Latest / Café com Dungeon / Posturas no RPG #0108
Transcript
- 0:00Obviamente, eu adoro falar sobre RPGE, sobre os jogos que eu
- 0:04jogo. Eu sempre fui de ler manual dos
- 0:08jogos que eu jogava, por exemplo, War, Scotland yard, até
- 0:12civilization, por exemplo. Eu li o manual do civilization
- 0:142. Eu gostava quando o jogo
- 0:16inclusive tinha um manual robusto que eu dava uma olhada
- 0:19ali, me inteirava. Às vezes eu IA jogando, depois
- 0:21voltava pro manual pra ver como funcionava aquele jogo, né?
- 0:26E aquilo era tão bom pra mim. Eventualmente eu me divertia
- 0:31tanto com aquilo que no civilization é dali para frente,
- 0:35civilization 2, civilization um, até o 3, eu acho.
- 0:39Eu tinha uma tendência sempre de ir ir aumentando os níveis e
- 0:43chegar até um nível godmod lá um nível mais alto que tinha e
- 0:49entender que aquele jogo melhorava com a experiência.
- 0:51Quanto mais alto é, quanto mais alta a dificuldade, porque ele
- 0:56exigia mais de você e exigia que você conhecesse as minúcias do
- 0:59jogo. Quando eu comecei a jogar Magic,
- 1:01The Gathering também eu não fazia ideia daquilo como
- 1:04funcionava e tal, mas li o manual, entendi melhor.
- 1:07Depois até comprei um livro que dizia é, é coisas específicas
- 1:13sobre Magic, como por exemplo, técnicas de construção de de, de
- 1:16deck e tudo mais da própria Wizard of The Course.
- 1:19E aquele manual foi muito legal porque eu passei a mergulhar
- 1:22muito mais profundamente. No Magic The Gathering, fazer
- 1:26deckt muito mais maneiros assim, a minha galera toda pegou aquele
- 1:29livro, leu EE de forma geral, a galera também aprofundou
- 1:32bastante o jogo, que ficou muito mais interessante com aquilo.
- 1:36No RPG, sempre me encantou conversar a respeito das regras
- 1:41e de como a gente usa essas regras.
- 1:43Sempre me encantou também no RPG.
- 1:45Como tem espaço para brincar com essas regras que elas não são
- 1:48tão tão engessadas assim, né? E.
- 1:51Como diferentes mestres, inclusive, mexem com isso aqui
- 1:55no café, várias vezes desde a primeira temporada eu venho
- 1:58propondo a ideia do artesanato que reside dentro da RPG, né?
- 2:02ORPG artesanal? Isso é uma ideia que felizmente
- 2:05vem ganhando bastante vulto na comunidade, as pessoas encarando
- 2:08essa natureza artesanal do RPG. Eu acho isso muito gostoso, né?
- 2:12É, isso não floresce só aqui. Isso floresce lá fora também,
- 2:17né? Como, por exemplo, você vai ver
- 2:19dicas de RPGA gente, tem aqui na dragão Brasil.
- 2:22É o um grande, um grande centro aqui de criação de dicas, né?
- 2:26Eu tenho um livro da dragão Brasil lá dos anos 90, que era
- 2:30uma compilação de dicas. Do pessoal do da dragão Brasil
- 2:34lá fora também, né? A gente pegar dragão Magazine, a
- 2:38dângion, a gente vai ver coluna é colunas falando de práticas de
- 2:42jogo, sugerindo coisas, sugerindo regras da casa, mas.
- 2:48É nas sessões de troca de mensagens e correspondência, a
- 2:51gente via as pessoas trocando muita ideia sobre isso.
- 2:54E se você for ler o elogio shift, do John Peterson, você vê
- 2:57que ele faz uma pesquisa sobre os primórdios do hobby.
- 2:59E o hobby meio que nasceu de 2 comunidades que faziam isso o
- 3:03tempo todo, trocavam muita ideia de como jogar aquelas coisas lá
- 3:08e de propondo e propondo novos jogos, né?
- 3:10Em cima daquilo. É quando eu cheguei também No No
- 3:15meio do RPG da internet. Eu entrei logo num fórum de
- 3:20discussão chamado trailers RPG do do do do pessoal lá do Rio.
- 3:26Na verdade era do do Brasil inteiro, mas eu acho que Oo, os
- 3:29donos eram ali do Rio, né? Tinha o Marcelo, tinha uma
- 3:31galera lá do Rio. Lembro que eu tentava discutir
- 3:34sobre RPG, mas eu era é, eu era meio troll também e tinha umas
- 3:37discussões lá que eu resolvia. Trollar, acabei expulso da trail
- 3:41e foi legal que no encontro Internacional de RPG até pude me
- 3:45reunir. 111 galera que era toda expulsa da trailes, né?
- 3:50A gente fazia uma comunidade de expulsos da trailes, era
- 3:53divertido. Também participei de um de um
- 3:56fórum de discussão, por exemplo, de é sediado lá em Berkeley, né?
- 4:00Na universidade de Berkeley, que era 11 fórum é online, né?
- 4:05Uma lista de e-mail só de as mágica que tinha muita discussão
- 4:08interessante que a galera tinha ali.
- 4:09Era muito legal ver aquilo acontecendo.
- 4:12Quando eu descobri o sr. E No No na internet, no Brasil,
- 4:16eu descobri logo pontos de experiência, que é o blog do
- 4:18Diogo e a comunidade é é OSR em torno disso, com muitos debates
- 4:22e tudo mais. E sempre foi muito legal.
- 4:24É. E também muito, às vezes também
- 4:27muito, muito desgastante, né? Porque tinha muito, muito, muita
- 4:31discussão acalorada no pior sentido da palavra.
- 4:35É, mas sempre foi muito produtivo de uma forma ou de
- 4:39outra poder. É conversar sobre o discurso
- 4:42sobre OSR nesses espaços, né? É.
- 4:45E também acessar o Google plus na gringa e o blog row todo, né?
- 4:49Todos os blogs gringos tradicionais de OSR que sempre
- 4:52trouxeram muitas discussões interessantes.
- 4:55Um tempo eu vim também produzindo as minhas, né?
- 4:57E pude coletar tudo No No no primeiro volume aí do caminho do
- 5:01mestre cafeinado que a New Order lançou uns 100 dicas minhas aí
- 5:05de RPG, mas no fim, todos esses blogs da usr, o Google plus e os
- 5:11fóruns e tudo mais, a gente vê que as pessoas produzem, né?
- 5:15Em cima desse artesanato do RPG. 1 t ou várias toneladas de dicas
- 5:21de RPG que na verdade são dicas soltas.
- 5:23São insights muito soltos que, na melhor das hipóteses, passam
- 5:27por uma curadoria pessoal, né? Do que aquela pessoa acha mais
- 5:31apropriada dividir. A gente acaba então ficando ali
- 5:35dentro de uma coerência proposta pelo autor, né?
- 5:38Ou por quem coletou aquelas dicas e que pode ser 11
- 5:42coerência, pode ter uma coerência interessante ou pode
- 5:45não ter coerência nenhuma. Pode ser uma coisa até meio
- 5:48tendenciosa para um lado ruim, que você não concorde, que você
- 5:51acha ruim ali de seguir e que de repente pode te levar até para
- 5:56furadas, né? Quem nunca viu dicas ruins de
- 5:59RPG sendo propagadas na internet, no TikTok, no
- 6:01Instagram, tem uns Montes, né? Coisas que você chega até a se
- 6:06coçar para comentar, mas você fala, Ah, quer saber?
- 6:08Nem vou comentar, não, deixa para lá, mas o fato.
- 6:12É que eu eu, com o tempo, vim aceitando.
- 6:15Que dica de RPG? É uma questão de provocação.
- 6:18Mesmo que você não concorde com aquela dica, pelo menos ela,
- 6:21provavelmente, se ela for boa, ela vai te fazer pensar sobre
- 6:24aquele assunto. Você vai chegar a sua própria
- 6:27proposta de jogo, a sua própria solução para aquilo é e
- 6:31aprofundar um pouco mais seu pensamento sobre aquele assunto.
- 6:34E muitas dicas vão fazer sentido sozinhas, mas não vão fazer
- 6:38sentido em conjunto com outras dicas.
- 6:40Outras vão funcionar melhor em uníssono ali quando elas são
- 6:43combinadas, né? Você vai ter algumas sinergias.
- 6:47Mas a gente tem de fato muitas dicas boas que são
- 6:51contraditórias entre si. Por exemplo, a gente pode dizer
- 6:56que uma dica boa é descreva o mínimo como mestre, pra criar
- 7:01espaços de investigação ativa. Por parte dos jogadores.
