Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO #XIX - ELOGIOS (CLUBE DO LIVRO]
Transcript
- 0:05Vamos nessa começar mais um episódio aqui do nosso clube do
- 0:07livro. Antes eu quero só pontuar uma
- 0:10coisa aqui que parece óbvia, mas às vezes a gente tem que
- 0:13evidenciar o óbvio, né? O tanto que a gente se orgulha
- 0:16de ter uma audiência. Inteligente, qualificada, não é
- 0:21todo mundo que para Hoje as pessoas param para ouvir
- 0:23qualquer bobagem. E pô, qualquer um concordaria
- 0:28que quem acompanha a leitura na íntegra de um livro.
- 0:33Tem uma inteligência e uma curiosidade intelectual acima da
- 0:36média. Então parabéns, tá, se você está
- 0:38aqui e muito obrigado pelo seu tempo, sua presença também.
- 0:41Brunão, como é que nós estamos? Tão ótimo, já começamos com
- 0:47excelente exemplo do conteúdo que vem nesse episódio, Né?
- 0:50Exatamente, brunão já pegou aqui.
- 0:52Estamos entendendo como despertar a afeição nas pessoas
- 0:56e aqui a gente vai. Estamos na metade do capítulo
- 0:59mais ou menos fechamos o último falando sobre semelhança, não é?
- 1:04E agora nós entramos num sub tópico que ele chama de elogios.
- 1:08Vamos nessa o ator. Mcclynn Stevenson.
- 1:11Certa vez, descreveu com sua esposa ou convenceu a se casar.
- 1:15Ela disse que gostava de mim embora digna de uma risada.
- 1:18A observação é tão instrutiva quanto engraçada.
- 1:21A informação de que alguém gosta de nós pode ser um dispositivo
- 1:24extremamente eficaz para produzir uma afeição
- 1:26retribuidora e um consentimento voluntário.
- 1:29E aí tem as pesquisas que ele sempre menciona.
- 1:32Assim, quando as pessoas NOS elogiam ou afirmam que têm
- 1:35afinidade connosco com frequência, querem algo de nós?
- 1:39OPA, cuidado aqui. Lembre-se de Joe Gerred, o maior
- 1:43vendedor de carros do mundo, que diz que O Segredo do seu sucesso
- 1:46era fazer os clientes gostarem dele.
- 1:48Ele fazia algo que, à primeira vista, parecia insensato e
- 1:51dispendioso. Todo mês ele enviava cada um de
- 1:55seus mais de 13000 ex-clientes, um cartão de felicitações com
- 1:59uma Mensagem impressa. O cartão mudava de mês para mês,
- 2:03Feliz Ano-Novo, Feliz Páscoa desde os namorados e assim por
- 2:05diante. Mas a Mensagem no cartão nunca
- 2:08variava, dizia. Eu gosto de você.
- 2:12Como explicou Joe, não há mais nada no cartão.
- 2:15Além do meu nome, só estou dizendo que gosto deles.
- 2:19Eu gosto de você. A Mensagem vinha na
- 2:22correspondência todos os anos 12 vezes ao ano, sem falhar para
- 2:26outras 13000 pessoas. Uma declaração de afeição tão
- 2:30impessoal, tendo como objetivo óbvio vender carros.
- 2:33Poderia mesmo funcionar bem? Joe Gerred achava que sim e um
- 2:39homem tão bem-sucedido em sua atividade merece nossa atenção.
- 2:42Ele entendeu um fato importante sobre a natureza humana.
- 2:46Nós não resistimos a uma adulação, embora sua
- 2:49credibilidade tenha limites, especialmente quando temos
- 2:51certeza de que o adulador está tentando NOS manipular.
- 2:54Tendemos a acreditar NOS elogios.
- 2:56Ia gostar das pessoas que NOS elogiam.
- 3:00Um experimento com um grupo de homens na Carolina do Norte
- 3:03mostra como podemos NOS tornar impotentes diante de um elogio.
- 3:07Os homens no estudo ouviram comentários sobre eles e de
- 3:09outra pessoa que precisava de um favor.
- 3:12Alguns receberam apenas comentários positivos, outros
- 3:15receberam apenas comentários negativos e os demais ouviram
- 3:18comentários bons e ruins. Houve 3 descobertas
- 3:21interessantes. Primeiro, os homens gostaram
- 3:23mais do avaliador, que fez apenas elogios.
