Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Ana Paula Bracarense: Micotoxinas e Mudanças Climáticas | Ep. 265
Transcript
- 0:05Estanoar o primeiro podcast da Swinocultura Brasileira,
- 0:09o Swinocast. Porque as microtoxímedas continuam
- 0:12sendo o cabelo, é algo que continuará a existir, faz
- 0:17parte da condição de crescimento das plantas, dos
- 0:23flúgo, o que vai continuar. É
- 0:26um elemento importante dentro da condição natural.
- 0:30Siga -nos nas redes sociais,
- 0:32YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico
- 0:35atual, de qualidade irreverente e gratuito. O
- 0:41Swinocast só é possível através do apoio de
- 0:44empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 0:47na Swinocultura Brasileira. Giga,
- 0:50alta performance sem esforço. Elanco,
- 0:53alimento e companharismo enriquecendo vidas. Alga
- 0:56Prime DHA da Corbion Omega 3 DHA, a base de algas
- 1:00para a nutrição de swine em todas as fases de
- 1:03crescimento. Adicioná -lo às rações e está mais
- 1:05fácil do que nunca. Olá, sejam todos muito bem
- 1:13-vindos para mais uma edição do nosso Swinocast. Meu
- 1:17nome é Guilherme Brantes, sou outro programa. Esse
- 1:20que é um programa dinâmico, um programa democrático,
- 1:23aberto, leve e feito para uma grama imensa e de
- 1:30profissionais da swinocultura, ideárias a
- 1:33fins da criação de swine. E
- 1:36a nossa expectativa é abranger o máximo do
- 1:39tesouro de espectadores possíveis. Quando
- 1:42a gente fala dos nossos espectadores, é toda a
- 1:46academia que está envolvida, alunos, professores, futuros
- 1:51alunos, os produtores da vetória dessa cadeia,
- 1:54profissionais da área, os futuros produtores, os
- 1:59filhos dos produtores e também os nossos
- 2:03consumidores, e eu sempre costumo falar, os nossos
- 2:06não consumidores também, o nosso compromisso que tem
- 2:09para deixar mais clara, mais ampla e amplo o
- 2:13conhecimento a respeito da nossa produção. Hoje
- 2:17eu tenho a satisfação de falar com a médica
- 2:19veterinária Ana Paula Bracarese, ela que é
- 2:23formada pela Universidade Federal do Paraná, o
- 2:26mestrado e doutorado em patologia experimental
- 2:28comparada pela USP, pós -doutorado na França no
- 2:32Instituto Imrar, em toxicologia alimentar e que
- 2:37tem direcionado os seus trabalhos a respeito das
- 2:42micotoxinas e a saúde animal. Ana,
- 2:46fiz aqui uma breve apresentação tua, eu chamo
- 2:50isso de uma apresentação mais fria, uma leitura de
- 2:53currículo e eu sempre começo perguntando para os
- 2:57nossos convidados, quem que é a Ana Bracarese da onde
- 3:01que surgiu essa paixão pela produção animal e pela
- 3:07academia, da onde que veio e como que foi parar aí
- 3:12em Londrina na academia. Seja
- 3:15muito bem vinda, fica muito bem avantado aqui para o
- 3:18nosso bate -papo. Obrigado, Ricardo Guilherme. Boa
- 3:23tarde a todos, é um prazer então estar participando
- 3:26desse podcast e poder colaborar, construir um esse
- 3:33programa aí que é bastante diversificável. Então
- 3:37eu formei em Curitiba, foi fazer a residência em São
- 3:42Paulo, em patologia, e dentro desse conhecimento aí
- 3:48que foi surgido, já na residência, eu já me
- 3:53interessei pela parte dos animais de produção, já
- 3:56tinha interesse de trabalhar, na área de
- 4:00suíngulos, no mestrado, isso aí não aconteceu, mas
- 4:05depois foi um doutorado, eu estava trabalhando com a
- 4:07parte de pessoas polidões e suíngulos. Após
- 4:11a minha residência, eu vim para estar com curso aqui
- 4:15na UELTO, aqui desde 1987, e a área aqui do Lógeno
- 4:23Parada era uma área importante na produção de
- 4:26suíngulos, coisa que mudou ao longo do tempo, mas
- 4:31tinha muitas granjas, produtoras, e conheci essa
- 4:37realidade dos produtores, dificuldade em questões
- 4:41centéricas, expiratórias, então isso foi consolidando.
- 4:48E aí finalmente, no meu pós
- 4:52-doutorado, eu tive a oportunidade de ir para
- 4:56França e entrar num grupo que trabalha fortemente,
- 5:00muito reconhecido mundialmente, com essa área
- 5:03de micotoxinas. E aí lá, o modelo utilizado
- 5:09é o suíngulo, tanto por ser uma espécie, que é uma
- 5:14das mais sensíveis aos efeitos das micotoxinas,
- 5:18como também por ser uma excelente modelo experimental
- 5:21para o ser humano. Então, sistema digestório, a parte
- 5:27imunitária, é muito semelhante ao ser humano,
- 5:30então a gente utiliza o suíngulo da primeira modelo,
- 5:35que o que a gente tem de resultado, de resposta nessa
- 5:41espécie, a gente pode fazer uma infelicidade para o ser
- 5:45humano. Então, eu acho que ali é de duas
- 5:47coisas bem importantes. E para o nosso país, a
- 5:52produção de suíngulos com certeza, é uma das dos
- 5:56grandes polos de desenvolvimento do aquas
- 5:59negócios. Então foi a partir do pós
- 6:05-doutorado mesmo que eu consolidei esse trabalho com
- 6:09a parte de micotoxinas, antes era mais indisturbo e
- 6:13centénios, mas aí desde então, desde mais de 20
- 6:19anos, não sei, eu trabalho com essa parte de
- 6:22micotoxinas e continuo de colaboração com esse grupo
- 6:25de INHA. A gente continua fazendo
- 6:29trabalhos, projetos juntos, porque as micotoxinas
- 6:34continuam sendo um problema, é algo que continuará a
- 6:39existir, se há parte da condição de crescimento das
- 6:44plantas, os fundos vão continuar, é um elemento
- 6:49importante dentro da condição natural. As
- 6:54mudanças climáticas têm feito uma alteração do que
- 6:58as ocorrências, os tipos de micotoxinas que eram mais
- 7:03de clima frio hoje isso, ainda mais tão categorizado.
