Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Natália Sitanaka: Descomplicando a Nutrição das Reprodutoras | Ep. 260
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da Swinocultura
- 0:08Brasileira, o Swinocast. Mas hoje eu quero ver que tem
- 0:14um eque para estudar por conta do melhoramento
- 0:17genético que se deu, que foi de uma maneira muito
- 0:20avançada, que eu enxergo que a nutrição precisa
- 0:23também se desenvolver de uma maneira tão avançada
- 0:26quanto para acompanhar, ou acho que a parte de fêmeas
- 0:30hiperprolíficas. Siga -nos nas redes sociais,
- 0:33YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico
- 0:36atual, de qualidade irreverente e gratuito. O
- 0:43Swinocast só é possível através do apoio de
- 0:45empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 0:48na Swinocultura Brasileira. Polinutri,
- 0:51nutrição animal. Juntos, vamos mais longe. Seva,
- 0:54sempre com você, além da saúde animal. DSM
- 0:58Firminis, moldando o futuro dos cuidados com
- 1:01Swinocultura. No episódio de hoje, a gente
- 1:08tem a honra de receber a doutora Natália Sintanarka.
- 1:12Natália, prazer de receber aqui o
- 1:13Swinocast. Prazeram eu estar com vocês, uma
- 1:17honra participar. Swinocast com vocês, muito obrigada
- 1:21mesmo pela oportunidade. A gente te agradece, Natália.
- 1:25E Natália, pra quem não te
- 1:27conhece e pra quem também te conhece, está nos
- 1:30escutando. Se pudesse dar uma introdução
- 1:32de quem é a Natália Sintanarka? A
- 1:35Natália Sintanarka, sou tecnista, formada lá na
- 1:39Unes, pedilha solteira. Depois
- 1:41segui minha carreira ali, fazendo mestrado, doutorado
- 1:44na área de nutrição de Swinocultura. Atualmente,
- 1:47eu trabalho como gerente técnico numa empresa de
- 1:49nutrição animal. Certo, certo. E,
- 1:54Natália, me diz assim, eu sou veterinário, eu sou
- 1:57tecnista, mas assim, aí, eles sabem que às vezes
- 1:59tem um pouco essa questão de que veterinário não
- 2:01gosta de nutrição, né? Eu queria pegar o gancho aqui,
- 2:06que já que tu és uma tecnista, eu queria que tu
- 2:07me falasse assim, porque tu escolheu nutrição e o que
- 2:11mais chamou atenção pra, porque na verdade tem que
- 2:16escolher uma paixão, né? Por
- 2:18mais que eu acredito que essa história de que meu
- 2:22hobby é isso, por isso eu trabalho, como se eu
- 2:25tivesse, eu não acredito muito nisso, por que tu
- 2:28acabou escolhendo nutrição pra tua carreira? Pois
- 2:31é, eu acho que na verdade o que eu escolhi no começo
- 2:35de tudo foi assinou cultura. Eu
- 2:37desde o meu primeira semestre da faculdade, eu
- 2:40me interessei lá pelo setor de sinocultura da UNESP, e
- 2:44aí eu me encontrei, mas aí tinha aquele pensamento,
- 2:48não, eu tenho que conhecer outras áreas, eu vou me
- 2:51formar, talvez eu não tenha oportunidade na sinocultura,
- 2:54então eu vou aprender sobre ave e sobre grado de
- 2:58leite, mas onde eu não estava? Eu
- 3:00ia, fazia, aprendia, mas eu voltava pra sinocultura.
- 3:04Então, era definido que eu queria
- 3:06trabalhar com sinocultura, e isso abriu um equity qual
- 3:10área eu ia me especializar. E
- 3:12no final da graduação, já estava bem envolvida pra
- 3:15nutrição, tinha entendido que era o que eu queria
- 3:18mesmo, e eu fui fazer o mestrado e o doutorado
- 3:22depois, né? Eu defini que era isso mesmo,
- 3:25me apaixonei de fato pela nutrição, mas principalmente,
- 3:29porque quando a gente começa a estudar nutrição
- 3:32de suínas, a gente começa a pegar alguns pontos que
- 3:35a gente correlaciona com a nutrição humana. Então
- 3:38isso primeiro é fascinante. Então,
- 3:40por exemplo, eu trabalhei muito com leitões, e aí
- 3:43quando a gente começa a entender do sistema
- 3:45digestivo do leitão, que ele desmama, que ele,
- 3:48depois ele começa a consumir um alimento que
- 3:51não tem lactose, e todo o sistema digestivo dele
- 3:54começa a se modular pra isso, é muito parecido com
- 3:57o que acontece com a gente, né? O
- 3:59recém -nascido só mama, só digerir leite da mãe,
- 4:02depois ele começa a introduzir outros alimentos.
- 4:05Então tudo isso me fascinou.
- 4:07Então essa proximidade, isso de
- 4:10poder explicar a nutrição às vezes, usando um exemplo
- 4:14humano que às vezes a gente está diante de uma
- 4:18pessoa que não tem todo esse conceito técnico da
- 4:20nutrição, mas a gente precisa se fazer entender.
- 4:23Eu quero explicar o porquê que
- 4:25aquele alimento vai funcionar ou não vai. Então
- 4:27fazendo essas correlações, eu acho que encontro um
- 4:30caminho bem legal, que fica interessante, e eu acho que
- 4:34é uma maneira que eu gosto de trabalhar bastante. Há
- 4:3935 anos desenvolvendo soluções e produtos voltados
- 4:43para a nutrição e a saúde animal, pautados pela
- 4:45inovação e pela busca incessante de resultados
- 4:48eotétnicos que impulsam a rentabilidade de nossos
- 4:52clientes. Olhe Nútreo, juntos vamos mais
- 4:55longe. Eu acho que é legal fazer
- 4:59esse gancho da questão da nutrição humana, porque eu
- 5:03hoje sou nutricionista, trabalho com nutrição
- 5:06também, e às vezes a gente esquece que tem
- 5:09conhecimento, às vezes, muito mais aprofundado, em
- 5:13determinado tema e outras áreas. E
- 5:15a gente às vezes, uma crítica recente a gente
- 5:18faz, a gente faz essa crítica a nós mesmos aqui
- 5:22no nosso departamento, que não tem quase experimento
- 5:26com vitaminas do complexo B, então as recomendações
- 5:30são um pouco difíceis de acreditar, mas aí a gente
- 5:35vê que em humanos tem muito mais informação. E
- 5:38às vezes, estou entendendo um modo de ação que não
- 5:42foi pesquisado em swinders, e que possa ser pesquisado
- 5:44em swinders, vai te ajudar a rodar um experimento, que
- 5:48chegue ao requerimento daquela vitamina para um
- 5:51leitão chamado, por exemplo. Então
- 5:53acho que é bem legal isso mesmo, a gente fica muito
- 5:56nessa de se fechar no swine, e esquece que às
- 5:59vezes em outras espécies tem muito conhecimento. A
- 6:02gente, eu acho que a gente faz um baita, trabalho em
- 6:05determinar requerimento da aminoácidos, provavelmente em
- 6:08humanos não se tem com tanta qualidade como a
- 6:11gente tem em swinders, mas por outro lado, algumas
- 6:14outras, outros nutrientes mais relacionados, por
- 6:18exemplo, a saúde, que no caso o foco do ser humano
- 6:21não é ganho de peso e conversão alimentar, mas
- 6:24saúde, acho que tem muita coisa que a gente pode
- 6:26pegar em outras áreas, é um bom ponto mesmo isso
- 6:29que você falou, Natalya. Sim,
- 6:31eu gosto bastante, eu atendo muito o campo, né?
