Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Maicon Sbardella: O Milho na Nutrição de Suínos | Ep. 272
Transcript
- 0:05Estanuar o primeiro podcast da suno -cultura brasileira,
- 0:09o suno -cast. E eu entendo que nesses 20
- 0:11anos nós avançamos muito em termos de monitoramento de
- 0:18qualidade de milho, né? Mas por outro lado, né? É,
- 0:25nós possivelmente não andamos na mesma velocidade
- 0:28em termos de gerenciamento daquilo que nós fazemos com
- 0:31esse com esse ingrediente. Siga
- 0:34-nos nas redes sociais e o YouTube Spotify para ter
- 0:37acesso a conteúdo técnico atual, de qualidade
- 0:40irreverente e gratuito. O suno -cast só é possível
- 0:45através do apoio de empresas inovadoras e que
- 0:48apoiem a educação continuada na suno -cultura brasileira.
- 0:51Giga, alta performance, sem
- 0:53esforço. Polinutri, nutrição animal, juntos
- 0:56vamos mais longe. Seva, sempre com você, além da
- 1:01saúde animal. Olá, sejam todos muito bem
- 1:08-vindos para mais uma edição do nosso suno -cast. Meu
- 1:11nome é Guilherme Brant, sou conceito programa. Hoje
- 1:15temos um convidado muito especial, professor Michael
- 1:18Esbabela. Professor, seja muito bem -vindo para
- 1:22o nosso programa. Eu sempre falo que é um
- 1:24programa leve, um programa democrático aberto e com
- 1:28uma gama imensa aí de profissionais. Hoje
- 1:31nós temos um professor, um programa que está sendo
- 1:34muito utilizado na academia, está sendo utilizado para
- 1:39os professores que a gente já tem esse FDB, para os
- 1:41alunos. Eu sempre falo dos futuros
- 1:44alunos, os produtores, os futuros produtores, é os
- 1:47filhos dos produtores, toda parte técnica que dá
- 1:52assistência para a nossa produção aí, especialmente
- 1:55do suno -cast. E eu costumo falar também dos
- 1:59consumidores, importantíssimos nossos não -consumidores.
- 2:03Então, é uma cadeia gigante aí. O
- 2:06Michael Esbabela, que é zoutiquinista, formado pela
- 2:09Udesk, em Santa Catarina, com mestrado e doutorado em
- 2:13ciência animal pela exalt na USP. E
- 2:17o MBA em agronegócio na USP também, atualmente,
- 2:21professor da Universidade Federal do Mato Grosso em
- 2:24Sinope, em uma região super promissora do agronegócio
- 2:29brasileiro. Seja muito bem -vindo, Michael. E
- 2:33depois de uma apresentação que eu falo com uma
- 2:36leitura fria de Curric, a gente sempre começa
- 2:39perguntando para o nosso convidado quem é o Michael
- 2:42Esbabela, da onde começou, e eu gosto também de
- 2:48perguntar para os professores, né, até para
- 2:51fazer uma provocação para os alunos, futuros alunos
- 2:54aí, quem era o Michael na sua adolescência, a onde
- 2:57entrou a sua cultura ou a onde entrou o arco e como
- 3:00que foi parar aí em Sinope. Um
- 3:03grande abraço, Michael. Vamos
- 3:04lá. Tá, Joia, um bom dia a todos.
- 3:08Obrigado, Guilherme, pela apresentação
- 3:10e pelo convite para estar aqui hoje. É
- 3:12uma satisfação imensa para mim participar aqui do
- 3:16SunioCast, que já é da rotina aqui da nossa
- 3:22SunioCultura. Então, o Michael Esbabela é
- 3:26nascido e criado em concordia santa catarina,
- 3:29né, terra da então sadia hoje BRF, terra da Embrapa,
- 3:35Suinos e Haves, e é por aí que já começa, né, a
- 3:39paixão pela área de SuinoCultura. Desde
- 3:43muito cedo, eu sempre tive grande vínculo com o
- 3:47interior, com o sítio, né, passava todo o final do
- 3:51semênono na Casa da Nona. E
- 3:53com 18 anos, eu resolvi construir uma carreira na
- 3:58área de Nária de Animal e acabei direcionando para a
- 4:03SuinoCultura desde o primeiro semestre. Já
- 4:07no final do primeiro semestre, já estava fazendo
- 4:09estágio com SuinoCultura. Então,
- 4:12fiz graduação na Udesk. Depois,
- 4:16eu tive experiências aí em Santa Catarina, na área de
- 4:19SuinoCultura. Na sequência, eu tive uma...
- 4:23Depois da graduação, eu morei um
- 4:25período na Bolívia, trabalhando com implementação
- 4:28de projetos de nutrição animal na área de
- 4:31SuinoCultura. Retorno para fazer a capacitação de
- 4:35pós -graduação, retorno para a iniciativa privada, né.
- 4:41Então, eu fui construindo a minha
- 4:44carreira pautada na ciência, pesquisa, academia e na
- 4:49experiência prática que eu adquiri aí nas minhas
- 4:52andanças. Então, você já pode imaginar que
- 4:55eu tive um período aí, Noma, de vamos dizer assim,
- 4:59passei por diversas cidades e hoje eu estou morando em
- 5:02Sinope, já professor da UFMT, desde 2017. Então,
- 5:07período aí mais longo, depois das minhas saídas de
- 5:10concorde, o período mais longo que eu estou fixando
- 5:14residência é agora com o professor da Universidade
- 5:17Federal de Matogruço. Então, em simples, esse é o Maio
- 5:20com esbardelo. A DSM Firmnish pode ajudá -lo
- 5:25a preparar, proteger e apoiar a resiliência dos
- 5:28seus leitões, fornecendo experiência local em suinos
- 5:31e soluções completas e personalizadas para ajudá -lo
- 5:35a concretizar a sua visão. A
- 5:37DSM Firmnish está moldando o futuro dos cuidados com
- 5:40suinos. Legal, Maio. Obrigado.