- 3:27Segunda, essa tendência se manteve mesmo quando os homens
- 3:30perceberam claramente o adulador estava querendo se beneficiar da
- 3:32manobra OPA. Por fim, ao contrário dos outros
- 3:37tipos de comentários, o elogio não precisou ser verdadeiro para
- 3:40funcionar. O apreço pelo adulador foi o
- 3:43mesmo. Quer os comentários positivos
- 3:46fossem falsos ou verdadeiros e aí tem uma pesquisa aqui eu
- 3:49lembrava disso. Que segundo esta pesquisa, pelo
- 3:54menos. Que ele está querendo dizer,
- 3:56mesmo quando o elogio não é sincero, ele surte efeito, não é
- 4:02o que não significa que você deve elogiar sem crer, né?
- 4:05Inclusive você Vai Ficar muito mais à vontade de elogiar aquilo
- 4:08que você realmente entende que é digno de receber um elogio.
- 4:13Mas, voltando à leitura, tudo leva a crer que temos uma reação
- 4:17tão automaticamente positiva aos elogios que podemos ser vítimas
- 4:19de alguém que os empregue numa tentativa óbvia de conseguir
- 4:22algo de nós, meio que é um estilo.
- 4:24Click zoom. Quando visto sobre essa ótica, o
- 4:27custo de imprimir enviar mais de 150000 cartões anualmente.
- 4:31Mensagem, eu gosto de você não parece tão insensato como antes.
- 4:36Isso aqui, então é o elogio como acionador e a gente tem um
- 4:41outro, né? Que é o sentido de cooperação.
- 4:44Cooperação, né? Quase sempre gostamos de coisas
- 4:48que não que que NOS são familiares para provar este
- 4:51facto, faça uma pequena experiência.
- 4:53Pegue o negativo de uma foto antiga que mostre uma Visão
- 4:56frontal de seu rosto e mande revelar 2 fotos, uma que mostre
- 5:00você como realmente saiu na foto e outra que mostre uma imagem
- 5:04invertida. Agora escolha qual a versão do
- 5:06rosto mais lhe agrada e peça a um amigo.
- 5:08Faça o mesmo. Se vocês forem como grupo de
- 5:11Mulheres de Milwaukee, em que esse procedimento foi testado,
- 5:14vão observar algo estranho. Seu amigo irá preferir a cópia
- 5:17fiel, mas você gostará mais da cópia invertida.
- 5:20Porquê? Porque ambos estarão reagindo
- 5:23favoravelmente ao rosto mais familiar, seu amigo, aquele que
- 5:27o mundo vê e você ao rosto refletido pelo espelho.
- 5:32Por causa de seu efeito sobre a afeição, a familiaridade
- 5:35desempenha um papel em todos os tipos de decisão, inclusive dos
- 5:39políticos que elegemos. E aí ele menciona uma pesquisa
- 5:43ao que parece na cabine eleitoral, os eleitores com
- 5:46frequência escolhem um candidato simplesmente porque seu nome
- 5:49parece familiar numa eleição controvertida em Ohio alguns
- 5:53anos atrás, um homem com poucas chances de vencer a corrida para
- 5:57o Procurador-Geral do Estado obteve a Vitória quando, pouco
- 5:59antes da eleição, mudou o seu nome para Brown, nome de uma
- 6:03família com grande tradição política em Ohio.
- 6:07Bem como algo assim pôde acontecer, a resposta está.
- 6:12Em parte na forma inconsciente, como a familiaridade determina a
- 6:16afeição com frequência. Não percebemos que nossa atitude
- 6:20em relação a algo foi influenciada pelo número de
- 6:22vezes que estivemos expostos àquilo no passado.
- 6:25No experimento, os os rostos de diversos indivíduos foram
- 6:29projetados numa tela com tamanha rapidez, que mais tarde os
- 6:33voluntários expostos não conseguiram lembrar que tivessem
- 6:36visto qualquer um deles. No entanto, quanto maior a
- 6:39frequência da projeção no rosto do rosto na tela.
- 6:42Mas aqueles voluntários passavam a gostar da pessoa ao
- 6:45interagirem com ela depois. E como a maior afeição leva a
- 6:50uma maior influência social, aqueles voluntários foram também
- 6:53mais persuadidos pelas opiniões dos indivíduos cujos rostos
- 6:58haviam Aparecido mais na tela. E aí a pesquisa, ele menciona
- 7:01aqui que fez esse teste. Um efeito semelhante ocorreu num
- 7:04estudo de publicidade na Internet.
