Latest / Café com Dungeon / Controle Narrativo e Interface #0127
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- 0:01Porra, vi então, Hein, biru biru, então vai lá, descreve aí.
- 0:04Como é que você matou a secla do chefão lagarto, que está
- 0:09aprisionando aí a sua Vila? Ah, então cara, vou chegar ali,
- 0:14posso escrever mesmo, pode, pode ir embora, vai, pô, descreve aí,
- 0:17cara, como é que você vai fazer? Então eu vou sacar a minha
- 0:20faquinha curvada, vou meter ele no chefão lagarto.
- 0:25Naquela espinha dele em cima do rabo, aí eu vou puxar até a
- 0:29garganta dele com a minha faquinha ali, saindo, que não é
- 0:31uma língua do outro lado. Aí eu vou abrir ele, que não é
- 0:34um paletó, o lagartão, e vou botar uma seca dele dentro.
- 0:38E aí, irmão, eu pego ali e jogo os 2 da ribanceira, e aí os 2
- 0:43morrem junto ali. Pô, mas aí, cara, tu perdeu a
- 0:46linha, né? Ué, tu não falou que era pra eu
- 0:49descrever? Bom, acho que a gente sabe que
- 0:56isso aqui é uma anedota, né? E é difícil que ocorra uma coisa
- 0:59nesse nível. A gente sabe inclusive onde está
- 1:01o problema aqui, mas eu acho que isso vai servir pra ilustrar
- 1:05legal o tipo de coisa que eu quero trazer nesse episódio.
- 1:08E eu vou começar perguntando assim, o quanto você pode
- 1:11descrever em jogo a partir do sucesso que o seu personagem
- 1:15teve ou da falha, até o quanto O Mestre pode descrever a partir
- 1:20da sua falha, por exemplo? O quanto que O Mestre pode ou
- 1:23deveria interferir, por exemplo, na sua narrativa, quando você
- 1:27está construindo uma vez que ele te deu esse poder, como é que
- 1:30cada jogo organiza isso? Será que está claro, a partir do
- 1:35sucesso ou de uma falha é, ou de como se organiza esse controle
- 1:39narrativo, como é que cada jogo instrui isso?
- 1:42Porque às vezes no jogo ele organiza de uma forma, mas a
- 1:45instrução não fica claro ou fica diferente.
- 1:48Não seria um caso só que a gente veria assim.
- 1:52Como é que cada um desenvolve seu estilo pessoal em cima
- 1:55disso? Principalmente os mestres, mas
- 1:58os grupos de forma geral, né? Como é que é essa Liberdade?
- 2:01A minha experiência é que depende muito do grupo.
- 2:04Tem um grupo que dá muito mais poder narrativo na mão das
- 2:07pessoas de forma geral e outros grupos que concentram mais o
- 2:11poder narrativo, às vezes na figura do mestre, por exemplo.
- 2:14Como é que cada um desenvolve seu estilo pessoal em torno
- 2:17disso, né? E como é que isso tudo se
- 2:19relaciona? Com a construção das verdades do
- 2:22mundo, você já parou para pensar sobre isso?
- 2:25Qual o limiar do controle narrativo e qual é a diferença
- 2:29disso pro controle ficcional? Vamos averiguar isso no episódio
- 2:34de hoje. Feliz Natal, seu animal e o
- 2:40mundo. Bom dia amigos do café com
- 2:52danjo. Estamos aqui para mais um
- 2:53episódio no seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 2:56RPG. Meu nome é Rafael balbi e eu já
- 2:59estou aqui tomando controle narrativo da minha manhã porque
- 3:03eu estou aqui gravando meu podcast e tomando um delicioso
- 3:07café ovelha negra. Isso aqui é o melhor cenário
- 3:09possível para mim. Isso aqui é uma delícia,
- 3:12inclusive se você quiser tomar o controle narrativo da sua vida e
- 3:15beber um café de grande qualidade.
- 3:18Qualidade de vida mesmo. Taga pode ir lá no site da
- 3:21ovelha negra, que é nossa parceira aqui no café com
- 3:23dângio, que é ovelha ponto café e usar o cupom CCD tudo
- 3:28minúsculo. Eu desconsigo um desconto pra
- 3:31ouvinte do café com dângio. Aí você pode pegar cafés
- 3:34especiais se você tiver moedura em casa, você pode moer em casa
- 3:37mesmo, pedir em grãos você não tiver, você pode pedir moído já
- 3:40ou arrumar um jeito de moer em casa que eu recomendo, porque
- 3:43choques é sobe um cheiro delicioso que vale muito a pena.
- 3:46Bom, fora isso, você se quiser descontos ainda melhores, você
- 3:50pode se tornar um assinante do café com dângio enquanto te dou
- 3:52cupons progressivos de acordo com o seu nível de apoio.
- 3:55Então vá lá em apoia ponto AC barra café com dânjo, torne se
- 3:58um assinante participe do nosso grupo de Telegram, receba
- 4:02conteúdo extra, é, enfim, ainda participe de de sorteios dos
- 4:06nossos parceiros, receba outros tipos de cupom, então vale muito
- 4:09a pena. Chega lá em apoia, ponto s
- 4:12barra, café com dângelo e dá uma força pra gente, porque a gente
- 4:15vai começar a bater metas e quanto mais meta a gente bate,
- 4:18mais dias na semana a gente libera pra fazer café com
- 4:22dângelo. Demorou, é bom.
- 4:25Então antes de tudo, né, começar aqui, Oo com a leitura de
- 4:29enquete que eu não vou fazer é enquete nesse episódio, mas vou
- 4:33ler a enquete do último episódio, tá?
- 4:36E o último episódio foi sobre a obsessão com a sessão zero.
- 4:40E o buffer social? E aí o Francisco Navarro neto
- 4:44comentou, para mim, a sessão zero é um espaço onde todos na
- 4:48mesa podem colocar suas preocupações e dúvidas sobre o
- 4:50jogo, qualquer que, quaisquer que sejam.
- 4:53Não acho que precisa tomar o tempo de uma sessão normal de
- 4:55jogo. Pode ter uns 30 minutinhos ali
- 4:58antes do início, sem problemas, mas deve ocorrer e deve ser
- 5:01intencional. Pode ser que nada seja realmente
- 5:04descrito, mas os jogadores precisam que está sendo aberto
- 5:07esse espaço e se sentirem livres para usá lo.
- 5:11É, acho que é isso, Francisco tem que ter o espaço, tem que
- 5:13ter abertura, né? É, mas é importante, é isso, que
- 5:16seja intencional, não seja só só uma, é uma rotina ali, né, uma
- 5:21burocracia, porque acaba perdendo o sentido.
- 5:23É bom entender o que que você quer resolver na sessão zero e
- 5:26abordar dessa forma, né? Boa é o likito, Sam falou aqui é
- 5:31Nicolas no Instagram. Do reformago sempre escuto seus
- 5:35episódios e curto muito, só ouvindo os 5 primeiros minutos
- 5:38desse episódio como mestre de RPG.
- 5:40Já me deu uma vertigem, é né, cara?
