Latest / SuinoCast · by PPGVET / Sustentabilidade Aplicada à Suinocultura - Dr. Márvio Lobão Teixeira | Ep. 325
Transcript
- 0:00Então, em 2004, a fauna, sua comissão de desenvolvimento e
- 0:04meio ambiente, definiu como sustentabilidade esse processo
- 0:07dinâmico de insatisfazer as necessidades atuais sem
- 0:11comprometer a capacidade das gerações futuras de poder
- 0:15atender as suas necessidades, o que significa dizer o seguinte,
- 0:18nós não podemos usar os nossos recursos sem pensar no futuro.
- 0:23Está no ar o primeiro podcast da sua inocultura brasileira.
- 0:27O swinocast o swinocast só é possível através do apoio de
- 0:35empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na sua
- 0:39inocultura brasileira. Polinutre nutrição animal.
- 0:43Juntos vamos mais longe, Cesar, sempre com você, além da saúde
- 0:49animal PAC smart transformação digital para o campo.
- 0:56DSM firminist moldando o futuro dos cuidados com suínos novos,
- 1:02líder em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 1:05dos negócios na produção de proteína animal.
- 1:09Olá, tudo bom? Você está no swinocast?
- 1:11Vamos conversar com o pessoal que mais entende de suinocultura
- 1:15no Brasil para a informação chegar de uma forma leve e
- 1:18interessante para todo mundo, para o suinocultor, para o
- 1:21médico veterinário, para o zootecnista, para o engenheiro
- 1:23agrônomo, para o técnico agrícola, para os estudantes
- 1:26dessas áreas e para quem mais estiver interessado nesses temas
- 1:29tão relevantes. Eu sou a Letícia Ruiz, uma das
- 1:33hosts do programa, e eu vou conversar hoje com o professor
- 1:37titular, Márvio Lobão Teixeira de Abreu.
- 1:40Ele é médico veterinário formado pela Universidade Federal de
- 1:44Viçosa e tem mestrado e doutorado em Zootecnia pela
- 1:48mesma universidade. O tema de hoje é
- 1:50Superinteressante. Nós vamos conversar sobre as
- 1:53oportunidades tecnológicas. Para produção sustentável de
- 1:57suínos. Então, professor, por favor, se
- 2:00apresente aí para os nossos ouvintes.
- 2:03Bom dia. Obrigado professora Letícia pela
- 2:05oportunidade. Obrigado sinokest por me
- 2:08conceder esse espaço. É de grande visibilidade, né?
- 2:13É? Eu sou Marvel, Lobão Teixeira de
- 2:15Abreu, médico veterinário formado pela Universidade
- 2:17Federal de Viçosa e trabalho com cinocultura desde a minha
- 2:21formação. Desde a graduação fiz mestrado e
- 2:24doutorado em ensinocultura nutrição e produção dos Minas.
- 2:27É fui professor da Universidade Federal do Piauí por 25 anos e
- 2:32agora estou aqui na Universidade Federal de Lavras.
- 2:35É Na Na temática suinocultura, na disciplina suinocultura e
- 2:40nutrição metabolismo nitrogenado para animais não ruminantes.
- 2:44EE também sou coordenador do mestrado profissional em ciência
- 2:47e tecnologia da produção animal que.
- 2:50É, tivemos a Felicidade de montar uma parceria com o
- 2:54instituto brasileiro de desenvolvimento e
- 2:56sustentabilidade para ofertar 111 mestrado profissional em
- 3:00mudanças climáticas e agropecuária de baixa emissão de
- 3:03carbono, que é exatamente um assunto bem relacionado ao tema
- 3:07que nós vamos discutir hoje. Eu agradeço inicialmente pela
- 3:10oportunidade e estamos aí à disposição pra pra ajudar AA
- 3:16vocês e todos que estão nos assistindo a compreender esse
- 3:19tema. Que é uma agenda atual, que é de
- 3:21sustentabilidade. A ceva é um dos principais
- 3:26players no mercado de saúde animal, atuando com inovação e
- 3:29responsabilidade, buscando soluções de saúde inovadoras
- 3:33para todos os animais, contribuindo para o futuro de
- 3:37nosso diverso planeta, moldando cada solução de acordo com as
- 3:41necessidades e desafios do mercado consumidor e
- 3:44compartilhando conhecimentos de alta qualidade.
- 3:48Para não perder nenhuma novidade, siga a cerva saúde
- 3:51animal no Instagram, arroba cerva suínos Brasil.
- 3:57Nossa, isso é demais, é? Depois eu vou querer conversar
- 4:00com você sobre esse mestrado profissional, porque tem um
- 4:02mestrado profissional aqui também na USP de Pirassununga,
- 4:05que é ingestão e inovação na indústria animal.
- 4:08Acho que dá pra gente fazer vários paralelos aí entre os 2
- 4:10programas. Vamos conversar depois fora do
- 4:12ar. Ah, que bom, nós somos poucos,
- 4:16nós somos poucos no Brasil. Na área de Zootecnia, você sabe
- 4:18disso? Eram 6, vão ficar 5 agora, né?
- 4:21Então nós estamos nessa luta para ver se a gente consegue
- 4:25fomentar se é importante, se é importante modalidade de
- 4:28informação censo, que é o mestrado profissional.
- 4:31É, não é o tema de hoje, mas ó para quem não sabe o que que é o
- 4:34mestrado profissional. Ele é igual ao mestrado
- 4:37acadêmico, mas é direcionado para quem já está no mercado de
- 4:40trabalho. Então a pessoa já vem com uma
- 4:42demanda da indústria da área que ela está atuando.
- 4:46É bem interessante, ó, a gente pode marcar um dia para
- 4:48conversar sobre isso. Vamos sim, muito.
- 4:50Legal, muito legal. Vamos nos unir, eu, eu, eu
- 4:54oriento no acadêmico e no profissional.
- 4:57Eu também, eu também. Então, muito bem.
- 4:58E a gente vê a diferença, né, é? De foco do que nós queremos com
- 5:02aquele produto, aquele recurso humano que está ali saindo da
- 5:05universidade para enfrentar os desafios lá fora?
- 5:09Com certeza, com certeza. A gente tem um pessoal muito bom
- 5:12aí para atuar nos 2 mestrados, tanto no acadêmico quanto no
- 5:15profissional. Mas voltando para o tema aqui de
- 5:17hoje, que a gente vai falar de oportunidades tecnológicas para
- 5:20produção sustentável de suínos, 2 palavras estão me chamando
- 5:23atenção aqui, a questão da tecnologia, a questão da
- 5:27sustentabilidade. Você pode me me colocar aqui a
- 5:30par do. O que que tá por trás mesmo de
- 5:32sustentabilidade? Que tecnologia é essa que a
- 5:34gente tá falando? Ok, Letícia, vamos lá.
- 5:38É sustentabilidade? É.
- 5:40É agenda atual, né? Todo todo setor produtivo tem
- 5:45que estar olhando pra esse, pra esse tema, esse conceito, porque
- 5:50ele nos exige mudança de postura, de comportamentos,
- 5:55diante do que nós fazemos. Nós não estamos sozinhos.
- 5:59Né? A suinocultura, ela está
- 6:00inserida no ambiente e no seu entorno.
- 6:05Existem componentes vitais para gerações futuras, que é o solo,
- 6:09a água é, é a floresta, etcetera.
- 6:13Então, em 2004, a fauna, sua comissão de desenvolvimento e
- 6:17meio ambiente, definiu como sustentabilidade esse processo
- 6:20dinâmico de insatisfazer as necessidades atuais sem
- 6:24comprometer a capacidade das gerações futuras.
- 6:28De poder atender as suas necessidades.
- 6:30O que significa dizer o seguinte, nós não podemos usar
- 6:33os nossos recursos sem pensar no futuro.
- 6:36Então é em 2015, a ONU, lá na sua cúpula de desenvolvimento
- 6:42sustentável, ela propôs 17 objetivos para o desenvolvimento
- 6:46sustentável. E esse dentre esses 17
- 6:49objetivos, nós temos 169 metas que deveriam ser atingidas em
- 6:552030. Em 2030, então, nós.
