Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Carlos Mallmann: Diagnóstico e Manejo de Micotoxinas | Ep. 289
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:10Suinocast. A intensidade da contaminação e
- 0:14a frequência. Então, gestão de mitoxinas hoje
- 0:18é empresarial. Siga-nos nas redes sociais,
- 0:22YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico atual,
- 0:26de qualidade, irreverente e gratuito.
- 0:31O Suinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:35inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:38suinocultura brasileira. TopGen, onde você encontra as
- 0:42matrizes mais completas do mercado.
- 0:45A excelência está no nosso DNA. Alga Prime DHA da Corbium, o
- 0:49ômega-três de algas para a nutrição suína.
- 0:58Olá, pessoal! Sejam todos bem-vindos a mais
- 1:02este episódio do SuínoCast. Eu sou Geraldo Alberton, host da
- 1:07área de sanidade do SuínoCast. E hoje temos um convidado super
- 1:13especial, o professor Carlos Malman.
- 1:17Boa tarde, professor Carlos, tudo bem?
- 1:19Boa tarde, professor, colega. Muito bem, professor Malman,
- 1:26médico veterinário, mestre em reprodução e doutor em medicina
- 1:32pela Freie Universität Berlin em mil novecentos e noventa e três,
- 1:38com foco na área de micotoxicologia e epidemiologia.
- 1:44Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa
- 1:47Maria, na área de saúde pública e coordenador do laboratório de
- 1:51análises micotoxicológicas toxicológica Zulamic, famoso
- 1:56Zulamic, atuando desde de mil novecentos e noventa e quatro.
- 2:00Com mais de trinta anos de experiência, presta consultoria
- 2:04em inúmeras empresas do agronegócio brasileiro e
- 2:07internacional em diversas áreas, focando especialmente no
- 2:11complexo diagnóstico, gerenciamento, controle de
- 2:14micotoxinas, micotoxicoses e controle de aditivos
- 2:19antimicotoxinas. Professor Malman, que alegria
- 2:23tê-los conosco hoje. Obrigado.
- 2:26Consumiu quase metade do nosso podcast sobre o currículo.
- 2:30Dá uns quatro slides sempre nas palestras.
- 2:32Uma barbaridade, mas com um currículo desse vai faltar
- 2:35espaço aqui. Vamos começar com uma pergunta
- 2:41bomba, professor. Você que gosta de contar um
- 2:45caos, me diz uma coisa. Sempre que a gente abre um livro
- 2:49de micotoxina... Começa, né?
- 2:52Que as microtoxinas são substâncias tóxicas resultantes
- 2:56no metabolismo secundário de diversos fungos, né?
- 3:01Que não precisa dessa substância para o metabolismo primário, ou
- 3:05seja, ela produz essa micotoxina quando está estressada.
- 3:11Agora me diz uma coisa, não tem filho para criar, não tem boleto
- 3:14de PTU, não tem boleto de nada, não paga pensão para ninguém.
- 3:19O que está estressando esses fungos aí no campo para que eles
- 3:23produzam tanta micotoxina, professor?
- 3:25Pois é, eles têm um estresse bem diferente, a planta. ela também
- 3:31é estressada, tem uma seca, por exemplo, tem uma temperatura
- 3:35fora daquela que é ideal para ela crescer, então ela fica
- 3:39imunossuprevenida. As plantas também têm
- 3:41imunossupressão, assim como os animais, nós temos esse problema
- 3:44nas plantas. E o fungo, ele apanha junto com
- 3:48a planta, ele procura, então, se defender, para que ele consiga
- 3:55penetrar naquele grão, naquela folha, E ele vai largando, na
- 4:03ponta dele, na ponta da ifa, ele vai largando para abrir caminho
- 4:07a essas toxinas. Então, esse crescimento é
- 4:12normal, porque a gente vê isso, a gente vê o mofo.
- 4:16Mas a toxina, normalmente, ele não usa essas micotoxinas que
- 4:22são importantes para a saúde animal.
- 4:26Mas às vezes, sob condições especiais, ele está mais
- 4:31estressado ainda, ele usa desse artifício.
- 4:34Tem uma teoria também que diz que ele é para se proteger,
- 4:39porque se ele é engolido por um animal, ele vai desaparecer a
- 4:43espécie. Então é como se fosse um
- 4:46mecanismo de sobrevivência, ele vai matar o outro.
- 4:49O suíno, a ave, que ele quer sobreviver.
- 4:55Então, o esporo dele seria, então, liquidar.
- 4:59Mas o normal é que ele use isso para se defender de outros
- 5:02fungos, de outras bactérias. Inclusive, tem fungos que são
- 5:07benéficos. A penicilina, por exemplo, é
- 5:09feita por um fungo. Então, ela também é uma
- 5:12mectoxina. Então, tem quatrocentas,
- 5:15quinhentas toxinas. A gente vai descobrir ainda mais
- 5:17umas vinte. Quando nós estamos conversando
- 5:18aqui, eles vão descobrindo mectoxina.
- 5:21Tem gente que se dedica a isso. Nós aqui não nos dedicamos a
- 5:25fazer descobertas novas. Nós temos um enfoque diferente
- 5:31de mectoxina. As matrizes da TopGen carregam a
- 5:36excelência em seu DNA, guiando os produtores e consumidores a
- 5:40um futuro mais sustentável da suinocultura.
- 5:43Resultado de quatro décadas com foco em melhoramento de matrizes
- 5:47e agora potencializado através da atualização genética com o
- 5:50que tem de melhor na Suíça. Mas, professor Malmo, então,
- 5:56pensando nesse... nesse extremo climático que nós temos
- 6:00vivenciado, ou chove demais, ou muita seca, a tendência, então,
- 6:08que nós tenhamos mais estresse para a planta e mais estresse
- 6:12para o fungo e mais micotoxina no milho, principalmente as
- 6:18micotoxinas vindas da lavoura? É prematura a gente chegar a uma
- 6:24conclusão dessa, porque o A gente está falando disso só
- 6:28depois da Guerra Fria, que começou a se falar em um câmbio
- 6:32climático. Talvez ele já tenha ocorrido
- 6:34muito tempo antes e a gente tenha tido outros assuntos para
- 6:38discutir, assim como em todas as áreas.
- 6:40Ninguém falava em Fulmonesina antes de mil novecentos e
- 6:43oitenta e oito. Aí depois se descobriu ela, em
- 6:46oitenta e oito, é bem novinha, e aí começou a se falar nisso.
- 6:50Então, eu sempre acho assim, bom, isso leva uns mil anos para
- 6:54mudar alguma coisa, mas a gente tem observado efeitos climáticos
- 7:00bem severos, o Rio Grande do Sul passou por isso, mas em quarenta
- 7:03e um tinha chovido muito mais e a gente, depois de oitenta
- 7:07anos... Um montão de anos depois, eu
- 7:10estou ruim da matemática, começou a chover de novo.
- 7:13Então, algumas coisas são psíquicas, assim como as
- 7:16mitotoxinas. Por exemplo, elas vão e voltam.
- 7:19Tinha toxinas, como a homotoxina, que não acontecia em
- 7:23milho. Há uns três, quatro anos começou
- 7:26a aparecer. Então, três, quatro anos é muito
- 7:29pouco para ser impacto de clima, essas coisas assim, né?
- 7:34Isso está muito mais ligado a genéticas, determinadas
- 7:39genéticas do crioulo. ao clima, mas, por exemplo, agora com essa
- 7:46chuva que deu no Rio Grande do Norte, nós encontramos níveis
- 7:48absurdos de toxinas, que é muito difícil a gente conseguir
- 7:52produzir isso mesmo no laboratório, em condições
- 7:56controladas, com cepas específicas, tudo fica difícil.
- 8:00Então é interessante isso, que um evento climático extremo
- 8:05propiciou isso. Acho que tem alguma coisa a ver,
- 8:09mas achar é uma coisa que não é muito preciso para a ciência.
- 8:14Nós vamos estar vivendo. várias mudanças, eu me lembro que em
- 8:18oitenta e quatro, até com medalha sessenta e quatro, deu
- 8:21um, tu deve ter lembrado disso, não, tu não era nascido nessa
- 8:24época, mas deu uma nevasca aqui no Rio Grande do Sul e no
- 8:30Estadão, na rua de São Paulo, estava escrito lá que a nova era
- 8:34Glacial, estava se iniciando. Eu fiquei eu passei a minha
- 8:39infância inteira com medo era glacial e aí depois agora está
- 8:45esse calorão, vai infernal agora, então a gente na época
- 8:49era glacial, fazia frio mesmo, fazia muito mais frio mas
- 8:53evidentemente que a gente não pode negar que estamos vivendo
- 8:58algumas coisas extremas que podem afetar as mitoxinas no
- 9:02futuro ou estão afetando já, trazendo algumas coisas
- 9:05diferentes interessante E professor, quando eu comecei a
- 9:11trabalhar com suínos, isso na década de noventa, você falava
- 9:15muito da aflatoxina, os produtores tinham uma carência
- 9:20muito grande para secar o grão, para armazenar o grão, então as
- 9:26toxinas de armazenamento eram as predominantes.
- 9:29E depois isso foi mudando, mas ao mesmo tempo que melhorou a
- 9:33parte de armazenamento, nós tivemos aí como a gente
- 9:38conversou há pouco sobre eles, favorecendo a toxina no campo,
- 9:43as micotoxinas de fusário. Dá para se dizer que este
- 9:47cenário vem se acentuando e que no Brasil hoje nós tenhamos uma
- 9:53preocupação menor com a afla ou com as micotoxinas de
- 10:00armazenamento e um problema maior com as micotoxinas de
- 10:03campo? Sim, isso realmente foi uma
- 10:08tecnologia que ajudou muito a diminuir a aflatoxina.
