Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 27 de junho de 2024
Transcript
- 0:00A Universitária FM apresenta Rádio Livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. 7 horas 31 minutos.
- 0:30A gente está no ar pra se
- 0:32divertir, pra falar e ouvir, pra dançar e para
- 0:35ficar feliz, pra ser livre. Rádio
- 0:38Livre, Rádio Livre. Rádio
- 1:11Livre, Rádio Livre. Os destaques do Rádio Livre
- 1:13desta quinta -feira, 27 de junho de 2024. A
- 1:18Argentina registra 89 feminicÃdios desde janeiro
- 1:26enquanto o governo milenio desmonta redes de proteção
- 1:29a mulher. Supremo Tribunal Federal define 40
- 1:34gramas ou 6 plantas de macônia para distinguir
- 1:37usuário de traficante. Militares
- 1:42tentam dar um golpe na BolÃvia e invadem palácio
- 1:46presidencial, mas o presidente resiste e derrota
- 1:50os golpistas. A dufe se convoca a
- 1:54Assembleia Geral para hoje e vai definir final da
- 1:57greve e retomada das atividades docentes na
- 2:01universidade. A entrevista de hoje é com o
- 2:05sociólogo, radialista Pedro Vitor Mendes. Ele
- 2:07vai falar sobre a relação entre colonização,
- 2:10colonialidade e racismo na atualidade, sobretudo em
- 2:14relação às diferenças que há entre os territórios. A
- 2:28apresentação no Nato Lima Agradecer aos que nos
- 3:13acompanham no podcast Rádio Livre com o Nato Lima.
- 3:16Obrigado na tereza, bom dia.
- 3:28O Supremo Tribunal Federal
- 3:30definiu a quantidade de 40 gramas ou 6 plantas para
- 3:35fazer a distinção entre porte de macônia para uso
- 3:39ou tráfico de drogas. Essa decisão saiu finalmente
- 3:44ontem. Na terça -feira, o STF já
- 3:47havia formado maioria, tanto para declarar
- 3:50inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de
- 3:54Drogas, descriminalizando o uso pessoal como para
- 3:58estipular os parâmetros de diferenciação. Durante
- 4:03a sessão, o presidente da Corte, Luiz Roberto Barroso,
- 4:06explicou como os magistrados chegaram à quantidade
- 4:10fixada. Eles que haviam chegado a um
- 4:13acordo interno que precisa ser ratificado em sessão
- 4:17pública de ficar em um meio caminho em 40 gramas,
- 4:22que é a quantidade adotada. No
- 4:24Uruguai, que é a experiência conhecida pelo
- 4:27Brasil e no caso especÃfico da fala do ministro Luiz
- 4:30Roberto Barroso, conhecida pelo judiciário, pela
- 4:33instância máxima do judiciário brasileiro. A
- 4:37Lei de Drogas é de 2006. A
- 4:43ação que agora concluiu -se o julgamento é de 2015. Em
- 4:522024, o que o Supremo Tribunal Federal fez foi
- 4:57julgar uma ação que questionava exatamente esse
- 5:04artigo, que botava todo mundo no mesmo saco e
- 5:09resultava em processos, condenações, prisões, etc.
- 5:15de usuários, às vezes com 5
- 5:17gramas de maconha. Bom, então o que o judiciário
- 5:23fez na sua instância máxima foi a interpretação para
- 5:26garantir segurança jurÃdica, inclusive aos atos do poder
- 5:31público, onde a distinção entre traficante e usuário
- 5:35não era necessariamente pela quantidade de drogas que
- 5:38conduzia, mas por outros fatores, em geral, ligados
- 5:42ao preconceito, discriminação e até racismo explÃcito, ou
- 5:48racismo estrutural. A ministra Carmen Lúcia
- 5:52comentou no julgamento as abordagens policiais e ela
- 5:58deixou claro que havia uma diferenciação na abordagem
- 6:03de acordo com o lugar, de acordo com as pessoas.
- 6:09Carmen Lúcia não tratava de uma
- 6:11hipótese, ela relatava o que muitos sentem, inclusive
- 6:15na pele e por causa da pele, segundo as regras do
- 6:18racismo estrutural. Não se trata, portanto, de
- 6:22legalizar o uso da maconha, não, mas de deixar clara
- 6:28uma lei que o Congresso fez em 2006, sem clareza,
- 6:34deixando nas mãos de cada agente público, sobretudo de
- 6:39segurança, mas também do judiciário, do Ministério
- 6:42Público, deixando nas mãos dessas instâncias do Estado
- 6:46a definição, a interpretação. Só
- 6:50que a interpretação de lei tem limites, não pode ser
- 6:53de A a Z, pode ser A e pode ser Z, não. Lei
- 6:57tem que ter um limite, por mais que se force a
- 7:01interpretação, por mais que questões do outro inário,
- 7:05as comunidades possam levar a interpretações diferentes,
- 7:08julgamentos diferentes, a limites. E
- 7:11foi isso que o Supremo Tribunal fez, julgando uma
- 7:17ação, um questionamento feito judicialmente ao
- 7:21Supremo, pela Defensoria Pública de São Paulo em
- 7:252015, o julgamento foi nove anos depois. Bom,
- 7:29aà saiu do resultado, o presidente Rodrigo Pacheco
- 7:34do Senado fala, isso é competência do legislativo e
- 7:37não do judiciário, mas parece que o legislativo
- 7:41não sabia, não teve tempo ou não deu importância ao
- 7:45tema, talvez porque os seus integrantes não sofram, não
- 7:51conheçam as diversas situações em que pessoas
- 7:55são levadas a julgamento, às vezes a abordagens
- 8:01violentas por causa da condução de uma pequena
- 8:07quantidade de marconha. O presidente Pacheco chama
- 8:11isso de ativismo judicial. Não,
- 8:15o Supremo Tribunal Federal não fez nenhuma lei, só
- 8:19desatou o nó dado pelo Parlamento Brasileiro em
- 8:242006, mas é o mesmo Parlamento que não teve
- 8:29tempo, não se lembrou, não pôde fazer por estar
- 8:35soberbado com trabalhos, não teve tempo de regulamentar,
- 8:40por exemplo, a licença paternidade, que acabou indo
- 8:44para o Supremo, para o Supremo dizer, olha, está
- 8:47aà o prazo para vocês fazerem, chamar isso de
- 8:52ativismo judicial, é forçar um pouco a barra, né?