- 6:59Estamos tentando cumprir minhas metas de Ano-Novo do ano
- 7:01passado. A gente tem 169, meu Deus.
- 7:05É, então veja bem, são, é. São objetivos para ficar mais
- 7:09claro para quem está No No nos assistindo, como por exemplo,
- 7:12erradicação da fome, como por exemplo, energia limpa e
- 7:16aceitável, como igualdade de gênero.
- 7:19Então são vários, vários objetivos dentro desse
- 7:22desenvolvimento sustentável. E nesse nesse sentido, a
- 7:26sinocultura está envolvida, não é porque ela gera emprego,
- 7:29portanto, ela ela ela, ela ela colabora pra radicação da
- 7:33pobreza, fornecimento de emprego e também ela ela trabalha com
- 7:38recursos naturais e tem na suinocultura uma é um
- 7:43complicador a mais, que é o grande volume de dejetos que nós
- 7:47temos e a grande demanda hídrica.
- 7:49E a grande demanda por Terra, fornecimento de grãos, milho e
- 7:54soja. Então não tem como a sinocultura
- 7:56estar distante desse conceito. Então, eu costumo dizer que
- 8:01sustentabilidade ela está no retrovisor, porque nós temos que
- 8:04ver o que fizemos no passado para comprometer algumas algumas
- 8:10alguns componentes importantes, vitais para todos nós da
- 8:12sociedade. E o Farol?
- 8:16Porque nós temos que mudar a postura ou enxergar lá na
- 8:18frente. Porque a sociedade está nos
- 8:20exigindo isso, né? Então é um tema atual.
- 8:24Sustentabilidade é isso. É demais mesmo que eu já estou
- 8:29fazendo um paralelo aqui com a questão de uma só saúde, né, que
- 8:32quando a gente é, pensa que não dá pra gente fazer só a saúde
- 8:36dos animais, ou só a saúde dos humanos ou só a saúde do meio
- 8:39ambiente, né, que tá tudo integrado, que é aquela máxima,
- 8:43né, é o planeta não tem, vou jogar fora, né, qual?
- 8:47Qual que é o lado de fora, o espaço Sideral, a gente não tá
- 8:50falando disso, né? Tá tudo dentro do planeta Terra,
- 8:52então 1 hora isso volta pra gente.
- 8:55É sim, é. Esse conselho de saúde única se
- 8:57enquadra perfeitamente dentro dentro do dessa, dessa complexa
- 9:01relação que nós temos como cadeia produtiva animal e
- 9:04sociedade. Então, pra ficar bem claro,
- 9:07quando nós abusamos. Da produção de gases dentro da
- 9:11assinocultura. Ela está afetando a qualidade e
- 9:14o bem-estar do trabalhador presente, não só dos animais.
- 9:17Então, saúde única é o que? Os animais também tem saúde e o
- 9:21trabalhador tem saúde, tem que ter saúde, a sociedade no seu
- 9:24entorno tem que ter saúde, porque a suinocultura ela
- 9:28cresceu de tal forma que você tem uma concentração muito
- 9:31grande de de, de, de granjas localizadas uma próxima a outra.
- 9:36Então tem os setores, temos áreas aqui no Brasil.
- 9:39Em que a cidade sente o odor produzido que advindo dos gases
- 9:46produzido na suinocultura? Então saúde única é importante,
- 9:49tem a problemática da resistência aos antimicrobianos
- 9:52né? Que se tem AA utilização dos dos
- 9:55antibióticos Na Na suinocultura como um componente de
- 9:59resistência de bactérias aos antimicrobianos Na Na espécie
- 10:04humana. Então nós temos que discutir
- 10:05esses temas que são sempre muito importantes.
- 10:09Nossa, é demais isso aí, porque se a gente for pensar a
- 10:11suinocultura, ela pode pesar de uma forma positiva ou negativa
- 10:15nessa balança, né? Se a gente pensar do lado
- 10:18positivo, a gente tá produzindo proteína de qualidade.
- 10:21A gente tá colocando uma carne de excelência no mercado a um
- 10:25preço justo, tanto pro produtor quanto pro consumidor, uma carne
- 10:30sem risco à saúde. Então a gente tem todo esse lado
- 10:33bom. A gente tá gerando emprego
- 10:35agora, se a gente fizer do jeito.
- 10:37É, não vou dizer errado, mas com algumas falhas.
- 10:40A gente tá produzindo um Monte de dejeto, a gente tá é trazendo
- 10:45dificuldades para aquele trabalhador, né?
- 10:47Ele não tá trabalhando com o nível de excelência que ele
- 10:49poderia trabalhar, porque ele tá lutando ali dentro de um sistema
- 10:52para tentar fazer as coisas, não tá conseguindo, a gente tá
- 10:55colocando muito antibiótico, isso pode gerar problemas.
- 10:59Então sua incultura, ela fica ali numa balança que que é muito
- 11:02sensível, né? Que ela pode tanto ir para o
- 11:04lado positivo quanto para o lado negativo, pensando.
- 11:07Essa questão de sustentabilidade é é muito importante a gente
- 11:11pensar nesses pilares, né? Pra pra manter AA suinocultura
- 11:15com um aspecto positivo nessa balança.
- 11:18Sim, sim, se pra simplificar, porque são muitos objetivos de
- 11:22desenvolvimento sustentável e muitas metas.
- 11:25Eu costumo falar o seguinte, de linguagem simples, são 4 pilares
- 11:29que a gente tem que estar preocupado, olhando e sendo e
- 11:32sermos vigilantes. Quanto a sustentabilidade e
- 11:34suinocultura, primeiro, a sustentabilidade econômica.
- 11:37Isso aí é fundamental, porque é uma suinocultura que não não
- 11:41tem, evidentemente, capacidade de se manter.
- 11:44Ela vai desempregar. Nós.
- 11:48Vamos deixar de produzir esse excelente, essa excelente fonte
- 11:52de proteína animal e vamos deixar de empregar.
- 11:55Então, sustentabilidade econômica, promoção social é.
- 11:59É importante porque a gente tem que se preocupar com o
- 12:01trabalhador. Com as pessoas ali envolvidas,
- 12:04né? É bem-estar animal e proteção
- 12:08ambiental. Quer dizer, se a gente resumir
- 12:11nossas preocupações pra esses 4 pilares, não vamos encontrar
- 12:15formas de mecanismo de trabalharmos juntos pra atender
- 12:18esses 4 pilares. Então, tudo que modifica o
- 12:21bem-estar animal é um prejuízo à sustentabilidade.
- 12:24Se você não respeita as necessidades humanas, horas de
- 12:28trabalho, conforto, é, é local pra pra, pra refeição?
- 12:34É, é a legislação trabalhista. Você está também saindo do tema
- 12:38sustentabilidade. Se você não se preocupa com a
- 12:41gestão da água na sinocultura, se você desperdiça a água, se
- 12:45você não não faz uma gestão adequada e também não se
- 12:49preocupa com o manejo e dejetos, você está fugindo do Pilar.
- 12:53Proteção ambiental e quando você e aí é uma preocupação, Letícia,
- 12:58porque é a cinocultura nossa, é muito tecnificada e ela é muito
- 13:03desenvolvida. E ela não é, não é esses casos,
- 13:06é, é, é individualizados, que se coloca na internet de de de
- 13:10tratamento ruim com os animais. Não representa a nossa
- 13:13cinocultura. E nós temos que ter esse diálogo
- 13:16com a sociedade de mostrar, olha, não é assim que funciona.
- 13:20Essa carne suína que você está consumindo, ela ela, ela ela
- 13:23provém de um sistema altamente preocupado com o bem-estar
- 13:27animal. Aliás, nós nós fazemos pesquisa
- 13:32exatamente e transformamos essas pesquisas para trazer o máximo
- 13:35de bem-estar animal, porque esse bem-estar animal proporciona o
- 13:38que proporciona uma maior 11, maior produção de carne e de
- 13:42melhor qualidade para a sociedade.
- 13:45Então, como nós não estamos praticando o bem-estar animal?