- 6:35Então eu gosto muito de fazer a
- 6:40pessoa entender o que eu estou falando, e não só
- 6:42falar aquele monte de conceito nutricional, porque
- 6:45os fatorizantes nutricionais de tal ingrediente vai
- 6:48possibilitar a sondas emzimas, às vezes isso tudo
- 6:51fica muito complicado, muito maçante, né? Então
- 6:54às vezes eu gosto de simplificar, trazendo alguns
- 6:58exemplos, quando você come tal alimento, como você se
- 7:01sente, claro que às vezes não vai ser igual, né?
- 7:04Como você mesmo comentou, o
- 7:06objetivo da nutrição animal é um, a nutrição humana é
- 7:08outra, mas acho que fazer essas correlações, eu acho
- 7:11que aproxima muito o público que eu atendo, e
- 7:13eu acho que facilita a compreensão mesmo, acho que
- 7:17é bem legal. Não, sem dúvida, muito bom,
- 7:20muito bom. Eu concordo 100 % porque muitos
- 7:23dos motivos de que o veterinário, ou qualquer
- 7:26outro estudante que não gosta de nutrição, é um
- 7:29pouco esse medo, que é uma coisa muito complicada, e
- 7:33eu acho que às vezes tem uma frase famosa do um
- 7:36amigo nosso que fala que a nutrição não é tão
- 7:38complicada, mas os nutricionistas às vezes são
- 7:40complicados, porque a gente tenta, como você falou,
- 7:43explicar um termo muito, numa maneira muito complexa,
- 7:47e a gente só está repetindo esse termo. Às
- 7:49vezes a gente nem está entendendo internamente o
- 7:52que significa aquilo, mas a gente repete porque ele já
- 7:55ouviu falar tantas vezes, eu acho que eu concordo
- 7:59demais com esse teu raciocínio. Mas
- 8:02Natália, eu queria te fazer uma pergunta já focada
- 8:05agora para a parte que é o foco principal do nosso
- 8:08discussão hoje, que é, no teu ponto de vista, qual
- 8:12que é o maior desafio na nutrição dos suinos hoje em
- 8:15dia? Olha, quando a gente está
- 8:17estudando a nutrição, eu sou suspeita, porque a
- 8:20gente começa a estudar, tem tanta inovação, tem tanta
- 8:24coisa recente, descoberta, que a gente começa a se
- 8:27aprofundar e se apaixonar. Você
- 8:31estava comentando. Hoje a gente está muito avançado
- 8:34quando a gente pensa em nutrição dos suinos, em
- 8:37requerimentos de todos os nutrientes, em requerimentos
- 8:41de aminoácidos, então tudo isso é muito fascinante.
- 8:44Mas hoje eu quero ver que tem
- 8:48um eque para estudar por conta do melhoramento
- 8:51genético que se deu, que foi de uma maneira muito
- 8:54avançada, e que eu enxergo que a nutrição precisa
- 8:57também se desenvolver de uma maneira tão avançada
- 9:00quanto para acompanhar, eu acho que a partir de
- 9:03fêmeas hiperprolíficas. Então a gente acompanhou uma
- 9:06evolução genética nos últimos anos, e não dá, a
- 9:10nutrição tem que acompanhar toda essa evolução para
- 9:14entregar essas exigências que essas fêmeas necessitam.
- 9:17Certo, sem dúvida. Eu
- 9:19acho que é fácil às vezes a gente imaginar que o
- 9:26progresso em tudo, não só na sua cultura, é mais, é
- 9:29mais, é produzir mais, é produzir mais, produzir
- 9:31mais. Mas eu acho que a gente
- 9:32realmente está chegando num ponto onde a gente está
- 9:35chegando em um limite, onde por exemplo a gente está
- 9:39fazendo um paralelo entre a sua unicultura norte
- 9:42-americana e o Brasil. Quando
- 9:45se falava no passado, a sua unicultura norte
- 9:47-americana não tem funcionário, ninguém quer
- 9:49trabalhar, e por isso que morre um monte da
- 9:51maternidade. Só que o Brasil hoje não
- 9:53está, não é? Não é, também um mar de rosas
- 9:55com abundância de mão de obra. Então
- 9:58a gente está chegando num ponto, claro que a gente
- 10:00está, eu estou sendo simplista, não estou falando
- 10:03de doenças que não tem no Brasil e tem aqui nos EUA,
- 10:06mas a gente está chegando num ponto onde talvez
- 10:09produzir mais, e mais, e mais leitão por parto não
- 10:14seja bem a chave, né? E sim, se eu conseguir, se
- 10:19se nasce em média 16, eu consigo melhorar mortalidade,
- 10:23através por exemplo como disse, nutrição de fêmeas
- 10:26hiperprolíficas adequadas, nutrição e manejo alimentar.
- 10:29Eu acho que isso é mais, eu
- 10:30pra mim eu vejo isso como sendo mais um caminho ideal
- 10:36sempre percorrido do que se pensar em que, ah, daqui
- 10:38anos e anos nós vamos estar com 20 nascidos
- 10:43totais. Acho que é um bom ponto assim.
