Latest / SuinoCast · by PPGVET / Melhores de 2024: Gestão Eficiente do Milho - Dr. Maicon Sbardella | Ep. 324
Transcript
- 0:00E eu entendo que nesses 20 anos nós avançamos muito em termos de
- 0:05é monitoramento de de qualidade de milho, né?
- 0:11Mas por outro lado, né, é, nós possivelmente não andamos na
- 0:17mesma velocidade em termos de gerenciamento daquilo que nós
- 0:20fazemos com esse, com esse ingrediente.
- 0:24Está no ar o primeiro podcast da sua inocultura brasileira, o
- 0:28swinocast. O swinocast só é possível
- 0:35através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:38educação continuada na sua inocultura brasileira novos
- 0:42líder em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 0:45dos negócios na produção de proteína animal polinutre
- 0:50nutrição animal. Juntos vamos mais longe, Cesar,
- 0:55sempre com você. Além da saúde animal, PAC smart
- 1:00transformação digital para o campo, DSM firmemenich moldando
- 1:06o futuro dos cuidados com os suínos.
- 1:09Olá, sejam todos muito bem vindos para mais uma edição do
- 1:12nosso sul. No teste meu nome é Guilherme, é
- 1:14Brant. Sou post do programa.
- 1:17Hoje tem um convidado muito especial.
- 1:19Professor Maicon esbarrela, professor, seja muito bem-vindo
- 1:24pra nosso programa. Eu sempre falo que é um programa
- 1:27leve, um programa democrático, aberto e com uma gama imensa aí
- 1:31de profissionais. Hoje nós temos um professor, é
- 1:35ele tá no programa, tá sendo muito utilizado na academia, tá
- 1:40sendo utilizado pros professores, que a gente já tem
- 1:42esse feedback pros alunos. Eu sempre falo dos futuros
- 1:46alunos. Os produtores, os futuros
- 1:49produtores, né? Os filhos dos produtores, é toda
- 1:52toda parte técnica que que dá assistência para nossa produção
- 1:56aí de especialmente dos suil EE, eu costumo falar também dos
- 2:01consumidores importantíssimos, nossos não consumidores, né?
- 2:05Então é uma cadeia gigante. Aí o Michael bardella, que é
- 2:10esotecnista, formado pela Udesc Santa Catarina.
- 2:14Com mestrado e doutorado em ciência e animal pela esalq Na
- 2:18Na USP e o MBA em agronegócio na USP, também atualmente professor
- 2:24da universidade federal do Mato Grosso, em Sinop, uma região
- 2:29prome super promissora do agronegócio brasileiro.
- 2:32Seja muito bem-vindo. E depois uma apresentação que eu
- 2:37falo, uma leitura fria de COVID, a gente sempre começa
- 2:41perguntando para o nosso convidado.
- 2:44Quem que é o Michael esbardela, da onde, da onde começou?
- 2:49E eu gosto também de perguntar para os professores, né?
- 2:52É tá até para fazer uma provocação para os alunos e
- 2:55futuros alunos, aí é quem que era o Michael na sua
- 2:58adolescência? Aonde que entrou assume o futuro
- 3:01ou aonde que entrou o Marco e como que foi parar aí em em
- 3:04Sinop? Grande abraço, Maicon, vamos lá.
- 3:08Tá joia, um bom dia a todos. Obrigado Guilherme pela
- 3:12apresentação e pelo convite para estar aqui hoje.
- 3:14É uma satisfação imensa para mim é participar aqui do suinocast
- 3:19que é 111, já é da rotina aqui da nossa suinocultura.
- 3:26Então o Maicon bardella, ele é nascido e criado em Concórdia,
- 3:30Santa Catarina, né? Terra, tá então sadia hoje, BRF.
- 3:36Terra da Embrapa suinos e aves. E é por aí que já começa, né?
- 3:41AA paixão pela área de suinocultura é desde muito cedo.
- 3:46Eu sempre tive grande vínculo com com a com o interior, né?
- 3:5111 sítio, né? Passava todo o final de semana
- 3:53na casa da nona é e com 18 anos eu resolvi ir construir uma
- 4:00carreira na área de de na área. De animal e que acabei
- 4:04direcionando para a suinocultura desde o primeiro desde o
- 4:07primeiro semestre, né? Já no final do primeiro semestre
- 4:10já estava fazendo estágio com suinocultura.
- 4:14É então fiz graduação Na Na Udesc.
- 4:17Depois eu tive experiências aí em Santa Catarina na área de
- 4:22suinocultura. Na sequência eu tive uma.
- 4:26Depois da graduação, eu morei um período na Bolívia trabalhando
- 4:30com implementação de de projetos de nutrição animal na área de
- 4:33suinocultura. Retorno para fazer a capacitação
- 4:37de pós graduação. Retorno para iniciativa privada,
- 4:41né? É, então eu eu fui construindo,
- 4:45né? A minha carreira pautada na
- 4:48ciência, pesquisa, academia e na experiência prática que eu
- 4:53adquiri aí na nas minhas andanças.
- 4:56Né? Então você já pode imaginar que
- 4:58eu tive um período aí nômade, vamos dizer assim.
- 5:01Passei por diversas cidades e hoje eu estou morando em Sinop
- 5:05já professor da UFMT desde 2017. Então o período aí mais longo,
- 5:11né? Depois das minhas saídas de de
- 5:13Concórdia, o período mais longo que eu tô fixando residência é
- 5:17agora como professor da Universidade Federal de Mato
- 5:20Grosso. Então, em síntese, esse é o é o
- 5:22Maicon esbardel. Polinutre há 35 anos
- 5:28desenvolvendo soluções e produtos voltados para a
- 5:31nutrição e saúde animal, pautados pela inovação e pela
- 5:35busca incessante de resultados ou técnicos que impulsionam a
- 5:39rentabilidade de nossos clientes.
- 5:42Polinutre juntos, vamos mais longe.
- 5:47Legal, Maicon, obrigado. E eu?
- 5:50Eu vou. Eu vou quase usar a mesma frase
- 5:54que eu usei pro professor Anderson graça, né?
