errado
- 35:11também expandem, porque, nossa, eu posso ter uma vida
- 35:15maravilhosa aqui em São Paulo, mas eu também posso ter uma vida
- 35:17maravilhosa, sei lá na Índia, tipo, como eu sei qual é a
- 35:21escolha certa? E eu acho que a iuli representa
- 35:23muito isso, porque ela muda de ideia várias vezes.
- 35:25E eu acho que talvez uma coisa geracional seja o que a gente
- 35:28muda de ideia várias vezes e a gente escolhe muitas coisas
- 35:30diferentes, porque a gente está exposto a muitas opções.
- 35:34E de novo, eu acho que é nisso, de ter várias opções.
- 35:37E aumenta a zona cinzenta, aumenta esse sentimento de não
- 35:43sei o que é certo. E às vezes, pra mim, voltando no
- 35:45que você falou, aumenta minhas incertezas sobre o futuro,
- 35:49porque o futuro é tão grande. Eu posso tomar tantas escolhas
- 35:52diferentes. Enfim, eu acho que nossa essa
- 35:55reflexão da Isabela buscovic foi muito boa, porque eu acho que
- 35:58representa muito sentimentos meus e sentimentos de muitas
- 36:02pessoas da minha idade. Nossa, é com certeza uma coisa
- 36:05que eu queria falar também sobre isso.
- 36:07É gente para pra pensar quantos anos as pessoas viviam
- 36:11antigamente, sabe? Sei lá, as pessoas chegavam aos
- 36:1360 anos. Acabou 60 anos, era tudo que
- 36:16você podia viver. Então, assim, realmente sua
- 36:18adolescência ela tinha que ser, ela era inexistente nessa época,
- 36:21né? Porque depois você já tinha que
- 36:22estar casado, você já tinha que ter uma vida, você já tinha que
- 36:24enfim, aproveitar o máximo. E querendo ou não, nós somos
- 36:27bichinhos da natureza, então o principal objetivo dos humanos é
- 36:31a reprodução. Por mais que hoje em dia a gente
- 36:33programa diz isso porque nós somos seres pensantes, ainda
- 36:36assim, é uma coisa que rege muito a nossa vida, que é tipo,
- 36:39cara, até que.eu, posso engravidar e ter um filho.
- 36:43Hoje em dia a gente tem muito mais recurso pra isso.
- 36:46Do que a gente tinha antigamente.
- 36:47Hoje em dia, uma mulher ter filho com 40 anos é possível, é
- 36:50factível. Há 1020 anos atrás, não há 1020
- 36:53anos atrás, isso era uma gravidez impossível, de alto
- 36:57risco. Isso acontecer, ser uma cagada
- 36:59absurda. Então é, tem essa questão também
- 37:02de tipo realmente Oo peixe da vida.
- 37:05Ele, ele diminuiu, porque hoje em dia a gente tem mais tempo.
- 37:09Hoje em dia as pessoas vão chegar aos 100 anos, hoje em dia
- 37:11uma pessoa de 90 anos. É muito comum, tipo você ter uma
- 37:15pessoa que chega até os 90, entendeu?
- 37:17Hoje em dia é uma pessoa que morre aos 70.
- 37:19As pessoas ficam, meu Deus, morreu muito jovem, mas é, é, é
- 37:23realmente gente. A vida expandiu e porque ela
- 37:25expandiu, que legal que ela expandiu.
- 37:27A gente tem mais tempo de errar. A.
- 37:30Gente tem mais tempo de se de se jogar.
- 37:33A gente tem mais tempo de não saber o que que a gente tá
- 37:35fazendo. Isso é muito interessante assim.
- 37:38Isso é uma coisa que eu eu agora falando.
- 37:42Eu eu até coloquei em perspectiva isso pra mim, porque
- 37:44eu tenho 23 anos, a Ana Lu também e eu por muitas, muitas
- 37:48vezes fico me cobrando tipo, cara, eu tenho 23 anos e eu não
- 37:50sei o que eu estou fazendo, eu não faço a mínima ideia e ao
- 37:53mesmo tempo eu olho e falo, gente, mas o que que são 23 anos
- 37:56da minha vida inteira, sabe? É 1/5 da minha vida.
- 37:59Quantos outros capítulos eu ainda não tenho?
