Latest / Jota Jota Podcast / SER FUZILEIRO NAVAL VALE A PENA? (Almirante Chagas e Amanda Vitória) | JOTA JOTA PODCAST #216
Transcript
- 0:00Senhoras e senhores, vamos começar mais um JJ podcast
- 0:03daqueles, daqueles que você já sabe que vai ter muito insight
- 0:08especial. Eu estou aqui com.
- 0:14O almirante de esquadra Carlos Chagas, coordenou a participação
- 0:18da marinha do Brasil em operações de ocupação da Vila
- 0:21Cruzeiro, do romplexo, do alemão e atualmente é o comandante
- 0:24geral do corpo de fuzileiros navais.
- 0:30Da Amanda Vitória é da primeira turma de fuzileiros navais do
- 0:34Brasil. Turma feminina hoje serve o
- 0:36batalhão de engenharia de fuzileiros navais.
- 0:39Que seja na guerra, seja na paz, os fuzileiros vão estar lá.
- 0:44A gente está sempre preparado para uma guerra.
- 0:49Esse trabalho eu estou pronto. Se precisar, eu estou aí.
- 0:51Guerra, estou dentro. Paz estou dentro também.
- 0:53Eu estou pronto a todo instante. A força de resposta árbitra do
- 0:59corpo de navais marinha do Brasil foi a primeira e única do
- 1:02Brasil a atingir o nível 3. Qual?
- 1:07A importância dos fuzileiros navais na estratégia do Brasil.
- 1:10Adsumos significa aqui estamos. Como você se sente dentro da
- 1:16marinha como mulher? Pra mim valia muito a pena estar
- 1:19ali, eu sabia o preço que tinha e estar ali.
- 1:26Senhoras e senhores, vamos começar mais um JJ podcast,
- 1:30daqueles daqueles que você já sabe que vai ter muito insight
- 1:34especial. Antes de eu apresentar as
- 1:37pessoas que estarão aqui com a gente, eu quero apresentar o
- 1:41embaixador de comunicação da marinha do Brasil, sr.
- 1:43Flávio Augusto. Cara incrível, você está
- 1:48esbelto, você está magnânimo. Você está alinhadíssimo obrigado
- 1:55mais uma vez. Um prazer, Joel, o prazer.
- 1:57Estar aqui é tipo roxo, é tipo roxo, roxo.
- 2:00Né? Então eu já vim aqui umas 2 ou 3
- 2:02vezes ser entrevistado, né? Aham?
- 2:04E vim uma vez para poder entrevistar numa ocasião
- 2:06especial. Sim, agora é uma outra coisa,
- 2:08ocasião especial para a gente estar aqui junto.
- 2:10Você é seu co roost dessa missão.
- 2:12Que maravilha e eu vou falar aqui para vocês, quem?
- 2:16São as 2 pessoas que estão aqui hoje pra vocês terem ideia dessa
- 2:19envergadura e da honra que a gente tem de aprender um pouco
- 2:24mais, de conhecer profundamente o que que a marinha do Brasil
- 2:27faz pelo país e faz também fora do país, faz pelo mundo inteiro.
- 2:31Eu tô aqui com o almirante de esquadra Carlos Chagas e eu vou
- 2:35te falar um resumo do currículo dele.
- 2:38Primeiro que ele é doutor em relações internacionais e todas
- 2:41as vezes que aparece um doutor na minha frente eu já respeito
- 2:43pra caramba, porque eu valorizo isso.
- 2:45Eu gosto. Eu acho importante?
- 2:47Não, não acho. Tenho certeza que é importante.
- 2:49Se formou na escola naval em 1935, em primeiro lugar, no
- 2:51corpo de fuzileiros navais. Também gosto desse troço de.
- 2:55Primeiro cara, o cara pra ser primeiro meu amigo, ó, não vou
- 2:57te falar eu. Já gosto desse negócio.
- 2:59Cara, pra ser primeiro lugar um negócio desse, o cara tem que
- 3:02ser muito fera. Tem que ser muito fera e se tem
- 3:06sua experiência de campo. Assistente do primeiro force
- 3:09commander da missão das Nações Unidas para a estabilização do
- 3:12Haiti. 2004, 2005. Daqui a pouco ele explica um
- 3:15pouco mais sobre isso. Coordenou a participação da
- 3:18marinha do Brasil em operações de ocupação da Vila Cruzeiro e
- 3:21dom complexo do alemão. Vai vendo, vai vendo, em apoio
- 3:25às forças de segurança do governo no estado do Rio de
- 3:28Janeiro em 2010, assessor especial do ministro de de
- 3:32estado da defesa, coordenador de comunicação social e porta-voz
- 3:36do MDE. Atualmente é o comandante geral
- 3:40do corpo de fuzileiros navais. É só isso.
- 3:45E é só isso, Hein, galera? Aspas é só isso.
- 3:48Cara, e não, não vamos. Ele deve ter dado um trabalho
- 3:51fazer esse mestrado nos Estados Unidos que ele fez.
- 3:52Então vamos citar também, né? Ele é mestre em military studs
- 3:56pela maureen corps University, nos Estados Unidos.
- 3:59Vixe. Maria, tô falando o cara pra ser
- 4:0201, meu amigo é 01. É doutor, é mestre, é 01, tá no
- 4:06fronte, tá tá em tudo. Tá em tudo.
- 4:08Vixe Maria. E ao mesmo tempo, a gente também
- 4:11está trazendo a Amanda Amanda Vitória.
- 4:14Olha só, a gente está falando com o Carlos Chagas e a gente
- 4:16vai falar também com Amanda Vitória.
- 4:18Amanda Vitória, ela já trabalhou na área de fotografia, ela se
- 4:21formou fotógrafa, é fotógrafa, e daí?
- 4:25Olha aí, não sabia, olha aí, olha aí aí.
- 4:28Ela se formou na primeira turma de de fuzileiros navais do
- 4:31Brasil. Turma feminina é da primeira
- 4:34turma, hoje serve o batalhão de engenharia de fuzileiros navais.
- 4:38E a gente ficou sabendo uma coisa que.
- 4:40Pois é, o. Que aconteceu ontem?
- 4:42Será que está certo? Será que uma coisa especial
- 4:43aconteceu ontem, Amanda? Bora vir para cá, é, é.
- 4:48Aconteceu ontem. Você ontem fez aniversário
- 4:52assim, por exemplo? Não, não.
- 4:54Tu tá errado. A.
- 4:55Gente, achou que você tinha feito aniversário ontem, que
- 5:00anteontem? Não e essa e esse mês, e esse
- 5:04mês? Foi aniversário em dezembro.
- 5:05Ah, foi em dezembro, mas dezembro serve também serve,
- 5:08serve também, então produção, então produção foi em dezembro.
- 5:12A gente vai cantar parabéns pré do aniversário dela em dezembro.
- 5:17Cadê, cadê, cadê, cadê, cadê a galera, cadê a galera?
- 5:19Vamos cantar, traz um bolinho. Cadê?
- 5:21Cadê o bolinho? Cadê o bolinho?
- 5:22Vai, vai, vai e é. Isso.
- 5:24Olha aí, muito bem, olha, olha o.
- 5:28Bolo? Ah, o bolo.
- 5:38Esse é o clima, esse é. O clima?
- 5:49Esse é. O clima?
- 5:55A só pra sua velhinha, Amanda, Amanda, a gente.
- 5:58Preparou tudo, com certeza que foi ontem, mas foi em dezembro.
- 6:01Faz hoje, faz 1 ano que eu ingressei na marinha.
- 6:08Espera aí, espera aí? Um ano de marinha do Brasil,
- 6:11então? Está certo, era esse, ó, ó, você
- 6:13acha que a gente não sabe? Parabéns, Amanda.
- 6:20Poxa, um ano. Então vamos começar então um
- 6:22ano. O que que significa um ano de
- 6:24Maria do Brasil? Amanda?
- 6:25Um ano de muito aprendizado, sem dúvidas de desafios.
- 6:29Como qualquer outro militar, nós tivemos desafios, aprendizados e
- 6:33conquistas também. Muitas superações nesse um ano.
- 6:37Que que o que que era a Amanda antes de entrar na amanhã do
- 6:41Brasil e Amanda um ano depois? O que que efetivamente foi
- 6:45transformado aí dentro? Bom, a Amanda era uma jovem
- 6:50sonhadora, não que ainda não seja, mas que desejava muito
- 6:53ingressar no militarismo. Que estudava para concursos
- 6:56militares, que admirava muito as forças armadas, a marinha do
- 7:00Brasil, os fuzileiros navais e hoje por isso eu me sinto muito
- 7:04honrada de fazer parte. E a Amanda sempre pesquisava
- 7:08muito, né? Sobre o militarismo, até estar
- 7:12aqui hoje, né? Passar por todo o processo de
- 7:14informação e hoje fazer parte. Novinha 20.
- 7:18E 3 lá? Tenho 22. 22 anos. 22 anos já
- 7:22tem uma envergadora considerável.
- 7:25Jovem. É, pode se considerar que sim.
- 7:28Muito bom o Flávia eu quero abrir já com aquela pergunta,
- 7:31sabe aquelas perguntas de conceito?
- 7:33Essas perguntas de conceito são importantes, principalmente que
- 7:36a gente tá falando com o público de grande audiência e grande
- 7:39parte das pessoas conhecem muito pouco das forças armadas.
- 7:41Essa é uma oportunidade, não é, para um público que não conhece
- 7:45e, em especial, conhecer sobre os fuzileiros navais, os corpos
- 7:48de fuzileiros navais que fazem parte.
- 7:50E que faz parte da marinha do Brasil.
- 7:52É isso, exatamente. Conhecer o que?
- 7:54Conhecer isso? Então vamos vamos no conceito,
- 7:55João. Vamos no conceito Chagas, pô,
- 7:57você é? O coordenador geral dos
- 7:59fuzileiros navais no Brasil, explica para a turma a
- 8:02importância disso. Qual a importância dos
- 8:05fuzileiros navais na estratégia do Brasil e até fora do Brasil?
- 8:10Vai ser o review pra gente, eu? Vou começar o talvez o nosso
- 8:14lema, que é adsumus AD sumos significa.
- 8:19Aqui estamos é o lema isso tem. É uma frase pequenininha, mas
- 8:22que significa muita coisa. Significa que seja na guerra,
- 8:26seja na paz, os fuzileiros vão estar lá, e isso tem sido desde
- 8:31a criação. A gente chegou aqui em 1808
- 8:33protegendo a família real, atravessou o Atlântico,
- 8:35prosseguiu. Na família real.
- 8:37Quando? Saiu de Portugal para vir para o
- 8:40Brasil e depois nunca mais saímos.
- 8:42Ou seja, a origem do corrupção no Novaes vamos hoje 217 anos,
- 8:45ela nasce com essa história. Então já é uma história desde
- 8:48cedo, um de prontidão, prontidão, e não é pronto é
- 8:53amanhã, não é pronto depois é pronto hoje e agora não sei se
- 8:56alguma coisa acontecer. Em 6 horas eu vou ter gente em
- 8:59condições de responder a qualquer coisa.
- 9:01Como eu posso citar vários exemplos durante a nossa
- 9:03conversa aqui? Então é essa.
- 9:05Essa questão da prontidão é é uma coisa que tá muito forte no
- 9:08Ethos do fuzileiro. A segunda é o que a gente chama
- 9:11de capacidade experdicionária quer ir a qualquer lugar do
- 9:15Brasil ou do exterior levando as nossas coisas para fazer uma
- 9:19operação e levando as coisas. Eu digo, eu vou fazer programa.
- 9:22A gente trabalhou fortemente No No Socorro às vítimas do Rio
- 9:25Grande do Sul. Certo, Na Na ação humanitária lá
- 9:28levamos todo o material e não adianta numa situação dessa
- 9:30chegar, eu vim para ajudar, Ah, mas eu não tenho nada, eu
- 9:33preciso de água, eu preciso de comida, então você veio para
- 9:35ajudar ou veio para atrapalhar? Então é mais ou menos essa a
- 9:37história toda. E o terceiro é por ser da
- 9:41marinha do Brasil, ou seja, o corpo de teus lavais, ele não
- 9:43existe sem a marinha do Brasil, ela é parte intrínseca e
- 9:46inseparável, é uma tropa anfíbia, então a nossa
- 9:48preferência, ainda que a gente vá de qualquer maneira, vai de
- 9:51avião, vai pro bolso. É por rodovia.
- 9:54A nossa preferência é embarcar, desembarcar 2 navios da marinha
- 9:57uhum para o litoral e hoje OE com o Brasil, com esse litoral
- 10:01do tamanho que nós temos. Isso aí tem 11 importância
- 10:05incrível, então é, é isso, ou seja, a essência do corpo de
- 10:08Deus navais é essa, essa essência de prontidão, de
- 10:11capacidade Expedicionária, de capacidade anfíbia.
- 10:14É uma tropa estratégica que o Brasil tem.
- 10:17Teve presente em todos os grandes episódios da da história
- 10:20do Brasil, ou seja, às às vezes a história até se confunde, a
- 10:23história navais com a própria história do Brasil.
- 10:26E é uma carreira de desafios, né?
- 10:29Ou seja, a Amanda mencionou agora do desafio que Ela Foi
- 10:32para entrar essas coisas todas. E é um desafio.
- 10:34Ou seja, para o para aquele jovem, quando entra é é um
- 10:38processo de superação, exatamente por ser uma Tropa de
- 10:42Elite que vai tirar você da zona de conforto para sair.
- 10:46Muito melhor do que entrou. Tem gente que fica 3 anos, 6
- 10:49anos, tem gente que fica a vida toda, como é o meu caso, e todos
- 10:53eles eu tenho certeza que trazem 11, desafio muito grande, 111,
- 10:57crescimento muito grande, além da certeza de que tá no na
- 11:01tropa, a única. Isso aí é importante, eu gosto
- 11:04sempre gosto de dizer, é a única tropa 100% profissional que o
- 11:06Brasil tem, é a única. Eu não tenho é conscrito, eu não
- 11:10tenho serviço militar obrigatório, eu só tenho
- 11:12militares, é profissionais, todos, sem exceção.
- 11:16Desde a Amanda, que é soldado, ou seja, que a gente chama de
- 11:18mais moderno, até o romirante esquadro, comandante geral,
- 11:22todos passaram por um concurso público e por um processo de
- 11:28transformação, ou seja, depois tem faz a prova para sargento,
- 11:31faz para cabo, faz o curso de cabo, faz o curso de sargento,
- 11:34tem vários outros. Tem várias maneiras que eu posso
- 11:36falar mais adiante, como entrar na marinha, mas o fato todos os
- 11:39profissionais. Tropa de Elite da marinha do
- 11:41Brasil, que projeta o poder da marinha sobre Terra.
- 11:44Explica um pouco mais essa questão do que é a única tropa
- 11:47profissional. O que, o que que?
- 11:49Qual é o critério? Como, como que é isso a única
- 11:52que é profissional? É Oo critério, ele é.
- 11:55Ele é relativamente simples, né? Ou seja, Oo Brasil, ele tem o
- 11:58serviço militar obrigatório, OKE é importantíssimo, tá pra pra
- 12:02questão da integração nacional, uma série de coisas, mas no caso
- 12:05do do corpo, de se tratar de tropa que tem que estar pronto,
- 12:08eu não posso me dar ao luxo de não ter.
- 12:11De estar é preparando o soldado durante o momento que ele chega.
- 12:15Então o soldado, ele vai, vai para um curso de treinamento,
- 12:18Passa Quatro meses lá fazendo o treinamento e ele já sai, ele
- 12:21faz esse concurso, entra, só entra quem quis entrar.
- 12:24Todos são voluntários, ninguém é serviço militar obrigatório, e
- 12:28depois ele vai fazendo vários cursos.
- 12:29Ele só progride na carreira se ele passar nas outras provas e
- 12:34fizer esses cursos, senão ele não progride, senão ele tem que
- 12:37ir embora um pouco mais cedo, alguns vão mais cedo porque não
- 12:39passam da prova. E outros vão mais cedo porque
- 12:42eles simplesmente acharam que não era a praia dele.
- 12:46Exatamente. Mas o fato é, todo mundo que
- 12:48entrou sai muito melhor do que quando chegou, porque passou por
- 12:52esse processo já indicado de aprendizagem.
