Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 25/05/2026
Transcript
- 0:00A universitária FM apresenta rádio livre conversando nas
- 0:05ondas Os destaques do rádio livre
- 1:13desta segunda-feira 25/05/2026 o governo da China entregou um
- 1:22pacote de ajuda humanitária a Cuba com 15000 t de arroz.
- 1:29Uma pesquisa revela que mudanças climáticas já afetam 85% dos
- 1:33brasileiros. Esta é a semana decisiva para
- 1:38aprovação do fim da escala 6 por um é o tema da nossa conversa
- 1:43com o economista, filósofo e professor da Universidade
- 1:46Federal do Ceará, Fábio Sobral. Rádio.
- 1:51Livre apresentação, Nonato Lima. Bom dia, estamos começando rádio
- 2:05livre aqui na universitária FM. Obrigado a você que nos
- 2:08acompanha agora ao vivo. Nossos cumprimentos também a
- 2:12você que está com a gente, sempre acompanhando o podcast
- 2:15rádio livre com Nonato Lima, as presidências da conferência da
- 2:25organização das Nações Unidas, a cop 30 e a cop 31 sobre mudanças
- 2:31climáticas. Apresentaram na Dinamarca
- 2:34proposta preliminar para acelerar ou por outra para o
- 2:39acelerador global de implementação climática.
- 2:44O que que é isso? A iniciativa lançada em novembro
- 2:47passado aqui no Brasil, em Belém, na cop 30, sobre a
- 2:52presidência do Brasil priorizações com maior potencial
- 2:56capacidade de ganhar escala global.
- 2:59E velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças
- 3:02climáticas. Na prática, a intenção é
- 3:06transformar o debate de textos jurÃdicos em execução de
- 3:12soluções rápidas. E mais e mais é reais.
- 3:20A ideia é que isso vá para a próxima conferência do clima, a
- 3:24ser promovido em conjunto com a Turquia e a Austrália.
- 3:28à é a cop 31, que vai ser na Turquia em novembro de 2026.
- 3:38A apresentação a representante de cerca de 40 paÃses dessa
- 3:42proposta de do acelerador da mudança global em relação ao
- 3:51clima ocorreu durante a reunião ministerial do clima, em
- 3:57Copenhague. Tradicionalmente realizada na
- 4:00capital dinamarquesa, esse encontro é de alto nÃvel, é
- 4:04último antes das sessões do meio do ano da conferência da ONU
- 4:09sobre mudanças climáticas, que vai ser este ano na Alemanha, e
- 4:14são preparatórias para a próxima conferência, que vai ser a cop
- 4:1831. E uma pesquisa sobre transição
- 4:31de energias sujas para energias limpas mostra que 8 em cada 10
- 4:39pessoas, ou seja, 85%, já notaram interferências das
- 4:47mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase
- 4:51metade, 46%. Julga o impacto das mudanças
- 4:56climáticas intenso como resultado das mudanças
- 5:01climáticas? As principais reclamações dos
- 5:062630 participantes ouvidos foram, ter que arcar com um
- 5:12custo maior de vida, problemas de saúde fÃsica, obstáculos ao
- 5:17acesso ao local de trabalho, adoecimento mental.
- 5:21Perda de renda e perda de emprego a proporção de
- 5:25brasileiros que confia que o governo deve ser a principal
- 5:28figura a garantir a proteção de trabalhadores e trabalhadoras
- 5:33nesse contexto é de 7 a cada 1067 por cento.
- 5:39Outros indicados a essa função são empregadores e grupos auto
- 5:45organizados, como os de direitos socioambientais.
- 5:50O levantamento ainda demonstra elevada a consciência 93% de que
- 5:56os modelos de produção e consumo na sociedade precisam ser
- 5:59transformados para que se enfrente a crise climática.
- 6:03No total, 74% concordam totalmente com essa afirmação.
- 6:09Ele tem que mudar os os modelos de produção e de consumo.
- 6:12Essa pesquisa foi publicada pela agência Brasil e as entrevistas
- 6:16foram realizadas. Com pessoas de 16 anos de idade
- 6:20ou mais de 9 capitais Belém, BrasÃlia, Natal, Porto Alegre,
- 6:27Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Fortaleza,
- 6:32o questionário foi aplicado entre maio e setembro do ano
- 6:36passado. Agora, atenção essa essa posição
- 6:42de dos entrevistados, pelo menos 67%.
- 6:47Ã acreditando que qual cada mais ou menos cada 7 brasileiros
- 6:54acredita que o governo tem uma responsabilidade importante em
- 6:57relação à garantia de proteção aos trabalhadores e
- 7:01trabalhadoras no caso das mudanças climáticas.
- 7:05Ã importante observar isso agora no processo eleitoral, para
- 7:08entender quem, quais são as candidaturas que vão aparecer aÃ
- 7:14para a presidência da República. Para deputado federal e para
- 7:17senador e para governador, que tem compromisso com a preparação
- 7:23ou com o enfrentamento das questões relacionadas com as
- 7:27mudanças climáticas. Porque se a pessoa, por exemplo,
- 7:31escolher um alguém que resolve tocar fogo nas matas, abandonar
- 7:35a polÃtica ambiental, está na verdade trabalhando contra o que
- 7:39ela mesma pensa, né? Porque 70, 7 em cada, em cada
- 7:4410? Querem que o governo atue
- 7:48adequadamente em relação às mudanças climáticas?
