Latest / SuinoCast · by PPGVET / Natalia Rimi Heisterkamp: Tecnologia e Produção Eficiente de Suínos | Ep. 268
Transcript
- 0:05Estanuar o primeiro podcast da Swinocultura Brasileira,
- 0:09o Swinocast. É nosso papel que estamos no
- 0:13outro lado da cadeia, buscando tecnologias,
- 0:16buscando formas de colocar todo esse potencial genético
- 0:20e nutricional que está sendo oferecido para as
- 0:22grãs hoje e fazer com que isso vire no final das
- 0:26contas, produção. Siga -nos nas redes sociais,
- 0:30YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico
- 0:33atual, de qualidade irreverente e gratuito. O
- 0:39Swinocast só é possível através do apoio de
- 0:41empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 0:45na Swinocultura Brasileira. Giga,
- 0:48alta performance sem esforço. Elanco,
- 0:51alimento e companharismo enriquecendo vidas. Alga
- 0:54Prime DHA da Cobion, o Omega 3 DHA, a base de
- 0:58algas para a nutrição de swinnos em todas as fases
- 1:00de crescimento. Adicioná -lo às rações e está mais
- 1:03fácil do que nunca. No Swinocast de hoje, a gente
- 1:12tem a honra de receber Natália Rimi Heisterkamp.
- 1:15Proguntei correto, Natália, então sou
- 1:17menor. Eu não sei que reto. Bem
- 1:19-vindo ao Swinocast. Obrigada,
- 1:22Jamil. Um prazer estar aqui com
- 1:23vocês. O prazer é nosso de te
- 1:25receber, Natália. A gente vai falar bastante de
- 1:29produção sustentável, tecnologia, produção e
- 1:33eficiência. Mas antes eu queria que você
- 1:34apresentasse para a nossa audiência. Bom,
- 1:39eu sou Natália Brasileira, atualmente vivendo em Omaha,
- 1:44Nebraska, aqui nos Estados Unidos, já faz praticamente
- 1:488 anos, que eu estou vivendo aqui. E
- 1:52atualmente, diretora de estratégia global da
- 1:54Gigatecnologies, empresa sediada no Canadá, com um
- 1:58escritório aqui em Kansas nos Estados Unidos, um
- 2:02escritório inverto na Alemanha, e fazendo negócios
- 2:06aí pelo mundo inteiro, trazendo toda a parte de
- 2:10alimentação de precisão para a indústria da swinocultura.
- 2:15Não estou dessa, não estou
- 2:16dessa. Estou na natural de onde,
- 2:18Natália? Eu sou São Paulo, nasci em
- 2:22São Paulo, sou paulistana, depois vivi muitos anos em
- 2:25Curitiba e em Toledo, uma cidade muito gostosa e um
- 2:31dos versos da swinocultura aí no Brasil, e fiz muitos
- 2:35amigos por lá antes de me mudar para cá. Legal,
- 2:38legal. A Gigat fabrica o sistema de
- 2:42alimentação de swinos autônomos, sem fio e
- 2:44original, projetado por suinocultores para
- 2:48suinocultores. Nossos comedores são simples,
- 2:50confiáveis e proporcionam tranquilidade 24 horas por
- 2:54dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. A
- 2:59Gigat não é apenas uma empresa de equipamentos, mas
- 3:01uma empresa familiar de produção de swinos,
- 3:04especializada em slat. Natália,
- 3:10te usar um pouco nessa questão da tua expertise e
- 3:14a gente falando sobre precisão, sobre nutrição,
- 3:18sobre desperdício, se alguém te pergunta hoje, produção
- 3:23de swinos sustentável, com a área que tu mais atua
- 3:28hoje, como que tu explicaria o que é uma
- 3:30produção sustentável hoje no teu ponto de vista? Eu
- 3:33diria para você que o mercado consumidor hoje é
- 3:36que indita as regras da nossa produção, de como a
- 3:43gente age e o que a gente é como indústria. Nesse
- 3:46sentido, a produção sustentável passa muito por
- 3:52uma percepção, que nós da cadeia produtiva precisamos
- 3:57ter certeza que a gente passa para esse consumidor,
- 4:00essa percepção. E aqui eu não pretendo entrar
- 4:04nos méritos, eu sei que a gente discute muito isso
- 4:08como indústria, e como indústria muita coisa a
- 4:11gente concorda, muita coisa a gente discorda, mas na
- 4:14verdade é que no final das contas não vem ao caso. A
- 4:17gente pode discordar tudo o que a gente quiser, mas o
- 4:19mercado consumidor é o mercado consumidor. E
- 4:22cabe a nós sermos criativos e nos adaptarmos para
- 4:25atender aquilo que está lá. Então
- 4:28eu acho que para nós na indústria essa adaptabilidade
- 4:34depois passa por ser se manter produtivo. Então
- 4:39todos os investimentos que a nossa indústria faz hoje
- 4:44em genética, em nutrição, é nosso papel que estamos do
- 4:49outro lado da cadeia buscando tecnologias,
- 4:53buscando formas de colocar todo esse potencial genético
- 4:56e nutricional que está sendo oferecido para as
- 4:59granjas hoje e fazer com que isso vire no final das
- 5:03contas produção. Vire mais o throughput que a
- 5:07gente chama aqui para que a gente tenha mais quilos
- 5:12de carne produzidos, cada vez mais disponíveis no
- 5:16mercado. Então eu acho que a produção tem
- 5:19que ser sustentável. A gente faz muito já e a
- 5:25gente vem de pouco. Eu acho que isso é uma coisa
- 5:27como indústria que a gente tem discutido cada vez mais
- 5:30também. Que a gente tem que fazer um
- 5:35marketing melhor do que a gente faz e como a gente
- 5:37faz bem e como a gente já utiliza energias renováveis
- 5:42e como a gente já busca tecnologias para produzir
- 5:47mais com menos em todos os sentidos. Então
- 5:50eu acho que é isso. E a gente precisa lembrar que
- 5:55no final das contas, não importa se a gente está
- 5:58falando de uma produção de matrizes, um ciclo completo,
- 6:03uma terminação, custo de alimento hoje em qualquer
- 6:07país, em qualquer dado momento do mercado de
- 6:11insumos, entre 60 e 80 % do custo da nossa produção.