- 5:58Que o pessoal seguindo os passos da sulicultura brasileira, né?
- 6:03Do berço aí de da do do Oeste de Santa Catarina, né?
- 6:08OOO período de de formação importantíssimo.
- 6:12EEA migração pro. Pro centro Oeste e pro norte,
- 6:16né? Levando aí conhecimento EE
- 6:19participando desse grande crescimento que a sua cultura e
- 6:22todo lado tem tem tido aí nessas novas Fronteiras do Brasil, eu
- 6:27começo aqui No No pra pra chamando o nosso programa
- 6:32programa especial pro milho, o programa do do, do de um dos
- 6:38maiores componentes aí do do nosso sui.
- 6:42Eu tinha um colega de trabalho. Trabalhava na Controladoria e
- 6:47ele me dizia assim, Guilherme, eu calculo quanto de milho tem
- 6:51dentro do salame. Falei, olha, quando eu comecei o
- 6:55meu estágio é. Uma das perguntas foi quantos,
- 6:59quantos sacos de milho 11 fêmea consome no ano, né?
- 7:04Eu achava interessante porque além de a gente saber quanto que
- 7:07era o consumo ou estimar o consumo.
- 7:09A gente também tinha que saber quanto que era um saco de soja,
- 7:12o de um saco de de milho, né? Sim, então é, é uma pergunta
- 7:16interessante. EE, sem dúvida, vai ser
- 7:18interessante a gente saber quantos grãos tem dentro do do
- 7:22salame, é, mas eu chamo atenção aqui.
- 7:25Marco EE, interessante essa questão do estágio no segundo
- 7:28semestre. A gente sempre fala que o
- 7:30estágio é uma questão interessantíssima pra coisas que
- 7:33a gente quer ou coisas que a gente.
- 7:35Não, AA sars tem a possibilidade de saber que não quer trabalhar,
- 7:40mas vamos direto ao Mile. Eu te perguntaria, Marco o vamos
- 7:47só fazer um histórico aqui do Brasil, né?
- 7:50E quanto a quanto anão o Brasil em inflação ao resto do mundo, a
- 7:54nutrição do Brasil é uma nutrição diferenciada, né?
- 7:57Como também Mile, soja, basicamente EE alguns países da
- 8:02Europa, né, com com dietas diferentes, né?
- 8:05Oo Brasil tem esse riquíssimo potencial aí, especialmente da
- 8:11da zona que trabalha aí de produção em função das da da
- 8:16possibilidade de mais safras, né, durante o ano.
- 8:18Mas por que o milho, né? Eu 2 perguntas assim, debate
- 8:23pronto, né? O qual que é a real importância
- 8:26do milho EEO que que a gente tem, está ou negligencia, está
- 8:32negligenciando. Nesse componente tão tão nobre
- 8:37aí chamado milho? Bom, Guilherme, a primeira coisa
- 8:41que nós somos privilegiados por poder trabalhar com dietas à
- 8:45base de milho, né? Como você bem mencionou, não sei
- 8:49aí quanto que é quanto tem de milho no salame, né?
- 8:52Mas a dieta de um suíno, ela vai girar em torno de 65 a 80% de
- 8:58milho Na Na composição. Então, é o.
- 9:01No padrão de dietas que nós trabalhamos no Brasil, ele é Oo
- 9:07ingrediente de maior participação em termos
- 9:09volumétricos, né? Então, se nós pegarmos aqui um
- 9:12suíno de crescimento e terminação, dependendo aí do
- 9:16peso de abatma, nós estamos falando aí em torno de 180 kg de
- 9:19milho para produzir um suíno, né?
- 9:22Só a parte de crescimento e terminação para produzir um
- 9:24suíno aí de um 120 kg de peso vivo. 3 sacos de milho. 3 sacos
- 9:30de milho, então é um é 1 o volume bastante, bastante
- 9:33considerável, né? E eu sempre falo que, embora é,
- 9:39não é um assunto novo, né? O milho está no cotidiano do do
- 9:43produtor rural, do produtor de suínos, das cooperativas da
- 9:46agroindústria, né? É, eu entendo que muitas vezes
- 9:52nós temos grandes desafios com essa, com essa matéria prima,
- 9:55né? E eu me recordo também, pegando
- 9:59o gancho lá, é de muito tempo atrás, já vai fazer 20 anos
- 10:03isso, né? A primeira vez que eu ouvi a
- 10:04expressão que aquilo que não é mensurado não pode ser
- 10:10gerenciado ou não é gerenciado, né?
- 10:13E eu entendo que nesses 20 anos nós avançamos muito em termos de
- 10:19é monitoramento de de qualidade de milho, né?
- 10:24Mas por outro lado, né? É, nós possivelmente não andamos
- 10:30na mesma velocidade em termos de gerenciamento daquilo que nós
- 10:33fazemos com esse, com esse ingrediente, né?
- 10:37É e claro que eu entendo também as dificuldades e limitações que
- 10:42nós temos pra fazer esse esse gerenciamento.
- 10:45Mas quando a gente pensa que é o milho no Brasil, especialmente,
- 10:51que era um ingrediente que não tinha grande, grande.
- 10:56Né? Se nós pensarmos aí, 2008, 2019,
- 10:592008, 2009, né? O massacre de milho varia.
- 11:02Valia 16 BRL aqui no Mato Grosso, né?
- 11:06Então nós não tínhamos um grande estímulo é pra produção de
- 11:11milho, né? Era uma, era um ingrediente
- 11:13relativamente barato. Mas quando a gente pega agora,
- 11:16nos últimos 5 anos, o Brasil tá realmente avançando na parte de
- 11:21processamento desse milho pra outras aplicações.
- 11:24Como é o caso da produção de etanol de milho.
- 11:26Isso acaba gerando, movimentando esse mercado, gerando competição
- 11:30com a área de nutrição animal, que é aí em torno de 8085 por
- 11:35cento, né? Tá mudando isso agora, mas em
- 11:38torno de 80% do volume de de milho produzido, né?
- 11:42E aí a gente começa a observar as mais diferentes situações,
- 11:47né? O produtor muitas vezes começa a
- 11:49ver os preços da da. Dessa commodity oscilar é de
- 11:56forma bastante expressiva, né? O que não era, né?
