Latest / História pros brother / Alquimia
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- 0:00Agência de podcast.com.br. Conta essa história aí, brother.
- 0:06Alquimia. Vamos lá.
- 0:14A busca pela pedra filosofal, Alexandre.
- 0:18Opa! Harry Potter!
- 0:20Harry Potter. Estamos falando de...
- 0:25A pré-química. Estamos falando do que vai se
- 0:28tornar a química. Os alquimistas estão chegando.
- 0:32Que início de episódio. Vem tudo, né?
- 0:35Vem Harry Potter, vem química. Muito bom.
- 0:39O Maguinho Mongolão. Isso, exatamente.
- 0:42A gente, enquanto... Bruxinho, desculpa.
- 0:44Bruxinho Mongolão, muito bem. A gente vai falar um pouquinho
- 0:47hoje sobre essa área do conhecimento que é legal porque
- 0:52você acompanha a evolução dela. Tá ligado?
- 0:55A alquimia começou meio magia, tá ligado?
- 0:59Muito tipo os segredos da natureza, os segredos do
- 1:03universo. Aí depois foi passando o tempo e
- 1:05a galera foi vendo e tipo assim, ah não, pô, é só as coisas
- 1:07mesmo, como é que elas são. E aí os experimentos cada vez
- 1:10mais empíricos, os testes e foi...
- 1:13Chatos, né? Que isso, pô.
- 1:14Ah, velho, era legal antes. Mas antes não tinha porra
- 1:17nenhuma. Tá, mas antes era melhor.
- 1:20Mas o antes... A clínica antes era melhor.
- 1:22A clínica antes era melhor. Quando era alquimia, né?
- 1:26Aí que eu gostava. Cara, mas é que aí...
- 1:28Essas ruas... Põe o metal branco.
- 1:30Agora imagina aquela outra roupa com o capuz todo e fazendo...
- 1:37Eu acho muito mais legal, cara. É, só estética a porra do
- 1:39negócio. Não conseguia avançar em merda
- 1:41nenhuma. Cara, mas envolvia...
- 1:43Era mais carismática. Era uma arte que unia crianças
- 1:46em volta dos tubos químicos. sobre os ensaios.
- 1:49Tu acha que a química melhorou? Não, é hipócrita.
- 1:53A esse ponto. A ponto de falar que a química é
- 1:55melhor que a alquimia? É.
- 1:57Bem melhor. É patético.
- 2:00A alquimia é importante porque ela pavimentou o caminho para a
- 2:05química. Agora, a química...
- 2:07Química, quimia, né? É.
- 2:08Tá correto. Então, alquimia all, toda
- 2:11química. Alquimia.
- 2:12É a do árabe, porra. Não tem nada a ver com o inglês.
- 2:16Eu tô te falando, cara. A alquimia é tão foda...
- 2:19Toda química. Toda química tá dentro dela.
- 2:22Alquimia. Ok, ok.
- 2:24Muito bem, Alexandre. Mas, antes da gente começar,
- 2:27você sabe o que que... Na sua opinião, né?
- 2:28O que que você acha que era um alquimista?
- 2:32que está chegando, inclusive, Ricardo.
- 2:33Ah, eu acho que é um híbrido entre um médico, um curandeiro,
- 2:36um mágico, um bruxo, um porquê não líder, e um criador, um cara
- 2:42que fazia ouro com noz moscada e leite.
- 2:47Ele era esse cara. Era um ser místico, mas meio que
- 2:50respeitado, mas meio que mal visto, mal trapilho, mas ao
- 2:55mesmo tempo modelo, fashion, abassoado, sabe?
- 2:58É isso, exatamente isso. Tá, ok.
- 3:02Controla o cérebro aí, cara, senão você ia continuar.
- 3:05Eu tô tocando medicamento, sempre lembrando.
- 3:08Mas tem nada a ver, cara. O alquimista, só pra deixar
- 3:12claro, o alquimista é um cara que estuda, no começo, os
- 3:17metais. Sim.
- 3:19Ok? Sim, foi o que eu disse, vai,
- 3:21fala. Não, não, sim, metais, vai.
- 3:24Ele estuda os metais. Crisil, tá.
- 3:26Crisil. patético mesmo esse moleque, né?
- 3:33Crisio pequenininho lá no fundo. E aí, o Crisio, né?
- 3:37Os metais, né? Que ele estudava, ele...
- 3:41Porque, tipo assim, cara, há muito tempo a gente descobriu o
- 3:46bronze, tá ligado? Esse metal importante.
- 3:49E o bronze é uma liga metálica composta por cobre e estanho.
- 3:54E descobriu-se isso há muito tempo atrás.
- 3:57Aí, quando ela descobriu o cobre, provavelmente rolou uma,
- 4:00tipo assim, mano, você faz metal com outras coisas, você cria
- 4:03metais, tá ligado? Vai cruzando, né?
- 4:06Você vai cruzando, assim como na natureza, né?
- 4:09O macho e a fêmea, você vai cruzando metais e você vai
- 4:12desenvolvendo outros metais. O estanho macho, né?
- 4:14O estanho macho com a... É, a estanha.
- 4:16Uhum. E aí, o lance é que eles ficaram
- 4:19tão malucos com essa descoberta, que eles chegaram a uma
- 4:22conclusão um pouco, né? E aí é aquela parada da falta de
- 4:26pensamento científico, né? Que eu tô falando de algo muito
- 4:29antigo, né? Que eles falaram, todo metal, se
- 4:32ele for purificado da maneira certa, for misturado da maneira
- 4:35certa, ele consegue evoluir pro se aperfeiçoar, e a palavra era
- 4:39bem essa que eles usavam, até chegar no ouro, né?
- 4:43que era o mais aperfeiçoado que eles acreditavam que dava.
- 4:45Tá, e isso tu discorda. Tu acha que não tem nenhuma
- 4:48chance de transformar metal em ouro?
- 4:51Não. E se aperfeiçoar?
- 4:54Não, mas é, se tu for filtrando, limpando bem...
- 4:58Não, cara, é outra coisa. Ouro é outra...
- 5:01Sim, mas se limpar mais um pouquinho.
- 5:04Ninguém limpou depois que já tava limpo.
- 5:06Tu já usou SIF? É forte.
- 5:11Cara, o SIF, tira tudo, cara. O SIF é foda, é.
- 5:13Até pra limpar meus cadarços, o SIF é bom.
- 5:16SIF e Veja, mano. Veja também salva tudo.
- 5:18Lisoforme é uma grande pedida na minha casa.
- 5:21Muito bem. Alexandre, né?
- 5:23Não, na verdade... Tu acha que não dá pra fazer
- 5:26ouro? Não, cara.
- 5:27Fazer, não. O ouro é um recurso finito.
- 5:29Por quê? Porque ele é um recurso finito à
- 5:31natureza. Não achei legal essa resposta.
- 5:33Você achou mais resposta do que, Alexandre?
- 5:35Do que é feito o ouro? De moléculas de...
- 5:37De ouro. O ouro é feito de ouro.
- 5:41Então, é só fazer mais. Você não consegue fazer, é isso
- 5:46que eu tô querendo te dizer desde o começo.
- 5:48Você não consegue produzir uma fazenda de ouro.
- 5:51Eu vou te fazer uma pergunta, e aí tu me responde.
- 5:54E como é que foi feito o ouro, se não tem como fazer?
- 5:56Milhões e milhões de anos. Então só quer dizer que demora,
- 5:59otário. Não quer dizer que não tem como
- 6:02fazer, só porque tu quer fazer tudo apressado, na correria.
- 6:05Então você acha que os alquimistas, eles sabiam essa
- 6:10temporalidade aí de milhões e milhões de anos que se a
- 6:13natureza faz, a gente pode fazer.
- 6:16Tu já leu minha tatuagem aqui no braço, né?
- 6:19Não, menor ideia. Deixa eu lembrar só um
- 6:21pouquinho. Ricardo, será que isso foi
- 6:24verdade, tá, gente? Não foi...
- 6:26Não foi piada, não. O que que é?
- 6:28Um homem que... Um homem que acha que não pode
- 6:33ser feito não deve interromper o homem que está fazendo.
- 6:37Palavras fortes. De quem, cara?
- 6:39De quem é essa frase aí? Eu tô matando um mosquito.
- 6:42Vai, fala aí. Pablo Marçal.
- 6:44Parece que é. Mas é verdade, cara.
- 6:46Se tu acha que não dá pra fazer ouro, não mexe.
- 6:47Sabe o que eu tô fazendo? Dá pra fazer, só demora mais.
- 6:49Porque se for feito, tem como fazer.
- 6:51Então, até o fim da sua vida, você vai fazer ouro?
- 6:54Se eu quiser, muito. Colocar na minha cabeça.
- 6:58Seguir o triângulo da ordem e conduta.
- 7:02E força, que são os pilares da minha palestra.
- 7:05Se foi feito, tem como fazer, né?
- 7:08Tá bom. Sério, claro.
- 7:10Só não descobriram ainda como. Crenças limitantes.
- 7:15Limitadoras, na verdade. Mas tá, a princípio tu acha que
- 7:18não dá fazer, segue aí. Exatamente, né?
- 7:20A alquimia, ela não sabia dessa informação, ela acreditava que
- 7:24era possível qualquer metal se transformar e se aperfeiçoando,
- 7:27aperfeiçoando, até chegar e se transformar em ouro.
- 7:30Mas não é só isso que é alquimia, né?
- 7:32A alquimia, ela engloba outras coisas e ela foi se
- 7:35desenvolvendo também. Eu acho que é legal saber também
- 7:37que, tipo assim, o que a gente chama de alquimia não era
- 7:40chamado de alquimia, por exemplo, na Era do Bronze, na
- 7:43Idade do Bronze. Mas já eram os mesmos conceitos,
- 7:46né? A alquimia, a palavra é legal,
- 7:49assim, estudar o significado da palavra alquimia pra você
- 7:51entender o que que é. Vem de al...
- 7:55Que não é de all, de todos, né? Que você tá falando.
- 7:58É o prefixo árabe de o, no artigo definido.
- 8:02E da palavra egípcia, kem. Que significa...
- 8:05No Egito tem a terra negra, que é uma terra muito fértil e tal.
- 8:10É chamada de kem. E por ela ser muito fértil, né?
- 8:13Ela cria, ela dá vida às coisas. Então a alquimia é o estudo da
- 8:18transformação das coisas. Pô, que legal, hein?
- 8:21É. Alguns traduzem como a arte da
- 8:23transformação. Uh, rapaz!
- 8:27Eu acho importante se transformar, Vitinho.
- 8:29Você acha que é importante se transformar?
- 8:30É importante, importante. Você se transforma todo dia em
- 8:33um ser humano melhor, Alexandre? Fala, vai, fala, fala, fala.
- 8:37É o seu momento? Eu acho que é a minha missão,
- 8:39né, cara? Cada dia a gente dá um passinho.
- 8:41Um pouquinho. É, em direção a ele, né, o nosso
- 8:44criador, né? Olha, já veio o Jesus aí.
- 8:47Cada dia, cada dia. Perfeito.
- 8:49Mas eu acho mágico, a transformação é mágica, né,
- 8:51Vitinho? Legal, não, transformação...
