Latest / RetinaPro / #180 Dor ocular x olho vermelho: nem todo olho vermelho é conjuntivite | Dr. Edmundo Almeida e Dr. Gabriel Botelho
Transcript
- 0:00Boa noite meus amigos da retina pro salvo internautas, meu nome
- 0:05é doutor Gabriel Botelho, eu sou médico oftalmologista,
- 0:08especialista em retina e vitro aqui da retina pro e hoje nós
- 0:13temos um tema de live muito interessante, né?
- 0:16Que é o olho vermelho. Quando é seria algo leve ou
- 0:21então quando é uma urgência, né? Quando é algo Sério, geralmente
- 0:24associado a dor, e nós vamos explicar diversas causas de olho
- 0:27vermelho, né? E também.
- 0:29Quando ele está associado a dor. Lembrando que essa live aqui é
- 0:33de conteúdo informativo, né? A gente não está aqui para estar
- 0:36com qualquer tipo de conduta médica para nenhum caso, né?
- 0:40Então, todo caso individualizado, a gente tem que
- 0:43examinar o paciente para poder dar conduta, dar o diagnóstico,
- 0:47tratamento correto. E aqui nós trazemos conteúdo de
- 0:50qualidade, né? Baseado em ciência nada aqui é
- 0:53baseado em artismo. Não esqueça aí de nos seguir nas
- 0:56redes sociais e compartilhar essas Lives aí que ficam todas
- 1:00gravadas, né? E aí, hoje a gente vai chamar o
- 1:04doutor Edmundo Almeida, né? Meu amigo e professor Edmundo
- 1:09Almeida, seja bem-vindo a live, o professor se apresente aí pra
- 1:12gente começar aí as explicações. Boa noite internautas.
- 1:18Boa noite, Gabriel. Obrigado pelo convite.
- 1:21É bom sempre estar contigo. Nessas Lives, né?
- 1:23Eu sou Edmundo Almeida, médico formado na Universidade Federal
- 1:27do Pará, fiz meu doutorado na Universidade Federal de Minas
- 1:31Gerais, meu pós doutorado na França e hoje eu tenho o prazer
- 1:38de ensinar na nas 2 universidades, tanto na federal
- 1:41como na estadual. E também trabalhar nessa clínica
- 1:44fantástica com amigos, com pessoas profissionais de
- 1:47excelente qualidade, dentre quais você, Gabriel, é um
- 1:51prazer. Valeu, professor.
- 1:54Então vamos começar a pergunta de ouro, né, professor, o que
- 1:57que é o olho vermelho, né? O que que acontece quando o olho
- 2:02fica vermelho, né? Como é que defina aí pra gente,
- 2:06as como é que a gente vê o olho vermelho, né?
- 2:09E também pode comentar, acho que as principais causas logo do
- 2:13olho vermelho. É olho vermelho é um capítulo de
- 2:16um livro, né? Então é extenso demais pra gente
- 2:19esgotar numa live. Mas assim, o olho vermelho às
- 2:23vezes é absolutamente assintomático e é incomoda as
- 2:28pessoas que te olham, né? Olha o nosso teu olho tá
- 2:31vermelho, né? Um exemplo melhor disso é ir pós
- 2:34fagma, né? Aquela hemorragia subconjuntival
- 2:37em que a pessoa é coça, o olho rebenta um vasinho da conjuntiva
- 2:42daquela hemorragia, aí ela vai trabalhar, chega lá, nossa, olha
- 2:46o teu olho, quando tá vermelho vai no médico, né?
- 2:49Então assim, tem várias causas de olho vermelho e é importante
- 2:53é, você sabe disso, né, Gabriel? Já te curtimos alguns casos
- 2:57juntos de olho vermelho, que vem como conjuntivite, como vem com
- 3:0011, irritação no olho, na verdade tem muito mais coisa, é
- 3:05importante por trás disso, as UV, its as clerite, a
- 3:08episclerite, né? Então assim é importante
- 3:12principalmente naqueles casos que ficam de vermelho muito
- 3:14tempo, né? Sempre consultar o
- 3:16oftalmologista. Por conta de estabelecer qual
- 3:19foi a causa, né? Então a gente sempre na medicina
- 3:22a gente procura a causa das doenças pra tratar e não ficar
- 3:25só tratando os efeitos, né? Dando um remédio pra diminuir o
- 3:29olho vermelho, mas sem saber a causa.
- 3:32Então é isso assim, vamos lá, vamos lá o que você perguntar,
- 3:34aí a gente souber, vamos discutindo.
- 3:37Fantasmas aqui o senhor fez 11. Excelente explicação, né?
- 3:41Então assim vamos entender né? O olho vermelho ele acontece
- 3:44quando aqueles vasinhos que a gente tem nos olhos.
- 3:47Ou eles ficam dilatados por algum motivo, né?
- 3:49Alguma inflamação, ou o que está ali causando um problema no
- 3:53olho, ou aqueles vasinhos bem superficiais aqui dessa parte
- 3:57branca do olho, eles se rompem e aí é como se fosse aquele
- 4:01joelho, né? Que a gente bate e fica roxo.
- 4:03A gente tem que é é descobrir a causa.
- 4:08E aí o grande segredo, né? Que a gente tem esses olhos
- 4:11vermelhos, que são problemas simples.
- 4:14E nós também temos olhos vermelhos.
- 4:17Que são problemas mais complexos, mais complicados.
- 4:20Geralmente o olho vermelho, que ele está só vermelho, geralmente
- 4:23não é 11. Problema tende anão ser um
- 4:26problema grave, né? Mas quando esse olho está
- 4:28vermelho, o paciente ele sente dor ou embaçamento visual ou
- 4:33fotofobia que a sensibilidade e a luz geralmente é algo um
- 4:38pouquinho mais complicado, né? Então, a primeira causa de olho
- 4:41vermelho, o doutor Edmundo comentou que é o derrame ocular.
- 4:44Cientificamente a gente chama de pós fagma aquele manchão
- 4:47vermelho que assusta, né? Não dói a colega do trabalho,
- 4:50fora o teu olho está vermelho, pode ser algo grave, geralmente
- 4:54a causa algum espirro forte ou uma tosse muito forte, um
- 4:58esforço físico carregou 11 peso muito forte, ou então até a
- 5:02pressão, né, a pressão do nosso corpo.
- 5:04Não há pressão ocular, ela aumentou muito e aí estourou
- 5:07aquele vasinho do olho. E aquele derrame ocular, ele
- 5:10geralmente ele resolve sozinho, mas a gente tem que ficar alerta
- 5:14pra recorrências, né? Como é, tá, se a ter várias
- 5:16vezes, pode ser sinal de que tem alguma doença sistêmica, algum
- 5:19problema aí, preciso ser investigado e a gente tem outras
- 5:23casas de olho vermelho, como conjuntivite alérgica, né?
- 5:25Minha filha, ela tem bastante, semana retrasada ela passou o
- 5:29final de semana todo na piscina e ela fica com aquele olho
- 5:31vermelho às vezes quando ela ela vai pra piscina, né?
- 5:34E aí segunda-feira eu levei ela na clínica, não era nada demais
- 5:37né? A gente passou colírio.