- 5:44E eu vou quase usar a mesma frase que eu usei
- 5:49para o professor Anderson, por Foraça, que é o
- 5:55pessoal seguindo os passos da sua ligatura brasileira.
- 5:58No berço aí do oeste de Santa
- 6:02Catarina, o período de deformação, o portantismo, e
- 6:08a migração pro centro -est e pro norte levando aí
- 6:13conhecimento e participando desse grana de crescimento
- 6:16que a sua cultura e todo o que tem entendido aí
- 6:19nessas novas fronteiras do Brasil. Eu
- 6:22começo aqui chamando do nosso programa, o programa
- 6:28especial pro Milho, um programa dos maiores
- 6:33componentes aí do nosso suino. Eu
- 6:38tinha um colega de trabalho que trabalhava na Contra
- 6:41-Lanouria e ele me dizia assim, Guilherme, eu calculo
- 6:45quanto de Milho tem dentro do salame. Eu
- 6:47falei, olha, quando eu comecei o meu estágio, uma
- 6:52das perguntas foi quantos sacos de Milho uma feria
- 6:57consome no ano. Eu achava interessante porque
- 7:00além de a gente saber quanto que era o consumo
- 7:03ou estimar o consumo, a gente também tinha que
- 7:06saber quanto que era um saco de milho. Então
- 7:10é uma pergunta interessante e sem dúvida vai ser
- 7:13interessante a gente saber quantos grãos tem dentro do
- 7:17salame. Mas eu chamo a atenção aqui,
- 7:20Marco, de interessante essa questão do estágio no
- 7:23segundo semestre. A gente sempre fala que o
- 7:25estágio é uma questão interessante, a coisa que a
- 7:29gente quer, a coisa que a gente não... só
- 7:32tem a possibilidade de saber que não quer
- 7:34trabalhar, mas vamos direto ao Milho. Eu
- 7:38te perguntaria, Marco, vamos só fazer um histórico aqui
- 7:44do Brasil, né, e quanto, quanto, o Brasil é a
- 7:48inflação ao resto do mundo, a nutrição do Brasil, uma
- 7:51nutrição diferenciada, né, contando aí Milho, só o
- 7:53Jocadiscamento, e alguns países da Europa, com
- 7:58dietas diferentes. O Brasil tem esse riquíssimo
- 8:04potencial aí, especialmente da zona que você trabalha
- 8:08aí de produção em função da possibilidade mais safra,
- 8:12né, do ano de ano, mas por que o Milho? Duas
- 8:17perguntas assim, debate pronto, né, qual que é a
- 8:21real importância do Milho e o que a gente tem que
- 8:25está, ou negligencia, está negligenciando nesse
- 8:29componente tão nobre chamado Milho? Bom,
- 8:35Guilherme, a primeira coisa que nós somos privilegiados
- 8:38por poder trabalhar com dietas à base de Milho,
- 8:42né, como você bem mencionou, eu não sei aí
- 8:44quanto que é, quanto tem de Milho num salame, né,
- 8:48mas a dieta de um suino ela vai girar em torno de
- 8:5065 a 80 % de Milho na composição, então é o
- 8:56padrão de dietas que nós trabalhamos no Brasil, ele
- 9:01é o ingrediente de maior participação em termos
- 9:05volumétricos, né, então se nós pegarmos aqui um suino
- 9:08de crescimento e terminação dependendo aí do peso de
- 9:11abatimento, nós estamos falando aí em torno de 180
- 9:14quilos de Milho para produzir um suino, né, só
- 9:17a parte de crescimento e terminação para produzir um
- 9:20suino aí de 120 quilos de peso vivo. Três
- 9:23sacos de Milho. Três sacos de Milho, então é um
- 9:26volume bastante, bastante considerável, né, e eu
- 9:31sempre falo que embora não é um assunto novo, né, o
- 9:35Milho está no cotidiano do produtor rural, do produtor
- 9:39de suinos, das cooperativas, da agroindústria, né, eu
- 9:45entendo que muitas vezes nós temos grandes desafios
- 9:48com essa com essa matéria prima, né, e eu me recordo
- 9:53também pegando o gancho lá de muito tempo atrás, já
- 9:57vai fazer 20 anos isso, né, primeira vez que eu
- 9:59ouvi a expressão que aquilo que não é mensurado não
- 10:04pode ser gerenciado ou não é gerenciado, né, e eu
- 10:09entendo que nesses 20 anos nós avançamos muito em
- 10:12termos de monitoramento de qualidade de Milho, né, mas
- 10:20por outro lado, né, nós possivelmente não andamos na
- 10:26mesma velocidade em termos de gerenciamento daquilo que
- 10:28nós fazemos com esse com esse ingrediente, né, e
- 10:33claro que eu entendo também as dificuldades de
- 10:36limitações que nós temos para fazer esse
- 10:38gerenciamento, mas quando a gente pensa que o Milho,
- 10:44no Brasil especialmente, que era um ingrediente que não
- 10:47tinha grande, grande, né, se nós pensáramos aí 2008,
- 10:552009, 2008, 2009, né, uma saca de Milho valia 16
- 10:59reais aqui no Mato Grosso, né, então nós não tínhamos
- 11:02um grande estímulo para a produção de Milho, né, era
- 11:08um ingrediente relativamente barato, mas quando a gente
- 11:11pega agora nos últimos cinco anos o Brasil está
- 11:14realmente avançando na parte de processamento desse Milho
- 11:17para outras aplicações, como é o caso da produção de
- 11:20etanol de Milho, e isso acaba gerando, movimentando
- 11:23esse mercado, gerando competição com a área de
- 11:26nutrição animal que é aí em torno de 80, 85%, né,
- 11:31está mudando isso agora, mas em torno de 80 % do
- 11:35volume de Milho produzido, né, e aí a gente começa a
- 11:39observar as mais diferentes situações, o produtor muitas
- 11:43vezes começa a ver os preços dessa comódice
- 11:48oscilar de forma bastante expressiva, o que não era,
- 11:53né, nós trabalhávamos numa zona relativamente de
- 11:56conforto com o preço de Milho, e aí a gente começa
- 11:59a ficar ansioso e tentar buscar alternativas, e aí
- 12:04eu sempre falo, né, as alternativas elas existem,
- 12:07embora nos volumes que nós necessitamos muitas vezes
- 12:12nós não temos grandes opções ou opções que tenham
