Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #234 #HOJEPOD Especial: episódios do Instituto Claro vão de Cazuza e Cartola à Osquestra Sinfônica Heliópolis
Transcript
- 0:01Peças raras olá, tudo bem? Eu sou o Marcelo abud, estou
- 0:06aqui com uma edição especial, em que destaca os episódios do mês
- 0:11de abril no podcast do instituto.
- 0:14Claro que é produzido por mim e pela produtora peças raras.
- 0:24Hoje, pode? Com Marcelo abud.
- 0:29Começamos com os 65 anos de Cazuza, celebrados no início do
- 0:34mês de abril. Nele, você vai comprovar que as
- 0:37canções sobre política e desigualdade social composta por
- 0:42Cazuza permanecem atuais. No episódio de 29 de março, o
- 0:48doutor em sociologia pela Universidade Federal do Rio de
- 0:51Janeiro, Mario Luis grangeia, analisa músicas como um trem
- 0:56para as estrelas, Brasil ideologia.
- 0:59E o tempo não para granjeia é autor do livro Brasil, Cazuza,
- 1:05Renato Russo e transição democrática.
- 1:09Cazuza teve essa sensibilidade de, no repertório dele, ter
- 1:14retratado uma porção de expectativas de reações da
- 1:18população Brasileira diante daquele período de mudanças de
- 1:22saída do regime militar e retomada da democracia.
- 1:26Então, realmente tem esse diferencial de não ter olhado só
- 1:29questões da vida íntima, mas também questões da vida pública.
- 1:34Quando Oo Cazuza se apresentou com o Barão Vermelho, lá no Rock
- 1:37In Rio, o Cazuza tinha ser coberto com a Bandeira do
- 1:40Brasil. Numa expectativa assim, de que
- 1:42agora o Brasil vai para frente. Ele encerrou pro dia nascer
- 1:45feliz, desejando um dia feliz para todo mundo amanhã.
- 1:50Que o dia nasça lindo para todo mundo.
- 1:52Amanhã. No áudio, você fica ainda com
- 1:55trechos de uma entrevista do próprio Cazuza, em que o artista
- 1:59revela por que começa a se interessar por temas mais
- 2:03sociais e políticos. Acho que o que está ocorrendo
- 2:06hoje em dia é isso, não é a sabe buscar menino na lanchonete com
- 2:10o carro vermelho mais é pedir hombridade aos dirigentes e
- 2:14querer morar num país decente. É querer ver o povo da gente
- 2:17vivendo dignamente. A música continua na pauta dos
- 2:21episódios do podcast do instituto claro.
- 2:25Em 5 de abril, foi publicada uma conversa com caê guajara, que
- 2:29está lançando o seu segundo álbum e usa música para combater
- 2:35preconceitos. Meu nome é cair guajara eu sou
- 2:40cantora, arte, educadora, escritora e estou aí fazendo,
- 2:46né? Um Monte de expressões dentro da
- 2:48arte para que seja passada a mensagem de que os povos
- 2:52originários estão vivos e resistindo a cada avanço da
- 2:58colonização nesses últimos tempos.
- 3:01E continuamos resistindo com a nossa cultura, com a nossa
- 3:04língua e juntando tudo isso para poder reafirmar a nossa
- 3:08existência. autora da minha vida.
- 3:17Utilizar a arte para resistir é usado os elementos e sonoridades
- 3:24para estar pautando uma existência que a colonização dá
- 3:28como morta. Como que não existe, né?
- 3:31Então, quando eu canto vivências de uma pessoa indígena
- 3:35resistindo na cidade, na favela, eu torno isso existente.
- 3:40Os ouvidos que estão escutando no dia 11 de abril, a conversa
- 3:45foi com Bárbara Karine. Ela é conhecida pelo perfil uma
- 3:49intelectual diferen tona no Instagram, mestre e doutor em
- 3:54ensino de química pelo programa de pós-graduação em ensino,
- 3:57filosofia e história das ciências da Universidade Federal
- 4:02da Bahia. Karine é sócia fundadora e
- 4:05consultora pedagógica na primeira escola afro centrada do
- 4:10país, a Maria felipa. Como escritora, ela ressalta o
- 4:14poder dos livros na luta por uma educação antirracista.
- 4:19No podcast de educação do instituto claro, Karine
- 4:23apresenta 5 de seus livros, entre eles está o recém lançado,
- 4:28como se tornar um educador antirracista?
- 4:32Então, o que os meus livros fazem é mostrar que pessoas
- 4:35negras, muito antes de serem escravizadas, elas eram gente,
- 4:39elas eram intelectualmente potentes.
- 4:41Elas eram pioneiras. Criaram as bases científico
- 4:45tecnológicas do mundo contemporâneo.