- 5:39E a gente tem também, às vezes muita piscina.
- 5:42Ah, o que vai irritar o os, os lazinhos dos olhos ficam
- 5:45dilatado. A gente tem também a
- 5:47conjuntivite alérgica, né, que é aquele paciente que tem muitas
- 5:50alergias, ele coça muitos olhos, fica vermelho, as conjuntivites
- 5:54infecciosas também, né? A bacteriana, a viral pode dar
- 5:59olho vermelho e a gente tem também, né?
- 6:02Felizmente, mais raramente, a gente tem aquele paciente com
- 6:04glaucoma agudo, né, que. Geralmente vem acompanhado de
- 6:08dor. É 11 glaucoma, pra quem sabe,
- 6:12né, o glaucoma agudo, né, que é um glaucoma de ângulo fechado,
- 6:15que o que que acontece? O olho é como se fosse uma
- 6:17torneira constantemente aberta e a gente tem o ralo da pia.
- 6:21Por onde vai escoar essa água da torneira?
- 6:24Se esse ralo da pia for muito fechado, 1 hora essa, essa essa
- 6:27pia vai transbordar. Então é mais ou menos o que
- 6:30acontece com o glaucoma de ângulo fechado.
- 6:33E aí, quando a gente tem esse, digamos, esse, essa pia
- 6:35transbordando, é o bloco agudo. Quando a pressa aumenta muito, o
- 6:38paciente, ele tem dor e o olho pode ficar vermelho.
- 6:42E o nosso tema principal da live hoje é a uveíte como causa de
- 6:47olho vermelho, né, professor, o que o senhor quer definir aí?
- 6:50O que que seria OA uveíte, né? De uma maneira assim, bem bem
- 6:53didática, bem bem simples aí pro pro pros internautas entenderem.
- 6:58É, nós temos no olho basicamente 3 camadas, né?
- 7:02É cisterna branca, que a gente chama exclera, e temos a interna
- 7:07que capta as imagens é e faz com que a gente enxergue.
- 7:11E a intermediária entre as 2 é a coroide, né?
- 7:16E é 1111 espaço perdão é um é um pedaço da uvia, né?
- 7:23Na verdade, olha só, vamos primeiro definir it significa
- 7:28informação, então UV it significa inflamação da uvia.
- 7:32Então a úvia é composta da coroide, corpo ciliar e Iris,
- 7:37essa parte pigmentada do nosso olho.
- 7:40Então assim, uma coisa importante, Gabriel, que eu acho
- 7:42que deve ficar bem aí é gravado aí pros nossos internautas, é
- 7:48que olho vermelho que dói, pode ser UVE it e pode ser galcom,
- 7:54basicamente é isso, ou também uma esclerite, né?
- 7:59Pode ser também, então assim. Olho vermelho que não dói, não é
- 8:03tão preocupante, porque pode ser aí pós fagma que você falou,
- 8:07pode ser um processo alérgico, pode ser uma conjuntivite que
- 8:10não dói também, muito raramente, sem dor, com conjuntivite, né?
- 8:15Mas olho vermelho que dói, tem que pensar sempre em uvete, né?
- 8:21E episclerite e esclerite também que dói, né?
- 8:26Daquele olho vermelho que dói é comum, às vezes as pessoas é.
- 8:31Colega mesmo, às vezes acham que é uma conjuntivite.
- 8:34Simples, né? E na verdade, quando a gente vai
- 8:37e vai examinar com mais cuidado, a gente tá com uma ovelite
- 8:41inicial, né? Tá?
- 8:42Aqui tem células inflamatórias dentro do olho, ou uma
- 8:45episterite, ou uma escerite. Eu, eu sempre peço para você,
- 8:50Gabriel, fazer ultrassom, ou a Isabela ou a Thaís, né, que são
- 8:53os nossos especialistas em ultrassom, porque aí define bem,
- 8:57olha, nesse caso não é uma. Conjuntivite não é uma alergia.
- 9:01Se assim tá com uma esclerite ou uma episclerite, né?
- 9:04Então, assim resumindo, olho vermelho que dói, tem algum
- 9:10processo inflamatório importante e aí tem que examinar com
- 9:14cuidado. A gente tem que pedir exames
- 9:16laboratoriais, né? Exames é da própria oftalmologia
- 9:20em si, pra poder identificar a causa.
- 9:23Como tudo na no mundo, né? A gente sempre tem que
- 9:27identificar a causa, né, das tudo que acontece, porque se a
- 9:32gente não não trata a causa, não adianta a gente ficar colocando
- 9:36colírio, tá tendo efeito, sem um diagnóstico preciso melhora,
- 9:41melhora né? Agora mesmo, Gabriel, agora
- 9:44nessa cop aí, né? Eu recebi um paciente meu, que
- 9:47paciente meu não, um colega lá de Rio Grande do Norte me
- 9:50referiu a pessoa tava aqui no na cop, né, e foi lá na clínica pra
- 9:55consultar comigo. Eu até documentei esse caso que
- 9:58foi interessante, que era um olho vermelho, vermelho
- 10:01incomodando e ele não tava enxergando bem.
- 10:03Eu digo, Ah, você deve estar um descolamento de tino malvete.
- 10:06Já fui logo pensando, né? Mas quando eu coloquei na
- 10:09lâmpada de fêmea, pasmem, disse pra assim, tava com uma lente de
- 10:13contato há mais de 5 dias que ele não tinha tirado, né?
- 10:17E cheio de depósito na córnea, por isso que baixou a visão, né?
- 10:21Muito curioso, né? Aí eu fotografei corei pela
- 10:24florescer, né, que é um corante que a gente usa e mostrei Pra
- 10:27Ele, olha aqui a tua foto, você está com lente de contato, meu
- 10:29amigo, não pode, eu vou tirar pra você ver.
- 10:32Aí eu disse, tu sabe tirar direitinho, né?
- 10:34Então tira a tua lente de contato, pode meter o dedo aí e
- 10:36tirar, ele foi e tirou, né? Então assim a gente tem que
- 10:41saber a causa era um olho vermelho por uso de lente de
- 10:44contato há muito tempo, né, que ele viajou com lente de contato,
- 10:47já estava o terceiro dia com lente de contato que não era
- 10:50apropriada. Pra isso era de uso diário que
- 10:52ele usava, né? E então assim repetindo, olho
- 10:57vermelho que dói, que baixa a visão.
- 11:00Tem que ser outra coisa que não uma simples pós fagma, uma
- 11:05simples conjuntivite alérgica, tem que examinar com muito
- 11:09cuidado, né? Fantástico, professor, o senhor
- 11:13lembrou do do olho vermelho, né? Que a gente acabou.
- 11:15Esqueci de comentar que a ceratite, né?
- 11:17Que Eu Acredito que esse paciente tinha.
- 11:20ETE vem de inflamação, né? E ceratite vai, sera, vai vir de
- 11:23córnea, né? Então AA córnea é a camada mais
- 11:26anterior do olho, né? É como se fosse a tampa do vírus
- 11:29do real ao nosso olho e é o tecido um dos tecidos mais
- 11:33enervados do nosso corpo. Então a ceratite nada mais é do
- 11:38que uma descamação, ou seja, uma falta.
