Latest / Ultravioleta Podcast / Ep.10 - O poder das palavras
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- 0:05Ultravioleta, o teu podcast além do visível, mais 1 dia e mais um
- 0:12episódio do podcast ultravioleta.
- 0:14E como habitualmente vou começar com os pedidos para nos seguir.
- 0:20Para nos ouvires naturalmente, para nos ajudares a crescer.
- 0:23Isso está tudo relacionado umas coisas com as outras, para
- 0:26ativares os sininhos das notificações nas plataformas em
- 0:29que nos ouves uma vez mais tudo relacionado e isso também te vai
- 0:33ajudar anão perderes qualquer episódio classifica nos e depois
- 0:37também entrares connosco, por exemplo, no Instagram através de
- 0:40arroba ultravioleta ponto pode ou através do nosso e-mail
- 0:44queeultravioleta.pode@gmail.com para o episódio de hoje.
- 0:50Trago uma querida amiga para não dizerem que os episódios são só
- 0:53compostos por elementos do sexo masculino.
- 0:58Vou ouvindo de vez em quando assim, esses comentários.
- 1:02A chamada Ana Ferreira já nos conhecemos há bastante tempo.
- 1:06Tenho uma estima muito grande Por Ela, porque realmente é uma
- 1:09menina muito corajosa, enfim, pela cara que tem vindo a dar na
- 1:13região de Viseu e por aí. Começamos porque a Ana Ferreira
- 1:16é a fundadora e presidente da associação.
- 1:20LGBTI de Viseu disse tudo certinho, Ana.
- 1:24Só só o de de não, não o de não estava certinho, sim, qual é que
- 1:29era o do? Porque é associação LGBTI Viseu.
- 1:34Exatamente pronto. Então fundadora e presidente da
- 1:39associação LGBTI Viseu, minha querida muito bem-vinda ao nosso
- 1:44podcast. Obrigada pelo convite, Miguel, e
- 1:47obrigada a todas as pessoas que nos vão ouvir, porque vão ter
- 1:51que nos aturar aqui. Um bocadinho.
- 1:53Vais dizer que passa tudo num instante, é sempre assim, olha,
- 1:56Viseu, vamos lá, Viseu é uma Terra muito bonita.
- 1:59De vez em quando vou aí, como sabes visitar, visitar a cidade
- 2:05também. Já tive o gosto de estar na
- 2:06associação, inclusivamente até já tivemos aí umas sessões por
- 2:10causa de um livro, de um livro meu, que foi muito, muito
- 2:12divertido e muito participado. E Viseu também tem uma carga.
- 2:18Como é que eu IA dizer? Conservadora.
- 2:20Conservadora, pronto. Não tenhas medo.
- 2:23Sim, não, eu estava à procura. Não, não era questão de medo,
- 2:26estava à procura da palavra conservadora, porque, enfim,
- 2:29desde cavaquistão até uma coisa bastante religiosa, et cetera,
- 2:34acaba sempre por haver este tipo de associação.
- 2:37No entanto, eu tenho visto que Viseu se tem vindo a desenvolver
- 2:39significativamente durante os últimos anos.
- 2:42É uma sensação minha ou. Assim tem acontecido, e esse
- 2:46desenvolvimento se me permites aqui. 11 adenda à à à questão
- 2:51também se tem vindo a refletir na forma como as pessoas da
- 2:56comunidade LGBT têm vindo a ser tratadas.
- 3:00Olha, Miguel, para começar, eu vou fazer 111 aparte aqui à tua
- 3:04conversa, porque é assim, eu percebo a ideia de que as
- 3:06pessoas acham que. As tuas pessoas convidadas sejam
- 3:11mais masculinas do que femininas.
- 3:13Mas lamento imenso. Hoje não tens uma presença
- 3:15feminina, porque eu sou uma pessoa não binária.
- 3:17Portanto, tens uma outra coisa ainda para acrescentar a
- 3:20diversidade do teu podcast. Adoro, adoro, adoro.
- 3:23Adoro. Sabes?
- 3:24Lamento imenso. Não, não.
- 3:26E eu fico felicíssimo, sabes porquê?
- 3:27Porque eu ando à procura. Olha, estás a ver isto aqui em
- 3:30direto. Eu tenho tido uma dificuldade,
- 3:33enfim, considerável em encontrar pessoas não binárias para
- 3:36participarem no podcast. E olha, e se soubesses que eras
- 3:39não binária, se calhar tinha te convidado para outro episódio,
- 3:42mas já falaremos, já falaremos do tempo, é.
- 3:47É, é. É só para dizer que efetivamente
- 3:50vais ter que encontrar personagens femininas ou que se
- 3:54identifiquem com mulheres, porque ainda não é por aqui,
- 3:56portanto. O desafio continua.