- 12:16realmente um impacto de nós conseguirmos diminuir
- 12:20consideravelmente nossa dependência do Milho, né,
- 12:24mas eu quero deixar todo mundo relativamente
- 12:27despreocupado com relação à oferta de Milho, porque eu
- 12:31entendo que nós temos muita oportunidade ainda de
- 12:34ampliar a nossa capacidade de produção. Agora,
- 12:37recentemente que nós começamos a observar os
- 12:39produtores, os agricultores realmente investirem em
- 12:43tecnologia para a produção de Milho, e aí você começa
- 12:46a observar, né, aumentos expressivos de produtividade
- 12:49mesmo aqui no centroeste que as nossas produções,
- 12:53né, nossa produtividade não era tão elevado, né, então
- 12:59entendo que nós temos oportunidade para aumentar a
- 13:02oferta de Milho, né, e aí a grande questão é nós não
- 13:07temos mais Milhos naquele preço que nós trabalhávamos,
- 13:11então possivelmente nós precisamos começar a avançar
- 13:15nas estratégias para otimizar o uso desse Milho
- 13:18nas dietas, né, é só para trazer um dado aqui, né, o
- 13:24que que nós estamos tratando aqui quando a
- 13:28gente fala em variabilidade, né, em qualidade de Milho
- 13:31para a nutrição animal. Eu estou sugerindo aqui que
- 13:35nós tenhamos aí uma variabilidade de pelo menos
- 13:37500 quilo calorias por quilo de Milho de variação.
- 13:43Isso representa aproximadamente 15
- 13:46% do total de energia que tem no Milho, né, este o
- 13:51Milho é 65 a 80 % da composição da dieta, nós
- 13:55estamos falando que tem um volume de energia bastante
- 13:59importante aí de variação e que nós muitas vezes não
- 14:04estamos aproveitando essa esse tipo de variação no
- 14:07nosso sistema de produção. Deixa
- 14:11eu pegar esse gancho, eu nunca, eu não sou
- 14:16nutricionista e eu acho que às vezes as perguntas são
- 14:18interessantes de quem não é exatamente da área, mas a
- 14:22gente sempre estava muito próximo dos nutricionistas.
- 14:25Primeiro eu fui extincionista, né, e
- 14:28primeiro reclamando do nutricionista, trazendo às
- 14:33vezes as queixas do campo e depois participando,
- 14:37claro, efetivamente no custo, né, como que vamos
- 14:40buscar o melhor custo do animal. Mas
- 14:44essa variabilidade das quilo calorias ou esses 15 % que
- 14:50é um número gíberte, dentro do componente tão
- 14:55volumétrico assim, qual que é a ferramenta que o
- 15:00nutricionista, eu assumindo uma nutricão hoje, qual que
- 15:04é a ferramenta que eu tenho ao receber a
- 15:07qualidade o milho aprovado pelo departamento de
- 15:12qualidade, qual que é a ferramenta que eu tenho na
- 15:14mão, sabendo que aquilo que eu estou desenhando ou
- 15:17calculando ele pode estar 15 % acima ou abaixo
- 15:21daquilo que eu estou esperando. Então,
- 15:25vamos começar pelas origens dessa variabilidade, né,
- 15:30então nós temos origens que elas são conhecidas e
- 15:33monitoradas, então vamos colocar aqui variabilidade
- 15:37de composição nutricional. Isso
- 15:40é relativamente bem monitorado, especialmente em
- 15:44cooperativas ou fábricas maiores, né, então nós
- 15:48temos equipamentos NIRS de bancada ou NIRS inline que
- 15:52nos permitem fazer esse monitoramento se quiser
- 15:56abaixo o custo, né, de carga por carga que está
- 15:59entrando dentro da fábrica de ração, né, então essa é
- 16:03uma das fontes de variação aqui nós atribuímos, né,
- 16:08essa variação de energia, né, e nós temos variações
- 16:14de energia que elas são conhecidas, mas em geral
- 16:18nós não temos grande monitoramento sobre elas,
- 16:22né, então nós temos só para nós termos um dado
- 16:25aqui, né, em termos de energia, né, nós temos de
- 16:2972 a 78 % de variabilidade no coeficiente de
- 16:34digestibilidade, né, ou de metabolizabilidade. Então
- 16:41de 72 a 78 % significa que nós temos 6 pontos
- 16:45percentuais de variação na capacidade de aproveitamento
- 16:49da energia desses grãos de milho e que isso de certa
- 16:53forma não é monitorado porque depende muito de a
- 16:57duvação que esse grão recebeu lá no campo,
- 17:01depende muito da variedade, né, de semente que está
- 17:05sendo cultivada, depende muito de processamento
- 17:10térmico que esse milho recebeu para ser seco, né,
- 17:17que antecedem o processo de formulação, né, então se
- 17:21nós formos colocar aí, nós temos uma variação aí de
- 17:25um entorno de umas pelo menos 200 quilo calorias só
- 17:28associadas aqui a aspectos relacionados a coisas que
- 17:32antecedem a fábrica de ração, né, então já falei
- 17:35aqui daquilo que a gente conhece de variabilidade,
- 17:38monitora, aquilo que a gente conhece de
- 17:41variabilidade, mas hoje não é uma monitora, né, e
- 17:45também eu entendo que existem coisas que nós, né,
- 17:49não sabemos ainda sobre milho que nós talvez
- 17:52necessitemos, né, de desenvolver novos
- 17:56conhecimentos sobre esse milho, porque você tem
- 18:01variações importantes, né, na estrutura das moléculas
- 18:04que compõem os grãos, né, o acúmulo de componentes
- 18:09nesse grão que também podem afetar de certa forma a
- 18:12capacidade de aproveitamento desses grãos pelos animais,
- 18:16né, então, então, nós se nós formos dividir, dividir
- 18:20aqui, nós temos três estágios, né, em termos de
- 18:24qualidade de milho e nós estamos possivelmente
- 18:28monitorando bem, né, relativamente bem esse
- 18:32primeiro estágio, que é aquilo que nós conhecemos e
- 18:34que nós estamos com ferramentas práticas
- 18:38aplicadas no dia a dia para poder monitorar, né?