- 7:51Então é preciso observar isso aÃ.
- 7:53à deputado federal, senador e senadora, presidência da
- 7:58República, governo estaduais, deputados estaduais.
- 8:03Ã preciso ter cuidado na hora da escolha.
- 8:07Ã nesse momento raro na democracia brasileira em que.
- 8:12O cidadão pode de alguma maneira interferir, deveria ter mais.
- 8:16A própria Constituição prevê, né, mecanismos de maior
- 8:22participação popular. No entanto, a gente sabe no que
- 8:27isso é, resulta, né? Hoje nós temos um Congresso
- 8:32ultra conservador, as multidões estão aà na rua dizendo o
- 8:36Congresso é inimigo do povo. Então não se espera muita coisa,
- 8:40né? Agora mesmo está tramitando lá
- 8:43um projeto para favorecer desmatadores destruidores da das
- 8:48matas. Ã garimpeiros ilegais.
- 8:52Você imagina como é que o Congresso pode atuar propondo
- 8:56coisa desse tipo? Porque uma das coisas que está
- 8:59sendo proposta lá, depois do pacote de destruição da
- 9:03devastação que foi aprovado lá no Congresso, vem 11 proposta.
- 9:10Que é a seguinte, não destruir mais aquele material que a
- 9:13polÃcia encontra e os órgãos ambientais encontram no garimpo
- 9:17ilegal, no desmatamento. Como são máquinas pesadas, é que
- 9:23os ricos levam pra exploração ilegal de matas e de minérios.
- 9:30OA solução legal hoje é destruição.
- 9:34Por quê? Porque para retirar do local
- 9:37máquinas do do tipo que são encontradas.
- 9:40O custo vai ser maior do que AA destruição, mas não estão
- 9:49tentando empurrar para o paÃs a isso.
- 9:53à uma espécie de proteção para o para os criminosos.
- 9:57Por quê? Porque a máquina ficando lá, a
- 10:00retomada do do crime é quase que imediata.
- 10:05Não vai ter que levar outro como levam, né?
- 10:08Agora, o fato fundamental é. Qual é o compromisso que você
- 10:14encontra em cada uma das pessoas que se dispõe a dizer que vão
- 10:18representar o povo, o estado, né?
- 10:25Qual é o compromisso de cada pessoa que se coloca como
- 10:28candidato ou candidata a um cargo no executivo?
- 10:32Qual é o compromisso com o meio ambiente, com a preservação da
- 10:37vida? Com com o fortalecimento das das
- 10:41estruturas e das instituições que defendem a vida do planeta e
- 10:47a vida das pessoas. Essa pergunta a gente tem que se
- 10:49fazer, né? Nós, nós só temos o voto, né?
- 10:53Basicamente tem outros mecanismos fora da estrutura
- 10:56formal do estado, mas são bem mais complexos, né?
- 10:59Uma mobilização social maior exige uma série de outras
- 11:03questões que nós não vamos entrar aqui nelas.
- 11:07Então tá aÃ. O nosso desafio, né?
- 11:11Para todos nós. E a proposta de desafio, um dos
- 11:20grandes desafios do paÃs hoje é enfrentar o feminicÃdio.
- 11:25Enfrentar de verdade, né? Tem iniciativas as mais variadas
- 11:29e é preciso que cada vez ter mais iniciativas.
- 11:32Agora mesmo a unilab. Associou se ao instituto Maria
- 11:38da Penha para ministrar ministrar curso para professoras
- 11:46e professores da rede pública. E é o curso será de educação em
- 11:57direitos humanos nas escolas. Inscrições vão até o dia 3 de
- 12:02junho. A formação é oferecida pelo
- 12:05centro interdisciplinar de estudos de gênero, vinculado Ã
- 12:09universidade da integração Internacional da lusofonia afro
- 12:14brasileira unilab é um curso online e gratuito.
- 12:19São 270 vagas distribuÃdas entre todas as unidades federativas.
- 12:25Uma carga horária de 180 horas com as atividades.
- 12:30Os educadores e educadoras poderão aprender mais sobre
- 12:33cultura de paz, igualdade de gênero e prevenção ou
- 12:36identificação de violências violências contra a mulher, por
- 12:40exemplo, e outras violências é contra os direitos da pessoa
- 12:45humana. O governo da China entregou um
- 12:51pacote de ajuda humanitária a Cuba, 15000 t de arroz, que
- 12:56chegou a ao Porto de Havana. O anúncio foi feito no sábado
- 13:01pelo embaixador chinês em Havana, huashin, que destacou se
- 13:06trata de parte de um projeto de doação a Cuba para ajudar a
- 13:11população em meio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados
- 13:15Unidos no começo da década de 60 e que ainda permanece, sendo que
- 13:19piorou agora no governo de Donald Trump. 1500 as 15000 t de
- 13:24arroz é o primeiro lote. De 60000 t de ajuda emergencial
- 13:32para Cuba, que mostra, diz aqui a palavra do próprio, do próprio
- 13:38embaixador é da China em Havana e disse o seguinte, essas 15000
- 13:43t de arroz são o primeiro lote do projeto de doação de 60000 t.
