Latest / SuinoCast · by PPGVET / Biogás pode Revolucionar as Granjas? - Felipe Hickmann | Ep. 306
Transcript
- 0:00O meu projeto, ele foca também nessa parte da economia
- 0:03circular. Então, como é que diz, digamos a
- 0:05digestão, anaeróbica a produção do do biogás, ela está inserindo
- 0:10nesse momento. Então nós temos, digamos, a fase
- 0:12animal vai produzir os dejetos, esse dejeto.
- 0:15Eles podem ser utilizado para a produção do biogás, para
- 0:18energia, que depois vai pode ser utilizado para os próprios
- 0:22animais ou pode ser fornecida para para a sociedade.
- 0:25Ou também os dejetos, como do ponto de vista de utilização,
- 0:29com biofertilizante. Então ele vai ser utilizado com
- 0:32fertilizante, vai, vai para lavoura e essa lavoura pode ser
- 0:36utilizado também para produção de animais.
- 0:38Então tem, digamos, uma economia circular por trás disso, que
- 0:42também vem ganhando força, né? Como, digamos, a produção de
- 0:46biogás, ela está inserido numa economia circular onde seus
- 0:49subprodutos eles podem ser utilizados.
- 0:52Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:56suinocast. O suinocast só é possível
- 1:03através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 1:06educação continuada na suinocultura brasileira.
- 1:10Dsm firmenich moldando o futuro dos cuidados com os suínos.
- 1:16Top Gen, onde você encontra as matrizes mais completas do
- 1:20mercado. A excelência está no nosso DNA
- 1:24polinutre nutrição animal. Juntos vamos mais longe.
- 1:29Alga Prime DHA da corby, o ômega 3 de algas para nutrição suína
- 1:36cerva sempre com você, além da saúde animal.
- 1:41Olá pessoal, vamos para mais um episódio do swinocast, sempre
- 1:45trazendo convidados especiais para essa plataforma que cada
- 1:49vez impacta mais a suinocultura brasileira.
- 1:52E hoje eu tenho um convidado bem especial, Felipe Hickmann.
- 1:56É Felipe tá lá falando agora do Rio Grande do Sul, de Mato
- 2:01Leitão, que eu também não conhecia.
- 2:04E o Felipe vai bater um papo hoje com a gente para tratar de
- 2:06um assunto bem interessante na suinocultura, que é relacionado
- 2:08a nutrição. E produção de dejetos, produção
- 2:11de biogás, sistema que nós temos que cuidar aí dos nossos
- 2:15sistemas de produção. Felipe, muito obrigado por
- 2:17aceitar o convite, certamente vamos ter um bate-papo bem
- 2:20legal, aí o público vai gostar. Eu gostaria de te convidar a
- 2:23contar um pouco da sua história, da sua jornada, na sua
- 2:25inocultura, como é que você entrou, como é que você onde
- 2:28você está hoje, né? E aí fica à vontade.
- 2:31Perfeito. Muito obrigado pelo convite, é
- 2:34uma honra estar conversando aí com uma das celebridades da
- 2:37suinicultura, né, que é o Vinícius.
- 2:39Bom, um pouquinho sobre mim, né? Eu sou filho de produtores,
- 2:43então a suinicultura que me escolheu, não que eu escolhi a
- 2:46suinicultura. Então nós estamos já na
- 2:49atividade aí, mais de 20, quase 30 anos.
- 2:52Já na produção de suínos, de aves, EE ruminantes também
- 2:56alguma coisa? Então eu sempre tive aí.
- 3:00Envolvido de certa forma na surinicultura, né?
- 3:02Nós somos produtores de de leitões, né?
- 3:05Na fase de creche, eu fiz a minha formação na UFRGS, em
- 3:09Porto Alegre. Então eu fui para Porto Alegre e
- 3:11fazia a faculdade e acabei durante a faculdade, acabei indo
- 3:18para a Austrália, né, fazer o intercâmbio.
- 3:21E quando eu voltei, eu Ah, gostei muito de ir para o
- 3:24exterior e decidi que o meu mestrado também seria assim.
- 3:27Um ano fora e um ano no Brasil, né?
- 3:29Então acabei indo um ano para o state University e um ano na
- 3:34UFRGS também. E a mesma coisa eu fiz para um
- 3:36doutorado, né? Que eu fiz meu doutorado em
- 3:38cototela, agora no Canadá, na universidade de laval, que eu
- 3:42fiz 2 anos no Canadá e 2 anos no Brasil.
- 3:48O meu doutorado, de certa forma, avalia a questão do impacto
- 3:52ambiental da nutrição animal. Como a gente pode estar,
- 3:56digamos, reduzindo o impacto ambiental da da atividade do
- 4:01ponto de vista da nutrição? Como isso impacta, de certa
- 4:04forma, a produção de geras? A gente fez uma metanálise algum
- 4:10tempo, alguns anos atrás, que a gente avaliou quais seriam os
- 4:13principais aspectos. Os principais impactos da
- 4:18atividade a gente pode observar que a nutrição é mais de 60% da
- 4:22maioria dos casos, seguido pelo manejo de dejetos.
- 4:25Então tudo depende também um pouco qual é o fator de impacto.
- 4:28A gente está avaliando, por exemplo, das climáticas ou a
- 4:31questão de outrofização essa indicação que daí AA parte do
- 4:34dejeto já tem 11 impacto um pouquinho maior.
- 4:37Mas essas 2 fases assim do sistema de produção são as que
- 4:41têm a maior impacto, porque não é apenas, digamos.
- 4:44A ração é tudo que tu foi, foi feito, foi produzido, até a
- 4:48questão do transporte para entregar aquela ração para o
- 4:51animal. Então, a produção, a alimentação
- 4:54dos animais, seguidos pelo manejo e dejetos são as 2 fases
- 4:57críticas. Na Na, na suinicultura, no que
- 4:59diz a questão do impacto ambiental.
- 5:01E o meu doutorado é justamente isso, né?
- 5:04De certa forma, integrar como a nutrição, a alimentação dos
- 5:08animais pode acabar afetando o manejo dos dejetos.
- 5:12Então, a gente acabou avaliando diferentes estratégias ao longo
- 5:15do doutorado, né? Estratégia nutricionais que
- 5:18poderiam estar afetando o impacto ambiental.
- 5:21Uma delas foi a redução do teor de proteína bruta da dieta.
- 5:24Então, qual o impacto da redução do teor de protetor de dietas em
- 5:29relação ao desempenho dos animais em relação?
- 5:33As suas emissões, tanto do ponto de vista ao longo da cadeia
- 5:37produtiva, na fase animal, na questão do dejetos, na
- 5:40volatização de amônia, produção de biogás, emissões de gases de
- 5:43efeito estufa. Então, digamos, nós temos.
- 5:45Nós focamos em uma estratégia nutricional e depois realizamos
- 5:48os outros fases, né? Em relação a questão da das
- 5:53emissões de gases e tudo mais. A gente também trabalhou outras
- 5:57estratégias nacionais, como, por exemplo, as enzimas exógenas a
- 6:01beta maranás efitasi. E, a princípio, também vamos
- 6:04começar a trabalhar do impacto da alimentação de precisão, né?
- 6:07Como alimentação de precisão, ela impacta OOO impacto
- 6:13ambiental na atividade. Então, no dia de hoje, acredito
- 6:17que a gente vai abordar um pouco mais a questão do biogás, né?
- 6:20Porque é uma das, digamos assim, um dos hot tópicos do momento,
- 6:25né? Que a gente pode estar reduzindo
- 6:26as emissões, ao invés de estar produzindo esse metano para a
- 6:29atmosfera, a gente está utilizando esse metano.
- 6:32Para a produção de biogás, né? Então, acredito que é um,
- 6:36digamos, um dos experimentos que eu acabei realizando, que é de
- 6:39bastante relevância do ponto de vista econômico e social.
- 6:45As matrizes da top Gen carregam a excelência em seu DNA, guiando
- 6:50os produtores e consumidores a um futuro mais sustentável da
- 6:53sua inocultura. Resultado de 4 décadas com foco
- 6:56em melhoramento de matrizes e agora potencializado através da
- 7:00atualização genética com o que tem de melhor na Suíça.
- 7:06Excelente, Felipe. Não, não sabia dessa jornada
- 7:09tua. Aí foi pra pra onde você foi?
- 7:10Pra Austrália. Pra Sydney, pra Sydney, pra
- 7:13Sydney é bacana. Eu conheci Sydney, mas eu fui
- 7:17num evento no de pipin, né, que é digest of jogar of Pix. 2017
- 7:2318 em brisbane gostei bastante lá você conheceu brisbane.
- 7:27Lá um pouquinho mais quente, né, um pouquinho mais, mais pra
- 7:29cima, tá? É, é, é realmente região meio
- 7:33praiana, né? É tudo.
- 7:36Tudo praia australiano gosta de praia?
- 7:38Estão tudo acumulada nas costas, né?
- 7:40A gente fala. Se entrar e se entrar pro
- 7:42interior é deserto, né? É isso aí?
- 7:47Bem, depois passou a minha AI, depois foi mais recentemente pro
- 7:50Canadá. Bem interessante tua jornada aí,
- 7:52cara. E parabéns aí, né?
- 7:53Já de antemão. Uma parte que eu ainda não
- 7:56comentei foi um estágio na Suíça, né?
- 7:58Durante o doutorado eu acabei indo pra Suíça pro agroscopo,
- 8:01que a gente também avaliou a questão da das emissões, né?
- 8:05Para você, tá? Você tá com com passaporte.
- 8:08Bem garimbado, Hein? Muito bom, Felipe.