- 8:52Tudo se transforma, né, Vitinho? É verdade, mas nada se cria.
- 8:55Aqueles caras que gostam de falar uns papo bosta pra
- 8:58caralho. Papo muito merda, né, cara?
- 9:01Toda noite, quando você bebe, chega nessa frase, né, cara?
- 9:03Alguém manda essa, tudo se transforma, mas nada se cria.
- 9:07Cara, esse vai ser um quadro do nosso novo podcast, o Papo
- 9:09Bosta, né? Pode ser o nome também, irmão de
- 9:13guerra. É, Papo Bosta.
- 9:14É, Papo Bosta. Que a gente vai falar coisas
- 9:18muito óbvias em si. Cara, eu meio que gosto do nome
- 9:21Papo Bosta. Mas tu gostar não significa que
- 9:25os outros também gostam. Olha!
- 9:27É o primeiro episódio do Papo Bosta.
- 9:31Cada um tem a sua perspectiva. Olha!
- 9:34Não existe certo ou errado. Cara, eu sou baita host do Papo
- 9:39Bosta. Que papo bosta mesmo É por isso
- 9:47que o nome tem que ser esse Que papo bosta E a gente tem que
- 9:50chamar convidados E quando eles estiverem falando alguma coisa
- 9:52da vida deles Que papo bosta Você tem que dar um gemido antes
- 9:58Que papo bosta Eu perdi meu pai com três anos Que papo bosta O
- 10:04Papo Bosta pode ser um podcast de entrevista, que a gente só
- 10:07convida as pessoas e só menospreza tudo que ela fala.
- 10:10Ah, que saco! Meu pai, meu pai morreu, meu pai
- 10:14toda hora. Ah, meu pai, só você tem pai.
- 10:16É, não, ninguém nunca morreu, pai e ninguém.
- 10:20Ah, cara, que coisa horrorosa. Papo Bosta.
- 10:23Tem que vir, tem que vir. Muito bem, cara, vamos focar
- 10:26aqui. Falta que tá se despedaçando
- 10:27esse podcast. Tá, tá.
- 10:30Mas qual que é o lance, né? Então, alquimia é o quê?
- 10:32É a arte da transformação, Alexandre.
- 10:35É quando você transforma as paradas ou as coisas em outras.
- 10:38Elas evoluem, elas se transformam, elas se movem no
- 10:41meio da natureza. A genética seria uma alquimia?
- 10:44A transformação humana seria uma alquimia?
- 10:46Não. A evolução seria uma alquimia?
- 10:49Então, o Paulo Coelho, no livro Alquimista, ele tem justamente
- 10:55essa pegada aí, sabe? Tipo, desse conceito de
- 10:58transformação ser aplicada a tudo.
- 11:00Então, meio que tipo assim, a transformação da alquimia pra
- 11:03ele no livro é meio que uma... Como é que eu posso dizer?
- 11:07É meio que uma transformação de quem você é, sabe?
- 11:10É o grande plot twist do livro, inclusive.
- 11:12Acabei com a leitura. Não precisa ler.
- 11:15Só fala que leu e já entendeu. Já resumi você.
- 11:17Mas enfim, aí o lance qual que é?
- 11:19Na Grécia Antiga, tinha também um pensamento muito forte sobre
- 11:25os elementos da natureza. O Empédocles e o Aristóteles,
- 11:29eles acreditavam muito que tudo era feito de terra, água, ar e
- 11:33fogo. Ah, e capitão planeta, né?
- 11:35Isso, é. Só falta o coração.
- 11:37Exatamente. E aí esses quatro elementos,
- 11:40você manipulando, você consegue transformar qualquer coisa.
- 11:43Terra, água... Ar e fogo.
- 11:46É, pior que não tá errado, né? Tem o seu ponto aí.
- 11:52No sentido figurado você entende legal do que ele quer dizer.
- 11:55Mas aí o lance é igual que é. Ele achava que você podia pegar
- 11:58um metal imperfeito e se você souber manipular esses elementos
- 12:04da natureza, você consegue transformá-lo, aperfeiçoá-lo e
- 12:08ele vira ouro. tá ligado? Na Mesopotâmia, né?
- 12:11Em várias cidades da Mesopotâmia, na Pérsia também,
- 12:14muita gente estudava a manipulação de metais, estudava
- 12:19como é que funciona... Focou em metal, tá ligado?
- 12:21No começo. E depois, com o tempo, foi se
- 12:23abrindo pra outras coisas. Mas focou em metal.
- 12:26E a gente tá sempre querendo ouro, né?
- 12:28Pois é, né, mano? Ouro é um troço, né?
- 12:29Tem essa teoria, né? Que a gente é tipo uma espécie
- 12:32de vírus, tipo um kefir, que os extraterrestres colocaram na
- 12:36Terra pra procurar ouro, né? Cara, não é piada, é aquele
- 12:40bagulho do Era dos Deuses Astronautas isso.
- 12:42É mesmo? É, não é piada.
- 12:44Tipo assim, o ouro ele realmente é um big deal pelo universo
- 12:48todo, tá ligado? De acordo com a interpretação do
- 12:52Eric Von Daniken. E do Sif China, eu acho.
- 12:56Ou Zak China, esqueci o nome do cara.
- 12:58Que eu li essa merda, né? E a interpretação dele era
- 13:01justamente essa. Tipo assim, que os textos
- 13:03antigos da Mesopotâmia, principalmente dos sumérios,
- 13:06falavam sobre a humanidade, ela ser uma mistura de um gene dos
- 13:13homo... Eu esqueci o que ele fala.
- 13:15Qual que é o hominídeo? Eu acho que é o homo erectus,
- 13:18que existia na época com os anunnakis.
- 13:22Que são os ETs. Que são esses ETs superiores e
- 13:24tal. E aí, é isso que ele acreditava.
- 13:27Tipo assim, tudo isso pra pegar ouro, tá ligado?
- 13:29Ele botou a gente aqui porque ele queria pegar mais ouro, cada
- 13:31vez mais ouro. E por isso que o ouro se tornou
- 13:33tão importante na nossa sociedade.
- 13:35E aí, no final, ele vai pegar tudo?
- 13:37Meio que isso. O planeta X, que é o planeta
- 13:41mais distante do nosso sistema solar, ele vai terminar a órbita
- 13:45dele e vai passar aqui de novo. Ele passa pegando ouro, pegando
- 13:48ouro. É, ele precisa.
- 13:50Comprou ouro, vende ouro. E esse planeta faz o que com
- 13:54ouro, cara? Não sei, não sei.
- 13:55Dente de ouro, o que eles fazem? Não sei.
- 13:58É, também, né? Não sei, não sei pra quê.
- 14:01Não, mas faz sentido, muito sentido.
- 14:03Achou, achou? Eu era viciado nessas merdas.
- 14:06Ah, é divertido, né, cara? É divertido.
- 14:09Mas é porque é divertido, né? Por isso que você estuda isso.
- 14:12Mas muito bem. O ponto é, o islamismo,
- 14:14Alexandre Níquel, essa religião aí do Maomé, aquela espada toda
- 14:19lá, ele vai se expandir pelo Oriente Médio e aí ele vai
- 14:24levar... podemos assim dizer, a alquimia, toda essa cultura que
- 14:30existia na Mesopotâmia, na Pérsia, para o Oriente Médio
- 14:32inteiro, tá ligado? E com o tempo, principalmente
- 14:35durante a Idade Média, a gente vai ter um contato do Oriente
- 14:38Médio também com as cruzadas e outras coisas, não é só
- 14:41cruzadas, mas principalmente contato do Oriente Médio com a
- 14:43Europa. Então é por esse caminho que a
- 14:46alquimia chega na Europa. É um bagulho bem oriental, bem
- 14:52islâmico, que foi passando o tempo e na Idade Média vai
- 14:56chegar até os europeus. Interessante.
- 14:58E aí, Alexandre Níquel, eu quero saber, você sabe que a Pedra
- 15:00Filosofal fala da tal da vida eterna.
- 15:03O que é a Pedra Filosofal? Pedra filosofal, eu vou contar
- 15:07direito a história dela logo depois dessa pergunta, mas de
- 15:09forma resumida, é uma lenda, um mito, de que um cara chamado
- 15:15Nicolas Flamel, que está no Harry Potter, tá bom, uma
- 15:18referência, ele teria encontrado a pedra filosofal, que é uma
- 15:22pedra com os elementos químicos que não existem em nenhum outro
- 15:25lugar do universo, uma pedra perfeita, sabe, onde está tudo
- 15:29muito equilibrado e transformaria qualquer metal em
- 15:32ouro. Só encostar na pedra?
- 15:33É, não sei como é que funcionaria, né?
- 15:35Tem que ver o manual. Mas eu acho que é pra pegar a
- 15:38pedra e encostar no ferro assim, ele brilha e ele fica de ouro.
- 15:42E também, assim como transforma e aperfeiçoa o ferro e o metal
- 15:48que for em ouro, ele também aperfeiçoa o nosso corpo ali.
- 15:52Eita! Nos dando a vida eterna,
- 15:55Alexandre. Testosterona estourando.
- 15:57É, filhote. Vai ficar careca depois.
- 15:59Tudo careca. Vida eterna, mas careca.
- 16:02Careca, dá aquela barriga de testosterona.
- 16:04É verdade. Fica estranho.
- 16:05Você viveria pra sempre, Alexandre?
- 16:07Essa é a minha pergunta. Não.
- 16:08Acho que não, né, mano? Não, não.
- 16:10Porque eu não quero. Eu vou te perder, né, cara?
- 16:13não vale a pena. Se eu viver junto contigo,
- 16:16então? Não, se acontecer qualquer coisa
- 16:17contigo, eu me... Não posso falar aqueles
- 16:19podcasts. Eu tenho pensado muito nisso,
- 16:21cara. Eu vou ficar...
- 16:24Quando a gente tocar fogo no teu corpo e jogar no rio...
- 16:29Quando tacaria a flecha assim, bota fogo.
- 16:33Isso aqui é... Entendi.
- 16:35Dito isso, você não viveria pra sempre?
- 16:36Não posso, né? Não posso, cara.
- 16:39Não posso. Não, não posso.
- 16:40Por que você não pode? Eu quero viver...
- 16:42Meu pai vai viver até cento e cinco, né?
- 16:44Essa é a proposta dele. Eu quero viver cento e seis.
- 16:46Pra ganhar do seu pai? É, eu sou competitivo.
- 16:50Eu sou competitivo. Quero viver a cento e seis.
- 16:52Chegou no cento e seis, é puxar um trinta e oito e dar um tiro
- 16:55na cabeça. É isso.
- 16:56Da mesma noite. Eu vou caminhando no mar reto,
- 16:59assim. Entendi.
- 17:01Ou tocando You're Beautiful, It's True.
- 17:04Eu acho que esse é o jeito. Esse é o jeito de finalizar ali,
- 17:07subir os créditos mesmo. Ok.
- 17:08Mas é, é isso aí. Cento e seis anos.
- 17:10Tu vai viver até quanto? Tu é pequenininho, pequenininho
- 17:11e vive, né, cara? Ah, é grande e morre cedo, você
- 17:14falou, né? Renato Russo falou.