- 7:05Aí você pode falar, Ah, vocês estão chegando numa Vila
- 7:08medieval imensa, desordenada, apinhada de gente estranha.
- 7:13E você pode também seguir aquele conselho do show do hotel ou de
- 7:18mostre em vez de contar, né, que você trabalha?
- 7:21Já a ficção, com um certo tratamento narrativo, a bota de
- 7:25cael afunda não em lama, mas em uma sopa nojenta de Terra palha.
- 7:32E dejetos não identificados, o cheiro sobe azedo.
- 7:36Doce, o cheiro de coisas morrendo lentamente.
- 7:41Prédios de madeira torta se escoram uns dos outros, como
- 7:45bêbados cansados bloqueando o Sol, e eles vomitam um fluxo
- 7:49constante de corpos na viela, um mar de gente, suor, couro,
- 7:56rançoso. Hálito de cerveja barata, kael
- 8:00se move um ombro de cada vez, uma mão com unhas pretas roça a
- 8:06bolsa de cael, a mão dele cai pro cabo da daga, pro instinto e
- 8:13a mão na bolsa desaparece. O ar vibra não com música, com o
- 8:20som úmido de um açougueiro partindo ossos, o choro agudo.
- 8:25De um bebê vindo de algum lugar acima, o rosnado de 2 cães
- 8:29disputando um pedaço de lixo, uma mulher joga um balde de água
- 8:33suja de uma janela no segundo andar, cael se desvia por um
- 8:37cemitério, a água acerta um homem atrás dele.
- 8:41O homem não reage, apenas continua andando.
- 8:43Agora ensopado. A regra é número 1 do beco do
- 8:46fígado, nunca olhe para cima de uma viela escura, um grito
- 8:51curto, um som de algo caindo. Ninguém para ninguém.
- 8:56Olha, tem gente que vai achar essa dica muito boa.
- 9:00Show do hotel eu acabei de de descrever aqui, em alguns
- 9:05minutos, aquilo que na outra dica, que também é boa sobre
- 9:09descrever o mínimo, eu resolvi em alguns segundos uma Vila
- 9:12medieval imensa, desordenada, a pinhada de gente meio estranha,
- 9:17muitas vezes também a gente vai ter dicas mais rasas, meio
- 9:20bobas, mas que. Acessam um lugar comum na
- 9:25comunidade e acabam engessando o pensamento.
- 9:28Por exemplo, a regra do legal, né?
- 9:30Ele é uma regra que num na primeira olhada, ela parece
- 9:33muito interessante. Ela garante uma experiência de
- 9:35mesa imediata, mas se a gente parar pra olhar ela por uma, por
- 9:40um viés mais profundo, se a gente analisar a questão de
- 9:42agência, se a gente analisar a questão de divisão de papéis,
- 9:47dificilmente ela se sustenta muito tempo, porque ela começa a
- 9:49revelar problemas lúdicos, profundos, que eu até abordei
- 9:53aqui. Num episódio do café com dângelo
- 9:55recente, né? Mas é parece natural que
- 9:58aconteça esse tipo de coisa, porque a gente tem essa natureza
- 10:02artesanal do RPGE, de certa forma, de vários jogos, né?
- 10:06Por assim dizer, por essência, são.
- 10:09Artesanais, né? No fim das contas, esses jogos,
- 10:12eles são eles. Eles partem de uma proposta
- 10:14arbitrária, que a gente escolhe seguir ou não.
- 10:17E a gente pode é naturalmente cair numa de vamos seguir, mas
- 10:21nem tanto, nem tudo. Vamos mexer aqui, mexer acolá,
- 10:24vamos utilizar isso de outra forma e somente a média
- 10:27interpretação de um texto. Normativo, né?
- 10:30De um texto, é instrucional de como jogar um jogo só.
- 10:34O fato da gente ter que interpretar esse texto já leva a
- 10:37gente a jogar diferente de quem interpreta de outra forma, mesmo
- 10:40que leve. E por isso eu vim trabalhando
- 10:43aos poucos essa ideia do well fantasy, de trabalhar uma
- 10:46proposta de estilo muito a partir do que o fint, né?
- 10:49Fez com o click primer freuds. Com o game eu vim retrabalhando,
- 10:53né? Essa ideia de estilo, de
- 10:55entender como utilizar um jogo. Né?
- 10:57No caso do all fantasy, é em cima do d ID clássico mais mais
- 11:01focado no d ID basic e expert. E com all fantasy eu vim
- 11:07desenvolvendo uma ideia de como jogar um registro, de como jogar
- 11:10uma proposta de estilo. E essa proposta de estilo ela
- 11:14passa muito por entender princípios que nos que nos
- 11:18norteiam e sinalizam para gente quais decisões tomaram quando a
- 11:23gente tem algum impasse. E como trabalhar o jogo, né?
- 11:26De como a gente mestra ele, a gente olha pra esses princípios
- 11:30e segue, e também boas práticas que são, é decorrência disso.
- 11:34A gente olha, é o norte, a gente segue naquela direção e no
- 11:38frigir dos ovos, no jogo, rolando no game play, a gente a
- 11:42gente depara muitas vezes com muitas situações, a gente acaba
- 11:44resolvendo elas de forma semelhante, de acordo com esses
- 11:47princípios, então isso vai gerando boas práticas.
- 11:51Ou seja, a ideia de que se a gente fizer isso aqui, a gente
- 11:53tá é cumprindo, né? Esse registro, a gente tá
- 11:57seguindo esse registro de jogo da melhor forma, essa proposta
- 12:01lúdica. E nesse caso, né, é a gente, a
- 12:05gente tem aí uma maleabilidade interessante.
- 12:08Como eu falei, jogos tem uma natureza artesanal, RPG mais
- 12:12ainda, e no fingir dos ovos, né, no gameplay, né?
- 12:16Quando a gente tá jogando, às vezes a gente vai ter boas
- 12:19práticas que. Não são tão interessantes assim.
- 12:22Dependendo da situação, pode ver, ela pode seguir.
- 12:26Às vezes aquele aquele princípio que a gente tem, que a gente
- 12:29estabeleceu, aquele registro de jogo.
- 12:32Mas de repente, naquela situação específica, a gente olha e fala,
- 12:36bom, eu vou usar, usar isso aqui de outro jeito.
- 12:38Essa prática aqui eu vou fazer de outra forma, porque naquela
- 12:41determinada situação indicava que era melhor você fazer de
- 12:46outro jeito e você pode fazer de outro jeito, seguindo ainda
- 12:49assim. Os princípios do estilo mas é
- 12:53necessário ter um jogo de cintura para você entender essas
- 12:57boas práticas? Não somente de acordo com o
- 12:59princípio, entendendo que às vezes você vai ter 2 boas
- 13:04práticas ou até 2 dicas de RPG que podem seguir os mesmos
- 13:08princípios de jogo, mas que podem ser discrepantes entre si
- 13:13e funcionar em diferentes momentos dentro do teu jogo.
- 13:16Se você entender como organizar essas boas práticas ajuda muito
- 13:21e entender que você pode oscilar esses conjuntos de boas
- 13:24práticas, eu chamei isso dentro do how fent de posturas.
- 13:28Então, pra sintetizar, a gente pode dizer que o how fent
- 13:31trabalha com princípios gerais amplos e eles indicam boas
- 13:37práticas que se organizam em posturas diferentes e essas
- 13:42posturas oscilam. A gente vai ver hoje aqui no
- 13:46café com dângelo essa ideia de postura, desenvolver um pouco em
- 13:49cima disso e ver alguns exemplos práticos de como elas podem
- 13:54ajudar o teu jogo e como elas acontecem em all fantasy.
- 13:57Vamos embora? Graças a você conseguimos
- 14:02sobreviver. Mais uma, mais.
- 14:03Morra. Tome aqui seu pagamento.
- 14:05Mas isso aqui é café não, rapaz, é café com danjo.
- 14:14Bom dia amigos do café com danjo.
- 14:15Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 14:18favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 14:21Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café eu tô bebendo com uma
- 14:25postura relaxada aqui na cadeira, excelente, o jogadão
- 14:29mesmo, confortável como tem que ser, para pensar melhor e beber
- 14:33esse café que eu tô bebendo aqui hoje.
- 14:35Mas será que essa é a melhor postura sempre?
- 14:38Às vezes é legal, tá? Sentado, retinho na cadeira
- 14:42certinho, principalmente para trabalhar, por exemplo.
