Latest / InovaTec Update / Robô de uma asa só, inspirado em semente, aprende a prever o próprio voo
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Robótica. Robô de uma asa só, inspirado em semente, aprende a prever o próprio voo. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 1º de outubro de 2026. Algumas árvores espalham suas sementes de um jeito curioso. A semente do bordo, chamada sâmara, tem uma espécie de asa de um lado só. Quando se solta do galho, ela desce girando como uma pequena hélice, levada pela gravidade e pelo vento. Agora, pesquisadores de Cingapura construíram um robô com esse formato. Mas, em vez de ficar à mercê do vento, ele voa sob controle e segue rotas complicadas. O robô se chama SAM. É uma sigla que, traduzida, quer dizer monocóptero de atuador único inspirado na semente de sâmara. Na prática, isso significa que ele voa com uma asa só e tem uma única peça móvel, o motor. O trabalho é dos professores Emmanuel Tang e Foong Shaohui e de colegas. Ele foi publicado na revista científica IEEE Transactions on Robotics. No ano passado, a equipe já tinha mostrado um robô-semente capaz de voar por vinte e seis minutos. Aquele projeto levou dez anos. Desta vez, o avanço veio bem mais depressa. Um drone comum costuma ter vários rotores. Ajustando cada um deles, ele sobe, desce, vira e se desloca. No SAM, tudo isso depende de uma peça só. Segundo o professor Tang, é justamente essa simplicidade que torna o controle tão difícil. Cada comando enviado ao motor precisa ser planejado e chegar no momento exato. A saída foi ensinar o robô a olhar para a frente. Ele não espera sair da rota para só então corrigir. Um sistema de controle preditivo calcula como o robô deve se mover nos próximos instantes e já planeja os ajustes. Os pesquisadores somaram a isso um segundo sistema, que reage em tempo real. Ele faz correções rápidas quando surge uma rajada de vento ou quando a previsão não bate com a realidade. A equipe também usou uma descrição mais completa do movimento. Ela capta melhor como os giros rápidos e as inclinações do robô se combinam. Os testes usaram três versões do robô. Duas são de madeira, uma com asa curta e outra com asa longa. A terceira é de espuma, feita para ser a mais leve possível. Cada uma traz uma dificuldade própria, como asas que se dobram, menos sustentação ou pouca força de propulsão. Em alguns voos, o robô levou carga extra e enfrentou o vento de um ventilador. Em todos os experimentos, a combinação dos dois controles se saiu melhor do que cada um deles sozinho. O erro não desapareceu, mas diminuiu bastante. Na versão de asa longa, o erro de posição caiu até quase quarenta por cento. Na de asa curta, a queda chegou a cerca de trinta e sete por cento. E a versão ultraleve reduziu o erro de velocidade em até quarenta e três e meio por cento. Para a equipe, isso mostra que um robô voador pode ser mecanicamente mais simples sem perder o controle e sem precisar de mais motores. O professor Foong descreve o SAM como eficiente e leve, mas muito difícil de guiar. A longo prazo, os pesquisadores imaginam que plataformas assim possam ajudar a monitorar o clima e o meio ambiente. Nessas tarefas, vale muito ter aparelhos pequenos que possam ser espalhados em grande número. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.