- 8:11Parabéns, cara. Parabéns mesmo, Felipe.
- 8:15É eu, eu acho assim, esse é um tema que vez ou outra ele vem,
- 8:20né, dentro da produção dos suínos, mas eu acho que dessa
- 8:23nos tempos que nós nos mais recentes, né?
- 8:25E daqui para frente nós vamos ter que dar cada vez mais
- 8:28importância para esse tema. No passado, a suíno cultura era
- 8:31considerada uma atividade poluidora, né?
- 8:35Era difícil a gente fechar as contas e dizer assim, eu preciso
- 8:37de investir em tratamento de efluente e ao mesmo tempo ter
- 8:41retorno financeiro. E a questão?
- 8:45Da tecnologia dos biodigestores acabou transformando.
- 8:48Se eu tiver errado, você por favor me interrompe, tá?
- 8:51Mas a questão dos biodigestores é, transformou AA esse conceito
- 8:58que a gente tinha da suinocultura em um sistema que
- 9:01era poluidor para um sistema que passou anão só é é tratar os
- 9:07seus efluentes, os seus dejetos, bem como ser uma ter uma fonte
- 9:12de renda. Inclusive, em muito sistema, a
- 9:15gente fala num modelo de economia circular no entorno do
- 9:18sistema de produção dos suínos, né?
- 9:21E aí dentro disso, claro que tem as questões técnicas, primeiro
- 9:24que levam aos ganhos financeiros, né?
- 9:27Nós vamos tratar dos 2. Eu gostaria de tratar dos 2, até
- 9:30para a gente entender o porquê de ter ganhos financeiros, né?
- 9:34Mas. Como é que você vê quando você
- 9:37você que é um especialista nessa área, como é que você vê essa
- 9:40mudança e quais foram fazer um histórico breve aí de como é que
- 9:43foi essa, essa, essa, essa evolução, vamos dizer assim, de
- 9:47uma visão negativa que a sociedade tem e que eu reconheço
- 9:51que nem todos conhecem a situação atual da suinocultura.
- 9:55Pra situação real da suinocultura, que nós que
- 9:57estamos diretos, sabemos que é uma usina de produção de
- 10:00energia, né? Mais do que isso, às vezes de
- 10:02produção de adubo, a gente sabe quem, produtores.
- 10:05Em algumas regiões que optam pela produção de suínos, pelo
- 10:08dejeto e não tanto pela produção de carne, né?
- 10:12Como é que você vê esse esse isso acontecer nos nos últimos
- 10:15anos? Perfeito.
- 10:18Então o meu projeto, ele foca também nessa parte da economia
- 10:21circular. Então, como é que diz, digamos,
- 10:23a gestão anaeróbica a produção do do biogas?
- 10:27Ela está inserindo nesse momento?
- 10:30Então nós temos, digamos, a fase animal vai produzir os dejetos,
- 10:33esse dejeto. Eles podem ser utilizado para
- 10:35produção do biogás, para energia, e depois vai pode ser
- 10:40utilizado para os próprios animais ou pode ser fornecida
- 10:42para para a sociedade ou também os dejetos, como do ponto de
- 10:46vista de utilização, com biofertilizante.
- 10:49Então ele vai ser utilizado como fertilizante, vai, vai para
- 10:53lavoura e essa lavoura pode ser utilizado também para produção
- 10:56de animais. Então tem, digamos, uma economia
- 10:59circular por trás disso, que também vem ganhando força, né?
- 11:03Como, digamos, a produção de biogás, ela está inserido numa
- 11:06economia circular onde os seus subprodutos, eles podem ser
- 11:09utilizados. A questão do biogás vem
- 11:12relacionando AA questão da das nonoculturas nos últimos anos,
- 11:17porque tem muitos incentivos também para os produtores
- 11:21adquirir e também a questão dos dos dos dejetos.
- 11:26O produtor, ele precisa fazer uma coisa com o dejetos, né?
- 11:28O dejetos não pode ficar acumulando na esterqueira pra
- 11:32sempre, né? Então, digamos, a forma, se não
- 11:34tem área disponível, digamos, é também 111 área de escape.
- 11:40A questão da produção de de biogás, principalmente, a gente
- 11:43vê que as áreas produtoras suínas, elas são muito
- 11:45concentradas, então tem muita produção de dejeto concentrada
- 11:49em determinadas áreas. Então, a questão do do biogás
- 11:52também facilita na questão do manejo dos dejetos, né?
- 11:55Como esse esse dejeto vai ser utilizado?
- 11:59Então tem. Tem várias perspectivas em
- 12:03relação à produção de biogás que a gente pode estar considerando,
- 12:06né, dentro da da economia circular.
- 12:10Excelente. E você falando de incentivos, eu
- 12:12me lembro que não vou te precisar a data, mas.
- 12:18Que isso? Esse foi um dos pontos
- 12:20importantes. Era uma virada de chave que
- 12:22teve, porque eu lembro que as primeiras empresas que começaram
- 12:25a trazer a tecnologia tinha a questão do crédito de carbono,
- 12:29que por um tempo deu certo, né? Mas depois ele se esfriou.
- 12:34Esse modelo, né? De negócio, vamos dizer assim.
- 12:37Mas foi um start importante e aí assim eu me lembro depois, uma
- 12:41segunda fase em que começamos a ter problemas nos biodigestores.
- 12:46De manejo mesmo, de gestão da operação, né?
- 12:49Não só de acúmulo de produção de gás, mas de alguns gases que
- 12:53acabavam danificando todo o sistema, principalmente quando
- 12:58ele estava intencionado. O objetivo era a produção de
- 13:01energia, né? E hoje a gente já dominou muito
- 13:04desses dessas, vamos dizer assim, falhas ou desafios, né?
- 13:08Acho que hoje é, é, nós conseguimos dentro do sistema de
- 13:12produção mundo afora. Esses temas muito mais
- 13:15adaptados, né? E isso isso é verdade.
- 13:19Não perfeito. Um dos principais pontos que
- 13:22sempre me pergunta é a parte econômica, né?
- 13:25Então tem um dos trabalhos da nossa equipe que acabou
- 13:27realizando. Qual seria o tempo de retorno
- 13:30pra porque, digamos assim, tem um investimento considerável,
- 13:34né? Será que esse investimento?
- 13:37É para todos os tipos de sistemas de produção ou precisa
- 13:40ter, digamos, alguma escala para para que esse esse esse retorno
- 13:45ao investimento seja possível, né?
- 13:47Então a gente pode observar que né, condições médias entre 7 a 9
- 13:53anos. Oo retorno em relação à produção
- 13:58do biogás, né? Você pode pensar, é bastante
- 14:01coisa, né, há muitos anos, né. Mas, por exemplo, como nós
- 14:04estamos aqui na atividade. Mais de 20 anos, 30.
- 14:08Então, dentro da perspectiva de longo prazo é algo possível, né?
- 14:13Sem contato, os incentivos que estão sendo realizados até aqui
- 14:18no município, teve um período que foi feito alguns incentivos
- 14:21pros produtores adquirirem, né, os seus próprios biodigestores,
- 14:25então tem essa parte também da de incentivo do do ponto de
- 14:29vista do do poder público, né? Então tem diversas formas que a
- 14:32gente pode estar. Tentar equilibrar essa balança
- 14:36do do em relação ao retorno econômico e a os potenciais
- 14:40benefícios da utilização do biogás.
- 14:44Sem dúvida é aqui teria várias frentes pra gente trabalhar
- 14:48relacionado a esse tema, né, Felipe?
- 14:50Uma delas é essa questão financeira, que eu acho que nós
- 14:53temos que voltar nesse tema, né? Uma outra também assim, né?
- 14:57Nos últimos anos a gente tem visto mundo afora.
- 15:01O movimento de das pessoas saindo do meio rural e indo para
- 15:04as cidades e as cidades crescendo.
- 15:08E aonde a Granja estava afastada da cidade já não está mais
- 15:10afastada. Aí tem questão de cheiro, né?
- 15:13É que existe algumas estratégias pra isso, né?
- 15:19É a questão do que que impacta a composição dos dejetos.
- 15:24Enfim, tem várias coisas pra gente tratar.
- 15:26Mas eu gostaria de pinçar o tema relacionado que você já abordou
- 15:30no início, né, relacionado a nutrição e o impacto ambiental.
- 15:37E aí, no primeiro eu já queria, já queria te provocar e dizer o
- 15:40seguinte, isso tem espaço? Quando a gente vai pensar em
- 15:43viabilidade econômica de produção animal, é negócio, tem
- 15:46que trazer retorno financeiro. Ajustar dietas, independente de
- 15:51proteína, uso de aminoácidos. Enzimas ou até outras
- 15:57estratégias que possam vir aí possam impactar, né?
- 16:02A questão ambiental, existe espaço para isso ou a maior
- 16:06oportunidade está realmente em é, é, é operação, tecnologia
- 16:12para o tratamento de influência? É uma pergunta bem interessante,
- 16:16porque a gente tentou considerar isso ao longo dos nossos
- 16:19projetos. Porque um do ponto de vista é o
- 16:21impacto do desempenho dos animais, que precisa ser
- 16:24considerado. A gente não pode, digamos,
- 16:26utilizar estratégias só para questão dos dejetos, para tentar
- 16:31ver o que que vai mudar na, nas emissões, no biogadas.
- 16:35Então, dentro da nossa premissa do projeto, foi reduzir o teor
- 16:39de proteína bruta a ponto de não afetar o desempenho dos animais.