- 11:58Nós trabalhávamos numa zona relativamente de conforto, com o
- 12:01preço de milho, e aí a gente começa a ficar ansioso e tentar
- 12:06buscar alternativas. E aí eu eu sempre falo, né, as
- 12:10alternativas elas existem, embora nos volumes que nós
- 12:14necessitamos, muitas vezes nós não temos grandes opções ou.
- 12:20É opções que tenham realmente um impacto de nós conseguirmos
- 12:24diminuir consideravelmente nossa dependência do milho, né?
- 12:29É, mas eu quero deixar todo mundo relativamente
- 12:32despreocupado com relação AAA oferta de milho, porque eu
- 12:36entendo que nós temos muita oportunidade ainda de ampliar
- 12:39nossa capacidade de produção. Agora, recentemente que nós
- 12:43começamos a observar os produtores.
- 12:45Os agricultores realmente investirem em tecnologia pra
- 12:49produção de milho, que aí você começa a observar, né, aumentos
- 12:53expressivos de produtividade mesmo aqui no centro Oeste, que
- 12:56as nossas produções, né? A nossa produtividade não era
- 12:59tão é elevada, né? Então, então eu entendo que nós
- 13:05temos oportunidade pra aumentar a oferta, a oferta de milho, né?
- 13:10E aí a grande questão é, nós não temos mais milhos.
- 13:14Naquele preço que nós trabalhávamos.
- 13:16Então, possivelmente nós precisamos começar avançar nas
- 13:19estratégias para otimizar o uso desse milho na nas dietas, né?
- 13:26É só só para trazer um dado aqui, né?
- 13:29O que que o que que nós estamos tratando aqui?
- 13:32Quando a gente fala em variabilidade, né?
- 13:34Em em qualidade de milho para nutrição animal.
- 13:38Eu estou sugerindo aqui que nós tenhamos aí uma variabilidade de
- 13:42pelo −500 quilocalorias por quilo de milho de variação.
- 13:48Isso representa aproximadamente 15%, né?
- 13:53Do total de energia que tem no milho, né?
- 13:55E se o milho é 65 a 80% da composição da dieta, nós estamos
- 14:00falando que tem 1 o volume de energia bastante importante.
- 14:05Aí é de variação e que nós. Muitas vezes não estamos
- 14:09aproveitando essa esse tipo de de variação do nosso sistema de
- 14:13produção. Deixa eu pegar esse gancho.
- 14:18O eu, eu não, eu nunca. Eu não sou nutricionista e eu
- 14:22acho que às vezes as perguntas são interessantes de quem não é
- 14:24exatamente da área. Mas a gente sempre tava muito
- 14:27próximo dos nutricionistas. Primeiro eu, eu, eu fui
- 14:31extensionista, né? Fui.
- 14:33E primeiro reclamando do do nutricionista, né?
- 14:37Trazendo às vezes as queixas do campo EE, depois participando,
- 14:42claro, efetivamente o custo, né? Como que vamos buscar Oo melhor
- 14:46custo do animal e mas essa variabilidade das em
- 14:51quilocalorias ou ou esses 15% aí que é 11 número gigante, né?
- 14:58Dentro do componente, então é um volumétrico.
- 15:02Assim é qual? Qual que é a ferramenta que eu
- 15:05notei sobre? Eu assumido uma nutrição hoje.
- 15:08Qual que é OA ferramenta que eu tenho ao receber ou da
- 15:12qualidade, né? Aprovado pelo departamento de
- 15:16qualidade. Qual que é a ferramenta que eu
- 15:18tenho na mão? Sabendo que aquilo que eu estou
- 15:21desenhando ou calculando, ele pode estar 15% ou acima ou
- 15:25abaixo daquilo que eu estou esperando?
- 15:29Então é, vamos começar pelas origens dessa variabilidade, né?
- 15:35Então nós temos origens, que elas são conhecidas e
- 15:38monitoradas. Então vamos colocar aqui é
- 15:41variabilidade de composição nutricional.
- 15:44Isso é relativamente bem monitorado, especialmente em
- 15:49cooperativas ou ou fábricas maiores, né?
- 15:52Então nós temos equipamentos nears de bancada ou nears in
- 15:56line que nos permitem. É fazer esse monitoramento, se
- 16:00quiser, A baixo custo, né? De carga por carga que tá
- 16:04entrando. Dentro da fábrica de ração, né?
- 16:07Então essa é uma das Fontes de variação AA que nós atribuímos,
- 16:12né? Essa essa variação de energia,
- 16:16né? E nós temos variações de energia
- 16:19que elas são conhecidas, mas em geral, nós não temos grande
- 16:24monitoramento sobre elas, né? Então nós temos.
- 16:28É só para nós termos um dado aqui, né?
- 16:31Em termos de energia, né, nós temos de 72 a 78% de
- 16:37variabilidade no coeficiente de digestibilidade, né?
- 16:41É ou de metabolizabilidade é. Então, de 72 a 78% significa que
- 16:48nós temos 6 pontos percentuais de variação na capacidade de
- 16:53aproveitamento da energia desses grãos de milho.
- 16:56E que isso, de certa forma não é monitorado, porque depende muito
- 17:01de adubação que o que esse grão recebeu lá no campo depende
- 17:06muito da variedade, né? De de semente que está sendo
- 17:10cultivada. Depende muito de processamento
- 17:15térmico que esse milho recebeu pra ser seco, né?
- 17:18Até chegar na nossa fábrica. Então depende de fatores, né,
- 17:22que antecedem o processo de formulação, né?
- 17:26Então, se nós formos colocar aí, é nós temos uma variação aí de
- 17:29um entorno de umas pelo −200 quilocalorias só associadas aqui
- 17:34a aspectos relacionados a coisas que antecedem a fábrica de
- 17:37ração, né? Então já falei aqui do daquilo
- 17:41que a gente conhece de variabilidade monitora, aquilo
- 17:44que a gente conhece de variabilidade, mas hoje não
- 17:47monitora, né? E também eu entendo que existem
- 17:52coisas que nós, né? Não sabemos ainda sobre milho
- 17:56que nós talvez necessitemos, né? De de desenvolver novos
- 18:01conhecimentos. É sobre esse milho, porque você
- 18:05tem variações importantes, né? Na estrutura das moléculas que
- 18:09compõem os grãos, né? Acúmulo de de componentes nesse
- 18:14grão que também podem afetar, de certa forma, a.