- 5:42A gente tem muita coisa que é colocada nas nossas costas
- 5:46enquanto mestre, então acho que é normal a gente, quando a gente
- 5:49bota em perspectiva assim, a gente fala, eita ferro, cara, a
- 5:52galera espera muito do mestre, né?
- 5:54Acho até não não só desumano, mas irreal.
- 5:57A gente não tem como arcar com tanta coisa ao mesmo tempo sem
- 6:00falhar, né? Então é melhor que a gente não
- 6:02crie essas expectativas. A princípio.
- 6:05Bem, né? Desde a sessão zero lá, valeu, ó
- 6:08o fervorante aí. Fioravante, desculpa, alguma vez
- 6:12já fui ao one shotsen que a gente acabou passando mais tempo
- 6:15fazendo World building, criando conexões entre personagens e
- 6:18estabelecendo as referências estéticas do que jogando.
- 6:21Uma delas a gente jogou só é a gente jogou só umas 2 horas de
- 6:25sessão improvisada. Em que a gente se enrascou,
- 6:27falhou no objetivo principal e claramente IA acabar em TPK ou
- 6:32os heróis são capturados. Resultado, nunca mais tocamos
- 6:35naquele mundo, nem O Mestre lembra qual era o lore.
- 6:38Queria 6 horas da minha vida de volta.
- 6:40É, cara, isso aí eu acho que é um dos claros efeitos que a
- 6:43gente tem dessa obsessão pela sessão zero, né?
- 6:46Muitas vezes a gente acaba é esticando, esticando, esticando
- 6:50ela, porque a gente não sabe exatamente quem está resolvendo
- 6:52com a sessão zero. Mas a gente acha que é muito
- 6:55importante evitar o que aconteça, independente de
- 6:57qualquer coisa. E aí acaba, a gente acaba
- 6:59levando mais expectativa pro jogo do que o jogo mesmo vai
- 7:02oferecer. E isso às vezes é o início da
- 7:04tragédia. Valeu, cara, é o Marcos
- 7:07Gonçalves, falou. O episódio que faz abrir os
- 7:09olhos e a mente pra algo que é importante, mas que acabamos nos
- 7:12preocupando pouco, justo pelo excesso de preocupação.
- 7:15É, cara esse lance da gente se preocupar muito, inclusive de
- 7:18assumir responsabilidade pela diversão dos outros, essas
- 7:21coisas assim. São coisas que eu acho que estão
- 7:23muito atreladas também a sessão zero e as expectativas que ela
- 7:26ajuda a criar, né? Boa Marquinhos é e o grande
- 7:30bardal e Rafael bardalo, nosso webmaster do do caves and Rex.
- 7:37Você falou parabéns pela iniciativa para trazer o elosive
- 7:40shift para o Brasil. Isso seja semente, somente o
- 7:44início de uma grande jornada com muitos lançamentos.
- 7:47João Peterson tem livros incríveis.
- 7:50É verdade, cara, inclusive tem a the World, né?
- 7:52Tem outras coisas, outros títulos legais aí, então muito
- 7:55bom a gente a gente saber que que esse espaço aí tá agradando
- 8:00a galera. Obrigado pelo feedback, é isso,
- 8:03queria comentar aqui, trazer um comentário do aldenor, né?
- 8:06No episódio polêmicas sobre role play, ele falou, concordo com a
- 8:10definição, quando um jogador quer apresentar um personagem
- 8:13burro para mim, ele deve fingir ser burro, fazer uma escolha
- 8:15correta dentro da proposta de jogo, mas de uma maneira
- 8:18estúpida. Simular sua sorte assim como o
- 8:21jogador não precisa de escrever conforme a realidade, a forma
- 8:24que ele vai abrir uma fechadura de uma porta, ele só descreve
- 8:27fingindo, e o que ele está fazendo está dando certo.
- 8:30É, cara, é um pouco isso aí, mas também tem o lance da gente, da
- 8:34gente entender que a gente não precisa é representar uma
- 8:36burrice, né? É, principalmente se ela não
- 8:40tiver mecanizada ali no jogo. EEO atributo, não que não, não
- 8:44não queira, é representar justamente se o personagem é
- 8:47incapaz de raciocinar, né? É, na verdade, às vezes no DID
- 8:51clássico, por exemplo, muita gente analisa AA baixa
- 8:54inteligência como uma capacidade de de minha incapacidade de
- 8:59aprender rápido coisas novas, como magias, por exemplo, né?
- 9:03Então, às vezes um cara com inteligência baixa nem vai
- 9:05conseguir fazer magia, não sabe línguas, né?
- 9:07Ou teria dificuldade de aprender línguas, né?
- 9:09Não sabe escrever todo tipo de coisa, mas é isso aí, valeu,
- 9:13galera, vamos para o episódio. Você já viu o blog do café com
- 9:23dânjon cola aqui que tem conteúdo, viu?
- 9:26A gente coloca lá no blog algumas traduções de artigos que
- 9:29a gente aborda aqui. Por exemplo, lá eu coloquei a
- 9:32tradução do discurso do Matz feito pelo Philip K.
- 9:36Dick. Né?
- 9:37Também botei que a gente comentou aqui num episódio do
- 9:39café com dângelo. Eu botei lá também a tradução do
- 9:42regras e lidem e os artigos que discutiram nessa linha aí um
- 9:46trabalho aí do providelo também, tradução aí do Dani.
- 9:50Daniel Haidar, o artigo do montola as regras invisíveis do
- 9:54role plain. Também coloquei o artigo do.
- 9:56Providelo falando de inspirações pro península ancestral e minha
- 10:01ideia é sempre colocar mais conteúdo ali, conteúdo escrito
- 10:05falando do material aqui do café com dângelo.
- 10:07Então cola lá, café com dangelo.wordpress.com,
- 10:10inclusive, aceito colaborações. Se você tem vontade de escrever
- 10:14para blog, a gente pode trocar uma ideia a respeito do conteúdo
- 10:17para se vincular lá, beleza? Então cola aí no nosso
- 10:20wordpress. Vamos lá então, galera, vamos
- 10:34abordar aqui, né, o nosso, o nosso controle narrativo, que é
- 10:40uma coisa que muita gente fala, né?
- 10:42O pessoal, quando fala em jogos de maneira geral, que são de
- 10:47foco, narrativista, né? Jogos que miram em contar,
- 10:50contar uma história, né? O que eu chamo de.
- 10:52Pessoal, chamei de story game, que é uma definição que eu gosto
- 10:56é a galera costuma chamar esses jogos jogos narrativos e na
- 11:01verdade, todo jogo é narrativo. A diferença é que alguns jogos
- 11:04desses, né, desses RPGs, né, que são todos jogos narrativos,
- 11:08alguns deles estabelecem 1111 controle narrativo maior, né?
- 11:15Pros jogadores e cumprem a gente entender exatamente o que que é
- 11:21esse controle narrativo. É, muitas vezes a gente entra em
- 11:24contato com isso, né? E O Mestre começa a entrar em
- 11:27contato com essa ideia de controle narrativo mais clara,
- 11:30quando ele começa a pegar alguns pedaços do jogo que já estão
- 11:36meio que resolvidos ali, né? No impasse que representam e
- 11:40falar para o jogador, descreve aí como você fez tal coisa.