- 4:00Exatamente. Olha, Miguel, é assim, eu estou
- 4:03em Viseu há quase 26 anos, portanto eu já sou mais vizuoso
- 4:07que outra coisa qualquer. Mas a questão é que assim nota
- 4:11se também eu acho que malfeito for que em 26 anos não se
- 4:14notasse uma diferença. Eu lembro me quando vim para cá,
- 4:18eu vinha da zona de Coimbra EEE isto era estranhíssimo era super
- 4:23conservador eu quase que poderia dizer que cheirava a bafio, não
- 4:27é EE notava se essa coisa. Que se sente um bocado quando
- 4:33vamos para determinadas zonas onde parece que o Sol não
- 4:36penetra? Pronto, não bate, não é, não
- 4:39bate. E ao ao longo dos anos, eu fui
- 4:42notando que as pessoas também é assim.
- 4:44Acho que também tem muito a ver com o facto de ter.
- 4:47O instituto Politécnico OPIGA universidade católica, então vai
- 4:52recebendo pessoas de outros sítios, não é EE.
- 4:54Essa diversidade vai começando a penetrar um bocadinho mais,
- 4:58vamos dizer assim. E então, ao longo dos anos, nota
- 5:00se um bocado a diferença relativamente à questão
- 5:03conservadora, tanto que as últimas autárquicas ganham Ops
- 5:07nesta cidade, coisa nunca vista, não é pronto, portanto, deixámos
- 5:11de ser um bastião PSDE algum um ano ou outro CDS.
- 5:16Para termos aqui uma mudança de paradigma que vamos ver o que é
- 5:20que acontece, não é? Mas acho que o povo, a população
- 5:25está vem insatisfeita com aquilo que já tinha há não sei quantos
- 5:27anos. Portanto, até nisso se nota que
- 5:30há uma mudança, não é porque há uma mudança política e isso
- 5:34requer um bocadinho que a população também tenha mudado.
- 5:37A perspetiva, suponho, eu não é. Vamos ver como é que corre.
- 5:42Mas nota, se ao longo dos anos que há uma há uma diferença, não
- 5:48significa que não se veja muitas das vezes o olhar do
- 5:51preconceito, OOO olhar de lado, algum estereótipo que que se
- 5:57note, que se está percebendo nas pessoas, que há ali uma vontade
- 6:00de dizer alguma coisa, mas que se inibem.
- 6:03A menos que estejam às vezes em grupo E pronto, e lá sai
- 6:06qualquer coisa, não é de vez em quando temos um caso ou outro.
- 6:08Há 2 ou 3 anos tivemos um caso de de de agressão, de de da
- 6:11parte de lembro me de pessoas do chega inclusive a uma pessoa,
- 6:16não é uma pessoa que IA na rua, simplesmente é existir, não é?
- 6:21Mas são casos isolados, pronto, não é uma coisa que acontece no
- 6:25dia a dia. Claro que no dia a dia vão
- 6:27acontecendo as micro agressões, isso acontece, isso acontece em
- 6:30todo o lado, não é? Porque a pessoa tem um aquilo
- 6:33que se chama uma expressão de género diferente ou porque a
- 6:36pessoa tem um sei lá, um penteado diferente?
- 6:39EE, só isso já é o suficiente, só isso já já se nota na rua que
- 6:45as pessoas olham de lado, que pronto.
- 6:47Mas já há uma mudança muito significativa relativamente, sei
- 6:50lá, há 25 anos, não é? Quer dizer ainda bem que temos
- 6:54isso porque porque senão continuávamos aqui estagnados No
- 6:57No tempo? Tipo o bolha que colou a pistol
- 7:02e já não avança mais, não é? Seria terrível.
- 7:04Sim, sim, sim. Há um trabalho meritório que que
- 7:07tens vindo a fazer. Eu já lá vou precisamente
- 7:09relacionado com esta questão da da da informação, ou seja, da da
- 7:14da noção que vocês têm muito claro de todas essas agressões.
- 7:19EEA medição de todas essas variáveis.
- 7:22Mas eu vou pegar num ponto que me chamou a atenção de algo que
- 7:25disseste anteriormente. Que foi à abertura em Viseu de
- 7:29institutos de ensino superior. E tu fizeste a relação entre
- 7:33essa abertura EOA, chegada do Sol ou pelo menos a seca do
- 7:39bafio que que estavas a dizer? Achas?
- 7:43Achas que o proliferar de instituições de ensino superior
- 7:46por todo o país tem sido uma tendência?
- 7:48Quanto a mim, positivíssima naturalmente por variadíssimas
- 7:51razões. Mas achas que esse proliferar
- 7:54também tem ajudado? A combater a homofobia.
- 7:59Eu acho que indiretamente acaba por ajudar, porque se nós
- 8:02pensarmos quem concorre para universidades politécnicos, seja
- 8:06lá, seja lá o que for, nem sempre é de cá de Viseu, não é?
- 8:10E o que acontece muitas das vezes é que as pessoas trazem
- 8:13outras ideias, outras maneiras de pensar, outras formas de
- 8:16estar que muitas das vezes acabam por ser um.