- 38:02Tipo pra pra rolar talvez um até mais perto de um quarto do que
- 38:05de 1/5? Eu acho que eu dei uma
- 38:07exagerada, mas assim mesmo assim, sabe?
- 38:10E tipo, na metade da minha vida eu ainda vou ter uma outra
- 38:13metade, tipo, ou seja, daqui a 23 anos eu ainda vou ter uma
- 38:18outra metade pra ser percorrida. Então é muito tempo, é muita
- 38:21coisa que dá pra ser feita, sabe?
- 38:24Então acho que essa reflexão ela é muito importante e eu acho que
- 38:28é uma coisa que às vezes as gerações passadas, elas têm
- 38:30muita dificuldade de entender exatamente por isso, porque a
- 38:32vida Pra Elas era uma coisa muito mais curta, sabe?
- 38:36Mas o tanto de gente que, tipo, não estou falando mal da
- 38:38aposentadoria, tá? Mas tipo assim, as pessoas às
- 38:41vezes se aposentam e não tem o que fazer, sabe?
- 38:43Falou isso pela minha própria avó, tipo, ela não tem muito o
- 38:46que fazer, porque é meio que isso assim, na cabeça dela, ela
- 38:49achou que ela não IA viver tanto tempo.
- 38:51Aposentada, sabe? Tipo, é um pouco essa AA cabeça,
- 38:55porque antigamente a aposentadoria 60 anos ou 55, sei
- 38:59lá, é porque as pessoas iam morrer com 70, então era tipo 15
- 39:01anos que você tinha pra e aí você IA até meio cadavérico,
- 39:04sabe? Uma pessoa de 70 anos, minha vó
- 39:06fez tem 80 anos e vai pra academia, entendeu?
- 39:09Então ela tá ótima. Então eu acho que um pouco que
- 39:13mudou também essa parte até da evolução humana, sabe, do
- 39:16desenvolvimento, enfim, acho que isso tem muito impacto, tipo
- 39:20claro que tem todos os os desdobramentos sociais e
- 39:23sociológicos e que fazem que a nossa, a nossa geração, eu acho
- 39:27que é uma geração muito disruptiva, com muita coisa.
- 39:31Eu acho que a nossa geração é é tipo boom assim, acho que a
- 39:36geração antes, talvez a geração dos nossos pais também tenha
- 39:38sido muito. Mas eu acho que a nossa está
- 39:40sendo muito disruptiva e ela causa muito, muito bo assim, eu
- 39:45acho que poucas pessoas são compreensivas com a nossa
- 39:47geração, sabe? É, eu sinto muito isso porque eu
- 39:50escuto muito isso que a nossa geração eu não gosto de
- 39:52trabalhar. A nossa geração só fica é
- 39:55mimimi, sabe? Tem é preguiça e não a nossa
- 40:00geração literalmente problematiza as coisas que fazem
- 40:04sentido serem problematizadas, tipo, cara, eu quero ter uma
- 40:06vida para além do meu trabalho. Eu não vou ficar tipo, aceitando
- 40:10a pessoa me tratar mal. Eu Acredito em respeito, Eu
- 40:13Acredito em relações equilibradas.
- 40:15Essas são as coisas que eu acho que a nossa geração traz e que
- 40:18causam muito. É muita dificuldade das pessoas
- 40:21de outras gerações e é exatamente por isso, porque a
- 40:24gente olha pra vida e a gente fala que a gente vai ter todo
- 40:26esse tempo. Tem que valer a pena
- 40:28minimamente, sabe? Eu tenho que ter um pouco de
- 40:30qualidade de vida durante toda essa trajetória que eu vou ter.
- 40:33Então é dessa reflexão assim, são essas reflexões que eu tenho
- 40:37às vezes, sabe? Pensando tipo, cara, é muito
- 40:39tempo que a gente vai ter e esse muito tempo ainda tem que ser
- 40:42minimamente prazeroso. É, não dá pra não dá pra ser um
- 40:46inferno por tipo 40 anos da minha vida pra depois eu não
- 40:50trabalhar mais e aí ficar sem fazer nada porque eu só sei
- 40:53trabalhar, porque eu não tenho repertório, porque eu não tenho
- 40:55amigos, porque eu não tenho, enfim, hobby, sabe?