- 8:58Então, os três poderes têm suas
- 8:59competências, ao Congresso, legisla, se faz uma lei
- 9:03que causa interpretações variadas, e que carece de
- 9:09aperfeiçoamento, nós estamos pagando os deputados
- 9:12senadores, é para isso. Se não fizeram 2006, 18 anos,
- 9:21se não fizerem 18 anos, alguém tinha que dizer,
- 9:24afinal de contas, que não tem cadeia para, ou por
- 9:29outra, o próprio judicial fica barrotado de processo,
- 9:33as delegacias com os inquéritos, o Ministério
- 9:36Público tem que se pronunciar, os próprios, os
- 9:41próprios oficiais de justiça têm que sair fazendo
- 9:44intimações, para uma pessoa que foi flagrada com 5
- 9:48gramas de maconha. Então, não se trata de defesa da
- 9:53droga, aliás, o presidente do Supremo disse isso, não
- 9:55é defesa da droga, nem legalização de droga, nada
- 9:57disso, é que a lei tem que ser clara. Não
- 10:01dá para fazer o que a gente, a gente noticiou
- 10:04aqui, sujeito lá no Mato Grosso do Sul, em Dizna,
- 10:10que não tem certidão de nascimento preso, processado
- 10:16e condenado, como? Ninguém explicou ainda isso, são
- 10:20essas coisas que o Estado não pode se dar o luxo de
- 10:22fazer. Minimamente a atuação do Estado de
- 10:29todas as suas instâncias deve se basear no
- 10:33equilÃbrio e no respeito a todas as pessoas. Quando
- 10:37acor o lugar afeta a decisão, algo muito errado
- 10:43está acontecendo. Aliás, esse é um aspecto da
- 10:45entrevista que nós vamos ter daqui a pouquinho com
- 10:47o Pedro Vitor Medes, estudioso dessa questão,
- 10:53sobretudo do racismo e da colonialidade, daqui a pouco
- 10:56ele vai falar aqui no programa Raio do Livre, e
- 10:59de certo modo, ainda que, indiretamente, essa questão
- 11:02entra, como as pessoas são tratadas, pelas instâncias
- 11:08estatais e pelas polÃticas públicas. 7 ,43. Rádio
- 11:22Livre, apresentação Nonato Lima. Olhem,
- 11:265 de maio, um sujeite chamado Justo Fernando
- 11:32Barrientos lançou uma bomba incendiária no quarto de
- 11:36hotel, onde dormiam quatro mulheres lésbicas no bairro
- 11:40de Barracas, em Buenos Aires, capital da Argentina.
- 11:43O ataque, que como o veio o
- 11:46paÃs, causou a morte de Pamiracobas horas depois e
- 11:50de Roxana Figueroa, que faleceu na quarta -feira
- 11:53seguinte. Andrea Marant deu entrada nos
- 11:56cuidados intensivos, com 75 % do corpo queimado e
- 12:00morreu quatro dias depois. Sofia
- 12:02Castro Higlos, a única sobrevivente, recebeu alta,
- 12:06pois quase um mês de internação, e hoje está
- 12:09abrigada em um espaço conquistado por redes de
- 12:13solidariedade feminista e LGBT que ia mais. Os
- 12:17moradores da região relataram que o autor do
- 12:19crime, antes de lançar o cocktail molotov, contra as
- 12:23quatro mulheres, já havia ameaçado de morte e
- 12:26insultado essas mulheres, no hotel onde elas estavam. O
- 12:30chamado Massacre de Barracas é mais um dos 89 casos de
- 12:35feminicÃdio que a Argentina registrou desde janeiro
- 12:39deste ano, portanto em seis meses, 89 feminicÃdios.
- 12:44Segundo o observatório Muma lá,
- 12:47entre 1º de janeiro e 30 de maio, a cada 40 horas
- 12:51uma mulher foi assassinada por violência de gênero na
- 12:55Argentina. Além disso foram registradas 216
- 13:00tentativas de feminicÃdio na Argentina no mesmo perÃodo.