- 10:12Apesar de, por exemplo, esse ano, volta um produto que
- 10:15praticamente não se via mais contaminado, que era o amendoim,
- 10:19com aflatoxina, esse ano. O que eu digo sobre isso?
- 10:26Tem que monitorar. A gente nunca sabe o que nos
- 10:29espera. De uma forma geral, o milho, que
- 10:33é o nosso líder, que a gente tem que cuidar mais, ele diminuiu a
- 10:37aflatoxina sempre, que na sua capacidade de armazenamento é
- 10:43suficiente. A gente não tem isso no norte,
- 10:46centro-oeste. Então, nessas áreas de produção
- 10:49grande, a gente não tem uma armazenagem ainda adequada.
- 10:53Então, ali realmente surgem navios contaminados, com tanta
- 10:58carga. E por outras questões também
- 11:01técnicas, a gente vê que o produto brasileiro é mal afamado
- 11:06aí fora. pelos trampos que se fazem aí.
- 11:10Então, aí realmente nós levamos toxina para o exterior.
- 11:15Então, o Brasil é tido como pai da afratoxina, foi a primeira
- 11:18vez que se reportou a afratoxicose, foi o evento lá na
- 11:23doença X dos perus, que provavelmente não tenha sido o
- 11:27Brasil. As colônias africanas vendiam
- 11:31todo amendoim para a Inglaterra, mas aí alguém tinha que levar
- 11:35tudo e o Brasil vendia um pouco, então A história é mais ou menos
- 11:38contada pelo ganhador, pelo vencedor.
- 11:42Mas aí que surge a alfatoxina, aí que se deu um impulso.
- 11:45Já tinha algumas toxinas conhecidas lá, e aí outras
- 11:49surgiram depois, mas o que é importante é que o diagnóstico
- 11:53melhorou muito. Em todas as doenças hoje nós
- 11:55temos diagnósticos. Quando nós éramos veterinários
- 11:58lá no interior de Santa Catarina, o Criciúmal, nós
- 12:03tínhamos um estetoscópio e um termômetro para fazer o
- 12:05diagnóstico. O cara tinha que ser ninja para
- 12:10achar. Eu sempre detectava quando eu
- 12:12não sabia nada, na época, não. tinha agudo, então era
- 12:16escapulaguda. O que essa larga tem?
- 12:20Escapulaguda. É como uma palavra meio difícil,
- 12:24então o pessoal estava satisfeito com aquele
- 12:26diagnóstico, mas ele não sabia muitas vezes o que era.
- 12:29Ah, está com tosse, mas o que é? Então o advento da tecnologia
- 12:33realmente trouxe um monte de toxinas, a gente hoje conhece
- 12:42algumas, sabe os efeitos delas, a gente não sabe as outras, por
- 12:47isso o foco ainda tem que ser naquelas velhas conhecidas,
- 12:51porque aquelas eu sei que vão fazer problema, e também as
- 12:54soluções foram para essas velhas conhecidas, não adianta também
- 12:57detectar um monte de toxinas, No Brasil, aqui nas amostras de
- 13:02Santa Catarina, a gente encontrou setenta e nove
- 13:05derivados fungos. Então tem setenta e nove
- 13:08toxinas, mas vou fazer o que com elas?
- 13:10Se não tem solução, a solução nada está.
- 13:12Então o foco tem que ser aquilo que a gente tenha uma solução.
- 13:18Não dá para sair propagandeando toxinas e achar duzentas
- 13:23toxinas. Bom, e aí?
- 13:24Só atrapalha, né? Então vamos trabalhar com aquilo
- 13:27que é. aquilo que nos permite uma solução, e o que a gente
- 13:34está procurando, buscando soluções, conforme vai
- 13:39aparecendo, a gente vai tratar isso, se isso for um problema
- 13:42realmente importante. Não tem muito espaço para novas
- 13:46toxinas, que se saiba. Talvez daqui a uns dias a gente
- 13:50perceba. A zelenona, por exemplo, ela é
- 13:54para mamífero. Mas já tem alguns probleminhas
- 13:58aparecendo em áreas. Então, às vezes tudo dá um
- 14:01negócio profundamente. E muitos erros se passaram.
- 14:06Por exemplo, fulminizina é o principal erro.
- 14:09Cem por cento dos diagnósticos de fulminizina estão errados.
- 14:12Não existe um diagnóstico de fulminizina feito por nenhum
- 14:16laboratório que está certo. Porque a gente só pega toxina
- 14:19livre. e a que está ligada a açúcares, essa tu não consegue
- 14:29detectar. Então, quando ela entra no
- 14:32animal, ela vai se liberar. E não é uma correlação, digamos
- 14:41assim, direta. É uma fórmula para isso.
- 14:44Então, por exemplo, o sete, quando eu tenho três, eu tenho
- 14:49dez PPP, quando eu tenho sete, eu já estou em vinte e três.
- 14:52Então, não funciona muito bem essa correlação.
- 14:57Então, todos os diagnósticos estão errados.
- 14:59Então, tudo isso é TPPM, não B. Isso é uma dose que está um
- 15:04pouquinho acima daquilo que é cinco e tal, mas representa
- 15:08vinte e três. Então, aí sim, a gente descobriu
- 15:11muito depois, né? Então, quando se fez o teste,
- 15:14foi feito com cristal, e o cristal estava ali, polietoxina,
- 15:18né? Então, ah, não, mas por ser uma
- 15:20dose muito alta. E agora a gente sabe que não é
- 15:23uma dose muito alta, né? Na natureza, esse troço vem
- 15:28composto de uma forma que os métodos não detectam.
- 15:31Então, por isso que se muda muito essa estratégia de ligação
- 15:37e de interpretação. Fazer um diagnóstico de mitoxina
- 15:41é uma coisa simples, relativamente simples.
- 15:43Tem hoje, em Elisa, tem em NIRS, tem nos laboratórios de
- 15:47referência. Não é mais complicado como era
- 15:51antigamente, é muito rápido hoje fazer.
- 15:53O problema sempre está na interpretação desse resultado.
- 15:57A gente tem uma glicose de cento e cinquenta, cara diabético, né?
- 16:04Mas se tu comer um açúcar, o médico mandou tu comer, o
- 16:08farmacêutico vai dizer que tu é diabético, mas o médico tem que
- 16:11interpretar isso. Então o maior problema que eu
- 16:14vejo hoje é a interpretação de resultado.
- 16:17Então fazer o número é muito simples.
- 16:21E esse número não respeita tabelas.
- 16:24Não existe uma tabela, exceto... As que são barreiras sanitárias.
- 16:29Ok. Aí é uma tabela.
- 16:31Acima de vinte, nenhum país aceita comprar afratoxina.
- 16:36Tem outro país que é zero. Então, Suíça zerou.
- 16:40Se tem afratoxina, eles não querem aquilo.
- 16:43Então, depende da lei. Mas para os nossos pacientes,
- 16:51eles não respeitam essa dose. Então, às vezes, uma dose que é
- 16:55para humanos, para os animais ela vai dar problema.
- 16:59Suína é um exemplo clássico disso.
- 17:01É muito chato, né? Mas ele come tudo.
- 17:03No tempo que a gente era agorismo, era criado com
- 17:06lavagem, batata, sei lá, qualquer coisa, fuçam e tudo.
- 17:10Eles eram felizes porque eles não tinham uma dieta
- 17:14monofatorial, que vinha um agente ali, passava a semana
- 17:17inteira comendo aquilo ali, e em quinze dias o cara comendo só
- 17:20aquilo ali. Ele acabava se intoxicando.
- 17:24Por isso a receita para viver bem é não comer sempre a mesma
- 17:29receita. Comida, no dia, tem que variar o
- 17:32catálogo. Se começa sempre a mesma, pode
- 17:35ser que vai ter problema. Por isso que o animal onívoro
- 17:39não teria problema, mas ele é o mais suscetível.
- 17:42Por isso, não tem sempre um agente batendo nele.
- 17:46Então, já tu vê que já tem uma variável aí.
- 17:50A intensidade da contaminação e a frequência.
- 17:55Então, gestão de mitotoxinas hoje é empresarial.
- 17:59A gente não trabalha mais o lote.
- 18:02Eu lembro. São grandes empresas, então nós
- 18:06temos que ter um gerenciamento. Mudou esse perfil também da
- 18:11gente ir a campo para ver a mitoxina?
- 18:13A mitoxina hoje é feita pelas estatísticas.
- 18:16Então, você tem a presença da gente, que impacto vai ter isso
- 18:20na produção daquela empresa? Passou um pouco o tempo da gente
- 18:25ir a campo, lembra que a gente ia lá fazer necrópsia?
- 18:28Era uma coisa mais linda, uma coisa sangueira, festa, coisas
- 18:32de fígado e mais... Era muito lindo, esse fígado
- 18:36gordo, assim, amarelo. E acontece, mas isso é muito
- 18:39raro acontecer esse tipo de fenômeno.
- 18:41Experimentalmente a gente faz isso, né?
- 18:44Para mostrar como é toxina. Mas a campo, a gente não vê mais
- 18:49esses quadros. E se vê, perdeu uma, né?
- 18:53Então, puta, eu não me lembrei nunca.