- 6:16Então eu acho que cada vez mais
- 6:19a indústria vai olhar para isso como fonte de
- 6:23produtividade, como um item para a gente estar tomando
- 6:26cuidado para fazer melhor o uso desse insumo e otimizar
- 6:34esses custos. Muito bom. Isso
- 6:37pensar sobre aquela ótica do princípio de Pareto,
- 6:40quais são os 20 % das ações que respondem por 80
- 6:45% dos resultados. A gente tem uma ação que
- 6:47responde para praticamente 80 % dos resultados, que é
- 6:50a nutrição, que é a alimentação dos animais. Eu
- 6:53gosto quando fala dessa questão de que o úmil, o
- 6:55consumidor, que determina muitas coisas e outra,
- 7:00gosto ou não gosto, é o mercado. É
- 7:03engraçado, às vezes, a gente chegar a um ponto de
- 7:06que a sociedade e hoje o mundo não é sustentável do
- 7:10ponto de vista que a gente desperdiça dois terços dos
- 7:14alimentos produzidos no mundo. A
- 7:16gente desperdiça muito alimento e a gente tem uma
- 7:19sociedade ultra desigual e a gente joga muito alimento
- 7:23fora. Quando a gente traz a produção, é
- 7:27aquele ponto. A gente tenta cada vez mais
- 7:30ser eficiente de utilizar os nossos recursos. E
- 7:33eu gosto quando a gente fala de sustentabilidade. Se
- 7:36for pensar hoje, a primeira coisa que me vem na cabeça
- 7:39quando a gente fala de sustentabilidade é utilizar
- 7:41os insumos de maneira eficiente, por exemplo,
- 7:46conversão alimentar. E em diversos sistemas que a
- 7:51gente visita, grangas e tal, você vê que muito da
- 7:55conversão alimentar pode ser utilizada só reduzindo
- 7:59desperdício. Falar é uma infórmula da
- 8:03nutrição. É, a gente fala tanto. Eu
- 8:06faço aquele todo investimento em genética e
- 8:09eu quero aquele animal que tenha a melhor conversão
- 8:12possível. Aí eu vou lá para a minha
- 8:13empresa de nutrição e aminóssia, do fibra aditivo,
- 8:18tudo. Aí eu vou alimentar os
- 8:20animais, 20 % vai forço. Então,
- 8:26o que adiantou? Então, é muito, eu acho que
- 8:29parece que é uma coisa assim básica, onde todo
- 8:35mundo é super preocupado em investir, gastar dinheiro e
- 8:39olhar para os 20 % e os 80 % ficam para trás. Eu
- 8:44acho que tem muito potencial ainda na indústria
- 8:48como um todo para a gente ser mais produtivo, só com
- 8:52redução de desperdício. Simples,
- 8:54simples. E depois, se você levar para
- 8:58todo um lado aí, que já está sendo muito estudado
- 9:00hoje, de como a otimização do consumo e do que você
- 9:06usa na formulação das rações afeta a excreta dos
- 9:09animais, que afeta toda a parte de emissões, toda a
- 9:13parte de tratamento dos efluentes. Então,
- 9:17tudo está muito interligado e às vezes são pequenas
- 9:22ações. Como é que eu otimizo o uso de
- 9:27água na granja, para que toda vez que aquele animal
- 9:30buscar um bebê doura, aquela água que ele esteja
- 9:33tomando, esteja sendo ingerida e não indo para o
- 9:37fosso, porque vai ser custo de retirada depois de
- 9:40tratamento, etc. Então, tem muita coisa para a
- 9:44gente trabalhar nessa otimização de insumos que
- 9:47às vezes não são as mais difíceis e muitas vezes nem
- 9:53as mais custosas. Eu lembro quando a gente vai
- 9:58visitar uma granja, obviamente a gente tenta
- 10:01ajudar o produtor a melhorar o resultado, a
- 10:03reduzir mortalidade, melhorar a conversão e dificilmente
- 10:07a gente vai buscar uma agulha num palheiro.
