Latest / História pros brother / Mitologia judaica
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- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06Mitologia judaica. Vamos lá.
- 0:15A gente hoje, Alexandre e Níquel, vai entrar numa seara.
- 0:21Olha aí. Aquela cidade maravilhosa.
- 0:24Que a gente vai trabalhar um pouquinho com mitologia e
- 0:27religião. Hum.
- 0:29Pois é. Atenção, editor.
- 0:33Atenção, editor. Prepare para cortar.
- 0:38Mas aí o lance é, a gente vai separar esses dois conceitos
- 0:41porque o senso comum trata a mitologia como uma religião que
- 0:47é de mentira, né? O senso comum.
- 0:49É. Tipo assim, quando você fala
- 0:51mitologia judaica, por exemplo, não é absurdo a gente ver um
- 0:55judeu falando que é, mano. Mitologia não, né?
- 0:58Porque o que dá a entender normalmente é que é mentira.
- 1:03Mitologia é algo menor do que religião.
- 1:06Mas não é verdade. Isso não é o conceito de
- 1:08mitologia. A gente vai trabalhar durante o
- 1:10episódio sobre justamente o que é o conceito dos dois, né?
- 1:15Tanto de mitologia quanto de religião.
- 1:17E eu trouxe a judaica porque ela tem bons exemplos que explicam
- 1:21os dois. Ah!
- 1:22Ah, judaica é mais legal, né, cara?
- 1:24É maneiro demais. É muito bom.
- 1:26Tem exemplos muito bons, assim, que...
- 1:28Porque você tem ali claramente a sua mitologia e a sua religião.
- 1:33E aí, enfim, vai dar pra desenvolver.
- 1:35Mas, Alexandre, antes de começarmos o roteiro, eu quero
- 1:39saber... É, hoje eu inovei.
- 1:42Que eu quero saber qual a mitologia que você acha mais
- 1:45maneira. Ah, mitologia.
- 1:47É, tipo assim, a grega, que é famosona.
- 1:50Pô, é maneiro, né? Mas, pô, tem a mitologia
- 1:52judaica, cristã... Então, a judaica...
- 1:55A judaica, eu já... Não, não lembro de nada, mas
- 1:58tudo que eu já ouvi, eu gostei dela.
- 1:59Eu achei a mais legal, sim. Eu não lembro de nada.
- 2:02Mas eu gostei. Mas eu acho...
- 2:04Pô, é que eu gosto das paradas judaicas, cara.
- 2:07Gosto das roupas, gosto de várias coisas.
- 2:09É, o que você gosta tanto das paradas judaicas?
- 2:12Seja isso que for. O que é, exatamente?
- 2:14Eu não quero soar desrespeitoso, tá?
- 2:17Beleza. Mas eu vou...
- 2:21Aqui no Rio é só falar assim, com todo respeito, e aí você
- 2:24pode falar o que você quiser depois.
- 2:25Não, assim, eu acho esteticamente a mais foda,
- 2:28porque aqui... Estética.
- 2:29Estética. Porque aqui em São Paulo tem
- 2:31Janópolis, que é um bairro bem judaico e tal.
- 2:34E aí tem os judeus com as roupinhas de judeu, e no final
- 2:38de semana tem os judeuzinhos, as criancinhas.
- 2:41Cara, coisa fofa demais, as roupinhas, muito foda.
- 2:44Tu já pensou em criar seu filho na cultura judaica e você não
- 2:48ser judeu, nem a sua esposa? Claro, isso aí...
- 2:51Só vestir ele com a roupinha. É só a roupinha, só porque é
- 2:55bonito. Mas daí é ofensivo, eu acho.
- 2:58É óbvio. Não sei se ficou muito claro.
- 3:02Ainda bem que tu me explicou. Criaram um filho judeu, não
- 3:08sendo judeu. Perfeito.
- 3:10Dá um saque aí. Tem uma estética exótica, né?
- 3:14Pelo menos pra gente que... Não, eu acho assim, eles apostam
- 3:17nas cores certas, assim. Eu acho bonitas as cores, assim.
- 3:19A cor? Tu acha que tem um ano de cor
- 3:21aí? Não, tipo assim, eles sempre
- 3:22estão as roupas meio... Meio os tons, meio escuros.
- 3:26É muito claro, muito... Não tem muita invenção, tá
- 3:28ligado? Perfeito.
- 3:29É quase os Amish lá, assim. É meio que...
- 3:32É isso aí... Pô, tá funcionando ao tempinho
- 3:35essas roupas aqui, né? Time que faz gol não troca, né?
- 3:38É, o kippah, os cabelinhos, aquelas voltinhas do lado do
- 3:44cabelo. Pô, cara, acho tão bonito.
- 3:48Saquei. É cor, eu acho que é o troço que
- 3:50eu menos manjo, cara. Tu não gosta do judaísmo?
- 3:56Não, tipo, eu tava falando que, tipo assim, eu sou,
- 3:59esteticamente, eu tenho um olho muito ruim, né?
- 4:01Mas cor, eu acho que é mais louco, assim, cara, tipo...
- 4:05Como assim, cara? É tipo assim, combinar roupa,
- 4:08né? Tipo assim, pô, tua blusa é de
- 4:09um tom e aí a tua bermuda é de outro.
- 4:12Não, tu é, tu é inacreditável. Eu não faço a menor ideia aí, tá
- 4:15ligado? Tu é inacreditável.
- 4:19É uma criança de quatro anos, assim.
- 4:20É, é. Isso é inacreditável.
- 4:22Eu adoro, eu adoro. Mas também, de certa forma, uma
- 4:25crítica também. Sabe que eu não gosto também de
- 4:27supervalorizar a estética. Todo mundo que é feio não gosta,
- 4:29né, cara? É.
- 4:29Daí uma forma de olhar. Beleza, então, Alexandre.
- 4:33Agora que você já me chamou de feio, já ofendeu um pouco uma
- 4:37religião... Posso citar um trecho de Cazuza
- 4:41aqui? Pode, por favor.
- 4:43Eu separei aqui. Te chamam de ladrão, de bicha
- 4:46maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro.
- 4:49Só queria... Pode seguir o episódio.
- 4:53Foi uma denúncia isso? Cara, eu uso a arte como uma
- 4:59espada, tá ligado? Perfeito.
- 5:02Me lembrou muito uma pessoa que a gente conhece, cara, que eu
- 5:05não posso falar porque é sacanagem, que fica lendo
- 5:08letras... De música, né?
- 5:10Em redes sociais. Eu não posso falar porque é
- 5:13muito engraçado. Mas a gente pode falar da forma
- 5:16de arte, né, cara? Mas eu acho que vai explanar.
- 5:18Dá pra achar. A forma de arte de tu pegar
- 5:23letras de músicas e ler como se fosse poesia, caralho!
- 5:31Cara, eu acho que os poetas precisam saber que eles estão
- 5:34sendo enviados no privado de amigos e rindo muito, assim.
- 5:39Tá sendo conteúdo pra galera rir.
- 5:41Com todo respeito aos poetas. Vitor, agora eu sei exatamente o
- 5:45que fazer. Bom é recomeçar, poder contar
- 5:48com você. Perfeito, perfeito.
- 5:49Pois eu me lembro de tudo, irmão.
- 5:51Eu estava lá também. Eu gosto quando tem tipo, ah, eu
- 5:54estava lá também. Tá ligado?
- 5:56Tá ligado? Quando tem esse freestyle, é
- 6:00muito bom. Cara, você que lê música como se
- 6:03fosse poesia. Cara, atrás das grades é pouco.
- 6:08Tá louco, velho. Muito bem, Alexandre Nigo.
- 6:11Vamos lá. O que é mitologia e o que é
- 6:15religião? Ah, estudo de mitos.
- 6:17Estudo de mitos. Jair.
- 6:21Jair. Só mandou o primeiro nome.
- 6:25A mitologia, ela é, presta bem atenção, ela é um conjunto de
- 6:29histórias e narrativas que contam alguma coisa.
- 6:32Que conta, por exemplo, a origem do mundo, conta, explica forças
- 6:37da natureza, explica os costumes de uma cultura.
- 6:40São analogias. quase, é, indo pra esse lado mas são histórias,
- 6:44assim são as histórias, são os contos são analogias históricas
- 6:49não históricas porque parece que é um, sabe são analogias
- 6:54históricas ficcionais são ficções análogas Ah, meu, que
- 7:03saco. Nunca certo, velho.
- 7:06Mas é tipo assim, o lance é uma ficção.
- 7:09Tipo assim, é uma... Quer dizer, ficção...
- 7:11E o que é ficção, Victor? É, soa como se fosse mentira,
- 7:14né? É uma história, é uma narrativa,
- 7:16é uma narrativa. Tá.
- 7:17Beleza? Mas é mentira, né?
- 7:19É mentira. Não, aí é a fé de cada um, né?
- 7:23Fé por si só é mentira. Não, toda fé pressupõe uma
- 7:29farsa, não? Não.
- 7:32Senão não seria fé, senão seria ciência.
- 7:34Seria fato, né? Não, beleza.
- 7:38Mas aí falta respeito com a galera.
- 7:41A editora é com você. E aí o lance qual que é?