- 13:04Já o coletivo A Hora aponta
- 13:08que entre junho de 2015 até este ano foram 2 .554
- 13:15feminicÃdios na Argentina, sendo que entre 1º de
- 13:20janeiro de 2020 e maio deste ano foram 31 casos
- 13:24de transfeminicÃdios. Todos esses episódios de violência
- 13:28ocorrem em meio ao desmonte promovido pelo governo do
- 13:33presidente ultraliberal, Rave Hermione Ley, de PolÃticas
- 13:37Públicas de Proteção. Ele está desmontando as
- 13:40polÃticas públicas de proteção e promoção dos
- 13:42direitos das mulheres. Esse Melei já disse acreditar
- 13:48que a luta, ele chama luta ridÃcula, antinatural entre
- 13:54homem e mulher. Ã como ele chama feminicÃdio,
- 13:59é Melei, né? Resultou uma maior intervenção do
- 14:02Estado para dificultar o processo econômico. AÃ
- 14:07o que é que ele faz? Constantes
- 14:08cortes de verbas de órgãos públicos voltados para as
- 14:15polÃticas de proteção à mulher na Argentina. Chegou
- 14:19a desmontar o Ministério da Mulher Diversidade Gêneros,
- 14:23uma conquista dos movimentos feministas após anos de
- 14:27luta. Ã que o governo do tipo
- 14:31Melei não vem só. Ele é a própria desgraça
- 14:35institucionalizada. Esse desmonte que Melei faz na
- 14:39Argentina, aproxima -se muito do desmonte que foi feito
- 14:44no Brasil de 19 a 22. E o mundo precisa ficar
- 14:51atento, porque essa linha polÃtica de chama
- 14:57ultraliberal, mas é extrema direita, violenta,
- 15:01autoritária, ele está lamentavelmente ainda com
- 15:08muita força em alguns paÃses, sobretudo da América
- 15:12Latina. Então precisamos ficar atentos.
- 15:17Mante a luta pelas conquistas
- 15:20sociais já consolidadas. E junto disso, todos os
- 15:28movimentos articulados em defesa da democracia. Isso
- 15:34é preciso ser entendido pelos governos que ainda
- 15:36são democráticos e pelas sociedades. Você
- 15:42vale para nós aqui. Tanto vale e tanto essa análise
- 15:49rápida que é abreviada. Tem a ver que nós estamos
- 15:52dizendo agora o quê? Tentativa
- 15:55de golpe na BolÃvia. A BolÃvia ontem teve uma
- 15:59tentativa de golpe liderada pelo ex -comandante do
- 16:02exército do paÃs, que já está preso. Ã
- 16:05porque lá é assim, comandante, comando golpe,
- 16:08depois, golpe fracasou, cadê nele, já está preso. Tanks
- 16:13do exército e militares armados, todos pagos pelo
- 16:17povo boliviano, chegaram a invadir o palácio
- 16:19presidencial em La Paz, que é a antiga sede do
- 16:23governo, que ainda funciona para atos protocolares. A
- 16:28tentativa de golpe, segundo governo, foi arquitetada
- 16:31pelo general Juan José Suninga. Ele
- 16:36foi afastado do comando do exército, após fazer ameaças
- 16:39ao ex -presidente Evo Morales, e afirmou que
- 16:44prenderia Morales caso ex -presidente volte ao poder.
- 16:47Então, o general sozinho mobiliza
- 16:50as tropas e as armas do povo boliviano para tentar
- 16:54ele decidir o que é bom para o povo boliviano. Veja
- 16:58o nÃvel dessa criatura. Bom,
- 17:04após cerca de quatro horas de tensões que incluÃram um
- 17:08cara a cara entre o presidente, Luiz Arce, e
- 17:10este general, Suninga, o movimento foi desmobilizado
- 17:15por ordem de Arce, e os militares que participaram
- 17:18da tentativa de golpe deixaram o local cercados
- 17:21por soldados que se mantiveram fiéis ao governo.
- 17:25Em pronunciamento, o presidente
- 17:26Luiz Arce destituiu o general e os comandantes da
- 17:30Marinha e da Aeronáutica nomeou novos chefes para as
- 17:33forças e ordenou a desmobilização das tropas. A
- 17:39procuradoria geral da BolÃvia anunciou que abriu
- 17:42uma investigação penal contra o ex -comandante do
- 17:46exército da BolÃvia, o general Suninga, e os
- 17:49militares que participaram da tentativa de golpe. Esse
- 17:53general é considerado polêmico e já havia
- 17:55protagonizado o embate com o governo nos últimos
- 17:58meses. Na segunda -feira, esse general
- 18:04subiu o tom de suas declarações ao afirmar que
- 18:07prenderia Evo Morales, caso esse presidente que vai
- 18:10concorrer à s eleições no paÃs, volte a se eleger.
- 18:14Veja o nÃvel de arrogância e
- 18:16ignorância desse general. O novo comandante do exército,
- 18:22nomeado pelo presidente Boliviano, desmobilizou as
- 18:26tropas e os tanques começaram a se retirar do
- 18:29palácio presidencial e da Praça Murilho, em frente ao
- 18:33palácio do governo. O general Suninga foi à praça
- 18:38e disse às TVs locais que o movimento era uma
- 18:42tentativa de restaurar a democracia na BolÃvia.