- 8:22Às vezes não gosto de dizer isto, mas é a realidade, o
- 8:25normalizar determinadas questões, não é se nós se nós,
- 8:30por exemplo, nos fecharmos numa bolha e falarmos só connosco,
- 8:34não é? Nós não vamos saber mais do que
- 8:36isto, vamos saber aquilo que nós pensamos e vamos concordar,
- 8:39connosco e vamos achar que está tudo certo ou que está tudo
- 8:41errado, não é? Quando existem outras pessoas,
- 8:43não é? As conversas são outras, boas ou
- 8:46más. Não é porque isso também pode
- 8:48acontecer. Mas eu acho sempre que o facto
- 8:51de existirem. Polos universitários,
- 8:54faculdades, institutos politécnicos, às vezes até mesmo
- 8:58escolas profissionais. Há sempre uma lufada de ar
- 9:02fresco no meio onde estão inseridas.
- 9:06Há sempre uma diversidade diferente.
- 9:08Há sempre pessoas que conhecem outras coisas, nem que seja o
- 9:12trazem músicas, porque participam noutros projetos,
- 9:15porque trazem cultura. Eu acho que é sempre 1111.
- 9:19Questão positiva, muito sinceramente, sim.
- 9:22Portanto, toda esta fluidez de troca de pessoas, de ideias, et
- 9:26cetera, é fundamental e por isso é que se calhar nós
- 9:29encontrávamos em meios outrora enfim ditos urbanos, como Lisboa
- 9:34e Porto, uma abertura maior para essas questões.
- 9:39Naturalmente vende-se sempre a homofobia, porque depois Na Na
- 9:43chamada província, que é um termo que eu odeio.
- 9:46Repara numa coisa, Miguel. Se nós paramos para pensar,
- 9:48recuarmos um bocadinho mais antes das viagens low cost de
- 9:51avião. Nós estávamos enquanto país,
- 9:53estávamos muito mais fechados, não é nós, nós.
- 9:56A partir do momento em que existem viagens local, tanto as
- 9:58pessoas de Portugal se deslocam, como as pessoas de fora se
- 10:02deslocam para Portugal. Até Portugal é muito barato
- 10:05comparativamente ao resto, não é?
- 10:07Sobretudo ao resto da Europa. EE até mesmo isso, não é.
- 10:11Nós vemos imensas pessoas a falar outras línguas na rua.
- 10:15Até mesmo isso é uma lufada de ar fresco não só para a nossa
- 10:18cidade, mas para o país no geral.
- 10:21Não é porque trazem outras coisas, trazem outras conversas,
- 10:23outras formas de viver, de pensar, de conhecer.
- 10:27De vestir como tu dizias há bocado de pintar o cabelo, por
- 10:30exemplo. É.
- 10:31É inacreditável como isso ainda faz a diferença hoje em dia?
- 10:34Sim, é, é sim. Aliás, eu vejo nisso, por
- 10:36exemplo, a imigração que veio agora, a mais recente do Brasil.
- 10:39Como algo extremamente positivo, porque trouxe efetivamente
- 10:42outras formas de estar, de viver, claro, de de de usufruir
- 10:45a vida, não é? Claro, mas mas AAA
- 10:48multiplicidade das pessoas e dos seus.
- 10:51A diversidade, não. É, é isso é que faz, não é isso
- 10:54é que faz com que o mundo evolua.
- 10:58Quer dizer, isso era uma coisa que nós já fazíamos nos nos
- 11:01primórdios da nossa existência. E foi assim que o que o ser
- 11:05humano evoluiu não é a conhecer outra escultura sempre foi, não
- 11:08é ao fim, ao cabo. Aliás, as grandes, as grandes
- 11:10cidades, os grandes polos de desenvolvimento estiveram sempre
- 11:14encruzilhadas de caminhos, não é onde os caminhos se se se
- 11:17cruzam. Foi onde sempre todos os pontos,
- 11:20mas. Estás a ver com a história da
- 11:22navegação. Era mais nos litorais e et
- 11:24cetera. A verdade é mesmo essa, não é?
- 11:26Se não fosse isso, os países não evoluíam, não é?
- 11:29Portanto, é isso que faz parte. Os nossos ouvintes já estão a
- 11:33ver por essa altura, porque o motivo é que eu adoro falar com
- 11:37a Ana, porque isto é mesmo conversa que que nunca mais
- 11:40acaba. EE eu amo, amo e falamos com com
- 11:44com a frequência que nos é possível, mas vamos ter que
- 11:46recentrar isto. Um bocadinho.
- 11:48Portanto, tu chegas chegas a chegas a Viseu e resolves fundar
- 11:53essa associação. Não, isso isso é tudo uma
- 11:55mentira, é uma falácia. Não já eu vou dizer que não,
- 11:59porque em 2018 já eu estava cá há alguns anos isto começou pá.