- 7:46Essas narrativas, essas histórias, elas normalmente
- 7:51envolvem deuses, heróis, criaturas sobrenaturais, tá
- 7:56ligado? E também muitas vezes tem a ver
- 7:58com rituais e tradições antigas. Mitologia é quando você tem uma
- 8:02história que explica algo que normalmente é inexplicável.
- 8:06Mas tá dentro da religião? Exatamente.
- 8:09Religião é uma parada. Dentro de toda religião tem a
- 8:13sua mitologia. Ah, a historinha que explica as
- 8:16coisas. Só as historinhas.
- 8:18É claro que essas historinhas, pra uma pessoa que crê naquela
- 8:22religião, muitas vezes, e não sempre, muitas vezes são
- 8:26histórias que a pessoa acredita que é verdade.
- 8:28Uhum. Tipo assim, tem muito cristão
- 8:30que fala, não, Adão e Eva, a Jardim do Éden tava lá.
- 8:33Tá, claro. Né, a cobra, enfim, aquela
- 8:36parada toda lá aconteceu. Sim.
- 8:38Mas isso não faz com que essa história do Jardim do Éden deixe
- 8:42de ser uma mitologia, entendeu? Hum.
- 8:44Ainda é uma mitologia, porque é uma história que conta o que na
- 8:48teologia chama de cosmogonia, que é a origem do mundo, tá
- 8:52ligado? O universo, o mundo foi criado
- 8:56de acordo com a mitologia cristã através dessa história do Jardim
- 9:00do Éden, né? Deus criou o universo, por seis
- 9:02dias o mundo, depois descansou um.
- 9:05Isso daí é uma mitologia, não é...
- 9:09Isso aqui, esse fato de ser uma mitologia, não tem a ver com ser
- 9:13verdade ou não. Tá entendendo?
- 9:15Tem a ver com apenas ser uma história, uma narrativa que tem
- 9:19um propósito dentro daquela religião.
- 9:21E existe mitologia fora da religião?
- 9:25Provavelmente sim. Existe amor sem carinho?
- 9:29Acho que existe, cara. Quando você desaprende o que é
- 9:33amar. Ah, cara, eu nunca quero
- 9:35desaprender isso. Vamos fazer um amor pros
- 9:37brothers, um podcast, onde eu ensino a amar.
- 9:40Forte, forte, forte. Necessário, eu diria.
- 9:42Muito bem, Alexandre e Níquio. Nós temos, então, o que é a
- 9:46mitologia. Ela é uma história que explica o
- 9:48inexplicável. Algo que você não tem uma
- 9:51explicação simples. Normalmente, há uma mitologia
- 9:55pra aquela cultura ou pra aquela religião explicar aquele
- 9:58fenômeno. Ah, teve um dilúvio.
- 10:00Pô, choveu, engoliu tudo, as casas, tudo.
- 10:02Uhum. Agora, porra, estamos sem casa.
- 10:04É um evento tão traumático que se você...
- 10:07Primeiro, você não vai conseguir explicar aquilo no período que
- 10:11foi criado o mito do dilúvio. Você não vai conseguir explicar
- 10:15aquilo cientificamente. E foi uma parada tão tensa que é
- 10:20preciso uma explicação. Tá ligado?
- 10:24Sofrimento... Sem explicação gera desespero.
- 10:28E é chato, né? Como assim?
- 10:31E é chato, é ruim. É ruim, é.
- 10:33Você fica com uma angústia. Tipo assim, pô, eu passei por
- 10:36tudo isso por nada. Cita o livro agora, Vitinho.
- 10:39Cita o livro que tu tá pensando. Qual livro?
- 10:40Eu já não lembro mais. Do judeu lá...
- 10:43Em busca de... Como é que é?
- 10:46Em busca de sentido? Viktor Frankl?
- 10:48Não, não pensei nesse livro, não.
- 10:49Você que falou dele uma vez. Ah, às vezes eu me confundo,
- 10:52cara. A gente é um só.
- 10:53Ah, legal. E aí...
- 10:55Tá bom. E aí...
- 10:57O lance é esse. Tem que ter uma explicação e aí
- 10:59os mitos nascem aí. Saca?
- 11:02E óbvio que pra quem acredita naquela religião, esse mito pode
- 11:05ser real. Na cabeça da pessoa, ela
- 11:07acredita. Então, não é sobre ser verdade
- 11:10ou mentira. Esse é o ponto.
- 11:12Isso aí já tá esclarecido, Vitinho.
- 11:13É, mas é bom deixar muito claro, né?
- 11:15Porque você sabe como é que é a velha e boa internet.
- 11:17É, nosso ouvinte é lento. Muito bem.
- 11:20Agora, religião não. Religião é outra coisa.
- 11:22Religião... Já é mentira.
- 11:22É um sistema de cren... Essa é só mentira.
- 11:25Religião é um sistema de crenças que envolve...
- 11:31Você é adoral... Por que você tá tentando muito
- 11:36agredir a religião hoje? Que envolve, tipo assim,
- 11:38acreditar em um deus, ou mais, né?
- 11:40Às vezes vários deuses. É um sistema de crenças sobre um
- 11:44código moral também, né? A religião tem muito a ver com a
- 11:48moral. Isso é legal, né?
- 11:49Depende. na moral, né? Mas vamos lá.
- 11:51Às vezes a moral também tem que ver.
- 11:52Também é muito normalmente institucionalizado, tá?
- 11:55Religiões, assim, elas se misturam com o poder do Estado e
- 12:00aí se torna não só uma prática moral, mas uma prática legal.
- 12:03E uma bagunça, né? Como assim uma bagunça?
- 12:04Aí vira bagunça quando religião é Estado, né?
- 12:07Você acha que religião pra ser boa não pode estar envolvido com
- 12:09o governo? E o governo pra ser boa?
- 12:11Os dois, cara. Os dois.
- 12:12Um não pode estar envolvido com o outro.
- 12:13Olha só. Governo bom não se mete com
- 12:16religião e religião boa não se mete com governo.
- 12:18Perfeito. Não concorda comigo, Vitinho?
- 12:20Nunca parei pra pensar dessa forma.
- 12:22Ou tu é da Al-Qaeda? Porque...
- 12:24Provavelmente sim. Pensando assim, rapidinho.
- 12:26Claro que concorda, Vitinho. O que que tu quer?
- 12:28Não sei, cara. Às vezes, pô, você tem uma
- 12:30cultura onde a religião é o... Acaba a cultura, velho.
- 12:33Acaba. Ela é, tipo assim, o...
- 12:37A parte mais rígida daquele tecido social que se você acaba
- 12:40com a cultura, você acaba... Acaba com a religião, você acaba
- 12:41com a cultura. Não, mano.
- 12:42Ninguém falou em acabar com a religião, pelo amor...
- 12:45Eu, homem de fé, jamais falaria isso.
- 12:47Eu falei pra... Homem de fé, cara?
- 12:48Eu sou homem de fé. Sou homem de fé.
- 12:51Eu acho que elas... Acredita no Grêmio.
- 12:54Hoje em dia nem tanto. Só que elas têm que estar
- 12:58separadas, mas não quer dizer que as pessoas...
- 13:00Não, não deva ter religião. Tem que ter, acho importante.
- 13:02Ok, beleza. Muito bem.
- 13:04A gente tem a religião como uma espécie de entendimento
- 13:10espiritual universal que responde questões existenciais.
- 13:15Tá ligado? Por que que nós existimos?
- 13:17Não existe uma resposta científica pra essa porra.
- 13:19Tu já sabe? Não.
- 13:21Não sei. Algum ouvinte, se souber aí, por
- 13:23favor... Manda aí, é, galera.
- 13:25Aliás, pô, cara, os ouvintes aí estão cada vez se esforçando
- 13:29mais. A gente tem que...
- 13:32Hoje eu vi, lançou episódio hoje, tinha um monte de
- 13:34compartilhamento. E, inclusive, eu ia incentivar
- 13:36pra usar uma hashtag história pros brothers.
- 13:39Pra gente poder olhar tudo de uma vez e pros outros poderem
- 13:42olhar também. Eu só vou ficar satisfeito
- 13:45quando a gente entrar no top duzentos, Alexandre.
- 13:46A gente não tá no top duzentos ainda.
- 13:48Não tá no top duzentos, cara. É isso que eu tô querendo te
- 13:50dizer. Meu, tem tanto podcast ruim, tem
- 13:52tanto... Um crime aconteceu em Lagiado.
- 13:56Tem tanto... Não, cara.
- 13:58Tem muito piores. Isso daí tá de boa.
- 14:00Você não tá entendendo. Mas tudo bem.
- 14:02O ouvinte acha que a gente é pouca coisa.
- 14:05E do top dos anos episódios? Vamos ver, né?
- 14:07De repente. Não, mas eu não sei o que é,
- 14:09cara. Eu acho que é perseguição.
- 14:11Você acha que existe um complô? Acho que é porque tu saiu do
- 14:15Spotify. Coitado do Spotify.
- 14:18Muito bem. Tá beleza.
- 14:20Tá show. Muito bem, Alexandre.
- 14:21Então, vamos lá. Mitologia, normalmente também, é
- 14:25tratado como uma religião morta, né?
- 14:30É verdade, é verdade. É difícil lançar novas
- 14:33mitologias, né? É.
- 14:35Que aí, esse é o desafio do episódio de hoje, né?