- 7:11Então tem muito trabalho ainda
- 7:14pela frente. As matrizes da Top Gen
- 7:18carregam a excelência em seu DNA, guiando os
- 7:21produtores e consumidores a um futuro mais sustentável
- 7:24da sua cultura, resultado de quatro décadas com o
- 7:27foco em melhoramento de matrizes e agora
- 7:29potencializado através da atualização genética, o que
- 7:33tem melhor na Suíça. Vamos lá, que eu já saltaram
- 7:39algumas perguntas aqui. Quando
- 7:43a gente fala dessa questão específica, que elas não
- 7:47vão terminar nunca, a gente pegando o milho e o soja,
- 7:55mas basicamente o milho, como o principal elemento
- 8:01de alimentação do suíno, basicamente aqui no Brasil,
- 8:05diferente um pouco da Europa, e a prioridade de
- 8:09quem planta o milho, de quem produz o milho, claro
- 8:12que a produtividade em grandes volumes, cada vez
- 8:15mais, e é bom que isso aconteça, mas a gente sabe
- 8:19das variações genéticas que têm as espécies de milho e
- 8:24as suas resistências ou não para os micotoxinos para os
- 8:28fungos em geral, e aí tem uma dicotomia bastante greve
- 8:33entre produtividade e a qualidade em relação aos
- 8:36micotoxinos. O que a gente pode esperar
- 8:39disso? O que eu acho que a gente
- 8:44precisa ir fazendo pesquisa em cima disso, tem algumas
- 8:50estratégias que é utilizar muitas vezes até colocar
- 8:55fundos, um solo que não são produtores de milho e
- 8:59docinas, para que faça uma competição com eventuais
- 9:03fundos que estejam lá e que sejam taxigênicos, mas
- 9:09acho que cada nova variedade que é
- 9:11desenvolvida, a condição climática é assim, eu sou
- 9:17apaixonada por esse tema, exatamente pela interação,
- 9:21pela interdisciplinaridade que envolve, não tem como
- 9:25a gente pensar só num ponto, o clima influencia
- 9:29muito, então eu acho que para cada variedade vai vir
- 9:35um desafio de saber se realmente eu tenho o
- 9:40crescimento, o favorecimento de espécies que são
- 9:43produtoras ou não essas micotoxinas. O
- 9:48que quando a gente vai ver assim, um histórico, é um
- 9:52assunto, inclusive, elevativamente recente, as
- 9:56primeiras que foram relapadas causando efeitos,
- 9:59tóxicos, levando mais a década de 60, o quão isso
- 10:03foi um ensino final dos anos 80, dentro da ciência
- 10:08é algo relativamente recente. É
- 10:12que esse conhecimento tem sido acumulado cada vez
- 10:16mais, ainda as fincações são coisas novas, mas
- 10:20quando a gente vê os primeiros relatos, lá da
- 10:23década de 70, 80, um efeito agudo, a concentração
- 10:30que se encontrava dos cereais era muito elevada,
- 10:34então teve graças à pesquisa, ao entendimento
- 10:39das consequências dessa ingestão desses produtos, já
- 10:46teve uma mudança na maneira do plantigo, as variedades
- 10:51na questão do armazenamento desses grãos, então eu acho
- 10:59que hoje, no desafio, a gente continua a ter as
- 11:06micotoxinas, não em concentrações altas, quando
- 11:11a gente vê esses levantamentos mundiais que
- 11:16algumas empresas fazem, alguns pesquisadores fazem,
- 11:20você vai ver que as concentrações são, em geral,
- 11:24na média, próximas dos limites máximos toverávels
- 11:28para cada espécie. Claro que tem casos de níveis
- 11:35extremamente elevados, a questão é como que esses
- 11:43cereais que têm múltiplas micotoxinas, qual é o
- 11:49impacto disso na saúde dos animais e dos seres
- 11:52humanos? Então os fundos vão continuar no
- 11:57solo, nas plantas, eles são alimentos que são
- 11:59importantes para todo o processo ecológico. A
- 12:05questão é eles produzem, a gente nem sabe direito por
- 12:11que eles produzem esses metabólicos, que nem são
- 12:14necessários para o crescimento, o movimento dos
- 12:18fundos. E aí, feito essa mistura de
- 12:23micotoxinas que estão em concentrações relativamente
- 12:26baixas, a gente não conhece esses efeitos, essa mistura
- 12:32toda, aí você vai ter uma ração no cereal 60, 70
- 12:37tipos diferentes de dietabólicos e micotoxinas.