- 41:00Acho que isso é algo muito legal que a nossa geração traz e eu
- 41:04acho que fala muito da perspectiva que agora a gente
- 41:08sente que a gente vai viver muito tempo, que a gente vai ter
- 41:10muito tempo nessa vida para fazer o que a gente quiser,
- 41:12sabe? Eu acho interessante que ao
- 41:16mesmo tempo que são muitas pessoas que estão passando por
- 41:19isso de ver, sei lá, adolescência como período
- 41:22estendido assim, Ah, você tem, tem, você vai ter muito tempo de
- 41:27vida, então você vai ter muito tempo para se descobrir.
- 41:30Eu vejo isso quando eu vejo, sei lá, na internet, vejo muitas
- 41:33pessoas de 30 anos assim ou mais, que tem muito interesses
- 41:36parecidos com os meus, entendeu? Que tem de 3 anos.
- 41:39Então você vê isso. Mas a pressão social de você ter
- 41:42sua vida resolvida até os 30 anos não passa.
- 41:45Tipo, é meio bizarro, tipo a experiência de ser uma pessoa de
- 41:4930 anos, vamos supor, com a vida incerta, normal, mas a pressão
- 41:54ainda existe, isso é meio. Bizarro.
- 41:57Mas eu acho que ao mesmo tempo que a gente tem isso, tipo, sei
- 42:01lá nossa muita perspectiva de vida.
- 42:03Eu não sei porque exatamente o que você falou que me lembrou
- 42:05disso, mas sei lá que a gente vê o estigma que a gente tem da da
- 42:09geração z é como uma geração preguiçosa, como uma geração que
- 42:13preza muito pelo bem-estar e não sei o quê.
- 42:16Tipo, sei lá, eu acho que. Hoje em dia, por exemplo, se
- 42:21você vê alguém falando, eu falo, Mano, eu não quero virar
- 42:23madrugada no trabalho de viração z às vezes as pessoas só
- 42:26continuam nossa, folgada, Hein, folgado?
- 42:28E, tipo Mano, primeiro que eu discordo desse discurso.
- 42:32A gente já falou várias vezes, se você quiser saber sobre nossa
- 42:34opinião, vai lá no nosso cidade de rotina.
- 42:37Mas eu acho que a gente também tem muita perspectiva de que
- 42:40tipo gente, o mundo também que tá acabando, tá?
- 42:42Então vamos. Aproveitar o que a gente tem
- 42:45aqui. É, e às vezes é meio tipo uma
- 42:48dicotomia de tipo, AI eu sigo a pressão social que já está aqui
- 42:51há muito tempo e sei lá, viro à noite, porque é o que é esperado
- 42:55de mim. Ou eu tenho a minha vida
- 42:57resolvida até os 30 anos, porque é o esperado de mim, ou eu sigo
- 43:00mais, sei lá, as minhas vontades, que são as tendências
- 43:04da geração ZE desses millennials mais novos.
- 43:07Eu pensei até na Greta thunberg, que eu acho que todo mundo deve
- 43:10saber quem ela é, mas ela é uma. Mas ela ficou muito conhecida.
- 43:15É quando ela estava na escola ainda e ela começou a fazer tipo
- 43:19uma greve que toda sexta-feira ela não IA pra aula porque ou
- 43:23sei lá não. Toda sexta-feira, talvez toda
- 43:26ela começou a faltar aula porque ela ficou tipo gente,
- 43:29literalmente. Não faz sentido eu ir pra aula
- 43:30porque eu não vou ter futuro, porque eu estou aqui trabalhando
- 43:33pelo meu futuro. Se já está comprovado
- 43:35cientificamente que eu não vou ter futuro, que tipo, a gente
- 43:37acabou com o mundo, entendeu? Eu vou.
- 43:40Parar de ir pra aula EE, dedicar no tempo a Mano, tentar reverter
- 43:44essa situação. E eu lembro quando eu eu tive
- 43:47uma aula que foi assim, tipo, sei lá, o professor mostrando os
- 43:49dados, tipo na nossa cara, tipo, gente, é real, o que ela tá
- 43:51falando e mostrando o que ela tá fazendo.
