Latest / TIC, Educação e Web / De Warhol aos 15 segundos de fama
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- 0:00Há uma citação que arrisco dizer que quase toda a gente conhece,
- 0:05mesmo que a maioria não faça a mínima ideia de quem a disso ou
- 0:08do contexto original sim é. Daquelas frases que ganharam
- 0:12vida própria, não. É exatamente a frase, é no
- 0:16futuro, toda a gente será famosa durante 15 minutos.
- 0:20Isto foi dito pelo Andy Warhol, que é tipo figura central da
- 0:24arte. Pop e o mais fascinante é o ano
- 0:26foi em 1968. Num catálogo de uma exposição lá
- 0:30em Estocolmo. Pois 1968, quer dizer, naquela
- 0:33altura, ele estava ali a observar a televisão que tinha
- 0:35acabado de aterrar nas salas de estar de quase toda a gente, e
- 0:39estava a tentar projetar o impacto brutal que essa caixa IA
- 0:42ter na nossa cultura. Na cultura e, claro, na nossa
- 0:47noção do que é ser uma celebridade.
- 0:49Nem mais. E o que motiva esta nossa
- 0:51análise profunda de hoje? As Fontes que temos aqui em cima
- 0:55da mesa? É exatamente a forma assustadora
- 0:59como essa intuição dele não só se tornou real como sofreu uma
- 1:03aceleração brutal hoje em dia. É que a profecia do hall foi
- 1:07completamente engolida e reconfigurada pela tecnologia
- 1:12atual, e o nosso objetivo nesta sessão é cruzar artigos e
- 1:16estudos muito recentes que dissecam isto de vários ângulos.
- 1:19Sim, temos Fontes incríveis, as. Lentes da psicologia cognitiva,
- 1:22da educação e da cidadania digital.
- 1:25Por exemplo, vamos olhar para o trabalho da investigadora miraya
- 1:28Montanha blasco as reportagens de Johann hari sobre o foco.
- 1:31E também os estudos da psicóloga gentwang.
- 1:34Não é sobre as gerações que já nasceram no meio desta
- 1:36hiperconectividade? Exatamente.
- 1:39E a missão central de quem nos ouve hoje, e deve ser tentar
- 1:43descodificar, connosco os mecanismos precisos que nos
- 1:46fizeram passar da tal fama de 15 minutos na TV.
- 1:50Para os meros 15 segundos de microfama nas redes sociais.
- 1:53Pois é, e convém logo dizer para estabelecer o tom, que não
- 1:57estamos aqui para falar de fofocas da internet ou de
- 1:59tendências passageiras. Claro que não.
- 2:02Isto é um debate seríssimo sobre arquitetura, neurológica e saúde
- 2:07pública. A forma como os jovens desculpem
- 2:10a sua própria identidade hoje em dia passa por este consumo de
- 2:14entretenimento. É que as regras do jogo mudaram
- 2:16completamente. Porque, historicamente, a fama
- 2:20era quase um clube blindado. Um espaço super vedado?
- 2:23Sim. E se pensarmos nos anos 6070 ou
- 2:25até na década de 90? Vinhas de saltar, Barreiras
- 2:27gigantes que quisesses ser visto, havia os diretores de
- 2:29casting, os executivos das editoras, o pessoal que
- 2:32programava a televisão. Os famosos porteiros da
- 2:35indústria. Nem mais, e uma pessoa podia
- 2:38passar a Juventude toda a tentar convencer um desses porteiros.
- 2:43De que merecia uma oportunidade? Sim, a tentar passar a porta.
- 2:47E a promessa inicial da web social era exatamente dar cabo
- 2:51desses porteiros, não era? Exato, era a ideia de
- 2:54democratização total, de repente, vozes que nunca teriam
- 2:58hipótese, tipo por questões de dinheiro ou Geografia.
- 3:01Tinham ali uma via direta para o mundo inteiro.
- 3:04Só que nós cometemos um erro enorme, que foi achar que o
- 3:08porteiro tinha simplesmente desaparecido.