- 14:39Não, isso é óbvio, a mitologia da gente É, eu adoraria Assim,
- 14:45que a gente conseguisse Porque se você parar pra pensar, as
- 14:47últimas Já tem tempo, né? As últimas mitologias Então, mas
- 14:52é que A gente sabe que o Carcará me puxou Lá de dentro do dilúvio
- 14:57Carcará Carcará Mas eu acho que nenhuma mitologia nasce
- 15:05contemporânea, né? Tipo assim, no período dela.
- 15:08Toda mitologia nasce há quatrocentos anos atrás.
- 15:11É tipo santo, né? Mitologia nunca tem pendrive,
- 15:15né, cara? Tipo, mitologia sempre é muito
- 15:18antiga. Mas a nossa mitologia vai sim
- 15:21ter... itens. O Carcará investiu em cripto.
- 15:25Vai ter itens mais atuais. Ah, Carcará e cripto.
- 15:27Carcará e cripto, no caso. Vai ter elementos de todas as
- 15:33culturas, todas as religiões nessa mitologia, pra ofender
- 15:36todas de alguma forma. Legal.
- 15:39Tá aí, então. O Carcará.
- 15:41As pessoas... Onde é que se escreve uma nova
- 15:43mitologia? Hahaha.
- 15:46Eu acho que elas servem pra explicar coisa, então tem que
- 15:48partir desse princípio. Ah...
- 15:50Tem que explicar algum fenômeno. Um fenômeno que é inexplicável,
- 15:53sabe? Por palavras normais, assim,
- 15:55objetivamente não dá. O que você sente que não dá pra
- 15:57explicar hoje em dia, Alexandre? Ah, cara, meu amor por esse
- 16:00país, cara. Hum...
- 16:01Meu amor por esse Brasilzão... Eu tava pensando em Botox na
- 16:05boca. Pensa em alguma coisa mais
- 16:06simples. Como assim?
- 16:08Que a pessoa fica com... Pô, cara, é feio, né, cara?
- 16:11Com todo respeito, né, rapaziada aí que gosta da boca de pato, eu
- 16:15acho meio inexplicável, assim, mas tudo bem.
- 16:17Pois é, né? Eu sou...
- 16:20Geralmente eu não... Me oponho tanto a tendências
- 16:23globais. Eu até esperei que você fosse
- 16:26falar, pô, até que é bonito, sem precisar que você manda essa.
- 16:29Mas é um... É que eu acho realmente esse bem
- 16:31inexplicável. Pois é, né, cara?
- 16:33Quer explicar? Não sei.
- 16:35Vou pensar um pouquinho mais, cara, porque esse é confuso, eu
- 16:37não sei. Olha aí, são nessas lacunas,
- 16:40Alexandre Níquel, que a mitologia vem e trabalha.
- 16:45Esse final de semana eu peguei um peixe.
- 16:50Peguei o peixe com a mão, olhei pra ele, ele falou, ele me olhou
- 16:56e disse, não me joga de volta na água, quero apostar na catedral.
- 17:04Coisa horrorosa. O peixe...
- 17:08Aí eu peguei a carona. Perfeito.
- 17:11Coisa de computador. Lá na Paulista.
- 17:14Beleza. O peixe ficou no hotel Mercury.
- 17:17Entendi, entendi. É o salmão Mercury.
- 17:19Aí subiu lá e... Aí o peixe tava...
- 17:23Peixe... você sabe o que é KTO Alexandre eu sei que é fácil
- 17:29colocar dinheiro mas eu sei que é fácil colocar dinheiro e tirar
- 17:33mas eu posso apostar no que? eu falei peixe é burro né
- 17:38futebol, basquete e esportes vôlei me consegue um cupom me
- 17:45consegue um cupom me consegue eu tô com falta de eu tô morrendo
- 17:53Como dá a ganhar um cupom? Aí eu falei, claro que sim,
- 17:57claro que sim. Cupom HPBVINTE, Peixe.
- 17:59HPBVINTE. Isso.
- 18:01Nesse momento, o Peixe virou um pouquinho pro lado e eu
- 18:03continuei. Tu vai usar esse cupom na sua
- 18:04primeira aposta, Peixe. Coloca lá o seu dinheiro,
- 18:08seus... seus contes. Seu via...
- 18:12Peixe... Minha Pix.
- 18:19Minha Pix. O dinheiro do Pix com pente no
- 18:22final. Seu dinheiro, minha Pix.
- 18:26E você usa o cupom AKPVVIT. E você ganha vinte por cento em
- 18:35cima do que você colocou, peixe. Você vai ficar, botou cem reais,
- 18:40botou mil reais, é um peixe rico.
- 18:41Ficou mil e duzentos pra postar como você quiser.
- 18:43Perfeito. Se surgiu dúvida, vai no
- 18:45Instagram. Sei que tu não tem login ainda.
- 18:48Você acabou de tirar seu domado. É.
- 18:50Imagino que não. É um processo, não demora muito.
- 18:53Beleza, beleza. Mas aí você pode falar.
- 18:55Catão, anda lá no Brasil, lá com o pessoal.
- 18:57Aham. Beleza.
- 18:58E o que o Peixe falou? O Peixe falou, valeu, você foi a
- 19:01melhor coisa que aconteceu comigo.
- 19:03Vou pra água, vou apostar. E valeu.
- 19:06Cateó.com Cateó.com E daí a última vez ele não conseguiu
- 19:14falar. Fica a mensagem pra todo mundo.
- 19:17Que... Acreditem nos sonhos de vocês.
- 19:21Valeu. Muito bem, mas enquanto você
- 19:25trabalha o carcará e a boca de pato, o nome do conto é esse, o
- 19:30carcará e a boca de pato. A gente vai falar um pouquinho
- 19:35sobre esse conceito, mitologia, ser, para muita gente, religião
- 19:40antiga que não existe mais. E na prática não é só isso, a
- 19:44gente já falou um pouquinho aqui hoje, tipo Grécia e Roma Antiga,
- 19:47Praticamente ninguém acredita mais nessa religião.
- 19:50Dá a impressão que é uma religião que está em desuso, a
- 19:53mitologia. É, algo nesse clima aí.
- 19:57Para de ser mainstream e vira mitologia.
- 20:02Se passou já, ninguém consegue acreditar mais.
- 20:04Dá a impressão que com o tempo toda religião vai virar só
- 20:08mitologia e vão surgir novas religiões.
- 20:10Essa é a impressão, mas como a gente está falando aqui, não é.
- 20:16A religiões antigas apenas se aplicam a qualquer religião,
- 20:20qualquer cultura. Hoje em dia nós temos mitologia
- 20:22judaica, nós temos mitologia cristã, mitologia hindu.
- 20:26Todo tipo de religião tem a sua parte mitológica.
- 20:29Então tu vai contar alguma coisa de judaísmo legal?
- 20:32Sim, vou contar algumas coisas. Êêê!
- 20:34Ei, ouvinte, senta aí. Vamos fazer uma fogueira
- 20:37imaginária, ouvinte. Todo mundo sentadinho de
- 20:39cócoras. Beleza, então eu vou contar para
- 20:40você um pouco então, já que você gritou o E.
- 20:44Eu quero abrir aqui a parte mitológica para falar.
- 20:49Mitologia. Eu quero uma pra mim.
- 20:53Eu vou falar do golem de praga. Esse é feio, né?
- 20:57Golem de praga, sim, é feio. Sabe o que é o golem, a criatura
- 21:00golem? Tipo ouvinte, é ouvinte.
- 21:03A tradução. Você nunca viu um golem, tipo
- 21:05assim, no jogo? Ele não é feito de cocô?
- 21:08Não. É bem infantil mesmo, às vezes,
- 21:12né, cara? Tipo, não ironicamente.
- 21:15É ser realmente... Ah, esse personagem é graça...
- 21:17Não, é só infantil mesmo. Esse Golem é feito de cocô?
- 21:21Cara, foi uma dúvida legítima. Não foi uma piada, cara.
- 21:27Foi uma dúvida legítima, real. Eu acho que muitos Golems...
- 21:31Golems, fala? Golems, sim, plural de Golem.
- 21:33Golem, cocô. Será?
- 21:36essa pesquisa é muito foda golem fezes o golem de fezes para
- 21:42torturar seu jogador cara, eu acho que existe?
- 21:46eu acho que eu não estou tão louco deixa eu te ajudar pode
- 21:49ser, vai existiu em alguma mitologia um golem de fezes
- 21:59Peraí que eu... Que busca foda.
- 22:03Não há registros explícitos de um golem de fezes.
- 22:07Porém, outras culturas há menções de pouco convencionais,
- 22:10incluindo sujeira ou matéria repulsiva, mas não
- 22:13especificamente fezes. Ah, o golem de fezes poderia
- 22:17surgir em contexto de sátiras ou paródias modernas.
- 22:19Então o chat apetou e falou que não, então não tem.
- 22:22Você só inventou, Nico. Você só inventou mesmo.
- 22:25Ela só... Aquelas sinapses especiais aí
- 22:29que você tem, foi uma delas. Ah, às vezes a realidade se
- 22:32confunde, cara. Muito bem.
- 22:35Então, em Praga, a gente teve um golem sendo criado de acordo com
- 22:40a mitologia judaica. vai ser um rabino chamado Loel Ben
- 22:44Betzalel. Ele, no século XIII, muito tempo
- 22:47atrás, ele teria criado um ser de barro.
- 22:50Será que daí que você... Será que daí?