- 13:48É isso aí que você me falou é muito importante, porque o que
- 13:51acontece é que é quem quer mostrar a coisa errada, parece
- 13:56que fala mais alto, né? E aí mostra o que está 11 ou
- 14:00outro lugar que faz errado, né? E coloca isso na mídia como
- 14:03sendo a regra. E todo mundo que está
- 14:05trabalhando certo está tão ocupado em trabalhar que não tem
- 14:08tempo de fazer um vídeo para mostrar como a coisa é bem
- 14:11feita. Então também acho que é 111
- 14:14cutucada na gente, né? Que está acostumado com quem?
- 14:17Trabalha direito da gente também divulgar quem está fazendo
- 14:20direito, né? Para as pessoas entenderem que
- 14:23que é uma cadeia produtiva, que está focada em saúde, que está
- 14:26focada em bem-estar, que não está fazendo as coisas de uma
- 14:29forma horrorosa, porque da forma horrorosa não tem.
- 14:32É sustentabilidade financeira, como você colocou, né?
- 14:35É muito importante o pessoal ter ciência disso.
- 14:38Sim, até porque na Conquista de mercados para você, das grandes
- 14:43empresas, para atingir mercados de fora, somos exigido uma série
- 14:47de de imposições legais que nos fazem manter a rigidez no
- 14:52controle ambiental, no controle do bem-estar animal da
- 14:55biosseguridade, no controle do uso de antibiótico, de alguns
- 14:58aditivos. Então é a nossa sinocultura.
- 15:03Ela é muito desenvolvida. Muito desenvolvida e nós da
- 15:07jatecnia, veterinária, economia, engenharia agrícola que
- 15:11trabalhou essa parte de de instalações, nós ficamos em
- 15:14muitas pesquisas. Nós somos muito gratos aos
- 15:16nossos é professores anteriores que tentaram através das suas
- 15:21pesquisas mostrar para a sociedade que olha tudo isso que
- 15:25esses animais atingiram. Foi devido exatamente a
- 15:28preocupação com isso. É interessante o seguinte.
- 15:32Quando nós fazemos projetos para conseguir financiamento nas
- 15:37agências de fomento, a gente se preocupava muito com o lado
- 15:40técnico, né? Com desempenho, com algumas
- 15:42indicadores, parâmetros fisiológicos, metabólicos e
- 15:46tudo, mas a gente já praticava alguns conceitos de
- 15:50sustentabilidade, porque quando você melhora a conversão
- 15:53alimentar de um suino de um rebanho, você reduz a quantidade
- 15:59de grãos que é preciso entrar naquela Granja.
- 16:01Quando você reduz a quantidade de grãos, você reduz a
- 16:05quantidade de de desmatamento, de uso da Terra para produzir
- 16:09aquela quantidade de grãos. Só que nós não usávamos isso
- 16:12como um argumento nas nossos projetos de pesquisa.
- 16:16Então nós praticávamos preocupações com com
- 16:20sustentabilidade, porém não colocávamos isso como 1111. 111
- 16:27catalisador para que nosso projeto fosse fosse aprovado
- 16:31hoje, não. Hoje as agências de fomento
- 16:34estão muito de olho. Tudo bem?
- 16:36Como é que isso vai impactar no bem-estar do animal?
- 16:38Como é que isso vai impactar na sustentabilidade para a
- 16:42sociedade? Por que que é importante você
- 16:44avaliar esse determinado aditivo?
- 16:46Então nós praticávamos, evidentemente, quando a gente
- 16:48estabelece as exigências nacionais do animal, ajusta as
- 16:52dietas, as suas verdadeiras exigências.
- 16:55Nós estamos colaborando com o ambiente porque nós estamos
- 16:58reduzindo a excreção de nutrientes com o ambiente, mas
- 17:00nós não não usávamos esse argumento no passado, né?
- 17:04Mas você sabe que você falando isso é me veio na cabeça uma
- 17:08coisa que você falou agora pouco também, que é assim que que a
- 17:10gente tem que melhorar, né? AA questão ali do trabalhador, a
- 17:14questão do impacto ambiental, a questão de sanidade.
- 17:17Aí você está falando agora, né? De fazer esses ajustes para ter
- 17:19melhor performance. E aí assim eu tenho um super
- 17:22poder. Não sei se o pessoal sabe, mas
- 17:23eu consigo ouvir o que o pessoal.
- 17:25Está falando quando eles estão ouvindo o nosso episódio, estão
- 17:28questionando aqui que eu estou conseguindo ouvir eles, que eles
- 17:31estão falando assim, é, mas eles estão falando.
- 17:33Eles acham que é fácil. Vem aqui no dia a dia, que a
- 17:36gente tem que resolver 1000 coisas, que a gente não consegue
- 17:38fazer tudo. A gente não dá nem conta dos
- 17:40problemas que tem. Como é que a gente vai melhorar
- 17:42o negócio? Então, ó, já vou responder aqui,
- 17:45eu vou pedir ajuda para o professor Márvio também me
- 17:47ajudar nessa resposta. Quando a gente tá com muito
- 17:50problema para resolver, realmente é difícil a gente
- 17:53fazer ação de melhoria. Então, por onde a gente começa
- 17:56pelo começo, então começa pelo básico, pelo arroz e feijão, vai
- 18:00arrumando a casa, vai ajeitando as coisas.
- 18:03E aí quando as coisas forem se resolvendo e for diminuindo a
- 18:06carga de trabalho, porque se já resolveu alguns problemas, aí
- 18:10você começa a fazer as ações de melhoria, aí você vai começando
- 18:13falar. Puxa, agora essa minha questão
- 18:15sanitária aqui está resolvida? Que que eu posso melhorar em
- 18:18biosseguridade essa minha falha nutricional está resolvida?
- 18:22Que que eu posso melhorar com o aditivo?
- 18:25Esse meu problema aqui de dejetos está resolvido.
- 18:28O que que eu posso tirar de lucro desse produto agora que o
- 18:32meu dejeto não é mais agora um problema ambiental?
- 18:34Mas agora vai ser um produto que eu posso vender de repente,
- 18:37então. Vai resolvendo um probleminha de
- 18:39cada vez pra você conseguir chegar nas ações de melhoria,
- 18:42porque senão a gente às vezes tenta melhorar o que está muito
- 18:45ruim. E aí você coloca um aditivo numa
- 18:48nutrição que não está legal, você coloca ali uma vacina, numa
- 18:51sanidade que está horrorosa e aí não vai funcionar mesmo, né?
- 18:55Mas eu queria saber a opinião do professor marvio em relação a
- 18:57isso. Claro, eu costumo falar é quando
- 19:00nós entramos numa Granja. É evidentemente que depende de
- 19:04cada Granja, né? Há vários desafios.
- 19:07Mas você não pode e a pessoa que está te consultando, aí te
- 19:11fazendo a pergunta, ela tem razão, porque a forma da gente
- 19:14falar, de se comunicar com com o Granjeiro, com o gerente da
- 19:19Granja, o proprietário, às vezes assusta, olha, você tem que
- 19:22fazer isso, aquilo, isso, isso, isso, isso, isso, isso.
- 19:24E realmente ele fica assim, nossa, não, eu não vou
- 19:26conseguir. Esse pessoal acha que é fácil,
- 19:28mas você definiu, você tem que priorizar os gargalos.
- 19:33Tem coisas simples, Letícia, que uma Granja pode fazer.
- 19:36O manejo de comedouro a gente está comedouro para não haver
- 19:39desperdício de ração. Isso é coisa simples.
- 19:41AA gestão da água, captação de água de chuva, porque não capta
- 19:46água de chuva. Isso é coisa simples para essa
- 19:48água ser usada. Em que na, na, no, na tarefa de
- 19:52lavar as instalações. Porque usar uma água potável
- 19:54para lavar? A instalação, então, é é
- 19:57Bebedouro vazando. Então são coisas simples.