- 12:54Chamou atenção aqui Joel, 11 frase também dentro do conceito
- 12:58que o almirante falou que é na paz e na guerra.
- 13:03É é esse conceito. Pelo que eu entendo, é um
- 13:05conceito fundamental dos fuzileiros navais.
- 13:08O senhor pode explicar um pouco mais sobre o que é na paz e na
- 13:10guerra? Sem dúvida, sem dúvida nenhuma.
- 13:12Ou seja, Oo preparo. AA missão prioritária de todas
- 13:17as forças armadas, seja aqui no Brasil, seja no mundo, é
- 13:20preparar para defesa do país, defesa contra ameaças externas,
- 13:23principalmente. E isso aí é uma condição, é
- 13:27inexorável. A gente não pode deixar de estar
- 13:29pronto. Os perigos eles acontecem.
- 13:32E a gente não tem noção do momento que vão chegar.
- 13:35Eu sempre digo que as forças armadas e as pessoas às vezes
- 13:37tem uma dificuldade de compreender o papel das forças
- 13:40armadas, mas as forças armadas tem que ser como um corpo de
- 13:42bombeiros, vamos dizer assim, eu compro menos, as pessoas
- 13:44entendem melhor pela proximidade do dia a dia, a gente espera
- 13:47nunca ter que usar, mas se tiver um incêndio aqui, a gente quer
- 13:52ter certeza que ele esteja pronto, e é o caso das forças
- 13:54armadas. Então, então é essa questão do
- 13:57da guerra, isso é estar pronto para ser empregado.
- 14:01Sempre necessário e ao mesmo tempo isso aí, ele ele passa por
- 14:04todo o processo de paz também. Então, na paz, a gente trabalha
- 14:07no preparo para que estejamos efetivamente prontos para isso.
- 14:11E acaba que fazemos uma série de outras atribuições que.
- 14:14É, não são as principais, mas que são importantes, são
- 14:18constitucionais. Elas são legais, tão previstas
- 14:21na construção e nas leis que são.
- 14:22Por exemplo, essa operação de garantia da lei da ordem em é
- 14:26auxiliando as tropas de segurança pública em Vila
- 14:28Cruzeiro e Vila alemão em 2010. Essas várias operações de
- 14:31garantia da lei da ordem que o as forças armadas têm
- 14:34participado e o corpo teus navais participou de todas elas
- 14:37OA questão da das operações de apoio a defesa civil e ajuda
- 14:42humanitária. Agora no sul, como foi dito bem
- 14:47bem anunciado, um exemplo clássico, eu vou até aproveitar
- 14:51isso aqui, vou atropelar o processo aqui.
- 14:53Vamos a gente tem a gente tem um carro que chama carro lagarto
- 14:56anfíbio, que talvez seja um símbolo maior do da expressão do
- 15:01construção Novaes, que é um carro que ele nada.
- 15:04E ele anda na Terra com a mesma proficiência.
- 15:06Então, o fuzil naval, ele tem que ser muito bom.
- 15:08No mar e na Terra também. Então é esse símbolo máximo que
- 15:11a gente tem, é o carro da arca anfíbio, é um símbolo das
- 15:13principais forças do corpo de sistemas navais.
- 15:15Ele foi ele. Ele foi adquirido, obviamente,
- 15:18para essas operações anfíbios de desembarque, a viva a força para
- 15:21proteger os siseiros da hora eles desembarcarem na praia, e
- 15:24essa é a missão principal deles. Só que quando chegou o incidente
- 15:27no sul, tinha locais que, de outra maneira, não conseguia
- 15:30andar. Então, o que que a gente fez?
- 15:32A gente levou os carros anfíbios para o sul.
- 15:35Em vários locais, eram eles que conseguiam prestar o Socorro.
- 15:38É levar é ajuda humanitária para as pessoas socorrer as pessoas.
- 15:42Tudo foi feito. Então é um é um material que é
- 15:44feito para as operações de guerra.
- 15:47Mais numa situação de paz, numa situação humanitária, ele se
- 15:49presta muito bem. Eu vou aproveitar capturei para
- 15:52eu vou aproveitar para fazer uma entrega para vocês, uma
- 15:55lembrança que você beleza do povo Santos Novaes primeiro aos
- 15:58nossos embaixadores, para que se é o é o clanf, o nosso carro
- 16:00lagarta? Filho, carinhosamente chamado de
- 16:02clanf. Clanf.
- 16:03Clanf clanf que abreviatura é carro lagarta, um filho.
- 16:07Clanf. E também aqui JJ, nosso
- 16:10anfitrião aqui também. Obrigado aí.
- 16:12Pra vocês me lembrarem sempre do corpo dos meus navais da marinha
- 16:14do Brasil, eu acho que isso aqui é um símbolo que que marca
- 16:17muito. Salvou muitas vidas.
- 16:19Salvou muito bem. Que honra um.
- 16:21Negócio muito bacana. Acho que esse é o conceito
- 16:22importante, falar sobre na paz e na guerra, porque é muito fácil
- 16:26entender o papel das forças armadas se o Brasil fosse um
- 16:29país bélico, que tivesse envolvido nas guerras.
- 16:32É, seria muito fácil a gente entender se nós estivéssemos no
- 16:35Oriente médio, por exemplo, que no Oriente médio é aquela aquele
- 16:38barril de pólvora, é onde existem muitos conflitos.
- 16:41Então é muito claro a gente entender AO papel de uma força
- 16:44armada. Aqui no Brasil a gente não tem
- 16:46tradição de guerra, mas é pra quem nos assiste que a maioria
- 16:50são pessoas leigas, que não conhecem sobre essa realidade.
- 16:55É, o senhor poderia relacionar as ameaças reais?
- 17:01Que nós temos perto da gente, perto do Brasil, que não é.
- 17:04Não chega a ser uma guerra, um conflito armado, mas são ameaças
- 17:08que estão presentes. E que as forças armadas armadas,
- 17:11elas atuam na defesa e na proteção da população.
- 17:14E que a maior parte das pessoas não têm a menor ideia.
- 17:17Elas não têm a menor ideia. Eu eu vou começar talvez por um
- 17:20dos conceitos que é é um dos mais importantes para o Brasil.
- 17:25E a marinha do Brasil, ela tem uma consciência muito grande
- 17:28disso, mas como vocês mencionaram, muitas pessoas não
- 17:30tem elas. Elas acham que isso vem de
- 17:32graça. É o conceito da da nossa
- 17:34Amazônia azul, nossos 5,7 milhões de quilômetros de
- 17:37quilômetros quadrados, que ele é, de onde sai 95% das nossas
- 17:41comunicações, é quase todo o comércio passa por lá, o
- 17:44petróleo sai quase todo de lá também, a pesca também sai quase
- 17:47toda. Isso aí é alimenta o Brasil se
- 17:51isso parar. O Brasil para de vez.
- 17:53Então é essa Riqueza, é gigantesca, é muito mais está
- 17:58por vir. Tem muita coisa inexplorada Na
- 18:01Na nossa Amazônia azul, mas é esse conceito que marca ele, é
- 18:04muito maior que a Amazônia. É legal em termos de tamanho?
- 18:08É, representa mais da metade do território nacional, ou seja, é
- 18:1011 coisa enorme. E as tentações são grandes, ou
- 18:14seja, vários países que não tem é, não tem litoral, não tem
- 18:19tanta tantas riquezas como nós, e eles ficam tentados.
- 18:22Então o mundo todo, a gente tem navios fazendo pesca é ilegal?
- 18:26Pesca é ilegal é um problema, é tráfico de drogas, é tráfico de
- 18:30pessoas, isso tudo vai acontecendo.
- 18:32E essa presença no mar, ela é muito importante para que o
- 18:36Brasil não seja alvo disso. Então, o Brasil hoje ele tem se
- 18:38mantido de certa forma longe do da pesca ilegal, Internacional,
- 18:42essas coisas. Mas por quê?
- 18:43Por causa de uma presença forte, uma linha, seu corpo, tinhando
- 18:45navais, são coisas todas. É.
- 18:47A gente tem, por exemplo, uma situação olhando AA Venezuela, o
- 18:51nosso vizinho, a quantidade de refugiados tem vindo para o
- 18:56Brasil, é gigantesco, ou seja, e a instabilidade naquele país é
- 18:59grande. Então a gente não pode ser em
- 19:00gelo de achar que AO sistema Internacional.
- 19:05Tá funcionando as 1000 Maravilhas.
- 19:08As organizações muitas vezes não tem sucesso em impedir as
- 19:10guerras. A gente vê o caso da da Ucrânia,
- 19:13por exemplo, que agora tá tendo uma negociação de paz.
- 19:15Interessante é a Ucrânia. Se pegar algumas cidades da
- 19:19Ucrânia, é quando a gente olha, eram cidades lindas há 5 anos
- 19:24atrás, cidades portuárias com praia.
- 19:27De vez em quando eu uso até um vídeo de Mario Paul, que é uma
- 19:30cidade clássica da da região, ali que era uma cidade linda de
- 19:341 hora para outra. Ou seja, Oo custo de não estar
- 19:37pronto é gigante. A cidade acabou e a gente não
- 19:40pode estudar esse luxo. A responsabilidade com o Brasil,
- 19:43mesmo que as pessoas não tenham essa percepção, é muito grande.
- 19:46Quando vocês falaram muito bem, é por não ter 11 tradição
- 19:50bélica, por viver numa zona de relativa paz que nós vivemos
- 19:54aqui Na Na América do sul, No No Atlântico sul, que é que é uma
- 19:57zona de paz, de cooperação. De um modo geral, as pessoas é
- 20:01subestimam o que pode vir, mas Oo preço do despreparo tem se
- 20:07provado para todos os países altíssimo, e a gente não
- 20:10improvisa, você não consegue. É de 1 hora para outra
- 20:12improvisar uma esquadra, improvisar um corpo dos meus
- 20:15navais. Você tem que investir no
- 20:17treinamento, você tem que investir no material, exatamente
- 20:19porque é só vai ser bem sucedido numa tropa profissional.
- 20:23E os desafios eu vou aproveitar para emendar um pouquinho os
- 20:26desafios tecnológicos. Eles aumentam todo dia.
- 20:29Ou seja, a guerra de de hoje e pelo mundo afora, ela não é mais
- 20:33a mesma guerra de amanhã. Mas por outro lado, de ontem,
- 20:37mas por outro lado ainda é um pouquinho da guerra de ontem.
- 20:39Então a gente tem é carros de combate antigos, é canhões,
- 20:42essas coisas toda atirando como era, trincheiras, como era, como
- 20:47foi 100 anos atrás? Talvez.
- 20:49E ao mesmo tempo, você tem inteligência artificial, você
- 20:52tem os drones armados, você tem uma série de coisas autônomos
- 20:55que a gente tem que estar trabalhando para para entender e
- 21:00para ter condições de fazer. Além disso, no na Amazônia azul,
- 21:05qual que é o minério que a gente tem bastante Na Na Amazônia
- 21:08azul, da outra vez a gente falou disso.
- 21:10Qual viu melhor, né? Nióbio, nióbio.
- 21:13Tem alguma coisa de nióbio por ali que nem está totalmente
- 21:16mapeado ainda? Exato, ainda.
- 21:17Então ainda protege, né, nióbio? Gente, hã?
- 21:21Com o Balto, são várias coisas que não estão totalmente
- 21:25mapeadas e que podem é. Aventureiros viram a explorar a.
- 21:30Casa do pirataria pessoal querendo extrair ilegalmente?
- 21:35É importante o Brasil saber disso.
- 21:37A proteção desse minério que a gente tem, assim, em grande
- 21:40extensão, em grande volume, a proteção contra as nossa, a
- 21:44nossa Amazônia azul, esse território que é mais da metade
- 21:47do território que é da Amazônia, que a turma acha que é só verde.
- 21:50Eu da da outra vez que eu tava aqui também, eu também não tinha
- 21:53essa dimensão. Eu fui pesquisar então da
- 21:55importância disso. Me chamou muito a atenção de
- 21:57estar na prontidão. Esse trabalho eu estou pronto,
- 22:01se precisar eu estou aí, guerra, estou dentro, pai, estou dentro
- 22:04também, eu estou pronto a todo instante e aí eu quero, eu quero
- 22:08fazer essa pergunta agora para você, Amanda, sobre essa
- 22:10prontidão, você é tão jovem, 22 anos, está na primeira turma
- 22:13feminina. E qual foi o maior desafio para
- 22:18você nessa jornada até aqui? Se formar como?
- 22:26A mulher na primeira turma feminina maior de todas.
- 22:31Então, o maior desafio ele começou antes mesmo que eu
- 22:34ingressasse, porque eu estudava pro concurso.
- 22:37E assim que eu vi que meu nome foi, saiu na relação, né?
- 22:39De aprovados, eu comecei a intensificar os meus
- 22:43treinamentos físicos, porque a gente sabe que é exigido durante
- 22:46toda a nossa carreira. Só que eu sofri um acidente
- 22:49antes de ingressar, antes de entrar pelas portas da do centro
- 22:53de formação. Eu, uma mesa de vidro explodiu
- 22:57na minha perna esquerda e cortou o meu tendão do dedão do pé.
- 23:02E aí iniciou uma corrida contra o tempo, porque eu sabia que
- 23:05seria exigido fisicamente, mas eu queria muito estar lá, queria
- 23:09me preparar a tempo. Só que eu tive que operar e aí
- 23:13eu forçava uma terapia, uma fisioterapia em casa é forçando
- 23:17os membros superiores. Enquanto eu não podia andar, eu
- 23:20ficava sentada assim com a minha perna engensada com a tala.
- 23:24E tentando forçar um treinamento.
- 23:25E para mim esse desafio começou ali e querendo ou não, me ajudou
- 23:30para que lá dentro eu pensasse. Eu já passei por tudo aquilo,
- 23:34não posso desistir agora. Eu queria estar aqui, me fez
- 23:37enxergar ainda mais valor a cada momento que eu estivesse lá
- 23:40dentro. Então não teve um momento assim
- 23:43que eu pensei, eu vou desistir. Eu não quero estar aqui, porque
- 23:46para mim valia muito a pena estar ali.
- 23:49Eu sabia o preço que tinha estar ali.
- 23:52E os desafios, eles sempre se renovam.
- 23:54A vida militar, ela é feita de desafios, tanto que, por
- 23:58exemplo, a gente lida, como o comandante falou, a gente tá
- 24:02sempre preparado para uma guerra, mas, por exemplo,
- 24:05enquanto nós não estamos, nós, nos fuzileiros navais, fazemos
- 24:09manobras o tempo todo para que a gente se prepare para esse tipo
- 24:12de condição. Cada manobra, que são as
- 24:15missões, né, que a gente faz até em outros estados também, elas
- 24:18simulam situações de guerra, vamos supor assim.
- 24:22Por exemplo, a última que eu fui foi em Itaoca, onde o meu
- 24:26batalhão foi responsável pela desativação de artefatos
- 24:30explosivos. Meu batalhão de engenharia lida
- 24:33também com essa área? Isso.
- 24:37Isso daí ela Ela Foi carinhosa aqui.
- 24:39Ela Foi bem carinhosa. Em termos técnicos, então, e a
- 24:44gente simulou diversas vezes como se houvesse uma invasão e
- 24:48uma base da ONU, e nós éramos a base da ONU.
- 24:51Então, por mais que nós não estejamos em uma situação de de
- 24:55guerra, né, de conflito, nós estamos nos preparando para
- 24:58isso. E também é um desafio.
- 25:00Todo preparo é um desafio também.
- 25:03Não precisa ser exatamente uma situação real, entendeu?
- 25:06E qual a situação mais Extrema, digamos assim, num num desafio
- 25:10assim mais extremo que você participou?
- 25:13Eu eu faço essa pergunta que depois eu vou eu eu vou
- 25:15encaminhar ali ao ao almirante. Que é a entrada das mulheres nas
- 25:19forças armadas, né? Eu vou perguntar pra eles se as
- 25:21mulheres têm algum privilégio, se eles são um pouquinho mais
- 25:23coxadas, entendeu? Ou se elas é, pegam mais leve.