- 18:43Uma questão, o que a
- 18:45infelicidade ao NIRS, né, ele deu, não vou dizer que
- 18:53ele popularizou, mas ele ficou se tornou mais comum,
- 18:57é uma curiosidade minha agora, infelicidade ao
- 19:00pessoal que está estudando aí os alunos, ele é uma
- 19:05tecnologia que ele está dentro da universidade para
- 19:10o aluno ter essa segurança, né, de falar isso aí que
- 19:19a gente falou das negligencias, né, ele sai
- 19:23com essa segurança, essa seria uma pergunta e a
- 19:26outra seria quanto mais ou menos quanto é o percentual
- 19:30do milho ou das empresas que hoje utilizam como o
- 19:35processamento, uma ferramenta um pouco mais, não, uma
- 19:40ferramenta mais certeira aí para fazer a avaliação.
- 19:45Então, com relação ao acesso à
- 19:47tecnologia na iniciativa, na dentro da universidade, né,
- 19:51nós vamos ter universidades que têm a disposição NIRS,
- 19:55né, e em geral via de regra ele é um assunto
- 20:00tratado minimamente de forma teórica, né, então todo
- 20:04aluno que sai do curso de graduação na área de
- 20:06agrárias deveria minimamente ter conhecimento aí com
- 20:10relação às aplicações dessa ferramenta, né, especialmente
- 20:14os que vão direcionar para a área de nutrição animal.
- 20:18A grande questão quando a
- 20:19gente fala em NIRS é que eu entendo que possivelmente
- 20:23a iniciativa privada ela anda numa velocidade muito
- 20:27maior do que a capacidade da academia de acompanhar,
- 20:31então o volume de análises para a calibração das
- 20:35curvas NIRS que a iniciativa privada tem a
- 20:39oportunidade de acessar diversidade de amostras ele
- 20:43é muito maior, então a universidade acaba se
- 20:46beneficiando dessas curvas e eu gosto de dizer que a
- 20:51gente tenta explorar alguns outros aspectos que não
- 20:54estão diretamente ou tão fortemente sendo explorados
- 21:01pela iniciativa privada, né, então eu nós estamos aqui
- 21:06pleiteando para iniciar um projeto na área de tentar
- 21:10fazer com relações, né, dessas outras dessas dessas
- 21:14variações de coeficiente de digestibilidade, só que isso
- 21:18demanda obviamente um volume de recurso importante e uma
- 21:23quantidade grande de experimentos com animais
- 21:26para a gente conseguir construir esse tipo de
- 21:28curva, né, então do ponto de vista de análise de
- 21:33composição, com toda certeza a iniciativa privada está
- 21:38muito mais consolidada e com curvas muito mais
- 21:41robustas e a universidade acaba se utilizando das
- 21:44curvas que já estão desenvolvidas pela pela
- 21:47iniciativa privada, né, mas não é todas as instituições
- 21:52de ensino que têm acesso a um equipamento NIRS, né, se
- 21:55nós formos falar aí hoje NIRS de bancada e direntor
- 21:59de uns 300 mil reais, né, um que atende bem a
- 22:02demanda aí da área de nutrição animal, fábrica de
- 22:05ração, então não é um equipamento que a gente,
- 22:10né, para uso muitas vezes pequeno, não é o
- 22:13equipamento que as universidades têm de rotina.
- 22:17Sim, e multiplicando aqueles três
- 22:21sacos de milho, considerando só o milho, uma ou
- 22:25percentual dele na nutrição do animal, já dá para
- 22:29fazer uma conta básica aqui pelo volume de animais
- 22:32produzidos por uma empresa, o quanto que um grama de
- 22:35conversão, o quanto que o benefício ou o malefício
- 22:39daquilo que está sendo feito, quanto que esses 300
- 22:43mil, vamos dizer assim, são diluídos, né, uma conta
- 22:46total. E a minha pergunta agora,
- 22:49talvez é uma pergunta que eu sempre gostei de fazer,
- 22:52mas talvez a resposta ela seja um pouco mais
- 22:54elaborar, mas a gente dá um valor bastante grande
- 22:59para conversão alimentar como um diferencial, quer
- 23:02dizer, ele é um diferencial de custo do produzido. Além
- 23:07de números, né, de a gente falar em conversões bonitas,
- 23:11tem que dizer conversões que caem dentro do bolso,
- 23:15né, mas teoricamente qual que é o nosso limite hoje
- 23:20de conversão alimentar o dom animal aí de 125, 130
- 23:24quilos? Olha, eu já encontrei casos, né,
- 23:29claro que não são média, né, mas abaixo de dois
- 23:33para nós falarmos de crescimento e terminação,
- 23:36né. O que eu entendo em termos
- 23:39de conversão alimentar para as suínos em crescimento e
- 23:42terminação é que muitas vezes, né, o problema
- 23:47muitas vezes ele está em desperdícios que ocorrem no
- 23:51processo, né, então nós temos muitas vezes alto
- 23:56desperdício de ração nas propriedades e nós temos
- 24:00muitas vezes a questão, né, que a gente não gosta
- 24:03muito quem é nutricionista, né, mas toda vez que tem
- 24:05um problema no campo que não tem justificativa
- 24:09aparente, né, possivelmente tem alguma coisa aí que a
- 24:13gente não esteja enxergando, né, nas dietas que nós
- 24:17estamos mandando para o campo, né. A
- 24:20grande questão é o que você bem comentou, né,
- 24:23quanto que cabe no bolso do produtor, né, para nós
- 24:26falarmos em conversões alimentares próximas a dois
- 24:30ou até um pouco abaixo disso, né, nós precisamos
- 24:34investir não só em milho, né, nós precisamos de
- 24:37dietas que vão com outras fontes de energéticas muito
- 24:40mais concentradas, né, e eu costumo eu costumo dizer
- 24:45que nós brasileiros e América Latina em geral nós
- 24:49somos bastante apegados à conversão alimentar,
- 24:53especialmente no Brasil, nós somos bastante apegados na
- 24:57conversão alimentar, muitas vezes porque a gente
- 24:59atrela, né, pagamento de produtor a isso, né, mas
- 25:05talvez talvez é a mesma a mesma história de que você