- 11:40De ter sido superficial, que pode ser por um trauma mecânico,
- 11:44como foi esse paciente, doutor Edmundo, ou até uma infecção ou
- 11:47até uma inflamação, né? Então, se o paciente tem
- 11:50ceratite, ele pode sim evoluir com o olho vermelho e ter dor
- 11:54consequentemente, porque é um tecido muito enervado.
- 11:56Então foi um olho vermelho aí que a gente acabou lembrando,
- 11:59né, professor, o senhor comentou aí de modo fantástico, né?
- 12:03Então em resumo, né gente, várias coisas podem causar o
- 12:06olho vermelho. E o que a gente tem de
- 12:08interessante também, às vezes crianças têm olho vermelho e
- 12:11criança. Ela não queixa, ela não, não
- 12:13chega e fala, meu olho está doendo, ela vai ficar com o olho
- 12:17vermelho e ela vai levar a mão no olho, às vezes se estiver
- 12:20incomodando ou simplesmente não vai.
- 12:22E a gente tem informações na criança que tem que ser
- 12:25diagnosticada de modo precoce, né?
- 12:27Por isso a importância do exame anual, como a artrite idiopática
- 12:31juvenil, né? Que a gente vai comentar aí
- 12:33depois as casas de uveyte. Então, só para lembrar, né,
- 12:36gente? Todo olho vermelho.
- 12:37Ele merece uma atenção oftalmológica para a gente
- 12:40definir a causa e dizer se aquilo ali é benigno ou se é
- 12:43algo que vai merecer uma investigação ou até um
- 12:46tratamento mais especial. Então vamos resumir aqui sinais
- 12:49de alerta, né? A dor que vem só aumentando, né?
- 12:54Se tem algum tipo de trauma ocular prévio, também é um sinal
- 12:58importante de alerta fotofopia, né?
- 13:01A sensibilidade exagerada, a luz, a gente não consegue abrir.
- 13:05A os olhos, quando tiver com uma luz muito intensa ou até uma luz
- 13:09é é normal. Visão muito embaçada, né?
- 13:12Perdendo a nitidez da visão. A gente compara os olhos e vê
- 13:15que esse olho que tá vermelho, ele tá com com com com redução
- 13:20da da nitidez dos objetos, né? O rosto das pessoas, secreção
- 13:25intensa, seja ela amarelada, esveziada ou abundante, né?
- 13:29E 11 histórico que o doutor Edmundo comentou, né?
- 13:31O uso de lentes de contato é muito importante essa pergunta
- 13:34no consultório, né? Por isso que a gente tem que ter
- 13:37tempo para consultar o nosso paciente, né, que são muitas
- 13:39perguntas que a gente faz durante uma consulta para poder
- 13:43chegar a um diagnóstico bem definido, né?
- 13:45Às vezes Oo diagnóstico ele vem de uma simples, uma de um
- 13:48simples, é comentário que o paciente faz, né, de uma
- 13:52overide, por exemplo, eu tinha uma paciente que ela tinha um
- 13:54olho vermelho e ela estava aí, eu acho que eu já era o quarto
- 13:57oftalmologista que tinha. Consultado ela, ela estava
- 14:00usando diversos colírios e aí eu comecei a perguntar.
- 14:02Perguntei, até que chegou na pergunta se ela tinha gato.
- 14:05Ela falou assim, Ah, aí a mãe virou pro lado e falou assim,
- 14:07Ah, doutor. O problema é que ela pega os
- 14:10gatos da rua E leva para dentro de casa.
- 14:12E aí existe uma doença chamada a doença da arranhadura do gato,
- 14:16né? E aí, o gato tinha arranhado
- 14:18ela, né? E a gente tratou ela prontamente
- 14:20com com com com remédio, né? Com a daoxiclina e ela ficou bem
- 14:25logo, né? Graças a Deus ficou muito bem,
- 14:27não teve uma recidiva desse olho vermelho.
- 14:29Então gente, às vezes o olho vermelho pode parecer algo
- 14:32simples, algo algo tão fácil de se tratar, mas muitas vezes a
- 14:36gente tem que ser um investigador, né, professor,
- 14:38tipo um detetive, aquele Sherlock Holmes, vai ter que
- 14:40juntar os pontos, perguntar e a partir daí pedir nossos exames
- 14:44complementares para a gente poder ter 111 boa conduta, um
- 14:48diagnóstico bem firmado, né? Então resumos, esse seria um
- 14:51sinais de alerta, né? Vamos agora para as principais
- 14:55causas de UVE it, né? A gente tem a as, as UVE it, que
- 14:59são as Uvi, diz infecciosas. Ou seja, um paciente ele tem 111
- 15:04infecção. Como eu comentei aí, essa doença
- 15:06da arranhadura do gato, né, que é causada por um micro organismo
- 15:10chamado bartonella. Nós temos outros tipos de
- 15:13doenças que podem dar infecção, né?
- 15:15Como a toxoplasmose, que é muito difundida No No Brasil, né?
- 15:20Tem também tuberculose, né? Infelizmente a gente ainda tem
- 15:24UV EAT por tuberculose e a gente tem também a sífilis também, o
- 15:29herpes, que é um, é um vírus, né.
- 15:31Sífilis é 111 espiroqueta, né, uma bactéria.
- 15:35Então nós temos essas principais causas de infecção, né?
- 15:37Toxoplasmose, a tuberculose, sífilis, herpes, e a é a doença
- 15:45da arraneadura do gato, né? Então as as UV ites infecciosas,
- 15:49elas respondem por aproximadamente 20 a 30% de
- 15:53todas as UV ites, né? Então não são a maioria, né?
- 15:58Mas é o que a gente costumammente mais vê, né,
- 16:01professor? Não sei se o senhor tem também
- 16:03essa percepção que eu vejo. Boa parte das UV ites que a
- 16:06gente encontra são infecciosas e o principal delas é a
- 16:09toxoplasmose, né? O senhor quer comentar?
- 16:12A Elsa. Já deu uma cola aqui embaixo,
- 16:14nos comentários. Aqui a Elza OVIT, causada por
- 16:17toxica Formosa. Dói muito, dói muito.
- 16:19Dói é isso aí, é. A gente gosta muito do pessoal,
- 16:23da interação de vocês, viu? Tudo que tiver de pergunta aí
- 16:27pode parecer até uma bobagem para vocês, mas para a gente é
- 16:30muito importante ter esse feedback.
- 16:31Pode comentar aí, professor que eu cortei, o senhor então,
- 16:33assim. A concussão plasmos é campeã da
- 16:36UVIT, né? Então é.
- 16:39E assim, o que é importante falar para Elza?
- 16:41Que é aqui que fez essa postagem aqui é que o toxoplasma, ele se
- 16:48insiste, ele fica dentro da célula, né?
- 16:51E a gente não, não tem medicamento que mate Oo quando a
- 16:55gente está dentro da célula. Só quando ele está fora da
- 16:58célula que causa o processo inflamatório é grande, né?
- 17:03Na retina e secundariamente, na coroide é que ele Oo medicamento
- 17:09funciona. Mas quando ele está insistado
- 17:11dentro das células, o medicamento não funciona.
