Latest / Café com Dungeon / Rule of Cool, Anticlimax e Afetos em Jogo #0092
Transcript
- 0:00É mestre. Posso unar a minha ação?
- 0:03Você vai ver. Você não vai nem pedir rolagem.
- 0:06Vai ser sucesso direto. Bom, vou lá.
- 0:11Eu saco a minha espada e giro sobre a minha cabeça.
- 0:16Ela cria um tornado elétrico de luzes magenta e amarela em volta
- 0:20de mim, que me leva no ar conforme giro a lâmina na altura
- 0:25da garganta dos inimigos. Bem mais altos e Fortes que eu.
- 0:30A cada corte em suas glotes um urro que ecoa nos salões dos
- 0:36deuses, meus ancestrais, que brindam com a sua cerveja de
- 0:41trigo, saudando minha Vitória sobre os brutos.
- 0:47Uma lágrima escorre pelo meu rosto e cai no meu peito,
- 0:51estufado pelo esforço. Sei que vou morrer.
- 0:57O lendário golpe do tornado furioso aniquilou vários de meus
- 1:01heróis no passado e agora leva também a minha vida.
- 1:06Honrando o meu sacrifício, levanto a espada como quem
- 1:10brinda com os antigos anunciando sua chegada.
- 1:21Caralho velho, que troço chato pra caralho parecia que não quer
- 1:25acabar o teu round e morto porra nenhuma Marcelo, eu só tomo
- 1:32desseis de dano quando tu usa esse poder aí tu tem mais de 50
- 1:35pontos de vida. AI, chato pra caralho Hein
- 1:39Marcelinho vai ouvir teus menor pra lá Antunes é você?
- 1:45Qual situação? E aí, qual é?
- 1:49Quer café, café, café com quê? Café com danjo.
- 2:02Bom dia amigos do café com danjo.
- 2:04Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 2:07favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 2:09Meu nome é Rafael balbi. Hoje o meu café é tão bom que
- 2:13nem precisa preparar seguindo as regras.
- 2:16Pode inventar à vontade, mistura com garapa, com gelo, com água
- 2:19tônica, vai fundo, faz o que você achar que é mais maneiro e
- 2:24vai dar bom, porque café ovelha negra é delicioso e não tem as
- 2:29impurezas que o café industrial tem, é só o grão purinho.
- 2:34Então cara, vale a pena você pedir pra qualidade de vida na
- 2:37sua mãe ouvindo aí um café com dânjão?
- 2:39Vai lá em ovelha, ponto café na internet, né wwwovelha café.
- 2:44E no site da UV negra você pode utilizar o cupom ccd.
- 2:48Tudo minúsculo você consegue um cupom provinte com desconto.
- 2:52Se você quiser um cupom, melhor ainda, você pode é se tornar um
- 2:55assinante do café com dângion e ganhar cupons progressivos de
- 2:59acordo com o seu nível de apoio. Além disso, você recebe conteúdo
- 3:03extra, participa de um grupo de Telegram muito maneiro, com
- 3:07discussões muito interessantes sobre RPG e além disso.
- 3:11Você também participa de sorteios e tudo mais?
- 3:14Então bola aí, apoia.se barra café com dângion é bom, vamos
- 3:20para o episódio, mas antes vou fazer a leitura aqui da enquete
- 3:25do episódio anterior, que foi sobre ferramentas de
- 3:28documentação do jogo. Aí eu fiz a pergunta, se a
- 3:30galera preferir anotar o máximo possível ou se a galera preferir
- 3:34anotar o mínimo possível. E a gente ficou aí com um empate
- 3:37em 50% para cada lado. Ou seja, 50% do pessoal gosta de
- 3:42anotar tudo que dá e 50% anota tudo o que é possível, né?
- 3:47É diferente a nota o mínimo possível, né?
- 3:51Interessante esse empate aí. E a galera comentou aqui o
- 3:54seguinte, o Arthur falou que atualmente ele tá explorando o
- 3:57alcanion Studio pra pré. E anotações.
- 4:00Ele tem enfoque em esquemas e é gratuito, com atualizações
- 4:04frequentes. Uso pra PIN em mapas para Rex
- 4:08Kroll e construção de point krolls, anotações em mapas de
- 4:11cidades dângelo e criação de dângelo no estilo point Kroll,
- 4:14para que dá para criar mapas de relacionamento facilmente.
- 4:17É uma das ferramentas mais versáteis para mim.
- 4:20Hoje recomendo. O Arthur, eu dei uma olhada aí
- 4:23no al camion, é? E eu achei interessante.
- 4:26Eu já tinha Aparecido esse esse link No No board que o que o COB
- 4:30fez sobre ferramenta de RPG há um tempo atrás, se não me
- 4:33engano, foi lá que eu tinha visto.
- 4:35Eu achei interessante, mas isso ele ele tem essa coisa meio meio
- 4:38board, né? EE acaba que ele não tem coisas
- 4:41que, por exemplo, o notion tem que é você linkar, né?
- 4:44E vincular data bases pra fazer consultas e gerar ali 111
- 4:50documentação. É específica de de de assuntos
- 4:53da campanha, né, que não seja necessariamente 11 coisa mais
- 4:57gráfica ali, né? Ele é muito útil pra essas
- 4:59coisas gráficas, principalmente pra mapa.
- 5:01Como você botou isso aí, eu achei bem interessante e é
- 5:03justamente o que eu senti falta no notion, né?
- 5:06É interessante, cara, é o Jefferson frias trouxe que na
- 5:10minha campanha de DED mais antiga é uso cadernos pra
- 5:14anotar. Minhas campanhas mais recentes
- 5:17de Legend of the five rings eu uso o notion sem tempo pra
- 5:21passar o dayd Pra Ele também, mas queria.
- 5:24Eu gravo o áudio de todas as sessões e as de Legends of the
- 5:27five rings eu uso durante a semana e vou anotando no notion
- 5:30linkando as coisas e montando bancos de dados bonitinho.
- 5:33O dayd anoto resumido durante a sessão, mesmo na raça como
- 5:36antigamente, deixo o notion público na web pros personagens
- 5:40dos jogadores acompanharem e tiro alguns blocos com
- 5:43informações secretas da net. É, cara, é uma boa também, né?
- 5:47Eu acho que esse lance de publicar algumas coisas é legal.
- 5:51Agora, acho que você pode aproveitar.
- 5:53Aí, de repente você gravar as suas sessões, em vez de de pegar
- 5:57as anotações na munheca ali, você pode de repente o passe a
- 6:02sessão no YouTube e pedir para o para o geminai traduzir como eu
- 6:05botei lá no episódio, né? Então isso aí é uma mão na roda,
- 6:08já que você grava os áudios, né? De repente isso aí, você, você,
- 6:11em vez de gravar no como áudio, só grava no YouTube.
- 6:14Isso ajuda bastante. OOAIA lá pra pra resumir, valeu,
- 6:19é o Ivan. Stefani falou que atualmente
- 6:22estou junto com amigos e uma crônica de vampiro e misturo,
- 6:25sessões de RPG tradicional e larp.
- 6:27Isso faz com que tenhamos mais de um mestre.
- 6:29Nesse caso, estou usando o Miro. Chamamos carinhosamente de mapa
- 6:32de maluco, com várias mensagens interligadas, criando fluxos de
- 6:36informações, ações dos personagens e como e como o
- 6:40mundo reage a tudo isso. No momento está funcionando
- 6:42muito bem. Já utilizei muitas ferramentas
- 6:45de projetos, mas o Miro foi o que mais tem servido para o caos
- 6:48do World of daknes. É, cara, é interessante esse
- 6:51lance do dos dos boards, né? Desses grandes mapas.
- 6:55Assim, graficamente a mesma coisa que eu falei do alquemion.
- 6:58É que a consulta às vezes é mais difícil.
- 7:01Você não consegue tratar a informação que está jogada ali,
- 7:05né? anão ser que você pare para
- 7:06tratar, né? Ela não tem formas de canais,
- 7:10né, de tratamento ali que você estabelece.
- 7:12Então você meio que tem que ficar de vez em quando, sempre
- 7:14fazendo filtros específicos para poder entender o que está ali.
- 7:17E quando esse mapa cresce muito, fica muito difícil consultar,
- 7:20né? Mas é sempre interessante.
- 7:24É poder misturar, né? As formas que a gente usa, e
- 7:26certamente é esses mapas assim é, são muito importantes, e o
- 7:30Miro é uma ferramenta que eu uso bastante no trabalho, né?
- 7:32Eu sou designer e recomendo bastante esse o Miro, porque eu
- 7:36acho que ele é um é talvez, aí o melhor é serviço para gente
- 7:40mexer com board, né? Então valeu, Ivan, é o Cleiton,
- 7:44falou. Na minha campanha de bookhowns
- 7:46of London, estou usando notion, contudo, mais para documentar
- 7:50como narrativa similar. AA relatos de sessão, nunca fui
- 7:54muito organizado e o hábito de anotar os detalhes, mas algo
- 7:58superficial, sempre nesse estilo de relato.
- 8:00As funções do notion de linkar tópicos como uma week são
- 8:03sensacionais. É Cleiton Oo notion.
- 8:06Ele funciona bastante como week, mas eu acho que ele brilha mesmo
- 8:09quando você começa a registrar as coisas em bancos de dados
- 8:13dados e cruza as visualizações desses bancos de dados, né?
- 8:16Então aí ele realmente atinge seu grande potencial.
- 8:20Que permite, por exemplo, mapear é quanto ouro já apareceu na
- 8:23sessão, quanto de XP já foi ganho no total, quantos
- 8:26personagens já morreram, quantos estão é, quais são os
- 8:29personagens que de repente estão?
- 8:32É com alguma maldição, por exemplo.
- 8:35Esse tipo de coisa você consegue fazer de uma forma muito ágil,
- 8:38né? É no notion e interligar isso
- 8:40com o momento em que, de repente, um personagem pegou uma
- 8:43maldição ou quando aquele Tesouro foi resgatado.
- 8:47Né? Fazer esse Tracking fica mais
- 8:48fácil porque você tem os bancos de dados bem estabelecidos ali,
- 8:52fáceis de você linkar e filtrar e tratar essa informação.
- 8:57É então assim, OA Wick certamente é ajuda muito, mas
- 9:00tem muito mais do que do que essa utilidade ali no notion e
- 9:04acho que você pode explorar um pouquinho que você vai gostar.
- 9:06Cara, eu tenho certeza é, e o Marcos Gonçalves falou que uma
- 9:10ferramenta que me ajuda muito é o Miro.
- 9:11Passo minha PrEP com card de uma cor.