- 10:46E mas voltando, Natália, na
- 10:48questão de nutrição da fêmea hiperprolífica hoje,
- 10:53cuidados assim, eu queria que tu comentasse assim de
- 10:55maneira geral assim, a gente estava falando de uma
- 10:58fêmea que no passado, no passado bem distante, dava
- 11:01dez, agora dá vinte, então, né? É
- 11:04mais ou menos, e uma fêmea que talvez eu não lembro,
- 11:07eu nem busquei, nunca busquei lembrar quantos
- 11:09tetos uma fêmea de 30 anos atrás tinha. Hoje
- 11:12existem gregas aí que menos de 14 tetos nem se, nem
- 11:16se retenha a fêmea. Então cuidados assim em geral
- 11:20para manter essa fêmea produtiva e mostrar sua
- 11:23capacidade total. Vamos lá, eu entendo que assim,
- 11:29é uma fêmea hiperprolífica, a gente precisa
- 11:34primeiramente entender o estado fisiológico que está
- 11:37acontecendo pensando na gestação. O
- 11:40que está acontecendo em cada fase daquele período
- 11:43da gestação, né? Então a gente precisa identificar
- 11:47quais são os acontecimentos fisiológicos, normalmente a
- 11:50gente faz uma divisão, a título de estudo dessa
- 11:53gestação em três terços, né? E
- 11:57aí a gente consegue então compreender melhor e
- 12:01oferecer uma nutrição mais adequada para cada uma
- 12:03dessas fases, eu acho que isso é muito importante, a
- 12:06gente pensar que hoje ela está gestando cada vez
- 12:12mais, que ela vai parir cada vez mais leitões e a
- 12:16gente consegue nutricionalmente auxiliar
- 12:18todo esse processo, né? Então
- 12:20a questão, por exemplo, de usar fibra, é uma coisa
- 12:22básica. Aí você fala assim, não
- 12:24Natalia, mas hoje todo mundo já utiliza fibra, a
- 12:27gente já está consciente da importância da fibra e não
- 12:32é algo discutível, realmente não é, mas do campo a
- 12:36realidade não é essa. Eu tenho um deparo com
- 12:39diversas situações que, às vezes, o produtor não
- 12:42utiliza fibra e a fêmea está lá parindo uma
- 12:45quantidade considerável de leitão e a gente começa a
- 12:48ver problemas do parto, né? A
- 12:51fêmea passa aquela gestação, aquela restrição alimentar,
- 12:55aquele momento de estresse, enfim, todos os problemas
- 12:58que isso pode acarretar. Então
- 13:00acho que isso é muito importante a gente
- 13:02compreender o que a fêmea está passando para ajustar
- 13:05a nutrição em relação a isso. Claro
- 13:08que é discutível que a qualidade de matéria prima
- 13:11precisa, a gente precisa checar, tá tudo correto,
- 13:15né? Mas eu acho que pensando na
- 13:17nutrição propriamente dita em conceitos nutricionais,
- 13:21eu penso nessa questão da gente entender realmente a
- 13:25fisiologia. Por exemplo, na lactação, daí
- 13:28muda, ela estava gestando, a gente estava seguindo um
- 13:31padrão alimentar, na lactação ela está precisando
- 13:35agora comer para conseguir produzir leite para aquela
- 13:38leitegada ali de 15, 16, 18 leitões, às vezes. Então
- 13:43a gente precisa entender agora que o requerimento
- 13:46dela é diferente e a gente precisa incentivar ela a
- 13:49consumir no momento que talvez ela não queira
- 13:52consumir tanta ração para conseguir produzir a
- 13:55quantidade de leite que a gente precisa para alimentar
- 13:57aquela leitegada. Então acho que o principal ponto
- 14:02ali mesmo é a gente caracterizar cada uma dessas
- 14:05fases e conseguir entregar a nutrição bem adequada.
- 14:09Sim, não, muito interessante,
- 14:11porque eu acho que a gente, invariabilmente, acaba
- 14:16caindo naquela ideia de que, infelizmente, a gente
- 14:20não consegue tratar de maneira individualizada todas
- 14:25as fases que estão numa sala. Às
- 14:27vezes com manejo, claro, né? A
- 14:29gente faz isso, mas as fases, por exemplo, assim,
- 14:30nutrição, difícil, né? Uma para todas, para que nasceu
- 14:34o 10, para que nasceu o 20. Então
- 14:36eu acho que esse é um ponto que a gente,
- 14:39invariabilmente, não vai conseguir ajustar dependendo
- 14:42de utilização de tecnologias, né? Eu
- 14:44acho que a gente tem avançado, mas a gente já
- 14:48tem avançado muito mais essa questão de que tudo
- 14:51bem, é muito difícil ter mais de um tipo de ração
- 14:55na lactação, é muito difícil ter mais de um
- 14:57tipo de ração na gestação, mas hoje já existem já
- 15:01existem sistemas que são capazes e tecnologias que
- 15:05são capazes de fazer, seja um blend daquelas duas
- 15:08rações, seja e, enfim, controlar pelo computador,
- 15:12né? Quanto a gente vai determinar,
- 15:15dependendo de quantos leitões a FEME apareceu, a
- 15:17gente consegue ajustar isso ou aquilo. Eu
- 15:20acho que é um pouco essa visão. Eu
- 15:21queria que tu me falasse um pouquinho, assim, como
- 15:23que tu vê, assim, qual que é o estado do Arte? Qual
- 15:25que é o status hoje do Brasil tendo de adoção de
- 15:29tecnologias para gerar um melhor cuidado para a FEME
- 15:33hyperprolífica na tarde? Olha,
- 15:36eu... A gente vê algumas
- 15:39tecnologias, né? Por exemplo, tem um sistema de
- 15:45alimentação, todo automatizado para a FEME,
- 15:48que ela passa, o chip é lido, e aí a gente sabe...
- 15:52E a gente não, o sistema
- 15:54sabe exatamente quanto que essa FEME precisa consumir,
- 15:57quanto que ela já consumiu e derrubou ali a quantidade
- 16:00que ela ainda falta consumir. É
- 16:02perfeito, claro que a gente gostaria que todas as
- 16:06grandes trabalhassem assim e a gente conseguiria
- 16:08trabalhar com a nutrição muito mais precisa. Mas
- 16:11hoje eu vejo que no Brasil, no geral, assim,
- 16:16que a gente acompanha de campo, isso é uma realidade
- 16:18distante, né? Então, mas também não adianta a
- 16:22gente se lamentar, porque no exterior tem esse
- 16:25sistema e aqui não tem, então lá a FEME vai
- 16:28produzir mais e a gente vai ficar para trás. Não,
- 16:31a gente tem condições de contornar isso com manejo,
- 16:35treinando muito bem a nossa equipe, explicando para eles
- 16:39a importância de cada um das atividades que a gente
- 16:43pede para eles fazerem, então acho que tem como
- 16:45contornar. Eu acho que a gente ainda
- 16:48está atrasado, assim, não tem uma grande tecnologia
- 16:52envolvida, investida aqui no Brasil em relação a isso,
- 16:57mas eu acho que isso também a gente não deve
- 16:58usar como muleta para não conseguir os melhores
- 17:01resultados com as nossas FEMES. Sem
- 17:03dúvida, sem dúvida. Tá muito bom. Natália,
- 17:05voltando no ponto ali que tu mencionou de fibra, eu
- 17:08queria que tu pudesse comentar, assim, o que que
- 17:10que seria o ideal, assim, hoje, em nutrição de FEMES
- 17:13em geral? Não digo, por exemplo, não
- 17:16entramos ainda no verão, falar assim, não falar com
- 17:19estresse, com calor e tal, mas como que tu vê que
- 17:22seria assim uma nutrição ideal com relação à fibra
- 17:26para a FEME, a tanto na gestação como na lactação?