- 7:06Banners de uma Câmera fotográfica apareceram 5 vezes.
- 7:1020 vezes ou nenhuma vez? De um artigo que os
- 7:13participantes tinham que ler quanto maior a frequência do
- 7:16anúncio, mas os participantes passaram a gostar da Câmera,
- 7:19embora não se lembrassem de ter visto o anúncio.
- 7:21E aí, outra pesquisa que testou isso.
- 7:25Pois bem, com base aos indícios de que tendemos a favorecer
- 7:28aquilo que tivemos contato, algumas pessoas recomendaram uma
- 7:32abordagem de contato para melhorar as relações
- 7:34inter-raciais. Elas argumentaram que a
- 7:36exposição a indivíduos de grupos étnicos de ética étnicos perdão
- 7:40diferentes de uma situação de igualdade, fará naturalmente com
- 7:43que passem a gostar mais uns dos outros.
- 7:46Mas quando cientistas examinaram a integração racial nas escolas,
- 7:50a área que oferecia o melhor teste individual de abordagem do
- 7:53contato, descobriram um padrão exatamente oposto.
- 7:56A desgregação escolar de maior propensão a aumentar o
- 8:01preconceito entre negros e brancos do que a diminui-lo.
- 8:06Examinemos com mais detalhes a questão da desagregação por mais
- 8:11bem intencionados que estejam os proponentes da harmonia
- 8:14enterracial por meio do contato, é pouco provável que sua
- 8:18abordagem dê certo, porque o argumento em que se baseia está
- 8:21equivocado. Em primeiro lugar, pesquisas
- 8:23mostram que o ambiente escolar não é um caldeirão cultural, em
- 8:26que as crianças interagem com. De outros grupos étnicos.
- 8:30De forma tão imediata como com o seu próprio grupo, depois de
- 8:35anos de integração escolar formal, existe pouca integração
- 8:38social. Os estudantes se agrupam por
- 8:40Etnias, afastando-se na maior parte dos outros grupos e trazem
- 8:44uma pesquisa que fala sobre isso e em segundo lugar, ainda que
- 8:48houvesse muito mais interação interétnica, estudos mostram que
- 8:52a familiarização pelo contato repetido não causa
- 8:56necessariamente maior afeição. Na verdade, a exposição contínua
- 9:00a uma pessoa objeto sob condições.
- 9:03Desagradáveis como frustração, conflito ou competição, reduz a
- 9:06afinidade. A sala de aula americana típica
- 9:09estimula justamente essas condições desagradáveis.
- 9:13Dito isso, aqui ele traz um relato de um psicólogo.
- 9:17Que evidencia com mais detalhes. Isso que a gente acabou de
- 9:20passar, não é? Então eu vou Tomar a licença
- 9:24poética de pular esse relato, não é?
- 9:28Para entrar aqui na etapa que ele fala de condicionamento e
- 9:31associação. Que diz o seguinte, por que eles
- 9:34me culpam, doutor? Era a voz insegura de um
- 9:37meteorologista da TV local ao telefone.
- 9:40Alguém lidera meu número quando ele me ligou para quando ele
- 9:43ligou para o departamento de psicologia da minha
- 9:45universidade, atrás de alguém capaz de responder a sua
- 9:47pergunta, uma pergunta que sempre o intrigara, mas que
- 9:50recentemente começou a incomodá-lo e a deprimi-lo.
- 9:54Isso é Loucura, não é? Todo mundo sabe que eu apenas
- 9:56informo a previsão do tempo, que não é encomendo certo.
- 10:00Então por que que eu ouço tantas críticas quando faz tempo ruim?
- 10:04Durante as enchentes do ano passado, recebi um Monte de
- 10:07e-mails agressivos, por favor, né?
- 10:11Você pode me ajudar a entender isso está acabando com a minha
- 10:13vida. Marcamos uma reunião.
- 10:15Isso é OA pessoa que dá a previsão do tempo falando com o
- 10:19Doutor Robert Aldino, Né? E ele, contando a História,
- 10:21marcamos uma reunião no meu consultório quando tentei
- 10:23explicar que ele era vítima de uma reação.
- 10:25Click zoom milenar das pessoas diante de coisas que percebem
- 10:28com meramente associadas entre si.
- 10:31Exemplos dessa reação não faltam na vida moderna.
- 10:33Achei que o exemplo que melhor poderia ajudar AO meteorologista
- 10:37deprimido exigiria um pouco de história antiga.