- 9:14E quando aquilo entra em jogo, eu mudo para outra, acho a
- 9:17navegação dele bem prática para usar durante o jogo.
- 9:20Essa técnica da carta é interessante em Marcos, você
- 9:22poder entender é realmente o repertório que entrou em jogo e
- 9:26o que que é repertório de expectativa, né?
- 9:29É interessante, mas é isso, né? Mais uma vez aí um board
- 9:32aparecendo, acho que de repente até para o one shot, coisa
- 9:35assim. Os boards são interessantes
- 9:37agora, quando a campanha é adensa.
- 9:39Aí realmente eu, eu, eu sinto. Falta um pouquinho disso, né?
- 9:42Eu, eu sei que tem até ferramentas interessantes que
- 9:45você coloca um board dentro de um board dentro de um board, aí
- 9:48você consegue fazer um hiperlink entre elas e pode parecer
- 9:53simplificar isso até a consulta, mas para mim acabou tornando
- 9:56mais difícil e fractal, né? Então a informação que vai
- 10:00ficando fragmentada e. Esparsa e ficou muito difícil,
- 10:04deu caçar. Então acho que essa gestão da
- 10:07informação acaba que a gente dentro de um board, eu acho que
- 10:10fica mais difícil, né? Mas é isso aí, tem grandes
- 10:13utilidades também. Então é isso, galera.
- 10:15Valeu, vamos para o episódio. Furtos lendários e assaltos
- 10:22astutos partiu os saques mais impressionantes da Vila da
- 10:27frasqueira. É, eu tô meio rouco porque.
- 10:31O latoeiro roubou minha voz, mas isso daí é uma conversa pro
- 10:34outro dia, é? Então você deve estar se
- 10:38perguntando, como é que a gente roubou o Tesouro de uma serp se
- 10:40a tal da certa estava sentada em cima da pilha de moedas, não é
- 10:42mesmo? Então a gente usou um portal, o
- 10:46Rio Claro e as leis da física. Eu fui de batedor pelo porta
- 10:51dentro informando todos os detalhes pro grupo.
- 10:55O resto do grupo colocou o portal por onde eu entrei e por
- 10:59uma casa. Era uma bolsa dentro do Rio
- 11:01Claro. Por sucesso, o Rio chegou a
- 11:04baixar 1 m, tanto foi a água que entrou o portal dentro foi tanta
- 11:09água, mas tanta água que a bolsa mágica te rasgou.
- 11:11Mas a água foi na hora que a bolsa rasgou.
- 11:15Ela precisou voltar a certa, levantou voo assustada, mas boa
- 11:20parte do seu Tesouro e inclusive eu voltou surfando na corrente
- 11:24da água. É, foi assim que eu consegui a
- 11:28minha capa Pantera deslocadora. Lembre se comparsas bandidos
- 11:32ladinos e larabus. A astúcia serve para as raposas
- 11:37e serve para os ladrões. Gil, o bastardo.
- 11:44Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 11:49de beergotten. Se você quiser explorar
- 11:52aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso
- 11:56grupo. Siga o link lá no descritivo do
- 11:59episódio e jogue Beer goden com a gente.
- 12:28O título desse episódio é role of cool e os afetos em mesa.
- 12:33Então para isso eu vou começar a entender melhor o que que é AA
- 12:37role of cool, né? O pessoal aqui no Brasil tem
- 12:39chamado de regra do maneiro ou a regra do legal regra do maneiro.
- 12:43Me lembro o reggae do maneiro, né?
- 12:46Mas é acho interessante, né? Que que o pessoal tenha esteja
- 12:51trazendo bastante isso. E se você botar aí no TikTok,
- 12:54por exemplo, você vai ver é algumas contas como o Nick Assis
- 12:58ou Bela Farias, aí que é AA dragonesa, né?
- 13:01Que teve aqui no café no início da temporada.
- 13:04É falando desse assunto aí do regra do legal, do Rue of cool,
- 13:07né? E de forma geral, eles trazem
- 13:10que quando a regra atrapalhar, o que que o grupo acha maneiro
- 13:14daquela, daquela cena, daquela interação?
- 13:17Dane, se a regra siga com que o grupo acha legal, né?
- 13:21É seja por uma ação, seja também para construção de personagem,
- 13:25trazer um efeito estético, uma possibilidade de construção ali.
- 13:29De forma geral, a ideia é que você possa jogar um pouco o
- 13:34sistema, as regras de lado, né? Não utilizar ou mudar, mexer é
- 13:39de acordo com o que, de forma geral, as pessoas acham legal
- 13:42dentro do grupo. Dentro daquela sessão, é
- 13:45pesquisando mais a fundo. Eu vi ali que o Matthew murser,
- 13:48né? O famoso.
- 13:50E o guekin sandri, ele tem um vídeo também falando sobre isso,
- 13:54um vídeo um pouco mais comprido do que esse, do que esses shorts
- 13:58do TikTok, né? Mas de forma geral, é olhando o
- 14:02vídeo dele, pude ver que ele fala bastante sobre é o bom
- 14:06mestre, né? Essa figura do bom mestre e
- 14:09organiza, né, os momentos de brilho dos jogadores e seus
- 14:13personagens e que. É, ele consegue através do uso
- 14:17dessa regra do legal, né, da regra do Lula.
- 14:20F cool. É fazer com que, de repente, o
- 14:23sistema não atrapalhe certas ações heróicas e
- 14:25cinematográficas, que vão criar memórias.
- 14:29É marcantes ali nos jogadores, né?
- 14:33E aí ele entra, né? Depois, num num, num espaço com
- 14:36que ele começa a falar, bom, mas não é não, é bom usar sempre,
- 14:39você vai precisar dosar isso. É, deixo que os jogadores sempre
- 14:44tentem, né? Fazer as coisas legais ali e
- 14:47eventualmente serem bem sucedidos.
- 14:50É. E aí coloca Oo mestre como esse
- 14:53cara que tem que ser ao mesmo tempo é racional, mas
- 14:56entusiasta, né? A respeito das das tentativas do
- 15:00grupo. Né?
- 15:01Isso começa a construir uma discussão aqui, eu acho, né?
- 15:04Começa a botar algumas cartas na mesa que eu acho interessante,
- 15:07vamos guardar, principalmente. Essa questão é do mestre decidir
- 15:12quando eles vão ser bem sucedidos, né?
- 15:15É quando eles trouxerem coisas legais e de que ele precisa ser
- 15:18esse cara virtuoso, né? E ao mesmo tempo é racional, mas
- 15:22também tem muito entusiasmo a respeito das soluções, maneiras
- 15:26que os jogadores trazem. E aí eu acho que eu começo a
- 15:30investigar, então o que tem de maneiro na regra do maneiro, né?
- 15:35No rul of cool, acho que a primeira coisa é esse efeito
- 15:38massa velho, né? Muitas vezes a gente tá jogando,
- 15:41né? E acontece alguma coisa na mesa
- 15:44que todo mundo ou mete a mão na boca, pega, pega no cabelo,
- 15:48levanta da mesa e fala, putz, cara, massa demais.
- 15:52Isso aqui tem que dar certo. Muito maneiro, isso aqui tem que
- 15:55acontecer. Né?
- 15:57E às vezes tem até um momento junisso.
- 15:59Todo mundo meio que vidrado naquilo que está acontecendo e
- 16:03de repente, ali tem uma regra que fala, cara, infelizmente
- 16:06você precisaria se mover um pouquinho a mais para conseguir
- 16:09fazer isso, e você não tem mais movimento disponível.
- 16:12Ou você conseguiria fazer isso se você tivesse habilidade tal.
- 16:16Mas a tua habilidade é a quem? Então você não consegue ou você
- 16:20precisaria de ter? É mais um slot de magia para
- 16:24fazer isso. Infelizmente acabou, né?
- 16:27Então essa cena, esse momento massa velho, ele não vai ser
- 16:31possível, porque a gente tem o sistema aqui impedindo, dizendo
- 16:35que não, não vai acontecer. E aí, né?
- 16:38É para que o momento massa velho ocorra, as pessoas falam, então
- 16:42deixa de lado o sistema, deixa acontecer, né?
- 16:45É, acho que o foco disso, como o murser falou, é construção de
- 16:48experiências memoráveis, né? Da gente aproveitar essa
- 16:51emergência do RPG ali, esses momentos eles aparecem e a gente
- 16:56quer é, a gente quer, de certa forma, consagrar esses momentos,
- 17:00né? Então a gente não quer deixar
- 17:02que eles não aconteçam. Me parece que o objetivo, né, é,
- 17:07ele não é ser usado o tempo todo, mas ele ser usado para
- 17:11evitar. É situações chatas onde a gente
- 17:15perca um clímax que aconteceu naturalmente no jogo.
- 17:19Seria uma ferramenta anti clímax, né?
- 17:23Mais até do que uma ferramenta de construção de clímax.
- 17:26Parece que é uma coisa que se a gente, obviamente, eu não tô
- 17:28querendo fazer uma caricatura do argumento pró regra do maneiro,
- 17:33né? Eu tô querendo entender melhor,
- 17:34porque eu mesmo já usei no passado.
- 17:37E acho que a questão é justamente essa, não é para usar
- 17:40sempre, mas quando aparecer uma coisa tão maneira, tão
- 17:44climática, né, tão, tão, tão clímax na sessão, não tem porque
- 17:49a gente perder esse momento. Então ele é uma proteção a
- 17:54situações chatas e anticlimáticas, né?
- 17:58É. E aí para investigar um
- 18:00pouquinho melhor isso, né? Eu vou trazer um pouco, vou
- 18:03fazer um paralelo aqui com a regra de ouro.
- 18:05E é uma regra citada, né? EE, bem consagrada aí do
- 18:09vampiro, né? Apareceu lá no vampiro com
- 18:11storyteller lá atrás é, mas ele segue, né?
- 18:14Até o vampiro atual é, e ele fala o seguinte, essa é a regra
- 18:19mais importante de todas e a única regra que vale seguir de
- 18:23verdade. Não há regras, esse jogo é sobre
- 18:26o que você quer que seja. Pode ser uma crônica quase sem
- 18:30uso de dados, de socialização personificada, ou uma campanha
- 18:34tática de longa duração, com cada jogador controlando um
- 18:37pequeno coterri de vampiros. Se essas regras nesse livro
- 18:41interferirem com a fruição do jogo, mude elas a seu gosto.
- 18:45O mundo é grande demais em um conjunto de regras inflexíveis,
- 18:50pode possivelmente refletir isso.
- 18:52Pense nesse livro como uma coleção de linhas gerais
- 18:55sugeridas, mas não obrigatórias. Como formas de capturar o mundo
- 19:00das trevas em forma de jogo, você decide o que funciona
- 19:04melhor em sua mesa e você pode usar livremente, alterar, abusar
- 19:10ou ignorar essas regras de acordo com seu olhar.