- 17:32Bom, na gestação, eu acho que é
- 17:34imprescindível o uso e normalmente a gente trabalha
- 17:39num teor de 2 a 5 % de fibra bruta nas rações de
- 17:44gestação, mas a gente, lendo muito trabalho, a
- 17:48gente percebe que a recomendação é até um pouco
- 17:51mais alta que isso, em recomendação de alguns
- 17:54trabalhos bem conceituados ali de 7 a 10 % de fibra
- 17:58bruta por quilotivação, né? Então
- 18:00a gente hoje trabalha numa quantidade consideravelmente
- 18:05média, mas que já tem um efeito que a gente precisa
- 18:09e eu acho que mais importante do que a gente
- 18:12pensar ali nesse número da fibra bruta, que é a nossa
- 18:16fórmula ali do computador vai nos oferecer, é a
- 18:19gente pensar na qualidade dessa fibra bruta, né? Qual
- 18:22que vai ser a fonte dessa fibra? Aqui
- 18:24no Brasil a gente tem diversas, tem o faurelo de
- 18:27trigo, que eu creio que é mais utilizado, tem a
- 18:30casquinha de soja, tem algumas fibras sintéticas
- 18:34comercializadas por diversas empresas, tem poupa de
- 18:37beterraba, tem as mais diversas variedades, né?
- 18:40Então acho que o mais importante
- 18:41quando a gente quer pensar em melhorar a gestação,
- 18:46essa dieta de gestação através da fibra, a gente
- 18:50pensar nessa fonte de fibra, porque a gente tem
- 18:52diversas opções e elas são diferentes entre si, elas
- 18:56vão entregar resultados diferentes entre si. E
- 18:59na lactação? Na lactação, eu vejo que o
- 19:03problema um pouquinho diferente, não é tanto a
- 19:05fibra, né? Na lactação a gente começa a
- 19:08ter um problema em relação a consumo, vamos pensar
- 19:11como eu comentei para vocês, essa fêmea ela está
- 19:14ali com muitos leitões mamando e que ela precisa
- 19:18produzir leite? Ela precisa de energia e claro,
- 19:23água, né? Todo o sistema para a gente ter
- 19:25uma produção de leite, mas ela precisa ter um consumo
- 19:27de energia, produção de leite consome o sistema
- 19:31psisiológico, metabolismo dessa fêmea. Então
- 19:34a gente precisa incentivar aquela consumo, a gente
- 19:36costuma trabalhar com uma energia metabolizável mais
- 19:39alta e todos os demais níveis nutricionais, né? A
- 19:44relação dos aminoácidos também mais alta para a
- 19:46gente conseguir oferecer todo esse aporte para ela
- 19:50ter produção de leite adequada para esse número
- 19:52de leite gado, de leitões nessa leite gada maior.
- 19:56Certo, e você falou de fontes,
- 19:58assim, algum comentário em particular, algumas assim
- 20:02que tu mais prefere, tu mais gosta de usar ou que
- 20:06mais já viu gente usar e ter resultados melhores,
- 20:09assim, mais falando da questão de que às vezes a
- 20:11gente é muito simplista em falar de fibra, né? A
- 20:14gente acha que fibra é tudo uma coisa só e às
- 20:16vezes existem fibras que são insolúveis e insolúveis,
- 20:20é um composto dos dois, né? Aí
- 20:23tem toda a questão de liguinina, celulose, você
- 20:25pudesse comentar um pouquinho sobre isso para a
- 20:27gente ir lá? Olha, esses seus conceitos estão
- 20:31totalmente coerentes, a gente tem essa questão de
- 20:34solubilidade dessa fibra, mas o que eu costumo
- 20:37indicar de uma maneira muito prática? Ah,
- 20:40Natalha, porque você falou ali no podcast que tal
- 20:45fibra tem uma solubilidade que não é tão adequada,
- 20:48que não é ideal para a fêmea, eu tenho essa então
- 20:52não vou usar, não. É melhor a gente utilizar o
- 20:55que tem do que não utilizar. Então,
- 20:58as fibras hoje sintéticas. Natalha,
- 21:01tem efeito? Claro que tem, eu prefiro muito
- 21:04mais que você utilize essa fibra sintética do que não
- 21:07utilize nada. Hoje que a gente tem maior
- 21:09disponibilidade, farelo de trigo, mas Natalha, o meu
- 21:12farelo de trigo não tá numa qualidade legal, a
- 21:16gente sabe que tá com micotoxina, não tá bacana,
- 21:19você prefere que eu utilize esse farelo de trigo nenhum
- 21:23ou que eu vá atrás de uma alternativa sintética. Oxa,
- 21:28se você tiver condições de atrás de uma alternativa
- 21:30sintética que vai nos oferecer muito mais
- 21:32segurança, eu prefiro que você faça isso com certeza.
- 21:35Então, eu acho que tem essas
- 21:37diferenças, gente aprende na nutrição todo esse conceito
- 21:41de fibra, mas eu acho que não como nutricionista, eu
- 21:46não me limito a isso para fazer recomendação. Acho
- 21:49que a gente precisa trabalhar com as ferramentas
- 21:51que a gente tem e ser adequada a melhor maneira
- 21:54para o nosso produtor. Perfeito,
- 21:57não muito bom. E algum comentário, por
- 21:59exemplo, eu já tive algumas experiências de uma empresa
- 22:04ou um centro de produção que não utilizava fibra e
- 22:07começou a utilizar, e daí eles começaram a ver as
- 22:10diferenças tanto na fábrica de ração como nas linhas,
- 22:15nos comedores, de mudar a densidade da dieta. Tu
- 22:20teve alguma experiência com isso, de que teve que
- 22:23fazer alguma adaptação ou tiver algumas dificuldades
- 22:25no começo? Assim acontece bastante, se a
- 22:29gente coloca fibra, essa ração tende a ficar mais
- 22:32volumosa. Então, principalmente naqueles
- 22:36comedores automáticos, funcionários às vezes têm
- 22:39aquela mania de, ah, é aqui, a ração dessa feme é
- 22:43aqui, nessa marquinha de caneta, dessa outra feme é
- 22:47aqui, nessa outra marquinha de caneta. E
- 22:49se a gente muda a composição dessa ração, ela
- 22:52pode ficar mais ou menos volumosa. E
- 22:55aí, essa marquinha da caneta não estava lendo
- 22:57mais de nada, porque se ela foi feita considerando
- 23:00um peso específico, hora que muda a densidade da
- 23:03ração, esse peso já não está sendo respeitado.