- 12:04Sinceramente, isto começou com uma brincadeira da mesa de café
- 12:07entre mim AAA minha esposa, que hoje em dia é a minha esposa,
- 12:10não é? E 2 colegas nossos e começámos
- 12:16com esta coisa de Ah, mas não existe nada em Viseu e.
- 12:18Nunca há festas e nunca se faz nada e não sei quê.
- 12:21Ah, então vamos ao disparate e vamos criar uma página do
- 12:23Facebook, sim, porque nós ainda pertencíamos à geração do
- 12:25Facebook. 2018 Malta, que não tem 18 anos, tinha Facebook, não
- 12:31é pronto e começamos com esta, somos somos pessoas muito velhas
- 12:36e começamos com esta coisa de pá, dar informação, dizer o que
- 12:39é que está a acontecer, partilhar um acontecimento, uma
- 12:43festa, uma marcha, uma coisa qualquer, não é?
- 12:46E a partir daí a coisa transformou.
- 12:48Se a verdade é essa, Miguel, aquilo que nós achámos, que era
- 12:51só vá, vamos só divulgar aqui a informação.
- 12:53A coisa cresceu. A coisa cresceu e transformou se
- 12:57numa numa associação que hoje em dia é uma coisa formal.
- 13:00Nós somos um bocado aquela coisa do lembram se daquela conversa
- 13:04do cheguei à cheguei à guerra, que tinha a porta fechada.
- 13:07Então. Então eu e outra pessoa da
- 13:10associação, em 2020, chegámos à conservatória e eles estavam a
- 13:15pôr o outtocolante a dizer. Era encerrado.
- 13:17COVID terá lá, terá lá, terá lá. Portanto, mesmo assim, foi no
- 13:22meio da pandemia. Foi em 2020 que nós acabámos por
- 13:25formalizar a associação EE sei lá.
- 13:29Isso não era uma coisa que tivesse sido pensado em 2018,
- 13:32muito sinceramente pronto. Mas foi acompanharmos aquilo que
- 13:37aquilo que sei lá. Que nós exigimos de nós, não é
- 13:41enquanto pessoas, isto já não nos chega, isto já não nos
- 13:43serve. Mas aquilo que também nós
- 13:44achávamos que que era necessário era dar voz, dar voz a Viseu,
- 13:50por exemplo, que eu acho que é extremamente importante, porque
- 13:53até há pouco tempo, vamos dizer assim, havia grandes entidades
- 13:58em Viseu a trabalhar. E continua a trabalhar
- 14:00imensamente bem, não desfazendo, como é óbvio.
- 14:04Mas Portugal não é só Lisboa e Porto.
- 14:06Naturalmente. E é, é super gratificante nós
- 14:10hoje olharmos e vermos Algarve, Viseu, as ilhas, Bragança, et
- 14:15cetera, et cetera, esposende, esposende, exatamente tudo.
- 14:21Tudo nós vemos, vamos dizer assim, polos, entidades,
- 14:25coletivos. Não interessa aquilo, a
- 14:27formalidade da coisa. E eu acho que isso é
- 14:30extremamente gratificante, porque é sinal que.
- 14:33Em princípio, se calhar estava a ser necessário e depois porque o
- 14:38país descentralizou se e isso é muito importante.
- 14:41Fundamental. E as pessoas precisam de
- 14:43espaços. Não é?
- 14:44Precisam de espaços de convívio. Não é de guetos.
- 14:47Não, não. Não podemos confundir espaços
- 14:49com guetos. Não, não, absolutamente.
- 14:52Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
- 14:54Eu acho que as pessoas precisam de de de falar, de comunicar.
- 14:58Até mesmo. Às vezes as pessoas dizem, Ah,
- 15:01mas isso é só um evento LGBT? Não é um evento para todas as
- 15:03pessoas. Claro, é uma coisa para toda a
- 15:05gente. As pessoas têm que vir, têm que
- 15:06comunicar, têm que perceber que nem uma nem outra,
- 15:09independentemente da sua orientação sexual ou identidade
- 15:12de género. Ou o que seja pessoas?
- 15:13São pessoas, são seres humanos, gostam de gostam de carinho,
- 15:17gostam de conversar, falar sobre o tempo, o que seja.
- 15:21Isso não é o importante. O importante é as pessoas
- 15:23conviverem, terem um sentido de comunidade que eu acho que é tão
- 15:27escasso hoje em dia. E isso requer que, de facto, se
- 15:32descentralize um bocado o sítio, os sítios onde as coisas são
- 15:35trabalhadas efetivamente. Exatamente, há bocado.
- 15:39Eu tinha falado de uma iniciativa que eu acho meritória
- 15:42EE de alguma forma, até é original mesmo a nível nacional,
- 15:47que é o facto de vocês, a certa altura, terem entendido haver
- 15:51necessidade de começarem a perceber e a medir.
- 15:55Vá lá. Ter uma perceção real, uma
- 15:58perceção mensurável da realidade e com isso vocês começam a fazer
- 16:03aquilo que chamam os questionários de discriminação
- 16:06orientados para os municípios da da comissão intermunicipal dos
- 16:10eleações, não é? Sim, olha o que é.