- 20:01Então o colega que ou a colega que te questionou ela pode
- 20:05começar a fazer coisas simples, que ela vai adquirindo o
- 20:09espírito de como aquilo faz bem eu trabalhar no sistema
- 20:13produtivo, em que eu não vejo mais desperdício de água, eu não
- 20:16jogo mais dejetos nos mananciais, eu me preocupo com a
- 20:20com a com os animais, em termos de controle de insetos, de
- 20:24moscas e etcetera. Então são coisas simples, não
- 20:27precisamos. Vamos começar fazer o beabá.
- 20:30Oo feijão com arroz, como você falou, e isso vai te trazendo
- 20:33uma confiança, digo, agora eu estou preparado para absorver
- 20:36uma tecnologia mais forte, mais firme.
- 20:40Legal, legal você tocar na questão da tecnologia, que era
- 20:43aonde eu queria chegar, e assim, agora, como que a gente vai
- 20:47pegar essa Granja que tá funcionando legal, que tá
- 20:50fazendo o básico, muito bem feito.
- 20:52E agora a gente vai dar aquele upgrade, né?
- 20:54A gente vai colocar uma tecnologia, que tecnologia é
- 20:57essa? Eu vou colocar um robô lá
- 20:59dentro, o que que é? Então, calma, AA absorção de uma
- 21:03tecnologia depende muito da capacidade do sistema absorver o
- 21:07que é tecnologia. Não, não podemos impor a uma
- 21:11Granja que não tem solucionado seus problemas de
- 21:14biosseguridade, o sistema robótico de alimentação do
- 21:17suíno, porque o problema não é a alimentação do suíno naquele
- 21:19momento, o problema é a biosseguridade.
- 21:22Então cada Granja tem um perfil diferente de absorção de
- 21:26oportunidades tecnológicas, tá certo?
- 21:29Então vamos com calma, mas só para relembrar e para colocar
- 21:33para o colega, para colega que te questionou é, o mercado
- 21:37profissional me oportunizou. Ministrar uma aula em Campo
- 21:41Grande, Mato Grosso do Sul, numa sinocultura com é 5000-4200
- 21:47matrizes e muito interessante os exemplos de sustentabilidade que
- 21:51tinham lá. Por exemplo, todos os os
- 21:54funcionários moram na Granja, mas só trabalha na Granja quem
- 22:00quem se preocupa em dar escola pros filhos?
- 22:04Se os filhos não estiverem estudando, eles não são
- 22:07funcionários da Granja. Isso é o que?
- 22:09Preocupação social, promoção social.
- 22:11O secador de grãos dessa Granja, ele é alimentado por madeira de
- 22:16reflorestamento. Eucalipto não destrói árvores e
- 22:20isso é sustentabilidade. Eles têm manejo de dejetos, eles
- 22:24produzem o biogás, eles geram a sua energia, são
- 22:27autossustentáveis em energia, isto é sustentabilidade.
- 22:32Tá certo? Então tem medidas simples que a
- 22:34gente olha e vê e observa. Nossa, que preocupação com esses
- 22:38que que os donos do proprietário dessa grande tem com esse
- 22:41conceito de sustentabilidade. Então, resumindo, vamos começar
- 22:45a fazer simples agora, oportunidades tecnológicas, o
- 22:48que que nós chamamos de oportunidades tecnológicas?
- 22:52Muito bem. Nós podemos atuar em 3 Campos,
- 22:55oportunidades tecnológicas que possam promover a saúde e o
- 22:58bem-estar animal. Que não são coisas difíceis, não
- 23:02são coisas difíceis. Vamos começar do simples, tem
- 23:06Granja aqui, não tem balança a pesar.
- 23:08Porca coloca uma balança na entrada da maternidade.
- 23:12Uma balança não é caro. Você tem o peso dela na entrada
- 23:15e tem o peso dela na saída. Você vê a dinâmica de perda de
- 23:17peso dessa porca e você ajusta. Você tem um termômetro?
- 23:22Nossa, então a gente não está falando assim de colocar um robô
- 23:25da nasa ali? Ainda não muito.
- 23:27Simples, como, por exemplo, uma balança para acompanhar o peso
- 23:30dessa matriz. É é uma coisa simples.
- 23:33E isso é tecnologia. É, eu lembro quando nós é.
- 23:37Você está diante de um colega que já tem 37 anos de academia,
- 23:40Hein? Então, mas não fala.
- 23:42Muito não, que eu fiz 20 anos esses dias, Hein?
- 23:44Que bom, ainda tem um caminhar grande pela frente.
- 23:48Então eu lembro que no passado. Depois nós vamos falar em
- 23:51promoção do bem-estar de saúde animal.
- 23:54No passado, nós nós fazíamos é experimentos com porcas e
- 23:57lactação e nos preocupávamos com peso do leitão, desmame.
- 24:02O leitão saía pesado, OPA, acertei a nutrição, mas a porca
- 24:06saía deteriorada, perdia muito peso, porque se ela tiver
- 24:11condição ambiental, ela vai vai produzir leite a partir das suas
- 24:16reservas corporais. Qual era a consequência disso,
- 24:19Letícia, no futuro? Esse animal saía mais cedo do do
- 24:22do rebanho, porque ele se desgastava muito.
- 24:25A alta taxa de. Reposição então, hoje não é mais
- 24:30AAA. Exigência para atender o peso do
- 24:33leitão, simplesmente, mas também a exigência para reduzir o
- 24:37desgaste excessivo representado pela perda de peso na lactação.
- 24:42Não. Então a pode perder peso?
- 24:44Pode. Ela não pode perder peso num
- 24:47grau que. Não prejudique o seu, o seu
- 24:49desempenho produtivo e reprodutivo.
- 24:51O futuro, então nós temos que servir de.
- 24:52Depois ela não cicla direito, ela vai ter leiteira, não
- 24:55resolve as. Nossas, nossas semi são tão
- 24:58fantásticas, né? Eu sou a minha linha de
- 25:00pesquisa. Eu devia ter falado isso de
- 25:02princípio. Eu tenho um grupo de pesquisa no
- 25:04CNPq chamado nutrição funcional de suínos, mas eu trabalho muito
- 25:08com matriz para tentar melhorar a qualidade da lei integral do
- 25:10nascimento e do leitão ao desmano.
- 25:13Nossa, que legal. Então, me preocupo muito com a
- 25:16fêmea. Para mim é um, é um negócio
- 25:18fantástico, a fêmea, a fêmea suína, então é, se nós nos nos
- 25:23atentarmos para isso, uma balança tão simples que coloca a
- 25:26balança, uma porca passa, tem um peso, quando ela for desmamada,
- 25:29ela sai, passa, já tem a perda de peso, essa porca e você sabe
- 25:34se você está ajustando a nutrição correta ou não correta,
- 25:36isso é medida simples e é oportunidades, são oportunidades
- 25:40tecnológicas. Você quer ver outra coisa
- 25:42simples para quem está nos assistindo?
- 25:44Muitas granjas não tem termômetro nas salas.
- 25:47Eles não sabe se o animal está sentindo calor ou frio.
- 25:50Sabe que o animal é tão barato, não é muitas é, muitas vezes não
- 25:55tem 111, determinou 11 analisador de umidade do grão
- 25:59que chega. Isso é barato.
- 26:02Esse meu milho, ele tá na unidade correta, de forma que eu
- 26:06posso prevenir 111 é festação por fundos e, portanto,
- 26:11prejudicar a saúde do meu rebanho.
- 26:14Deprimir o sistema imunológico do meu rebanho.
- 26:16Então, quando a gente fala oportunidades tecnológicas, nós
- 26:19não estamos pensando em colocar uma sinicultura na lua ainda
- 26:23não, nós estamos falando que há coisas simples que podem ser
- 26:27feitas que nos nos motivam a cada vez mais nos tornarmos
- 26:31competentes e ávidos por aumentar a minha.
- 26:36Na minha sede, por tecnologias mais robustas, mais caras e
- 26:40etcetera. Mas vamos lá, o que que é só
- 26:42oportunidades tecnológicas de promoção de saúde e bem-estar.
- 26:46Então hoje nós temos vários recursos utilizados,
- 26:48evidentemente, na maioria das vezes por pesquisas, nas
- 26:51pesquisas, mas que não são difíceis de ver.
