Latest / Café com Dungeon / Proposta estética no RPG #0026
Transcript
- 0:00Estética tem a ver com a percepção que a gente tem
- 0:04do mundo, do nosso ambiente, de onde a gente
- 0:07vive e do que a gente experiencia. Seja
- 0:10um mundo real ou um mundo simulado, um mundo criado
- 0:13de um jogo, uma ficção. Então
- 0:17passa muito por a gente se sentir, a gente sentir os
- 0:21outros, a nossa visão de mundo. Estética
- 0:24tem a ver com essa capacidade de entrar em
- 0:26contato com o ambiente, esse ambiente não só
- 0:30talhado pelos nossos sentimentos, mas também pelo
- 0:33que a gente raciocina a partir das nossas sensações
- 0:36e da nossas experiências. Essas
- 0:39discussões aí tomam bastante os filósofos. Aí,
- 0:43sei lá, desde o salado Nietzsche, Adorno, Brecht,
- 0:49tem muita gente que vem trabalhando que é estética,
- 0:52uma discussão muito profunda, eu não sou um
- 0:55décimo gabaritado para falar sobre isso. Mas
- 0:58dentro de jogos, a gente pode puxar um pouco para
- 1:01jogos essa ideia de estética. Segundo
- 1:05o framework MDA que a gente já trabalhou aqui no
- 1:07Café com o Dungeon no episódio que a gente
- 1:09investiga se todo mestre de jogo é um game designer,
- 1:13nessa investigação a gente puxou a lente desse modelo
- 1:17MDA, que é um modelo que analisa produção de jogos
- 1:22através de mecânicas dinâmicas e estéticas. Tem
- 1:25muito enraizado nos videogames esse modelo, mas
- 1:28a teoria é que os game designers propõem estéticas
- 1:31através de suas mecânicas, eles usam mecânicas para
- 1:35propor estéticas, essas estéticas são experienciadas,
- 1:40elas vendem experiências que os jogadores têm ao
- 1:44engajarem com essas mecânicas no espaço dinâmico
- 1:48de jogo, onde eles exercem o seu espaço de agência,
- 1:52onde eles tomam decisões. Então
- 1:53é justamente nesse espaço de decisões dentro do jogo
- 1:57onde você sente a estética a partir das mecânicas que
- 2:01o game designer trouxe. Bom,
- 2:02isso é uma teoria muito ligada ao videogame, dentro
- 2:06do RPG há muitas nuances que a gente trabalha no
- 2:08episódio que eu citei, mas se a gente analisar o jogo
- 2:13como estética a gente pode ver que é o próprio MDA
- 2:17atrás, algumas estéticas que a gente pode sentir
- 2:19enquanto o jogo, tem o jogo como prazer e
- 2:22sensação, o jogo como fantasia, o jogo como
- 2:25drama, o jogo como desafio, o jogo como engajamento
- 2:29social, o jogo como descoberta, como expressão e
- 2:33auto descoberta e também como passatempo. Isso
- 2:37é algumas coisas que a gente pode sentir a partir
- 2:39dos jogos, na teoria de RPG especificamente também,
- 2:44a gente vê a percepção que deriva dessa ideia de
- 2:49estética, do que a gente vê em sentido a partir do
- 2:53jogo, então trazem também a ideia de instâncias e
- 2:57agendas de jogo também que se relacionam com esses
- 3:00sentimentos provocados pelo jogar e esse jogo que
- 3:05acaba compondo um mundo de aventuras, eventualmente uma
- 3:08construção narrativa e o próprio jogo que é o RPG,
- 3:12o que faz o RPG. Aí se a gente pegar por
- 3:15exemplo a GNS, que é a teoria do Ron Edwards, o
- 3:18game -ismo, o narrativismo, o simulacionismo, ele coloca
- 3:22que as agendas que a gente tem contra o jogador é que
- 3:25a gente pode jogar pra se sentir na pele do
- 3:27personagem em alguns momentos, ver o mundo como
- 3:30ele vê, isso seria um motivador. A
- 3:33gente jogaria, por outro lado, se a gente vai
- 3:35falando de uma agenda narrativista e não game
- 3:38-ista, a gente joga pra contar uma história, se
- 3:41colocando como um autor, um escritor ou um showrunner
- 3:45de série frustrado aí construindo uma obra, a
- 3:49gente pode ser um jogador que joga pra superar
- 3:51obstáculos, como um atleta focado em vencer, em
- 3:54performance, em conquistas. Bom,
- 3:57isso aí seria algumas agendas do que a gente
- 4:00buscaria ali como elemento decisório, o que motivaria
- 4:05a gente a tomar decisões dentro do jogo. Mas
- 4:07também a própria GNS traz algumas posturas que seriam
- 4:10mais fluidas, seriam posições que a gente adota
- 4:13dentro do jogo. Então a gente pode atuar como
- 4:16ator, que a gente faz o que o personagem faria, a
- 4:19gente pode atuar como autor, a instância de pião,
- 4:24em que a gente não é exatamente limitado ali ao
- 4:28personagem, mas a gente toma algumas decisões
- 4:31entendendo ele ali quase como uma terceira pessoa,
- 4:35quase um ente a parte, mas que a gente toma as
- 4:38decisões dele dentro do ambiente, em que ele vive
- 4:40entendendo ele naquele contexto. Ou
- 4:42uma postura de diretorem, em que a gente tem uma
- 4:45liberdade maior do que o espaço pertinente àquele
- 4:49personagem, a gente acaba decidindo de forma separada
- 4:53dele possivelmente, não dependendo dos seus
- 4:56conhecimentos dentro da ficção para decidir
- 4:58influenciar eventos, então seria aquela postura em que
- 5:01o jogador decide sobre cenários, sobre
- 5:04acontecimentos alheios a ele até de uma forma mais
- 5:08distanciada desse próprio personagem. Enfim,
- 5:11são algumas percepções que derivam dessas estéticas do
- 5:16jogador, que também constroem essas estéticas,
- 5:18você jogar para se sentir um showrunner ou você jogar
- 5:23para se sentir o próprio Rambo naquele mundo de
- 5:25ficção, tem diferenças. A gente tem a teoria também
- 5:29do manifold, do RPG mesmo, a teoria de Game Zandere
- 5:33RPG do Cornelson, e ele também fala em instâncias e
- 5:38também fala de algumas estéticas, de alguns
- 5:43sentimentos de jogar, mas quando fala de instâncias
- 5:47ele fala da instância do espectador, do autor, do
- 5:50personagem, do jogador, de atuação, então seria o
- 5:55espectador, aquele jogador mais passivo, mais
- 5:58audiência, que está mais ligado com aquela audiência
- 6:01do cinema talvez, ou jogador autor, em que ele
- 6:05considera o material ficcional que resulta no
- 6:08jogo e impacta, busca impactar esse material
- 6:11ficcional, esse material narrativo, essa construção
- 6:14narrativa. Já a instância do personagem,
- 6:18a postura do personagem, seria quando o jogador
- 6:21entra na pele mesmo do personagem e vê o mundo
- 6:23como ele vê. Já a postura do jogador é
- 6:26quando ele encara o RPG como um jogo mesmo e pensa
- 6:29táticamente, engajando prioritariamente com as
- 6:32mecânicas para tomar essas decisões, e finalmente ali
- 6:35a postura da atuação, em que o jogador tenta agir
- 6:39por a teatralidade no jogo, ele quer retratar, ele quer
- 6:42mimetizar o comportamento ali, levando para a sua
- 6:46atuação mesmo, sua dramaticidade. A
- 6:51gente tem estética para a galera do GURPS aí, que é
- 6:54a vida e míto GURPS, e a galera do GURPS que gosta
- 6:59de sentir esses deus aí forjando as leis da
- 7:02probabilidade, da entropia nas realidades que eles
- 7:05propõem. A gente viu também, não, não
- 7:08é sem sacanagem com GURPS, a gente viu também como
- 7:11pode ser perigoso a gente vivenciar essa fantasia de
- 7:16poder dele promover e como essas fantasias de poder e
- 7:22outras fantasias dentro do RPG podem ser
- 7:24ideologicamente perigosas e trazerem paralelos com
- 7:30tropos colonizadores, de missão civilizatória, de
- 7:35destino manifesto, isso tudo traz uma estética que de
- 7:40certa forma é negativa, uma estética que é indesejável
- 7:44para quem tem uma consciência a respeito
- 7:47disso, para quem quer trabalhar politicamente
- 7:49também, os aspectos do seu jogo, para além do próprio
- 7:54círculo mágico. A gente tem aí, notavelmente,
- 7:59no RPG, mas em todos os jogos, a gente vivencia
- 8:03sentimentos que eles provocam na gente, e a
- 8:07gente tem a oportunidade de sintetizar essas emoções, de
- 8:10pensar a respeito dessas emoções, e ser o conteúdo
- 8:13estético em trabalho dentro do espaço simulado, mais
- 8:17seguro, que não é o espaço da realidade, então de
- 8:20certa forma a gente tem até um pouco mais de
- 8:22segurança para explorar outras estéticas mesmo que
- 8:25sejam estéticas mais problemáticas, então os
- 8:28jogos aí como cult ou jogos mais dark, ou jogos
- 8:31mais que abordam termos mais problemáticos, assim
- 8:34como o espaço de arte, é um espaço em que a gente
- 8:36tem esse círculo mágico, que permite que a gente
- 8:40experiencie outras coisas ali e produz até outras
- 8:43estéticas dentro de intencionalidades, se a
- 8:46gente faz isso de uma forma consciente, acaba que
- 8:49a gente toma nossas precauções para evitar
- 8:51sangramentos desejados, e tudo mais a gente pode
- 8:54experienciar algumas coisas assim, mas como percebe o
- 8:58Tino Guien, que é um game designer que eu tenho
- 9:00falado bastante aqui no café, eu livro agency
- 9:04sArts, ele diz que a matéria do game designer é
- 9:08justamente trabalhar com a agência do jogador, esse
- 9:11espaço desses horas dos jogadores é justamente a
- 9:13matéria que o game designer vai trabalhar, então no RPG
- 9:16esse espaço é dinâmico, esse espaço onde os
- 9:21jogadores vão tomar decisões, ele é muito curto
- 9:26em comparação com as liberdades que esses mesmos
- 9:29jogadores têm, que eles podem imprimir partir das
- 9:33suas próprias percepções ali e confluir com essa
- 9:37construção lúdica proposta pelo game designer, no RPG
- 9:42é muito difícil você constranger os seus caminhos
- 9:45idealizados, as ações dos jogadores, porque eles estão
- 9:48interagindo muito mais com o mundo de aventuras do
- 9:50que necessariamente com as suas mecânicas, então
- 9:53qualquer discrepância ou qualquer coisa que não foi
- 9:57planejado ali no seu espaço mecânico facilmente vai sair
- 10:00disso e vai confluir de outras formas, então não
- 10:03seramente isso vai ser negativo, não seramente isso
- 10:07vai dar em em alguma dissonância ludo -narrativa
- 10:12alguma alguma coisa assim pode dar na verdade uma
- 10:14grande grande contribuição da mesa para aquele jogo
- 10:18proposto pelo game designer, então a gente vai ver que
- 10:21essa confluência essa pororoca de sentimentos e
- 10:26de ideias possíveis vai trazer estéticas variadas
- 10:29ali muitas vezes inesperadas que a gente vai gostar de
- 10:33ver emergir do RPG talvez seja uma das coisas mais
- 10:37interessantes que o RPG traz inclusive em termos
- 10:40visuais o livro muitas vezes vai trazer ilustrações
- 10:43o livro vai trazer tom de voz na escrita o livro vai
- 10:46trazer algumas formas de marcar algumas estéticas mas
- 10:50muitas vezes no RPG é quase certo a gente falar
- 10:56que vai necessariamente precisar de um trabalho de
- 10:59quem joga, quem joga que vai preencher o que faltar,
- 11:02quem joga vai pegar e moldar o que tem ali vai
- 11:06mexer nas artes vai trazer suas próprias referências
- 11:08visuais, suas próprias referências estéticas para
- 11:11ter jogo e vai complementar então nesse momento a gente
- 11:15começa a ver que o próprio game designer o artista
- 11:17gráfico designer do jogo do produto começam a poder
- 11:23contar com essa lacunalidade do jogo e explorar esse
- 11:27espaço de confluência com a mesa e o jogo que é muito
- 11:30rico é um espaço muito rico e que o RPG talvez
- 11:33tenha se divorciado né em suas teorias aí durante
- 11:36tanto tempo durante a forge né que trabalhava isso em
- 11:40silos muito específicos dentro dos jogos que
- 11:43propunha então a gente vai ver que tem muitas
- 11:47possibilidades interessantes de se explodir isso de
- 11:50confluir isso dentro do game design moderno né hoje
- 11:54por conta desses assuntos né hoje eu resolvi falar
- 11:58sobre estética a partir de um jogo com as
- 12:00apocalípticas brasileiro lançado primeiro lá fora
- 12:03mas que trabalha a partir de uma estética nossa muito
- 12:07forte muito bem trabalhada traz um respiro né até de
- 12:12resistência aqui por nosso jogo né essa coisa de mesa
- 12:16da brama na calçada da lucadora de videogame do
- 12:19rancho da pamonha da dungeon que pode ser o
- 12:22sistema de transporte que a gente tem ali um colapso
- 12:26né e que chama o jogador para trazer a sua bagagem
- 12:28para esse jogo porque ele é muito familiar e vai
- 12:32falar hoje sobre o brave zenith né que é um jogo
- 12:35aí do juliano roverato e do silvan joão que é o
- 12:41rostrador que a gente vai trocar uma ideia com eles
- 12:43a respeito de construção estética na RPG a partir
- 12:48desse jogo do brave zenith então é isso vamos lá e o
- 12:55café com danjo bom dia amigos do café com danjo
- 13:08estamos aqui para mais um episódio do seu podcast
- 13:10matinal favorito trazendo sempre muito RPG meu nome
- 13:14é Rafael Balbi eu estou aqui bebendo meu delicioso
- 13:17café ou ver a negra como i na hora qualidade de
- 13:20vida recomendo e estou aqui tomando meu café enquanto
- 13:24eu estudo aqui a entrada para misteriosa tumba de
- 13:29loren y dollar city amete com um sektor a dissiping
- 13:36ele de sede dois mod tempo incidindo um de ultra bóret
- 13:44do loren magna eliqua bom enquanto eu faço isso eu
- 13:50tomo o meu café e fico numa tranquila se você
- 13:53quiser acordar eu vi o podcast tomando um café
- 13:57delicioso como esse também eu sugiro que você vá lá
- 13:59em o vela negreta feste com e utilize o pão pro
- 14:03resolvente do café com danja por pão ccd tudo
- 14:07minúsculo e aí você consegue ir em um desconto
- 14:10para beber esse café ainda mais acessível e cara se
- 14:16você de repente quiser participar de sorteios a
- 14:19gente sorteia quase dois quilos de café ou ver a
- 14:22negra por mês para os nossos assinantes então
- 14:25considere apoiar o café com danjo ajudar a gente a
- 14:28voltar a ter mais episódios na semana e além de
- 14:31participar de sorteios como esse do velha negra você
- 14:34também recebe cupons progressivos não só do
- 14:38velha negre mas dos nossos outros parceiros como retro
- 14:41punk a caramelo jogos e outros também que vocês vão
- 14:46conhecendo aí ao longo dos episódios então é isso
- 14:49apoia ponto s barca foi com danja o torno ensinante