- 14:44Mas mesmo então, objetivando meu bem-estar, eu sinto que em dado
- 14:51momento eu vou ter que mudar minha postura, isso é natural, o
- 14:54que não muda, o que não muda aqui é o café, eu tô bebendo
- 14:57café, ovelha negra, delicioso, e ele há sempre delicioso mesmo.
- 15:02Por quê? Porque ele é puro, não vem da
- 15:03indústria. A postura dele é sempre ótimo,
- 15:06então sugiro você entrar na internet, aí, ovelha, ponto
- 15:09café. E lá no site da ovelha negra e
- 15:13usar o cupom ccd tudo minúsculo que você consegue aí.
- 15:16Desconto para ouvinte se você quiser descontos para assinante,
- 15:20a gente tem descontos progressivos de acordo com seu
- 15:22nível de apoio ao café com dângel.
- 15:25Então vai lá em apoia.se barra café com dângel.
- 15:28Torne se um assinante ajuda a gente na nossa expansão do
- 15:31projeto, recebe conteúdo extra, participa de sorteios, recebe
- 15:34outros cupons. Então é só a Vitória gente e
- 15:36ainda troca ideia com a gente lá no Telegram.
- 15:39Inclusive eu queria agradecer aqui 2 novos assinantes.
- 15:44A gente tem aí o Caio, que eu não vou dizer o sobrenome porque
- 15:47o apoio dele é privado, e o João Antônio Fogaça, esse sim deixou
- 15:51o apoio público e queria agradecer vocês aí, a assinante
- 15:54do nível comunidade entrando aí para o nosso rolê, então.
- 15:58Colem aí no Telegram, vamos trocar ideia de RPG e qualquer
- 16:01coisa podem me achar aqui nos canais pessoais, tanto no
- 16:03Instagram quanto no aqui No No Telegram, né arroba rbalbi, pode
- 16:08me puxar que a gente troca uma ideia, beleza?
- 16:10Bom, vamos continuar para o nosso episódio de hoje, mas
- 16:14antes eu queria passar aqui na leitura da enquete.
- 16:17Sobre o que que foi o último episódio do café com dangeroel
- 16:19foi sobre o Wood of taknes, segundo a leticinius, né
- 16:23influencer? A gente trocou bastante ideia
- 16:24sobre o Wood of takners e foi muito legal.
- 16:26No fim, eu puxei o eu puxei AA le para trazer uma pergunta para
- 16:30vocês e ela perguntou, RPG mudou sua vida para melhor?
- 16:34E eu esperava que fosse unânime, 100%, mas não foi 90,5% das
- 16:39pessoas disseram que sim, e a RPG mudou a vida delas para
- 16:42melhor. E eu estou aqui muito curioso de
- 16:45como foi esse restante aí das 9,5% das pessoas que não, que
- 16:50não tiveram uma melhora de vida, aparentemente tiveram uma vida.
- 16:53Piorada aí pelo RPG ou de repente não mudou em nada, né?
- 16:57Vai saber, mas tô curioso, por que que vocês não sentiram que o
- 17:01RPG mudou a vida de vocês para melhor e continua engajados a
- 17:04ponto de ouvir o café com Daniel?
- 17:06Conta aí, é também aqui eu trouxe uma pergunta, né?
- 17:08É um espaço, na verdade, de comentários para vocês e o
- 17:11Mateus xamat do the 12 Quest aí, bem bem-vindo o Mateus aí mais
- 17:16uma vez fazendo comentários aqui, falou sobre o primeiro
- 17:19contato com o Adolf darkness e essa busca é de romance.
- 17:23A letty vai. É curtir o suplemento blood
- 17:25stand love para OV 5. Aí a recomendação se a gente
- 17:29ouvir é dá uma catada. Aí eu achei interessante, vou
- 17:33até ver qual é desse blood stand love.
- 17:35Valeu, Mateus, é o Ricardo Santos falou muito boa
- 17:38entrevista sobre a indicação no começo.
- 17:40RPG ainda é de nicho, mas ela está ficando menos nichada e
- 17:43ficando mais conhecida. Tipo zacaquês no começo do Bum
- 17:46dos filmes de super herói. É algo que não é para todos, mas
- 17:50as pessoas não acham mais uma coisa incomum ou estranha de ser
- 17:53consumida. É verdade, Ricardo.
- 17:55Você tem toda razão, cara. Inclusive, antigamente a gente
- 17:57tinha que se esconder, né? Para jogar RPG no colégio.
- 18:01Sei lá, nos meios sociais a gente não, não revelava muito e
- 18:04hoje em dia a gente bate no peito para falar sua rpgista,
- 18:07sim, ó, adoro um DED, adoro um Vampire, adoro, sei lá, qualquer
- 18:11coisa. Então a gente hoje em dia tem
- 18:14tem uma postura diferente, né? Eu acho que as pessoas também
- 18:16olham pra gente com mais curiosidade, é muito
- 18:19interessante, cara, valeu, é, vamos pro episódio,
- 18:31ei. Você já viu o YouTube do café
- 18:34com danjo? Cola lá que tem conteúdo, viu?
- 18:37Toda quinta às 20:00 a gente tem feito conversas com mestres de
- 18:41mesas abertas inspiradas ao will fantasy.
- 18:44Por exemplo. Tem o Cássio que foi falar sobre
- 18:47canção da manhã, que é um Rex krall inspirado em hot Spring
- 18:50Island. A gente teve um papo com a Ceci,
- 18:53com a campanha dela chamada aço, que é um cenário tropical
- 18:57anticolonial. A gente vai ter hoje o zanari.
- 19:01Do Marcos Gonçalves, e a gente vai trocar uma ideia sobre essa
- 19:04campanha em que o XP vem da libertação da escravidão.
- 19:08Olha que interessante a gente tem aí, né?
- 19:11É espaço, inclusive, pro pessoal obviamente, trazer sua campanha
- 19:16e divulgar suas mesas enquanto eu aqui do café colho o feedback
- 19:19deles e olhar as experiências a respeito do estilo all fantasy.
- 19:24Muito legal, né? Toda quinta às 20:00,
- 19:26quinzenalmente também é às terças.
- 19:29Às 20:00 a gente está aí com o retorno da ID cyclopídia
- 19:33quinzenal com a tropa clássica, trocando ideias sobre ID em seus
- 19:3750 anos de conteúdo e dando também uma passada pelas últimas
- 19:41notícias. Então, 100, biano, Brave sword,
- 19:44Luiz do jogo de 20. E eu trocando essa ideia aí,
- 19:47quinzenalmente, às terças, 20 horas, no YouTube do café com
- 19:51dângeno. É, então chega lá, assina, dá
- 19:53joinha nos vídeos que você vê, compartilha, troca essa ideia
- 19:56com a gente, que vai ser muito legal.
- 19:58É, fora isso, a gente tem eventuais game plays aí, até da
- 20:01da galera da comunidade aí, do RPG do Jô, é, e às vezes até com
- 20:05play, teste de jogos que logo mais vão estar no mercado.
- 20:08Então é isso aí, cola no YouTube do café com danjo, valeu?
- 20:12Te espero lá. Vamos começar então definição de
- 20:31postura. Não confundir postura com a
- 20:34ideia de extenso, que eu não conheço a tradição oficial, né?
- 20:38Da teoria GNS do Ron edores. Mas ele traz a ideia de extenso,
- 20:42que eu já trouxe aqui no café com dângeno também.
- 20:44Que naturalmente seria uma traduzida como postura, mas eu
- 20:48prefiro chamar de interface porque até porque é, eu acho
- 20:51mais adequado, né? Tecnicamente, mas também porque
- 20:53eu eu eu tomo pra mim postura dentro de Joel fantasy e eu não
- 20:57quero confundir, pelo menos aqui no meu cercado e posturas.
- 21:02Então vou definir aqui, tá? Posturas são coleções
- 21:06alternáveis de boas práticas, organizadas num eixo atitudinal
- 21:13produto. Do registro lúdico apontado
- 21:17pelos princípios do estilo, em contraste com as diversas
- 21:21condições e situações concretas do jogo.
- 21:24Então é isso, trocando em miúdos, né?
- 21:26Você tem dicas de RPG que você vai selecionar de acordo com a
- 21:32situação, sempre mirando. No No norte que o estilo de jogo
- 21:36traz para você, a ideia é que você possa ter acesso a coleções
- 21:40de boas práticas, né? Que sejam alternáveis de acordo
- 21:44com a situação, coroando ao mesmo tempo o estilo de jogo
- 21:47proposto e a natureza artesanal do RPG, né?
- 21:51Que acontece na mesa do jogo jogado, né?
- 21:54É, então essa é a definição de postura que eu vou trabalhar
- 21:57aqui com vocês, beleza? É, e aí pra pra gente entender
- 22:01um pouco melhor, eu vou trazer alguns exemplos, né?