- 23:07Então, acontece, sim, com
- 23:08frequência, a gente tem que fazer recomendação de, na
- 23:12verdade, pesar essa ração, não é? Não
- 23:14adianta a gente tentar a olho achar que isso aqui é
- 23:17um quilo, isso aqui é um quilo. A
- 23:19gente precisa sempre ter esse hábito de pesar,
- 23:21porque a tendência é que ocorre essa alteração mesmo.
- 23:26Certo. Na tarde a gente está
- 23:28terminando o venão no Brasil e obviamente que
- 23:34está ainda muito calor e vai estar ainda muito calor
- 23:37em muitas partes do Brasil. Assim,
- 23:39a gente sempre, a gente às vezes cansa de falar, ah,
- 23:42estresse por calor, estresse por calor, as feminas
- 23:43ofegantes, mas às vezes a gente falha um pouco em
- 23:47achar uma solução e que, poxa, aqui, ó, vamos fazer
- 23:51isso aqui, as feminas não vão mais sofrer com calor,
- 23:54porque a gente sabe que o calor vai ter todo ano e
- 23:56vários meses do ano. O que que tu teria, assim,
- 23:59como recomendação, assim, para a gente passar por
- 24:01esse desafio de maneira mais suave possível na
- 24:06parte nutricional. E tem, viu, a gente tem
- 24:09algumas estratégias que dá para a gente utilizar e
- 24:13amenizar essa problemática. Está
- 24:16ficando cada vez mais quente, acho que esse ano,
- 24:19final desse ano, começo, final do ano passado,
- 24:21começo desse ano, foram recordes em temperaturas
- 24:24muito altas aqui no Brasil e é um desafio muito
- 24:27grande, né? Como eu te falei, a feminia que
- 24:29está lá quitando, a gente tem esse desafio de fazê
- 24:31-la comer. A gente, no verão, a gente
- 24:35diminui o nosso consumo, porque quanto mais a gente
- 24:38come, maiora nosso entremento calórico. Se
- 24:40a gente já está numa situação de calor, a gente
- 24:43não quer que esse calor aumente. Então,
- 24:46é natural, ocorre com a gente e vai ocorrer com a
- 24:48fêmea também. Aí eu vou fazendo associação
- 24:51com o mano, com a Lu, com o Suíno, mas é exatamente
- 24:54isso que acontece com a feminia também. Então,
- 24:57a gente, quais são algumas estratégias que eu utilizo,
- 24:59né? A densar essa dieta dá para
- 25:03a gente pensar em trabalhar com níveis de energia mais
- 25:05altos, de aminoácidos mais altos, para quê? E
- 25:09daí, ao invés de comer 9 quilos, talvez, se ela
- 25:12comer 7, eu consigo atender essa exigência? Consegui,
- 25:15eu consigo fazer esse cálculo e auxiliar nesse
- 25:18sentido. Mas eu também penso que, às
- 25:21vezes, consumir 7 quilos, vamos supor aqui, tá? Um
- 25:25exemplo muito básico, com valores muito simbólicos,
- 25:28né? Mas, às vezes, consumir 7 quilos
- 25:31também vai ser difícil para essa fêmea. Porque
- 25:337 quilos ainda são 7 quilos de ração, né? Por
- 25:36uma leitura, com certeza. Imagina,
- 25:38não, isso, eu nem entrei na problemática leitura,
- 25:41porque daí, viu, eu tenho. Então,
- 25:45é um desafio. Então, o que eu foco muito? A
- 25:48gente pensar na falacabilidade dessa ração.
- 25:51Então, também, faça a mesma
- 25:52associação. Que que você prefere comer? Um
- 25:55biscoito docicado, açucarado ou um biscoito feito de
- 26:01milho e farelo de soja que não vai ter gosto muito
- 26:04atrativo? É claro que um biscoitinho
- 26:07docinho é muito mais interessante para a gente,
- 26:10e para a fêmea também vai ser. Então,
- 26:12a gente pensar em falatabilizante, uso de
- 26:15açúcar, uso do farelo de bolacha, isso auxilia muito.
- 26:20E também pensando em relação
- 26:23ao farelo de soja que eu comentei. O
- 26:26farelo de soja, a gente sabe que ele é necessário
- 26:28para a gente atingir a exigência ali de aminoácidos
- 26:31a essa fêmea. Só que, quanto mais farelo de
- 26:34soja eu ofereço, mais difícil é para essa fêmea
- 26:37digerir. Lembra quando eu falei lá do
- 26:39incremento calórico, quanto mais come, mais calor a
- 26:42gente gera para conseguir digerir esse alimento? Com
- 26:46farelo de soja é a mesma coisa. Ela
- 26:48vai precisar digerir esse farelo de soja para ter os
- 26:51aminoácidos livres para ela utilizar para produzir
- 26:54leite, para se manter e produzir leite. Então,
- 26:56se a gente consegue trabalhar com o farelo de
- 26:59soja mais baixo e fazer essa suplementação com
- 27:02aminoácidos sintéticos, eu acho que é o caminho
- 27:04adequado para facilitar todo o processo digestivo para
- 27:09essa fêmea. Certo, não é muito bom. E
- 27:13falou em adensar a dieta, o que faz muito sentido.
- 27:19Alguma estratégia assim na
- 27:20formulação um pouco mais específica? A
- 27:24gente trabalha aumentando a energia metabolizável,
- 27:29normalmente a gente trabalha com fêmeas em lapitação, a
- 27:32exigência de consumo de energia metabolizável por
- 27:35dia. Então, se a gente aumenta, ela
- 27:38consumindo uma quantidade menor, a gente consegue
- 27:40atingir esse requerimento e aumento de todos os
- 27:43aminoácidos também, a relação dos aminoácidos
- 27:45também, para a gente conseguir atingir todos.
- 27:48Certo, mas aí a utilização de
- 27:50gordura para adensar, trocar um pouco do ilho pela
- 27:54gordura seria isso? Isso, não, utilização de uma
- 27:56fonte de gordura é indispensável também. Hoje,
- 28:00tem as gorduras, tem o óleo que a gente utiliza
- 28:03comumente e hoje a gente tem um mercado, também
- 28:06produtos que nos auxiliam, a gente tem alguns
- 28:09concentrados energéticos que nos facilitam também, tanto
- 28:12nessa questão de palatabilidade que eu batia
- 28:14um pouquinho na tecla, quanto nessa de aumentar a
- 28:17energia da dieta, a gente tem alguns produtos do
- 28:21mercado que nos auxiliam também e que tem um
- 28:23resultado bem bacana, quando a gente consegue fazer um
- 28:26mix do óleo com esses concentrados, a gente
- 28:29consegue níveis bem interessantes para a dieta
- 28:32e com uma palatabilidade bem atraente para a fêmea.