- 17:18A minha família não vive muito, não.
- 17:20Minha família é fodida. Tu acha que tem o DNA ruim aí,
- 17:23tio? Não, é muito sobre desigualdade
- 17:25social mesmo, né? A família é pobre.
- 17:26Como assim desigualdade social? Como assim?
- 17:29Meus pais se alimentaram... Mas você não é brasileiro?
- 17:31Meus pais... A gente veio do mesmo lugar,
- 17:36cara. A gente...
- 17:38Temos as mesmas oportunidades. Tá aqui no meu braço tatuado
- 17:40aqui, ó. Temos as mesmas oportunidades.
- 17:43Não, mas é... Meu pai se alimentou muito mal,
- 17:46minha mãe se alimentou muito mal, meus avós.
- 17:49E aí... E não só isso, né?
- 17:51E outras práticas também pouco saudáveis.
- 17:53E... Então, eles morreram meio cedo,
- 17:56assim, meus avós. Eu não tenho vô nem vó há muito
- 17:58tempo já. Desde quando eu tinha só há
- 18:00quinze anos, tá ligado? Mas morreram de velho mesmo?
- 18:02É, é foda, né? Morrer de velho meio que não
- 18:04existe, né? Mas morreram de coração.
- 18:08Geralmente era coração, assim. Ah, tá ligado.
- 18:11Então... Então tu vai morrer cedo Acho
- 18:14que uns setentinha ali estourando Não, não, tá louco,
- 18:18Vitinho Meu pai tem setenta Meu pai tá melhor que eu, velho
- 18:23Cara, teu pai tá vivendo muito, cara Tá vivendo muito teu pai,
- 18:26cara Surpreendente O que ele tá fazendo agora, enquanto a gente
- 18:30conversa? Agora ele veio pra São Paulo
- 18:33visitar. E aí ele tava hoje de manhã.
- 18:36Ele falou, estou caminhando, tô indo tomar um suco, indo na
- 18:39cafeteria. Ele tava sozinho, mandando o S.
- 18:42A tarde, não sei, a gente vai fazer alguma coisa juntos ainda
- 18:45hoje. Sábado a gente vai na luta, uma
- 18:47luta de MMA, a primeira luta que ele vai.
- 18:48Caralho, velho. É, vai ser mágico.
- 18:51Mas daqui, cara, eu acho que ele vai voltar...
- 18:54Eu acho que ele vai voltar pra Porto Alegre.
- 18:56Não sei se ele vai pra esse... É, esse ano ele vai ficar um
- 18:59tempo aqui. Porque nos últimos quatro anos
- 19:01ele falou que ele ficou no Sul, tipo, dois só, cara.
- 19:04Sobrenatural. Ele ficou viajando.
- 19:05Pelo mundo, né? Pé.
- 19:07Pé é a blogueira. Pô, cara, se ele meter uns
- 19:11vlogs... História, tá?
- 19:14Acho que eu vou regravar, que eu fiz um vídeo com meu pai.
- 19:18E aí? Porque meu pai viu duzentos e
- 19:20oitenta e cinco filmes de Natal, né, Cari?
- 19:22Caralho, tu falou isso, cara! Eu achei que era duzentos e
- 19:27oitenta e cinco, porque ele tinha visto.
- 19:29Não, ele viu duzentos e oitenta e cinco nos últimos quatro anos,
- 19:31tá ligado? E ele não contou os outros.
- 19:35E ele não contou os outros, tá ligado?
- 19:37E aí, cara, ele foi lendo os títulos, assim, só de doze.
- 19:39Doze sonhos de Natal, doze vésperas, doze anjos.
- 19:42E você falou que ele anota o plot, não é?
- 19:45Anota o plot, anota pra lembrar, anota as paradas.
- 19:48E é muito bom que ele anota o gênero, né?
- 19:50São todos de Natal e ele coloca Natal.
- 19:57Achei válido, achei legal. Importante, é.
- 20:00Pra não se confundir, né? Mas enfim, não...
- 20:03Morrer dos sete e seis. Não quero viver pra sempre.
- 20:05Ok. Muito bem.
- 20:06Eu também não quero viver pra sempre.
- 20:08Mas eu gostaria de... Mais do que setenta.
- 20:11Só não sei se eu vou conseguir. Porque tá foda.
- 20:13E se eu morrer, pessoal, pense em coisas boas.
- 20:18Senão eu vou voltar. E eu vou pegar cada um de vocês
- 20:23e eu vou entrar na alma dos filhos de vocês.
- 20:25E aí os filhos de vocês... O seu filho vai te olhar com o
- 20:29meu olhar. Eu vou possuir a alma dos seus
- 20:33filhos. Então, me paga, me dá dinheiro,
- 20:37ou eu vou morrer e voltar como seu filho, Vítor.
- 20:40Legal. Tem um amigo meu que é espírita,
- 20:42né, mano? Ele fala sempre que quando a
- 20:44gente morrer, ele dá raiva, ele fala isso.
- 20:46Para, mano, esses papos escrotos.
- 20:48Que ele fala, quando a gente morrer, eu vou te falar que eu
- 20:50tava certo. Tudo que acontece, tudo que
- 20:52acontece, ele fala. A gente discorda, ele fala,
- 20:55quando a gente tiver morto. Eu vou voltar lá e vou falar,
- 20:58falei que era isso. E aí esse pau no cu vai morrer,
- 21:00uma semana depois vai cair um talher e tu vai estar apavorado.
- 21:05Qualquer coisa que acontecer, vai bater um vento e...
- 21:08Eita, eu vi ele. Isso aí é ruim.
- 21:10Ah, tudo bem. Tomara também.
- 21:12Eu já te falei, né? Meu sonho é ver um fantasma.
- 21:13Muito bem, Alexandre Níquel. A gente, né?
- 21:16A Pedra Filosofal, né? Só pra não perder muito tempo.
- 21:19O Nicolas Flamel, esse brother aí que nasceu na França, em
- 21:23Paris. Ele nasceu em mil trezentos e
- 21:25trinta. Ele foi um escrivão e um
- 21:28livreiro e ele se tornou a figura lendária dentro da
- 21:31alquimia porque muitos dizem que ele ou encontrou ou criou a
- 21:35pedra filosofal. Tem a teoria de ter criado, que
- 21:39é mais foda ainda. Ele tem efeito ali?
- 21:41É, teria. Impressora, três dedos.
- 21:43Isso, naquela época. E aí, qual que é o lance, né?
- 21:46O que essa pedra faz? Como eu falei, transforma metal
- 21:48em ouro, metal comum, e dá imortalidade.
- 21:52Você consegue... Dá vigor.
- 21:53É, você meio que consegue transformar...
- 21:56É tipo assim, você faz elixires da vida eterna.
- 22:00Com essa pedra, tá ligado? E aí você toma o elixir da vida
- 22:03eterna e tu vive pra sempre. E onde é que tá essa pedra?
- 22:05Não, ninguém sabe. A alquimia, na verdade, ela
- 22:08passou os últimos... Procurar. ...quinhentos anos, tá
- 22:10ligado? Procurando ela e, assim, até
- 22:13pouco tempo a galera procurava, assim.
- 22:16Parar de procurar? Parar de procurar.
- 22:18Ah, e essa hora que eles deviam estar tão perto, né, cara?
- 22:21Ah, aquele meme do cara do... Pegando o diamante, virando as
- 22:25costas e o de cima continuando...
- 22:28É, cara, deve estar perto. Perfeito.
- 22:30Bem, o Flamel, ele... Enfim, o que as pessoas dizem é
- 22:34que ele decifrou algum manuscrito muito antigo com a
- 22:38ajuda de alquimistas judeus, tá ligado?
- 22:41Claro que vai ter um pouco de antissemitismo, né?
- 22:43Botar no judeu aí do meio. E porque, assim, não sabem qual
- 22:47que é, tá ligado? Esse manuscrito antigo.
- 22:50E esse manuscrito que levou ele a encontrar ou a fazer a Pedra
- 22:55Filosofal. E na Idade Média, a Pedra
- 22:57Filosofal... A Pedra Filosofal, não.
- 22:58Na Idade Média, a alquimia, ela passou por um caminho muito
- 23:01doido, porque ela, tipo assim, primeiro que os alquimistas,
- 23:04eles chegaram... Como eu falei, né?
- 23:06Chegou do Oriente Médio, A alquimia vai chegar na Europa,
- 23:09principalmente do Oriente Médio. E aí vai começar a ter um papo
- 23:13meio orientalista. O orientalismo, cara, é um
- 23:16conceito do historiador chamado Edward Said.
- 23:20Ou Edward Said, não sei como é que eu pronuncio o nome dele.
- 23:23Esse historiador, ele fala muito sobre a visão...
- 23:26Como é que eu posso dizer? Caricata estereotipada que se
- 23:30faz do Oriente. Como se o Oriente fosse um lugar
- 23:33místico. Cheio de coisas inacreditáveis e
- 23:37tal. Só que, na verdade, é só
- 23:38preconceito. Tá ligado?
- 23:40É só uma forma de você observar o outro lado do mundo como algo
- 23:45não racional, sabe? Não normal, sabe?
- 23:51Enfim, esse caso aqui é um deles.
- 23:52Por que que acontece? Quando a alquimia chega na
- 23:55Europa... E muitas pessoas, tem vários, o
- 23:59Francis Bacon, por exemplo, eles começam a pesquisar, e outros
- 24:02alquimistas, começam a pesquisar sobre alquimia, a igreja fica
- 24:07puta. Com razão, né?
- 24:09Com razão. E aí ele começa a perseguir, tá
- 24:12ligado? A velha e boa Inquisição...
- 24:16Ela vai atrás da rapaziada. Mas isso aí, que época é isso
- 24:19aí? Idade média, né?
- 24:20Desde o século VI até o século XVI.
- 24:22Cara, na verdade eu falei Francis Bacon, né?
- 24:24Roger Bacon e o Alberto Marques. Francis Bacon é outro cara, né?
- 24:27É o economista, se não me engano.
- 24:30Eu achei, eu que conheci dele. Não, mas é Bacon, né?
- 24:33Enfim, né? É um belo sobrenome.
- 24:36O lance é que, tipo assim, no mundo islâmico tinha um cara
- 24:38chamado Jabir Ibn Hayyan, também conhecido como Jeber, né?
- 24:43que Jabir, traduzindo, virou Jeber.
- 24:46No ocidente, as pessoas chamam de Jeber.
- 24:48Ele vai focar em estudar alquimia e tudo mais.
- 24:51E ele vai ser o cara que vai... Como eu falei, a alquimia é uma
- 24:56química mais simples, mas foi muito importante.
- 24:59Por exemplo, a destilação e a sublimação foram desenvolvidas.
- 25:03As técnicas que são utilizadas hoje na química foram
- 25:06desenvolvidas nessa época. Destilação?
- 25:08É. Então, o uísque é só porque
- 25:11tem... Não, eu tô falando o conceito,
- 25:14né? Não que não existisse, outras
- 25:16pessoas não fizessem. Mas o conceito, destilar uma
- 25:19parada dessa época. E aí, como eu falei, né?