- 16:44Porque eu poderia reduzir o teor de proteína bruta 5 10%, mas aí
- 16:49a gente estaria começando a haver impactos do desempenho
- 16:53animal. Então a gente pode tem que
- 16:55tentar casar as 2 partes, né? O que que a gente pode estar
- 16:58modificando do ponto de vista da alimentação, sem afetar do ponto
- 17:03de vista prejudicial, né, o desempenho dos animais.
- 17:06E como isso afetaria o manejo. Dos desertos e as suas emissões,
- 17:10né? Então foi de certa forma esse
- 17:12link que a gente tentou realizar.
- 17:15Então, por exemplo, nas dietas que foram fornecidas, foram 2
- 17:19reduções, uma redução de 1.2 e 2.4.
- 17:23Então pensar, Ah, é uma redução considerável do ponto de vista
- 17:26da redução do teor de proteína bruta.
- 17:29Dieta poderia ser mais, poderia ser mais, mas vamos comparar
- 17:33agora, por exemplo, com a alimentação de precisão.
- 17:36A redução do sistema de alimentação e precisão em
- 17:39relação ao sistema convencional é muito maior que esses 2.4%.
- 17:44Então a estratégia nutricional, ela ela varia de de uma
- 17:50estratégia para outra em relação a uma, a um impacto nos seus
- 17:53dejetos, né? Então tem vários, vários
- 17:55aspectos que precisam ser considerados ao longo do do.
- 18:01Do sistema, né? Tanto do ponto de vista da fase
- 18:04animal em relação ao manejo dos dos dejetos.
- 18:08E vamos lá, nesse estudo que você fez relacionado a redução
- 18:13de proteína bruta e os impactos ambientais, foi no crescimento
- 18:17em terminação, conta um pouco dele, foi no crescimento em
- 18:19terminação. Vocês fizeram avaliação de
- 18:21desempenho. Até onde foram os resultados de
- 18:24desempenho? Né EE?
- 18:27Depois, o impacto disso daí nas variáveis relacionados à questão
- 18:31ambiental. Perfeito.
- 18:35Então vamos comentar um pouco da literatura e um pouco do do
- 18:40experimento em si, né? Porque a gente, se a gente vê na
- 18:42literatura uma redução de 1% do teor de proteína bruta, está
- 18:47mais ou menos uma redução de 10% do dos dos nitrogênios, dos
- 18:51dejetos. O que que a gente pode observar
- 18:54na no nosso experimento? A redução de 2.4% foi uma
- 18:59redução pouco superior, então os animais tentaram compensar essa
- 19:04redução comendo mais. Então os animais acabaram
- 19:07comendo um pouco mais pra compensar essa essa redução do
- 19:10nitrogênio. Então, do ponto de vista da da
- 19:13composição dos dejetos, a gente teve, digamos, uma parábola
- 19:16assim, o controle depois reduziu bastante, depois aumentou,
- 19:21porque os animais tiveram que fazer essa compensação.
- 19:25Então, do ponto de vista da produção de biogás, a gente não
- 19:28pôde. A gente teve que considerar,
- 19:31digamos, as as diferentes concentrações, né, de de
- 19:35nitrogênio. E como é que isso impactava a
- 19:37produção de biogás? Quando a gente avalia a produção
- 19:40de biogás, a gente normalmente avalia a relação carbono,
- 19:44nitrogênio. Então é muito importante pra
- 19:47para as bactérias essa relação. Então, dependendo se a relação é
- 19:50muito alta, as bactérias vão demorar mais tempo pra pra
- 19:54digerir esse material. Então relações seni muito altas
- 19:58também não são muito boas? Relações muito baixas também não
- 20:02são boas, porque depois isso favorece apenas aquelas
- 20:05bactérias do do nitrogênio, né? Então tem que ter um equilíbrio
- 20:08ideal entre relação carbono, nitrogênio.
- 20:12O que foi interessante é que nas nossas dietas, como foi feito
- 20:15alterações em relação? Teor de proteína bruta também
- 20:18foram feitas em relação à composição de fibra dessas
- 20:22dietas, né? Para balancear as equações, se a
- 20:24gente ver do ponto de vista da relação carbono e nitrogênio,
- 20:27todos os tratamentos foram muito parecidos, iguais.
- 20:29O que estava diferenciando era as diferentes concentrações de
- 20:33nitrogênio, que a gente acabou avaliando do qual seria o
- 20:38impacto, né? Da da do nitrogênio em si, em
- 20:42separado, na produção do do biogás.
- 20:45Então aí a gente encontrou. Aspectos bem interessantes.
- 20:48Assim que a gente esse esse trabalho foi realizado no
- 20:51Canadá, na província de Quebec, que a gente tentou avaliar de
- 21:00certa forma como é que essa redução do nitrogênio ele pode
- 21:03estar afetando. Então esse experimento rodou
- 21:06aproximadamente um ano, né? Que a gente foi.
- 21:09E fazendo ao longo do tempo. Então a gente a medida que o
- 21:12tempo foi foi utilizando, a gente foi incorporando maiores
- 21:15quantidades de degeras. Então no início uma quantidade
- 21:20menor em relação à proporção deget inóculo é a medida do do
- 21:25tempo que o tempo IA passando, a gente IA incorporando mais
- 21:28degeras pra ver qual seria o impacto dessa dessa incorporação
- 21:33também Na Na produção de vogás. O que foi bem interessante que a
- 21:37gente pode observar que num primeiro momento, então, nos
- 21:41primeiros ciclos não teve diferença significativa entre os
- 21:45tratamentos, porque aquela diferença do nitrogênio era
- 21:47muito baixa para as quantidades que foram utilizadas.
- 21:52Mas à medida que a gente foi colocando maiores quantidades de
- 21:56de de dejetos, essas concentrações ficaram mais
- 22:01discrepantes. Então a gente começou a observar
- 22:03a diferença entre os tratamentos.
- 22:05Então, aquele dejeto que teve o tratamento de controle de
- 22:09nitrogênio, as bactérias continuaram produzindo produção
- 22:11de biogás a níveis satisfatórios.
- 22:15A medida que a gente foi reduzindo o nitrogênio, essas
- 22:17bactérias começaram a ter maiores dificuldades de gerir o
- 22:21material e acabaram produzindo menos biogás.
- 22:25Então, a medida que a gente foi reduzindo a quantidade de
- 22:28nitrogênio, os dejetos, essas bactérias, elas acabaram
- 22:31reduzindo a produção de de biogás.
- 22:35A gente sempre fala que AA digestão anaeróbica ela é,
- 22:38digamos, um blackbox. Tu nunca sabe o que que vai
- 22:40acontecer, porque alguns coisas que tu mudar, no que tu está
- 22:44fornecendo ali a composição dos dejetos pode afetar na produção
- 22:49de biogás, porque tu vai estar favorizando determinadas
- 22:52bactérias, né? Umas que vão digerir aspectos
- 22:56mais fibrosos outros. Bactérias que vão digiria
- 23:00materiais mais Nitrogenados. Então é muito comum dentro da
- 23:04análise assim de experimentação. Na parte do gás, a gente
- 23:08analisar não apenas a produção dos dejetos suínos, mas também o
- 23:11que que acontece, utilizar dejetos suínos com dejetos de
- 23:14aves, com dejetos ruminantes. Então a gente tem um dos nossos
- 23:18trabalhos também é mono EE outras digestões multi, multi
- 23:26gestão. E outra também, se a gente
- 23:29começar a utilizar a silagem, o que que se a gente, então a
- 23:31questão da gestão anaeróbica assim, possibilidades infinitas,
- 23:37né? No que que a gente pode estar
- 23:38avaliando em relação à produção de biogás, do ponto de vista de
- 23:42biogás, o que que seria o biogás, né?
- 23:43Porque é a primeira pergunta, porque o biogás não é apenas
- 23:46metano, né? O biogás também é CO 2H 2 SSE,
- 23:51alguns outros. Gases ínfimos do ponto de vista
- 23:56da utilização, como eletricidade.
- 23:58A gente está muito interessado na produção de metano, né?
- 24:02Então aquele metano ao ao invés de ser, digamos, ser um fator
- 24:09poluente, né, que for emitido na atmosfera, a gente está
- 24:12utilizando esse metano para geração de energia, produção de
- 24:16de biogás. Então, dentro das nossas
- 24:18análises, não foi apenas, digamos.
- 24:21A produção total de biogás, mas também qual a qualidade desse
- 24:24biogás que estava sendo produzido, né?
- 24:27Então então toda semana, 3 vezes por semana, a gente analisava a
- 24:31composição do biogás que estava sendo gerado para analisar qual
- 24:35seria a composição. Então logo no início, pouco
- 24:39biogás, muito CO2 está sendo produzido.
- 24:41Então, à medida que as bactérias vão vão digerindo esse material,
- 24:45elas vão produzindo mais metano. Então a gente pode, a gente
- 24:48também. Além da variável total produção
- 24:51de advogados, a gente avaliou diferentes variáveis, né?
- 24:53Qual a variável de produção de metano?
- 24:56Produção de CO2. E os resultados são muito
- 24:58similares em relação ao que a gente como tem na produção
- 25:01total, né? Porque as bactérias, à medida
- 25:04que a gente foi reduzindo o nitrogênio que foi fornecido,
- 25:07né, sem alterar a composição carbono e nitrogênio, essas
- 25:11bactérias acabaram reduzindo também a produção de metano, né?
- 25:15Então as bactérias acabaram sendo.
- 25:19Prejudicadas nesse aspecto, né? Então são vários aspectos que a
- 25:22gente precisa considerar, né? O que que é, qual é o objetivo
- 25:26do do nosso trabalho, do objetivo do sistema em é
- 25:31interagir a parte da produção animal com a produção de biogás.