- 43:54Eu fiquei tipo, então a gente tem que fazer a mesma coisa,
- 43:56entendeu? Tem que começar a faltar aula de
- 43:57sexta-feira pra é seguir os passos da Greta, tipo, talvez
- 44:01muitas pessoas mais velhas olhassem pra eles e falava,
- 44:03Mano, folgada, não quer ir pra aula de sexta-feira, quer um
- 44:05final de semana de 3 dias. Mas aí eu ficava tipo, Mano, AI
- 44:08que que eu faço? E no final, tipo, óbvio que eu
- 44:10não fiz nada, porque eu pensei que as aulas que eu IA perder de
- 44:13sexta-feira eu IA me prejudicar e no final eu decidi.
- 44:16E conforme as regras da sociedade.
- 44:18Mas nossa geração gente passa por Mano muitos, muitas questões
- 44:24que ele é muito bizarro de pensar e às vezes, Mano, pessoas
- 44:28de de outras gerações não entendem tipo, essa é uma coisa
- 44:31nossa que une todos e é meio tipo Mano.
- 44:33Como a gente decide viver a nossa vida aos tempo?
- 44:36Que tipo, a expectativa de vida é muito maior, a gente tem muito
- 44:40mais tempo, mas também tipo, o mundo está acabando, a gente não
- 44:42sabe muito até quando a gente vai viver, porque não tem
- 44:45desastres climáticos acontecendo e é tipo, AI meu Deus, como a
- 44:48nossa geração escolhe viver? É uma coisa bizarra de se
- 44:52pensar, eu acho que Oo filme retrata muito bem isso, assim,
- 44:55não, exato. E outra coisa também com
- 44:57relação. A tipo ter filho mesmo, pra que?
- 45:00Ter filho se eu não sei quanto tempo isso aqui vai durar, sabe?
- 45:04Óbvio, assim a gente tá sendo meio radical assim, talvez um
- 45:08pouco no nosso discurso, mas é um pouco o que é a realidade,
- 45:11gente, tipo, não sei assim, um mundo, enfim, comprovadamente tá
- 45:17indo pra um caminho, bem, tá indo de base assim, sabe?
- 45:20Então é anão ser que sei lá, seja tudo mentira, OOO.
- 45:27A perspectiva não é muito boa, sabe?
- 45:29Então AO pensamento é tipo, cara, o que que eu vou fazer?
- 45:32Eu vou tipo, Ah, ter um Monte de filho.
- 45:33Pra quê? Pro atacar uma bomba no meu
- 45:36país? Porque também tem isso, porque a
- 45:38gente não vai poder entrar. Em certos países, se isso sai na
- 45:41internet é, tá bom, me esquece. Até por questões políticas, o
- 45:48mundo. Está num lugar muito ruim,
- 45:49entendeu? Assim não tá fácil, não tá
- 45:52fácil. Ah, nossa família sofreu na
- 45:54guerra fria. Ah, vem me ver aqui em 2025,
- 45:57você vê o que é bom? Ah, gente, pelo amor de Deus,
- 46:01mas gente, não, pelo amor de Deus.
- 46:03Não estou criando juízo de valor.
- 46:04Tenho certeza que vi na época da h feira é péssimo, mas tipo,
- 46:08dentro das outras guerras, não estou falando tudo.
- 46:10Questão de. Perspectiva mas assim eu acho
- 46:13que tem um discurso. Muito de que a nossa geração é
- 46:15muito mimimi. Ah, é muito fraca.
- 46:17É muito folgada assim? Não, a gente tipo.
- 46:20Tá passando, olha as desgraças que a gente é.
- 46:23Exposto e tipo na era das redes sociais, das notícias, a gente
- 46:26fica na era do TikTok, a gente tem acesso.
- 46:29Muito fácil a. Muitas desgraças, tipo Mano, é,
- 46:35eu acho que é bem justificado a gente ser uma geração frágil,
- 46:38tipo, não necessariamente que a gente é frágil ao mesmo tempo
- 46:41que a gente é frágil que a gente.
- 46:42Eu acho que a gente é muito impressionável, porque a gente
- 46:44tá exposto a muitas coisas muito Fortes.
- 46:46A gente é muito forte porque Mano?
- 46:48O fato de que a gente aqui é é meio impressionante, tá?
- 46:53É, eu acho que acho que. O que qualifica a nossa geração
- 46:56é resiliência. Assim, nossa, de verdade, tipo,
- 46:59a nossa geração passou pela pandemia, cara.
