Latest / Jota Jota Podcast / Como a EDUCAÇÃO Transforma VIDAS (AMÁBILE PACIOS) | JOTA JOTA PODCAST #185
Transcript
- 0:05Senhoras e senhores, mais um JJ Podcast, edição hiper
- 0:11-mega -ultra especial. Por quê? Porque
- 0:14eu estou fazendo parte de um grande movimento
- 0:16educacional no país. Eu tenho a honra, o
- 0:18privilégio, a responsabilidade, o
- 0:20compromisso, a missão de falar aqui para a audiência
- 0:24do que me transformou. Eu sou fruto da educação. Duas
- 0:27coisas me transformaram fortemente, juntamente com a
- 0:29minha família, né? A criação que os meus pais
- 0:31me deram, meu ambiente familiar, juntamente com
- 0:34duas coisas. O esporte e a educação. O
- 0:38professor, fiquei durante muitos anos na cadeira de
- 0:42aluno, na cadeira de professor e a área
- 0:44acadêmica e escolar. E o educacional mudou
- 0:48drasticamente a minha vida. Não
- 0:49só mudou como hoje é a indústria que eu estou
- 0:53inserido no mundo dos negócios. Minha
- 0:55área é a área da educação. Eu
- 0:57ensino pessoas. E se você me segue aqui,
- 1:00você sabe que eu sou um entusiasta pela educação. Eu
- 1:04sou um cara que incentivo muito a leitura, a escrita,
- 1:08a referência e o quanto que eu falo sobre a
- 1:10educação e da importância da minha vida, sobretudo na
- 1:12tua vida. Eu recebi recentemente o título
- 1:16de embaixador da educação mais forte. Você
- 1:18vê só, gente. Vê se pode um negócio desse.
- 1:21Anda a gente boa no Brasil, que
- 1:23eu reconheço, que eu admiro e que eu sei que existe,
- 1:28mas a turma se uniu. Eu falo assim, olha, eu acho
- 1:30que o Joel está sendo um agente transformador e
- 1:33impuncionador usando não só a voz dele, mas as redes
- 1:36sociais dele para falar sobre a educação. E
- 1:39hoje eu vou falar sobre a educação também. Então
- 1:41se você é pai, se você é mãe, se você é estudante,
- 1:45se você é tio, vou, vou, não importa quem você seja.
- 1:49Você foi para escola, não foi?
- 1:50Foi. Você aprendeu muito com os
- 1:53seus professores, não foi? Foi.
- 1:55Então eu estou recebendo aqui uma professora e eu
- 1:57vou te falar aqui o currículo dela. Eu
- 1:59tenho que ler porque o currículo... Porque
- 2:01geralmente, professora e currículo grandes, os caras
- 2:03não parecem estudar nenhum momento, porque todo
- 2:07professor, antes de ensinar, ele é comprometido com um
- 2:09aprender. Então eu estou aqui recebendo uma
- 2:11professora de matemática e física. Eu
- 2:14vai ter que me explicar porque quando você vai
- 2:15fazer conta quando era um menino.
- 2:30Vai. Vai pegando. Na
- 2:33década de 90, a lesionou e dirigiu o colégio Marista
- 2:36de Brasília por 8 anos. Ela
- 2:38é idealizadora de um programa de avaliação
- 2:41seriada, o PAS da Universidade de Brasília.
- 2:45Vice -presidente da FNEP. O
- 2:46que é FNEP? É a Federação Nacional das
- 2:49Escolas Particulares. E a gente vai falar muito
- 2:51sobre isso. Conselheira do Conselho Nacional de
- 2:54Educação. Preside o Grupo Educacional Dromos.
- 2:57Dois filhos, que também são
- 2:59professores, compondo uma família cujo propósito de
- 3:01vida. Também educação. Senhoras
- 3:03e senhores, recebam no J .J. Podcast,
- 3:04professora amable e PAS. Uau,
- 3:06querido. Obrigado professora. Nossa,
- 3:09o homem é lindo, vê minha história contada por você.
- 3:13Pessoal. Ele é lindo demais, vê
- 3:15minha história contada por você. Muito
- 3:17bonito, né? É, a gente fica impactado com
- 3:20o que a gente aprecia. E eu valorizo os professores.
- 3:21Muito obrigada. Eu
- 3:22fui transformada. Em nome de todos. Em
- 3:23nome de todos. Eu falo em nome de todos.
- 3:26Muito obrigada. Quando
- 3:27a gente está diante de alguém que entende a nossa
- 3:30função, a nossa sociedade, o nosso propósito, a nossa
- 3:32sociedade, quando alguém entende, a gente só pode
- 3:34agradecer, né? Muito, muito, muito, muito.
- 3:37Obrigada. Eu trouxe o CELSO aqui no
- 3:38J .J. Podcast, a gente falou de ensino
- 3:40superior. Sim. Agora vamos falar de ensino
- 3:42básico. Vamos, vamos falar de ensino
- 3:44básico. Hoje, a Federação Nacional de
- 3:46Escolas Particulares tem quantas escolas cadastradas?
- 3:49Então, não é... Se
- 3:50é assim que eu posso falar. Isso
- 3:51é isso, mestres. São cadastradas, porque na
- 3:53realidade a Federação filia sindicatos e as escolas se
- 3:58filiam aos sindicatos estaduais. Em
- 4:00geral, estaduais. Esse sindicato representa a
- 4:03educação superior e a educação básica, mas na
- 4:05educação básica hoje somos 41 mil escolas particulares
- 4:08no Brasil todo. 41 mil escolas. Uma
- 4:10mil escolas, é, com mais ou menos aproximadamente 10
- 4:13milhões de alunos na educação básica. Quando
- 4:16o CELSO veio aqui, ele disse que o ensino superior
- 4:19privado representava 80 % do ensino superior. E
- 4:22o básico? 22%. 22 % do básico. 22%. Dos
- 4:28alunos que estudam, é, dos alunos que estudam a
- 4:30educação básica. Nosso país, 22 % fazem na
- 4:33educação particular e 80 % na educação pública. Por
- 4:37isso, se a gente quer uma solução muito boa para o
- 4:40Brasil, a gente tem que fortalecer a Escola Pública.
- 4:42Exatamente. A linda Escola Pública tem
- 4:4480 % dos brasileiros na idade de 2 a 18 anos.
- 4:48Sim, sim. É,
- 4:49é idade importantíssima, né? 80%.
- 4:52O que que a Federação, o que que a FNEP faz? A
- 4:55FNEP representa o citou privado de educação nas
- 4:59esferas legislativas, jurídicas, ela faz a
- 5:03interface na realidade das escolas particulares com os
- 5:07poderes públicos e alguns poderes estão em
- 5:09particulares. Então a gente faz a interface
- 5:11com o Congresso, que é uma interface importante, porque
- 5:14você tem a discussão e toda trâmite daquilo que
- 5:17vira regra e vira o fazer diário da gente na sala de
- 5:21aula. Sim. Faz também a interface com
- 5:23o Conselho Nacional da Educação, da qual hoje eu
- 5:25sou conselheira, mas também representa toda parte
- 5:29executiva, que é a interface com o MEC e toda
- 5:32a nossa conversa e diálogo com o MEC por meio das
- 5:35secretarias, pode ser uma de inclusão, que é CICADI
- 5:39ou de educação básica que recebe. Então
- 5:41nós fazemos essa interface entre o nosso setor e o
- 5:44poder público do nosso país. Agora
- 5:46uma professora de matemática e física que agora é
- 5:49gestora. Isso foi missão, isso foi
- 5:52objetivo, isso foi caio de paraquedas. Eu
- 5:55gostei da pergunta. Porque às vezes a gente quando
- 5:57vê, né, to aqui nesse negócio, foi assim um
- 6:02caminho previsível. Como é que foi esse caminho?
- 6:07Previsível, quer dizer, a gente sempre
- 6:08sabe que um gestor vende a sala de aula, né. A
- 6:11sala de aula é a maior escola de gestão. Você
- 6:14quer aprender a escola, você quer conhecer a
- 6:17gestão, vai pra sala de aula, porque ali você tem
- 6:19gestão de conflitos, você tem, nossa, você tem gestão
- 6:22de pessoas, você tem gestão de conhecimento, gestão do
- 6:27tempo. Então você tem uma grande aula
- 6:30de gestão. Então quer dizer, na sala de
- 6:32aula, necessariamente a gente aprende a fazer
- 6:35gestão, né. O caminho, às vezes, a gente
- 6:38pode pensar, bom, uma professora abrir uma escola
- 6:40é mais ou menos um caminho natural, né, mais ou menos.
- 6:44Eu fui um pouco assim,
- 6:46fisgada, porque eu representava o colégio
- 6:48marista dentro do sindicato das escolas particulares.
- 6:51Então ali eu percebi o movimento
- 6:53do sindicato e a importância do sindicato.
- 6:55Porém eu não era ainda, a
- 6:57Magistora de Escola, eu não tinha minha escola. E
- 7:00eu queria umas mudanças dentro de uma escola, e eu
- 7:03não conseguia fazer essas mudanças na estrutura
- 7:05daquele colégio. E eu falei pro diretor do
- 7:07colégio, deixa eu fazer escola dos meus sonhos com
- 7:09seu dinheiro. Aí ele falou, não, não deixa.
- 7:11Você falou que sou diretor? Eu
- 7:12falei, deixa eu fazer escola dos meus sonhos com
- 7:15seu dinheiro. Ele falou, não, não deixa. Aí
- 7:17eu tive que fazer minha escola, né. Aí
- 7:19eu fui fazer minha escola. E
- 7:20minha escola já tem 24 anos, inclusive com isso,
- 7:23esse caminho de liderança dentro do nosso setor como
- 7:25gestora, aí ele cresceu. Quando
- 7:28você fala fazer tua escola, você foi realmente
- 7:30empreender. Eu fui, montei uma escola,
- 7:32minha escola começou no terraço shopping, em
- 7:34Brasília, começou no shopping. Era
- 7:36só uma escola ensino médio, né, a gente tinha só os 3
- 7:40anos do ensino médio. Era uma escola muito
- 7:42interessante, porque ela já era período integral, o
- 7:46Pátio era o shopping, a nossa educação física era
- 7:50na academia, o nosso curso de inglês era no curso de
- 7:53idiomas que tem dentro do shopping e as crianças
- 7:56desciam pra lanchar, pra almoçar e subiam. Então,
- 8:00foi um movimento muito interessante porque de fato
- 8:02a escola pode funcionar no shopping com adolescentes, a
- 8:06gente provou isso, né. Porém
- 8:08a escola cresceu e a gente precisava de novos espaços,
- 8:11mas o mais dificultoso pra mim dentro do shopping foi
- 8:14não ter um espaço para educação física e não ter
- 8:17espaço pra biblioteca. Sim. Aí com isso eu então fui
- 8:20pra um outro prédio e tô lá agora dentro desse
- 8:23prédio com as crianças a partir de dois anos aí
- 8:26também estendi um pouco o trabalho. Professora
- 8:29empreendedora. Pois é. O
- 8:32trabalho da federação é atuar na interface dos
- 8:37objetivos, dos interesses de todos os atores que estão
- 8:42na educação. Mas como que anda a educação,
- 8:45professora? Como é que ainda anda a
- 8:47educação básica? É uma boa pergunta, né. Eu
- 8:50acho que depois de tanto tempo de batalha com gente
- 8:53tão séria, porque tem tanta gente séria no nosso país
- 8:55trabalhando pela educação, sabe. A
- 8:58gente pensa que poderíamos estar melhor. A
- 9:01gente tem uma sensação de que, poxa, a gente ainda
- 9:04não resolveu algumas questões que a gente tinha
- 9:06que ter resolvido com o país, né. A
- 9:08questão de alfabetização, a questão de a qualidade, a
- 9:12questão de formação de professor já dentro de um
- 9:15contexto de hoje, um contexto contemporâneo. Então
- 9:20essas questões a gente deveria ter já resolvido e
- 9:23a gente ainda não resolveu. Então
- 9:25algumas coisas ficam assim com um gosto ruim, né.
- 9:29Falar, poxa vida a gente batalhou.