- 18:46Merda, meu Deus do céu. A
- 18:48Suprema Corte da BolÃvia também condenou a tentativa
- 18:51de golpe e pediu à comunidade internacional que
- 18:54se mantenha vigilante e dê apoio à democracia na
- 18:58BolÃvia. O ex -presidente da BolÃvia,
- 19:01Evo Morales, que rompeu com arce politicamente no ano
- 19:04passado, mas fez parte do mesmo movimento do atual
- 19:08presidente afirmou o tratasse de um golpe. Isso
- 19:12é que é uma visão mais ampla de democracia, não é
- 19:15a divergência polÃtica que vai levar à destruição da
- 19:18democracia ou do projeto de democracia. Então,
- 19:23é mais um exemplo de um general, no caso aà da
- 19:27BolÃvia, que não sabe exatamente os limites da
- 19:32sua competência. Força armada é força de Estado,
- 19:37não é força de governo. Nem
- 19:39tem poder de botar governo, nem de tirar governo. Na
- 19:44BolÃvia quando tenta dá nisso, né? Agora
- 19:48é ex -comandante preso por tentativa de golpe. E
- 19:56outros já estão sendo procurados e serão presos
- 20:00imediatamente, porque é um flagrante, né? Tem
- 20:05paÃs que quando acontece coisa dessa, não tem
- 20:08dúvida. Flagrante, prisão e flagrante. O
- 20:12general Zuninga foi preso e flagrante, porque tentou
- 20:15usar as forças do Estado, no exército boliviano, para
- 20:20dar um golpe sem beneficiadeira, óbvio. Tem
- 20:23projeto democrático nenhum, não tem democracia com
- 20:26golpe. Golpista é golpista para instituir
- 20:29ditadura. E golpista em alguns paÃses
- 20:33até que se dão mais ou menos bem. Ainda
- 20:37que não conseguem o golpe. Tem
- 20:41paÃs que é um pouquinho mais flexÃvel com golpistas,
- 20:45um erro, porque eles continuam ameaçando a
- 20:49democracia. Ah, vou falar em democracia,
- 20:55foi uma grande festa popular depois da
- 20:59finalização da tentativa de golpe. O
- 21:04povo boliviano foi às ruas para festejar a democracia
- 21:08e se manifestar a favor da democracia. Há
- 21:12uma notação do governo. Governo
- 21:15é eleito, governo é destituÃdo pelas urnas. Não
- 21:22tem negócio de baioneta ali, de arma, não. Nem
- 21:28aqui, nem lá fora. Há propósitos brasileiros, todos
- 21:32que são pela democracia e que têm muito respeito por
- 21:36todas as estruturas e instâncias do poder público,
- 21:39estatal brasileiro, pelos três poderes, esperam que
- 21:44de fato se conclua, ainda neste século, todas as
- 21:48investigações e os golpistas, sobretudo os que
- 21:52comandaram a tentativa de golpe no Brasil, respondam
- 21:56combado na Constituição e nas leis brasileiras. Ah,
- 22:02mas tem muitos presos, tem, mas tem gente aà em
- 22:07campanha polÃtica pelo paÃs, todo enrolado com inquéritos
- 22:16na justiça, em processos da justiça brasileira e a
- 22:22tentativa de golpe foi em 8 de janeiro do ano
- 22:24passado. Quem tem culpa, precisa, quem
- 22:30cometeu crime contra a democracia brasileira precisa
- 22:32ser punido. Ã o que fez a BolÃvia.
- 22:38Comandou golpe, prisão e flagrantes.
- 22:44Agora a sociedade tem que ficar
- 22:46vigilantes. Não tem autoritarismo que vença
- 22:50povo mobilizado e forte na rua. Democracia
- 22:57sem povo nem existe, né? à farsa, tão fascismo. 7 .54
- 23:06Rádio Livre Rádio Livre, apresentação no Nato Lima
- 23:15Os presidentes do Brasil, Lula, e Seu Maracastro de
- 23:19Honduras, debateram por telefone ontem a crise na
- 23:23BolÃvia, que enfrentou um levante por parte de alguns
- 23:28militares contra o governo de LuÃs Arce. O
- 23:33Honduras ocupa hoje a presidência da CELAC, que é
- 23:37a comunidade de Estados Latinas e Caribeños, grupo
- 23:40que congrega os paÃses da América Latina e do Caribe.
- 23:44Fontos do Planalto dizem que o
- 23:46presidente brasileiro vai convocar uma reunião
- 23:48emergencial dos chefes de Estado que integra a
- 23:53comunidade para amanhã dia 27 por videoconferência. A
- 23:59auxiliar de Lula aguarda o contato direto com o
- 24:02próprio presidente da BolÃvia para definir como
- 24:06isso vai se dar. O presidente boliviano já se
- 24:13pronunciou sobre essa situação, aponta para já um
- 24:18certo controle dentro do paÃs, mudou os comandantes
- 24:22militares, prendeu o comandante militar do golpe,
- 24:25e agora é a solidariedade internacional, que vai ser
- 24:28muito importante neste momento.
- 24:44Corrigindo aqui, a CELAC me lembrou
- 24:46aqui que a reunião emergencial seria amanhã dia
- 24:5027, não, 27 é hoje. A previsão da reunião é para
- 24:53ainda hoje, eu é que reedata, é hoje, a previsão
- 24:59para hoje. A reunião da CELAC dos paÃses
- 25:02da América Latina e do Caribe para discutir a
- 25:05situação da BolÃvia. 7 horas e 57 minutos. A
- 25:42apresentação Nonato Lima. Rádio
- 25:47Livre, entrevista. Num programa Rádio Livre nós
- 25:51estamos discutindo toda quinta -feira, questões
- 25:53relacionadas com colonialismo, colonialidade e
- 25:59racismo. Esta semana e essa conversa tem
- 26:05sido com o radialista sociólogo, doutor em
- 26:08sociologia Pedro Vitor Mendez. Bom
- 26:10dia, Pedro Vitor. Bom dia professor, bom dia a
- 26:13todos ouvintes, é sempre um prazer estar aqui
- 26:15conversando com o senhor. Ou
- 26:16Pedro hoje eu queria saber de você o seguinte, como
- 26:19as relações de poder na sociedade são afetadas e
- 26:24também as polÃticas públicas são afetadas e as pessoas
- 26:28são afetadas por essa relação de colonialismo e
- 26:32colonialidade. Ã importante a gente lembrar,
- 26:35professor, que a colonialidade é uma
- 26:38permanência do colonialismo. A
- 26:42colonialidade é uma relação que se estabelece dentro de
- 26:51uma lógica colonial. E nessa lógica colonial você
- 26:55estabelece que um grupo, no caso, ele é inferior ao
- 27:00outro por conta de uma dominação que se estabelece,
- 27:05e a dominação do território, a dominação dos
- 27:08recursos naturais, a dominação daqueles corpos,
- 27:11no caso do grupo que foi, que não está no mesmo
- 27:15nÃvel de poder que o grupo dominador. Então,
- 27:20vivemos no colonialismo? Não,
- 27:23mas permanecem colonialidades. Por
- 27:27exemplo, o nosso racismo brasileiro, e no caso o
- 27:31racismo mais evidente e mais reconhecido que é o
- 27:34racismo contra pessoas negras, é o racismo que
- 27:39vem dessa relação colonial. Então,
- 27:42você tem um empoderamento de uma população branca
- 27:47sobre uma população negra e indÃgena, e essas pessoas
- 27:52não têm o poder com uma população branca. Então,
- 27:58a população branca diz o que essas pessoas têm que
- 28:01ser, o que elas podem ser, até onde elas podem chegar.