- 22:54Daí que tu... Tu vê o barro, hum, é cocô.
- 23:00Foda. Tá, mas aí ele criou, tipo, que
- 23:02nem o Deus criou a pessoa, né? Exatamente.
- 23:05E isso também é interessante porque o Adão, né, o nosso
- 23:09primeiro pai, né, o primeiro ser humano, de acordo com a
- 23:11mitologia judaica, hebraico, cristão como um todo, ele foi o
- 23:14primeiro golem. Hum.
- 23:17Pois é. E aí o que aconteceu?
- 23:18Nessa historinha, o rabino teria escrito Emet.
- 23:22E-M-E-T. Emet, que significa verdade em
- 23:26hebraico. E aí quando ele escreveu, o
- 23:27bicho ganhou vida. E aí o Golem agora tá vivo, tá
- 23:32andando. Por que ele fez isso?
- 23:35Pra brincar de Deus? Não.
- 23:36Porque existia uma perseguição enorme aos judeus lá em Praga.
- 23:40E assim, bem possível mesmo que existisse, em vários momentos na
- 23:45história teve, então é bem possível que ali também
- 23:47estivesse rolando. Ele criou então uma espécie de,
- 23:50não herói, mas um campeão, sabe? Um personagem, uma figura
- 23:56poderosa que pudesse defender. Um capataz.
- 23:58É, bem pejorativo, mas pode ser também. segurança da galera, né?
- 24:02Um segurança. Vamos chamar de segurança.
- 24:05Um segurança pra proteger os judeus.
- 24:07E ele realmente protege vários, assim.
- 24:08Quando a galera ia lá pra arregaçar o judeu na porrada,
- 24:11que acontecia eventualmente, o Golem, não de cocô, mas de
- 24:15barro, ele meteu a porrada na galera.
- 24:17Tipo um robocop, assim. Tipo um robocop.
- 24:20E aí esse cara, robocop de barro, e aí esse cara, ele no
- 24:25começo tipo assim, pô, obrigado Golem, e o Golem falou, bebe,
- 24:29estou ajudando. Barro e robótico.
- 24:33É, por algum motivo. E aí os judeus, eles tipo assim,
- 24:36pô, tem como lavar uma louça aqui pra mim?
- 24:39Aí o Golem, vou lavar, e aí lavava a louça.
- 24:41Tem como você bater um prego ali pra mim?
- 24:43Pô, aí a galera tava fogando, né?
- 24:45E aí começou a folgar. O Golem foi ficando instável e
- 24:49aí ele, pum, explodiu de fúria e começou a matar todo mundo.
- 24:52Ah, eu entendo. Não dá pra ficar pedindo toda
- 24:54hora coisa. Olha aí, isso daí é uma moral,
- 24:57né? E aí na história, o Rabino, o
- 24:59Loel Ben Betzalel, ele, meira porradaria assim com o Golem,
- 25:04ele vai lá na testa do Golem e apaga a palavra Emmet.
- 25:07E aí ele desliga. Ah, não entendi.
- 25:11Tá ligado? Então, qual que é a moral da
- 25:16história, Alexandre Nicol? O que você pegou aí?
- 25:19Ah, se tu for um robô, não deixa encostar na tua testa.
- 25:21Beleza. E também, pô, para de ficar
- 25:23pedindo coisa, né? Sim, e também tem um lance, tipo
- 25:25assim, pô, isso traz uma validação religiosa, né?
- 25:30Porque você tá falando, tipo assim, porra, olha, o cara usou
- 25:32a palavra verdade em hebraico e transformou aquele ser, deu vida
- 25:36pra aquele ser, tá ligado? Inclusive, essa história, ela é
- 25:39uma influência muito grande pra Frankenstein.
- 25:41Frankenstein! É, que é uma espécie de Golem,
- 25:44né? Uma criatura que vai ser criada,
- 25:47vai ser... desenvolvida meio que artificialmente.
- 25:52Pois é, mas Frankenstein é o nome do cara, né?
- 25:55É, Frankenstein é a história. Não, mas é o sobrenome do
- 25:58doutor, não é? Doutor Frankenstein, sim.
- 26:01Eu sempre penso que é o do monstro, né?
- 26:03É, não, é um erro bem comum. É.
- 26:05Porque ficou muito famoso e, pô, cientista tem tudo quando é
- 26:08canto, né? E agora, monstro não, né?
- 26:10Com certeza. Como é que é o nome do monstro?
- 26:13Por que foi tão apagado da história o nome do monstro?
- 26:15Não sei. Nome do monstro do Frankenstein.
- 26:18Tem o nome, sim. Não é Sérgio?
- 26:20Não tem nome próprio. Olha aí, cara.
- 26:22Ele é chamado de criatura, monstro, abominação.
- 26:25Ah! Que horror, cara.
- 26:27É, pois é. Fiquei chateado.
- 26:29Fiquei a tarde toda chateado agora.
- 26:30E a criatura chega a se referir a si mesma como Adão em um
- 26:34momento. Opa!
- 26:36Mas não é o nome oficial. Mas olha aí a influência da
- 26:39mitologia judaica, tá ligado? Nessa história da Mary Shelley.
- 26:42Bom, né? Bom, bom, bom.
- 26:43Gostei, gostei do monstro de cocô.
- 26:45Gostei. Muito bem.
- 26:46Novamente se interpretar. Muito bem, Alexandre Níquel.
- 26:49A gente, sabendo desses usos... Esse é um exemplo muito claro de
- 26:55o que é mitologia. É uma história que não é que
- 26:59seja verdade ou mentira. Ela só tem uma moral.
- 27:02Ela tem uma explicação. Ela serve pra contar alguma
- 27:04coisa. Então aí, pô, você tá falando,
- 27:06tipo assim, da perseguição aos judeus, tá ligado?
- 27:10Tá contando uma história onde os judeus foram perseguidos, mas
- 27:13teve um payback. Hum...
- 27:15Então, tipo, dá uma esperança pros judeus que são perseguidos,
- 27:18tá ligado? Então, essas...
- 27:21Exalta a cultura, né? Tipo assim, pô, os caras criaram
- 27:24um ser, né? Uma criatura.
- 27:26Então, tipo assim, exalta a cultura judaica, a religião
- 27:29judaica. Mas não é uma mitologia que o
- 27:32pessoal leva ao pé da letra, como no cristianismo se leva,
- 27:35por exemplo, tem uns dementes de Adão e Eva, assim.
- 27:39Não, não. Calma aí, cara.
- 27:41Não precisa também. Não precisa, cara.
- 27:44Mas, cara, ó, vamos lá. Adão e Eva, a cobra, a maçã, é
- 27:48complicado, né? Não, calma aí, calma aí.
- 27:51Vai devagar. O lance é o seguinte.
- 27:53Não é, como é que eu posso dizer, exclusividade da
- 27:56mitologia ser literal ou não. Tem gente que acredita, né?
- 27:59Literalmente. Em Adão e Eva.
- 28:00Muita gente. Não, em Adão e Eva, sim.
- 28:03Mas a minha dúvida é, nas outras mitologias, é comum se acreditar
- 28:08também? Sim, assim como qualquer outra
- 28:11religião. As pessoas acreditam na
- 28:14mitologia das suas religiões, alguns acreditam literalmente,
- 28:17outros tratam como, não, é uma analogia, uma historinha que
- 28:22serve pra alguma coisa, pra contar alguma coisa.
- 28:24Tem gente que é cristã e acha que Adão e Eva, Jardim do Éden,
- 28:28não existiu. Tipo assim, não, isso aí é uma
- 28:30forma de explicar... através de uma forma didática de explicar
- 28:37que existiu outra coisa, mas não foi isso.
- 28:40Essa foi a tradução quase, uma versão mais palatável de como
- 28:44realmente o universo foi criado, por Deus e tudo mais.
- 28:47Tem muita gente que acredita nisso também, mas tem gente que
- 28:49é o que a gente chama de fundamentalista, que é a pessoa
- 28:53que acredita mais no literal da parada, do livro sagrado e tudo
- 28:56mais, que acredita, não, não, não, tinha lá e a cobra chegou,
- 28:59ofereceu, pô, pega uma maçã e tal.
- 29:02Tudo porque tem uma galera que fala que, pô, né, a
- 29:04interpretação mais normal é que a maçã, ela, na verdade, ela é
- 29:09uma analogia, significa, na verdade, o sexo.
- 29:12Eita! Cara, toda vez que eu falo sexo,
- 29:16você tem essa reação, cara. Toda vez.
- 29:19Mas, enfim, né, isso é outro papo.
- 29:21É meio que um código pra mim, assim.
- 29:22É, ih! Eu fico condicionado quando
- 29:26alguém fala. Eita!
- 29:28Muito bom. Uma outra coisa interessante é
- 29:30que tem muita mitologia que ela vai ganhando reinterpretações,
- 29:34como é esse caso aqui que eu acabei de citar, e também ela
- 29:37vai ganhando meio que novas formas de ser completamente
- 29:43nova, completamente alterada pra reencaixar.
- 29:46Um exemplo tradicional é no cristianismo, onde você tem
- 29:50algumas passagens bíblicas que falam de santos...
- 29:53Ah, não sei do que é santo... Tem umas frases lá que falam de
- 29:56santos. E aí, quando houve a reforma
- 29:59protestante... e você não venerar santos é uma grande
- 30:05característica dessa reforma, do que a gente chama de evangélico,
- 30:09eles reinterpretaram. Santo não é uma pessoa santa.