- 12:41Eu acho que esse é um dos
- 12:44grandes desafios. A gente não consegue nem
- 12:48saber direito das 5, 6 que são regulamentadas para cada
- 12:53nova variedade que vem. Então,
- 12:57ainda tem muita pergunta para ser respondida. Sim,
- 13:02e quanto tu fala da questão aguda lá no
- 13:06passado, hoje os sintomas estão cada vez, vamos
- 13:10dizer, menores, por intoxicação e aguda. Mas
- 13:14a gente fala muito hoje em tradução de índices
- 13:17otécnicos, basicamente. E aí pode pegar a parte, vou
- 13:22chutar aqui de cabeça, a parte refrodutiva da Zé, a
- 13:25parte com lesões hepáticas ou comprometimento hepático,
- 13:31a questão dos próprios problemas respiratórios ou
- 13:37até lesões na cavidade oral. Só
- 13:42complementando, hoje nós estaríamos, ou dentro desses
- 13:455 que falamos, nós estaríamos hoje, quem são
- 13:49os mais mais em relação aos micotoxinos? Então,
- 13:55há uns anos atrás, tinha -se uma grande preocupação
- 13:59com a aflatoxina, o que ela, das micotoxinas, é a
- 14:04que é carcinogênica considerada carcinógena tipo
- 14:071. Então, ela realmente é indutora de
- 14:11cancerfátima e para diversas espécies demais e pro
- 14:16ânimo. Hoje, a aflatoxina, a concentração
- 14:21dela é muito baixa, então não é mais a preocupação.
- 14:25Eu considero que as micotoxinas
- 14:28que são mais preocupantes são as que tem a maior
- 14:31ocorrência, então, nos níveis mais elevados aí,
- 14:34que são as comunizinas, e o deóxido e valenol. E
- 14:39aí tem a Zé, a lenona também, que sempre aparece
- 14:42em todas as agitais amargas, e ela sempre está
- 14:46vendo. E aí, nessa questão dos
- 14:51sinais, então, a fomulizina, lá na década de 80, a
- 14:56gente teve vários surtos de adeva -commonares, suínos,
- 15:00né, as graves, alterações cardíacas. Hoje
- 15:04a gente não tem isso. E aí, na história das
- 15:09pesquisas que colaborei, esse grupo, e aqui também,
- 15:15na ouvida, a gente viu o seguinte, os animais que
- 15:20eles ingerem, doses baixas próximas, as vezes até em
- 15:24doses que é a dose máxima tolerável, e esses doses
- 15:30que ocorrem normalmente no campo. O
- 15:35que a gente viu? Não vai causar edema com o
- 15:37monar, mas vai causar alterações lá nas células
- 15:43do intestino, nos enterócitos. Então,
- 15:47por que a gente se interessa, basicamente, pelo
- 15:50impacto do intestino? Porque,
- 15:53por que isso, qual forma de entrada da amigua do
- 15:55intestino, vai ser gestão dos arinheiros totalinados?
- 15:59E aí, a gente viu por uma
- 16:01série de pesquisas que esse intestino me fica mais
- 16:07permeável, mais inflamado, e ele permite que haja uma
- 16:12translocação de bactérios do intestino para circulação.
- 16:20Então, vários outros grupos também
- 16:24trabalharam com isso e veem essa relação, comparando
- 16:28animais que gerem uma dieta contaminada e isso que não
- 16:34gerem, e a ocorrência de pneumonia, de interites. E
- 16:41a outra coisa, acho que importante, que a gente
- 16:44também pode controlar, é que a diminuição da
- 16:48resposta da pneumonia acontece também nesses
- 16:50animais que gerem as dietas contaminadas. E
- 16:55isso, de novo, em doses baixas, doses de ocorrência
- 16:59geral comum. Então, às vezes, o produtor está
- 17:05metando uma vacina e tem falha vacinal. Não
- 17:10responde, não vai responder. Não
- 17:13tem linfócito suficiente para fazer proliferação e
- 17:17produção de anticorpos. Ele vai ter um índice maior de
- 17:23pneumonia, porque esse intestino está mais
- 17:28inflamado, está mais permeável a essas bactérias.
- 17:33E a micotuxina não aparece
- 17:35nas preocupações, entendeu? Então,
- 17:38ao longo das palestras, da divulgação do nosso
- 17:43trabalho, da pesquisa, a gente tem assistindo
- 17:45bastante a isso. Às vezes, o indivíduo está
- 17:50preocupado com questões de diarreia ou de pneumonia,
- 17:54mas por trás tem um outro efeito, que é essa
- 17:58micotuxina, que é realmente um desafio de entender,
- 18:04porque às vezes o indivíduo vai fazer a análise dessa
- 18:07fação e está lá num nível que está próximo, está
- 18:13semelhante ao limite máximo que é permitido. Só
- 18:16que ele analisa um componente, o
- 18:19desoxynivalenol, por exemplo, que é o quadrão. Mas
- 18:23tem outros, que você sentiu, o desoxynivalenol, o
- 18:283, que quando você vai somando tudo isso, às vezes
- 18:32vai dar um nível maior. Então,
- 18:36é desafiador realmente, mas eu acho que é importante
- 18:40fazer essa amplificação desse conhecimento, que às
- 18:47vezes a coisa está meio escondida. Sim,
- 18:53eu ia chamar a atenção aqui, que bom que é só...