- 13:49De ajuda emergencial para Cuba, que mostram, mais uma vez, disse
- 13:52o embaixador, a fraternidade e solidariedade entre Cuba.
- 13:57E China, China e Cuba, escreveu o representante chinês numa rede
- 14:02social. A cerimônia de receção contou
- 14:06com a presença de do vice, primeiro-ministro e ministro do
- 14:09comércio exterior da de Cuba, Oscar Perez, oliva Fraga e
- 14:16outras autoridades cubanas. Agora é o seguinte, enquanto a
- 14:22China aprova uma ajuda humanitária.
- 14:26Em arroz. E já teve também outras ajudas,
- 14:30por exemplo, ajuda em recursos financeiros é a China, também
- 14:38ajuda a Cuba. Está provocando os Estados
- 14:42Unidos a imediatamente acabar com o bloqueio e as punições
- 14:47contra Cuba. Os Estados Unidos continuam
- 14:53punindo o povo cubano. Pela qualidade do povo cubano.
- 15:00Então a China disse a Trump, é acabe com a pressão injusta, o
- 15:07cerco econômico e polÃtico contra Cuba, que vem desde a
- 15:11década de 60. Cuba disse também o seguinte,
- 15:17que vai continuar a prestar assistência a Cuba da melhor
- 15:20forma possÃvel e a sua maneira. Trump continua ameaçando Cuba,
- 15:30ameaça semelhante ao que fez contra a Venezuela e contra o
- 15:34Irã. Poderá sair pior se a situação
- 15:42de de Americana pode ficar pior caso tente promover um ataque a
- 15:50Cuba. E tem um detalhe que Donald
- 15:53Trump. Ou não é capaz de pensar, ou é
- 15:57capaz, mas resolve arriscar que é o seguinte, a China disse o
- 16:01seguinte, a assistência a Cuba vai continuar da melhor forma
- 16:06possÃvel. E a sua maneira, não se espera
- 16:11que a covardia mundial prossiga mantendo o mundo ajoelhado
- 16:16diante de Donald Trump e suas forças do crime Internacional.
- 16:21E também Trump deveria imaginar, ninguém sabe exatamente o que
- 16:24significa da melhor forma. Ã a nossa maneira ou a sua
- 16:28maneira? Como como a China informou, de
- 16:33qualquer maneira, o mundo é provocado a acabar com a
- 16:36covardia, deixar de ficar ajoelhado diante do ditador
- 16:41norte americano. Já está passando da hora 7 e 47?
- 17:05Olha o relator do dos projetos de fim da jornada 6 por um e
- 17:13adoção de uma outra jornada, no mÃnimo 5 por 2.
- 17:17Léo Prates deputado Léo Prates, do do republicano da Bahia,
- 17:22disse que o texto o relatório sobre o fim da jornada 6 por um
- 17:26será entregue hoje. A previsão é até 5 da tarde.
- 17:31A votação da proposta deve ocorrer ainda esta semana.
- 17:35O autor de uma das propostas do deputado Reginaldo Lopes, do PT
- 17:38de Minas, assegurou que há acordo para a votação.
- 17:42E aà os o acordo seria em torno de redução para 40 horas
- 17:46semanais de jornada, 2 dias de Descanso sem redução do salário
- 17:51e valorização da convenção coletiva dos acordos coletivos.
- 17:55A proposta dele ganhou prioridade por decisão de Hugo
- 17:58Motta, depois que o governo apresentou um projeto de lei com
- 18:02pedido de urgência na Câmara. Tem 3 projetos.
- 18:09A PEC 221, de 2019, que é essa do Reginaldo Lopes, ó, de 2019.
- 18:14Quem está falando de transição, se lembre que já são.
- 18:16Já são 7 anos, né? Esperando só para apreciar a
- 18:19proposta que prevê 40 horas semanais, como a transição de 1
- 18:24ano para 36 horas sem redução do salário.
- 18:27Ãbvio, a PEC 808 de 2025, que é de Erica Hilton, do psol, que
- 18:34prevê a redução de 44 para 36 horas.
- 18:37Semanais sem redução de salário. à bom dizer que essa proposta da
- 18:43Ãrica Hilton acabou, foi exatamente.
- 18:45Embora ela esteja sendo pouco comentada e não tenha entrado na
- 18:49lista das prioridades, foi ela que, digamos assim, acelerou,
- 18:55mobilizou o paÃs em torno dessa questão.
- 18:58Ã, teve, teve um. Foi um fator importante.
- 19:01Eu posso estar enganado, mas pela pela observação diária.
- 19:04Das coisas. A gente percebe que a partir da
- 19:07mobilização que a deputada Ãrica rioturbe começou, as coisas
- 19:11avançaram em termos de debate na sociedade.