- 19:14Bom é esse esse texto, né? É o coração ali da regra de
- 19:18ouro. E me parece que ele é um texto
- 19:20que se repete ali ao longo das edições.
- 19:22De forma geral, me parece ser. É bastante consagrado assim,
- 19:26talvez até uma vaca sagrada do próprio, da própria ideia do
- 19:30vampiro, né? Como sistema, e eu acho que num
- 19:35primeiro momento, é a regra de ouro.
- 19:37Ela é um acerto, ela é um chamado a natureza artesanal do
- 19:42RPG, que eu falo tanto aqui no café com dângeno desde a
- 19:45primeira temporada, né? Nenhum RPG.
- 19:48Ele consegue cobrir com as suas regras todas as interações
- 19:52possíveis dentro da ficção. Né?
- 19:55Toda regra, ela precisa ser lida e interpretada pelos
- 19:59participantes, né? Ou conhecida e interpretada
- 20:02pelos participantes. E não só isso, ela precisa ser
- 20:06reinterpretada quando ela vai ser usada em mesa, né?
- 20:10Ou seja, no frigir dos ovos, no caso concreto do jogo.
- 20:14E isso por si só, já comporta uma variação obrigatória de
- 20:17experiência em 3 camadas, né? A experiência que foi elaborada
- 20:21ali pelo game designer. A experiência que foi é que é
- 20:26percebida em expectativa quando a gente lê ou entra em contato
- 20:30com uma ideia de regra e depois na aplicação dessa regra, né?
- 20:34Que são 3 momentos distintos. É isso tudo chegando numa
- 20:39experiência da mesa que vai ser 111.
- 20:42Mistura, né? De várias aplicações, de várias
- 20:44regras, sendo reinterpretadas na mesa depois de conhecidas.
- 20:49A regra de ouro ela reconhece, né?
- 20:52Que a que tem todo esse espaço incerto da aplicação das regras,
- 20:56toda essa lacunalidade que é natural do RPG, né?
- 21:00E que e a regra de ouro acaba dando Liberdade e tranquilidade
- 21:04pra mesa passar por esse processo que é natural em todo
- 21:08RPG. Mesmo aqueles que tem regras
- 21:10muito bem feitas, muito bem amarradas e que tem regras que
- 21:14é, dialogam muito intimamente com a experiência desejada e
- 21:18toda aquela história. Que o pessoal da forj ama, né?
- 21:22Então, mesmo nesses jogos a gente sabe que o espaço lacunar,
- 21:26né, é muito grande e que essa experiência precisa ser é
- 21:30trabalhada em mesa, mas normalmente, né, a regra de
- 21:35ouro, ela é utilizada quando a regra ela não ajuda a
- 21:39experiência que o grupo tá pretendendo ter na mesa.
- 21:42Então a gente percebe que há um espaço, né?
- 21:45Há um, há momentos até na própria.
- 21:47É role of cool, né? Desculpa, até na própria regra
- 21:50de ouro se fala desse momento em que a regra atrapalha, mas ela
- 21:54atrapalha o que exatamente? E eu e eu tinha pra mim 111,
- 21:58ideia de que na regra de ouro se falava da ideia de deixar a
- 22:02regra de lado pra se contar uma história, mas nem isso
- 22:04exatamente ele fala, né? Ele fala de narrativa 1 hora,
- 22:08mas não exatamente com esse viés, ele fala que é o que ele
- 22:12põe aqui, né? De forma geral é que é.
- 22:16No fim, a verdadeira complexidade beleza do mundo
- 22:18real não pode ser captada por regras.
- 22:20É preciso narrativa e imaginação para fazer isso.
- 22:24Me parece que ele não me parece que ele não tá dizendo
- 22:26exatamente, né? Que o objetivo do jogo é
- 22:29construir uma narrativa e que é por conta da construção
- 22:32narrativa, né? Ou por conta de histórias que a
- 22:34gente tá contando que a gente vai deixar de lado.
- 22:36É uma regra. Ele coloca de uma forma mais
- 22:39ampla um pouco, né? E acaba que não dá para entender
- 22:42exatamente o que motivaria. Né, dentro da regra de ouro a
- 22:47gente deixar as regras de lado. Eu estou assumindo aqui que o
- 22:51jogo é sobre contar história, até por conta do nome, né?
- 22:53Sistema storyteller, né? Se fala muito No No livro do
- 22:58vampiro em contar histórias. A gente tenta incorporar
- 23:02recursos de construção narrativa, como flashback e
- 23:05outras técnicas dentro do jogo. Então me parece que a gente
- 23:11fala, né, de abrir mão das regras.
- 23:13Quando a história estiver legal, né?
- 23:16Mas as agendas não são tão claras assim no RPG, muito menos
- 23:20no vampiro, né? É, e mesmo o sistema sendo
- 23:22storyteller e que mesmo havendo mecânicas voltadas à construção
- 23:27da narrativa, como, por exemplo, é o score de humanidade que os
- 23:31vampiros têm, né? Outras trilhas que eles possam
- 23:33ter. Aquilo ali, de certa forma, é
- 23:35uma narrativa embutida, né? O recorte da ficção que as
- 23:39regras trazem é. Se mistura muito com um jogo
- 23:42voltado, mas a desafio, né? E acaba que isso resvala grande
- 23:48parte das vezes em jogos que passam por Power creep, né?
- 23:52Por é Power play por jogo de domínio, né?
- 23:56Deixando de lado o horror pessoal, né, acaba sendo uma
- 23:59performance tática do que uma questão de horror pessoal.
- 24:03O horror pessoal em si, muitas vezes escanteado, né?
- 24:07Quando a gente joga vampiro. É, mas pode acontecer.
- 24:12É de forma incidental ou até de maneira forçada, a despeito do
- 24:17jogo, porque os participantes estão interessados em imprimir
- 24:21aquilo a despeito da regra. E aí se quebra a regra, né?
- 24:26Então eu fico perguntando, o que é?
- 24:29A gente pode encarar de repente a regra de ouro como o RPG,
- 24:36apesar do jogo o RPG. A despeito do jogo.
- 24:41Porque eu tô falando isso? Porque de certa forma, né, a
- 24:45gente, eu tô falando aqui do senso comum a respeito de
- 24:48regras, né? É os jogos.
- 24:50Eles são feitos de regra e regras por natureza, atrapalham,
- 24:55limitam, criam obstáculos e ineficiências pra agência dos
- 25:00jogadores, né? Eu, particularmente.
- 25:04Tenho uma visão um pouco diferente disso, mas eu vou
- 25:06puxar um pouco por aí e vou complementar com a minha visão
- 25:09conforme eu vou desenvolvendo. Vamos entender um pouquinho mais
- 25:13aqui das regras, mais de 1000 episódios na primeira temporada,
- 25:22um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo,
- 25:25entrevistas e convidados em uma nova temporada com muito a
- 25:30oferecer a comunidade do RPG. Aventureiros?
- 25:38Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 25:42parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 25:45enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 25:53pegue os dados. Apoia.se barra café com Dancing.
- 26:07Contamos com você. Bom é trazendo aqui o bernet
- 26:23solts, que é 11, autor que eu tenho visto bastante aqui.
- 26:26É na no café com d'angel na segunda temporada, né?
- 26:29Que fala de que é bem pertinente no estudo de de jogos, né?
- 26:35O Bernard swets, ele coloca regras como limitações, né?
- 26:38Elas criam limitações, elas criam ineficiências, e em torno
- 26:44delas a gente tenta chegar no objetivo que a gente escolheu,
- 26:47né? Então você quer escalar uma
- 26:49Montanha, seu objetivo é chegar no topo?
- 26:52É, você vai de repente botar aqui.
- 26:55O seu limite é que você tem que escalar essa Montanha, porque se
- 26:57você pegar um helicóptero para chegar lá em cima, de repente
- 27:00ele não cumpriu o seu objetivo lúdico ali, né?
- 27:03É, então, de certa forma, o que você tá, o que você propõe a
- 27:07jogar é passar por esse jogo, né?
- 27:10De repente chegar no topo da Montanha antes dos demais é que
- 27:13você não pode pegar um helicóptero.
- 27:14Isso é uma limitação, né? É então o surto se encara muitos
- 27:17jogos como limitações. Eu já tenho 11 outro take a
- 27:21respeito disso, né, que eu até falei em episódios anteriores
- 27:24aqui no café, é que os jogos, eles de fato trabalham em cima
- 27:29de limitações, mas nem toda limitação.
- 27:31Vem de regra na minha cabeça, né?
- 27:33Muitos vem de mídia e de outras questões.
- 27:37É então na minha cabeça, as regras, elas são expectativa de
- 27:40funcionamento, mas sim, dialogando muito com esses
- 27:43limites do que não pode acontecer, né?
- 27:47É, muita gente fala a balby, mas muitas vezes a regra é sobre
- 27:52poderes do meu personagem, meu mago solta magia de sono, isso
- 27:56não é uma limitação. Bom, talvez seja no mundo dos
- 28:00jogos. A gente pode virtualmente falar
- 28:03é criar qualquer coisa dentro desse espaço, né?
- 28:06Se a gente quiser, a gente pode jogar um jogo em que você pode
- 28:09fazer 1000 magias de sono por dia.
- 28:12Você pode fazer magia de sono quando você quiser.
- 28:14Você pode ser o Deus do sono num jogo, né?
- 28:17Ele passa a ter as limitações pra isso quando a gente começa a
- 28:20entender ali. Enfim, certas limitações, como
- 28:23por exemplo, o seu magro pode fazer realmente uma magia de
- 28:26sono por dia, o seu guerreiro não pode fazer magias, né?
- 28:30A própria Constituição das classes, aí elas dizem de forma
- 28:33geral que é, algumas classes fazem magia, outras não fazem,
- 28:38outras trabalham, trabalham com arrombamento de dânjão etc etc.
- 28:43Então a gente pode encarar isso também como limitação, no caso,
- 28:47algumas limitações que vem de regras.
- 28:50Agora o que eu pergunto nesse caso é se a gente tá em algum
- 28:55momento, né, que a gente tá entendendo que o jogo tá muito
- 28:58legal e a regra vem atrapalhar. Será que a gente tá de fato
- 29:02usando as regras que a gente quer, né?
- 29:05É fundamental na teoria dos jogos que a gente escolha as
- 29:09regras, né? E as limitações que a gente quer
- 29:12voluntariamente. Por isso que a gente está
- 29:14jogando com um set de regras muito complexo.