- 30:13Ela é meio que todo mundo que pode se tornar santo, sabe?
- 30:16Reinterpreta. Reexplica aquilo ali com essa
- 30:19nova moral que foi colocada. Pega-se o mesmo evento, dá uma
- 30:25modificada nele para encaixar nesse novo contexto.
- 30:28Tá ligado? Tô ligado.
- 30:29Religião já é bem mais complexo. Religião é muito mais rígido
- 30:34mesmo pra você mudar as coisas. Tipo assim, pô galera, e se a
- 30:37gente parar de chamar Deus de Deus e chamar de outra coisa?
- 30:40Tipo, não é assim que funciona. Agora, mitologia, por ter esse
- 30:44caráter que talvez seja apenas uma fábula, talvez seja apenas
- 30:48uma moral de uma historinha, é mais fácil de mudar.
- 30:51Então, isso é mais uma diferença entre mitologia e religião.
- 30:56A mitologia, ela pode ser interpretada.
- 30:58E a mitologia não tem uma oficial, né?
- 31:00Por exemplo, essa que tu contou agora do...
- 31:02Do Golem. Do Golem.
- 31:04Ela não fica... Ela não é a mitologia oficial do
- 31:07Golem. Tipo assim...
- 31:08Não tem o registro. Porque, por exemplo, na Bíblia,
- 31:10o Adão e a Eva ali vai ter pelo menos o que todo mundo aceita
- 31:14como oficial. E essas mitologias também tem?
- 31:17Tipo as judaicas e tal? Ou elas estão em algum nível?
- 31:20Não. Depende.
- 31:22Como essas religiões têm vários livros sagrados, você vai atrás
- 31:27desse livro... É sagrado, você vai atrás dessa
- 31:31fonte primária que conta aquele conto e você usa ele como a
- 31:35oficial, e é isso aí. Só que, novamente, é muito
- 31:38normal você pegar uma mitologia e você usar o seguinte
- 31:43argumento. Você precisa ler essa história
- 31:46com a cabeça das pessoas da época.
- 31:49Porque foram pra elas que essa história foi criada.
- 31:52Pra gente hoje, não funciona mais.
- 31:55Entendeu? E aí reinterpreta, muda alguma
- 31:58coisinha ou outra. Mitologia meio que tem essa
- 32:01permissão de ser alterada algumas coisinhas.
- 32:04Mantém a moral da história, tá ligado?
- 32:07Mas muda uma coisinha aqui ou ali.
- 32:09Você não gostou? Não gostou?
- 32:10Não, eu gosto, eu gosto. Eu quero mais coisas historinhas
- 32:13judaicas. Beleza.
- 32:14Mas antes de continuarmos com historinhas, eu quero saber se
- 32:17você pudesse criar um deus moderno. né?
- 32:20Já viu aquela série que é um livro, né?
- 32:23Que é de deuses americanos, é, American Gods, isso, deuses
- 32:26americanos, já viu? Não, como é que são esses
- 32:28deuses? Cara, eu adoro esse conceito,
- 32:30mas eu acho que não é o conceito do Neil Gaiman não, que é o cara
- 32:32que escreveu. É um conceito de outro cara e
- 32:35ele, enfim, só reproduziu. Que é muito tipo assim, o que
- 32:37que são deuses? Eles são criados de acordo com o
- 32:41que os seres humanos cultuam. Tipo assim, se os seres humanos
- 32:44começarem a cultuar um pente, que tá aqui na minha mão, vai
- 32:48nascer o deus pente. Ah!
- 32:50Interessante, é. Interessante pra caralho.
- 32:52E aí, durante a série, tem uma parada maneira pra caralho.
- 32:54Tipo assim, tem o deus da computação lutando...
- 32:57Não lutando, mas tendo problema com o deus...
- 33:00Com o Odin, tá ligado? O cara viking, assim.
- 33:03Então, por quê? Porque as pessoas cultuavam
- 33:05ali... Não é computação, tô usando o
- 33:06termo errado. Mas cultuaram aquela pessoa,
- 33:09aquilo ali foi tão cultuado que se manifestou.
- 33:12Entendeu? Gostei.
- 33:14E aí a mesma coisa se aplica aos deuses não antigos, né?
- 33:16Eles foram sendo cultuados, Odin, Odin, Odin é foda, e aí
- 33:19Odin nasce realmente. Sabe, de fato ele existe.
- 33:22Louco, né? Mas tu fez essa pergunta pra
- 33:23mim, né? Tipo, eu queria só arrebater
- 33:26enquanto eu penso, porque eu não pensei em nada.
- 33:29Como seria esse deus e que deus tu criaria?
- 33:31Porque isso aí é pra sanar um bagulho, né?
- 33:34Na tua cabeça. Ah, não, não se mente.
- 33:37Eu só pensei... Não, como eu te falei.
- 33:39A mitologia serve pra explicar alguma coisa.
- 33:41Agora o Deus é o Deus. Ah, o Deus vai ser tipo o Deus
- 33:44da farofa temperada, assim. Tipo um Deus X.
- 33:46É, sabia que uma colher de farofa temperada dessas que
- 33:50vende em saquinho, né? É...
- 33:52Cento e cinquenta calorias? Cento e cinquenta calorias?
- 33:54É muita coisa, mano. Parei de começar a pôr.
- 33:56Pô, mas é bom, né, cara? Porra, tá maluco.
- 33:58Beijo, Ioc. Eu fiz...
- 34:00Eu nunca tinha feito farofa na minha vida.
- 34:02Em casa? Com bananinha?
- 34:03Nunca tinha feito. Nossa, com bananinha é absurdo.
- 34:06Farofa de ovo, né? Eu cozinhei...
- 34:10Eu cozinhei uma parte de uma receita e daí tinha farofa
- 34:12também e eu não me liguei de fazer.
- 34:14Daí no outro dia eu pensei, pô, vou fazer farofa e fiz.
- 34:16E realmente fica legal, né? É, mas eu acho que essas
- 34:18caseiras são de boa, pelo que eu vi.
- 34:20O lance é essas que são cristalizadas.
- 34:25Foda que vai um óleozinho lá, né?
- 34:27E aí já é um cordão de azeite, é cem calorias lá.
- 34:31Isso. Aí meio que...
- 34:33Mas como é que você fez? Você fez com banana e ovo?
- 34:35Não. Porra, a bananinha é deliciosa.
- 34:37É tipo um presente ali, você tá comendo o bagulho e de repente
- 34:39vem um docinho. Fiz com castanhas.
- 34:41Não, eu fiz uma... Nossa, castanhas é muito bom.
- 34:43Fiz com uma muqueca de banana na terra.
- 34:45Olha só. tu acha o que? pra mim tu nunca fez né, filha
- 34:51da puta tu nunca pediu? faltou esse insight faz a
- 34:56muqueca aí pra mim Eu trabalho com demanda, né, cara?
- 35:02Perfeito. Tá explicado.
- 35:04Ficou ótimo esse passagem. Pô, com certeza.
- 35:06Tá maluco. Moqueca é muito bom, mano.
- 35:09Ficou grossinha, né? Aquelas grossinhas.
- 35:11Pô, é muito bom. Tá maluco.
- 35:12É uma vitória. Muito bem.
- 35:14Alexandre, a gente, né, quando fala de judaísmo, a gente fala
- 35:17de uma das principais religiões monoteístas do mundo.
- 35:21A gente, hoje... Ah, mais mais, né?
- 35:24Como assim? Ah, mais antiga, mais...
- 35:26Não, é, não, existem outras religiões monoteístas aí que
- 35:29acreditam em um Deus só, mas essa mainstream...
- 35:32É porque, tipo assim, o cristianismo e o judaísmo,
- 35:35desculpa, cristianismo e o islamismo, eles derivam do
- 35:39judaísmo. E cristianismo e judaísmo é
- 35:42noventa por cento do mundo. Uhum.
- 35:43Cristianismo e islamismo é noventa por cento do mundo.
- 35:45Falei ao contrário de novo. Então, assim, né?
- 35:48Realmente, olhar pro judaísmo como essa, pô, a origem...
- 35:52É os hipsters, né? É os hipsters.
- 35:53É, isso daí realmente, tá ligado?
- 35:55E as outras religiões e outras mitologias também, elas falam
- 36:01muito de vários deuses diferentes.
- 36:03Você tem um panteão de diversos deuses e você tem um livro
- 36:07sagrado, né? Uma coisa interessante é que por
- 36:09mais que tenha a Torá, que é o livro, os cinco primeiros livros
- 36:13da Bíblia Hebraica, né? Tipo, se você pega a Bíblia
- 36:15Hebraica, que é o Antigo Testamento, e você pega os cinco
- 36:19primeiros livros, o Pentateuco, você tem a Torá, basicamente, tá
- 36:24ligado? E uma coisa interessante é que
- 36:26eles também, eles têm vários rituais específicos, né?
- 36:30Como o Shabá, tá ligado o Shabá? Não.
- 36:32Sabe que Deus criou o universo em sete dias, né?
- 36:35Sim, claro. Seis trabalhando e um pra
- 36:37descansar. Ninguém é bobo, né?
- 36:39Ninguém é bobo. E aí, esses sete dias, se eu não
- 36:42me engano é sábado. Ah, daí tu não pode fazer nada.