- 10:11Dificilmente é uma coisa assim que,
- 10:12nossa, vou ter que chamar todos os especialistas que
- 10:15eu conheço, porque eu não sei o que fazer. São
- 10:18muitas coisas assim, não digo que saltam aos olhos,
- 10:22mas muitas coisas são aquela low -hang fruit, uma
- 10:27super linha para a gente pegar. A
- 10:29gente está, infelizmente, com um comedor, porque ele
- 10:33não é eficiente. A gente está com uma super
- 10:38lotação, não estou falando que é super simples de
- 10:42corrigir em um dia, em uma ação, mas muitas das coisas
- 10:46que fazem o sistema não ser, entre aspas, eficiente,
- 10:50eu sentava, a gente já sabe, porque é difícil a
- 10:54implementação em alguns momentos que, às vezes, a
- 10:57gente fala assim, ah, está com uma densidade muito
- 10:59alta. Bom, eu não posso começar a
- 11:02tirar animais as mais, vou voltar os animais, ou esse
- 11:04pouco espaço de comedor. Bom,
- 11:06aí a gente já começa a pensar em ações que são
- 11:08mais fáceis. A gente consegue adicionar um
- 11:11comedor ou um projeto a ajustar o espaço de
- 11:14comedor. Enfim, eu queria que tu falasse,
- 11:16tatalhe um pouco, como que a tecnologia pode ser nossa
- 11:20aliada para ser mais eficiente nessa questão de
- 11:24alimentação animal hoje em dia? Então,
- 11:27a gente, no Brasil, a gente é privilegiado em
- 11:32muitos sentidos, e a gente tem custos de grãos que
- 11:36fazem todas as regiões babarem de inveja,
- 11:42literalmente. A gente é muito eficiente no
- 11:47que a gente faz, só que eu acho que a gente ainda
- 11:50esquece que a gente tem o privilégio de usar um
- 11:54benchmarking de regiões que já aplicaram e já estão
- 12:00aplicando essas tecnologias na indústria há anos. E
- 12:05meio que já fizeram errado, já corrigiram, e hoje estão
- 12:10com um nível de aprendizado nessas tecnologias que eu
- 12:17acho que a gente pode usar, a gente pode ir
- 12:20olhar para o que está sendo feito e adaptar para
- 12:23a nossa realidade. Claro, a gente não vai usar
- 12:26sistemas 100 % como são utilizados na Europa, a
- 12:31gente ainda não tem uma situação, uma demanda de
- 12:34uma própria dose, como está tendo nos Estados Unidos,
- 12:39então a gente ainda tem os privilégios de usar o que
- 12:42a gente vê ser sucesso ao redor do mundo, ao nosso
- 12:46benefício. E uma das coisas que está
- 12:48cada vez mais se consolidando, principalmente
- 12:52em países como a Espanha, que é um país da Europa
- 12:56que a gente sabe que vai seguir crescendo na produção
- 12:59de animais, é realmente a otimização do uso da ração
- 13:06nas diferentes fases. Então, quer seja por você buscar
- 13:11uma melhor conversão nas fases de creche, de
- 13:13determinação, e muito já, que é uma coisa que a
- 13:17gente faz muito pouco aí no Brasil ainda, a
- 13:19otimização em sítio, ingestação e maternidade.
- 13:23Então, todo o uso da capacidade
- 13:25de você usar duas formulações de ração,
- 13:30trabalhar muito com a alisina, com os percentuais,
- 13:33com como é que você formula uma ração e outra,
- 13:36e começar a fazer as misturas, onde você faz a
- 13:40curva para você poder usar uma ração um pouco mais
- 13:43barata, ou para as primeiristas, ou nas
- 13:46primeiras semanas, e depois você ir adaptando. Então,
- 13:49isso é toda uma tecnologia que ela já está disponível,
- 13:53já está sendo amplamente usada, e inclusive tem
- 13:56muito benchmarking de pesquisa, assim, feito,
- 14:03estava lendo esses dias, uma pesquisa muito
- 14:06interessante do Vinda da Austrália, com a parte de
- 14:10gestação grupal, e controle de custos na forma como
- 14:17você aloca as curvas de raça, arrasamento, etc.
- 14:20Então, tem muita coisa que já
- 14:23está sendo feita, que tem dados, que tem pesquisa,
- 14:25que a gente pode começar a usar aí e dar uma
- 14:28olhadinha nisso. Sim, total. E
- 14:30eu penso às vezes que a gente tem um contra
- 14:34-argumento de que é mais fácil o outro sistema. Eu
- 14:40concordo que é mais fácil, só que, entre aspas, é
- 14:44mais fácil jogar no trem de fora, é mais fácil. Se
- 14:47a gente bota, e é o que a gente vem fazendo,
- 14:49voltando para aquele meu comentário no início da
- 14:51nossa conversa, a gente vai no mercado e compra mais o
- 14:55que a gente precisa e uma parte vai fora. É
- 14:58fácil, não vai faltar. Beleza.
- 15:01E eu uso o teu exemplo, a gente pode fazer dietas, ou
- 15:06formulações com excesso de nutrientes, para não faltar,
- 15:10para ficar. E eu trago um exemplo aqui
- 15:12de vitaminas e minerais. A gente fez uma pesquisa aqui
- 15:15na universidade e a gente entrevistou 37 nutricionistas
- 15:20de granjas, de sessão de produção aqui dos Estados
- 15:23Unidos. E é engraçado, porque o
- 15:26requerimento nutricional da maioria das vitaminas e
- 15:29minerais é baseado em um, dois artigos dos anos 80,
- 15:34então é uma coisa assim, uma caixa preta. E
- 15:38o pessoal fica naquela não, eu vou usar com margem de
- 15:41erro. Isso, e é sempre a média para
- 15:44mais, nas formulações, você sempre usa a média da
- 15:49demanda de qualquer uma das fêmeas, seja qual a
- 15:54condição corporal, diferentes paridades, você usa a média
- 15:57e daí você põe a tua gordura, a tua margem de
- 16:01segurança. E eu vi um estudo super
- 16:04interessante esses dias, que eles trabalharam, não só em
- 16:08cima do orçamento, onde eles mexeram um pouco,
- 16:12principalmente, aminoácidos e fósforos nas formulações. Aí
- 16:18eles foram ministrando três diferentes curvas, a medida