- 16:13Que é isto e com que objetivos é que vocês lançam isso?
- 16:16Isto é aquilo? É, é.
- 16:17É aquilo que se costuma dizer, o trabalho que as entidades fazem,
- 16:21que devia competir ao governo. A verdade é essa, a realidade é
- 16:25essa. O levantamento das necessidades
- 16:28devia ser do governo ou dos órgãos governamentais.
- 16:33E nós achámos que fazia sentido, percebemos.
- 16:37Efetivamente, o que é que se passa?
- 16:38O que é que se passa aqui na região de Viseu?
- 16:42Há discriminação? Não há discriminação, é uma
- 16:43coisa da nossa cabeça, é um disco que disse da mesa de café
- 16:46ou efetivamente há situações. Há casos porque o Observatório
- 16:51da da ilga faz um levantamento de casos de todo o país, mas ao
- 16:59longo dos anos, aquilo que nós fomos vendo é que se aparece 11
- 17:03ou 2 casos relativamente a Viseu, o nosso questionário traz
- 17:07muito. Muito mais casos do que isso.
- 17:08Traz cerca de 30 casos por por ano.
- 17:10Mais coisa, menos coisa. Portanto, havia aqui uma
- 17:14disparidade inclusive de de situações, não é?
- 17:17Portanto, nós começamos a fazer isto porque achamos que, de
- 17:21facto, é preciso perceber o que é que está a acontecer em termos
- 17:25de discriminação e para também transmitir isso.
- 17:30Aos aos organismos competentes, aos municípios, à comissão para
- 17:34a cidadania e igualdade ou onde quer que chegue, que
- 17:38efetivamente à discriminação, que efetivamente há uma
- 17:40necessidade de uma mudança das políticas públicas.
- 17:43Se essa mudança se faz ou não, já são outros 500, não é?
- 17:45Se estes dados caem saco corroto ou não.
- 17:48É outra conversa. Pronto.
- 17:50Agora é assim. Nós acabamos por utilizar sempre
- 17:53estes dados também para justificar porque é que ainda
- 17:56continuamos a trabalhar, porque é que ainda não fechámos a porta
- 17:58e fomos passar férias a algum sítio?
- 18:00Porque isto não se faz só de boa vontade, faz se de muito
- 18:06sacrifício, de muito fim de semana, de muitas horas, não é
- 18:08pronto EE isto também é para percebermos se é só 111 ideia
- 18:15nossa ou se há realmente discriminação na região de
- 18:19Viseu. Nos últimos anos afunilámos a
- 18:21nossa pesquisa e fizemos, tal como tu disseste relativamente
- 18:25aos municípios da comissão intermunicipal Viseu de alafões,
- 18:28que são 14. E que envolve.
- 18:30Para quem não percebe o que é que é isto da comissão
- 18:32intermunicipal, são os municípios que rodeiam a cidade
- 18:37de Viseu, o município de Viseu. Pronto.
- 18:39E a verdade é que os casos continuam a aparecer.
- 18:43Porque tu repara 30 casos conforme tu referiste, dá, dá
- 18:47um, dá mais do que um caso de 15 em 15 dias por ano.
- 18:50Então, então, a realidade é que, de facto, há qualquer coisa
- 18:53ainda muito mal, não é? Há muito trabalho para fazer,
- 18:56sim. Eu acho que nós temos cerca de
- 18:58240 casos desde 2018. 240 casos desde 2018.
- 19:04Portanto, eu acho que estão à volta de 240 e não sei quantos
- 19:06casos com mais coisas e menos coisas EEEOO Observatório da
- 19:10ilga não traduz traduz tipo desde 2018, para aí 10 casos.
- 19:15E isso e isso são os que são reputados, não é?
- 19:18Acredito, não é? Acredito que haja alguns que não
- 19:21chegue aos aos ouvintes, aliás. Quando me me pedem, me pede
- 19:25divulgar Oo relatório. Eu naturalmente não o preencho,
- 19:28porque o questionário eu realmente não o preencho, porque
- 19:30não vivo aí divulgo. Mas acredito que não chegue a
- 19:36toda a gente. Longe disso.
- 19:37Portanto, há de haver muita coisa.
- 19:40Não chega porque, por exemplo, nós enviamos para as escolas.
- 19:44Mas questionários nas escolas têm 11 problema das 21 as
- 19:48pessoas partilham entre docentes, não é?
- 19:53Mas depois, relativamente a menores de idade, isso já
- 19:58requeria autorização das entidades cuidadoras.
- 20:01E então ficamos aquém, não é? Conseguimos chegar a algumas
- 20:05pessoas abaixo dos 18 anos, porque têm Instagram e respondem
- 20:09à arbolia basicamente. OKOKE, então há este problema,
- 20:13não é? Os inquéritos, os questionários
- 20:15não chegam a todas as pessoas que, se calhar, deviam chegar.