- 9:31Mas quando você pensa que, de
- 9:33fato, algumas coisas avançaram. Quando
- 9:36você vê um joel falando na tua frente e foi
- 9:38transformado pela educação, aí você fala, valeu a
- 9:41pena, né. Valeu a pena pro joel, valeu a
- 9:44pena pra outros. Então, apesar de a gente ainda
- 9:47ter um caminho grande pela frente, o que a gente
- 9:49trilhou já atingiu algumas vidas e já mudou algumas
- 9:53vidas. Então a gente fica sempre muito
- 9:55feliz por isso, né. E a gente... É
- 9:57um experimento de longo prazo, né, professor. É,
- 9:58a gente tem umas batalhas, né, para fazer, né. Quer
- 10:01dizer, a gente tem que trabalhar melhor com a
- 10:04formação de professor, né, um professor que esteja
- 10:07mais contemporâneo, que tenha mais atenção ao teu
- 10:11próprio... A tua própria mídia que você
- 10:14fala muito bem, as coisas que você... Tanto
- 10:17ensina, quer dizer, que os professores possam ter a
- 10:20ferramenta da tecnologia para poder ensinar melhor
- 10:23e... Então a gente ainda tem um
- 10:25caminho pela frente aí e eu acho que a gente
- 10:27precisa. Precisa. Eu não tenho dúvida,
- 10:30primeiro, que a educação é o caminho, porque foi na
- 10:32tua vida, foi na minha aí, na milhares de pessoas e
- 10:35pode ser em vários estudantes brasileiros. Eu
- 10:39não tenho dúvida disso. Não tenho dúvida que a escola
- 10:41pública tem que ser de qualidade e que todos os
- 10:43brasileiros têm que ajudar a escola pública. Todos
- 10:46nós. Ela não é só uma função de
- 10:48quem tem escola ou não. Então
- 10:50todos nós, a sociedade tem que ajudar a escola pública
- 10:52a caminhar, né. Eu não tenho dúvida disso. E
- 10:56também não tenho dúvida que se a gente conseguir trazer
- 10:59educação de qualidade para os brasileiros, o país muda
- 11:01de estágio. O país vira uma chave,
- 11:05entende? A gente vai virar essa chave.
- 11:07Se a gente tiver mais gente
- 11:09qualificada, mais gente que é capaz de ler um livro,
- 11:12entender um texto, a gente vai ter um país melhor e
- 11:17uma economia mais sustentável. Porque
- 11:20a qualificação te deixa, deixa vários brasileiros de
- 11:23fora de postos de trabalho, falta de qualificação. Sim.
- 11:26Então algumas abarras também burocráticas a gente
- 11:29precisava desatar e eu acho que isso seria importante
- 11:32se a gente também conseguisse, no CNH a gente
- 11:34tá tentando fazer isso. Eu acho que a gente tá num
- 11:37caminho, então estamos no caminho, vamos ver se a
- 11:38gente consegue ver ainda com os nossos olhos os
- 11:41frutos disso, né, que a gente tá plantando. Qual
- 11:43que é o maior desafio hoje na capacitação dos
- 11:45professores? Por exemplo, na capacitação da
- 11:48turma da educação, independente, professora,
- 11:50pessoa que trabalha na gestão, porque também tem
- 11:52que estar capacitado, desde a moça da secretaria, qual
- 11:56que é o maior obstáculo? Então
- 11:58a gente tá até falando do nosso próprio setor, quer
- 12:02dizer, o nosso setor não é que é um obstáculo, mas o
- 12:05setor particular que o Céus falou e deve ter falado
- 12:07muito bem, sobretudo particular, é superior, ele
- 12:11tem a função de formar 80 % dos professores. Então
- 12:15isso eu digo sempre pros mantenedores e pros
- 12:18gestores, olha, presta atenção, nós formamos
- 12:21professores, olha a responsabilidade que nós
- 12:23temos como o setor, nós formamos os professores,
- 12:27então nós temos que formar os professores da melhor
- 12:29forma possível, e esse é um movimento que a gente
- 12:32faz dentro do nosso setor, vamos capacitar, vamos
- 12:35melhorar currículo, vamos desatar alguns nós que tem
- 12:38um próprio currículo nas avaliações que trazem, e
- 12:41sobretudo na vocação, porque cada vez menos brasileiros
- 12:45querem ser professores. Então
- 12:47quando a gente pensa hoje no perfil daquele que tá
- 12:49ingressando pra ser professor, ele já é mais
- 12:52velho, né, em geral ele tem uma classe social mais
- 12:56baixa, ele é negro, e escolhe isso da EAD, então
- 13:01ele escolhe fazer, formar professora como EAD, no
- 13:04curso de EAD, é esse o perfil de quem tá entrando
- 13:07nos cursos de pedagogia e nos cursos de licenciatura,
- 13:11é esse o perfil, a gente tem bem isso no Brasil
- 13:13educação, já bem descrito isso, né. Isso
- 13:15é recente, tem quanto tempo esse... Esse
- 13:17estudo foi feito pela BMS, que é uma associação que
- 13:21tá conosco do ano passado, é bem recente. EAD,
- 13:24negro, classe... Mais inferior. Mais
- 13:26inferior. E já tá adiantado na
- 13:29carreira, não é uma pessoa de 18 anos, por exemplo,
- 13:32terminei ensino médio você professor, né. São
- 13:35pessoas que já tão indo já como uma outra profissão,
- 13:39ou então pela primeira vez conseguindo estudar, que é
- 13:42o caso do nosso país, né, como mais de 30 anos. Esse
- 13:45é o perfil. Mas esse é um perfil só aqui
- 13:47ou também em outros lugares do mundo? É
- 13:49um perfil aqui do Brasil. Do
- 13:50Brasil. Do Brasil. Então
- 13:52pra esse aluno que vem, que entra à escola superior
- 13:56particular, tem um papel importantíssimo, porque ela
- 13:59vai resgatar aquilo que o aluno ainda não conseguiu
- 14:02aprender e vai formá -lo pra ser professor. Então
- 14:06a responsabilidade é muito gigante, é gigante. A
- 14:11escola, a universidade pública, os custos de
- 14:14pedagogia e de licenciatura são muito pequenos nas
- 14:18universidades públicas, um deveria ser grande. Ali,
- 14:22se você me permite, eu vejo que os institutos de
- 14:24educação dificultam demais a formação de professores
- 14:28dentro das universidades federais, né. Então
- 14:30você começa a conversar com eles, você vê que eles têm
- 14:33algumas amarras que são burocráticas, que às vezes
- 14:35são até técnicas, né. Mas que a gente precisava
- 14:38desatar pra que pudesse mais alunos entrarem nas
- 14:42federais para o curso de licenciatura ou de
- 14:45pedagogia. Recentemente nós fizemos o parecer no
- 14:48CNE sobre a formação de professores. Nós
- 14:51demos as diretrizes, quantas horas tem que ter o
- 14:55professor para estudar, como ele tem que fazer o
- 14:58estágio, o estágio não pode ser ead, o estágio tem que
- 15:01ser presencial. Então a gente fez agora um
- 15:04norte, a gente deu um norte agora para a formação
- 15:06de professores, que vale tanto para as públicas
- 15:11quanto para as particulares. As
- 15:12particulares fazem, Joel, porque não tem jeito, é o
- 15:16que nós trabalhamos. Então você vai fazer, você olha,
- 15:18o caminho é esse, você vai, você vai trilhar esse
- 15:20caminho, né. Mas a gente tem que passar
- 15:23agora por um convencimento com as federais para que
- 15:26eles possam intronizar, se converter nesse novo espaço
- 15:31que a gente, por enquanto, descobriu que poderíamos
- 15:35caminhar e melhorar a formação de professores. O
- 15:39papel do professor é um papel, é um pilate de
- 15:42sustentação da sociedade. Um professor bem formado forma
- 15:48melhores alunos, melhores alunos melhoram a sociedade.
- 15:52Uma sociedade melhora ela tem
- 15:54mais oportunidade, ela fica mais rica. Eu
- 16:00lembro que quando eu estudei um pouco de Adam
- 16:02Smith, que é a economia, em Arriqueza das Nações,
- 16:04ele fala das quatro questões que transformam uma
- 16:07nação rica. É matéria prima, tecnologia,
- 16:10capital e mão de obra. Mão de obra são as pessoas. As
- 16:14pessoas, é. E uma mão de obra
- 16:15qualificada, ela aumenta a riqueza de um país, aumenta
- 16:19a riqueza de uma nação. Agora,
- 16:21a gente tem percebido, eu tenho visto, Birmecha, eu
- 16:25vejo uma matéria de um menino agredindo um
- 16:27professor na sala de aula. Sabe
- 16:29aquele negócio? Você pensa assim, o que está
- 16:33acontecendo com o mundo? Porque
- 16:34na minha época, se eu fizesse um negócio desse.
- 16:36Seu pai, seu pai. E
- 16:38meu pai ia me pegar na minha casa e o negócio ia
- 16:40ficar feio para mim. Então você vê ataques a
- 16:44professores, agressões e coisas. Não
- 16:49sei nem o nome para isso, mas é uma coisa assim,
- 16:51inadmissível na nossa época. Aqui
- 16:53a senhora deve dar essa... Por
- 16:57que isso está acontecendo? Qual
- 16:58a tua opinião sobre isso? É
- 16:59cultural. Me desculpa, mas a gente está
- 17:01com uma sociedade que tem uma cultura ruim quando
- 17:05você trata de professor. Você
- 17:07percebe isso porque quando tem alguma coisa, o
- 17:11professor está sempre coitado, apertado, é sempre
- 17:14ele que errou, entende? Como
- 17:15você falou, ninguém vai ao lado do professor. Então
- 17:18é cultural. As crianças crescem vendo a
- 17:20televisão, falando mal de professor, novela falando
- 17:23mal de professor, ou trazendo professor para um
- 17:27lugar muito pífio, muito ruim. Às
- 17:30vezes os pais não respeitam os professores, ele vai na
- 17:33igreja, também não tem uma indicação de valorização dos
- 17:37professores. E a gente fez algumas
- 17:39leituras, acredito como sociedade um pouco errada.
- 17:42Se a gente fala assim, não, o
- 17:43professor para se valorizar tem que ganhar mais. Mas
- 17:46não é essa valorização que a gente procura. Claro,
- 17:49ganhar mais tudo nos nós queremos. Eu
- 17:51acho que o professor tem que ser muito bem pago
- 17:53mesmo. Mas não é essa a questão. A
- 17:55questão é a valorização do profissional enquanto
- 17:58profissional e da sua importância para o país.
- 18:02Nada nesse país aqui não foi
- 18:04construído sem professor. Exatamente.
- 18:06Quem ocupa hoje o parlamento, quem ocupa os
- 18:09hospitais, quem está no corpo de bombeiros, quem
- 18:11está pintando nossa casa, todo mundo passou por um
- 18:14professor. Exatamente. Então a gente deveria
- 18:16reconhecer culturalmente falando, né? Cultura
- 18:19você entende bem, né? Culturalmente,
- 18:21assim, que isso é uma cultura. Tem
- 18:22que estar na nossa pele, a gente tem que estar falando
- 18:24sobre isso, né? De valorizar o professor. Então
- 18:27hoje você vê na própria mídia impressa, qualquer
- 18:31coisa que acontece, a mídia diz olha que absurdo, o
- 18:33professor fez isso. Exato. Olha que absurdo, né? O
- 18:37professor tomou o celular do aluno. Aí
- 18:39você fala, poxa vida, o professor tomou o celular
- 18:41do aluno, não dá alguma coisa deve ter acontecido,
- 18:43né? Sim. Mas aí o professor que
- 18:45tomou o celular do aluno leva um processo e eu não
- 18:47estou exagerando não, viu? Isso
- 18:49está cheio, é só para você colocar na internet para
- 18:51você ver. O professor leva um processo,
- 18:53às vezes da escola, a escola particular diz assim,
- 18:56não tem nada a ver comigo, esse não é a minha linha,
- 18:59a linha da direção. Algumas,
- 19:00esse professor fez outra coisa e ele fica sem
- 19:02emprego, entende? Então essas pequenas coisas que a
- 19:05gente vai fazendo, dá um somatório impressionante que
- 19:09desvaloriza o profissional, o professor. E
- 19:12aí cada vez menos pessoas querem ser professor, cada
- 19:14vez menos pessoas, né? Vão querendo ser professores. E
- 19:18com isso a gente vai entrando num ciclo muito,
- 19:21muito ruim, né? Quem não é virtuoso é vicioso.