- 18:57Perdeu uma, né? Não vale a pena.
- 19:02Vou deixar esses caras aí. Tem coisa pior que micotoxina,
- 19:05né? Então, voltando ali, quando eu
- 19:09puxei o assunto da fumunizina, você fala aí que ela tem um
- 19:16grande componente que está mascarado, né?
- 19:18Então a gente já enxerga ela menos do que ela está presente,
- 19:22mas mesmo assim ela é uma das mais frequentes.
- 19:24Ela continua ainda sendo a campeã da identificação aí no
- 19:28LAMIC? Em todos os métodos, aqui a
- 19:33gente domina a parte de métodos oficiais e também o nível.
- 19:41E ela é disparada. Na verdade, o dom tem mais que
- 19:47dom, proporcionalmente. Mas tem produtos, por exemplo,
- 19:50que é noventa e nove por cento. Você, por exemplo, não usa um
- 19:53BDGS sem dom e sem fumo. O dom não é tanto.
- 19:59O dom começou a aparecer agora. Essa é uma toxina recente, que
- 20:03não tinha no milho. Então, hoje, essa toxina, faz
- 20:07uns três, quatro anos, nas últimas safras, que começou a
- 20:11aparecer esse tipo de toxina em milho.
- 20:15E a fumo, ela está em cem por cento do PDG.
- 20:22O milho, oitenta por cento. A gente sempre está comendo isso
- 20:27em um determinado nível. E sempre se comeu isso.
- 20:31Essa era uma toxina que a gente faz trabalho, fez trabalhos aqui
- 20:35há muitos anos, com o pessoal da Itália, da Argentina e do
- 20:40Brasil. E foi bem interessante,
- 20:43marcadores biológicos que mostraram que a população
- 20:47brasileira, a gringaiada que tem aqui na região de Santa Maria,
- 20:53eles tinham uma alteração do marcador biológico câncer
- 21:00esofágico. E isso só foi encontrado aqui,
- 21:05não foi encontrado nos italianos da Itália e nem nos italianos da
- 21:10Argentina. Ah, o mate, eu passo o tempo
- 21:13inteiro chupando aquilo ali, tudo aquilo, deve enfiar na
- 21:17garganta lá e deve dar um proveito.
- 21:21Essa água fervente, né? Então...
- 21:24Não é assim, não era por isso, não é porque o gaúcho chupa.
- 21:28Porque os argentinos, os uruguaios, passam esse caminho
- 21:31assim, que nem um pato, porque tem a garrafa de um lado e a
- 21:36cuia na outra. Então, não consegue mais
- 21:38caminhar. Você não vê mais um uruguaio,
- 21:40por exemplo, caminhando normal. Já são todos atrofiados assim.
- 21:44E eles não têm câncer. Essa doença é muito rara aqui.
- 21:48Quando a gente fez essa pesquisa aqui, a gente foi aqui com os...
- 21:53com os argentinos e com os italianos, para guardar a
- 21:55colônia, que é a região dos gringos aqui.
- 21:59E cada um conhecia um que tinha morrido de câncer esôfago.
- 22:03Então, eu não tinha ideia disso, que tinha tanto problema.
- 22:08Ah, mas porque morreu aqui, o meu vizinho morreu, a gente
- 22:11passou nas linhas e pedia para ele fazer um pipi ali no
- 22:13potinho, para a gente poder fazer as análises aqui no
- 22:15laboratório. E assim, aleatório.
- 22:18Fomos nas escolas, peguei as alunas aqui também, porque dá
- 22:21mais, a mulher marca melhor isso.
- 22:24Ela tem uma forma de mexer, porque tem mais células na urina
- 22:28da mulher. Então, as alunas que
- 22:31participaram, e onde a gente ia, sim, fazia.
- 22:33Chegava nas casas, e aí todo mundo conhecia, a gente tinha
- 22:36morrido do câncer. Aí os italianos, sim, os caras
- 22:40que estavam aí juntos, os caras, como é possível isso?
- 22:43Tem tanta gente com câncer, e há pouco tempo atrás ainda havia
- 22:47câncer. Um mês e pouco atrás alguém me
- 22:49comentou de um velho desse que morreu de câncer de esôfago.
- 22:55Então é bem interessante que a diferença que existia era a
- 23:01carga de fumarizina maior que nós tínhamos aqui.
- 23:05E o marcador biológico, ele é mexido por essa situação.
- 23:11Mas os gringos da Itália, no Gombolenta, menos que aqui, Na
- 23:18Argentina, eles têm trigo, eles não compram polenta.
- 23:22Então, lá eles tinham, agora está começando a mudar um pouco
- 23:27lá, porque lá o clima está levando os fungos de calor mais
- 23:34para cima. Eles plantavam pouco milho,
- 23:36agora já plantam mais. Mas aqui o que acontecia?
- 23:40Essa gringalhada toda aqui, eles passavam o ano inteiro comendo a
- 23:44mesma safra. Então, se desse um ruim, eles
- 23:48iam passar doze meses até vir o próximo milho, comendo o milho
- 23:52que eles tinham armazenado ali. E toda a população comia.
- 23:57Porque ia lá pro moinho e aí depois o cara pegava a farinha
- 24:00do vizinho e tu, que não é a que tu vai fazer, levar a farinha lá
- 24:03e tu vai comer a tua. Vai comer o grão da região.
- 24:07E aí essa população era submetida por longos períodos à
- 24:12intoxicação por Por fumarizinas. E isso explica.
- 24:17Por que o Rio Grande do Sul. Tem esse problema.
- 24:22De câncer de esôfago. O que mudou?
- 24:25Hoje nós não produzimos mais tanto milho.
- 24:27A gente tem que importar milho. Toda parte do Brasil.
- 24:31E aí mudou muito. Esse fator.
- 24:35Porque a gente está recebendo milho.
- 24:37De outras regiões. Que tem uma contaminação mais
- 24:39baixa. E também diminui o consumo de
- 24:42milho. dentro da população. Então, isso a gente pode levar
- 24:46muito para os animais também, essas experiências, é muito
- 24:50interessante isso, porque tem determinados, tem épocas assim
- 24:54que aparece determinada doença, uma patologia porque está
- 24:58comendo um milho regional, e hoje em dia é muito animal, é
- 25:02muita coisa, então, tu vai ter a pressão daquele agente em muitas
- 25:08empresas. Se nós importamos o milho e
- 25:10fazemos uma mistura, então a gente consegue minimizar isso.
- 25:14The dilution is the solution. A gente fala isso também, vamos
- 25:19diluir essa toxina, é uma estratégia.
- 25:22Agora você tem que saber com quem você está diluindo, porque
- 25:24você não enxerga a toxina. E às vezes, e praticamente
- 25:29sempre, quando o milho está bonito assim, e ele foi só dado
- 25:34aquela estraçadinha, voltamos ao início, esse milho está mais
- 25:37contaminado que aquele que vem podre, porque o podre é
- 25:43bacteriano, é leveduras, então essas não produziam a toxina, o
- 25:46fundo não, ele só deu aquela picada assim, passou uma semana
- 25:50sob estresse contínuo, e ele vai então produzir a toxina, e o
- 25:54milho aparece, cristal. Mas tem muito isso hoje no
- 25:57Brasil, eu digo sempre, o Brasil é um dos países mais
- 26:01desenvolvidos na solução do problema, que é a genética do
- 26:05milho. Então, a gente teve que se meter
- 26:08nisso, ser meio... Aqui a gente chama de batateiro,
- 26:12que é o agrônomo. Eu sou mandioqueiro, porque eu
- 26:16só cheguei, o mandioqueiro é o técnico agrícola.
- 26:18Então, essa área é o mandioquê. Eu também fiz o curso de técnica
- 26:24agrícola. Eu também fiz isso, também fui
- 26:25mandioquê. Então, a gente não subiu o nível
- 26:29dos batateiros. Então, a gente teve que se meter
- 26:31um pouco nessa área. Ainda bem que eu tinha me metido
- 26:34um pouco, porque eu tive os rudimentos da parte agronômica.
- 26:40Justamente para tentar achar a origem do batateiro.
- 26:43Só que eles têm que cuidar para não ser tão burro assim, porque
- 26:46às vezes a gente é meio de achar que o produtor vai plantar
- 26:50aquele milho que não dá toxina. Tem jeito de fazer isso, mas não
- 26:54vão fazer isso, porque esse milho não produz tanto.
- 26:58Porque se ele usa energia para fazer imunidade...
- 27:05Ele vai perder produtividade. E vai perder também, se tu
- 27:09produz muito, tu vai perder qualidade.
- 27:12Hoje a gente sabe exatamente isso.
- 27:15Como funciona. A gente sabe a mutação genética.
- 27:18Os cabos meteram no meio. Quais são as linhas já que são
- 27:22problema. Que nós temos que evitar.
- 27:25Abaixar isso aí. Só que tem uma coisa
- 27:30multifatorial também. São trabalhos que a gente tem
- 27:32que enfrentar. seis, sete anos que a gente está nisso, tu tem
- 27:37que pegar a parte física do grão, a parte bromatológica e a
- 27:41toxicológica. E com isso, nós conseguimos
- 27:46fazer uma coisa chamada valuation do ativo.