- 18:17A capacidade de aproveitamento desses grãos pelos animais, né?
- 18:22Então, então nós, se nós formos dividir, dividir aqui, nós nós
- 18:26temos 3 estágios, né, em termos de qualidade de milho e nós
- 18:31estamos possivelmente monitorando bem, né?
- 18:35Relativamente bem esse primeiro estágio, que é aquilo que nós
- 18:38conhecemos e que nós estamos com ferramentas práticas aplicadas
- 18:44no dia a dia pra poder monitorar, né?
- 18:4811 questão, porque em relação ao ao nirse, né?
- 18:53É ele, ele ele deu, não vou dizer que ele popularizou, mas
- 18:59ele ele ficou, se tornou mais comum.
- 19:01É 11 curiosidade minha agora é em relação ao ao pessoal que tá
- 19:06estudando aí, os alunos, né? Ele é, ele é 11 aparelho, ele é
- 19:11uma tecnologia que ele tá dentro da universidade pra pro aluno.
- 19:17É ter, ter, esse é é esse, essa segurança, né, de de de falar
- 19:23isso aí que a gente falou da das negligências, né?
- 19:26Ele, ele, ele, ele sai com essas seguranças.
- 19:28Essa seria uma pergunta e a outra seria, quanto mais ou
- 19:32menos quantos quanto que é o percentual do do milho ou do das
- 19:37empresas que hoje utilizam como um processamento uma ferramenta
- 19:42um pouco, um pouco mais? Não 111.
- 19:45Ferramenta mais certeira aí pra fazer AA avaliação.
- 19:50Então, com relação ao acesso à tecnologia na iniciativa na
- 19:54dentro da universidade, né? É, nós vamos ter universidades
- 19:57que tem a disposição nirs, né? E em geral, via de regra, ele é
- 20:04um assunto tratado minimamente de forma teórica, né?
- 20:08Então, todo aluno que sai do curso de graduação na área de
- 20:11Agrárias. Deveria minimamente ter
- 20:13conhecimento aí com relação às aplicações dessa ferramenta, né?
- 20:18Especialmente os que vão direcionar, direcionar para área
- 20:21de nutrição animal. A grande questão quando a gente
- 20:24fala em nirs é que eu entendo que possivelmente a iniciativa
- 20:28privada. Ela anda numa velocidade muito
- 20:32maior do que a capacidade da academia de acompanhar.
- 20:36Então, o volume de análises para para calibração das curvas nirs.
- 20:41Que a iniciativa privada tem a oportunidade de acessar
- 20:45diversidade de amostras, ele é muito maior.
- 20:49Então a universidade acaba se beneficiando dessas curvas.
- 20:54E eu gosto de dizer que a gente tenta explorar alguns outros
- 20:58aspectos que não estão é diretamente ou estão é
- 21:03fortemente é sendo explorados pela iniciativa privada, né?
- 21:08Então eu nós estamos aqui pleiteando pra iniciar um
- 21:12projeto, né, na área de tentar fazer correlações, né?
- 21:17É dessas outras, dessa, dessas variações de coeficiente, de
- 21:21digestibilidade. Só que isso demanda obviamente,
- 21:24né? É 1 o volume de recurso
- 21:27importante e é uma quantidade grande de experimentos com
- 21:30animais pra gente conseguir construir esse tipo de curva,
- 21:34né? Então, No No, do ponto de vista
- 21:37de análise de composição, é com toda certeza, a iniciativa
- 21:42privada está muito mais consolidada e com curvas muito
- 21:45mais robustas, e a universidade acaba se utilizando das curvas
- 21:49que já estão desenvolvidas pela pela iniciativa privada, né?
- 21:55Mas não é todas as instituições de ensino que tem acesso ao um
- 21:58equipamento nirs, né? Se nós formos falar aí hoje um
- 22:01nirs de bancada, aí gira em torno de uns 300000 BRL, né?
- 22:05Um que atende bem a demanda aí da da área de nutrição animal,
- 22:09fábrica de ração, é. Então não é um equipamento que a
- 22:14gente, né, para uso muitas vezes pequeno.
- 22:18Não é o equipamento que as universidades têm de rotina.
- 22:23E multiplicando aqueles 3 sacos de de milho, considerando só o
- 22:28milho numa ou o percentual dele Na Na nutrição do animal, já dá
- 22:34para fazer uma conta básica aqui pelo volume de animais
- 22:37produzidos por uma empresa. O quanto que 1 g de conversão ou
- 22:41o quanto que OOO benefício ou o malefício daquilo que está sendo
- 22:46feito, o quanto que esses 300000, vamos dizer assim, são
- 22:49diluídos, né? No na conta total?
- 22:52E a e a minha pergunta agora, talvez é uma pergunta que eu eu
- 22:56sempre gosto de fazer, mas talvez a resposta ela seja um
- 22:59pouco mais elaborada. Mas a gente dá um valor bastante
- 23:03grande para conversão alimentar como como um diferencial.
- 23:07Ele quer dizer, ele é o diferencial de custo do do do
- 23:10sino produzido, além de números, né?
- 23:13De, de de a gente falar em conversões bonitas.
- 23:16É tem que ser conversões que que caibam dentro do bolso, né?
- 23:21Mas é teoricamente, qual que é o nosso limite hoje de conversão
- 23:26alimentar do animal, aí de 125 de 130 kg?
- 23:30Olha, eu, eu já já encontrei casos, né?
- 23:34É claro que não são média, né? Mas abaixo de 2 pra nós falarmos
- 23:39de crescimento e terminação, né? É o que eu entendo em termos de
- 23:44conversão alimentar. É pra subimos em crescimento e
- 23:47terminação. É que muitas vezes, né?