- 3:11Pois ele não desapareceu, mudou de forma.
- 3:13Exato. O porteiro passou de 1 ano a um
- 3:16algoritmo matemático. Hoje em dia, quem decide quem
- 3:19tem palco ou quem fica no isolamento digital é esse
- 3:22algoritmo. E ele não quer saber de talento
- 3:24artístico para nada. Nem de qualidade literária ou
- 3:27verdade. A única métrica que este novo
- 3:29porteiro quer saber é o tempo de retenção.
- 3:32Sabes? Isso faz me pensar numa
- 3:33analogia, gira para quem nos ouve visualizar a coisa.
- 3:36É como se a antiga indústria do entretenimento fosse uma
- 3:39daquelas discotecas super exclusivas.
- 3:42Com aquele segurança gigante e vestido de preto à porta.
- 3:45Sim, esse mesmo. Um segurança implacável que
- 3:48decidia quem entrava e quem ficava no passeio.
- 3:51Mas hoje a porta dessa discoteca está escancarada.
- 3:54Toda a gente entra. Mas lá dentro a história é
- 3:57outra, não é? Completamente lá dentro tens um
- 4:00barman incrivelmente focado em ti, ele não tira os olhos de ti
- 4:04e tira notas de cada vez que a zitas a olhar para uma bebida.
- 4:07Ah, isso é uma excelente imagem. E ele usa esses dados para te
- 4:10servir misturas cada vez mais açucaradas e viciantes.
- 4:14Ele não quer saber se a bebida te faz mal ou se tem vitaminas.
- 4:17Ele só quer que tu não saias de lá do balcão.
- 4:19E esse barman tipo descreve na perfeição a mecânica de recolha
- 4:24de dados que está nos nossos relatórios de hoje.
- 4:26É o modelo de negócio base. O barman algoritmico vive das
- 4:30tuas micro, hesitações micro. Hesitações explica lá isso.
- 4:35Imaginas estás a fazer scroll no telemóvel se tu abrandares o
- 4:39dedo, nem que seja por uma fração de segundo num vídeo, o
- 4:42algoritmo regista isso. Uau, mesmo sem eu pôr um gosto.
- 4:46Mesmo sem interagires ativamente, ele lê isso como um
- 4:50interesse latente. O sistema está otimizado só para
- 4:53uma coisa? Maximizar o teu tempo ali?
- 4:56Fogo é de uma precisão cirúrgica.
- 4:59E para conseguirem isso, os engenheiros perceberam que o
- 5:02estímulo visual e auditivo muito curto, tipo num fluxo que nunca
- 5:06acaba, é a melhor armadilha de atenção de sempre.
- 5:08E é aqui que a coisa fica assustadora, porque as Fontes
- 5:12cruzam esta tecnologia com a biologia.
- 5:16Isto não é só um vício digital. Isto muda fisicamente o nosso
- 5:20cérebro. Exatamente, começa a alterar a
- 5:22estrutura de quem consome. É o tal conceito que aparece em
- 5:26toda a parte nos nossos artigos de hoje, o cérebro do TikTok e
- 5:30isto vai tão além de dizer Ah, os miúdos de hoje andam, estão
- 5:34distraídos. Vai muito além disso, a
- 5:36psicologia cognitiva explica que o cérebro é hiperplástico, ou
- 5:40seja, ele molda se ao ambiente em que está.
- 5:43Sim, ele otimiza se para sobreviver àquilo que lhe dão,
- 5:45não é? Certo, e quando o consumo
- 5:47crónico são vídeos de 15 ou 30 segundos, tu treinas as vias
- 5:51neurais a estarem à espera de recompensas rápidas.
- 5:54Num ritmo completamente franético.
- 5:55Tudo à base da dopamina. Exato, cada vídeo novo que te
- 5:59faz rir ou indignar dá te um pequeno pico do dopamina e
- 6:02repetir isto horas a fio destrói a tua tolerância ao tédio.