- 28:06Isso é uma relação que
- 28:08estabeleceu no colonialismo e permanece, não vivemos no
- 28:13colonialismo, mas então a gente não pode dizer que
- 28:16estamos no colonialismo, isso seria uma
- 28:18irresponsabilidade cientÃfica, porque o colonialismo tem o
- 28:22seu conceito no Brasil e isso não existe mais. No
- 28:27entanto, permanece uma colonialidade. Então,
- 28:31se está nas práticas cotidianas, embora
- 28:34historicamente, são consideradas como superadas.
- 28:38Sim, exatamente. Nós
- 28:39tivemos o Brasil Colônia, nós tivemos a escravização
- 28:43de indÃgenas, inclusive, além da escravização de
- 28:48africanos. Depois, nós tivemos, digamos assim,
- 28:51oficialmente o fim da escravização, e no entanto,
- 28:55o que você está dizendo é que as práticas atuais
- 28:58ainda trazem marcas fortes disso. Eu
- 29:00vou trazer aqui um elemento que me ocorreu, que eu
- 29:03acho que a estrutura agrária do Brasil, por
- 29:05exemplo, como é organizada a estrutura agrária. Ã
- 29:10uma estrutura que lembra muito a maneira como o
- 29:14Brasil Colônia foi estabelecido. Você
- 29:17vê a revolução burguesa na França, a primeira coisa
- 29:22que eles vão fazer é reforma agrária. A
- 29:24independência dos Estados Unidos, também inspirada
- 29:27pelos iluministas, a primeira coisa que vai
- 29:29fazer é reforma agrária. E no Brasil? E
- 29:33no Brasil, a reforma agrária virou uma bandeira
- 29:36de esquerda, sendo que deveria ser uma bandeira de
- 29:38direita, porque é uma bandeira burguesa, é uma
- 29:41bandeira liberal, é uma bandeira para conceber um
- 29:45mÃnimo de redução da desigualdade e de reproduzir
- 29:51uma estrutura de visão de terras, em que as pessoas
- 29:56possam ser concebidas como humanas, em que se dá a
- 30:01importância devida à agricultura familiar, a
- 30:05maneira como a agricultura familiar alimenta a
- 30:08população. Em vez disso, você ainda tem
- 30:11no Brasil grandes feudos entre aspas, porque eu não
- 30:17vou ser anacronista, não vou impor a uma época da
- 30:20história, uma situação totalmente diferente que é
- 30:24de hoje em dia. Mas a estrutura agrária
- 30:27brasileira é uma permanência de colonialidade, mas sem
- 30:30dúvida. Na toque, nesses grandes feudos
- 30:35entre aspas, você vai encontrar ainda hoje o que?
- 30:38Trabalho escravizado, pessoas em
- 30:41situação análoga à escravidão. Por
- 30:44que isso vai acontecer? Ora,
- 30:46a reprodução de uma relação colonial com essas pessoas,
- 30:50uma colonialidade que permanece. Você
- 30:53tem a monocultura, o esgotamento dos recursos
- 30:56naturais, grandes poços de terras, em uma dimensão que
- 31:02chega ao tamanho de paÃses europeus. Então,
- 31:06você vai ter essa estrutura, essa colonialidade
- 31:11que permanece dentro da divisão fundiária do Brasil,
- 31:16da situação fundiária do Brasil, e também vai se
- 31:20expressar, por exemplo, nas cidades, na maneira como a
- 31:25polÃcia trata as periferias. Sim,
- 31:27como é que entra então essa questão da
- 31:29colonialidade, nessas relações das forças de
- 31:34segurança? Quer o braço armado do Estado?