- 29:17A gente vai descobrir que essas regras muitas vezes vão trazer
- 29:20dinâmicas de jogo EE experiências de jogo que não
- 29:24estão dentro do que a gente quer.
- 29:26Eu acho que isso que acontece em determinados momentos, né?
- 29:29O jogo do vampiro ali, né? Que trouxe a regra de ouro,
- 29:33muitas vezes estava entrando num momento em que OA regra indicava
- 29:38uma coisa, mas o que os jogadores queriam era
- 29:40absolutamente outra. Se jogava, né?
- 29:42Na verdade, se se se desempenhava a atividade do RPG
- 29:48para além do jogo, e apesar do jogo, né?
- 29:51Naquele momento o jogo cessa. A gente deixa Oo jogo e suas
- 29:55limitações de lado e a gente faz o que a gente quer, a despeito
- 30:00do próprio jogo. Mas, por outro lado, desde a
- 30:05forj me parece que é um senso comum muito grande.
- 30:09Né? No meio do RPG, nas comunidades,
- 30:12na produção de conteúdo, a gente dizer que bom a as regras boas
- 30:16ajudam a gente a viver a experiência que a gente quer,
- 30:19né? Com 11 jogo, em teoria, não há
- 30:22uma dicotomia entre regras e história.
- 30:25As boas regras levam a gente a contar boas histórias e tudo
- 30:29mais. Isso é um senso comum muito
- 30:30grande, mas ao mesmo tempo, esse senso comum aos poucos vai
- 30:34apagando. Que é muito difícil você ter um
- 30:38sistema de jogo, uma proposta de game design que consiga atender
- 30:42todas as situações é possíveis dentro do jogo EE que são e que
- 30:48podem ser encaradas como legais dentro do jogo ou como boas
- 30:52histórias dentro do jogo. Ou seja lá o que for que tá te
- 30:55motivando deixar a regra de lado, mas que em muitos momentos
- 30:58a regra viria a atrapalhar o que você quer ali, né?
- 31:02Então, nem sempre. O jogo vai passar por esse senso
- 31:06comum de que as regras ajudam a boa experiência, né?
- 31:10Muitas, muitas vezes um jogo ele tá construindo uma boa
- 31:13experiência, ele tá propondo uma boa experiência, mas não na sua
- 31:17integralidade, né? E aí você vai ter alguns pedaços
- 31:21do jogo e precisam de ajustes. E essa é justamente a natureza
- 31:24artesanal do RPG que mora nessas lacunas.
- 31:27RPG é lacuna, né? Ele acontece muito nessas
- 31:30lacunas. É ainda que brilhe também em
- 31:33momentos mecânicos e momentos pautados pelo game design, esses
- 31:37momentos artesanais, né? De curadoria da mesa, ali, nas
- 31:40palavras do do Gui providelo ela, elas brilham também.
- 31:45Então, me parece que a regra de ouro no fundo é, não é que o
- 31:50jogo ele ele cria uma experiência necessariamente que
- 31:55não se adequa a vontade do jogador, mas às vezes é também
- 31:59porque ele. Ele traz uma lacunidade mal
- 32:02construída dentro da sua proposta, né?
- 32:05E nesse caso, se a gente voltar pro vampiro, como, como, como
- 32:08estudo aqui do caso, né? Me parece que o vampiro, ele,
- 32:11justamente ele, ele precisa construir uma lacunidade, né?
- 32:16É dentro do jogo dele, porque o jogo dele fala bastante sobre
- 32:20coisas que não dizem respeito, a experiência que se quer e ele
- 32:25constrói mal os espaços em que. OOOO próprio sistema deveria
- 32:31pedir uma curadoria da mesa. E isso tem a ver com o seguinte,
- 32:34né? É quando a gente fala do das
- 32:37regras do jogo, da experiência do jogo, né?
- 32:40A gente tá falando de como construir, né?
- 32:43Uma proposta que todos vão seguir, eu costumo dizer essa
- 32:46proposta lúdica, né? Essa proposta de jogo que todo
- 32:50mundo vai entender e é o que a gente deve fazer.
- 32:53É justamente a agenda do jogo, como ele funciona, né?
- 32:57No sentido de o que eu devo buscar?
- 32:59Como eu devo esperar que ele funciona, né?
- 33:01É como devo fazer para me dar bem nesse jogo, como é que eu
- 33:05devo fazer para alcançar os meus objetivos, como agir para
- 33:10garantir uma boa experiência para o que eu busco e para o que
- 33:13os demais buscam. E nesse caso é fica muito claro
- 33:17que a gente precisa de lacunalidade para conseguir
- 33:20alcançar esses nossos objetivos. Se você fala, por exemplo, que
- 33:25bom, vamos entender a agenda do DID me parece que ODID, né?
- 33:30Isso eu tenho trabalhado bastante aqui com a eufentese
- 33:33ODID. Pelo sistema que ele tem, ele
- 33:36trabalha muito bem. Desafios atrelados?
- 33:39Aquela ficção ali que ele propõe.
- 33:41Então é quando ele descreve um ou Bear 11 urso coruja.
- 33:46Ele não vai dizer as funções narrativas que o uso do urso
- 33:49coruja pode preencher naquele jogo.
- 33:51Ele vai falar sobre quanto de vida ele tem, quanto de punição
- 33:55ele aguenta, quanto ele resiste a magia, né?
- 33:58Qual a força desse bicho, o quanto ele pode te matar?
- 34:01É mais ou menos esse recorte que ele faz.
- 34:03Essa é a agenda que eu encaro, que ODID traz.
- 34:07Por isso, quando eu trabalho a ofentes, que é um estilo, né, eu
- 34:10tento enxugar todas as confusões de agenda que ODID tem, né?
- 34:14É e falo, não vamos jogar DID focado em desafio e o jogo para
- 34:19se funcionar muito melhor assim. Que que eu deixo de lado, eu
- 34:22deixo outro de eu deixo de lado outras agendas, né?
- 34:25Que vieram se confundindo dentro do jogo.
- 34:27Gente que joga DED, por exemplo, desde o clássico, entendendo ele
- 34:31como um jogo de contar histórias.
- 34:33E a gente começa a ter muitos problemas por conta disso.
- 34:37Porque o sistema do jogo ele ele, ele é recortado, ele é
- 34:41construído com sentido de desafio e as pessoas acabam
- 34:45jogando para tentar contar uma história.
- 34:47E muitas vezes o sistema atrapalha nesse ponto.
- 34:51E mesmo quando a gente trabalha ali o jogo como um jogo de
- 34:54desafio, a gente precisa entender, né?
- 34:57E eu acho que a offenter também faz isso.
- 34:59A gente tenta entender as regras dele como ferramentas e não como
- 35:03como regras rígidas. Estanques.
- 35:04Por quê? Porque a gente tenta reconhecer
- 35:06que o jogo vai ter muita lacunalidade e que a gente
- 35:09precisa ter muito jogo de cintura pra poder comportar
- 35:12essas lacunalidades. Eu vou voltar a isso.
- 35:15Mais para frente. Mas o fato é que o da ID até
- 35:17hoje convive com esse problema, por exemplo narrativo, de gerar
- 35:21protagonismo e de ter ali um jogo que muitas vezes vai jogar
- 35:26contra essa criação de protagonismo, como por exemplo,
- 35:29um personagem que morre de forma besta para um inimigo que enfim
- 35:34acabou de aparecer, que não tinha qualquer momento de
- 35:37história, qualquer momento narrativo, qualquer.
- 35:40Justificativa, dentro de uma lógica, é diaegética narrativa
- 35:44ali dentro daquele jogo, né? É?
- 35:46Então a gente poder entender bem o sentido do jogo, ajuda a gente
- 35:52a trabalhar bem a lacunalidade dele e dar sentido pro uso das
- 35:56regras, né? E também a gente entender aí,
- 35:58como diz a regra de ouro, que a gente pode ser um pouco flexível
- 36:03com o uso das regras. Se a gente tiver a agenda bem
- 36:06construída, os jogadores, eles não ficam perdidos em torno
- 36:09disso. Mas o fato é, a gente tem um
- 36:12problema de fato, não só das regras, é engessadas, como traz
- 36:17a regra de ouro, mas também com as lacunidades mal trabalhadas,
- 36:21né? E o que o vampiro faz quando ele
- 36:23traz a regra de ouro é que ele cria lacunidades muito mal
- 36:27construídas. A gente vai ver no futuro, né?
- 36:30Eu vou falar isso aqui nesse episódio, como trabalhar isso
- 36:33melhor, mas eu queria trazer um pouco o como a regra do legal.
- 36:37Né? Ou como a regra de ouro ou como
- 36:39outras soluções parecidas. Mas eu vou trazer aqui a regra
- 36:41do legal especificamente, como ela resolve isso?
- 36:45E aqui eu tô deixando de lado um pouco a regra de ouro a partir
- 36:48desse momento, porque a regra de ouro fala idealmente, né?
- 36:51E aí, por todo o contexto, ele fala de um jogo de de contar
- 36:55história, né? Seria esse o sentido do uso da
- 36:57regra de ouro? É assumindo que as pessoas vão
- 37:00achar legal dentro de um jogo que que tem todas essas esses
- 37:03indicativos aí, né, de de que se desejam o jogo, de contar a
- 37:08história, de que eles vão achar legal uma história bem contada,
- 37:11né? Então eu vou deixar um pouco de
- 37:13lado isso vou trazer um pouco a regra do legal de fato, né?
- 37:15O glll of cool, deixando de de lado o paralelo com a regra de
- 37:19ouro, o gll of cool me parece trazer uma resolução por meio
- 37:23social e não exatamente por conta de uma agenda de jogo.
- 37:28Né? Diferente da regra de ouro, que
- 37:30me parece que tem um pouco, né? Por mais que não cite, como eu
- 37:34falei ali atrás, ela, ela, não, ela me parece um pouco calcada
- 37:37na ideia da agenda do jogo, de contar uma história, de
- 37:40desenvolver aquele drama, aquele horror pessoal.
- 37:43Tudo mais, né? Ainda que ele componha um.
- 37:47Jogo tático, e. Tal.
- 37:48Parece que ele tem essa confusão é das agendas.
- 37:51Não parece que existe um sentido dentro do jogo que ele queira
- 37:55alcançar. Já o of cool me parece que ele
- 37:58vem pra um lado social da gente poder ver que as pessoas estão
- 38:02se divertindo de determinada forma e não importa muito nem
- 38:06qual a agenda do jogo em relação a isso.
- 38:08Importa que a gente vai coroar esse momento.
- 38:11EE é não deixando que o sistema atrapalhe, né?
- 38:14E aí eu começo a tentar entender que a gente precisa ter ali uma
- 38:18certa percepção. É do quando a gente vai achar
- 38:23alguma coisa legal de quando, né?