- 19:24É um ciclo vicioso. É,
- 19:25e a gente precisava sair desse ciclo, sabe? E
- 19:28no outro caminho, cultura, conscientização, por exemplo,
- 19:32é uma criança que chega e fala assim para o
- 19:34professor, sei lá, na escola particular ou na
- 19:37escola pública. Eu que pago o seu salário,
- 19:40isso é muito comum, criança a falar, mas ela ouviu de
- 19:42alguém? Sim. Ela ouviu de um adulto?
- 19:44Sim, sim, sim. Provavelmente
- 19:45ela ouviu de um pai e de uma mãe. De
- 19:46um pai, é verdade. Você vai lá porque o que paga
- 19:48a escola você vai lá. Você vai passar, o professor vai
- 19:51ter que dar a segunda chance na sua prova, ele
- 19:53vai ter que aceitar um trabalho fora do prazo,
- 19:57entende? Que são coisas que você ensina,
- 20:00né, escola? Como é que você fala a verdade?
- 20:03O seu aluno, seu amiguinho,
- 20:05seu da sala de aula, deixou a caneta, ele tem
- 20:07que voltar a encontrar a caneta no mesmo lugar. Não
- 20:10é pobrezinho porque o outro tirou a caneta, né? O
- 20:12professor deu um prazo e aquele prazo tem que ser
- 20:14obedecido, entende? Tem regras e as regras têm que
- 20:18ser obedecidas, né? Se você realmente desconsiderou
- 20:22o professor ou com uma palavra difícil ou
- 20:25desrespeitosamente, você tem que realmente entrar nas
- 20:28regras da escola, a escola tem a regra para isso, né?
- 20:30Exato, porque a escola, eu tenho
- 20:32três filhos. Ah, que legal. Três
- 20:34filhos pequenos, eu fico pensando o que eu vou
- 20:38fazer quando, porque não é cível, uma hora a
- 20:40professora vai vir e falar comigo, João Vicente e
- 20:42Joaquinho Pedro fizeram isso. Eu
- 20:44não vou colocar culpa na escola, mas em nenhum
- 20:45momento, porque se ele falou algum palavrão ele ia
- 20:48vir em casa, se ele tentar agredir alguém, eu fico
- 20:53pensando, meu Deus, o que aconteceu na minha criação
- 20:57com o meu filho para ele tentar agredir alguém. Então
- 20:59quando, se a escola tem que explicar o que
- 21:02significa uma regra, o pai falhou dentro de casa, a
- 21:06escola só tem que falar, esta é a regra. A
- 21:09regra que é assim, agora se a escola tiver que
- 21:12explicar aqui esta é a regra e regra importante
- 21:15para ficar disso e disso, os pais estão confundindo
- 21:17escolarização com educação. Que
- 21:19é bem diferente, né? Que é bem diferente. Como
- 21:22que você tem visto isso nas relações escolares? Você
- 21:25tem visto que os pais estão deixando para a
- 21:27escola tarefas e papais que não são da escola? Sim,
- 21:31eles delegam todos os dias, todos os dias delegam
- 21:34funções da família para a escola, cada dia mais. Ou
- 21:37porque a família está muito envolvida no seu sustento,
- 21:40em ganhar dinheiro, resolver algumas questões, entende?
- 21:44Eles delegam sempre para a
- 21:46escola, a escola que precisa ensinar e precisa
- 21:49ensinar do jeito dele. Então
- 21:50se imagina, você tem 500 alunos? 500
- 21:53alunos? 500 pais? Tem
- 21:56500 joel? Entende? Como é que você pode, em
- 21:59algum momento, dizer a regra aqui na escola, a
- 22:01regra que você tem na sua casa, Joel? Não
- 22:03tem como. Não tem como, não é? Não,
- 22:05esse modelo não tem como da certa. Não
- 22:07tem como. Não tem como. Não
- 22:08tem como. É impossível. Por
- 22:10isso que tem que ter uma regra de convivência, e que
- 22:13a gente tem que ter como civilização, um processo
- 22:17civilizatório, a gente tem uma regra de convivência. A
- 22:20escola tem a regra de convivência, que em geral é
- 22:23expressa no regimento escolar. O
- 22:25que a gente faz como saída na escola particular? A
- 22:28gente faz o pai assinar que leu o regimento. Se
- 22:30ele leu, a gente não sabe, mas a gente deixou
- 22:33disponível o regimento. Você assinou com você? Você
- 22:36assinou que você sabe que seu filho tem que entregar
- 22:39o trabalho na data certa, senão não vai ser recebido.
- 22:42Ou tem que chegar no horário
- 22:43certo, também não vai ser recebido. Porque
- 22:46também é muito comum, por exemplo, chegar com a
- 22:47criança duas horas atrasado, e diz assim para a escola,
- 22:51mas o problema foi meu. Deixa
- 22:52eu falar nimento, porque o problema foi bom. É
- 22:55uma coisa tão invertida, é uma coisa muito invertida.
- 22:59Que eu fico imaginando que essa
- 23:00inversão acabou entrando nos lares, por uma literatura
- 23:07ruim, por uma novela ruim, uma coisa assim que... Por
- 23:12um formador de opinião ruim. É,
- 23:14é, exatamente isso. Exatamente
- 23:16isso. É. E acabou entrando assim,
- 23:20tipo assim, é permitido você mentir para o seu
- 23:24pai. Então tem uma cena da novela que
- 23:26o garoto vem enganando o pai, que vai para cá, não
- 23:28vai para lá, você está entendendo. Aí
- 23:30chega na escola, vamos enganar o pai também,
- 23:33quando você fala que você confronta uma criança, como
- 23:35assim? Você está enganando seu pai e
- 23:37ele fala, ué, mas isso não é normal. Exato.
- 23:40Não é normal mentir para o pai. Exato.
- 23:43A gente precisava resgatar esses valores na nossa
- 23:45sociedade. E não tem jeito quem resgata
- 23:48são os adultos. É. Não tem como até porque,
- 23:51né? A gente tem que ter só o
- 23:52adulto que toda criança tem pai e mãe. Sim.
- 23:56Toda criança, todo adulto foi uma criança e o adulto
- 24:00ele fortalece e condiciona os valores e os princípios
- 24:03de cada pessoa. Eu não consigo nem imaginar
- 24:05que o meu pai faria comigo, que minha mãe faria
- 24:08comigo seu levantar a sua voz profissora. Eu
- 24:11nunca nem levantei a voz. Na
- 24:13casa também foi assim. Você falou hoje que você mostrou
- 24:16as profissões. Exato. Mas sempre foi muito
- 24:17nítido. Agora, eu estou diferente de uma
- 24:19professora, você está diferente de um professor,
- 24:22isso é óbvio para a gente, mas não é óbvio para todas
- 24:25as pessoas. Não, não é. Por
- 24:26isso que a gente usa esse espaço aqui, pessoal. Como
- 24:29espaço de educação, de conscientização e de defesa.
- 24:32E não vai ter Cristo que eu
- 24:33vim aqui e vai mudar minha opinião sobre a educação e
- 24:35os componentes específicos para cada pessoa. O
- 24:40que é função de um pai, o que é função de uma mãe,
- 24:42o que é função de um professor, o que é função
- 24:44de escola, o que é função de um aluno. Agora
- 24:47vamos fazer, porque daqui a pouco eles vão falar assim.
- 24:50Tá bom Joel, você está
- 24:51defendendo só os professores. Não,
- 24:53primeiro que eu estou defendendo a educação. Agora
- 24:55vamos fazer o inverso. Quais
- 24:57são os desafios e as transformações que as
- 25:01escolas têm que ter? Porque caso contrário... Também
- 25:05fica falando sozinha. Tá falando sozinha. Tá
- 25:07ficando soleta, tá ficando atrasada, não cria uma
- 25:10estrutura por mundo real. Você
- 25:12está num... de bobe. O
- 25:15que as escolas precisam reestruturar, modernizar nos
- 25:19seus currículos e na sua abordagem com os alunos? É
- 25:22bom, primeiro eu acredito mesmo que a gente tem que
- 25:25mexer em currículo. Tanto é que eu estou discutindo
- 25:28há anos a questão do ensino médio, porque o
- 25:30ensino médio como era o segundo grau, realmente não
- 25:34tinha mais diálogo. Hoje a gente está... Com
- 25:37assim, com assim. Não tinha diálogo com os
- 25:38alunos, porque era uma coisa muito... É
- 25:41o que é e ponto final. Hoje
- 25:42não, hoje a gente já tem uma transcendência assim. As
- 25:46escolas precisam trazer esse diálogo para dentro da
- 25:49escola, senão elas realmente vão fazer as crianças
- 25:52sofrerem, alguns até por força do pai ou por força
- 25:56de um sistema rígido vão se enquadrar, mas se
- 25:59quebram. Quebram a sua alma um pouquinho
- 26:01mais lá na frente. Então acredito que os professores
- 26:05precisam absorver novas tecnologias, tem menos medo
- 26:10da tecnologia como uma parceira, que é a grande
- 26:15discussão que a gente tem. Essa
- 26:16tecnologia vai me tirar daqui. É
- 26:18verdade, você sabe que o professor pensa isso, quando
- 26:21apareceu esses slides, era mais ou menos isso que a
- 26:24gente escutava nos professores. Poxa
- 26:26vida, agora o que eu vou fazer? Eu
- 26:28só passar slide. Eu escutei isso em sala de
- 26:32aula e tava dando aula dessa época já. E
- 26:35hoje em dia você tem... Hoje
- 26:37em dia é demais, porque hoje em dia você tem
- 26:38vídeos, então você vê pessoas fazendo essa
- 26:44questão. A inteligência artificial que
- 26:45você falou é uma coisa que traz uma discussão de ética
- 26:47dentro da escola. Traz uma discussão, porque antes
- 26:52a gente tinha alguns sites que você dizia, deixa o
- 26:54seu aluno copiar esse trabalho. Hoje
- 26:57a inteligência artificial não te permite fazer isso.
- 27:00Ou você conhece o estilo de
- 27:02escrita do seu aluno, sabe como ele escreve, ou então
- 27:08a inteligência vai te engolir como professor. É
- 27:10porque tem inteligência artificial pra escrever, mas
- 27:13também tem inteligência artificial pra não detectar
- 27:16que foi inteligência artificial que escreveu.
- 27:18Então só o professor vai ter que
- 27:19olhar pra fazer isso. Pagar canetinha dele vermelho.
- 27:21Mariana, essa palavra Mariana não
- 27:23usa. Essa palavra ela não tem isso.
- 27:25Ela não tem, esse vocabulário.
- 27:27E de repente a Mariana
- 27:28escreveu lá. E aí dessa forma eu fiquei
- 27:30atônita. Aí ela fala, não, a Mariana
- 27:33não fala atônita. É mais sutil, não é? É
- 27:36mais sutil, porque antes a gente tem casos, e isso é
- 27:39verdade, porque eu vivei isso, né? De
- 27:42os alunos copiarem até assim, esse eu não sei
- 27:45fazer. O colega fez, ele copiou,
- 27:47esse eu não sei fazer, então a frase aparecia em
- 27:50várias outras provas, né? Sim.
- 27:52Então era fácil, porque hoje a cola era assim, né?
- 27:56A cola era meio que evidente,
- 27:57né? Que evidente. Hoje
- 27:59não, hoje ela é muito sutil. Então
- 28:00o professor pra vencer essa sutileza, ele tem que se
- 28:03aprofundar no conhecimento do seu aluno. Exatamente.
- 28:06Na forma como ele escreve, como ele pensa, né? Por
- 28:11exemplo, hoje o professor era na sua opinião, as
- 28:13escolas, que tipo de capacitação que elas têm
- 28:20que dar nos currículos que não dava antes. Se
- 28:24eu te dou um exemplo, sei lá, habilidades
- 28:25sociocamocionais, um pouco de visão sobre cidadania,
- 28:29um pouco de um olhar sobre educação financeira, um
- 28:32pouco de questões pra empreender. Onde
- 28:37que tá na tua cabeça essa flexibilidade no currículo?
- 28:40Então, é tudo isso que você
- 28:41falou, mas em rede. Em rede. Em
- 28:44rede. Como é que é isso? Não
- 28:46tem como você trabalhar isoladamente hoje na escola.