- 25:25Os elixires, eles também começaram a ser meio que uma
- 25:29febre. As pessoas falam, pô, criei um
- 25:30elixir de não sei o quê. Criei um elixir de não sei outra
- 25:33parada. Então aí a alquimia começou a
- 25:36sair do papo de apenas transformar metal em outro metal
- 25:40superior pra também criar elixires que mexem com a gente.
- 25:45E ficou até mais parecido com a química já, né?
- 25:46Mas daí ficou meio entrando na farmacologia.
- 25:50Isso, com certeza. Vai entrando no que hoje a gente
- 25:53enxerga como farmacologia. Pô, alquimia tem tudo.
- 25:56É, ué, porque é meio que a parada mais antiga.
- 25:58Alquimia é tudo pra mim, cara. alquimia mesmo é impressionante
- 26:02como eu sinto que a alquimia me moldou te moldou a alquimia?
- 26:06com base nesses últimos trinta minutos gravando então, mas
- 26:09foram trinta minutos mágicos tu mudou minha vida mas teve algo
- 26:14que mudou ainda mais a alquimia, além de ter mudado só a sua vida
- 26:19tem um negócio que mudou a história da alquimia e caminhou,
- 26:22botou na reta pra chegar até a química e enfim, ciência moderna
- 26:27e tudo mais Eu tô falando da descoberta da pólvora.
- 26:32A pólvora, Alexandre Níquel, ela vai ser desenvolvida no século
- 26:36IX e vai ser desenvolvida durante a dinastia Tang, lá na
- 26:39China. O que acontece?
- 26:41Os chineses, também na vibe alquimista e tudo mais,
- 26:43começaram a pesquisar. Mistura isso, bota um pouquinho
- 26:46de semente de não sei o quê, bota não sei o quê, foi
- 26:49misturando tudo. Esquenta muito agora, agora
- 26:52deixa muito gelado. Agora deixa pegar ar, agora
- 26:54deixa do vácuo. E ficou testando as coisas e
- 26:56aí... Eles descobriram que misturando
- 26:59salitre, enxofre e carvão, eles chegaram a uma substância
- 27:03altamente explosiva. Vai ser a pólvora, né, depois.
- 27:07A pólvora, quando ela foi descoberta, começou a explodir
- 27:09os negócios e a gente fala, meu Deus, imagina o cara que viu.
- 27:11Cara, deve ter sido iradíssimo. É magia, é magia, é magia.
- 27:15O cara que olhou falou, isso aqui é magia.
- 27:17Impossível, não sei. Cara, eu se eu vetasse a
- 27:18pólvora, na hora, vocês estão fodidos.
- 27:21E é engraçado, os primeiros pensamentos foram tipo assim,
- 27:26ah, vamos fazer uma apresentação, fogos de
- 27:30artifício. Claro.
- 27:32Foi isso que foi a primeira coisa que a galera começou a
- 27:34fazer, né? Mas logo a galera falou, pô, mas
- 27:36esses fogos quando explodem quebram as coisas, né?
- 27:39E aí rapidamente a galera pensou no potencial militar.
- 27:43E de fato, um pouquinho depois, na dinastia Song já, que vai ser
- 27:48século X, XI, XII, XIII, os chineses começaram a desenvolver
- 27:52lança-chamas muito tempo atrás e bomba.
- 27:57Como nós conhecemos, tá ligado? E os chineses eram muito
- 27:59fechados em relação ao Ocidente, né?
- 28:01Muito distante também. Então, assim, até vários
- 28:05momentos da história já existia pólvora, mas o Ocidente não
- 28:09conhecia, a Europa não conhecia, tá ligado?
- 28:11Vai ser somente mesmo, onde vai popularizar mesmo, vai ser com a
- 28:14queda de Constantinopla, em mil quatrocentos e cinquenta e seis,
- 28:18se eu não me engano. Por que tu acha que popularizou?
- 28:22Porque assim, as pessoas viram Acho que muitas pessoas viram E
- 28:25aí, pessoas do ocidente E aí as pessoas falam, cara, isso não é
- 28:28uma lenda, tá ligado Não é uma magia, não é tipo um mitozinho
- 28:32Eu vi mesmo Pô, nessa hora a China podia ter dominado o
- 28:34mundo, né É, acho bem possível Sai explodindo tudo, velho Mas
- 28:40aí, né, o que acontece? A China não conseguiu guardar
- 28:42esse segredo. Quer dizer, guardou por muito
- 28:43tempo, mas não conseguiu guardar pra sempre.
- 28:46A Rota da Seda, que é uma série de caminhos e estradas lá do
- 28:51Oriente... Oriente todo, na verdade, desde
- 28:53o Oriente Médio, do Extremo Oriente, principalmente por
- 28:57conta da conquista dos mongóis, Gengis Khan, Koblai Khan, todo
- 29:00mundo, todos os Khans, né? Meio que foi fazendo a fórmula
- 29:04da pólvora chegar no resto do mundo, tá ligado?
- 29:06E, eventualmente, chegou na Europa também.
- 29:09E aí chegou na Europa, e aí o segredo, o grande...
- 29:13Ninguém guarda segredos aí, né? É, porque passou muito tempo
- 29:17também, né? Passou séculos com a pólvora da
- 29:19China. Não é desculpa.
- 29:21As pessoas hoje em dia não guardam mais segredos.
- 29:24Não vou confiar em ninguém. O papo bosta aí.
- 29:28Eu não confio em ninguém. Mas é difícil confiar na gente
- 29:32mesmo. Olha que papo bosta.
- 29:34Puta que pariu. Muito foda.
- 29:39Cara, o próprio bosta é meio infinito, né?
- 29:41É meio infinito. Cara, dá pra...
- 29:43Real, assim, tudo... Tanta coisa bosta que a gente já
- 29:46ouviu na vida. É que o bosta, acho que vai
- 29:49muito do... Da raiva que a gente sente do
- 29:53óbvio se achando inteligente, né?
- 29:54Acho que é isso. É, acho que esse é o principal.
- 29:56Acho que esse é o bosta prime, assim.
- 29:58Mas não é o único não, tá ligado?
- 29:59Eu acho também que, tipo... Como é que eu posso dizer?
- 30:02Acho que o bosta é um papinho. Acho que é mais isso mesmo.
- 30:05Eu ia falar um papinho e meia boca.
- 30:08Não, mas é que é foda se tu acha que é...
- 30:12Um papo foda, né? É aí, tá vendo?
- 30:15O antagonista do papo bosta é o papo foda.
- 30:20Vamos ver, vamos pensar. Mas muito bem, Alexandre Nickel,
- 30:23né? Como eu tava falando com você,
- 30:24na Idade Média, a galera começou a falar, tipo assim, putz, então
- 30:28vamos trabalhar com pólvora, vamos trabalhar com não sei o
- 30:30quê. Agora, alquimia não é só
- 30:32transformar coisa em ouro. Pô, acabou esse papo.
- 30:35Alquimia é fazer elixir. Pô, tá ficando bom.
- 30:42Pois é. E aí, como eu falei, né?
- 30:44Como a Igreja Católica... Isso chegou até a Europa e a
- 30:47Igreja Católica descobriu sobre o...
- 30:50Da onde que vinha, né? Uma palavra em árabe, né?
- 30:53A parada... A Igreja Católica já falou,
- 30:55putz, isso aí é coisa prática oculta.
- 30:57Isso daí é coisa de... Do diabo.
- 31:00Só pode ser. Obviamente, né?
- 31:02E aí a Igreja Católica, né? Caça às bruxas, naquele contexto
- 31:04todo, começou a perseguir, através da Inquisição, os
- 31:08alquimistas. Então, por isso que eu falei que
- 31:09eles eram meio bruxos também. É, e aí, o que acontece?
- 31:12Com certeza. Bruxo é uma parada que faz
- 31:15sentido, com certeza, no contexto da alquimia.
- 31:17E aí, a galera começou, tipo assim, os alquimistas tiveram
- 31:21que começar a se comunicar em segredo, fazer os experimentos
- 31:24em lugares abandonados. Tinha um caráter secreto,
- 31:29misterioso, códigos. Ficou mais legal ainda, né?
- 31:32Pois é, aí ficou mais maneiro. Aí já era.
- 31:36E aí, por linguagens... Secretos, códigos, tá ligado?
- 31:39Língua do P. Língua do P.
- 31:40Língua do P. Como é que é?
- 31:43Língua do P mesmo? Língua do P, eu acho que ele
- 31:45coloca o P no início das palavras.
- 31:47Com todas as consoantes, né? Eu não me lembro.
- 31:49Eu não me lembro qual é que é, mas eu me lembro que era muito
- 31:51fácil. Tinha várias.
- 31:54Quando você é adolescente, você faz vários códigos, né?
- 31:57É, eu acho que os alquimistas... Cara, eu tô me identificando com
- 32:00os alquimistas. Como é que faz pra ser
- 32:02alquimista? Acho que é só falar que é mesmo.
- 32:04Acho que não tem... Tá organizado, não tem sindicato
- 32:06não. Eu...
- 32:08Alexandre Níquel. A partir de hoje.
- 32:11A partir de hoje me nomeio alquimista.
- 32:16Galera, quiser comprar meus livros de alquimia?
- 32:19E elixir, cara? Qual elixir você criaria?
- 32:23Ah, eu acho que a galera tem muito pra dor nas costas.
- 32:28É. Porque a dor nas costas é uma
- 32:32ciência, é uma dor que é muito difícil de entender, cara.
- 32:38Por quê, cara? Não, é sério.
- 32:42Porque as costas... Que é uma só e tá no plural, né?
- 32:47É muito foda não saber o que eu tô falando.
- 32:50No meio da frase. Tá trocando remédio, tá trocando
- 32:52de remédio. O número de vezes que isso
- 32:53acontece, cara... O número de vezes que eu tenho
- 32:56que descobrir o que eu vou falar no meio...
- 32:59Não, mas a das costas é verdade. É verdade, cara.
- 33:05Uma das minhas melhores amigas é médica.
- 33:09Beijo, doutor... Sim.
- 33:13É verdade. Casou de...
- 33:15Fantástico o casamento. É verdade, tudo é verdade.
- 33:21Muitas flores, muitas flores. Tudo é verdade, pior que tudo é
- 33:23verdade. Tudo que eu falo é verdade.
- 33:25É, perfeito, perfeito. Então, ela me falou que se um
- 33:29dia tu quiser um atestado ou qualquer coisa, ou tipo, tu acha
- 33:33que eu não poderia falar isso agora?
- 33:39É engraçado que só faltou tu falando o CPF dela.
- 33:42Ah, fulana, que se casou em tal lugar.
- 33:46Lido, casamento. Esquece.
- 33:49Esquece. Esquece.
- 33:54Eu não falei nada. Eu falei supostamente.
- 33:57Esquece. Ninguém prende a minha amiga.
- 34:01Alexandre Moraes, solta minha amiga.
- 34:04Legal, cara. Continuando aqui.
- 34:11Papo bosta. Papo bosta.
- 34:12Vamos lá. Alexandre, sabe qual o período
- 34:15que veio na Europa depois da Idade Média?