- 28:37Ah, excelente, excelente. Eu
- 28:38acho que sim, às vezes a gente foca muito e como
- 28:41nutriciante, a gente foca muito no retorno sobre o
- 28:44investimento do custo da ração, que faz sentido, é
- 28:47o que move em qualquer negócio na produção dos
- 28:49suínos, mas às vezes a gente é um pouco, a gente
- 28:52trata, por exemplo, da nutricião da fêmea igual a
- 28:54nutricião de cresce terminação, mais terminação
- 28:56que a gente foca muito em custo, mas às vezes é
- 29:00aquela questão, a gente fala muito, teve vários
- 29:03trabalhos recentes mostrando o impacto da performance do
- 29:06leitão na cresce e na terminação, estar muito
- 29:08vinculado à qualidade do leitão na matemunidade e
- 29:11como é que a gente obtém a qualidade de descansar na
- 29:13matemunidade através da fêmea? Ou
- 29:15seja, às vezes pensar que o custo da ração, gestação
- 29:19e custo da ração da quitação é um KPI pro
- 29:22sistema, tem que estar baixo, pode ser um tiro no
- 29:24pé, porque é que a pouco, eu preparando um leitão
- 29:28melhor, tendo uma ração um pouco mais cara pra fêmea,
- 29:32vai me permitir que eu tenha uma ração um pouco
- 29:34mais barata numa terminação, por exemplo, e que é
- 29:37ingerido em um muito maior volume, então pro sistema,
- 29:40eu acho que a gente tem que, é aquela ideia, o
- 29:44formulador de ração é a custo mínimo, não é a
- 29:49lucro máximo, é a custo mínimo, então é importante
- 29:53acho fazer esses paralelos, porque às vezes a gente
- 29:55fica pensando que nutricionista é só um cara
- 29:56que quer alimentar tudo que tem de mais barato e era
- 30:00isso, eu acho que é bom esse teopodo que a gente
- 30:02tem que usar essas ferramentas e às vezes vai
- 30:05encarecer um pouquinho a dieta, mas em momentos
- 30:07estratégicos, pra que a gente colhe o futuro ele
- 30:09na frente. Então é com certeza, e assim é
- 30:13o que eu sempre costumo dizer, o leitão que ele
- 30:16vai desmamar melhor, ele com certeza vai ter um
- 30:20desempenho superior até o resto da vida dele, então
- 30:24ele vai desmamar primeiro, ele vai, leitão pra
- 30:27começar, que nasce mais pesado, ele já vai
- 30:30conseguir ter uma gestão de colostro, já vai ser um
- 30:33leitão, um desenvolvimento melhor que vai desmamar
- 30:36melhor, e isso vai seguir ao longo da vida dele,
- 30:40então assim a gente pensa, vamos pensar em peso, meu
- 30:44objetivo é chegar com o suínem 100 quilos, se esse
- 30:48meu leitão maior consegue chegar em x dias e o
- 30:52outro menor em x mais 3, 4 dias, quanto custa esses
- 30:573, 4, 5 dias a mais que o suíno tá na propriedade
- 31:01consumindo, esperando para atingir o peso que a gente
- 31:04precisa, então é realmente isso que você falou,
- 31:07nutricionista, não dá pra gente olhar ali só praquela
- 31:10fase, praquela categoria e vamos formular, e é isso,
- 31:15e é o custo mínimo que te entrega, a gente tem que
- 31:17pensar num todo, na cadeia comum todo, então acho que
- 31:21isso é um dos, das partes mais interessantes de
- 31:24trabalhar com nutricão também, porque todo se
- 31:26encaixa, tudo se interliga, e é muito bacana. Não,
- 31:30sem dúvida, e Natalha eu queria te perguntar também
- 31:33sobre aditivos, sair um pouco da parte mais básica
- 31:41da reação, falamos de energia, falamos de milho,
- 31:43soja, fibra, gordura, aminoácidos, o que que hoje
- 31:48se tem no mercado assim com provação científica
- 31:51suficiente para que a gente possa realmente não ter
- 31:54essa ferramenta aqui, principalmente se já está
- 31:57no verão, ou seja num sistema que tem problema
- 32:00com consumo na alacração, por exemplo, o que que tu
- 32:03acha que a gente pode tirar de proveito dos
- 32:06aditivos disponíveis no mercado hoje? Nossa,
- 32:09hoje a gente tem uma gama de aditivos, eu amo estudar
- 32:14essa parte de aditivos, eu acho que a gente avançou
- 32:17muito em relação a aditivos pensando em fêmeas, mas
- 32:21ainda tem muito o que eu posso estudar, o que eu
- 32:24descobri, então é uma parte muito bacana mesmo. Hoje
- 32:27o que que a gente vê muito comum sendo utilizado
- 32:30e que eu confio que eu vejo resultados que tem
- 32:32muito em base à bem científico? Carnitina,
- 32:35eu acho que é indiscutível, que ela vai ter uma
- 32:39liberação de energia ali a nível mitocondrial, então
- 32:41tem uma resposta bem bacana, o uso de minerais
- 32:46orgânicos para essa fêmea que é mais urgente, eu
- 32:50vejo também um resultado bacana, o cromo em nível
- 32:55mais alto, algumas vitaminas a gente já sabe também
- 32:59quando a gente utiliza em níveis mais altos, a gente
- 33:01tem uma resposta satisfatória para essas
- 33:05fêmeas, a parte de ácidos hoje também é bem explorada
- 33:10e eu acho muito bacana, mas eu penso que assim, eu
- 33:13amo aditivos, eu utilizo, eu recomendo, mas aditivo
- 33:18não vai fazer milagre, então já fala o nome, é
- 33:21aditivo, é para adicionar, ele vai entrar numa
- 33:24quantidade muito pequena e ele vem para acrescentar no
- 33:29seu sistema de produção, ele não vai fazer o
- 33:31milagre, então não adianta você às vezes investir num
- 33:34aditivo que provavelmente vai ter um custo maior,
- 33:37vai agregar em custo para o seu sistema de produção
- 33:40e você não está fazendo o básico, não está cuidando
- 33:43da qualidade das suas matérias primas, o milho
- 33:46que vai entrar numa quantidade absurda, a soja
- 33:48que vai entrar numa quantidade absurda, o farelo
- 33:51de trigo se você for utilizar e aí o aditivo
- 33:53que entra um tiquinho ali, você está esperando que ele
- 33:56faça todo o milagre e não vai, em relação a manejo,
- 34:00ao ambiente, a qualidade da água, então eu sou sim a
- 34:05favor de aditivos, eu acho que a gente tem hoje uma
- 34:09diversidade muito interessante, dá para, em
- 34:13cada situação a gente sentar, escolher quais são
- 34:16os mais necessários e os que teriam um efeito mais
- 34:19interessante para cada tipo de problema, mas com aquilo
- 34:23na mente, eles não vão fazer o milagre sozinhos, é
- 34:26necessário que todo conjunto esteja e equilíbrio para a
- 34:29gente conseguir captar e aproveitar do resultado
- 34:33desse aditivo. Ah, sendo, eu acho que não,
- 34:37muito bom esse documentário, então, isso pessoal, é
- 34:39aquela, eu acho que é parecido com a, quando o
- 34:43assunto é maneiras de se repor o óxido de zinco na
- 34:49creche, não sei qual é o termo que eu usava no
- 34:50Brasil, se é repor, mas... Suplementar.