- 25:09está pisando no acelerador, mora, mora acima, né, então
- 25:14às vezes esse custo, né, não cabe. Então
- 25:20conversão alimentar é um assunto que ele varia
- 25:23muito, né, de preço que a gente está conseguindo
- 25:26acessar a matéria prima e ele é variável entre entre
- 25:29as indústrias, então eu entendo que nós, nós temos
- 25:36oportunidades em conversão alimentar, mas que é um
- 25:41tema que talvez a gente pudesse ser um pouco mais
- 25:44flexíveis e não buscar uma conversão alimentar a
- 25:47qualquer custo, né. Só pegando o gancho aqui da
- 25:53desperdício, né, eu acho que eu sou apaixonado aí
- 25:58pelo desperdício, se a gente for considerar uma
- 26:02recapturação do gancho, que eu falo até agora, quais
- 26:06seriam os grandes pontos do desperdício desde a
- 26:10plancheta aí do pressionista até efetivamente, não vou
- 26:16nem falar no coxo, né, porque se está no coxo ele
- 26:18ainda tem uma chance do animal consumir, mas de uma
- 26:22fação que esteja no corredor ou esteja no chão,
- 26:26no pé de um silo, no caminhão, eu acho que seria
- 26:30interesse de a gente fazer uma retrospectiva aí da
- 26:34onde que a gente está errando, né, porque essa
- 26:36ração que sai da fábrica de ervação, ela é
- 26:39considerada uma ração consumida, né, fazer esse
- 26:42calco que é comentado para a remuneração, efetivamente
- 26:47é uma ração que foi que está sendo considerada e
- 26:50que está na barriga do animal. Então
- 26:53em algumas, alguns ensaios teóricos que a gente faz,
- 26:59né, quando a gente está mexendo com o sino cultura,
- 27:02né, a gente chega a valores de entre aquilo que
- 27:07está formulado e aquilo que o animal está respondendo
- 27:09no campo, nós chegamos a valores de algo em torno
- 27:13de cinco até algumas situações próximo a 15 % de
- 27:19teoricamente desperdício, né, desperdício é esse que pode
- 27:23ser associado a perdas que são visíveis, né, aquilo
- 27:26que perdeu no transporte, perdeu dentro da granja, o
- 27:31animal desperdiçou e desperdícios que estão aí
- 27:35dentro daquilo que a gente está tentando explorar aqui
- 27:38que é a parte do milho, né, então a gente tem aí
- 27:41uma expectativa entre aquilo que nós estamos efetivamente
- 27:45fazendo de fórmula e aquilo que o animal está
- 27:48respondendo no campo é de algo em torno de cinco
- 27:53variando até 15 % de desperdícios que podem ser
- 28:00associados tanto a parte de perda física de volume de
- 28:04ração quanto a perdas, né, de erro de matriz
- 28:08nutricional ou variação de matriz nutricional, variação
- 28:11de digestibilidade desses ingredientes, né, então é
- 28:15um volume bastante considerável quando a gente
- 28:18pensa em eficiência produtiva, né. E
- 28:23um tema aqui eu estou te colocando em uma saia
- 28:29justa, né, mas acho que é importante até a gente
- 28:31despreparar a realidade mesmo. O
- 28:33tema silo, segregação de silos, como, pergunta de
- 28:41prova, qual a sua importância e como que
- 28:43estamos nesse tópico e aonde que a gente teria
- 28:49oportunidades de melhora ou vale essa oportunidade de
- 28:53melhora, acho que é um tema aí para a gente dar
- 28:55uma discutiva. Eu acho que esse é um ponto
- 28:59chável indiscutível quando a gente fala em qualidade de
- 29:03milho, especialmente, né. Eu entendo que se nós estamos
- 29:07monitorando e avaliando às vezes 100 % das cargas que
- 29:11estão entrando na nossa fábrica de ração, de nada
- 29:14adianta nós termos esse milho todo misturado, não
- 29:18estarmos segregando este milho, né. Então
- 29:22eu entendo que é uma estratégia muitas vezes
- 29:26pouco explorada nas fábricas de ração, né, e o pessoal
- 29:31do operacional normalmente tem as suas justificativas
- 29:36e eu não falo que é fácil de operacionalizar isso, né,
- 29:40mas eu entendo que o investimento e o esforço
- 29:43para a segregação de milho ele tem um retorno
- 29:45extremamente alto, né, porque isso cria
- 29:49possibilidades de nós realmente explorarmos de
- 29:53forma mais eficiente este milho que está chegando
- 29:56para o animal e direcionarmos esse milho de
- 30:00acordo à característica do animal que está consumindo,
- 30:02né. Então nós vamos direcionar o
- 30:05nosso milho de maior concentração de nutrientes
- 30:08para leitões em fase de crash, nós vamos direcionar
- 30:12o nosso milho de melhor qualidade para as fêmeas em
- 30:16reprodução, né, para o rebanho reproductivo e
- 30:19aquele milho que não está tão tão bom assim, né, ou
- 30:24que não atende esses requisitos, é, nós vamos
- 30:27direcionar para outras, para outras fases, né, ou que
- 30:32não tem muito o que fazer depois que a gente misturou
- 30:34tudo, porque não adianta nada a gente estar
- 30:36monitorando 100 % das cargas e estar misturando todo
- 30:40esse, toda essa massa de grãos, né. Eu
- 30:43entendo, né, entendo os desafios operacionais para
- 30:46fazer segregação, né, que é, em geral, a
- 30:49justificativa pela qual a gente muitas vezes não está
- 30:53segregando grão, mas por outro lado eu entendo que
- 30:56é um ponto de grande oportunidade, senão,
- 30:59principal ponto de oportunidade de um
- 31:02investimento relativamente baixo, né, e que teria um
- 31:07retorno bastante alto em termos de eficiência de
- 31:11nutrição na sua inocultura, né. E
- 31:15esse, uma pergunta em relação, de novo, pensando
- 31:19lá nos três sacos de milho que o animal está
- 31:22consumindo, né, e no resultado final, a gente
- 31:27sabe dessa importância, né, e essa busca aí da
- 31:31terceira, na quarta casa, depois da vírgula, e sabe
- 31:36exatamente o que comentasse as dificuldades operacionais.