- 27:52Hoje a gente sabe exatamente quanto que vale aquele milho na
- 27:57tua dieta. E o valor que vai te custar a
- 28:01formulação com aquele silo. Então, se pega o silo, tu
- 28:07amostra aquele silo e nós sabemos exatamente quanto é que
- 28:11vale. Isso, eu não sou cartomante para
- 28:15saber como é que é o futuro, longe disso, a gente tem que ser
- 28:19científico nisso, mas nós vamos chegar a um ponto, eu vou ver
- 28:24isso, em que nós vamos comprar o milho pelo valor dele e não pela
- 28:28tonelagem. E tem diferenças absurdas.
- 28:32Hoje a gente tem feito isso nas empresas.
- 28:35A gente veterinário nunca vai nessa área.
- 28:39É raro o veterinário que vai na área, por exemplo, de produção
- 28:42de grãos. Nós estamos preocupados com
- 28:45tóxicos, com diarreia, com essas coisas assim.
- 28:48Nossa, tem um problema do cientismo.
- 28:50Então, entrar nessa área é fundamental para a economia
- 28:56realmente das empresas. que não estão cuidando das cooperativas,
- 28:59que não estão cuidando. Essas cooperativas já estão
- 29:02muito avançadas. E sabe exatamente qual é o
- 29:04estilo que vai vender e o que vai ficar.
- 29:07Funciona assim. Já está assim.
- 29:10Esse aqui eu vou pôr a venda. Tem empresas que fazem isso.
- 29:14Porque esse vai me custar muito caro a formação dessa.
- 29:17A suplementação dessa dieta encarece o produto.
- 29:22Tem uma empresa que a gente fez isso.
- 29:25A diferença entre o terço melhor e o terço pior deu dezessete
- 29:31milhões, só no valor do milho. Então, é uma mina ainda que nós
- 29:40temos por explorar. E o Brasil já tem isso,
- 29:43interessante isso. O brasileiro é meio assim...
- 29:51ufanista, a gente acha sempre que é o melhor, mas isso só nós
- 29:55estamos trabalhando. Os outros estão trabalhando, mas
- 29:57nós já ficamos lá. Nós já temos condições de fazer
- 30:01isso e em tempo real. Não precisa esperar meses para
- 30:06chegar ao resultado. Não, tu faz isso em...
- 30:10Olha, depois que fez a análise, porque a análise que faz é a
- 30:14mesma para a mitoxina, é a mesma que faz a nutrição.
- 30:17Só precisa de um espectro para isso.
- 30:19E o cara já fez a física. Compõe essas três variáveis.
- 30:25O valor da escalada. Isso é no NIRS?
- 30:29Sim, isso é feito por NIRS. O NIRS consegue, com o espectro,
- 30:33tirar um monte de informações. A maioria das coisas que dá para
- 30:37fazer por NIRS não foram estudadas.
- 30:39A gente não usou. Porque o espectro, ele é eterno,
- 30:44né? A amostra, eu não consigo
- 30:44guardar ela. Ah, depois eu quero fazer uma
- 30:46análise nutricional dessa amostra.
- 30:49Você perdeu. Agora o espectro, não.
- 30:51O espectro fica, né? Então, coisas assim.
- 30:53A gente tem espectros guardados aqui de quinze anos.
- 30:59Então, a gente pode analisar. Eu estou no meio da roxadinha
- 31:08aqui, né? Que tem muito desses da roxinha,
- 31:10da bombaxinha, da paragata, assim, né?
- 31:13Eles vão na minha aula, pobrezinhos, que vão na minha
- 31:16aula, delas paragatinhas, daquelas de corda, assim, para
- 31:19juntar os catarros, tudo, patos, assim.
- 31:22Eu estou ótimo, gente. Não, mas eu vou muito risada com
- 31:28essa garganta. Aquelas boinazinhas na minha
- 31:30aula não tem proposta. Aquilo ali, eu não começo a aula
- 31:34com uma boinazinha daquela ali, porque tá louco, né?
- 31:37Temos que... Eu já falo com sotaque, imagina
- 31:40um colônia grisumão falando com sotaque.
- 31:43Criciúma é a capital do sul do mundo, tu sabe disso, né?
- 31:49Deve ser grande, né? Ali que começou a civilização.
- 31:52Depois, a gente mandou uns para Santa Catarina e começamos, né?
- 31:57Acho que foram até o Egito lá para começar o negócio.
- 32:00Deve ser onde Criciúma, quando vai lá.
- 32:04Ah, que beleza. Mas, professor, aí então essa
- 32:09história de que O milho é uma commodity e que é igual, tem
- 32:15preço fixado internacionalmente. Então, isso passa a mudar a
- 32:19partir do momento que a empresa está olhando o que ela vai
- 32:22vender, o que ela vai ficar com ele.
- 32:24Então, já não é mais um preço igual para todo milho.
- 32:30Mas tem um porto na Argentina que faz isso.
- 32:33Ele sabe quanto vale cada porão. Tu tem isso, tu carrega esse
- 32:39porão, vale tanto, isso, tanto, isso, tanto.
- 32:42E chega nos países que importam o milho do vizinho ali, que é
- 32:47muito bom por sinal do milho deles, tem qualidade, não dá
- 32:51para falar isso. E aí se sabe exatamente qual é o
- 32:55que os caras vão comprar, os caras compram já sabendo, claro
- 32:58que... os alemães falam assim, tu não fala alemão, mas eu vou
- 33:02traduzir depois, isso eu aprendi com o meu professor, confiar é
- 33:09bom, mas controlar é muito mais melhor ainda, traduzindo
- 33:12literalmente assim, o pessoal controla isso porque tem as
- 33:18trampas, sempre tem os caras tramposos que fazem isso, mas
- 33:22dá, hoje já tem tecnologia para isso, E o Brasil já experimentou
- 33:28isso e nós estamos muito avançados com isso.
- 33:30E ele mostra exatamente quais são os silos que tu pode usar
- 33:37para uma determinada dieta. Olha só, vou fazer dieta para as
- 33:42porcas e para creche. Qual é o silo que custa menos
- 33:47para fazer isso? Recapula por faixa etária.
- 33:54Então, agora eu quero fazer a determinação, qual é o síndrome
- 33:57que eu posso usar isso? E combina diferentes toxinas,
- 34:00tem as toxinas importantes, que é zelenona, fuminizina,
- 34:06afatoxina, que são o trio parada dura, que para suínos isso é um
- 34:11problema mesmo, ele sabe quanto vale tudo, apagar o incêndio,
- 34:19quando vai na nutrição daquilo ali, e aí tu põe isso na tua
- 34:22dieta, tu vai formular realmente por custo.
- 34:26Eu sempre brinco com esse negócio de formação de precisão,
- 34:29já deve ter feito alguns podcasts sobre isso, né?
- 34:33Ainda não tive a oportunidade, que eu sou, eu entrevisto mais o
- 34:36pessoal da sanidade, estou iniciando como host aqui, né?
- 34:40Mas a gente ouve falar muito sobre a, a formulação de
- 34:44precisão como futuro da nutrição animal.
- 34:47Mas não é que a formulação, os primeiros estão falando de
- 34:52nutrição, estão falando de nutrição da precisão.
- 34:57Nós não temos nem fábrica para fazer a formulação da precisão.
- 35:03Eu sempre brinco com os holandeses, os caras lá, os
- 35:06suíços lá que fazem essas fábricas bonitonas, porque eles
- 35:09estão muito longe daquilo que nós vamos precisar.
- 35:12Eles não têm a tecnologia, e nós também não temos capacidade de
- 35:16medir isso adequadamente. Vai entrar o milho lá e ele vai
- 35:19dosando os troços lá, vai abrindo determinado registro.
- 35:24Estão muito longe de fazer uma formulação de precisão.
- 35:29Tampouco os nutricionistas mexem na forma todo dia.
- 35:32Não adianta também medir aquilo lá com altíssima precisão, se eu
- 35:37não consigo mexer na forma. Isso dá um fucedo dentro da
- 35:40fábrica, a gente sabe disso, então não tem como fazer isso.
- 35:43Isso é humanamente impossível. Tecnologicamente, talvez assim,
- 35:47a gente vá conseguir evoluir bastante isso.
- 35:51A alternativa hoje que tem é você pegar, por exemplo, está
- 35:54carregando um sino, então vamos analisar se tem toxina ali, aí
- 35:59você consegue ainda gerenciar aquele sino.
- 36:03Ou você sabe antes o que tem naquele sino, para que serve
- 36:08aquele sino. Se você é para vender para o
- 36:11vizinho, o outro vai usar esse círculo.
- 36:14Porque vai começar... Isso já existe hoje, né?
- 36:16Os caras não querem usar conforme...
- 36:19E tem além dessa coisa, ainda tem os seus trancos, né?
- 36:24Hoje tem empresas que tem uma mangueira d'água em cima do
- 36:27reto. Para compensar a umidade.
- 36:34Nós estamos ainda engatinhando. Eu tenho uns amigos na Europa,
- 36:38que eu passo vergonha com eles, quando a gente fala de qualidade
- 36:42de grão. O grão brasileiro é o pior.
- 36:45A soja brasileira é a pior soja dos exportadores.