- 26:53Então nós temos, por exemplo, detector de tosses que você
- 26:57coloca No No galpão no seu computador, o animal tossinho
- 27:02aquilo, manda uma mensagem, chega no seu computador, OPA.
- 27:05Temos que ser vigilantes. Já tem o animal tossindo no
- 27:07galpão XY ou z isso faz com que nossa vigilância, que nós temos
- 27:12que fazer essa inspeção de área na Granja para detectar os seus
- 27:16animais doentes e isolá Los para evitar uma propagação dessa
- 27:19doença, esse esse detector de tosse, ele permite fazer isso,
- 27:24então permite detectar com precocidade em animais doentes,
- 27:28prevenir a infecção nos demais. E reduzir a carga de antibiótico
- 27:33é necessário na Granja pra poder curar animais doentes.
- 27:35Então isso a oportunidade tecnológica de saúde e bem-estar
- 27:38animal. Nós temos câmeras termográficas
- 27:41aqui no nosso núcleo de pesquisa nós temos câmeras termográficas
- 27:44que eu eu tiro foto e vejo OPA, aquele animal tá com a
- 27:47temperatura acima do do normal, ela nos indica a temperatura do
- 27:51animal. Claro, não nem todo, nem todo
- 27:55sendo cultor, vai ter AA condição financeira de sair
- 27:59comprando esses pequenos equipamentos, mas.
- 28:01É em quando nós temos a sinocultura ganhando dinheiro.
- 28:06A sinocultura é interessante, ela passa por vários ciclos, né?
- 28:09Mas quando ela passa pelo ciclo de de de abundância de receita,
- 28:14nossa ganha muito, ganha se muito dinheiro com a
- 28:16sinocultura. É o momento em que você tem um
- 28:19dinheiro para investir nessas pequenas coisas.
- 28:22Balança, termômetros, analisador de unidade de grãos.
- 28:26É, é, é essas cama termográficas que está doente ou não,
- 28:30etcetera. Não, isso é muito importante.
- 28:33O que você falou, professor? Porque assim, quando passa pelo
- 28:36ciclo positivo econômico, aí o que que o suinocultor faz?
- 28:39Ele vai e quer ampliar a. A Granja dele.
- 28:42Ou colocando mais fêmeas, ou colocando mais galpão mesmo,
- 28:45para colocar mais fêmeas. E em vez de ele resolver os
- 28:48problemas básicos que ele tinha lá em todos os galpões, ele cria
- 28:51mais um galpão que já vai reproduzir o problema crônico
- 28:55que ele tem lá. Quando vier AA queda, né?
- 29:00Ele vai ter um prejuízo. Maior porque ele não resolveu os
- 29:03problemas anteriores. Então é é é a questão de se
- 29:06inocultor, estar atento, né? Para no momento de bonança ele
- 29:10aproveitar para solucionar aqueles pequenos problemas que
- 29:12ele tem, para quando vier a queda, ele segurar ali, né?
- 29:17A as pontas, para poder voltar a produzir legal de novo depois,
- 29:22sem ter os prejuízos crônicos. Importante esse ponto aí.
- 29:26Sim, porque é se você aumenta a sua Granja.
- 29:30Você aumenta sua produção de dejetos, será que você tem seu
- 29:34sistema, está preparado para essa ampliação?
- 29:36Se seu se seu problema com dejetos já existe, ele vai
- 29:39agravar mais ainda. Você falou certo, Letícia?
- 29:42Então é, a tomada de decisão vem sim, do que você está precisando
- 29:48resolver, isso é primeiro, né? Então é quando se quando a
- 29:55cinocultura vive um momento bom, positivo, a gente tem que pensar
- 29:59nesses. Coisas simples que ajudam a
- 30:02melhorar a produtividade, a reduzir problemas de saúde dos
- 30:06animais, ao invés de você ampliar sua ensinocultura com o
- 30:10modelo já existente, com os problemas já existentes que eles
- 30:13vão se repetir. Como como bem falou você, né?
- 30:19Então é eu pesquisando, olhando. Vi também que nos Estados Unidos
- 30:24ou na Europa, não sei onde, lá não me recordo muito bem.
- 30:26Tem uma balança em que ela. A fêmea passa e cada membro
- 30:33anterior ao posterior a pressão que é exercida na balança
- 30:36detecta qual membro tá pressionando menos.
- 30:39Aí você detecta a claudicação la minite precocemente quer dizer,
- 30:44tudo que você pode fazer pra detectar 11 deslize na saúde, no
- 30:51bem-estar do animal. Isso é importante pra grande.
- 30:54Então isso vai ser o futuro. Vai ser dessa forma, né?
- 30:57Não, não. Tem como é o ensino cultor?
- 30:58Ele pode tomar essas decisões aos poucos, né?
- 31:00Hoje eu não tenho balança, OK? Vou colocar uma balança simples
- 31:05aqui na entrada, a saída da maternidade.
- 31:07Aí daqui uns anos, OPA, estou com uma graninha aqui, vou
- 31:10comprar uma balança mais Moderna, que detecte também essa
- 31:13questão da pisada do animal para ver se tem alguma porca
- 31:17mancando, se está com claudicação.
- 31:19Aí depois, Ah, acho que eu vou colocar uma câmera termográfica
- 31:22também para ver essa, essa questão da da sensibilidade.
- 31:25E a temperatura então vai evoluindo, né?
- 31:29Você não precisa já chegar com a suinocultura lá na.
- 31:32Na lua, né? Vamos começar com o básico e
- 31:35vamos aprimorando, passo a passo, ano a ano.
- 31:37Bem legal. Sim, com certeza, com certeza é.
- 31:42Hoje nós sabemos que você não pesar o leitão individualmente o
- 31:46nascimento não te dá 11 retorno de informação importante na
- 31:50grande sobre o que você fez com a fêmea na gestação.
- 31:52Não te dá esse retorno porque hoje a variabilidade é muito
- 31:56grande. Por causa da hiperprolicidade
- 32:00estão parindo. O número de animais acima da sua
- 32:03capacidade de amamentação, então o número só não é mais
- 32:06suficiente e nem o peso da lei pegada ao nascimento é
- 32:09suficiente. Tem que ser pesado
- 32:11individualmente para eu ver esse coeficiente de avaliação.
- 32:14Por quê? Porque o sinocutor tem que
- 32:16entender que aquela população de desoniforme de leitões vai
- 32:20trazer problemas de manejo do futuro.
- 32:23Porque quando nós vamos de mamar, nós vamos ocupar uma
- 32:26creche com animais os mais próximos possíveis dentro das
- 32:29baias. Eles estão cada vez mais tendo
- 32:31população heterogênea, então você vai ter que precisar de
- 32:33várias baias para poder alojar diferentes categorias de leitões
- 32:37com peso diferentes. Então temos que pesar o leitão,
- 32:40o nascimento e uma balança para pesar o leitão.
- 32:42É barato, gente nasceu, pendurou, o leitãozinho, pesou.
- 32:46Eu tenho uma noção do que tá acontecendo com minha, com
- 32:49minha, meu programa adicional da gestação.
- 32:52Então são essas medidas simples. E alguns chamam de tecnológicas
- 32:57que antes de a gente colocar todo um sistema amplo em que
- 33:02você tem e complexo que eu vou falar mais a frente que nós
- 33:05desenvolvemos aqui. Antes disso, temos temos medidas
- 33:09mais simples de sintomadas dentro da Granja que podem
- 33:12favorecer o andamento, os procedimentos, os processos
- 33:16dentro da Granja. Nossa, bem interessante isso.
- 33:20Minha cabeça aqui tá tá a milhão.
- 33:23Eu tô pensando aqui em várias possibilidades aqui de coisas
- 33:26simples e que na verdade são tecnológicas e que a gente às
- 33:29vezes não tá valorizando o quanto precisa.
- 33:33Mas é, eu tinha visto um artigo teu muito interessante falando
- 33:36sobre nutrição de precisão pra fêmeas.
- 33:40É, me explica um pouquinho melhor esse esse tema.
- 33:43E aí nós vamos entrar na outra, no outro campo de oportunidade
- 33:46tecnológica relativa nutrição e alimentação, né?