- 25:28Qual foi a situação assim, mais Extrema que você, que você vê
- 25:31assim, o desafio mais extremo, né?
- 25:32Que você ali você teve que superar e você viu que você era
- 25:36mais forte do que você pensava. Bom, falando por mim, essa foi a
- 25:40parte física realmente no curso, que é muito exigido da gente e é
- 25:43muito compreensível porque quando a gente se forma.
- 25:46Essa parte continua. A gente precisa ter esse
- 25:49primeiro contato na nossa formação e justamente por ser o
- 25:52primeiro contato foi o meu maior desafio.
- 25:54A partir das marchas que são a caminhada de longa distância,
- 25:58armado e equipado, o nosso quanto?
- 26:01Quanto é quanto distância e quanto de peso nas costas?
- 26:04Olha, o peso varia muito, mas eu te garanto que não é leve. 20
- 26:08kg. Pode chegar a ser 20 kg também
- 26:11ou menos. Varia de acordo com a marcha.
- 26:14É chamado marcha que a gente. Faz ela deve ter uns 6050.
- 26:17Quilos, tenho 50. 50 kg, né? Então 20 kg. 40% é.
- 26:22Peso dela já pesa, ainda tem um coletes.
- 26:24De fuzil, coletes, fuzil, fuzil deve pesar uns 4 kg.
- 26:27É por aí, mas são marchas de 12 e 16.
- 26:33Qualquer caminhada é Areia, qualquer caminhada. 16 vinho com
- 26:3720 kg na Costa, mas não me inclua fora dessa nadando.
- 26:42Nadando, você garante? Né?
- 26:43É, dá um convite para vocês também.
- 26:45Olha porque caminhador 16 com 20 kg um.
- 26:47Pacotezinho desse. Aí então vamos tranquilinho,
- 26:49tranquilo, tranquilo, eu topo Joel.
- 26:51Você topa? Vamos fazer um repensamento?
- 26:53Não, mas eu estou me preparando, cara.
- 26:55A gente também nada com a nossa mochila, né?
- 26:58Tem essa questão. Não, nada com a mochila.
- 27:00Também tem a natação utilitária que a gente.
- 27:03No nosso treinamento. A mochila?
- 27:05Fica mais pesada, mas a gente tem todo um treinamento para
- 27:07isso, para que a gente possa se locomover e carregar o nosso
- 27:10peso, né, que é o. Nosso cara é é pergunta genuína.
- 27:12Eu fui nadador, né? Profissional?
- 27:13Como que é nadar com uma mochila?
- 27:15Porque eu nunca fiz isso. Então tem toda uma estratégia.
- 27:18A gente coloca um cabo na gente, agarrado tipo uma corda agarrada
- 27:22na gente, na mochila, como se a gente tivesse que saltar de uma
- 27:25plataforma com essa mochila. E aí no nosso campo, que foi o
- 27:29nosso treinamento, né? Na Marambaia, a ilha de
- 27:31Marambaia. A gente saltou da plataforma com
- 27:34a mochila no mar, no mar, agarrado na gente, até chegar.
- 27:38Mochila está num cabo, né? Está no cabo, mas a gente
- 27:40carrega o peso dela na. Natação eu assim, cara, como que
- 27:47é? Tem que fazer.
- 27:48Um treinamento lá nos fuzeiros na mais João cara, ô mandante.
- 27:52As mulheres entraram com tudo nas forças armadas, como é que?
- 27:56Qual é Oo conceito dessa integração?
- 27:59Olha, esse esse assunto eu considero especial.
- 28:02Primeiro, primeiro ponto, AA marinha dentro da das forças
- 28:05armadas brasileiras, foi a precursora na entrada de
- 28:08mulheres, foi a primeira a receber as mulheres, foi a
- 28:10primeira a ter uma almirante oficial geral mulher.
- 28:12Então, ou seja, a gente entra já dessa situação no corpo de seus
- 28:16navais, até por é por muito tempo.
- 28:18Foi 11 clube muito fechado, né? Até pelo tipo de atividade
- 28:21física, essas coisas todas. Eu diria que demorou se um pouco
- 28:25AA ter tomado a decisão de abrir e foi tomada uns 5 anos atrás.
- 28:29E tudo muito preparado, com com bastante cuidado, ou seja, a
- 28:32minha postura sempre como quando a geral foi, isso não pode dar
- 28:35errado, isso tem que dar certo e vai dar certo, porque elas têm
- 28:38muito a contribuir. A gente, o quem não trabalha com
- 28:42as mulheres, não trabalha com 50% da população brasileira,
- 28:44sempre assim, sempre assim, sempre assim.
- 28:46Então OE tem uma série de valências, uma série de
- 28:49capacidades que são melhores que a dos homens, e outras são
- 28:53iguais e outras são diferentes. Então a gente, a gente preparou
- 28:56tudo, a turma. É uma turma mista, ou seja, de
- 29:00cerca de 500 homens e 100 mulheres, 114 na turma dela, que
- 29:03se formaram e fazendo basicamente as mesmas coisas.
- 29:06Então ela se apresentou e se formou junto com 500 homens, não
- 29:10é isso? Assim, foram as 114 mulheres e
- 29:11500 homens, então é e tudo isso exigiam um preparo, alojamentos
- 29:15específico, uma série de coisas EOE. 3 coisas para nós foram
- 29:19foram fundamentais. É a primeira delas.
- 29:22O corpo, sendo navais, não pode perder poder de combate.
- 29:25Porque como é, eu falei, então é profissional, tropa estratégica
- 29:28do Brasil tem que estar pronto para guerra.
- 29:29Então a gente não pode é dizer, olha, nós vamos incorporar ABC
- 29:33ou d, mas isso vai implicar em perda de companhia de combate.
- 29:35Isso aí não é aceitável. Porque então?
- 29:38Ou seja, espera se a mesma coisa.
- 29:39Da mesma coisa. Então o poder de combate não vai
- 29:41perder primeiro ponto é segundo ponto, maximizar aproveitamento
- 29:45das mulheres. Ou seja, as mulheres têm uma
- 29:48série de capacidades que são excepcionais.
- 29:50E o terceiro item era respeitar as diferenças.
- 29:55Tem tem diferença física? Tanto que você como atleta, você
- 29:57vai numa prova de natação, vai competir a competição dos homens
- 30:00e a competição das mulheres. Então a gente tem que respeitar
- 30:02a diferença. Os índices são apropriados de
- 30:04acordo com um com os 2 e assim vai indo.
- 30:07E na minha visão. Tem dado muito melhor do que eu
- 30:10esperava. Eu esperava ter alguns
- 30:11problemas. O nível a gente sempre tem uma
- 30:13taxa que a gente chama de taxa de atrição durante o curso e
- 30:16logo nos primeiros meses, que é aquele pessoal que não se
- 30:19adaptou a taxa de atrição atrição dos homens.
- 30:23A taxa de atrição de existência das das mulheres foi muito, foi
- 30:29muito menor. Um sido muito menor do que a dos
- 30:32homens, ou seja, mulheres chegaram com magar, então
- 30:34Valente, chegaram com magar com uma valentia.
- 30:36As mulheres, as mulheres, em outras palavras.
- 30:38Em outras palavras, as mulheres desistem.
- 30:41Menos, menos é isso aí exatamente.
- 30:43Tem desistido? Mesmo são mais registrados.
- 30:44Para. Nossa surpresa porque porque?
- 30:47Formar um combatente exige isso. Exige isso aí.
- 30:49Não adianta ninguém se forma para o dinheiro naval.
- 30:51Ou é, você falou da questão da da cocha.
- 30:54Aí tem que traduzir porque muita gente ele não sabe porque que a
- 30:56cocha. A cocha é, como é que se diz,
- 30:58uma proteção. Especial.
- 31:00Algumas. Coisa assim, então é e não tem.
- 31:03Ou seja, o tem um. Handcap, mas o?
- 31:04O tratamento é o mesmo, tem tem um handcap normal, tem que ser,
- 31:08tem que ser. O tratamento é o mesmo e exige
- 31:10resiliência para chegar até o final.
- 31:11Então a gente esperava é perder mais mulheres durante o
- 31:15discurso, tanto que a nossa expectativa é formal. 96 e aí
- 31:18chamamos mais exatamente para chegar a isso.
- 31:20E que Alegria. Erramos, formamos 114 meses, 96,
- 31:24ou seja, foram muito melhores que a gente continuava.
- 31:26A previsão se se o índice fosse o mesmo do masculino, seria 96.
- 31:30Ele teria 96. É mais ou menos isso, mais ou
- 31:32menos isso, mais ou menos isso. A gente estava com uma previsão
- 31:34de tempo, você era a primeira turma, né?
- 31:35Então é por mais que a gente se prepare, é o ser humano.
- 31:39O ser humano não tinha histórico, o ser humano, a
- 31:41cabeça das pessoas, é até calibrar o que tem que ser
- 31:45então, ou seja, hoje eu digo. Estamos muito felizes com a
- 31:48incorporação das mulheres. Já formamos a segunda turma.
- 31:51A Amanda é da primeira, a gente forma normalmente 2 turmas por
- 31:54ano no nosso centro de formação. A Amanda é da segunda, é da
- 31:57primeira turma, já formamos a segunda e começamos agora,
- 31:59semana passada, a terceira turma, então a primeira desse
- 32:03ano, a primeira de 2025, mantendo a as mesmas proporções.
- 32:08Quantas, quantas entram e quantas ficam?
- 32:11Normalmente a gente vai entrar na faixa de 120.
- 32:16E o final mínimo esperado seria o 96.
- 32:19Nossa, cara, cara, que incrível. Então, então, na primeira turma,
- 32:22então, 120 fechou, 114, que incrível.
- 32:24Quanto que dá isso aí, 90. E 66 de 120 é isso aí, deve dar
- 32:29muito pouco. A gente teve algumas que
- 32:30desistiu no processo de adaptação, essas coisas todas,
- 32:32mas no mas no final das contas, saiu acima da.
- 32:36Do é, não. E é.
- 32:38E é puxado, cara, é puxado? É, é.
- 32:40É um teste. Psicológico, físico e de foco.
- 32:45E a pessoa tem que abraçar. É uma, a pessoa tá comprando uma
- 32:47missão, né? Comprando uma missão.
- 32:49E é muito interessante pra quem nos ouve aqui é, é sim uma tropa
- 32:53profissional, mas é, ou seja, significa que ela é remunerada,
- 32:58ela tem um plano de carreira, tudo isso.
- 33:00Mas o militar, ele tem uma característica diferente do de
- 33:04um profissional, é que trabalha na área de negócios, por
- 33:08exemplo, porque ele ele tem que estar muito imbuído de servir.
- 33:11Muito imbuído de uma missão, sim, porque você imagina é, eu
- 33:16vou dar um exemplo aqui lá no Rio Grande do Sul, o senhor
- 33:19falou lá da da dos fuzileiros navais, empregados.
- 33:23Cara, eu tenho certeza que existiam integrantes da força
- 33:28que tinham suas famílias no meio do mesmo problema que todo
- 33:31mundo. E ele estava sendo empregado
- 33:33para ajudar outras famílias, é. Verdade.
- 33:36Ou seja, é é um sentimento de servir que precisa existir isso.
- 33:41É formado isso é introduzido desde as.
- 33:45É, é isso é um valor da da da força, isso na.
- 33:48Realidade é. É um valor do corpo, de seus
- 33:50navais, mas é um valor da marinha, da marinha.
- 33:52É um valor de todas as forças lá.
- 33:54Tanto que OA questão do servir, você falou foi uma palavra muito
- 33:58interessante que quando a gente pergunta para alguém.
- 34:01É, ninguém pergunta, você está trabalhando, aonde o tema você
- 34:04está servindo aonde? Então a questão do servir, ela é
- 34:08muito forte no âmbito das forças armadas, a questão do do servir
- 34:11e isso de estar estar no local enquanto é agora um outro evento
- 34:16que é o muito interessante é quando teve o desabamento da
- 34:20ponte entre o Tocantins e o Maranhão.
- 34:22Agora no final do ano, um pouco antes do do Natal, a gente tava,
- 34:26a gente tem o. É batalhões de de defesa
- 34:30nuclear, biológica, química, radiológica, que é exatamente
- 34:32para atuar em situações de de crise envolvendo contaminação
- 34:36por esses agentes, um agente nuclear, um agente químico, um
- 34:38agente biológico. A marinha tem que ter isso, né?
- 34:40A marinha, ela, ela, como é que se diz?
- 34:42Ela está na ponta de lança do setor nuclear, ou seja, o seu
- 34:46programa de Submarino nuclear, então ela tem que se prevenir
- 34:48para para essas coisas todas. Então ela tem um desenvolvimento
- 34:51muito bom nessa área também. Então a gente tinha militares
- 34:53chileiros Novais, que No No dia 23.
- 34:58Estamos lá, tudo pronto para o Natal e foram chamados, passaram
- 35:01o Natal e Ano-Novo monitorando. Como é que estavam as águas do
- 35:05Rio? Porque havia.
- 35:06Não sei se vocês lembram direitinho.
- 35:07Havia uma suspeita de que haveria ácido sulfúrico, poderia
- 35:11contaminar, então foi pra lá. Estava todo mundo lá sem hora
- 35:14extra, sem sem adicional de periculosidade, sem reclamar,
- 35:22entendendo que essa é a missão dele e isso significa que.
- 35:26Pensa que nós, como população ou como cidade ou como indivíduo,
- 35:30sabemos que existe alguém que está de prontidão, de prontidão,
- 35:34que essa é uma outra característica, está pronto para
- 35:37atuar dessa forma? É, essas coisas não são
- 35:40visíveis, né? Não são visíveis, são visíveis.
- 35:43Pegando esse gancho das coisas, não são visíveis, comandante.
- 35:47Quanto tempo você está? O senhor está Na Na função?
- 35:50Na bom, como comandante geral, eu estou com 2 anos, né?
- 35:53Mas na? No cargo militar há quanto
- 35:56tempo? Eu, eu entrei para eu entrei
- 35:58para escola naval em 1982, né? Então, 43.
- 36:02Anos 43 anos, né? Tem. 42.
- 36:04Tá, então vamos lá. 43 anos nessa vida, nessa carreira
- 36:07militar, viu? Muita coisa, né?
- 36:08Bastante. Muita coisa, muita coisa.
- 36:10Poiti foi poiti. Viu coisa lá, Hein?
- 36:14Viu coisa lá? O que, quais são os quais são as
- 36:19principais mudanças que você observou?
- 36:23Barra, desafios que toda essa questão de fuzileiro naval está
- 36:27tendo que superar, está tendo que conquistar, está tendo, que
- 36:32é é desenvolver. Por exemplo, uma coisa que você
- 36:35falou foi importante, AA guerra, é um pouco do passado, é um
- 36:37pouco do futuro. Então, pô, tem um anfíbio, mas
- 36:40também tem os drones, então tem inteligência artificial, tem
- 36:43inteligência de dados. É, o senhor é pesquisador,
- 36:48estudioso, a outra turma que veio aqui também, tudo, mestre,
- 36:51tudo, doutor, é só livrão que a gente já fala aqui.
- 36:54Então existe, existe um campo científico, uma robustey
- 36:58científica, muito grande, muito grande, muito séria.
- 37:01É importante falar isso para turma, tem uma seriedade muito
- 37:04grande nos dados, nos números, no cuidado, na fala.
- 37:07Não fala dados aleatórios, não joga coisa ao vento, mas pega
- 37:12esses últimos 43 anos. E conta principais desafios que
- 37:15você tem enfrentado, como que a marinha e os fuzileiros navais
- 37:19estão estão superando isso porque eu eu gostaria, eu e o
- 37:22Flávio, a gente gostaria que a população soubesse disso, pra
- 37:24dar clareza, pra dar, pra dar transparência pra pra quem está
- 37:28nos ouvindo aqui. Bom OAA mudança que a gente
- 37:32passa ao longo dos anos, ela é. Enorme a gente.
- 37:35Os valores não mudam nunca, então esses não mudam nunca e
- 37:38nem devem mudar, porque são a essência da instituição.
- 37:41Então aqueles valores, todos eles permanecem no final e.