- 6:06E prejudica a atenção sustentada, que é o que
- 6:08precisamos para, sei lá, ler um livro longo ou ouvir uma aula
- 6:11inteira, certo? Precisamente para leres, um
- 6:14livro denso, precisas do que a ciência chama de atividade
- 6:17cerebral, top down é um controlo voluntário da atenção.
- 6:21Mas o cérebro TikTok é treinado para o botom up, onde a atenção
- 6:25é sequestrada pelo estímulo externo.
- 6:27Mas olha, deixa me fazer aqui de advogada do diabo.
- 6:31Força há sempre aquela tentação de os adultos olharem para os
- 6:34mais novos e dizerem que eles são preguiçosos ou que não têm
- 6:38força de vontade. Isto, das vias neurais e do
- 6:41ambiente artificial, não soa quase a um condicionamento de
- 6:45pavlov. É uma ótima questão.
- 6:46É que se calhar estamos a tratar a adolescência atual como uma
- 6:50patologia. Quando, na verdade, os jovens
- 6:53estão só a adaptar se a um ambiente que foi desenhado de
- 6:56propósito para lhes fragmentar a cabeça.
- 6:59E o Johann rari, numa das nossas Fontes, sublinha exatamente esse
- 7:02aspeto, a narrativa da geração preguiçosa é injusta e falsa.
- 7:07O ambiente em que os jovens estão não é natural, é design
- 7:09comportamental puro. E a analogia certa aqui repara,
- 7:13nem é o cão do pavlov é a caixa de skinner.
- 7:16Espera a caixa de skinner? Sim, é o conceito de reforço
- 7:19intermitente variável. Pensa numa daquelas máquinas de
- 7:21Casino? O que te vicia não é saberes que
- 7:23vais ganhar sempre. Ah, é não saberes quando vais
- 7:26ganhar? Nem mais.
- 7:27É a imprevisibilidade. O scroll infinito é exatamente
- 7:30uma máquina dessas. Uau, um vídeo pode ser chato, o
- 7:34outro a seguir também, mas o terceiro pode ser incrível e tu
- 7:38ficas ali à espera. E é essa incerteza que te
- 7:40prende. Portanto, tratar isto como um
- 7:42defeito do jovem é ignorar que há corporações gigantes a
- 7:45explorar as vulnerabilidades da nossa neurologia.
- 7:48Faz todo o sentido. E a crise verdadeira agrava se
- 7:52quando o prémio dessa máquina de Casino deixa de ser só um vídeo
- 7:56engraçado sobre gatos e passa a ser a própria validação do
- 7:59jovem. Quando o consumidor passa a ser
- 8:02o criador? Exatamente a partir do momento
- 8:05em que o adolescente faz os vídeos, a lógica do Casino vira
- 8:11se para ele mesmo. Os dados da mireia Montanha
- 8:14blásco são muito claros nisso. A dependência destes marcadores
- 8:18de validação externa é assustadora.
- 8:21Porque na adolescência tu ainda estás a construir quem tu és,
- 8:24certo? Sim, e sem outras estruturas
- 8:26Fortes para avaliar a própria identidade, os likes e as
- 8:29visualizações ganham um peso existencial.
- 8:33Deixam de ser estatísticas, passam a ser o teu valor como
- 8:37ser humano. Medem o teu valor social e a tua
- 8:40pertença. E como o algoritmo é
- 8:42imprevisível, o adolescente vive num estado de ansiedade
- 8:44perpétua. Sabes?
- 8:46Quando eu estava a ler as Fontes, pensei numa
- 8:47montanha-russa onde de repente, os travões falharam
- 8:51completamente. É o fenómeno da microfama.
- 8:54É uma subida e queda vertiginosa.
- 8:56Imagina o miúdo que na segunda-feira é completamente
- 9:00anónimo? Põe uma dança no TikTok, o
- 9:03algoritmo apanha aquilo. Não sabemos bem porquê.
