Latest / Comunidade Ágil / Episódio #197 - Reconhecimento: Como Fazer para a Equipe se Sentir Valorizada? com Paula Ogai
Transcript
- 0:11Fala, pessoal da comunidade ágio, ó, hoje o episódio
- 0:15promete. Eu sou o Pablo Tavares, mas eu
- 0:17não estou aqui sozinho, estou aqui com meus amigos Cláudio
- 0:19barison. Oi, pessoal e comunidade, tudo
- 0:21bem? Tudo ótimo, né bari?
- 0:23E porque estamos aqui também com ele, Vitor Cardoso.
- 0:26Fala, Vitinho. Fala aí, galera, tudo bem?
- 0:29Melhor agora com a sua companhia.
- 0:31Olha só, temos hoje uma convidada de peso.
- 0:34Não é a primeira vez que ela tá aqui no nosso podcast e ela
- 0:37voltou agora e a gente vai tirar todas as dúvidas com ela.
- 0:39Seja bem-vinda novamente, Paula hogai.
- 0:43Olá gente, obrigada pelo convite, fico sempre lisonjeada
- 0:46de participar aqui desse bate-papo com vocês.
- 0:49Ó, hoje assim, a gente está com bastante pergunta, bastante
- 0:52coisa, e o tema principal de hoje, né?
- 0:55É reconhecimento. E aí, Paula assim, já começando
- 0:59esse episódio, né? É, se você quiser, também pode
- 1:02se apresentar novamente. E aí a gente já.
- 1:04Parte pra essa pergunta, mas é, queria te perguntar assim, né?
- 1:09Acho que vale a pena você se apresentar.
- 1:11E aí? É que.
- 1:12Reconhecimento que que é reconhecimento dentro do
- 1:16ambiente corporativo, porque eu fiquei na dúvida assim,
- 1:17reconhecimento é a mesma coisa. Que recompensa.
- 1:20Aí mete o bronca, aí se apresenta e já responde essa
- 1:22pergunta aí pra gente. Bom, é como me apresentou, né?
- 1:27Você me apresentou. Eu sou a Paulo gay.
- 1:28Eu tenho mais de 20 anos na em recursos humanos, né?
- 1:31Na área de pessoas e cultura. É, eu tenho uma jornada em
- 1:34grandes multinacionais Americanas e aí depois eu vou
- 1:37para o mercado financeiro e atualmente eu sou head de
- 1:40pessoas de cultura da w bren, que é uma consultoria de
- 1:43tecnologia que é uma spinoff da k 21 e da nauer, né?
- 1:46Então está muito conectado com agilidade.
- 1:48Eu eu fiquei pensando nesse tema, porque vem um pouco desse
- 1:51dilema, do que que é recompensa, o que que é reconhecimento?
- 1:54Recompensa é para quem, né? Serve para quê?
- 1:57Como as empresas utilizam. Então eu vou resgatar um pouco,
- 2:00primeiro alguns conceitos e aí depois a gente pode pensar na
- 2:03prática. O que eu vivi em várias
- 2:04organizações. Se se você pensar em teoria,
- 2:07você vai ter uma teoria, por exemplo, de skinler, que na
- 2:11psicologia fala de punição e reforço positivo.
- 2:14Então, o mau comportamento eu puno, eu tenho uma punição.
- 2:17O Bom Comportamento eu recompenso.
- 2:20Eu dou algo para essa pessoa para dizer, olha, esse
- 2:23comportamento é bacana. Ele foi usado bastante,
- 2:27inclusive comprovado também com 11 experimento, né?
- 2:31De pavlov, que fala sobre comportamento animal.
- 2:33Inclusive ele é muito utilizado dentro das corporações, né?
- 2:36Então, quando você faz um, você faz algo bacana, vem alguém ou
- 2:40te elogia, vem, você tem um evento, você é convidado a ser a
- 2:44se, né? A ser parabenizado em público,
- 2:46ou tem uma recompensa financeira.
- 2:48Então esse é um método muito utilizado dentro das
- 2:50organizações. Mas esse método ele se tornou um
- 2:54pouco simplista diante da complexidade que é um ser humano
- 2:58e até porque a gente passa por diversas fases.
- 3:00Então tem fases na minha vida que dinheiro era provavelmente
- 3:03aquilo que eu buscava. E quando eu tava grávida, eu
- 3:08buscava uma certa tranquilidade na carreira, né?
- 3:12Então acho que tem que essas teorias começaram a pensar nessa
- 3:16complexidade das relações humanas.
- 3:19Aí você vai ter a teoria da pirâmide de masmo.
- 3:22Que pensa nos fatores higiênicos, né?
- 3:24Então primeiro tem uma questão de sobrevivência, tem uma
- 3:27questão de financeira, pra depois você ir pensando em
- 3:30outros aspectos que te motivam. Então quem tá passando fome,
- 3:33talvez uma salva de Palmas não seja considerado um
- 3:37reconhecimento. Então tem essa pirâmide que
- 3:39mostra um pouquinho de fatores que vão que te motivam, que te
- 3:43que que são consideradas como reconhecimento, que vão mudando,
- 3:46né, considerando essa pirâmide. Você vai ter também teorias que
- 3:50falam de fatores de motivação intrínsecos e extrínsecos, né?
- 3:54Então o que é aquilo que te motiva internamente?
- 3:56Então tem um propósito em algo que te faz mover, que é aquilo
- 3:59que você está buscando, ou tem fator extrínsicos, que está
- 4:03muito conectado com uma cultura de uma organização, aquilo que
- 4:05eles reconhecem como algo bacana.