- 31:36Sim, professor, acontece o
- 31:38seguinte, os panteras negras, eles já denunciavam
- 31:43nos Estados Unidos, para quem não sabe, os panteras
- 31:46negras é um movimento negro que aconteceu nos Estados
- 31:49Unidos, em que se promovia e divulgava, defendia,
- 31:56formava e militava na intenção de empoderamento da
- 32:00população negra dos Estados Unidos, frente ao racismo
- 32:04que até hoje é muito forte. E
- 32:08os panteras negras, eles perceberam que, olha, a
- 32:12maneira como nós somos tratados pela polÃcia dos
- 32:15Estados Unidos, é a mesma que a França tratava os
- 32:22argelinos, quando a argélia, no caso, era colônia
- 32:24francesa. Não tinha diferença nenhuma. A
- 32:28polÃcia colonial, quando iam nos gates franceses, porque
- 32:31na argélia não tinha só argelinos, tinha também os
- 32:34franceses, que são os colonizadores. Então,
- 32:37a maneira como a polÃcia colonial tratava os
- 32:40franceses, lá nos, nos gates, não, nos bairros
- 32:44franceses, era totalmente diferente de como a polÃcia
- 32:49colonial tratava os argelinos, os gates
- 32:51argelinos. Os panteras negras perceberam
- 32:55isso e, olha, nós negros nos Estados Unidos, somos
- 32:58tratados da mesma forma que os argelinos. Ou
- 33:02seja, nós estamos aqui numa relação de colonialidade,
- 33:06eles perceberam, que obviamente que eles não
- 33:09usavam esse termo ainda, mas eles viram essa
- 33:12analogia, olha, nós somos aqui como o povo colonizado
- 33:15dentro dos Estados Unidos, nós somos uma colônia
- 33:17interna, nós, o povo negro, somos uma colônia interna
- 33:21dentro do próprio Estados Unidos e somos tratados
- 33:24dessa forma, como o povo colonizado, porque é um
- 33:27povo desumanizado, um povo que é tratado sobre essa,
- 33:32essa situação de racismo derivado de uma relação
- 33:35colonial. E não é à toa, professor,
- 33:38que a polÃcia brasileira tem esse mesmo tratamento,
- 33:44porque é uma relação de colonialidade, a polÃcia,
- 33:49quando vai aqui na Aldeota, tem um jeito de lidar, né,
- 33:54eu estou falando isso de maneira geral, né, não
- 33:57estou aqui apontando ele para nenhum policial, estou
- 33:59falando da polÃcia como organização social, você tem
- 34:03uma maneira de lidar com os cidadãos da Aldeota,
- 34:07totalmente diferente da maneira como a polÃcia atua
- 34:09no Bonjardim, por exemplo. Há
- 34:13um tratamento diferenciado e especial em relação a um
- 34:16desses grupos? Sim, porque você tem ali a
- 34:19maneira como a polÃcia atua, e isso, não estou
- 34:24apontando o dedo da... a polÃcia é um braço do
- 34:26Estado e é uma manifestação da sociedade, se a
- 34:31sociedade ela promove e reproduz relações de
- 34:34colonialidade, a polÃcia não vai estar isenta a isso, e
- 34:38ela vai se manifestar dessa forma, e a polÃcia atua no
- 34:41Bonjardim e em outros bairros de periferia da
- 34:44cidade, no sentido de reprimir a população que
- 34:48está ali, a população que está sendo explorada, a
- 34:50população que não detém o poder, né, ah, mas essa
- 34:54população, Pedro, ela é pobre, ela não é negra,
- 34:56meu amigo, você vai ter uma coincidência, e isso
- 35:02não é atoa, porque que a maior parte da população da
- 35:06Aldeota é branca e a maior parte da população dos
- 35:09bairros periféricos a negra? Porque
- 35:11há... há estabelecimento e uma
- 35:13reprodução de relações coloniais, a pessoa que é
- 35:17negra tem menos possibilidade de acender
- 35:21socialmente, ela é reprimida, ela sofre
- 35:23racismo, ela tem menos oportunidades, a mesma
- 35:27pessoa branca pobre, ela consegue acender mais fácil
- 35:30e chegar a classe média do que uma pessoa negra, isso
- 35:33não é uma incapacidade, não é ainda a população negra,
- 35:36isso não faz sentido, né, a população negra não
- 35:39acessa o mesmo espaço, a população negra pobre,
- 35:43acessar o mesmo espaço que uma população branca pobre,
- 35:46porque que isso acontece? Racismo,
- 35:49e isso passa também pela polÃtica pública e pela
- 35:53maneira como a polÃcia trata essas pessoas, porque
- 35:56é muito diferente, até mesmo no LASER, um jovem,
- 36:01por exemplo, branco, e ali para o Dragão do Mar, o
- 36:06Praia de Iracema, e um jovem negro, como a polÃcia
- 36:09vai tratar esses jovens, esses corpos, né, todo o
- 36:13processo de intimidação e de humilhação que o jovem
- 36:17negro, ele está vulnerável quando vai, por exemplo,
- 36:19para Beremar, só apenas por estar, desfrutando do LASER.