- 14:53vamos lá para o episódio de hoje mas antes queria
- 14:56passar aqui na leitura da enquete do último episódio
- 15:00vamos lá bom o episódio que a gente teve na quinta
- 15:07passada foi com o demiquiral então a gente
- 15:10apresentou aí o devintage rpg o feste play é o jogo
- 15:14rápido do sistema dele lançado pela caramelo jogos
- 15:16e as perguntas que eu fiz para a galera foi foi um
- 15:20é seguinte qual o melhor retro clone para você e
- 15:24por que a gente teve várias respostas
- 15:26interessantes aí teve o davi ribeiro que falou que
- 15:30foi o primeiro né falou que é só jogou o golden
- 15:34glory do adi desse muda deção e achou melhor que
- 15:37os livros originais a exceção é o livro dos
- 15:40monstros é porque os monstros não são só um
- 15:43capítulo no d no adi é um livrão o matheus piquera
- 15:47falou geralmente ele acaba por utilizar o caves e
- 15:50rexes pela coragem e mudar alguns pequenos fatores nas
- 15:54classes que ele acha que estavam defasados nas nas
- 15:57edições originais como o taco do guerreiro por
- 16:00exemplo é realmente foi uma coisa que a gente buscou
- 16:03com o caves e rexes da uma atualizada quando a
- 16:06gente fez esse retro clone aí o providelo grande
- 16:09providelo falou praticamente só joga caves mas
- 16:13consideram se consideram o somelhê de retro clones
- 16:16acha que tem um empate bom entre o caves o devinto de
- 16:20lamentations que clonam mas oferecem ferramentas novas
- 16:24de qualidade o ronestércio alegrand ronest falou que
- 16:28gosta muito do devinto de rpg é não só para ele ter
- 16:31sido iniciado pelos vídeos do quiral mas também por
- 16:34entender as críticas dele e os pensamentos embora não
- 16:37concorde com os gnomos e com os détalos é esse
- 16:41lance de dédalo e a vida do quiral carlos gente
- 16:45falou que ia dizer que abriu mas que ainda não
- 16:49recebeu o material para para jogar então deu uma
- 16:52reclamada e o rafael falou devinto pela sua
- 16:56adaptabilidade e o caves e rexes pela simplicidade e o
- 17:00lamentations de flim príncios pela sua
- 17:03esquisitice estou contigo rafa o evan falou que o
- 17:07favorito dele é o oise apesar de ser literalmente
- 17:10o bx a organização dele facilita muito no hora do
- 17:13jogo é isso gente retrocônis são cada um tem
- 17:16um motivo né de ser um retrocônimo e fica aí a
- 17:20nota de que a galera não citou o lebernes lord que
- 17:23é um tempo atrás era sempre citado mas
- 17:25interessante obrigado pela participação aí galera vamos
- 17:28para o episódio quando estiver viajando a passeio
- 17:35não deixa de fazer uma doce parada no rancho da
- 17:37pamonha vamos cair aqui para o episódio começar a
- 17:43falar sobre proposta estética no rpg só para
- 17:47introduzir o assunto né é quando a gente fala em
- 17:50estética de forma geral a gente tá falando ali de
- 17:53como a gente quer pautar um pouco a gente quer
- 17:56interferir no sentimento das pessoas em relação a alguma
- 17:59algum algum produto alguma proposta de arte alguma
- 18:02coisa assim em jogos a gente fala de estética
- 18:05nesse espaço interno do jogo né a estética vindo
- 18:09desse espaço dinâmico onde jogadores exercem sua
- 18:12agência logo tem a ver com tipos de escolha e decisões
- 18:17que eles devem tomar então as regras né vindo ali não
- 18:20só das mecânicas mas cenário personagem dinâmica
- 18:23pautando que os jogadores vão escolher as decisões
- 18:26que eles vão tomar mas também a estética vem a
- 18:29gente refrenses culturais né dos jogadores em associação
- 18:32ao que eles estão jogando e aí nisso influenciar -se
- 18:35do jogo as cores escolhidas o design do manual o texto
- 18:39o tom de voz com o manual usa e bom a gente analisar
- 18:43isso eu tô com aqui com duas figuras que estão
- 18:45lançando um brave zenith e aí para falar desse rolê
- 18:51eu tô aqui com o silva jão fala aí uma noite
- 18:53galera bom dia boa tarde eu não sei que horas você
- 18:56vai ouvir mas estamos junto então obrigado daí pelo
- 18:58convite balvin estamos juntos para falar de você
- 19:02rapidinho para a galera te conhecer é claro eu sou um
- 19:06ilustrador quadrínista é roteirista de são paulo é
- 19:13eu tenho 33 anos eu gosto muito de rpg e de desenhar
- 19:19e de estudar em certeza que 90 % do público se
- 19:23identificou aí cara agora espero que sim espero que
- 19:27sim e tamo também com o juliano fala e juliano bem
- 19:32-vindo cara tudo bem pra prazer tá aqui finalmente
- 19:36você apresenta e logo a data de longa data é uma
- 19:40tentão quanto é para galera sobre você eu sou juliano
- 19:44sou designer trabalho com o consultor em jogos para a
- 19:50gente se for cidade com frila também e de design e
- 19:56isso é um santo aqui né você vê de santo o lord
- 20:01secreto é maneiro bom é falando agora um pouquinho
- 20:07do do brave zenith né é por ele já tá rolando aí
- 20:11né o previso já é um velho conhecido e de quem
- 20:15apita os os menos da RPG aí não mainstream né já já
- 20:21ouviu falar do prazer e aqui no café inclusive é
- 20:24mas o clica vocês de repente de repente
- 20:27apresentar sem ir para galera o brave zenith
- 20:30porque ele vai dialogar bastante agora com esse
- 20:32tema que a gente vai puxar que é destética no no rpg
- 20:36né como é que vocês apresentariam o brave zenith
- 20:38pra galera eu gosto de pensar nele como se fosse
- 20:41a e se o rpg ele tivesse referências né tanto
- 20:45culturais quanto visuais do brasil em vez de fora né
- 20:49se ele já se nasceu no brasil e veja lá na né o
- 20:52rpg que a gente tá falando que eu mais conhecido assim
- 20:55né o dd né se não tivesse nascido lá no santo linda
- 20:59nasceu aqui no brasil né como é que seria aí foi
- 21:02meio que foi o que foi seguindo suas ideias né e
- 21:06também tornando um pouco mais acessível no sentido
- 21:09da gente a gente gosta muito de fantasia gosto
- 21:12muito dessa coisa só que às vezes acessível no
- 21:15sentido de a galera não entende a linguagem né o
- 21:17que a gente tá falando que são clérigos né são magos
- 21:21é as coisas assim as pessoas vão jogar e não
- 21:26conhecem tanto assim tem meio desconfortável a falar
- 21:28porque não sei como é que é isso uma coisa medinair
- 21:31aí ainda é de nerd tá claro mas é a gente tem
- 21:36que pegar o post apocalipse vem daí né tem no jogo
- 21:40que tentar pegar os objetos do dia a dia pessoal em
- 21:44coisa de fantasia para que você possa falar as coisas
- 21:46que você conhece você conhece tudo já você não
- 21:48precisa ficar a meu os romanos em mil antes de
- 21:52triste inventaram isso aqui sei lá e aí a gente tá
- 21:54usando um portcule sabe sim essas coisas assim é evitar
- 21:59esse tipo de coisa para que a gente possa trazer
- 22:01mais gente né pro hobby eu espero meu sonho inicial
- 22:05maneiro e você o silva como é que é pra você o
- 22:10que que é pra você o bray vizante o bray vizante pra
- 22:13mim é quando eu falo pras pessoas eu falo cara é um
- 22:16RPG aí cheio de cheio de comida cheio de desenho
- 22:20bonitinho que eu fiz eu fico muito eu gosto muito
- 22:23falar desse projeto se eu tenho muito orgulho sempre
- 22:25sempre que pinta essa conversa de ilustração assim
- 22:29falo porra mas eu tenho um santo de que o mergulho
- 22:31mesmo assim eu gosto pra caramba do breves zênite e
- 22:34eu acho que ele é perfeito pra quem tem curiosidade
- 22:38para jogar RPG mas não tem o hábito não costuma porque
- 22:43eu acho que ele é mais planificado assim é uma
- 22:45coisa que dá pra pegar e começar logo que eu acho
- 22:49que uma coisa que afasta muita gente me afasta o
- 22:52RPG por muito tempo é essa esse prep time assim que
- 22:57você tem que ter pra tipo é toda vez que a gente
- 23:00sentava a primeira vez o primeiro primeiro rodado ali
- 23:03pra jogar RPG nunca saia jogo nenhum ela só os cara
- 23:06explicando coisa e aí você monta uma ficha que você
- 23:09perde e mano e o breves zênite ele chegou pra mim
- 23:15numa época que eu já tava me ligando em sistemas
- 23:17alternativos eu tinha encontrado alguns de várias
- 23:20de uma página só na internet e eu tava
- 23:23apaixonado pela ideia de essa estética de um RPG
- 23:27microscópico assim e aí o Juliano chegou falou pô tô
- 23:31com isso aqui tal eu falei cara exatamente que eu ando
- 23:34focado mais assim eu ando indo atrás de referências
- 23:39então foi porra um trampo que caiu numa época que eu
- 23:44tava mesmo querendo desenvolver esse tipo de
- 23:46linguagem que é copiar esses é justamente como que
- 23:51um sistema se manifesta visualmente né e eu sei
- 23:57que os sistemas independentes eles são muito
- 23:59legais assim eu acho que eles dão show de design
- 24:01que você não vê mais nos grandes até tipo de
- 24:04antigamente era muito lindo também eu pego pdf antigões
- 24:08de livros deles e eu acho muito foda era autêntico né
- 24:13cara era autêntico é isso eu acho que falta uma
- 24:15honestidade realmente uma coisa que olha que legal é
- 24:19isso aqui não é você compara tipo com o de
- 24:23antigo e aí na década de 90 ali os primeiros RPGs
- 24:27indies né entre aspas é que eles tinham toda uma
- 24:30estética transgressora para época né pô vampira máscara
- 24:33olha isso aqui era totalmente diferente de ID
- 24:35assim visualmente também né era modo pegada os amigos
- 24:38eu conheci a gente por causa do meu irmão né meu
- 24:41irmão bem mais velho que eu as amigos deles odiavam
- 24:43deles achar um tos que eles falam olha isso aqui
- 24:45cara isso que é muito mais foley jogava vampira máscara
- 24:48né aí tinha as ilustração a tudo de visão assim anos
- 24:5190 né a galera tava curtindo um tarantino é
- 24:55exatamente uma coisa que começou a mudar minha
- 25:00cabeça porque assim como eu cresci já pra mim RPG era
- 25:03essas impressões de 2005 assim de dd é um dia na
- 25:09internet de coisa que já era um artista tal né já
- 25:11tava no meio eu achei muitas e muitas imagens do
- 25:15dd japonês né como eles imprimiram lá super lindo
- 25:18mangasão assim eu falei caralho que foda e eu
- 25:21lembrei que aqui no brasil tem a Erika o ano né que
- 25:24fazia as ilustrações por meita e assim eu sempre
- 25:26fui muito fã do trampo dela assim e foi uma coisa
- 25:30que eu falei caralho dá pra você se divertir pra
- 25:33caralho desenho da RPG essa então sim eu lembrei desse
- 25:37amorzinho que eu tinha pelos livros do tormenta e
- 25:40aí eu fui descobrindo os RPGs alternativas os
- 25:44homebrew RPGs assim é um buraco de coelho cara é
- 25:48totalmente mas assim é ótimo que isso é uma coisa
- 25:52encantadora do RPG né de forma geral no RPG a gente
- 25:56é cada jogador ele tá construindo uma estética
- 26:02daquele jogo na sua cabeça até visualmente mesmo né é
- 26:05cada jogador cada jogador tá pensando numa coisa eu
- 26:08falo vocês estão chegando na portaria e tem um por
- 26:12ter olhei tem uma cara de de otar é cada um tem sua
- 26:16referência do que é uma pessoa idiota ali que vai
- 26:18associar né é e aí cara nesse ponto eu posso estar
- 26:23imaginando isso como estética mangá eu posso
- 26:27estar pensando aquilo como estética sei lá zoeira
- 26:31assim de cartum eu posso estar pensando enfim cada
- 26:35um vai trazer sua própria estética ali no momento que
- 26:38imagina mas ao mesmo tempo existe essa essa construção
- 26:43né de uma estética quando você tá no seu processo
- 26:45criativo de um jogo né e aí eu fico pensando de
- 26:49onde veio esse exemplo a gente pegar o exemplo do
- 26:51brave zanite de onde veio isso é o juliano salá você
- 26:55tava aí julhando acordando um sonho para isso que eu
- 26:58quero de onde veio esse rolê e também pro silva
- 27:03como é que vocês sonharam junto junto zcrpg agora
- 27:07como é que vocês chegaram desse produto bom a o
- 27:11silva fala um negócio que eu não estava esperando mas
- 27:13um dos primeiros estopinhos assim foi ver esse dd
- 27:16japurez aí é porque eu achei legal era que o
- 27:21mesmo jogo é igual só que eles adaptaram a estética
- 27:26cultural local e o Japão transforma muito legal com
- 27:29a gente é quando você vai ver o que que é fantasia
- 27:32né medieval entre aspas no Japão tem um estilo muito
- 27:36específico que é lá o do lodo lá naqueles animes tal
- 27:39o tanto tornei assim bebeu demais isso aí mas que é
- 27:44a estética de fantasia que o wizardry todos os jogos
- 27:47tem esse visual é tipo e tudo dele só que eu achei
- 27:51legal de eles pegarem e olharem os olhos deles né
- 27:54e foi porque é por isso que eu falei como é que
- 27:56seria se a mesma coisa no brasil e só importar assim
- 27:59meu cavaleiros e tudo isso aí visual clássico aí e
- 28:07mecanicamente eu queria também emular um pouco
- 28:17esses temas porque eu tô usando muito muito
- 28:22inspirador e agora o sentido um deles foi
- 28:26mecanicamente o sentido de que lá eles não tenho 20
- 28:32tão não é inaccessível, sei lá. Aí
- 28:34não tinha os dados diferentes. Então
- 28:35eles ainda faziam sistemas adaptados com D6. Por
- 28:37isso que o Brazenic é D6. É
- 28:39só por causa disso. É porque eu achava legal e
- 28:42porque eu lembro quando era criança que eu tentava ver
- 28:44a IPG. Não, eu não tinha dado de 20
- 28:47lados. Nevermong tinha. Tinha
- 28:48de 10 lados que eu jogava com piramánsico. Mas
- 28:50eu queria o de 20, porque era da ideia, era porque
- 28:52tinha visto. E mas aí a gente tinha que
- 28:55pegar lá na caixa do War, sei lá, porque a gente
- 28:57tinha tabuleiro e era D6 que tinha. Então
- 28:59a gente jogava assim. Então eu via muito disso, assim,
- 29:03de pegar essas experiências de jogando e de adaptando
- 29:10para a sua ótica, reinterpretando, né? Prazer
- 29:13em que eu sei a sua cultura, né? Eu
- 29:16acho que esse é um traço mega democrático do Braves
- 29:18Ennity. Faz muito sentido no Brasil
- 29:20você fazer um RPG de 2 dados de 6 lados, assim.