- 23:51Oo problema, muitas vezes ele está em desperdícios que ocorrem
- 23:56no processo, né? Então nós temos muitas vezes
- 24:00alto desperdício de ração nas nas propriedades e nós temos
- 24:05muitas vezes a questão, né, que que a gente não gosta muito quem
- 24:08é nutricionista, né? Mas toda vez que tem um problema
- 24:10no campo que não tem justificativa aparente, né, a
- 24:15possivelmente tem alguma coisa aí que a gente não esteja
- 24:19enxergando, né? Na nas dietas que nós estamos
- 24:22mandando pro campo, né? A grande questão é, é o que você
- 24:26bem comentou, né? É quanto que cabe no bolso do
- 24:30produtor, né? Pra nós falarmos em conversões
- 24:33alimentares próximas a 2 ou até um pouco abaixo disso, né?
- 24:38É, nós precisamos investir não só em em milho, né?
- 24:41Nós precisamos de dietas que vão com outras Fontes de energéticas
- 24:45muito mais concentradas, né? E eu costumo eu costumo dizer
- 24:50que nós brasileiros e América Latina em geral, nós somos é
- 24:56bastante apegados à conversão alimentar, especialmente no
- 24:59Brasil, nós somos bastante apegados na conversão alimentar
- 25:03muitas vezes porque a gente atrela, né?
- 25:05Pagamento de produtor a isso, né?
- 25:08É, mas talvez, talvez é a mesma, a mesma história de que você
- 25:14está pisando no acelerador morro morro acima, né?
- 25:18Então, às vezes esse custo, né, não cabe.
- 25:24Então conversão alimentar é um assunto que ele varia muito, né,
- 25:28de preço, que a gente tá conseguindo acessar a matéria
- 25:31prima e ele é variável entre entre as indústrias.
- 25:35Então eu entendo que nós é nós, nós temos oportunidades em
- 25:42conversão alimentar. Mas que é um tema que talvez a
- 25:46gente pudesse, é ser um pouco mais flexíveis e não buscar uma
- 25:51conversão alimentar a qualquer custo, né?
- 25:56Só só pegando Oo gancho aqui da do desperdício, né?
- 26:00Que eu acho que eu sou um apaixonado aí pelo desperdício.
- 26:04É se se a gente for considerar uma recapitulação do que tu
- 26:09falou até agora, o quais seriam os os grandes pontos do
- 26:12desperdício? Desde da da prancheta, aí do do
- 26:17nutricionista, até até efetivamente não vou nem falar
- 26:21no coxo, né? Porque se está no coxo, ainda
- 26:24tem uma chance do animal consumir, mas de uma fação que
- 26:27esteja no corredor, ou ou esteja no chão ou na no pé de um silo,
- 26:33um caminhão. Eu acho que seria interessante a
- 26:35gente fazer 111 retrospectiva aí da onde que a gente está
- 26:39errando, né? Porque essa relação que sai da
- 26:42fábrica, da relação. Ela é considerada uma ração
- 26:45consumida, né? Pra fazer esse cálculo que que
- 26:49que é comentado, pra pra remuneração ou efetivamente é
- 26:52uma ração que foi que que está sendo considerado e que está Na
- 26:55Na barriga do animal, né? Então, em, em algumas, algumas,
- 27:01alguns ensaios teóricos que a gente faz, né, quando a gente
- 27:04está mexendo com sinocultura, né, a gente chega a valores.
- 27:10De entre aquilo que está formulado e aquilo que o animal
- 27:13está respondendo no campo, nós chegamos a valores de algo em
- 27:18torno de 5 até algumas situações próximo a 15% de, teoricamente,
- 27:25desperdício, né? Desperdício esse que pode ser
- 27:27associado a perdas que são visíveis, né?
- 27:30Aquilo que perdeu no transporte, perdeu dentro da Granja, o
- 27:36animal desperdiçou. E desperdícios que estão aí
- 27:39dentro daquilo que a gente tá tentando explorar aqui, que é a
- 27:43parte do milho, né? Então a gente tem aí uma
- 27:46expectativa entre aquilo que nós estamos efetivamente fazendo de
- 27:51fórmula e aquilo que o animal tá respondendo no campo é de algo
- 27:57em torno de 5, variando até 15% de de.
- 28:03Desperdícios que podem ser associados, tanto AA parte de
- 28:07perda física, de volume de ração, quanto a perdas, né?
- 28:11De erro de matriz nutricional ou variação de matriz nutricional,
- 28:15variação de digestibilidade desses ingredientes, né?
- 28:19Então é um é um. É 1 o volume bastante
- 28:21considerável quando a gente pensa em eficiência produtiva,
- 28:24né EE. EE um tema.
- 28:31Aqui, aqui eu vou ter colocado em alguma Saia Justa, né?
- 28:34Mas eu acho que é importante a gente discutir a realidade
- 28:37mesmo. O tema assilo é segregação de
- 28:41silos, como qual é pergunta de prova, qual, qual a sua
- 28:47importância e como que estamos nesse nesse tópico e aonde que
- 28:52que a gente teria? É oportunidades de melhora ou
- 28:56valer essa oportunidade melhor. Eu acho que um tema aí pra gente
- 29:00dar 11, discutida. Eu eu acho que esse é um ponto
- 29:04chave, indiscutível quando a gente fala em qualidade de milho
- 29:08especialmente, né? Eu entendo que se nós estamos
- 29:12monitorando e avaliando às vezes 100% das cargas que estão
- 29:16entrando na nossa fábrica de ração, de nada adianta nós
- 29:20termos esse milho todo misturado, não estarmos
- 29:23segregando este milho, né? Então eu entendo que é 11
- 29:29estratégia muitas vezes pouco explorada nas fábricas de ração,
- 29:35né? E o pessoal do operacional
- 29:37normalmente é tem as suas justificativas.
- 29:40E eu não falo que é fácil de operacionalizar isso, né?
- 29:45Mas eu entendo que o investimento e o esforço pra
- 29:48segregação de milho, ele tem um retorno extremamente alto, né?
- 29:52Porque isso cria a possibilidade de nós realmente.
- 29:56É explorarmos de forma mais eficiente este milho que está
- 30:00chegando pro animal e direcionarmos esse milho de
- 30:04acordo a característica do animal que está consumindo, né?