- 17:14Portanto, é comum a gente ver. É recidivas na toxoplasmose,
- 17:19sobretudo quando a pessoa baixa a imunidade, né?
- 17:23Então ela teve toxoplasmose daqui 23 anos, baixa imunidade
- 17:26por qualquer motivo, uma doença sistêmica, uma dengue, enfim,
- 17:31uma até 11. Diminuição do da da uma
- 17:36depressão, né? Pode causar também a recidiva da
- 17:40toxoplasmose. Então, a pessoa que tem
- 17:41toxoplasmose, ela já fica de alerta, né?
- 17:44Se ela tiver olho vermelho e doer e alterar um pouquinho a
- 17:48visão, ela já sabe que ela tá com recidiva.
- 17:50E quanto mais rápido tratar é melhor, porque e essa doença na
- 17:57retina? Ela destrói a retina, né?
- 17:59Ela vai causando uma necrose do tecido.
- 18:03EE aí, dependendo da localização, afeta a visão
- 18:06central, né? A visão de leitura, a visão de
- 18:08ver longe, né? Então tem que ter muito cuidado
- 18:12e estar sempre atento. O paciente que teve toxoplasmose
- 18:15ficou com ele, sabe quando ele vai, ele tem o veíte, né, ele
- 18:19sabe. Bom pra ter uma coisa que não tá
- 18:20legal, né? A visão não tá muito bobo e hoje
- 18:22tá um pouquinho vermelho, tá sentindo um pouquinho de dor,
- 18:25então ele já sabe que ele tá tendo uma recidiva da
- 18:27toxoplasmose. Então tá muito atento, né?
- 18:30E outra coisa importante também, que eu acho, Gabriel, é essas
- 18:33pessoas que tem já imunodeficiência, né, por HIV
- 18:37principalmente, né? Então a gente tem que sempre tá
- 18:40atento. EE assim, hoje tá mais fácil da
- 18:43gente conversar com o doente, pedir o exame, né, porque
- 18:46antigamente a gente pedia pra pedir OHIVA gente fazia um
- 18:49Rodeio, né, que a pessoa achava que não, não era impossível, né?
- 18:54Mas na verdade é faz parte da nossa rotina.
- 18:57Né? Toda mulher, por exemplo,
- 18:59grávida, ela faz o exame de HIV, né?
- 19:01Isso é uma rotina, então na alveyte também é uma rotina.
- 19:04A gente pedir é quando não tem uma causa evidente, é claro, se
- 19:08o paciente teve uma toxoplasmose, está sendo uma
- 19:10decidiva pelo exame oflomológico, a gente sabe que é
- 19:14uma recidiva, né? Não tem nada a ver, mas é sempre
- 19:17importante ter em mente que a gente precisa desse medicamento,
- 19:20esses exames laboratoriais, pra poder esclarecer o diagnóstico e
- 19:24tratar a causa, se você não trata.
- 19:27A causa não adianta ficar tratando o efeito que a pessoa
- 19:30não vai ficar boa, então tem que definir qual é a causa daquela
- 19:34infecção ou daquele daquele processo inflamatório, né, que
- 19:37tem. Nós temos os processos
- 19:38inflamatórios também, que causa o veite, né?
- 19:40As doenças reumáticas, né, podem causar o veite também, então dá
- 19:45olho vermelho, dói, altera um pouco a visão.
- 19:48Então todos esses sintomas a gente vai vai somando, né, pra
- 19:53construir um diagnóstico. E é claro que hoje nós temos,
- 19:57graças a Deus, né? Nós temos, é aparelhos altamente
- 20:00sofisticados, é que realmente a gente consegue é fotografar, é
- 20:06exames, é realmente bem especializados para identificar,
- 20:09olha aqui, isso aqui é uma, ele tem uma chave, é compatível com
- 20:12sífilis, esse aqui é compatível com o toxoplasmose, por aí vai,
- 20:16entendeu? Então é, ficou assim bem mais é,
- 20:19digamos assim. É fácil da gente dar um
- 20:22diagnóstico de precisão, né? Porque antigamente o veíte, a
- 20:25gente ficava um pouco tratando pela nossa experiência, pelo
- 20:30histórico do paciente. Mas hoje você tem exames
- 20:33laboratoriais que mostram, né? Qual é?
- 20:36Qual é o exame de de de imagem que mostram qual é o tipo de de
- 20:40um vete que o paciente tem. Exatamente, fantástico,
- 20:45professor, então a gente tem, né?
- 20:47O seu Edmundo resumiu muito bem, né?
- 20:49Eu achei interessante o seu comentário, né, que antigamente
- 20:51o senhor a gente tinha dificuldade de pedir esses
- 20:53exames, hoje eu já eu já entrego o papel do paciente, falo, olha,
- 20:57isso daqui é é rotina e pedido de infecção.
- 21:01A gente tem que descartar isso aqui, isso aqui eu não estou
- 21:03inventando na minha cabeça que eu estou baseado em ciência, em
- 21:05literatura. A gente precisa desses exames
- 21:08para poder evoluir e investigar o seu caso.
- 21:10E aí o paciente entende, né? A maioria das vezes vem
- 21:13negativo, né, mas a gente tem que entender aí essa questão da
- 21:17imunodeficiência, né, do HIV, principalmente.
- 21:20Então as causas invenciosas respondem por 20 a 30% das por
- 21:23VID. As causas autoimune, o que que
- 21:26significa autoimune é quando o nosso próprio corpo, a gente tem
- 21:29uma doença e ele está atacando o nosso olho, ele está inflamando
- 21:33o nosso olho, né? Então alto vem de vem disso aí e
- 21:36nós temos diversas doenças, né? Que podem causar uveite, né?
- 21:40Ou seja, doenças é sistêmicas que vão atacar o nosso olho.
- 21:44Entre elas, a responde Lite anquilosanti, né?
- 21:47Uma delas, elas podem cursar uvette, em resumo, a uma
- 21:50inflamação que se dá na coluna e 50% dos pacientes evoluem com o
- 21:55verte. Artrite reumatoide, né?
- 21:58Ela pode dar também o verite e nós temos também aí artrite
- 22:01idiopática juvenil. Que pode dar 11 alvete
- 22:05silenciosa em crianças, né? A gente sabe, muitas vezes,
- 22:08infelizmente, só vai perceber quando a visão da criança
- 22:11abaixou, porque é uma é silencioso.
- 22:13A criança, ela não queixa, ela não chega e vai falar, olha,
- 22:15papai, eu não estou enxergando, né?
- 22:17Então a gente tem que tomar mais cuidado.
- 22:20É sarcoidose é uma doença que forma pequenos nódulos
- 22:23inflamatórios em várias vários órgãos.
- 22:25Ela pode dar um veíte, a doença de BC, que é uma doença que
- 22:28cursa com afta recorrente na boca e na genitália.
- 22:32Ela pode dar uma verde também grave a psoríase, que é uma
- 22:35doença da pele, que ela pode dar Placas vermelhas e doença, uma
- 22:39doença de chamativa, né? Então resumo várias doenças, né?