- 29:25Porque todo mundo tem um pouquinho
- 29:26de mobiliário em casa, sabe? E
- 29:29então você vai ter um sete de dados para jogar isso
- 29:32aí. E eu lembro quando era
- 29:33criança que jogava RPG na escola, assim, no intervalo
- 29:37com o Edda, né? Jogando o cara ou coroa. E
- 29:40tipo, era isso. Eu jogava 3D e T com o
- 29:42relógio, porque era o que dava. Caralho.
- 29:45O mestre ele dava o relógio. Ah,
- 29:47o relógio... Não, ele tipo de ponteiro, né?
- 29:49Ah, de ponteiro. Aí
- 29:49o mestre falava, não, fala quando você quer parar. Aí
- 29:52quando parava o relógio ali, o segundo era o
- 29:54número que tinha dado no dado, sei lá, mas olha
- 29:56assim, era o meu biarra. Porque
- 29:58não tinha nada, a gente não tinha nada. Pô,
- 30:00cara, eu alcancei de ver quando era um moleque,
- 30:02assim, até uma lembrança, assim, de pensar o tanto
- 30:06de mesa que eu via. Ah, vem jogar RPG na minha
- 30:09casa. Alguém que eu nunca tinha jogado.
- 30:10Eu chegava e ela tinha, sei
- 30:11lá, gherps e dados do or. O
- 30:14amarelinho e o ermelhinho, né? Tipo
- 30:16sempre assim, cara. Exatamente.
- 30:17Era tão tímido. É maravilhoso. Você
- 30:19já sabia de onde veio, né? Era
- 30:21engraçado. Quando eu era muito criancinha, eu
- 30:23tinha os livrinhos introdutórios do gherps, que
- 30:25tinha aqueles com momentos da história do Brasil, tá
- 30:28ligado? Que tinha um aventurinho do
- 30:29indígena, aventurinha do escravo fugido, tá ligado?
- 30:33E esse foi o meu primeiro
- 30:34contato com RPG. E eu falei, caralho, isso
- 30:36aqui parece um livro de história, moleque. Igualzinho
- 30:39da escola, mas eu pensava, mas tem uns dados, né?
- 30:42Falar um jogo. E
- 30:43assim... Foi tipo, caralho, que foda que
- 30:45dá pra você fazer um negócio desse. Gherps
- 30:47é muito bom, mano. É, é o gherps. Você
- 30:50marcou uma época, né, velho? Não
- 30:51tem jeito. Eu devo muito a Gherps. Não
- 30:53esteticamente, assim. De jeito nenhum. Não,
- 30:55não. Mas com certeza, Gherps molhou
- 30:58minha ideia, assim. Não, e é tipo, é isso que a
- 31:00gente fala quando a gente fala, porque a identidade
- 31:02da RPG do Brasil, por incrível que pareça não é
- 31:04ideia, é tipo, a gente sempre teve, né? Era
- 31:06incolhível, nem lembrei de que estava antigamente, na
- 31:09época de 90, 80. Mas, pô, a gente teve uma
- 31:12piramáscara muito forte aqui, a gente tormenta, né?
- 31:14A gente viu gherps, que até
- 31:16hoje as pessoas falam, não sabe como, até hoje jogam,
- 31:18não acredito. É... É muito... Não,
- 31:21mas é muito louco. Isso aí, gente, você vai jogar
- 31:23com um dado, que você tem outro jogo de tabuleiro,
- 31:26que estava perdido lá. Isso tudo faz parte dessa ideia,
- 31:29né? Tem um exemplo máximo, assim,
- 31:32que foi quando... No Gerás, quando eu era
- 31:33adolescente, a minha irmã era jogar muito uma
- 31:36piramáscara. Então, ele tinha todos os livros
- 31:37do André Vianco. Tem um livro do André Vianco
- 31:40que os caras, eles estão, sei lá, posam a Pucalípte,
- 31:43e eles param no Rancho da Pamonha, que tem, entre São
- 31:46Paulo e Santos. E eu passava sempre na frente
- 31:48dele. E quando eu li aquilo, eu
- 31:50falei, porra, eu sei onde é isso aqui. Isso
- 31:51foi a coisa mais legal do mundo pra mim. Foi
- 31:53tipo, calho, muito foda, porque era um livro de
- 31:55vampiro e era tipo... Não era em qualquer lugar do
- 31:58Brasil, era onde eu passava, sabia onde era.
- 32:01Você já pisou ali, né? Então,
- 32:02é muito louco. Eu falei, deve ser assim que
- 32:04americano se sente vendo esses filmes, que, ah, meu,
- 32:06Times Square, man. É isso, né? E
- 32:09foi uma sensação muito louca. Aí
- 32:12eu falei, por isso que eu falei, quando eu vou
- 32:14escrever também, a gente está usando muito isso aí.
- 32:16Imagina, um RPG que se passa no
- 32:17Rancho da Pamonha, pelo lado. Porque
- 32:19é bem disso, né? Então, uma referência e de pegar
- 32:22essas coisas assim, uma asmorra pode ser qualquer
- 32:24coisa, né? Qualquer lugar é uma asmorra, você
- 32:26pode pensar. E na capa do Brevisente, eu
- 32:29fiz questão de deixar um milhão de, tipo, um milhão
- 32:33de fazendo joias de Rancho da Pamonha, assim, na
- 32:36frente do lugar. É muito foda que tem um lore
- 32:39em Y, assim. Tem que ter uma apichação do
- 32:42lore. É, um lore em Y. Um
- 32:46lore em Y. Um lore em Y, um futuro
- 32:46apocalíptico. Certamente, a galera vai achar que é
- 32:49um mago, cara. Sim, é, tipo, um bagulho, né?
- 32:52Tipo, nossa, que são realmente um
- 32:53relato muito foda. Eu tenho um amigo que ele
- 32:56sabe recitar muito, o vírgula, né? Que
- 32:59também é um RPG, se ele sabe recitar muitos e
- 33:02muitas palavras do lore. Caras.
- 33:05E isso, isso é tipo, é tipo, o recital pi, do
- 33:09nerdão, o guia. O recital pi, exatamente.
- 33:12Tanto que a primeira vez que ele
- 33:13falou, ele falou assim, ''Pô, eu sei recitar o
- 33:15lore em Y.'' Eu falei, ''Pô, quantos
- 33:17dígitos?'' Porque pra mim era a mesma coisa,
- 33:20sabe? Os
- 33:41preçajos na exploração da região que leva o mesmo
- 33:45nome. Birgoth. Que guardem os jazigos dos
- 33:51titãos, seres primordiais anteriores aos próprios
- 33:56deuses. Por eles, sepultados com seus
- 33:59tesouros, segredos arcâneos e metaphísicas. Gearbotham
- 34:06é uma campanha de Hexcrawl, aperta e gratuita. De
- 34:09RPG, o discurso no estilo Oil Fantasy. Com
- 34:13sessões episódicas em um mundo permanente. Com
- 34:16centenas de jogadores e quatro testemidos mestres.
- 34:20Balbicob, João Bulamac e Márcio
- 34:23Loureiro. Além dos ermos, repletos de
- 34:26monstros e tesouros, a comunidade explora um estilo
- 34:29de jogo forjado a partir das reflexões dos mil
- 34:32episódios. A primeira temporada do Café
- 34:34com Dungeon. E outros experimentos como O
- 34:37Ligória, D .D. Moleque e outros. Descubra
- 34:40o paradeiro do mago que ficou louco ao ouvir os
- 34:44impropérios de uma cabeça falante espetada na ponta
- 34:47de uma lança. Entenda como derrotar a Salamanda
- 34:50de Fogo, que toma conta da Chapada dos Queimados em
- 34:54seu covil, cheio de rubis do tamanho de um crânio
- 34:58humano. Enfrentes bandidos da unha de
- 35:01navalhas, especialistas em geometria sagrada, que
- 35:04apavoram a vila da fresqueta e escoam os seus
- 35:08tesouros do jazibo do titã caverna, aprisionado pelo
- 35:12deus Tetris em sua, entre em cada estrutura de cordas
- 35:16nois e tendões, que sustentam o monte -quip.
- 35:21Tomar da biergotem e sair
- 35:24alucinado pelos ermos parece arriscado, mas a cerveja
- 35:28abre um canal direto com os titãs. E
- 35:31com seus poderes primordiais podem imbuir os aventureiros
- 35:34de asas, de vigor incansável, no dialeto das
- 35:38plantas, ou mesmo com a força perpétua de um rio.
- 35:42A esperança de serem
- 35:44libertados pelos bravos inconsequentes caçadores de
- 35:47ouro. Dém XP com ouro resgatado, mas
- 35:50também com descobertas nos ermos e com rumores
- 35:52compartilhados com os demais aventureiros. E
- 35:55aí, topo de desafio? Um monta o seu grupo e
- 35:59procura um dos mestres em nosso grupo de telegram,
- 36:01que a gente tenta atender os seus horários. Se
- 36:04você não tiver grupo, você pode sempre chegar e
- 36:06conhecer outros aventureiros precisando de companheiros
- 36:09por uma incursão. Então segue o link aí na
- 36:12descrição do episódio e vamos explorar biergotem!
- 36:28Quando estiver viajando, a passeira
- 36:30não deixa de fazer uma doce parada no rancho da
- 36:32Pamoia. Assim, uma pergunta agora sobre o
- 36:37processo criativo de vocês. Deve
- 36:39algum momento que vocês pararam, sentaram, fizeram
- 36:41um espécie de coletânea de referência, assim, fora
- 36:45obviamente essa questão do... que
- 36:47eu acho que é uma visão estética muito foda. O
- 36:50rancho da Pamoia. Eu acho o Juliano, cara, de
- 36:54longe um dos melhores clientes que eu já tive,
- 36:56assim. Porque ele chegou com... Ele
- 36:59vem sempre com a apresentaçãozinha, dá pra
- 37:01ver que o cara é um vendedor, um cara que tem
- 37:04que explicar o que os outros. Ele
- 37:05vem com um PDF, assim, e fala, porra, é isso aqui,
- 37:08e aí ele bota todas as diferenças visuais
- 37:10bonitinhos. E aí eu... Ele
- 37:16fala assim, pô, que ele é muito... que
- 37:17fosse uma parada meio Dragon Quest. Eu
- 37:18falei, puta, aí fodeu, porque... Eu
- 37:20amo muito... Dragon Quest, assim, cara, na real
- 37:23não to ler o jogar Dragon Quest, mas a estética... Aí
- 37:26é o contrário do Gertz. O contrário do Gertz e Dragon
- 37:29Quest, geneticamente eu devo muito, mas mecânicamente nem
- 37:33um pouco. E sempre foi uma coisa que
- 37:34eu colecionei no Pinterest, assim, páginas e páginas de
- 37:37designs do Toriyama. E aí eu ficava viajando muito
- 37:42naquilo, aquele universo bem coloridinho. Aliás,
- 37:44Dragon Quest é uma... acho que é uma fronteira entre
- 37:48esse RPG épico e esse RPG indie. Não
- 37:52é nem uma fronteira, é realmente um marco que
- 37:54fala, porra, que um cara teve uma liberdade artística
- 37:57sem precedentes pra fazer um bagulho comercialzão. Até
- 38:00hoje é mega comercialzão. E com a mesma estética, desde
- 38:04o 1, assim, eu acho muito foda. É
- 38:07verdade. Tem um Toriyama fazendo, né?
- 38:10Não, o mais louco que ele faz,
- 38:12tipo, tudo do Dragon Quest, do primeiro, principalmente,
- 38:15são monstros de ideia. Slime
- 38:17é o Green Slime. Tipo tudo, era, tipo, o cara...
- 38:20O game designer que se chamou
- 38:22dele agora, do Dragon Quest, ele desenhava no
- 38:24papel, tipo, eu quero que você faça, tipo, um slime,
- 38:26assim, esse golem, todos os inimigos clássicos, assim, e
- 38:29aí o Toriyama fez, o que ele fez, aí, e ficou
- 38:32cônico. Tudo e cônico. E
- 38:34o Juliano também, ele é um bom cliente por causa
- 38:37disso, mas ele também é um ótimo cliente, porque eu
- 38:40mando as coisas, ele fala, tá bom. E
- 38:42assim, é muito pouco, tipo, ah, não gostei, ele fala,
- 38:45não, tá bom, segue aí. E aí eu fui fazendo o que
- 38:48eu queria, sabe? Ficou, mano, eu quero botar esse
- 38:50negócio físico, o traço que eu gosto de fazer, as
- 38:53cores que eu gosto de fazer, as palhaçadas que eu
- 38:55gosto de fazer, essa vontade de participar desse
- 38:59universo do RPG Indie, que foi me despertando, né,
- 39:03navegar pela internet e... frequentar
- 39:07esses ambientes do independente, eu consegui
- 39:12suprir tudo ali, assim. E foi até antes do Brave
- 39:14Zenit, que foi o Bacto. É verdade, né, tem um
- 39:17pouquinho mais. Tem a cozinha do Bacto, que
- 39:19foi o primeiro RPG que eu realmente ilustrei pro RPG.