- 34:54Alternativas ao óxido de zinco, algumas coisas...
- 34:56Alternativas, assim... Alternativas,
- 34:57né, o que faz o pessoal pensar que essa alternativa
- 35:02vai ser exatamente igual ao óxido de zinco, então é, a
- 35:06gente tem vários aditivos que obviamente, a gente
- 35:07sabe que não vai existir um aditivo que tenha
- 35:09exatamente o mesmo efeito do óxido de zinco, não é
- 35:12uma atendida da mesma forma, né, a gente, como
- 35:14você bem falou, é um aditivo, né, é uma coisinha
- 35:16mais e tem essa certa flexibilidade de sistemas,
- 35:22né, tem sistemas que funcionam mais um, tem
- 35:23sistemas que funcionam mais outro, às vezes a gente
- 35:25bate muito numa tecla de instaurar, que esse funciona
- 35:29e que esse não funciona, mas tem particularidades do
- 35:31sistema, que às vezes nem a gente sabe explicar que
- 35:35funcionam melhor ou não, muito bom e da mesma
- 35:38forma, não vai fazer milagre, não é bozinho
- 35:42mágico, acho que a gente fica muito nessa de esperar
- 35:46que... a gente conduziu aqui num
- 35:48trabalho com um aluno doutorado aqui há dois anos
- 35:51atrás uma revisão de aditivos alimentares só em
- 35:55terminação, o FAL para só terminação, daí assim, todos
- 35:58que puder imaginassem, assim, desde, desde enzimas,
- 36:03vitaminas, minerais, órgãos essenciais, enfim, tudo,
- 36:07tinha mais de 20 e muitos têm uma aprovação científica
- 36:11com um resultado, assim, de melhoria, mas a magnitude
- 36:15dessa melhoria é de 1 a 2 % se seja em ganho de
- 36:18peso, seja em conversão, ou seja, não adianta a gente
- 36:20achar que, não, agora eu vou colocar esse aditivo e
- 36:23vocês vão comentar, produzir 1kg mais no leitão, no
- 36:26desmama, isso não vai acontecer, então é, é, a
- 36:29gente tem que lidar um pouco com as expectativas,
- 36:31né, e fazer o Bavá, como tu bem mencionou é,
- 36:34exatamente, e eu acho que é outra característica do
- 36:37trabalho do nutricionista, né, como que a gente não
- 36:40pode trabalhar com todo, é muito olhar para cada
- 36:44situação, para cada sistema, para cada oportunidade que
- 36:49a gente tende melhoria, porque elas são muito
- 36:50individuais, são muito particulares, então a gente
- 36:53não consegue falar assim, não gente, por exemplo,
- 36:56aditivo, qualquer carne tina que eu comentei, que eu
- 36:58acho muito legal, que tem resultado, e eu chegar em
- 37:01todos os produtores e falaram, gente, é só
- 37:03colocar carne tina, todo mundo coloca carne tina, e
- 37:06eu vou resolver o problema, a gente vai ter um leitão
- 37:09nascido a mais, um leitão vai nascer com xg a mais
- 37:12de peso, e infelizmente ou felizmente não é assim, não
- 37:16é uma conta exata, né, a gente precisa realmente
- 37:19olhar todo o sistema, com muito critério para
- 37:23conseguir indicar o que realmente vai valer a pena
- 37:27Boa, muito bom, muito bom. Natalia,
- 37:30falamos bastante de fêmea assim, e agora a gente vai
- 37:34falar um pouco mais de leitão, seja na questão da
- 37:38produção de leitão, seja nesse leitão, a gente fica
- 37:40muito focado em colostro, né, mas a produção de
- 37:44leitão que vai fazer aquele ganho de peso a mais, para
- 37:48tomar o mais pesado, e eu acho que é um... o
- 37:51peso de esmame é um dos únicos, um dos únicos
- 37:54ganhos de peso que se multiplicam ao longo da
- 37:56vida do animal, né, a gente fica muito naquela de
- 37:59que não, vai ser sempre x mais quilos, vai ser x
- 38:04mais quilos na saída de creche, x mais quilos na
- 38:06finalização, só que eu acho que o ganho de peso na
- 38:09materialidade, como ele está numa fase de desenvolvimento
- 38:11muito grande, é um dos mais que mais configura ele
- 38:15multiplicar esse peso, né, eu acho que isso, eu
- 38:17queria que tu falasse um pouquinho mais dessas
- 38:18estratégias nutricionais pensando no leitão. Sim,
- 38:24é... volta de novo, né, naquele
- 38:26desafio que eu comentei em relação à lactação, então
- 38:30essa fêmea, ela tem que produzir leite numa
- 38:33quantidade considerável para todos aqueles leitões, então
- 38:38é um desafio, claro, hoje em dia, tem toda essa
- 38:42questão da gente estimular o consumo da fêmea conforme
- 38:45eu já comentei com vocês e sem precindive a gente tem
- 38:48que garantir que essa fêmea consuma hoje uma conta
- 38:52muito básica eu acabei de falar, não dá para
- 38:54generalizar, mas uma conta básica que a gente pode
- 38:57fazer, que essa fêmea precisaria de 2 quilos de
- 38:59ração para a mantensa e meio quilo por leitão que
- 39:03ela está amamentando, claro que vai... é
- 39:05um comentário muito geral porque vai depender dos
- 39:09níveis dessa ração, mas para vocês terem uma ideia
- 39:11quando eu falo que ela precisa comer em alta
- 39:13quantidade então é um desafio fazer ela consumir
- 39:17tudo isso, né, a gente garantir que ela consuma
- 39:20mas além disso, mesmo quando a gente garante esse
- 39:23consumo, a gente precisa de um auxílio, né, então hoje
- 39:27o CripFeeding eu vejo como é precindível, se eu vejo
- 39:31uma grande aqui não dá fazendo CripFeeding, ela
- 39:33está deixando de ganhar dinheiro não só no sentido
- 39:35de a gente acelerar esse ganho de peso do leitão
- 39:39enquanto ele ainda está na maternidade mas também