- 4:48Imagine a dor de uma mulher negra, auxiliar de classe, em
- 4:53uma escola, compreender mediante esses processos formativos que
- 4:57ela só tem interesse em pentear. As meninas de cabelo liso e
- 5:02descobrir as razões disso, razões estas que estão muito
- 5:06distantes de serem apenas por grau de praticidade ou não no
- 5:11penteado. É doloroso para essas mulheres
- 5:14entenderem que elas não gostam de pentear o cabelo de crianças
- 5:18negras porque ninguém gostava de pentear o cabelo delas.
- 5:24E o vestibular da Unicamp 2024 motiva mais um episódio bem
- 5:30musical é que entra para a lista uma seleção de 10 canções de
- 5:36cartola. Para este episódio do livro
- 5:40aberto, o professor do instituto de estudos brasileiros da USP,
- 5:44Walter Garcia, divide as 10 canções escolhidas pelo
- 5:48vestibular da Unicamp. Em 3 capítulos, o morro, o tempo
- 5:52e lirismo amoroso. No primeiro momento, o sujeito,
- 5:56né? O sujeito tá sofrendo pelo
- 5:58afastamento da pessoa que ele ama, né?
- 6:01Não queres voltar para mim e aí ele se queixa para quem?
- 6:04Que ele se queixa? Ele se queixa as rosas, ou seja,
- 6:08existe aí uma figura de linguagem que é a
- 6:11personificação. Das rosas deixam de ser
- 6:14simplesmente flores e passam a ser interlocutora, personagens
- 6:19que vão ouvir a queixa do sujeito da canção É possível
- 6:31comprovar a relação entre música e cidadania a partir da
- 6:36experiência da primeira orquestra, criada em uma favela
- 6:39no Brasil. Essa foi a pergunta que motivou
- 6:42a pesquisa da professora do programa de pós-graduação em
- 6:46Humanidades, direitos e outras legitimidades da USP, Sandra
- 6:51Regina chaves Nunes, para saber as respostas encontradas por
- 6:55Sandra Nunes. Você pode conferir o episódio de
- 6:59cidadania que entrou no site do instituto claro e nas
- 7:02plataformas de podcast. No dia 20 de abril, desde o
- 7:07Villa-Lobos, tem um histórico aí, dessa preocupação com
- 7:10política na educação musical. A gente não pode esquecer o
- 7:13Mário de Andrade aqui no Brasil, mas eu queria ouvir desses
- 7:17músicos o quanto isso tinha feito diferença.
- 7:20Tinha uma das falas que era assim, eu podia pegar um
- 7:25revólver ou no violino. Eu fiz a opção pelo violino de
- 7:28uma forma de tirá-lo de uma condição que é de
- 7:32vulnerabilidade e foi efetivamente nas entrevistas que
- 7:36eu podia ouvir o quanto mudou e não só mudou para ele, mas
- 7:39muitas vezes mudou para a. Família dele, essa abertura de
- 7:43horizontes, passar a sonhar, ter outro estilo de vida que ele não
- 7:48imaginava. Para ele, você bem que podia
- 7:51vir. Combino para fechar as
- 7:54publicações do podcast do instituto claro de abril, no dia
- 7:5825, antecipamos a celebração dos 75 anos da declaração universal
- 8:03dos direitos humanos, que acontece agora em dezembro de
- 8:072023. Eu conversei com a doutora da
- 8:10faculdade de educação da Pontifícia Universidade Católica
- 8:14de São Paulo. A PUC Marília Josefina Marino
- 8:18sobre o pacto global em torno da educação como um direito de
- 8:22todas as pessoas, o ponto de partida foi o artigo 26 da
- 8:28declaração universal dos direitos humanos.
- 8:31E você, conhece o artigo 26? O importante o acesso de todas
- 8:41as pessoas a todos os bens culturais, de modo especial a
- 8:45educação como uma ponte primeira da construção do seu
- 8:50desenvolvimento pessoal profissional.
- 8:53A motivação para esta pauta foi eu ter visto uma apresentação em
- 8:57que o cantor e compositor meu amigo Reinaldo Bessa interpreta
- 9:01músicas de Ednardo. Para encerrar esses destaques do
- 9:05instituto claro, eu separei um trecho.
- 9:08Em que OBC explica como foi criada a música e depois canta
- 9:12artigo 26, OOE dinardo. Ele, ele resgatou um movimento
- 9:17que aconteceu. No século XIX, mais ou menos,
- 9:21mais precisamente em 1892. Lá em Fortaleza, no Ceará.