- 39:23Era Aventura. E
- 39:25aí, eu fui... Fica aí e fala você, descer aí
- 39:27agora. Não, é, sobre isso aí do
- 39:29cliente, pra mim é muito... Eu
- 39:30gosto de falar isso, porque toda vez que eu trabalho
- 39:32com alguém, eu falo, mano, eu tô... pagando
- 39:35alguém, e eu confio que essa pessoa é melhor que
- 39:37eu. Então, tipo, eu vou falar, mano.
- 39:39E aí, era, tipo, era muito
- 39:41bom tudo que vinha, e eu falava, na verdade, isso tá
- 39:43melhor do que qualquer coisa que eu imaginei, eu
- 39:44vou até mudar o que tá escrito no livro. Que
- 39:46aconteceu muito. Muita coisa eu coloquei e
- 39:49adicionei no livro, porque a arte... Eu
- 39:52fiquei aí, não tinha nem pensado nisso. É...
- 39:56Mas aí do... do trabalho, assim, que a
- 39:58gente começou, eu tava com Aventura do Bacto, né, e
- 40:02talvez vinha aí no Finançamento Coletivo, aí,
- 40:04né, junto do Brave Zenit, e aí, se todo mundo
- 40:07apoiar, ajuda nós. Eu tinha feito um panfleto,
- 40:09hein, em 2019, aí eu queria dar uma repaginada,
- 40:13né, relançar, fazer, porque eu fiz muito nas pressas,
- 40:16assim, só tinha... era um panfleto, e eu achava
- 40:18legal, o pessoal curtiu bastante, né. Aí
- 40:20eu falei, ah, quero fazer. Aí
- 40:21eu lembro, eu lembro que eu tinha, né, já tinha
- 40:24visto a estirinha do Silvio, eu tinha comprado o
- 40:26HQ de briga, né, que eu sempre falava de vídeo de
- 40:28luto, sem querer, por alguma razão. É,
- 40:30é normal, tá específico. Nossa,
- 40:32eu suprim falava assim, todo mundo, não, mas é o
- 40:34HQ de briga. Vem vários nomes pra mim, cara,
- 40:36mas pra mim, eu aceito todos, tá. Aí
- 40:40eu pensei, po, acho muito... Gosto
- 40:42muito da arte dele, porque aí, né, eu pagando palmas,
- 40:45tipo, pra mim, eu vejo muito do Toriyama, assim,
- 40:48no sentido de... no Silvio, no sentido de
- 40:50querer ser super sintética, assim, as ideias, as
- 40:52ideias, as noias, são muito claras e muito icônicas,
- 40:54né. É, eu gosto muito. E
- 40:57aí, eu falei, po, e é um estilo que... não
- 41:00tem, não, na RPG, né. A RPG é sempre, né, no 99%,
- 41:05ou é... esse bagulho realista,
- 41:07renascentista, ou arever, assim, meio fantasiante,
- 41:10anos 80, ou é anime. Não tem outro... Não
- 41:14tem o meio termo ali. Aí foi esse primeiro contato,
- 41:17assim, aí já tinha... já tava fazendo Bravesian, né,
- 41:19já tava ponejando, e aí, quando... quando
- 41:21eu comecei a receber as artes do Bac, eu falei,
- 41:23poops, eu preciso... Acho que eu já sei que eu vou
- 41:27chamar. Eu lembro que o que me pegou
- 41:29muito foi o... foram duas coisas, foi o... que
- 41:32é o Chef de Ferro, lá, que é um... sapinho
- 41:35com acendedor de... Ah, é. Acendedor
- 41:38de forno gigante, que é tipo armadelho, que eu
- 41:40tinha falado, não, bota um utensílio de cozinha
- 41:43gigante, meio de, ó, tá aí, o Silva botou um
- 41:45acendedor de... de fogão, eu falei, puta
- 41:47merda, isso é meio... isso é meio genial. Aí
- 41:50começou a vim essas coisas, aí, tipo, golem de manteiga
- 41:53também, que eu acho que, caralho, tem uma faca de
- 41:55manteiga presa nele. Foi o... Foi
- 41:58uma dessas ideias, ah, e o... o
- 42:01Rock 'n 'Bollie de Briga. Eu tinha... Uma
- 42:05das ideias dessa... dessa aventura, essa versão nova,
- 42:08eu tinha visto alguém postou, assim, no Twitter,
- 42:12foi comprar um Rock 'n 'Bollie de Brigadeira, tá
- 42:13cortada aí, Rock 'n 'Bollie de Briga, aí o Silva
- 42:15desenhou. Fui o que postei, cara. Eu
- 42:18lembro que se alguém postou, se desenhou. O
- 42:20cara mandou pra mim, ele falou assim, ''Ah, Silva,
- 42:22tô aí, eu postei o Rock 'n 'Bollie de Briga, desenhou
- 42:25um Rock 'n 'Bollie Puto.'' É genial. Rock
- 42:27'n 'Bollie Puto. E todo mundo acha que é um
- 42:28tronco até hoje, né? No desenho, né? É
- 42:32muito parecido. Mas eu fiquei, tipo, porra,
- 42:34genial, Rock 'n 'Bollie de Briga. Tenses
- 42:35nossa comida muito forte, né? O
- 42:38Rock 'n 'Bollie é um tronco mole, né? É,
- 42:40ele é um tronco. Até vontade agora, saudade do
- 42:44Rock 'n 'Bollie, vinha com a faca. A
- 42:46espada dele é a facinha do Rock 'n 'Bollie também. É,
- 42:49sim. A facinha de Flávio que
- 42:50vinha. Acho que a gente conversou até
- 42:53mais, e eu sei que tinham essa, tipo... Ah,
- 42:56o que ele come? Ele tá comendo, tipo, bola, ele
- 42:58tá comendo doce pra... O que o Rock 'n 'Bollie de
- 43:03Briga come? Então, é que ele tá assando os
- 43:06pedaços de bolo na arte. E uma coisa muito louca é
- 43:09que vocês estão falando desse tipo de coisa, e aí
- 43:11tem essa lá, se a gente pegar o livro, tem um
- 43:14golem de manteiga, sabe? Tem
- 43:16um golem muito louco, um construco de manteiga, um
- 43:19goble por tinho. É, o golem cogumelo, eu adoro
- 43:23ele. É, os caras estavam virados na
- 43:24Larica, fazendo bagulho. Eu tava fome, tava fome. E
- 43:28é muito doido pensar esse partido estético misturando
- 43:32com... Até você parecia trecho, que eu
- 43:34acho que diz muito sobre a proposta de vocês, né? Que
- 43:38é assim... Você também vai perceber que
- 43:41esse jogo foi criado tendo em mente uma visão de
- 43:43mundo muito específica. Uma em que o capitalismo é uma
- 43:47merda nazista, bom, é nazista morto. Todos
- 43:51os policiais são horríveis e qualquer tipo de
- 43:53preconceito é proibido. Se isso te incomoda, tem uma
- 43:56má notícia, esse jogo não é pra você. Eu
- 43:58acho que diz muito sobre o jogo também, né? E
- 44:00pensar que ele tem esse lado também, que é um
- 44:05lado... Se você pegar aqui tem um
- 44:07frila, que é um aspecto de personagem que você joga.
- 44:11Tem essa construção de mundo
- 44:13através e de proposta estética, através dos
- 44:17personagens, da construção de personagens dos
- 44:19jogadores, dos monstros, do tipo de ambiente que se
- 44:23encontra, isso que é um mundo apocalíptico, tudo
- 44:25mais, onde você tem ali uma dívida que todo mundo
- 44:27começa, né? Como é que é conjugar e até
- 44:30como são as mudanças que vieram a partir desse
- 44:32conjugar, né? Da parte estética visual e da
- 44:35parte estética de jogo. Como
- 44:37é que... Como é que foram essas mudanças
- 44:39e como é que foi essa confluência de visões aí,
- 44:42Juliano? Agora falando em termos de jogo
- 44:44mesmo, de ficha, de mecânica. Foi
- 44:48muito assim... A minha ideia, né?
- 44:52Visualmente. O Braves vinha e financeu,
- 44:54eu tinha uma mesa, né? Fomos
- 44:55sempre, tinha uma mesa na faculdade aberta, todo mundo
- 44:58podia jogar, tá? Aí eu jogava, a gente jogava
- 45:00TID, tal, antigão. E... Só que o galera tinha essa
- 45:04dificuldade, que eu falei, tipo, ah, putz, que caralho
- 45:06é um clare, o que que é um Portcullis, né? Que
- 45:08você fez também uns grandes episódios aí, né? Falar
- 45:11que era Portcullis, a pessoa achou que ela
- 45:13entendeu que era Portcullis, e depois a gente falou,
- 45:15espera, o que tá acontecendo? Caralho,
- 45:17isso aí, isso é uma porta, um portão. Aí
- 45:19eu percebi que, tipo, putz, é um cu, né? Não,
- 45:22é um cu. Aí eu comecei, tipo... ver
- 45:26o que o pessoal queria mais, eu mudei, tipo, o
- 45:28cenário, era meio o lance assim, era meio que o
- 45:31Brasil pôs a coca ali, fica assim, mas só que era
- 45:33mais fantasia tradicional mesmo, assim. Só
- 45:35que eu colocava tudo no nome em português, né? Não
- 45:37tinha ninguém com o nome de fantasia, né? E
- 45:40aí começou a galera vim com o personagem, tipo,
- 45:43bizarro, assim, o cara falou que eu sou o Gaston,
- 45:45mas quem que não? Eu sou o Gaston do Dela Fera,
- 45:47literalmente. Aí tinha um amigo meu que até
- 45:50um... uma das primeiras coisas que
- 45:53ele era... ah, eu sou um monge copista de
- 45:55uma ilha onde a gente transcreve caixa de cereal.
- 46:00E aí a gente venera o Tony,
- 46:02o grande tigre, e uma as idiotícias assim, sabe?
- 46:05Caralho, isso é muito bom. Não,
- 46:06esse é genial, cara. Esse filho da mãe, eu rio até
- 46:11hoje. Ele sabe brincar. Ele
- 46:14sabe, porque eu tinha um estomador também. A
- 46:16Igreja de Quebra. Não, era o grande Tony, assim,
- 46:19ele queria ser da Maromba, ele queria tinha um lance
- 46:22também, assim, enfim. E aí foi na saída disso aí,
- 46:25né? Aí eu comecei a pensar nessa
- 46:29ideia de misturar, tipo, anacronismo e tal, né? De
- 46:31fazer, tipo, uma coisa de fantasia, que de repente
- 46:33tinha um... um bagulho fora de época ali,
- 46:36né? Uma bicicleta, né? Sei
- 46:38lá, uma coisa... nada a ver. Aí
- 46:40tem um jogo que eu gosto muito do videogame, que era
- 46:42o Breath of Fire 4, Dragon Quarter. Super,
- 46:47ele tinha uma estética muito legal que ele
- 46:49pegava... meu, era... um
- 46:52dia moderno, né? Tipo, o pessoal com PC, Windows
- 46:5698, só que andava com espalho também. Ele
- 46:59pegava essa estética meio escritório, meio... anos
- 47:022000 ali, e botava fantasias. Uma
- 47:05das Dungeons é um shopping alagado, né? É...
- 47:08Eu achei isso... nossa... mexeu muito comigo, que
- 47:12era, tipo, mano, isso aqui é fantasia. E
- 47:13a Maguinha, né? Tanto que é a referência
- 47:15comandante Psylvia, o cajado dela é uma torneira. Uma
- 47:20torneira que ela arrancou assim, tem, tipo, um pedaço
- 47:22do reboco e o cano. E aí, tipo, é isso aí, isso
- 47:26é o cajado de água, né? De
- 47:27gelo. Aí eu, de raio, era, tipo,
- 47:30uma terna parabólica. Aí foi, e aí quando eu me
- 47:34mandei pro Silva, e ele trouxe de volta o Tazard,
- 47:38eu falei, fodeu, porque tá muito mais legal do que eu
- 47:40imaginei. Que aí eu comecei... Que
- 47:42tinha uma coisa muito, na minha cabeça assim, pelo
- 47:44menos, era muito menos essa coisa do Posa, porque ele
- 47:47era tão forte, mas aí quando eu volto, mano, eu
- 47:50nem lembro qual que foi a primeira de seus, tão, acho
- 47:51que foi a Frila, provavelmente. Foi.
- 47:54Que era o escudo, que era a terna parabólica. E
- 47:56a faca, que é a espada, que é uma facinha de pão,
- 47:58mano, é uma faca que todo mundo tem. É.
- 48:00Eu falei, isso é muito legal. E
- 48:02aí foi isso de abraçar mesmo essa doideira aí,
- 48:06essa coisa de olhar os objetos, né? Eu
- 48:08veio disso aí, né? De olhar as coisas e
- 48:10reinterpretar, veio de ouvir a arte e falar, putz, isso
- 48:12aqui é uma mecânica, cara, a gente tem que aproveitar
- 48:14isso aqui. Era muito mais simples.
- 48:19Tematicamente, o jogo, antes disso, né?
- 48:21Foi, aí eu fiquei, mano, tinha
- 48:22que correr atrás, porque aí eu falei, nossa, você vai
- 48:25dar pra... Eu não sei, lembra essa
- 48:27história da atora, mas quando eu lancei, na
- 48:29primeira vez, tinha algumas artes só prontas. E
- 48:32o ladrão, né? O Datu, lá, não tinha arte.
- 48:35E a galera achou que era de
- 48:36propósito, tipo invisible stalker do... Que
- 48:39tava em branco. Aí quando eu coloquei arte, a
- 48:42galera falou, ah, achei que era de propósito, que era
- 48:44uma piada, tal. Eu falei, ah, não, putz.
- 48:47Agora, cara, essa coisa de você,
- 48:49por exemplo, é... escolher com quem que os jogadores
- 48:53vão jogar, né? Isso é uma coisa que influencia
- 48:56bastante, né? Como eles vão imaginar o jogo e
- 49:00como que eles vão acessar esse espaço estético, assim.