- 31:42De novo, uma pergunta para a
- 31:45academia, né, aonde que isso é discutido, né, se a
- 31:51gente pegar uma breve retrospectivo aqui da nossa
- 31:56conversa, né, eu já saio de uma variabilidade gigante
- 32:01ao plantar, ou ao decidir o que eu vou plantar,
- 32:05aonde eu vou plantar, clima, safra, né, chegando
- 32:09na minha mão, se eu tenho uma tecnologia eu posso ir
- 32:13para o lado A ou B, mas vamos dizer que eu fui
- 32:15para o lado da tecnologia, useio, eu sei o que tenho
- 32:19na mão, e eu joguei em um sinal, que eu joguei alguma
- 32:23coisa que não era tão boa ou na carga anterior. Aonde
- 32:28que isso é tratado na academia, porque na ciência
- 32:33veterinária, ou na agronomia, existe lá a
- 32:36armazena, é platio armazenar, eu posso estar
- 32:39jogando aqui coisas que eu vi lá há mais de 30 anos,
- 32:43né, mas armazenagem e conservação, e esse
- 32:50distanciamento, eu vou jogar aqui a engenharia como
- 32:54agro, né, essa é a importante, mas aonde que
- 32:58isso está a estudar? Pois isso é caro, isso
- 33:00operacionalmente é difícil, se paga, mas eu não
- 33:04consigo, como lidar com esse mundo, Marcos? Então
- 33:09eu vou traçar aqui da minha experiência, a nossa
- 33:13formação em geral, quando nós vamos lá falar de
- 33:16milho nas disciplinas de nutrição, é um milho, é um
- 33:18ingrediente de alta palatabilidade, um milho tem
- 33:223 .360 quilo calorias de energia, um milho é amarelo
- 33:27ouro, né, então tem uma quantidade importante de
- 33:32fósforo, parte desse fósforo não está disponível para o
- 33:35animal, é limitado em lisina, é limitado em
- 33:40triptofano e muitas vezes a discussão, na ideia de ter
- 33:48que tratar de forma mais ou menos equilibrada o qual
- 33:52de ingredientes que nós temos para utilizar nas
- 33:54dietas, muitas vezes em síntese a discussão acaba
- 33:58por aí, aí outro soja, o soja tem proteína, o milho
- 34:04vai de energia, o soja proteína e o... Exato,
- 34:07e eu tenho feito um apelo justamente para trabalhar no
- 34:10sentido inverso, né, eu trabalho lá uma parte de
- 34:18conteúdo extremamente extensa, né, na parte de
- 34:21milho e soja, né, e comecei a enxugar as
- 34:25outras, as outras, a ideia dos outros ingredientes, né,
- 34:30então tem ingredientes que muitas vezes a gente trata,
- 34:34né, mas que não são ingredientes importantes, não
- 34:37tem volume aqui no nosso país, se quer são
- 34:39utilizados aqui no Brasil, então eu comecei a usar
- 34:42espaço desses ingredientes, né, fazer uma curadoria e
- 34:45transferir isso para a parte de milho, né, e esse
- 34:51é um apelo que eu faço, né, com os meus alunos,
- 34:55eles falam que eu sou apaixonado por milho, né, e
- 35:00a gente realmente precisa falar mais de milho dentro
- 35:03da academia, para que o nosso profissional, quando
- 35:06ele saia daqui, ele... ele entenda, né, a importância
- 35:12dessa... dessa matéria prima. Inclusive,
- 35:14quando eu ministro aula na agronomia, né, sobre criação
- 35:19e exploração de animais não ruminantes, eu gasto, gasto
- 35:23no bom sentido, né, uma parte considerável da
- 35:27disciplina falando justamente desses aspectos, né, que em
- 35:31geral o pessoal que está trabalhando na agricultura
- 35:34não tem essa... essa... essa perspectiva e essa
- 35:37preocupação, porque querendo ou não, né, até hoje a
- 35:42gente trata milho, né, como commodity, o produtor, o
- 35:46agricultor, ele é pago por volume de milho,
- 35:49principalmente, né, então, eles não têm, na rotina,
- 35:56essa preocupação direta com aquelas preocupações que o
- 35:59nutricionista tem, né, então eu acredito que nós
- 36:04tratamos ainda e precisamos ampliar o tratamento que
- 36:10nós damos sobre milho e sobre farelo de soja,
- 36:13principalmente aqui, dentro da academia, né, eu acho
- 36:17que a gente precisa realmente avançar nisso. Já
- 36:21pensou estar no top 1 % da suno cultura? Acesse
- 36:25academia suina .com .br e invista no seu conhecimento.