- 28:49A escola hoje é uma rede. É
- 28:50uma rede. E a escola, pra você fazer a
- 28:52gestão dessa escola, você tem que ter esse
- 28:54conhecimento, de que ela é uma rede. Tá.
- 28:57Entende? Sim. E uma rede que qualquer
- 28:59balanço mais sutil numa ponta, balança a rede como
- 29:03todo. Entendê. Então ela tem que ter um
- 29:05pouco de tudo. Ela tem que ter um pouco do
- 29:07treinamento, do professor com novas tecnologias, né?
- 29:10Eu acho que isso é importante
- 29:11a gente falar. Ela tem que ter uma abertura
- 29:15de currículos, ela tem que trazer assuntos de interesse
- 29:18do aluno pra dentro da escola. Então
- 29:21ela tem que em algum momento abrir no seu
- 29:24espaço, o momento em que o aluno vai dizer o que ele
- 29:27gostaria mesmo de estar estudando, isso pode ser
- 29:30feito por onde projetos. Nossa,
- 29:32isso tem muitas formas de fazer. Então
- 29:34isso tem que vir também pra dentro da escola. Essa
- 29:38questão de você escolher hoje o que é significativo
- 29:42aprender e aquilo que você pode transcender. Exato.
- 29:47Entende? Eu vou falar da física que é
- 29:49minha área, né? Então movimento retilino uniforme,
- 29:51a vida inteira, movimento retilino uniforme. Hoje
- 29:54não precisa perder cinco meses ensinando movimento
- 29:57retilino uniforme. Hoje é muito rápido. Então
- 30:00você tem condições de trazer outros assuntos que
- 30:03estavam completamente fora do ensino médio,
- 30:06inteligência artificial, uma delas, né? Sim.
- 30:09Então você tem, por exemplo, raio -x. O
- 30:11raio -x está saindo. Hoje não é mais uma técnica de
- 30:15cura. Hoje o raio -x é uma técnica só
- 30:18de diagnóstico e passou um século, exatamente um
- 30:22século, mais de um século até hoje. Mais
- 30:24de um século e nem se fala de raio -x na escola.
- 30:28Então o aluno vai, tira o raio
- 30:30-x na perna, da boca, você dá onde e não sabe nem o
- 30:32que é raio -x. Então está saindo, né? E
- 30:35tentando outras coisas. Então
- 30:37essa absorção dos novos conhecimentos, elas têm que
- 30:40entrar dentro da escola. Tem
- 30:42que estar presente, né? Tem que conversar bastante,
- 30:44hein? Tem. Os agentes têm que chegar
- 30:47num consenso. E a gente faz um pouco aqui
- 30:50no Brasil, a gente é preso na questão de lei, né? Se
- 30:53está na lei a gente faz, se não está a gente não
- 30:55faz. Exato. Isso é bem complicado,
- 30:57Chocão. Cara, estou te ouvindo aqui, é
- 31:01verdade. Como uma professora de
- 31:03matemática, como que você responde a seguinte questão?
- 31:08Por que eu estou aprendendo
- 31:09fórmula de Báscaras? É, talvez essa é uma das
- 31:12perguntas mais, né? É. Por que eu estou aprendendo
- 31:14isso aqui de matemática? Você
- 31:15sabe que eu fui um aluno que perguntei isso? Eu
- 31:20perguntei isso porque eu não tinha conhecimento. Hoje
- 31:23eu sei que a gente aprende todas as... E
- 31:25o que a professora respondeu? Eu
- 31:27lembro, aprende porque isso é vida. É
- 31:30a vida. Só que eu lembro dela me
- 31:31falando, professora Cecília. Olha
- 31:33lá, livrou do seu... Ela era professora... É,
- 31:35eu lembro dela falando de química e matemática e
- 31:38química e matemática. Ela falava assim, ó, isso aqui
- 31:40é vida, é pra vida, química, é vida. Eu
- 31:43lembro, menino, eu soube o que eu estou aprendendo
- 31:44isso lá. Fazia a forma de Báscaras. Exato.
- 31:48Hoje eu sei que é pra pensar de maneira lógica.
- 31:50Preciso de raciocínio lógico,
- 31:51capacidade de pensar além das probabilidades, vamos
- 31:56dizer assim, do pensamento de nível 1. Como
- 31:58que responde hoje? Por que as pessoas têm que
- 32:00aprender matemática? Pois é, porque elas forma o
- 32:02pensamento lógico. Exato. Exatamente. Por
- 32:05causa disso. Você no fundo, você usa
- 32:07matemática pra aprender a lógica. Pra
- 32:08aprender lógica. A lógica. Aí
- 32:10você pensa assim, se você olhar, quer dizer, os
- 32:13grandes cargos de liderança mundiais, no fundo é um
- 32:18matemático com físico que está lá dentro. Sim.
- 32:20Entende? Por que? Porque
- 32:22a lógica é tão complicada a lógica, a da física e a
- 32:25lógica da matemática, né? E eu ainda estou falando
- 32:29ainda da física e da matemática no campo da
- 32:32experimentação. Não estou falando ainda no
- 32:34nível teórico, que aí a coisa complica um pouco
- 32:36mais ainda. E quando você distrincha essa
- 32:39lógica, tudo é muito fácil. Então
- 32:42você coloca um físico pra aprender gestão, aprender
- 32:45economia. Ele acha lógico? É
- 32:46muito fácil. Ele fala gente, isso é? Porque
- 32:48ele vai no ângamo da lógica. E
- 32:53na hora que ele descobre a lógica, resolveu a questão.
- 32:56E a lógica é o pensamento
- 32:58matemático que nos fornece a linguagem matemática, né?
- 33:02Hoje muito bem acompanhada da
- 33:04linguagem computacional, que ela faz parte hoje da
- 33:07formação do pensamento lógico, ela é
- 33:09importantíssima. Sim. Hoje a questão de você
- 33:12poder fazer um programa, ser programador, né? E
- 33:17isso é muito importante, porque o computador daqui
- 33:20pra cá é como se você estivesse só lendo, daqui
- 33:22pra dentro é como se você estivesse escrevendo. Então
- 33:25ele tem uma linguagem que tem as duas vertentes de
- 33:27divinda, quer dizer, daqui pra cá vamos ler, daqui
- 33:29pra lá vamos escrever. Então
- 33:30hoje não é uma exigência apenas de programadores
- 33:34conhecer programação, isso é uma exigência hoje até de
- 33:37crianças. Por que a gente ensina
- 33:39programação e nas escolas começa com um scratch? Por
- 33:43que a gente faz isso? Porque
- 33:44é a questão do pensamento formal e lógico. Exato.
- 33:47Quer dizer, se eu quero que o bonequinho dê uma
- 33:49cambalhota, que comando tem que fazer? Se
- 33:51eu quero que ele saia daqui e corra até ali, que
- 33:54comando tem que fazer? Então
- 33:55isso é lógica, né? Lógica pura. Lógica,
- 33:58você vai aprender que a menor distância entre dois
- 34:00pontos é uma reta, uma unida é muito fácil. Sim,
- 34:03é. É, uma unida lógica. Se
- 34:05eu já distrinchei essa lógica nesse nível de
- 34:07complexidade, da mesma maneira que a apresentação
- 34:10de outras disciplinas idem. Então
- 34:12vamos lá, você pega matemática, te traz lógica.
- 34:15Você pega leitura, te traz
- 34:17arcabouço de palavras, te traz reperitório de
- 34:20palavras, te traz imaginário. Então
- 34:23você pode... Criatividade. Criatividade, comunicação.
- 34:26Você pega educação física, te
- 34:27traz inteligência corporal. Então
- 34:29tudo é a rede. É a rede. É
- 34:32a rede. É a rede. Mas
- 34:34ó, você sabe que hoje o Brasil ele lê em média 2
- 34:38.3 livros por ano, contando os livros que as pessoas
- 34:41começam e não terminam dados da Câmara Brasileira
- 34:45de Livros. Ano passado, 84 % dos
- 34:47brasileiros não compraram nenhum livro, não comprou
- 34:50nenhum livro. É muito absurdo isso. É
- 34:51muito absurdo. E você fica pensando, por
- 34:54que? Aí muitas pessoas dizem, é
- 34:56porque eu não gosto de ler. Não,
- 34:57não é isso. Você lê o WhatsApp. É
- 34:59claro. Todo dia você lê o WhatsApp. É
- 35:01porque o livro ainda não representa pra você o que
- 35:05de repente representa pra mim e pra você, pra mim
- 35:08um livro que que é um livro pra mim. O
- 35:10livro pra mim é uma das ferramentas mais baratas e
- 35:15poderosas que tem, porque ela custa 30 reais, 40
- 35:19reais e às vezes um escritor fica 30, 40 anos.
- 35:22E escrevendo. E
- 35:23escrevendo. É como você pegar essa cabeça
- 35:25daquela pessoa que levou 40 anos, que ela compra 300
- 35:28páginas e você absorve aquilo. Ao
- 35:32apreciar desse jeito, a pessoa fala, não tinha
- 35:34pensado dessa forma. Não tinha pensado dessa forma.
- 35:37Então, eu acho que eu vou começar
- 35:38a ler também. Lógico, porque você vê que é uma
- 35:40coisa que a pessoa tá economizando décadas da sua
- 35:43vida, que ela estudou, que ela levou uma vida inteira.
- 35:46É prazer, tem a ver com o
- 35:48teu dia a dia, mas quando a gente começa a ler lá
- 35:52na escola, talvez foi apresentado pra gente um
- 35:54livro que não abre o nosso imaginário, não traz pra
- 35:58gente alguma experiência. É tal da lei, né? Eu
- 36:01vou ler porque cai no vestibular. Então,
- 36:03eu vou ler, mostrar o de Assis, eu vou usar de a
- 36:05lei em cá, porque cai no vestibular, né? E
- 36:07aí o aluno, aí vamos colocar na cabeça do aluno,
- 36:10pô meu, esse livro quenta as páginas, chato pra
- 36:11caramba. O Gabriel escreveu uma coisa
- 36:13que eu não entendo, que ele tá falando. Uma
- 36:14linguagem que já é. Que linguagem é essa que ele
- 36:16tá usando? Que palavra, pode me ser. Pode
- 36:17me ser, ninguém fala desse jeito, é ter que estudar
- 36:20pro vestibular, que eu tô saco cheio desse negócio,
- 36:22porque eu tenho que estudar, porque eu tenho
- 36:24que provar, que eu tenho que passar, eu vou ler,
- 36:26não vou ler. É verdade. É
- 36:28verdade. Não vou ler. E
- 36:30aí o tempo de estudo, envolvimento, porque a
- 36:33aprendizagem, ela precisa ser ativa, ele perde o
- 36:37sentido. Então, tem que passar por uma
- 36:40baita, de uma transformação e de uma reflexão. A
- 36:43minha pergunta é, os agentes estão imbuídos em
- 36:48refletir sobre isso? Sim, sim. A
- 36:51gente tem, eu conheço bem a escola particular no
- 36:53Brasil, né? Então eu tô falando da escola
- 36:54particular e eu sei que igualmente a escola pública
- 36:57também se dibruça sobre esse tema, tenho certeza
- 36:59disso, né? Mas a gente faz muito projeto
- 37:02de leitura, muitos projetos de leitura. No
- 37:06meu escola tem um que chamou o Bonlitor, né?
- 37:09Então a gente tem, em média,
- 37:11esse semestre nós viemos mil setecentos e cinquenta
- 37:14livros que foram lidos por duzentas crianças, né?
- 37:18Quanto? Duzentas crianças, mil
- 37:20setecentos e cinquenta. Qual idade é? A
- 37:22idade deles, eles começam a participar desse projeto com
- 37:25seis anos e vai até uns doze anos, mais ou menos.
- 37:30Eles leem muito, muito. E
- 37:32eles aprendem nesse momento a gostar, porque primeiro
- 37:35eles escolhem. É uma biblioteca física.
- 37:38Escolher -lhe então. É
- 37:39uma biblioteca física. O livro é físico, né? Não
- 37:43tem um livro no Kindle. É um livro, é uma biblioteca.