- 49:03Como é que... Como
- 49:04é que essa questão de você construir esses arquétipos,
- 49:07né? Decidir frila, biliteira, larápia,
- 49:11magiqueira, caçadora, dançarino. Como
- 49:13é que essa coisa de decidir quem serão os
- 49:16jogadores, os personagens dos jogadores, né? E
- 49:21como isso dialoga com essa proposta estética. É,
- 49:24pra mim foi muito simples, que era... Tava
- 49:26muito inspirado Dragon Quest, né? Que
- 49:28tem as vocações, né? Você chama vocações por causa do
- 49:32Dragon Quest, os jobs, né? Você
- 49:33chama vocações nas classes. E
- 49:36elas sem todas as visões muito psicólicas, muito
- 49:38arquétipicos, né? E... Tem um jogo que é o... e
- 49:43acusa, né? E hoje em dia ele, tipo, é
- 49:45um RPG por turno inspirado no Dragon Quest, que eles
- 49:48pegaram isso, e aí, tipo, só que as profissões são,
- 49:51tipo, dançarino, cozinheiro, pião de obra. Só
- 49:56que são classes de arpejenta, tipo, o pião de
- 49:58obra é o guerreiro, o rooche, né? Que
- 50:01é o cara lá o sequenço traduz isso pra realidade
- 50:05do Brasil. É o garçom, sei lá. Ah,
- 50:08o garçom, ele é, tipo, um mago. Ele
- 50:10é, tipo... E aí eu peguei essa ideia e
- 50:13aí o Abrazeev, apesar de, né, de todas as visões,
- 50:15olha, ele é bem simples, bem traducional, algumas
- 50:17coisas. Aí eu queria ter um guerreiro,
- 50:19um ladrão, um mago e um clério. E
- 50:23o clério é o brilheteiro, né? Todo
- 50:25lance de curar, é com... só
- 50:26quer que o cachaça. Eu gosto muito desse ideia de,
- 50:28tipo, você tem uma garrafa de cachaça que é sua arma
- 50:31também, que veio de acusa, né? Que
- 50:34você bate com... que a garrafa não quebra.
- 50:37Então, foi, você vai bater com a
- 50:38garrafa. E veio meio assim, bem
- 50:39arquétipo, mesmo os clássicos, e tentar dar um
- 50:42visual icônico, né? Pra cada um. É,
- 50:44tipo, o lance era assim, tipo, você olhar, que nem
- 50:46você olha o mago do Final Fantasy, o Black Maid lá,
- 50:50que ele tem aqui chapéuzinha, roupinha azul.
- 50:53Tem que ser uma coisa assim
- 50:53que você olha e pá, bate. E
- 50:55o brilheteiro é também... A galera pira muito, até hoje
- 50:57porque ele tem a bota Bung, né? A
- 50:59bota dele são dois Bungs. Aí
- 51:01é, todo mundo fica, caraca! Você
- 51:04mudou o nome dele pra brilheteiro? Não,
- 51:06é que... É... Como é que era? Era
- 51:07mixologista. Era mixologista. É
- 51:10mixologista. Não, é, não, sobre o português,
- 51:12é muito bom isso, que eu... Muito
- 51:14bom falar, que a tradução não foi o que fiz, né? Eu
- 51:18escrevi o original em inglês, aí eu tava com
- 51:20muito preguiça de traduzir, e aí eu chamei uma menina
- 51:24que eu gosto muito de trabalhar Janna, né? É,
- 51:26que ela faz autostrâmpano de tradução, ela traduziu
- 51:29alguns livros do D &D aqui no Brasil, e ela que
- 51:32trouxe isso, inspirar na estética que o senhor fez,
- 51:34então meu, em português, na real, tá muito melhor
- 51:37porque do inglês é umas coisas. Foi
- 51:39a Janna Bianchi que trabalhou? Isso,
- 51:40Janna Bianchi, é isso. Ah, maneiro. É
- 51:42ótima, cara. Ela já passou aqui. Tá,
- 51:44acho que todo mundo conhece ela, todo um D &PG conhece.
- 51:46Essa coisa dos itens aí, né? Eu
- 51:48tô vendo que tem uma lojinha, né? Então
- 51:50tem o escudo ali, é isso, né? Se
- 51:53você tomar só pelo texto, tem já que é até de
- 51:55couro, escudo, elmo, mas se você olhando, né, e
- 51:58distração da coisa, aí o elmo ali é uma panelão,
- 52:01né? E é o elmo que também foi,
- 52:02né, uma pirô, que é isso aí do cara, esqueceu,
- 52:06esqueceu meu Lucas, acho que é o nome dele. É,
- 52:08deixa eu até pegar aqui o artista que tem as artes
- 52:12do Silva e os itens e alguns monstros foram por
- 52:14esse outro menino aqui. Era o Lucas. O
- 52:17nome dele, isso. Lucas Guarote. Guarote.
- 52:21Isso, Lucas Guarote. Isso, perfeito. É,
- 52:24que esse chapéu aí, o elmo, o galera pirou muito.
- 52:27E, e também foi meio assim,
- 52:28eu passei o brilho pra ele, ele não tinha visto,
- 52:30tipo, as artes do Silva. Aí
- 52:32quando ele viu as artes do Silva, ele falou, Puts,
- 52:35pera aí, eu entendi agora, qualquer pegada. Aí
- 52:38ele refeiz algumas e uma que saiu disso aí foi esse
- 52:41chapéu. Porque ele viu frio e falou,
- 52:43Puts, pera aí, entendi. E tem outros equipamentos aqui
- 52:46que já têm até no nome uma cara do que quer, né?
- 52:51Então, tipo, arma de pinball,
- 52:52então é um, um arma tudo, deixa de mola, né, daquele,
- 52:55tipo, você pegar a bolinha do pinball, flow! Essa
- 52:58foi muito legal, essa que o Juliano mandou direto na
- 53:00referência, eu falei, Puts, isso aqui é muito, muito
- 53:03legal, cara. Maneiro. E, bom, você falou que
- 53:06tudo que você mandou, né, o Silva, o João, o o
- 53:10Juliano tava aceitando. Mas teve algum momento que
- 53:14vocês falavam, pera aí, pera aí, isso aqui, a
- 53:15gente tá divergindo um pouco, aqui a proposta não
- 53:18tá confluindo, a gente precisa parar pra ver
- 53:20melhor. Teve algum momento assim? Não.
- 53:23A gente devia ter feito isso em algum momento, né?
- 53:25Não. Mas não fizemos, cara. Ai,
- 53:28que pra mim foi assim. Toda
- 53:30vez que ele mandava, eu falava, cara, isso aqui, eu
- 53:32não, assim, não sei como, da minhas mensagens, mas
- 53:34pra mim tava tipo, porra aí, isso, porra aí, e aí,
- 53:38eu só ia. Às vezes era um pouco
- 53:40diferente, mas eu falou, Puts, na real, isso aqui
- 53:42tá melhor. Eu vou, e isso que eu, que
- 53:45eu gosto muito assim, toda pessoa que eu tenho de
- 53:47trabalhar, eu quero que a pessoa seja melhor que eu,
- 53:50no sentido, tipo, meu, ela vai pensar também, ela vai
- 53:52quider em cima, e aí, e aí isso, ele puxou muito,
- 53:56né? Tipo, quando eu via algumas das
- 53:57suas pessoas, eu falava, não, pera aí. Uma
- 53:58daquelegal também, tem o Alex, ele fez alguns mapas,
- 54:01né? E o mapa da aventura foi ele
- 54:04que fez. E rolou um lance meio tipo,
- 54:07eu escrevi um negócio, que eu achei que tava claro,
- 54:09ele entendeu outro completamente diferente, e
- 54:11eu só fui ver depois que ele já tinha entregado o
- 54:13artifinal, eu falei, Puts, que tem umas abelhas, na
- 54:17aventura, que eram, na verdade, um enxame de
- 54:19abelhas. Só que ele fez, tipo, abelhas
- 54:20bipedias humanoides de tamanho real, assim, eu
- 54:23falei, ah, isso muda completamente. Virou
- 54:26uma ilustração de texto medieval, né? Eu
- 54:28lembro daquele, eu dei uma referência que é um
- 54:31episódio do roteiro, do episódio do Invasor Zim,
- 54:34que os caras falaram, não, as crianças saltaram nas
- 54:35cadeiras, em inglês, só que eles animaram como, eles
- 54:39decolam como fugues. É o, é a galera take off,
- 54:42né? E eles falaram, crowd takes
- 54:43off, é do Dexter. É isso, isso, isso. Tipo,
- 54:46eles mandaram o briefing, isso, a plateia vai embora,
- 54:49mas aí eles traduziram na Coreia, que era o estúdio
- 54:52que estava animando, como o Decola. E
- 54:54aí a cena, eu tipo, os caras, uuuuuh, e ficou, e
- 54:58ficou, o cara, ele falou que, riram tanto quando eu
- 55:00vi aquilo, que falou, deixa aí, que tá muito melhor do
- 55:02que qualquer coisa. Tem um rolê desse, numa
- 55:05tradução do do Monte Paetão no Brasil, na dublagem do
- 55:09Monte Paetão no Brasil, no filme do, da vida de
- 55:13Brian. E, olha, a vida de Brian foi
- 55:16do Carlos Sagrado. Tem um momento que aparece um
- 55:19cara que faz moitas. Ah, nossa! É,
- 55:23o Shubberer, né? Ele quer um Shubberer. Isso
- 55:26aqui na tradução, cara, eu não sei por que cargas d
- 55:29'água, eu acho que foi o estúdio marshmallow, etc. E
- 55:32eles não traduziram, então o cara falou assim, eu sou
- 55:34um Shuberero! Eu quero um Shuberi! Pãããã!
- 55:39E ficou, velho, então eu, com um moleque, quando eu
- 55:41vi essa parada, pra mim era um bagulho só não
- 55:43-sense, assim, não tinha uma, não sabia que Shuber
- 55:46era muito. Tinha uma história que foi atrás,
- 55:48né? É, pra mim era piada, era um
- 55:49não -sense do negócio. Eu tinha lá, tinha lá, tinha
- 55:51Shuberi, cara. E ficou, tá ligado? E
- 55:55assim, isso é um staple da dublagem brasileira, né? Tem
- 55:59muitas coisas que eles resolviam tacando foda
- 56:02assim, não, não. Não vai ser nada, sabe? Não
- 56:05acaba sendo nada, e a gente repete pra caralho.
- 56:07Porque acaba sendo muito engraçado,
- 56:09né? E eu acho que esse tipo de
- 56:10acidente feliz permeia muito o Brave Zenite, assim. A
- 56:16fara de comunicação, às vezes faz parte do RPG,
- 56:18não tem como. Porque o que você falou, cada um
- 56:20vem com a sua cabeça, formulando a cena. Uma
- 56:24hora você não vai entender o que o mestre falou, o
- 56:26mestre não vai entender o que você quis dizer, mas a
- 56:29aventura continua, porque a gente tá fazendo junto,
- 56:31entendendo ou não, né? É, e todo, todo, várias lanças
- 56:34do sistema veio disso, tipo, meu. É
- 56:36mais fácil deixar você falar o que é do que eu
- 56:39tenta falar pra você o que era, no sentido, tipo, eu
- 56:43preciso que você interprete o que eu escrevi. E
- 56:45você pode interpretar errado. E
- 56:46na verdade, você tá, né? É meio que um Miguel, né?
- 56:49Como game designer, eu vou falar
- 56:50que, pô, não. Que você estiver interpretando
- 56:52tá certo. Mas também é, acaba sendo um
- 56:56lance interessante, que nem o... os
- 56:59próprios perícias, né? Elas são genéricas, elas têm um
- 57:04nome, como é que eu vou dizer? Nome
- 57:07imprespecífico, assim. Mas ao mesmo tempo elas são
- 57:10super abrangentes, então a aplicação delas é mais
- 57:12importante do que o que tá escrito, né? E...
- 57:15E jogando, assim, tinha experiências muito boas,
- 57:19assim, da galera... Quero o que eu esperava, né?
- 57:21Tipo, o cara tem uma... a
- 57:23perícia maior dele é empatia, só que a gente tá
- 57:25brigando. Ah, ele falou, mano, vou...
- 57:27kill the move kindness, sabe?
- 57:28Negócio assim. É
- 57:30uma... mas eu justiça assim, e aí vai
- 57:33indo. É a construção do caô, né?
- 57:35Ali. Cara, você tem ali também,
- 57:39tipo, sei lá, porradaria, um... vigarice,
- 57:43né? Então, tipo, são os nomes que
- 57:45também trazem, eu acho, um partido estético forte, né?
- 57:49É isso, né? Muito
- 57:50brasileiro, também, no caso, e eu queria saber, como é
- 57:53que é essa coisa de você levar primeiro lugar lá pra
- 57:55fora, uma coisa que é uma referência estética tão
- 57:59clara para um brasileiro? Como
- 58:01é que foi isso lá fora? Como
- 58:02é que você sentiu esse impacto lá fora do Brave
- 58:04Zenit? Cara, eu acho que claramente
- 58:07algumas coisas eles não pegam, né? Tipo,
- 58:09não tem como. Mas pra eles viram um negócio
- 58:12meio exótico, assim, né? O exemplo mais bobo é isso
- 58:16que eu falo. Tipo, como é que é o RPG do
- 58:17Japão pra gente? É a mesma coisa, né? A
- 58:19gente tem várias coisas que a gente não entende,
- 58:21referências visuais, de linguagem também. E...
- 58:26mas eu fiz questão de algumas coisas no... no
- 58:28inglês, não tão traduzidas, né? Tipo,
- 58:29são... são coisas diretas, em
- 58:31referências diretas. É... rola uma tradução, às
- 58:34vezes, meio chubereiro, assim. Eu
- 58:37falei, ah, quer saber... eles
- 58:38que lutem, assim, eles que entendam, né? O
- 58:40que a gente quer dizer. Tem
- 58:42uma piada do óleo de macaco. Eu
- 58:43coloquei, eu deixei ele, mano. Não
- 58:45tem isso lá fora, né? Mal tem isso no Brasil, gente.
- 58:49Mas, olha... Me
- 58:50morreu. O Twitter total, assim. Mas
- 58:52é engraçado que isso que você falou é o que eu
- 58:55senti, assim, quando a gente tava na... Me
- 58:58ajudou, Gil, como é que chamava o... o
- 59:01projeto que você participou lá, dos latino -americanos.
- 59:04Ata, breakout! É
- 59:05isso aí. Aí eu entrei no... no
- 59:07discord dos caras e a gente podia ver todos os
- 59:09livros lá e eu senti que era meio isso. Era
- 59:11uma galera que, obviamente, não tem as referências
- 59:14latino -americanas, que a gente meio que compartilha,
- 59:17né? Em alguma... escala.
- 59:19Mas eles respeitam, é tipo, pô, isso aqui é uma coisa
- 59:22que eu tenho certeza que eles estão falando do
- 59:24negócio muito foda. Então, eles resolveram realmente
- 59:26deixar a gente vozear essas paradas, sabe? Hum
- 59:30-hum. Eles não... Quem
- 59:31abraçou comprou sabendo disso e, com certeza, acha
- 59:35muito legal que seja um livro tão específico, tão
- 59:39voltado pra cá e deve achar que... que
- 59:42realmente apoiou uma parada que... que
- 59:46merece, sabe? Que faz sentido? Sim.
