Latest / Os Agilistas / Por que a velocidade chinesa chegou à Renault
Transcript
- 0:00Toda vez que a gente fala sobre parcerias aqui é nos episódios,
- 0:03principalmente de empresas tão grandes, né?
- 0:06Tipo a Renault e a dille. Existe uma preocupação e um
- 0:09desafio interessante que é a parte tecnológica.
- 0:12E como que você integra a parte tecnológica dessas 2 empresas?
- 0:16Porque vai existir uma padronização, cada empresa
- 0:19continua usando o seu software integrado ou a gente vai
- 0:22unificar? E aí eu queria que você falasse
- 0:24um pouco sobre isso, porque, né, imagino que para vocês isso seja
- 0:27um grande desafio durante para implementar essa parceria, né?
- 0:32O. Desafio é enorme, é gigantesco.
- 0:34É não só sob a ótica tecnológica, mas até cultural.
- 0:38Porque não? Nós estamos integrando uma
- 0:40estrutura Latina com uma empresa francesa, com uma outra enorme,
- 0:46é. É organização puramente chinesa.
- 0:49Então eu mesmo tive na China agora há poucos meses atrás,
- 0:52para a gente trabalhar junto com essas equipes multiculturais e
- 0:55multidisciplinares em como fazer essas integrações desses
- 0:59múltiplos sistemas que passam a tocar a fusão ou a junção dessas
- 1:032 forças. Então, assim, quais são os
- 1:05caminhos inevitáveis? Não tem como a gente tombar.
- 1:09Todo o pipeline de sistemas, todo o portfólio de aplicações
- 1:13para dadile para dentro da Renault e vice versa.
- 1:16O que que a gente vai ter que buscar o caminho intermediário é
- 1:19ver onde a gente tem mais potenciais para explorar o que
- 1:23há de melhor de cada um dos lados, mas também achar um proxy
- 1:26intermediário. A gente tem muito discutido esse
- 1:29midor, né? Esse proxy que vai integrar as 2
- 1:32partes, a gente vem trabalhando muito nisso.
- 1:34É um entorno absolutamente complexo, sob todas as óticas.
- 1:39Industrial, fundamentalmente, mas também comercial, né?
- 1:42Porque são veículos que tem abordagens diferentes, modelos
- 1:46de garantia e pós vendas diferentes, que podem e devem
- 1:49explorar das competências, da capilaridade que a gente tem no
- 1:53país, mas que tem abordagens diferentes.
- 1:56São marcas distintas. Então tem sido uma experiência,
- 2:00para dizer o mínimo, espetacular, assim, muito
- 2:02interessante e que nos exige muito em trabalhar com
- 2:06compliance. Gestão de dados anti trust,
- 2:10explorar o que há de melhor das 2 partes, integração contínua,
- 2:14evolução contínua. Então tem sido muito desafiador,
- 2:18mas acho que a gente tem colhidos muitos bons frutos já.
- 2:20E aí você falou que acho que é uma parte importante que é você
- 2:24citou várias outras áreas aí ao longo do nesse processo da
- 2:28parceria, porque elas são importantes para poder garantir
- 2:30a menos atrito ali ao longo do processo.
- 2:33E aí eu queria ver com você, como que a área de tecnologia.
- 2:37Ela se relaciona e colabora com essas outras áreas no processo
- 2:41como um todo. Assim, porque é.
- 2:44Hoje em dia é difícil falar de tecnologia separado do negócio,
- 2:48né? E aí a gente sempre gosta de
- 2:51entender, principalmente em momentos desses de grandes
- 2:54transformações, como que a ti. Está trabalhando com os outros?
- 2:59Times é muito clichê ainda dizer que toda empresa do mundo é uma
- 3:02empresa de tecnologia, é. Acho que não, acho que não.
- 3:07Porque já é verdade isso, né? Mas.
- 3:09É, é inevitável esse caminho. Então?
- 3:10Assim, a transformação passa principalmente por entender que
- 3:14as áreas de TI necessitam e devem cada vez mais discutir
- 3:18negócio. Então, esse profissional de TI
- 3:20do futuro, se é que a gente ainda pode dizer alguma coisa
- 3:23para o futuro. Ele é um profissional que
- 3:25consegue dialogar, discutir e ter muita capacidade de
- 3:28implementar Business, de implementar negócio.
- 3:30Então a ti, a ti tradicional, principalmente numa empresa tão
- 3:34pesada e de engenharia e de manufatura como a indústria
- 3:37automotiva, no caso da Renault e da dili, ela deixa de ser uma
- 3:41área suporte, ela deixa de ser uma área só de operação.
- 3:44Mas é muito importante sempre frisar, eu sempre gosto de
- 3:47brincar. A fábrica não pode parar.
- 3:48E quem assegura isso também e fundamentalmente.
- 3:51EATI são os nossos sistemas todo, é.
- 3:54Toda a fundação tecnológica? É.
- 3:57Mas é mais do que isso. É mais do que só garantir a
- 3:59operação e ser um impulsionador do negócio.
- 4:02Eu sempre brinco com a gente da área de tecnologia, sempre fala,
- 4:04né? Ah, mas poxa, às vezes a gente
- 4:06conhece mais do que os usuários. Né, a gente tem as competências
- 4:09dentro de casa e sabe o que fazer, poxa, então faz, né,
- 4:12porque que não provoca? Então não permite mais que esse
- 4:15requisito, que esse requerimento venha pronto e só entrega o que
- 4:19foi pedido, né? Esse esse discurso é muito
- 4:21antiquado, já não cabe mais no nosso dia a dia.
- 4:24A gente brincava muito, né, lá vem o requisito embaixo da
- 4:26porta, vou desenvolver aqui, daqui a pouco eu te devolvo, não
- 4:29dá mais. Eu acho que o que a gente fala
- 4:31um pouco de equipes federadas, né, times híbridos.
- 4:35Essa tem misturada com negócio e que consegue tocar na ponta.