- 37:47É uma biblioteca. Eu
- 37:48sou muito fã de biblioteca, então, né? No
- 37:50meu escola, claro, coloquei o centro da biblioteca na
- 37:53minha, na escola, uma biblioteca. Então
- 37:55eles escolhem o que eles querem ler. Eles
- 37:57precisam fazer um resumo, uma resenha do livro. Então
- 38:02eles devolvem o livro da biblioteca junto com a
- 38:05resenha, né? E quando eles percebem, eles
- 38:08estão amando ler. Eles estão amando ler. E
- 38:11a cada, a cada semestre, a gente pergunta, aquilo você
- 38:13quer ler? Então a gente compra os livros
- 38:15que eles querem ler, né? E a gente, claro, passamos
- 38:18por um crivo, sim, né? Porque
- 38:20tem literatura que é inapropriada para quem tem
- 38:22seis anos ou sete anos. Então
- 38:24a gente dá uma. Mas eles nunca propõem nada que
- 38:27não seja bem da fase deles, né? Às
- 38:29vezes eles vão na livraria com os pais, eles escolhem,
- 38:32e volta na escola e dizem, eu quero ler esses livros.
- 38:34Então a gente compra os livros,
- 38:35eles fazem parte, então, do projeto. E
- 38:38eles vão lendo e vão lendo e vão lendo e vão lendo.
- 38:40Gostar de ler só tem um jeito,
- 38:42lendo. Lendo. E a família tem que ser
- 38:45uma família para formador de leitores. Exato.
- 38:47Sabe? Uma família que não lê e só
- 38:49fica na orelha da criança, vai ler, vai ler, vai ler.
- 38:52Não vai formar leitores, né?
- 38:54Ela precisa ver os pais lendo,
- 38:56conversando sobre o que estão lendo, gostando o que
- 38:58estão lendo, né? E isso a gente não tem na
- 39:02nossa cultura. Exato. E a minha grande esperança
- 39:05é que essas crianças que estão chegando agora com
- 39:07vários projetos que eu tenho lido, eu falei da
- 39:09minha escola, porque eu tenho autorização de falar
- 39:11sobre ela, não posso falar sobre as outras. Mas
- 39:13tem outros projetos de leitura nas escolas que
- 39:16funcionam bem. Então a gente imagina que essas
- 39:18crianças façam um papel inverso, né? Elas,
- 39:22elas vão influenciar os pais para a leitura. É
- 39:25como o sinto de segurança, pai usa o sinto de
- 39:27segurança. Se educa criança para criança,
- 39:30educar o adulto, né? E na leitura, eu acho que no
- 39:32nosso país, culturalmente, falando, é esse o caminho.
- 39:35É educar as crianças para que
- 39:36elas eduquem os adultos. Até
- 39:37vou dar uma dica para o Aturma. Como
- 39:39que eu faço? Eu leio um livro por semana
- 39:41com os meus filhos. É mesmo? Por
- 39:43semana. Eles pedem, né? Logo,
- 39:45eu sou leitor, né? Então ele me vê. O
- 39:48João Vicente senta, papai, porque a tabela está desse
- 39:50jeito? Por que que tem esquadradinho
- 39:52no meu livro? Mas ele pede, papai, vamos ler
- 39:56um livro. É muito... É
- 39:57muito bom, né? É muito gratificante mais.
- 39:59Vamos ler um livro. Aí
- 40:01senta. Leu o livro do Dinossauro.
- 40:03Vamos ler. Leve
- 40:03o Viajo, compro livros para eles. Então
- 40:06sugestão para os papais e para as mamães. Leiam
- 40:09um livro por semana com os seus filhos. E
- 40:10livra aqui, sabe? Gente, de história. De
- 40:1310 páginas. De 10 páginas do Dinossauro e
- 40:16da capoc... Ele vai pegar sim, ó. O...
- 40:19A dinâmica de leitura. Vai ser muito bom. É
- 40:23importante. A gente tem que bater nessa
- 40:24tecla, sabe? Até pedindo o teu apoio como...
- 40:29Uma pessoa que influencia, de
- 40:30falta, a nossa sociedade. Que
- 40:32essa... Seja um tema seu. Recorrente.
- 40:35Sim. E formar leitores nos nossos
- 40:37países, né? Eu vou fazer uma campanha
- 40:38aqui. E leia com seus filhos. Isso,
- 40:41o modelo. Eu tenho uma menturanda... Que
- 40:45ela mandou uma mensagem para mim. Já
- 40:47tem... Tem uns dois anos. Ela
- 40:50falou assim, Joel, preciso de ajuda. Aqui
- 40:51que foi, poxa, minha filha está com um problema. E
- 40:55está se envolvendo, está indo para um outro lugar.
- 40:58Ela via que a filha dela
- 40:59estava... Estava encaminhando para um caminho
- 41:02ruim, né? E ela solteira. A
- 41:08filha de ver estão os 12 anos. Ela
- 41:09é solteira. Ela trabalhava o dia inteiro. E
- 41:13a menina ia para a escola. E
- 41:14chegava em casa, não fazendo uma atividade extra
- 41:16curricular. Então ela ficava... Ficava
- 41:19lá, ela ficava na rua. E nessa dia, ficava na rua,
- 41:22começava a andar com uma galerinha. E
- 41:24aí... Aí vai. A
- 41:25mãe pegou. E olhou pelo telefone e pegou
- 41:28e viu umas conversas. Ela falou, o que que eu faço?
- 41:30Olha só o que essa... Olha
- 41:32só o que ela... Me mandou. Quando
- 41:35eu peguei o texto que a filha tinha mandado para a
- 41:38mãe, eu liguei para ser minha mentorada e falei...
- 41:43Você tem dois problemas aqui.
- 41:44Primeiro, que você precisa controlar
- 41:46melhor o ambiente dela. Para
- 41:48ontem. Segundo, você lê o jeito que ela
- 41:52escreveu. Porque do jeito que ela está
- 41:55escrevendo, ela não vai ter nenhum destaque profissional.
- 41:59Ela não sabe escrever.
- 42:02Conjugação errada. Não
- 42:04tinha contexto, não tinha síntese. Ela
- 42:07não conseguia... Eu não consegui entender o que
- 42:09essa menina de dois anos... Você
- 42:10estava escrevendo. Você estava escrevendo para a
- 42:11mãe. Mãe, olha... É
- 42:13o WhatsApp, né? Cara, é uma escrita esquisita. E
- 42:16eu falei... Você tem que atacar não só no
- 42:19ambiente, mas você tem que atacar na educação dela.
- 42:22Porque se você resolver o
- 42:23ambiente, mas não é resolver a capacidade
- 42:25intelectiva dela, educacional de comunicação dela, tem um
- 42:29baita de um problema. Então,
- 42:31eu estou te fazendo essa pergunta, porque eu quero
- 42:35que você me diga qual foi o impacto da pandemia na
- 42:41capacidade educacional de aprendizado das crianças. É,
- 42:43foi muito cruel. Atrasou, mãe. Atrasou,
- 42:46atrasou, atrasou, sim. Nós estamos correndo atrás o
- 42:48mundo inteiro. O mundo todo. O
- 42:50mundo todo. Esse é um aspecto que é
- 42:52realmente mundial. E todos os países estão
- 42:54correndo atrás dessa recuperação da aprendizagem.
- 42:57Eu leu uma coisa que atrasou
- 42:58uns dez anos, mais ou menos. Mais
- 42:59ou menos isso. Então, a gente instruiu as escolas
- 43:03no Brasil, que as escolas, sobretudo aquelas crianças
- 43:05que estavam na fase de alfabetização, que eu acho
- 43:07que foram as que mais sofreram prejuízo, porque
- 43:10estavam três anos de alfabetização para eles, e
- 43:13eles ficaram dois anos dentro de casa. Então,
- 43:15foi muito complicado. Essa é uma geração complicada.
- 43:19Então, a escola... Indicamos
- 43:21que a escola fizesse uma avaliação que tirasse,
- 43:24quebrasse a seriação, e que colocasse as crianças por
- 43:28competência e habilidade, colocassem, classificassem as
- 43:31crianças por competência e habilidade de leitura e
- 43:33escrita. Tá bom. E
- 43:34que aí, então, começassem uns exercícios de
- 43:36recuperação. Aqueles que sabem menos, então,
- 43:39junto com aqueles que sabem menos, e vamos em frente.
- 43:41Vamos em frente. E
- 43:41o outro, que já está quase pronto, com o que sabe
- 43:44quase pronto, a gente quebrou as seriações das
- 43:47escolas. Essa, pelo menos, foi a
- 43:49orientação. E que a gente pudesse
- 43:50classificar os alunos e, por meio deles, recuperar
- 43:54muito especificamente aquilo que ficou para trás. Mas
- 43:56foi complicado para as crianças, para os pais, né?
- 43:59É, porque o pai ficou em casa
- 43:59também e não sabia como ensinar. Não,
- 44:01coitado o pai de trabalhar e ligar o... Para
- 44:04trabalhar remoto, o menino tinha que estudar. O
- 44:06menino tinha que estudar. A professora teve que arrumar
- 44:08o salão laptop... Não, as professoras foram
- 44:10heroínas. Joel, as professoras foram
- 44:13heroínas. Foram, né? Nós
- 44:14tivemos cada casa. As professoras foram transformar
- 44:16as casas delas em teatros. Você
- 44:18imagina a educação infantil cansa de dois anos
- 44:20assistindo a ela em online. Você
- 44:21imagina essa professora. O que ela não teve que
- 44:25criar. Para poder segurar a criança de
- 44:28dois anos atenta. Entendi. E, às vezes, há dois anos,
- 44:31a professora fazia... A maior parte estava todo
- 44:33dormindo. Tinha um monte de vídeo na
- 44:35internet. Olha aqui, meu filho começou a
- 44:37aula, dois anos. Tô dormindo, né? Um
- 44:42desafio. Um desafio foi grande. E
- 44:44a gente tem uma consequência dessa muito
- 44:46ruim. Muito ruim, Joel. Porque
- 44:48algumas famílias entenderem que a escola é
- 44:50desnecessária. Algumas famílias. Entende?
- 44:55Então, criaram... Porque acharam que estavam fazendo
- 44:58um bom trabalho. Deve ser, né? E
- 45:01criaram a questão do homie schooling. Exato.
- 45:04Brasileiro. Que não tem nada a ver com o
- 45:07homie schooling. No seu conceito original. Não
- 45:11tem nada a ver, né? Então, a criança... A
- 45:13escola não precisa da escola. A
- 45:15escola não precisa da escola. Então,
- 45:17você começa a receber hoje nas escolas. Crianças
- 45:20que estão há três, quatro anos sem estudar. Então,
- 45:23isso ficar na pandemia é um pouco mais pra mim.
- 45:27Algumas famílias, questões econômicas
- 45:29também. Algumas famílias falavam, vou deixar
- 45:30o criança em casa. Que assim, não tem que pagar a
- 45:33escola. É, homie schooling é diferente
- 45:35de no -school, né? É, muito obrigada. É,
- 45:37eles ficaram em casa sem fazer muita coisa. Ou
- 45:40então, fizeram consórcios, como a gente ouviu falar,
- 45:44né? De pais que contratavam uma
- 45:46pessoa qualquer pra ficar com as crianças. Então,
- 45:49isso aqui as crianças não ficam defasadas, né? E
- 45:51o problema disso ainda é maior, porque é uma questão
- 45:53social. Que a criança não vai na
- 45:55escola só pra aprender conteúdo de português
- 45:57matemática. Ela vai pra aprender tudo. Ela
- 45:59vai branar pra ganhar, perder, dividir, a respeitar
- 46:03o outro na forma que o outro se apresenta. As
- 46:06coisas do outro da forma que estão... É
- 46:08um conjunto de questões sociais emocionais. Sim.
- 46:12Que a gente passa no trato escolar. Que
- 46:14é um conteúdo meio que oculto. Mas
- 46:18que a escola faz as atividades de festa junina,
- 46:21de jincana, de feira do livro, feira de ciências.
- 46:25Isso tem um conteúdo legal de
- 46:27ciências, mas tem um conteúdo oculto que é muito
- 46:29forte. Que é trabalhar em equipe,
- 46:32ganhar e perder, saber dividir, né? E
- 46:36isso você priva uma criança de convivência, né? Você
- 46:40priva uma criança. Ó, eu tenho um filho de cinco
- 46:41anos que acabou de fazer cinco, né? Aham.
- 46:44Eu e minha esposa a gente foi, atletão de natação.
- 46:46Então, pô, a gente... Legal.