- 18:57Agora eu vou reforçar só o que
- 18:58falou, porque eu acho que é importantíssimo isso, que
- 19:01cada vez mais, com a redução de uso de
- 19:06antemicrobialos, o valor que as vacinas estão tomando. E
- 19:12eu disse em um outro programa, e eu sempre dizia
- 19:18quando eu estava atuando especificamente na produção,
- 19:22que a palestra de falhas, de vacina e vacinação, ela
- 19:29é uma palestra sempre atual. A
- 19:31gente sempre vê muitas falhas e muitas... Vê
- 19:35coisas absurdas, a informação ainda, agulha,
- 19:38conservação, e às vezes direciona a própria... o
- 19:43próprio produto vacina. Mas fora isso, andando tudo
- 19:46muito bem, ainda tem um animal, que é uma baixa
- 19:51imunitária aí, por que são as questões que sejam, mas
- 19:55principalmente essa questão da micotoxina, ela merece
- 19:59um olhar bastante holístico mesmo, a informação, a
- 20:03produção, porque muitas vezes a gente procura os
- 20:07agentes diretos, mas pode ter mais coisas envolvidas,
- 20:10porque é importante isso. E depois essa questão também,
- 20:16que a legislação, ela vai te informar assim, você
- 20:20pode ter até um miligrama, porque o que é o que é o
- 20:25desoxumivalenol, para as finas, mais 20 ou 10,
- 20:30dependendo da legislação de comunizinas. A
- 20:34legislação, ela considera a coisa... a
- 20:37minha ração está contaminada só com o dom. Então
- 20:41eu posso dar... tá tá ok, tá abaixo disso, a
- 20:44minha ração tá abaixo da quantidade de zé, dizer a
- 20:49adedona, mas isso não é realidade, a ração, ela, os
- 20:54cereais, eles vão ter todas elas juntos. E
- 20:58a gente já tem vários trabalhos mostrando esse
- 21:03efeito cinétrico, né, algumas delas, e quando
- 21:07você junta tudo, esse efeito tóxico aumenta, nem
- 21:11sempre isso acontece, mas muitas vezes isso vai
- 21:18potencializar a toxicidade. No
- 21:23outro aspecto que eu acho que é interessante destacar,
- 21:28é que com a evolução também da melhoria das
- 21:32técnicas de detecção de micotoxínas, hoje a gente
- 21:37tem mais de 400 micotoxínas metabólicos, essas
- 21:42micotoxínas. Então é diferente também, né,
- 21:47para você conhecer tudo isso, então esses
- 21:52gastreamentos que são feitos mundiais são importantes
- 21:56para a gente também... agora
- 21:58a gente vê na Europa tem um monte de micotoxínas
- 22:01emergentes, elas são tóxicas, não são tóxicas,
- 22:04algumas têm efeitos inclusive antibióticos, então
- 22:10para quem está na produção e também vai recebendo
- 22:16todas essas informações, às vezes é bem... eu
- 22:20acho que complicado, né, conseguir pensar, será que
- 22:23eu estou dando um alimento que é seguro para o meu
- 22:27animal? É que o ser humano é a
- 22:30mesma coisa, a gente também está ingerindo esses
- 22:32produtos que também tem, né, esses micotoxínas e
- 22:38outros contaminantes também. Bom,
- 22:43dado toda essa introdução, vamos falar dos modelos
- 22:48alternativos de experimentação. Antes
- 22:51de falar do alternativo, eu vou saber quais são os
- 22:57modelos tradicionais da experimentação da
- 22:59micotoxínas, é para a gente poder entrar do tradicional
- 23:05para o alternativo. Então, sempre que você vai saber
- 23:11se o produto faz efeito ou não, se tem toxicidade,
- 23:15sempre foi o modelo que a gente chama invívio, que é
- 23:19fazer o teste nos animais vivos, inicialmente em
- 23:23animais de laboratório e depois, dependendo do que
- 23:27você, de qual que é o seu objetivo, você vai fazer da
- 23:30sua espécie de interesse, no caso que a gente está
- 23:33falando dos surinos. Então, as micotoxínas têm muito
- 23:40trabalho com o tabundô, os in -hatos, só que são
- 23:45espécies que são mais resistentes a várias das
- 23:49micotoxínas e o suíno é uma da espécie mais
- 23:54sensível à maioria das micotoxínas. Então,
- 23:59esse seria um modelo clássico de experimentação.
- 24:04Quais são as questões a serem
- 24:09conderadas aí? Como a condição cada vez mais
- 24:14premente aí do bem -estar animal, então a gente tem
- 24:20que buscar realmente modelos alternativos. Aquela
- 24:25questão do bem -estar animal é importante e crescente na
- 24:32área da veterinária, na área da saúde. Mas
- 24:36também que deve causar uma questão de custo, para você
- 24:40montar o experimento, em que você vai contaminar a
- 24:44ação, você vai manter os animais por 15, 20, 30
- 24:49dias. A quantidade de micotoxínas
- 24:54que tem que ser produzida é muito grande. Então,
- 24:59ter modelos com animal de laboratório, por exemplo, já
- 25:03tem uma redução nisso e com esses outros modelos
- 25:08aí, você tem uma redução maior do custo. E
- 25:15assim, a minha história particular, eu fiz mestrado
- 25:20com animal de laboratório e depois do doutorado
- 25:23utilizando leitões, fazendo esse processo de
- 25:27experimentação incrível. E sempre me incomodou fazer a
- 25:35eutanásia dos animais, acho que é outro da
- 25:38experimentação, a gente sabe que é necessário, tem
- 25:42determinado momento que você tem que validar isso. Mas
- 25:47eu sempre tive interesse de buscar outras estratégias,
- 25:51sabe, que me permitisse reduzir a necessidade de
- 25:56modelos animais de fazer um invívio. Certo.