- 10:40Pedi que pensasse no destino incerto dos mensageiros.
- 10:44Imperiais da antiga Pérsia. Onde que ele está chegando aqui?
- 10:50É, eu queria que ele percebesse um fato tão verdadeiro Hoje como
- 10:53no tempo da peça antiga, a natureza da má notícia contagia
- 10:56o mensageiro e o oposto é verdade.
- 10:58Também existe uma tendência humana natural a desgostar de
- 11:01uma pessoa que traz informações desagradáveis, ainda que ela não
- 11:04tenha causado a má notícia. A simples associação basta para
- 11:08estimular a nossa aversão. E aí tem, tem a pesquisa aqui
- 11:12que ele menciona do Mannis Cornell e more.
- 11:15Havia algo mais que eu esperava que o Meteorologista captasse do
- 11:19exemplo histórico, além de ter como companheiros de infortúnio,
- 11:22séculos de outros divulgadores de notícias, comparado com
- 11:25alguns outros. Até que ele tinha sorte ao final
- 11:28de nossa sessão, ele disse algo para me convencer.
- 11:32De que tinha entendido a lição, doutor, sinto-me bem melhor em
- 11:35relação ao meu trabalho agora, veja, só estou em Phoenix, são
- 11:38de sol brilha 300 dias por ano. Graças a Deus não anuncio tempo
- 11:42na instável cidade de búfalo. Seu comentário revela que ele
- 11:47entendeu mais do que eu havia explicado sobre o princípio que
- 11:49estava influenciando a relação dos seus espectadores com ele
- 11:52estar associado ao ao mau tempo, exige, exerce perdão um efeito
- 11:56negativo, mas estar associado aos dias de sol deveria fazer
- 12:01milagres por sua popularidade. E ele estava certo.
- 12:04O princípio da associação é geral, governando tanto as
- 12:08associações negativas quanto as positivas, uma associação
- 12:12inocente com as coisas boas ou ruins influenciará os
- 12:15sentimentos das pessoas em relação a nós.
- 12:18É e as implicações práticas disso, não é?
- 12:23Ou seja, de acordo com esse princípio.
- 12:25É tem um tem uma conquista de respeito quando você é capaz de
- 12:33falar as verdades duras e difíceis que a maioria das
- 12:36pessoas não é capaz de falar para as pessoas, não é sendo que
- 12:40você precisa penetrar esse ambiente.
- 12:44Né com profundidade, caso contrário, o que ele está
- 12:47dizendo aqui é que quando eu vou dar uma boa notícia, eu deveria
- 12:51me apropriar dessa comunicação e ao ter que dar uma má notícia,
- 12:56eu poderia terceirizar ao delegar essa comunicação caso
- 12:59ela seja terceirizável, né? Se é que existe esse termo,
- 13:03farei a mesma coisa porque ele entra num exemplo mais detalhado
- 13:07da associação. Positiva ou negativa de quem
- 13:11entrega a previsão de tempo? Mas Oo Saldini depois, ele faz
- 13:1611 quebra aqui que é do noticiário e da previsão do
- 13:19tempo aos esportes. Que ele quer dizer, vamos à
- 13:22leitura. Muitos comportamentos estranhos
- 13:24podem ser explicados pelo fato de que as pessoas entendem o
- 13:27princípio da associação o suficiente para se relacionarem
- 13:30aos acontecimentos positivos e se afastarem dos dos
- 13:34acontecimentos negativos, ainda que não os tenham causado um dos
- 13:38comportamentos mais estranhos nesse sentido ocorre na grande
- 13:40arena dos esportes, mas as ações dos atletas não são um problema,
- 13:44afinal, no contato acalorado do jogo, eles têm direito a agir.
- 13:49Ocasionalmente de maneira excêntrica.
- 13:51O que causa estranheza é o fervor muitas vezes irracional,
- 13:55ilimitado e exagerado dos torcedores.
- 13:58Como podemos explicar a violência das torcidas na
- 14:00Europa? O assassinato de jogadores e
- 14:03juízes por multidões descontroladas de torcedores
- 14:05sul-americanos ou a profusão desnecessária de presentes dos
- 14:09torcedores ao já ricos jogadores de beisebol americanos no dia
- 14:14especial reservado para a homenageá-los.