- 46:48Eu conheço a história. Você conhece, né? A
- 46:50gente foi atletão de natação tal, vivemos uma
- 46:52vida no esporte. E eles, três, os meninos são
- 46:57tudo peixinho, né? Pula na água, vai que vai, né?
- 46:59Vai que vai. Vai
- 47:00que tudo rapidinho. Só que eu fui ver meu filho
- 47:02na quadra jogando bola, eu falei, caramba, o moleque
- 47:06desengou. Na escola, o moleque desengou,
- 47:10sabe? A Larissa lá e não fala
- 47:12assim do Joãozinho, tá adoro. Claro,
- 47:14uma mãe que nunca fala isso. A
- 47:15mãe nunca fala, Larissa, menino, ele e quadra, mas
- 47:18assim, super... Sei, poxa vida, esse professor
- 47:21normal. Mais um dia ele chegou em casa.
- 47:25Eu não tava preparado para o
- 47:26que eu ouvi. Ele falou, papai, eu não quero
- 47:29mais joga -bola na escola. Eu
- 47:31falei, por quê? Porque... Eu falei o nome do menino
- 47:35lá, não sei quem falou que sou ruim. E
- 47:38eu tinha ido na aula da escola. Você
- 47:40falou, ele é ruim? Eu falei assim, mas ele é
- 47:42ruim mesmo, tá? A gente vai falar assim,
- 47:45João, não fala assim do seu filho. Calma,
- 47:46gente, deixa eu explicar. Eu
- 47:48não tava pronto para ouvir um negócio daquele. Eu
- 47:51tava vendo só, você tava pronto para pensar, mas
- 47:54para ouvir não. Quem que falaria que ele é para
- 47:56o meu filho? É só um moleque da escola. E
- 47:58aí eu falei, então tá bom, filho, comprei a bola de
- 48:00futebol. Vão melhorar isso. E
- 48:03eu falei, e comecei a brincar com ele todo dia.
- 48:05A gente, nossa casa tem
- 48:06espaço, comecei a brincar com ele de futebol. Todo
- 48:08desengonçado. Primeira semana desengonçado, na
- 48:10segunda, nem tanto. Na terceira, tava dando um
- 48:13chutão. Pai, pai, pai, pai, pai. Na
- 48:16quarta semana pai fez gol. Tá
- 48:18vendo só? Você entendeu? Claro.
- 48:20E lógico que ele é desengonçado, porque ele não
- 48:22seria desengonçado. Se eu não joguei bola com
- 48:25ele, só botaria ele para a piscina. Para
- 48:26a piscina, é claro. Mas ele não ouviria aquilo se
- 48:29ele não... Tivesse na escola. Tivesse
- 48:30na escola. É verdade. E
- 48:32eu fui importante para mim aquilo. Eu
- 48:33falei, João, três vezes na semana futebol. E
- 48:35ele gosta de jogar futebol. Chuta
- 48:36gol. Chuta de ok. Pega
- 48:38a bola, domina a bola de futebol. Você
- 48:39não se okay. Vai para lá, vai para cá. Será
- 48:44que vai dar futebol? Pois é, né? Então
- 48:46isso... A valsa está melhor. A
- 48:48valsa está melhor. Vamos seleção. A
- 48:51gente tem isso na escola. Não
- 48:57está no currículo isso. Não está no texto, mas está no
- 49:00contexto. É o que eu te falei. É
- 49:02o conteúdo oculto. É o conteúdo oculto. É
- 49:04aquele gênero importante. Eu falei, legal, legal, eu
- 49:06fico. Como é que ele vai reagir? Ele
- 49:08ficou triste? Não, filho. Você
- 49:09treina muito. E o pai levantou a moral
- 49:10dele e a gente jogou uma bola e comprei uma roupa
- 49:13lá do futebol e tal e assim por diante. Então
- 49:16foi uma coisa muito importante que eu vi que
- 49:19eu não conseguiria talvez reproduzir isso. Essa
- 49:25experiência se não... Deixa eu melhorar. Que
- 49:27eu conseguiria. Essa experiência não seria tão
- 49:30bem reproduzida se você não era na escola. É
- 49:32verdade, mas é porque tem coisas que os pares quando
- 49:36eles falam surtem e é feito. O
- 49:38adulto. Exato. É o ente fora, porque as
- 49:42crianças se reconhecem nos seus pares. Se
- 49:44a gente se reconhece nos pares, né? Então
- 49:46eles se reconhecem nos pares. Então
- 49:48eles têm que ouvir dos pares. Foi
- 49:50incrível. Porque o do adulto é um adulto
- 49:53sempre externo. Sabe aqueles filmezinhos do
- 49:56Snoopy que o adulto quando fala fica uau, uau, uau,
- 50:00uau. É criança. O
- 50:02adulto falando é o que... Como
- 50:04eles vêm a gente falando. Exato.
- 50:06E entre os pares eles se falam. É,
- 50:09eu tenho essa clareza. E é verdade, o respeito
- 50:12começa aí. Você respeita o seu colega, ele
- 50:15não joga legal, mas vamos respeitá -lo. E
- 50:18aí depois eu fui para a escola e o menino falou no
- 50:20meu frente. Não, falando no minha frente. O
- 50:22Joel não joga bem. O Joel não joga bem. Aí...
- 50:26Ele vai melhorar. Você fica na cara. Aí
- 50:27eu falei, não, é porca tranquila, ele vai melhorar.
- 50:29E você craque, hein? Era
- 50:30criança também, sabe? É claro, é claro. É
- 50:32criança. Ô, você também cara, você
- 50:34manda bem. Você manda bem, hein? Você
- 50:36é rápido, mas o Joãozinho está treinando, é filho.
- 50:37Ele vai melhorar. Tem
- 50:39pai que já pega pilha. Nossa,
- 50:40nem falem no futebol, então. O
- 50:42Joel, pelo amor de Deus. Pega
- 50:43muita pilha, né? Nossa. Mas eu falei, cara, que
- 50:46nada. É impressionante você ver em
- 50:48escolinha de futebol os pais do lado de fora. Aí
- 50:51você vê quem é que domina e quem não domina o sócio
- 50:53emocional. Aí que tá, né? O
- 50:56pai tem que saber. Eu sei que tem muito pai
- 50:58ouvindo e vendo a gente. O pai tem que saber qual é
- 51:00a verdadeira medalha que ele quer. É
- 51:02ser uma medalha de ouro no peito. E
- 51:04nem todo mundo é capaz de botar uma medalha de ouro
- 51:06no peito. Você sabe que é difícil. É
- 51:08difícil, mas qual é a verdadeira medalha de ouro
- 51:12no peito? É. São essas relações, são
- 51:14essas experiências, são essas pessoas, esse
- 51:18crescimento, esse envolvimento. Isso
- 51:20é um caminho longo. Acho que, de verdade, é mais
- 51:23que longo, é eterno. E a escola, ela é um
- 51:29fator... Não, é fundamental. É
- 51:31fundamental. É onde a gente supera as
- 51:32dificuldades, né? É. Onde a gente consegue fazer
- 51:36desenvolver a nossa potencialidade e superar as
- 51:39nossas dificuldades. É a escola. Ó,
- 51:41essa semana, semana passada, um amigo meu da escola me
- 51:46ligou. Da tua escola? Da
- 51:48minha escola? Da minha escola? Não,
- 51:49com você? Isso do comigo, Rodrigo. Rodrigo
- 51:51Biru. E aí ele me ligou pra falar
- 51:54uma notícia muito triste que o irmão dele tinha
- 51:57falecido. Oh, difícil. E
- 52:00aí eu fiquei tão impactado e aí eu comecei, eu mandei
- 52:03um áudio pra ele, liguei pra ele e comecei a
- 52:04chorar. E aí eu falei pra ele, Pô,
- 52:05Biru, você é meu primeiro amigo, porque eu fui
- 52:09visitando a minha memória. Quem
- 52:10que é meu primeiro amigo? Não
- 52:12foi na atação, foi na escola. Lá
- 52:14na escola. Eu tinha meus primos e tal.
- 52:16Mas quem foi o meu primeiro
- 52:16amigo? Da escola. Foi
- 52:18o Biru. E eu me mandei o mensagens
- 52:20pra ele e falei, Biru, você foi meu primeiro
- 52:21amigo, cara. Que palavra tão boa nessa hora.
- 52:24Leve bonito, né? É,
- 52:25o que palavra boa. da minha vida, eu te conheci,
- 52:28eu tinha seis anos, e eu quero te falar isso, isso,
- 52:31isso falei muitas coisas pra ele, ou seja, escola.
- 52:35É, não tem, mas é assim. Tá
- 52:37lá na escola. A escola é uma referência
- 52:40sempre. Exato. Você vê que tem um
- 52:43movimento de retorno à escola, na escola particular
- 52:45é bem comum, os alunos vão, no primeiro momento,
- 52:49ah tchau, acabou esse período da vida, aí entram
- 52:52na universidade, começa a discernir algumas coisas,
- 52:55tipo assim, quem são meus amigos mesmos, começa a ter
- 52:58competição por conta do campo profissional, e aí de
- 53:02repente eles voltam pra escola, é um movimento bem
- 53:04interessante esse, eles voltam pra escola, olha
- 53:07aqui, vim ver como é que tá, o professor Fulano tá
- 53:09aqui, porque é um referencial, a escola é um
- 53:12referencial muito forte na vida de todos nós, na
- 53:14emoção, na congnição, na estrutura da personalidade,
- 53:19é uma referência, a escola é uma referência. Quais
- 53:22são hoje os projetos que você tá mirando, que a
- 53:24federação tá mirando pra onde tá olhando pros
- 53:27próximos dois, três, cinco anos? Porque
- 53:29educação é uma coisa de longo prazo, é um
- 53:32investimento de longo prazo, não é do dia pra noite,
- 53:35mas vale a pena, porque os juros são compostos, eu sou
- 53:38um juros compostos, eu sou você também. Mas
- 53:42pra onde você tá olhando a federação, tá olhando os
- 53:44seus planos. Bom, a federação tem um, vamos
- 53:47colocar em dois níveis, tem um nível do feijão com
- 53:49arroz, quer dizer, a gente vai ter sempre que ficar
- 53:51lutando. Tem que ficar lindo, feijão com
- 53:53arroz. Quer dizer, vamos lá fazer um
- 53:54ensino médio legal, vamos fazer uma educação infantil
- 53:58boa, vamos pegar o parecer, vamos estrechar o parecer,
- 54:01vamos mudar isso, mudar aquilo, adaptar na BNCC,
- 54:04então esse é o tempo todo. E
- 54:08pra frente é ajudar a escola desse passo que a
- 54:10gente falava agora, de trazer novas tecnologias pra
- 54:14dentro da escola, né, a gente tá se associando às
- 54:17escolas de língua portuguesa, como eu tava te
- 54:18falando, né, pra ver e trocar experiências com
- 54:21esses países, e inclusive experiências diferenciadas,
- 54:25né, que são realidades de países de língua portuguesa
- 54:28bem diferentes, né, Brasil, Angola, Portugal, então são
- 54:31países diferentes. Então a gente tá investindo muito
- 54:34nessa organização das escolas particulares desses
- 54:37países, e como é que a gente vai poder se ajudar
- 54:40mutuamente. Esse é um grande projeto que a
- 54:43federação tá abraçada nesse momento. Aliás,
- 54:45ano que vem, Congresso Nacional... Congresso
- 54:47Internacional de Educação dos Países de Língua
- 54:50Portuguesa. Congresso Internacional de Educação
- 54:52dos Países de Língua Portuguesa. Me
- 54:53convida, professora. Ô, meu querido. Ô,
- 54:56meu querido, você. Me convido. Você
- 55:00tá bom, olha aqui, alvivo e acolho, nossa pessoa é
- 55:03convidada. Muito bem. A
- 55:06federação também, você lá, a turma toda fez um
- 55:09trabalho muito bacana com o Rio Grande do Sul, né.
- 55:11Sim. Conta aqui pra turma,
- 55:13porque nem todo mundo nem todo sabe, mas eu gostaria
- 55:15que a galera do J .A .J. sobe
- 55:17isso. Pois é, obrigada. Na
- 55:18primeira semana, né, que as escolas estavam todas
- 55:21embaixo d 'água, né, então você tinha perdido registro
- 55:23de aluno, registro de professor. E
- 55:25a desesperança, né, como é que a gente retoma, porque
- 55:30as pessoas tinham outras prioridades antes da escola.