- 47:01Tipo, passou pela pandemia na época de desenvolvimento.
- 47:05Tipo, isso não é uma tarefa fácil assim, sabe?
- 47:07Eu não tô falando que foi fácil para os para as gerações
- 47:10passadas, mas assim para nossa geração foi uma época muito de.
- 47:14De sociabilidade, de construção do indivíduo, da personalidade,
- 47:19de construção do ciclo de amizade, dos vínculos.
- 47:22Então, assim, o tanto que a gente teve que ser resiliente,
- 47:24sabe? Foi muito difícil assim.
- 47:26É e parece que não é, porque não é uma coisa física, né?
- 47:30É mental. E nós somos a geração também da
- 47:32saúde mental que colocou isso como pauta e colocou como pauta
- 47:36urgente, graças a Deus. E assim o que aconteceu foi e
- 47:39que eu vejo, por exemplo. O tanto que isso era uma pauta
- 47:43que para as pessoas de gerações passadas, Ah, não, menino, não
- 47:46sei o que tá lá, todo mundo agora fazendo terapia e tá muito
- 47:48melhor, muito obrigada, ou tá fazendo atividade física, sabe?
- 47:52Tipo, até que ponto também a nossa geração não trouxe coisas
- 47:57muito boas, sabe? De reflexões muito positivas
- 48:00assim, não sei o que que as próximas gerações vão trazer.
- 48:02Eu acho que é geração alfa próxima, né?
- 48:05Sei lá, não faço a menor ideia, acabou, acabou o alfabeto aí,
- 48:08tipo. As próximas eu acho que a alfa
- 48:11beta gama, sei lá, esses bairros aí, mas enfim, não sei o que que
- 48:14eles vão trazer. Muito provavelmente a gente vai
- 48:16ter muito com o que aprender com eles.
- 48:18E uma coisa que eu espero muito ser é ser uma pessoa que seja
- 48:21aberta para gerações futuras. Eu não quero ser essas pessoas
- 48:25que não conseguem, enfim, aprender depois de um tempo que,
- 48:29Ah, só o que tava na minha época tava certo, que é uma grande
- 48:32mentira. Eu acho que a gente tá sempre em
- 48:33consulta de evolução ou não. Também tem certas coisas que a
- 48:36gente às vezes dá uma caidinha. Mas, enfim, é.
- 48:42Acho que isso já já fugiu um pouco do escopo do filme.
- 48:45Mas acho que são reflexões que o filme traz, são muito
- 48:47importantes. Exato, eu acho que foi uma é
- 48:49essa. Reflexão que a Isabela boscov
- 48:51faz da geração que tem muitas opções.
- 48:55Assim, é, é muito o que é retratado no filme?
- 48:59É, mas vamos já finalizando, amiga, eu queria recomendar o
- 49:04filme pra quem não assistiu. Pra quem assistir, eu queria
- 49:07saber se vocês concordam com as nossas reflexões.
- 49:09Se vocês têm outras reflexões legais sobre o filme, é e
- 49:13recomendar. Eu eu quero assistir de novo,
- 49:16recomendar pra mim mesma também, eu quero assistir de novo com
- 49:18outros olhos. Eu acho que é um filme que
- 49:19talvez tá ficando melhor quanto mais você vai assistindo, sabe?
- 49:23Sim, é. Eu acho que os filmes que trazem
- 49:25reflexões. Assim eles são.
- 49:28São um pouco assim. Eu senti isso um pouco também
- 49:29quando a gente leu a vegetariana, tá?
- 49:33Quando eu li, eu fiquei. Meio eu não quero ler de.
- 49:35Novo porque foi um livro que foi traumático para mim.
- 49:37Mas mas conforme eu fui vendo, enfim, discutindo com você
- 49:42também sobre o livro, foi algo que eu respeitei muito mais do
- 49:46que eu tinha respeitado quando eu estava lendo, sabe?
- 49:48E é um pouco isso, gente. Espero que vocês tenham gostado
- 49:51do episódio, que tenha feito. O mínimo de sentido é saibam
- 49:56que, enfim, a ideia do clube, da cultura é isso, a gente só
- 49:59trazer novos tópicos para a gente discutir em cima.