- 26:04E daí, no vos doutorado, eu tive a oportunidade de
- 26:11utilizar o modelo que a gente chama de splint, esse
- 26:14atual, então que eu utilizo fragmentos de tecido de
- 26:20rende, figa, destino, qualquer tipo de tecido
- 26:25pode ser utilizado. E esse tecido vai ser
- 26:31incubado durante o tempo e exposto ao seu produto de
- 26:36interesse. No caso, são as nicotucinas
- 26:39que a gente vai colocar nesse meio de cultura
- 26:41incubada durante esse tempo e depois faz análise
- 26:46histológica de produção de citocinas, mais um momento,
- 26:53insuração de várias coisas, de expressão de proteínas,
- 26:57então é um modelo bem interessante. E
- 27:05só a dúvida em relação aos órgãos, né, ele estaria
- 27:10direcionado, por exemplo, para uma fuma, para uma
- 27:15zero -alenona, alguma coisa mais específica, algum trato
- 27:21já produtivo, ou a fuma unicina obrigatoriamente
- 27:26pulmão, a fatoxina figa do... Não,
- 27:31você pode utilizar, porque o que a gente foi vendo é
- 27:34que as nicotucinas, elas vão ziar alenona, fuma
- 27:40unicina, elas já começam fazendo uma alteração lá
- 27:43nas células, no epitério do intestino. Então,
- 27:47foi importante também utilizar esse modelo para
- 27:50ver que, assim que são ingeridas, elas vão ter já
- 27:55uma actuação. Então, não é claro que a zero
- 27:58-alenona vai ter essa especificidade, por áreas de
- 28:01receptores para estrógeno, mas é interessante o uso
- 28:08desse modelo para você ver que o efeito das
- 28:11nicotucinas não está unicamente naqueles órgãos
- 28:15que a gente considera os órgãos ao ombro, entendeu?
- 28:18Então, esses modelos possibilitam
- 28:21você ter um entendimento melhor de toda alteração
- 28:26que esses produtos provocam no animal. Então,
- 28:30se tem só lá, em casa da zero -alenona, só nos
- 28:33horários ou no urbano. Outros
- 28:35órgãos também são afetados. Então,
- 28:39a gente tem utilizado esse modelo e, claro que,
- 28:43inicialmente, a gente fez estudos para fazer a
- 28:49validação desse modelo, entendeu? Então,
- 28:51eu pegava os fragmentos de tecidos, esplantes teciduais,
- 28:56e, mais, colocava com a nicotucina diferentes
- 28:59concentrações, via todos os efeitos que acontecia e a
- 29:04gente fez isso também nos animais vivos. É
- 29:09a época de dizer, olha, o modelo funciona. O
- 29:12que acontece no animal vivo é semilhante ao que eu
- 29:17consigo reproduzir nesse esplante tecidual. É
- 29:22o modelo perfeito, te dá todas as respostas? Não.
- 29:26Mas eu considero que já é um modelo intermediário,
- 29:31entendeu? Você tem toda a estrutura do
- 29:33tecido preservada, você consegue fazer o teste, um
- 29:39intestino de suíno, eu consigo fazer ter 120
- 29:43esplantes de jejum, de jejum de um suíno. Então,
- 29:48veja, como se tivesse 120 suínos para serem testados,
- 29:53uma coisa padronizada, com a concentração padronizada.
- 29:58Então, eu já tenho uma resposta
- 30:00intermediária, olha, isso funciona, isso não funciona,
- 30:05e depois eu vou para uma segunda etapa em vivo.
- 30:09Então, eu reduzi o meu custo,
- 30:11porque eu consegui testar um voo grande com os
- 30:15fragmentos de tecido, e numa segunda etapa eu vou
- 30:20fazer depois a parte que eu vivo. Tem
- 30:23muita coisa que você não sabe ainda das
- 30:25concentrações, o tempo, e você pode, então, fazer
- 30:30isso nesse modelo do outro esplante tecidual. Certo.
- 30:36E isso, a resposta seria em relação ao, claro, ao
- 30:42efeito direto do amicotoxina sobre o animal. Como
- 30:46eu consigo correlacionar isso à matéria -prima, ou a
- 30:50gente não está nesse passo ainda? Você
- 30:55vai ter, é danar, aí que você está avaliando o
- 30:58efeito, você está tentando entender se essas
- 31:01micotoxinas provocam alterações com os tecidos
- 31:05na célula, se realmente em duas formas, com a sua
- 31:08matória maior, altera metabolismo, a parte, por
- 31:14exemplo, zotétrica, isso não tem como você forfir
- 31:19avaliação. Então, ele é um modelo
- 31:21intermediário para fazer o entendimento mais dos
- 31:25efeitos, nas células e nos tecidos. Certo.
- 31:32Principalmente, é essa grande pergunta, qual é o
- 31:36efeito quando a gente interage a ponteia
- 31:39multicontaminação? Para ver se eu vou der do
- 31:42legal para a gente conseguir fazer essa
- 31:44resposta? Deixa eu te interromper, antes
- 31:47que tu faça, deixa eu fazer a pergunta aqui para
- 31:49ver se é possível, eu vou em um efeito e colocar
- 31:55quantos desafios aí? Quantos você quiser, né? Só
- 32:03que você vai ter que testar essas coisas
- 32:06separadamente e depois ir juntando. Então,
- 32:11a gente trabalha, não, zéia, funilicina, outras
- 32:17micotoxinas emergentes, vai te interromper. Certo.
- 32:23Você quiser, é possível. E o que temos de conclusões
- 32:30aí em relação ao primário e à associação delas? Esse
- 32:36é o principal, né? Porque quando eu vou colocar uma
- 32:38ração, mesmo que, só reforçando o que tu
- 32:44comentou, mesmo em parcelas de exame que podem estar
- 32:49dentro do aceitável, no limite do uso, eu tenho a
- 32:55associação delas. Então, o risco começa a se tornar
- 32:59cada vez maior. É, eu achei quanto você... Às
- 33:06vezes a pessoa também, o produtor não tem muita
- 33:07escolha, né? É aquilo que ele tem.