- 19:15E o projeto de lei do presidente Lula que prevê a redução da
- 19:18jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de
- 19:23salário? Aliás, o projeto do presidente
- 19:25Lula só foi porque simplesmente o Congresso estava.
- 19:29O presidente da Câmara estava sentado em cima da PEC de 2019.
- 19:34E da PEC de 2025, dos 2 projetos sentados lá e não e não sair.
- 19:39Então o presidente se até abril não sair nada, vou mandar o
- 19:43projeto. E mandou o projeto com pedido de
- 19:45urgência. Claro que aà a Câmara teve que
- 19:47se mexer. E é isso que nós vamos conversar
- 19:50agora com o professor, filósofo, economista Fábio Sobral.
- 19:54Bom dia, Fábio. Bom dia aos ouvintes e aos
- 19:57ouvintes. à Fábio, você acha que agora vai
- 20:00mesmo? Esta semana a gente tem uma
- 20:02definição sobre. O fim da jornada 6 por um ou a
- 20:07manutenção, porque aà do Congresso a gente nunca tem
- 20:10certeza do que vem, né? Sim, é difÃcil, é.
- 20:16Antevê, né? Ã, é um cenário bem impossÃvel.
- 20:20Eu nunca trabalho com previsão, eu só trabalho com cenários, né?
- 20:24Cenários possÃveis é um cenário. Há um fator importante que é que
- 20:30que são as eleições esse ano. Então vai ficar muito marcada a
- 20:36pessoa que se opuser votar contra numa, num, num imenso
- 20:43apoio que essa proposta conquistou, né?
- 20:46Entre 70 e 80% da população é favorável a aprovação dela.
- 20:52Então, 11 vez eu conversando com um assessor parlamentar numa
- 20:57live. AÃ ele dizia assim, o Congresso
- 21:00tem medo do povo quando, quando há 11, vamos dizer assim, um
- 21:05certo consenso, ele fica com medo e vota o que o povo quer,
- 21:09sabe? Entende?
- 21:11à porque o deputado depois ele é cobrado nas bases, né?
- 21:14Isso exato é cobrado. EE, ele se desgasta muito, né?
- 21:19As notÃcias correm, então é um, é uma.
- 21:24Ã uma certa vantagem que a gente tem.
- 21:26à uma arma que a gente tem. Como você falou, as
- 21:30mobilizações? E além das mobilizações, essa
- 21:34consciência assim é que a população está tendo da justeza,
- 21:40né? Do do acerto dessa proposta,
- 21:43entende? Não, nada.
- 21:45Sim, já tem, tem empresários contrários, mas tem
- 21:48manifestações de empresários bastante significativas.
- 21:52Mostrando o seguinte, que a adoção, já que já adotaram
- 21:56inclusive a escala até 4 por 3 aqui no Brasil, dizendo que
- 22:00aumentou a produtividade, que não diminuiu o emprego é e que
- 22:08mais não reduziu o salário. E um detalhe importante, reduzir
- 22:14os custos da empresa, que tem gente dizendo que vai aumentar
- 22:16os custos, né? Mas tem, tem relatos aà de
- 22:19empresários mostrando que o custo faz é diminuir.
- 22:23Ã isso mesmo ou ou existe ainda alguma margem de de de prejuÃzo?
- 22:31Ã assim com a economia. Muitas vezes se divide em
- 22:36microeconomia e macro, né? Ã, a microeconomia trata de um
- 22:42setor especÃfico ou de uma empresa especÃfica.
- 22:45O isso aà pode ser que num primeiro momento.
- 22:50Uma outro é empresário ter que contratar mais gente.
- 22:56Mas quando você pegar a macroeconomia, a contratação de
- 23:00mais pessoas No No global, no mecanismo global, aumenta a
- 23:07massa de salários. E uma coisa que eu tenho
- 23:10discutido aqui sempre meu programa, é que o grande motor
- 23:15da economia brasileira é o consumo das classes
- 23:17assalariadas. Né?
- 23:19Das classes trabalhadoras, mais de 60, de 60 a 65% do PIB, que é
- 23:26o produto interno bruto do Brasil, é feito pelo consumo das
- 23:31massas trabalhadoras. Se o volume dessas massas
- 23:36trabalhadoras aumentar, o PIB vai aumentar.
- 23:39Então, mesmo aqueles pequenos negócios serão beneficiados pelo
- 23:44aumento da renda das pessoas, do consumo, né?
- 23:48à um é um mecanismo que que é garantido, é, é, é certo, né?
- 23:55à um grande motor da economia brasileira, o PIB, o salário,
- 23:59né? à um grande motor.
- 24:01Então, quando você quando as ouvintes e os ouvintes é virem
- 24:07uma economista defendendo o corte de salários, defendendo o
- 24:12corte de benefÃcios previdenciário.
- 24:15Né? Defendendo redução de direitos.
- 24:18Você pode ter certeza que essa pessoa tá querendo jogar o paÃs
- 24:22num numa recessão, numa crise. Entende ou não nada.