- 20:18E já tivemos respostas, inclusive de de de profissionais
- 20:22de psicologia, de escolas, a dizer que aquilo não era um
- 20:23assunto para ali chamado. Pois, pois, enfim, centramos por
- 20:30aí, isso é todo um outro episódio de de, de enfim, de de
- 20:34de pouca vergonhice, porque na verdade é é aqui se trata.
- 20:38Quando digo que é meritório, eu, eu, eu considero dessa forma,
- 20:42porque eu acho que é fundamental nós termos essas medições
- 20:46concretas, porque só com medições concretas é que nós
- 20:49conseguimos definir políticas, não é porque de outra forma tu
- 20:52estás no ojismo. Aquilo é aquilo é.
- 20:55É aquilo que eu às vezes me pergunto, então, as pessoas
- 20:57nunca pensaram, para que é que serve, para que é que servem os
- 21:01censos? Os censos servem exatamente para
- 21:03isso. Sem os censos não havia
- 21:05políticas públicas. Sem nós sabemos o que é que se
- 21:08passa no nosso país, não é? Como é que nós vamos dizer Ah,
- 21:11precisamos de não sei quantos milhões de euros para fazer
- 21:15estradas. Precisamos de não sei quantos
- 21:16milhões de euros para construir do centros de saúde?
- 21:19É desta forma, não é? As coisas não caem do céu, tem
- 21:22que haver um estudo prévio, porque senão não são 10000000,
- 21:25são 50, porque se calhar é preciso um hospital em vez de um
- 21:28centro de saúde, não é? E é assim que as coisas se
- 21:30constroem, não é não só por censos, porque senão estávamos
- 21:33mal, que é só de 10 em 10 anos, mas a grande maioria das coisas
- 21:38efetivamente é assim, é nós percebemos o que é a nossa
- 21:40população, que necessidades é que ela tem, não é?
- 21:44Nós tivemos agora. Nós, salvo seja o país, teve
- 21:47agora, durante algum tempo, 11, projeto que foi o radar social,
- 21:51que andou pelas pelos municípios todos a tentar fazer um
- 21:56levantamento das necessidades e a responder a essas
- 21:57necessidades. Mas isso é uma coisa que, por
- 21:59exemplo, vai acabar e às vezes transtorna um bocado, perceber
- 22:03que, se calhar, devia haver. Um trabalho de mais levantamento
- 22:07contínuo, em vez de ser só projetos, ao invés de ser só o
- 22:11meu inquérito que está na em Viseu, mas depois faltam as
- 22:15outras comissões intermunicipais, todas.
- 22:17E onde é? Que isso está?
- 22:19Que depois consolidem os dados, não é porque esses dados
- 22:21deveriam ser consolidados. Nós deveríamos ter uma
- 22:23consolidação a nível nacional, por exemplo.
- 22:26Sim, sim, sim, sim, sim, porque são assim, porque senão estamos
- 22:29aqui a dizer, Ah, vamos abrir aqui agora não sei quantos 1000
- 22:33EUR para um financiamento para questões LGBTE.
- 22:37Estamos a fazer isto porque isto cai da agenda 2030 e et cetera e
- 22:41et cetera, igualdade de géneros e não sei quê, mas porque é que
- 22:45é esse valor baseado em quê? Porque é que eu?
- 22:49Porque é que enquanto organismo eu sei que vou dar 10000 EUR.
- 22:53Vamos entender assim para não sei quantas entidades, não é?
- 22:56E com base em quê os projetos daquelas entidades fazem, se só
- 23:00com esse valor, que condições é que há efetivamente aquelas,
- 23:05aquelas regiões, aqueles locais, isso tudo têm essa necessidade?
- 23:09Como é que nós podemos responder a isto se não há dados nacionais
- 23:12sobre orientação sexual? Identidade de género,
- 23:16características sexuais e expressão de género.
- 23:18Como é que nós podemos responder a esta questão?
- 23:21Eu não acho que tenhamos base para responder a isto
- 23:23sinceramente. Olha um outro tema que também
- 23:25queria trazer aqui e que se calhar vai ser vai ser o último
- 23:28deste deste episódio. Tem a ver com a conferência já
- 23:31agora quem quiser apontar que que se vai realizar dia 2 de
- 23:34junho próximo. Dia o dia depois da criança.
- 23:38O dia depois da criança aproveito também já agora aqui,
- 23:43Oo. Podcast para divulgar esta mesma
- 23:45conferência, portanto, que se vai realizar em Viseu, que se
- 23:48chama o poder das palavras. Conferência sobre cyberbullying
- 23:53contra pessoas LGBTQE mais. E para isso, enfim, tal como o
- 23:59homem indica, vocês vão levar convidados, imagino, vais já
- 24:03explicar o que é que se trata e vão abordar algo que é muito,
- 24:07está muito presente e até diria crescentemente presente na
- 24:10sociedade, que é precisamente o cyberbullying.