- 36:30O SunoCash só é possível
- 36:32através do apoio de empresas inovadoras e que
- 36:35apoiam a educação continuada na suno cultura brasileira.
- 36:38Top Gen, onde você encontra as
- 36:40matrizes mais completas do mercado. A
- 36:42excelência está no nosso DNA. Alga
- 36:44Prime DHA da Corbion, o ômega 3 DHA, a base de
- 36:49algas para a nutrição de suinos em todas as fases
- 36:51de crescimento. Adicioná -lo às razões, está mais
- 36:54fácil do que nunca. DSM Firminis, moldando o futuro
- 36:58dos cuidados com suinos. As matrizes da Top Gen
- 37:03carregam a excelência em seu DNA, guiando os
- 37:06produtores e consumidores a um futuro mais sustentável
- 37:09da suno cultura. Resultado de quatro décadas com o
- 37:12foco em melhoramento de matrizes e agora
- 37:14potencializado através da atualização genética, o que
- 37:18tende melhor na Suíça. Melhor
- 37:23da ibope, né? Eu gostaria de dar uma
- 37:31palavrinha aqui a respeito desse futuro, do mínimo em
- 37:39relação aos derivados da nova, aos co -produtos.
- 37:45Tiveram algumas alterações agora do
- 37:48percentual do DSM na mistura. E
- 37:51no ano que vem, se eu não me engano o março, vai ter
- 37:55outra alteração. Qual será o que está sendo o
- 38:00impacto disso? Qual é o nosso futuro aí em
- 38:05relação a esse tema? Então, a utilização de milho para
- 38:13a parte de biocombustíveis, ela não é algo recente,
- 38:16vamos dizer assim, né? Ela é algo que os Estados
- 38:20Unidos já faz muito tempo, né? E
- 38:25ele ganha esse espaço justamente por causa de
- 38:28versatilidade. Nós temos possibilidade de
- 38:31ampliar a volume de matéria -prima. Nós
- 38:34temos áreas que os meus colegas da área de
- 38:37rumirantes não ouçam isso, né? Não
- 38:39assistam o nosso podcast, mas a gente tem
- 38:42oportunidade de ampliar a área agricultável para
- 38:47produção de cereais, para produção de biocombustíveis,
- 38:52sem a necessidade de ampliar em áreas de
- 38:54desmatamento. Então, a gente pode diminuir as
- 38:59áreas de pecuária extensiva, tornar a nossa pecuária
- 39:02mais intensiva e explorar essas áreas para ampliar a
- 39:06produção de milho. Então, eu não me preocupo muito
- 39:10com relação à disponibilidade e à oferta
- 39:15da matéria -prima. É claro que de um ano para
- 39:17outro a gente tem variações que podem estar associadas
- 39:21a fatores que nós não conseguimos controlar, mas
- 39:26conforme estiver aumentando a demanda, nós temos
- 39:30capacidade de resposta em aumento de produção. É
- 39:33o que a gente tem observado ao longo dos
- 39:35últimos anos. Então, tem aquelas oscilações,
- 39:39claro, mas elas são oscilações que o mercado
- 39:42tem, pontualmente, e volta a se acomodar em relação à
- 39:48oferta e demanda. E aí, quando a gente pensa
- 39:52numa matriz energética mais limpa, vamos dizer assim, a
- 39:56parte de biocombustíveis produzidos a partir de
- 40:03cereais tem um apelo bastante interessante, porque
- 40:08nós estamos falando de um carbono que é cíclico.
- 40:11Primeiro, ele é removido da atmosfera
- 40:13para depois virar combustível. Então,
- 40:17a indústria trabalha a parte de produção de etanol
- 40:20utilizando a parte do amido, e aí você tem todo
- 40:24o óleo que está nesse grão de milho que pode ir para
- 40:28a área de biodiesel. Possivelmente,
- 40:34conforme o mercado vai estimulando a demanda de
- 40:38biodiesel, a indústria vai extrair mais óleo de milho
- 40:43dos DDGS. Hoje, o grosso dos co -productos
- 40:48produzidos não se extrai o óleo. Então,
- 40:52boa parte desse óleo está retornando para a nutrição
- 40:55animal. Mas, com a demanda aumentada de
- 40:58biodiesel, a indústria tende a retirar a parte desse
- 41:02óleo, e nós vamos receber co -productos que vão ter,
- 41:05talvez, um pouquinho a mais de proteína, e um pouquinho
- 41:09a menos de energia do que, usualmente, nós trabalhamos.