- 59:49Mas aí, na minha... na minha mídia opinião, quando
- 59:51a gente compara a produção daqui e com a lá de fora,
- 59:54a gente... muita gente aqui dá paula fora.
- 59:57É assim, de... de
- 59:59criatividade mesmo, assim. Tanto
- 1:00:01visualmente quanto de... de ideias, é... assim...
- 1:00:06Não dá pra comparar. Tanto que... o
- 1:00:08que eu vejo assim, daquilo que a pessoa que a galera
- 1:00:09fala lá fora do bem -visente, é muito mais,
- 1:00:11tipo, lembra muito esse lance... eles
- 1:00:14falam muito mais do lance do... ah,
- 1:00:16meio Dragon Quest, meio jogo japonês, assim, eles
- 1:00:19pegam muito mais essas referências do que... o
- 1:00:23lance brasileiro, mas às vezes eu não tenho por
- 1:00:24isso ir com tipo, nossa, né? Tipo...
- 1:00:26porra é essa. O... o que eu gosto, Marte, que
- 1:00:28eu gosto muito, que ninguém... acho
- 1:00:30que ninguém espera, né? É o... a
- 1:00:33gente tem a aventura que é numa lâmpada mágica, né?
- 1:00:35Aquela coisa que lhe cheia. Se
- 1:00:36entrega a lâmpada, tem o Gênero. Só
- 1:00:38que a lâmpada e o Gênero são completamente assim
- 1:00:40bizarros. A lâmpada é um esqueleto
- 1:00:42dorado com... uma lâmpada roxa e o Gênero é
- 1:00:46um... é um... fogo
- 1:00:48que sai de um esqueiro, que tem, tipo, uma mão
- 1:00:52bizarro. Esses são alguns dos designers
- 1:00:53mais bizarros que eu já fiz na vida, com certeza.
- 1:00:57E toda vez que eu... toda
- 1:00:58vez que eu mostro essa arte do... do
- 1:01:00Gênero, eu digo pra cara, porra, o que tá
- 1:01:02acontecendo? Porra é essa, né? Muito
- 1:01:04louco. Fala, galera do Café, Bruno! Cob
- 1:01:16na área! Tô passando aqui pra te
- 1:01:19convidar pro Festival do Dragão! Vão
- 1:01:22ser 10 dias de celebrações aí que a gente vai começar
- 1:01:25agora, né? Do dia 28, agora sexta -feira
- 1:01:28até domingo, dia 7 de julho. A
- 1:01:32gente vai encerrar o primeiro círculo do dia,
- 1:01:34né? A gente vai encerrar o
- 1:01:34círculo de admissões aí do RPG do Ojo. A
- 1:01:37gente vai encerrar, vai fechar o formulário pra
- 1:01:40entrada de novas pessoas, né? Essa
- 1:01:41pausa é importante pra gente poder se concentrar
- 1:01:44em quem já tá com a gente, um abraço pra todo
- 1:01:46mundo que tá com a gente, aí já praticando do Ojo,
- 1:01:48pra gente se concentrar em quem já tá com a gente,
- 1:01:51rever e aprimorar a nossa quantidade de treinamento e
- 1:01:53prática de RPG. Nesse festival a gente vai curtir
- 1:01:56as lembranças, os bons momentos que a gente
- 1:01:57dividiu ao longo desses primeiros meses. E
- 1:01:59vamos analisar a nossa trajetória pra decidir os
- 1:02:02próximos passos do Ojo junto com a comunidade. O
- 1:02:05bate -papo de abertura do festival vai ser aberto a
- 1:02:08algumas comunidades convidadas aí com a mesma
- 1:02:11entoria pra mestrar, o perdiz no play, o
- 1:02:13brainstorming do RPG e aqui o café com danjo também.
- 1:02:17Então se você é o 20, deixa pra
- 1:02:18você o convite aí pra participar conosco da
- 1:02:20cerimônia de abertura do festival do dragão. O
- 1:02:23link tá aqui nas notas do episódio o Balbi vai deixar
- 1:02:26pra vocês aí e deixar mais uma vez aí o meu convite
- 1:02:30a todo mundo pra conhecer essa comunidade tão legal
- 1:02:31que tá sendo tão bacana a gente poder viver ali as
- 1:02:34práticas que a gente discute aqui no café e em
- 1:02:37outro fórus também. Valeu galera! Quando
- 1:02:41estiver viajando a passeira não deixa de fazer uma
- 1:02:44doce parada no rancho da Pamonha. Cara,
- 1:02:49agora uma pergunta sobre essa questão da dívida no
- 1:02:54jogo, né? Eu acho que a gente pode
- 1:02:56pegar por exemplo no vampiro a máscara a gente
- 1:03:00tem aquela pretensamente né? Eu
- 1:03:02acho que na prática ninguém jogou isso aí mas tem
- 1:03:04aquela coisa de querer se tornar um fudida besta né?
- 1:03:09Cara fudida besta, não quero
- 1:03:11virar tipo um... Tem a máscara É, acho que
- 1:03:15talvez não tenha uma pessoa que tenha jogado isso dessa
- 1:03:18forma, mas enfim, tinha isso você tem que deider a
- 1:03:21busca lá, por você se tornar um mago que vai
- 1:03:25erguer uma toa e eu se tornar um deus Tem um
- 1:03:27super herói né? Um guerreiro universal super
- 1:03:30herói. E como é que essa coisa dá
- 1:03:32dívida né? E essa coisa de você se
- 1:03:35tornar ou de você ir buscando ali se libertar
- 1:03:38dessa dívida Onde é que você alcança com o Braves
- 1:03:42Drainage e a estética que vem disso aí? O
- 1:03:45nosso dá dívida é bem recente na verdade, é um
- 1:03:47antossama essa versão, não tem na original, porque eu
- 1:03:52não acho que eu senti quando tava fazendo a
- 1:03:55versão inglesa né? O sistema de o Pa, de
- 1:03:58guerreiro níveis, né? Eu achei que tinha muita ver
- 1:04:00e ficou ficando confuso visualmente né? Quando
- 1:04:04a galera ia o Pa, isso que era tipo, mas pera aí,
- 1:04:06eu já opei eu ganho isso aqui, enfim, não ficou
- 1:04:09muito claro, aí eu tentei pensar e eu tinha, eu
- 1:04:13citava a dívida como uma coisa né? Tipo,
- 1:04:15ah pô, os avê inteiras são endividados só que eu meio
- 1:04:18que falei, ah, foda se não vou ficar explicando isso,
- 1:04:20não vou ficar quantificando isso, mas aí eu percebi
- 1:04:23que na verdade, fazer a falta a galera queria isso
- 1:04:25né? Queria entender mais isso sim,
- 1:04:28profundamente aí eu, né, eu tinha essa quem já jogou
- 1:04:33comigo nas campanhas de jogou, já tinha uma coisa
- 1:04:35assim né? A gente tinha esse valor que
- 1:04:37ia acumulando e tem os princípios do comércio,
- 1:04:41whatever, aí eu tentei trazer isso né? Tentei
- 1:04:45sintetizar o conceitualmente do cenário que é o fato
- 1:04:53da dívida ela tá correndo a sua ela é uma força
- 1:04:56metafísica que corroia as suas memórias né? Então
- 1:04:59quanto mais dívida você tem, menos você você, então
- 1:05:03você tem que tirar sua dívida pra lembrar quem
- 1:05:05você era, e aí você vai, você não tá opando, você
- 1:05:07tá voltando a ser quem você era que é uma, não
- 1:05:10muda nada assim, no final do dia você tá, é um
- 1:05:12sistema de níveis, mas tem esse lance de tipo, eu
- 1:05:17queria também não ter níveis no ano sem que do
- 1:05:21tipo como é que eu vou explicar eu queria que seu
- 1:05:25personagem fosse basicamente pronto no nível 1, assim,
- 1:05:27você não ganha muita vida, você não ganha muito mais
- 1:05:32poder do que você já tem todos os ataques dão o
- 1:05:35mesmo dano, sempre eu peri muito do ODD mesmo assim
- 1:05:38né, tipo, original, todas as armas da ODD ser
- 1:05:40ajudando, acabou, não tem a história, e de fazer isso
- 1:05:44assim de você não vai upar muito né, eu queria né, eu
- 1:05:48vou aí citando coisas polêmicas né, mas eu tava
- 1:05:50lendo muito o lance do Luke Gearing né, que ele
- 1:05:54fala de não vamos, sem incentivo né queria não
- 1:05:57incentivar as pessoas a tentar upar, vamos dizer é,
- 1:06:01deixar uma coisa mais natural é, no sentido que
- 1:06:04você pode upar né, no brasil, mas estatisticamente
- 1:06:07não vai fazer muito diferente, todo mundo tá no
- 1:06:09mesmo nível, e o lance é que você tentar jogar pelo
- 1:06:13sistema né, até falo isso no livro você tentar jogar
- 1:06:16pelas regras, você vai se fear, você sempre vai estar
- 1:06:19em desvantagem você sempre vai estar abaixo, você
- 1:06:21nunca vai trans passar essa dívida né, que eu coloco
- 1:06:24nisso do jogo aí, se você tentar acumular dinheiro de
- 1:06:27uma maneira normal ou tentar jogar o jogo, e aí
- 1:06:31tipo, eu não tenho como te dar essa resposta, essa
- 1:06:33resposta é a campanha se você jogar, a ventura se
- 1:06:35jogar, é como você vai fazer isso vai ser vai
- 1:06:41ficar seu critério e o nome da mecânica é o D
- 1:06:45-Racial né, que é D -Rasho eu copei do Braffle Fire,
- 1:06:50Dragon Quarter, que também era o lance que você
- 1:06:53fazia, só que não era sua dívida, era tipo um lance
- 1:06:56assim de casta e tal, mas eu achava legal que era
- 1:06:58tipo era uma fração por alguma razão e eu ia
- 1:07:00falar, legal, fração e cara, outra pergunta também
- 1:07:04mais ou menos sobre isso, né, a coisa dos atributos
- 1:07:06você separou os atributos em Aço, Surdina e Pastão,
- 1:07:10se a gente parar para pensar assim, sei lá, D &D
- 1:07:13classicamente, o RPG mais clássico de todos, né, ele
- 1:07:16tem ali 6 atributos e meio que quando você começa a
- 1:07:21encarar um mundo de jogo, você começa a engajar com
- 1:07:25o mundo, e começa a enfrentar problemas, e de
- 1:07:27repente você vê que esses atributos são o quem vai
- 1:07:30determinar mais ou menos as interações que você vai ter
- 1:07:34meio que principalmente depois de D &D começa a
- 1:07:36ter teste de atributos, começa a centralizar em
- 1:07:39torno disso, o jogo passa a ter, é, a passar sempre
- 1:07:42pelos conflitos por uma ótica de qual minha
- 1:07:46capacidade em relação a esses 6 atributos de
- 1:07:49superar esses desafios como é que você trabalhou seus
- 1:07:52atributos e por que são esses 3 assim e obviamente
- 1:07:57eu acho que isso diz muito esteticamente sobre o que
- 1:08:00você quer, porque aço surdina e paixão ah, ou,
- 1:08:05duas inspirações muito fortes, nisso foi o
- 1:08:07discrelizio, né que eu acho que todo mundo que joga
- 1:08:09RPG recentemente jogou isso aí e o Falling London, que
- 1:08:13é um jogo de browser que o lance é, mecanicamente
- 1:08:18eles são muito simples, e eles estão fazendo sepuloto,
- 1:08:20tipo, é, é atributos de AD, força, destreza carisma,
- 1:08:25não importa o lance é que e como, o que você escolhe
- 1:08:30como nome, como você nomeia as coisas, diz muito, né,
- 1:08:33esteticamente e é isso, exatamente isso é, o que
- 1:08:37que a gente passa esteticamente com os
- 1:08:38atributos que falam, que eles são muito mais do que
- 1:08:40só força, destreza e carisma, né e aí que vem,
- 1:08:45aço, né que é tanta descrição, eu gosto muito,
- 1:08:47né porque eu, tudo que aço é tudo que você faz,
- 1:08:51porque você precisa de uma espada fiada, né surdina é
- 1:08:55tudo que você faz na surdina coração é tudo que
- 1:08:57você precisa de um coração bom, né é, então eles são
- 1:09:00específicos, você entende que eles são, né,
- 1:09:03genericamente mas eles também são mais abrangentes,
- 1:09:05você pode interpretar eles de muitas maneiras é, tanto
- 1:09:08que eu dou esse exemplo, né os atributos de aço, né
- 1:09:13os periças, elas não necessariamente são só sobre
- 1:09:16violência, né elas são sobre entender o corpo, né
- 1:09:18entender o funcionamento do corpo então você, não é só
- 1:09:22porrada, pode ser medicina, pode ser culinária, tem
- 1:09:25todas essas questões e eu pensei muito e disse assim,
- 1:09:30ele seria abrangente do suficiente para você ficar
- 1:09:32tentando dar migué, né, tentando ficar, não putz,
- 1:09:36eu tenho esse stat maior, eu quero ficar usando esse,
- 1:09:37né então vou interpretar ele do jeito que eu quiser
- 1:09:41para poder tirar uma vantagem e todo todo jogo
- 1:09:44é assim, né, tipo você sempre tem uma oportunidade
- 1:09:47de tentar tirar vantagem, não migué, tentar enrolar o
- 1:09:51mestre, assim, entre aspas é, porque o livro L é
- 1:09:55propositamente, o que é que fala ele aberta muitas
- 1:10:01interpretações, porque o texto é um pouco vago
- 1:10:03propósito né, você não acha que isso tem mais a ver
- 1:10:06com, porque assim é, eu não pulei no bonde na
- 1:10:12nossa um tanto anterior, mas acho que faz mais
- 1:10:14pontos, né que é essa supervalorização de atributos
- 1:10:20e números no RPG, que é uma coisa que também afasta
- 1:10:23muita gente, que eu acho que o Brave Zenit me faz
- 1:10:25direito que é que assim, eu acho que os sistemas os
- 1:10:30números nasceram de um jeito que você vai ter
- 1:10:33pouca discussão na hora de decidir por sua personagem
- 1:10:36pode ou não pode, e eu acho que os videogames
- 1:10:39transformaram em lei de repente os números, porque
- 1:10:42no videogame você não tem escolha, sabe você não
- 1:10:45consegue, então você não tem vai bater com mestre e
- 1:10:48não se sidal não e eu acho que uma pena que os
- 1:10:52RPGs de mesa tem parado tanto de ser um desempenho
- 1:10:55de papel e se tornado pra muita gente assim, de novo,
- 1:10:59não sou um RPG zero pra caralho assim, mas as
- 1:11:02poucas mesas que eu participei era uma coisa
- 1:11:04muito números, ai, ai, eu vou eu quero matar, eu