- 25:35Dentro da produção de biogás, o que que a gente pode estar
- 25:37alterando então? Utilizando as mesmas dietas dos
- 25:40sistemas convencionais? O que que a gente pode estar
- 25:42alterando também? Na de gestão, anaeróbica que a
- 25:45gente pode estar otimizando a produção de mestano, então são
- 25:48são várias coisas que a gente pode estar estar considerando ao
- 25:52longo do sistema, né? E vários e vários é fatores
- 25:58nutricionais, né, Felipe? Não, não.
- 26:00Certamente, não só a proteína. Mas vamos vamos falar da
- 26:04proteína por enquanto, no teu ponto de vista, a tua.
- 26:08Percepção dos resultados do experimento, enfim, de toda
- 26:12essa, desse trabalho que vocês têm feito, né?
- 26:16Em relação ao equilíbrio entre produção do animal, que é o core
- 26:20Business principal, vamos dizer assim, né, que é a carne e
- 26:25produção de biogás ou biofertilizante.
- 26:29Qual o que que você recomenda pra nós pros ouvintes, em
- 26:33relação a conceito de redução de proteína bruta?
- 26:38Principalmente pensando em questões econômicas.
- 26:41Alguns aspectos a se considerar em relação ao à redução do teor
- 26:44proteína bruta que eu acabei não abordando, que também são
- 26:47importantes aqui. Então, essa redução do teor de
- 26:50proteína bruta, Ela Foi possível com a suplementação de
- 26:52aminoácidos sintéticos. Então também tem que ser
- 26:56considerado a relação dos custos e o impacto ambiental dentro da
- 27:00cadeia produtiva. Então, além de realizar,
- 27:03digamos. A avaliação do ponto de vista da
- 27:07parte de produção animal, a parte de produção dos dejetos
- 27:10biogasos emissões, depois para aplicar na lavoura também.
- 27:14A gente fez análises de ciclo de vida que incorporavam tudo isso
- 27:18no sistema, né? Então esse é um aspecto é
- 27:19considerado. O outro aspecto é considerar que
- 27:22eu acabei comentando antes que eu preciso esclarecer um pouco
- 27:25melhor o nitrogênio. Ele é muito importante,
- 27:28principalmente animais mais jovens, né, que precisam, que
- 27:30ainda estão. Depositando bastante proteína.
- 27:34Então é esse efeito compensatório que foi observado.
- 27:37Foi na fase de crescimento dos animais, na fase de
- 27:41determinação, essa redução, Ela Foi assim, linear.
- 27:45Então, do ponto de vista, a gente foi reduzido, 1.2, 2.4 e a
- 27:49gente foi observando reduções na mesma proporção na questão dos
- 27:53dejetos, né? Diferente na parte do
- 27:56crescimento que teve essa compensação, que os animais
- 27:58tiveram que comer um pouco mais pra compensar a utilização.
- 28:02De nitrogênio, que não estava. Então o 2.4 foi uma redução
- 28:06pouco elevada para animais de crescimento, mas não para
- 28:12animais de determinação, né? Então isso é um aspecto também
- 28:16que precisa ser considerado. Como eu comentei, avaliar a
- 28:21estratégia nutricional do ponto de vista do desempenho dos
- 28:24animais é importante. É um fator econômico muito
- 28:27importante. A gente trabalha com animais, a
- 28:30gente quer que esses animais, uma vez o animal desempenhando
- 28:33melhor, sendo mais eficiente, a gente também vai reduzir o
- 28:37impacto ambiental, porque a gente vai reduzir a quantidade
- 28:40de recursos para produzir o mesmo quilo de carne suína.
- 28:44Então, são várias coisas que a gente precisa considerar.
- 28:46A fase de desempenho animal é muito importante.
- 28:48A gente precisa considerar estratégias que, de certa forma,
- 28:52não afetem o desempenho ou. De forma razoável.
- 28:56Desempenho desanimado do ponto de vista do manejo do dejeto,
- 29:00né? O que que a gente pode
- 29:00considerar do ponto de vista da redução do biogás, se eu tiver
- 29:05reduzindo o nitrogênio? Se eu reduzir muito o
- 29:08nitrogênio, vou estar reduzindo a produção de biogás.
- 29:11Então não é muito interessante do ponto de vista da utilização
- 29:16de biogás, a redução do proteína bruta ou a redução do nitrogênio
- 29:19do dos dejetos para utilização do biogás.
- 29:24Aspecto muito simular que a gente observou na relação da a
- 29:27questão da amônia e da das emissões, porque do ponto de
- 29:30vista da utilização do dejeto, a gente quer um dejeto que seja
- 29:35nutritivo, que tenha valor nutricional, que tenha
- 29:37nitrogênio fóssil, potássio, pra que as plantas possam utilizar
- 29:41esse dejeto. Então, se a gente tá reduzindo
- 29:44muito nitrogênio, a gente tem a redução, por por exemplo, da
- 29:48poluição que pode ir pro Rio, pro pros córregos, da água, que
- 29:52é uma. O impacto ambiental
- 29:54considerável, mas a gente pode estar perdendo muito valor em
- 29:57relação à utilização do dejeto como biofertilizante.
- 30:01Então é uma eterna gangoua. Eu subo pra cá, eu desço pra cá,
- 30:05eu subo pra cá, então tem muitos trade offs, né?
- 30:09Tem vantagens, desvantagens que a gente precisa considerar.
- 30:12Então do ponto de vista, me perguntou assim, ponto de vista
- 30:16geral, né, o que que, o que que eu considero da redução do teor
- 30:19de proteína bruta? A redução de 1.2 sem afetar o
- 30:25desempenho dos animais e com uma redução pequena em relação à
- 30:30produção de biogás, Eu Acredito que seja o, digamos, o caminho,
- 30:34né? Em relação uma redução muito
- 30:38grande, ela pode afetar, digamos um pouquinho o desempenho dos
- 30:41animais de crescimento e pode afetar mais a produção de
- 30:44biogás, né? Então, tentar achar esse
- 30:48equilíbrio, talvez que seja seja importante, né?
- 30:51De. Ou fazer estratégia nutricional
- 30:55da fase animal e tentar de outras formas modificar a
- 30:59produção de biogás, alterando, digamos, o que que está sendo
- 31:03fornecido, aqueles que os gestores, né?
- 31:05O que que está sendo alimentado vai ser só dejeto, vai ser,
- 31:08digamos, algum material fibroso que também vai ser utilizado.
- 31:11Então como é que a gente pode estar digerindo esse dejeto
- 31:15algum outros dejetos de forma junta?
- 31:16É porque muitas propriedades elas têm os suínos, mas elas têm
- 31:20aves, elas têm. Ruminantes, né?
- 31:22Então forma da gente integrar essa produção de biogás.
- 31:26Não seja apenas para os bovinos, né?
- 31:28Para os suínos, que se incorporem com bovinos e apps.
- 31:32Então, esses, esses, esses biodigestores do futuro, eu acho
- 31:36que eles vão passar por isso, né?
- 31:38Essa integração de diferentes dejetos, isso é muito
- 31:41importante, por exemplo, no Canadá, porque no Canadá, metade
- 31:44do ano tem neve e tu não pode aplicar os dejetos.
- 31:48Todo ano ao longo. Então tu tem que concentrar eles
- 31:51em alguns lugares e pra determinados períodos do ano
- 31:55aplicar esses dejetos. Então, no momento que eu estou
- 31:58acumulando esses dejetos, eu posso estar de certa forma
- 32:02incorporando outros dejetos, incorporando outros materiais
- 32:05que que vão ser adicionados ali pra digestão desse material.
- 32:09Então, tem diversos aspectos a serem considerados, né?
- 32:13Como é que vai ser, digamos, os biodigestores do futuro?
- 32:15Eles vão digerir apenas. Dos jovens suínos, o que que a
- 32:18gente pode estar modificando também nesses biodigestores pra
- 32:22gente estar otimizando a produção de biogás?
- 32:25Então é é algo multidisciplinar, né?
- 32:28Mas que precisa ser considerado, né?
- 32:33O Felipe, minha cabeça tá fervendo aqui, claro, porque na
- 32:37verdade, quanta coisa a gente, toda vez que eu penso sobre esse
- 32:42tema, apesar de não ser minha área de expertise.
- 32:46Eu já eu já começo a pensar numa série de possibilidades e não só
- 32:49relacionado a questão técnica, mas a questão de negócio, né?
- 32:55E aí quando você fala, por exemplo, e aqui eu eu já
- 32:57imaginava, né, o equilíbrio entre a produção do animal,
- 33:02entre a produção do biogás e suas finalidades e a do
- 33:06biofertilizante. Então, assim, ela precisa de um
- 33:09equilíbrio e ela é muito. E ela esse equilíbrio deve ser.
- 33:13Se eu tiver errado, você me corrige.
- 33:14Ele tem que ser customizado, porque cada caso é um caso.
- 33:19Então, por exemplo, eu me lembro muito bem ali em Lucas do Rio
- 33:23Verde, onde tem produtores integrados, mas são produtores
- 33:28de bovinos e eles produzem suínos por conta dos dejetos.
- 33:32É o produto principal deles ao mesmo.
- 33:35Ao mesmo tempo, você vê uma situação lá no Canadá, como você
- 33:37acabou de dar exemplo? Ao mesmo tempo, você vê
- 33:39situações em que o cara verticaliza e tem que sair e
- 33:43produzir energia porque ele quer o biogás pra pros automóveis ou
- 33:48pra produção de energia. Enfim, nesse contexto, como é
- 33:54que está a cadeia produtiva de suínos?