- 22:04Vou começar com um exemplo específico de postura que a
- 22:06gente tem em howfantasy. Bom, dentro de howfantasy a
- 22:10gente tem a postura minimalista e a postura do ruído.
- 22:14São 2 posturas que se alternam, tá?
- 22:16E elas se conjugam, obviamente com outras posturas também, mas
- 22:19elas se alternam entre si. É o que que é a postura
- 22:24minimalista, o que que é a postura do ruído, a gente vai
- 22:27entender melhor, mas. Nem sempre a gente tem uma
- 22:30postura minimalista, quando sendo a postura de descrever as
- 22:34coisas como mestre, a postura mais adequada.
- 22:37Às vezes a gente quer descrever as coisas com ruído, com alguma
- 22:40coisa saindo do comum, com alguma coisa diferente.
- 22:43Quando, sei lá, o personagem está envenenado, ou ele fica
- 22:46doidão com com uma cerveja ou um psicotrópico, ou de repente ele
- 22:50tem o seu centro de interação, que é o seu personagem é afetado
- 22:54por alguma condição Sobrenatural, por exemplo, que
- 22:56bagunce seus sentidos? Nesse caso, a gente oscila entre
- 23:00uma postura minimalista, que é a postura padrão pro mestre de
- 23:03escrever em how fentise com a postura do ruído, né?
- 23:07É. E nesses 2 casos, a gente tem 2
- 23:09posturas que no fundo dialogam com o com os princípios de hoyle
- 23:17fantasy. O que que é a postura
- 23:19minimalista? Bom, a postura minimalista ela
- 23:23é, ela se relaciona, né? Ela se relaciona com os
- 23:26princípios Joel fantasy, ela é uma coleção de boas práticas
- 23:29relativas a descrição, como eu falei, a como O Mestre descreve,
- 23:33né? Essa é a postura padrão.
- 23:36De uma maneira geral, O Mestre vai estar na postura
- 23:39minimalista, descritiva, dentro do estilo high fantasy.
- 23:43É por quê? Porque ela dialoga com a agência
- 23:46do jogador. Que é o Pilar da Liberdade, né?
- 23:49Dentro da agência dos jogadores, a gente tem 3 pilares da anell
- 23:51fantasy. Um dos pilares é Liberdade.
- 23:53Jogador precisa ter Liberdade, né?
- 23:55De tomar decisões dentro do jogo, sem é dentro do espaço que
- 24:00que ele tem ali, pelas regras e ele precisa ter.
- 24:03Ele precisa ter Liberdade, inclusive.
- 24:06Para poder construir a ficção, né?
- 24:08Para poder reivindicar a ficção, que é um assunto que a gente já
- 24:11trabalhou bastante aqui no café com dângelo, né?
- 24:13Esse essa dialética criativa do RPG passa pelo jogador poder é
- 24:18descrever as coisas da realidade, principalmente em
- 24:20relação ao seu personagem, mas indiretamente também sobre o
- 24:23mundo e sobre os npcs. E se O Mestre se adianta e
- 24:26descreve absolutamente tudo, não sobra espaço para o jogador
- 24:30disputar e negociar a ficção. Também uma questão de agência do
- 24:35jogador. Agora, no caso do Pilar da
- 24:37informação, O Mestre de escrever prioritariamente o mundo e os
- 24:41npcs a partir da interface dos personagens dos jogadores.
- 24:46Nada além disso. Então, no all fantasy, você não
- 24:48vai descrever uma vista superior como se você tivesse vendo as
- 24:53coisas de cima como se fosse uma ave.
- 24:55Ou você não vai descrever por uma câmera que não tá situada
- 24:58nos olhos do personagem do de algum jogador, né?
- 25:01Você, de forma geral, você vai descrever.
- 25:03Pelos sentidos dos personagens do jogador.
- 25:06E esse é o centro de interface, né?
- 25:09Também é essa postura minimalista dialoga com o
- 25:13princípio do mestre que desafia no will fantasy, né?
- 25:17O desenho do papel do mestre é que O Mestre, ele é comprometido
- 25:19com o desafio, sua função é desafiar O Mestre, ele não
- 25:23controla o ritmo, ele não tem que ser justo, ele não tem que
- 25:27emocionar os jogadores, ele não tem que entreter ninguém com a
- 25:30sua discrição. O objetivo dele é.
- 25:32É descrever mirando, mirando o desafio, né?
- 25:36Mirando colocar o desafio na mesa.
- 25:39E também dialoga com o princípio geral do will fantasy, que é o
- 25:42desafio como agenda do jogo, né? Agenda lúdica do will fantasy é
- 25:47então é a descrição ela, ela, a construção narrativa, né?
- 25:52É, ela aparece como ferramenta para construção do desafio.
- 25:56O uso da da narrativa é isso, ela é ferramental para
- 26:00construção do desafio, no caso do mestre.
- 26:02Ou como um reflexo livre de como as pessoas colocam em
- 26:06perspectiva e enxergam os fatos jogados no jogo, como eles se
- 26:10desenrolaram. Mas o fato é aqui, o princípio é
- 26:13que O Mestre, ele não tá querendo construir uma narrativa
- 26:16como o objetivo do jogo, né? O objetivo lúdico que tem ali é
- 26:20o desafio. E ele usa, obviamente de
- 26:22momentos narrativos para isso. E quais são as boas práticas?
- 26:26Efetivamente que se que se anicham, né?
- 26:29Que se dentro dessa postura minimalista.
- 26:32É que a gente começa com a ideia de descrever o mínimo possível a
- 26:35partir dos sentidos dos personagens, dos jogadores.
- 26:38Isso aí é uma boa prática, outra boa prática.
- 26:42Você precisa descrever de maneira sintética o que ele
- 26:46experiencia do mundo ficcional. Então você não vai se estender,
- 26:51você não vai ficar trazendo floreios nem nada.
- 26:53Você vai descrever objetivamente ali, da forma mais clara
- 26:56possível, o que ele tá sentindo quando ele interage com a
- 27:00ficção? Outra boa prática, você precisa
- 27:03também descrever elementos que criem interface do personagem
- 27:07com o desafio para garantir a agência no seu Pilar da
- 27:11informação. Então, nesse caso, a gente vai
- 27:14especificamente dizer que você tem que antecipar os riscos e
- 27:17oportunidades, né? Quando você tiver mestrando e
- 27:19isso envolve você descrever algum elemento que gere uma
- 27:23conexão com a com o desafio. Nesse caso, o desafio se
- 27:27expressando em risco. Oportunidade é outra boa
- 27:30prática. Você pode adotar nesse é quando
- 27:33você estiver descrevendo algum framework, algum modelo de
- 27:36descrição, como a gente tem na internet aí vários, né?
- 27:39Tem a regra do 3, que eu conheci através do Diogo Nogueira, que é
- 27:42você descrever sempre 3 detalhes de uma coisa.
- 27:45E aí esse jogador é buscar. Entender mais sobre algum sobre
- 27:48algum desses detalhes. Você dá mais 3 detalhes, então
- 27:51você se limita a trazer 3 detalhes.
- 27:53Sempre pode ser apropriado, em dado momento, você se limitar a
- 27:57isso. Isso é uma, é uma técnica boa,
- 28:00então uma boa prática que a gente coloca dentro da postura
- 28:03minimalista do mestre. Outra.
- 28:05Possível é o framework landmark hidden secrets, né, que é o é,
- 28:10não sei como é que foi traduzido, mas é alguma coisa
- 28:12como paisagem escondido ou segredo, sei lá, alguma coisa
- 28:16assim, landmark é paisagem, né? Você vai descrever para o
- 28:19jogador o que ele vê de forma geral, quando ele dá uma
- 28:21primeira pincelada com o olho no ambiente.
- 28:24Hidden é o que está escondido e o jogador precisa agir para.
- 28:29Conhecer, né? E secrets é o que o jogador
- 28:31precisa fazer um teste ou precisa gastar um recurso para
- 28:34ele acessar, então isso aí também é um framework, né?
- 28:37Um modelo que você pode seguir para descrever as coisas.
- 28:40É um modelo bem funcional, mas ele não serve necessariamente
- 28:42para todas as para todas as interações de descrição que você
- 28:45for fazer. Eventualmente ele vai ser útil,
- 28:47eventualmente você vai buscar a regra do 3, né?
- 28:51Tem a técnica aqui do all fantasy, né, que é a pintura
- 28:54impressionista, que o COB trabalhou bastante, aí ele
- 28:57chamou de Aquarela, eu acho, mas a.