- 11:44E aí a gente tem, por exemplo, né, o caso do mestre que fala,
- 11:48olha, você matou o personagem tal, você matou esse.
- 11:51Esse homem, lagarto aí conta, como é que você fez isso?
- 11:55O Mestre, quando ele está trazendo isso para o jogador,
- 11:57ele está dizendo que olha, a gente resolveu o impasse, que é
- 12:00você tentar matar essa criatura. E agora que você conseguiu,
- 12:03conta, como é que você fez isso? E aí o jogador acaba viajando na
- 12:08maionese ali, podendo escrever ali muito como o pessoal mais
- 12:12novo tem falado aí de farmar a aura, né?
- 12:14Muito na nessa onda de farmar a aura de poder descrever da forma
- 12:17mais com possível de poder. Fazer uma pose ali, dizer que o
- 12:21personagem, ele levantou a espada assim, assado, que
- 12:24brigou, traz um cinematic do jogador.
- 12:27Ali é o jogador construindo uma cinematiczinha, né?
- 12:30E eu acho isso muito, muito interessante, porque contrasta
- 12:34bastante com a forma que eu jogo.
- 12:36Oo daid clássico, né? Ou o próprio daid de maneira
- 12:39geral e ao entender que eu vou esticar o máximo, né?
- 12:43Ou a interação com a ficção, pedir para o jogador descrever o
- 12:46máximo. Como ele quer engajar com a
- 12:47ficção. Até o ponto em que eu vou
- 12:50entender muito bem qual o risco que ele está assumindo quando
- 12:53ele assume determinado risco, ele já descreveu praticamente o
- 12:56que que vai ser se ele falhar ou se ele se ele for bem sucedido,
- 13:00principalmente então a partir do do jeito que eu jogo jogos old
- 13:05School, né? Com com o estilo how ou fantasy.
- 13:08Eu quero saber se ele vai enfiar a faca nas costas, na base das
- 13:12costas do. Do a secla do homem lagarto,
- 13:15esse tipo de coisa, eu quero saber exatamente qual o golpe
- 13:18que ele vai dar, porque em cima disso que a gente vai arbitrar a
- 13:20chance de dar certo ou não dá, ou ou ou ou o tipo de impasse
- 13:24que pode ter, até porque pode não ter impasse num golpe como
- 13:27esse, né? Dependendo da situação, do
- 13:28contexto. Então, no caso do do jeito que
- 13:31eu jogo, se ele assume um risco, eu vou mostrar o risco que ele
- 13:35está assumindo, eu vou combinar com ele.
- 13:36E aí o resultado disso ele meio que já sabe, né?
- 13:39A gente já já negociou. É esse risco em cima.
- 13:42Então nesse.eu, fiquei pensando bastante, né?
- 13:47Uma coisa é você trazer um pouco o jogador, é descrever o que ele
- 13:51está construindo ali na ficção. A outra é você é é entender, uma
- 13:57vez que o impasse foi assumido, a rolagem feita, e aí você dá o
- 14:01poder de cativo para o jogador. Mas quando você faz isso, você
- 14:05não pode botar o jogador para descrever com muita
- 14:07profundidade. O como ele fez aquilo antes da
- 14:12rolagem ser feita, né? Por quê?
- 14:14Porque se ele descreve exatamente o golpe que ele tá
- 14:16dando na base das costas do cara e aí ele vai puxar pra cima A
- 14:21faca até abrir OA criatura Na Na parte das costas, etcetera.
- 14:26Como como o jogador quer, se no fim das contas ele pode
- 14:31simplesmente falhar e isso pode dar um resultado completamente
- 14:33diferente, né? Ainda mais quando esse controle
- 14:37narrativo que o jogador tem. Compreende mais de uma ação, né?
- 14:40Como, por exemplo, ele pegar e empurrar depois, né.
- 14:43Essa essa carcaça é abismo abaixo, né?
- 14:48Principalmente se ele trouxer 111 desdobramento ainda mais
- 14:53profundo, como por exemplo, botar um outro inimigo dentro
- 14:56desse inimigo. Que ele abriu e empurrar os 2 lá
- 14:58de cima. Por quê?
- 14:59Porque ele está resolvendo muitas vezes o impasse que é
- 15:02clássico no jogo que é um outro combate, por exemplo, Oo outro
- 15:05desdobramento do combate, que é enfrentar o outro inimigo que
- 15:08ele está enfrentando, né? Mas não é tão claro isso, né?
- 15:13E por que não poderia? Por que que ele não poderia, de
- 15:15repente, resolver esses 2 com uma coisa só?
- 15:18Isso é uma coisa muito interessante da gente entender
- 15:20por quê, porque a gente, de certa forma, está dando controle
- 15:23criativo para o jogador. Mas ao mesmo tempo, a gente está
- 15:26dando controle narrativo até que se até que algum alguma algum
- 15:31gatilho, né? Do que seria um novo teste, um
- 15:34novo impasse ficcional apareça. Aí a gente retoma o controle
- 15:37novamente pra gente. Então o jogador, ele tem
- 15:40Liberdade para descrever dentro da Seara do teste que ele fez.
- 15:45Acho que se todo mundo, se a gente aprofundar um pouquinho o
- 15:48pensamento, acho que todo mundo vai concordar com isso,
- 15:50diferente do que a gente trabalha no well fantasy e no.
- 15:53No DID clássico, né? Na forma que a gente usa ODID,
- 15:55clássico não é o fantasy. E a gente vai tentar fazer com
- 15:58que o jogador descreva o máximo possível essa interação.
- 16:01Até o impasse que é, né? Ele conseguir efetivamente é
- 16:06cortar a criatura lá, né? EE assumir aquele tipo de coisa.
- 16:09E aí a gente está, já é debatendo, né?
- 16:12OOO desfecho. Daquela facada específica que
- 16:16ele falou que ele vai dar, a gente não vai arbitrar pra além
- 16:19dela, né? Então a gente não dá pro jogador
- 16:21um controle narrativo. A gente tá dando um controle da
- 16:24ficção específica, que é aquele golpe que ele tá dando, né?
- 16:28É. E antes disso a gente tá
- 16:29negociando, mas tem uma questão muito importante aí da gente
- 16:32analisar, que é o quanto que a gente dá esse controle, o quanto
- 16:37que a gente não dá, né? E quanto no DED isso acontece ou
- 16:40não é? E aí pra isso, vale a pena a
- 16:44gente começar a abordar essa ideia de controle narrativo
- 16:47versus controle ficcional. Tem um episódio em que eu falo
- 16:52disso no início da temporada, se não me engano, é o episódio 5.
- 16:54Vou deixar ele linkado no descritivo do episódio, que é o
- 16:56episódio que é o episódio de ficção e narrativa no RPG em que
- 17:01eu eu, eu trago uma diferença entre ficção e narrativa, tá?
- 17:04Então começa por aí, mas eu vou aprofundar um pouquinho essas
- 17:10definições aqui, né? É quando a gente diz que o
- 17:13jogador vai fazer, por exemplo, o jogador chega e fala, eu vou
- 17:16fazer a magia sono, e ele faz a magia sono.