- 33:57A cadeia produtiva como um todo em relação a modelos de
- 34:02negócios? Tá, não sei se eu vou, estou
- 34:05indo muito a fundo, mas. Pensando em análise de ciclo de
- 34:09vida, pensando numa economia circular e colocando um guarda
- 34:14chuva em cima disso tudo, a agenda ESG que por mais que a
- 34:17turma fala assim, Ah, a agenda ESG está esfriando?
- 34:19Isso não tem mais volta. Nós não temos como mais voltar
- 34:24em em, em, em situações como essa.
- 34:26Até porque, a exemplo do que que a gente deu do biodigestor, que
- 34:30era um problema tratado de gente e com a questão do biodigestor,
- 34:33veio como uma solução, se transformando num modelo de
- 34:35negócio, inclusive. Interessante, né?
- 34:38Que vem agregar valor dentro do sistema de produção.
- 34:41Como é que você vê? É mundo afora.
- 34:45E aí claro que tem certas regiões que estão mais é, é,
- 34:49vamos dizer assim, à frente essa questão.
- 34:53Existem empresas que estão trabalhando nesse sentido e
- 34:56olhar para o sistema, diagnosticar via, entender quais
- 35:00são as demandas e as oportunidades que ele tem.
- 35:03E trazer o pacote tecnológico pra isso.
- 35:05Quando a gente relaciona todos esses fatores vocês ficou claro
- 35:09a pergunta. É uma pergunta complexa, mas eu
- 35:12vou tentar, digamos, caracterizar um pouco o sistema
- 35:16de produção aqui no Brasil. Em relação a região sul, por
- 35:19exemplo, a gente tem muito produtor integrado que digamos
- 35:24assim. Não é um grande produtor, mas
- 35:27ele tem a sua produção e tem que fazer um investimento para as
- 35:30instalações. Então seria Oo principal entrave
- 35:33é o investimento inicial para produção de biogás.
- 35:36Então, esses produtores que estão aí muitas vezes não
- 35:40aposentados, mas indo já para aposentadoria, então é muito,
- 35:45muito complexa essa questão do investimento inicial para as
- 35:48propriedades na região sul do do Brasil, né?
- 35:51Para a região do centro Oeste eu já vejo um pouco de uma forma um
- 35:54pouco mais diferente, né? São propriedades um pouco
- 35:56maiores que pode estar, digamos, pensando no assim, no longo
- 36:00prazo, como esses biodigestores, eles podem ser utilizados para
- 36:04tratar um montante maior de dejetos e também incorporar essa
- 36:08parte da da produção de biogás EEA.
- 36:12Gente sabe que a questão da ambiental, ela vem vindo forte,
- 36:17né? Mas.
- 36:19Nos dias de hoje, os produtores ainda são muito dependentes de
- 36:23algum incentivo do poder público pra fazer esse adquirir esse a
- 36:27questão do biogás, sei que na região sul tem muitos produtores
- 36:31acabaram adquirindo, mas acabaram adquirindo por vias de
- 36:35incentivos fiscais, incentivos do do governo municipal, né?
- 36:39Então tem muitos aspectos que a gente precisa considerar, né?
- 36:43O principal entrave do ponto de vista é o investimento inicial,
- 36:46como eu comentei anteriormente. E também o retorno, né, porque
- 36:50não é um retorno 2 anos, é um retorno ali, um pouquinho, uns
- 36:55anos, um pouco mais. Como eu comentei, pode ser ali
- 36:57de 7910 anos, então tem tem muitas aspectos a ser
- 37:03considerados, né? Então, e também essa energia,
- 37:07pra onde que vai ser utilizado essa energia?
- 37:09Eu vou vender essa energia ou vou utilizar para as minhas
- 37:12próprias instalações, né? Que seria pode ser um.
- 37:16Digamos, uma redução dos custos de produção ou pode ser um
- 37:19aumento da receita, né, do do sistema.
- 37:21Então, então são várias coisas que eu preciso considerar do
- 37:25ponto de vista da tecnologia como um todo, né?
- 37:28De empresas, Eu Acredito que seria que que é o que é o
- 37:32futuro, né? Tem as empresas que estão mais
- 37:34voltadas para a questão do biogás, mas elas muitas vezes
- 37:37não estão focadas assim especificamente da nutrição
- 37:41animal. Como isso elas as estratégias
- 37:44como um todo, né? Seja dejetos suínos com de
- 37:47ruminantes. Então, elas são mais do ponto de
- 37:49vista do macro, e o meu projeto talvez era um pouco muito no
- 37:52micro, né, mas não perdendo a visão do todo, né?
- 37:56Então tenho vários aspectos a serem considerados, a maioria do
- 38:00pessoal, elas analisam essas, essas, esses fatores.
- 38:05Assim, do ponto de vista macro, né, como a gente pode reduzir os
- 38:09custos e ganhar em relação retorno de investimento, né?
- 38:13E eu tentei em valor. Avaliar um pouquinho mais a
- 38:16questão do pouco micro. Mas como é que esse micro afeta
- 38:20diferentes fases do sistema de produção e enárquico de vida?
- 38:24Então são são diferentes de não divisões, né?
- 38:27Mas também que elas precisam ser equilibradas do ponto de vista
- 38:30da da utilização da da tecnologia.
- 38:34É até até mesmo, né, a minha, a minha pergunta no sentido de
- 38:38como como é que os negócios irão se modelar?
- 38:42Frente a essas oportunidades, eu entendo isso tudo como
- 38:45oportunidade, né? São problemas, desafios que se
- 38:49transformam em oportunidades e que, obviamente, você precisa de
- 38:53modelar negócio, né? É.
- 38:56Então eu me lembro. Voltando mais uma vez, eu me
- 38:59lembro quando empresas investiam No No no biodigestor da da tua
- 39:05propriedade e elas ganhariam um crédito de carbono.
- 39:09E depois que ela pagasse, ela dividiria contigo.
- 39:12Então esse é um exemplo que lá atrás, né?
- 39:15Pra alguns deu certo, depois a gente viu que que não se
- 39:19sustentava, né? Mas eu fico pensando nisso tudo.
- 39:23Eu me lembro de alguns colegas que estão nos Estados Unidos
- 39:25falando dos estudos de análise de ciclo de vida, por exemplo, o
- 39:29fato de eu reduzir a proteína bruta, quantos caminhões a menos
- 39:32eu vou ter de farela de soja, qual que é o preço logístico
- 39:35disso, né? Que impacto ambiental que isso
- 39:38vai ter? Então é, é eu, eu fico, me fico
- 39:43aqui, eu fico pensando em modelos, né?
- 39:46E quais as empresas, que os profissionais que irão atuar
- 39:49nisso? E certamente você vai ter muita
- 39:51oportunidade nisso, torço. Só vou comentar um pouco na
- 39:54nessa parte do impacto ambiental, da da estratégia como
- 39:57um todo, né? Porque tu acabou mencionando, é
- 40:00eu preciso, digamos isso, ponderar alguns aspectos.
- 40:03Quando a gente reduz a teor de proteína bruta e acaba
- 40:06suplementando alguns aminoácintética esses
- 40:08aminoácintética, eles também têm um impacto ambiental
- 40:10considerável. Então, à medida que eu vou
- 40:12reduzindo mais a proteína bruta, mais aminoácida industrial, eu
- 40:15preciso utilizar e maior impacto, por exemplo, da
- 40:18decidificação e eutrofização algumas categorias de impacto,
- 40:23então, digamos. É, é um equilíbrio constante,
- 40:26né? Não é.
- 40:26Vamos reduzir o teor de proteína bruta o máximo possível, mas a
- 40:30gente tem que avaliar qual o impacto da.
- 40:33A gente sabe que a produção de diagnócidos industriais vem
- 40:35revolucionando, vem reduzindo os custos, vem reduzindo, digamos,
- 40:40esse impacto poluidor, mas ainda é considerável.
- 40:42Então é, é. São vários aspectos que a gente
- 40:44precisa ponderar na nessa balança, né?
- 40:47De de impacto ambiental. Não, certamente.
- 40:51E esse micro? Felipe que você mencionou, ele
- 40:56vai ser determinante pra quem se envolver nesses nesses negócios,
- 41:01né? No que no que diz respeito a
- 41:03empresas que irão fazer. Por exemplo, eu imagino uma
- 41:06empresa chegando numa propriedade ou em propriedade
- 41:09dizendo assim, eu tenho que fazer um diagnóstico primeiro,
- 41:12fazer um diagnóstico de qual que é a tua situação?
- 41:14Qual dieta que você usa? Você usa mais fibra não usa,
- 41:16você usa DGS não usa, você usa, quais aditivos que você usa, né?
- 41:20Você você já trabalhou com beta ananasis e com fitasi, você
- 41:24trabalhou com vários compostos adicionais e aí assim você
- 41:28imagina esse diagnóstico primeiro, depois olhar de forma
- 41:30macroolítica e dizer assim, o teu modelo vai ser isso, pelo
- 41:32teu objetivo, tá? Vai te custar tanto, teu payback
- 41:36vai ser esse, e aí o modelo que nós vamos usar é esse primeira
- 41:38etapa é essa, a segunda etapa é essa terceira etapa é s, né?
- 41:42Eu, eu fico imaginando esse essa situação e eu não sei se isso
- 41:45tem acontecido já. Alguns aspectos que eu gostaria
- 41:49de considerar que eu acho bem importante assim, relação da
- 41:53composição dos dejetos. A maioria dos dos produtores que
- 41:57eu que eu conheço, eles não fazem uma análise pra ver qual é
- 42:01a composição dos dejetos. Eles acabam utilizando na
- 42:03lavoura, sem uma análise assim mais aprofundada.