- 38:25Isso isso vai de fato ser importante, de ser sacramentado,
- 38:30de quando a gente vai abençoar aquela experiência que todo
- 38:33mundo tava achando legal, né? De que todo mundo entende que é
- 38:37melhor deixar o sistema de lado e seguir o que parece ser mais
- 38:40entusiasmante pra essa galera. O que parece ser mais empolgante
- 38:45pra essa galera, né? E isso me parece ser muito claro
- 38:48quando a gente tem grupos socialmente coesos, né?
- 38:52É porque, afinal de contas, se você conhece bem as pessoas que
- 38:56você tá com, quem você tá jogando, com quem você tá
- 38:59dividindo mesa, você já começa, já conhece no olhar até aquela
- 39:03pessoa que de repente tá comemorando porque os outros
- 39:07estão comemorando, ou aquele que tá comemorando genuinamente
- 39:10naquela situação. Ou as pessoas que realmente
- 39:13quando aquele grupo tá ali numa num momento catártico e tá todo
- 39:16mundo muito feliz com o que aconteceu, né?
- 39:18EE, de fato, vale a pena deixar a regra de lado, né?
- 39:22Um grupo socialmente bem azeitado, né?
- 39:26É, e coeso, ele acaba chegando mais fácil a conclusão da da da
- 39:33roll of cool, né? Por outro lado, a gente eu acho
- 39:37que restam algumas perguntas aqui mesmo nos grupos mais
- 39:40coesos. Como se decide que é hora de
- 39:43utilizar a regra de AA role of cool é a regra do maneiro e quem
- 39:49decide que deve ser utilizada a regra do maneiro, né?
- 39:53É só quando todo mundo tiver gritando em pé ou tem um outro
- 39:56limiar, é quando se tiver vendo no olhar das pessoas que eles
- 39:59querem aquilo, né? É O Mestre que vai decidir, é
- 40:04ele que vai ter esse olhar ou é o grupo que tem que ter ali uma
- 40:08votação, talvez? É, não sei se é se cai no mestre
- 40:13essa responsabilidade, eu pergunto, seria a
- 40:17responsabilidade exclusiva dele, ele que tem a palavra final, ele
- 40:20que vai determinar, né? Será que isso não cria um papel
- 40:23um pouco tirano ali, né? É bom, vou deixar algumas
- 40:28perguntas aqui iniciais, né? E se for o grupo, como é o
- 40:32processo de dizer que tá na hora de de de utilizar o loft cool,
- 40:37todo mundo delibera na hora. Você para a cena, isso não pode
- 40:41ser por si só anti climático, você está buscando o clímax, mas
- 40:45você tem que parar para decidir ali, né?
- 40:47E se você para para decidir é, será que está na hora, né?
- 40:53Será que a maioria precisa decidir?
- 40:56Será que precisa ser uma unanimidade?
- 40:59Quem dosa? Quando se usa e quando não está
- 41:03na hora de usar, será que se alguém propuser e o resto fala
- 41:06cara, não está na hora, não acontece ou será que é uma coisa
- 41:09que uma vez que alguém propõe tem que acontecer, que momento,
- 41:13que tipo de momento de jogo é importante que se traga o Lula?
- 41:17Of, cool, né? Como evitar e.
- 41:21Os participantes da mesa mais vocais, os que tem mais sintonia
- 41:26de referências entre si, né? Ou piadas internas e coesão
- 41:30social decidam pelos demais que estão ali gravitando em torno
- 41:35desse núcleo do grupo, né? Desse núcleo social do grupo,
- 41:38como é que funciona isso? Acho que essas perguntas são
- 41:41todas muito pertinentes. Eu sei que muitos de vocês devem
- 41:44estar falando. Cara, não tem regra para isso,
- 41:47não tem uma resposta para isso. Isso não é objetivo assim.
- 41:50Isso é uma coisa subjetiva que a gente vai sentir no momento.
- 41:54E eu concordo, né? O mas o fato da gente não ter
- 41:58essas resposta dessas respostas é um indicativo muito importante
- 42:02do que a gente tá tratando aqui e leva ao próximo assunto, que
- 42:06são os problemas do lulle of cool bom.
- 42:11Na palavra lá do Matthew murser, né?
- 42:13Let's LED and try the cool stuff, né?
- 42:17And the ventule sixside é isso, me parece que é bem claro, um
- 42:23diálogo com O Mestre, né? O Mestre, ele tem que abraçar a
- 42:26responsabilidade ali nas palavras do Matthew murser em
- 42:29dizer quando a rule of cool deve ser aplicada, né?
- 42:33Natural dentro desse papel super, né?
- 42:37Sobrecarregado, né, que a gente tem no DID atual.
- 42:40Que vem, né? Lá de trás, desse mestre
- 42:43soberano, com tudo, juiz e o cara que é responsável pela
- 42:47diversão da mesa e tudo mais, e que eventualmente vai ser a
- 42:50pessoa que vai decidir se o grupo vai ser bem sucedido ou
- 42:53não, a despeito do próprio jogo, a despeito das próprias regras.
- 42:58Por quê? Porque acharam cool, né?
- 43:03Quando isso acontece, me parece que a relação lúdica deixa de se
- 43:08jogar o jogo. Né?
- 43:10E quando a relação lúdica deixa de ser jogar o jogo, ela deixa
- 43:15de ser lúdica. Talvez ela passa a ser uma
- 43:17relação de cunho mais social, né?
- 43:20Que vive ali nas subjetividades entre O Mestre e o resto do
- 43:26grupo. E, obviamente, O Mestre e o
- 43:29pessoal mais entrosado do grupo é quem vai de tal que acha
- 43:33legal, né? O Mestre muitas vezes de forma
- 43:36tirana, dependendo do grupo, ou às vezes O Mestre, mais aquelas
- 43:392 outras pessoas ali que ele tem um azeite social melhor, né?
- 43:43Ele tem uma exclesão que vão ditar, mas raramente a gente
- 43:46pode dizer que isso vai ser uma unanimidade, né?
- 43:50Eventualmente acontece, mas assim, será que a gente tem
- 43:53certeza que é unânime ou não é, né?
- 43:55É sensível e talvez não seja nem o caso da gente considerar isso.
- 44:00É uma coisa que a gente vai resolver mesmo na sensibilidade.
- 44:04E no feeling, né? Mas quando a gente começa a
- 44:07fazer isso, a gente tá deixando a relação lúdica de lado pra pra
- 44:11abraçar um momento social nosso, né?
- 44:16E o jogo proporcionou, mas que não é mais o jogo que traz e que
- 44:20a despeito do jogo, você tá levando pra frente.
- 44:23Nesse momento você deixa de lado as regras.
- 44:26E você abraça o que o grupo enquanto grupo decidiu?
- 44:30Não enquanto jogadores, né? Enquanto grupo social e não
- 44:34enquanto grupo de jogadores. Quando isso acontece?
- 44:37De certa forma, a gente tá deixando de lado, né?
- 44:41É as expectativas que a gente tem sobre o jogo, né?
- 44:44Regras na minha cabeça, diálogam muito com expectativas, né?
- 44:49Talvez mais até do que com limite.
- 44:51Mas a gente deixa de lado algumas expectativas do jogo,
- 44:54porque, afinal de contas, a gente entende que quando for
- 44:56muito importante, ou seja, quando for os momentos mais
- 44:59marcantes do jogo, a gente a gente pode deixar a regra de
- 45:02lado. E não é mais uma questão lúdica,
- 45:05é uma questão social, né? Isso começa a trazer algumas
- 45:11névoas aqui para o jogo. A gente começa a deixar de lado,
- 45:14né? Alguma clareza a respeito dos
- 45:18papéis, da mesa, das propostas do jogo.
- 45:21E até da divisão, né? De como cada personagem deve
- 45:24trabalhar aqui de acordo com as regras que o jogo traz.
- 45:27É pra gente entender que tudo isso na verdade vai ser
- 45:30resolvido aqui em em coletivo, né?
- 45:34De uma forma subjetiva, né? É essa questão da construção do
- 45:40clímax, né? E do anti clímax me parece muito
- 45:44relevante aqui. Me parece que OOO Lula of cool,
- 45:48né? É?
- 45:48Ele vem do medo de se perder. Né?
- 45:51OOO, aliás, disse, tem um momento anticlimático, né?
- 45:55Porque se se se aquele momento climático, a possibilidade do
- 45:59clímax chegou através do jogo, me parece que o medo é
- 46:04justamente que o jogo que o próprio jogo que trouxe a
- 46:06possibilidade do clímax traga o anti clímax, né?
- 46:11De maneira emergente dentro do jogo, né?
- 46:14E aí você deixa de lado o jogo para garantir o clímax.
- 46:19É. No fundo, um jogo, né?
- 46:22Uma relação lúdica, os sei lá, OOO, círculo mágico que a gente
- 46:26constrói ali. Ele é um sistema de
- 46:29possibilidades, né? Se a gente encarar com uma lente
- 46:32específica para isso, a gente pode chamar ele de um sistema de
- 46:35possibilidades, né? Muitas possibilidades de jogo
- 46:37começam a se abrir de decisões, de decorrências, de impactos No
- 46:42No jogo, enquanto o sistema começam a ocorrer.
- 46:44Quanto mais a gente joga, né? E esse sistema de possibilidades
- 46:48ele é maior. Do que a soma das vontades
- 46:52individuais de cada um que tá jogando ele é maior do que o
- 46:56próprio consenso, o jogo. Ele tem esse poder de trazer
- 47:00essas possibilidades para além do que a gente quer, né?
- 47:04Que é 111. Coisa que transcende a vontade
- 47:08individual e que vira uma composição.
- 47:10Uma coisa que só é possível depois da gente misturar as
- 47:13nossas vontades e sair um caldo que a gente não esperava.
- 47:17E aí nesse ponto. Os jogos, eles têm uma coisa
- 47:20muito particular em relação a outras mídias.
- 47:25Os jogos, eles trazem talvez o que eu experiencie como o melhor
- 47:29clímax possível, né? É um clímax que a gente só vê em
- 47:32jogos e talvez na vida, né, que é o melhor, que são esses clímax
- 47:37que andam lado a lado com a possibilidade real do anti
- 47:40clímax, o rule of cool, ele afasta a possibilidade do anti
- 47:46clímax logo. Ele tira o ápice, né?
- 47:51Do clímax em jogo que é o clímax emergente, que não foi o que a
- 47:56gente escolheu. Ele veio pela conjugação de
- 47:58fatores e é que veio além das vontades ali, né?
- 48:04Então, quando a gente socialmente deixa o jogo de lado
- 48:08para vivenciar o clímax que o próprio jogo trouxe.