- 30:07Então nós vamos direcionar o nosso milho de maior
- 30:12concentração de nutrientes pra pra leitões em fase de creche.
- 30:15Nós vamos direcionar o nosso milho de melhor qualidade pra
- 30:19para as fêmeas em reprodução, né?
- 30:22Pro rebanho reprodutivo e aquele milho que não está.
- 30:26Tão, tão bom assim, né? Ou ou que não atende esses
- 30:30requisitos é, nós vamos direcionar pra pra outras, pra
- 30:34pra outras fases, né? O que não tem muito o que fazer
- 30:37é depois que a gente misturou tudo, porque não adianta nada a
- 30:40gente estar monitorando 100% das cargas e estar misturando todo
- 30:45esse toda essa massa de grãos, né?
- 30:47Eu entendo, né? Entendo os desafios operacionais
- 30:51pra fazer segregação. Né, que é em geral a
- 30:54justificativa pela qual a gente muitas vezes não está segregando
- 30:58grão, mas por outro lado, eu entendo que é um ponto de grande
- 31:02oportunidade, senão o principal ponto de oportunidade de um
- 31:07investimento relativamente baixo, né?
- 31:10E que teria um retorno bastante alto em termos de eficiência de
- 31:15nutrição na suinocultura, né? Esse 11 pergunta em relação de
- 31:23novo, pensando lá nos 3 sacos de de milho que o animal tá
- 31:26consumindo, né? E na e na e no resultado final
- 31:30é, a gente sabe dessa importância, né?
- 31:34EE, essa busca aí na terceira, na quarta casa, depois da
- 31:38vírgula, e sabe da exatamente o que comentasse a as dificuldades
- 31:45operacionais, né? É de novo uma pergunta pra
- 31:49academia, né, aonde que, aonde que isso é discutido, né?
- 31:55Se a gente pegar 11 breve retrospectiva aqui da nossa
- 32:00conversa, né? É eu, eu já, eu já saio de uma
- 32:04variabilidade gigante a ao plantar ou ao decidir o que eu
- 32:09vou plantar, aonde eu vou plantar, clima, safra chegando
- 32:14na minha mão. Se eu tenho 11 tecnologia, eu
- 32:17posso ir pro lado a ou b mas vamos dizer que eu fui pro lado
- 32:21da tecnologia, eu usei e onde eu sei o que eu tenho na mão.
- 32:24E eu joguei num ciclo que eu que eu joguei alguma coisa que não
- 32:29era tão boa ontem, né? Ou Na Na carga anterior é aonde
- 32:33que isso é tratado? Na academia, né?
- 32:36Porque Na Na ciência veterinária ou na agronomia?
- 32:40Existem lá o armazena, é plantio, o armazena.
- 32:43Eu posso estar jogando aqui coisas que eu vi lá mais de 30
- 32:47anos, né? Mas é armazenagem, EEEE,
- 32:52conservação, EE é essa, esse distanciamento agro.
- 32:57Eu vou jogar aqui a engenharia como agro, né?
- 33:00Cada essa é importante, mas aonde que isso está estudando?
- 33:04Pô, isso é caro, isso operacionalmente é, é difícil,
- 33:07se paga, mas eu não consigo. Então.
- 33:13Eu vou, vou traçar aqui da minha, da minha experiência, né?
- 33:17A nossa formação em geral, né? Quando nós vamos lá falar de
- 33:21milho nas disciplinas de nutrição, é, o milho é um
- 33:23ingrediente de alta palatabilidade, o milho tem 3360
- 33:28kg, calorias de energia, o milho é amarelo, ouro, né?
- 33:34Então tem uma quantidade importante de fósforo.
- 33:37Parte desse fósforo não está disponível para o animal, né?
- 33:41É, é limitado em lisina, é limitado em triptofano, e muitas
- 33:48vezes, né? A discussão, né, Na Na Na ideia
- 33:52de ter que tratar de forma mais ou menos equilibrada o rol de
- 33:57ingredientes que nós temos para utilizar nas dietas, né?
- 34:00Muitas vezes, em síntese, a discussão acaba por aí.
- 34:04Né, eu, eu tenho. Exato, e eu?
- 34:12E eu tenho feito um apelo justamente para trabalhar No No
- 34:14sentido inverso, né? Eu trabalho lá. 11111.
- 34:23Parte de conteúdo extremamente extensa, né?
- 34:25Na parte de milho e soja, né? E comecei a enxugar as outras.
- 34:31As outra, a ideia dos outros ingredientes, né?
- 34:35Então tem tem ingredientes que muitas vezes a gente trata, né,
- 34:39mas que não são ingredientes importantes.
- 34:41Não tem volume aqui no nosso país, sequer são utilizados aqui
- 34:45no Brasil. Então eu comecei a usar espaço
- 34:47desses ingredientes, né? Fazer uma curadoria e transferir
- 34:51isso para a parte de de milho, né?
- 34:55É EE, esse é um apelo que eu que eu faço, né, com os meus alunos,
- 34:59eles falam que eu. Que eu, que eu sou apaixonado
- 35:02por milho, né? E a gente realmente precisa
- 35:06falar mais de milho dentro da academia pra que o nosso
- 35:10profissional, quando ele saia daqui, ele ele entenda, né?
- 35:15A importância dessa dessa matéria prima, inclusive quando
- 35:20é eu ministro aula na agronomia, né?
- 35:22Sobre criação e exploração de de animais não ruminantes.
- 35:26Eu gasto na gasto No No bom sentido, né?
- 35:30Uma parte considerável da disciplina falando justamente
- 35:33desses aspectos, né? Que em geral, o pessoal que tá
- 35:37trabalhando na agricultura não tem essa, essa essa perspectiva
- 35:41e essa preocupação, porque querendo ou não, né, até hoje a
- 35:46gente trata milho, né? Como commodity é o produtor, o
- 35:51agricultor, ele é pago por volume de milho principalmente,
- 35:55né? Então.
- 35:56É, eles não tem na rotina essa preocupação direta com aquelas
- 36:02preocupações que o nutricionista tem, né?