- 36:24Pedro Vito, agora pelo que você
- 36:25descreve aÃ, com muita contundência, nós estamos
- 36:29longe da superação dessa situação, o que está sendo
- 36:34feito hoje para superar isso? Por
- 36:37exemplo, na realidade brasileira, é perceptiva um
- 36:41conjunto de polÃticas públicas que de fato
- 36:44aprontem para a superação, ou há muito mais um
- 36:47processo de reafirmação? Infelizmente,
- 36:51eu entendo que essa estrutura de colonialidade,
- 36:55você tem diferentes agentes na sociedade. O
- 37:01que eu percebo é que é um empoderamento dos grupos que
- 37:05quer a manutenção dessas relações. Não
- 37:09é à toa que a gente sente um certo deja vu,
- 37:11professor, quando a gente vê o que Israel está
- 37:15fazendo na Palestina, quando você vê aquelas mães
- 37:18segurando aquelas crianças, o corpo morto daquelas
- 37:22crianças nos braços, né, quando isso acontece. Ã
- 37:26um deja vu, a gente olha e pensa, eu já vi aqui em
- 37:29algum lugar. AÃ a gente liga o jornal e
- 37:32às vezes não estabelece a relação de uma coisa com a
- 37:35outra. AÃ a gente liga o jornal e
- 37:36vê, por exemplo, uma incursão da polÃcia dentro
- 37:40de uma favela e a gente vê uma mesma mãe com o
- 37:44corpo de outra criança, no caso, uma mesma mãe assim,
- 37:48na sua natureza de mãe, chorando o sangue derramado
- 37:52do seu filho. Por quê? Porque
- 37:55nos dois espaços você tem uma polÃtica de
- 38:01colonialização, de colonialidade realizada
- 38:04contra um povo. O jeito que o militar
- 38:09israelense atua dentro de Israel não é o jeito como
- 38:13ele atua dentro da Palestina, sempre que a
- 38:15Palestina está sob domÃnio de Israel. Você
- 38:18não consegue entrar na Palestina sem autorização de
- 38:20Israel e não consegue sair da Palestina sem autorização
- 38:23de Israel. O que que é isso? Não
- 38:25é uma relação de colonialidade, colonialismo
- 38:28puro e declarado. E já no Brasil você tem, não
- 38:33o colonialismo, mas é uma colonialidade que está aqui
- 38:36estabelecida e você tem a promoção e todo um grupo
- 38:42que tem se empoderado na sociedade brasileira e
- 38:46celebrado essa relação de colonialidade. Não,
- 38:50na favela tem que entrar tirando o mesmo, é cheio
- 38:52de traficante, não sei o quê, bandido tem que é
- 38:55morrer. Meu amigo, pense um pouco, você
- 39:00acha que o fato de existirem bandidos na favela
- 39:04justifica a maneira como vemos a polÃcia entrar
- 39:10atirando de maneira desordenada, sem se
- 39:14preocupar com as balas perdidas, isso seria
- 39:17aceitável na aldeota? Isso seria aceitável dentro de
- 39:20um shopping da aldeota? PolÃcia
- 39:21entrar daquele jeito? Se você entende que não está
- 39:26na hora da gente entender que não podemos mais
- 39:29aceitar esses dois pés dos medidas para populações que
- 39:34são a mesma coisa, são seres humanos, nós não
- 39:36podemos aceitar e naturalizar que na
- 39:39comunidade negra a polÃcia atua de um jeito e tem
- 39:42uma comunidade branca atua de outro. Então
- 39:45é importante responder, esse giro todo para responder a
- 39:49pergunta do senhor, dizendo que, infelizmente, nós temos
- 39:55o empoderamento dessas pessoas que celebra essa
- 39:57relação colonial hoje no Brasil de colonialidade, mas
- 40:02também temos muita luta, muita organização, se dá
- 40:06conta de como essa colonialidade atua, eu acho
- 40:11que é um primeiro passo. E no outro sentido, você tem
- 40:16um outro passo derivado disso, é você celebrar os
- 40:23movimentos sociais que têm se levantado contra isso e
- 40:26os defensores dos direitos humanos que parte justamente
- 40:30dessa premissa de que comunidades negras e
- 40:33comunidades brancas são seres humanos e devem ser
- 40:36tratados da mesma forma. Então
- 40:38os defensores dos direitos humanos estão aà justamente,
- 40:41junto com os movimentos sociais, lutando e se
- 40:45estabelecendo nessa disputa dentro da sociedade sobre
- 40:49que futuro nós queremos para o Brasil, que futuro
- 40:52nós queremos para essas comunidades e para as
- 40:55polÃticas públicas. Vamos continuar reproduzindo a
- 40:57colonialidade ou vamos questioná -la, lutar contra
- 41:02ela e defender de fato que um paÃs que não esteja
- 41:09mais submetido a essa relação colonial, que
- 41:11possamos deixar o colonialismo, a colonialidade
- 41:14no seu lugar que é no passado. Obrigado
- 41:18ao social e radialista Pedro Vitor Menz, obrigado
- 41:20Pedro. Quinta -feira estaremos de volta
- 41:23aqui novamente, né? Com certeza, eu que agradeço,
- 41:26eu que agradeço no Nato e agradeço ao Alzo Vintes
- 41:29pela oportunidade, até a próxima. O
- 41:35ministro da Fazenda da Dada confirmou ontem que a meta
- 41:38da inflação será de 3 % em 2025 e 2026. Ele
- 41:44falou aos jornalistas depois de uma reunião do Conselho
- 41:47Monetário Nacional. Atualmente
- 41:50o objetivo já era mesmo a meta de 3 % de inflação
- 41:55para esse perÃodo, com intervalo previsto de 1 .5
- 41:59para cima ou para baixo. Ou
- 42:01seja, a inflação pode ficar em 1 ,5, mas também pode
- 42:04chegar a 4 ,5 e a meta será considerada cumprida.
- 42:10Lembremos que o Conselho Monetário
- 42:11Nacional é composto pelo Ministro da Fazenda, da
- 42:14Fedora da Dada, pela ministra Dupladejamento Simón
- 42:16Tébete e pelo presidente do Banco Central, Roberto
- 42:18Campos Neto. O governo federal publicou a
- 42:23edição extra do Diário Ocial da União, em que
- 42:25decreta essa alteração do sistema de metas de
- 42:28inflação para criar uma meta contÃnua. Por
- 42:30enquanto a meta é fixa e depois vai ser adotada a
- 42:34meta continua. Durante o certo perÃodo, a inflação
- 42:38vai ser observada e vai se considerar como meta
- 42:41cumprida, se não ver alterações significativas.