- 42:07O que que eu estou aplicando nessa lavoura?
- 42:09Nessa lavoura? Qual a composição de nitrogênio,
- 42:12fósforo, potássio? Então, do ponto de vista que a
- 42:15gente focou muito a questão da produção de biogás, ela é assim
- 42:20complexa, porque a gente precisa saber qual é a composição desses
- 42:23dejetos que a gente vai estar fornecendo nesses biodigestores
- 42:26pra e essa composição ela varia ao longo do desenvolvimento do
- 42:30animal, né? Então, por exemplo, no início de
- 42:32fase de crescimento, é uma composição, a fase final é uma
- 42:36outra composição. Então tem vários aspectos que a
- 42:39gente precisa considerar ao longo do sistema.
- 42:43Para tentar otimizar essa a composição dos dejetos, para
- 42:47otimizar a produção de biogás e otimizar a produção dele como
- 42:51biofertilizantes, né? Porque a gente sabe que os
- 42:53dejetos, eles não são só dejetos, não.
- 42:56Não é só, por exemplo, dejetos não são apenas fezes.
- 42:59Tem a questão da urina, tem o desperdício da ração que ali
- 43:02estão. Por exemplo, em aves também tem
- 43:05a cama de aviário, então o dejeto em si, ele não é apenas a
- 43:08fezes. Então tem alguns sistemas de
- 43:11produção que eles já estão nessa linha que eles eles tentam
- 43:15separar a parte do dejeto sólido com a urina e dar esse dejeto
- 43:20sólido fornecendo os biodigestores.
- 43:23É um outro approach, porque a gente reduz um pouco da
- 43:26variabilidade, porque um dos principais problemas dos dejetos
- 43:29é a variabilidade. Tanto da produção de biogás como
- 43:33lavoura. Se eu utilizar, por exemplo, os
- 43:36dejetos na lavoura, eu vou ter uma variedade muito grande.
- 43:40Assim no desempenho da do milho, da soja, por exemplo, se eu
- 43:43utilizar 11 fertilizante inorgânico, né?
- 43:49Que tá foi designado para ter tanto de n, tanto de p, tanto de
- 43:54KE, ele me garante para aquela estação, então.
- 44:00São vários aspectos que eu preciso considerar.
- 44:02Então tem alguns sistemas que estão também trabalhando já
- 44:06nessa questão da separar o dejeto, né?
- 44:09A parte sólida, a parte líquida, e também então tem o pré
- 44:14tratamento e também tem o pós tratamento dos dejetos ali na
- 44:18digestão aeróbica, porque um dos principais problemas é a
- 44:21volatização de amônia. Por quê?
- 44:24Do ponto de vista da utilização do dejeto?
- 44:27Como biofertizante, eu quero que esse nitrogênio vá para as
- 44:30plantas e não seja perdido, como amônia.
- 44:33Não quero que, à medida que as bactérias vão digerindo os
- 44:37dejetos, vão produzindo mais biogás, mas vão liberando mais
- 44:41amônia, porque esse nitrogênio passa da forma orgânica e vai
- 44:45para forma inorgânica, que é muito mais suscetível para
- 44:48monetização de amônia. Em relação ao equilíbrio, amônia
- 44:50e amônia. Então normalmente o dejeto
- 44:53tratado pós gestão anaeróbica, ele é muito mais suscetível a
- 44:57volação de amônia. Então já tem o pós tratamento de
- 45:01gestão naeróbica, tem muitos trabalhos que tentando a gestão
- 45:04de acidificantes né? Pra tanto pré e pós pra tentar
- 45:08alterar essa volatização da amônia, porque digamos, é um dos
- 45:11passivos né? Eu estou produzindo biogás, esse
- 45:15biogás é o gás, mas eu ainda tenho o material biofertizante
- 45:19que eu preciso. Dá o fim, né?
- 45:22Então não é que eu vou usar o dejeto, vai produzir biogás e só
- 45:25vai ter biogás não, eu tenho mais a questão dos do
- 45:29biofertilizante, que eu preciso ser utilizado na lavoura, né?
- 45:32Ele é muito rico porque tem a questão dos nutrientes muito
- 45:35mais concentrados. Mas como eu comentei, tem a
- 45:38questão da valorização de amônia também, que precisa ser
- 45:40considerado, então são várias aspectos que precisam ser
- 45:44considerados, né? Então tem a questão do pré e pós
- 45:46também, da digestão aeróbica. Seja separação do do sólido, do
- 45:53líquido, seja a obsessão de acidificantes, então, outras
- 45:58estratégias que a gente poderia estar incluindo para otimizar os
- 46:01nossos processos, né? E aí, mais uma vez, depende de
- 46:09cada sistema, de cada dieta, de cada fase, de cada época do ano,
- 46:14que eu imagino também que a época do ano impacta, né,
- 46:17Felipe, você tem? Época de verão, o maior consumo
- 46:21de água. É isso que eu IA comentar.
- 46:24Outro aspecto que dá muita variedade é a composição
- 46:27líquida, esse dejetos, né? Porque o suíno, muito suscetível
- 46:31as variações de temperatura, pode ingerir mais, ingerir
- 46:34menos. Então se eu tenho muito líquido,
- 46:36ele vai estar muito diluído. O que que produz?
- 46:39Na verdade, o biogás não é o líquido, é os sólidos, a
- 46:43quantidade de sólidos que é fornecido na nos biodigestores e
- 46:47como esse sólidos ele pode ser degradado pelas bactérias e se
- 46:51gerar biogás. Então tem a parte dos sólidos,
- 46:54né? Da parte sólida e também da
- 46:57urina que a gente precisa considerar e não digamos.
- 46:59O volume de água. Na verdade é só um diluente, né?
- 47:05Não, eu não tô muito interessado na água.
- 47:08Para em relação a claro que tem um material muito sólido, já um
- 47:13pouco é, já dificulta um pouco mais.
- 47:16A gente viu, por exemplo, na Câmara de aviário, que a gente
- 47:18precisa estar constantemente utilizando inóculo para que as
- 47:22bactérias facilitem as interações.
- 47:26Material, sólido e líquido, né? Porque as bactérias, elas possam
- 47:30penetrar ao longo da. Do material sólido.
- 47:33Então tem um material muito sólido também, não é muito bom.
- 47:36A gente tem que fazer algumas adaptações no sistema pra gente
- 47:39ter sempre nóculo circulante. Então a gente tem que equilibrar
- 47:43a quantidade de sólidos que a gente está fornecendo ali na
- 47:47nesses biodigestores. Então mais uma variável a mais
- 47:50que pode estar. Por isso que eu comentei no
- 47:53início, né? AA digestão aeróbica é meio que
- 47:56um blackbox. Tu coloca uma coisa, vai ter um
- 48:01algum resultado, o tem que tentar ajustar esse esse Black
- 48:05Box a medida tentar otimizar do ponto de vista dos teus
- 48:09objetivos, né? O que que eu eu quero?
- 48:11Biogás, focar mais no biogás, eu quero focar mais no
- 48:15biofertilizante oriundo desse processo de de gestão aeróbica
- 48:20ou quero focar mais AA parte da produção animal?
- 48:23E o e o dejeto é apenas o complemento, então?
- 48:27São muitas interações que a gente pode estar considerando,
- 48:30né? Eu desculpa se eu estou
- 48:32parecendo muito complexo, mas na verdade é complexo, né?
- 48:37Não, você não tá parecendo não, eu concordo contigo.
- 48:40Gênero, número e grau é muito complexo, cara EE, eu acho que
- 48:45nós não estamos tratando da forma que tem que ser tratada.
- 48:47É muita oportunidade que existe ali.
- 48:49São negócios que estão passando. E que estão na frente do
- 48:54produtor e ele está preocupado ali com o preço do swing, com o
- 48:57preço do milho e com o dejeto. Muitas vezes é negligenciado.
- 49:01Eu Acredito nisso e não só por conta de não saber manejar e, ou
- 49:08melhor dizendo, gerenciar todo esse processo.
- 49:12Tá, mas é muitas vezes não saber as oportunidades que estão ali,
- 49:16né? Então, por exemplo, é, a gente
- 49:19falou das variações, a variação é um problema.
- 49:22Aí tem dieta, tem uma série de fatores e tem época do ano, tá?
- 49:28É como é que nós vamos manejar isso daí?
- 49:32Aí aí eu fico pensando, a gente fala hoje em dia, né?
- 49:35Muito sobre microbiota intestinal, microbiota ambiental
- 49:39e a microbiota do biodigestor. A gente tem que manejar também
- 49:44ela. Existem estudos nesse sentido?
- 49:47Existe? É uma pergunta muito
- 49:48interessante, porque dependendo do nosso abstrato, a gente vai
- 49:51favorecer um dos das bactérias mais metodogênicas, por exemplo,
- 49:55ou outras bactérias que digerem mais delinino celulose.
- 49:59Mas do ponto de vista, nossos sistemas, nossos sistemas, eles
- 50:02estão indo muito na parte da alimentação de precisão.
- 50:05Sistemas de maior precisão. Eu vejo, digamos, do ponto de
- 50:10vista da precisão, ter um sistema que mede a composição
- 50:14real dos dejetos que estamos. Então, ter, digamos aqui, um
- 50:17sistema que vai medir qual é a composição daquele dejeto que
- 50:21está sendo utilizado no biodigestor, né?
- 50:24Então, acredito que não seja muito difícil, porque a questão
- 50:27dos alimentadores de precisão é um investimento considerável.
- 50:31Mas em relação aos alimentadores de precisão, uma composição dos
- 50:35dejetos é um valor ínfimo, né? Em relação aos ganhos que isso
- 50:39poderia ter para a gente tentar, sabendo da variabilidade
- 50:43existente que que a gente pode saber.