- 33:50Então é alimentação de precisão, nada mais é.
- 33:55E ser bem simples, para que todos entendam, é você ajustar
- 34:00as dietas, as necessidades daquele indivíduo.
- 34:05O que que é esse indivíduo? É uma porca que pode ser
- 34:08diferente de outra porca porque ela está em uma horta de parto 3
- 34:11enquanto a sua colega está no primeiro parto.
- 34:15É uma porca que tem uma capacidade de produção de 1820
- 34:19leitões. Renascimento, um histórico que é
- 34:21diferente de outro que tem uma capacidade de produção de 1415
- 34:24leitões. Nossa, mas eu consigo fazer esse
- 34:27ajuste fino pensando lá em 1000 20005-1000 fêmeas.
- 34:31Então, para isso, nós temos que investir aí realmente nós
- 34:35estamos nos aproximando daquele daquela preocupação do produtor
- 34:38de eu não tenho dinheiro para comprar um sistema desse.
- 34:40São estações de alimentação. Então, essas oportunidades
- 34:44tecnológicas trabalham com sensores nas na as tags, né?
- 34:48Nas orelhas das dos animais, que quando ela entra na estação de
- 34:51alimentação de alimentação é registrado o peso dela.
- 34:55Tem aquele animal, aquele número, já se sabe no sistema
- 34:58que ele está, em qual ordem de parto, qual o estádio da
- 35:01gestação, qual é a capacidade produtiva dela.
- 35:04E aí você ajusta a ração. Nós temos normalmente 2 rações
- 35:09de alta, de baixa densidade. Elas se misturam automaticamente
- 35:13para atender aquele animal, então são estações de
- 35:16alimentação e entram somente uma porca é lido, são sensores por
- 35:21radiofrequência, lê. Identifica aquele animal, essa é
- 35:24uma porta e está com 70 dias de gestação, tá imprimir para o não
- 35:29sei o que. Então, a ração é elaborada, é
- 35:32formulada, é preparada na hora, só para aquele animal.
- 35:35Evidentemente que é um sistema caro, mas tem uma outra
- 35:38vantagem, além de você ajustar as necessidades, a dieta, as
- 35:41necessidades do animal, você permite que os animais sejam
- 35:45mantidos é em baias coletivas e não presas.
- 35:50O que também é uma demanda da sociedade que nós temos que cada
- 35:53vez menos prender os animais para que possam ter oportunidade
- 35:58de de andar, se deslocar, levantar, girar o corpo.
- 36:02Então isso é bem-estar animal. Então é muitas.
- 36:07Nós temos que ter cuidado com qual a informação que nós
- 36:09trabalhamos. É se fala que as grandes
- 36:12empresas do Brasil e hoje todas já usam essas estações coletivas
- 36:15de gestação, de alimentação, de gestação, alimentação de
- 36:18precisão, mas nós temos que ter cuidado.
- 36:20É, elas podem até ter muitas? Tem, mas não para todas as
- 36:25fêmeas, porque é um processo lento.
- 36:28Nós temos a tecnologia já está presente, mas não para todas as
- 36:32fêmeas. Continua ainda tendo um rebanho
- 36:34considerável de de fêmeas sendo mantidas em gaiolas e
- 36:37individuais de gestação. Mas esse é o futuro, porque é se
- 36:41você ajusta necessidades, você sobrecarrega menos o animal.
- 36:46Metabolicamente então ele não, ele não tem um excesso de
- 36:48nutrientes e consequentemente o ambiente agradece, porque você,
- 36:53o animal excreta menos nutrientes, né?
- 36:55Nossa, acho que faz total sentido com o começo lá da
- 36:58conversa, né? Que a gente estava falando de
- 36:59sustentabilidade econômica. Então imagina, né?
- 37:02A pessoa começa a fazer o básico bem feito, ela começa a diminuir
- 37:06as perdas. Ela vai, por exemplo, pegar lá o
- 37:09dejeto e vai transformar num produto.
- 37:11Ela vai captar água de chuva e não vai ter que gastar água
- 37:14potável. Ela vai gerar energia, vai ter
- 37:17uma conta de luz menor. Então ela vai começar a diminuir
- 37:19os gastos, vai começar aumentar os ganhos.
- 37:22Aí consegue investir em mais tecnologia.
- 37:25O que vai deixar a. O manejo desses animais muito
- 37:29mais individualizado, atendendo necessidades individuais de cada
- 37:33animal. E aí cada animal com atenção
- 37:35individualizada, vai trazer um retorno maior pra produção.
- 37:39Então assim, é uma roda que quando começa a girar ela, ela
- 37:42não para, né? Você começa a fazer a coisa
- 37:45direito e vai conseguindo fazer melhor a cada passo, a cada novo
- 37:48investimento. Então é é muito interessante a
- 37:51gente ver como de repente resolver problema do dia a dia,
- 37:55começa a trazer solução tecnológica.
- 37:57Para o futuro, por conta da sustentabilidade econômica,
- 38:00achei bem interessante esse. Claro, claro.
- 38:03E nós não podemos fugir nisso porque é, não é somente a
- 38:07economia Oo resultado sobre o custo menor, mas o bem-estar
- 38:12animal, a proteção ambiental, menor capacidade de poluir que a
- 38:16Granja vai ter, né? EE, é, e a gente tem, quando nós
- 38:22fazemos os nossos experimentos, lamentação de precisão.
- 38:25A gente vê que realmente o animal responde nesse nesse
- 38:28trabalho que você, que eu indiquei, que você leu, que você
- 38:32é, acabou de comentar. Houve uma redução do do do custo
- 38:37da da do consumo de lisina de ração de 7 a 10%, ou seja, na
- 38:43realidade, nós estávamos fornecendo mais nutrientes do
- 38:47que o animal precisava. Que vai para o meio ambiente
- 38:50depois, né, que é desperdiçado? Claro, claro, vai para o meio
- 38:53ambiente, né? Aí quando você fala em meio
- 38:55ambiente, nós é. A sinicultura também participa
- 38:59na produção de gases de efeito estufa, né?
- 39:02Os principais são metano CO2 e o óxido nitroso.
- 39:05Ah, mas a sinicultura não é como outras atividades produtivas que
- 39:09produzem muito metano e que são. Que são AA muitas vezes
- 39:13injustamente colocadas, né? Ah, sim, eu vi um levantamento
- 39:17recente que acho que de toda a produção de metano, acho que o
- 39:20agronegócio corresponde, acho que a 5 a 10% da produção
- 39:23mundial, que o resto é indústria mesmo e.
- 39:26Vão sacrificando nossos nossos parceiros ruminantes dizendo que
- 39:29eles são as principais responsáveis.
- 39:32Mas assim, no cultura, tudo bem, ela não é.
- 39:33Não produz essa quantidade toda de metano, de só 2, mas ela
- 39:37produz autos nitroso. É uma das atividades que produz
- 39:40mais autos nitroso. Não era no volume de um metano
- 39:44de um só 2, etcetera. Só que o óxido nitroso ele tem
- 39:47um potencial 300 vezes maior de do que o só 2 de produzir gases
- 39:54de efeito estufa. Tem um levantamento que ele
- 39:58demora 125 anos para se desfazer na atmosfera.
- 40:02Então se nós nós temos uma carga de de nitrogênio e narração
- 40:07alta, nós ou suindo produz o alto nitroso.
- 40:10Via degets Ah, mas não é significativo.
- 40:13Calma, não é significativo. Hoje eu não sei o que que tá
- 40:16acumulando aí em cima, entendeu? Então, pra você ver, nós temos
- 40:20discussão até hoje entre acadêmicos.
- 40:22Se se tem, tem aquecimento global, quer dizer, a ciência, a
- 40:27sociedade. Fica maluca.
- 40:28Eu digo, poxa, nem os cientistas se entendem sobre isso.
- 40:31Olha, eu não sei se tá tendo aquecimento global, mas que tá
- 40:33quente pra danar aqui em pirassunga, tá?
- 40:35Viu, ó, tá difícil, eu. Prefiro acreditar na corrente de
- 40:39que realmente nós estamos mudando o clima.