- 37:44E a expectativa que não mudem nunca, se Deus quiser o agora AA
- 37:49forma de condução da guerra, as coisas todas elas vão mudando
- 37:53com uma velocidade muito grande. Eu vou, eu vou tentar me
- 37:55concentrar agora nos últimos anos até pra ficar mais fácil
- 37:58pra pra pros seus espectadores conseguirem é caminhar junto
- 38:03comigo nisso, tá? A gente passa por um processo de
- 38:05transformação nó EE, vou falar especificamente no caso com os
- 38:10seus navais, é a cada 8 anos a gente faz um processo.
- 38:14Que é por meio de um simpósio, onde a gente faz um estudo geral
- 38:19para durante 2 dias para fazer um estudo geral de como nós
- 38:21estamos, ou seja, o que precisa melhorar, o que que nós estamos,
- 38:24o último que nós fizemos, nós falamos, ó, o mundo está mudando
- 38:27muito rápido. E aí colocamos, é 10 comandantes
- 38:31gerais dos principais corpos dos meus ladais do mundo.
- 38:34Reuniram, todos vieram aqui no Rio de Janeiro, convidamos,
- 38:36vieram todos aqui para o Rio de Janeiro.
- 38:38Então cada um expôs, veio. Gente países, por exemplo.
- 38:43Estados Unidos, Coreia, China é Itália, França.
- 38:52Você sabe todos os cabecetes? Brasil é Colômbia, ou seja, 10.
- 38:56Os principais estavam estavam por aí, trabalham por Portugal
- 38:59também. Então e aí cada um colocou de
- 39:01uma forma muito Franca. Os desafios.
- 39:03E aí a gente observa que alguns desafios são muito parecidos.
- 39:07E aí a gente é direciona os esforços principais exatamente
- 39:12para o que que está mudando o mundo.
- 39:13Porque é muito fácil a pessoa se acostumar a fazer uma coisa
- 39:18sempre da mesma forma e achar que aquilo está ótimo.
- 39:21E o mundo está mudando. Então, o tempo todo a gente tem
- 39:25que estar se reinventando. Então, do mesmo modo, o nosso
- 39:28curso de de aperfeiçoamentos de oficiais, curso avançados de
- 39:31aperfeiçoamentos de oficiais, ele os de aperfeiçoamentos
- 39:35avançados, ele ao mesmo tempo que ele cuida da da estáticas,
- 39:40dessas coisas, da da guerra mais tradicional, vamos dizer assim,
- 39:43a gente abriu parcerias com 5 universidades diferentes, então
- 39:48metade do curso, praticamente 1/3 do curso, é um MBA.
- 39:53De um 360 horas em 5 áreas específicas, eu vou passar
- 39:57rapidamente uma delas. Uma delas é estratégia de
- 40:00relações internacionais, a gente faz com a Universidade Federal
- 40:02Fluminense. A outra é a logística de
- 40:04sistemas complexos, que a logística ela é um troço
- 40:07interessante, é logística. Atualmente ela é com a com a
- 40:10escola superior de guerra. A gente tem o terceiro que é a
- 40:14performance do combatente. Performance do combatente é um.
- 40:17Muito ligado a parte mais física realmente é como é que Oo
- 40:19combatente consegue carregar essa, esses 20 kg da Amanda, o
- 40:22colete, essas coisas todas, o que que melhora, como é que o
- 40:25desempenho dele respirando nas operações especiais, esse nosso
- 40:28todo aí, isso é uma parceria com o nosso centro de educação
- 40:30física, o sefam. Já vi com o convite também e com
- 40:33a universidade da força aérea, os pilotos tem muito disso
- 40:35também. Então já é a terceira linha de
- 40:38pesquisa aí. Mais recentemente, a gente fez
- 40:40uma quarta linha de pesquisa, que foi com a UFRJ, Universidade
- 40:43Federal do Rio de Janeiro, que era exatamente na.
- 40:47Questão de gerenciamento de crise e desastres e por último,
- 40:50que é um que eu tenho bastante orgulho dele aqui, que foi pra
- 40:53fundação Getúlio Vargas, que foi o primeiro curso é de
- 40:57inteligência artificial para aplicações militares, então MBA
- 41:01de inteligência oficial para proteção militar é o primeiro
- 41:03curso, ou seja, a gente já tá meio atrasado, estamos na
- 41:05frente, então a gente tá brigando, então isso aí é com
- 41:09isso a gente vai focando sempre em olhar para frente.
- 41:11Então o oficial, quando ele sai desse curso, ele.
- 41:15Saiu com o seu diploma dado pela marinha do curso e saiu com o
- 41:18outro também do MBA, numa dessas 3 áreas.
- 41:20E aí a cabeça abre mais ainda pra tá vendo e trabalhando nesse
- 41:25desafio. Então a gente não pode é ficar
- 41:28parado. Eu sempre digo pro pro meu
- 41:29pessoal todo, não pode ficar parado, a gente tem que tá
- 41:31olhando pra frente, não pode parar aí.
- 41:33E às vezes é um troço meio louco, né?
- 41:35Porque você tá é focado em fazer bem feito, tá pronto.
- 41:40Mas tem que ter também uma visão olhando para o futuro.
- 41:44Daqui a 5 anos eu quero estar assim.
- 41:47Então é essas coisas, elas são são muito importantes.
- 41:51Então é assim que a gente vai trabalhando nessa trajetória.
- 41:54E eu digo muito a nesses 40 anos eu já vi é determinados
- 41:59armamentos entrarem, saírem. Outros, entrarem e permanecerem
- 42:04a vida toda, algumas táticas e técnicas permanecerem.
- 42:07A gente tem AAA participação toda Na Na nas operações de
- 42:11pais, que trouxe muito de de experiência pro pro Brasil, pra
- 42:16marinha do Brasil, com 10 anos, que passou Na Na missão das
- 42:20Nações Unidas pra estabilização do Líbano, a unifil, e também na
- 42:24missão de estabilização do Haiti.
- 42:26Ou seja, carregou é a gente tem gerações de de oficiais que
- 42:30passaram por por essas missões. E apesar de não serem é
- 42:34operações de guerra, elas se aproximam muito de guerra, então
- 42:37são operações reais, então vários procedimentos.
- 42:39Então o militar acaba sendo testado em combate, né?
- 42:42Ele acaba sendo testado. EEEE esse convívio também com
- 42:46com os outros países todos dá uma noção.
- 42:48Olha aqui, nós estamos muito bem aqui, a gente tem que aprimorar
- 42:51essas coisas. Então o fundamental, uma outra
- 42:54coisa que quando a gente fala até de performance, que eu acho
- 42:57que é que é muito importante, o tem muita gente que entra na
- 43:00zona de comporto. E faz é uma autoavaliação, vamos
- 43:05dizer assim, o que que eu chamo de autoavaliação, o auto
- 43:08referenciamento. Talvez a palavra melhor seja
- 43:10auto referenciamento. Eu sou ótimo, tá bom, meu filho?
- 43:13Você é ótimo em relação a quê então?
- 43:16E aí, quando vem alguma coisa de fora, às vezes vem uma visita de
- 43:20de avaliação da organização das Nações Unidas para ver a nossa
- 43:24força de resposta rápida, a força de resposta rápida do
- 43:28corpo de navais da marinha do Brasil.
- 43:30É foi a primeira e única do Brasil a atingir o nível 3 da
- 43:33ONU, que atingiu o 1902 1022 e continuou até hoje.
- 43:36O nível 3 é o nível mais alto de prontidão operativo.
- 43:38A ONU veio aqui e falou, olha a tropa de vocês é a que a gente
- 43:42tem no nível mais alto de prontidão operativo.
- 43:44Ficou, é. A gente tem um orgulho danado
- 43:47disso aqui, mas isso tem um peso, porque não fui eu que
- 43:50disse que eu sou ótimo, veio de fora e falou.
- 43:54É é assim que tá aí e a gente vai aprendendo, a gente vai
- 43:57aprendendo com o tempo. Uma outra que eu que eu comento,
- 43:59até em tom pouco jocoso, mas o quando a gente tava na operação
- 44:04de paz No No Haiti é Oo formato da ONU.
- 44:08Ela vai é colocando cada coisa é reembolsando de acordo com o
- 44:12material que tem que se apresentar.
- 44:13Então todo o material nosso que a gente levou tava ótimo.
- 44:16A ONU aceitou todos estão todos excelentes, blimbados, veículos,
- 44:19essas coisas. Quando chegou na ambulância.
- 44:22O Camargo botou no relatório dele, não reúne os requisitos
- 44:25mínimos para ser chamada como tal?
- 44:26Aí eu falei, todo mundo assim, pô, mas como assim isso a gente
- 44:29usou a vida toda, só que ali naquela época, ambulância, UTI,
- 44:33aquelas coisas todas, e a gente ainda era aquela do da padiola,
- 44:35não sei das coisas. Então tem algumas coisas que que
- 44:38a gente vai aprendendo com o com o tempo, né?
- 44:40E isso tudo, esse processo evolutivo ele é.
- 44:43Ele é fantástico. Pra quem gosta do do assunto é
- 44:46sensacional. Desculpa, falei demais, como
- 44:48empolgo? Não tá ótimo, as pessoas estão
- 44:50entendendo. É muito similar com o esporte.
- 44:52Flávio, porque quando junta a cada 8 anos nesse simpósio, é
- 44:55igual aqueles simpósios de esporte que junta.
- 44:57Pô, eu sou bom pra caramba no que eu faço?
- 44:59Eu sou baita velocista? Não, mas.
- 45:01Deixa eu ver a cara da Austrália.
- 45:02Deixa eu ver o cara dos Estados Unidos.
- 45:04Daí você aí você começa a perceber, i eu não sou.
- 45:06Qual treinamento que eles fazem, qual?
- 45:07Treinamento que eles fazem, que tecnologia que eles têm, qual a
- 45:09metodologia, o que que. E aí você começa a ter uma
- 45:11comparação, que é aquela comparação boa, que é uma
- 45:13comparação referência, e você você muda a sua referência.
- 45:18E aí quando a turma se reúne a cada 8 anos, é como se fosse um.
- 45:21É um grupo de mentoria. Esse mentório é um master mind.
- 45:25E as pessoas, qual é a boa prática que você está fazendo?
- 45:28A boa prática que você está fazendo?
- 45:29Em geral, eles compartilham comandante.
- 45:31Compartilham, compartilham de um modo geral, ou seja, a gente tem
- 45:33uma, a gente chama de uma. Aliás, é, eu vou aproveitar
- 45:37essa, esse gancho aqui. Compartilho, óbvio que não são
- 45:39todos os países, mas a gente tem uma cooperação muito boa com os
- 45:43os principais países. Então, AAO compartilhamento é
- 45:46muito bom. A gente tem oficiais de
- 45:47intercâmbio em alguns países tem é oficiais de intercâmbio deles
- 45:51conosco. E para ter uma ideia, como é que
- 45:53a gente vem virando referência? Nessas operações a gente tem 2
- 45:57operações que é muito grande, né?
- 45:59Na realidade, na realidade 3, até mais 2 que tem se
- 46:02consolidado nos últimos anos, com muitos anos, uma chama
- 46:04operação Formosa, que é feito lá, é perto de Brasília, onde é
- 46:09num campo que a gente consiga atirar com todo o nosso
- 46:11armamento no alcance máximo. Então a gente leva mais de 3000
- 46:15militares para lá, é atualmente tá contando com a participação
- 46:17do exército, da força aérea também.
- 46:19E nos últimos anos OA gente tem convidado e tem aumentado.
- 46:24Então, por exemplo, na última operação Formosa, a gente teve
- 46:28observadores de 10 países, sendo que 2 mandaram tropa e 2
- 46:32mandaram tropa. Foram os 2 que mandaram tropa
- 46:34Estados Unidos, estima. Você imagina um outro lugar do
- 46:37mundo onde vai ter tropa dos Estados Unidos e estina juntos e
- 46:40vieram para participar do exercício da marinha do Brasil.
- 46:42Então, um troço muito, muito bacana mostra que a gente tá
- 46:46fazendo a diferença. E já confirmaram para esse ano,
- 46:49a França já falou, vou mandar também.
- 46:50Então. Ou seja, mostra a referência que
- 46:52está sendo esse tipo de treinamento que vai aí, fizemos
- 46:55é a gente recentemente, numa parceria com a com Furnas
- 47:00centrais elétricas, que agora virou tudo.
- 47:02Eletrobras é, a gente obteve 11 base aérea Expedicionária lá no
- 47:08próximo Lago de Furnas, o Lago de Furnas.
- 47:09As pessoas às vezes não tem noção, vai ser 4 vezes o tamanho
- 47:12da baía de Guanabara é em termos de.
- 47:15A linha dele, o contorno dele, ele dá quase metade do litoral
- 47:19brasileiro, então é um negócio gigante em termos de água.
- 47:21Ele é muito bom para as operações ribeirinhas.
- 47:22O Brasil, que tem esses crimes todos.
- 47:23A gente começou a fazer uma série de operações lá aí no ano
- 47:26passado, no primeiro ano, não teve nenhum observador
- 47:29Internacional, ano passado foram 12.
- 47:32Então é, ou seja, é a gente sentindo essa interação, é a
- 47:36gente. Mostra algumas coisas para
- 47:38todos. EE, recebemos muita coisa
- 47:40também, ou seja, essas técnicas, uma as operações do litorais são
- 47:44coisas que a gente tem trabalhado, muito reestruturado
- 47:46para isso. Os mísseis é anti navio,
- 47:50colocado no litoral, uma coisa que tem acontecido no mundo todo
- 47:52e a gente está colocando também. Então são coisas que que a gente
- 47:55tem trabalhado. E essas coisas são muito
- 47:57compartilhadas nessas operações. EE, nos intercâmbios também.
- 48:01É uma coisa que que faz parte de como você falou, é olhar o que
- 48:06que tá acontecendo em volta e todo mundo ganha com isso.
- 48:08Imagina a logística 3 operação Formosa ali do centro Oeste,
- 48:123000 militares ali presente. Uau.
- 48:14Imagina a logística disso é a quantidade de equipamentos, não
- 48:18é transportar isso. Alimentação é parte médica.
- 48:24A logística é um dos 5 pontos, né?
- 48:26Que vocês trabalham nisso? Ele estava explicando muita
- 48:28logística, muita logística. Manda uma pra Amanda aí, Flávia,
- 48:32aquela, aquela. Amanda que não fez aniversário
- 48:35ontem, né Amanda mais que hoje? É um aniversário também.
- 48:39Né, mas é um aniversário. Aniversário?
- 48:44Como você se sente ali dentro da marinha, como mulher?
- 48:48Como é que você você dá seu depoimento como mulher,
- 48:51participando desse processo? Como é que você vê esse esse
- 48:55respeito que a marinha tem, esse esse esse tratamento igual que
- 49:00você tem, que que você pode dizer sobre isso?
- 49:02É desse jeito mesmo? Sim, eu me sinto um membro.
- 49:06Sou um militar, né? Independente de sexo.
- 49:09Mas falando também dessa parte feminina, eu digo que o
- 49:12tratamento é igual. Desde o momento que a gente
- 49:14entrou no na, na, no centro de formação, até o nosso convívio
- 49:18no batalhão com os outros militares, ele é o mesmo.
- 49:22Nas operações, como a gente falou da operação Formosa e foi
- 49:24a primeira operação assim, primeira manobra que nós fomos
- 49:27assim que a gente entrou no batalhão e nós fomos pro campo,
- 49:31pro terreno. O terreno que não é um terreno
- 49:33assim, é um terreno hostil, porque é um solo arenoso, né?
- 49:37Assim lá bem laranja, mas nós estávamos ali lado a lado, uns
- 49:42com os outros. Claro que sempre respeitando as
- 49:45nossas limitações, mas todos sempre ajudam a gente assim nas
- 49:49questões dos adestramentos ensinamentos.
- 49:52E eu me sinto honrada com essa oportunidade de poder
- 49:55representar as mulheres aqui e dizer que é possível, sim.
- 50:00A gente consegue levar a nossa carreira, a nossa vida aqui,
- 50:03porque os ensinamentos eles são dados.
- 50:05E se a gente tem essa disposição a continuar aqui, a receber os
- 50:11ensinamentos, os os treinamentos, a gente consegue
- 50:14avançar. Vocês ficam muito próximos, né?