- 55:33Era encontrar suas casas,
- 55:35encontrar seus familiares, poder retomar sua vida de
- 55:37alguma forma, comer, se vestir, então tinha outras
- 55:40prioridades, né. Então a nossa, a gente sabia que
- 55:44era o primeiro momento. Nós fizemos um parecer no CNE
- 55:47que dá as escolas flexibilidade de calendário,
- 55:51de currículo, para poderem escolher a forma que elas
- 55:54vão trabalhar e colocar a surpreendizagem de novo no
- 56:00ritmo, né. Então elas podem terminar o ano
- 56:03de 24 só em 25. Ok. Elas podem usar o online
- 56:09UAD para chegar nas crianças, porque não passava
- 56:14só a chegar, porque muita escola ficou sem energia,
- 56:18então não adiantava você dizer olha, faz o UAD, mas
- 56:21não tinha energia para ter. Exato.
- 56:23E também a gente flexibilizou também a
- 56:27questão da avaliação. Isso na escola básica, né,
- 56:30superior teve outros mecanismos, né. A
- 56:33questão de a escola ter autonomia de poder avaliar
- 56:36e promover um aluno de semestre, de poder terminar
- 56:41um conteúdo no outro semestre, de não ficar
- 56:43preso naquele semestre, de não cumprir os 200 dias
- 56:46litivos neste ano, mas também usando o ano a ter.
- 56:50Então a gente flexibilizou
- 56:51bastante. Eu acho que foi uma ajuda
- 56:54para as escolas nesse sentido, de ficar mais
- 56:56esperançoso, né, na hora que a água baixasse. E
- 56:59a gente ainda se sabe. A reação foi boa. Foi,
- 57:02foi de muito agradecimento. A
- 57:03secretária, professora Raquel Teixeira, que é secretário
- 57:06de Educação do Estado, o sindicato, as escolas
- 57:10públicas e particulares ficaram muito gratos, porque
- 57:12tirou um peso, né, dizendo assim, tudo bem, vamos
- 57:14tratar de limpar a escola e deixar a escola
- 57:16arrumadinha e depois a gente retoma isso, porque
- 57:20tem base legal para a gente retomar, ninguém vai
- 57:23ficar para trás, a gente vai trazer todo mundo junto
- 57:25no processo. Então foi bem legal. Caramba.
- 57:29Bem complicado isso, viu? Pô.
- 57:32Foi mais ou menos o que a gente fez na pandemia, né,
- 57:34no Conselho também, eu estava em Conselho também
- 57:36já nessa época, de trazer, né, porque a coisa é
- 57:40rígida, né, questão da educação, então 200 dias,
- 57:42900 horas, né, né, né, então aí você quebrar isso
- 57:46por conta da pandemia foi muito importante, foi um
- 57:50passo bem importante do Conselho Nacional de
- 57:51Curricula. Tem discussão de currículo?
- 57:53Novo. Temos, temos. A
- 57:55cada quanto tempo, o lei de retrizes e bases, como
- 57:58é que a nossa base nacional comum curricular,
- 58:00né, ela foi aprovada agora em 2018, então ela está
- 58:04sendo implantada, já está implantada no território
- 58:07nacional inteiro, né, a gente tem uma ONG chamado
- 58:10Todos Pela Base, Movimento Todos Pela Base, que faz
- 58:14esse observatório junto com a Secretaria de Estado Ásia
- 58:17de Educação. Então hoje todo mundo já está
- 58:19com seus projetos pedagógicos adaptados à
- 58:23base, tem uma previsão de uma reeleitura da base.
- 58:26Tem. Tem, tem uma previsão,
- 58:29daqui a cinco anos a gente rever essa base, que é uma
- 58:32grande discussão nacional, a base demorou 30 anos, né,
- 58:36Joel, 30 anos. Porque? Eu estava prevista na
- 58:39legislação, mas ninguém avançava, né, ninguém
- 58:43avançava, é verdade, tá nos países difíceis. Pra
- 58:46gente ter uma base nacional comum curricular, prevista
- 58:49na LDP, prevista na Constituição de 88, de 88.
- 58:53Porque tem que rodar três, quatro
- 58:55gerações? Eu não sei. A
- 58:57lógica do Parlamento. A lógica do Parlamento, né,
- 59:02entende? É questão da discussão do
- 59:03Parlamento mesmo, né. Mas agora a gente tem uma
- 59:06base, né, e a base nacional comum curricular,
- 59:09dois sino -médio, que está causando a atual discussão
- 59:12da reforma dos sino -médios no nosso país, né. Como
- 59:15é que funciona na prática? Por
- 59:16que? Por que? Por
- 59:17que? Por que? Por
- 59:17que? Porque a gente está assistindo.
- 59:19Senta um comitê, discute, olha
- 59:22pro passado, vê as avaliações, projeto futuro,
- 59:25olha o que está ao redor, olha o que está no estado,
- 59:28olha o que está acontecendo no mundo. Como
- 59:30é que funciona isso? Bom, especificamente essa base, a
- 59:33gente teve um grupo de teóricos, de professores, da
- 59:37USP, de pessoas que conhecem a teoria da
- 59:41educação, né. Eles fizeram um texto que foi
- 59:45trabalhado pelo MEC, também com toda a parte técnica,
- 59:51que o MEC tem pessoas brilhantes lá na parte que
- 59:54se chama de carreira, né, estão lá, não é que vai e
- 59:57vem, mas eles estão lá sempre. Então
- 59:59eles fizeram a leitura desse texto, melhoraram o
- 1:00:02texto, entregaram o texto no Conselho Nacional de
- 1:00:04Educação. O Conselho Nacional de
- 1:00:06Educação resolveu fazer reuniões etinerárias, então
- 1:00:10estiveram em todas as regiões, eu acompanhei como
- 1:00:13federação, em todas as regiões, fazendo a discussão
- 1:00:16do texto, foi aberto a consulta pública, ou seja,
- 1:00:19as pessoas podiam dizer olha eu quero isso, quero
- 1:00:22aquilo, então por exemplo, o que eu me lembro bem, o
- 1:00:25pessoal do Instituto Alemão queria que a gente tivesse
- 1:00:28alemão, então eles foram lá, fizeram lobby, né, olha
- 1:00:32a gente tem que ter alemão, né, e tudo mais. E
- 1:00:35se fechou o texto, se fechou o texto numa votação
- 1:00:38no Conselho Nacional de Educação que foi homologado
- 1:00:41pelo ministro, né, é claro que a gente tem melhores
- 1:00:44para fazer, evidentemente, que a gente tem melhores
- 1:00:47para fazer. A base nacional comum
- 1:00:49curricular não é currículo, mas ela é um grande vetor,
- 1:00:54dizendo assim gente, as nossas forças vão por aqui.
- 1:00:57Aí cada Conselho Estadual de
- 1:00:58Educação pegou a base nacional e fez a sua base
- 1:01:02estadual, e criou normativas para as escolas, e as
- 1:01:06escolas tiveram que repensar os seus projetos. Bom,
- 1:01:10agora nós temos que repensar neste, nesta base,
- 1:01:13a nossa base vai ser essa, não é cada um fazendo o
- 1:01:15que quer, então agora nós temos uma base, o país
- 1:01:18entendeu que para formar um cidadão brasileiro, esta é
- 1:01:22a base, então os estados fizeram as suas bases, e
- 1:01:25as escolas se adaptaram e estão implantando, é uma
- 1:01:28coisa ainda que vai demorar um pouquinho para implantar
- 1:01:30100%, quando tiver implantado 100 % a gente
- 1:01:33vai re -discutir. E como é que verifica a
- 1:01:36implementação, a implantação disso? Pela
- 1:01:38Secretaria Estaduais, elas recebem as propostas, então
- 1:01:42a Escola A, B, C, D, Fe, talqueia, o Conselho Olhou,
- 1:01:47talqueia, da Densanoma, talqueia, talqueia, então aí
- 1:01:49o Conselho diz oqueia aqui no estado, São Paulo, está
- 1:01:53tudo implementado. Mas aí são 5 mil, não sei
- 1:01:57quantos municípios? Municípios
- 1:01:58exatamente, então... Então tem que olhar assim... Tem
- 1:02:01que olhar de todas as... Ou
- 1:02:01é por região assim? Não, é por estado e estado por
- 1:02:06município. Então você tem o Conselho
- 1:02:10Estadual de Educação, que na realidade nos estados é
- 1:02:13quem de fato comanda a educação do estado, e tem
- 1:02:17os municipais, mas nem todos os municípios tem o
- 1:02:20Conselho Municipal, não são todos que tem, mas tem o
- 1:02:24Conselho Municipal. Mas deveriam ter? Deveriam
- 1:02:26ter, mas é porque tem poucos moradores, às vezes
- 1:02:30porque não tem escola, né? Então
- 1:02:33não são todos municípios. E aí nesse caso faz o que?
- 1:02:37Bom, os municípios não tem
- 1:02:40escola, os meninos estudam em outro município. Em
- 1:02:41outro município, em outro município. E
- 1:02:44tem umas histórias, nosso país é muito gigantesco,
- 1:02:46né? Tem umas histórias assim, nas
- 1:02:48regiões indígenas, quilombolas, são complicados,
- 1:02:52né? Entende? Então você tem a cultura
- 1:02:55do índio, tem índio que diz, não, meu filho só vai
- 1:02:58para a escola com 6 anos, até 6 anos ele vai
- 1:03:01aprender ser índio. Então eles ficam com as crianças
- 1:03:04aprendendo ser índio depois que tem a questão da
- 1:03:06escola. Então ele vai numa aldeia que
- 1:03:08tem a escola, mas aquela aldeia não tem a língua
- 1:03:12dele, que também é uma coisa muito complexa no
- 1:03:14nosso país, né? Então a gente tem que administrar
- 1:03:17toda essa complexidade, não é pra fraxo. Não
- 1:03:21sei, imagina, a gente tá aqui gravando numa sala
- 1:03:23condicionada, na internet, tudo bonito. Aí
- 1:03:28você tá falando, eu tô pensando, meu filho com 5
- 1:03:31anos, ele ainda é um tribo indígena dentro do nosso
- 1:03:37país, ou seja, isso é real, isso existe. Isso
- 1:03:39é real, isso é real, é real, Joel, é real. É
- 1:03:41real, se existe. Você sabe que no Conselho
- 1:03:44Nacional de Educação que eu aprendi o tanto que isso é
- 1:03:46real, é muito real. Entende?
- 1:03:49Você tem tribos indígenas no nosso país que não
- 1:03:51aceitam ter aula de química com uma pessoa que não
- 1:03:54seja da tribo dele. E como é que você forma um
- 1:03:57professor de química numa tribo de 10 mil índios?
- 1:04:05Olha a complexidade. E
- 1:04:07ele não quer, não, não quero, quero que ele tenha
- 1:04:09aula de química, não pode ser um professor, um índio.
- 1:04:12Tem que ser um índio. Entende?
- 1:04:14É uma coisa muito complexa, muito complexa. Qual
- 1:04:16é o estado hoje que tem a melhor performance
- 1:04:20educacional no Brasil? Você fala de exames
- 1:04:24internacionais. Quais são as métricas também?
- 1:04:28Bom, a gente tem a métrica que
- 1:04:29é o PISA, tem a própria métrica brasileira que é o
- 1:04:32SAEB para a Educação Básica, o ENEM,
- 1:04:36principalmente para a Média e o ENAD para as
- 1:04:38superiores são métricas que são superiores. O
- 1:04:42PISA, então a gente tem resultados bons no PISA, a
- 1:04:46gente tem resultados bons no Ceará, tem resultados
- 1:04:48bons em São Paulo, evidentemente, em algumas
- 1:04:51escolas de minas. A escola particular tem uma
- 1:04:56boa performance que você pega a expurga do resultado
- 1:05:01do Brasil, as escolas particulares, você vai ver
- 1:05:03que o Brasil estaria em décimo lugar, entende? Mas
- 1:05:06a economia mistura com a pública, infelizmente, o
- 1:05:09nosso desempenho cai bastante, mostrando mais uma
- 1:05:13vez que a gente tem que trabalhar bem a escola
- 1:05:15pública. Então, essas são métricas externas
- 1:05:18que a gente tem, o CDE, que são estudos que nos
- 1:05:22ajudam a enxergar a navegação. Nós
- 1:05:25estamos navegando, então são métricas que nos ajudam a
- 1:05:28enxergar a navegação. E no fundo, às vezes, te faz
- 1:05:32um falso engano de que está tudo bem. Por
- 1:05:34quê? Ou é, por exemplo, a escola
- 1:05:36particular, ok, legal, nós estamos no desempenho que é
- 1:05:38em Espanha, nós temos desempenho que nem a Suíça
- 1:05:41e isso aparece no PISA. Mas
- 1:05:44você fica pensando, não, nós estamos ótimos, a gente
- 1:05:46não está ótimo. Então, de vez em quando, nos
- 1:05:50enganam, quer dizer, é uma coisa que você tem que ter
- 1:05:52um filtro muito sábio para poder separar as questões.