- 50:45Dentro do que o que é dado, né? O contexto é dado, o contexto
- 50:48está ali, eu utilizo tal dieta que me fornece tal os dejetos e
- 50:53a partir desses dejetos eu analiso a composição e o que que
- 50:56eu poderia estar alterando pra pra otimizar o sistema, né?
- 51:00Então, avaliar a composição dos dejetos, acredito que seja um
- 51:05aspecto primordial, né? E muito se fala também em
- 51:09análise dos solos, né? Por exemplo, os produtores vão
- 51:11lá, eles vão fazer análise. Os solos, saber qual é a
- 51:15composição dos solos. Eles compram os fertilizantes
- 51:19inorgânico, a precisão exata de NPK, mas o dejeto ainda tá sem
- 51:25saber o que que tá aplicando, qual que é.
- 51:30Então acredito em muito ganho nessa parte de entender a
- 51:34variabilidade, saber que ela existe é importante e a partir
- 51:38dessa variabilidade que que a gente pode tá otimizando, né?
- 51:43É. Eu já estou pensando aqui,
- 51:45Felipe, que eu vou terminar nosso bate-papo aqui com vontade
- 51:49de conversar contigo mais umas 23 horas pelo menos, né?
- 51:52Mas eu queria que o público pudesse também é é acessar essas
- 51:57informações. Então nós vamos ter que estender
- 51:59mais um pouco aí pra uma outra, pra uma outra, um outro
- 52:02bate-papo. Eu só queria terminar nessa
- 52:06parte do do projeto e saber quais são os próximos projetos,
- 52:09né? Dentro dessa linha de.
- 52:12Eu acho que é importante também a gente dar um contexto, né?
- 52:15Então a gente avaliou uma estratégia nutricional, que é a
- 52:18redução do teor de proteína bruta das dietas.
- 52:20Então a gente é foco muito no nitrogênio.
- 52:22O que que a gente quer? Eu e o grupo de pesquisa, a
- 52:25gente quer também o fósforo. Então, como é que o impacto da
- 52:29redução do fósforo afeta a questão de produção de biogás e
- 52:33mais a interação nitrogênio e fósforo?
- 52:37Então, fazer dieta com redução do fósforo e redução do teor de
- 52:41proteína bruta e como, digamos, os fósforos e nitrogênio, eles
- 52:44podem estar relacionados o fósforo, quando a gente vê, a
- 52:46gente pode, a gente pode considerar muito a questão da
- 52:49fitase, né? Estou utilizando fitase,
- 52:51tratamento de controle, sem fitase, é uma maneira.
- 52:53A outra maneira da gente ver é a partir de condições práticas,
- 52:59né, que já utilizam a fitase, como a gente pode teria estar
- 53:02reduzindo o teor de de fósforo desses dejetos.
- 53:05Então tem várias coisas que a gente precisa.
- 53:07Considerar, né? Não apenas o nitrogênio, mas
- 53:10também Oo fósforo e, mais adiante, o teor de proteína, o
- 53:15teor de fibra dessas dietas, como eu comentei, a produção de
- 53:18biogás, ela é mais impactada pela relação carbono e
- 53:22nitrogênio. Então a relação das fibras podem
- 53:25estar desenvolvendo um aspecto mais importante, muito mais que
- 53:30o nitrogênio, muito mais que que o fósforo, né?
- 53:33Então a linha do. Dos nossos projetos também vai
- 53:37passar por é fosfor e fibras, né?
- 53:40Então só pra dar um contexto também, né, que eu avaliei o
- 53:43impacto de uma de uma estratégia alimentar ao longo do da cadeia
- 53:47produtiva. Mas é importante a gente
- 53:49considerar também outras estratégias nutricionais, né?
- 53:52Não apenas a tomar as decisões, conclusões das outras fases dos
- 53:57sistemas, baseado em uma estratégia alimentar, né?
- 54:01E a medida que a gente vai. Incorporando mais variáveis, o
- 54:05fóssil fibra, maior variabilidade maiores a
- 54:09complexidade, maiores interações dos nossos resultados sem dúvida
- 54:13nenhuma e das aplicações. Sem dúvida, e aí mais uma vez me
- 54:21aproveitando o tema, Felipe, me fermenta a cabeça aqui, né?
- 54:25E quantas coisas nós temos que tratar que esse não é um
- 54:29problema atual? Isso sempre aconteceu, só que
- 54:32nós estamos agora mexendo é nessa área e aí surge uma série
- 54:38de oportunidades, né? E aí quando a gente, por
- 54:40exemplo, você falou de fibra, o uso de DGS não tem mais volta no
- 54:44Brasil, né? E nós vamos ter composição de
- 54:46dejetos diferente, com maior quantidade de fibra,
- 54:49naturalmente, né? É, e ainda da relação nitrogênio
- 54:53e carbono, carbono e nitrogênio. Outro aspecto que eu já que eu a
- 54:58brecha, eu também vou comentar em relação à utilização de
- 55:00ingredientes alternativos, né? Que é uma outra linha de
- 55:04pesquisa. Não apenas a questão
- 55:07tradicional, redução de proteína bruta, fóssil e tudo mais de
- 55:11fibra, mas também de questão do ingredientes alternativos.
- 55:15Um dos nossos projetos é utilizar, digamos, subprodutos
- 55:18da agroindústria. E como isso impacta o desempenho
- 55:21dos animais? E ao ao longo do sistema da da
- 55:25cadeia produtiva, né? Por exemplo, de cotação de pães
- 55:29de subprodutos agroindustriais, né?
- 55:32Pra pros suínos, né? Não apenas, digamos, as dietas
- 55:35tradicionais, mas também ingredientes alternativos.
- 55:39Então é uma outra discussão ali que a gente pode talvez abordar
- 55:44em outro podcast, né? Em outro podcast, mas já que
- 55:48você comentou eu vou, eu vou. Eu vou falar de 1/01/1 11 vez.
- 55:54Eu não me lembro quem, mas um colega me disse 11, situação que
- 55:58aconteceu que nessas grandes que usam alimento alternativo e que
- 56:03tinha biodigestor, eles usaram e acho que é isso, né?
- 56:07Eles eles tinham lá um suco de uva, um descarte de suco de uva
- 56:11e que usaram no outro dia. O biodigestor fez assim, ó, um
- 56:15show, né? Tudo depende do que tu tá
- 56:18utilizando nos biodigestores, né, como eu comentei?
- 56:21Exatamente, exatamente. Então, como é importante a gente
- 56:25conhecer o que tá entrando no sistema e conhecer o sistema de
- 56:30produção de biogás também, porque você imagina o transtorno
- 56:33disso daí, né? Claro que rapidamente ele ele,
- 56:36ele volta a produzir, né? Mas numa situação dessa pode
- 56:40causar um transtorno, né? Não, perfeito.
- 56:44E eu tô muito curioso nessa da da utilização do dos produtos
- 56:47alternativos, porque acho que vai alterar muito AA,
- 56:49composição, carbono, nitrogênio. Então o impacto vai ser muito,
- 56:56muito importante, né? Mas é ainda são hipóteses, né?
- 57:00Então, assim, 111 última pergunta e eu ouvir sua opinião,
- 57:04você acredita então que, por exemplo, o efeito fibra pode ser
- 57:07mais? Mais importante pra produção de
- 57:10biogás, tá, do que a redução de proteína bruta?
- 57:15Cara, tudo depende de quanto será essa redução e como ela vai
- 57:18apertar nos dejetos. Porque a redução do do teor de
- 57:22nitrogênio, ela é muito limitada ali, como eu comentei, 1.2 2.4.
- 57:27Então o impacto é esse que eu apresentei a sistema de
- 57:30alimentação de precisão. A redução pode ser muito maior.
- 57:33Então, dentro dessa comparação entre hoje e proteína bruta e
- 57:36fibras. Num primeiro momento, eu diria
- 57:38que as fibras poderiam estar vão afetar mais, mas se a minha
- 57:42redução de nitrogênio for muito grande, como alimentadores de
- 57:45precisão? Então acho que é é a ser
- 57:48observado, observado, né? Então tudo depende dentro da
- 57:53mesa de estratégia institucional ou as características do
- 57:58sistema, né? Então não apenas a redução de
- 58:03nitrogênio, mas quanto de nitrogênio que eu que eu consigo
- 58:06reduzir. E quanto de fibra que eu consigo
- 58:08reduzir, né? Porque como eu anotei, carbono e
- 58:12nitrogênio são importantes, né? Então essa relação carbono e
- 58:16nitrogênio não, de certa forma, apenas o nitrogênio, mas como é
- 58:20que tá essa relação carbono? Fibras em relação ao nitrogênio,
- 58:26eu eu acreditaria muito na fibra, mas é algo a ser.
- 58:31Por enquanto é só hipóteses, né? Só hipótese, bem.
- 58:35Como eu te disse, nós poderíamos ficar aqui um bom tempo, mas aí
- 58:39os nossos, os nossos ouvintes aí certamente vão querer dividir
- 58:43isso daí, né? E aí eu já provoco vocês,
- 58:47pessoal, a dar a opinião de vocês aí, né?
- 58:50Se vocês querem ouvir o Felipe de novo, eu quero, né?