- 50:16Uns dos outros, né? Você e seus colegas, seus, seus.
- 50:19Parceiros de trabalho é como é que, como é que, como é que essa
- 50:25relação ela vai acontecendo ao longo do tempo, esse
- 50:28companheirismo, essa essa existe, essa lealdade entre
- 50:32vocês, como é que como é que isso vai se construindo?
- 50:34Porque eu acho que no campo vocês tem que contar um com o
- 50:37outro, com a ajuda um do outro. Isso pode significar até AA
- 50:41proteção da sua própria vida e da vida dos seus companheiros.
- 50:45Como é que esse companheirismo vai se desenvolvendo ao longo
- 50:47dos anos? E esse companheirismo já se
- 50:50inicia no nosso curso de formação.
- 50:52Nós somos obrigados a se eu não ajudar o meu campanha, que é
- 50:56como a gente chama o nosso colega, né?
- 50:58De formação. Se eu não ajudar o meu campanha,
- 51:00que tá passando por uma situação difícil, eu também vou ficar na
- 51:03situação difícil. Então, desde a formação, nós
- 51:06somos ensinados a pensar no nosso próximo também, que é um
- 51:09lema até que a gente leva, que é ninguém fica para trás.
- 51:12Ninguém fica para trás. Sim.
- 51:14E nas manobras, que é Oo ambiente, onde a gente mais
- 51:17exercita isso, né? Um ajuda o outro.
- 51:19Por exemplo, no meu caso, os cabos do meu batalhão, os cabos
- 51:24sargentos, todos seguindo a via herárquica, ajudaram a gente nas
- 51:28primeiras manobras, ensinando desde, por exemplo, ó, essas são
- 51:32as coisas mais necessárias que vocês precisam levar desde desse
- 51:36momento até o acho melhor você seguir nesse caminho aqui, que é
- 51:40mais fácil, até porque a gente lida com o terreno, lida com.
- 51:44As adversidades do terreno. Então, se a gente não tiver essa
- 51:47ajuda, a gente não vai evoluir. Mas essa ajuda tem acontecido
- 51:51sim, e ela vai seguir da mesma forma que eles ensinam pra
- 51:55gente. A gente aprende que com as
- 51:56próximas turmas nós também vamos fazer.
- 51:59Muito bem, posso trocar aqui um assunto que eu estou curioso,
- 52:03posso ir aqui, jovem. É quanto tempo o senhor ficou no
- 52:08Haiti? Sei um pouco mais de 1 ano.
- 52:11Um ano e em que ano que foi? Foi o primeiro ano eu cheguei.
- 52:15Foi o primeiro ano eu fui ao cheguei no.
- 52:16Primeiro grupo de oficiais brasileiros a chegar para a
- 52:19operação de pais no Haiti. Eu estava nesse grupo.
- 52:20OK, era uma operação de pais, mas ali tinham gangues, ali
- 52:25tinham milícias, ali tinham. Não era muito pais ali que
- 52:28estava, né? E conta uma história pra nós aí.
- 52:32Que que o senhor viveu ali? Que que experiência teve ali
- 52:35atuando? Olha Oo campo ali.
- 52:37Eu participei, né, durante esse, esse ano todo, como assistente
- 52:41do do comandante da força, o Israel.
- 52:43E é todo dia tinha alguma novidade, né?
- 52:48Ou seja, era um pai, era uma missão de pais que tava.
- 52:52Sendo incorporado a uma missão de paz que estava começando a
- 52:55acontecer. Era uma.
- 52:55Guerra civil. É, não chegava a tanto tá, mas
- 52:59Oo ambiente era bastante difícil, especialmente naquele
- 53:03momento que a tropa chegou. EEO sistema das Nações Unidas.
- 53:07Às vezes não é tão rápido quanto a gente gostaria.
- 53:09Então a expectativa era de ter 6700 militares.
- 53:13Era o dimensionamento que foi feito para a missão de diversos
- 53:18países, só que No No primeiro ano.
- 53:20Praticamente a única tropa que tinha era o batalhão brasileiro
- 53:24e um batalhão reduzido do Chile. Ou seja, a gente, em vez de
- 53:276700, a gente tinha 1000 militares para dar conta do
- 53:31recado todo. Então isso aí obrigava a um a um
- 53:35nível de atividade muito grande. Oo tempo todo, né?
- 53:38As. É, eram as gangues, eram as
- 53:41milícias, era, é todo tipo de de ameaça que se encontrava ali.
- 53:45E o principal, né? Uma população muito carente, uma
- 53:47população muito carente. Então, AA gente alternava às
- 53:51vezes ações robustas e às vezes as pessoas não operação de pais.
- 53:55Olha, teve momentos. E já tirou muito.
- 53:58Ah, porque não, não havia outra outra coisa, os primeiros
- 54:01contingentes, nem tanto. Mas terceiro quarto vai ser
- 54:03atilomar, porque tinha que é para ficar.
- 54:06Aí foi foi bem sucedido, ou seja, a operação ela ela trouxe
- 54:10o nível de estabilidade. Só que a estabilidade não dura
- 54:13muito se não tiver desenvolvimento.
- 54:14E faltou esse Pilar do do desenvolvimento trazer o
- 54:18desenvolvimento pro pro país. Depois, teve o terremoto.
- 54:21Teve o terremoto, outra desgraça também quando o país estava
- 54:23começando. AA se aprumar, mas em suma, ou a
- 54:26operação eu trago. Várias recordações da da missão.
- 54:29Aprendi muito. Todas essas essas questões de
- 54:33entender o comportamento da da força no terreno, o
- 54:36relacionamento com todas as agências da organização das
- 54:40Nações Unidas, com os outros países, essas coisas todas.
- 54:42A dinâmica do do ambiente Internacional numa operação como
- 54:46essas é importante. E cada um é tem o seu desafio,
- 54:50ou seja, cada integrante da missão de paz, independente do
- 54:53nível que ele tá. Desde do do soldado naval mais
- 54:57moderno até o comandante da missão, cada um tem um desafio,
- 55:00porque é tudo é diferente. Tá todo mundo fora da da zona de
- 55:03conforto, vamos dizer assim, tá todo mundo fora da zona de
- 55:05conforto e tentando levar a paz para aquele país, já aqui, numa
- 55:09numa situação difícil, sofrida. Então são essas as experiências?
- 55:13Elas são elas são muitas, ou seja, tanto do ponto de vista
- 55:18operacional, participando de várias ações armadas com tiro,
- 55:23com é oposição. E também da da das negociações
- 55:28para melhorar Oo ambiente, de o ambiente de paz.
- 55:33Tinha 11 evento, por exemplo, um evento pitoresco que eu às vezes
- 55:36gosto de contar. Tava.
- 55:37Tava uma dificuldade com a polícia nacional do do Haiti,
- 55:41que era uma polícia naturalmente.
- 55:42Bem é. Bem bem despreparada, ou seja,
- 55:46ela tinha sido quase toda dizimada na confusão.
- 55:48Ela tinha que ter é 20000 homens, no final tinha 2000, é
- 55:53muitos até nem arma tinham e tava uma discussão porque
- 55:56algumas daqueles policiais eram usados é de forma errada.
- 56:00EE num determinado momento uma reunião ministerial junto com a
- 56:05ONU, aí tava se discutindo não, mas às vezes é difícil até
- 56:08identificar Oo carro da polícia, não sei não, mas aí chegou o.
- 56:12Oo cara da comunicação social que era um espanhol metido a
- 56:17gaiato, que virou e falou assim, olha, é fácil até identificar
- 56:19porque o carro da polícia é aquele que está faltando alguma
- 56:22coisa, está faltando um capô, está faltando uma porta, está
- 56:25faltando isso, está faltando aquilo.
- 56:26Era a situação daquilo que a gente vivia, né?
- 56:29Então, toda essa cooperação do mandato vinha claramente que
- 56:32tinha que cooperar com a polícia nacional do Haiti.
- 56:34Então aquele momento ele era ele era trabalhoso, ou seja, ele.
- 56:37Ficou quanto tempo distante da família?
- 56:39No meio desse processo? No meio do processo, foram é 2
- 56:43tempos de 6 meses, né? Foram.
- 56:44Ou seja, foram durante um ano, visitou a família uma vez.
- 56:48Foi basicamente foi isso. EE, essas missões exige esse
- 56:52sacrifício, né, como a noite? Ah, não, não tem dúvida, né?
- 56:54O esse esse afastamento é é óbvio que que exige sacrifício.
- 56:59AA, minha primeira filha nasceu, eu estava terminando uma missão
- 57:02dos Estados Unidos. Não vim nascer cara, não vim
- 57:04nascer primeira filha, a segunda é nasceu. 3 dias antes, depois
- 57:10que eu voltei, 3 dias depois viu, 3 dias depois foi é e tava
- 57:18com uma tensão até em casa, porque havia uma possibilidade
- 57:20de prorrogação, havia essas coisas todas e mas faz parte.
- 57:23Ou seja, AA família entende, né? Ainda a duras penas, porque na
- 57:27verdade quem abraçou a profissão fui eu, né?
- 57:29Então no final acaba entendendo a duras penas que faz parte do
- 57:34do sacrifício da missão e quantos?
- 57:35Eu não sou diferente não se contar a quantidade de.
- 57:38De marinheiros que estavam no mar quando os seus filhos
- 57:42nasceram enorme, ou seja, não, eu não sou exceção a regra,
- 57:45muito pelo contrário. Ou seja, é a vida, é a vida, é a
- 57:48vida do cinema naval, é isso. É uma vida que a gente tá para
- 57:53servir e às vezes a família acaba sendo um pouco
- 57:56prejudicada. É óbvio que a gente dá toda
- 57:58atenção que pode, mas a gente sabe que algumas vezes a gente
- 58:02tá lá. Quantas mudanças de cidade?
- 58:06O da cidade não foram tantas assim.
- 58:08No meu caso, eu servi. É uma parte aqui no Rio de
- 58:12Janeiro e algumas vezes em Brasília, né?
- 58:15Umas 3 ou 4 vezes em Brasília, então não teve.
- 58:17E o Haiti também, que não o Haiti e o Haiti que não conta.
- 58:20E Estados Unidos também teve o curso No No mestrado, lá nos
- 58:23Estados Unidos, então teve um. Umas 6 ou 7 mudanças de cidade
- 58:26aqui nesse vai pra lá, vai pra cá, fica porque vai e volta, vai
- 58:29e volta, né? AA marinha EAE de um modo geral,
- 58:33ela está muito concentrada aqui no Rio.
- 58:35A esquadra está aqui e a força dos fuzileiros está aqui também.
- 58:37A. Gente, está em São Paulo só pra.
- 58:38Nenhum. Eu peço desculpas aos Paulistas
- 58:41aqui sem problema e já peço desculpas aqui.
- 58:44Então marinha acaba sendo conservado e estamos aumentando
- 58:46nossa presença aqui em São Paulo.
- 58:47Isso estamos aumentando a presença aqui em São Paulo.
- 58:49Isso é importante. AO São Paulo é o é o principal
- 58:52centro econômico do país. E a marinha?
- 58:54Peito entende muito isso. Então hoje o nosso diretor geral
- 58:58do desenvolvimento nuclear, de tecnológico da marinha, que é
- 59:01uma grande esquadra como eu, 4 selos tem sua base agora aqui em
- 59:04São Paulo. Isso é uma decisão recente, vem
- 59:06de 2 anos. OA gente acabou de criar.
- 59:10O batalhão de operações litorâneas em Santos, que é o
- 59:13quarto batalhão de operações litorâneas, então isso aqui está
- 59:16em Santos também, ou seja, o principal Porto do Brasil.
- 59:19Como os cheiros navales não poderia deixar de estar lá,
- 59:21então a marinha aumentando a presença, então o que eu queria?
- 59:23A mensagem que eu passo para os paulistanos também é que estamos
- 59:26aqui forte e vamos aumentar ainda mais.
- 59:29Muito bem, comandante, fuzileiros navais, vai?
- 59:32Fazer aniversário agora, né? Tem aniversário dos fuzileiros
- 59:35navais, Hein? É o dia dos fuzileiros navais.
- 59:38Está chegando, é? Verdade.
- 59:40Olha aí, com aniversário chegando, dia dos fuzileiros
- 59:42navais, estava te ouvindo aqui, falando para o Flávio, falando
- 59:44para a turma. Aí eu IA fazer uma pergunta, eu
- 59:47falei, vou fazer outra. É vocação, isso é vocação.
- 59:52Você acha que é? Eu tenho que estar lá, porque é
- 59:55minha vocação. Ou você acredita que as pessoas
- 59:58entram, acessam, entendem e transforma aquilo num propósito?
- 1:00:03Ou os 2. Eu eu acho que são os 2 AA
- 1:00:07vocação. Ela muitas vezes começa muito
- 1:00:11cedo, mas às vezes as pessoas não conhecem muito.
- 1:00:13Então é difícil a pessoa dizer, Ah, minha vocação essa.
- 1:00:16Ela não sabe exatamente o que é. Então eu acho que à medida que a
- 1:00:18pessoa entra. A pessoa se identifica, alcança
- 1:00:21a questão do propósito e junta as 2 coisas, o abraça as 2
- 1:00:25coisas. O pessoal melhor sucedido e mais
- 1:00:28feliz com a carreira é aquele que consegue conciliar,
- 1:00:31conciliar isso tudo. Mas é o primeiro que eu diria,
- 1:00:34eu acho que essa essa mensagem acho que é bem legal também.
- 1:00:36O primeiro que eu digo é um desafio, então você você vai
- 1:00:40entrar para o para marinha e no caso, nós estamos falando
- 1:00:44especialmente do corpo navaes, você vai entrar.
- 1:00:47Para que desafio, ou seja, é um desafio, como a Amanda falou
- 1:00:50muito bem aqui. Componente de aventura.
- 1:00:52E componente de abertura, ou seja, isso aí vale eu aproveitar
- 1:00:54aqui o seu, todos os seus espectadores aqui o jovem que
- 1:00:57nos assiste vem, vem para esse desafio.
- 1:00:59É um desafio importante, você pode ficar 3 anos, 6 pode ficar
- 1:01:04a vida toda como eu fiquei, mas você vai sair muito melhor do
- 1:01:07que eu tô você vai sair muito melhor do que eu tô, você vai
- 1:01:09sair. E a gente tem um outro dado
- 1:01:10também que a gente tem se preocupado muito, que é a
- 1:01:13recolocação. O que que eu quero dizer com
- 1:01:15isso hoje é. A carreira é disputada.
- 1:01:18Ela por ser uma organização militar, ela é meio que
- 1:01:21piramidal, né? Ou seja, você não pode ter
- 1:01:24tantos soldados quanto pirâmides.
- 1:01:25Ou seja, é mais ou menos óbvio que se não nenhuma organização
- 1:01:28com muito cacique, pouco índice, não funciona muito bem.
- 1:01:31Então, principalmente quando ele tá falando de forças armadas,
- 1:01:33então isso aí é natural que apesar de ser tropa
- 1:01:36profissional, nem todos permaneçam até o final, então é
- 1:01:41de cada 10. Espero que a Amanda daqui a
- 1:01:44pouco já comece a estudar. Porque de cada 10 é soldados,
- 1:01:48fuzileiros navais que entram, só 4 vão chegar, sargento, então é
- 1:01:526. Vamos lá mandar?
- 1:01:5566 por diversas razões, vão sair, seja porque é não se
- 1:02:00adaptaram e seja porque daram uma outra oportunidade que
- 1:02:05acharam mais interessante ou porque não passaram na prova
- 1:02:07para cabo. Ou depois não passaram na
- 1:02:09própria sargento? Aproveita e já conta então a os
- 1:02:12níveis para a turma, para a turma que é leiga, começa por
- 1:02:14onde? Vai para onde vai, vai, vai até
- 1:02:16o qual é esse? Essa.
- 1:02:17Pirâmide, eu vou, eu vou falar. Então, antes de falar dos
- 1:02:19níveis, eu acho que talvez se é melhor falar das portas de
- 1:02:21entrada para para entender a questão dos níveis.
- 1:02:23Se não pode tumultuar um pouco, né?
- 1:02:26A gente tem é, as pessoas podem entrar como praças.
- 1:02:30Que são soldados, cabos, sargentos e suinficiais.