- 22:42Elas podem dar. Eu citei as principais doenças
- 22:44autoimunes, elas podem é o lúpus também pode dar, né?
- 22:49Eu acabei esquecendo o lúpus e aí a gente tem que.
- 22:53Fazer essa investigação, né? Como eu comentei, às vezes a
- 22:56gente tem 11 queixa, né? Eu tenho uma paciente que eu eu
- 23:00descobri, foi muito interessante, ela tinha uma
- 23:02informação no olho e ela tava aí procurando saber o que era, e
- 23:06ela veio com a gente com uma segunda opinião, e aí ela tinha
- 23:09uma queixa interessante, ela disse que ela tinha uma dor na
- 23:11coluna lombal, ou seja, no final da coluna dela.
- 23:14E aí eu a gente pediu a ressonância nuclear magnética,
- 23:18né? Lombo Sacra.
- 23:19E aí veio, né, com com o diagnóstico, depois a gente
- 23:22confirmou com o reumatologista e essa paciente passou a fazer o
- 23:26tratamento com Imuno biológico, fez o tratamento local que a
- 23:29gente fez no olho com corticoide.
- 23:31Ela levou o olho super bem, ela ficou muito feliz porque ela fez
- 23:33normalmente, ela tinha um diagnóstico, né?
- 23:35Então às vezes é OVITA, gente demora a achar o diagnóstico,
- 23:38mas a gente acha e é o que eu falo pro paciente, nossa, a
- 23:41gente ainda bem que a gente achou o seu diagnóstico, porque
- 23:43a pior coisa é a gente não ter um diagnóstico pro paciente,
- 23:46aquele paciente, ele ficar. É sem um rumo de um tratamento é
- 23:50eficaz, né? Então eu falo pro paciente,
- 23:52quando a gente descobre o diagnóstico, às vezes o paciente
- 23:54ficar triste, puxa, eu tenho tal doença, mas eu acho que eu vejo
- 23:57um ponto positivo a gente descobrir a, digamos, o
- 24:00tratamento pra aquele paciente, né?
- 24:02Nós temos também outras causas de um veículo, como traumas,
- 24:05medicamentos e até pós cirurgia, né, professor?
- 24:08A gente tem aquela oftalmia simpática que é 111, condição
- 24:12que eu queria que o senhor comentasse, né?
- 24:14E aí seria mais ou menos isso. E depois eu vou comentar a
- 24:16última causa, que eu quero que o senhor faça seus comentários.
- 24:18O senhor tem uns comentários muito interessantes.
- 24:21Vai lá, professor, quer comentar sobre a.
- 24:24Antes de comentar ao ao vete? Simpática, né?
- 24:28Queria responder aqui pro Carlos Lima.
- 24:30Ele perguntou se a dmri também pode causar o veíte.
- 24:33Não dmri deixa ação marcular relacionada à idade.
- 24:39É um processo degenerativo e não é um processo inflamatório.
- 24:43Pode até ter uma inflamação secundária nos casos da DRDMRI
- 24:47úmida, mas não tem nada a ver com OVIT, não é bom, vamos lá, o
- 24:52oftamento simpática, o oftamento simpática, ela é quando você
- 24:55traumatiza um olho e começa a ter inflamação no outro olho.
- 25:00Por exemplo, você levou um baque no olho ou feriu o olho, foi
- 25:04estruturado, foi feita a cirurgia direitinho e aí começa
- 25:06a ter. No acesso informatório no outro
- 25:09olho, por isso que ela é simpática, ela simpatiza com
- 25:11outro olho, você acredita até que braille ficou cego dessa
- 25:17forma, né? Ele mexendo com cela de cavalo e
- 25:20bateu no olho e depois começou a perder o outro e aquela época
- 25:24não se conhecia né? A oftamina simpática e também
- 25:28pouco e não tinha tratamento né, que hoje nós temos tratamento
- 25:31bastante eficaz né? Então assim, a oftamina
- 25:34simpática ela pode ocorrer por trauma.
- 25:37E pode ocorrer muito, muito, muito raramente por cirurgia no
- 25:42olho. Você opera um olho, faz uma
- 25:43vintectomia, uma cirurgia direitinho no olho e começa a
- 25:46perder a visão do outro olho dá um sintoma, começa a ficar
- 25:49vermelho como pessoa, começa a dizer, olha, nesse meu meu olho
- 25:53está meio turvo. Você desconfia de oficina
- 25:55simpática e já vai para cima, né?
- 25:57Esses traumas, principalmente em pacientes do interior, né, que
- 26:01fica com as vezes com aquela pernazinha de de, de de Íris.
- 26:07E que Sara, porque o nosso corpo, né?
- 26:09É, é, é possível, né, principalmente no interior, que
- 26:13não tem quem não tem acesso à saúde, né?
- 26:17Então é possível que fique bem, mas daqui a pouco começa a
- 26:20inflamar o outro olho, né? Então isso é uma doença,
- 26:23realmente é, é rara, felizmente, né, mas é importante tratar
- 26:29precocemente, por isso que é importante o diagnóstico, né?
- 26:33Então assim, ó, vocês veem que a gente tá sempre?
- 26:36Batendo no que no diagnóstico a gente tem que saber o
- 26:39diagnóstico. O olho vermelho é um tema, pra
- 26:42vocês terem ideia, na, na, na, na universidade a gente é um
- 26:46tema, é olho vermelho, aí todas as causas a gente vai estudando
- 26:49uma por uma, vai ensinando uma por uma, é glaucoma, é
- 26:52conjuntivite, né? OV, ite por aí vai, é uma
- 26:56esclerite, é uma episclerite, porque é realmente um capítulo,
- 27:00como eu disse no início capítulo de um livro, né?
- 27:02Olho vermelho é um capítulo de um livro.
- 27:05E assim a gente, além da da experiência que cada um tem,
- 27:08evidentemente o feeling, né? Mas é importante, muito
- 27:11importante, né, Gabriel? A história clínica do paciente,
- 27:14né? Então, às vezes, no primeiro
- 27:16momento você não não consegue estabelecer um diagnóstico.
- 27:19Aí com a ajuda de laboratório, com a ajuda de exames, é dentro
- 27:22da área da oftalmologia e juntando EE, voltando a anamnese
- 27:27novamente, muitas vezes a gente consegue é estabelecer o
- 27:31diagnóstico. É com precisão, né?
- 27:33Então, assim é, é um capítulo difícil, né?
- 27:36Eu digo para os meus residentes que é alveyte, é a clínica
- 27:41médica da oftalmologia, né, que não é fácil.
- 27:44Clínica médica para quem é um bom clínico, né?
- 27:46É, é difícil, porque tem um conjunto de sintomas que você
- 27:51tem que raciocinar, tem que pensar em tudo, né?
- 27:54Pedir exames, conforme você disse, Gabriel, você já tem
- 27:57aquele Painel de exames que você já pede, né, que eu faço também
- 28:00a mesma coisa. Pra poder identificar a causa,
- 28:03né? Mas assim, voltando a questão do
- 28:06olho vermelho, né, nós estamos vendo aqui o alveyte, né, que é
- 28:09o principal diagnóstico, até porque causa às vezes baixa
- 28:13divisão definitiva. A gente tem que se tem que
- 28:15correr atrás mesmo, mas tem outras causas, como você falou,
- 28:19né? A ceratite que pode levar até.