- 24:14E no nosso caso específico, o cyberbullying orientado ou
- 24:18contra ou contra é uma palavra que tem um peso mais, mais, mais
- 24:22assertivo neste neste contexto, portanto, contra pessoas LGBTQI,
- 24:28mais qual é o vosso objetivo? Oo que é que?
- 24:32O que é que pretendem abordar neste nesta conferência?
- 24:37Olha, Miguel, nós. A conferência partiu de 1/01/1
- 24:42pressuposto que nós queríamos imenso fazer um projeto.
- 24:45Fazer lá algum não é pronto. EE, surgiram os financiamentos
- 24:50da SIG em 2025. Para quem não sabe o que é que
- 24:53é. A SIG é a comissão para a
- 24:54cidadania e igualdade. E a nossa ideia era.
- 24:59Trazer algo inovador para a cidade, trazer algo inovador,
- 25:02trazer algo que as pessoas, que marcassem as pessoas, que as
- 25:05pessoas pudessem participar, não é pronto.
- 25:07E de facto, é como tu dizes. A questão do cyberbullying é uma
- 25:10coisa que num mundo tão digital hoje em dia e ao mesmo tempo,
- 25:16fala se pouco, a verdade é essa. Ouve se muito.
- 25:20Ah, é cyberbullying, cyberbullying.
- 25:21Mas depois ninguém explica como funciona, o que é que se pode
- 25:24fazer, não é? E então, a nossa ideia foi
- 25:27efetivamente trazer profissionais que trabalham na
- 25:30área, que tenham conhecimento. E que possam explicar à
- 25:34população o que é isto, ao mesmo tempo que estamos a falar de
- 25:38pessoas LGBTI. Mais não é que sofrem várias
- 25:43agressões, não só por causa da orientação sexual, por causa da
- 25:48identidade de género. Muitas das vezes há coisas
- 25:50transversais relativamente à pigmentação da pele.
- 25:52Portanto, há um sem número de questões que as pessoas sofrem.
- 25:55A discriminação não é e. E hoje em dia, com uma carga tão
- 26:00grande, em que as pessoas vivem 90% do dia delas enfiadas nas
- 26:03redes sociais, a jogar os gamers também acontece muito.
- 26:10É preciso falar sobre isso. É, é.
- 26:12É a nossa ideia não só da realidade de quem sai do do do
- 26:16ecrã, como é óbvio, mas também aquilo que está a acontecer
- 26:19dentro dos ecrãs. Não é que muitas das vezes é
- 26:22silenciado. Muitas das vezes não é declarado
- 26:26porque não foi na rua, não fez uma ferida vista, não é, não
- 26:29sangra. E o que não sangra é mais
- 26:32complexo. Regra geral, porque não se
- 26:34demonstra as pessoas. Não é que se está a ser vítima,
- 26:37muitas das vezes, é uma coisa muito silenciosa ao mesmo tempo.
- 26:40Ainda que se grite dentro das redes sociais, ainda que as
- 26:43pessoas considerem que devem dar as suas opiniões menos positivas
- 26:50e eu estou a ser simpática, acontece nos muito quando nós
- 26:52fazemos divulgação do nosso inquérito, temos opiniões pouco
- 26:56simpáticas e isto acontece a camadas muito jovens.
- 27:01Se calhar, não têm tanta bagagem, por exemplo, ou não têm
- 27:04tanta coragem para denunciar. Há uma coisa, há uma coisa
- 27:07curiosa no nosso inquérito, independentemente do número de
- 27:10respostas que que tenhamos e da da quantidade de casos, a regra
- 27:14geral, as pessoas não fazem denúncia porque temem, temem.
- 27:18Temem ser vítimas novamente no sítio onde vão fazer denúncia?
- 27:21Temem ser vítimas se o caso for para a frente novamente num
- 27:24tribunal. E então há uma vitimização
- 27:27constante. E muitas das vezes a denúncia
- 27:30também não é bem recebida nos locais onde as pessoas vão
- 27:33fazer, porque ainda há um preconceito muito grande dentro
- 27:37das forças policiais. Lamento, mas é a realidade.
- 27:39Temos várias pessoas que comentam esse facto e muitas das
- 27:43vezes as pessoas ainda não sabem.
- 27:45Aonde é que podem fazer também essa denúncia, não é?
- 27:48E então é necessário dar informação às às às pessoas,
- 27:53dizer o que é. Vamos vamos explicar o que é
- 27:55esta coisa do cyberbullying, o que é que está a acontecer no
- 27:58país, que projetos existem, como é que podemos prevenir?
- 28:01AAPAV faz um trabalho fantástico, relativamente AAA
- 28:05este levantamento e mesmo ao trabalho de prevenção.