- 36:48Nós perdemos para a Índia. eles importam um pouco da soja, mas
- 36:53no Brasil, a gente pensa que são bons o negócio, quando vai fazer
- 37:00as análises lá, tecnicamente, a soja brasileira perde para a
- 37:04soja argentina e para a soja americana, que são os principais
- 37:07players lá na... player, falando inglês, para quem não entende
- 37:14inglês, então, são os principais fornecedores, assim, então se eu
- 37:22falar alemão aqui vai ser pior então a gente sabe que a soja
- 37:26brasileira não estou falando mal, mas é as constatações
- 37:32técnicas a noção brasileira é muito disso, às vezes eu também
- 37:38faço isso, o futebol do Brasil é a melhor no mundo, que vergonha,
- 37:41a gente passa não tem nenhuma as coisas estão ficando pior que as
- 37:46microtoxinas Professor Malmo, vamos falar o seguinte, é uma
- 37:50especialidade tua o gerenciamento dessa questão da
- 37:54micotoxina. Então hoje nós já temos o
- 37:58recurso do diagnóstico, mas temos a micotoxina e temos os
- 38:03aditivos anti-micotoxina. A questão é operacionalizar isso
- 38:09de uma maneira que a fábrica dê conta de analisar esse milho
- 38:13saber para quem que vai, se vai para ave, se vai para suíno, se
- 38:16é porca, se é leitão, se é creche, se é engorda e qual é o
- 38:20aditivo que eu vou usar de acordo com a micotoxina que está
- 38:25presente em maior proporção. Isso na prática é possível, as
- 38:31empresas já estão fazendo, o que elas estão fazendo é suficiente
- 38:37ou ainda a gente precisa avançar muito nesse... monitoramento em
- 38:41tempo real e a mitigação em tempo real.
- 38:44Isso é muito interessante. E talvez não seja de
- 38:48conhecimento público. Eu comecei a falar nisso há
- 38:53muitos anos atrás. Isso era um sonho, realmente, de
- 38:58consumo. Trabalhei muito com isso.
- 39:01Eu trabalho com ectocina desde que eu memorri os cachaços. era
- 39:10interessante mesmo, porque isso foi assim, foi aí que me acendeu
- 39:14o negócio da mitocina, foi quando eu vi, comprou cinco
- 39:17navios de milho, tipo cinco, dos Estados Unidos, e esse milho
- 39:22veio para as cooperativas, e era a ração, cinco dias depois
- 39:29estava morrendo o leitão, e eu era veterinário, no meio daquele
- 39:35povo ali, tentando defender o meu empregador, E aí nem se
- 39:40sabia o que era a mecotoxina. Mas aí surgiu o que é isso.
- 39:46É um negócio de fungo. Aí botavam na luz negra.
- 39:49Foi o mote, a primeira coisa de fazer diagnóstico de mecotoxina.
- 39:55Aí depois surgiu os métodos, cromatografia.
- 39:57Então começou a se trabalhar isso.
- 39:58A universidade foi uma das primeiras.
- 40:00Tinha dois, três grupos mais no Brasil.
- 40:03Então aqui nós começamos com isso por causa desse problema
- 40:06que foi lá da cotrivite. Isso foi evoluindo, evoluindo,
- 40:11evoluindo até se chegar num método porque nós perdemos aqui
- 40:17no Brasil o negócio dos kits. Não conseguimos produzir aqui no
- 40:23Brasil. Tentamos, tentei, realmente
- 40:25trabalhei nisso e não funcionou para resolver porque eu
- 40:29precisava de um método mais rápido para determinar isso.
- 40:32Então hoje nós temos uma série de empresas que fornecem esses
- 40:36métodos. Mas Quando a Adseu veio aqui
- 40:41para a universidade, e ela veio porque eu insisti que ela
- 40:45viesse, saiu de São Paulo, Adseu, para vir para o buraco de
- 40:48Santa Maria. Olha só, trazei uma
- 40:51multinacional, em cinco meses eu estava aqui dentro da
- 40:54universidade, com os funcionários, crianças
- 40:58matriculadas, estudando na colégio.
- 41:00Uma multinacional. Porque eu tinha muito interesse
- 41:02nesse aspecto do universo. isso era uma coisa assim, vai por aí.
- 41:08Nós daqui uns anos vamos estar fazendo, já fazemos um monte de
- 41:11coisa feita com o celular. Um monte de coisa.
- 41:14Eu meço a minha glicose aqui pelo celular.
- 41:18Estou monitorado constantemente. Então, eu vou botar aqui, quem
- 41:23está vendo, a minha glicose, cento e dez nesse momento, nesse
- 41:27exato momento. Então, essas coisas assim,
- 41:30sempre fui meio tecnológico, sempre buscando coisas novas. me
- 41:34trouxe ao NIRS, porque eu sabia que isso era possível.
- 41:39Levou muito tempo. Isso foi quinze anos, mais ou
- 41:43menos, de peleia com isso, porque a gente não tinha
- 41:47matemáticos para fazer isso. Porque a composição de
- 41:51substâncias em baixíssimas concentrações, ela não depende
- 41:56só da toxina pura, ela tem outros fatores ali, são várias
- 42:01bandas que compõem ali, pedaço do fungo e esse tipo de coisa,
- 42:06que fazem parte daquele complexo.
- 42:09E aí foi que conseguimos hoje eficiência suficiente para dizer
- 42:15para a empresa, bota, tira e quando botar, bota tanto.
- 42:23naquela faixa etária. Então, hoje o gerenciamento está
- 42:26se dando dessa forma. Eu sei exatamente quando eu
- 42:30posso... Semana passada estava numa
- 42:33grande cooperativa, dez maiores, nessa cooperativa foi
- 42:38recomendado que não usasse produto nenhum.
- 42:41E perguntaram, podemos confiar nisso?
- 42:44Vamos fazer isso? Vamos fazer isso, não tem
- 42:46problema nenhum, pode tirar o produto. que não vai, na
- 42:50absoluta, acontecer nada. Então, a gente já tem condições
- 42:55de segurança para determinar isso.
- 42:58Então, foi realmente um avanço muito grande, isso traz uma
- 43:04economia substancial à empresa, e você tem de grátis ainda todo
- 43:10esse complexo, você tem a nutrição, né?
- 43:14Você já sabe antes o que você vai ter que ter em estoques para
- 43:18compensar aquelas deficiências que vai ter aquele ingrediente
- 43:21dentro da sua dieta. Então, isso é realmente uma
- 43:24coisa bem avançada. Pode ter coisa parecida, mas com
- 43:29essa velocidade. E hoje é em tempo real isso.
- 43:32Leva quatro minutos para você saber onde é que você está na
- 43:34sua curva. Para aquela espécie, para aquela
- 43:37fase de crescimento, você tem tudo isso... plasticamente
- 43:44representado na tela e não precisa pensar.
- 43:46Porque a gente tem muito de coisa para pensar.
- 43:49Uma atividade. Então, essa tem que ser feita de
- 43:54uma forma que olhando ali uma vez por dia, você não se
- 43:59preocupa mais que eu estou na área azul e quando é vermelho, a
- 44:03mãe vai acusar. Então, às vezes, a dose tem que
- 44:07ser aumentada. você vai ter que usar mais, porque um dos
- 44:12problemas é você subdosar os aditivos.
- 44:16Eles são variados, olha só uma coisa interessante, que são
- 44:19variados a cinco quilos por tonelada.
- 44:23É uma dose absurda de colocar isso, meio por cento, mas muitas
- 44:28vezes é necessário chegar a isso.
- 44:29Às vezes a empreitada é tão grande que você não botar, você
- 44:33tem que combinar produtos diferentes para poder Fazer uma
- 44:39proteção. E essa proteção tem que se pagar
- 44:42lá também, né? Eu tenho um exemplo clássico,
- 44:45assim, de uma das principais parceiras que tem isso.
- 44:49Eles tinham o pior AGPD do Paraná.
- 44:54E hoje este é o melhor. E não tem mais problema de
- 44:58mitoxina. Não é mais problema de mitoxina.
- 45:02porque isso traz um círculo virtuoso, que se eu sei que não
- 45:06tem mitoxina, nós veterinários temos que procurar outra coisa,
- 45:10porque as costas das mitoxinas são muito largas, e é meio fácil
- 45:17até tu dizer isso, assim que quando se tem um monitoramento
- 45:22disso, se conhece, fica muito mais fácil até encontrar outras
- 45:28coisas, e a gente vai realmente trabalhar mais focado, porque
- 45:33isso não é um problema, isso já não é mais um problema, tem
- 45:36muitas coisas que a gente não dá mais, não presta mais atenção,
- 45:39porque não é mais problema, se resolveram esses problemas,
- 45:42vacinou direitinho, aquela coisa não pode aparecer, desde que não
- 45:46entre uma outra cepa, Mas está resolvido o problema.
- 45:49Então, com mitoxinas é a mesma coisa.
- 45:52É gerenciar o processo. Funciona muito bem quando você
- 45:57tem uma amostragem adequada, que esse é o pecado original de
- 46:02qualquer diagnóstico. Qualquer diagnóstico.
- 46:05E mitoxina é mais complicado ainda.
- 46:09Depois você vai ter os pecados mortais, você vai ter os
- 46:12veniais, tem toda uma classificação de pecados.
- 46:16Gerenciar a mitoxina é um troço meio religioso, tem que conhecer
- 46:20os sete mandamentos, que são os dez mandamentos, tem sete ali,
- 46:26que a gente tem que cuidar para que o troço não represente
- 46:30maquiagem. Eu estou tranquilo.
- 46:32Quando deu a mitoxina, bom, aqui tem impacto da mitoxina, então
- 46:36vou usar um aditivo. Quantos aditivos?
- 46:38Acho que tu vai me perguntar sobre os aditivos, né?
- 46:40Sobre a segurança dele. Vai entrar nesse assunto.
- 46:44Então, qual é a pergunta, assim, que tu gostaria?