- 58:53E se possível, entrevistá lo também, porque eu acho um tema
- 58:56muito importante, com muitos fatores que interferem de um
- 59:00tema extremamente. É talvez um dos principais temas
- 59:04que a gente tem que evoluir pros próximos anos aí na
- 59:06suinocultura, nessas cadeias produtivas e muitas vezes de
- 59:09forma integrada, né, Felipe? Como você disse, cara, o cara
- 59:12produz swing, produz bovino, produz frango e tem que estar no
- 59:14sistema integrado, né? Pensando principalmente em
- 59:17economia circular. Mas nós conversamos com o Felipe
- 59:21e eu queria finalizar nosso bate-papo com algumas perguntas
- 59:24mais de Cunha e pessoal, como a gente sempre faz nos bastidores.
- 59:28Aqui tava conversando com o Felipe, a gente tava pensando em
- 59:30livro. Estava pensando em hobby.
- 59:32Ele falou assim, não vamos falar de uma curiosidade, né?
- 59:35Eu deixei até eu quero ouvir essa história porque eu não ouvi
- 59:38ainda. Mas Felipe compartilha com a
- 59:41gente, então uma curiosidade na tua vida.
- 59:44Então, perfeito. Muitas vezes para mim é muito
- 59:48difícil eu comentar um hobby, alguma coisa, porque eu nem sei
- 59:52quais são os meus hobbies, né? Então acho que a curiosidade é
- 59:54um pouquinho aconteceu, né? Então eu não tenho dificuldade
- 59:59de falar. Então eu era um atleta
- 1:00:02profissional, de Salto de altura.
- 1:00:04Então, medida que eu saí aqui de Mato Leitão, na verdade, quando
- 1:00:07eu fui para Porto Alegre, eu não fui direto para fazer faculdade,
- 1:00:10né? Eu fui para fazer continuar o
- 1:00:13meu, a minha parte como atleta, né?
- 1:00:16Então eu fui o atleta profissional, o primeiro
- 1:00:18brasileiro, as as olimpíadas, Jogos Olímpicos da Juventude,
- 1:00:22né, em Singapura, em 2010. Então acabei competindo a nível
- 1:00:28estadual, nacional, mundial e conhecendo alguns países.
- 1:00:34Foi um dos motivos que eu acabei.
- 1:00:35Não vamos conhecer agora 11 outro lugar, né?
- 1:00:38Vamos pra Austrália, vamos pros Estados Unidos pra nadar.
- 1:00:41Então esse essa motivação já já vem de de longa data, né?
- 1:00:46Então eu fui um atleta de Salto de altura, não é Salto com Vara,
- 1:00:51Salto de altura, aquele que. Você mesmo precisa transpor
- 1:00:56isso? Exato.
- 1:00:58Eu tenho que aproveitar a minha altura, né?
- 1:00:59Tem quase 2 m de altura, então eu tenho que.
- 1:01:02Eu aproveitei desde do começo, né?
- 1:01:05A questão da das vantagens, da da altura, e acho que foi 11,
- 1:01:09fase muito legal da minha vida assim, porque eu aprendi muito.
- 1:01:12A questão da foco, determinação, foi muita, digamos, muita
- 1:01:16Renúncia, né, do que que eu poderia estar fazendo para
- 1:01:19aquela idade em relação a. As outras pessoas, né?
- 1:01:23Então é. São muitas emoções que eu eu
- 1:01:27diria assim que eu carrego com com boas, boas, boas lembranças.
- 1:01:33Que legal, cara. Agora, o que te levou a fazer
- 1:01:37Salto em altura, cara? Quem te motivou foi de você
- 1:01:40mesmo. Então teve alguém, algum parente
- 1:01:42seu, que falou, cara, você é alto.
- 1:01:45Ao invés de você jogar basquete, ao invés de você jogar vôlei,
- 1:01:49vai fazer Salto em altura. Então é uma pergunta bem
- 1:01:51interessante, mas vamos abordar do ponto de vista dos
- 1:01:55incentivos, né, como eu comentei, a questão do dos
- 1:01:57biodigestores. A gente precisa de alguns
- 1:01:59incentivos na vida, né? E por exemplo, aqui no município
- 1:02:03e no atletão município aticamente pequeno, mas tinha um
- 1:02:05projeto de atletismo, eu moro aqui a 400 m agora da da da da
- 1:02:11pista atlética, né? Que que tem hoje em dia, naquela
- 1:02:14época ainda não tinha, né? Então eu acabei.
- 1:02:19Mudando, ainda não tinha pista atlética, mas tinha um projeto
- 1:02:21de atletismo que que fomentava essas práticas, né?
- 1:02:24De do, do, do esporte. A questão da tinha corridas,
- 1:02:29tinha todas as as modalidades, né?
- 1:02:31Mas a que eu mais me destacava era só de altura, por motivos
- 1:02:35óbvios, né? Eu tinha muita vantagem em
- 1:02:37relação às crianças. Então tu tem que conciliar os
- 1:02:40incentivos, tem que ver qual o teu talento e tem que tentar
- 1:02:45casar isso e. E fazer Oo seu melhor, né?
- 1:02:49Então ter esse incentivo. O projeto do atletismo foi
- 1:02:54importante, então tem que saber aproveitar as oportunidades, né?
- 1:02:59Então eu acabei ganhando a bolsa de estudos pra ir pra Porto
- 1:03:02Alegre e daí eu fiz o ensino médio, depois acabei pensando na
- 1:03:06UFRGS. Então são várias coisas que que
- 1:03:10foram convergindo, né? Pra pra esse caminho.
- 1:03:16E isso é a nossa jornada, né, Felipe?
- 1:03:18É a nossa jornada, que depois de um tempo você fala, cara, que
- 1:03:22que bom que é viver, né? A nossa vida, né?
- 1:03:26Bem, pessoal, eu eu me sinto muito honrado compartilhar aqui
- 1:03:29com vocês, muito honrado de entrevistar o Felipe, né?
- 1:03:32Não só pelo seu conhecimento técnico na nossa área, né,
- 1:03:35expertise que ele tem, mas de toda a história dele, né.
- 1:03:38Eu acho que é interessante a gente ouvir as histórias dos
- 1:03:41nossos colegas, dos nossos amigos e quanta história tem aí
- 1:03:45nesses profissionais. Estão envolvidos diretamente ou
- 1:03:48indiretamente na cadeia produtiva de fundos.
- 1:03:51É Felipe, fica à vontade aí pra pra tua fala final eu agradeço,
- 1:03:57é, espero que aí até no final aqui eu vou fazer uma provocação
- 1:04:02ao público, mas espero que a gente volte a conversar sobre
- 1:04:05esse tema ainda, né? Uma parte 2, porque realmente é
- 1:04:09um tema complexo, mas extremamente importante.
- 1:04:12Perfeito, muito obrigado pela oportunidade.
- 1:04:15É um tema complexo. É muito difícil em ter, digamos
- 1:04:19assim, algumas conclusões assim, assim.
- 1:04:24Mas eu eu eu acho muito importante essa oportunidade de
- 1:04:27divulgar o conhecimento, divulgar o que que a gente tá
- 1:04:30fazendo, o que que tem a ser feito ainda, o que que a gente
- 1:04:34precisa considerar. Eu já participei de vários aí
- 1:04:37podcasts aí da da plataforma, então cada vez é focado em
- 1:04:40algum. Algum projeto diferente?
- 1:04:43Mas eu estou aberta aí. AA futuro podcast que a gente
- 1:04:46pode estar discutindo, porque AA parte da sustentabilidade, ela é
- 1:04:51complexa. Ela precisa considerar AA fase
- 1:04:55animal, a fase dos dejetos e como, digamos, a produção
- 1:04:58daquela ração. Então são várias coisas que a
- 1:05:01gente precisa considerar. Então eu acho que a divulgação
- 1:05:05do conhecimento científico ela é importante, então acho muito
- 1:05:08interessante essa plataforma. Agradeço a oportunidade e
- 1:05:12agradeço aí o tempo com discutido aí com com o Vinícius.
- 1:05:17Aí foi um bate-papo muito proveitoso, muito obrigado a.
- 1:05:21Alma foi minha, certamente foi minha pessoal, então finalizamos
- 1:05:26aqui mais um swino cast com o Felipe.
- 1:05:29É que eu não conhecia tanto e eu fiquei admirado para termos um
- 1:05:35papo sobre nutrição e impacto ambiental.
- 1:05:37Falamos de vários temas, né? Pensando aqui ter esse
- 1:05:42equilíbrio entre a produção animal.
- 1:05:43Mas a produção de biogás que veio mais recentemente, né?
- 1:05:46Na Na, na produção dos suínos, de biofertilizante, né?
- 1:05:50Tem vários assuntos aí relacionado a que composição da
- 1:05:53dieta que vai impactar, por exemplo, na relação.
- 1:05:56Carbono, nitrogênio, né? A microbiota do biodigestor a
- 1:06:00época do ano, né? Os objetivos que tem em cada
- 1:06:03sistema. Então tem muita coisa pra
- 1:06:05acontecer e certamente eu vou até comentar com o pessoal do
- 1:06:10sinocast que nós temos que continuar tratando esse tema.
- 1:06:12Então Felipe, muito obrigado, cara.
- 1:06:14E é, espero que seus projetos aí possam gerar muitos fundos.
- 1:06:19Obrigado. Pessoal, gostaria também de?
- 1:06:23Provocar vocês, ouvintes, que são muito importantes para
- 1:06:26sustentar essa plataforma, né? Que é tão importante e eu
- 1:06:30gostaria que vocês compartilhassem com a gente
- 1:06:32ideias de temas e de pessoas, se possível enviar para nós.
- 1:06:37No e-mail, hello@wisinerex.com.br
- 1:06:41compartilha com a gente nomes que vocês acham que gostariam ou
- 1:06:44gostariam de ouvir e temas que vocês gostariam de ouvir.
- 1:06:47Ok, até a próxima.