- 28:22Transplante de córnea teve uma época que acho que base uns 25
- 28:26anos atrás, era uma moda de você usar a Lente colorida, então um
- 28:31emprestava pro outro barbeiro, tinha Na Na lente que tirava.
- 28:35Eu era interessante quando eu colhia a história, sabe?
- 28:38Gabriel, Ah, não foi No No shopping, cara, eu vi o cara que
- 28:42me vendeu uma lente, aí eu coloquei no olho, agora inflamou
- 28:44meu olho e muito desse paciente terminaram em transplante de
- 28:49córnea. Pô, o uso inadequado de lentes
- 28:51de Contatos, né? Que é mesmo ela muito bem
- 28:55adaptada. Ela não deixa de ser um corpo
- 28:57estranho no olho. Além de e, ela pode levar um
- 29:00processo infeccioso e às vezes pode terminar até em
- 29:04transplante, né? Senão cuidado, né?
- 29:06Senão tratado exatamente. Fantástico, professor?
- 29:10O seu comentário, então a gente falou das principais causas de
- 29:13uvet, né? Que é inflamação intra ocular,
- 29:15pode ser anterior, pode ser no né?
- 29:18De forma intermediária e posterior.
- 29:20Ou até pão verídico é inflamação total.
- 29:22E as causas autoimune infecciosicas as outras, né, que
- 29:26são medicamentos pós cirúrgica e tem uma também uma causa que é
- 29:29chamada de idiopática, né? Que é quando a gente não
- 29:32identifica uma causa, mesmo com todo esse tipo de investigação,
- 29:35com história clínica. E eu gosto de comentário.
- 29:38Doutor Edmundo, né, que o senhor comenta aqui?
- 29:40Idiopático é, é a nossa ignorância, né, professor, o
- 29:43senhor quer comentar quando a gente chama alguma coisa
- 29:45idiopática? Quando eu escuto Ah, não, isso é
- 29:48idiopático. Só me vem Na Na cabeça do senhor
- 29:50fazendo esses comentários aí de idiopático seria a nossa
- 29:54ignorância de não ter Descoberto ainda a causa, né?
- 29:58Exatamente a minha. A minha?
- 30:02Hipertensão arterial é idiopática.
- 30:04Cadê a causa, né? Não tenho pai hipertenso, nem
- 30:07mãe pertence, isso é hipertenso, quer dizer, então é falta de de
- 30:12de um processo de diagnóstico efetivo, né, que a gente às
- 30:15vezes não consegue estabelecer. Agora é curioso mesmo essa
- 30:18idiopática, né, Gabriel? A gente consegue tratar, né, e
- 30:21tratar adequadamente, o paciente fica bem, agora é 111 alveite
- 30:25que volta às vezes, né? Então você fica naquele processo
- 30:29arrastado, você tem que acompanhar bem de perto o
- 30:31paciente. Porque assim tem uma coisa
- 30:34importante para dizer também, né, Gabriel?
- 30:36Aqui é UVETA, longo prazo também, ela leva a formação de
- 30:39catarata, ela pode levar um Glauco mais secundário, né?
- 30:43Então a gente tem que ter cuidado mesmo com esses, com
- 30:46esses pacientes, né? São pacientes que vamos usar uma
- 30:49expressão entre aspas, a gente casa com eles, né, porque
- 30:52realmente eles vão ter que ficar sempre é vindo ao ao
- 30:56consultório, né, ele sabe, o paciente sabe quando tem
- 30:59rescidível, isso é muito curioso, né?
- 31:01A experiência, né? Gabriel capacite, né, doutor?
- 31:04Está voltando ao meu veite escondido de aquilo os antes eu
- 31:07tenho uma paciência que ela vem, não, eu já, já até comecei até a
- 31:10usar o colírio, que eu já sei o que o senhor vai passar é muito
- 31:13curioso, né, porque também ela já sabe o sintoma, né?
- 31:17Já sabe o sintoma. Exatamente.
- 31:20O senhor. O senhor falou sobre as
- 31:21possíveis complicações da uveyte, né?
- 31:23A gente tem a catarata, que é a pacificação da da lente natural
- 31:27que a gente tem, né? O cristalino.
- 31:29A gente tem o glaucoma, o paciente, ele pode evoluir com o
- 31:32aumento da pressão introcular e a gente vai tratar.
- 31:35Tem um edema macular, ou seja, um inchaço na mácula, que é a
- 31:38área central da retina, né? Pode ter também descolamento de
- 31:42retina, que é a separação da retina, né?
- 31:44Naquela área do do olho, que é responsável por captar a imagem.
- 31:48E assim. Como o professor Edmundo
- 31:51comentou, né, a gente tem também AAAUVE it como uma causa de
- 31:54cegueira, infelizmente, então 10 a 15% das causas de cegueira são
- 31:58secundárias, AUVE it, né? Então da importância do
- 32:01diagnóstico cada vez mais precoce pra gente poder, né?
- 32:05Sobre diagnóstico a gente tem exames oftalmológicos, a gente
- 32:08tem que lançar mão, né? O paciente tem que ser bem
- 32:10examinado na lâmpada de fenda, que é o nosso microscópio, né?
- 32:13Como se fosse um estetoscópio do oftalmologista, a lâmpada de
- 32:16fenda. A gente vai visualizar as
- 32:18células inflamatórias dentro do olho, dentro da Câmara anterior,
- 32:22e vai quantificar isso daí, vai acompanhar o paciente conforme o
- 32:25tratamento. A gente vai sempre medir a
- 32:27pressão entruculada a esse paciente, saber se essa ouveite
- 32:30ela está causando aumento da pressão, porque às vezes
- 32:32inflamação dentro do olho aumenta a pressão do olho.
- 32:35A gente vai ver também exames complementares, como tomografia
- 32:39da retina, chamado OCTEA Angel floriceniografia, que é um exame
- 32:43que estuda detalhadamente os vasos da retina.
- 32:47Através de um contraste. E a partir daí a gente vai
- 32:49lançar mão de exame de sangue e até de imagem, né?
- 32:52Ou seja, ressonância e tudo mais.
- 32:54Exame de sangue vem com provas inflamatória sistêmica.
- 32:57Saber se o paciente ele tem alguma doença inflamatória ou
- 33:00autoimune, ou então alguma doença infecciosa, né?
- 33:03A gente pede sorologias pra essas doenças que a gente
- 33:05comentou como toxoplasmose, a doença da reinadora do gato,
- 33:09herpes. Sífilis, HIV, então são várias
- 33:12sorologias que a gente tem que lançar mão, dependendo da
- 33:15história clínica. E a partir daí a gente vai
- 33:17tratar esse paciente, né? Então a gente descobriu o
- 33:19diagnóstico, a gente vai tratar a causa, o verde, ela vem tratar
- 33:22a causa. Se o paciente ele tem sífilis, a
- 33:24gente vai tratar a sífilis desse paciente.
- 33:27Se o paciente ele tem alguma outra é doença infecciosa, a
- 33:30gente vai tratar a doença infecciosa, então uma doença
- 33:33inflamatória sistêmica a gente vai tratar essa doença.