- 46:46Não, não, não. É que primeiro, antes de
- 46:48perguntar sobre o aditivo, eu gostaria de colocar a situação
- 46:51corriqueira que a gente vê. Não se monitora a micotoxina, o
- 46:55cara compra lá o milho, só se o aditivo é bom ou é ruim, pelos
- 46:59critérios lá de impureza, de ardido, de podre, etc.
- 47:04Bom. E Tem lá um aditivo bom, que ele
- 47:10considera um stop do mercado, e uma inclusão padrão, de acordo
- 47:16com o que está na bula. Mas isso é a vida toda.
- 47:20Então, provavelmente, em algum momento ele está usando isso e
- 47:23ele não precisava usar. E, em alguns momentos, ele está
- 47:29usando uma dose muito inferior do que ele precisaria.
- 47:32Ou, talvez, de um produto que não é adequado para aquela
- 47:34micotoxina. É essa a realidade, o dia a dia
- 47:38que nós vivenciamos, pelo que você analisa aí no seu
- 47:43laboratório, dos aditivos que estão no mercado, qual a
- 47:47inclusão. Então, me parece que se não
- 47:50tiver um gerenciamento em tempo real, não existe fórmula mágica
- 47:55para decidir se eu vou colocar um quilo por tonelada, meio
- 47:57quilo por tonelada, se é o produto A, B ou C. isso que tu
- 48:03falou assim é o que a gente já, tu já sabe disso, todos nós,
- 48:08acho que todos nós, tem que ser os mais inteligentes que nem tu,
- 48:11assim que estou fazendo elogio agora, que ficou bonito.
- 48:18Obrigado. É a lógica do negócio, quando
- 48:21uma coisa tem lógica, a lógica é imutável, é muito difícil
- 48:26aparecer um cisne negro assim na vida da gente para mudar um
- 48:31aspecto lógico. E realmente, quando a gente está
- 48:34usando, vamos levar isso para antimicrobianos, antibióticos.
- 48:39Tu vai usar antibiótico? Tá, a gente usava os promotores
- 48:42de crescimento. Mas tu vai usar ele em dose
- 48:44terapêutica sempre? Não vai fazer isso.
- 48:47E quando tu for utilizar, tu tem que usar o antibiótico adequado,
- 48:50porque não liga. Então, quando se trabalhou com
- 48:54as mitoxinas, a gente esqueceu esse... princípio fundamental,
- 48:59então a gente não usou muito isso, principalmente pelo
- 49:03desconhecimento, porque é uma coisa cúmplica, não é um, você
- 49:06tem aquele rebanho com aquela bactéria, bom, aí você leva para
- 49:10o laboratório, isola, faz um triângulo, aí você vem com a
- 49:12resposta. Então não tinha isso para fazer
- 49:15com mitoxina, hoje já tem isso, a gente faz isso Tem que manter
- 49:20uma coisa, tem que manter as amostras oficiais.
- 49:23Isso sim, o bote-meia tem que checar o processo.
- 49:26Principalmente onde os métodos secundários, que é o ELIS e o
- 49:31NIRS, eles não funcionam. Que é a ração pronta.
- 49:37Então, para isso, tem que se utilizar ainda os métodos
- 49:40oficiais. Aí vai porque a pele se
- 49:42espectrometria de massa e já tem que fazer um controle dessa
- 49:46forma. Até os japoneses já estão
- 49:51falando isso, tanto que eu falo isso.
- 49:53Confiar é bom, controlar é muito mais melhor ainda.
- 49:57Então, a gente tem que fazer isso porque não vai funcionar da
- 50:00outra forma. Então, o uso do aditivo,
- 50:04primeiro que tem que saber se o aditivo funciona mesmo. eu tenho
- 50:08uma estatística que arrepia, que é que sessenta por cento dos
- 50:13produtos não funcionam. Aqui, tu não vai ver aqui, mas
- 50:17eu tenho um armário ali, tem mil e quinhentos e poucos produtos
- 50:21que foram avaliados. Então, tu imagina, mil e
- 50:26quinhentos e sessenta por cento disso são produtos que estão no
- 50:30mercado, alguns são repetidos, tem empresas sérias, as empresas
- 50:33repetidas. Mas tu vê que ali tem no mínimo
- 50:37uns quinhentos, seiscentos que não funcionam.
- 50:42E são marcas comerciais. Então é difícil a gente
- 50:45encontrar um produto que realmente funciona.
- 50:48E outro aspecto que mantém o funcionamento.
- 50:52Toda vez que tu pega alguma coisa que depende da natureza,
- 50:58ela tem modificações, ela sofre com algum fator.
- 51:03Então, o produto que funcionou lá, quando eu comecei com isso,
- 51:07a primeira vez que publicamos isso, foi em oitenta e seis,
- 51:11noventa e seis. Tinha notado a Alemanha.
- 51:15É, noventa e seis. tinha voltado na Alemanha em noventa e quatro,
- 51:20e aí se começou a trabalhar com isso, as devas mesmo, não eram
- 51:24mais as brincas, não, foi feito os primeiros, foi de Santa
- 51:27Catarina, dessa dia, foram sete produtos que eles mandaram pra
- 51:30nós, e um funcionou, foi um milagre da natureza, a
- 51:33aflatoxina, aí publicamos isso, num jornal inglês, e aí surgiu
- 51:40esse negócio dos aditivos antimitoxinas, e tu vê de certo,
- 51:45tinha um, né, Então, seis outros não deu.
- 51:50E assim continua sendo isso. Isso é um controle de qualidade
- 51:55que tem que ser permanente. Nós não podemos negligenciar
- 51:59isso. Mesmo produtos que foram
- 52:02aprovados lá na época, hoje não são mais aprovados, porque
- 52:05perdeu a mina, a fórmula não é mais a mesma, porque a maioria
- 52:11deles são base mineral. E a mina é que nem ouro.
- 52:16Às vezes tu tá no veio certo, outras vezes tu não tá no veio
- 52:19certo. Então, se a empresa...
- 52:21Eu conheço a maioria das empresas, um montão de empresas.
- 52:24Conheço desde a maior do mundo, que tá na Europa, até as
- 52:28empresas brasileiras que produzem isso.
- 52:31Então, cada empresa tem o seu controle de qualidade, que se
- 52:36não for bem feito, às vezes come barriga. e isso é feito por
- 52:48métodos físicos, sim, isso tu pode fazer, tem que manter o
- 52:50controle de qualidade disso, tem vários controles, tem um dos
- 52:53testes de absorção, por exemplo, que se faz, que mede, ah, tem
- 52:58que ter cem por cento, não tem que ter cem por cento, às vezes
- 53:01eu tenho um produto baseado, que é um dos melhores do mercado,
- 53:04que tem quinze por cento de absorção em litro, mas é um
- 53:09produto que funcionou melhor de todos.
- 53:13Então não é aquilo que vai determinar, mas aquele produto
- 53:16sempre tem que ter seus quinze por cento.
- 53:18Ele tem aquela característica, porque não é só a absorção que
- 53:21faz um produto ser bom. Tem outras variáveis aí que
- 53:26surgiu, se evoluiu muito nisso. Nossa senhora, isso foi uma
- 53:29coisa linda que aconteceu. E eu tenho a felicidade de ser
- 53:33velho e de ter participado de toda essa evolução dos produtos.
- 53:37Hoje nós estamos selecionando produtos Estamos incluindo na
- 53:40genética para produzir enzimas para isso, específicas para as
- 53:45toxinas. Então esse é o próximo passo,
- 53:48está se trabalhando isso, a gente está envolvido com essa
- 53:51tecnologia de fazer, customizada por empresa.
- 53:57Tu tem aquele estilo, tá? O que tu precisa?
- 54:00Vai precisar disso aqui. Então, bota um estoque nisso,
- 54:02porque eu já sei tudo que tem. Então, eu vou ter um estoque pra
- 54:06mitigar isso. Qual é o estilo que eu tô usando
- 54:08hoje? Esse aqui vai um quilo.
- 54:10Agora, aquele lá, tem que botar dois quilos e meio.
- 54:12Esse aqui, não bota nada. Então, é nesse manejo que a
- 54:17gente já está. Isso tu pode fazer pra...
- 54:21Qualquer suplementação enzimática, qualquer coisa que a
- 54:26gente faz dentro da dieta, a gente pode usar esse sistema.
- 54:30E ele me parece a coisa mais lógica possível de se fazer na
- 54:34produção. Nós não vamos ter nada muito
- 54:39diferente disso no futuro, pelo menos assim há anos.
- 54:43Se tu conversa com pessoas inteligentes, não tem muita
- 54:47coisa para fazer diferente disso.
- 54:49Nós vamos estar formulando, pelo menos, com precisão.
- 54:54A nutrição de precisão é mais fácil que a formulação de
- 54:57precisão. Se nós passarmos por esse
- 54:59processo de formular com precisão, a nutrição lá, bota
- 55:04três cílios lá e cada dia você tem uma mistura diferente e aí o
- 55:09bicho vai comer cada dia uma dieta diferente. bicomposta,
- 55:13tricomposta com chip marcadores aí vai ser um show nós vamos
- 55:21viver isso ainda nós acho que vamos participar desse negócio
- 55:25eu pelo menos espero já pensou em estar no top um por cento da
- 55:30suinocultura? acesse academiasuina.com.br e
- 55:34invista no seu conhecimento O Suinocast só é possível através
- 55:40do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a educação
- 55:43continuada na suinocultura brasileira.