- 14:18Racionalmente, nada disso faz sentido, é apenas um jogo, não é
- 14:21mais ou menos o relacionamento entre esporte e torcedor
- 14:24fanático não tem nada de leviano, é sério, intenso e
- 14:27altamente pessoal. Ilustração envolve um soldado da
- 14:30Segunda Guerra Mundial, que retornou à sua casa NOS Balcãs
- 14:34após a guerra e pouco depois parou de falar.
- 14:38Exames médicos não detectaram qualquer causa física para o
- 14:41problema. Não havia ferimento, lesão
- 14:43cerebral ou distúrbio vocal. Ele conseguia ler e escrever e
- 14:46entender uma conversa e cumprir ordens, mas não conseguia falar
- 14:50nem com os seus médicos, nem com seus amigos, nem mesmo com a sua
- 14:52família. Perplexos exasperados seus
- 14:56médicos o transferiram para outra cidade e o Internaram num
- 14:59hospital de veteranos, onde ele permaneceu 30 anos, jamais
- 15:03rompendo seu silêncio Autoimposto e mergulhando numa
- 15:05vida de isolamento social. Até que um dia em sua
- 15:09enfermaria, um rádio estava transmitindo uma partida de
- 15:11futebol entre o Time de sua cidade e um rival tradicional.
- 15:14Quando num ponto crucial da partida, o juiz marcou falta
- 15:17contra um jogador do time da cidade do veterano mudo.
- 15:20Esse saltou da cadeira, fitou o rádio e proferiu suas primeiras
- 15:24palavras em mais de 3 décadas. Seu imbecil está tentando
- 15:29entregar a Vitória a eles. Dito isso, voltou a sua cadeira
- 15:33e ao silêncio que nunca mais violou.
- 15:36Que Loucura não é 2 lições importantes, podem ser extraídas
- 15:39dessa história real. A primeira envolve o grande
- 15:42poder do fenômeno, o desejo do veterano de ver o time da sua
- 15:47cidade vencer foi tão forte que produziu um desvio de seu modo
- 15:50de vida solidamente arraigado. A segunda lição revela muito
- 15:54sobre a natureza da União dos Esportes com os torcedores,
- 15:57crucial ao seu caráter básico. Trata-se de algo pessoal.
- 16:02O fragmento de identidade que aquele homem traumatizado e
- 16:05umedecido ainda possuía, foi mobilizado pelo jogo de futebol.
- 16:11Por mais que seu ego houvesse enfraquecido após estagnar mudo
- 16:14por 30 anos numa enfermaria do hospital.
- 16:17Ele foi estimulado pelo resultado de uma partida.
- 16:19Por quê? Porque ele pessoalmente se
- 16:22sentiria humilhado com a derrota do Time da cidade e pessoalmente
- 16:26se engrandeceria com a Vitória. Como pelo princípio da
- 16:30associação, a simples ligação com sua cidade Natal, Fisgol, o
- 16:35envolveu e o associou ao triunfo ou ao fracasso iminente.
- 16:42Como disse o famoso escritor Isaac Asimov ao descrever nossas
- 16:46reações, as partidas a que assistimos em condições normais,
- 16:49você torce por seu sexo, sua cultura, sua localidade e o que
- 16:53você quer provar é que você é melhor do que a outra pessoa,
- 16:56seja quem for a pessoa que você torce.
- 16:59Ela representa você quando vence, você vence quando vista
- 17:03por essa luz, apaixone um torcedor esportivo começa a
- 17:05fazer sentido. A partida não é uma diversão
- 17:07superficial a ser desfrutada por sua forma e por sua beleza
- 17:10intrínsecas. O seu eu está no jogo, por isso
- 17:13as torcidas são tão fanáticas e tão gratas pelos responsáveis
- 17:16pelas vitórias frequentes do seu time de Coração.
- 17:18Pelos mesmo motivo, essas torcidas ficam uma fera com os
- 17:21jogadores, treinadores e cartolas implicando implicados
- 17:24nas derrotas esportivas. Então, às vezes alguém traz um
- 17:27argumento assim, Né, brunão? Para que que está se
- 17:29preocupando? O jogador está tudo com a vida
- 17:31feita e tal não sei o que, mas na psicologicamente não é assim
- 17:34que funciona. Portanto, quer comentar.
- 17:40Não ia só fazer o comentário que eu sou torcedor do Santa Cruz,
- 17:42então, sei muito bem o que é isso?
- 17:45É, portanto, queremos que nosso time vença para aprovar nossa
- 17:48própria superioridade, mas aqui estamos tentando prová-la a nós
- 17:52mesmos, certamente, mas a todos os outros também.