- 34:17Pontilismo. Bom, cara, você não pode pegar a
- 34:20primeira palavra que vem na tua cabeça e dizer em voz alta pra
- 34:23responder qualquer pergunta, cara.
- 34:25Neolítico? Não, o período que veio o quê?
- 34:27Depois da Idade Média. Ah, Idade Maior.
- 34:32Caralho. Tá.
- 34:34Se for tipo pizza, é idade grande, né?
- 34:36Geralmente. Tá, beleza.
- 34:37Durante a Idade Média, a gente teve no finalzinho dela o
- 34:40Renascimento Cultural. Vamos falar disso.
- 34:42Ah, foi bom, né, cara? Renascimento Cultural, é.
- 34:44Tamo tendo todos disso aí. É, Renascimento?
- 34:46Uhum. É culto.
- 34:47Hoje tá difícil, velho. Hoje tá muito difícil.
- 34:51Tô tentando aqui, cara. Muito bem.
- 34:52O Renascimento Cultural é uma época onde basicamente,
- 34:55basicamente, a galera olhou pra Roma e Grécia e começou a
- 35:00estudar mais sobre Roma e Grécia Antiga.
- 35:01Ah. Que tinha, tipo assim, mais de
- 35:04dois mil anos atrás já. Mas como assim tinha mais de
- 35:06dois mil anos atrás? Ah, é muito pra trás mesmo.
- 35:09É passado, cara. É o conceito de ontem.
- 35:11É verdade. Não, é porque Roma...
- 35:13Ah, porque Jesus... É.
- 35:16Anos dois mil, né? É.
- 35:17Anos dois mil não, os dois mil e pouco anos atrás.
- 35:20Jesus lá pro ano zero, pô. É, sim, lá por aí.
- 35:23E aí tava Roma também. Roma...
- 35:25Tá bom. Diálogos foda.
- 35:30O outro podcast. Mas muito bem.
- 35:32E aí, né, o que acontece? Antiguidade clássica, que é
- 35:35Grécia e Roma antiga. Grécia até anterior a Roma, né?
- 35:38E aí, essa antiguidade, ela tinha muito conhecimento sobre a
- 35:41natureza, sobre o ser humano e tudo mais.
- 35:43E o Renascimento, ele parou de olhar pra isso com um olhar
- 35:47acusatório, um olhar de algo demoníaco.
- 35:50E começou a olhar como algo, pô, os caras estudavam sobre os
- 35:53seres humanos. Eles têm algo pra nos ensinar.
- 35:56E vai refletir nas artes, na ciência, na música, em tudo.
- 36:00Na literatura também, bastante. E aí, isso também vai afetar,
- 36:05vai refletir na alquimia. A alquimia começou a olhar para
- 36:08o passado e começou a olhar também...
- 36:11Cara, o que os alquimistas do passado, que eles equivalem a
- 36:16alquimistas e são apenas filósofos, o que eles
- 36:18procuravam, esses filósofos da natureza, era buscar os segredos
- 36:22do universo e os segredos da alma humana.
- 36:25Isso também é, de certa forma, alquimia.
- 36:28É você entender como o universo se transforma Alquimia é a arte
- 36:32da transformação. E é o ser humano, como é que ele
- 36:35se transforma. Então, o conceito de alquimia já
- 36:37englobou a porra toda aqui. Tudo é alquimia.
- 36:41Tá ligado? E aí, no meio desse contexto
- 36:44todo, a galera, a partir desse momento, alquimia já virou quase
- 36:48sinônimo de ciência. Tá ligado?
- 36:51Já virou um bagulho tipo assim, não, eu sou alquimista, quer
- 36:54dizer que você está estudando a natureza.
- 36:56Ou seja, a área que for. E aí, o que acontece?
- 36:59Quando a pólvora foi descoberta, como eu tinha comentado, enfim,
- 37:03né? A pólvora faz bum, explode.
- 37:05O fogo virou um tema muito vidrado pela galera, tá ligado?
- 37:09Como assim? Mas que o fogo funciona, sabe?
- 37:12O que é o fogo? O fogo é pura energia, energia
- 37:17em alguma coisa. As pessoas passaram a focar
- 37:19muito em estudar o fogo. E aí, estudando fogo, também
- 37:21tiveram que estudar os outros elementos meio que na cabeça
- 37:23deles, contrários. Então, estudar o fogo, estudar a
- 37:26água, pra você entender. E aí, aquele conceito da
- 37:29natureza dos elementos voltou. Aquele conceito da Grécia
- 37:32Antiga. E aí, durante esse período,
- 37:34cara, a química... Aliás, a alquimia, já caminhando
- 37:37em direção à química, vai focar em elementos da natureza.
- 37:41Cada vez mais. E aí, o lance, qual que é?
- 37:43Tem um brother chamado Paracelso.
- 37:45É o pseudônimo dele. Uhum.
- 37:47O nome dele é Filipe Aurelos. Ah, Paracelso.
- 37:51Paracelso. O Celsinho.
- 37:53O Celsinho, ele já tava nessa vibe.
- 37:55Tipo assim, cara, na verdade, a gente tem que focar mais em
- 38:00buscar explicação racional e explicação empírica.
- 38:04Que é o quê? É a explicação que você pode
- 38:05reproduzir. Tipo assim, eu não posso chegar
- 38:07pra você e falar assim, ah, se eu misturo enxofre, misturo
- 38:10carvão, misturo salitra, eu crio pólvora.
- 38:13Não adianta. Tá escrito isso, foda-se.
- 38:15Eu preciso pegar aquilo e fazer na tua frente.
- 38:18Eu só acredito vendo. Eu só acredito vendo.
- 38:20Isso é um empirismo. E aí, o que acontece?
- 38:23Ele começou a olhar pro passado e falou, cara, tudo que eu não
- 38:26consigo reproduzir empiricamente, eu não vou dar
- 38:30moral. Eu vou pegar só aquelas coisas
- 38:32que eu consigo reproduzir. E agora eu quero usar o momento
- 38:36papo bosta pra dizer, Paracelso, você é necessário.
- 38:40Porque... Essa fala é muito potente.
- 38:43Ele é muito apegado à realidade também, né?
- 38:46Ué, mas você quer o quê? Eu quero fantasia.
- 38:48Tu não acha que a vida ia ser melhor com mais fantasia?
- 38:52Já tem muita. O problema é esse, cara.
- 38:54Tá sobrando fantasia, pô. Eu gosto sempre de fantasia.
- 38:57Paracelso é necessário, Alexandre.
- 38:59Eu acho ele chatão. Mas muito bem, um outro
- 39:04alquimista bem famoso é o Isaac Newton, né?
- 39:06Isaac Newton, ele dedicou boa parte da vida dele estudando
- 39:09alquimia. E ele achava até, e aí por isso
- 39:11que ele vai pro lado da física, né?
- 39:13Que a alquimia ia explicar as forças da natureza.
- 39:16Porque você, pegando dois elementos, dois... reagentes e
- 39:21misturando, não só o resultado e o que tinha antes que importa,
- 39:25mas também como as coisas se transformam.
- 39:28Isso mostra como é que a natureza funciona, de acordo com
- 39:31Isaac Newton. E aí é interessante que ele
- 39:33achava que a natureza tinha vários segredos profundos,
- 39:37escondidos, que só a alquimia podia desvendar pra gente, tá
- 39:41ligado? E aí é legal, né?
- 39:43Porque já é um conceito que... Tá, mas aí já tá a química aí
- 39:47já, né? Já meio que tá química,
- 39:49perfeitamente. Meio que já tá caminhando
- 39:51bastante pra ir. Mas aí, cara, a química mesmo, a
- 39:54gente pode... Pelo menos é assim que a ciência
- 39:56tradicionalmente define. Ela vai nascer mesmo, e a
- 40:00alquimia vai morrer mesmo, com o Robert Boyle e o Antoine
- 40:04Lavoisier. Basicamente, o Boyle, ele...
- 40:07Bom, o Lavoisier virou um... Não, foda.
- 40:10Lavoisier é foda pra caralho. Os dois não viraram os tubos de
- 40:13ensaio? Acho que sim, né?
- 40:14Pô, parabéns. Eu queria virar o tubo de
- 40:16ensaio. É verdade.
- 40:17O Boyle, ele fala que, tipo assim, ele criou o conceito de
- 40:20elemento químico. Ah, tá.
- 40:23Aí é fácil falar. Ele criou.
- 40:25O conceito, é. Tabela, periódico, botar ali os
- 40:29numerozinhos de tal coisa. Criar essa classificação de
- 40:33elemento químico, né? E o Lavoisier, ele vai
- 40:36estabelecer uma lei que é, porra, é incrível, assim.
- 40:39Essa lei é uma lei que, tipo assim, é muito avançada
- 40:41cientificamente, que é a lei da conservação da massa.
- 40:45O que significa isso? Ele fala que a massa total dos
- 40:49reagentes é igual à massa total dos produtos.
- 40:52Você entendeu? Então.
- 40:56Então com não, né? Então não.
- 40:59Basicamente, nada se cria, tudo se transforma.
- 41:04Papo boas. Papo boas, galera.
- 41:06Não, aqui na química faz sentido pra caralho.
- 41:09Tipo assim, você não pode misturar.
- 41:10Se você misturar as coisas, você não cria.
- 41:11Sabe essa ideia que você falou que dá pra criar ouro?
- 41:14Não dá pra criar ouro! Cara, tudo que existe dá pra
- 41:16criar. Se foi criado, dá pra criar, né,
- 41:20cara? Ok.
- 41:22Se não dá pra criar, tu faz feio do nada, aí tu tá acreditando o
- 41:25quê? Em Deus?
- 41:28Logo tu cético? Logo tu cético do nada?
- 41:32Tu acha que não? Só o criador pode fazer ouro, é
- 41:34isso? É isso que eu tô ouvindo?
- 41:37Você não sentiu o vento, Vitor? Não, é...
- 41:40É engraçado, sabe? Essa é foda também.
- 41:44É engraçado, sabe? É fortíssimo.
- 41:46É muito bosta. É muito...
- 41:49É engraçado, sabe? Ai, meu Deus.
- 41:52Não, mas é... Eu acho que tá muito errado
- 41:54nessa. Meu ouvinte, o ouvinte que tá
- 41:56escutando esse episódio, tá muito comigo.
- 41:59Eu não tenho dúvida... Nenhuma.
- 42:00Que o ouvinte... Assim, pelo menos o que não...
- 42:04Não é um vegetal, né? O que raciocina um pouco.
- 42:07Tá comigo, cara. Perfeito.
- 42:08O que existe pode ser criado. Então tá bom, então.
- 42:11Falaram que eu tô louco. Falaram que eu tô louco pra mais
- 42:14e mais de novo, né? É verdade.
- 42:16Eu sou louco. Só isso que falaram.
- 42:19Aqui falaram que é pra mais e mais.
- 42:22Eu amo demais o site, cara. E que site seria esse?
- 42:25Google, velho. É um site fantástico.
- 42:28E lá no Google... Por acaso, você procurou um
- 42:33outro site. Receita de pé de moleque.
- 42:35Entendi. Filha da puta.