- 55:46DSM Firmenich, moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 55:51Polinutri Nutrição Animal, juntos vamos mais longe.
- 55:55Seva, sempre com você, além da saúde animal.
- 55:59Mas Malma, esse número é assustador, os sessenta por
- 56:03cento aí, né? Quer dizer que se eu for no
- 56:06mercado escolher Dez produtos, seis não vão entregar.
- 56:13Mas as empresas, na medida que elas estão explorando essas
- 56:18minas, pensando no componente mineral dos aditivos, ela tem
- 56:24como monitorar isso à medida que ela está explorando para saber
- 56:28que naquele momento não é mais o mesmo produto.
- 56:32Tem. Mas uma das coisas que acontece
- 56:38é que hoje a gente está usando essa ferramenta aqui para levar
- 56:44essa informação, e essa informação hoje praticamente
- 56:48todo mundo já ouviu, mas às vezes a gente se esquece disso,
- 56:51porque isso não é como um antibiótico, a gente sabe.
- 56:54Isso aqui é uma coisa um pouco mais complexa, o tema da
- 56:58microestima é meio nebuloso, muitas coisas.
- 57:02Então, não só o controle de qualidade físico tem que ser
- 57:05feito químico, mas os testes em vivo.
- 57:11Esse, o animal, ele não tem trampa com ele.
- 57:17Ele não tolera. Ele vai te falar a verdade.
- 57:21Ele não admite que o produto não funciona.
- 57:26E isso é uma coisa que muitas empresas não fizeram.
- 57:32E uma coisa assim, não sei se eu devia falar isso, mas vou falar
- 57:35igual, talvez vão seguir bravos comigo, os registros não estão
- 57:41sendo mais feitos, ou algumas empresas estão usando aquilo não
- 57:45como um aditivo antimitoxina. Então, é um ingrediente, digamos
- 57:50assim, um melhorador, uma coisa assim.
- 57:53Um fitoterápico, alguma coisa? Um fitoterápico pode ser bom.
- 57:59Esse produto é um fitoterápico, um protetor hepático e tudo mais
- 58:04para a mitoxina. Tem que ser provado para a
- 58:06mitoxina, se tu quer vender isso.
- 58:09O bom senso diria que a gente... pode servir pra mectoxina, mas
- 58:15ele não é um negócio comprovado. Porque os blends são diferentes.
- 58:19Eu sempre tive muito problema com os blends.
- 58:23E agora o mapa até mexeu nisso. Porque tu combina um monte de
- 58:27toxina e aí tem mais de uma e o produto funciona contra aquela e
- 58:32as outras vão no mesmo balaio. O mapa hoje você tem que provar
- 58:40toxina por toxina. eu sempre digo para as empresas, pega
- 58:46aquele produto, aquela parte do produto, que você diz, isso aqui
- 58:52funciona, e testa puro, não mistura, não dilua o teu
- 58:59produto, usa ele puro, porque o desafio vai ser evidentemente
- 59:04grande, e o produto diluído não vai funcionar, se a gente pega
- 59:10todos os antibióticos, Quando tem uma diarreia, tu não pega,
- 59:16tu pega o específico. Então, vamos pegar esse e vamos
- 59:20fazer um teste. Os testes hoje, eles baratearam
- 59:24muito, é uma coisa perto do valor de um produto, tem uma
- 59:30insignificância total. Eu não estou fazendo, digamos
- 59:33assim, é mesmo, o teste é muito barato para não ser feito.
- 59:39O teste em vivo, você pode fazer hoje baterias rápidas, isso
- 59:44realmente vai dar uma segurança ao teu consumidor.
- 59:48Então algumas empresas, sim, são sérias, elas têm, eu sempre
- 59:52quando vou, qual é o produto que eu compro?
- 59:55O que te trouxer, as evidências, científicas de que ele funciona.
- 1:00:02É muito difícil fazer um teste a campo disso.
- 1:00:04Isso pode ser feito, tudo, mas você não trabalha monofatorial.
- 1:00:08Nós que somos professores, a gente sabe disso.
- 1:00:13Tem quinhentos fatores e funcionou o produto e tem os
- 1:00:15outros quinhentos fatores e o produto não funciona.
- 1:00:19Então, isso é muito horário. Então, nas condições
- 1:00:21monofatoriais, tem a toxina e tem o produto.
- 1:00:24Então, depois você pode fazer a turbulência. mas primeiro você
- 1:00:29tem que provar naquela situação lá, então vai ficar assim, eu
- 1:00:33tenho problema de gerar, não, não, por que eu vou usar um
- 1:00:35produto afro? Porque além do produto ser
- 1:00:40incluído, ele está comendo fórmula, você bota três quilos
- 1:00:44por tonelada, é três quilos que você tem que suplementar, porque
- 1:00:48o produto é um inerte, ele não vai promover a nutrição, então
- 1:00:52você tem o custo e tem a inclusão.
- 1:00:55Isso vai ser o teu custo. Não é só o custo do produto.
- 1:00:58O produto custa caro. O produtão, oito a vinte e um
- 1:01:03dólares o quilo de produto. Então, é uma pegada grande na
- 1:01:09formulação. Bota um quilo disso, vinte o
- 1:01:12quilo. Então, é bem pesado.
- 1:01:16A conta lá, a linha aquela de aditivos, normalmente é a linha
- 1:01:19mais alta da formulação. Isso o veterinário também tem
- 1:01:23que começar fazendo, tem que fazer isso.
- 1:01:24O veterinário faz isso melhor do que a gente.
- 1:01:27De olhar as linhas dos custos. O que custa aquela linha de
- 1:01:33aditivos? E essa que paga a conta da
- 1:01:36análise e ela vai ser usada com maior racionalidade.
- 1:01:40Às vezes a empresa vai gastar mais.
- 1:01:42Vai ter que gastar mais. Mas normalmente o que ocorre é
- 1:01:46que a empresa começa a cuidar mais E aí vai ter um desafio
- 1:01:51menor. Olha só que coisa interessante
- 1:01:54que dá para fazer. Hoje é o ranqueamento de
- 1:01:57fornecedores. As empresas estão pegando.
- 1:02:02Tem o Malman e o Albertão que estão fornecendo milho.
- 1:02:05Daí nós vamos medir o que cada um está trazendo.
- 1:02:10E aí o Albertão ficou em primeiro e o Malman ficou em
- 1:02:12segundo. Olha, tu ficou em segundo.
- 1:02:16O que eu vou fazer? Eu vou tentar vender para aquele
- 1:02:19cara, eu vou melhorar, vou passar em qualidade.
- 1:02:22Então, tu imagina em vinte fornecedores que tem.
- 1:02:25A gente não corta fornecedor, porque às vezes tu vai precisar
- 1:02:30dele. Não pode brigar nunca com
- 1:02:32fornecedor, nunca brigue com fornecedor, pelo menos a minha
- 1:02:35opinião. Mas tu tem que saber aqueles que
- 1:02:39têm. entrega um produto melhor e falar para aqueles outros que
- 1:02:43não te entregam um produto tão bom, que olha, você está sendo
- 1:02:48rebaixado, que nem o teu Grêmio, por exemplo, que está ameaçado.
- 1:02:51Então, vai ter que remar para ficar na primeira divisão dos
- 1:02:58times, senão vai para B. E aí, claro que ele vai ter que
- 1:03:04gramear de volta para voltar para A.
- 1:03:07Então, isso é... Não, eu sou colorado, sou pretor
- 1:03:11ainda, mas muito... Eu sou...
- 1:03:14Tu sabe que nesse negócio de classificação tem uns colegas
- 1:03:17aqui que são muito da esquerda. Mas tem uma coisa que um colega
- 1:03:22que é mais esquerdista que eu tenho aqui, que nós concordamos,
- 1:03:25que nós somos comunistas chineses.
- 1:03:29E eu admiro muito os chineses por isso.
- 1:03:31E aí nós dois gostamos do chinês.
- 1:03:34Que é na China... A cada bienio, os professores,
- 1:03:41imagina, tu saiu da universidade, né?
- 1:03:44Não vai chegar nessa época. Mas os professores, eles são
- 1:03:49avaliados, e aí o que é titular, dez por cento desce, e os
- 1:03:54adjuntos, dez por cento sobe. É campeonato nacional.
- 1:03:58Olha que beleza. Meritocracia.
- 1:04:00Na meritocracia. Tu sabe a única coisa que
- 1:04:03funciona cem por cento assim dentro da universidade e por
- 1:04:06isso funciona? Por exemplo, o nosso
- 1:04:08pós-graduação aqui. É cartesiano, o nosso
- 1:04:12pós-graduação. Há muito tempo, eu não me lembro
- 1:04:16quando que não foi certo. Nível máximo do CNPq.
- 1:04:19Sabe por quê? Porque a meritocracia é
- 1:04:23ranqueada. O professor que fica na ponta
- 1:04:26tem bolsista, tem mais dinheiro que os outros, ele pode ter mais
- 1:04:29alunos. Agora a baba lá vai comer o pão
- 1:04:33que o diabo amassou. Ele que vai gramear.
- 1:04:35Uma vez fiquei em último lugar porque eu não entreguei o
- 1:04:39documento. No tempo hábito.
- 1:04:41Não reclamei. Passei um ano Foi triste, não
- 1:04:45podia pegar aluno, porque assim, não podia pegar muitos alunos,
- 1:04:48pega mais, tem uma fatia menor. Bom, no ano seguinte, vamos
- 1:04:52recuperar, fui para B, fui para a segunda divisão.