- 36:44É, nada é forte. Não pode apertar o botão do
- 36:48elevador, né? Não, cara.
- 36:49Calma aí. Ah, não.
- 36:51Esse é bem possível que seja um bom exemplo.
- 36:54Porque você não pode ter contato com tecnologia.
- 36:56Isso. Acho que é gerar, ligar.
- 36:59Tem alguma... Não é não fazer nada, né?
- 37:02Sim, é. Não é não fazer nada.
- 37:04Mas você não pode trabalhar, o mais importante.
- 37:06Não pode dirigir, não pode cozinhar, não pode comprar
- 37:08alguma coisa. E o pagode?
- 37:09Pagode? E o pagode?
- 37:11Tem que ter o pagode? Ah, o pagode não dá pra ir.
- 37:15Não, não, infelizmente não pode ir pro pagode.
- 37:17Mas isso, uma coisa interessante...
- 37:18Ah, então eu não quero. Então, se eu não puder, é pro
- 37:21meu pagode. Perfeito.
- 37:22Uma coisa interessante é que o judaísmo, ele é bem...
- 37:26Hoje em dia, né, tem pessoas que são muito, né, que não seguem o
- 37:30Shabat, por exemplo. Muitas pessoas.
- 37:32Que são judeus e sabadão, sexta-feira...
- 37:34Na verdade, ó, começa com o pôr do sol de sexta-feira.
- 37:37Tá. Então, sexta-feira à noite
- 37:39começou o Shabat. Ah, e é...
- 37:40É... Perde a sexta-noite, é.
- 37:42E termina com o anoitecer de sábado, ou seja, sábado à noite
- 37:46você ganha. Sábado, os caras estão na
- 37:48loucura. O cara ficou na sexta, ele só
- 37:50olhando. Só olhando.
- 37:53Só olhando as mãos no bolso do sábado.
- 37:55É verdade. Esse que é o problema, que daí o
- 37:57cara fica muito na expectativa, fica muito louco, vomita cedo,
- 38:00né? Esse é o...
- 38:02Tu vai muito animado, muito focado.
- 38:05Sem beber água, né? Em paralelo.
- 38:07Realmente. Mas eu acho meio legal tu ter um
- 38:10período de reflexão, assim. Olha aí.
- 38:12Você acha que vale a pena um dia, culturalmente, a gente
- 38:17estimular nas pessoas um diazinho off?
- 38:20É foda, né? Tipo, tu ficar zerado, zerado,
- 38:22assim, de sem fazer nada. Mas a ideia de ser meio
- 38:25meditativo, meio sem fazer as paradas, eu acho meio bacana.
- 38:28Bom, cara. Cara, tem um pensador marxista,
- 38:30esqueci o nome dele, que fala... Vai tirar o fone.
- 38:35O que eu vou ter que pagar pra ele?
- 38:37Vai aí. Ele quer morar na minha casa, já
- 38:40sei. Não, não, não.
- 38:41O negócio é o seguinte... Dividir coisas dos outros, vai.
- 38:43Que esse conceito de descansar depois do trabalho é um conceito
- 38:47pro trabalhador chegar e produzir quando voltar, saca?
- 38:50Então, tipo assim, é um conceito muito mais de maximizar a
- 38:55produção, dele descansar e chegar no trabalho cem por
- 38:58cento. O lance é, tipo assim, e é o que
- 39:00ele fala, tipo assim, cara, o trabalhador tem que aproveitar o
- 39:02momento dele e se ele chegar cansado no trabalho e ele
- 39:04produzir menos, azar do patrão. Então não pode parar de
- 39:07trabalhar, é isso aí. É, mano.
- 39:10Não, não pode trabalhar, você tem que trabalhar a vida.
- 39:11Tem que trabalhar o tempo todo, se der uma reduzidinha porque tá
- 39:15querendo dormir, porque passou dezoito horas na prensa.
- 39:17Perfeito. Segue, segue, segue, segue, só
- 39:20dá uma piscadinha. Mas piscada, porra, quem nunca,
- 39:23né, moleque? As piscadinhas.
- 39:25Puta que pariu. Tira...
- 39:26Moleque, já faz uns quatro anos que eu não tenho essas
- 39:29piscadinhas, graças a Deus, mano.
- 39:31Tira o óculos de proteção, as luvas de proteção, só encosta,
- 39:34testa na máquina pra dar uma dormidinha.
- 39:35É. Confia, confia.
- 39:38E segue na prensa. Essa é a ideia do cara.
- 39:40É, eu tenho quase certeza que não foi exatamente isso não, mas
- 39:43pode ser. Cara, é meio isso, é meio isso.
- 39:45Beleza. Só pensa nos ricos.
- 39:47Muito bem. Bem, Alexandre, o pensador
- 39:50marxista. Alexandre, se você pudesse criar
- 39:53um enredo... Eu posso, tá?
- 39:54Deixa claro. Não sei nem o que vai falar, mas
- 39:57eu posso. Um enredo perfeito pra uma série
- 40:01da Netflix. Hum. baseada em mitologia.
- 40:03Ah, só pergunta fácil hoje, hein, cara.
- 40:06Ah, porra, mas tem vários exemplos.
- 40:08Uns duzentos mil dólares pra fazer esse trabalho.
- 40:11E tu quer que eu faça de graça pra ti, marxista, né?
- 40:14Só pode ser marxista. Cara, eu achava legal a ideia,
- 40:20não a série, mas a ideia de Percy Jackson era meio legal,
- 40:22né? Chegou, tipo assim, dos caras
- 40:24serem meio filhos bastardos de...
- 40:26De deus eu acho foda. Sim.
- 40:29Mas eu acho que eu gostaria da ideia de, tipo assim, existir
- 40:33deuses. E a Tina falou, meio na terra,
- 40:36assim. Só que os deuses acabaram
- 40:40descobrindo que existe um outro deus acima deles.
- 40:43Olha aí. E aí, tipo, o nascimento de um
- 40:45novo deus, que é o deus dos deuses.
- 40:47E eles tentando se recolocar no mercado. o cara é muito
- 40:53empreendedor o grande problema é o deus dos deuses e como é que
- 40:57vai ser o outro mercado a partir do linkedin do linkedin dos
- 41:03deuses eles iam conseguir se recolocar no mercado eu acho que
- 41:07talvez seria ver como os deuses lidariam com a ideia de não
- 41:12serem os bambambãs Eu gostaria de ver.
- 41:17Legal. Eu gosto muito da epopeia de
- 41:19Gilgamesh. Caralho?
- 41:20Epopeia de Gilgamesh. Que que é isso?
- 41:23É basicamente... É da Índia, né?
- 41:25Não, não. Mesopotâmia, um bagulho super
- 41:27antigo. Pô, mas esse nome aí é muito da
- 41:29Índia. É, a epopeia de Gilgamesh é
- 41:31basicamente a história de um... É que parece Baba Ghanoush, que
- 41:34é ótimo, inclusive. Não, não, é Gilgamesh.
- 41:37E é meio que um herói, que é o Gilgamesh, o nome dele, né?
- 41:41Ele tá buscando a imortalidade. tá ligado?
- 41:44E aí, é interessante pra caralho, porque os deuses mandam
- 41:47um campeão também, chamado Enkidu, pra parar ele, né?
- 41:51E no meio da porrada, os dois, tipo assim, pô, mano, você é
- 41:53tranquilo, você é gente boa pra caralho, eles ficam amigos, tá
- 41:56ligado? Inclusive, algumas
- 41:58interpretações até falam que, na verdade, eles começaram a
- 42:00transar mesmo. Eita!
- 42:02Olha aí, eu falei também. E aí, enfim...
- 42:06E aí eu acho que seria muito legal uma história nos tempos
- 42:09modernos... De um cara que vai procurar e
- 42:13vai encontrar a busca pra imortalidade.
- 42:15Puta, imortalidade... A ciência, a medicina...
- 42:17Que pesadelo, né, cara? É, então...
- 42:19Mas aí, esse é o grande plot da história, né?
- 42:22Todos os problemas éticos, morais... sobre você gerar uma
- 42:28vida que seja eterna. Será que eu começo a gerar um
- 42:30ser humano que vive pra sempre? Aí, debate sobre a morte, sobre
- 42:34a vida. Pô, deve ser uma série boa.
- 42:36Não gostou? Não gostou?
- 42:37Não, gostei, gostei. Tá inseguro hoje, cara.
- 42:38É, eu tô um pouco inseguro. Por que que tu tá inseguro?
- 42:41Vamos conversar sobre isso. Sobre a minha insegurança.
- 42:43É, vamos conversar sobre a sua insegurança.
- 42:45É porque aí o cara começa a listar...
- 42:49Vou usar nos próximos meses. Muito bem.
- 42:51Bem, Alexandre, né? A gente tem na mitologia judaica
- 42:54as histórias da criação do mundo, Jardim do Éden.
- 42:56Tem um dilúvio de Noé. Esse aí molhou mesmo, né?
- 43:00É, então. É o papel de Guigamesh.
- 43:02Tu gosta do filme? Noé?
- 43:03É. É um recente, né?
- 43:04Eu não assisti esse recente, não.
- 43:06O seu Crow, loucaço. Maneiro?
- 43:08Eu gosto, mas é meio nojento o final, né?
- 43:11Porque sobra... Os caras sobrevivem.