- 24:26Ã um. Ã um mecanismo quase certo.
- 24:29Certo? Agora é.
- 24:32Eu tô lembrando aqui agora de uma de uma expressão muito
- 24:35associada à economia da ditadura no Brasil que dizia assim, é
- 24:39preciso deixar o bolo crescer. Né, pra depois dividir, né?
- 24:44Assim, a economia tem que ficar muito bem.
- 24:46AÃ depois o resultado que veio foi prejuÃzo para os
- 24:52trabalhadores. Eu vi agora na manifestação do
- 24:55da Confederação nacional da indústria, um dirigente de lá
- 24:58dizendo que tá errado é ele chama ponto de partida redução
- 25:04da jornada. Ele disse que dividem primeiro,
- 25:07primeiro era, era. Era aumentar, ter mais ganhos de
- 25:15produtividade. Aà depois, como consequência,
- 25:19podia mexer na jornada de trabalho.
- 25:22Existe alguma sustentação para isso?
- 25:25Isso aÃ. Desculpe o termo não nada.
- 25:27Mas isso é pilantragem porque já houve tantos grandes
- 25:32produtividade. Nós trabalhamos numa era da
- 25:35informática, né? Uma era na automação.
- 25:40Em que os sistemas de transporte melhoraram, o sistema de
- 25:44comunicação e, atualmente de produtividade já teve muito e
- 25:48não houve queda dessa jornada de trabalho.
- 25:51Então é esperar qual mais? Qual o maior aumento de
- 25:56produtividade? Qual o aumento de produtividade
- 25:58está tendo? Todo dia você vê que as pessoas
- 26:02é antes tinham No No é o. Nenhum ensino fundamental
- 26:07completo no setor industrial AA média era até a quarta série
- 26:11primária, sabe? Sim.
- 26:13Hoje não Oo Ãndice de de escolarização, de qualificação é
- 26:18muito maior. As pessoas fazem cursa, né?
- 26:21Todas essas atividades de serviços, cabeleireiro, de, de,
- 26:25de fazer unha, tudo isso é feito com com qualificação, né?
- 26:30O houve, já houve aumentos de produtividade.
- 26:35Além do mais, o aumento de produtividade não é feito só na
- 26:38hora da produção. à como esses outros empresários
- 26:41que já mudaram a jornada de trabalho e perceberam o aumento
- 26:44de produtividade. Porque você tem 11000000 de
- 26:49lares no Brasil comandado por mulheres sozinhas, né?
- 26:54Com filhos, né? Certo é, imagine o ganho que
- 27:00será para essas crianças e para essa.
- 27:03Para essas mulheres ter mais tempo, né?
- 27:06Para lidar com a famÃlia e tal, é, haverá um grande
- 27:11produtividade, porque as pessoas vão adoecer menos
- 27:14psicologicamente, sabe? Haverá um grande produtividade
- 27:19porque as pessoas vão poder fazer outras atividades, como
- 27:23estudar, como ouvir música ou ter atividade cultural.
- 27:29Então. O aumento de produtividade não é
- 27:32só a velocidade da máquina, como pensa a Confederação nacional da
- 27:37indústria. O ser humano não é ou não
- 27:40deveria ser, é o Marx dizia, o capitalismo está transformando a
- 27:45pessoa, o ser humano, num atende se da máquina, né?
- 27:49Esse, esse é é esse porta-voz aà da Confederação nacional da
- 27:57indústria. Ele acha que.
- 28:00Só a máquina, né? à que importa.
- 28:03E aà o ser humano é um apêndice, não.
- 28:06A produtividade aumenta com a capacidade, com a saúde fÃsica,
- 28:11né? Imagine as pessoas poderem fazer
- 28:15fazer exercÃcios, né? Poder manter uma saúde melhor.
- 28:19Então aumentar a capacidade fÃsica, aumentar sua capacidade
- 28:24psÃquica, né? Aumentar sua capacidade
- 28:26intelectual. Então isso traz mais saúde, traz
- 28:29aumento de produtividade e triste.
- 28:31Certo? Agora, tem umas umas defesas aÃ
- 28:34que envolvem, por exemplo, uma transição.
- 28:36Tem gente que propondo a transição de até 10 anos, mais
- 28:40uma uma lÃder do movimento vida além do trabalho chamada Vanessa
- 28:44Brasil, ela afirmou em defesa do fim dessa jornada 6 por um
- 28:48seguinte, olha, estamos há 40 anos em transição.
- 28:53São 40 anos. Sem uma Conquista real para a
- 28:56classe trabalhadora. Então, a transição já foi feita,
- 28:59né? A hora agora é de virada, né?
- 29:03Já foi feita, né? A hora é de virada.
- 29:07Eu diria que a transição é até muito maior do que essa, né?
- 29:11Porque você falou aà da ditadura que dizia era Oo Delfim, net,
- 29:14dizia, é melhor deixar o bolo crescer.
- 29:17E. Construir uma economia no Brasil
- 29:20na época da ditadura de exportação.
- 29:23E para exportar, tinha que ter mão de obra extremamente barata,
- 29:27explorada. EEE subjugada, né?
