Latest / Na Mesa com Well / Kenneth Hagin — A Sombra de Boston: A Origem Intelectual Revelada
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- 0:00Bem-vindo ao na mesa com o well, o lugar para quem busca
- 0:02profundidade e historicidade de forma acessível na correria do
- 0:06dia a dia. Existem histórias da igreja
- 0:08contadas nos púlpitos. Existem histórias guardadas no
- 0:12porão, no porão da igreja global.
- 0:15Nós descemos as escadas para investigar aquilo que preferimos
- 0:18esquecer, não para destruir a igreja, mas para aprender com
- 0:22aquilo que ela não pode repetir. Esse é o dossiê Kenneth reaging,
- 0:26a sombra da palavra da fé episódio 4.
- 0:30A sombra de Boston, a origem intelectual revelada, fase do
- 0:35DNA, as rachaduras. É.
- 0:38E pra gente começar a entender essas rachaduras, a gente tem
- 0:41que olhar pra base, né? Pra base do prédio.
- 0:44Porque hoje a gente tem mamas assim, um conjunto muito sólido
- 0:47de Fontes. A gente tá falando de análises
- 0:50literárias bem profundas, registros históricos e o nosso
- 0:54ponto central de hoje. Provas documentais?
- 0:57Exato, provas de plágio. Sabe?
- 0:59É, é isso que deixa a gente separar o mito da realidade
- 1:03documentada. Cara, imagina você construir um
- 1:07Império global, um negócio que movimenta milhões, que que
- 1:11influencia milhões de pessoas, e tudo baseado numa premissa tipo
- 1:15Deus falou diretamente comigo. Nossa, sim.
- 1:18E aí, de repente, alguém vai numa biblioteca e descobre que
- 1:22as exatas palavras que Deus supostamente ditou.
- 1:26Sabe? Elas, tipo, já estavam impressas
- 1:29num num panfleto esquecido décadas antes.
- 1:33É muito louco isso. É surreal.
- 1:35E sabe o que torna essa essa nossa análise tão necessária
- 1:39hoje? O que é o tamanho do pedestal
- 1:42que o Raj se colocou? Ah, sim, com certeza.
- 1:45O argumento central dele, de toda autoridade dele, era sempre
- 1:49essa revelação direta, ele ele batia no peito mesmo para dizer
- 1:53que. Teses, tipo a confissão positiva
- 1:56ou a lei da fé, que isso não veio de livros, não veio de
- 2:00seminário. Ele dizia que era tudo visão,
- 2:03né? Exato que era fruto de visões
- 2:05diretas concedidas ali pessoalmente por Jesus Cristo.
- 2:11É uma blindagem perfeita. Eu eu tava lendo os relatos nas
- 2:15nossas Fontes e as histórias são quase de cinema.
- 2:18Né? Totalmente.
- 2:19Ele, ele contava com todos os detalhes, viagens ao céu.
- 2:23É idas ao inferno, conversas literais com Jesus sentados
- 2:28frente a frente. Sim, ele criava toda uma cena.
- 2:31E ele frisava tipo publicamente que ele quase não lia material
- 2:35de de outros teólogos aham. O profeta isolado, isso?
- 2:40O cara que recebe água direto da fonte sabe só que.
- 2:45É quando as pessoas começaram a levantar a mão lá atrás ele
- 2:47falaram, tipo, olha essa sua revelação aí é, é muito parecida
- 2:50com o texto que eu li outro dia. A resposta oficial?
- 2:53Era ótima, muito curiosa. Ele dizia.
- 2:55É que era tudo uma coincidência, né?
- 2:58Coincidência espiritual, porque estavam lendo a mesma bíblia.
- 3:01É uma saída assim muito engenhosa, porque quando ele ele
- 3:06faz isso, ele tira a discussão do campo literário e leva para o
- 3:10campo espiritual. Claro, ele inverte o jogo.
- 3:13Se você questionasse, essa é coincidência?
- 3:16Uhum, você não estava duvidando do hagen, você estava duvidando
- 3:20do próprio Espírito Santo, entende?
- 3:21Certo? Vamos empacotar isso.
- 3:23Pensa comigo nessa analogia. Manda.
- 3:25Imagina que você é professor de de faculdade?
- 3:27Tá aí o aluno te entrega um TCC, você começa a ler e percebe que
- 3:31o trabalho é literalmente idêntico a uma página do
- 3:35Wikipédia. Nossa, igualzinho.