- 28:59É uma técnica de como se você estivesse pintando um quadro
- 29:01impressionista, né, que você primeiro dá borrões geral,
- 29:05gerais, né? Do que o jogador observa e
- 29:07conforme ele vai pedindo para você.
- 29:10Ah, fala mais sobre sobre essas Montanhas e tal, ele faz alguma
- 29:13pergunta sobre as Montanhas que você descreveu de forma geral,
- 29:16você vai dando mais pinceladas ali e vai trazendo mais detalhes
- 29:20dentro do que ele tá é perguntando sobre aquela porção
- 29:23específica do que você descreveu.
- 29:25Tem também a técnica do zoom narrativo, que é como se o
- 29:28jogador tivesse olhando como uma lupa, né?
- 29:30Então você dá detalhes específicos, né?
- 29:33Mais específicos sobre um elemento do jogo.
- 29:35Quando ele é resolve é investigar aquilo, né?
- 29:38Então você foca. Naquilo ali você passa AAAA
- 29:42trazer mais elementos visuais do que ele estaria vendo com esse
- 29:46foco que ele trouxe. Então, necessariamente você não
- 29:48necessariamente você vai trazer somente o que ele pergunta, mas
- 29:51você vai trazer Pra Ele o que é lógico de descrever uma vez que
- 29:55ele acessou aquele nível de detalhe, né?
- 29:57Que ele que ele demandou isso. Então você tem muitas técnicas
- 30:01possíveis aqui dentro, né? Muitos boas, várias boas
- 30:04práticas dentro dessa postura minimalista, mas nem sempre a
- 30:09postura minimalista. Você vai ser mais adequada.
- 30:11Como eu falei ali, às vezes seu personagem, ele vai estar
- 30:13afetado por um psicotrópico, por uma influência, sei lá,
- 30:17Sobrenatural, alguma coisa assim.
- 30:18E aí a gente adota a postura do ruído.
- 30:25Você já viu o blog do café com dânjon cola aqui que tem
- 30:28conteúdo, viu? A gente coloca lá no blog
- 30:31algumas traduções de artigos que a gente aborda aqui.
- 30:34Por exemplo, lá eu coloquei a tradução do discurso do Mats.
- 30:39Feito pelo Philip K. Dick, né?
- 30:41Também botei que a gente comentou aqui no episódio do
- 30:43café com dângel. Eu botei lá também a tradução do
- 30:46regras e lidem e os artigos que discutiram nessa linha aí um
- 30:50trabalho aí do providélo também, tradução aí do Dani, do Daniel
- 30:54Haidar, o artigo do montola, as regras invisíveis do role plain.
- 30:58Também coloquei o artigo do providello falando de
- 31:01inspirações para o península ancestral e minha ideia é sempre
- 31:05colocar. Mais conteúdo ali, conteúdo
- 31:08escrito, falando do material aqui do café com dângelo.
- 31:10Então cola lá, café com dangelo.wordpress.com,
- 31:14inclusive, aceito colaborações. Se você tem vontade de escrever
- 31:17para blog, a gente pode trocar uma ideia a respeito do conteúdo
- 31:20para se vincular lá. Beleza?
- 31:22Então cola aí no nosso wordpress.
- 31:33Bom, vamos lá para a postura do ruído.
- 31:36O estudo do ruído é sempre que a gente vai descrever alguma coisa
- 31:40e quem está experienciando isso é um personagem debilitado ou
- 31:45com os seus sentidos bagunçados por alguma coisa.
- 31:49Então a gente usa o ruído, né? É uma implicação clara de ruído.
- 31:53É quando alguém usa uma ilusão, né?
- 31:56Contra aquele personagem, aquilo ali faz com que a gente tem que
- 31:58descrever uma coisa que ele está vendo, mas que não existe, né?
- 32:03Isso acontece também quando ele está aí, sei lá, é.
- 32:06Com efeitos sobrenaturais ou efeitos psicotrópicos, como eu
- 32:09falei ali atrás. Então a gente descreve
- 32:11diferente. A gente, em alguns pontos, tem
- 32:13que abandonar a postura minimalista e adotar uma postura
- 32:17diferente, que a gente chama de postura do ruído, né?
- 32:20E que também seguem boas práticas, que se relacionam
- 32:23intimamente com os princípios joil fantasy e que nem sempre
- 32:26seguem a ideia de um minimalismo descritivo, né?
- 32:30Ela também se relaciona, por exemplo, com a agência do
- 32:33jogador. Só que, no caso, aqui ela se
- 32:35relaciona com o terceiro Pilar, que é o Pilar do impacto.
- 32:38Ora, se o jogador ele tomou alguma atitude que prejudicou o
- 32:42seu personagem em relação aos seus sentidos, é importante que
- 32:46a gente, como mestre, dê impacto a isso.
- 32:48Ou seja, que dê consequências. É proporcionais.
- 32:52A ação que ele tomou. Então vamos supor que o jogador
- 32:55falou, cara, eu vou. É me embebedar aqui para ficar
- 32:58bem, é socialmente aceito. Aqui tem 1111 lubrificação
- 33:03social. Aqui nesse evento que meu
- 33:05personagem já tá entrando porque ele quer descobrir segredos de
- 33:08uma personagem, ele vai dar bebida para essa personagem
- 33:10também. E aí deixar aqui o conforme o
- 33:14vinho entre a verdade e saia é nesse ponto, Oo mestre, ele pode
- 33:19começar a utilizar os ruídos, né?
- 33:21Desse, desse, dessa, desse pileque que o personagem está
- 33:26tomando, dando impacto à decisão do jogador.
- 33:29Então é a postura do ruído. Ela vem dialogando muito com
- 33:33esse Pilar do impacto da agência do jogador.
- 33:36É também tem a ver com O Mestre. Desafiante, né?
- 33:39Que O Mestre. É isso.
- 33:41Em seu desenho de uma pesa, ele busca sempre desafiar.
- 33:44Esse é o sentido da sua atuação. Então ele busca o tempo todo
- 33:47elementos da ficção onde ele pode, que ele pode usar para
- 33:51imprimir os riscos e consequências que levem aos
- 33:54jogadores, né? AA morderem o desafio, aceitar
- 33:58AA isca do desafio ou entrarem numa espiral de derrota de
- 34:02problemas de obstáculos, né? Aumentando a dificuldade de
- 34:05lidar com os riscos a frente. É então O Mestre nesse nesse
- 34:10recorte, né? Da ficção que desafia.
- 34:14Ele pode se utilizar inclusive dessas bebedeiras e desses
- 34:17problemas sensoriais que os jogadores estão dando motivo
- 34:21para para serem usados contra eles, né?
- 34:24É por último, o centro de interface, as condições do
- 34:27personagem. Influenciam, né?
- 34:29Devem influenciar em como é feita a interface do jogador com
- 34:32o mundo ficcional. Ou seja, se o jogador tem como
- 34:35centro de interface o seu personagem e o seu personagem
- 34:37está com os sentidos prejudicados, o jogador deve
- 34:40sentir o impacto disso no seu na jogabilidade dele, conforme ele
- 34:43investiga o mundo ficcional e tudo mais.
- 34:45Então O Mestre aproveita esse espaço e imprime descrições com
- 34:50ruídos. E quais são as boas práticas?
- 34:53Por exemplo, você escrever ruídos sensoriais para os
- 34:56jogadores de forma a amplificar o seu desafio, né?
- 35:00Então você vai utilizar esse ruído sensorial.
- 35:04Sempre tem dialogando com o desafio que você quer imprimir.
- 35:07Como isso pode realçar o desafio que você quer imprimir?
- 35:10Como isso pode? De alguma forma, é, enfim,
- 35:13trazer um pouco de confusão sobre a avaliação de risco e
- 35:16recompensa que o jogador faz. É de forma que ele tenha que
- 35:19investigar mais ou que ele tenha que de repente arriscar alguma
- 35:22coisa. Mas você aproveita esse espaço
- 35:24que o jogador te dá para é acentuar o desafio, outra coisa.
- 35:30Não abandone a postura minimalista por inteiro, né?
- 35:33Então vale a pena aqui você ser minimalista também é algo que
- 35:35você trazer os ruídos, em vez de você trazer vários ruídos ao
- 35:39mesmo tempo, né? É Na Na sua descrição, escolha
- 35:43um ruído. Por quê?
- 35:44Porque senão você acaba trazendo um ruído pra sua pra sua atuação
- 35:48como mestre, não necessariamente um ruído pra interface do
- 35:52jogador, entende? E pra você evitar esse ruído
- 35:55como mestre, o se minimalista vai te ajudar.
- 35:58Escolhe um ruído e trabalha em cima desse.