- 9:06E na terça-feira, o vídeo tem 2000000 de visualizações.
- 9:10O telefone dele não para de vibrar.
- 9:11Deve ser uma injeção de dopamina indescritível, uma euforia
- 9:15tremenda, mas depois o algoritmo precisa de carne fresca.
- 9:20Sim, ele tem de alimentar a máquina com conteúdo novo.
- 9:23Exato. E chega à quinta-feira.
- 9:25O miúdo publica o outro vídeo e tem 50 visualizações.
- 9:30Fica no silêncio absoluto. Passou de Glória à
- 9:33invisibilidade em 3 dias. Isto, para um miúdo de 14 anos,
- 9:37deve ser devastador. Biologicamente devastador, a
- 9:41literatura refere que ocorrem Picos imensos de cortisol, que é
- 9:44a hormona do stress quando se perde essa validação?
- 9:47E gera ansiedade crónica e fomo não é o tal medo de ficar de
- 9:51fora. Ansiedade, medo de ficar de fora
- 9:54e alterações gravíssimas nos padrões de sono, eles passam a
- 9:57noite em que lá a ver as métricas, ver se.
- 10:00Subiram a desceram e. Depois, há o lado reverso, que é
- 10:02o terror absoluto do cancelamento.
- 10:04Porque se a tua identidade depende de anónimos, qualquer
- 10:07flutuação destrói a tua estabilidade emocional.
- 10:10E pensa bem, o córtex pré frontal, que nos ajuda a regular
- 10:13impulsos, ainda está a ser construído nestas idades.
- 10:16Com esta pressão toda, não é de admirar que a escola se tenha
- 10:20tornado a zona de colisão, não achas?
- 10:22A linha da frente, sem dúvida, é na.
- 10:24Sala de aula, que as consequências físicas e
- 10:26cognitivas deste desastre explodem, os professores hoje
- 10:29não lidam só com problemas de indisciplina.
- 10:32Lidam com sistemas nervosos em privação de estímulo.
- 10:34E engraçado que a reação instintiva da sociedade e dos
- 10:36pais é sempre a mais drástica, proibir.
- 10:38Tudo. Exato, banir os telemóveis fazer
- 10:42um apagão digital na escola, mas os especialistas nos nossos
- 10:45textos descartam completamente essa abordagem puramente
- 10:48proibitiva. Pois dizem que proibir não
- 10:51chega. Aliás, empurrou o problema lá
- 10:53para fora e cria um mercado negro de atenção.
- 10:56O que é que os documentos sugerem, então?
- 10:59Eles propõem uma intervenção em 3 pilares.
- 11:01O primeiro é a literacia mediática profunda.
- 11:04Ou seja, ensinar lhes como uma máquina funciona.
- 11:06Sim, abrir o capô das plataformas.
- 11:09Quando mostras a um jovem que a ansiedade dele está a dar
- 11:12dinheiro a corporações, isso gera uma revolta e um sentido
- 11:16crítico que nenhum castigo consegue.
- 11:18Ah, isso é brilhante. Perceberem que estão a ser
- 11:21usados? O segundo Pilar é criar espaços
- 11:23nas escolas para educação, sobre saúde mental.
- 11:25Os diretores de turma deviam falar da ansiedade, das
- 11:28métricas. Com a mesma naturalidade com que
- 11:30dão matemática. E o terceiro tinham falado de
- 11:33uns ginásios, não era? Os ginásios de atenção, o
- 11:36terceiro e o mais difícil. Uau.
- 11:38Os ginásios de atenção, ou seja, a escola como um centro da
- 11:41reabilitação digital, treinar o músculo da atenção com trabalhos
- 11:45longos, leitura profunda, sem ecrãs.
- 11:48Exatamente, não como um castigo antigo, mas como um treino
- 11:52cognitivo e a parte gira é que isto está finalmente a ter
- 11:55reflexo na lei. A nível cívico.
- 11:58Ah, sim, os legisladores estão a acordar nas Fontes.