- 48:12A gente evita o. Anticlímax e por isso mesmo a
- 48:15gente. É a gente se contenta um clímax
- 48:21mais raso, mais razoável, mais consensual, menos volátil do que
- 48:27aquele clímax que podia dar errado.
- 48:31E aí? Isso acaba trazendo uma série de
- 48:34responsabilidades aqui no jogo que a gente vai ter que lidar
- 48:38com elas num nível social, né? Seja na a responsabilidade
- 48:43caindo. Na mão do mestre, ele sendo esse
- 48:46cara responsável pelo por garantir o climax.
- 48:49E para isso ele deixa o jogo de lado e ele tem que arcar com o
- 48:52fato de deixar o jogo de lado e tudo.
- 48:54Tudo que implica disso, né? Ele dizer o que é legal, ele
- 48:58dizer o que é importante, de como o clima, que se para esse
- 49:01grupo, né? É, tem que lidar com um eventual
- 49:04sentimento de não pertencimento. Ao grupo, caso você proponha
- 49:09algo que você acha legal e o grupo não aceite, ou O Mestre
- 49:12não aceite, você passa anão se sentir legal suficiente para
- 49:17aquelas pessoas e eventualmente, né, você pode até é trazer uma
- 49:25nova forma de decidir as coisas do jogo e os impasses da ficção,
- 49:30que são esse caminho social, né? E ali a gente tem uma
- 49:34duplicidade de coisa, de de possibilidade, de de resolução
- 49:37das coisas do jogo, uma dentro do jogo e outra vindo de fora,
- 49:42infiltrando o jogo como vontades sociais, vindo puras, sem
- 49:46tratamento lúdico. E aí eu vou trazer esse conflito
- 49:50um pouco agora, o conflito do aspecto social com o aspecto
- 49:55lúdico. Bom, eu costumo dizer,
- 49:58principalmente nas Lives do café, muita gente vem falando
- 50:00sobre esse assunto, mas me parece.
- 50:03Né, lá no Instagram, né, quando foi o da live do café, as Lives
- 50:05que eu faço no Instagram, o live é a louça, né?
- 50:07É o aspecto social de forma geral, ele salva qualquer jogo.
- 50:11Você pode pegar o pior RPG do mundo se você tiver um grupo
- 50:15muito coeso socialmente, que se conhece muito bem, possivelmente
- 50:20aquelas pessoas vão jogar bem e vão salvar qualquer jogo, né?
- 50:24É o aspecto social, ele ele azeita de tal maneira, a relação
- 50:29lúdica as pessoas conseguem é salvar.
- 50:32Né, qualquer jogo a. Regra do legal de.
- 50:36Certa forma ela coroa isso, né? Essa impressão, mas ela coroa
- 50:42essa impressão. Grampeando a experiência
- 50:46justamente nesse nesse momento do consenso, que impede que algo
- 50:51além do próprio consenso que o jogo permite chegar, seja
- 50:55atingido a atividade RPG. Amplamente tomada em todos os
- 51:01seus aspectos, como reunião social, como um momento de
- 51:04diversão. É, ele funciona assim, a
- 51:08despeito do jogo, como eu falei lá atrás, como eu falei, como eu
- 51:12comentei sobre a regra de ouro, ela funciona apesar do jogo, né?
- 51:17Talvez o sistema tenha sido mal escolhido, talvez o sistema seja
- 51:22mal resolvido no informe bem, mas as pessoas passam por cima
- 51:25disso porque estão ali comprometidas com a própria
- 51:27diversão. Quando então?
- 51:31Mesmo quando o jogo atrapalha, né?
- 51:34A relação lúdica ORPG no sentido mais amplo que você pode dar
- 51:38para ele, pode continuar bom. Por isso que muita gente joga
- 51:41sistemas ruins durante décadas. E para ele está ótimo, né?
- 51:46Porém, é uma relação interessante a respeito disso.
- 51:50O jogo quando ele é ruim, ele traz perigos para esse aspecto
- 51:55social. Por quê?
- 51:56Porque quando a relação lúdica é atrapalhada, a relação lúdica é
- 52:01é trapalhona, né? Uma relação lúdica mal
- 52:03construída. Ela ela começa AA mexer com
- 52:08afetos das pessoas, né? Como eu falei, alguém pode não
- 52:12se achar legal o suficiente para aquele grupo.
- 52:14Alguém pode se sentir escanteado, deixado de lado pelo
- 52:19núcleo social que aquele grupo tem.
- 52:21Alguém que não comunga ainda das piadas internas naquele grupo.
- 52:25Alguém que ainda é, sei lá, alguém que é de repente é mais
- 52:28novo demais ou mais velho demais em relação ao resto do grupo, ou
- 52:32que vem de outro lugar, ou pessoas que se unem, às vezes
- 52:35num evento que não se conhecem ainda.
- 52:37Aquilo ali OOOA regra do legal e o aspecto social resolvendo as
- 52:42coisas, né? Aquilo ali pode começar a ficar
- 52:45afetado, né? Por conta dos aspectos lúdicos
- 52:49mal resolvidos, micro relações de poder, problemas de afetos à
- 52:54mesa, aquilo tudo começa a minar o aspecto social.
- 52:57Se o grupo já é frágil, é muito fácil que aquele jogo de câmbio
- 53:01no mínimo pra uma coisa entediante, mas possivelmente
- 53:04até pra brigas e problemas de gente que fala, porra, aquela
- 53:07galera é meio chata, né? É?
- 53:10Ou aquelas pessoas ali especificamente são chatas?
- 53:12O grupo começa a ter conflitos sociais.
- 53:16Por conta de uma relação lúdica mal construída ou na melhor das
- 53:19hipóteses, um grupo muito bem azeitado passa a ter 11 sessão
- 53:24de RPG cansativa. Uma sessão de RPG que começa a
- 53:27drenar a Barrinha social que eles têm muito rápido por conta
- 53:32de problemas lúdicos. Então, quando há um problema
- 53:36lúdico, não quer dizer que você não possa ter um bom jogo, mas
- 53:38AAA Barrinha social pode até mesmo romper e bons amigos
- 53:43brigarem. De tanto que aquele jogo trouxe
- 53:47problemas e realçou microrrelações de poder é ruins
- 53:52naquele grupo E trouxe à tona afetos que podiam estar
- 53:56escondidos ali. Afetos negativos ou problemas de
- 54:00de hierarquias, de afetos e relações de afeto que aquele
- 54:03grupo podia experienciar. É aquele cara que fala poxa, mas
- 54:07eles nunca acham que a solução que eu trago é que eu trago.
- 54:10É maneira eles nem ouvem. Eles passaram a nem me ouvir.
- 54:14Sabe, ô, sempre. Eles acham uma maneira, uma
- 54:17coisa que me deixa mal, uma coisa que me deixa de lado, uma
- 54:20coisa que, sabe, não privilegia o meu personagem, é quando eu
- 54:25acho que tá no clima que vocês acham aquilo ali caído, sabe?
- 54:29Será que são sempre esses 2 caras aqui, mais O Mestre, que
- 54:32decidem o que é legal, né? Ou será que eu tenho que
- 54:35entender a cabeça do mestre? Eu vou ter que agradar esse
- 54:39cara, eu vou ter que. Jogar de um jeito que ele olhe
- 54:43pra mim diferente e aí ele comece a deixar que as coisas
- 54:46aconteçam da forma que eu quero, quando de fato elas importarem.
- 54:52Pô, eu não entendo a cabeça desse mestre.
- 54:54Será que eu não sou legal o suficiente?
- 54:58Também existem. Pequenos problemas em micro
- 55:01poderes sociais, em mesa coexistindo podem e muitas vezes
- 55:07vão aflorar a partir da falta de uma segurança lúdica.
- 55:12E somente o uso do jogo como proposto pode trazer.
- 55:21Hum. Você sempre fica confuso ao ter
- 55:24que consultar todos os detalhes que você construiu para o seu
- 55:28Hexágono dentro de um Rex krall, você perde as suas anotações
- 55:33sobre os npcs. Você fica horas buscando um
- 55:36nome. Você fica confuso.
- 55:38Sobre o caminho percorrido pelos aventureiros na sessão anterior,
- 55:42dentro da sua campanha aberta, então seus problemas se
- 55:46acabaram. Se ao longo de 5 temporadas e
- 55:51muitos anos de campanha eu cheguei uma forma ideal de
- 55:54documentar a minha campanha de Rex krall em beergotten.
- 55:58E olha que é uma mesa aberta, Hein?
- 56:00Centenas de jogadores já passaram por ele e muitas e
- 56:03muitas centenas de sessões já rodaram.
- 56:06E além de tabelas fáceis pra documentar notícias durante a
- 56:11sessão, npcs, mapas, trajetos, documentar os hexágonos, fazendo
- 56:17atuações sobre as regiões, sobre os Marcos, rumores, eventos,
- 56:21facções, entidades, itens especiais, frente de campanha,
- 56:26logs de sessão, notícias e até mesmo House roads e feedbacks
- 56:31dos jogadores. É, além disso tudo, você tem
- 56:34também um dashboard muito legal, que funciona como um escudo do
- 56:37mestre dinâmico. É uma tela única que reúne todas
- 56:41as informações mais importantes e atualizadas, com espaço de
- 56:45pesquisa rápida. Pra você ter ideia, eu
- 56:48normalmente uso só essa tela durante toda a sessão de
- 56:52bergotten e raramente saio dela porque porque ela reúne
- 56:55praticamente todas as informações de cenário.
- 56:58Que eu preciso consultar e todas as anotações que eu faço, eu
- 57:01faço nesse dashboard também. E ele se alimenta de data bases,
- 57:05né? Lincadas a ele.
- 57:07Então você pode também ir em outros pedaços desse template e
- 57:11alimentar essas dashboards e fazer as anotações durante a sua
- 57:14preparação, se for o caso, né? Ele não se limita a essa
- 57:18dashboard. Se você quiser, eu posso
- 57:20disponibilizar o link com dashboard zeradinho pra você
- 57:24alimentar com as informações da sua campanha.
- 57:26E baratinho. Você vai receber o template de
- 57:29notion e eu posso fazer uma cal mais ou menos uns 10 minutinhos
- 57:32ali no Google Meet com você para eu mostrar ela em uso em
- 57:36birgoten e tirar dúvidas pontuais.
- 57:38Caso você queira, você pode aí então mandar um Pix no valor de
- 57:4250 BRL para cafecomdanjon@gmail.com e ir lá.
- 57:46No comentário do Pix, você coloca o seu e-mail, que aí eu
- 57:49compartilho nesse e-mail o link do template.