- 16:23das semanas, e eles fizeram a pesquisa, até a pesquisa
- 16:26tinha dois focos, era um foco mais orçamentário,
- 16:30assim, para trabalhar, custo de ração, mas aí eles
- 16:34tinham um foco de sustentabilidade também,
- 16:37então eles foram até as escretas para ver o efeito
- 16:40do que fez com fósforo e com excesso de escretas que
- 16:47não foram digeridas, não foram absorvidas por aquele
- 16:51animal e aí gera todo o outro lado, que de novo
- 16:55ainda não bateu na porta do Brasil todas essas
- 16:58normativas que a Europa passa, mas nós temos
- 17:02exemplos, nós temos exemplos e às vezes no lado
- 17:06brasileiro, acho que certamente a gente vai
- 17:09começar a olhar para custo, antes de começar a olhar
- 17:13para as normativas, mas uma vez a gente corrige uma
- 17:16coisa, é importante entender que naturalmente a gente
- 17:19está arrumando outras coisas também, nesse lado de
- 17:25sustentabilidade e de melhor uso dos insumos. Exatamente,
- 17:30como você falou, a gente é privilegiado, inclusive por
- 17:33estar vivendo numa era onde ainda é abundante a vasta
- 17:39maioria de nutrientes que o ser humano se alimenta, que
- 17:42o animal se alimenta, mas o que vai ser daqui para
- 17:45frente? Conversando com o professor Hans Stein
- 17:49lá da Universidade de Linói, ele falou a gente
- 17:51tem que começar a iniciar, a estudar mais dietas com
- 17:55um valor, com uma quantidade de energia um
- 17:58pouco menor do que a gente trabalha hoje, porque
- 18:01energia, e aqui não é só a energia da dieta, o
- 18:05carboidrato da dieta, a energia como um todo no
- 18:08mundo, se você for pensar combustível para carros,
- 18:11combustível para maquinário, entre aspas, vai ser cada
- 18:14vez mais caro, a luz vai ser cada vez mais caro,
- 18:18tudo que envolve energia vai ser mais caro, então a
- 18:19gente tem que otimizar o uso, a gente não pode
- 18:24simplesmente achar que são bens, eu sinto que a gente
- 18:29tem um pensamento que tudo é renovável, tudo é
- 18:32renovável, não existe nenhuma fonte de nutriente,
- 18:36energia que é não renovável, o que não é
- 18:39verdade, a gente tem inclusive minerais, existem
- 18:43vários minerais que são inscritos do meio ambiente,
- 18:47de rochas e tal, porque eles não são renováveis, a
- 18:50natureza não coloca mais minerais, por isso que a
- 18:53gente vê diversos minerais cada vez mais caros, enfim,
- 18:57não é a discussão aqui, mas a questão é essa, essa
- 19:00mentalidade de margem de erro, margem de erro, por
- 19:05um lado eu sinto que, tá, mas e tudo que o pessoal
- 19:08estuda para achar o valor ideal, aí você simplesmente
- 19:10vai lá e bota 20 % em cima, e por outro lado é
- 19:15esse pensamento de que existem coisas que não são
- 19:18renováveis, não se renovam com o tempo e fora esse
- 19:23impacto ambiental, e aqui vale uma vírgula, que
- 19:27ninguém tá querendo trazer, é que o dejeto do suino é
- 19:31a razão de todos os problemas, mas eu gosto de
- 19:36falar assim, se a gente é a razão de 1 % dos
- 19:38problemas, vamos fazer esse nosso 1 % bem feito, vamos
- 19:41otimizar um pouco a maneira como a gente trabalha e
- 19:45produz os suinos. É, e tem esse lado que você
- 19:50falou, mas tem um outro lado também, se você vai
- 19:52trabalhar os dejetos para a dubagem, por exemplo, muitas
- 19:57vezes você quer esse dejeto aí que ele seja o mais
- 20:02rico possível e não necessariamente tem aí
- 20:05excesso de minerais, etc. e tal, que eles vão ser até
- 20:08problemáticos para o uso subsequente dessa excreta,
- 20:15então eu acho que tem muita coisa que está sendo
- 20:17feita, e a nossa indústria é genial, porque se você
- 20:21olhar tudo que está sendo feito de pesquisa, em
- 20:25termos de nutrição, né, com a minuastos sempre, mas
- 20:29pesquisas com fibra e pesquisas tentando trazer
- 20:34dentro também do que está disponível na região, né,
- 20:37dentro dos insumos que você tem mais disponibilidade,
- 20:42então muito trabalho sendo feito com pesquisas aí para
- 20:47o uso de fibras, né, fibras que conseguem reter
- 20:52mais água e como é que você trabalha isso toda na
- 20:55parte de digestibilidade do suino, então tem muita
- 20:59coisa assim que a gente pode usar, né, porque como
- 21:03você diz, não é agulha no palheiro, né, são as vezes
- 21:07pequenas coisas que são simples da gente implementar
- 21:11e que vão ajudar bastante, ganhos de produtividade
- 21:18assim, oh, vou ganhar 50 % de produtividade? Não,
- 21:22mas é que são, é o conjunto das pequenas ações,
- 21:25né, que muitas vezes, fácil e fácil, vai chegar no 10
- 21:28% entre uma redução de desperdício, uma curva de
- 21:32arrasamento, onde você consegue usar o teu
- 21:35orçamento a favor do potencial de absorção
- 21:40nutricional daquele animal, etc. e
- 21:42tal, você vai juntando todas essas pequenas ações
- 21:45quando você vê, né, 10 % acontece e não é difícil
- 21:52de acontecer, então acho que tem muito potencial
- 21:54para isso, né. É, tudo vai, em contato também
- 21:57aos benchmarks, como tu mencionou, né, Natália, às
- 22:01vezes o pessoal me pergunta aqui bastante sobre a sua
- 22:03cultura brasileira e eu falo, olha, a gente não
- 22:07tem as doenças que vocês têm aqui, as principais, a
- 22:11gente utiliza muito ainda em múnica extração, tem se
- 22:15utilizado a rectopamina também, então assim, são
- 22:18bem galas fortes, né, não quis sucessor ruim, né,
- 22:21isso é bom, né, e principalmente a questão de