- 1:05:58A gente não está legal, a
- 1:05:59gente tem que melhorar muita coisa, a escola
- 1:06:00particular, sobretudo, tem que melhorar muita coisa.
- 1:06:03Se melhorar, o que faria
- 1:06:06melhorar radicalmente a educação? Deixe
- 1:06:10-me melhorar a pergunta. Qual
- 1:06:12ou quais disciplinas, se elas fossem melhoradas,
- 1:06:17melhorariam já drasticamente a educação? Tem
- 1:06:20matemática e português, por exemplo? Leitura
- 1:06:22escrita e fazer conta. Leitura
- 1:06:24escrita e fazer conta. É tipo, a coisa básica é
- 1:06:28dormir, peter o cabelo, esclavotente. Exatamente.
- 1:06:32Leitura escrita e fazer conta. Exatamente.
- 1:06:36As vezes a gente tem uma notícia lá no Congresso,
- 1:06:39né? Nossa, o fulano está querendo que
- 1:06:41tal disciplina fique obrigatória no currículo,
- 1:06:46né? E a gente fez um levantamento
- 1:06:48há dois anos atrás, dois anos é. E
- 1:06:51a gente viu que tinham 28 propostas de disciplinas
- 1:06:54para compor o currículo da educação básica brasileira.
- 1:06:59Bom, se você tem 28 disciplinas
- 1:07:01e se você dá uma aula por semana dessas 28
- 1:07:04disciplinas, você não tem tempo para ensinar, ler,
- 1:07:06escrever, fazer conta. É simples assim. Sim.
- 1:07:10É simples assim. Então a gente tem que de fato
- 1:07:12focar nas questões que são básicas do pensamento
- 1:07:16lógico, criativo, né? E colocar força nessa questão.
- 1:07:21Com certeza, né? A
- 1:07:22pessoa se comunica bem, leia, percebe, entende. Como
- 1:07:24a Bobolista se reproduz, por exemplo, como era um
- 1:07:27das propostas, pode esperar a biologia, que a biologia,
- 1:07:31uma hora, vai tratar disso, né? Exatamente.
- 1:07:32É uma disciplina por semana, né? E
- 1:07:35tudo é assim, né? Ah, as crianças precisam
- 1:07:37aprender que é tal nacional. Então,
- 1:07:38põe uma disciplina na escola. As
- 1:07:41crianças têm que aprender. Ah,
- 1:07:42as crianças têm que... põe na escola. Tudo
- 1:07:43vem para a escola, também. Certo.
- 1:07:45Tudo vem para a escola. É, tem que... tudo
- 1:07:47que tem que aprender... Tudo
- 1:07:49vem para a escola. Tá na escola. Usar
- 1:07:51assinos de segurança para a escola, vacinar, vai na
- 1:07:53escola. Tudo é na escola. Tudo,
- 1:07:55tudo, tudo tá transformando na escola. E
- 1:07:58por isso que eu fico muito chocada quando a gente não
- 1:08:00entende que a escola é um instrumento principal da
- 1:08:03nossa mão para mudar e transformar todo mundo,
- 1:08:06entendeu? Cara... Ai, ai... Mas
- 1:08:16eu tô firme junto contigo, né? Que
- 1:08:19bom. É bom saber que não tô
- 1:08:20sozinha. Eu tô junto, né? É
- 1:08:23bom saber que tem mais gente atrás da banda. É
- 1:08:29verdade. Não tem mais gente atrás da
- 1:08:31banda. E às vezes não tem outro
- 1:08:31caminho. Não, não tem não. Não
- 1:08:33é você desqualificando a escola, dizendo que a
- 1:08:37escola é desnecessária, né? Não
- 1:08:39é essa o caminho da nossa sociedade, não pode ser
- 1:08:43esse, né? Pelo contrário, a gente tem que
- 1:08:45dar força para a escola. Público
- 1:08:47e particular. Força para o professor. Força
- 1:08:49para a escola, força para o professor, força para o
- 1:08:51aluno, força para o país. Para
- 1:08:53mudar, onde faça? Para mudar. Não
- 1:08:54tem outro caminho. Não tem. Não
- 1:08:56tem outro caminho. Então você vai ter meia dúzia de
- 1:08:59brasileiros que chegam lá, né? Que
- 1:09:02são os que tem mais privilégios, né? Chegam
- 1:09:05lá e os outros ficam para trás. E
- 1:09:07a nossa distância social vai ficando cada vez maior.
- 1:09:10Cada vez maior. Só
- 1:09:11tem uma forma de reduzir essa distância. É
- 1:09:13por uma educação, qualificando todo mundo da
- 1:09:15melhor forma possível. É isso aí. Eu
- 1:09:19quero que... Professor, eu quero que você saiba
- 1:09:22que aqui você tem um... Um...
- 1:09:24Um soldado junto. Obrigado. Eu que agradeço. Muito
- 1:09:29obrigada, Joel. Que Deus abençoe a sua vida.
- 1:09:31Muito obrigada. Continuir
- 1:09:32abençoando a sua família, que você continue dando
- 1:09:34esse show de presença, se iluminando o caminho das
- 1:09:38pessoas, mostrando outra forma de fazer. Outra
- 1:09:41forma, outro conceito. Adoro isso na sua fala. Que
- 1:09:44Deus continue te abençoando. Continua
- 1:09:46com a gente. Não. Comecei, gente. Comecei.
- 1:09:49Vocês vão me ver muito falando sobre educação.
- 1:09:52Trazendo os assuntos de forma
- 1:09:54transparente, de forma adulta, de forma real. Eu
- 1:09:57sou um cara realista, mas eu não sou pessimista. Eu
- 1:10:01também sou pessimista. Eu sou um cara otimista, mas
- 1:10:03também não sou aquele da produtividade tóxica. Não,
- 1:10:07tudo vai dar certo? Tudo bem? Não,
- 1:10:08eu gosto de... Se não deu certo, porque não
- 1:10:09chegou no final. Porque não chegou no final. Eu
- 1:10:11gosto disso. Eu gosto de olhar a realidade.
- 1:10:13Isso aqui é uma realidade, é a
- 1:10:15real. A gente tem que atuar desse
- 1:10:16jeito. Mas eu gosto de pensar de
- 1:10:18forma proativa e otimista. Repito,
- 1:10:22fui transformado pela educação. Adoro
- 1:10:24os professores. Convivei, convivo com muitos deles.
- 1:10:27Trabalho com a educação. E
- 1:10:29hoje fazer parte da educação mais forte para
- 1:10:32mim é um privilégio. Sabe assim, um privilégio mesmo.
- 1:10:35Antes de eu te fazer, a última
- 1:10:38pergunta do podcast. Você gostou do papo? Muito,
- 1:10:40Joel. Eu nem vi o tempo passar. É
- 1:10:42rápido, né? Eu estou controlando seu
- 1:10:44horário aqui. Obrigado. Eu vou. Fica
- 1:10:47aqui, meu convite para se conhecer minha escola também
- 1:10:48quando for a Brasília. Tá bom. Eu
- 1:10:50vou. Muito legal te receber lá. Qual
- 1:10:52é a vôme da tua escola? A colégio Dromos. A
- 1:10:54verdade, o Dromos está aqui. A
- 1:10:55verdade é o Dromos. Dromos é em grego, significa
- 1:10:58ensinando caminho. Com você tem autódromo, você
- 1:11:03tem um caminho, velódromo, você tem um caminho. Então
- 1:11:06Dromos vem do grego. Viram aí, gente? Seus
- 1:11:08caras de concha. Autódromo. Velódromo. O
- 1:11:14Dromo é grego de caminho. Eu
- 1:11:17não sabia disso. Eu achei lindo, falei que era
- 1:11:20grego, né? Autódromo. Velo. Velo.
- 1:11:25Autódromo. Velódromo. Velo. Velo.
- 1:11:29Velo. Velo. Velo. Velo.
- 1:11:37Velo. Velo. Velo. Velo.
- 1:11:39Velo. Velo. Velo. Velo.
- 1:12:12Velo. Velo. Velo. www
- 1:12:13.collejodromus .com .br. Muito bom. E
- 1:12:16o site da FNEP? FNEP .fnep .org .br. FNEP,
- 1:12:22senhores. FN, desculpa. F
- 1:12:25-E -N -E -P, Pimudo. FNEP .org .br. Todo
- 1:12:34convidado que vem aqui, eu faço uma última pergunta.
- 1:12:36Todos, todos. Então
- 1:12:38vamos lá. Eu pergunto assim, se você
- 1:12:40tiver essa oportunidade de mandar uma mensagem para
- 1:12:42todo mundo, no planeta, quase 8 bilhões de pessoas,
- 1:12:47essa mensagem vai chegar. Todo
- 1:12:50mundo vai ver, todo mundo vai ler, todo mundo vai
- 1:12:52ouvir, todo mundo vai ter acesso a essa mensagem. Que
- 1:12:54mensagem seria essa? Do coração? Do
- 1:12:58coração. Cremem em Deus. Pronto.
- 1:13:03Simples assim. Desculpa, mas é simples assim. Muito
- 1:13:08bem. Professora, obrigado. Eu
- 1:13:09que agradeço, querido. Muito obrigado. Que
- 1:13:11Deus me ensinou, querido. Srs.
- 1:13:13e senhores, J .J .Podcast, edição ultra especial com
- 1:13:15uma professora querida, defendendo a causa. Ah,
- 1:13:18não te contei uma coisa. Minha
- 1:13:20sogra. Professora de escola pública de 30
- 1:13:24anos. Tá vendo só? Mangueireira.
- 1:13:26Guirreira, sim, que deve estar assistindo.
- 1:13:28Mangueireira. Eu vejo o quanto que ela
- 1:13:30batalha, quanto que ela trabalha. E
- 1:13:32ela tá dando aula até hoje. Ela
- 1:13:34aposentou, tem 10 dias atrás. É
- 1:13:36mesmo. 30 anos de sala de aula lá em Goiânia. 30
- 1:13:42anos, Teresa. Um beijo pra você. Eu
- 1:13:44tenho muito orgulho de você, tá? Muito,
- 1:13:46muito, muito orgulho mesmo, além de ser a mãe da
- 1:13:49LALAS. Obviamente, orgulho por você. Minha
- 1:13:51sogra mais orgulhou pela tua jornada como professora.
- 1:13:54Você é tão abnegada, tão
- 1:13:56estudiosa, tão dedicada a tantos alunos que você
- 1:13:59trabalhou, transformou e fez tanto pelaquela escola e
- 1:14:03tanto pela educação. Você é um exemplo de endicássia.
- 1:14:05Pode ter certeza de que todos
- 1:14:06os teus netinhos, tuas filhas, teus filhos, têm
- 1:14:09muito orgulho de você. E publicamente eu deixo essa
- 1:14:12mensagem pra você. Muito, muito orgulho mesmo. Um
- 1:14:15beijo pra você, Teresa. E, gente, pra quem gostou do
- 1:14:18JTJPodcast, se inscreve no canal, manda mensagem pra
- 1:14:21professora. Ela vai gostar muito de receber
- 1:14:23você. Se inscreve na aula magna que
- 1:14:26a gente vai fazer sobre a educação mais forte, Brasil
- 1:14:28Educação, que eu vou explicar pra você a
- 1:14:30importância da educação, na sua capacitação, na sua
- 1:14:34carreira e no seu futuro. Como
- 1:14:36defensor daquilo que me transformou e tenho certeza
- 1:14:38que também te transformou. Ok?
- 1:14:40Um beijo, gente. A gente se vê no próximo
- 1:14:42JTJPodcast. Valeu, tchau.