- 40:42Eu prefiro acreditar porque os exemplos têm sido.
- 40:45Eu sei que as coisas são cíclicas, que a cada 5000 anos
- 40:4810000 anos acontecem. Não sei o que lá, mas tinha que
- 40:51ser na minha vez. Tá quente?
- 40:53Então, por isso que é o desenvolvimento sustentável.
- 40:55O que que tá acontecendo com a nossa?
- 40:58Com o nosso nosso é é Globo terrestre.
- 41:01Essas inundações, esses aquecimento, essas secas, esses.
- 41:05Isso é comprometer a geração Futura?
- 41:07Se não, não estamos nos preocupando.
- 41:08É comprometer geração Futura? Não é.
- 41:10Agora, eu não sei se nós temos tempo, mas eu queria falar para
- 41:12você sobre uma experiência que nós temos, estamos tendo aqui
- 41:15na. Ufla conta, conta.
- 41:17Nós desenvolvemos 1111 sistema de pesagem em tempo real das
- 41:23Placas em lactação, então é, nós vamos pode ser que nós tenhamos
- 41:28uma oportunidade Futura para um. Te mostrar mais isso com mais,
- 41:32com mais detalhe, mas eu aqui, do meu computador, do meu
- 41:35gabinete, do meu celular, do meu tablet, eu acompanho as porcas
- 41:39que estão nesse momento alojadas na maternidade e eu tenho
- 41:42informação a cada 40 segundos do peso da porca.
- 41:47Mas ela tá tipo em cima de uma balança, é isso?
- 41:49Embaixo dela, no piso sobre a porca, tem células de carga de
- 41:55alta sensibilidade que me dão o peso dela.
- 41:59É uma variação de 50 g, olha só, 50 100 G1 animal de 280 kg.
- 42:06É um espirro que ela dá, já mexe a balança.
- 42:08Então é. Então, quando ela levanta, eu
- 42:11tenho peso. Quando ela levanta e consome a
- 42:13ração, aquele peso dela muda. Então já sei que aquilo é ração.
- 42:17Por quê? Porque eu tenho sistemas de
- 42:18câmeras que funcionam e mostram, olha às 11:00, às que horas são
- 42:24às 10:16, a porca número 35, ela tem um pico.
- 42:29No No meu sistema, no meu computador, que é representado
- 42:33pelo consumo de ração, ou se ela consome água, ingere água.
- 42:37Eu também tenho esse pico para cima.
- 42:40Quando ela urina, tem um pico para baixo quando ela defeca,
- 42:43tem um pico para baixo quando ela deita, ela tem o peso dela.
- 42:47Quando os leitões sobem na plataforma para mamar, aí tem um
- 42:51pico alto. Só que esses Picos são tão
- 42:53individualizados que hoje eu sei quantas mamadas acontecem
- 42:57durante o dia. Em qual período do dia os
- 43:00eleitões procuram mais AF mama. Então, e quando eles saem da da
- 43:06plataforma? Eu tenho um peso da porca após
- 43:10os leitões é mamar, ou seja, aquela.
- 43:13Diferença de peso verdadeiro big Brother mesmo, né?
- 43:16Caramba, dá. Uma porca deixa eu te falar,
- 43:20qual é a complexidade? Uma porca durante um período de
- 43:23lactação de 21 dias, eu tenho 45300 informações de peso.
- 43:29Pra isso eu faço o quê? Aí eu me recorro aos meus
- 43:32colegas estatísticos que bolam que tem um sistema de limpeza de
- 43:38dados, porque, por exemplo, a porca, às vezes ela se estica e
- 43:40coloca a perna sobre uma barra da grade e aquele.
- 43:45Aquele pico pra baixo eu não sei, não saberia o que é, mas eu
- 43:47sei o que é. É exatamente quando ela bota a
- 43:50cabeça, reduz a carga, o peso sobre as células de carga.
- 43:55Então aí eu tenho um sistema que faz a limpeza desses outliners.
- 43:59Então Letícia, é tão fantástico isso, porque eu vou, eu vou
- 44:02conseguir entender qual o que que acontece com a fêmea segundo
- 44:07a estação do ano, segundo os dias de lactação?
- 44:11Qual a produção de leite real dela?
- 44:13Porque atualmente a gente usa equações, né?
- 44:15Pra estimar a produção de leite, aquele sistema de colocar o
- 44:18pesar o leitão antes, bota pra mamar e pesa depois, foi muito
- 44:22tempo utilizado, mas naquele negócio daquele manejo, o leitão
- 44:24pode defecar, pode urinar, então acaba mudando um pouco o
- 44:27negócio. Então eu tenho esse peso em
- 44:30tempo real quando eu fazia experimento com porca pra eu
- 44:33pesar a porca após o parto pra eu saber quanto foi, o que era
- 44:38representado pelos produtos gestacionais.
- 44:41Fé dos líquidos e placenta, leitão líquido e placenta.
- 44:45Eu tinha que tirar a porca da maternidade se eu não quisesse
- 44:48usar. É, é aquela equação.
- 44:52Isso era muito desgastante para porca, porque imagina uma porca
- 44:56que passou por um período de parto, contração naquele
- 44:58Descanso e eu tinha que tirar aquele animal para ter uma
- 45:01formação. Não preciso mais disso porque.
- 45:04No, no, na, no. Meus gráficos.
- 45:07Eu vejo direitinho quando ela está próxima ao quarto, porque
- 45:10ela está inquieta. Então os registros ficam, ficam
- 45:14um samba, né? Fica parecendo notas musicais,
- 45:17mas. Já imaginei um eletrocardiograma
- 45:19assim, né? Tipo assim, quando ela pare, eu
- 45:22vejo AA perda de peso significativa representado por
- 45:26quem? Pelos produtos educacionais.
- 45:28Então eu é. Nós temos muita coisa para
- 45:31trabalhar com esse sistema. Muita informação, porque eu vou
- 45:34analisar o leite, eu vou analisar o sangue, eu vou
- 45:37analisar as fezes, vou analisar a urina.
- 45:39Então é uma gaiola metabólica também.
- 45:41Eu sei o quanto que ela está com medo, porque você é a composição
- 45:43da narração, quanto é tapazinho de leite, a composição do leite,
- 45:47eu sei quanto que ela está defecando a composição das
- 45:50fezes, eu sei quanto é que ela está urinando a composição da
- 45:53urina. Então eu tenho uma gaiola
- 45:54metabólica, coisa que não existe, não existe gaiola
- 45:58metabólica pra porca, esse é um modelo.
- 46:01E eu desconheço que existe fora do Brasil.
- 46:04Eu desconheço, entendeu? Onde eu dou palestra e tudo
- 46:07sempre é muito bem recebida essa informação.
- 46:10Mas eu acho que isso pode ficar para o futuro.
- 46:12A gente pode. Terá o maior prazer de
- 46:14apresentar esse sistema para vocês.
- 46:17Nossa, maravilhoso isso que você colocou, Hein?
- 46:19Acho que tem muita, muita coisa pra gente conversar.
- 46:22EE aí pra gente ir fechando o nosso episódio assim, quais são
- 46:26os os próximos desafios? Aí o que que tem pela frente?
- 46:29É, nós temos é essas oportunidades tecnológicas que
- 46:33elas são variáveis de acordo com o grau de investimento.
- 46:36Tem coisas simples, como eu exemplo fiquei e tem coisas
- 46:38muito mais caras. Por exemplo, esse sistema que eu
- 46:40montei é ele custa 16000 por gaiola, sem contar gaiola.
- 46:46Só as células de carga e o sistema que que registra
- 46:49informação coloca na nuvem. Eu acompanho aqui do computador.
- 46:53Cada um custou 16000. Então evidentemente que por
- 46:55enquanto ainda é fica num ambiente científico, nos
- 46:59laboratórios da, da, da. Universidade um carro de Fórmula
- 47:031 com um carro popular. Exato.
- 47:06Mas os desafios dessas oportunidades tecnológicas
- 47:08sempre vão ser o custo de implementação, né?
- 47:11AOA, complexidade para trabalhar essa informação, porque são
- 47:15muitas informações. Né?