- 22:23doenças, a gente tem uma biosegurança excelente no
- 22:25Brasil, mas a questão toda é que, imagina um cenário
- 22:30sem isso, a gente vai, é suficiente? É,
- 22:33a gente tem todo esse privilégio de doenças que
- 22:37eles não têm aqui, e eu concordo contigo, nossa, o
- 22:41pessoal busca muito a gente, né, como é que
- 22:43vocês fazem no Brasil e eles olham os preços, né,
- 22:47de grãos, de insumos, etc e tal, mas também é
- 22:50engraçado porque eu converso com muitos produtores ou
- 22:54grandes integradoras que viajam muito e o Brasil é
- 22:58sempre um foco, né, e eles voltam dizendo é, vocês
- 23:04fazem muito bem com a produtividade, por causa dos
- 23:09custos de grãos, etc e tal, mas ainda alimentam no
- 23:12chão, mas ainda usam minibox, mas ainda, né, ou
- 23:16seja, quanto mais a gente não poderia estar fazendo
- 23:19se a gente olhasse para o 80%, 70 % do custo dessa
- 23:24ração e cuidasse um pouquinho mais para o
- 23:27consumo, né, efetivamente ingestão, né, para essa
- 23:34otimização, então acho que ainda tem muito que a
- 23:36gente pode fazer, porque de novo a gente ainda está
- 23:40muito focado no 20 % e aí a gente acha que nem você
- 23:45falou, investi em bebedouro, investi em alimentação de
- 23:49precisão, investi em comedouro, é muito caro, é
- 23:53muito caro, mas é onde o 80 % vai, né, sempre, ali,
- 23:58o 80 % está ali na água, na ração, na ração e na
- 24:01água, o tempo todo, e então assim, se você
- 24:06conseguir reverter a maior parte disso para consumo
- 24:09efetivo, né, aí as coisas começam a melhorar ainda
- 24:14mais, né, e aí a gente vai deixar a nossa
- 24:19concorrência mundial ainda mais invejosa que a gente
- 24:23faz. E Natália, eu lembro que
- 24:26quando eu estava na faculdade, alguns anos
- 24:28atrás, o pessoal comentava, ah, mas a tecnologia
- 24:34existe, mas às vezes não consegue atingir ou penetrar
- 24:41o campo, porque muitos locais não tem internet,
- 24:44muitos locais, a energia é muito instável, então
- 24:48precisa do estabilizador ali para ligar o computador,
- 24:51como que tu vê hoje, vamos dizer aí, comparado a 10,
- 24:5815 anos atrás, essa aplicabilidade da tecnologia
- 25:02nas grandes brasileiras? É, eu acho assim, ainda existe
- 25:07problemas de infraestrutura no nosso Brasil, a gente
- 25:12sabe disso, né, eu acho que na parte, principalmente
- 25:16de energia elétrica, todo mundo aprendeu a lidar com
- 25:19isso, então nós como indústrias, como estamos
- 25:22fazendo uma construção etc e tal, toda parte elétrica,
- 25:26ela já é muito desenhada para isso, então isso acaba
- 25:30ajudando a implementação, né, e cada vez mais a
- 25:35gente está trabalhando com soluções que elas sejam aí
- 25:39por antena, que elas sejam controladas, digamos, direto
- 25:44numa unidade sozinha ali do comedoro, para que você
- 25:49possa, numa eventualidade de uma perda de comunicação
- 25:53etc e tal, tudo está armazenado ali, uma vez
- 25:56restabelecido essa comunicação, o fluxo de
- 26:00informações volta e é comunicado para o computador
- 26:04etc e tal, então a indústria trabalhou muito
- 26:06nesse sentido para que exista sempre um plano B,
- 26:11para que você nunca fique sem essa tecnologia, né, e
- 26:16o outro lado que a gente está discutindo muito, aqui
- 26:19nos Estados Unidos, isso está muito evidente, na
- 26:22Europa já é evidente, é que assim, existe uma crise
- 26:27de mão de obra, que não é igual ao que a gente tem
- 26:31no Brasil, mas não quer dizer que não vai chegar
- 26:34para nós também, mas uma crise de mão de obra
- 26:37absurda, onde se você fala com qualquer produtor na
- 26:42Europa e muitos aqui na nossa região, aqui dos
- 26:45Estados Unidos, eles dizem, eu não tenho alternativa a
- 26:50não ser desenhar e fazer uma granja que rode sem a
- 26:56minha interferência, eu não tenho mais como ficar
- 26:58virando o balde de ração para a fêmea três, quatro
- 27:02vezes ao dia, eu preciso que as coisas rodem,
- 27:05independente de eu estar ali ou não, eu tive uma
- 27:09granja duas semanas atrás, eu fiquei na granja seis
- 27:14horas, duas horas tinha funcionário, as outras
- 27:17quatro horas eu estava lá praticamente sozinha e a
- 27:19granja está rodando, né, então tem esse lado e tem
- 27:24o lado de com a escassez da mão de obra, como é
- 27:28que você vai atrair a mão de obra que existe? E
- 27:33as gerações, geração do meu filho, que é um celular,
- 27:37eles cresceram ali, touch screen na telinha, entendeu,
- 27:40então se eu vou atrair esse pessoal que está
- 27:43entrando na universidade agora, que vai sair formado
- 27:47daqui quatro, cinco anos, técnico, veterinário,
- 27:50nutricionista, ou seja, você precisa dizer, olha só,
- 27:55olha essa granja, olha a tecnologia que eu tenho,
- 27:57olha como o teu trabalho vai ser mais fácil, olha
- 28:00como você tem um computador aqui, para você analisar as
- 28:03curvas dessas fêmeas e usar a tua formação para a
- 28:09produtividade da grande, não ficar apagando incêndio,
- 28:12isso logo, logo, logo, muito logo, vai ser
- 28:18atrativo para a mão de obra de qualidade,
- 28:21certamente, porque a medida que a gente vai passando
- 28:25pela transição generacional, não vai ter outro jeito,
- 28:30isso aí vai ser mandatório, e você dizer, olha aqui,
- 28:36controla aqui, todos os comedoros tem uma telinha
- 28:39aqui, você vem, você olha o que aconteceu, é muito
- 28:44mais interessante do que uma granja não -tecnificada.