- 1:02:34Então, a essa porta de entrada é exatamente o concurso que a
- 1:02:37Amanda fez, tá bom que é o concurso para soldados Fusion
- 1:02:39naval, que é um concurso nacional, ou seja, está aberto
- 1:02:42para todos no Brasil, OK? Com com vagas para homens e
- 1:02:45mulheres hoje. Com idades?
- 1:02:47De qual é? Qual é o limite da idade?
- 1:02:48Amando você mesmo. 21 anos. 21 anos, ou seja, até. 18 a 21
- 1:02:52anos. 18 a 21 anos 20 e. Um pode fazer a prova e entra
- 1:02:54nessa carreira. Entra na carreira?
- 1:02:56Praça soldado. Solda entra como soldado, aí faz
- 1:02:59a uma prova, já entra dentro, faz a prova para poder ser
- 1:03:01promovido para cabo, tá bom? Aí faz um curso de cabo que dura
- 1:03:05um ano. Por isso que eu falo negócio da
- 1:03:06prova profissional, tá bom? Aí depois faz a prova para
- 1:03:09sargento para poder ser, faz o curso de 1 ano para ser
- 1:03:11promovido a sargento. E depois a promoção.
- 1:03:13Assumo oficial, terceiro sargento, segundo sargento,
- 1:03:16primeiro sargento e sumo oficial.
- 1:03:17É mais ou menos esse Oo pacote da carreira das praças, tá e
- 1:03:21tem. E aí tem a carreira dos
- 1:03:23oficiais. A carreira dos oficiais é tem
- 1:03:25algumas portas de entrada, tá? A principal porta de entrada é a
- 1:03:29escola naval ou o colégio naval. Nosso nosso embaixador andou lá
- 1:03:33pelo colégio, na Val também tem algumas experiências
- 1:03:35interessantes lá, sempre um prazer falar sobre sobre esse
- 1:03:38assunto muito legal. Tem grandes amigos lá até lá até
- 1:03:41hoje, que é uma das coisas que a gente forja muito.
- 1:03:43É a questão das amizades que ficam independente de para onde
- 1:03:45a gente for. O troço é muito bacana.
- 1:03:48Então um camarada que terminou o ensino fundamental, ele pode
- 1:03:53fazer o ensino médio no colégio, na Val?
- 1:03:55Mas já custa e tem e tem que ser aprovado.
- 1:03:57Tem que ser aprovado e aprova concurso também.
- 1:03:58Não é assim, não. Tudo Flávio foi aprovado, não é
- 1:04:01assim não. Qual é o concurso aí?
- 1:04:03Teve moleza? Não, cara, é isso aí.
- 1:04:07Aí tem o concurso e ele vai. Depois disso, terminado o
- 1:04:10colégio naval, se ele for bem sucedido, ele vai
- 1:04:12automaticamente para a escola naval.
- 1:04:14Escola naval e o nível universitário, tá bom?
- 1:04:16A por outro lado. E abre algumas vagas diretamente
- 1:04:20na escola Val também. Onde chega na escola Val é o
- 1:04:22pessoal que veio do colégio naval, mais o pessoal que faz
- 1:04:25prova direto na escola Val. Como eu falei, a escola naval,
- 1:04:27nível universitário, em vez de fazer uma faculdade, faz a
- 1:04:31faculdade da marinha, que é a escola naval, mais ou menos isso
- 1:04:34aí, Passa Quatro anos, depois faz uma viagem, instrução, que é
- 1:04:38a viagem ao redor do mundo, conforme ajuda aí também não.
- 1:04:40Vale a pena aqui falar, não é, é?
- 1:04:43Ele faz 11 curso. Nível superior, de altíssimo
- 1:04:47nível, onde ele é, além de fazer isso, curso de altíssimo nível.
- 1:04:50Ele é remunerado, ele é remunerado, ele tem moradia, ele
- 1:04:55tem alimentação, ele tem enchimenta e quando se forma
- 1:05:01nessa universidade, ele tem emprego garantido que ele
- 1:05:05automaticamente ele é contratado.
- 1:05:07Entre aspas, né? Usando aqui uma linguagem mais
- 1:05:09civil. A como segundo tenente, já como
- 1:05:12oficial, numa carreira que o comandante inclusive seguiu essa
- 1:05:16carreira. Acho que vale dizer isso, porque
- 1:05:19qual é a universidade que você termina e você tem garantia de
- 1:05:22trabalho, não é? Você tem universidade federal
- 1:05:26que você não paga, mas essa aqui, além disso, você tem a
- 1:05:29moradia, você tem a investimento e você tem ainda 11 ajuda de
- 1:05:32custo, né? Do aluno pra que ele, pra que
- 1:05:35ele, ou seja, é uma, é uma, é uma, é um conceito de formação.
- 1:05:40Que pouca gente no Brasil sabe que existe exatamente pouca
- 1:05:42gente sabe. Continuando as outras portas aí,
- 1:05:44comandante. É então, ou seja, aí terminou a
- 1:05:46escola, Val faz a viagem, instrução, que é a oportunidade.
- 1:05:49Aquela aquela viagem de 1 ano, né?
- 1:05:51Isso aí é volta ao mundo. Então faz cerca de 6 meses, um
- 1:05:54pouco menos, mas 78 meses na realidade.
- 1:05:56Mas É Ela dá. Algumas dão a volta ao mundo,
- 1:05:59outras vão à Europa, Estados Unidos, América do sul.
- 1:06:01Mas são, né? As excepcionais, ou seja, não só
- 1:06:03por um ponto de vista. Da instrução é um estágio, né,
- 1:06:06fundamental. É um estágio, né?
- 1:06:08É um estágio grande. É a questão da das relações, ou
- 1:06:11seja, Oo marinheiro. Ele é o embaixador do Brasil de
- 1:06:15um modo geral. Ele tem obrigação de.
- 1:06:18De conhecer bem, porque o navio ele é extrovertido, ele vai aos
- 1:06:20outros países, ele é, ele é uma embaixada flutuante do Brasil em
- 1:06:24cada lugar. Então é é importante que desde
- 1:06:26cedo o os oficiais tenham a consciência desse papel, do que
- 1:06:30que ele representa. Se ele não é o Zezinho, só, ele
- 1:06:33é o tenente fulano que tá representando o Brasil naquilo
- 1:06:36ali. Então isso é é coisa muito
- 1:06:38séria, é muito importante e faz parte desse processo de
- 1:06:40formação. E uma outra coisa que é.
- 1:06:43Que é espetacular. Ou seja, tirando essas 2 coisas
- 1:06:46de informação importante, que é o fato de aqueles amigos que
- 1:06:48você fez durante os 4 anos de escola, voltam todos viajando
- 1:06:51com você. Então é é uma coisa ótima e que
- 1:06:54a gente guarda memórias pra pra vida toda No No final das
- 1:06:58contas, né? Aí terminado essa viagem, aí
- 1:07:00cada um vai pra pra servir no nos navios da marinha, nos
- 1:07:05batalhões do corpo de seus navais.
- 1:07:07E aí eu vou voltar um pouquinho antes que durante a escola, ao
- 1:07:10final do segundo ano, o. O oficial escolhe o aspirante,
- 1:07:14né? Que é como a gente chama o aluno
- 1:07:15da escola naval. Ele escolhe é que carreira que
- 1:07:18ele quer seguir dentro da marinha.
- 1:07:20Então, se ele vai ser é do corpo da armada, que é basicamente são
- 1:07:24os navios da nossa espada, que é a parte principal da da marinha.
- 1:07:27De modo geral, a gente tem o corpo dos estreos navais, que
- 1:07:30também é, ao outro lado, combatente da da marinha, tropa
- 1:07:33especial da marinha, Tropa de Elite da marinha.
- 1:07:36E tem o corpo de entendentes da marinha, que de modo geral cuida
- 1:07:38de toda a nossa logística também, todas igualmente
- 1:07:41importante, vamos dizer assim. Então ele faz essa opção e ao
- 1:07:43final, a partir daí, a gente começa a ter a informação um
- 1:07:46pouco mais específica e depois cada um vai seguir sua carreira.
- 1:07:48Aí tem 11, terceira porta de entrada, que é para quem já tem
- 1:07:52o nível superior. Esse que já tem o nível
- 1:07:55superior, ele entra, faz um concurso para marinha também,
- 1:07:57que é aberto para várias profissões.
- 1:08:00Para várias profissões, ou seja, até comunicação.
- 1:08:03Por exemplo, Fabrício, que é meio oficial de comunicação, ele
- 1:08:05é formado em comunicação social, entrou para marinha, um concurso
- 1:08:08para comunicação social, é advogado, dentista, médicos
- 1:08:13também. A gente tem uma carreira de
- 1:08:14médico muito boa também. E essa seria, de modo geral, a
- 1:08:17terceira, a terceira porta de entrada, né?
- 1:08:19E todas elas é exigindo o concurso público para que vá
- 1:08:24prosseguir na carreira. Basicamente é.
- 1:08:26Vamos aproveitar isso que deu, essa esse briefing geral.
- 1:08:30A pra gente pedir pra Amanda, Amanda, os jovens estão nos
- 1:08:34assistindo aqui. Que que conselho você daria?
- 1:08:37Se se a pessoa tem vontade de entrar na marinha, você tem
- 1:08:39vontade de passar por essa formação que você passou, que
- 1:08:42que você diria pra eles? A câmera é aquela ali.
- 1:08:45Bom, eu diria que eu já estive nesse lugar também, e eu entendo
- 1:08:50muito os momentos de insegurança, os momentos de
- 1:08:53incerteza e a ambição. Mas essa ambição ela não é em
- 1:08:57vão. Essa é justamente a vontade que
- 1:09:00faz com que vocês permaneçam aqui dentro.
- 1:09:04Esse desejo no coração, essa vibração diferente, eu desejo
- 1:09:08que venham que realizem esse objetivo, porque o tempo vai
- 1:09:11passar de qualquer forma, o tempo vai passar, então por que
- 1:09:14não que o tempo passe realizando seu sonho?
- 1:09:17Então é isso, é vem pra marinha e realize o desejo do seu
- 1:09:20coração. Aproveitando esse teu convite.
- 1:09:26Singelo, genuíno, maravilhoso. Esse é o mês do aniversário dos
- 1:09:31fuzileiros Novais. E a gente tem que falar sobre
- 1:09:34isso. Quantos anos?
- 1:09:35Este ano de 2025 vai comemorar os fuzileiros?
- 1:09:39Novais a. Amanda, ela fez um ano de fuzila
- 1:09:42normal, né? E quando as navais está fazendo
- 1:09:44217 anos. Então ela veio.
- 1:09:48Como eu falei, ela veio junto. Nós chegamos junto com a família
- 1:09:51real no dia 7 de março. De de 1808, que é uma data para
- 1:09:55nós importantíssimo. EE, por isso que nós chamamos do
- 1:09:57dia do dos fuzeiros lavais, que é o nosso.
- 1:10:00Nosso aniversário é 217 anos 11. Orgulho tremendo para todos os
- 1:10:03integrantes da da força EEA. Gente celebra muito intensamente
- 1:10:06cada ano disso exatamente por essa questão.
- 1:10:13É uma tropa que é muito unida. De um modo geral.
- 1:10:15A gente carrega todo esse esse peso da da tradição com AA
- 1:10:20modernidade, dessa reinvenção que que a gente fala No No tempo
- 1:10:23todo, né? Então, 217 anos é bem vivido,
- 1:10:27bem vivido. 217 anos mais com um corpinho de 20.
- 1:10:33Então, parabéns, fuzileiros navais, parabéns por tudo que
- 1:10:36vocês fazem pelo Brasil, parabéns por formar tantos
- 1:10:39jovens, né? Porque imagina a quantidade de
- 1:10:42jovens em Flávio? Quantas pessoas hoje, ainda só
- 1:10:44nos fuzileiros navais? Hoje nós somos 17200.
- 1:10:50E 70 e. 3. É o é o nosso efetivo
- 1:10:54autorizado. Então vale um pouquinho para
- 1:10:55menos ou alguma coisa assim. Mas é esse aí, Oo número que eu
- 1:10:58que eu passo, porque é um efetivo autorizado nosso aqui.
- 1:11:01Então às vezes fica um pouquinho a menos a mais, mas é esse aí,
- 1:11:03Oo número detalhado. Esse número em 217 anos.
- 1:11:09Nesse momento é o número que nós temos hoje, 17. 1000. 273 é o.
- 1:11:15270 e. 3 é muita? História é muita história, é
- 1:11:19muita gente, é muita transformação.
- 1:11:20Muitos jovens que hoje não são mais jovens, né, que são homens.
- 1:11:23Agora mulheres é que são pais, que tem netos, alguns já se
- 1:11:28foram. É muita transformação, é muito
- 1:11:31legado? É, é muito forte isso e coloca a
- 1:11:34Juventude dentro de uma de fundamentos e princípios que não
- 1:11:37mudam uma coisa. O que você falou é assim, como é
- 1:11:41que você falou? Os princípios não mudam a forma
- 1:11:42alguma coisa sentida. Os fundamentos não mudam os.
- 1:11:46Valores os valores. Os valores é compartilhar, 3
- 1:11:50deles é 11. Já entendi que é servir, estar
- 1:11:52pronto, compartilha. Alguns tem.
- 1:11:53Tem 3 que a gente tem 4 que na realidade a gente fala muito em
- 1:11:56termos de de grandes valores do corpo de Santos Novaes.
- 1:11:59São os valores fundamentais que a gente fala de honra.
- 1:12:01Honra. Competência.
- 1:12:04Competência, determinação, que é isso aqui que a Amanda falou
- 1:12:07agora, determinação e profissionalismo são os 4.
- 1:12:10Os valores que a gente a gente chama de valores essenciais dos
- 1:12:14fuzileiros navais. Qualquer.
- 1:12:16Empresário qualquer empresário. Exatamente, então.
- 1:12:18É, olha, eu queria só esses 4 nos empresários, é?
- 1:12:21Honra, competência? Determinação.
- 1:12:24Determinação. Profissionalismo.
- 1:12:26E profissionalismo? E segredos do sucesso.
- 1:12:27Não é, gente? Isso aí o senhor tá?
- 1:12:29Resolve essa pra gente. 4 tranquilo, 4 aí.
- 1:12:33Vamos trabalhar neles, vamos trabalhar.
- 1:12:35Tem outra coisa muito importante, fuzileiros navais é
- 1:12:38e todo o corpo militar, mas fuzileiros navais, que é a
- 1:12:40cabeça estrategista, né? O.
- 1:12:42Cara, o mestrada doutorado, ou seja, tem ciência?
- 1:12:47Tem. Ciência muitos empresários,
- 1:12:51muitos livros utilizam estratégias de fuzileiros navais
- 1:12:54para colocar nas estratégias de negócio, não é assim?
- 1:12:58Voltou com um desafio, como é que eu pensaria 11 estrategista
- 1:13:01militar um dos livros mais lidos por empresários é a arte da
- 1:13:04guerra. Arte da guerra é então.
- 1:13:07Exatamente. Dado na marinha.
- 1:13:09Também gláucite, também usado direto, ou seja, uma série
- 1:13:11delas. EE, realmente é verdade, porque
- 1:13:13muitas coisas, os problemas militares são complexos, são
- 1:13:16complexos que morrem gente, essas coisas todas.
- 1:13:18Então é uma coisa, é só isso. Então, gente, olha só o nível de
- 1:13:20complexidade. É o seguinte, se a gente
- 1:13:22acertar, deu tudo certo. Se errar, morreu.
- 1:13:23Morreu? É mais uma coisa assim.
- 1:13:25Então assim, então OE por isso, muita gente.
- 1:13:28A gente começou a usar para problemas é empresariais, que
- 1:13:32também são complexos, e começaram a se beneficiar desse
- 1:13:35tipo. Tem muitos estudos que que vão
- 1:13:37por aí e a cabeça ela tem que desde cedo, tá tá preocupada com
- 1:13:41isso, né? Os nossos cursos de formação,
- 1:13:43ele preocupa muito com as táticas.
- 1:13:44Como é que é melhor fazer isso aqui?