- 1:11:07quero combate eu quero... o combo que você faz é, é,
- 1:11:11é, e você pensa porra, um desempenho de papel um
- 1:11:14teatro, sabe o protagonista não vai vencer o vilão
- 1:11:18porque ele tem mais x de força, sabe é porque chegou
- 1:11:22a hora dele, sabe ele tá ali numa conversa, tá num
- 1:11:25jogo é coletivo, sabe, eu acho que isso é muito
- 1:11:28bonito, e faz falta faz falta você interpretar, sabe
- 1:11:31você entrar numa luta e fala, porra, adonsoco na
- 1:11:33cabeça do troll porra, muito engraçado, sabe, você
- 1:11:35não precisa é, boa, tem essa fireball aqui, não sei
- 1:11:38o que tem um lance até no combate, né que é tipo,
- 1:11:43porra, é o já é um clichê nos jogos indies, né tipo,
- 1:11:46você, quando você ataca, se acerta você está rodando
- 1:11:48direto só que o lance é que matematicamente todos os
- 1:11:52inimigos que você tem que fazer isso, você morre
- 1:11:54primeiro, então assim não adianta só bater de frente,
- 1:11:57se você falar é um ataco, porque meu sotaque é muito
- 1:11:59bom, não faz diferença então você nem rola, né,
- 1:12:01se não você usa tributo não faz nada disso, então
- 1:12:03toda vez que você quer fazer uma coisa assim, a
- 1:12:05mais você tem que interagir, né, acaba tendo
- 1:12:07que interagir com o sistema e o sistema muitas vezes
- 1:12:10ele é falho, e aí você tem que interpretar ele
- 1:12:12para você conseguir tirar o que você quer, né essa foi
- 1:12:15toda a ideia da construção então tem como escreva as
- 1:12:20aventuras, né não só esse do Grey Zeef mas tipo, no
- 1:12:23Bacto, tem gente que vem perguntar mesmo, mas não
- 1:12:26tem como aventureiro nível 1 ganhar desse combate mas
- 1:12:29não é para você lutar, né, tipo, não está falando
- 1:12:31nenhum moralista falando que você tem que lutar com
- 1:12:32essa galera, os goblins eu coloco, tem 160 goblins em
- 1:12:37uma sala eles não querem matar um filho sim sim
- 1:12:44isso que o Silva trouxe tem até a ver com um
- 1:12:47episódio lá do Regres and Leading que a gente fez,
- 1:12:49né, em cima do texto de Jards, que é teu amigo, né
- 1:12:51cara não sabia disso a gente sofreu para falar com
- 1:12:57o Jards eu falei com ele aqui polêmico de Jards
- 1:13:02então cara, mas esse texto eu acho que é muito bom
- 1:13:04eu tenho que ver com o Silva trouxe, né, que é
- 1:13:07justamente a gente às vezes cria regras e estabelece o
- 1:13:10jogo numa esfera mecânica e a gente esconde algumas
- 1:13:14decisões importantes, por exemplo você tem que falar
- 1:13:17o ataco porque é a única opção mecânica que você tem
- 1:13:19mas seria legal você falar o ataco a rótula do
- 1:13:22joelho, do trol para ver se ele não persegue a
- 1:13:25gente, né então esses coisas muitas vezes se some
- 1:13:27do RPG e é legal a gente ter esse espaço justamente
- 1:13:32lacunar dentro das mecânicas, mas porque ele
- 1:13:35permite que a gente explore esses espaços, né agora
- 1:13:38sobre essa uma coisa que eu falo muito no Café
- 1:13:41Pundanjo é dessa natureza artesanal do RPG, né o
- 1:13:44mais que a gente male male male tenta buscar uma
- 1:13:49experiência de jogo e até estética que vem da
- 1:13:52mecânica até o jeito de aplicar a mecânica ele vai
- 1:13:56necessariamente variar de grupo para grupo porque as
- 1:13:58pessoas interpretam de forma diferente a mesma coisa
- 1:14:01muitas vezes, né então se você tiver cinco grupos
- 1:14:05jogando mesmo no sistema possivelmente vão ser cinco
- 1:14:08formas diferentes de aplicar muitas daquelas regras agora
- 1:14:12para além dessas lacunas que a gente admite no RPG
- 1:14:17às vezes intencionalmente, às vezes não como é que é
- 1:14:20para vocês trabalhar com essa lacunaridade estética,
- 1:14:24né em algum momento vocês falam cara isso aqui eu
- 1:14:27vou deixar lacunar mesmo para que os grupos insiram
- 1:14:32ali as suas próprias referências para que eles
- 1:14:35insiram suas próprias vivências em que nível
- 1:14:37consciente vocês trabalham com isso ou passa mais uma
- 1:14:41coisa de vou trabalhar, vou largar a minha proposta
- 1:14:43estética e já sei que eles vão trabalhar de outra
- 1:14:45forma no grupo deles lá e deixa aqui roli como é que
- 1:14:50isso bate para vocês assim esse aspecto lacunar em
- 1:14:53relação estética tipo quando você vai falando imagina
- 1:14:55que muito é muito game designer é o maior pesadelo
- 1:14:58deles isso aí cinco grupos diferentes e eu garanto
- 1:15:01cinco projetos diferentes tipo porra, para mim acho
- 1:15:04isso super normal super, é o esperado assim quando eu
- 1:15:09faço um jogo desejável até né e para mim é, tanto
- 1:15:12que aí game designer prepotente eu supostamente
- 1:15:17desenhei o jogo para ser assim para incentivar isso,
- 1:15:20eu incentivei supostamente a fazer isso mas eu não
- 1:15:28pensei propostamente mas uma coisa que me pegou muito
- 1:15:30surpresa foi falando assim da arte, né do jogo as
- 1:15:35classes a galera olha a arte e eles sacam assim,
- 1:15:38eles falam, ah tá então por exemplo o que eu gosto
- 1:15:43muito é uma água, assim, a galera foi olha o rodo ali
- 1:15:47e vê que é tipo o cajado e fala, beleza, o meu
- 1:15:49cajado é assim eu não preciso falar que o cara
- 1:15:52tem que escolher o cajado velho, o cajado é assim, é
- 1:15:54assim, é assado ele já olha e a arte já entende
- 1:15:57de qualquer pegada o mixonogista, né, que a
- 1:15:59galera vê o tem um tonelzinho de de monster de
- 1:16:04manga, né aí a galera beleza, beleza eu adorei
- 1:16:08escrever é muito bom, e tem várias coisas da arte
- 1:16:12assim que a galera olha e fala, ah tá, tá e eles
- 1:16:15vão indo, e as vezes vão para lugares que eu falo,
- 1:16:17porra, não estava esperando isso aí 90 % das vezes, né
- 1:16:23tem muita coisa que a galera tá no livro e
- 1:16:25ninguém não causou e ficou tipo, ah tá, beleza acho
- 1:16:28que ninguém nunca comprou uma armadura até hoje
- 1:16:30quando eu joguei, eu joguei um campeão de dois anos e
- 1:16:32ninguém nunca comprou olha, uma armadura, não foi
- 1:16:34preciso mas tá lá então pra mim é muito legal e
- 1:16:40eu gosto muito né, do disso assim de, cara, eu
- 1:16:44escrevi, mas assim foda se eu escrevi agora é com
- 1:16:47vocês e é, e assim esteticamente uma coisa que
- 1:16:55eu acho que, né, aí eu já estou sendo mais viciado a
- 1:17:01RPG de twitter assim, mas tem muito muitos RPGs
- 1:17:05índios, né, eles tentam muito emular uma estética
- 1:17:08específica hiper específica assim, né vou fazer esse
- 1:17:10jogo inspirado neste anime específico e eu acho que
- 1:17:14isso acaba sendo um pouco limitante e pra mim é
- 1:17:18limitante no sentido de quando eu vou me extra um
- 1:17:20jogo assim, é muito mais difícil porque tem uma
- 1:17:23estética esperada, que tá todo mundo trabalhando em
- 1:17:26cima e é tipo, não é ah, é tipo isso, não, não, é
- 1:17:29literalmente esse filme, é literalmente esse tipo de
- 1:17:32história, né e aí eu acho por isso que eu me atraio
- 1:17:36mais pra esse jogo assim que nem eu vou dizer, não
- 1:17:38queria ficar mais em graças genéricos, né, tipo, é uma
- 1:17:41fantasia e aventura, não falei qual tipo, né, uma
- 1:17:45fantasia épica e tal por isso que eu gosto de
- 1:17:49lacunas e tipo, não tá ali presente como designer
- 1:17:51deixar as pessoas fazer o que quiser, interpretado de
- 1:17:54que quiser e pra você, Silvio, trabalhando com a
- 1:17:57parte gráfica assim, com desenho, como é que é tu
- 1:17:59expectativa em relação a isso? Você
- 1:18:01você meio que na tua cabeça, você imagina que
- 1:18:05todo mundo joga dando vida os bonequinhos que você
- 1:18:08desenha e tal ou você acha que a galera pira pra
- 1:18:11caralho, quanta impressão sobre isso? Eu
- 1:18:14não sei, eu queria muito ver pessoas jogando, eu não
- 1:18:16tive o prazer assim mas eu acho que não deve não deve
- 1:18:23ser fácil você disso, de social o meu desenho do
- 1:18:27jogo, quando enfim, é um sistema pequeno, ele não
- 1:18:30tem esse universo compartilhado nessa impressão
- 1:18:35geral que as pessoas têm num D &D assim é aquele
- 1:18:39livro que tá saindo então eu acho que o pessoal bate
- 1:18:44olhando aquilo e fica, vou jogar com essas cores na
- 1:18:47minha cabeça talvez isso já guide mais o humor da
- 1:18:53galera que tá jogando assim, as escolhas deles, o
- 1:18:56jeito que eles vão lidar um com o outro eu desenho
- 1:18:59meu palhaço, eu desenhei com o traço que eu faço
- 1:19:03em quadrinhos meus praticamente, então é uma
- 1:19:06coisa bem eu tento fazer um charme minimalista, assim
- 1:19:12coloridão, traço grosso é meio cartoon quase então eu
- 1:19:17imagino que isso ajude a tirar camadas de solididade
- 1:19:22da RPG também espero que isso ajude eles a mergulhar
- 1:19:26numa vibe mais, ai, vão brincar então se eu puder
- 1:19:29ver o que já joguei um pouco mais já vi, e a
- 1:19:32ação sempre isso que acontece pra galera, olha,
- 1:19:36bate olhando na arte e fala, ah, beleza, então a
- 1:19:38gente vai ser um bogulho mais zoeira uma coisa mais
- 1:19:41descontraída e eu acho que eu gosto muito da arte que
- 1:19:45ajuda muito o senhor falou assim, não se minimalista
- 1:19:49mas a arte tem poucos elementos são poucos
- 1:19:54elementos super bem definidos, que tipo quando
- 1:19:57você tá mestrando, você olha assim e fala puta, eu
- 1:19:59sei o que eu vou descrever já é muito simples, muito
- 1:20:01direto e ajuda também as pessoas a interpretarem e
- 1:20:07uma coisa, muita gente fala que é uma coisa que eu
- 1:20:09não esperava é que muita gente acho que jogou pra
- 1:20:12criança o BraveZ ele não é é muito importante deixar
- 1:20:17os claros mas, tipo, ele tem esse visual o cara, e
- 1:20:21a galera fala é pra criança, pronto e é muito
- 1:20:24interessante isso pra mim, assim porque também era uma
- 1:20:28coisa que eu queria, né a gente tem esse contraste da
- 1:20:31arte com todo outro arte que tem de RPG geralmente
- 1:20:34muito sério, é muito eu não sei se que fala o
- 1:20:36Solene e a gente tem esse negócio que não na verdade
- 1:20:39é uma brincadeira mesmo assim a conversa de Barra
- 1:20:43é que eu acho que se você vai pro que nem como eu
- 1:20:46disse, eu tava acabando de vim dessa época de pesquisa
- 1:20:49do RPG Indy principalmente americano se você for lá,
- 1:20:55eles adoram esse tipo de estética bem quadrinho assim
- 1:20:58a galera que faz é artista de história do quadrinho,
- 1:21:01que nem eu então acho que eu só pensei então dá pra
- 1:21:06fazer assim e assim pra mim, ter feito um quadrinho
- 1:21:12de porrada e depois fazer um RPG, eu me senti um
- 1:21:15profitoriano assim, foi caralho fazendo meu Dragon
- 1:21:18Ball aqui fazendo meu Dragon Quest aqui e eu
- 1:21:21falei caralho, que da hora uma coisa que eu acho
- 1:21:25muito doido é que às vezes a gente tem uma expectativa
- 1:21:29até calada assim, não é que eu é dividido ou que
- 1:21:32eu tenha construído conscientemente uma
- 1:21:35expectativa mas eu lembro que eu tava me estrando na
- 1:21:37eu acho que foi na Perifa Con eu tava me estrando
- 1:21:40Maze Rats só que eu tava me estrando Maze Rats e
- 1:21:43ninguém conhecia o jogo era todo mundo iniciante em RPG
- 1:21:47e eu resolvi que eu tava dando um ponto todo Dark
- 1:21:49assim pra... porque rolou né, o rolê na
- 1:21:52estradarça ali, isso é uma parada que eu imaginei tudo
- 1:21:54Dark e na minha cabeça eu tava imaginando forte uma
- 1:21:56coisa meio 7º Celo assim, super... Cisuda
- 1:22:00é uma parada super cisuda porque o tema era meio
- 1:22:06pesado era de previsão de morte de alguém, tipo, era
- 1:22:10meio que, cara como é que você vai agir agora que
- 1:22:11você sabe como você vai morrer sabe, e... enfim,
- 1:22:15foi uma loucura que deu ali, tinha uma velha
- 1:22:18fazendo previsão do futuro e tal mas o fato é que
- 1:22:21quando terminou a sessão todo mundo adorou não sei
- 1:22:23o que eu vi falar mas, cara, foi muito louco
- 1:22:26porque eles tiveram iniciativas desenhar o
- 1:22:29próprio personagem, que é aquela coisa que tem no
- 1:22:30GURPS né, a ficha lá com bonequinho pra desenhar e
- 1:22:35essa coisa de trazer o jogador a desenhar o seu
- 1:22:38próprio personagem mesmo que não saiba, não seja um
- 1:22:42desenhista necessariamente, alguém que seja versado em
- 1:22:46ilustração que tem acostumado a ilustrar né tá
- 1:22:51muito doido porque quando eu olhei a ficha deles
- 1:22:54todos eles tinham um desenho de um mangá, sacou