- 28:47Isso, sem dúvida, e é mais
- 28:48seguro para os dados também, Natalia, é uma
- 28:52informação mais precisa, porque o ser humano, quando
- 28:57ele pesa, quando ele média, ou quando ele olha a linha
- 29:01do comedor, o tubular ali, ele acha que tem 4 quilos,
- 29:05mas na verdade tem 4 e meio, mas na verdade, muda
- 29:08a densidade da ração, ele já não sabe quanto que tem
- 29:10ali, Eu acho que é muito isso, a precisão em si,
- 29:15ela simplesmente ajuda a curar -se do sistema, a
- 29:22gente entender um pouco mais os números e trabalhar
- 29:23menos as cegas, eu acho muito interessante essa
- 29:27questão das gerações alinhadas à tecnologia,
- 29:30porque é muito mais, eu penso assim, tem muita
- 29:36coisa de manejo de suínos, que é meio que do
- 29:39conhecimento geral da comunidade, da sinalgultura,
- 29:42se tu quer ser mais um que sabe de manejo de
- 29:47suínos, não é tão difícil assim, mas se tu quer
- 29:50daqui a pouco ter uma informação, tu quer, por
- 29:52exemplo, extrair uma informação no sistema, de
- 29:56precisão, que tu consegue, e eu não estou puxando a
- 30:00braço para ter o assado aqui, mas a gente trabalha
- 30:02aqui na universidade com os comedores de lactação de
- 30:04vocês, tu consegue ter conclusões mais baseadas em
- 30:09ciência, em fatos, na verdade, na inciência é
- 30:12fato, tu contrapõe curvas de alimentação na lactação
- 30:18e tu consegue, pela repetibilidade daquela
- 30:22variável prever, alguns eventos, entender um pouco
- 30:25mais, entender um pouco melhor a produção de leite,
- 30:28por exemplo, por que uma granja está deslamando mais
- 30:31leve, por que uma granja é isso, por que é outra
- 30:33aquilo, e na verdade a gente deixa ao consumo, a
- 30:36alimentação das cemias da lactação é a vontade, sim,
- 30:38é a vontade, mas é a vontade por que uma granja
- 30:40consome 5 e outra consome 7? É,
- 30:43condição corporal, porque é aquilo que você falou, a
- 30:47gente alimenta para a média, a média é mais uma
- 30:51gordura, mas aí cada vez mais eu tenho variabilidade
- 30:56no meu plotel, eu tenho condições corporais super
- 30:59variáveis e muitas vezes eu acabo saindo com aquela
- 31:04paridade 1 que a gente já sabe que tem todos os
- 31:07desafios para ela chegar à maturidade dela numa
- 31:13condição boa e aí você simplesmente não consegue
- 31:17recuperar, porque você está tratando ela na média, você
- 31:22está tratando ela como qualquer outra, então isso
- 31:25vai te gerar depois problemas, você vai ter um
- 31:30índice de substituição maior, etc. Então,
- 31:36tratar para a média, a gente sabe que tem os seus
- 31:40problemas, trata para a média, resultados também são
- 31:43médios, então são atingidos. Isso
- 31:47a gente pode fazer um paralelo até com, por
- 31:50exemplo, medicação injetável, a gente vai na grana e
- 31:53fala assim, respiratório, é esse aqui, não interessa
- 31:57qual é a matéria, qual é o vírus, qual é a idade,
- 32:00é esse aqui, se a gente fosse num médico, e se tu
- 32:03chegasse lá, tu sim, ele desce o mesmo tratamento
- 32:05para todo mundo, não precisava médico. Não
- 32:08precisava médio. A mesma coisa, a gente fala
- 32:12muito, muito sobre isso, a mesma coisa é você achar
- 32:17que tem só uma receita de bolo, que nem você falou,
- 32:19né? Então, assim, você tem a
- 32:23tecnologia na sua mão, só que você vai aplicar essa
- 32:27tecnologia dentro de uma receita de bolo, vai
- 32:30funcionar, vai, mas você vai potencializar seus
- 32:35resultados, provavelmente não, né? Então,
- 32:39por que você hoje trabalha muito, muito em gestação,
- 32:43por exemplo, com layout? Porque
- 32:46você precisa, você precisa chegar numa grande e
- 32:49entender a situação que você tem lá, se você está
- 32:52trabalhando uma remodelagem, né? O
- 32:54que vai remodelar, aquela ventilação vai mudar, aquele
- 32:57piso vai mudar, não, não vai mudar. Bom,
- 33:00temos que trabalhar com uma condição pré -condição que
- 33:03foi dada. Então, como é que você move o
- 33:06seu layout para você garantir que você tenha uma
- 33:09condição ali, nessa gestação grupal que vai te levar
- 33:15para o sucesso? Então, a gente vê muito disso
- 33:19ainda na indústria também, você pegar uma Ferrari, eu
- 33:24digo, né? E não usar ela da melhor
- 33:28forma, não fazer uma pista para ela conseguir chegar
- 33:31lá no final, na maior velocidade possível. Então,
- 33:35esse entendimento, assim, é importante porque a
- 33:39aplicação da tecnologia e o sucesso que essa tecnologia
- 33:43vai te dar em produtividade depois, ela é um conjunto
- 33:47da obra. Ela não vem sozinha e ela vem
- 33:50com muito conhecimento, muita base de pesquisa,
- 33:54muito que tem que ser utilizado porque a gente
- 33:57está falando de produção animal, nenhuma granja é
- 34:00igual, nenhuma genética é igual, nenhuma nutrição é
- 34:03igual, nenhuma ambiência é igual e você precisa fazer
- 34:08as devidas adaptações em tudo isso, né? Então,
- 34:11isso é fundamental. Não, sem dúvida, eu acho que os
- 34:15animais serem, vamos pensando na fêmea, né? A
- 34:18fêmea ser cada vez mais resiliente e nos prejudica,
- 34:21entre aspas, porque ela aceita tudo, ela funciona,
- 34:24ela vai emprenhar, ela vai parir, ela vai entrar em
- 34:27silva novo, independente de quanto a gente está, elas
- 34:30são tão boas, tão resilientes hoje que... É
- 34:33aquela coisa, eu penso assim, se eu pegar uma
- 34:36Ferrari e for dirigir no centro de São Paulo, eu
- 34:38consigo, só que eu ando a 20 por hora, mas o
- 34:43potencial que eu estou perdendo, às vezes, se eu
- 34:45não sei que eu estou com uma Ferrari, eu nem sei
- 34:47qual é o potencial que eu teria, porque eu me viro
- 34:50ali, mais ou menos um paralelo assim. É,
- 34:53quanto custa, né? Cada espaço, no teu site 1,
- 34:59para você manter uma matriz ali, hiperprolífica de alta,
- 35:05com 8 desmamados, 11, né? Não,
- 35:11né? Você quer 14, 15, né? Você
- 35:14quer... Mas a gente ainda vê, porque
- 35:18quando você trata para a média, alimenta para a
- 35:21média, maneja para a média, você vai ter isso, você
- 35:24vai ter aquela fêmea que foi desenhada para dar o
- 35:28melhor e que vai dar o melhor, mas você vai ter
- 35:30uma que você não dá o melhor e aí você não
- 35:35consegue recuperar, né? Mas esse animal, muitas vezes,
- 35:39não consegue tratar ele de uma forma diferente para,
- 35:44já ali, numa transição da paridade 1 para uma 2, 3,
- 35:48você já dá o máximo, né? Não,
- 35:50não. Já pensou estar no top 1 % da
- 35:54sua cultura? Acesse academia swina .com .br e
- 35:58invista no seu conhecimento. O
- 36:02Swinocast só é possível através do apoio de
- 36:04empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 36:07na swinocultura brasileira. DSM
- 36:10Firminis, moldando o futuro dos cuidados com suinos.