- 17:19Ele derruba 3 inimigos, 3 oponentes, ele derruba os 3
- 17:22inimigos com a magia sono. Isso aí.
- 17:24O jogador está está exercendo um controle sobre ficção que a
- 17:29magia dele permitiu. A magia dele funcionou como um
- 17:32gatilho, né? Ele usou a magia dele, é esse
- 17:35gatilho ali trouxe um mecanismo. De resolução, de impasse ali da
- 17:40ficção, né? No caso, uma mecânica mesmo, a
- 17:42magia funciona, um jeito específico, ele rolou os dados
- 17:45pra ver é quantas criaturas seriam afetadas e determinou se
- 17:48que seriam 3 criaturas ao chão. É em sono profundo por conta da
- 17:52magia que ele fez. Mas ele não pode dizer, por
- 17:55exemplo, que uma dessas 3 criaturas caiu no sono.
- 17:59No sono e aí despencou, né? É, é.
- 18:04Ribanceira abaixo, porque ele foi cambaleando até lá, né?
- 18:07Normalmente ele vai, ele vai. É delimitar esse tipo de coisa,
- 18:11não, eu acho que é. Eles caíram no chão, onde estão
- 18:13ali, naquele mesmo ambiente. Ali não tem nada a mais, por
- 18:16isso que você vai conseguir, até porque tem ali uma questão de
- 18:20equilíbrio, do poder, né? Do jogador, dentro daquele fato
- 18:24específico, que é causar OOO, efeito específico, que é causar
- 18:29a criatura a ficar em sono no chão.
- 18:32Anão ser que tenha se construído todo 11 ambiente, né?
- 18:36No qual esse sono é vai, sei lá, a criatura tá no topo de um
- 18:40trem, né, em movimento, e aí você faz o sono natural que essa
- 18:44criatura caindo e haja pelo menos uma chance ali é é
- 18:47considerável de que ela caia do próprio trem, né?
- 18:50Então aquele aquele contexto, ele vai trazer esse a mais, mas
- 18:54fora desse contexto, o jogador não pode trazer um contexto a
- 18:57mais pra situação em teoria, né? Anão ser que realmente O Mestre
- 19:01permita esse tipo de coisa. O jogo, o fato é que o jogo ele
- 19:06não permite, ele não delineia muito bem isso.
- 19:08O caso, o jogo o dayder até hoje o day day é quinta edição, ele
- 19:12não aprofunda tanto isso, né? E aí, será que o jogador pode
- 19:15controlar que de repente esse essa criatura, ela está num
- 19:20contexto que não somente ela vai cair de sono, mas ela vai se
- 19:22dar, vai se dar pior ainda por conta disso, o jogador pode
- 19:26criar esse contexto depois de ele ter tido sorte.
- 19:29Normalmente não. Por quê?
- 19:30Porque ele tem controle sobre a ficção, ele não tem o controle
- 19:32narrativo. Por outro lado, se ele tivesse o
- 19:35controle narrativo, talvez ele pudesse construir esse tipo de
- 19:38coisa, né? Então, a diferença que a gente
- 19:41pode trazer aqui, acho que vai ficar mais clara quando eu
- 19:45contrastar a magia sono no DED com o controle narrativo.
- 19:50Efetivamente, o jogador tem. É como o próprio sétimo mar
- 19:55coloca nas suas regras e explica como funciona, que é o tal dos
- 19:58rasis, né? As apostas.
- 20:00Os jogadores jogam dados, eles vão conseguindo apostas a partir
- 20:03disso. E esse número de apostas permite
- 20:05que o jogador tenha controle narrativo logo, né?
- 20:09Ele pode conseguir sim, né, dentro desse controle narrativo.
- 20:13É através de uma magia que aquela criatura ali se dê mal,
- 20:17não somente pela magia que ele fez, mas pelo pelo contexto que
- 20:20foi criado. Por quê?
- 20:20Porque ele tá pegando vários fatos, né?
- 20:23Ele pode alterar e colocar em perspectiva para amarrar uma
- 20:26narrativa. Então o fato é uma coisa pontual
- 20:29que acontece no jogo que você pode descrever a narrativa.
- 20:33São vários fatos em perspectiva, como por exemplo, no sétimo mar,
- 20:36o cara dizer, olha, o cara vai, o cara vai, ele vai ser alvo
- 20:42aqui. De uma, do, de uma magia que vai
- 20:45deixar ele no chão dormindo e ele e já que ele vai cair, ele
- 20:50está num sei lá, ele está num num pedaço ali que não dá para
- 20:53equilibrar muito. Ele vai cair do deck, um navio
- 20:55direto no mar. O jogador pode fazer isso por
- 20:57quê? Porque ele tem o controle
- 20:59narrativo sobre essa questão. Ele pode de repente até gastar
- 21:02mais rases, né? De repente um raise, né?
- 21:05Dependendo ali de como o jogo vai ser dirigido, de repente um
- 21:08raise. Pode ser pro pro Pra Ele cair e
- 21:10outro Pra Ele de repente despencar do navio, né?
- 21:13Pode ser que isso seja colocado ali a mais, como uma coisa a
- 21:16mais, mas normalmente não vai servir o jogador, desabilitar
- 21:20aquele capanga, sei lá, aquela aquela, aquele outro inimigo
- 21:23ali, simplesmente com a magia que ele gastou ali, que deu o
- 21:26recurso que que gerou esse raise.
- 21:29Então, o jogador tem controle narrativo, logo, ele tem Oo
- 21:32controle, tem a possibilidade de colocar vários elementos da
- 21:35ficção em sequência. Né?
- 21:39Isso de certa forma resolve bastante coisa.
- 21:42E daí eu acho que fica claro, né?
- 21:44A gente tem aqui no DID, clássico tradicional, desde
- 21:47sempre, um controle sobre a ficção, você fazer uma magia de
- 21:52sono, te dar um controle sobre aquele fato da ficção e o
- 21:55gatilho que ele constrói ali é um impasse que precisa ser
- 21:59resolvido, né? Você vai se posicionar, vai
- 22:01dizer como você vai fazer aquilo, Alívio, como você vai
- 22:03tentar fazer aquilo, o resultado daquilo alí vai dizer se aquilo
- 22:06ocorreu ou não. Já no jogo de controle
- 22:09narrativo, né? Você vai fazer o teste, vai
- 22:12fazer de repente, OA solução de impasse ficcional, que seja
- 22:15gastar um ponto de alguma coisa, et cetera, e você adquire o
- 22:19controle narrativo sobre aquilo. Você vai poder botar vários
- 22:22fatos em perspectiva. Isso já muda bastante o jogo,
- 22:27né? Agora a gente pode começar a
- 22:29discutir de uma forma mais ampla quando um jogo permite que a
- 22:33gente tenha controle narrativo. Né?
- 22:36Normalmente isso vai acontecer num jogo mais voltado pra pra
- 22:39história, né? Isso vai levar o jogador a
- 22:43falar, bom, você, eu tive sucesso aqui, logo eu vou poder
- 22:46descrever esse sucesso aqui com o controle narrativo, você vai
- 22:50botar vários fatos em perspectiva, EEE, descrever como
- 22:54você resolveu aquilo, como você conseguiu aquilo lá.