- 17:56De acordo com o princípio da associação, se podemos NOS
- 17:58cercar de algum sucesso ao qual estejamos, ainda que
- 18:02superficialmente ligados, nosso prestígio Público aumenta.
- 18:06Tudo isso indica que manipulamos intencionalmente a visibilidade
- 18:09de nossas ligações com vencedores e perdedores para
- 18:12sermos bem vistos. Por quem quer que as
- 18:15identifique. Ao destacarmos as as associações
- 18:18positivas e ocultarmos as negativas, estamos tentando
- 18:21fazer com que os observadores tenham uma imagem nossa melhor e
- 18:24gostem mais de nós. Existem várias maneiras de
- 18:27fazê-lo, mas a mais simples e difundida está NOS prenomes que
- 18:31NOS pronomes que usamos. Você já notou, por exemplo, a
- 18:35frequência com que os torcedores, após a Vitória de
- 18:37seu time, se aglomeram perto de uma Câmera de TV erguem seus
- 18:39dedos indicadores e bradam, somos.
- 18:42Campeões somos número 1. Observe que o grito não é, eles
- 18:46são os campeões ou mesmo nosso time é campeão.
- 18:48A pessoa usada é nós indicando a identidade mais próxima possível
- 18:54com o Time. Observe também que nada parecido
- 18:56ocorre em caso de derrota. Nenhum telespectador jamais será
- 18:59ouvido dizendo o seguinte, estamos em último lugar, somos
- 19:02os piores, porque quando o time do Coração pede, é hora de se
- 19:05distanciar dele nesse caso. O pronome NOS dá lugar ao
- 19:10Pronome isolador eles isso NOS leva aqui.
- 19:16A parte de defesa, mas eu vou, eu vou, eu vou quebrar o
- 19:19Protocolo e vou trazer o depoimento do leitor brundão.
- 19:22De um funcionário de um estúdio cinematográfico em Los Angeles.
- 19:26Você quer rapidinho? É o seguinte, sou um grande fã
- 19:28de cinema, a melhor noite do ano pra mim é a da entrega dos
- 19:30Oscars. Chego a gravar a Transmissão
- 19:32para poder rever os discursos dos artistas que admiram.
- 19:35Um dos meus favoritos foi o de Kevin Costner, quando dança com
- 19:38os lobos, ganhou o prêmio em 98. Melhor filme Gostei porque ele
- 19:42estava respondendo aos críticos que dizem que os filmes não são
- 19:44importantes. Na verdade, gostei tanto que
- 19:46transcrevi o discurso. Mas existe algo que nunca
- 19:49entendi. Eis o que Kevin Costner diz
- 19:51sobre ganhar o prêmio de melhor filme, embora possa não ser tão
- 19:55importante como a situação do resto do mundo.
- 19:59Será sempre importante para nós. Minha família jamais esquecerá o
- 20:02que aconteceu aqui. Meus irmãos e irmãs indígenas,
- 20:05especialmente os Lakuta Cyux, nunca esquecerão e meus colegas
- 20:10da escola nunca esquecerão. Entendo porque Kevin Costner
- 20:13jamais esqueceria aquela homenagem, assim como sua
- 20:16família. E até entendo porque os
- 20:18indígenas a lembrariam, já que o filme é sobre eles, mas nunca
- 20:21entendi porque ele mencionou os colegas da escola, então.
- 20:25Li li sobre como os torcedores acham que podem deleitar-se na
- 20:29glória refletida dos astros e dos Times preferidos e percebi
- 20:32que se trata da mesma coisa. Depois do Oscar, as pessoas que
- 20:35estudaram com o Kevin Costner iriam contar a todos os amigos
- 20:39sobre essa ligação com ele, achando que obteriam algum
- 20:42prestígio, embora não tivessem nada a ver com o filme.
- 20:45Ainda assim, elas teriam razão porque assim que o mecanismo
- 20:49funciona, você não precisa ser um astro para obter a glória.
- 20:52Às vezes basta estar associado de algum modo alguém importante.
- 20:58É o princípio da associação positiva, ele não apenas pode.
- 21:03Ele desperta a afeição para com quem eu tenho uma associação,
- 21:06mas na audiência ele pode despertar autoridade, não é?
- 21:10A gente vai entrar nisso aqui ainda, mas com isso, dito, vamos
- 21:13fechar aqui esse capítulo, que é a parte de defesa.