- 1:04:56Então, isso faz com que as coisas funcionem.
- 1:04:59O Brasil, ele é muito permissivo nesse negócio de mérito para si.
- 1:05:07E agora, entrando um pouco em universidades, as universidades
- 1:05:10são um lugar, assim, que é complexo isso. o mérito aqui não
- 1:05:16é bem visto, agora no pós-graduação é, então a gente
- 1:05:20trabalha melhor o pós-graduação para estar lá nos dez primeiros,
- 1:05:25que esses são da elite, nosso departamento é o melhor da
- 1:05:30universidade veterinária, porque setenta por cento dos dez
- 1:05:34primeiros são do departamento, Então aqui nós temos tudo faca
- 1:05:38na bota, e as alunas dizem, mas isso aqui passar pela preventiva
- 1:05:42lá, aquilo são os cão, e são mesmo porque realmente para tu
- 1:05:47ficar entre os dez primeiro, tem que gramear, tem que se puxar,
- 1:05:52mas é isso que faz funcionar. E se nós tivéssemos isso, porque
- 1:05:58tu saísse titular da universidade, né?
- 1:06:02Tu é o rei, tu não precisa fazer nada, o titular, se ele vier uma
- 1:06:07vez, cada morte é bispo para a universidade, não vai fazer
- 1:06:09nada, ele não tem mais nada para cima dele.
- 1:06:12E aí muita gente fica dentro do serviço público, o pessoal se
- 1:06:16acomoda. Se acomoda, mas na pós não tem
- 1:06:19disso, né? Na pós não tem disso, na pós
- 1:06:22não. Por que a graduação não é assim?
- 1:06:25Então, na China, o comunismo, eu sou fã do comunismo chinês
- 1:06:30dentro da academia. Os caras lá se arrebentam para
- 1:06:34ter patente, para ter publicação, para ter aluno lá.
- 1:06:38Olha, é muito difícil. É que nem o Grêmio, tem que
- 1:06:41estar remando para não ir para dentro. para jogar a Série B
- 1:06:45ainda, tem um amigo, Mário Pentes é um amigo meu, eu tiro
- 1:06:48muita onda para ele, porque o Grêmio já foi várias vezes para
- 1:06:50a Série B, então, Sérgio Vieira é outro que eu tiro onda, sabe
- 1:06:54tudo, mas são, aquilo é, são pessoas meio doentias pelo
- 1:06:59Grêmio, bom, o Grêmio tem dois torcedores, os doentes e os que
- 1:07:03estão querendo ficar doentes. Ah, professor Malma, nós estamos
- 1:07:09já com uma hora e oito minutos de gravação e está muito gostoso
- 1:07:14esse bate-papo. E eu tinha milhares de
- 1:07:17perguntas, mas olha, se eu fizer essas perguntas, nós vamos para
- 1:07:20duas horas de podcast e está aí o pessoal na hora da edição lá,
- 1:07:23mas você vem em maus bocados. Então, eu te agradeço, te
- 1:07:28agradeço muito aí a tua atenção e compartilhar informações.
- 1:07:32Veja, eu gostei muito do nosso bate-papo, porque a gente não
- 1:07:34ficou falando, ah, micotoxina tal faz isso, micotoxina tal
- 1:07:38faz... Nós discutimos uma coisa que
- 1:07:41você faz muito bem e que está trazendo para o Brasil, fazendo
- 1:07:45com que nós pensemos muito mais no gerenciamento adequado em
- 1:07:48tempo real e analisar o quanto que a presença da micotoxina...
- 1:07:55Não é só a micotoxina, mas o quanto isso está... afetando a
- 1:08:00qualidade daquele milho nos seus componentes nutricionais.
- 1:08:03Coisa que nós precisamos pensar melhor.
- 1:08:05E esse dado que você passou aí dos aditivos também.
- 1:08:09Tenho certeza que quem ouvir esse podcast que está no sistema
- 1:08:12produtivo vai pensar com muito carinho sobre tudo isso, esses
- 1:08:16conhecimentos que você tão brilhantemente compartilhou com
- 1:08:20a gente. Te passo a palavra para as suas
- 1:08:24considerações finais, ou se quiser nos abrilhantar com
- 1:08:28alguma perspectiva futura, alguma novidade, alguma coisa
- 1:08:32que está rolando no mundo das microtoxinas, uma microtoxina
- 1:08:35nova, um equipamento novo, algo que seja disruptivo, agora está
- 1:08:42na moda falar em disruptivo, inteligência artificial, sei lá.
- 1:08:47Conta para nós, professor Malma. A inteligência artificial eu
- 1:08:51estava usando até bem pouco antes da nossa conversa.
- 1:08:53Estava utilizando ela. A gente fica meio pendente
- 1:08:56nisso. Os alunos também, no trabalho
- 1:08:59que está em cima da tua mesa, eles estão usando.
- 1:09:01Não, não. A gente tem um contravenendo.
- 1:09:06A gente tem que ter hoje ferramentas para detectar
- 1:09:09inteligência artificial. A gente já consegue pegar isso.
- 1:09:12Eu obrigo eles a usar. A primeira disciplina dele com
- 1:09:16inteligência exclusiva, com inteligência artificial criada
- 1:09:19dentro do universitário, foi o CRIEM.
- 1:09:21Olha que beleza. Ganhei um prêmio de vinte mil
- 1:09:24reais, dois anos já ganhei esse prêmio, o prêmio máximo da
- 1:09:27universidade é vinte e quanto, para gente que tem inovação
- 1:09:31nesse tipo de coisa. Então, claro que isso aí vai
- 1:09:33entrar muito, a praticidade disso vai ser bem complexa, mas
- 1:09:37assim, como síntese, a primeira coisa que eu queria agradecer é
- 1:09:39a oportunidade conversar diretamente contigo, eu assisti
- 1:09:45algumas, tem um podcast que você é o protagonista disso,
- 1:09:49colocando a tua perspectiva sobre educação e tudo, então a
- 1:09:54gente comunga de muitas ideias que o país às vezes está carente
- 1:10:00dessa seriedade, e a seriedade pode ser bem humorada, o que
- 1:10:04importa é o resultado. não precisa fazer aquela coisa
- 1:10:08cartesiana que nem alemão, que são muito sérias, a gente pode
- 1:10:11fazer com humor, criar a informação, a tecnologia, e o
- 1:10:16Brasil é protagonista mesmo nisso, nós somos um país que tem
- 1:10:21problema com mitoxina, isso é mundialmente famoso, tanto é que
- 1:10:26agora, na próxima semana, eu vou estar em Foz do Iguaçu, no World
- 1:10:31Science, e que se coloca essa comparação.
- 1:10:34Hoje existe uma ferramenta que é o pacote estatístico global
- 1:10:39sobre o risco do país, com informações publicadas em
- 1:10:44oitenta e um países, estamos nesse... nessa inovação, para a
- 1:10:49gente poder gerenciar, porque às vezes você não detecta a toxina,
- 1:10:52mas qual é o risco daquele país? Então, isso são novidades que a
- 1:10:57universidade trabalha junto com o grupo.
- 1:11:00Aqui nós somos quase cinquenta pessoas trabalhando em mitoxina.
- 1:11:03É um timão, isso é uma empresa grande.
- 1:11:06O próprio laboratório, todos eles são autossustentáveis.
- 1:11:09A universidade não coloca dinheiro para isso.
- 1:11:13Isso é conseguido à base de todos os nossos ouvintes.
- 1:11:17Quando eles aportam alguma coisa, quando usam a
- 1:11:20universidade, isso retorna cem por cento para a sociedade. cem
- 1:11:25por cento não, a universidade vem com trinta, mas setenta por
- 1:11:28cento é reinvestido em pesquisa e inovações e ciência.
- 1:11:36Então, eu consegui manter, consegui criar o Lameca, o
- 1:11:40Lameca sempre foi autossustentável, não teve verba
- 1:11:43pública, assim. E isso me dá uma satisfação
- 1:11:50muito grande de poder compartilhar, que agradeço
- 1:11:54muito, Esse pessoal que a gente começou a fazer vários podcasts,
- 1:12:01eu fiz alguns, eu fico muito feliz de que foi oportunizado
- 1:12:07essa forma de entrar em contato. No alto, quando eu estou
- 1:12:12viajando, eu ouço podcasts assim, que subiram a ferramenta
- 1:12:17praticamente. Fantástico, enquanto dirige,
- 1:12:20está aprendendo. Que bom, professor.
- 1:12:24E assim, gostaria de registrar meu agradecimento, né?
- 1:12:27Como produtor, né? Eu tenho um granja de suíno
- 1:12:31junto com meu irmão, uma granja dedicada à experimentação
- 1:12:33animal. Como produtor, como professor,
- 1:12:37como médico veterinário, nosso reconhecimento a vocês, ao
- 1:12:41Lamique, a sua pessoa, né? Por tudo isso que vocês criaram,
- 1:12:46né? Colocando o Brasil aí no mapa,
- 1:12:49né? Na... de um local onde você tem
- 1:12:52pesquisa de ponta com micotoxina.
- 1:12:54E graças ao trabalho de vocês, toda essa moçada envolvida em
- 1:13:00gerar tanta informação valiosa. Muito obrigado, professor, pela
- 1:13:04sua participação. E vocês que estão ouvindo esse
- 1:13:08podcast, fica aí o nosso abraço e o nosso convite para os
- 1:13:15próximos episódios. Professor, um forte abraço.
- 1:13:19Muito obrigado, igualmente.