- 36:00Qual pode ser esse ruído? Eu vou dar alguns exemplos aqui.
- 36:03Hiperfoco visual, né? O jogador tá é tentando entender
- 36:07como são os ermos, mas o personagem dele tá com algum
- 36:10psicotrópico que deixa ele com um hiperfoco.
- 36:12Então o jogador pergunta, o que que eu vejo?
- 36:15Quando eu olho para frente, você fala, cara, você vê uma mosca
- 36:17pousando no seu braço e você vê AA coloração esverdeada dela.
- 36:23Esse tipo de coisa faz com que você bagunce um pouco a
- 36:26interface do jogador, afinal de contas, ele está perguntando
- 36:28para você do espaço amplo, mas como você decidiu que hiperfoco
- 36:32vai ser? O ruído que você traz é, muitas
- 36:34vezes, no meio da inscrição, você vai trazer detalhes não
- 36:36solicitados pelo jogador a respeito de uma coisa que é um
- 36:39foco do jogo. Você desajusta o zoom dele, mas
- 36:42fica nisso, não traz outros ruídos, né?
- 36:45Alucinações, por exemplo, né? Uma ilusão, por exemplo, pode
- 36:48ser considerado uma alucinação, por assim dizer.
- 36:51O jogador de repente está andando é pelo por um ambiente.
- 36:55Você descreve que tem ali uma silhueta, né?
- 36:59Uma silhueta. E ele perguntou, como é que essa
- 37:00siluta você vai, descreve. Parece 11 humanoide, mas de
- 37:03repente aquilo ali é só uma percepção dele, tá um lusco,
- 37:06fusco, a iluminação não tá muito boa, é só sei lá, alguém que
- 37:09jogou uma capa em cima de um sei lá em cima de um, de um cabide e
- 37:13ficou parecendo que era alguém, mas não é.
- 37:15Né? Ou de repente, até menos do que
- 37:17isso, é simplesmente uma ilustração visual que ele está
- 37:19tendo e que de alguma forma, ele vai ter que desbaratar ele, ou
- 37:22ou se ele quiser conviver com isso, ele conviva.
- 37:25Se ele quiser desfazer essa impressão, esse esse ruído, ele
- 37:28vai ter que agir e desfazer aquele ruído, ir até lá, mexer
- 37:31naquilo, etcetera. É, você pode também brincar com
- 37:36pensamentos intrusivos na descrição, né?
- 37:38Do do que você vai fazer. Então vamos supor que o jogador
- 37:41ele fica, é. Muito, muito ruído na cabeça.
- 37:44É muita coisa, estou falando. Então ele pergunta pra você
- 37:46alguma coisa e você traz impressões gerais, né?
- 37:49Você fala, cara, tem um sujeito muito estranho ali e parece até
- 37:53que ele que ele ele acabou de cometer um crime, sei lá, esse,
- 37:56esse acabou de cometer um crime. É uma coisa que normalmente você
- 38:00não escreveria, mas que agora você por esse ruído, você pode
- 38:03começar a encher sua descrição com alguns detalhes em relação a
- 38:06isso pra dar uma confundida no jogador e afinal de contas, ele
- 38:09fala, cara, mas você falou que ele.
- 38:11Parecia que tinha acabado de cometer um crime.
- 38:13Você fala não, cara, sua impressão sua, né?
- 38:15Você tava bêbado? Esse tipo de coisa.
- 38:17Você pode começar a brincar nessa postura, lembrando que
- 38:20isso é um impacto relativo AA uma condição do personagem do
- 38:25jogador, né? Outra coisa é trazer sentidos ao
- 38:28jogo que confundam a descrição geral.
- 38:31Então, por exemplo, você de repente para de descrever o
- 38:34verde como verde, você começar a descrever sempre o verde como
- 38:38roxo. E de repente, o jogador começa a
- 38:42olhar para uma floresta e você descreve essa floresta como com
- 38:45a copa das, com as folhas e a copa toda roxa e tudo mais
- 38:50jogador, obviamente ele ele vai entender que aquilo ali é uma
- 38:53coisa diferente, que aquilo ali não é o normal, né?
- 38:55E pode ser que isso traga, traga algum ruído interessante para o
- 38:58jogo. É oportunidade de comer tempo do
- 39:02do jogador, né? Meio que levando ele a
- 39:05desempenhar ações ou gastar recursos para poder entender
- 39:08melhor. O ambiente normalmente dialogam
- 39:11com isso. Então essas são algumas boas
- 39:13práticas que a gente tem dentro dessa postura do ruído.
- 39:17Então vou trazer alguns exemplos aqui pra gente analisar o mesmo
- 39:19exemplo, mais ou menos em 2 posturas diferentes, né?
- 39:23É utilizando a postura minimalista.
- 39:26Vocês entram pela floresta, a luminosidade cai bastante, o
- 39:30solo é acidentadíssimo, a cobertura vegetal diminui o
- 39:34alcance da sua visão. Aqui eu estou sendo minimalista.
- 39:38Eu estou trazendo efeitos práticos da navegação e
- 39:41visibilidade. Inclusive eu usei aqui a regra
- 39:44de 3. Eu trouxe 3 detalhes, né?
- 39:47Eu te falei da floresta e trouxe detalhes, 3 detalhes dela,
- 39:50luminosidade que cai bastante, o solo é acidentadíssimo e a
- 39:53cobertura vegetal diminui o alcance da minha visão.
- 39:56Inclusive eu fiz esse desenho, escolhi esses 3 detalhes porque
- 39:59são 3 detalhes que trazem efeitos práticos para navegação
- 40:04e na e a visibilidade do grupo nesse nesse espaço da floresta.
- 40:09Agora vamos dizer que os os personagens dos jogadores estão
- 40:12sob efeito psicotrópico de cogumelos.
- 40:15E aí o adoto é uma postura do ruído.
- 40:18Vocês entram pela floresta, a luminosidade cai e o solo é
- 40:22muito acidentado. A cobertura vegetal diminui o
- 40:25alcance da visão. Mas vocês sentem que tem alguma
- 40:30coisa observando você? Na verdade, vocês se sentem
- 40:33observados o tempo todo, conforme vocês negociam.
- 40:36Com raízes protuberantes e desníveis bruscos no caminho.
- 40:40No caso aqui eu trouxe essa questão deles se sentirem que
- 40:43estão sendo vigiados, mas isso é loucura, né?
- 40:46Isso é só 111 sentimento que eu tô trazendo, eu vou trazer isso
- 40:49ao longo da descrição, né? Do do do tráfico deles na
- 40:52floresta e isso eu tô recortando por conta do desafio.
- 40:56Eu tô mirando, né? É No No grupo para ver se o de
- 41:01repente o grupo é muda de rota. Ou se o grupo de repente toma,
- 41:06tem que tomar alguma providência, né, pra verificar
- 41:09se tem alguém observando ou não. De fato, isso pode é atrasar a
- 41:13viagem, pode lerdar ainda mais o ritmo deles, etc.
- 41:17É outra possibilidade de ruído, né?
- 41:19Vamos dizer que o grupo está sob efeito de veneno, então estão
- 41:21sentindo a vida deles esvaindo aos poucos, a vitalidade deles
- 41:24saindo, isso altera os sentidos também.
- 41:26Então eu trago, vocês entram pela floresta, a luminosidade
- 41:30cai e o solo é muito acidentado. A vegetação sufoca, tira o seu
- 41:36espaço. Parece não haver caminhos a
- 41:39seguir a frente. O que que vocês vão fazer caso
- 41:43vocês queiram prosseguir? Floresta dentro.
- 41:47Agora o grupo vai ter que encontrar um meio de se
- 41:49locomover, né, com seus sentidos prejudicados.
- 41:52Eles não estão vendo possibilidades, se eles
- 41:54quiserem, eles vão ter que se embrenhar nessa marca e
- 41:56descrever para você o que que eles estão fazendo em relação a
- 41:58isso. Por quê?
- 41:58Porque a visibilidade está muito baixa, eles não estão
- 42:00conseguindo conquatenar as ideias, então eu estou dando
- 42:03menos é eu estou dando menos detalhes aqui em relação ao
- 42:07caminho, eu estou tirando um pouco essa informação.
- 42:10Não estou dizendo que eles estão negociando e avançando floresta
- 42:12dentro. Eu tiro isso e pergunto como
- 42:14eles vão fazer isso com esse cenário em que eles não veem
- 42:17caminhos à frente, que eles vão ter que desbravar um caminho?