- 1:13:46Se eu fizer isso aqui, o que que pode acontecer, o que que vai
- 1:13:48dar errado? A gente faz o que a gente chama
- 1:13:50de jogos de guerra, que é se eu fizer isso.
- 1:13:53O inimigo vai fazer isso se eu fizer isso.
- 1:13:55Ou seja, as coisas são simuladas e jogadas antes de tal forma
- 1:13:59que, quando chegar no momento do do primeiro disparo, vamos dizer
- 1:14:02assim, quando muda tudo, pelo menos a gente já tem uma noção
- 1:14:06de algumas coisas que podem ser esperadas.
- 1:14:08E qual seria a melhor reação para isso.
- 1:14:10Então vamos fazer, vamos tentar fazer um exercício aqui é como
- 1:14:14que um fuzileiro naval pensa de forma estratégica?
- 1:14:18Quando chega uma adversidade e que a gente poderia pegar
- 1:14:21emprestado essa cabeça estratégica para o mundo dos
- 1:14:23negócios, por exemplo. Assim, dá um conselho para o
- 1:14:26empresário, sabe quando aconteceu alguma coisa?
- 1:14:28Sei lá, vendas, gestão, é alguma crise, alguma coisa que deu
- 1:14:32errado? Gestão de crise.
- 1:14:35Aí o empresário senta numa warroom com seus cileve, ou seu
- 1:14:40gestor de marketing, seu gestor de vendas, seu gestor de
- 1:14:42operações. E se não eles, a como pensar
- 1:14:45como um fuzileiro naval? O que que eles tem que fazer
- 1:14:48para eles não se desesperarem, para eles absorverem, o dado de
- 1:14:51forma certa é, traz essa cabeça, exato.
- 1:14:56Pega esse padrão mental do fuzileiro naval, EE coloca aqui
- 1:15:00na cabeça do empresário e fala assim, faz desse jeito que é
- 1:15:02assim que a gente faz, evita, sei lá, guerra, morte e um Monte
- 1:15:06de coisa. Ou.
- 1:15:07Minimiza mitiga. Bom, como a gente está falando
- 1:15:10no nível do empresário. Eu acho que o conceito mais
- 1:15:13aproveita, talvez o que a gente chama de estado maior, estado
- 1:15:15maior, estado maior, estado maior, estado maior, que é o
- 1:15:17estado maior, o estado são os assessores, todos com
- 1:15:21especialidade nas principais áreas do combate.
- 1:15:25Então o comandante também se cerca desse assessor.
- 1:15:28Isso é um conceito, já vem desde Napoleão, ou seja, uma coisa
- 1:15:30bastante bastante antiga, onde se cerca de todos os os grandes
- 1:15:33especialistas de cada, o especialista da engenharia, o
- 1:15:36especialista da infantaria, o especialista dos blindardos,
- 1:15:38especialista da artilharia, o especialista de comunicação
- 1:15:41social, às vezes faz um estrago danado se for mal feito.
- 1:15:44Oo comentarista da psicologia, o especialista, ou seja, cada área
- 1:15:50tem um especialista. Então esse esse pessoal todo é
- 1:15:53reunido. Já no processo de tomada de
- 1:15:55decisão, cada um é tem AOO seu estudo, né?
- 1:16:00Tem a sua que a gente chama de estimativa, ou seja, olha, tem,
- 1:16:03é isso. Se a decisão for essa, eu
- 1:16:05consigo apoiar assim, assim, assado.
- 1:16:07Se a decisão for essa, vai dar problema por causa disso, disso
- 1:16:10e disso. Senta, se em todo mundo isso aí
- 1:16:12é decidido, apresentam se a as diferentes linhas de ação.
- 1:16:16Linha de ação são as possíveis soluções no problema.
- 1:16:19Então olha esse problema, pode ser esse problema militar.
- 1:16:21Esse problema militar pode ser solucionado assim, assim, assim
- 1:16:24ou assim. Nós temos essa estranha ação.
- 1:16:25Os danos serão esses, esse. Esse esse exatamente o as
- 1:16:28vantagens serão essas. Essa uma vez apresentado isso
- 1:16:31tudo, o comandante vai desse cada um vai dar os a sua opinião
- 1:16:36sobre qual seria a melhor linha de ação, tá?
- 1:16:38Isso tudo é feito um confronto. A gente chama de confronto com o
- 1:16:42que o inimigo pode fazer. Ou seja, é se eu fizer essa
- 1:16:45ligação, o inimigo pode fazer isso.
- 1:16:47É um jogo. De guerra, é.
- 1:16:48Um jogo de guerra? Exatamente, é o jogo de guerra.
- 1:16:50Se o vamos lero cara, se eu fizer isso, o inimigo pode fazer
- 1:16:53aquilo, pode fazer isso tudo. Então, e ao final o comandante
- 1:16:55decide. E aí é um processo importante,
- 1:16:58porque é uma vez decidido, vai se partir.
- 1:17:01E quem? É, foi voto vencido, vamos dizer
- 1:17:04assim que algum, que algumas instituições, o cara fica meio
- 1:17:07aborrecido, esse troço todo, não.
- 1:17:08O cara sabe que ele cumpriu o papel dele assessorando, no
- 1:17:12limite da da sua responsabilidade.
- 1:17:14Uma vez tomada a decisão por fatores que às vezes ele até
- 1:17:17desconhece no nível dele, mas são importantes, ele vai fazer
- 1:17:20tudo para que aquela decisão seja implementada da melhor
- 1:17:23forma. Então acho que é esse.
- 1:17:24Eu acho que isso vale muito para o para o empresário também,
- 1:17:26porque às vezes a gente nota que é tem gente que fica não tão
- 1:17:31satisfeito com a decisão que foi tomada, ou seja.
- 1:17:33Já é importante ter essa noção que um time é um time só e se um
- 1:17:36remar para o lado, um remar para o outro, não vai andar.
- 1:17:39Por isso, por isso que é o valor.
- 1:17:41É honra. É honra mesmo.
- 1:17:43Eu não sei lá, meu voto foi vencido, mas eu honro o estado
- 1:17:47maior. Mas Joel, olha aqui a gente lida
- 1:17:50com o empresário, a gente mentora muitos empresários no
- 1:17:53Brasil e o empresário é muito fazedor, é muito operacional
- 1:17:59aqui. AAAO conselho que dá aqui o
- 1:18:02comandante de Carlos Chagas é uma posição estratégica e a
- 1:18:05posição estratégica é de simular e de calcular o que são as
- 1:18:09vantagens, o que são os danos, para depois você fazer uma
- 1:18:12escolha essa esse exercício estratégico Oo empresário falha
- 1:18:16muito porque ele tem um pouco de preguiça desse desse pensamento
- 1:18:21estratégico. Ele, ele, ele quer fazer.
- 1:18:24Ele, ele Na Na primeira hipótese que Ah, isso aqui vai resolver,
- 1:18:27ele já vai, vai fazer. E às vezes não é a melhor
- 1:18:29hipótese. Ele não analisou, ele não
- 1:18:30simulou, ele não calculou a reação.
- 1:18:32Ele não fez o jogo de guerra. Entendeu?
- 1:18:35E às vezes tomo uma decisão que não é a melhor decisão.
- 1:18:38Então é um excelente conselho. Conselho estratégico.
- 1:18:41É para. O empresário.
- 1:18:42O interromper um pedacinho, que é o ataque, que também tem um
- 1:18:44dado isso aqui que não pode ser um jogo de guerra eterno também
- 1:18:47se na oportunidade. Passa exato.
- 1:18:48Boa. Então tem um.
- 1:18:49Timing. Então tem um timing aí a gente
- 1:18:51tem Oo os os conflitos entre os 2 pensamentos, né?
- 1:18:54Que a gente sempre diz que é o aquele pensamento otimizante que
- 1:18:57o cara que é o melhor solução do mundo, hã, que não vai ser
- 1:19:00nunca, vai perder um tempo, toda oportunidade vai perder o
- 1:19:02timing, tá? E o satisfaciente?
- 1:19:04E aquele olha isso aqui vai resolver o meu problema e tá
- 1:19:08bom? É o melhor possível daquele
- 1:19:09momento. Agora é o que vai resolver o meu
- 1:19:10problema. Esse aqui vai resolver de forma
- 1:19:13satisfatória, perfeito. E tem a outra otimizante.
- 1:19:16São 2 técnicas que se vão aqui. Eu pelo menos prefiro
- 1:19:19satisfaciente. Mas o fato é que não pode ficar
- 1:19:22para sempre esse processo. Né?
- 1:19:23Às vezes ou para sempre, é um pouco até de insegurança, medo
- 1:19:26de tomar. Dentro de tomar, de tomar hora
- 1:19:28certa, na hora certa. Que ninguém quer errar.
- 1:19:31Não é numa decisão de guerra, numa numa força armada pode
- 1:19:34significar a morte de algumas pessoas.
- 1:19:36Uma empresa é a demissão das pessoas.
- 1:19:38A empresa fechar é. É uma guerra também.
- 1:19:41É um campo de Batalha, né? É.
- 1:19:42Um campo de Batalha tem uma frase que eu gosto muito.
- 1:19:45Eu não sei se ela é do ramo militar.
- 1:19:47Eu já li e eu não lembro exatamente.
- 1:19:50Mas é mais ou menos assim, ó, é quem decide, até pode errar quem
- 1:19:56não decide. Errou é isso aí.
- 1:20:00É mais ou menos isso. Então, satisfaciente, como é que
- 1:20:03satisfaciente? Satisfaciente.
- 1:20:05É isso aqui, cara, a gente vai decidir, é o melhor.
- 1:20:07Possível, né, naquele momento? Resolve o problema e o
- 1:20:10otimizante. O cara quer personalidade muito
- 1:20:12também das pessoas, né? Ou seja, o cara quer aquela
- 1:20:15melhor de todas ali, ou seja, vai trabalhando, trabalhando,
- 1:20:18trabalhando até conseguir obter quando?
- 1:20:19Que é convocado um estado maior, por exemplo, na situação do Rio
- 1:20:22Grande do Sul, o estado maior foi se reuniu.
- 1:20:24Absolutamente sempre, sempre, sem dúvida, sem dúvida nenhuma.
- 1:20:27Do sul está precisando. Da gente.
- 1:20:28A primeira providência reúne o estado maior, ou seja, é
- 1:20:31designado um comandante. Com aquela operação.
- 1:20:33Ele reúne todos os especialistas de todas as áreas que vão
- 1:20:37participar, exatamente para fazer o plano de ação.
- 1:20:40Ou seja, dali sai um plano. As coisas não podem ser de forma
- 1:20:44atabalhora, até porque para mexer essa quantidade de pessoas
- 1:20:48tem que ter um plano bem elaborado, senão o que tem que
- 1:20:51chegar na ponta não chega na hora certa.
- 1:20:53Então eu cheguei, mas esqueci levar o combustível, por
- 1:20:56exemplo. Então são coisas que então tem
- 1:20:57todo um planejamento para cada situação.
- 1:21:01Reúne todos esses especialistas e sai.
- 1:21:03Ou seja, então é normalmente o quando a gente tem um problema
- 1:21:07militar, a gente tem uma reunião de estado maior que vai.
- 1:21:12É deliberar EE organizar Oo planejamento e apresentar as
- 1:21:17propostas de solução pro pro comandante, né?
- 1:21:20Tem honra nisso. Total.
- 1:21:22Porque se eu fui voto vencido, eu honro.
- 1:21:25Tem competência nisso. Eu tenho os dados na mesa.
- 1:21:28Cada pessoa tem a sua competência técnica.
- 1:21:29Cada pessoa tem sua competência técnica, tem a determinação de
- 1:21:33de para resolver. Tem que executar.
- 1:21:34Tem que executar e a profissionalismo,
- 1:21:36profissionalismo e o profissionalismo.
- 1:21:38Eu sei o que eu tenho que fazer e faço bem feito.
- 1:21:40É mais ou menos isso aí. É eu, eu sou.
- 1:21:42Eu sou profissional, eu vou fazer EE.
- 1:21:44Está decidido, olha só, tudo alinhado.
- 1:21:46E aí, faz aí, vai cascateando. Né?
- 1:21:48Isso você imagina é sim. Eu vou eventualmente deixar
- 1:21:52minha família por um tempo aqui. Isso é profissionalismo.
- 1:21:54Exato, né? Relação direta com o empresário,
- 1:21:57direto. Tudo a ver com o empresário.
- 1:21:59Tem estratégia, tem profissionalismo, tem atitude,
- 1:22:02tem decisão, tem liderança, tem subordinação.
- 1:22:05Tive uma ideia, Joel, vamos deixar os nossos empresários lá
- 1:22:08uns 6 meses nos fuzileiros navais.
- 1:22:10Que que você acha? Vamos voltar, não é com honra,
- 1:22:12mais magrinho? Mais, mais magrinho, não é?
- 1:22:14Carregando mochila, pegando o fio dos outros.
- 1:22:16A Amanda vai ajudar eles lá, vai ajudar sem.
- 1:22:19Dúvidas? Não vai?
- 1:22:22Os empresários têm muito que aprender com os fuzileiros
- 1:22:24navais. Muito que eu aprendi muito aqui.
- 1:22:27Você gostou do papo? Adorei antes.
- 1:22:28Da gente finalizar, vamos falar desse livro aqui.
- 1:22:30A história desse livro aqui é o seguinte, que eu já fiquei
- 1:22:35sabendo que ele é. Me ajuda aqui, meu comandante.
- 1:22:39Vem cá, aparece aqui, aqui a gente quebra protocolo, olha.
- 1:22:44Aí, olha aí, pavoni. Pavoni, vem cá, pavoni, explica
- 1:22:49pavoni. Eu vou fazer o seguinte, pela
- 1:22:52primeira vez eu vou. Eu vou sair da minha cadeira,
- 1:22:54vai ficar você e pavoni vai falar tudo.
- 1:22:56Olha aí, cara, vai JJ podcast, tem o novo host aqui.
- 1:23:00Agora. Que isso, junto com o flavão?
- 1:23:04Explica, explica o que que é esse livro aí?
- 1:23:08Bom, esse livro aqui conta uma história muito envolvente.
- 1:23:10Uma história brasileira é que se passou há mais de 80 anos atrás,
- 1:23:17durante a Segunda Guerra Mundial, né?
- 1:23:18O Brasil viveu um momento muito difícil e a marinha do Brasil
- 1:23:21tava presente. As histórias que estão aqui
- 1:23:23nesse livro é, são histórias, apesar de ser uma ficção, são
- 1:23:27histórias verdadeiras que foram concentradas num navio que não
- 1:23:29existiu, que foi o Barbacena, mas de uma classe de navios que
- 1:23:32existiu na marinha do Brasil. Inclusive a gente tem um navio
- 1:23:35museu Bauru, que é da mesma classe do Barbacena.
- 1:23:38E esse livro envolve muitas histórias humanas.
- 1:23:41É que se passaram nesse momento difícil para o Brasil e em que a
- 1:23:45marinha foi testada e o Brasil saiu muito bem.
- 1:23:49Nós perdemos muitas vidas na Segunda Guerra Mundial e a
- 1:23:52maioria dessas vidas foram perdidas no mar, na Amazônia
- 1:23:55azul. E esse livro conta a história
- 1:23:57sobre isso. E por acaso a gente tem a honra
- 1:24:00de ter aqui na quarta capa, um endosso desse livro feito pelo
- 1:24:03nosso embaixador Flávio? Augusto, com muita honra.
- 1:24:07Porra, ih, rapaz, eu estou sem óculos, cara.
- 1:24:10Porra, tá vendo? Ó, eu estou sem óculos aqui.
- 1:24:12Eu não vou. Eu não vou conseguir ler aqui
- 1:24:13não. Mas alguém?
- 1:24:15Quer ler, comer, quer comer o João, o.
- 1:24:17Joel está com o Joel está com óculos aqui.
- 1:24:20Fica aí, Paulo. Vou ler.
- 1:24:22Olha só. Navegar pelas páginas desta obra
- 1:24:26é embarcar uma jornada genuinamente brasileira, onde a
- 1:24:29liderança se destaca em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial.