- 29:32Mas a realidade mudou. O mercado mundial de exportações
- 29:38de produtos industriais é dominado pela China.
- 29:42O Brasil já tem menos espaço nesse mercado.
- 29:46O grande motor, como eu falei, é o mercado interno brasileiro,
- 29:52esse sim. Ã, não tem.
- 29:54O agro é pop, né? Agro é tudo, né?
- 29:59Na verdade, o agro é muito pouco.
- 30:01O que é tudo, ou quase tudo, é um mercado consumidor brasileiro
- 30:05de 60 a 65%. Esse mercado consumidor tem que
- 30:10ser protegido em baixos salários, é 11.
- 30:15Volume de exploração muito alto só leva o paÃs para uma crise
- 30:19interna econômica muito grave. Então, é preciso mesmo superar
- 30:25isso, ter ganhos trabalhistas, melhorar o mercado interno e
- 30:33isso promoverá o próprio desenvolvimento do paÃs, da
- 30:36economia, entende? Certo, agora tem setores aÃ
- 30:41tentando se aproveitar, pegar carona nesse projeto pra ferrar?
- 30:4711 categoria profissional inteira.
- 30:49Eu tô falando aqui exatamente do.
- 30:51Da área de comunicação você sabe que tem um setor da área de
- 30:54comunicação que já se deu muito bem, com investimento em
- 30:57tecnologia. Trocando trabalhador por máquina
- 31:01é propondo o seguinte, no caso da jornada de jornalista e por
- 31:05extensão, não está em discussão mais de de radialista também,
- 31:08né? A jornada de jornalista é de 5
- 31:10horas diárias por comprovada. à relação com a saúde, né?
- 31:17EE são Na Na verdade 30 horas semanais.
- 31:22Se houver uma redução, por exemplo, pra 55 é 5 por 252 de
- 31:28folga, então seriam 25 horas. Ocorreria no setor privado, que
- 31:33já é no setor público, 25 horas semanais de trabalho.
- 31:37Você sabe que estão querendo é puxar as 5 horas do sábado pra
- 31:43semana, aumentar a jornada de trabalho em 1 hora em vez de.
- 31:47Diminuir, né? E tem até uma ignorância aà já
- 31:51é, já é uma agressão no meio dessa discussão toda.
- 31:55Ã colocar jornada de trabalho de 10 horas para o jornalista, que
- 31:59seria 10 horas, 4 dias por semana, que aà seria basicamente
- 32:05partir para agressão fÃsica e mental, né?
- 32:09Visto que é uma das categorias que tem mais problemas de
- 32:12adoecimento de vários tipos, né? Sobretudo emocional, mental, et
- 32:16cetera, et cetera. Outros setores a gente vê que
- 32:19existe essa, essa tentativa, né, de pegar carona no num projeto
- 32:25que mundialmente tá sendo discutido, pra pra piorar a
- 32:28situação, uma espécie de efeito Argentina é como escapar disso.
- 32:35Será que essa mobilização agora é suficiente?
- 32:38O Congresso já viu, já percebeu isso?
- 32:42Ã, é, é um perigo, né, porque sempre tem gente querendo ser
- 32:47esperto, né, querendo piorar as coisas para as camadas
- 32:52trabalhadoras é, é, é preciso uma mobilização, é um é uma
- 32:56situação difÃcil, né, porque existe uma pressão sobre
- 33:02trabalhadoras e trabalhadoras. A pressão do emprego é muito
- 33:05grave, né? Muito grave é ou.
- 33:10Ou você tem 11 conjunto, uma Aliança com um conjunto da
- 33:16população, ou você fica, fica cercado, sabe, cercado é um
- 33:23perigo, é, é outra. Outra frente de Batalha a ser
- 33:27travada, né? Sim, a Confederação nacional do
- 33:30jornalista já levou lá para Hugo Motta um documento dizendo,
- 33:34olha, ninguém aceita essa história, né?
- 33:36Mas tem outra aqui, o Fábio. Que é o seguinte, eu eu chamaria
- 33:40o sujeito. Agora é a pergunta besta mesmo,
- 33:42não tem jeito. O sujeito que eu chamaria de
- 33:45porta-voz das galinhas, ó o cara, foi argumentar nessa
- 33:48câmera o seguinte, as galinhas botam ovo durante 7 dias.
- 33:54Como pode reduzir a jornada de trabalho?
- 33:58Eu queria falar também sobre essa posição aà do porta-voz das
- 34:02galinhas e seria um problema. As galinhas realmente se opõem
- 34:06a. Além de botar ovo, ela se opõe Ã
- 34:09redução da jornada. à uma é um Congresso está
- 34:14realmente infestado de gente assim.
- 34:17Desqualificado, né? Porque argumentar dessa forma é
- 34:23assim. RidÃculo, né?
- 34:25Mostra Oo baixo nÃvel de e boa parte dos congressistas.
- 34:32A gente respira 24 horas por dia, né?