- 3:37Aí você chama o cara, bota o trabalho, é o Wikipédia, lado a
- 3:40lado e fala, e aí? E o aluno olha no seu olho e
- 3:42diz, professor, por pura coincidência, eu e o autor da
- 3:47wikipedia tivemos AA mesma inspiração divina naquela noite,
- 3:50é? Chega a ser cômico.
- 3:51Chegamos nas mesmas vírgulas? É surreal, né?
- 3:55Mas quem está ouvindo? A gente deve estar pensando,
- 3:58tipo, como é que uma desculpa dessa durou décadas?
- 4:01Como ninguém foi checar isso antes?
- 4:03Então, essa é uma ótima pergunta.
- 4:04EEA? Resposta, está no clima daquela
- 4:07época, sabe? Do movimento carismático.
- 4:09Exatamente meados do século 20. Ali era um ambiente que tinha
- 4:12muita suspeita contra a academia, contra a teologia
- 4:16sistemática e tudo mais. A autoridade não vinha do rigor
- 4:20das notas de rodapé, vinha da sua performance no púlpito, do
- 4:25do carisma, né? Ou seja, se a mensagem fizer, se
- 4:27a pessoa se sentir bem ou, sei lá, curada.
- 4:31A emoção já validava. Tudo exato.
- 4:33Se entregava aquela catarse emocional, ninguém IA perder
- 4:36tempo numa biblioteca municipal, sabe?
- 4:38Para para comparar texto de 30 anos atrás.
- 4:41Ah, faz sentido? A experiência validava a
- 4:44verdade. Mas AA história deixa rastro,
- 4:48né? Não tem jeito.
- 4:49E para a gente entender como que esse TCC copiado, digamos assim,
- 4:53foi parar no Texas nas mãos do hajing.
- 4:56A gente tem que mudar de cenário.
- 4:57Com certeza a gente tem que falar do verdadeiro arquiteto.
- 5:01Isso esse William Canyon. Eu sei que ele nasceu lá no
- 5:05século 19 e morreu em 1948, mas o que faz dele AA chave mestra
- 5:09disso tudo? Olha, para entender esse abismo,
- 5:14a gente tem que olhar para a formação do Canyon.
- 5:17Ele não surgiu ali Do Nada, no Avivamento, tá?
- 5:19O divisor de águas é que ele, anos antes, foi estudar numa
- 5:23instituição chamada Emerson College of oratory.
- 5:27Lá em Boston, né? Isso em Boston, e esse detalhe
- 5:30geográfico define ODNA de tudo que a palavra da fé IA virar no
- 5:35futuro. Cara, nas nossas Fontes eu
- 5:37fiquei encafifado com isso. Por que Boston muda o jogo desse
- 5:41jeito? É que Boston, No No final do
- 5:43século 19, era meio que tipo o vale do Silício das das
- 5:47religiões alternativas? Caramba.
- 5:50Era um caldeirão cultural e o movimento que bombava lá na
- 5:53época era o chamado novo pensamento.
- 5:56Que era daquele tal de finis queenb, né?
- 5:58Exato, o queenb. E detalhe, ele não era teólogo,
- 6:02tá? Ele era um cara do do
- 6:03hipnotismo, ocultismo, dessas paradas da mente.
- 6:07E o que ele ensinava de tão genial que crudou na cabeça do
- 6:10quênio? Bom, a premissa dele era que a
- 6:13realidade material não tem poder sobre a mental.
- 6:18Imagina assim, o seu corpo físico ou a sua conta bancária
- 6:21uhum são só uma tela em branco. A sua mente é que é o projetor.
- 6:26Ah, entendi. Então, se você está doente, o
- 6:29problema não está na tela, está no filme que a sua mente está
- 6:32projetando. Logo, se você focar e fizer
- 6:35afirmações positivas em voz alta, a tela é obrigada a
- 6:40obedecer. Nossa, cara, isso é muito doido.
- 6:42Então a ideia é que AA matéria é submissa à força do pensamento.
- 6:48Exatamente, essa era a matriz do novo pensamento.
- 6:51Se você declara que tem saúde, sei lá, de forma repetida.
- 6:55O negócio se materializa. Isso e o Canyon mergulhou demais
- 6:59nisso. Ele também bebeu da da ciência
- 7:01cristã, da Mary bakeredy. Que tinha sido aluna desse
- 7:04cambe, né? Isso os 2 tinham o mesmo fio
- 7:06condutor. A mente controla a matéria
- 7:09através da força da palavra falada.
- 7:12Mas espera aí, tem 11 nó que a gente precisa desatar.
- 7:14Agora fala como que essas coisas esotéricas?