- 50:02Das obras que a gente vai ler e que a gente vai consumir, que
- 50:05também é uma forma de construção do nosso repertório, sabe?
- 50:07Porque o que nós somos aqui são os comunicadores, então a gente
- 50:11está trazendo assuntos na nossa vida, enfim, e querendo ou não,
- 50:16é importante pra gente também criar esse repertório, pra poder
- 50:18trazer conteúdo mais sofisticado mesmo pra vocês que esse é o
- 50:22intuito, né? Então é, é isso não é
- 50:26obrigatório, a bibliografia nunca vai ser obrigatória.
- 50:29Quem sabe um dia a gente monta um clube.
- 50:32Físico. E aí talvez criar esses
- 50:34encontros com pessoas que estejam interessadas, se isso
- 50:36for uma demanda de vocês. Mas é, é sobre o clube da
- 50:41cultura só. Retomando, caso vocês não
- 50:43roleçam direito, é 11 episódio que a gente faz sempre na última
- 50:48quinta-feira do mês a gente lança o episódio do toda
- 50:50quinta-feira. Na última quinta-feira do mês a
- 50:52gente lança nossos episódios do clube da cultura.
- 50:54Geralmente no na primeira quinta-feira do mês a gente
- 50:57anuncia. Qual vai ser o livro, a série, o
- 50:59filme que a gente vai assistir e eu queria ouvir de vocês, agora
- 51:01tá acabando o ano ou só mais uma coisa, você vai fazer 6 meses no
- 51:04final de dezembro. Eu queria saber de vocês, se
- 51:08vocês gostaram do clube, da cultura, se vocês querem que ele
- 51:11continue no ano que vem, saber um feedback assim, porque a
- 51:15gente pensa no podcast pensando em vocês, né?
- 51:17Pensando no que vocês querem ouvir, é, se vocês querem ouvir
- 51:20a gente falar de alguma coisa específica, por favor comentem,
- 51:23mas é pensando no. No ano que vem, já 2026, eu
- 51:27quero ouvir de vocês, vocês querem saber?
- 51:29É, eu acho que mês que vem a gente não vai ter clube da
- 51:31cultura, porque a gente vai fazer reflexões de final de ano
- 51:35na última quinta-feira do mês, então vai, vai ficar faltando,
- 51:38mas é um tempinho aí pra pra gente repensar.
- 51:40Vocês gostam do clube, da cultura, vocês querem mais?
- 51:43Sim, é a ideia. Enfim, isso é pra vocês, pra
- 51:47gente e pra vocês mesmo. Enfim, é um pouco sobre isso.
- 51:50Mas enfim, voltando só mais uma coisa, amiga, qual que é a sua
- 51:53música da semana? AI, meu Deus, pera, eu tenho que
- 51:56abrir? O Spotify.
- 51:57Ah, o five second of Summer lançou um álbum novo, gente,
- 52:01vocês lembram dos five second of Summer?
- 52:04Lembra 2010, 2011, época o One Direction dos Estados Unidos?
- 52:09Não One Direction da Austrália, amiga.
- 52:12Ah, eles são australianos. A amiga não gostava.
- 52:15Eles lançaram aquela música shilo, que.
- 52:17Superfect. Aí, ao mesmo tempo, que tipo,
- 52:20eles abriam os shows do One Direction, as pessoas
- 52:22rivalizavam, gente, estou voltando agora, tá?
- 52:24É, e eu amo o fath second the Summer, porque eu tipo criei um
- 52:30vínculo muito forte com o álbum que eles lançaram, tipo na época
- 52:32da pandemia, chamo com e Mano, envolvi um vínculo muito grande
- 52:38com esses álbuns da pandemia, né?
- 52:39Tipo folclore, every more. Calma, ué, não, o Future nos não
- 52:43é o Future nostálgia da dor de estágio, tipo esses álbuns de
- 52:46pandemia é que o que eu fazia o dia inteiro era escutar música,
- 52:50né? Aí tipo, criar um vínculo muito
- 52:53forte com faz second of Summer, a banda e eles lançaram um álbum
- 52:55novo, então eu vou dizer uma música do desse álbum.
- 53:01A música chama amscared all never Sleep again e é muito bom,
- 53:05eu recomendo. E a sua amiga?