- 34:35Certo? Então tinha que trabalhar 24
- 34:38horas por dia, né? O organismo, nosso organismo
- 34:43trabalha. Eu não sei nem se o se o termo
- 34:46correto. O verbo correto seria que o
- 34:49organismo trabalha, mas ele funciona 24 horas por dia, aÃ
- 34:54também precisa precisa ter. Né?
- 34:58Aà tu tem que dizer Pra Ele assim, não, a galinha bota ovo 7
- 35:02dias por semana, aà por isso você contrata mais gente, vá
- 35:07cuidar da galinha nos outros dias e que não tiver gente aqui,
- 35:10né? Exatamente, não vai desamparar
- 35:13as galinhas, né? Isso as galinhas vão continuar
- 35:16lá com a sua atividade natural e a gente como ser humano, que na
- 35:21verdade nós estamos nos aproveitando do ovo dela.
- 35:25Né, exato. DeverÃamos colocar alguém para
- 35:28cuidar nesses outros dias, entendeu?
- 35:32Nos anos 60, Fábio tinha uma música que fez um sucesso
- 35:35danado, que era o seguinte, o cara Oo refrão mais ou menos, eu
- 35:39não vou mais trabalhar, eu só vou criar galinha, claro que
- 35:44criar galinha também é trabalhar, né?
- 35:46Sim, exatamente. Então é, é o olha, tem, você
- 35:51pega você, tem a geração nem, nem, né?
- 35:55Sim. Nem estuda, nem trabalho, se eu
- 35:57não me engano, até 29 anos. Então essa geração é tem 20% da
- 36:06Juventude nela, certo? Pessoas que precisam de
- 36:11trabalho, né? Ã, você tem também.
- 36:15No Brasil, a população desalentada é no mÃnimo 5% da
- 36:21força de trabalho. Essa população desalentada é que
- 36:24desistiu de procurar emprego há mais de 1 ano, se eu não me
- 36:27engano, assim esse esse tempo, né?
- 36:29Ãs vezes o tempo é, os órgãos mudam, é então tem esses 2
- 36:36grande, grande, grandes reservatórios de mão de obra aÃ
- 36:41disponÃvel, sabe? A geração nem nem está
- 36:45precisando. Muitas vezes as pessoas dos
- 36:48jovens não conseguem trabalho porque.
- 36:52à exigida experiência? Então é uma oportunidade para
- 36:56que parte dessa dessa geração seja absorvida pelo mercado de
- 37:01trabalho de forma digna e pessoas desalentadas voltem a
- 37:07procurar trabalho, sabe? A encontrar trabalho?
- 37:10Então as vantagens são enormes, né?
- 37:13Vantagens enormes, redução do desalento, redução do
- 37:18desemprego. Jovem, sabe?
- 37:21Aumento da renda global é melhoria do mercado consumidor
- 37:28interno, favorecendo esses próprios empresários que ficam
- 37:32reclamando, sabe? Ã ainda queria trazer um outro
- 37:36problema, é, ele vai. Vender o ovo, o ovo da galinha,
- 37:39ele vai conseguir vender para mais gente?
- 37:41Horas, 8 horas e 9 minutos eu eu me atrapalhei aqui com a com a
- 37:45questão. O ovo da galinha.
- 37:47O ovo da galinha quem quem nasceu primeiro veio primeiro, o
- 37:50ovo ou a galinha? Eu não, eu não me lembro mais
- 37:52qual é agora, qual é, qual é a resposta, não, mas era uma coisa
- 37:56assim. Agora eu me lembrei, é a
- 37:57seguinte, o dono da hora de trabalho não é o trabalhador, o
- 38:03dono da força de trabalho não é o trabalhador.
- 38:05A gente sabe que nas relações capital trabalho isso complica
- 38:09bastante, né? E aà tem empresário, Procon
- 38:11seguinte, não deixa como está. E vamos, vamos para as
- 38:16negociações. à trabalhistas os acordos
- 38:20coletivos, né? Ã.
- 38:22Isso seria suficiente no quadro na cultura que a gente tem de
- 38:26relações entre trabalhador e empresário.
- 38:31Isso aà surgiu no neoliberalismo nos anos 80, a ideia de que de
- 38:37que são entidades com o mesmo. Com o mesmo, com a mesma
- 38:43capacidade de negociação, você pega, às vezes dá nem a
- 38:46negociação coletiva. Você pega uma empresa e o
- 38:50trabalhador individual. Qual é a capacidade de
- 38:53resistência do trabalhador individual a uma imposição da
- 38:57empresa, né? Muito pouca, né?
- 39:00Muito pouca. Então, é essa ideia de tratar as
- 39:05pessoas como indivÃduos. E não como uma classe social.
- 39:10Ela só traz prejuÃzos para as camadas trabalhadoras.
- 39:14Ã mais uma das enroladas, mais uma das farsas que surgiram em
- 39:20certos setores de economistas que, para favorecer o grande
- 39:25capital, criaram essas justificativas, sabe?
- 39:28Mas essa nós temos um perÃodo de enfraquecimento dos sindicatos.