- 28:09Mas eu acho que é preciso lá está descentralizar e então
- 28:12vamos falar. Das coisas sem ser conferências
- 28:15em Lisboa ou no Porto. Peço desculpa, mas não tenho
- 28:18nada contra Lisboa ao Porto. Mas acho que é preciso ter esta,
- 28:20esta visão de que é preciso descentralizar conferências,
- 28:24cultura, cinema, teatro, porque só assim é que as populações
- 28:29também ganham mais conhecimento. E se calhar só assim é que
- 28:33também percebem a realidade em que estamos a viver, não só no
- 28:37mundo, mas dentro de Portugal, que é uma realidade com algumas
- 28:41agressões. E violências e com alguma
- 28:45tentativa de silenciamento? A realidade é esta.
- 28:47Totalmente de acordo tu há bocado disseste que são coisas
- 28:50que não sangram, mas olha que sangram, sangram para dentro,
- 28:54que ainda pior, provocam hemorragias internas que que que
- 28:58são muito complicadas. Não é.
- 28:59Mas regra geral, Miguel, nós, nós, o ser humano, regra geral
- 29:03choca. Se mais se vira um corte, é, é,
- 29:05é mais ou menos como o estigma de da doença mental.
- 29:09Não é tu? Tu não vês um corte, não é?
- 29:13É só um cérebro, é só um sentimento, é só e isso ainda se
- 29:17vê hoje em dia, não é? Portanto, é mais fácil tu
- 29:19chegares ali ao hospital, com um osso, deslocado, uma perna,
- 29:22partida, não sei quê, e há todo um Socorro, não é?
- 29:25E onde é que está o Socorro para aquilo que não se vê, para o
- 29:29sangramento interno? Como tu dizes, não é?
- 29:32É esta que são o senhor boling, ele é transversal naturalmente.
- 29:34Nós aqui estamos AAAA focá la Na Na população ou na comunidade
- 29:38LGBTQI. Mas ele é transversal.
- 29:41E para mim, o que me assusta é que muitas vezes os pais não têm
- 29:44noção daquilo que se passa no quarto dos filhos, porque se
- 29:48dantes. Enfim, o bullying sempre
- 29:50existiu, existia muitas vezes nas escolas, mas as crianças ou
- 29:55ou menos crianças, os próprios adolescentes, depois eles
- 29:58chegavam a casa e tinham os seus espaços seguros, tinham os seus
- 30:01quartos, et cetera. O problema do cyberbullying é
- 30:03que eles entra 24 horas por dia. E inclusivamente nos espaços
- 30:10seguros das crianças. É um tema, é um tema que eu
- 30:12quero trazer também aqui ao ao podcast, com pessoas, enfim, que
- 30:15se dedicam a estes temas, porque isto realmente tem um impacto
- 30:18negativíssimo e muito complicado sobre toda a população.
- 30:21Sim, o quarto e a casa deixou de ser um espaço seguro, não é
- 30:25porque neste preciso momento, a criança muitas das vezes leva o
- 30:31telemóvel. Que é uma questão se deveria ter
- 30:33ou não. Isto são outros 500, mas leva o
- 30:35telemóvel para todo o lado. Portanto já não há o espaço
- 30:38seguro, a casa que é Oo lugar onde nós nos refugiamos de regra
- 30:41geral do vento, das tempestades de não é também nos refugiamos
- 30:46destas coisas, destas agressões. E deixa de ser o espaço seguro,
- 30:49porque a internet, a conversa, Oo jogo que está a correr mal,
- 30:54tudo a continua a acontecer 24 horas, por assim dizer.
- 30:58Como fez o tempo, chegou ao fim, é sempre assim, muito rápido de
- 31:01vez. E deixo aqui o convite para irem
- 31:04a Viseu. É uma cidade muito agradável,
- 31:07muito bonita. Como veem, têm muitas coisas
- 31:09para fazer. Há 11 vida LGBT ativa em Viseu,
- 31:14há espaços muito engraçados também para serem visitados.
- 31:18E o último desafio que te deixo, Ana, é batizares este episódio
- 31:23que não me é que tu lhe darias. Nossa, agora fiquei assim a
- 31:27pensar, não é? Tinha que pensar nisto, já devia
- 31:29ter pensado nisto, não é? Não sei.
- 31:31Eu podia lhe chamar 2 coisas, descentralizar, até porque nós
- 31:36durante algum tempo tivemos 111 podcast, que era o descentro a
- 31:38cenas exatamente com este intuito de descentralizar as
- 31:42coisas. Mas vou lhe dar o poder das
- 31:45palavras, que é o nome da conferência, OK?
- 31:48O poder das palavras fica assim batizado deste episódio.
- 31:52Agradeço te uma vez mais, minha querida teres tido esta
- 31:54disponibilidade para conversares comigo, para conversares com os
- 31:57nossos ouvintes. Agradeço aos nossos ouvintes
- 32:00terem acompanhado mais um episódio do ultravioleta, um
- 32:03beijinho a todos e um beijinho a tia Ana.
- 32:07Obrigada. Miguel pelo convite e obrigado a
- 32:09todas as pessoas que nos ouviram e não se esqueçam, dia 2 de
- 32:11junho temos conferência em Viseu, das 9 às 5 da tarde.