- 42:19Não sei, mas isso talvez. Dialogue, um dialogue bem com
- 42:24esse efeito do veneno por cima deles, uma falta de vitalidade,
- 42:27alguma coisa assim. Então você vai imprimindo isso
- 42:30em cima do grupo E aproveitando para desenhar o seu desafio
- 42:32também. Então, o grupo, ele vai ter que
- 42:35encontrar um meio de se locomover com sentidos
- 42:37prejudicados. Isso aumenta a carga de
- 42:39informações com que eles tem que lidar, né?
- 42:42É, não precisa ser um risco acentuadíssimo aqui é só um
- 42:45elemento a mais que você traz com complicador.
- 42:48Né? Porque aí o jogo para eles vai
- 42:51ficando cada vez mais complexo, progressivamente, e isso leva a
- 42:54ser espiral da derrota, né? É, e fazendo um paralelo aqui, é
- 42:59como se a gente fizesse um exercício lógico, né?
- 43:02Imagina que eu falo assim, vamos lá.
- 43:03A brincadeira é a seguinte, você tem que contar de 1 a 10000, tá?
- 43:08Aí você começa 12345, aí eu falo, tá bom, mas agora você vai
- 43:14pular qualquer número que tenha o dígito 7.
- 43:18Aí você vai lá, 12, 34, 5689-1011 2.
- 43:24Aí você vai, né? É lá para as tantas.
- 43:26Eu falo, beleza, agora, além disso, você vai é é gritar
- 43:31também quando você falar dos múltiplos de 6.
- 43:33Então você vai lá é 15 1618 e aí vai continua 1920.
- 43:47Agora, além disso tudo, você vai ter que falar com voz de pato os
- 43:52números cuja soma dos dígitos sejam 10.
- 43:55E aí vai, cara, quando você vai fazendo isso, você vai trazendo
- 43:58várias regras. Isso vai aumentando a
- 44:00complexidade. Se você pensar que o desafio vai
- 44:02sendo construído assim, o ruído não precisa ser numeroso.
- 44:06Você não precisa imprimir e morder tanto no momento do
- 44:09ruído. Mas é mais uma coisa que vai se
- 44:11somar a dificuldade do grupo quando ele está interagindo na
- 44:14ficção e interagindo com os riscos do.
- 44:17O desafio que você está propondo, né?
- 44:18Então é mais um elemento que vai transformar o jogo numa, numa
- 44:22armadilha maior, numa coisa assim, isso é muito
- 44:24interessante. Isso torna o jogo é mais o
- 44:27contexto mais rico para o desafio, né?
- 44:30É bom, é isso aí. Uma coisa de nota aqui é que
- 44:35muitas vezes a prática que você vai ter no exemplo, no, no, na
- 44:38postura do ruído, ela é contraditória com o que você
- 44:43pensa de forma geral, na postura minimalista.
- 44:47Mas as 2 as 2 dialogam muito bem com os princípios do jogo.
- 44:51É então, de certa forma, você tá entendendo como seguir os
- 44:56princípios do jogo, mas como abraçar diferentes situações que
- 44:59o jogo apresenta, dada a sua natureza artesanal e dada a
- 45:03variedade imensa de ficções que a gente pode se deparar durante
- 45:07a jogatina. É, cara, foi a gente que
- 45:14resolveu isso aí, tô te falando, a gente saiu da frasqueta,
- 45:17certo? E aí o Rio da viúva, aquele Rio
- 45:21grandão, ele tava seco, só tinha lama e um fiozinho de água, céu
- 45:25tava esquisitaço aquela tempestade girando lá no alto,
- 45:30sugando tudo todo mundo achava que era o fim do mundo é árvore,
- 45:34passarinho, até a luz do Sol parecer ser puxado lá pra dentro
- 45:38tava escuro de dia, pra tu ter uma ideia, a gente decidiu subir
- 45:42o Rio. Direção daquela muralha que tem
- 45:44lá no final, afinal, já parecia que era o fim do mundo, então
- 45:48era melhor morrer se divertindo, não é verdade?
- 45:51A gente seguiu viagem, levamos dias, comida foi acabando, até
- 45:56que a gente deu de cara com essa Montanha, chamo de Montanha
- 45:59docarina e tinha uma caverna na base, caverna grandona Funda,
- 46:06soprando um vento muito forte lá para dentro.
- 46:08Tudo era puxado lá para dentro, o Rio seco estava indo para lá,
- 46:12os animais. Pra lá também, quase levou o
- 46:15bigode junto. E aí, sei lá porque, me veio na
- 46:19cabeça uma música, uma música que eu tinha escutado na
- 46:22frasquita uns dias antes. Comecei a cantar assim, meio que
- 46:26no extinto cara, de repente o vento parou, parou mesmo,
- 46:30silêncio, aquele silêncio que chega a ser pesado, sabe?
- 46:34Eu e meus amigos nos olhamos, a gente entrou, cara, entrou pra
- 46:38resolver isso de vez. E o que tinha lá dentro?
- 46:41Eu só te conto se tu vier mais uma caneca pra cá e traz com
- 46:44espuma, Hein? Esse tantos outros são rumores
- 46:53vindos do jogo do mundo aberto de beergoten.
- 46:57Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar
- 47:01inteiramente de graça no nosso grupo.
- 47:03Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue beergoten com a
- 47:08gente. Vamos explorar, ó
- 47:31é o síntese traz uma proposta específica de estilo para a
- 47:35gente jogar DED ou desculpa. Ela é arbitrária.
- 47:39Mas a gente tenta colocar essa proposta de estilo de maneira
- 47:42objetiva. Pelo menos é é numa numa
- 47:45colocação do que você deve seguir como registro de jogo,
- 47:49né? Como?
- 47:50Com os princípios próprios, com ideias próprias e posturas que
- 47:55fazem sentido, né? Entre si.
- 47:57E eu posso garantir que para ODED clássico tem funcionado
- 48:00muito bem. Algumas posturas que a gente
- 48:03entendeu ao longo desse experimento.
- 48:06É, a gente já tem desenhadas, né?
- 48:08A primeira seria a postura de estabelecer versus a postura de
- 48:13reagir. A gente oscila bastante nesse
- 48:15eixo, né? Então a gente tem ali é um
- 48:19estudo de posturas relativas ao uso ferramental da narrativa.
- 48:23Quando você estabelece, é quando você está fazendo 11 descrição
- 48:26geral do ambiente pela primeira vez.
- 48:28Depois que você fez isso, você vai para a postura de reagir em
- 48:31que você responde. De forma mais objetiva ainda, de
- 48:35forma mais curta, o que os jogadores perguntam.
- 48:38Então a gente tem uma oscilação entre essas 2 posturas o tempo
- 48:41todo. Outra lente que a gente pode
- 48:44utilizar é a postura relativa ao desafio que é esse do desafiante
- 48:49versus a postura do provocador. Quando O Mestre tem o desafio
- 48:53anotado, construído. E ele já está sentindo esse
- 48:55desafio tracionado, né? De alguma forma, ele.
- 49:00Ele passa a ser o desafiante, ele passa a controlar mais o
- 49:03jogo, ele passa a utilizar muito mais Império, né?
- 49:06Sobre é sobre OOO ambiente e sobre os npcs que que são
- 49:11descrições de sua autoria. Mas onde a lacuna onde ele não
- 49:16tem um desafio pronto ou principalmente, onde o desafio
- 49:19não está tracionado, né? Onde não está claro o desafio
- 49:22que ele está imprimindo, ali ele alterna com a postura do
- 49:25provocador. Né?
- 49:27E aí, nesse caso, ele passa a fazer perguntas, ele passa a
- 49:30instigar o grupo, ele passa a provocar o grupo para que o
- 49:34grupo traga elementos para ficção de acordo com o que eles
- 49:36buscam, mas que você possa também usar um recorte de
- 49:39desafio de forma a enriquecer a ficção o mais rápido possível ou
- 49:43pelo menos da forma mais eficiente possível, para que
- 49:45você tenha um contexto rico e possa desafiar os jogadores a
- 49:48contentam dentro do que a gente enxerga como bom desafio No No
- 49:53all fantasy, né? Que parte de um contexto rico
- 49:55que respeite verossimilhança. Que respeite a agência do
- 49:58jogador em todos os seus desdobramentos.
- 49:59Aqui nos 3 pilares que a gente estuda é, então a gente tem aqui
- 50:05é 2, é 4 posturas já, né? 2 é é que se oscilam 2 a 2.
- 50:11A gente tem uma terceira lente aqui que tá bem estabelecida.
- 50:14Noel fantasy, que é a postura do minimalismo contra a postura do
- 50:17ruído que a gente que eu acabei de descrever.