- 57:53Mas não se esquece de colocar OE mail, senão não tenho como falar
- 57:55com você. Se você for assinantes do café
- 57:58com dângel no nível dentro dos níveis de apoio, você vai ter
- 58:02descontos progressivos. Assinantes do nível comunidade
- 58:06tem desconto de 20%. O template sai a 40 membros do
- 58:10nível café do Jô tem um desconto de 30%, sai a 35 membros do
- 58:14treinamento how fentis tem um desconto de 50% e o template sai
- 58:18a 25 e membros café com balbi recebem de graça.
- 58:23Hoje em dia eu posso dizer com tranquilidade que toda essa cena
- 58:27de mesas abertas de campanhas, Rex krall e tudo mais, em grande
- 58:31parte foi muito influenciada por essas pesquisas e por esses
- 58:35templates. Eu liberava na comunidade.
- 58:37Então, bom, é isso aí. Tenho certeza que você vai é
- 58:41apimentar muito a sua aventura, os seus, a sua campanha aberta e
- 58:46inclusive, ou a sua campanha fechada também com esse
- 58:49dashboard que vai ajudar você a rodar a aventura.
- 58:53Sem precisar sair da mesma tela. Então é isso, preparem se para
- 58:58as melhores aventuras de suas vidas.
- 59:25E aí, como se resolve? Isso bom, eu tenho uma
- 59:27experiência recente a respeito disso com o oll fantasy, né?
- 59:32Eu não vou dizer que o objetivo foi resolver a regra do legal.
- 59:35O Lula of cool não é bem isso, mas eu vou dar uns passos atrás
- 59:40o Lula of cool, né? A regra do legal e a regra de
- 59:42ouro também. De certa forma, eles estão no
- 59:45caminho certo em algum nível, porque eles entendem a natureza
- 59:48artesanal do RPG. Eles entendem que toda mesa
- 59:52precisa de 1° de curadoria e de interpretação do momento em que
- 59:56se joga, né? E a experiência?
- 59:58Ela não é resolvida na mesa do game designer, né?
- 1:00:02Na prancheta de projeto do game designer ela não é resolvida,
- 1:00:05tampouco no livro de regras, a experiência.
- 1:00:08Ela só é resolvida em mesa, com aquelas pessoas socialmente
- 1:00:11participando daquela atividade. E a gente precisa abraçar melhor
- 1:00:15isso enquanto game designer. Nas e também nas nossas mesas,
- 1:00:19enquanto mestres ou enquanto grupos que estão ali.
- 1:00:22É jogando 100 mestres, se for o caso, né?
- 1:00:25E no caso o well fantasy é, eu trago ele como uma possibilidade
- 1:00:30como influência dentro desse assunto.
- 1:00:32É o well fantasy. Ele pegou ODID basic DID antigo
- 1:00:37ciclo clássico do DID ali, né? EE ele retrabalha a agenda do
- 1:00:42jogo, né? Ele entende que é um jogo de
- 1:00:44desafio e foca nisso. Ele limpa um pouco as
- 1:00:47influências de outras, as influências de outras agendas e
- 1:00:49alinha com todos os participantes.
- 1:00:52É os seus papéis em torno do desafio, né?
- 1:00:55E isso estabelece em torno do que os participantes devem
- 1:00:59tomar, suas decisões, criam um registro, é abstrato de decisões
- 1:01:04pros jogadores trazerem Oo mestre vai tomar decisões de
- 1:01:06acordo com. O melhor desafio na cabeça dele,
- 1:01:09os jogadores com o melhor que eles podem fazer para superar o
- 1:01:13desafio, né? É qualquer momento que eles
- 1:01:15tiverem jogando contra essa agenda básica, né?
- 1:01:19É, eles podem estar comprometendo ali Oo sucesso
- 1:01:22deles ou chegar onde eles querem, né?
- 1:01:24Do jogo, seus objetivos pessoais dentro daquele jogo.
- 1:01:27Porque o jogo funciona assim e se você não acha que isso é um
- 1:01:30jogo interessante para você, você pode buscar outros jogos
- 1:01:32com outras agendas. Mas esse jogo do alfantas e do
- 1:01:35day clássico é jogado dessa forma.
- 1:01:38Somado a isso, a gente elimina muito do espaço mecânico e de
- 1:01:44procedimento das regras. A gente atenua muito isso.
- 1:01:48A gente desamarra as regras, a gente desamarra as mecânicas do
- 1:01:52jogo, né? E a gente pega a maior parte
- 1:01:56delas e transforma em ferramentas.
- 1:01:58E nesse caso de ferramentas, eu tô dizendo de.
- 1:02:01É coisas que você pode trazer durante o jogo pra resolver
- 1:02:04determinados impasses. É lógica do canivete suíço, até
- 1:02:07diferente da caixa de ferramentas que OADID traz, né?
- 1:02:11Como uma ideia mal trabalhada é a ideia do canivete suíço é que
- 1:02:15a gente tem ali o jogo com as mecânicas que ODID basic traz,
- 1:02:20né? E aquele 7 de mecânicas, grande
- 1:02:22parte delas a gente usa de maneira ferramental, de forma
- 1:02:27que você pode utilizar é. Por exemplo, uma regra de
- 1:02:30iniciativa fora de um combate, você pode utilizar, por exemplo,
- 1:02:34uma regra de reação é durante uma negociação e não antes de um
- 1:02:38encontro com um monstro. Mas você precisa de certos
- 1:02:41ajustes em cima daquela estrutura você tem ali
- 1:02:45ferramental, né? E aí nesse ponto, o espaço
- 1:02:48mecânico ele ele, ele se torna um pouco mais fluido, ele ganha
- 1:02:51um pouco de jogo de cintura. Né?
- 1:02:54Ele fica também mais transparente, porque as decisões
- 1:02:56que a gente vai tomar vai ser em cima, vão ser em cima desse.
- 1:03:00É desse set básico de ferramentas, que é que, ainda
- 1:03:03que possam ser utilizadas em funções, em funções paralelas ou
- 1:03:07em funções um pouco derivadas da função original delas, a gente
- 1:03:11ganha assim um jogo de cintura e transparência, porque todo mundo
- 1:03:14está dialogando sobre as mesmas ferramentas e em torno disso a
- 1:03:18gente constrói um espaço negocial de que não tem uma
- 1:03:20pessoa responsável. Pela arbitragem e uso dessas
- 1:03:24regras, dessa dessas mecânicas, é é construídas de forma mais
- 1:03:29fluida. A gente negocia em cima, em cima
- 1:03:32disso. Então é o uso ferramental, né?
- 1:03:36Como o canivete suíço que a gente propõe em all fantasy.
- 1:03:39Ele permite que a gente entenda os impasses que a ficção traz,
- 1:03:43né? Deu um recorte de desafio, é
- 1:03:45isso, né? O Mestre propondo o desafio dos
- 1:03:48jogadores, tentando superar, né, nessa dialética.
- 1:03:51Ficcional. E nesse ponto a gente pode
- 1:03:54decidir se esse recorte que a gente vai fazer, a gente vai
- 1:03:57usar uma ferramenta é de aposta e chance.
- 1:04:00Ou se a gente vai é utilizar uma ferramenta que arbítre ou algum
- 1:04:05recurso que precisa ser gasto, né?
- 1:04:07Ou um toma lá da cád que você topa tomar um dano, mas por
- 1:04:11outro lado, você também topa fazer um dano ou de repente você
- 1:04:14topa fugir com alguma coisa, é? Assumindo o risco de tomar um
- 1:04:19dano específico, né? E esse tipo de coisa é possível
- 1:04:22a gente recortar, porque a gente não está se comprometendo com
- 1:04:25uma mecânica, mas a gente está se comprometendo com algumas
- 1:04:28ferramentas. E não, se a gente não cria mais
- 1:04:32ferramentas, a gente não tira ferramentas.
- 1:04:33A gente a gente conversa em torno dessas ferramentas e tenta
- 1:04:37utilizar, né? É da melhor forma possível.
- 1:04:41É acoplado a ficção que emerge, a ficção proposta, a ficção que
- 1:04:46foi. É que emergiu dessa dialética do
- 1:04:50desafio é isso envolve todo esse recorte da ficção, né?
- 1:04:56Que a gente vai construindo. Então, se a gente tem, eu vou
- 1:04:59dar um exemplo disso. Mas o fato é que quando a gente
- 1:05:01faz isso, a gente permite que a ficção ela venha não através da
- 1:05:05mecânica, mas ela venha através da da ficção, da negociação da
- 1:05:09ficção. Isso traduz o drama assumido em
- 1:05:12jogo. E quando isso acontece, a
- 1:05:14mecânica É Ela não atrapalha. Ela só, ela só vai coroar o
- 1:05:19drama assumido. Logo, a gente vê muito menos
- 1:05:22ocorrência de é de necessidade do uso de uma regra do legal, o
- 1:05:27clima, que se ele acontece naturalmente pela ficção e os
- 1:05:30riscos são assumidos ali, e aí o próprio risco assumido, EOEEEE
- 1:05:36uma falha, alguma coisa assim, ela também acaba sendo
- 1:05:39climática, naturalmente é, ou até anti climática, mas com.
- 1:05:44Mas cheia de significado, né? 11 exemplo que eu posso dar é na
- 1:05:50no tretas de Porto Príncipe, quando a gente foi jogar online
- 1:05:53até e a galera foi matar um homem. 11 carregador, né?
- 1:05:57Do lado de fora, um burro sem rabo, um cara que estava
- 1:05:59carregando 111 carreta, né? E o grupo queria matar ele para
- 1:06:05pegar a carreta dele, transportar o Tesouro, alguma
- 1:06:07coisa assim. E eu olhei e falei, cara, é só
- 1:06:09um homem do saco, cara, um maluco meio, sei lá, um cara
- 1:06:12pouco Atlético assim, mas forte, né?
- 1:06:15Mas pouco Atlético, um cara que é ele só sabe fazer uma força,
- 1:06:18ele não usa um cara de briga, não é um cara disso assim, eles
- 1:06:21estavam armados e tal. Eu falei, cara, se vocês
- 1:06:23resolverem matar esse cara, é a chance de dar um problema aqui,
- 1:06:27não é ele revidar e matar vocês. A chance aqui é justamente de
- 1:06:32vocês não conseguirem matar de cara.
- 1:06:34E ele fazer 11 esporro danado, atrasar vocês o suficiente pra
- 1:06:38guarda chegar pra rua, ser é tomada por transeuntes e coisas
- 1:06:42assim, de gente voltada com ação de vocês.