- 33:11Exatamente. É complicado, né? Mas
- 33:15é saber que realmente mesmo nesses níveis baixos, que
- 33:21vai haver uma alteração da saúde desses animais. Esses
- 33:29animais vão sofrer, eles vão estar inflamando o
- 33:34intestino, vai ter uma série de alterações da
- 33:37resposta imune, e dependendo do equilíbrio base desses
- 33:42animais, pode ser que eles façam isso, sem grandes
- 33:46consequências. Mas eles estão fazendo uma
- 33:52mudança em toda essa homeostasis, entendeu? E
- 33:57às vezes nessa mudança, para continuar saudável, o
- 34:03que a gente chama de equilíbrio alterado, eles
- 34:06estão deixando de usar uma energia para produzir carne?
- 34:11Tem verdade, vei. É
- 34:12isso que vai ter que ser usada para se manter, para
- 34:18não ter diarreia, para combater aquela bactéria que
- 34:22conseguiu passar da luz do intestino, do intestino, do
- 34:26intestino. Eu acho que é isso. Eu
- 34:31tenho trabalhado um pouco também com aves, e as aves
- 34:36são consideradas mais resistentes que os suínos.
- 34:40Então às vezes eu tenho uma
- 34:42ração que está pior, com uma maior contapenação, e
- 34:45eu vou destinar para as aves. Mas
- 34:47a gente também vê que as aves também sofre esses
- 34:50impactos. É que não tem um período de
- 34:53produção menor, isso acaba se diluindo um pouco mais.
- 34:58A vez não fica tão evidente,
- 35:00porque o período de produção é muito esforim,
- 35:04transe de corte, mas ela sofre também. Essa
- 35:10questão de resistência é sólida, elas têm uma
- 35:14detoxificação um pouco diferente, mas também sofre
- 35:17as consequências. Já pensou estar no top 1 % da
- 35:24sua cultura? Acesse academia suína .com .br e
- 35:27invista no seu conhecimento. O
- 35:31Swinocast só é possível através do apoio de
- 35:33empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 35:36na suína cultura brasileira. Seva,
- 35:39sempre com você, além da saúde animal. DSM
- 35:43Firminis, moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 35:47Polinutri, nutrição animal. Juntos,
- 35:49vamos mais longe. Top Gen, onde você encontra as
- 35:52matrizes mais completas do mercado. A
- 35:54excelência está no nosso DNA. Há
- 35:5835 anos desenvolvendo soluções e produtos voltados
- 36:02para a nutrição e saúde animal, pautados pela
- 36:04inovação e pela busca incessante de resultados
- 36:08eotécnicos que impulsam a rentabilidade de nossos
- 36:11clientes. Polinutri, juntos, vamos mais longe.
- 36:17Interessante. O... Deixa
- 36:23eu aproveitar. E essa relação com o humano,
- 36:27que eu fiquei interessado lá no meu trabalho, da
- 36:30relação do suíno, nesse uso da medicina humana, o que
- 36:36a gente conseguiu evoluir? Sim.
- 36:42O que acontece, está acontecendo que a gente vê
- 36:45de efeitos tóxicos, de alterações nas cedas junções
- 36:49intestinais, tudo isso a gente pode inferir que o
- 36:53ser humano responde da mesma maneira. A
- 36:59gente fez um experimento também com... Por
- 37:04causa dessas doenças intestinais crônicas, do ser
- 37:08humano, que desista de crônicas, leites crônicas,
- 37:13que alguns pesquisadores aventam uma possibilidade de
- 37:18ter relação também com a gestão crônica de
- 37:21metodoxinas, esposição crônica de metodoxinas. E
- 37:25aí, num modelo que a gente utilizou, a gente viu que
- 37:29quando esses animais recebiam concentrações
- 37:35diferentes, a gente testou diferentes concentrações de
- 37:39dom, que eram expostos a uma bactéria, a uma
- 37:43citocina desfiri que acole, uma sepa de cólic produtos,
- 37:49um produto específico, que quando a gente tinha união
- 37:55desses dois fatores, havia uma alteração de DNA das
- 38:02células do pólon. Então, o dom não é considerado
- 38:06carcinogênico, mas quando tinha a junção do desóxido
- 38:11em barenol, com essa variedade, essa sepa
- 38:15específica de cólic, que tem os seres humanos
- 38:18também, juntando essas duas coisas, você tinha uma
- 38:22alteração nas criptas do intestino, com algumas
- 38:25mutações que dispôram a formação de câncer de
- 38:30pólon. Então, por isso se interesse na
- 38:35mistura, Guilherme, das coisas, porque a gente tem
- 38:39amicotoxina, mas tem muitas outras coisas, que a gente
- 38:42gera em pouquinho de ordem fosforado, de uma fomorada,
- 38:46cadinho, né? Mais pesados. Então,
- 38:51essa mistura toda dá o quê? E
- 38:55por um câncer de um ano, um desafio aí está maior,
- 38:59porque começa essa ingestão durante um tempo muito mais
- 39:04longo, do que precisam mais. E
- 39:08assim, um outro dado interessante, em relação ao
- 39:12desóxido em barenol, em seres humanos, os estudos
- 39:17mostram que eles têm as crianças e adolescentes mais
- 39:23expostos ao desóxido em barenol bloqueados a outros
- 39:28por conta da dieta. É uma dieta que é mais rica
- 39:33em produtos derivados do trigo, que é o que o
- 39:38Cáudate de São Paulo, do Fláximo e de Barenol, vai
- 39:40contaminar principalmente aqui. Então,
- 39:43crianças, desde bebês, crianças e adolescentes, têm
- 39:49essa maior exposição. Então, a pergunta é, essa
- 39:54população, essas faixas itálias, sendo mais expostas
- 39:59ao longo do tempo, juntando com outras coisas, o que
- 40:04pode resultar? Em relação agora que estou
- 40:11falando sobre o trigo, em relação aos produtos
- 40:15alternativos que estão em crescimento no suíno, quando
- 40:20a gente considera não tanto mais alternativo como o
- 40:25sorgo, que já é uma realidade, uma acervada,
- 40:28senteio etnitical e trigílio, nós estaríamos
- 40:32falando dos mesmos desafios. Nos
- 40:35mesmos desafios. O que eu tenho acompanhado de
- 40:39análise, são feitas nesses diferentes produtos, e as
- 40:45matérias climáticas sempre tem contaminação. Sempre
- 40:49tem. E de diversos tipos de
- 40:55micotocinas. Isso vai variar de ano para
- 40:58ano, tem uns anos que alguma coisa aumenta mais,
- 41:02mas faz parte, é uma contaminação natural. A
- 41:08gente tem que conviver com isso, tem outras estratégias
- 41:13para tentar fazer a redução disso, mas acho que é
- 41:18importante saber que os animais estarão sendo
- 41:22desafiados a responder a esse produto que é tóxico.