- 53:08Gente. AA minha música, ela também é
- 53:11muito parecida com a ideia do que a Ana Lu trouxe aqui.
- 53:14Pandemia também viciada em música, viciada em música e foi
- 53:19quando eu me tornei fã de the nabour, que é a minha banda
- 53:22favorita, tipo gente, de verdade, a minha banda favorita,
- 53:25esquece eles, esqueçam todos, entendeu tudo, eu amo eles.
- 53:29Eles lançaram o álbum agora, por que que eu tô tão entusiasmada?
- 53:32Porque eles lançaram o álbum muito na estética passada deles
- 53:36e acabou de lançar. E a primeira música do álbum, eu
- 53:39acho que vai ser uma das minhas músicas do ano.
- 53:41Tipo, eu acho que eu vou escutar ela tantas vezes que eu não vou
- 53:43conseguir parar de escutar, que se chama hula girl.
- 53:46É que é tipo a menina do Havaí assim, sabe?
- 53:50Só que, Ah, eu vou contar. Porque?
- 53:52Enfim, um é spoiler, spoiler da música.
- 53:55Não existe isso. A história é um cara que tá
- 53:57dirigindo e aí ele capota o carro e ele tem uma hula girl.
- 54:01Gente, é muito boa essas músicas que contam uma história.
- 54:06E não EEA, história e tipo videoclipe.
- 54:08Sobre isso é tipo, é sobre um cara, tipo velho assim e, enfim,
- 54:12maravilhoso. Todas as vezes que eu critiquei
- 54:14o Jesse aqui, eu descrítico, entendeu?
- 54:16É o homem da minha vida. Eu amo e estou muito feliz e eu
- 54:19estou muito feliz que eles voltaram para essa época.
- 54:21A raiz da banda assim, o amo. Tipo, tem algumas músicas que eu
- 54:25não gostei tanto, mas a grande parte é muito boa.
- 54:28E a primeira música, tipo que nem the fair, a filha do álbum
- 54:31da Taylor sabe, abriu o álbum e tipo, prometeu.
- 54:35Foi isso, foi hula girl, então eu supre, indico, Duda
- 54:38nêberhood, vou escutar agora, só deu Falange que não deu vontade
- 54:42de escutar, já deu saudades, mas é isso bom, então agora a parte
- 54:46final, né galera? Já sabem, sigam a gente em todas
- 54:50as nossas redes sociais. Nós estamos no Instagram e no
- 54:52TikTok como só mais uma coisa, vocês também podem escutar,
- 54:56ponto pode, só mais uma coisa, ponto pode, importante porque
- 54:59nós somos um podcast. Nós também estamos no Spotify,
- 55:04no Apple Music, no YouTube, então vocês podem assistir e
- 55:07escutar a gente no Spotify. Lembrando que vocês têm a opção
- 55:11de só escutar. Se vocês não quiserem ver o
- 55:13vídeo, não tem problema, mas é muito legal porque vocês
- 55:15conseguem ver a nossa carinha sim.
- 55:17E também na nossa página do TikTok a gente publica os
- 55:21quartos dos nossos episódios. Então se tiver algum trecho que
- 55:24você gostou do episódio, que esteja lá e você queira
- 55:27compartilhar com alguém. Está lá e também se vocês
- 55:30quiserem republicar, sigam a gente lá, curtam os nossos
- 55:33episódios, é os nossos cortes. E também no Instagram a gente
- 55:38tem os nossos posts com relação aos nossos episódios e vem muita
- 55:41coisa legal por aí também no nosso Instagram.
- 55:44E é isso. Não sei se você quer me
- 55:46acontecer alguma coisa. Amiga, não esqueçam de avaliar o
- 55:49podcast por. Favor e deixar a música da
- 55:51semana de vocês. A interação de vocês com o
- 55:53podcast é muito importante pra gente crescer.
- 55:55Gente, por favor, estou me morando.
- 55:58Bom, então é isso depois? Dessa pequena ameaça, né?
- 56:01Eu acho que agora a gente pode seguir pra pra nossa finalização
- 56:06total, né? Espero que vocês tenham gostado
- 56:08do episódio. Nos encontrem.
- 56:11Semana que vem, toda quinta-feira a gente publica um
- 56:13próximo episódio do podcast e é isso, é isso, gente.
- 56:17Até quinta.