- 41:13Embora nós tenhamos no mercado já
- 41:15co -productos de etanol de milho, que a indústria já
- 41:18está fazendo extração do óleo. Então,
- 41:20o mix de produtos da agroindústria depende,
- 41:24obviamente, da questão mercadológica. Se
- 41:27nós vamos conseguir absorver esse óleo para a nutrição
- 41:32animal, ou se ele será destinado para a indústria
- 41:36de biodiesel, é uma questão de mercado, um mix de
- 41:42produtos da indústria. Mas eu vejo, assim, que também
- 41:47nós estamos aí, processo de inovação tecnológica, então
- 41:52já se está falando em hidrogênio verde, então eu
- 41:55não sei até que ponto, embora talvez não em um
- 41:59curto espaço de tempo, mas não sei até que ponto nós
- 42:02vamos sustentar uma expansão de produção de
- 42:07biocombustíveis a partir de comódtes agrícolas. Mas
- 42:12também nós temos que considerar que a nossa
- 42:14demanda de biocombustíveis em geral, de energia, ela
- 42:19é crescente no mundo todo. Então,
- 42:21se nós vamos ter outras tecnologias que vão diminuir
- 42:25nossa dependência dos combustíveis em relação às
- 42:29comódtes, vai depender do pessoal que conseguir inovar
- 42:34novos métodos de produção de energia. A
- 42:41gente fez uma bela passagem da história aqui, só
- 42:48recapitulando, começando no sítio lá da Nona, na
- 42:54Esbardela, e não sei se ela produzia milho ou não,
- 42:58se tinha um modelo chapécoa lá, para receber o sítio
- 43:02produzido. A gente foi para a expansão
- 43:05da sua cultura, e estando aí em SINOP, baseado em
- 43:09SINOP, toda essa evolução do milho durante o tempo,
- 43:14a evolução da academia, os estudos do milho e a
- 43:17dispersão, e a dispersão tanto no produto quanto na
- 43:21digestibilidade. E chegamos aí a alternativas
- 43:27interessantes, uso do mias, uso de sílos alternativos,
- 43:31sílos de alternativos, a segregação do milho. E
- 43:37o próximo passo, que eu diria que é o próximo
- 43:39passo, mas agora tu já veio com outro passo, a
- 43:42questão dos biocomustíveis e a questão do hidrogênio
- 43:46verde. Então, para dizer que a nossa
- 43:50vida de academia e de produção, ela não para no
- 43:56opei, isso é muito bom. Então,
- 43:57te agradeço demais aí por pelos questionamentos que tu
- 44:04fez e pelas respostas que nos deu, e a gente vai
- 44:09junto aí ver quanto de milho tem dentro de um
- 44:11salão. Exatamente. Exatamente, essa conta aí
- 44:16para buscar na essência, o custo de produção. Te
- 44:20agradeço demais e fico uma pergunta que vai... fora
- 44:25a academia e fora as aulas, quem quer um maico
- 44:30no seu momento de ósseo, no seu momento de lazer ou
- 44:35fora da universidade? Então, nesse último ano aqui, o
- 44:40meu momento de lazer está sendo cuidar de duas
- 44:43pequenas que eu tenho aqui em casa. Que
- 44:45legal. Mas, em geral, eu gosto muito
- 44:48de estar em contato com a natureza, sempre que eu
- 44:52posso, eu vou para a sítio, para o final de
- 44:54semana, mas nesse último ano aí a gente está mais
- 45:01dedicado aí às novas vidinhas que chegaram aí na
- 45:07nossa rotina. Parabéns. Muito bom. Michael,
- 45:12te agradeço demais e já vi aqui que tem caldo para
- 45:17mais algum outro programa para a gente discutir mais
- 45:20aspectos relacionados, especialmente a nutrição e
- 45:24o futuro da nossa academia. Te
- 45:26agradeço, um grande abraço e a gente se vê aí pela
- 45:29academia. Não, tá ótimo. Então
- 45:33agradecer a oportunidade de estar aqui, obviamente, né,
- 45:37sempre Milho é um desafio e longe de nós querermos
- 45:41aqui esgotar o assunto, mas manter esse assunto bastante
- 45:45ativo no nosso dia a dia, né? Nós
- 45:47precisamos nos dedicar mais ao Milho, porque a gente
- 45:52já faz um monitoramento relativamente bem mais
- 45:57evoluído do que o gerenciamento que nós temos
- 45:59feito com relação à qualidade de Milho. Então
- 46:02é importante que nós ressaltemos, além daqueles
- 46:05problemas que a gente conhece e monitora, que é
- 46:08variabilidade de composição, concentração de mictoxinas,
- 46:13eventualmente algum risco microbiológico com
- 46:15salmonella, então além desses desafios que nós
- 46:21monitoramos e conhecemos, gerenciar eles já é
- 46:25importante, então segregação de matéria -prima, uso de
- 46:30tecnologia, o Neers Online tá aí pra gente otimizar
- 46:34essa variabilidade de composição da matéria -prima,
- 46:38e ressaltar também a importância de nós
- 46:40avançarmos nos processos, desde o processo de
- 46:45classificação de entrada de grão, nós temos de 6 a 12
- 46:52% em geral, se nós consideramos avarias totais,
- 46:56que o pessoal considera aí como o parâmetro pra entrar
- 47:00numa fábrica de ração, e nós estamos falando que de
- 47:026 a 12 nós temos de 50 a quase 100 quilo calorias,
- 47:06em termos de avarias que nós temos nesses grãos. E
- 47:11explorar também uma coisa que eu gosto muito, sempre
- 47:13a mensagem que eu deixo, além de segregação de
- 47:16milho, perguntar onde estão nossas mesas densimétricas,
- 47:20que aí nós temos uma oportunidade grande também
- 47:24de processar aquele milho, que às vezes a gente não
- 47:27consegue ter aquele controle antes de entrar na fábrica
- 47:30de ração, então é uma oportunidade que nós temos
- 47:33aí de explorar nas fábricas de ração. Então
- 47:37em síntese é isso, ressaltar que nós temos
- 47:41potencial, então nós não devemos nos preocupar com a
- 47:46possibilidade de oferta, tem flutuações que são
- 47:48comentâneas, vamos chamar assim, mas nós temos
- 47:54capacidade de ampliar a nossa produção de grãos, o
- 47:58que o mercado está demandando hoje de nós é
- 48:01que o milho já não é aquele ingrediente barato
- 48:06que nós considerávamos no passado. Então
- 48:09nós temos que começar a otimizar e atacar esses
- 48:11pontos, onde tem a oportunidade de nós
- 48:14otimizarmos as nossas formulações e aquilo que
- 48:18nós estamos entregando para o animal consumir lá no
- 48:21campo. Então no mais agradecer a
- 48:24oportunidade de estar aqui, e é uma satisfação conhecê
- 48:28-lo também, e uma satisfação enorme estar aqui hoje,
- 48:32compartilhando um pouco de experiência. Muito
- 48:34legal, obrigado Michael. Uma aula grande sobre o milho
- 48:39e ainda ficam com pontos com a gente de discussão.
- 48:44Muito obrigado e a gente se vê
- 48:45por aí. Um grande abraço.