- 36:14Polinutri, nutrição animal. Juntos,
- 36:16vamos mais longe. Top Gen, onde você encontra as
- 36:19matrizes mais completas do mercado. A
- 36:22excelência está no nosso DNA. Seva,
- 36:24sempre com você, além da saúde animal. A
- 36:29Seva é um dos principais players no mercado de saúde
- 36:32animal, atuando com inovação e responsabilidade, buscando
- 36:36soluções de saúde inovadoras para todos os animais,
- 36:40contribuindo para o futuro de nosso diverso planeta,
- 36:43moldando cada solução de acordo com as necessidades
- 36:46e desafios do mercado consumidor e compartilhando
- 36:49conhecimentos de alta qualidade. Para
- 36:51não perder nenhuma novidade, siga Seva Saúde Animal no
- 36:55Instagram, Arroba Seva Swinocast Brasil. Natalha,
- 37:01eu queria te perguntar, pegando um pouco da tua
- 37:03expertise no mundo todo, não só sobre a cultura só
- 37:09americana, só brasileira, eu queria que tu falasse um
- 37:12pouquinho sobre a compreensão das diferentes
- 37:16dores de mercado. Porque a gente sabe que apesar de
- 37:20um corpo ter quatro pernas no Brasil, na China, nos
- 37:24Estados Unidos, as dores do mercado são diferentes. Eu
- 37:27queria que tu, como que funciona essa questão de
- 37:29ter diferentes dores e tentar ter diferentes
- 37:34remédios para essas dores? Queria
- 37:36que tu falasse um pouquinho sobre isso, curioso. É,
- 37:39é assim, isso é uma cultura como você disse,
- 37:42né? Suino cultura é suino cultura. Aí
- 37:45no Brasil, aqui nos Estados Unidos, lá na China, mas
- 37:49devido às variáveis todas que existem, desde custo
- 37:56dos insumos até quanto você está empregando tecnologias
- 38:00ou não, é uma suino cultura menos tecnicada,
- 38:04mais tecnicada, é uma suino cultura que tem desafios de
- 38:09mão de obra ou não, é uma suino cultura que tem
- 38:13desafios de sanidade ou não. Então,
- 38:16isso tudo joga, né, nas diferentes regiões. E
- 38:23você vê que isso se traduz muito nos métodos de
- 38:28produção como um todo. Então,
- 38:29se você anda hoje e você vê como é que eu desenho
- 38:33uma grande adicitium no Brasil, como é que eu
- 38:36desenho uma grande adicitium aqui, é completamente
- 38:38diferente, assim, completamente, mas assim, é
- 38:42muito diferente, né? Você não consegue, não é a
- 38:45receita de boa. E eu acho que é essa que é
- 38:50a beleza de você entender o que você tem na mão e
- 38:57como e onde você vai aplicar, porque ração é
- 39:00ração, água é água, é um comedor, é um comedoro, mas
- 39:06ele pode ser manejado e aplicado de formas
- 39:10diferentes. E eu acho que é isso que
- 39:12você precisa buscar entender, à medida que você
- 39:16vai trazer tua proposição de valor para cada mercado
- 39:21e para cada região de você vai, justamente para que
- 39:25você chegue de uma forma onde você vai agregar
- 39:28alguma coisa naquele mercado, né? E
- 39:31como você disse, eu quando viajo pelo mundo tentando
- 39:35entender as diferenças entre as formas de produzir, as
- 39:41formas de pensar, muitas vezes até a cultura de mão
- 39:43de obra, né? A primeira pergunta que eu
- 39:46faço é quais são suas dores? Porque
- 39:48o produtor sabe te dizer direitinho quais são as
- 39:51dores dele e a gente precisa falar menos e
- 39:55escutar mais. Definitivamente,
- 39:57eu acho que quando você está chegando no mercado e
- 39:59você quer vir com uma estratégia para aquele
- 40:03mercado, a primeira coisa é falar muito pouco, escutar
- 40:08muito, perguntar muito, porque eles sabem, eles vão
- 40:13te dizer quais são as dores e aí cabe você
- 40:16trazer isso com a lição de casa e dizer não. Eu
- 40:20tenho aqui um produto que vai resolver essa sua dor
- 40:22dessa forma, né? Que às vezes, num outro país,
- 40:26do outro lado do Atlântico, você vai falar mais ou
- 40:29menos a mesma coisa, mas é para resolver outra dor,
- 40:32né? Então, é muito engraçado essa
- 40:34dinâmica, mas é muito interessante também. É
- 40:38uma das coisas que mais me motiva, assim, porque é
- 40:41genial você descobrir que você tem uma tecnologia e
- 40:45você consegue muitas vezes prazer cinco, seis
- 40:48diferentes proposições de valor para aquela tecnologia
- 40:51dependendo da onde ela vai ser aplicada. Mas,
- 40:54de novo, precisa ser respaldada de conhecimento,
- 40:58de pesquisa, senão você não tem base nenhuma para
- 41:00sentar com um produtor e dizer aqui é assim que eu
- 41:03vou resolver a sua dor, né? Então,
- 41:05isso é fundamental. Falando um pouco dessa indústria e
- 41:11de como é legglobal, a gente falou um pouco de
- 41:13como tudo começa pelo consumidor final e as
- 41:16demandas dele, né? Mas a gente tem que lembrar
- 41:19também que cada vez mais essas grandes indústrias,
- 41:22esses grandes players, eles são globais, né? A
- 41:25gente está tendo aquisições e fusões e gente comprando
- 41:29gente, né? E você tem empresas que estão
- 41:33produzindo suínos em diferentes países, até em
- 41:37diferentes continentes, né? E
- 41:40é interessante porque essas empresas também têm que se
- 41:44adaptar, né? E, por outro lado, você tem,
- 41:47às vezes, muitas normativas europeias ou alguma coisa
- 41:52que está vindo mais aqui nos Estados Unidos, que às
- 41:55vezes você pode ter um... Ah,
- 41:56não, mas isso não vai chegar aqui, né? Mas
- 41:59e hora que você quiser exportar? Né?