- 7:18EE filosóficas de Boston viraram sermão evangélico no domingo de
- 7:22manhã. Pois é, porque se eu for em um
- 7:24púlpito e. Falar de poder da mente,
- 7:27moldando o universo físico. Vou me botar para correr, né?
- 7:31Uhum vão achar que é autoajuda quântica.
- 7:33Ah, com certeza. E aí se conectarmos isso ao
- 7:36quadro geral, tá? A gente vê AA verdadeira
- 7:39genialidade do Canyon. Ele sabia que se empurrasse a
- 7:44filosofia do quimbi pura Hum, a igreja rejeitada, claro.
- 7:48Então ele fez um trabalho de semântica, sabe?
- 7:51Brilhante. Ele batizou essa filosofia toda.
- 7:54Batizou o como assim? Ele deu uma nova roupagem.
- 7:57Ele começou a usar um vocabulário cristão super
- 7:59ortodoxo, onde o quimb dizia poder da mente, o Canyon riscou
- 8:05e botou poder da fé. Caramba, ele trocou os rótulos
- 8:09dos potes? Cirurgicamente, onde a galera lá
- 8:12de Boston falava de fazer afirmação positiva para o
- 8:16universo, ele passou a chamar de confissão de fé.
- 8:19Nossa. Ele não mudou o motor, ele só
- 8:21trocou a lataria do carro para poder circular no meio.
- 8:24Cristão sai, entende? Mas reflexo disso está aí até
- 8:26hoje, tipo aquela frase clássica, o que eu confesso eu
- 8:30possuo? Exato, as pessoas acham que está
- 8:33na bíblia. Pois é, mas na verdade foi
- 8:34desenhada pelo Canyon baseado lá na turma de Boston.
- 8:38É, é, é fascinante como ele mudou a própria definição de fé,
- 8:42né? Sim, ele mudou tudo.
- 8:43A fé sempre foi aquela coisa de confiança submissa a Deus.
- 8:48E, de repente, virou uma alavanca mecânica para exigir
- 8:52que o universo físico te obedeça.
- 8:54E pronto. A ponte estava construída ali,
- 8:56nas primeiras décadas do século 20.
- 8:58O que anion Prime o panfleto teve programa de rádio, escreveu
- 9:02o livro uhum e décadas depois surge quem Ken reggae no Texas.
- 9:06E aqui é que a coisa fica realmente interessante.
- 9:10Porque o reggae surge dizendo que teve 11 supervisão de Jesus.
- 9:15Sim, e que Jesus entregou os segredos da fé para ele.
- 9:18E a voz de Jesus era idêntica aos textos do Canyon.
- 9:22É bizarro? E a galera comprou isso por
- 9:25anos, né? Rendeu milhões.
- 9:26Até que a gente chega no ponto de rutura 1988 e o pesquisador
- 9:30Dr. Macconnel. É Oo castelo de cartas
- 9:35desmoronou ali. Mcconnell publicou a different
- 9:38gospel, né? Um evangelho diferente.
- 9:40E o forte dele foi a metodologia.
- 9:42Como assim ele não foi lá só para bater boca sobre doutrina?
- 9:46Ele fez 11. Trabalho forense mesmo.
- 9:48Eu vi os dados nas nossas Fontes, cara.
- 9:50Ele caiu o queixo. Ele não descobriu só uma tipo
- 9:53inspiração parecida. Não foi uma análise textual
- 9:57minuciosa. Minuciosa, ele pegou os
- 9:59panfletos do Canyon dos anos 30. E os best sellers do reggae?
- 10:03E colocou lado a lado. E o resultado, olha, é
- 10:06escandaloso. Mekhono apresentou a prova
- 10:08documental de um de um plágio industrial.
- 10:11Ele provou que o reggae copiou dezenas de escritos.
- 10:14Palavra por palavra. Né?
- 10:15Parágrafo por parágrafo vírgula por vírgula era cópia
- 10:18fotográfica. Não foi um Ah, esqueci de citar
- 10:21a fonte, sabe? Foi sistemático.
- 10:24SIM, 1 padrão de apropriação literária gigantesco o reggae,
- 10:28na verdade, foi um megafone carismático que pegou o crédito
- 10:32intelectual para ele. Tem muita documentação visual
- 10:35disso hoje em dia? É coluna, bidida no meio, de um
- 10:38lado, kenyon do outro, reaging tudo igual, tudo.
- 10:41A estrutura gramatical, as pontuações, é escancarado.
- 10:44Não tem debate. Mas e aí?
- 10:45Como ele lidou com isso quando a coisa apertou?
- 10:48Então o cerco fechou ali pelo final dos anos 70, né?