- 21:17Como a afeição pode ser aumentada de várias maneiras,
- 21:19uma lista de defesas contra profissionais.
- 21:22De persuasão que empregam a regra da afeição deve por
- 21:25estranho que pareça ser curta, seria inútil desenvolver uma
- 21:29porção de táticas específicas para combater cada uma das
- 21:32formas de influenciar a afeição. Além disso, descobriu-se que
- 21:35vários dos fatores que produzem na afeição, como?
- 21:41Atração física, similaridade, associação funcionam de modo
- 21:47inconsciente para produzir seus efeitos em nós, de modo que
- 21:51dificilmente conseguiremos mobilizar uma proteção rápida
- 21:53contra eles. Foi o que eu comentei aqui
- 21:55quando a gente estava falando de atratividade física, por
- 21:57exemplo. Precisamos considerar uma
- 21:59abordagem geral aplicável a qualquer um dos fatores a fim
- 22:02neutralizar a influência nefasta da feição sobre nossas decisões
- 22:05de anuência. O Segredo dessa abordagem pode
- 22:08estar no seu momento de aplicá-la, em vez de tentarmos
- 22:10reconhecer e impedir a ação dos fatores de afeição antes que
- 22:15tenham uma chance de agir sobre nós, é melhor deixá-los
- 22:18funcionarem nossa vigilância deve estar voltada, não para as
- 22:21coisas que possam produzir uma afeição indevida para.
- 22:25Profissional de persuasão, e sim para o fato de que esta foi
- 22:28gerada o momento de acionar a defesa.
- 22:31É quando percebemos que estamos gostando mais do que do que
- 22:34deveríamos do profissional sobre aquelas circunstâncias, ao
- 22:39concentrarmos nossa atenção NOS efeitos e não nas causas,
- 22:42podemos enviar a tarefa. Quase impossível de tentar
- 22:46detetar e rechaçar as muitas influências psicológicas sobre o
- 22:51que NOS faz gostar de alguém. Vamos supor, por exemplo, que
- 22:55estamos negociando o preço de um carro novo com Victor vitorioso,
- 22:59um candidato ao título vago de Joe Gerred, o maior vendedor de
- 23:03carros do mundo, após um pouco de conversa de negociação, Vitor
- 23:07quer logo fechar negócio antes de decidirmos pela compra.
- 23:10Devemos NOS fazer a pergunta crucial.
- 23:13Passei a gostar desse sujeito que só conheço há 25 minutos,
- 23:15mais do que o esperado. Se a resposta for sim, será
- 23:19recomendável refletir sobre o comportamento de Victor durante
- 23:21alguns minutos. Poderemos lembrar que ele NOS
- 23:24deu comida, café, biscoitos, elogiou a nossa escolha de itens
- 23:27opcionais, combinação de cores NOS fez rir e ficou do nosso
- 23:31lado contra o gerente de vendas. Para obter o melhor preço, bem.
- 23:36Eu sempre muito cético aqui em relação a essas estratégias de
- 23:38defesa do saldini. Acho que na prática, isso aqui
- 23:42não vai funcionar, mas se o si aldini disse, está dito e aqui
- 23:46está trazido para você através do clube do livro.
- 23:49Ah brunão, vencemos mais um princípio persuasivo, o
- 23:53princípio persuasivo da afeição. O próximo é da autoridade, o que
- 23:58todo mundo entende, mas poucas pessoas aplicam com
- 24:00profundidade. Seus comentários para a gente
- 24:03finalizar esse episódio. Sobre aplicar com profundidade.
- 24:05Eu acho que Oo. Esse clube do livro está sendo
- 24:07um grande presente para as pessoas, porque?
- 24:10Acho que nós temos aqui 22 públicos, ainda tem as pessoas
- 24:12que já tem o hábito de leitura EE, provavelmente vai ouvir esse
- 24:16conteúdo. Vai Ficar interessado, vai pegar
- 24:18o livro, vai por conta própria também dar uma lida e tem as
- 24:21pessoas que não têm hábito de leitura e provavelmente nunca
- 24:23teriam acesso a esse conteúdo. Então, para as 2 pessoas têm um
- 24:26valor muito grande, porque aqui a gente passa muito pelas ideias
- 24:28gerais, mas eu estou chegando à conclusão de que esse livro é um
- 24:31tipo de livro que você precisa para quem tem mais curiosidade,
- 24:34que é aprender mais, aprofundar mais sobre o Tema.
- 24:37Precisa dedicar um tempo extra para realmente estudar.