- 41:27É tóxico, nós não vamos
- 41:29lembrar as consequências. Vai
- 41:34ter um desgaste energético para resolver isso aí. Sim.
- 41:39Que às vezes não é evidenciado em uma perda de
- 41:46peso, em uma rechate de uma maneira muito
- 41:52importante, mas ele está perdendo e está gastando,
- 41:56poderia estar gastando para tentar resolver outras
- 41:59questões. Sim. Deixe -me fazer uma pergunta
- 42:06que eu fiquei curioso com o teu currículo, Ana. Deixe
- 42:10-me ter pegado surpresa aqui. A
- 42:13respeito, eu li aqui uma série bastante grande de
- 42:18orientação, de pós -gradação e pós -doutorado,
- 42:22indoutorado, inestrado, de especialização, uma relação
- 42:27muito próxima com a experimentação. E
- 42:33eu acho muito interessante isso de análise de
- 42:35publicações também científicas. Só
- 42:39para a gente aproveitar essa experiência de alguém
- 42:43que está nesse ritmo aí, a gente tem muita análise em
- 42:51relação a produtos. Eu uso o produto A ou o
- 42:54produto B e a relação com grau de significância em
- 42:58relação ao P, ao Pzinho. O quanto que isso interfere
- 43:02numa conclusão. Uma pergunta, quais são os
- 43:08maiores erros na avaliação do experimento que tu
- 43:12considera como avaliador de experimentos e avaliadoras
- 43:17de pessoas? O que eu vejo é que, a
- 43:22respeito que você vai trabalhar com animais de
- 43:25médio e grande pote, o grande desafio é você ter
- 43:29um N, o número de amostras aí, que seja realmente, que
- 43:37permita você tirar os osres. Então,
- 43:41às vezes você começa com um N e que já não é
- 43:47possível depois fazer a avaliação disso. Não
- 43:50tem como, né, você fazer uma análise estatística. Ou,
- 43:56às vezes, durante a experimentação morrem os
- 43:59seus animais, também. Então, o que eu vejo é que, às
- 44:04vezes, as pessoas não refletem muito sobre... Eu
- 44:10falo, né, eu dou uma disciplina aqui na pós -de
- 44:12-ratuação, que é a elaboração do projeto de
- 44:15pesquisa. É logo no início dos alunos.
- 44:18É o velho delineamento
- 44:20experimental. É, é mais fácil vocês gastarem
- 44:25o papel, escrevendo, pensando. Pense
- 44:29em tudo, detalhadamente, o que vocês vão fazer, do
- 44:33que no meio do experimento, ou ao final do experimento,
- 44:37você descobrir que o seu N não é suficiente. Há
- 44:42umas duas, três semanas aconteceu exatamente isso.
- 44:47Eu não tenho como fazer
- 44:48análise estatística. Eu faço análise estocatológica.
- 44:54Então, eu olho o tecido e eu
- 44:56faço os cores de lesão, que é para tirar o máximo
- 45:02de subjetividade da minha análise. Então,
- 45:05eu vou transformar aquele número. Para
- 45:07aquele número, eu vou fazer uma análise estatística para
- 45:10poder comparar entre os grupos. Então,
- 45:12ficar apenas uma coisa descritiva. Ah,
- 45:15esse grupo tinha pouco, esse médium e outro muito.
- 45:19Isso é transformado em número.
- 45:21Mas eu preciso ter esse N e
- 45:26ter essa familiaridade também com o meu
- 45:32delineamento, como o que é meu objetivo realmente, o
- 45:37que eu quero avaliar? Então,
- 45:39eu me pergunto o que eu quero avaliar. Qual
- 45:42que é a análise que eu vou utilizar para os meus
- 45:47dados? Qual é a melhor análise que eu
- 45:50tenho que escolher? Mas muitas vezes o problema é
- 45:56mais inicial. É isso, é o N que não é
- 46:00suficiente. Sim. O interessante é essa
- 46:05resposta, porque no mundo corporativo, vamos dizer
- 46:08assim, na operação, a gente tem o PDCA e o valor que
- 46:13se dá para o planejamento, normalmente é menor do que
- 46:17a vontade de agir. E a gente compara isso com o
- 46:20modelo experimental também, a necessidade de antes
- 46:23programar e planejar bem e fazer um bom delineamento,
- 46:27para que efetivamente isso se transforme em uma
- 46:30conclusão e confiada. Qual que é a diferença? E
- 46:33tem um projeto que eu sempre insisto muito do
- 46:38coitadinho, sempre é relecado. É
- 46:41o cronograma. É o último que as pessoas
- 46:44fazem e aquilo você diz ah, eu só toquei enchendo,
- 46:48faz parte do projeto. E o cronograma faz parte
- 46:54desse pensar que quanto tempo eu preciso para cada
- 46:58uma das minhas etapas, eu sempre aconselho a colocar
- 47:03em pelo menos uns 30 % a mais que vocês acham que
- 47:08será o tempo necessário para acontecer em previsto.