- 10:51O boca a boca de estudantes começou uhum e ele foi forçado a
- 10:55admitir que sim, que ele é. Tinha lido e conhecia bem as
- 11:00obras do kenyon. Aleluia, admissão, mas.
- 11:04Conhecida a figura pelas nossas Fontes, eu duvido que ele tenha
- 11:08pedido desculpas e repassado os direitos autorais, né?
- 11:11Há de jeito nenhum. E o que a fascinante aqui?
- 11:14A mente dele. Ele não disse, tipo gente, li o
- 11:17Canyon, anotei no caderno, esqueci de dar o crédito.
- 11:20Desculpa. Seria o mais lógico?
- 11:21É, mas ele apelou para intocabilidade.
- 11:25Ele assumiu que as palavras eram idênticas, mas que era um
- 11:28fenômeno místico. Ah, não.
- 11:29Sim. Ele disse que tanto ele quanto o
- 11:33Canyon receberam exatamente a mesma revelação do espírito.
- 11:39Santo ele quer que milhares de seguidores engulam que o
- 11:44Espírito Santo não só ditou a lição, mas ditou vírgula por
- 11:47vírgula. Exato.
- 11:49Estrutura por estrutura pra 2 homens diferentes em em épocas
- 11:53diferentes, EE mais. O Espírito Santo decidiu usar o
- 11:58exato vocabulário metafísico lá de Boston do século 19.
- 12:03Pois é, o Espírito Santo curtiu o novo pensamento.
- 12:06Desculpa, mas essa matemática não fecha, subestima a
- 12:09inteligência, sabe? A sua indignação é lógica, mas
- 12:13é. Perceba a sacada sociológica da
- 12:15coisa. Como assim ele não criou a
- 12:18desculpa para convencer uma conon ou a academia?
- 12:21Ele criou para o público dele. Ah, ao chamar o plágio de
- 12:25fenômeno espiritual, ele se blindou, se você questiona o
- 12:29problema, não é o plágio, o problema é o seu coração.
- 12:33Incrédulo, sabe? Cara, é um ciclo fechado
- 12:35perfeito, porque ele já tinha convencido a galera lá com a
- 12:39filosofia de Boston de que a realidade documental não
- 12:42importa, eSIM a confissão de fé, então.
- 12:45Hã? Um livro copiado pode ser
- 12:47descartado por uma revelação superior.
- 12:49É o ponto exato onde as rachaduras aparecem.
- 12:53A gente expõe muito mais que ética literária.
- 12:56Aqui a gente acha a ponte histórica que estava oculta.
- 13:00Entre o novo pensamento e a palavra da fé.
- 13:02Isso se não fosse o Canyon para traduzir isso para o jargão
- 13:07crente uhum, aquelas ideias nunca teriam entrado no ambiente
- 13:10evangélico, né? E o ragen só pegou isso
- 13:12empacotou no pós guerra. Jogou muito carisma em cima.
- 13:18EE construiu o Império. Cara, a gente desceu hoje no
- 13:21porão e o que encontramos debaixo da poeira?
- 13:24Explode a cabeça. Totalmente.
- 13:26O que foi vendido por por décadas como uma revelação pura
- 13:30e direta dos céus no Texas era, na verdade, uma cópia sem
- 13:34crédito de um radialista. Que, por sua vez, tinha adaptado
- 13:38filosofias de parapsicologia de Boston do século 19.
- 13:42Pois é, é. Uma aula bizarra de como as
- 13:44ideias, sabe, se disfarçam e viajam no tempo.
- 13:47E o cara só botou o selo tipo Jesus, me disse.
- 13:50É louco demais, e se eu puder deixar uma provocação final pro
- 13:55ouvinte? Por favor.
- 13:56Isso acende um alerta sobre como a gente consome informação, e
- 14:00não só em religião, tá? No trabalho na internet, com
- 14:03certeza. Quando alguém surge com uma
- 14:05fórmula mágica embalada em genialidade e que não aceita ser
- 14:10questionada com que frequência a gente checa as notas de rodapé,
- 14:14o que mais a gente tá comprando como verdade absoluta que se
- 14:18cavar um pouquinho tem raízes que a gente discordaria
- 14:20totalmente? É de se pensar, investigar o
- 14:23passado. Não é atacar a igreja, é
- 14:25aprender com aquilo que ela não pode repetir.
- 14:29Série porão da igreja global. Uma série na mesa com el.
- 14:34Se você curte o nosso conteúdo, segue a gente deixa sua
- 14:37avaliação na plataforma e continua com a gente nesta
- 14:40descida profunda pelos segredos e histórias da igreja global até
- 14:45o próximo episódio.