- 24:39Sim, é e além da leitura e realmente estudar para poder
- 24:41colocar em prática EEEO autor ajuda nisso, sendo muito
- 24:45detalhista, sim. Porém.
- 24:47Ele dificulta para a gente aqui no clube do livro, porque esse
- 24:49excesso detalhes acaba atrapalhando um pouco a dinâmica
- 24:52do do do do clube do livro é verdade, então é, eu acho que é
- 24:57essa essa minha conclusão até aqui não é.
- 24:59Acho que Oo. A gente tá lendo.
- 25:01Esse livro é um grande presente para quem está, quem está
- 25:03ouvindo EE fica essa recomendação.
- 25:06Se você é do tipo de pessoa que é mais curiosa e quer aprofundar
- 25:08mais no NOS detalhes, compre o livro lê reserva um momento
- 25:13assim para ler com calma, sem sem, sem muita pressa.
- 25:16Faz anotações para poder realmente entender bem.
- 25:18De fato é os assuntos e se você não tem muito esse hábito, segue
- 25:22com a gente por aqui, porque certamente teremos outros outros
- 25:25bons boas dicas para daí sobre a leitura desse livro.
- 25:28Eu vou só fazer um complemento aqui sobre como amplificar a
- 25:30questão. Dias porque não está no livro?
- 25:35Mas que é o seguinte, quando você?
- 25:38Quando você faz um elogio, não para a pessoa, mas sobre a
- 25:40pessoa para uma outra, não é? Então, isso não está no livro,
- 25:45mas lá na formação de saldini, ele mostrou com evidência
- 25:47científica e tudo o que. OOO impacto da afeição
- 25:53percebida. Ele explode assim para a enésima
- 25:55potência, né? Então é sempre que você tiver a
- 25:58oportunidade de elogiar alguém, né?
- 26:01Então vamos supor que eu falo bem do Bruno para o Bruno, eu
- 26:05posso acionar a afeição, é um elogio, mas Se Eu falo bem do
- 26:08Bruno para uma outra pessoa. Eu corro o risco de essa
- 26:17informação chegar no Bruno. Ela pode não chegar no Bruno,
- 26:19não é? Mas se o Bruno Tomar
- 26:21conhecimento que eu falei bem dele para outra pessoa.
- 26:28Isso amplifica a afeição percebida do Bruno para comigo,
- 26:32não é? Então porque que eu estou
- 26:34falando isso, principalmente se você trabalha numa empresa, o
- 26:36ambiente corporativo e tudo. É fique atento a isso, não é?
- 26:42Às vezes, te convidam para perguntar, o que é que você acha
- 26:44de Fulano? É, você tem a oportunidade de
- 26:47falar bem da performance, de de falar de um projeto.
- 26:50Você pode mencionar alguém que performou bem nesse projeto,
- 26:54além de ser justo com os colegas, né?
- 26:56Que você realmente tem uma perceção positiva em relação a
- 26:58eles? Se essa informação e muitas
- 27:01vezes chega, não é, mas se essa informação chega ao chegar, ela
- 27:05vai provocar a afeição na relação que ela tem contigo, mas
- 27:10de uma forma amplificada. Então isso aqui é o uso do
- 27:12elogio de maneira amplificada, não fazendo para a pessoa.
- 27:16Fazendo sobre a pessoa para um terceiro uma terceira, com isso
- 27:21dito, é brunão, temos um episódio.
- 27:24Temos episódio. Temos um episódio, concluímos a
- 27:27afeição. Estamos preparados para avançar
- 27:29para o princípio persuasivo da autoridade?
- 27:31Acho que é o penúltimo princípio persuasivo dentro dos 6 que a
- 27:33gente vai ver aqui. Normas da persuasão é
- 27:36interessante porque a autoridade, as pessoas acham que
- 27:39é assim, tem que ser uma grande autoridade para ser visto como
- 27:42autoridade. E não é verdade, não é.
- 27:45Existem outros outras estratégias para que você acione
- 27:48essa perceção de que você é alguém que vale a pena ser
- 27:51ouvido ou seguido um determinado assunto.
- 27:54Para mergulhar isso a partir do próximo episódio no princípio da
- 27:57autoridade. Muito obrigado pelo seu tempo,
- 27:59compartilha esse material. Avalie a 5 estrelas aí no teu
- 28:03reprodutor de podcast e a gente se encontra no próximo episódio.
- 28:06Estamos juntos.