- 1:22:57e do mangá bem bem... não vou dizer infantil, sabe,
- 1:23:03mas do mangá bem cartuneisco assim, sabe, eu
- 1:23:07olhei e falei, velho olha que loucura, né, o que
- 1:23:10saiu daqui o caudo final eu dando um tom do meu
- 1:23:14lado, dando um tom super dark, super filme preto e
- 1:23:17branco cizudão e eles trazendo uma estética
- 1:23:22completamente diferente no imaginário deles, assim,
- 1:23:25eles viverem o Death Note ali, né, você em 7º cilo
- 1:23:31sou em Gorberg, mano, os caras tipo caralho, Toriano,
- 1:23:34é muito louco essa sopária, mano, chegueame, velho é,
- 1:23:38isso dá uma sopa muito louca, né, cara, de a
- 1:23:40gente pensar que o produto final disso é uma coisa
- 1:23:43completamente diferente então é interessante mesmo numa
- 1:23:47experiência jogando, mestrando no Brasil, tem
- 1:23:50gente que, mano, também é como sempre, é a
- 1:23:52experiência do RPG assim, você pode tentar o quanto
- 1:23:54você quiser para o estilo de arte mais e cônico,
- 1:23:56assim, o mundo vai ter sempre o cara que vai
- 1:23:58estar o filme do Berg, uma vai ter o cara que é o
- 1:24:00anime vai ter o cara que tá nem aí, tipo, ele acha
- 1:24:03que a gente tá, tipo, em São Paulo ainda, se ela dá
- 1:24:05alguma razão então esse meu amigo que fez um monte de
- 1:24:07copista que copia caixa de cereal é, tipo, eu falei,
- 1:24:11pera, pera eu não tava esperando isso aí o meu
- 1:24:13outro amigo jogando essa mesma campanha e fez o
- 1:24:15bogo não, eu sou uma fada de um reino de fantasia eu
- 1:24:17falei, puta que pariu tipo, não era minha expectativa,
- 1:24:21não era imaginável, mas aí eu falei, vambora e pelo
- 1:24:24menos assim, né, se eu defender meu produto, né,
- 1:24:27mas aí, tipo o Braz, ele ficou um porta porque é
- 1:24:29uma loucura, né um poxa, eu fico ouvindo esses
- 1:24:38podcast maneiros e toda essa garotada legal falando
- 1:24:42de jogos adcais e seus isários incríveis, mas eu
- 1:24:46nunca sei de encontrar hei, ps que é um joguinho
- 1:24:51diferente não quero, mas não é pirata fica
- 1:24:57tranquilo, os tiras não querem nada com a gente,
- 1:25:00nós somos independentes cola com a gente que eu te
- 1:25:06mostro as novidades vem aqui no Daily Indie, RPG
- 1:25:09News que uma vez por dia tem uma notícia sobre jogos
- 1:25:13indie já mencionamos o Against the Wind os mortos
- 1:25:17estão chegando do Diogo Nogueira o nome primordial
- 1:25:20do Marcelo Colar e claro, um Skyfall do mestre
- 1:25:25Pedroca que beleza mas agora trata de falar mal
- 1:25:30de D &D em toda a conversa compram um Star Verde e
- 1:25:33conseguem logo sua carteirinha da igreja
- 1:25:35mecanicista da experiência sagrada beleza o Daily
- 1:25:42Indie RPG News é um grupo no Telegram que você pode
- 1:25:47entrar pelo link que vai ter na descrição do
- 1:25:49episódio e acompanhar os lançamentos indie sempre um
- 1:25:52por dia explicado lá e cheio de links então é só
- 1:25:56seguir que você vai chegar nesses jogos radicais e
- 1:26:00seus designos incrível vamos chegando no fim do episódio
- 1:26:13e eu vou deixar uma pergunta para você ouvinte
- 1:26:16aí, responder na enquete aqui do Spotify eu queria
- 1:26:20saber se você se preocupa em modular as referências
- 1:26:23estéticas em sua mesa ou seja, se você usa a
- 1:26:25handout se você quer me extra uma pegada berga ou
- 1:26:28se você bota ali uns print do 7º Cêlo ou se você
- 1:26:32deixa a cor mais solto então se você se preocupa
- 1:26:35em modelar as referências estéticas e depois eu vou
- 1:26:38deixar uma pergunta para você escrever o seguinte,
- 1:26:40como você faz esse trabalho estético na sua mesa com
- 1:26:44seus jogadores beleza? e bom, gente falando agora
- 1:26:48para encerrar sobre o Brave Zenit fala aí do que está
- 1:26:52rolando aí da campanha, financiamento a editora,
- 1:26:57conta aí para a gente Silva e Juliano conta aí
- 1:27:01para a gente como é que está esse rolê faz uns
- 1:27:03anos que eu estou tentando trazer para o Brasil e
- 1:27:06agora a gente finalmente está fazendo chegando no
- 1:27:08Catarse com a editora Draco eles estão começando agora
- 1:27:12a entrar no Mercado de RPG eles lançaram um livro
- 1:27:15muito legal que você encontra no Dragão e agora
- 1:27:18que é um livro só de dicas de como mestrar RPG
- 1:27:20e tal muito focado e isso aí o Brave Zenit vai ser
- 1:27:23o primeiro RPG que eles estão lançando está no
- 1:27:27financiamento coletivo vai até o início de agosto e
- 1:27:33tem vários outros livros da Draco que fazem muito
- 1:27:37insumo mas não somente são livros de RPG, né? que
- 1:27:40acho uma coisa muito legal assim, a gente buscar
- 1:27:42inspiração em não em RPG em teatro no geral e eu
- 1:27:48estou muito feliz de estar trabalhando com eles
- 1:27:50especialmente também porque a Draco tem um lance que
- 1:27:53eu gosto muito que eles só publicam autores brasileiros,
- 1:27:56eles não trazem nada de fora não tem tipo ficar
- 1:27:59fazendo tradução, comprando direitos não é só autores
- 1:28:02brasileiros, né? isso é muito legal, muita gente
- 1:28:05muita gente foda passou por lá eu fico muito muito
- 1:28:09feliz, né? ele está fazendo isso e a
- 1:28:11gente está aí tentando bater umas metas Essos
- 1:28:13agora nesse outro momento e seria muito legal uma treza
- 1:28:18vamos lá, vamos de metas, galera é, é isso aí é
- 1:28:21sempre bom, né? primeiro lugar que eu acho bem
- 1:28:24legal eu trouxe o Ponte Nerve pra falar do livro
- 1:28:27das dicas de mestre, né? e pra mim um de motivos que
- 1:28:32ele me contactou pra falar no Café Sobrinho mas eu
- 1:28:36fiquei muito empolgado de ver a Draco entrando nesse
- 1:28:39rolê do RPG então muito maneiro isso e bom, eu
- 1:28:43acho que o projeto do Brave Zenit já já ouviu
- 1:28:46falar aqui no Café, então é sempre bom ter aí essa
- 1:28:50encarnação brasileira no projeto o trabalho Juliano
- 1:28:54do Silvep exemplar eu acho assim pra galera que quer
- 1:28:58inclusive se inspirar pra fazer o próprio material
- 1:29:00assim, acho que é uma voz muito autoral e muito
- 1:29:03interessante então participem do ofensão aí, eu vou
- 1:29:06deixar todos os links aí no digitivo do episódio e
- 1:29:10valeu gente, eu queria só abrir agora um espaço pra
- 1:29:13vocês falar de outras coisas, de repente, né? o
- 1:29:15Silve falar do trabalho dele aí com ilustração, com
- 1:29:18padrinho o Juliano aí falar de outras coisas que outros
- 1:29:22projetos caso esteja envolvido querem trazer
- 1:29:25alguma coisa pra galera? me segue nas redes aí galera,
- 1:29:28rouba Silvas Luão eu posto Tiringa, eu tô voltei a
- 1:29:33fazer meu quadrinho aqui de briga há uns dois meses e
- 1:29:39fiz um, tava fazendo postagem de páginas semanais
- 1:29:43e vou continuar a história partir do futuro próximo
- 1:29:47não vou botar data pra perceber o que eu faço
- 1:29:49está muita merda, eu fiquei quatro anos sem postar
- 1:29:53quase postando data e aí agora tá rolando porque eu
- 1:29:58só falei ah, quer saber, vou fazer mais chega mais
- 1:30:01que vai ter daqui de briga e valeu um beijo aí, um
- 1:30:05vinte vocês são muito foda e obrigado pelo convite
- 1:30:09também já tô adiantando foi uma conversa muito, muito
- 1:30:14divertida estamos juntos cara e você Juliano, manda
- 1:30:17aí cara, tem um projeto muito legal que tá rolando
- 1:30:19agora chama Brave Zen e fala no Catarse põe, apoi,
- 1:30:23lá galera põe, não, mas assim não tô com muita
- 1:30:27coisa rolando além disso, obviamente, tem várias
- 1:30:29coisas mas nada assim, no momento é mais o Brave Zen
- 1:30:32é um projeto que eu tô muito empolgado e e agora
- 1:30:36tá dando muito certo, né, felizmente e... teu
- 1:30:39canal principal Twitter mesmo? é
- 1:30:41assim, mal uso mais e deu uma brochada depois do Elon
- 1:30:45Musk aí, mas não tem o que fazer, mas é o meu
- 1:30:49Twitter tem o nome horrível, né, que é o
- 1:30:51Night Raman então cavaleira de Laman eu posso lá, eu
- 1:30:57posso geralmente eu faço um retweet e eu só escrevo
- 1:30:59Brave Zen, e fica um meme uma coisa idiota que eu vi
- 1:31:01na internet, e eu falo isso é muito Brave Zen
- 1:31:03então gente, obrigado pela participação vamos pro
- 1:31:08encerramento muito obrigado você que ficou vindo aí a
- 1:31:16gente até agora vamos encerrando aqui o podcast e
- 1:31:21eu vou deixar os links pra vocês no discreetivo então
- 1:31:26os links dos anúncios do episódio então o Birgoten e
- 1:31:30o Daily Engine News tanto no Telegram quanto no
- 1:31:35WhatsApp também deixar os links dos convidados o
- 1:31:38Twitter do Juliano, o link Triddo Silva -Zuão, Rolf
- 1:31:42Fortahasque coletivo aí do Juliano de Game Design e o
- 1:31:46HQ de Briga que é a HQ citada aí pelo Silva também
- 1:31:52vou deixar os links aí pra teoria GNS na parte que
- 1:31:55fala sobre stances sobre posturas um link pro
- 1:31:59Manifold Theory que eu deixei citado também o
- 1:32:03modelo MDA traduzido aí pela galera da USP e
- 1:32:06também um link pro Kickstarter que já aconteceu
- 1:32:11há bastante tempo mas que vou deixar pra vocês aí
- 1:32:13por curiosidade o link pro Latin Breakouts pra vocês
- 1:32:17conhecerem esse projeto que foi quem lançou o Brave
- 1:32:21Zenit pela primeira vez lá na Gringa então é isso
- 1:32:24muito obrigado e considere apoiar o Café com Daniel
- 1:32:28se você quer o Café com Daniel de repente voltando
- 1:32:31a ter cinco episódios na semana considere se tornar
- 1:32:34um assinante e garanta pra você aí participar de
- 1:32:38sorteios de itens dos nossos parceiros aí de
- 1:32:41café, jogos então cola aí com a gente e além disso
- 1:32:44recebe conteúdo extra ainda ganha cupons progressivos de
- 1:32:49desconto pros nossos parceiros tem bastante
- 1:32:51vantagem ainda faz parte de uma comunidade muito maneira
- 1:32:54que discute a RPG profundamente que é
- 1:32:56apaixonada pelo tema então cola aí apoia .se barra
- 1:33:00café com Daniel se você gostou especialmente do café
- 1:33:04de hoje considere deixar uma porjeta pra gente lá
- 1:33:07no nosso PIX no café com Daniel, roubajameo .com a
- 1:33:11gente conta com o teu apoio é o mesmo e -mail
- 1:33:13que você vai utilizar caso você tenha uma empresa, uma
- 1:33:16marca que queira ter um dia da semana todinho seu
- 1:33:18aí no café com Daniel então você pode financiar
- 1:33:21um episódio a mais pro podcast fazendo alegria da
- 1:33:25massa RPGista consulta a gente lá no café com
- 1:33:28Daniel roubajameo .com que a gente tem uma proposta
- 1:33:30especial pra você e a gente tá disponível também
- 1:33:33aí pra fazer anúncios né, spots aí e parcerias tá,
- 1:33:39então a gente trabalha não só com marca de RPG mas
- 1:33:42também com marcas de outros ramos aí como café, jogos,
- 1:33:45tecnologia mídia e etc. se você quiser colaborar com a
- 1:33:49gente de repente ser um game designer, produtor de
- 1:33:51conteúdo produtor de conteúdo, acadêmico fã que
- 1:33:55é participado do projeto conta aí sobre você e
- 1:33:58sobre suas ideias aí no café com Daniel roubajameo
- 1:34:01.com, beleza? no mais queria agradecer a
- 1:34:04galera que torna possível os aventuros assinantes do
- 1:34:07café com Daniel então quero agradecer aí obrigado
- 1:34:12pessoal que apoiu com incentivo incluindo aí o
- 1:34:15marcos prate vai eu demais o pessoal do nível de
- 1:34:18apoio comunidade incluindo aí o Caio Palma Fernandes,
- 1:34:21o Camilo Suzuk e o Carlos Castilo que fez uma upgrade
- 1:34:24aí valeu o Zaço Castilo grande ilustrador aí da
- 1:34:27UECR nacional um salve especial também para os
- 1:34:30assinantes do nível RPG dojo né, então Rafael
- 1:34:34Garote Germano Assis, Rudolf Helm multivenícios Carlos e
- 1:34:38Pedro Borges dentre outros e também um abraço para a
- 1:34:41galera do treinamento EuFantasy aí o Abil Jr o
- 1:34:44Bruno Cobb e o César Machado Daniel Aidar Diego
- 1:34:47Cistito Douglas Baiense, Lelgas Paruto Menini Matheus
- 1:34:51Piqueira e Rafael Machado Bardal por último um imenso
- 1:34:56obrigado para o nosso assinante café com Balbi o
- 1:34:58Tiago Augusto valeu o Zaço um abraço e até a próxima
- 1:35:22Legendas por Paulo Montenegro Legendas por
- 1:35:23Paulo Montenegro Legendas por Paulo Montenegro
- 1:35:23Legendas por Paulo Montenegro Legendas por
- 1:35:24Paulo Montenegro Legendas por Paulo Montenegro
- 1:35:27Legendas por Paulo Montenegro Legendas por
- 1:35:29Paulo Montenegro