- 47:17AA manutenção e o suporte para continuar mantendo isso.
- 47:20Então de ver toda vez que um lote de animais saem, eu tenho
- 47:25que calibrar as balanças novamente, né?
- 47:27Porque. A sala de carga.
- 47:29Tá ali eu tenho um peso específico, coloco peso e
- 47:31calibro a balança novamente. É.
- 47:34E a gente tem que trabalhar, lidar com uma coisa. 11 aspecto
- 47:37que realmente é preocupante, porque essas é a absorção dessas
- 47:41tecnologias. É invariavelmente levam.
- 47:45A redução da oferta de empregos. Então, quando eu coloco um
- 47:49detector de tosse, 111, câmera para filmar comportamento dos
- 47:54animais, eu estou, eu estou restringindo o número de pessoas
- 47:57que precisam fazer aquelas inspeções diárias no galpão para
- 48:00ver que é animal, então? Ah, eu tenho uma opinião um
- 48:02pouco diferente sobre isso. Não, nós temos que nos preocupar
- 48:06com isso. É que a minha opinião fala
- 48:08porque que é diferente antes de você terminar teu raciocínio.
- 48:11Porque assim a pessoa ela vai estar deixando de fazer aquele
- 48:15serviço, mas tem outros 400 serviços para ela fazer que ela
- 48:19não fazia antes porque não tinha tempo.
- 48:22E mais, alguém precisa fabricar aquele equipamento, alguém
- 48:28precisa calibrar aquele equipamento.
- 48:30Então são criados novos empregos.
- 48:33Então eu eu sempre ouvi essa história, né, desde a quando eu
- 48:36estava na escola, né? A revolução industrial, não sei
- 48:39o quê, mas quando você cria 111 nova tecnologia, você precisa de
- 48:44pessoas para cuidarem daquilo também, né?
- 48:47A fabricar o equipamento. É, então acho que assim a gente
- 48:50tira o trabalho. Um trabalho manual ali, o
- 48:53trabalho chato daquele trabalhador e dá um trabalho
- 48:57mais elaborado para ele. Então eu tenho uma opinião meio
- 48:59controversa sobre essa questão. De sua opinião, está certíssima
- 49:02que você foi bem ansiosa para poder complementar?
- 49:06Eu falei de empregos diretos, nós que trabalhamos com ensino,
- 49:10cultura, nós sabemos muito bem que a relação matriz funcionário
- 49:17tem aumentado, isso são os empregos diretos envolvido na
- 49:21Granja. Tem aumentado cada vez mais.
- 49:24O pessoal quer, não, não precisamos de tantos
- 49:26funcionários. Nós sabemos que algumas dessas
- 49:28decisões elas complicam o sistema.
- 49:30Por exemplo, nem toda Granja mais tem aquela aquela turma da
- 49:35da noite para acompanhar, parto para socorrer leitão.
- 49:38Então a mortalidade está aumentando segundo esses.
- 49:41E aí eu concordo com você, segundo eles, eu já faço no meu,
- 49:45no meu grupo de pesquisa aqui. Na USP, eu costumo fazer
- 49:48simulações, gente, olha só, se eu contratar funcionário pro
- 49:52turno da noite para acompanhar a parte de salvar leitões, se eu
- 49:56reduzir 2% da mortalidade na maternidade, eu vou ter uma
- 50:00receita líquida de tanto? E isso paga o funcionário que
- 50:04acompanha os quartos à noite. Ah, eu faço as contas com os
- 50:07alunos aqui é demais mostrar esses valores, é?
- 50:09Muito bacana a taxa de reposição.
- 50:11Eu também faço cálculos quando você reduz a taxa de reposição.
- 50:15Os o pessoal de de de genética das empresas genéticas.
- 50:19Não gosto muito das minhas palestras não.
- 50:21Sabe porque eu falo que nós somos.
- 50:23Eles estão abusando na tarde de reposição de 55 e 57% das.
- 50:27Cenas cidade também. O pessoal está meio bravo
- 50:30comigo. Também 44.
- 50:31Entre 2% para dar oportunidade da fêmea ficar mais tempo e
- 50:34expressar seu potencial dentro da greve.
- 50:36Se pagar inclusive, né? EE, eles não gostam porque eles
- 50:39vivem da venda de fêmeas, então me perdoem meus colegas que eu
- 50:43tenho vários amigos que trabalham em genética, mas é,
- 50:48nós temos uma taxa, nós estamos trabalhando com taxa de
- 50:51reposições muito altas. Eu acho que isso não é bom para
- 50:53o Granjeiro, não é bom para fêmea.
- 50:55Ela tá saindo cedo do sistema EEE, eu faço esse cálculo.
- 51:00Olha só, se você reduzir em 3%, 5% a taxa de reposição, você vai
- 51:04ter 11 redução no custo de aquisição de fêmeas que não
- 51:08prepara suas fêmea na Granja de tanto, não é porque a fêmea hoje
- 51:12vale um valor merecido por causa do potencial genético que ela
- 51:15tem todo o trabalho das empresas genéticas em fornecer ao mercado
- 51:19animais superiores, como são o que nós temos hoje?
- 51:22Mas esse dinheiro aqui, ó, vocês podem investir em que?
- 51:25Em balança, em biodigestor essa receita, mas você vai ter.
- 51:30Em biodigestor em Balanço. Não é?
- 51:33É abrir a cabeça e assim pro pessoal da da genética, da
- 51:36reprodução, não ficar chateado com a gente.
- 51:38Ó, calma, a gente não tá falando pra vocês pararem de vender
- 51:41fêmeas. A gente vai ajudar vocês a
- 51:43aumentarem a venda de fêmeas, mas não com reposição, com
- 51:46expansão das granjas, porque as granjas vão funcionar melhor e o
- 51:49pessoal vai precisar expandir, vai precisar abrir Granja nova,
- 51:52vai precisar de mais fêmea, mas não vamos mexer na taxa de
- 51:54reposição, não vamos diminuir a taxa de reposição e aumentar o
- 51:58número de matrizes alojadas. Vamos chegar em segundo maior
- 52:01produtor do mundo. O que que vocês acham?
- 52:03Aí fica bom para todo mundo. Nossa, nós, como do mesmo
- 52:07pensamento que essa é sempre a minha complementação, quando
- 52:09esse quietinho, não? A gente não combinou, não.
- 52:13Não, vocês vão vender mais granjas, é isso mesmo.
- 52:18Mas eu tenho que ser honesta e sincero com o produtor, né?
- 52:21Não é justo. Vou uma filma não ficar 2 anos e
- 52:24meio na Granja, né? Não é justo, né?
- 52:26Então nós temos um animal tão valioso.
- 52:29É que as que as empresas entregam para o mercado não
- 52:33justifica. Sai antes do quinto parto, né?
- 52:35Então, mas é isso. Nossa, que conversa boa,
- 52:40professor. Gostei muito, muito é desse
- 52:44assunto. Me quebrou aí uma crença que era
- 52:47que tecnologia é uma coisa assim, super master blaster e
- 52:51que na verdade, às vezes tecnologia é uma coisa muito
- 52:53mais próxima da nossa realidade. Coisas baratas também são
- 52:56tecnologia. E que podem impactar
- 52:58positivamente na nossa balança, né?
- 53:00Tanto na balança do peso quanto na balança econômica.
- 53:04Então, muito legal essa conversa e eu espero que que os nossos
- 53:07ouvintes tenham aproveitado tanto quanto eu aproveitei.
- 53:10Ah, eu fico. Eu que fico grato pela
- 53:12oportunidade e me coloco à disposição.
- 53:16É, eu não sei se se No No no áudio ou ou vídeo vai sair o meu
- 53:20contato, mas quem quiser entrar em contato comigo é
- 53:22marvio@ufla.br. E estou à disposição de quem
- 53:27quiser conversar mais sobre sinocultura ou ou se aprofundar
- 53:31nessas nessas propostas que nós discutimos aqui.
- 53:35Maravilha, então então com isso a gente se despede.
- 53:38Espero todo mundo no próximo episódio, até mais.
- 53:41Muito obrigado, até mais.