- 42:44Depois podemos entrar em mais
- 42:45detalhes em relação a essa informação, até porque não
- 42:47tem ainda, não houve ainda a decisão final. Isso
- 42:52vai se estabelecer. O que está publicado e
- 42:55caracterizado é a inflação de 25 e 26, que a meta é
- 43:003 % com 1 ,5 para cima ou 1 ,5 para baixo. A
- 43:12escritora Adélia Prado é a vencedora do prêmio Camões,
- 43:16o mais importante prêmio da lÃngua portuguesa em
- 43:18literatura. A decisão foi anunciada ontem.
- 43:22A reunião do Julho aconteceu
- 43:23pela manhã e de forma virtual. O
- 43:31valor da premiação que a Adélia Prado vai receber de
- 43:33100 mil euros, um dos maiores valores do mundo
- 43:36entre os prêmios literários. A
- 43:39premiação é concedida através de subsÃdio da
- 43:42Fundação Biblioteca Nacional vinculada ao Ministério da
- 43:45Cultura e Governo de Portugal. Ã
- 43:49o segundo prêmio que a Adélia Prado conquista em
- 43:51menos de uma semana. No último dia 20, a Academia
- 43:54Brasileira de Letras anunciou que a escritora
- 43:57mineira foi a vencedora do prêmio Machado de Assis de
- 44:012024. O presidente Lula anunciou, na
- 44:14verdade assinou, e depois é que anunciou, assinou
- 44:18projeto de lei do novo plano nacional de educação,
- 44:21PNE, que vai ser analisado pelo Congresso Nacional. O
- 44:26governo federal precisa renovar o plano nacional de
- 44:29educação a cada 10 anos. A lei atual composta por 20
- 44:35metros foi aprovada em junho de 2014 e venceu
- 44:39esta semana. O Brasil não cumpriu
- 44:42totalmente nenhuma meta. Alguma
- 44:45novidade nisso? Não, né? Até
- 44:48porque nós tivemos de 16 a 22 uma espécie de visão
- 44:53anti -educação. A nova proposta do governo
- 44:57federal para o plano nacional de educação
- 44:59estabelece metas a serem cumpridas nos próximos 10
- 45:02anos, claro. E entre essas metas está o
- 45:05objetivo de investimento público na área. A
- 45:09meta prevê, por exemplo, a atingir. O
- 45:11equivalente a 7 % do produto interno bruto até o
- 45:14sexto ano de vigência do plano e 10 % do produto
- 45:19interno bruto até o fim dos 10 anos. Conteto
- 45:24de gastos. Arcabols fiscal e arcabols polÃtico.
- 45:30Será que a educação consegue
- 45:33atingir esses novos objetivos? Agora
- 45:36mesmo, em paralelo a essa decisão de proposta de
- 45:41plano nacional de educação, o debate é como modificar
- 45:44a previsão constitucional de verbas para educação e
- 45:49saúde. E claro que não é para
- 45:52aumentar as verbas, né? Não sejamos engenos. Não
- 45:56se mudaria o modelo se não fosse para... Para
- 46:00quê? Para comprimir os orçamentos,
- 46:04para reduzir orçamento. Aumento
- 46:06de verbas se discute mesmo para valer, por exemplo,
- 46:11para emendas parlamentares. Algumas
- 46:14bem duvidosas em sua destinação pública por falta
- 46:19de transparência. A Duque Silicato convocou os
- 46:25professores e professores das três universidades
- 46:27federais em greve para Assembleia Geral logo mais.
- 46:31No Pátio da Reituria em
- 46:32Fortaleza e nos Campes das Universidades, em todo o
- 46:35interior do Estado. Essa Assembleia convocada para
- 46:39hoje às 8h30, em primeira convocação, e às 9h30, em
- 46:43segunda convocação, ela vai ter três itens, um informe,
- 46:47um esclarecimento, etc. O encerramento da greve com a
- 46:50definição da data de retomada das atividades
- 46:53letivas e a escolha de delegados e delegadas e
- 46:57observadores e observadoras para o Congresso Nacional
- 47:02do Ocente, Conadi, que vai ser de 26 a 28 de julho
- 47:08de 2024, na cidade Belo Horizonte, que é condiência
- 47:14adiado CÃncia e Feta de Minas Gerais. Então,
- 47:179h30, estamos convocados os professores e professores
- 47:21das três universidades para Assembleia Geral, 9h30,
- 47:248h30, em primeira convocação, mas em geral, a
- 47:27partir da segunda convocação, para essas
- 47:31decisões importantes, final da greve, definição de
- 47:36retomada das aulas e eleição de delegadas e
- 47:40delegadas para o Conadi, que vai ser em julho, em
- 47:46Belo Horizonte. O Arlene Barretti me avisa
- 47:54aqui que Ivanil do Vila Nova e Jairos Silva vão
- 47:58estar hoje, Ã s 7h30 da noite, no quinta conversa e
- 48:03viola, na CDL Fortaleza, que fica na rua 25 de
- 48:08março, 8 .82, no centro. A Cantoria, com Ivanil do
- 48:12Vila Nova e Jairos Silva, começa às 7h30 e a entrada
- 48:17é gratuita. Chegamos ao final do Rádio Livre,
- 48:22que tem apoio do Cinti Sérgio Ceral, Cricato
- 48:24Sabaredores no Serviço Público Federal. Obrigado,
- 48:26bom dia, até amanhã às 7h30, com mais um Rádio
- 48:30Livre. E vem aÃ, São João do
- 48:33Nordeste, 8h20. A Universitaria FM apresentou
- 48:42Rádio Livre.