- 42:41E aí, às vezes, eu escrevo receita de pé de moleque e site
- 42:44de aposta bom. E aparece KTO.
- 42:46KTO? E a receita.
- 42:51O Google é realmente muito bom, hein?
- 42:53Azul. Amendoim.
- 42:56E KTO.com. Legal.
- 42:59Mas a KTO.com é uma saída de aposta bom, que você falou.
- 43:01Ok. Beleza, mas tem muito esporte
- 43:03pra casa? Tu sabe que a gente gravou os
- 43:06dez públicos já. Só hoje foi os dez públicos.
- 43:10Eu falei várias vezes. Tem basquete, tem tênis.
- 43:13Certo. Vôlei.
- 43:14Certo. E-sports.
- 43:16E-sports. E-sports tem muita coisa.
- 43:18Tá, mas vamos lá. Qual esporte que tu acha legal?
- 43:20League of Legends. Ah, é verdade.
- 43:22O meu favorito, o League of Legends, o joguinho que eu me
- 43:25divirto muito e o competitivo dele é muito legal, cara.
- 43:27Se divirta. Que é tipo assim, você tem oito
- 43:29times aqui no Brasil atualmente que competem.
- 43:31A PEN, que é o meu time favorito.
- 43:33E que eles caem na porrada, é muito divertido, você acompanha
- 43:35a treta do cenário. Por que tu torce pra PEN?
- 43:38Ela é do Rio de Janeiro? Não, a Pen, em dois mil e
- 43:40quinze, quando eu comecei a jogar, a Pen, ela se posicionou
- 43:43de forma... Na verdade, isso foi em dois mil
- 43:46e treze, mas eu conheci essa história em dois mil e quinze.
- 43:49Ela... Um jogador se posicionou e tal,
- 43:53falou que ele era homossexual. E aí a Pen abraçou o cara cem
- 43:56por cento e falou, é, nosso jogador e tudo mais.
- 43:59E eu achei, pô, muito maduro. Porque hoje em dia, eu tô na
- 44:02morda, né? Esse papo assim, né?
- 44:04Se eu botar, é, eu tô na morda. Agora, em dois mil e treze, a
- 44:08galera era muito mais homofóbica, né?
- 44:10E aí a Pen comprou o barulho desse jogador e, infelizmente...
- 44:13Ganhou teu coração, daí. E aí ganhei meu coração.
- 44:15Falei, pô, esse time aqui, né? Ele respeita o jogador dele, tá
- 44:19ligado? Eu achei isso legal pra caramba
- 44:20e até hoje eu torço pra PEN. Infelizmente, esse jogador, ele
- 44:23teve um fim há pouco tempo aí. É um falecido, mas é um grande
- 44:29jogador assim mesmo. É fácil colocar o dinheiro,
- 44:32fácil tirar o dinheiro. Se surgir qualquer dúvida sobre
- 44:36a história da PEN ou sobre a aposta da Cateó, tu pode falar
- 44:39no Instagram, Cateó, underline, Brasil.
- 44:44Uma coisa que a gente dá às vezes pras pessoas.
- 44:46Um pão de free bet. Que é tipo um cupom HPBVINTE,
- 44:52mas a pessoa que não entendeu, ela quando vai na primeira
- 44:54aposta, como é que é? Ela ganha um free bet, uma
- 44:56apostinha a mais, uma graninha a mais, vinte por cento.
- 44:58Então coloca dez reais, fica com doze, coloca cem, fica com cento
- 45:00e vinte, pra fazer suas apostas ali na primeira aposta.
- 45:03Então, vamos lá, né? Vamos lá, vamos lá.
- 45:06Cateó.com, Cateó.com, Cateó.com. Muito bem.
- 45:10E aí, né, cara, a partir daqui, a gente já tá falando de...
- 45:14Com o Lavoisier, com o Robert Boyd, a gente tá falando de
- 45:17química, né? E a alquimia, essa área do
- 45:20conhecimento muito importante pro desenvolvimento da ciência,
- 45:24foi pro caralho. Quem é alquimista em dois mil e
- 45:27vinte e quatro, tá com o cu dando bote.
- 45:29Eu, eu, pô, acabei... Tu me avisou isso depois que eu
- 45:32virei, né, cara? Dá pra desvirar também, cara.
- 45:36Ah, eu, Alexandre, abro mão do meu título de alquimista.
- 45:42Beleza, então, cara. O episódio, no final do
- 45:44episódio, não mudou nada na minha vida.
- 45:46Virei alquimista durante... E desvirou.
- 45:49E desvirou, sim. E abandonei meu cargo, cara.
- 45:51Perfeito, perfeito. E na literatura, no cinema e
- 45:54tudo mais, tem muita de alquimia, né?
- 45:56Na Harry Potter, como a gente tava falando, fala bastante, né?
- 45:59Do Nicolas Flamel. Ele é um personagem que vive há
- 46:02séculos por conta da Pedra Filosofal, né?
- 46:04Também é um spoiler de Harry Potter, galera, desculpa aí.
- 46:08E o alquimista do Paulo Coelho, né?
- 46:11Você não gosta de anime, né? Mas tem o Fullmetal Alchemist.
- 46:14Ah, esse aí, muito bom. Muito bom.
- 46:17Não, esse é bonito. Ele tem até o conceito de troca
- 46:20equivalente, que também é um conceito da alquimia maneiro pra
- 46:22caralho. Tipo assim, pra você ter alguma
- 46:24coisa, você tem que sacrificar algo do mesmo valor.
- 46:27E aí pra você ressuscitar alguém, você tem que matar outra
- 46:29pessoa. É bem maneiro o anime.
- 46:30Legal, cara. Ai, Alexandre!
- 46:36Que anime legal. Adorei essa dica de anime, cara.
- 46:44Dica. Dica bosta.
- 46:50Não, mas tem muita gente que gosta disso aí.
- 46:54Anime tem. Não, não, não.
- 46:56Desse aí, o que tu falou. O Metal Alchemist é famosão.
- 46:59É, é famosaço. É legal mesmo?
- 47:01É, mas não pra caralho. Ele tem tipo Netflix assim, né?
- 47:04Acho que sim, acho que Netflix. Beleza?
- 47:05Gostou, Alexandre? Aprendeu sobre alquimia?
- 47:07Aprendi muito, Vitor. Eu aprendi mais nem sobre
- 47:10alquimia, mas sobre eu mesmo, sabe?
- 47:14Eu tô me descobrindo. Você tá se transformando.
- 47:17Tô. Tal como um metal.
- 47:19Eu chamo esse período da minha vida de despertar.
- 47:24Estou despertando, Vitor. Tá abrindo meus olhos.
- 47:28Eu era cego. Cada episódio.
- 47:32Beleza, Henrique. Beleza.
- 47:34Falei que tu não tem fumado e ele explicava.
- 47:38É só remédio trocando. Não é maconha.
- 47:41Ai, Alexandre. Então é isso, Alexandre.
- 47:43Essa é a história da alquimia. Sempre tem o pós-episódio, que
- 47:51às vezes acaba ficando maior que o episódio.
- 47:54No pós-episódio a gente agradece, né?
- 47:57Tu tem alguém aí que falou da gente pra gente agradecer?
- 48:00Cara, eu posso procurar, mas é porque como a gente não está
- 48:02gravando numa quarta, é mais devagar.
- 48:04Ah, é verdade. Mas deixa eu procurar, vai que
- 48:07eu não... Ó, então, mas ó, por favor,
- 48:10sigam espalhando o podcast que a gente sempre olha quem tá
- 48:14esperando e marca a gente. Ah, não esquece de marcar a
- 48:16gente, né? Isso, ó, Maria Paula.
- 48:19Beijo, Maria Paula, muito obrigado.
- 48:20Vê se ela é legal, vê se ela é legal.
- 48:22Legal, acho que ela viaja o mundo todo, cara.
- 48:23Tu nunca falou mal de alguém também, né?
- 48:25Ah, não, compartilhou nosso episódio.
- 48:27Ah, tem um filhinho, é isso? Não, não, é madrinha.
- 48:29Ah, é legal a criança? Tem uma cara massa?
- 48:31Deixa eu ver. Tem, tem.
- 48:33Valeria, valeria, valeria. Eu gosto de criança.
- 48:35Caralho. O que tá acontecendo?
- 48:39Ela tem a foto dela em Paris, no Arco do Triunfo.
- 48:41Ah, se acha. É, mas é muito gente boa.
- 48:44Washington, Las Vegas, Mexico City.
- 48:46Caralho, fala. Ela é viajada?
- 48:48Ela é viajada. Muito bom.
- 48:51Caralho, mano, ó, tá vendo? Ela compartilhou uma, duas,
- 48:54três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze vezes e a
- 48:57gente não respondeu. Responde ela, hein.
- 48:59Maria Paula, desculpa. Obrigado por compartilhar onze
- 49:01vezes. Espero que você nos perdoe um
- 49:03dia. Senão, você não vai perdoar.
- 49:05É, o Vitinho está mandando um áudio só pra...
- 49:07Deixei essa reflexão. Ah, é.
- 49:09É, não. As pessoas podem deixar que é
- 49:11uma mensagem pra ela, né? Não.
- 49:14Não, é só um áudio mesmo que eu gravei aqui.
- 49:16Mas muito bem, Alexandre. A gente vai fazer o Papo Bosta
- 49:18então, é isso? Então, o Papo Bosta tá se
- 49:20encaminhando. A gente não tem nenhuma...
- 49:21Eu acho que a gente vai continuar com a história pros
- 49:24brother. E vai sempre no final ficar
- 49:25falando do próximo podcast durante um ano.
- 49:30É, eu não sei. Hoje a gente pode...
- 49:34O que pode ser, cara? O que a gente pode modificar?
- 49:36Tá, tu deu a ideia hoje de música, mas eu já tô fazendo
- 49:39aquele piloto lá. Pô, é, você me fudeu.
- 49:42Puta, cara, pior que foi essa semana.
- 49:44Porra. É, mas tudo bem, assim, mas eu
- 49:47pensei não exclusivamente de música, né?
- 49:50Pensei, tipo assim, dentro do nosso leque de quadros e
- 49:55possibilidades de episódios e tal, a gente pudesse falar de
- 49:59música também, né? Por que não?
- 50:01É... Não?
- 50:04É que tu não gosta de música, né?
- 50:04Que a tua relação com música é confusa pra caralho.
- 50:06Eu gosto de música. Eu gosto de música.
- 50:08Eu não gosto das músicas que tu gosta, geralmente.
- 50:11Mas eu gosto de música. Tu acha que não?
- 50:14Não, eu acho que tu... Não, eu gosto de fazer música.
- 50:16Não, eu... Falar de música, tu tem...
- 50:20Sei lá. Eu sinto um rancor com música.
- 50:23Não, cara. É que eu não gosto das coisas
- 50:26que tu gosta. É que tu gosta de pop punk.
- 50:29Adoro. Não gosto só disso, não, mas
- 50:31gosto muito. Não, mas é o que, tipo assim, é
- 50:34o teu training topic musical. É, top três, com certeza.
- 50:37É, qual o segundo e o terceiro? Eu acho que...