- 36:06Então Eu Acredito que que nós tratamos ainda e precisamos
- 36:10ampliar. É o tratamento que nós damos
- 36:15sobre Mile, sobre farelo de soja, principalmente.
- 36:18Aqui é dentro da academia, né? Eu acho que a gente precisa
- 36:22realmente avançar nisso. Milho milho da da da ibope, né?
- 36:31Eu eu gostaria de só de de de dar 11 palavrinha aqui a
- 36:36respeito do dessa desse futuro do milho em relação ao aos
- 36:43derivados, aí de itanova aos aos coprodutos, né?
- 36:47É, tiveram algumas alterações agora, né?
- 36:51De do percentual do do diesel na mistura.
- 36:54EEEE no ano que vem, se eu não me engano, o Márcio vai vai ter
- 36:58outra operação. Qual?
- 37:01Qual que é o qual que será ou que está sendo o impacto disso?
- 37:04EEE. Qual que é o nosso futuro aí?
- 37:08Oscilação AA esse tema. Então, EAA utilização de milho
- 37:16para parte de biocombustíveis. Ela não é algo recente, vamos
- 37:19dizer assim, né? Ela é é algo que os Estados
- 37:23Unidos já faz há muito, muito tempo, né?
- 37:26EE, ele, ele ganha esse espaço justamente por causa de
- 37:32versatilidade. Nós temos possibilidade de
- 37:35ampliar volume de matéria prima. Nós temos áreas de né, que os
- 37:39meus colegas da área de ruminantes.
- 37:41Não ouçam isso, né? Não assistam o nosso podcast,
- 37:45mas a gente tem é oportunidade de ampliar a área agricultável.
- 37:50Né, pra produção de de cereais, pra produção de de
- 37:54biocombustíveis, sem a necessidade de ampliar em áreas
- 37:57de desmatamento, né? Então a gente pode é diminuir as
- 38:02áreas de de pecuária extensiva, tornar nossa pecuária mais
- 38:06intensiva e explorar essas áreas pra ampliar a produção é de
- 38:11milho. Então, então, eu não me preocupo
- 38:13muito, né, com relação à disponibilidade, né?
- 38:17E a oferta da matéria prima, é claro que.
- 38:20De 1 ano pra outro, a gente tem variações que podem estar
- 38:24associadas AA fatores que não nós não conseguimos controlar,
- 38:28né? Mas conforme estiver aumentando
- 38:30a demanda, nós vamos, nós temos capacidade de resposta e aumento
- 38:35de de produção, né? E é o que a gente tem observado
- 38:38aí ao longo dos últimos, dos últimos anos, né?
- 38:41Então tem aquelas oscilações, claro, né, mas elas são
- 38:44oscilações que o mercado tem pontualmente e volta a.
- 38:49E volta a se a se acomodar em relação à oferta e demanda, né?
- 38:54E aí, quando a gente pensa numa matriz energética mais limpa,
- 38:58vamos dizer assim, né? A parte de biocombustíveis
- 39:03produzidos a partir de de de cereais.
- 39:08Ela tem um apelo bastante interessante, né?
- 39:11Porque nós estamos falando de um carbono que é cíclico, né?
- 39:14Primeiro ele é removido da atmosfera pra depois virar
- 39:18combustível. Né?
- 39:19Então, AA indústria, ela trabalha a parte de produção de
- 39:23etanol utilizando a parte do amido.
- 39:26E aí você tem todo o óleo que está nesse grão de milho que
- 39:30pode ir pra área de biodiesel, né?
- 39:33É, possivelmente é conforme o mercado vai estimulando, né, a
- 39:41demanda de de biodiesel, a indústria vai extrair mais óleo
- 39:46de milho, né? Dos DDGS, hoje o grosso da do
- 39:50dos coprodutos produzidos é, não se extrai o óleo, né?
- 39:54Então parte, boa parte desse óleo está retornando pra
- 39:57nutrição animal, mas com a demanda aumentada aí de de
- 40:02biodiesel, né? A indústria tende AA retirar a
- 40:05parte desse óleo, né? E nós vamos receber coprodutos
- 40:08que vão ter talvez um pouquinho a mais de proteína, né?
- 40:11E um pouquinho a menos de. Energia do que usualmente nós
- 40:15trabalhamos, embora nós tenhamos no mercado já com produtos de
- 40:19etanol de milho, que que a indústria já está fazendo
- 40:22extração do óleo, né? Então o mix de produtos da
- 40:26agroindústria, ele depende obviamente da questão
- 40:28mercadológica, né? Se nós vamos conseguir absorver,
- 40:33né, esse óleo pra nutrição animal ou se ele será destinado
- 40:38pra pra indústria de biodiesel, é uma questão é, vou chamar
- 40:42aqui. É de mercado, né?
- 40:45Mix de produtos da indústria, né.
- 40:48Mas eu eu vejo assim que também nós, nós estamos aí, processo de
- 40:54inovação tecnológica, então já se está falando em hidrogênio
- 40:57verde, então eu não sei até que ponto, né?
- 41:00Embora talvez não num num curto espaço de tempo, né?
- 41:04Mas não sei até que ponto nós vamos sustentar uma expansão.
- 41:09É de produção de biocombustíveis a partir.
- 41:12De commodities agrícolas, né? Mas também nós temos que
- 41:16considerar que a nossa demanda de de de combustíveis em geral,
- 41:20né, de energia, ela é crescente no mundo todo, né?
- 41:24Então, se nós vamos ter outras tecnologias que vão diminuir
- 41:28nossa dependência dos dos combustíveis em relação a as
- 41:32commodities, vai depender aí do da, da do pessoal que conseguir
- 41:37inovar, né? Em novos métodos de de produção
- 41:40de energia, né? Legal, a gente fez 11 passagem,
- 41:47é uma Bela passagem da história aqui, né?
- 41:51Só recapitulando começando No No no sítio lá da nona né, da nona
- 41:57a esbardela é e não sei se ela produzia milho ou não ou se
- 42:01tinha um silo modelo Chapecó lá né?