- 12:01Fala se de Espanha, não é? Sim, os dados em Espanha mostram
- 12:04que a idade média para ter o primeiro telemóvel desceu para
- 12:06os 11 anos. 11 anos. Fogo.
- 12:09E, por causa disso, já há debates intensos para elevar o
- 12:12acesso a redes sociais para os 16 anos.
- 12:14Mas o que me deixou mesmo de boca aberta nas Fontes foi
- 12:17aquele caso de março de 2020 e. 5 Ah, o julgamento em Los
- 12:21Angeles. Sim, e atenção, reportamos isto
- 12:23de forma totalmente imparcial como está nos documentos.
- 12:26Mas o impacto disto é. Absurdo foi o Marco, um júri
- 12:30declarou a meta e a Google culpadas por conceberem
- 12:33deliberadamente plataformas viciantes direcionadas a
- 12:37menores. E a questão não era só o
- 12:38conteúdo que lá estava, era a própria engenharia do software.
- 12:42Precisamente, o tribunal apontou o dedo a coisas como o scroll
- 12:45infinito, que não te deixa fazer uma pausa natural porque.
- 12:48Tira te a hipótese de pensar, quer continuar a ver isto?
- 12:51Nem mais. A reprodução automática e as
- 12:54notificações constantes foram consideradas ferramentas de
- 12:57exploração intencional. Isso valida completamente a tese
- 13:00de que isto não é uma evolução natural da tecnologia que nos
- 13:03fugiu do controlo, foi um produto desenhado para ser
- 13:06assim. Com externalidades muito
- 13:07negativas para as crianças e isso abre a porta, há muita
- 13:10regulamentação. Com a lei a correr atrás da
- 13:12ciência, há uma sugestão prática num destes artigos que eu achei
- 13:17fantástico. Uma sugestão para a escola.
- 13:19Qual? Aquela da arte?
- 13:20Sim. Sugerem, por exemplo, que numa
- 13:23aula de português ou de filosofia se pegue no próprio
- 13:27Andy warw. É um contra ataque muito giro.
- 13:29Muito pôr os miúdos a refletirem sobre o que sentem quando
- 13:33esperam que um vídeo fique viral, cruzando isso com a
- 13:36história do pop part dissecarem, o que significa hoje ter os tais
- 13:4115 segundos de fama? Usar a análise histórica para
- 13:44curar a anestesia do algoritmo, a síntese de tudo o que vimos
- 13:48hoje. Na verdade é que a visibilidade
- 13:51foi mesmo democratizada foi. Qualquer um chega ao planeta
- 13:55todo num instante. Mas os danos colaterais são
- 13:57pesadíssimos e cabe à escola, à lei e a nós, como sociedade,
- 14:03travar isto para que estes 15 segundos não custem a saúde
- 14:06mental de uma geração. É um desafio monstruoso e olha
- 14:09para fecharmos esta nossa análise profunda.
- 14:12Gostava de deixar uma última semente provocadora.
- 14:15Para quem nos ouve pensar um pouco, diz.
- 14:17Lá é. Voltando ao tal projeto do
- 14:19popart, nos anos 60, o Warhol pintava latas de sopa e coisas
- 14:23assim para criticar o consumismo de massas, a ideia de que
- 14:27estávamos a consumir objetos todos iguais, sem alma, para dar
- 14:31lucro a alguém. Sim, o lado descartável da
- 14:34sociedade. Ora bem, repara nisto.
- 14:37Se calhar, os vídeos virais e estas micro famas malucas são a
- 14:41evolução trágica desse para o parte no século 21.
- 14:45O Mecanismo está todo lá. A produção em série, o consumo
- 14:48rápido é tudo igual há 60 anos. Só que há uma diferença
- 14:52arrepiante, o produto que está ali na linha de montagem que as
- 14:55pessoas consomem aos milhões para depois deitarem fora, já
- 14:59não são latas de sopa. Pois não?
- 15:01Somos nós próprios, a nossa própria identidade.