- 43:14E aí tem que pegar a mãe, né? É, rola um bagulho meio Itaí aí.
- 43:17Como é que ficou essa história aí?
- 43:18O dois é uma nojeira, o dois deve ser...
- 43:20Não é dois. O lance é que, tipo assim, em
- 43:25várias mitologias diferentes, grega, por exemplo...
- 43:29O incesto era muito mais aceitável.
- 43:31Os caras vão pra cima mesmo. É, rapaziada.
- 43:35Calma aí, Lec. Os grilos não tem ruim, né?
- 43:38Cara, eu tenho um amigo meu que esse dia começou a falar as
- 43:41paradas sexuais muito bizarras. E aí eu usei a frase que eu tô
- 43:44usando o tempo todo. Amolece o pau aí, Lec.
- 43:46Calma aí. Amolece o pau.
- 43:48Porra, não tem como não, mano. Caralho.
- 43:50O pessoal era da mitologia. Porra, é tua mãe.
- 43:53Era sem limite, né, cara? É.
- 43:55Pô, tá maluco. E aí o lance é esse, tipo assim,
- 43:57o incesto é um troço que não envelheceu bem, né?
- 43:59O incesto é uma parada que passou um tempo e a galera,
- 44:03porra, se pá, não é maneiro, né? Mas antigamente era meio que,
- 44:07ah, tá minha mãe ali. De bobeira no tanque.
- 44:13Pá, velho. Pá, essa galera.
- 44:16E é isso que tu quer ensinar, mitologia pra galera.
- 44:18É isso que eu quero ensinar. Pá, velho.
- 44:22Muito bem, muito bem. Mas então, isso está na
- 44:26mitologia? Ah, então empurrou a mãe.
- 44:31Ou não? Sim, não, não, tá subentendido,
- 44:34né? Tá subentendido.
- 44:35É, não, no caso da mitologia, no caso do arco de Noé, na Grécia
- 44:39não, era realmente, tipo, pega a filha, pega a mãe...
- 44:44Tá ligado? Tá.
- 44:46Complexo. Presente de dia das mães é
- 44:48complicadíssimo. Caraca, para, para.
- 44:51Desenvolve muito não, cara, por favor.
- 44:53Vamos lá, vamos lá. Mais uma coisa interessante é
- 44:55que o dilúvio do Noé, né, de acordo com a mitologia, o Noé,
- 45:00ele meio que aparece na epopeia de Gomesh, sabia?
- 45:03Como assim? Tem uma figura.
- 45:04Um easter egg? É, meio que uma participação.
- 45:08Sabe quando um ator, um personagem do Friends tá em
- 45:12outra série? Isso o Bruce Willis foi, quando
- 45:13o Bruce Willis foi no Friends. É, mas ele foi como o Bruce
- 45:15Willis? Acho que não, né?
- 45:16Eu não lembro. Não, não, acho que não.
- 45:19Não, ele foi um outro cara, mas o personagem mesmo, tá ligado?
- 45:21Que é maneiro pra caralho. Na hipópeia de Gilgamesh tem um
- 45:26lance que é tipo assim, ele vai perguntar pra um grande sábio,
- 45:30que mora no topo de uma montanha, Sobre a imortalidade.
- 45:33Pô, como é que eu faço pra ter a imortalidade?
- 45:36E esse sábio, é dito que esse sábio, ele sobreviveu ao grande
- 45:40dilúvio. O sábio, o nome dele é
- 45:42Utnapishtim. Utnapishtim tem tudo, tudo
- 45:46indica que ele é o Noé. Tudo indica o quê, cara?
- 45:49Ele tava do lado de um barco, pelo menos.
- 45:51Não, é, mas ele sobreviveu a um dilúvio, ele tem centenas de
- 45:54anos, tá ligado? Tipo assim, faz todo o sentido.
- 45:58Tá brigado com os filhos. Ah, eu tava olhando torto pra
- 46:04tia. Ah, ô filho, vá, viajou.
- 46:09Bom, bom, bom. Cara, tem uma série que saiu
- 46:12nova na Netflix que eu fiquei muito frustrado.
- 46:15Porque a ideia é muito boa. Tipo assim, o nome dela é Caos.
- 46:18E essa série Caos, ela tem um lance que é tipo...
- 46:21E se o cristianismo e as outras religiões que dominaram o mundo
- 46:25não tivessem existido e até hoje acreditasse lá na Grécia, né?
- 46:29Na mitologia grega e tal, na religião grega, tá ligado?
- 46:32Pô... E aí?
- 46:32Bem, não. Então, a ideia é muito boa, né?
- 46:35Se achou, ficou curioso. E eu também.
- 46:37Muito dinheiro envolvido. Então, tipo assim, porra,
- 46:39produção grande. Mas é muito ruim.
- 46:42Ficou famosa. Tanto que cancelou, inclusive.
- 46:45Mas assim, Magalhães gostou. Eu achei ruim desde o começo,
- 46:47assim. Eu achei horrorosa, assim.
- 46:49Eu não sei. Eu não gosto de séries que...
- 46:53Eu acho que o humor é muito difícil de fazer, né, mano?
- 46:55Que os caras vão fazer um bagulho meio de humor, um
- 46:57bagulho meio sério. E aí não ficou nem sério nem de
- 46:58humor. Enfim, ficou merda.
- 46:59Ficou nada. Eu não tiro o chapéu para caos.
- 47:03Mas aí, Vitinho. Oi.
- 47:06Tu precisa assistir o filme do Maníaco do Parque.
- 47:08Cara, em geral falou que exalta o maluco, né?
- 47:11É isso mesmo? Não, não.
- 47:12Não exalta o maluco. Mas assim, tem trechos
- 47:14engraçadíssimos. Tem uns trechos muito fodos.
- 47:18Primeiro, que ele quando liga o modo Maníaco do Parque, ele faz
- 47:23as caras muito fodas. O modo?
- 47:25O modo, ele fica olhando para baixo e fala, eu sou ruim.
- 47:28Ele fica com um olhar foda. Apesar de o ator ser bom, eu
- 47:31acho que a culpa não é do ator desse filme.
- 47:34O roteiro é muito ruim, velho. E aí, a trama, ó, alerta de
- 47:40spoiler aí. Uau, os caras vão ficar loucos.
- 47:42Não, porque é falar sobre o filme, não necessariamente sobre
- 47:44o caso. Então, quem quiser assistir esse
- 47:47filme horrível, está convidado, porque é muito engraçado. eles
- 47:50tentam fazer um, sei lá a ligação do filme, né, pra contar
- 47:54a história a jornalista que tá pesquisando pesquisando o caso
- 47:57do Manico do Parque só que eles querem fazer um protagonismo
- 48:01super feminino, assim, sabe tipo de, puta, a mulher defendendo,
- 48:05indo atrás e defendendo outras mulheres e esses, cara, isso
- 48:08aqui é muito engraçado, cara, porque é tipo tem umas conversas
- 48:12com a irmã, assim, que é tipo eu decorei porque eu fiquei fazendo
- 48:16essa fala o final de semana todo Você disse que você não queria
- 48:19nada do papai, né? Pausa.
- 48:22Mas você pegou uma coisa assim. Determinação.
- 48:26Muito foda. Muito foda.
- 48:33Diálogo super natural. Não, não, cara.
- 48:35É muito foda. Ela dá o discurso de, tipo
- 48:37assim, nenhuma mulher deve passar por isso em um momento.
- 48:40Que é... engraçadíssimo, assim, muito dramático, engraçado.
- 48:44E aí, ela trabalhando no jornal, assim, tem o editor, que é um
- 48:47cara lindo, inclusive, que é aquele cara que fez aquele
- 48:50filme, aquela série dos fenômenos brasileiros ali, da
- 48:54Mula Sem Cabeça, como é que é? Que é um brother que é gay, que
- 48:57é um brother lindo demais, cara. Ah, Cidade Invisível.
- 49:00Cidade Invisível. Esse cara é muito lindo.
- 49:02Ah, o protagonista? Marcelo Pigossi.
- 49:04Putz, esse brother aí é lindo demais.
- 49:05Ele é gay? Sim, sim.
- 49:07O louco é muito bonito, velho. O louco faz a gente ter dúvida.
- 49:11Aí ele é o editor-chefe do jornal, assim.
- 49:14Perfeito. Aí ela tá dando um puta discurso
- 49:17de moral no final do filme, assim, tipo, porque eu escrevi
- 49:19uma matéria, não sei o quê, e eu tenho que falar, sei lá, tenho
- 49:22que falar minhas verdades, alguma coisa assim.
- 49:24Aí ele fica pensativo e ele fala que não pode publicar a matéria
- 49:28pro outro cara. Aí o cara pergunta por quê.
- 49:31Porque ela tá boa demais. Cara, é só fala inacreditável,
- 49:39assim, de... Foda.
- 49:40Putz, deu uma pena, assim, porque tinha muita coisa pro
- 49:42filme ser legal, né? História legal e tal, mas...
- 49:45Ah, as ideias de dar um... Um fecho, né?
- 49:48Ah, que troço triste, cara. É muito fecho, né?
- 49:51É que é malfeitão mesmo, assim. Não, não, só que é isso aqui,
- 49:54mas vou te falar uma coisa. Eu tô escrevendo mais um livro
- 49:57lá, né, de RPG, de História do Brasil, e o segundo, e aí é
- 50:01muito difícil fazer diálogo, cara.