- 39:42pensando no amadurecimento do sistema digestivo desse
- 39:45leitão esse leitão ele precisa começar a aprender
- 39:48de gerir, e ele faria muito soja não dá para ele
- 39:50achar que a vida vai ser um eterno leitinho da mãe
- 39:53dele, infelizmente não vai ser então eu acho que o
- 39:57CripFeeding hoje é uma estratégia também sensacional
- 40:01que a gente consegue agregar muito valor em
- 40:04relação ao peso de deslame desses leitões boa, boa,
- 40:09não, excelente, excelente, Natália, esqueci de te
- 40:12perguntar alguma coisa que tu acha que tu deveria ter
- 40:14falado ai, deixa eu pensar, eu acho que não, meu Deus,
- 40:18eu falo demais, eu acho até eu também, eu falo
- 40:22bastante, não, eu acho que foi bem legal, foi bem
- 40:26legal que tu abordou bastante pontos práticos,
- 40:29pontos de nutrição, pontos de manejo, eu acho que era
- 40:32o foco mais na nossa conversa acho que também os
- 40:34ouvintes podem também mandar perguntas se eles estiverem,
- 40:37mas eu acho que é o beaba às vezes até chovendo
- 40:41molhado, falar que é uma rosa e feijão bem feita e
- 40:44tal, mas daqui é né mas é? é,
- 40:48acho que é um pouco disso já pensou estar no top 1 %
- 40:53das minacultura? acesse academia suina .com .br e
- 40:57invista no seu conhecimento o suinocass só é possível
- 41:01através do apoio de empresas inovadoras e que
- 41:04apoiam a educação continuada na suinocultura brasileira
- 41:07top gen, onde você encontra as matrizes mais completas
- 41:11do mercado, a excelência está no nosso dna Giga,
- 41:15alta performance sem esforço, elanco, alimento e
- 41:18companharismo enriquecendo vidas a DSM Firminis pode
- 41:22ajudá -lo a preparar, proteger e apoiar a
- 41:25resiliência dos seus leitões fornecendo experiência local
- 41:29em suinos e soluções completas e personalizadas
- 41:32para ajudá -lo a concretizar a sua visão a DSM Firminis
- 41:36está moldando o futuro dos cuidados com suinos mas eu
- 41:41até agradeço mesmo Natalia por essa discussão técnica
- 41:45porque agora eu vou te fazer algumas perguntas que
- 41:47não tem nada a ver com parte técnica ai meu deus
- 41:50vamos lá e a primeira coisa que eu vou fazer é
- 41:53se tu tivesse que me recomendar uma série seriado
- 41:56hoje, qual que tu me recomendaria? nossa,
- 41:59pode cortar nessa parte né porque você é muito
- 42:03inserida eu sou uma pessoa que só assiste séries muito
- 42:08bobinhas eu sabia séries assim que você assiste com
- 42:12seu pai e sua mãe do lado que não bobinhas de tudo
- 42:15eu não sou maior fã de séries de tramas muito
- 42:19complexas de coisas daquele suspense eu assisto coisas
- 42:23muito leve, muito tranquila, uma comédia minha série
- 42:27favorita é The Office muito bom, muito bom, eu nunca
- 42:32assisti The Office mas tá na minha lista por favor
- 42:34assista The Office, é maravilhoso você assistiu
- 42:38Modern Family? comecei, eu parei não porque não
- 42:44estava gostando, estava apaixonada mas porque ela
- 42:47não está disponível em nenhum streaming ai não
- 42:51estava bacana a qualidade que eu estava assistindo
- 42:54mas é muito legal é porque é um tipo de humor
- 42:56parecido com The Office eu acredito nossa, é
- 42:59maravilhoso mas vamos para uma segunda pergunta aqui
- 43:06se eu tivesse 100 reais hoje, o que tu compraria
- 43:10com esse dinheiro? ações quer dizer qual ação?
- 43:17fazendo um disclaimer aqui que a
- 43:20gente não está recomendando nada nossa, mudamos o tema
- 43:24do podcast agora para o mercado financeiro cobre da
- 43:27Natalia, eu na verdade arrisco algumas coisinhas no
- 43:33mercado financeiro mas eu não sou mais estudiosa em
- 43:37relação a isso não eu tenho um consultor
- 43:39financeiro que eu auxilia a comprar as ações mais
- 43:42adequadas porque realmente não é o meu ramo mas se
- 43:46for para me dar dinheiro, com certeza ele vai virar
- 43:48ação beleza e a última Natalia uma coisa que tu
- 43:55nunca fez na tua vida e que você tem muita vontade
- 43:58de fazer coisa que eu nunca fiz e tenho vontade
- 44:03de fazer? pode ser visitar algum país
- 44:09também? tem um sonho próximo que vai
- 44:12se realizar conhecer a neve acredito que eu não conheço
- 44:17a neve mas agora finalmente tem uma viagem marcada em
- 44:22julho para barilóxico conhecer a neve, vou
- 44:24esquiar vou esquiar e eu quero fazer e nunca fiz
- 44:27muito bom o bom é que a neve nesse caso vai ser a
- 44:34turismo não, a turismo, 100 % turismo a neve e a
- 44:39trabalho não é legal é, porque se eu esquiar, me
- 44:42quebrar, não vai ter problema destreza para
- 44:47esquiar, mas eu não vou ter mas a gente vai curtir
- 44:50a experiência como um todo excelente, excelente Natalia
- 44:56Sitranaca, muito obrigado pelo teu tempo foi muito
- 44:58bom bater esse palco com teigo espero que tenha sido
- 45:01proveitoso para ti e para os nossos ouvintes também e
- 45:05é isso, muito obrigado mesmo pelo teu tempo eu
- 45:08que agradeço a oportunidade, é uma honra estar aqui
- 45:10como eu comentei contigo, eu sou fã do podcast eu
- 45:14consumo o podcast, eu indico o podcast então é
- 45:17uma honra mesmo, eu agradeço demais foi muito
- 45:21legal, beleza que bom, que bom para mim também foi
- 45:25muito legal conversar contigo, Natalia muito
- 45:27obrigado, um abraço abraço, até mais