- 50:20Você pode? Sempre organizar as suas dicas
- 50:23de RPG, boas práticas e tudo mais de acordo com o teu jogo,
- 50:27de acordo com a tua mesa, de acordo com o que você enxerga
- 50:29melhor pro jogo que você está jogando ou até com a sua
- 50:32campanha ali, com as regras de campanha e tudo mais.
- 50:34Isso passa por uma ceara de estilo pessoal, né?
- 50:37Você fazer a curadoria pessoal desses, desses, dessas boas
- 50:41práticas e dessas dicas de RPG é, você também pode.
- 50:46Organizar isso tudo arbitrariamente, né, dentro de
- 50:49uma proposta tua e tentar apresentar isso de uma maneira
- 50:52minimamente objetiva, porque para que as pessoas entendam a
- 50:55sua visão, né, de de maneira utilitária, que você dizendo é e
- 50:59compartilhando. Um estilo de jogo nesse caso,
- 51:02você está propondo um estilo de jogo que outras pessoas vão
- 51:05seguir também. E nesse caso, vale a pena você
- 51:07ter mais claro, né? Tipo, o que que é um princípio,
- 51:10o que que é uma boa prática, o que que é uma, o que que é uma
- 51:13postura, né? Isso de certa forma ajuda você a
- 51:15organizar o gameplay para você passar para frente, para você
- 51:18explicar ele, para você dar feedback a respeito, para que as
- 51:21pessoas possam ter uma constante melhoria em torno de um estilo
- 51:25de jogo comum. A elas que elas experimentem em
- 51:27conjunto, né? É não somente dentro de um
- 51:31grupo, mas ao passo de vários grupos diferentes, de outros
- 51:34mestres e etcetera. É, você pode até tentar
- 51:38organizar o seu game design em torno disso também, entendendo
- 51:40que o jogo flutua, que a ficção costuma se tornar rico o
- 51:43suficiente para que Oo para que o não funcione numa ocasião, às
- 51:48vezes vai funcionar. E outra, mas ainda assim isso
- 51:51tudo pode seguir os princípios do teu jogo.
- 51:53Né? É mesmo que ambas sigam as
- 51:56mesmas ideias, você pode brincar e ter jogo de cintura, então AA
- 52:00ideia de postura, ela tenta trazer essa essa percepção de
- 52:04como organizar o teu jogo, né? Seja ali em relação a boas
- 52:08práticas, seja mecânicas, regras, tudo, você pode entender
- 52:12Oo lugar de cada coisa e entender como isso flutua no
- 52:15decorrer do game play. É isso, esse essa é a ideia de
- 52:19posturas e eu queria perguntar para você.
- 52:22Quais posturas você quer que eu aborde no próximo episódio, que
- 52:25eu tratar sobre isso? Você quer que eu aborde a
- 52:27postura de estabelecer contra a postura de reagir, né?
- 52:31Que são posturas relativas ao ao uso ferramental da narrativa?
- 52:36Vocês querem que eu aborde postura do desafiante versus
- 52:39postura do provocador, que é essa postura relativa ao
- 52:42desafio? Ou vocês querem que eu aborde a
- 52:44postura do minimalismo contra a postura do ruído com mais
- 52:47profundidade do que eu fiz aqui, né?
- 52:49Abordando essa postura relativo a descrição que O Mestre faz, e
- 52:54aí? Eu peço que você comente aí o
- 52:55que que você achou do uso dessas posturas e se você já organiza o
- 52:59teu game play de alguma maneira semelhante a essa, então comenta
- 53:02aí, participa e engaja aí No No nosso podcast, beleza?
- 53:07Então é isso, vou deixar os links aí que eu citei no
- 53:10episódio. Então deixar o episódio sobre
- 53:12minimalismo descritivo lá na primeira edição do café com
- 53:15dângelo, né? Na primeira temporada, deixar
- 53:17também lá da primeira temporada o conteúdo sobre setup e
- 53:20feedback, né, que é OOOA postura aí do.
- 53:24Do estabelecer contrapostor de reagir que eu citei tem a ver
- 53:28com isso. É também deixar alguns links aí
- 53:30pros frameworks de descrição que eu citei, né?
- 53:33A regra do 3, o landmark hidden secrets EE outras e por fim
- 53:40deixar o link aí dos nossos dos nossos anúncios.
- 53:43Então é deixei aí o chamado para você ir no nosso YouTube,
- 53:47inclusive vai lá e torna se um assinante caso você ainda não
- 53:50assine. É, vou deixar link também para o
- 53:52nosso wordpress, né? O nosso blog, o nosso wordpress,
- 53:56então segue lá que tem artigos, minha intenção é botar mais se
- 53:59você quiser colaborar, inclusive me avise também deixar o link aí
- 54:03para o nosso apoia se né para você se tornar um apoiador do
- 54:07café com d'anjo e também para você jogar birgotem com a gente,
- 54:10então siga esses links, beleza? É lembrando que se você quiser
- 54:14que a gente volte a ter 5 episódios semanais, é essencial
- 54:18que você apoia a gente. Beleza, a gente está numa
- 54:20expansão, a gente quer chegar em mais gente, a gente quer ter
- 54:22mais alcance e ter mais episódios.
- 54:24Ajuda muito nisso, né? Nesse caso aqui, o mais é mais
- 54:28mesmo, né? Por mais que você possa falar,
- 54:30Ah, mas eu nem consigo ouvir mais de um episódio por semana.
- 54:32Tudo tudo bem, mas certamente vai ter mais ocorrências de
- 54:35temas que você ama. Caso tenha mais episódios e fora
- 54:38isso, a gente ganha mais alcance a gente, a gente chega a mais
- 54:41pessoas, a gente fecha parcerias com mais facilidade, então é
- 54:44vital que se apoie no nosso projeto.
- 54:46Então chega lá e apoia ponto uc barra, café com dângio e você
- 54:50vai fazer a diferença. Real é, fora isso, você recebe
- 54:53conteúdo extra, participa de sorteios, é participa de um
- 54:56grupo de Telegram que tem discussão de RPG que é muito
- 54:59legal, uma comunidade muito legal.
- 55:01EE outras coisas aí que que que a gente tem preparado para você?
- 55:05Então cola aí, apoia ponto. AC barra, café com Dancing se
- 55:08você gostou especialmente do café com Dancing de hoje, você
- 55:11pode deixar para gente uma gorjeta.
- 55:12Manda o seu Pix em qualquer valor aí para
- 55:14cafecomdancing@gmail.com que a gente conta é com você.
- 55:18Você tem uma empresa, uma marca e de repente quer ter um dia na
- 55:21semana? Aqui no café com Dani você pode
- 55:24financiar um episódio semanal a mais aqui no podcast e fazer a
- 55:28Alegria da massa rpgista consulta a gente em café com
- 55:31Dani arroba gmailcom que a gente tem uma proposta especial para
- 55:35você. Consulte a gente também sobre
- 55:37parcerias e anúncios. Aí a gente trabalha não só com
- 55:39marcas de RPG, mas também de outros ramos como vestimento,
- 55:43café jogo, tecnologia, mídia, educação, cola com a gente se
- 55:49você é um produtor de conteúdo, game design independente,
- 55:51acadêmico ou fã. E quer participar do nosso
- 55:53projeto? Conta aí pra gente, como você
- 55:55pode colaborar, manda um e-mail pra gente aí, inclusive tô
- 55:58aceitando colaborações aí pro pro blog, né?
- 56:00Pro wordpress do café com dângion é, então é isso e queria
- 56:04agradecer aqui a galera que torna possível essa aventura dos
- 56:07nossos assinantes. Obrigado ao pessoal que apoia
- 56:10com o nível incentivo, incluindo aí o grande Rafael, 47, grande
- 56:16Rafa aí do epg next, muito obrigado pelo teu apoio.
- 56:20Mas é o pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o
- 56:22Wilde, brando Pereira dos Santos Júnior grande Hilda, o Renan
- 56:26griteli e o Márcio Loureiro Júnior.
- 56:29Um salvo especial para os assinantes do nível RPG do Jô,
- 56:32dentre eles o Glauber catarino rocha, o Diego cestito, o Lucas
- 56:35Ferreira cabreira, o Guilherme Fernandes Mendes e o Thiago da
- 56:39luz Gabriel. É um abraço aos assinantes do
- 56:42nível Oil fantasy. E eles são Abílio Júnior, Daniel
- 56:45Haidar, leogasparuto menini, Marcos Gonçalves e Vinícius
- 56:48Lourenço. E um abraço muito carinhoso ao
- 56:51nosso assinante café com balbi, o grande Thiago Augusto.
- 56:55Galera, é isso. Muito obrigado.
- 56:57Um abraço e até a próxima.