- 47:13Mas eu vejo assim que a
- 47:15maioria das pessoas não reflete em sobre a questão
- 47:20do tempo. O cronograma para cada uma
- 47:24das etapas. Então, faz parte do planejamento,
- 47:30de você pensar em cada um dos itens que você tem que
- 47:33cumprir, cada uma das análises que você vai fazer
- 47:37e quanto tempo demorará para fazer cada uma das as
- 47:41análises. Legal, acho que foi uma dica
- 47:46válida aí para que vindo de quem tem experiência na
- 47:49avaliação, tanto de trabalho direto, orientados quanto
- 47:53análise mais crítica e de trabalhos externos. E
- 47:58eu acho que é importante para todos os profissionais
- 48:00que tem contato com trabalhos científicos até
- 48:06para poder entender e analisar melhor as
- 48:09conclusões, a apresentação de alternativas que tem ao
- 48:13leão do trabalho. É, porque não existe um padrão
- 48:18de amostras nos meus casos, que é o trabalho que é a
- 48:23parte dos efeitos tóxicos. Eu
- 48:26brigo pelo número mais de 16, eu preciso de pelo
- 48:29menos 6 esplantes, ou 6 animais de dentro de cada
- 48:35tratamento para poder fazer essa adesão, de ter uma
- 48:39repetibilidade que se um está muito fora, tem 5
- 48:43que... ou como homogenizar essa
- 48:47resposta, esse efeito mais para a área de produção da
- 48:51parte zootecnica, é diferente, 6 não é nada,
- 48:56são números muito maiores. Então,
- 48:58é isso, você precisa primeiro saber qual é a
- 49:02sua pergunta, que é que você quer responder para
- 49:06depois poder fazer essa determinação. É
- 49:11o início do projeto. Sim, muito bom, muito legal. Uma
- 49:17conversa interessante, um tema bastante relevante, as
- 49:22mectocicóides e também análise de materiais de
- 49:26pesquisa. Eu agradeço, Ana, e antes de
- 49:28encerrar aqui, eu gostaria de ser prínciado com uma
- 49:32pergunta meio de bate pronto e não convencional,
- 49:38se tu teria algum livro para sugerir, um livro, uma
- 49:43série, um filme, relacionado a esse nosso mundo de
- 49:47busca e de pesquisa e de entendimento a respeito dos
- 49:55conhecimentos da... que a gente possa associar os
- 49:58nossos conhecimentos da veterinária. Olha,
- 50:03o livro que eu gostei bastante é do Calseiga, que
- 50:08é o mundo assombrado pelos demônios, que eu acho que
- 50:13faz uma reflexão muito boa sobre a metodologia
- 50:18científica, sobre como bons cidadãos precisam de
- 50:25metodologia científica. É... que não é uma coisa
- 50:30restrita à academia. Você tem uma boa formação na
- 50:36questão de metodologia, isso é essencial na sua vida
- 50:40política, na sua vida como cidadão. Você
- 50:45não vai aceitar qualquer coisa, você vai ter... é
- 50:48uma maneira de desenvolver o seu espírito crítico.
- 50:52Então, eu acho que esse é um
- 50:54livro bem interessante e... e
- 50:59num dos pontos ele fala assim, que ele... estava
- 51:02muito de da palestra para criança, para criança
- 51:05pequena, porque as crianças faziam as perguntas mais
- 51:09interessantes. Ele se pula os exemplos, em
- 51:13que a Lua é redonda. E o público dele era um
- 51:16público... um vôbulo espetal, carasileiro.
- 51:20Mas ele falava que na
- 51:22faculdade, depois, ele não tinha as vezes perguntas,
- 51:26às vezes não tinha perguntas, que as melhores
- 51:28perguntas, as mais difíceis, eram das crianças. Então,
- 51:34ainda não tem toda essa... Eu
- 51:37não sei, Fatabete, o que a gente faz ao longo da
- 51:39educação das pessoas, que a gente vai cerciando esse
- 51:43espírito crítico, esse espírito investigativo.
- 51:48Então, para mim foi bem inspirador
- 51:51o livro, eu achei muito interessante, uma boa
- 51:55reflexão sobre a necessidade da ciência, desse critério
- 52:03aí na vida como um todo. Muito
- 52:07legal. Muito legal, e eu botou no
- 52:09compromisso aqui, que eu vou fazer uma entrevista, o
- 52:13pessoal de sexta série, sexto ano, sei como é que
- 52:16se fala, mas pediu para fazer uma entrevista comigo,
- 52:20para eu explicar a ciúdo e a cultura. Então,
- 52:22vou dar uma refletida aí nas perguntas que vem, que
- 52:25muitas vezes são mais sinceras. Exatamente.
- 52:29Não tem filtro, eles querem saber o que querem saber,
- 52:33não estão preocupados assim, será que uma pergunta é
- 52:36inteligente ou não, será que os outros vão me
- 52:39dividir? Não, eles são as pessoas que
- 52:41fazem a dúvida, que têm a curiosidade de saber. Tá
- 52:47bom, mano. Muito obrigado pelo teu tempo,
- 52:50muito obrigado por dividir o teu conhecimento aqui, a
- 52:53gente fica a grande cibo, e a gente se vê por aí
- 52:56pelo mundo da sua incontura, o mundo da
- 52:59pesquisa. Muito obrigado pela sua atenção.
- 53:02Obrigada, Cunhânio. É
- 53:03um prazer.