- 33:37E vai também fazer o tratamento local com corticoide, geralmente
- 33:40colírio. Quando bem indicado, né?
- 33:43A gente tem que saber indicar, mas geralmente nas UVIS é o
- 33:46carro chefe, né? Porque é onde reduz a inflamação
- 33:50rapidamente. Tem colírios dilatadores, né?
- 33:53Que a gente alivia AA dor do paciente.
- 33:55E também a daença na Íris, que são chamadas cinecas, que podem
- 33:59ser causada. E monitorar sempre a pressão
- 34:03introcular, porque esse tratamento a base de corticoide,
- 34:05ele pode aumentar a pressão introcular, pode ajudar no na
- 34:08catarata a gente vai fazer geralmente o desmame nesse
- 34:11paciente. Então o corticoide, como eu
- 34:12comentei, ele é muito bom, mas ele não deve ser usado de forma
- 34:16crônica e muito menos por conta própria, né?
- 34:19Porque tem paciente que ele descobre aquele colírio ali, ele
- 34:22sabe que não precisa de receita e de compra e vai usando.
- 34:26Então mais ou menos Oo tratamento seria esse, né?
- 34:28O local e o sistêmico, sempre. Tratando a causa base, né?
- 34:33Seja infecciosa, seja inflamatória.
- 34:35O senhor quer comentar um pouquinho, professor, sobre o
- 34:38tratamento? Não.
- 34:39Acho que você já esgotou. Né, tem todo o cuidado é não se
- 34:42automedicar, né? Acho que o corticoide é um
- 34:45colírio que eu eu tive vários pacientes na minha vida, é de
- 34:49oftalmologista com o coma secundário, né?
- 34:52Com os anos anos, né, corticoide porque melhora, né.
- 34:55Você é corticoide, você pinga melhora, né.
- 34:58E aí melhora até 11, irritação no olho melhora e aí a pessoa
- 35:03fica em casa com aquele conírio pingando de vez em quando pinga,
- 35:06de vez em quando pinga, e aí aparece.
- 35:08É o principal complicação que é o glaucoma, mas também é
- 35:11catarata, né? Então você vê paciente jovem,
- 35:14né, que o que tem catarata por uso de conírio, né?
- 35:18E também lembrando Oo próprio, corticoide oral, que são, que é
- 35:22usado pra Na Na Na clínica médica, né?
- 35:27Na reumatologia. Ele também leva secundariamente
- 35:30a catarata. Felizmente a catarata é um é 11
- 35:35doença né, irreversível, né, que a gente opera a catarata e a
- 35:40pessoa fica bem, mas não é nada agradável a pessoa ter catarata
- 35:43muito jovem, né? É não não por uso indevido, quer
- 35:48seja de colírio, quer seja de corticoide oral, né?
- 35:51Ficar tomando remédio, né? Então é, tem que ter esses
- 35:56cuidados mesmo, né? Antigamente, sabe, Gabriel não é
- 35:59da sua época, mas é da minha. As pessoas compravam anestésico
- 36:03na farmácia. Vários.
- 36:07Tipo de lesão. Corneana por anestésico já quase
- 36:10que perfurando olhos, né? Porque o anestésico anestesiava
- 36:14Oo olho da pessoa parava de sentir dor, né?
- 36:17E era tão anestésico. Até que a Anvisa regulamentou
- 36:22que é anestésico só com receita médica, né?
- 36:25Mas que a gente nem prescreve, né?
- 36:26Anestésico sabe que o paciente pode usar indevidamente e é um
- 36:30frasco da muitas gotas, né? E aí lesa a córnea de uma forma,
- 36:34às vezes bem importante e termina às vezes.
- 36:38Transplante eu eu operei, fiz transplante de córnea e paciente
- 36:41com com uso indevido do do anestésico.
- 36:44Isso é muito ruim e tem vários casos de de pacientes que
- 36:47tiveram glaucoma pelo uso indevido também do corticoide.
- 36:51A longo prazo não é uma semana, 2 semanas que vai dar não, né?
- 36:55Mas a pessoa fica usando o tempo todo, é complicado, você pode
- 36:58ser uma complicação muito séria agora, como o corticoide, é uma
- 37:02droga, é um anti inflamatório, melhora o sintoma, né, a pessoa
- 37:05fica com o olho mais clarinho, é, dói menos, enfim, tem um
- 37:09Alívio, né? E por ter o Alívio, ele leva uma
- 37:12dependência e aí o paciente vai usando em casa indevidamente,
- 37:16né? Tem que ter muito cuidado, né,
- 37:19na o uso dessa medicação. Exatamente.
- 37:23Agora assim, seria interessante comentar alguma maneira de
- 37:26prevenir AO verde infecciosa. Eu Acredito que sim, né?
- 37:29Toxoplasmose, né? Cozinhar bem as comidas e lavar
- 37:32bem as verduras, EE frutas bem cuidadosamente, consumir sempre
- 37:37água potável, né? Manter as mãos bem higienizadas
- 37:41e lembrar né gente, sempre praticar sexo de forma segura,
- 37:44né, usar camisinha, manter as vacinas em dia, né, porque tem o
- 37:48episódio dos adultos que já a gente já tem vacina, né, pro
- 37:51episódio. E tratar e controlar suas
- 37:54doenças autoimunes de uma forma adequada, né?
- 37:56Se você tem algum tipo de doença como Lupus, doença de BC, você
- 38:00tem que fazer aquele controle periódico, né?
- 38:03E sempre que tiver qualquer tipo de sinal de alerta igual a gente
- 38:07comentou, né? Tem que procurar o
- 38:09oftalmologista, nunca tentar postergar, mesmo que você na sua
- 38:12cidade não tenha, tente correr, cria aquilo como uma prioridade
- 38:15na sua vida. Então olho vermelho, dor ou
- 38:19fotofobia intensa, né? Ou embaçamento visual é um sinal
- 38:23de alerta importante, né? Você tem que correr pro
- 38:26oftalmologista e nunca usar colírios por conta própria podem
- 38:29mascarar até sintomas mais graves, né?
- 38:31Então controlar tudo isso aí. Então estamos chegando aos
- 38:34minutos finais, né? Da nossa live eu vou abrir aqui
- 38:37um espaço pra algumas é perguntas, doutor Edmundo já
- 38:41respondeu, eu vou ver aqui a pergunta da Margareth, fui
- 38:46operada a laser de glaucoma, depois.
- 38:49Meus olhos tiveram, ficaram muito vermelhos ou tive alergia
- 38:52aos colírios. Quer comentar aí, professor?
- 38:54O laser do glaucoma pode ter sido, né?
- 38:56O laser, o laser. Para o glaucoma, ele pode
- 39:01principalmente a ciclo fotocoagulação que ela deve
- 39:03estar se referindo, né? Porque aquele laser que a gente
- 39:06usa para fazer iridotomia, para fazer um buraquinho na Íris ou
- 39:11SLT, que é um exame. Que é um laser que se usa pra
- 39:14pro glaucoma também, ele não costuma dar um processo
- 39:17inflamatório, nem dor, né? Então é o que dói na verdade do
- 39:24dos laser é no pós operatório, tanto que é a Isabela né, que é
- 39:28comandante chefe lá da da dessa parte de glaucoma que usa muito
- 39:32a ciclofotocoagulação, é no final do procedimento a
- 39:36anestesista já faz uma medicação né, pra não ter dor né, porque
- 39:40às vezes dói no pós operatório, bem, é comum.