- 9:27Ali na praça do Ferreira. Um movimento, um grupo de
- 9:31artistas não é dançarinos, bailarinos, enfim, desenhista,
- 9:36poetas, escritores. É chamado padaria espiritual.
- 9:43Isso em 1892 a gente tinha, né? Tinha van Gogh tinha pintado o
- 9:49céu estrelado. Nem o cinematógrafo tinha
- 9:52acabado de serem ser inventado. É o romantismo e o realismo.
- 9:56Estavam ali em transição e. A para a condenação da República
- 10:02tinha acabado de acontecer, né? Então, 89, enfim, a escravidão,
- 10:05enfim, a Abolição da Escravatura.
- 10:08E o Brasil estava ansiando aí um movimento novo, né?
- 10:1111 tempo novo. E por isso, esse grupo de
- 10:14artistas que podem se dizer jovens jocoso, né?
- 10:18Felizes, alegres. E queria 11, coisa que hoje
- 10:23tornou-se mais comum, né? Até, na verdade, tornou-se um
- 10:26artigo, né? Mas ele queria compartilhar.
- 10:29Queria que todos compartilhassem do conhecimento, né?
- 10:32Eles queriam que todos. Qualquer um, independente de
- 10:35qualquer coisa, é. É, é pudesse fazer parte do
- 10:38conhecimento, então eles saiam distribuindo.
- 10:42O que nós chamamos de pão, poema ou pão, desenho ou pão?
- 10:47Eles ensinavam um passo de dança.
- 10:49Eles ensinavam AA desenhar. Enfim, é davam um conto.
- 10:55Porque eles queriam é que as pessoas compartilham desse
- 10:58conhecimento. E por isso, Eduardo fala, não é?
- 11:01É, olha o padeiro entregando o pão.
- 11:04De casa em casa, entregando o pão menos naquela aquela aquela
- 11:09não, pois quem se arrisca a cair no Alçapão porque aquela aquela
- 11:13não? Era o 2 das pessoas
- 11:16estabelecidas. Os coronéis na época, enfim, com
- 11:18seus escravos e seus empregados, enfim, seus súditos, que não via
- 11:22esse movimento com bons olhos. Então, em algumas casas, os os
- 11:26poemas, não os. Os trabalhos não podiam ser
- 11:28entregues. Então, é.
- 11:32É o padeiro saiu entregando, mas tinha que ter cuidado com
- 11:34algumas casas, né? E eles eram.
- 11:37Jocosos por isso, né? Felizes, ele saiu dançando, por
- 11:40isso ele nada fala na van tua na van tu, Anahy.
- 11:44No impa, the quarta no padê, quá.
- 11:46Para de morrer. Porque o padeiro, o artista,
- 11:50entregava o poema e o freguês, como ele costumava chamar.
- 11:54Recebi o poema e naquela época, 1892, para algumas famílias mais
- 11:58abastadas, o francês era muito comum.
- 12:01Então, o freguês dizia, ao receber o poema, falava, ó no
- 12:04recibo, cupins e a. E o padeiro no padê quar no
- 12:08poder quar poder morrer e o padê burher é aquele passo elegante
- 12:11de balé. Aquele cumprimento pode morrer.
- 12:14Então ele saiu dançando, distribuindo o poema e
- 12:16entregava. Eu peguei imersivo, merci bocu.
- 12:19Merci ainda depois d quase nem poder.
- 12:20Qual poder? Governo?
- 12:22EE na no resgatou isso aqui. Isso só ia entrar, mas porque
- 12:26artigo 26 que o artigo 26 diz que todos.
- 12:30Tem o direito ao conhecimento, à instrução.
- 12:33Todos fazem parte dessa questão. Dos direitos humanos que vem lá
- 12:37do iguale t para permitir o libertei da revolução francesa
- 12:411789. Então veja o que o cara a mente
- 12:44do cara naquela época ele te trazia, né?
- 12:47Ele trouxe nessa música no artigo 26, que vocês vão
- 12:50entender melhor agora. Depois que eu expliquei a
- 12:53canção, ligue com essa incrível história
- 18:51e a interpretação de artigo 26, eu vou ficando por aqui.
- 18:56Corre lá para conferir e maratone os episódios do
- 18:59instituto. Claro, você pode ouvir pelo site
- 19:02ou pelo Spotify, por exemplo, e aproveite se passar pelo
- 19:06Spotify, deixe lá suas 5 estrelinhas e siga também o
- 19:10conteúdo pra você receber. A indicação das próximas
- 19:14atualizações e ainda, você pode pedir para a Alexa tocar o
- 19:19podcast do instituto, claro por hoje é isso, até a próxima.
- 19:24Quando eu volto com mais novidades da pó dos fera, esse
- 19:29incrível universo dos podcasts. Essas rádios.