- 1:24:33É. Um ponto de inflexão da história
- 1:24:35nacional. Com maestria, o autor entrelaça
- 1:24:38narrativas humanas fundindo ficção com fatos verídicos e
- 1:24:42revela que grandes líderes como comandante do contratorpedeiro é
- 1:24:46assim que fala contratorpedeiro Barbacena, não apenas conduzem
- 1:24:50seus seus navios, mas também inspiram suas equipes a
- 1:24:53superarem qualquer tormenta, qualquer tormenta pessoal, tem
- 1:24:57muita coisa pra gente aqui. As eleições desse livro vão
- 1:25:00muito além dos combates. Novais oferecendo em sites
- 1:25:03valiosos sobre como uma liderança firme e visionária
- 1:25:06pode transformar crises em oportunidades, seja nos mares ou
- 1:25:09no mundo dos negócios. O barba cena não é apenas uma
- 1:25:12leitura cativante para veteranos e jovens empreendedores, mas
- 1:25:15também um alerta para que todos compreendam a importância
- 1:25:18estratégica da Amazônia azul na geração de valor para o Brasil e
- 1:25:22para todos os brasileiros. Muito bem.
- 1:25:26É essa aí. Recomendamos, né?
- 1:25:27Vamos deixar o link, né? O Joel na descrição do episódio,
- 1:25:31vai ter um link quem quiser comprar esse livro.
- 1:25:34Ah, EE ressaltando, ressaltando aqui, Oo pavoni, aproveitando
- 1:25:39que você está aqui, toda a receita desse livro ajuda no que
- 1:25:43lá na marinha? Vem cá no microfone, fala aqui,
- 1:25:45ó, pode. Falar aqui, ó.
- 1:25:48Esse livro ele reúne muitas pequenas histórias de pessoas
- 1:25:51concentradas no navio, né? Perfeito.
- 1:25:53E assim os equipamentos evoluem. Mas a as relações humanas, elas
- 1:25:57não evoluem tanto. Então as pessoas, elas continuam
- 1:26:01as mesmas, o relacionamento humano continuam o mesmo.
- 1:26:04E esse livro mostra muito disso. E invariavelmente, a gente vai
- 1:26:09ter um grupo com quem a gente trabalha, com pessoas querendo
- 1:26:12fazer o bem, com grandes líderes, grandes exemplos,
- 1:26:15independente de patente, independente de posicionamento
- 1:26:18hierárquico e qual liderança que a gente quer seguir?
- 1:26:21Vamos seguir a liderança positiva.
- 1:26:23Eventualmente tem uma liderança negativa.
- 1:26:25Qual é o caminho que a gente quer seguir e a gente quer
- 1:26:27seguir o caminho certo. Esse é o caminho que a marinha
- 1:26:29prega, seguir o caminho certo. E esse livro conta várias
- 1:26:33pequenas histórias disso, da gente seguir o caminho da honra,
- 1:26:36do profissionalismo, da competência, da determinação,
- 1:26:39que são os valores dos nossos fuzileiros Novais, que a gente
- 1:26:42tá aqui homenageando hoje, diante desse aniversário dos 217
- 1:26:47anos. Nosso corpo de fuzileiros
- 1:26:48navais. Obrigado pavona pavor.
- 1:26:50É diretor de comunicação da marinha.
- 1:26:52Trouxe aqui para nós esse livro tá aqui no na descrição do
- 1:26:55episódio, você pode comprar, são 3 livros.
- 1:26:59É uma trilogia, vale muito a pena e.
- 1:27:03Eu tô aqui anotando honra, profissionalismo, competência.
- 1:27:06E eu estarei no dia 13 de março lá com os fuzileiros navais, com
- 1:27:11muita honra o comandante ou tá lá?
- 1:27:14É com vocês vendo lá as demonstrações que serão feitas e
- 1:27:19também, olha, Joel, eu acho que eu acho, eu vou, vou conversar
- 1:27:23aqui. Eu acho que a gente devia fazer
- 1:27:26uma cobertura lá de uma operação dessa, dos fuzileiros também lá
- 1:27:28em Formosa. Quem sabe não é conhecer isso
- 1:27:31daí, melhor mostrar para as pessoas.
- 1:27:33É legal o Brasil conhecer um pouco das nossas forças armadas,
- 1:27:37né? Eu, eu fui a orgulhosamente da
- 1:27:39marinha. E às vezes eu vejo com um pouco
- 1:27:43de tristeza a maneira como as pessoas que não conhecem o papel
- 1:27:47das forças armadas é, não entendem, não, não conseguem dar
- 1:27:51o valor que tem as forças armadas, às vezes por questões
- 1:27:54políticas, às vezes por questões é bobas, né, por falta de
- 1:27:57conhecimento. Realmente, quando a gente
- 1:27:59conhece na profundidade, a gente percebe a importância que tem as
- 1:28:03forças armadas, a marinha do Brasil, os fuzileiros navais,
- 1:28:07nessa missão da gente construir um país, né?
- 1:28:09Um país é feito. Não é cada um no seu papel, cada
- 1:28:12um na sua missão, uns são empresários, outros são, é
- 1:28:16militares, enfim, todos tem a sua importância e para nós é uma
- 1:28:19grande honra, comandante, poder mostrar isso para as pessoas,
- 1:28:22para elas conhecerem, verem que existem seres humanos, não é?
- 1:28:26Aqui a gente falou, eu percebi os seus olhos cheios de lágrimas
- 1:28:28quando falou da sua filha que não, o senhor não estava
- 1:28:32presente quando ela nasceu. A gente percebe que existe um
- 1:28:35ser humano, né? Por trás aqui, quando ouvi aqui
- 1:28:38AA soldado Amanda. Falando das suas, dos seus
- 1:28:41desafios, quando ela estava, tinha conquistado, né?
- 1:28:45O que ela queria, que era entrar nos fuzileiros navais, aí sofreu
- 1:28:47um acidente. Enfim, existem seres humanos por
- 1:28:51trás dessa dessas instituições. Para nós é uma honra mostrar
- 1:28:54isso para as pessoas, né? Já.
- 1:28:56Privilégio e contem com a gente. Contem com a gente nesses canais
- 1:28:59que nós já temos nesses projetos que a gente já lidera e nos
- 1:29:02projetos que a gente ainda nem lidera, mas a gente cria é, a
- 1:29:06gente já pode criar, né? É isso aí e a gente também é
- 1:29:09muito bom de honrar. Então é uma honra receber a
- 1:29:12marinha aqui, os fuzileiros navais, é uma honra flavão ter
- 1:29:16você aqui de novo comigo nessa, obrigada, parabéns, sei por tudo
- 1:29:19que você tem representado nesse novo projeto.
- 1:29:22Eu adorei conversar com você, vocês gostaram?
- 1:29:23Muito, muito, muito, muito. Muito então, antes antes de eu
- 1:29:26te fazer, é sempre a última pergunta, Flávia, vocês quer
- 1:29:28fazer alguma consideração final? Eu queria que você fizesse um
- 1:29:31convite para as pessoas, falasse para acompanhar os fuzileiros
- 1:29:34navais, a marinha. Como que a turma pode saber mais
- 1:29:37sobre o trabalho de vocês? E aqui, comandante, essa câmera
- 1:29:40aqui, ó, tá? Bom, bom, o primeira coisa, se
- 1:29:43você achou interessante o que a gente conversou aqui, vem para
- 1:29:46marinha, vem para o corpo dos Deus navais, vem testar seus
- 1:29:50limites, vencer seus desafios. Com certeza você pode ficar uma
- 1:29:53carreira a vida toda como eu fiquei?
- 1:29:55Pode ficar um pouco menos, mas vai sair muito melhor do que
- 1:29:58entrou. E a gente tem todo um programa
- 1:30:00para acompanhar, desde o momento que sai até uma recolocação
- 1:30:02profissional, que, se for o caso, para quem não não for
- 1:30:05ficar, vai sair melhor, vai conhecer mais a estratégia, vai
- 1:30:07conhecer principalmente dos seus limites, vem para marinha, vem
- 1:30:10para o confidendos navais. Muito bem.
- 1:30:12Eu só deixo minhas considerações finais aqui.
- 1:30:14Quero mandar um abraço para cada integrante do corpo de
- 1:30:17fuzileiros navais. Parabéns por esse aniversário.
- 1:30:20Parabéns. Por essa organização fantástica
- 1:30:23que vocês fazem parte. É eu, eu aqui a distância.
- 1:30:28Tenho orgulho dessa instituição e saber que nós podemos contar
- 1:30:33com cada um de vocês, homens e mulheres valentes, corajosos,
- 1:30:36dedicados, honrados, que realizam sua missão é pelo
- 1:30:41Brasil. Então é isso, Joel?
- 1:30:43Que coisa linda. As as falas do Flávio são as
- 1:30:46minhas, tá? Eu não vou adicionar nada.
- 1:30:52No final do podcast. Eu sempre faço uma pergunta para
- 1:30:54todos os convidados e a pergunta é, ela traz uma reflexão muito
- 1:30:58positiva, muito bacana, e eu vou fazer para vocês.
- 1:31:01Então uma resposta sua, uma resposta sua, tá.
- 1:31:04Se vocês pudesse mandar uma mensagem para 8 bilhões de
- 1:31:07pessoas, ou seja, uma mensagem para o mundo inteiro, e essa
- 1:31:11mensagem vai chegar, vai chegar em todos os jeitos, vai chegar
- 1:31:14traduzida, vai chegar no jeito que as pessoas consomem.
- 1:31:17Elas vão ler ou vão ver ou vão ouvir.
- 1:31:19Elas vão receber essa mensagem todas 100%, que mensagem seria
- 1:31:24essa? Bom, eu diria para não deixar
- 1:31:28que as adversidades vençam a si mesmo.
- 1:31:32Não deixe que as adversidades vençam o seu medo e lute.
- 1:31:38Lute pelo que você quer, pelo que você deseja no seu coração.
- 1:31:42Porque é como eu falei antes, o tempo ele vai passar e que o
- 1:31:44tempo passa a gente conquistando os nossos objetivos, os nossos
- 1:31:47sonhos. Que a gente possa ter essa
- 1:31:49ousadia para conquistar o que a gente almeja é.
- 1:31:52Isso. Muito bom, muito bom.
- 1:31:55O tempo vai passar, já que vai passar que ele passa você
- 1:31:58conquistando as coisas. Eu adorei essa.
- 1:32:00AA minha talvez seja até um pouquinho mais institucional,
- 1:32:02né? Não tem jeito, ela tá com uma
- 1:32:04mensagem bem pessoal e eu passo toda a vibração dela também.
- 1:32:07Eu reforço, é isso aí, não tenho dúvida nenhuma.
- 1:32:09Como eu falei antes, vem vencer os seus desafios vem para os
- 1:32:11seus navais, mas mesmo para aqueles que não puderem vir ou
- 1:32:14não quiserem, tenham a certeza que sempre que o Brasil
- 1:32:17precisou, o corpo de seus navais esteve presente e sempre que o
- 1:32:20Brasil precisar, lá vai ter um fuzileiro naval sempre pronto
- 1:32:23para apoiar e fazer um Brasil melhor.
- 1:32:26Uau, que mensagem. Sensacional, muito bom.
- 1:32:29Eu eu acho muito bonitinho, né? Eu tenho um filho de 25 e 1 de
- 1:32:3223 uhum e ela tem 22, né? Ela podia ser minha filha sim,
- 1:32:36não é verdade? Sim, então muito feliz em te ver
- 1:32:39Amanda, ver o teu brilho nos olhos, eu morra.
- 1:32:42Ah, muito feliz de ver você vibrando, conquistando o que
- 1:32:46você deseja na sua vida, tá bom? Desejo muitas felicidades para
- 1:32:49você e quero ali torcendo que você seja.
- 1:32:53Engaja na carreira. Que seja sargento e você cresça
- 1:32:56como você é. Planejou e comandante adsumos
- 1:33:01adsumus. Ah, e comandante, muita honra.
- 1:33:03Muito prazer em lhe conhecer melhor.
- 1:33:04Já tinha lhe conhecido lá no Atlântico.
- 1:33:06No Atlântico, sei lá. Tinha gostado muito já do nosso
- 1:33:09papo. Lá eu tenho muitos amigos,
- 1:33:11fuzileiros navais, muitos, todos unanimemente, falam muito bem.
- 1:33:16É, e eu estou falando e eu estou.
- 1:33:18E eu estou falando de bastidores, está.
- 1:33:21Eu estou falando de pessoas que não não precisavam falar, mas
- 1:33:25todos falam muito bem. Então parabéns aí pelo trabalho,
- 1:33:28por toda dedicação e muito bom saber que a gente pode contar
- 1:33:33com os fuzileiros navais. É isso?
- 1:33:35Aí, muito obrigado pela bom, muito obrigado por nos receber
- 1:33:38aqui nessa data, comemorando o nosso aniversário.
- 1:33:41Uma Alegria estar aqui com vocês e como você deve ter votado, me
- 1:33:45sentir feliz de estar conversando aqui.
- 1:33:46Fiquei muito à vontade. É, então foi, foi ótimo.
- 1:33:49Esse era o objetivo. É isso aí, é?
- 1:33:51Um papo profundo e ao mesmo tempo informal e que traz
- 1:33:54informação e que traz proximidade.
- 1:33:56E a gente conseguiu fazer isso uma honra.
- 1:33:58Senhoras e senhores, esse foi o JJ podcast edição
- 1:34:01especialíssima. Um beijo grande e um abraço.
- 1:34:04Parabéns, fuzileiros navais 217 anos, cara, que honra para o
- 1:34:09nosso país e que honra para as próximas gerações, tá?
- 1:34:13Então se você gostou, deixa a turma saber, manda mensagem para
- 1:34:15eles, compartilha nas redes sociais, cara, bomba, bomba,
- 1:34:18bomba, marca no Instagram, honra, honra, manda mensagem
- 1:34:21direct, loto, direct deles. Manda eles passarem o Instagram
- 1:34:24para o mandante, tem Instagram? Tem Instagram?
- 1:34:25Qual o Instagram? Pavona.
- 1:34:27Tem Instagram. Qual o Instagram pavor ali.
- 1:34:30Arroba marinha, oficial arroba marinha.
- 1:34:32Oficial e a marinha acaba trabalhando, até por questão de
- 1:34:34centralização da comunicação. Ela trabalha com com o Instagram
- 1:34:37único para todos estão. Os fuzileiros estão dentro do
- 1:34:39Instagram da marinha, que é arroba marinha oficial.
- 1:34:41Isso arroba marinha oficial, segue lá.
- 1:34:42Arroba marinha oficial segue, manda um Monte de mensagem lá
- 1:34:45para o pavor e não conseguir nem responder todas.
- 1:34:47É, e se quiser saber informações sobre como ingressar na marinha,
- 1:34:51é, arroba vem para marinha. Para o pra vem?
- 1:34:55Pra. Marinha, então vem pra marinha
- 1:34:57oficial, arroba, vem pra marinha oficial.
- 1:34:59Ali tem todas as informações de concurso.
- 1:35:00Como a pessoa pode entrar na marinha?
- 1:35:02E vocês vão ser muito bem vindos.
- 1:35:04Tá bom, gente? Então compartilhe, comentem,
- 1:35:06faça o que tem que fazer, honre, lembre sempre honra, dê honra,
- 1:35:10quem merece honra, obrigado, um forte abraço, obrigado pela
- 1:35:13pela. Sempre pela audiência
- 1:35:15maravilhosa de vocês. Querem reforçar 3 anos
- 1:35:17consecutivos o podcast de negócio mais ouvido do Brasil.
- 1:35:21Obrigado gente. Forte abraço, gente.
- 1:35:23Se vê no próximo JJ podcast. Valeu.
- 1:35:25Tchau há 217 anos o Brasil conta com os fuzileiros navais, na
- 1:35:38certeza de que, quando os chamados, responderão
- 1:35:41imediatamente na paz ou na guerra.
- 1:35:44Quando a natureza desafia o homem, eles estão lá, em
- 1:35:49qualquer lugar, a qualquer hora. São capazes de atuar nas
- 1:35:55situações mais complexas, na água, na Terra ou no ar.
- 1:36:01Quando tudo parece perdido, surge a Esperança.
- 1:36:08Na paz ou na guerra, os fuzileiros navais estão sempre
- 1:36:13prontos por você. 7 de março dia dos fuzileiros navais marinha do
- 1:36:29Brasil.