- 22:57Isso dá 111 controle mais amplo do que o controle ficcional.
- 23:02Por quê? Porque o controle narrativo.
- 23:05Inclui o controle ficcional, né? Colocar é criar, criar uma
- 23:11narrativa, ter controle narrativo significa colar, né?
- 23:15É colocar em perspectiva, numa sequência que você quer pra uma
- 23:20narrativa específica, vários fatos ficcionais.
- 23:23Então, se eu digo que o seu personagem vai pegar, vai com
- 23:27uma faquinha, abrir as costas do do oponente, ele vai abrir.
- 23:34Com que nem um paletó e vai botar Oo um outro, uma outra
- 23:37criatura? 11 outro oponente dentro e
- 23:39empurrá la é ribanceira abaixo. A gente está dizendo que 3 fatos
- 23:44da ficção, né? E que possivelmente alguns deles
- 23:47ali precisariam de outros testes, porque são impasses
- 23:50também. Mas o fato é que se você pegar
- 23:54de repente ali 3 outros fatos quaisquer que não tenham
- 23:58impasses, o jogador poderia tranquilamente descrever sem que
- 24:01O Mestre se preocupasse. Por quê?
- 24:03Porque não tem nenhum passe a ser resolvido.
- 24:04Deixa o jogador é de escrever, né?
- 24:07E dar o de descrever a narrativa que tem aquilo aí dentro disso,
- 24:11ele pode construir todos os fatos que ele precisar.
- 24:14Então, nesse caso, é importante entender e o controle narrativo,
- 24:18ele é mais amplo do que o controle ficcional, porque o
- 24:21controle ficcional ele é específico de um fato ficcional
- 24:25de uma é de uma coisa específica da ficção, como, por exemplo,
- 24:28botar a criatura para dormir. Né?
- 24:31E o controle narrativo é quando você tem um controle mais amplo
- 24:33sobre isso, como, por exemplo, eu vou botar a criatura para
- 24:36dormir, ela vai cair e ela vai cair em cima do parapeito do
- 24:40navio e vai cair lá embaixo. Então você está dando ali mais
- 24:43você está trazendo mais fatos ficcionais pro jogo, numa
- 24:46sequência específica, de modo a contar uma história.
- 24:49Por isso, ali é o controle narrativo, a história narrativa,
- 24:53né? Essa criação, essa construção.
- 24:57Mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast
- 25:03premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e
- 25:07convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a
- 25:11comunidade do RPG. Aventureiros?
- 25:18Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 25:22parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 25:26enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 25:33pegue os dados, apoia.se barra café com gancho.
- 25:47Contamos com você. Isso leva a gente pro modelo π,
- 26:00que eu já citei várias vezes aqui no café com danjo.
- 26:03O que que é o modelo π? O modelo π é um modelo do
- 26:06Eduardo Caetano, né? E nesse modelo, ele construiu
- 26:09graficamente ali as esferas de controle narrativo dentro do
- 26:13jogo. É.
- 26:16E ele coloca, por exemplo, o jogo tradicional.
- 26:18A gente coloca ali o controle do mestre e ele tem controle
- 26:22narrativo em cima das coisas que são do mundo e as coisas do dos
- 26:27NPCS. Já os jogadores, eles têm
- 26:29controle narrativo sobre o próprio personagem, ou seja,
- 26:31eles podem dizer várias coisas que o personagem dele faz.
- 26:34Né? Em sequência, ele pode falar
- 26:36várias coisas ali, dentro das limitações de regra, obviamente,
- 26:39ele não vai falar, não vai declarar mais ações do que
- 26:41permite o jogo, né? O Lu de repente não vai é
- 26:44declarar uma ação que o que levaria um impasse que precisa
- 26:48ser resolvido por um teste ou alguma coisa assim.
- 26:50Mas dentro disso, ele controla os os os, ele controla a
- 26:54narrativa do próprio personagem e O Mestre do do ambiente e do e
- 26:59do ambiente e dos npcs, né? É, já outros jogos, eles eles
- 27:03colocam, por exemplo, o sétimo mar.
- 27:05Outros jogos você pode analisar de acordo com o modelo π, é,
- 27:08você vai ver que o controle narrativo, ele ele oscila, né?
- 27:11Então, tipo, o jogador tem um sucesso, ele tem um controle
- 27:14narrativo sobre é o cenário, sobre o ambiente, sobre os
- 27:18elementos do jogo ali de forma mais ampla, porque naquele
- 27:20momento ele está no controle narrativo do ambiente inteiro, é
- 27:25isso? É, é uma coisa muito
- 27:26interessante porque. Coloca, né?
- 27:29Em perspectiva, a gente consegue analisar, legal, como cada um
- 27:32exerce esse controle ali, né? EOEOO espaço de controle que
- 27:36cada um tem sobre a narrativa do jogo e não somente sobre a
- 27:40ficção, mas sabendo que obviamente, isso inclui a
- 27:43ficção, né? Então, quando a gente diz que no
- 27:45DEDO jogador tem a ele, tem o controle narrativo sobre o seu
- 27:49personagem, é isso. Quer dizer, inclusive, que ele
- 27:52não tem controle sobre os fatos do mundo, né?
- 27:55Sobre os fatos, por exemplo, do ambiente.
- 27:57Né, é o jogador. Em teoria, ele não tem a
- 28:00Liberdade de dizer que ele tá entrando No No numa caverna, mas
- 28:04essa caverna tem um pé direito muito alto, uma vez que você
- 28:07entra, né, que tem ali uma é um teto, né, irregular e assim
- 28:13assado. O jogador não tem a Liberdade de
- 28:14dizer isso. Em teoria, quem vai dizer isso é
- 28:16o mestra. Essa ficção cabe ao mestra.
- 28:19Logo, o controle narrativo que o jogador tem não inclui o
- 28:23controle sobre os fatos ficcionais que caberiam ao
- 28:26mestra, né? É, e eu acho isso muito
- 28:29interessante, essa análise eu acho que vale ouro dentro do
- 28:31modelo π, né? É, inclusive, vou trazer de novo
- 28:35o link aqui para vocês darem uma olhada.
- 28:38É, mas o fato é que o controle ficcional e aí a crítica que eu
- 28:41faço ao modelo π é, quer dizer, o controle narrativo, né?
- 28:46Ele ele não é impedido pelo controle ficcional.
- 28:50Isso quer dizer que, né? De maneira geral, quando você
- 28:53coloca Oo jogador, né, para controlar.
- 28:56É o de repente, tem o controle ficcional ali, o controle
- 29:00narrativo de determinada coisa. Isso quer dizer que ele vai
- 29:03controlar a ficção de determinados eventos, né?
- 29:07Ele vai botar em em em perspectiva, vários fatos da
- 29:11ficção. Mas quando ele ganha o controle
- 29:13ficcional, por exemplo, eu vou fazer a magia sono quer dizer
- 29:17que ele pode fazer outras ações e quando ele estiver fazendo
- 29:20outras ações, ele está gerando um controle narrativo ali.