- 1:06:44Por outro lado, vocês podem matar ele rápido e não não
- 1:06:47enfrentar esse tipo de problema. E aí o grupo apostou em torno
- 1:06:51disso. A gente com uma iniciativa, a
- 1:06:54gente IA ver quão hábil e rápido e ágil o grupo matou esse cara,
- 1:06:59porque é fato que ele, o grupo IA matar.
- 1:07:01O grupo estava armado, esse cara não estava, era mais de um.
- 1:07:03E esse cara estava sozinho, esse cara estava carregando uma
- 1:07:06parada e o grupo estava com as mãos livres.
- 1:07:08Então eu falei, cara, vocês vão matar, vamos só ver o quanto que
- 1:07:11isso vai, se vocês vão matar rápido o suficiente para ele não
- 1:07:14fazer esporro e a rua ficar revoltada com isso.
- 1:07:17E assim foi é outro exemplo, é um assassino, que foi que entrou
- 1:07:22numa torre de um mago e na escadaria eu fui tentar matar
- 1:07:25esse mago, mago já velho, indefeso, não estava carregando
- 1:07:29nada, não não podia se defender com nada.
- 1:07:31Enquanto isso o assassino estava com sua.
- 1:07:33Com a sua adaga já azeitada para matar Oo mago.
- 1:07:37E eu falei, bom, a única. A única coisa que esse mago
- 1:07:39poderia fazer é ele fazer a única magia que ele tinha aqui
- 1:07:42de autodefesa, que poderia paralisar o cara.
- 1:07:45Então vamos fazer o seguinte, é você, você faz 11 save contra
- 1:07:52Chapel. Se você passar, o mago morre.
- 1:07:55A única chance de problema que a gente pode ter aqui é se de fato
- 1:07:58o mago perceber você. EEE.
- 1:08:02E conseguir te te lançar essa magia, né?
- 1:08:04É então da gente, em vez da gente construir várias etapas,
- 1:08:08né? De que que as coisas poderiam
- 1:08:09dar errado? A gente focou o drama em torno
- 1:08:12disso. Olha, se você é passar no save
- 1:08:16despel, o mago morre. Se você não passar, o mago te
- 1:08:19paralisa. E aí não importa muito, ali se
- 1:08:21foi, é a interação. Se o cara pegou o braço, se ele
- 1:08:25pegou, matou, cara, pode ter sido uma facada bem sucedida,
- 1:08:29mas ao mesmo tempo o mago chegou e conseguiu fazer a magia não
- 1:08:33importa muito. O que importa é que é que a
- 1:08:34gente apostou em torno do da magia que o mago IA jogar e se
- 1:08:41essa magia IA pegar ou não. E isso já impôs todo, todo
- 1:08:44negociação e drama que a cena pedia.
- 1:08:47Né? No caso, o cara passou do save,
- 1:08:50matou o mago e acabou, né? Um mago inclusive, poderoso,
- 1:08:53muito poderoso. Mas ele estava numa situação de
- 1:08:56fragilidade, né? Isso não é exatamente o Lula.
- 1:08:58Ficou por quê? Porque a gente tem a estrutura
- 1:09:01do jogo. A gente teve a estrutura
- 1:09:02suficiente de regra para fazer uma aposta para a gente poder.
- 1:09:07É trazer o anti clímax, mas OOA possibilidade do clímax, mas sem
- 1:09:12abrir mão do anti clímax. E mesmo que fosse o anti clímax,
- 1:09:14seria um anti clímax desejado pela mesa com significado na
- 1:09:19mesa e ninguém IA falar puta, isso aqui foi um saco, não é?
- 1:09:23Foi uma coisa apostada, isso aqui estava em jogo, isso aqui
- 1:09:27foi legal de acontecer, né? Então, tipo, todo mundo
- 1:09:31conseguiu é chegar ao clímax. Ou a possibilidade do
- 1:09:36anticlímax, né? É de uma forma emergente e
- 1:09:42lúdica, sem abrir mão do jogo. E aí, nesse caso, as mecânicas
- 1:09:47dentro do all fantasy. Quando a gente deixa algumas
- 1:09:49mecânicas fora desse uso ferramental, né?
- 1:09:51Elas são mais sólidas e a gente não pode abrir mão delas.
- 1:09:55A gente não deseja abrir mão delas, como por exemplo, a regra
- 1:09:58de XP por ouro. Né?
- 1:09:59A tabela de ritmo de viagem, o clock, né?
- 1:10:02Que você tem 3 horas pra pra pra jogar, pra ir e voltar, né?
- 1:10:05Pelo menos dentro do do wolfentes la, no beergotten.
- 1:10:08Tudo isso a gente mantém a todo custo, porque são as mecânicas
- 1:10:11básicas que a gente é, entende que precisam ser respeitadas.
- 1:10:14Elas não são mais fluidas, né? Elas não tem uma encarnação ali
- 1:10:18de ferramental que a gente precisou desfazer do DED
- 1:10:22clássico, e aí nesse caso, a gente consegue uma solidez
- 1:10:25lúdica suficiente pra poder experienciar o legal.
- 1:10:29Que se busca com a regra do legal, né?
- 1:10:32Admitindo inclusive o anti clímax.
- 1:10:34Mas no caso a gente não pode, a gente não precisa, a gente não
- 1:10:37tem muito o caso do anti clímax não ser legal.
- 1:10:40A gente absolve o anti clímax e tudo que passa a acontecer pra
- 1:10:46além da vontade das pessoas envolvidas, né?
- 1:10:50Que é uma coisa que o jogo proporciona, passa a ser legal
- 1:10:54também. Então é.
- 1:10:56É um jogo que não somente ele funciona por conta do azeite
- 1:11:01social, mas nunca, a despeito do próprio jogo, ele é.
- 1:11:05Ele melhora ainda mais com a com a com o azeite social, mas ele
- 1:11:09não atrapalha. Né, a dinâmica social do jogo,
- 1:11:13pelo contrário, ele, ele, ele constrói, né?
- 1:11:17Então a gente vai ver que ao longo do tempo um jogo como esse
- 1:11:20constrói. É ajuda a construir amizades em
- 1:11:23torno dele, ajuda a construir. É situações sociais e coesão
- 1:11:27social em torno do próprio jogo, né?
- 1:11:30E eu acho que 11 reflexo disso é a gente olhar a comunidade de
- 1:11:35beergota, em que tem muitos jogadores de que jogavam até em
- 1:11:38grupos distintos ou que eventualmente.
- 1:11:40É, se visitaram ali, mas que conversam entre si, que mesmo
- 1:11:43tendo ali 11 momento ali de de rivalidade entre eles, ainda
- 1:11:48assim eles dialogam, né? E as regras, de certa forma,
- 1:11:52tornam a socialização mais leve, menos cansativa, né?
- 1:11:56E aí eu chego na seguinte conclusão, a melhor forma de
- 1:11:59parar de usar o rele of cool é, você simplesmente não precisar
- 1:12:05dela, né? E para isso é só você poder
- 1:12:09jogar o jogo, entendendo melhor a sua proposta, né, e ajustando
- 1:12:12o que for necessário. A forma de jogar da mesa é, e aí
- 1:12:17eu vou fazer uma pergunta para você para encerrar aqui é, você
- 1:12:21usa a regra do legal sim ou não? E depois vou deixar uma
- 1:12:25provocação para você responder lá nos comentários, qual a sua
- 1:12:28melhor ou pior experiência com a regra do legal?
- 1:12:31Com a role of cool, beleza, então é isso eu vou deixar aí.
- 1:12:36Alguns episódios, né? Na descrição do do episódio aqui
- 1:12:39desse episódio, eu vou deixar o vídeo do do merser falando do
- 1:12:43rolof cool, o vídeo da Bela no TikTok falando da roulof cool, o
- 1:12:46blog do will fantasy e alguns episódios do café com dângel que
- 1:12:49foram citados aqui. Beleza do mais, lembrar que você
- 1:12:53pode se tornar um assinante do café com dângelo e apoiar a
- 1:12:55gente. Então se você quiser voltar
- 1:12:58ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios semanais, você pode
- 1:13:01ajudar a gente. Apoiando o projeto e a expansão
- 1:13:04lá em apoia ponto s barra café com dânjo que conforme a gente
- 1:13:07for batendo metas, a gente vai voltando com mais dias na
- 1:13:10semana. Se você gostou especialmente do
- 1:13:13café de hoje, deixa pra gente uma gorjeta.
- 1:13:15Manda o seu Pix de qualquervalorpracafecomdangio@gmail.com
- 1:13:19a gente conta com você. Você tem uma empresa ou uma
- 1:13:21marca que quer ter um dia na semana no café com dânjon
- 1:13:24especial seu ali que você trouxe, você pode financiar mais
- 1:13:27um episódio semanal. Do café com dângio e fazer a
- 1:13:31Alegria da massa rpgista. Então consulta a gente lá em
- 1:13:33café comdangio@gmail.com que a gente tem uma proposta especial
- 1:13:37para você. Consulta também a gente sobre
- 1:13:40parcerias e anúncios. A gente trabalha com marcas de
- 1:13:42RPG, mas também de outros jogos e de outros ramos como cafés,
- 1:13:46tecnologia, mídia, educação, et cetera.
- 1:13:50Se você quer colaborar com a gente, manda OE mail pra gente e
- 1:13:52fala pro que que você tem na sua cabeça a respeito do do café?
- 1:13:57Beleza, é por último agradecer aqui a galera que torna possível
- 1:14:00essa aventura. Então agradecer aí ao pessoal
- 1:14:03que apoia com o nível incentivo, incluindo aí o Jefferson
- 1:14:06Antunes. Valeu demais ao pessoal do nível
- 1:14:08de apoio à comunidade, incluindo aí o Lucas dane, OOO Lucas e
- 1:14:13deixou privado aqui, então não vou ler o sobrenome dele, o
- 1:14:16Vitor Garcia Simões. Um salvo especial para os
- 1:14:18assinantes de nível RPG do Jô, dentre eles o André dotepegas,
- 1:14:21os benatti, o Felipe scostegu, o Marcos Vinícius ornelas, o
- 1:14:24rudolfelmo e o Vinícius Caldas. Um abraço aos membros
- 1:14:27treinamental e fênters, o Abílio Júnior, César Machado, o Daniel
- 1:14:30Haidar, Diego cistito, Léo gasparotto, Marcos Gonçalves,
- 1:14:35Pablo Rodrigues Lima. É valeu galera.
- 1:14:38E um imenso agradecimento ao membro.
- 1:14:40Café com o balbi, o Thiago Augusto grande, Thiago valeuzão,
- 1:14:43cara, é isso pessoal. Um abraço e até a próxima.
- 1:15:45Não basta ter homem. De ciência, nós, cientistas,
- 1:15:49somos demasiado ignorados ou mal compreendidos?