- 42:01Nós temos aí já diversas empresas no México que
- 42:06estão tendo que adaptar a gestação grupal para a
- 42:09própria doze porque eles querem exportar carne para
- 42:13os Estados Unidos e a Califórnia é a maior parte
- 42:16do consumo americano de carne de porco estar no
- 42:19estado da Califórnia. Então você vai fazer o quê? Vai
- 42:21dizer, ah, não, isso não é para mim, não vai chegar?
- 42:24Já chegou, né? Eu
- 42:27acho que essa consciência de que a nossa indústria é
- 42:30global, por isso que eu falei tanto do benchmark,
- 42:32né? Porque a gente tem que olhar para
- 42:36fora e é engraçado porque é uma dinâmica que está
- 42:39acontecendo mais e mais aqui nos Estados Unidos
- 42:41também. Você provavelmente deve sentir a
- 42:45diferença de 4, 5 anos para cá, como era tudo
- 42:50assim, a gente faz bem, a gente faz o melhor e é
- 42:53muito engraçado nos últimos dois anos, né? Nossa,
- 42:56o que vocês estão fazendo lá no Brasil? Nossa,
- 42:58você voltou da Espanha, né? O
- 42:59que está acontecendo lá? E não era assim. Então,
- 43:02assim, tem um motivo, né, pelo qual todo mundo está
- 43:06olhando para dentro, olhando para fora e é essa
- 43:09globalização da nossa indústria e é inevitável. É
- 43:15uma questão de quem vai se adaptar melhor e mais
- 43:18rápido, né? Para poder potencializar essas
- 43:21oportunidades que tem principalmente nessa área de
- 43:24exportação de carne, né? Excelente,
- 43:27excelente. Natália, eu tenho algumas perguntas
- 43:30aqui que saem um pouco da nossa pauta aqui, mas para
- 43:33te conhecer um pouco mais e curiosidade. A
- 43:36primeira pergunta que eu tenho aqui é, qual que é
- 43:38a tua primeira lembrança da vida? Nossa,
- 43:44você faz umas difíceis, hein? É
- 43:46uma das maiores difíceis para o nosso fim. Eu
- 43:51acho que as minhas primeiras lembranças de
- 43:53vida, assim, são sempre ligadas ao meu pai e as
- 43:59exposições que ele sempre me deu de realidade de
- 44:04vida, assim, não é sonho não, é isso aqui que é a
- 44:08vida e tanto para o lado das obrigações quanto para
- 44:13o lado das diversões também, mas sempre muito
- 44:15forte isso, assim, é mostrar a vida como ela é,
- 44:22né? Sem filtros. Boa.
- 44:26E se tu tivesse uma varia mágica e tu tivesse o
- 44:31poder de mudar uma coisa na sua inocultura
- 44:34brasileira, o que que tu mudaria? Ah,
- 44:39esse mão de ração que a gente joga fora sofre com
- 44:41isso. Sempre. Boa, boa. A
- 44:48última, essa é nova, essa eu nunca perguntei para
- 44:50ninguém, mas eu estava com essa ideia na cabeça já há
- 44:52bastante tempo. Se tu tivesse que escolher uma
- 44:55pessoa que gostaria de sentar e tomar um café e
- 44:58conversar por uma hora, qualquer pessoa do mundo
- 45:00inteiro, quem seria essa pessoa? Meu
- 45:03pai. Meu pai? Meu
- 45:05pai. Sempre, todo dia desde sempre.
- 45:10Legal, legal. Muito
- 45:12bom, muito bom. Natália Rimi, muito obrigado pelo
- 45:16teu tempo. Acho que foi um baita -baita
- 45:18-papa que para a gente falar um pouco de tudo aí,
- 45:21de susceptibilidade, alimentação, nutrição, sua
- 45:26neocultura global versus o lado no fundo de quintal.
- 45:31Muito obrigado ao teu tempo. Acho
- 45:33que todo mundo foi agraciado com o baita
- 45:36podcast. Obrigado mesmo, Natália. Obrigada.
- 45:39Você já meio foi um prazer estar aqui e compartilhar
- 45:41um pouco dessas experiências aí. Muito
- 45:47obrigado.