- 42:04É pra perceber produzido a gente foi pra pra expansão da sua
- 42:09cultura EE. Estando aí em Sinop, baseado em
- 42:13Sinop, é toda essa evolução do milho durante o tempo.
- 42:17AA evolução da academia, né? Os estudos do milho e as a
- 42:21dispersão EAA dispersão tanto no produto quanto na
- 42:24digestibilidade EE chegamos aí AAAA alternativas interessantes,
- 42:31uso do mias uso de silos, de silos de alternativas, né?
- 42:37AAA segregação do milho. E o próximo passo, que eu diria
- 42:42que é o próximo passo, mas agora tu já veio com outro passo, né?
- 42:45A questão dos biocombustíveis e a questão do do hidrogênio
- 42:49verde, né? É o hidrogênio.
- 42:52Então pra dizer que a nossa, a nossa, a nossa vida de academia
- 42:58e de produção vai lá no paranoico.
- 42:59E isso é muito bom, né? Então eu te agradeço demais aí
- 43:03por pelos. Pelos questionamentos que tu
- 43:08fez, EEEE pelo pelas respostas que nos nos deu e a gente vai
- 43:12junto aí ver quanto de milho tem dentro de um salão.
- 43:15Né? Exatamente.
- 43:16Exatamente essa, essa conta aí pra buscar Na Na essência, né?
- 43:21O custo de de produção. Te agradeço demais.
- 43:24E fica uma pergunta, aqui é, vai O Fora a academia?
- 43:30Aí fora as aulas, né o. Quem?
- 43:33Quem que é o Michael na sua, no seu momento de ócio, no seu
- 43:36momento de de lazer ou fora da da?
- 43:39Universidade então, nesse último ano aqui, o meu meu momento de
- 43:44lazer está sendo cuidar de 2 pequenas que eu tenho aqui em
- 43:47casa. Que legal.
- 43:50Mas em geral, eu gosto muito de de estar em contato com a
- 43:54natureza, sempre que eu posso eu vou pra pra sítio passar o final
- 43:57de semana, né? Mas é nesse, nesse último ano
- 44:02aí, a gente tá mais dedicado aí a as as, as as novas vidinhas
- 44:09que chegaram aí na nossa rotina. Parabéns, que legal, muito bom
- 44:15Maicon, te agradeço demais e já vi aqui que que tem caldo pra
- 44:20pra mais algum outro programa pra pra gente discutir mais
- 44:23aspectos aí relacionados a especialmente a nutrição.
- 44:27Que é o futuro aí da nossa cadeia, que agradeço.
- 44:30Um grande abraço. E a gente se vê aí pelo pela
- 44:32academia, não tá? Ótimo.
- 44:36Então agradecer a oportunidade de estar aqui de obviamente, né?
- 44:40Sempre milho é um desafio e longe de nós.
- 44:44Queremos aqui esgotar o assunto, mas manter esse assunto bastante
- 44:48ativo no nosso dia a dia, né? Nós precisamos é nos dedicar
- 44:53mais ao milho, porque a gente já faz um monitoramento.
- 44:57Relativamente bem mais evoluído do que o gerenciamento que nós
- 45:02temos feito com relação à qualidade de milho.
- 45:05Então é importante que nós ressaltemos, né?
- 45:08Além daqueles problemas que a gente conhece e monitora, que é
- 45:12variabilidade de composição, concentração de microtoxinas,
- 45:15né? Eventualmente algum risco
- 45:18microbiológico com salmonela, né?
- 45:20Então, além desses, desses, desses.
- 45:23Desses desafios que nós monitoramos e conhecemos, né?
- 45:27Gerenciar eles já é importante. Então, segregação de matéria
- 45:30prima, né? É o uso de tecnologia.
- 45:34O nisin line tá aí pra gente otimizar essa variabilidade de
- 45:38composição. A matéria prima, né?
- 45:41E ressaltar também a importância de nós avançarmos nos processos,
- 45:46né? Desde processo de.
- 45:49Classificação de entrada de de grão, né?
- 45:52Nós temos é de 6 a 12% em geral, né?
- 45:57Se nós considerarmos avarias totais, é que o pessoal
- 46:01considera aí como parâmetro para entrar numa fábrica de ração.
- 46:04E nós estamos falando que de 6 a 12, nós temos de 50 a quase 100
- 46:09quilocalorias, né? Em termos de de avarias que nós
- 46:12temos nesse nesses grãos. E explorar também uma coisa que
- 46:16eu gosto muito sempre a mensagem que eu deixo, né?
- 46:18Além de segregação de milho, perguntar onde estão nossas
- 46:22mesas densimétricas, né? Que aí nós temos uma
- 46:25oportunidade grande também de processar aquele milho que às
- 46:30vezes a gente não consegue ter aquele controle antes de entrar
- 46:33na fábrica de ração. Então é uma oportunidade que nós
- 46:36temos aí de explorar nas fábricas de ração.
- 46:40Então, em síntese, é isso, né? Ressaltar que.
- 46:43É, nós temos potencial então, né, nós não, não devemos nos
- 46:47preocupar com a possibilidade de oferta.
- 46:50Tem flutuações que são, é é momentâneas, vamos chamar assim,
- 46:56né? Mas é, nós temos capacidade de
- 46:58ampliar nossa produção de de grãos, né?
- 47:01O que o mercado está demandando hoje de nós é que o milho já não
- 47:05é aquela, aquele, aquele ingrediente barato que nós
- 47:10considerávamos no passado, né? Então nós temos que começar
- 47:13otimizar e atacar esses pontos, né?
- 47:16Onde tem oportunidade de nós otimizarmos é as nossas
- 47:20formulações e aquilo que nós estamos entregando pro animal
- 47:23consumir lá no campo. Então, no mais, agradeço a
- 47:27oportunidade de estar aqui e é uma satisfação conhecê lo também
- 47:32e uma satisfação enorme estar aqui hoje compartilhando um
- 47:35pouco de experiência. Muito legal, obrigado Maicon 11
- 47:40aula. Grande aí sou dormindo, EE ainda
- 47:43ficam ficam pontos com a gente de de discussão, muito obrigado.
- 47:48E a gente se vê por aí. Um grande abraço.