- 39:35Nós temos um perÃodo de. De aumento da produtividade, de
- 39:39substituição de trabalhadoras e trabalhadores por máquinas, por
- 39:44inteligência artificial. Então há o há o enfraquecimento
- 39:48da capacidade coletiva da das camadas trabalhadoras de
- 39:52resistir. Ã preciso, na verdade, proteger
- 39:56essas camadas trabalhadoras pela legislação, por uma legislação
- 40:01geral, não por acordo dos individuais, coletivos ou
- 40:05individuais. Entende nada.
- 40:07Sim, é a legislação geral, na verdade, provoca 11 humanização
- 40:14do trabalho e aà as pessoas. A humanização impede que as
- 40:19pessoas tenham mais lesão por esforço repetitivo, impede que
- 40:24as pessoas adoeçam psicologicamente,
- 40:27psiquiatricamente melhora a sua saúde mental, fÃsica, né?
- 40:34E cultural. Então é, é preciso mesmo 111
- 40:41deliberação que vinha de cima e não dessa dessa suposta
- 40:47negociação caso a caso, sabe? Certo?
- 40:52Agora, por último, uma questão é que é bem conhecida do povo
- 40:55brasileiro, né? A Câmara e o Senado, de um modo
- 40:57geral, funcionam 3 dias na semana, né?
- 41:00E seria gerar 3 por 4. Ã, ninguém quer uma jornada 3
- 41:05por 4 pra todo mundo não, né? Se fosse possÃvel era até bom,
- 41:07né? Mas será que isso não ajudaria?
- 41:10Não inspiraria os parlamentares a uma tomada de posição que
- 41:15garantisse a maioria, porque pra emenda constitucional, aliás,
- 41:18foi 11 dessas. Um dos motivos pra decisão de
- 41:21Hugo Mota de fazer andar a emenda e não o projeto, é porque
- 41:25a emenda constitucional exige 308 votos e o próprio relator.
- 41:31à do do projeto. Agora, o Léo Prates disse, olha,
- 41:34tem que fazer muita mobilização, porque de um modo geral, o povo
- 41:38brasileiro, os movimentos sociais, sindicatos, et cetera,
- 41:40só tem mais ou menos seguro no Congresso. 114 votos na Câmara,
- 41:45né? 114 votos, se mais ou menos.
- 41:47Essa é a média, é essa. Essa esse modelo de jornada de
- 41:52deputado e deputada não poderia ser uma inspiração elisane.
- 41:57Eles não são inspirados. Por esse tipo de de privilégio
- 42:04que possuem, né? Eles acham que é um privilégio
- 42:07merecido, que é que é o normal, mas que eles estão acima da da
- 42:15população brasileira, né? à o modelo de casta, não
- 42:20oficial, né? Isso exatamente.
- 42:22EE. Assim, quem anda em BrasÃlia vê
- 42:25e sabe que, né? Ãs vezes há uma desconexão com o
- 42:30mundo real, sabe? Não nada, né?
- 42:34Com o mundo real assim, nos cÃrculos do poder no Congresso,
- 42:39há 11. Desconexão é, é, parece um outro
- 42:43mundo sabe, né? Ã, e não tão é.
- 42:48Ligados à realidade brasileira e os que estão ligados, ainda há 2
- 42:53grupos, os que defendem o povo brasileiro e os que são contra
- 42:56são, são, defendem as maldades mesmo, né?
- 43:00Entende? Defendem OA destruição da
- 43:03natureza, a piora das condições de vida, o retorno a condições
- 43:07assim do começo do século 19, sabe?
- 43:09Sim, tem gente que tem saudade da escravidão, né, entende?
- 43:13Então, não, não é um mecanismo que irá.
- 43:18Comovê Los, né? Ah não, eu trabalho 3 dias, os
- 43:21outros também tem que trabalhar. Não, não vão se comover com isso
- 43:24não pelo. Contrário, né?
- 43:25Manda o pessoal trabalhar mais para garantir os 3 dias deles,
- 43:28né? Exatamente, eles sabem, eles têm
- 43:30consciência de que os seus privilégios são fruto da
- 43:33exploração de outras pessoas, né?
- 43:36Meu amigo Fábio Sobral, muito obrigado pela sua participação.
- 43:39Boa semana e acho que a gente se vê, se vê essa semana ainda.
- 43:45Está bem, vai? Falar com você depois, tá bom?
- 43:48Um abraço. Obrigado, um.
- 43:49Abraço. Aà foi o filósofo, economista e
- 43:54professor da Universidade Federal do Ceará, Fábio Sobral,
- 43:56conversando com a gente aqui no programa rádio livre, no que
- 44:00pode ser a semana decisiva para a garantia de uma de uma
- 44:06Vitória, né? Dos trabalhadores pela redução
- 44:08da jornada semanal de trabalho. O programa de hoje teve operação
- 44:12de áudio. De Assis Lima, apoio técnico de
- 44:15Almeida morta e nós chegamos ao final.
- 44:18Amanhã nós voltaremos às 7:30 ao vivo da universitária FM.
- 44:25A universitária FM apresentou rádio livre.
- 44:29Rádio livre rádio livre.