- 50:40É difícil, né? Esse tipo de coisa, cara.
- 50:43Pensa assim, o que tu... Dos últimos artistas que tu
- 50:46escutou, quais os gêneros? Tinha algum gênero muito
- 50:50diferente, assim? Cara, eu tenho ouvido muitos
- 50:52áudios de Gambino, né? do Donald Glover lá.
- 50:54Ah... Tenho ouvido bastante, tenho
- 50:55ouvido bastante Gorillaz, tenho ouvido bastante...
- 50:59Tem um, cara, que eu sempre esqueço o nome, que é Three
- 51:03Twins. Pô, sabe quando toca, eu...
- 51:05Mas acho que é mais pop punk, sim.
- 51:07Punkzinho, vagabundo. Gosto muito de um punk ruim.
- 51:11Tipo, ó, dá sugestão de duas bandas ruins aqui, boa.
- 51:14The Unwed Teenage Mothers, que tem um nome foda, tipo, mães
- 51:19adolescentes solteiras. E Sleepology, duas bandas punks.
- 51:24Sleepology tem, tipo, assim, cinquenta e um ouvintes mensais.
- 51:27É a menor banda do mundo. E é maravilhoso, assim, eu
- 51:30adoro. Mas eu gosto, cara, eu gosto de
- 51:33bastantes coisas diferentes. Eu gosto de ouvir muita trilha
- 51:36sonora também. Tu ouve trilha?
- 51:37Sou um cara de... Ouço bastante trilha sonora.
- 51:40É... Emozinho, né?
- 51:42My Chemical Romance aqui, atorando.
- 51:43Tu é o cara do Emozinho, cara. O Emozinho barra pop punk.
- 51:47Essa é a tua paixão. É o teu...
- 51:50Acho que sim. Mas tudo bem também.
- 51:52É... Mas assim, falar de música é um
- 51:54lance que... Enfim.
- 51:55Também, a gente pode não falar também.
- 51:57Tem muita coisa que a gente pode falar.
- 51:58Se o podcast virar papo bosta, a gente...
- 52:02Falar sério isso é foda. A gente pode...
- 52:06Seria muito foda se fosse... A gente não vai fazer isso,
- 52:08obviamente. Mas se fosse só pra...
- 52:11Com convidado, tá ligado? Só de deixar o convidado
- 52:15desconfortável, assim. Seria muito bom, cara.
- 52:19Eu não tenho coragem de fazer, né?
- 52:21Não, não, não. Eu não me senti um cara legal
- 52:22fazendo isso. Mas eu, ao mesmo tempo, eu seria
- 52:24bom fazendo isso, eu acho. Mas não faria, não faria.
- 52:28Não, não, não. Sacanagem, sacanagem.
- 52:30Mas é... E você pensa no quê, cara?
- 52:32Eu tô dando várias ideias, mas você não tá dando.
- 52:35Tem aquela referência muito foda gringa, que é muito caralho, que
- 52:42é... Acho que é...
- 52:43Are you garbage? Não, mas não.
- 52:44É tipo assim... É pra saber se tu...
- 52:47Sei lá, quando tu era adolescente, quando tu era
- 52:48pobre... Se tu era muito fudido, se tu...
- 52:51Ah, tu usava sacola de plástico pra levar as roupas, tu usava...
- 52:54É só os bagulhos assim, se tu... É muito trouxa, assim.
- 52:58Mas é muito umas piadas muito internas.
- 53:00E tá crescendo pra caralho esse podcast, cara.
- 53:02Ah, cara, mas a gente também é só piada interna, né?
- 53:04É... Então, se a gente fizesse um
- 53:07podcast bem... Interno?
- 53:09Deixa eu pensar. É porque eu tô dando várias
- 53:11ideias, mano. Cadê as suas?
- 53:13Quase dez. Pô, eu dei...
- 53:16Eu tenho umas setenta do último podcast, cara.
- 53:20Todas tu não gostou. Qual?
- 53:21Qual, por exemplo? Cara, eu dei ideia da pesca.
- 53:24Eu dei várias ideias legais, cara.
- 53:27Eu acho que a gente pode adotar um formato completamente idiota,
- 53:30assim. Também acho.
- 53:31Tipo... Tipo do pesca mesmo, assim,
- 53:34sabe? Mas é que não falar só de não
- 53:36ficar com as pessoas pescando sempre uma hora e quarenta e
- 53:38cinco. Mas o nosso...
- 53:40Seria muito foda. Mas o nosso episódio sempre se
- 53:43passa num barco. O barulho de grilo no fundo, né?
- 53:49E de noite, né? É, ou...
- 53:51Puta, tem um bagulho que eu tentei fazer esses dias.
- 53:54Pá, ia ficar uma merda, na real. Eu tava tentando...
- 53:57Eu te lembro que eu te falei de unir filmes, né?
- 54:01Tipo, o... Se a gente fizesse um, vamos
- 54:05dizer, criar um roteiro de filme, criar algo enquanto a
- 54:10gente tá fazendo, sabe? Criar um filme.
- 54:13É, criar um roteiro de um filme em cada episódio.
- 54:15Bom, também. Mas acho que isso tem um podcast
- 54:18brasileiro. Fábrica de Filmes.
- 54:20Ah, não. Deixa eu ver.
- 54:22Mas a gente pode só copiar também.
- 54:23Ah, não, não. Eu vou ficar muito depressivo.
- 54:26Por que isso, cara? Não, eu tenho problema com isso.
- 54:28Não quero copiar coisa de ninguém.
- 54:29Fábrica... Porque nunca existiu um podcast
- 54:31de histórias, nossa. Não tô entendendo.
- 54:34Não, mas eu não fico... Acho que tem, fábrica de filmes.
- 54:37Deixa eu ver aqui. Fábrica de filmes, podcast de
- 54:39puta, tem. É legal?
- 54:40Não fala. É, maneiro.
- 54:41Fala de cara bom. Não fala.
- 54:43Se tu vai falar bem, não fala. Fala que não sei, né?
- 54:46É, cara. Ah, pô, já tem vários episódios
- 54:49aqui. É, pô.
- 54:51Deixa eu criar no roteiro. Ah, que legal.
- 54:53Mas eu gosto da ideia de criar coisa também.
- 54:55É, não sei. Acho que talvez criar alguma
- 54:57coisa. Porque eu iria pro caralho
- 55:00agora, tipo... Eu iria, eu faria algo...
- 55:02Tu deixaria o mais louco... É, foda-se, sim.
- 55:04Tipo, eu iria pro... Dentro do espectro de não posso
- 55:10perder as publis que estou tentando conquistar, eu deixaria
- 55:14bem foda-se, assim. É aquele lance que a gente
- 55:16estava conversando outro dia, né?
- 55:18Se a gente se divertir, meio que foda-se, né?
- 55:20Exatamente. Se for divertido, outras pessoas
- 55:22vão achar divertido, mano. E aí vai se sustentar.
- 55:25É, eu gosto da ideia de termos vários programas.
- 55:30Tá ligado? Vários quadros.
- 55:32Às vezes, em um tem dois num episódio.
- 55:35Em outro episódio tem três. Cara, pode ser assim.
- 55:38Ah, sabe o que pode ser legal? Todo podcast tem dois quadros.
- 55:42Tem quatro quadros. Eu crio dois e tu cria dois.
- 55:45E na hora? E você descobre na hora e eu
- 55:47descubro na hora? Não, é.
- 55:49Isso. A gente cria quadros.
- 55:51Talvez tenha alguma coisa aí. É.
- 55:53Eu não sei se é muito desgraçado fazer, sei lá, oito quadros por
- 55:57mês, né? Cada um.
- 55:59Será? Não, esse aqui é só...
- 56:02Vai ser só game show bosta. Vai ser só...
- 56:06Por exemplo, a gente vai fazer um quadro agora.
- 56:09Vai ser Quer Namorar Comigo, Vitor.
- 56:19Talvez essa não seja a melhor ideia.
- 56:21E se a gente fizer alguma coisa de ligar para o ouvinte?
- 56:24Isso eu acho fortíssimo. Não ligar, mas receber áudio.
- 56:29Receber áudio. A gente pega um número,
- 56:32disponibiliza, e aí ele fica mandando áudio, a gente vai
- 56:36recebendo os áudios e a gente vai tocando ele aqui na
- 56:38gravação. Ouve junto, tá ligado?
- 56:42E aí, de repente, a gente só cria um quadro daí no final.
- 56:45Sei que é muito, né, cara? Tá bom.
- 56:49Tá, podemos. Pode ser o quadro do Níquel.
- 56:50Pode ser o quadro do Níquel. Pode ser.
- 56:52E aí... Eu tô negociando, né?
- 56:57Vai ter um quadro que vai se chamar A Grande Capela.
- 57:01E aí eu só vou botar um monte de eco no meu microfone.
- 57:05Vitor! Eu estou perdido na Grande
- 57:08Capela. Obrigado, gente.
- 57:12Ah, eu acho que é por aí, cara. Deixa eu ver se tem como fazer
- 57:17isso agora. Ei, ei, acho que não.
- 57:21Tem coisa aí. Só que você é um diabo, cara.
- 57:27Sua voz tá muito grave. Você tá assim falando.
- 57:32Você não tá se ouvindo, né? Não, essa voz tá como?
- 57:35Voz do Marquito. Essa voz tá como?
- 57:40Tá, voz de monstro. Grave pra caralho.
- 57:44Tá muito grave. Essa daqui?
- 57:46Tá um radiozinho, um slapback. Essa daqui?
- 57:49De ET, robô. Essa daqui?
- 57:53É um robô menor. Essa daqui?
- 57:56Não dá nem pra entender. Não dá nem pra entender.
- 58:01Essa daqui? Ela deu uns bip do nada.
- 58:03Ela tá bipando pra caralho. Tá, essa moça tá do quê?
- 58:08Tá o diabo da capela. Tá, eu sou o diabo da capela.
- 58:12Bem-vindo ao quadro... Divã do diabo.
- 58:16O diabo vai... Olha que foda esse cara.
- 58:20O diabo vai te ajudar. Aí eu te xingo assim.
- 58:24Vai te... Aí, olha que legal.
- 58:27O bife, né? Vitor, você...
- 58:30Ah, cara, é isso. O diabo.
- 58:33No divã com o diabo. Vitor, como você está assistindo
- 58:36essa semana? Essa semana...
- 58:40Eu tô me sentindo um pouco... É culpa da tua mãe.
- 58:45Aquela roubada. Diabo, para de falar assim da
- 58:50minha mãe, diabo. Nunca.
- 58:52Você tem que tomar um monte de remédio e mesmo assim vai ficar
- 58:55triste. Eu sou o diabo.
- 58:57Diabo, você tá falando de mim mesmo, diabo?
- 59:00Eu sou o diabo. E aí, Victor, você não pode
- 59:07lavar a cabeça mais com shampoo. Ah, não?
- 59:10Só com milho. Mas, tipo, suco, creme de milho?
- 59:16Não, só milho mesmo, creme de pipoca.
- 59:20Tu abre o de brinca-ondas ainda, que é mais caro, passa na
- 59:22cabeça. Esse é um outro conselho que o
- 59:25diabo dá. Larga a cabeça com milho.