- 39:43Tanto que a gente passa sempre um analgésico anti inflamatório
- 39:46no pós operatório. A gente sabe que o paciente pode
- 39:48sentir dor, mas é assim, tudo absolutamente tratável, né?
- 39:53Ninguém vai ficar com dor a vida toda, né?
- 39:56Então é pode ficar tranquilo. Esse laser é pode ter ficado
- 40:02olho de vermelho durante alguns dias.
- 40:04É, mas o caso aqui, a Margarete falou que ela teve alergia aos
- 40:07colírios, né? Acredito que não é porque assim,
- 40:13Gabriel. Tem aquele aqueles é colírios,
- 40:16né? Que análogos da próstata,
- 40:18glandina que a pessoa tem uma outra noite que dá o olho
- 40:21vermelho mesmo, né? Então, às vezes a pessoa opta
- 40:24por fazer Oo laser, até pra não ter que usar o colírio, né?
- 40:28Porque o objetivo do laser, como também do colírio, é.
- 40:33É diminuir a pressão do olho, né?
- 40:35Regularizar a pressão do olho do paciente para que o gocoma não
- 40:38continue avançando. Então é depois do eu estou
- 40:42falando, depois do laser. Às vezes a gente tem um pouco de
- 40:45dor, o olho, porque um pouco vermelho é natural, mas é
- 40:47passageiro, absolutamente passageiro e seguro, né?
- 40:51Exatamente. Então vamos a última pergunta, o
- 40:55Vitor? Eu tenho mosca, volante de
- 40:56descolamento do Vitor, posterior.
- 40:58Posso me aposentar por isso, isso me incomoda muito.
- 41:01Já tem entrada ao loas? Será que eu consigo?
- 41:04Boa noite, doutor. Não, Vitor, é assim, é o
- 41:07governo, ele, ele lança critérios né, pra aposentadoria,
- 41:11né, no seu caso né, por invalidez, e um dos critérios é
- 41:14a pessoa simplesmente ter uma dificuldade visual que não
- 41:17permite ela de trabalhar, né? Então a gente tem que a gente
- 41:20chama de acuidade visual, que é medida no consultório.
- 41:23E o paciente, ele tem que ter baixa divisão, tem que ter
- 41:25embaçamento visual, ele não, não vai enxergar com nitidez pra
- 41:30poder é, digamos assim, não conseguir trabalhar, né?
- 41:33Então depende do trabalho. E muitas vezes, mesmo paciente
- 41:37com baixa divisão, eu tenho alguns casos, né, de pacientes
- 41:40diabéticos que perderam a visão pela diabetes ou de escola
- 41:43mediatina. Eles são readaptados ao
- 41:45trabalho, né? Então às vezes é muito melhor a
- 41:47pessoa se readaptar. As moscas volantes por si só
- 41:50elas não dão direito a qualquer tipo de benefício, eu inclusive
- 41:53eu tenho no olho direito, eu convivo desde 2019, é muito
- 41:56chato. Pra quem não sabe, moscas
- 41:58volantes são opacidades que dão na gelatina transparente do
- 42:01nosso olho chamada vitro e a gente vê principalmente no fundo
- 42:04claro como um dia ensolarado né? Nas nuvens brancas ou uma parede
- 42:08branca, umas moscas passando na visão, geralmente elas
- 42:12secundaram uma degeneração desse vidro, né?
- 42:14Geralmente o descolamento do vidro posterior.
- 42:17E a gente precisa sempre estar acompanhando isso aí com
- 42:19anestesista, porque podem ter alguns probleminhas, como
- 42:23rasgaduras na retina. Não é o caso do Vitor, né?
- 42:25Isso tem as moscas volantes, a gente tem que detectar isso aí,
- 42:28mas a resposta pro Vitor é não, né?
- 42:30Moscas volantes não dão é qualquer tipo de benefício do
- 42:34governo ou algo assim, né? A gente simplesmente convive,
- 42:36mas a boa resposta. É que você vai se acostumar, o
- 42:40seu cérebro, ele se adapta, né? Nós somos seres evoluídos, eu
- 42:43humano, ele é evoluído, a gente tem a capacidade de se adaptar
- 42:47ao que é, é ao que é nos exposto, né?
- 42:51Então a gente se adapta e aquilo ali você vai 1 hora, vai
- 42:54esquecer, às vezes elas podem reduzir, mas sumir é muito
- 42:56difícil, né? Eu digo por mim mesmo, né, que
- 42:58eu nunca vi sumir, então é isso, estamos nossos minutos finais.
- 43:02Doutor Edmundo, o senhor quer dar as palavras finais aí as
- 43:04dicas para os internautas, né? Sobre dor, é olho vermelho, né?
- 43:09E ouveíte, né? Quando procurar oftalmologista,
- 43:12né? O que que o senhor quer
- 43:13comentar? Aí é o olho.
- 43:15Vermelho, que a pessoa já sabe que é que é alérgico, que ela já
- 43:19teve essa experiência, né? Não assusta tanto, mas olho
- 43:23vermelho, principalmente olho de lateral, né?
- 43:25Com dor, é correu ao oftalmologista, porque todas as
- 43:30nossas doenças no corpo, né? Contratadas precocemente, elas
- 43:34são exitosas. A maioria delas, né?
- 43:37Então a única é conselho que eu dou para os internautas hoje é
- 43:42esse é, se estiver olho vermelho, com dor, com baixa
- 43:46divisão, procure o seu oftalmologista.
- 43:49Um abraço a todos, um abraço. Professor, então, pessoal,
- 43:53estamos encerrando por aqui, né? É, não esqueçam, essas Lives
- 43:57todas elas ficam gravadas, né? Se você quiser, é é assistir de
- 44:02novo ou até acho interessante encaminhar para o.
- 44:05Com um colega, ser um amigo do trabalho é muito interessante,
- 44:08porque pessoas bem informadas, elas tomam as melhores decisões,
- 44:12né? Ninguém é obrigado a saber de
- 44:14olho vermelho nascer sabendo, né?
- 44:16A gente simplesmente vai aprendendo.
- 44:18Então essa mais uma dica de hoje, né?
- 44:19Sempre fica alerta procurar um oftalmologista de qualquer um
- 44:23desses planos de alarme ou mesmo, se não tiver até para
- 44:26tratar, passar um colírio, fazer um exame de rotina, né?
- 44:29Só lembrando aqui que. É, qualquer dúvida que vocês
- 44:34tiverem, vocês podem deixar na casa de comentários, né?
- 44:36Que vai ser um prazer pra gente responder.
- 44:38Um abraço pessoal. E até quarta que vem, toda
- 44:41quarta às 8:00, nós estamos aqui transmitindo esse conteúdo de
- 44:44qualidade de forma gratuita. Uma boa noite.