- 29:24Né? E obviamente ele vai é ele, ele
- 29:26não tá sozinho nessa, ele tá num ambiente, ele tá numa
- 29:29circunstância, ele tá é dentro de um, ele tá dentro do mundo,
- 29:32do espaço simulado ali. Dentro disso, obviamente ele vai
- 29:36construir também controle narrativo pra além do próprio
- 29:39personagem. Isso se relaciona também com a
- 29:43ideia de posturas que eu já abordei aqui no café com
- 29:45dângelo, né? É na segunda temporada, porque
- 29:47as posturas de algum jeito como formuladas lá.
- 29:51É no caso do extenses, né? Eu estou falando aqui como
- 29:54extenses é do Ron eds, né, que a gente pode chamar de interface,
- 29:58eu prefiro chamar de interface. Mas enfim, extenses como
- 30:01colocado na GNS é essas extenses, essas é, é essas
- 30:07interfaces, né, que o Ron Edwards coloca ali como é
- 30:11director, extense, actor, extense, né outtor extense de
- 30:15maneira geral, a gente vai ver que.
- 30:18Ela tem a ver. Ela se relaciona intimamente com
- 30:20essa ideia do controle, né? Do do controle ficcional ali, do
- 30:25que que cada um tem é poder sobre.
- 30:28Então é, você pode ter controle narrativo somente sobre as
- 30:33ficções que o seu é relativas ao seu personagem, você EE, isso
- 30:37não impede o controle narrativo, mas você pode também ter
- 30:40controle narrativo mais amplo, né?
- 30:42Ou seja, não somente sobre a ficção do seu personagem, mas o
- 30:45controle. Narrativo mais amplo, botando
- 30:47inclusive questões do mundo e dos npcs.
- 30:52E a gente no your fantasy, desmembrou um pouco isso,
- 30:55entendendo que muitas vezes o jogador vai falar sobre a
- 31:00realidade do ambiente. Quando ele tá falando, ele
- 31:03fazendo o controle da ficção do personagem dele, ele vai acabar
- 31:06trazendo alguma coisa, pelo menos.
- 31:08Provocando, né? O Mestre a trazer alguma coisa é
- 31:12relativa à ficção, como por exemplo, é um exemplo clássico
- 31:15que eu dou é, eu vou tentar o meu personagem, eu vou falar,
- 31:18bom, é O Mestre, eu vou até a mesa da Taverna, deve ter uma
- 31:21caneca ali em cima, uma garrafa, alguma coisa, aí fala, Ah, tem,
- 31:23tem uma garrafa ali, então beleza, eu vou pegar essa
- 31:25garrafa e vou dar na cabeça do inimigo, faz sentido que tem
- 31:28ali, é aquilo ali, mas é por mais que faça sentido, por mais
- 31:32que O Mestre tenha autorizado, foi muito o Fiat, né?
- 31:34Foi muita vontade do jogador ali que trouxe, que materializou.
- 31:38Aquela garrafa, aquela caneca em cima da mesa.
- 31:40Então, de certa forma, o jogador também está provocando, né?
- 31:44Um controle narrativo, porque ele tá colocando ali em
- 31:46perspectiva 2 coisas, o ataque do personagem dele e a
- 31:49materialização, né? A construção, a reivindicação
- 31:53daquele fato da ficção ali, daquela verdade da ficção que é
- 31:56a garrafa ou a caneca sobre a mesa, é.
- 32:00Então a gente, a gente vê que as coisas começam a embolar um
- 32:02pouco e isso quer dizer, no fundo.
- 32:05Que o controle ficcional não impede o controle narrativo, né?
- 32:11Como a gente entende em all fantasy e em all fantasy a gente
- 32:15tem Oo jogador. Ele pode ter o controle
- 32:17narrativo, mas esse controle narrativo dele passa
- 32:21necessariamente pela interface do próprio personagem, né?
- 32:25Do do personagem que ele tem. Ele não pode construir coisas
- 32:28para além da interface do personagem, né?
- 32:30Do que o personagem experiencia imediatamente em torno dele.
- 32:34E, ou seja, ele vai perguntar para O Mestre, o meu personagem
- 32:36vê em cima da mesa uma caneca, é ou uma garrafa?
- 32:40O Mestre vai dizer sim, mas o jogador não tá, né
- 32:44sensorialmente naquele espaço é, não cabe a ele chegar e falar,
- 32:48Ah, eu vou, eu quero que dentro da Taverna tenha assim, assim,
- 32:51assado, né? Ele pode até perguntar para O
- 32:53Mestre, como conhecimento que o jogador dele poderia ter, o meu,
- 32:56meu personagem sabe, né? O personagem dele poder ter meu
- 32:58personagem, sabe que lá dentro da Taverna tem, por exemplo, uma
- 33:03cabeça de alça na parede. De um troféu de algum tipo, mas
- 33:05você pode dizer, Ah, você sabe que tem lá assim, você já
- 33:08visitou e tal, mas de qualquer forma, ele partindo dessa
- 33:12interface, né? Com o espaço simulado do
- 33:15personagem, né? E do que ele sabe, do que ele
- 33:17experiencia, etc, etc. Então nesse ponto a gente
- 33:20entende que é o jogador, enquanto ele tiver, enquanto ele
- 33:25tiver, é passando pela interface do próprio personagem e
- 33:30principalmente gerindo o risco. Né?
- 33:34Em torno desse personagem, o jogador está no controle
- 33:36narrativo. Por quê?
- 33:38Porque o jogador vai declarar as ações, ele vai interagir com o
- 33:40ambiente da forma que o jogador quer materializar, né?
- 33:43O Mestre vai acabar materializando em cima daquilo.
- 33:47O Mestre eventualmente, vai até materializar.
- 33:50Um elemento ou outro da ficção, ou seja, teve controle ficcional
- 33:53sobre determinadas coisas. Mas quem tá ditando de certa
- 33:57forma o controle narrativo geral, né?
- 33:59Ou seja, a sequência dos fatos é o jogador através da sua
- 34:02interface, e acaba que O Mestre vai interferir mais nessa
- 34:06sequência das coisas conforme elas aparecem em jogo.
- 34:10Quando o jogador. Assume riscos, porque aí sim é O
- 34:15Mestre, é chamado a agir mais. Ali O Mestre tem, começa a ter
- 34:18desafio, começa a ter cada vez mais dizer sobre a sequência dos
- 34:22fatos, né? Antes disso não, né?
- 34:25O Mestre quando não tem esse desafio na mão, quando o
- 34:28jogador, principalmente, não assumir o riscos, o jogador
- 34:30controla mais a narrativa do jogo, né?
- 34:33Ainda que O Mestre vai ser chamado para trazer algum
- 34:36algumas, alguns elementos de ficção.
- 34:38E isso. Muda muito a percepção que se
- 34:42tem sobre Oo, sobre o jogo clássico, sobre ODED, que não
- 34:47impede que essa construção seja feita, né?
- 34:50Ainda que ele de certa forma implicitamente delimite o jogo
- 34:54dessa forma mais tradicional, como o modelo e traz e parece, é
- 34:58irrefreável o fato de que se o jogador é, é se for feita a
- 35:03interface através do personagem do jogador, né?
- 35:06Que me parece que é o que se coloca ali.