- 59:29No divã que o diabo... Deu, voltando ao meu vazão.
- 59:31No Divã com o Diabo, eu acho que tem saída.
- 59:37Legal, legal. E aí pode ser isso, então.
- 59:42Logo depois das seis piores sugestões do universo.
- 59:46Eu acho que pode ser isso, tá bem legal.
- 59:48Cara, eu só dou ideia foda. Eu só dou ideia foda.
- 59:52Não, o divã do diabo. O divã do diabo é iradíssimo.
- 59:55É bem maneiro, é bem maneiro. É iradíssimo.
- 59:58O divã do diabo. Aí a gente pode...
- 1:00:00Caralho! Foda.
- 1:00:03Cada quadro, a gente vai ser uma personalidade diferente que vai
- 1:00:08dar conselho pras pessoas. Será que não?
- 1:00:11Quadro Ryan Gosling. Porque aí a gente pode ouvir as
- 1:00:17pessoas, mas... Caralho!
- 1:00:20Tive uma ideia. Olha só.
- 1:00:22Meu Deus do céu. Eu tô até com inveja de você
- 1:00:24roubado. Essa aqui é boa demais.
- 1:00:26Depois dos comerciais eu vou falar.
- 1:00:28Vamos agora pro Alexandre Coptero.
- 1:00:31Não, aqui ó, eu vou dar só um nome, Fernando Pessoa.
- 1:00:36A gente vai ser o Fernando... O quê?
- 1:00:39O quê? A gente vai ser o Fernando
- 1:00:44Pessoa dos Divãs dos Podcasts. Cada quadro a gente vai assumir
- 1:00:50personalidades diferentes pra dar conselhos pras pessoas.
- 1:00:52E aí a pessoa pede conselho e ela não vai saber qual que vai
- 1:00:55ser. Não vai saber qual que vai ser.
- 1:00:56Aí uma semana pode ser que vai ser o oculista Fagner.
- 1:01:02Outra semana pode ser o Luciano Huck.
- 1:01:07Não sei como a gente pode fazer. Mas sempre a pessoa que vai dar
- 1:01:10conselho, a gente pode mudar a pessoa que vai dar conselho.
- 1:01:14E aí no final é teu quadro da pesca, né?
- 1:01:17Cara, a pesca é tipo, vinte minutos de silêncio, barulho de
- 1:01:21ambiente. Barulho de água, barulho de...
- 1:01:24Barulho de água, comentários, assim.
- 1:01:27Ó, acho que ele mexeu, hein? Acho que ele mexeu, hein?
- 1:01:31Olha lá, Lauro, Lauro, vamos pra lá.
- 1:01:32Lauro, acho que ele mexeu. A gente comenta sobre o...
- 1:01:36Faz barulho de molinete. Silêncio.
- 1:01:39Não, e é isso, cara. A gente faz a pesca, assim.
- 1:01:42A gente ficava falando que, antigamente, dava bem mais peixe
- 1:01:44aqui. Aí chega falando que talvez
- 1:01:47amanhã a gente tenha que ir mais cedo.
- 1:01:48Vira mais cedo. Repelente, o antigo era melhor.
- 1:01:51Esse repelente é muito ruim. Eu acho que tem muita saída,
- 1:01:54cara. Por quê?
- 1:01:56Os programas de pesca, cara, estão em alta.
- 1:01:58Estão muito em alta. Tá, qual tipo de programa que tu
- 1:02:01acha que a gente poderia fazer nesse clima?
- 1:02:04Nesse clima de doença, assim. Nesse clima de doença.
- 1:02:06Que tu ia gostar. É porque você sabe que é legal
- 1:02:09quando a gente fala coisa séria. Sim.
- 1:02:12E é doente eu também, né? Sim.
- 1:02:14É legal, né? As pessoas gostam, eu também
- 1:02:16gosto. Ó, eu sou depressivo, ó, viu?
- 1:02:19Ficou bom papo agora. Tá bom.
- 1:02:21E se a gente fizer, tipo, o Papo Bosta classificando filósofos,
- 1:02:30por exemplo? Filósofo, filósofo...
- 1:02:34É, pega três filósofos e aí os três falam sobre a morte, por
- 1:02:37exemplo. E aí pega a frase de três, e aí
- 1:02:40a gente vai e classifica de zero a cinco papo bosta.
- 1:02:43Quanto que, tá ligado? Eu acho que tem alguma coisa aí,
- 1:02:48talvez um quadro, tipo... Não é quadro, é isso que eu tô
- 1:02:50pensando. É, um quadro, acho que é legal,
- 1:02:51da gente, tipo, fazer um... Como se fosse um show de caloros
- 1:02:57de filósofos, né? Show de caloros de filósofos.
- 1:03:00E aí... Um The Voice, sim, né?
- 1:03:04Aí a gente escolhe o Flores pra passar a semana e aperfeiçoar a
- 1:03:09teoria dele. Não, eu acho que tem alguma
- 1:03:11coisa aí. O que você tá falando, cara?
- 1:03:14Eu tô pensando no The Voice. Não, eu achei isso.
- 1:03:18Eu sou o Paulo Ricardo. Nietzsche.
- 1:03:23Paulo Ricardo e Nietzsche entram.
- 1:03:24Ah, não sei como é. Nenhuma música do Paulo Ricardo.
- 1:03:30É do Big Brother. Como é que é a música do Big
- 1:03:31Brother? Se você soubesse que você...
- 1:03:34Algo assim. Até onde vai a sua fé?
- 1:03:37Fé? Aí o Nietzsche fica puto.
- 1:03:40Eu não sei, mas eu acho que um show de calouros de filósofo, eu
- 1:03:43achei legal, cara. Batalha...
- 1:03:45Tu viu que tem um reality show de batalha de rima?
- 1:03:47Não. Eu vi.
- 1:03:48Eu não vou assistir isso, cara. Cara, inacreditávelmente bem
- 1:03:51produzido. Ah, é?
- 1:03:52Mas é maneiro? Os caras são bons?
- 1:03:54Não, não. Ah.
- 1:03:55Quer dizer, eu vi só dois episódios, tem umas pessoas boas
- 1:03:59ali, mas tem umas, cara, tem uma galera ali que é real pior que
- 1:04:03eu. Nossa, mas dói muito, dor
- 1:04:05física. Eu fui em uma batalha de rima de
- 1:04:10um amigo meu e eu prometi pra mim mesmo que eu nunca mais ia
- 1:04:14sentir tão traumático. Inclusive, ele ouviu isso aqui e
- 1:04:18fudeu, né? Nossa, tinha uma parada que
- 1:04:20era... Primeiro, era assim, ia o...
- 1:04:23Como é que é o nome? O Djonga, que é legal pra
- 1:04:26caralho. Sim.
- 1:04:28E a Tasha Trace, que não é legal.
- 1:04:31Eu não conheço. E aquele outro...
- 1:04:33Ah, são os famosos? Não, é.
- 1:04:35E aí veio o Felipe Hatch. Cada um ia pra uma...
- 1:04:37O Felipe Hatch parece ser um cara legal.
- 1:04:39Cada um ia pra uma cidade e pegava mais artistas.
- 1:04:41Por exemplo, o Felipe Hatch foi pro Rio de Janeiro junto com o
- 1:04:43Dê Dois. E aí, foi três artistas de rap
- 1:04:47lá. É assim, ah, faz um freestyle
- 1:04:49aí, tu tem um minuto. E aí, a galera fazia e eles
- 1:04:52escolhiam. E aí, teve vários, tipo, que
- 1:04:54travaram, assim. É, que... como é muito difícil
- 1:04:58fazer rima cara que não era freestyle né velho como assim
- 1:05:01não era uma batalha de rap velho é tipo assim chega aí faz uma
- 1:05:04rima de um minuto tá ligado tipo com bit aí então você preparava
- 1:05:08antes é o cara tá preparado e também na batalha de rima era
- 1:05:12tipo assim aí eles classificaram foi uma batalha de rima aí cada
- 1:05:16um tinha que tinha um dia para escrever a frase velho a parte
- 1:05:20dele Tem uns caras bons e tal. Mas...
- 1:05:27Eu tô dizendo que tem muita gente ruim, mas é um troço tão
- 1:05:30difícil de fazer, né, velho? Muito difícil.
- 1:05:33Tá maluco. Tá louco.
- 1:05:35Não tem nada no nosso podcast que a gente possa fazer com
- 1:05:37batalha de rima? Batalha de rima?
- 1:05:40Uma batalha de rima de figuras históricas?
- 1:05:43Talvez. Tipo...
- 1:05:46Stalin e... Mas tem...
- 1:05:49Tem aquele cara que faz rap pra criança.
- 1:05:51Meio pra criança que faz isso, né?
- 1:05:52Quem? Não é Mohammed o nome do cara,
- 1:05:55não. Tipo...
- 1:05:56Não tô ligado, não. Enfim...
- 1:05:58Tá, mas... Tá.
- 1:06:01Mas pensamos, né? Tá.
- 1:06:03Pensamos. Vamos aperfeiçoar.
- 1:06:05O ouvinte tá tendo informações, né?
- 1:06:07O ouvinte vai começar nos insights também.
- 1:06:10Eu tô mais inclinado, hoje em dia, depois, talvez, depois do
- 1:06:15primeiro trimestre, acho que a gente tem que ir com calma, não
- 1:06:17sei, porque agora não vai dar tempo.
- 1:06:19Deixa eu ver já. Aí, eu faria, eu tô mais
- 1:06:22inclinado a fazer, tipo, esse de dar conselhos.
- 1:06:26Sim, isso eu gosto também. Eu não sei se a gente ia
- 1:06:29sustentar por muito tempo esse personagem.
- 1:06:31Não, eu acho que é legal, tipo assim, a gente pode trabalhar
- 1:06:34mais com o ouvinte, por exemplo. Ele pode contar alguma história
- 1:06:37de algum tema. Pode escolher um tema.
- 1:06:40Época de Halloween, conta a história de terror que ele
- 1:06:43passou. É uma paradinha.
- 1:06:46Época de dia dos namorados, conta a sua história de amor.
- 1:06:50Conta pra gente. Tá ligado?
- 1:06:52E aí, isso é uma parada que a gente vai fazer, tá ligado?
- 1:06:56Na minha opinião, assim. É um braço. o que a gente pensa,
- 1:07:00tá ligado? Tomara que os ouvintes tenham
- 1:07:04isso, né? Fora que a galera tem um minuto
- 1:07:06e meio pra mandar um áudio, né? Pode ser por WhatsApp também,
- 1:07:10né? É, pô.
- 1:07:11Manda o que for, manda do jeito que for.
- 1:07:14O texto, de repente, manda por e-mail, um ler, tá ligado?
- 1:07:17Vamos pensar nisso. Ouvintes, até a próxima semana.
- 1:07:21Obrigado por desocupar. Não deixem de nos seguir no
- 1:07:23Instagram, comentar as coisas, conversar com a gente.
- 1:07:27Semana que vem tem episódio novo aí, tá bom?
- 1:07:29É isso. Beijo.
- 1:07:30Tchau, tchau.