- 50:03Ah, claro que é. Porra, tá maluco, eu tô
- 50:05sofrendo, porque, tipo assim, você tem, tipo assim, a ideia é
- 50:08boa, né, tipo assim, o negócio é bom demais e aí ele não quer
- 50:11publicar por algum motivo, sei lá.
- 50:13Tipo assim, ah, tem aí um, né, tem alguma coisa aí, só que,
- 50:16porra, como você deixar isso sutil é muito difícil.
- 50:18Não, é que tá, né. Sutilidade é foda.
- 50:20É que o foda, que a entonação não era que o bagulho era bom
- 50:22demais, é porque ia dizer muita verdade para os homens, tá
- 50:24ligado? Ah, então é horroroso.
- 50:27É isso que eu tô te dizendo, velho.
- 50:32É inacreditável, assim. Tem umas paradas no filme...
- 50:35Só falta falar mulheres potentes, assim.
- 50:37Tipo, é muito engraçado, assim. Pô, que maneiro.
- 50:39E aí, depois que ela enfrenta o Maníaco do Parque, assim, tipo,
- 50:43pra entrevistar ele, e ela começa a desestabilizar ele.
- 50:46E, puta, é muito engraçado, assim.
- 50:48Então fica a recomendação aí. Maníaco do Parque...
- 50:51Eu dava de patins no Ibirapuera, inclusive.
- 50:53Olha aí. É, verdade, verdade.
- 50:55Muito bem, Alexandre. Pra terminarmos o episódio de
- 50:58hoje, eu gostaria de... Só um parênteses.
- 51:01Foram policiais gaúchos que pegaram o maníaco do parque.
- 51:03Olha só. A última gota de bairrismo ali
- 51:06veio rapidinho. Beleza, beleza.
- 51:08Mas muito bem. Antes de terminar, cara, eu
- 51:10quero falar de Dez Mandamentos. E se você pudesse criar o décimo
- 51:15primeiro? Qual que você iria criar?
- 51:18Não mostrar um vídeo olhando pra pessoa.
- 51:20Porra, não mostrarás vídeo, né, mano?
- 51:22Acho que é só isso. Mostrar vídeo olhando pra
- 51:23pessoa, acho... Nossa, é horroroso.
- 51:25É um forte candidato. Nossa, obrigado, cara.
- 51:27Foto de filho também. Foto de filho também.
- 51:30Acho que foto de filho não é legal.
- 51:32Ah, legal uma vez pra te ver como é que é a criança.
- 51:34A oitava vez é perturbador. Nossa, mano.
- 51:37Eu acho que talvez um mandamento...
- 51:39Ah, tem o não ser suado, né? Hum, não suarás.
- 51:44Não suarás. Não seja uma pessoa suada.
- 51:46Ok. Eu acho que é um bom mandamento,
- 51:48cara. Eu botei uns a mais, na verdade,
- 51:50né? Não, mas aí fica, né?
- 51:52Votação, né? A galera vota lá.
- 51:53O meu décimo primeiro mandamento é não julgarás fetiche.
- 51:57Eu acho, desde que não seja crime, né?
- 51:59Eu acho que a galera, pô, né? Tá ligado?
- 52:03Mexe com o íntimo da pessoa, mexe num lugarzinho que, pô,
- 52:06acontece. Fetiche é uma parada que vai pra
- 52:08um lugar meio irracional, né? E aí a galera vai criticar, às
- 52:13vezes a mina, às vezes o cara. É, os pagos que falaram de ti eu
- 52:15não achei legal. Também, eu achei bizarro
- 52:18publicar os vídeos, cara. Qual que é o meu fetiche?
- 52:22Fala aí pra galera. Cara, eu não sabia o lance do
- 52:25casco de tartaruga. Que entrava daquele jeito, não
- 52:30sabia. Tá bom, beleza.
- 52:32Ficou claro já. Já tá contada a história já.
- 52:34Beleza. Mas eu acho...
- 52:37Jabuti sexual. Beleza, beleza.
- 52:39Meu arruma, né? Jabuti sexual.
- 52:42Beleza, então, cara. Mas e aí, o que você achou?
- 52:44Aprendeu o que é mitologia e aprendeu o que é religião?
- 52:47Sim, é a mesma coisa. Os dois não existem.
- 52:51Beleza. Não, é isso, cara.
- 52:53Eu aprendi muito. Eu sou uma pessoa muito melhor.
- 52:56Ok. Eu acho que vai ter
- 52:59protagonismo, sim. Olha aí.
- 53:01Eu acho que as religiões precisam ser respeitadas, sim.
- 53:04Aham. Todas elas, sim.
- 53:07You go, girl. E é isso, né?
- 53:08Cansado de homem fazendo miss, cara.
- 53:10Olha isso. Caralho.
- 53:12Começamos com uma denúncia e fechamos o episódio com outra.
- 53:15Muito bem, Alexandre. Eu não chamaria episódio, eu
- 53:18chamaria de uma aula. Que isso.
- 53:20É verdade. Então é isso, gente, eu diria
- 53:22que essa é a história da mitologia judaica.
- 53:27E aí, pessoal? Tô cansado de você.
- 53:33Foi meio brincando, mas meio verdade, né?
- 53:34Foi um pouco... Cara!
- 53:37Não, os caras tão melhorando, né?
- 53:39Ok. Tá vindo, tá vindo.
- 53:41Eu quero que vocês compartilhem os episódios, por favor, usando
- 53:44a hashtag história pros brother. Olha aí.
- 53:46Não escrevam errado, por favor. Brother.
- 53:49História pros brother. É, sem S.
- 53:51Geral erra isso. Brother.
- 53:54E, pô, espalhem esse... O nosso podcast tá crescendo.
- 53:57Não tá crescendo como eu queria. Perfeito.
- 54:00Talvez esteja crescendo como a gente merece.
- 54:04Mas está crescendo. Então, parabéns pra vocês por
- 54:07fazerem o mínimo aí. Vitinho, tem alguma coisa que
- 54:10você queria falar com essa audiência ali?
- 54:12Tem, cara. Eu quero agradecer...
- 54:13Deixa eu ver quem é que eu vou agradecer.
- 54:15O Lucas Pinho, porque ele compartilhou o episódio.
- 54:18Ah, o Lucas Pinho. Lucas Pinho.
- 54:19E aí, vamos falar dele. Como é que ele é?
- 54:21Tá, vamos ver aqui, então. Ele é foto preto e branco.
- 54:23Ah, então ele é misterioso. É.
- 54:26Ele é nascido e criado no Maranhão.
- 54:28Eita! É.
- 54:29Pessoais maranhenses aí, ó. Exatamente.
- 54:32Ele é mestre, perito criminal. Ah, se acha, então.
- 54:39Beleza. Não, cara, ele é do bem.
- 54:40É pra elogiar ele. Ele compartilhou o episódio.
- 54:43Ah, o cara meteu que é mestre, velho.
- 54:45Ué, formação... Ah, se acha.
- 54:47O intelectual é perseguido, Lucas Pinho.
- 54:49Tem a foto dele junto com a esposa, eu acredito, na
- 54:52República Dominicana, há três dias atrás.
- 54:54Então ele tá lá agora, provavelmente.
- 54:55Ah, então ele deve ver muito crime, cara.
- 54:59Ele é o cara que vê, tipo, quando a pessoa tomou um tiro,
- 55:02assim. Bonitinho, ele e a esposa.
- 55:04Ah, que bonitinho. Ele torce pro Criciúma.
- 55:07Ah, tadinho. Carroeiro.
- 55:08Ah, tá bom. Muito bem.
- 55:10Retiro tudo de mal que eu falei do rapaz.
- 55:13Não, gente boa. Muito obrigado.
- 55:14Lucas Pinho. E queria ver o que mais que eu
- 55:18posso falar. Campeão da Copa do Brasil de
- 55:20noventa e dois, é isso? Noventa e um.
- 55:23Noventa e um? Ou noventa e um foi o Grêmio?
- 55:26Não sei. Noventa e dois foi o Inter.
- 55:27Noventa e três foi o Criciúma. Noventa e quatro foi o Grêmio de
- 55:30novo. Ah, é?
- 55:31Duas vezes? E noventa e um foi invicto
- 55:35campeão, isso. Criciúma, noventa e dois.
- 55:37Inter, gol do Sérgio Silva de pênalti.
- 55:39Olha aí. Sérgio Silva.
- 55:41Que memória horrível. Tanta coisa.
- 55:43E você quer estudar uma coisa útil, não consegue.
- 55:45Pode procurar aí. Mil novecentos e noventa e
- 55:47quatro, gol do Nildo. Primeiro tempo.
- 55:49Verdade. E campeão da Copa do Brasil.
- 55:51É isso aí. Gol do Nil do final da Copa do
- 55:52Brasil. Audio original aqui.
- 55:55Que coisa linda. Nação Haroldo de Souza.
- 55:57Grande Haroldo. Que memória bosta.
- 56:02Não sei pra nada. Ah, eu quero aprender alguma
- 56:06coisa, não consigo, porque essa porra tá no lugar.
- 56:08Você saiu do nildo. Rompeu o tendão de Aquilix.
- 56:13Aquilix. Pô, legal, legal.
- 56:15Beleza, então, gente. Muito obrigado, beijo.
- 56:18Beijo, tchau, tchau.