- 35:08Como padrão No No DID clássico e se respeite o risco, né?
- 35:13Como? Como um gatilho das resoluções
- 35:16de conflito EE coisas que vão chamar O Mestre, agir.
- 35:20A gente vai ver que o jogador tem controle narrativo, talvez
- 35:22em muitos momentos mais do que O Mestre.
- 35:24E aí a gente oscila nessa disputa, não somente pela
- 35:27ficção, como eu costumo tratar o Wall fantasy, mas também por uma
- 35:30disputa da narrativa, porque quanto mais controle da
- 35:33narrativa. O jogador tem mais chance.
- 35:35Ele tem de ser bem sucedido naquilo, de maneira que se ele
- 35:38fizer 111 jogo é muito, muito perfeitinho.
- 35:44Assim, em termos de gestão de risco, é medindo legal o risco e
- 35:48recompensa, entendendo formas alternativas de agir que
- 35:51contornem os riscos. Provavelmente o jogador vai
- 35:54conseguir ter controle é narrativo.
- 35:57Desse jogo quase de ponta à ponta, ainda que não 100% do
- 36:01controle ficcional, né? Ele vai provocar controle?
- 36:05É é criações de ficção, O Mestre vai trazer ficção também, mas de
- 36:08maneira geral, é o jogador vai ter controle narrativo por isso.
- 36:11Inclusive a gente reforça um pouco isso, né?
- 36:13O fantasy com a ideia de minimalismo descritivo, de
- 36:16maneira que O Mestre não vai forçar a barra para que o
- 36:19jogador perca o controle narrativo a troco de nada,
- 36:22somente para O Mestre exercer mais controle sobre aquele jogo.
- 36:26E aí a gente vai aqui pra um pra começar um encerramento, né?
- 36:30Passando a régua aqui nesse papo, me parece que os jogos
- 36:34eles eles são muito fluidos em relação ao controle narrativo e
- 36:37ficcional, mas são 2 coisas diferentes.
- 36:39A expectativa que a gente tem no DID clássico é ou no DID mesmo
- 36:43tradicional que vem até a quinta edição, é que os é é que os
- 36:46jogadores e o mestres tenham um controle sobre a ficção.
- 36:50Né? E não sobre a narrativa, O
- 36:51Mestre, normalmente ele acaba tendo um pouco mais de controle
- 36:54sobre a narrativa, porque ele acaba podendo trazer muito mais
- 36:57elementos da ficção em em em sequência, né?
- 37:02Então é O Mestre fala, sei lá, começa a descrever como é a
- 37:05cidade, conforme os jogadores vão chegando, e aí O Mestre pode
- 37:09ficar descrevendo como é que é a rua, as pessoas que estão
- 37:12andando pela rua, como é que é o estabelecimento ali dentro.
- 37:16Não sei o que é a tal do show do hotel, né?
- 37:17O Mestre pode ficar maior tempão ali descrever.
- 37:20Vendo o fato da ficção e colocando eles em perspectiva,
- 37:23construindo uma narrativa para mostrar para os jogadores como é
- 37:26perigosa a cidade, por exemplo, mas de maneira ideal ali, né?
- 37:30A gente tem que O Mestre e o jogador eles têm.
- 37:33Eles têm controle ficcional. Acaba que e que derivado do seu
- 37:38poder, que é muito amplo No No desenho do poder do do mestre no
- 37:41DED clássico EE tradicional, O Mestre acaba alcançando o
- 37:46controle narrativo grande parte das vezes.
- 37:48Então se a gente não, não começa a limitar um pouco, né?
- 37:51OOOA interface do personagem através dos seus jogadores e
- 37:56também botar O Mestre atrelado a isso.
- 37:59E também começa AA adotar uma postura minimalista para O
- 38:03Mestre não agir somente quando ele é chamado pelo risco para
- 38:06arbitrar. E para começar a descrever OOO
- 38:09entorno, com com mais, com mais efusividade, né?
- 38:13Por assim dizer, com mais é de uma forma mais aguda.
- 38:17A gente vai ter O Mestre. De forma geral, trabalhando mais
- 38:20com com a narrativa do que o jogador e o jogador, tendo que
- 38:23lutar muito para conseguir esse controle narrativo através das
- 38:27coisas que o personagem dele vai fazer, né?
- 38:29E evitando ao máximo ali. É resvalar em em riscos, né?
- 38:33EEE em momentos que acionem rolagens.
- 38:37Então até nisso tem um problema, porque como de maneira geral é O
- 38:40Mestre que pede a rolagem e aí ele controla, quando aquele
- 38:43teste vai ser puxado ou não fica pouco, fica pouco franqueado ao
- 38:47conhecimento geral da mesma. Quais são os gatilhos que vão
- 38:51acionar os impasses e as rolagens?
- 38:53Então acaba que O Mestre pode pedir muito e interferir mais
- 38:56ainda no controle narrativo que os jogadores têm.
- 38:59O ideal é que se coloque em disputa nesse tipo de jogo o
- 39:02controle narrativo, né? E que para que os jogadores
- 39:05tenham chance de exercer controle narrativo, que O Mestre
- 39:08adote uma postura limitada, um com um desenho de papel de
- 39:11mestre um pouco mais delimitado também.
- 39:14E por isso acho que é importante o uso de estilo como é o fantasy
- 39:17dentro desse tipo de jogo desde ODED.
- 39:19Clássico até o da ideia atual, mas ainda assim é importante a
- 39:22gente ter noção de que esse tipo de jogo ele traz uma expectativa
- 39:25de controle da ficção. E a narrativa ela deriva um
- 39:30pouco disso, né? O controle narrativo acaba
- 39:32derivando de como as pessoas usam esse controle da ficção.
- 39:36Já o os jogos aí de de story games, né?
- 39:41De forma geral, o que o pessoal chama de jogos narrativos, eles
- 39:44dão mais narrativa na mão dos jogadores e eles.
- 39:48Eles dividem melhor. Isso acaba que o efeito prático
- 39:52disso quando ele quando o jogo é ludifica, quando o jogo game
- 39:56fica, quando o jogo coloca nas regras e coloca nas dinâmicas de
- 39:59de do próprio jogo. É esse revezamento de quem
- 40:03controla a narrativa, né? E até com um controle ficcional
- 40:07mais amplo. É muito interessante, porque o
- 40:09que a gente acaba vendo é que o jogo direciona naturalmente a
- 40:13criação de uma narrativa que é compartilhada, né?
- 40:16É obviamente, mas que é uma narrativa única que tem é
- 40:21determinadas porções dela franqueadas a um ou outro
- 40:24criador. E compondo, né?
- 40:26Dentro disso, então é agora que o meu jogador teve sucesso em
- 40:29determinada coisa, eu assumo a narrativa aqui, uma narrativa,
- 40:32né, que a gente está jogando em cima e eu vou dizer Como Ela É.
- 40:35E agora que acabou a minha parte, né?
- 40:38E que eu falhei, O Mestre volta a descrever e agora o outro
- 40:41personagem que de repente teve sucesso aqui é pega depois do
- 40:45mestre, pega e assume a narrativa, e a gente tem uma
- 40:47sequência de uma narrativa só. Não é que tem ali sua sequência
- 40:51de controles, né? Sobre a ficção, né?
- 40:54É revezando, para que a gente chegue numa narrativa final, só
- 40:58um produto só, enquanto num jogo como day day a gente vai ter
- 41:01essa massa ficcional, né, que vai ser construída ali dentro
- 41:05dessa disputa narrativa muito solta, né?
- 41:08E que a gente vai, no fim das contas, tentar compor, né?
- 41:11Mas que no fim das contas, a gente vai sentir que é um a
- 41:15narrativa final, não é uma narrativa só que a gente.
- 41:19É, é dividiu ali entre os participantes, não a narrativa.
- 41:23Ela é uma coisa muito mais ampla, muito mais fluida e muito
- 41:25mais reflexo dessa disputa que a ficção trouxe, né?
- 41:29É sendo que a expressão da narrativa dentro dentro disso
- 41:34aí, acaba sendo uma expressão de de de controle de poder sobre o
- 41:38próprio jogo e não necessariamente 11 composição,
- 41:42né? De de como a gente tá é trazendo
- 41:45aqueles recursos ali. Ainda assim, a gente sabe que,
- 41:48já que esse essa disputa está ocorrendo, ela não está
- 41:51ocorrendo num nível narrativo, porque a ficção relativa,
- 41:56aquelas aquelas narrativas não estão em disputa.
- 41:58O que está em disputa é o mais abstrato, é algo que está num
- 42:01nível, é mais mais etéreo, né? Que são as mecânicas em si ou a
- 42:07composição mecânica daquilo, por exemplo, um teste ou recurso que
- 42:11a gente está gastando para poder exercer o controle sobre a
- 42:13narrativa em si e não sobre a ficção.
- 42:16Né? Então acho que essas diferenças
- 42:18aqui, elas estabelecem algumas questões muito interessantes.
- 42:21É claro que eu não estou propondo nada, estou mais
- 42:23estabelecendo reflexões, eu estou mais trazendo esses
- 42:26assuntos pra gente poder pensar em cima.
- 42:28E acho que ainda vai ter bastante coisa pra desenvolver
- 42:30em cima disso, como eu já falei nos outros episódios que eu
- 42:33abordei esse tipo de assunto. Mas aqui, né?
- 42:35Eu gostaria de trazer essa reflexão sobre a ideia de
- 42:38controle narrativo de maneira geral e como ela se relaciona
- 42:41com a ideia de controle ficcional e com as regras do
- 42:44jogo e como os jogos se apresentam.
- 42:46Ali mundo já conferiu no nosso novo formato lá no YouTube do
- 43:00café com d'anjo? O mundo aberto vai ajudar você,
- 43:03mestre, a se planejar e executar com tranquilidade e com
- 43:08eficiência uma campanha de auto engajamento com vários jogadores
- 43:12de grupos distintos. Muita facilidade, inclusive de
- 43:16agendamento, que é o principal Boss do RPG hoje em dia.
- 43:20Então você vai aprender como fazer uma campanha de mundo
- 43:23aberto nos moldes do que a gente já vem vendo a comunidade do
- 43:27wellfantasy fazer. Então uma campanha de mundo
- 43:30aberto persistente para vários grupos no estilo Rex Kroll para
- 43:34exploração, com muito engajamento e muita imersão.
- 43:38Acompanha a gente lá, já tem alguns episódios, eu tenho
- 43:40certeza quem vai trazer bons insights, seja você um mestre
- 43:44veterano, seja você também um mestre iniciante.
- 43:47Até se você for jogador, de repente você pega uns bizuis lá.
- 43:51Bora YouTube o café com anjo. Então é isso.
- 44:03Espero que tenha curtido. Eu vou deixar os links, né?
- 44:06Que eu citei aqui no descritivo do episódio, então o link de
- 44:08ficção e narrativa no RPGO link do modelo π do Eduardo Caetano,
- 44:11né? Que já foi citado uma penca de
- 44:13vezes aqui EOO interface e poder criativo, que é um outro
- 44:17episódio do café com dângel aqui também.
- 44:19Espero que tenha curtido. Lembrando que você pode apoiar o
- 44:24café com dângel aí, né? Nesse Natal?
- 44:27EE ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios semanais de repente,
- 44:31né? Então você pode apoiar o
- 44:32projeto, esse expansão aí em apoia ponto s barra café com
- 44:35dângion. Você gostou especialmente do
- 44:38café de hojedeixapragente1gorjetamandaoseupixaiqualquervalorpracafecomdangelo@gmail.com
- 44:43que a gente conta com você? Deixa a sua caixinha de Natal.
- 44:47Você tem uma empresa ou uma marca e quer ter um dia na
- 44:49semana no café com dângelo oferece um episódio semanal no
- 44:51podcast que pode fazer Alegria da massa rpgista consulta a
- 44:55gente em café comdangelo@gmail.com que a gente
- 44:57tem uma proposta especial para você.
- 44:59Vamos também consultar agentes sobre parcerias e anúncios.
- 45:01A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos aí,
- 45:04como cafés, jogos, tecnologia, mídia e etc.
- 45:08Se você é um produtor de conteúdo, game designer
- 45:10independente, acadêmico ou funk e quer participar do nosso
- 45:13projeto de alguma maneira pode colaborar com a gente.
- 45:16Manda um e-mail pra gente, explica um pouco o que você tem
- 45:19aí na sua cabeça, do que a gente pode colaborar, beleza?
- 45:22No mais, obrigado ao pessoal que apoiou aí o café com dângel.
- 45:25Então valeu ao pessoal do nível incentivo, incluindo aí o enege
- 45:29ozabur Suzuki. Valeu demais.
- 45:31É o pessoal do nível de apoio à comunidade, incluindo aí o Lucas
- 45:35da uptown in clave. Valeu o grande Lucas, Lucas
- 45:38Maia, o Vitor Garcia Simões e Rodrigo gesta Figueiredo, do
- 45:43gonzo galhofa, usine aí. Muito obrigado.
- 45:46Um salvo especial para os assinantes do RPG do Jô, dentre
- 45:49eles o André dotepegas, o benatti, o Thiago da luz
- 45:52Gabriel, o Lucas barjud, o Leonardo paixão e o Rudolf
- 45:55Helmut. Muito obrigado.
- 45:57E um abraço aos membros do treinamento olef antes e eles
- 46:01são o Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego
- 46:04cestito, Léo gasparotto, menini, Marcos Gonçalves e Pablo
- 46:08Rodrigues Lima. Muito obrigado pelo apoio de
- 46:10vocês e um imenso agradecimento aos membros.
- 46:12Café com balbi, no caso meu camarada Thiago Augusto.
- 46:17Valeu Thiago. Um abraço e até a próxima.
- 46:40Talvez eu esteja maluco, mas acredito em você.
- 46:44Por isso vou deixar você ir embora.
- 46:46Oba. Vai ter só o tempo de contar até
- 46:493 pra você levar logo sua carcaça.
- 46:53Traidora mentirosa, mais sem viu pra longe daqui.
- 47:16Ei, Feliz Natal animal imundo e eu feliz Ano-Novo.