- 4:08Então, passar por essas várias teorias é importante para a
- 4:12gente entender. E aí até para explicar a minha
- 4:14visão do que é reconhecimento, né?
- 4:16E do que a gente também fala muito da w brain.
- 4:19De novo, não é um tema simples. O que é reconhecimento para mim?
- 4:22Não é reconhecimento para o barisom e não vai ser para o
- 4:26Vitor e nem para você. Então exige no meu olhar, exige
- 4:30uma capacidade de você se aproximar e entender quem é o
- 4:34seu público para você, de fato, conseguir construir.
- 4:37Falando do mundo corporativo, construir mecanismos.
- 4:41Que funcionem. Então eu vou dar um exemplo
- 4:44simples também. Mas uma das empresas que eu
- 4:46trabalhei, a gente tinha um reconhecimento dos melhores
- 4:49vendedores, das das pessoas comerciais que se tiveram
- 4:52destaque no final do ano. Tinha uma festa muito bacana e
- 4:55as pessoas eram convidadas a aparecer no palco e ganhar um
- 4:59troféu. A maioria curtia muito, achava
- 5:01aquilo sensacional, algo como um reconhecimento.
- 5:05Mas eu tinha 2 ou 3 pessoas que sempre falavam, por muito eu não
- 5:08curto ter que subir no palco. Essa coisa de aparecer não é
- 5:12bacana, não queria me expor. Isso gerava estresse, não era
- 5:16considerado como um reconhecimento para essa pessoa.
- 5:19Só que o no corporativo você não consegue fazer essa
- 5:21customização. Então o que acontece?
- 5:23Você tem um programa de reconhecimento que gerava, tinha
- 5:26até viagens e tal, mas que tinha esse momento de reconhecimento
- 5:30público que alguns não curtiu. Então, de novo, falando sobre a
- 5:34minha visão, reconhecimento é você ter a capacidade de olhar
- 5:37para essa pessoa e entender o que que vai motivá la.
- 5:40O que que vai fazer ela se sentir reconhecida mesmo?
- 5:43E eu não estou fazendo juízo de valor.
- 5:45Tem alguns que são dinheiro, tem uns que são prêmios, tem uns que
- 5:49é 111 salva de Palmas dentro de um de um público maior, tem um
- 5:53que é o chefe dizendo, cara, você foi muito bem.
- 5:56Então, resumindo, as pessoas se motivam e se sentem reconhecidas
- 6:01de formas distintas. Mas quando a gente cai no mundo
- 6:04corporativo, não dá para fazer uma super personalização, né?
- 6:07Você acaba tendo programas um pouco mais amplos.
- 6:10Mas além, você vai ter vários mecanismos, então você tem um
- 6:13merit Money, você tem 11 peer to peer, que é o escudos, por
- 6:18exemplo, que é uma forma de reconhecimento de pares.
- 6:21Você tem premiações corporativas que vão dizer quem é o melhor
- 6:24vendedor, quem teve o projeto mais, que trouxe mais resultado.
- 6:29Você vai ter uma promoção. Os períodos de promoção da
- 6:32pessoa também é reconhecida. Como aumentou o nível de
- 6:35senioridade, está pronto para uma outra posição?
- 6:38Então, o que que a empresa faz é desenhar diversos mecanismos
- 6:41para conseguir fazer com que o maior número de pessoas, de fato
- 6:45se sintam reconhecidas, motivadas e que busquem, né?
- 6:50Performar mais, fazer mais dentro da sua área, dentro da
- 6:53empresa. Não sei se ficou claro assim.
- 6:56É um resumo muito, muito curto de várias, vários conceitos, né?
- 7:01O Paula não apenas ficou claro, mas você traz para cá para essa
- 7:06discussão um ponto que eu acho que é realmente importante.
- 7:09Assim é, não é simples, não é um assunto simples.
- 7:11Parece ser simples, mas ele não é simples.
- 7:14E ele requer esse entendimento do seu ambiente, do indivíduo,
- 7:19para que aquele reconhecimento funcione como reconhecimento,
- 7:22porque eventualmente pode ser um problema, como você colocou aí.
- 7:26Essa questão de subir ao palco pode virar uma coisa que seria
- 7:29super legal, né? O de você expor a pessoa aquilo
- 7:32ser motivo de estresse. Só que isso isso me traz um
- 7:35outro assunto. De uma maneira geral, a gente
- 7:38pensa muito no reconhecimento mais individual, e eu não estou
- 7:42falando do individualizado. Estou falando individual e mais
- 7:46do que nunca, a gente tem vivido um mundo onde o trabalho em
- 7:51equipe, ele precisa também ser valorizado, precisa ser até
- 7:55reconhecido, né? Mas principalmente o valorizado.
- 7:58E a gente ainda esbarra em muitos lugares que mesmo que
- 8:01exista um trabalho de equipe, você acaba premiando uma pessoa
- 8:05e tal. E talvez isso possa ser um tiro
- 8:07pela culatra. Né, no sentido de que isso pode
- 8:10elevar a moral de uma pessoa, mas desmotivar aquelas pessoas
- 8:13que estão no entorno e que se sentiram até injustiçadas.
- 8:17Então esse é um assunto realmente complexo demais.
- 8:20Parece simples é como é que funciona isso nesse mundo que eu
- 8:24posso chamar de mais moderno agora, onde as equipes atuam?
- 8:27A gente tá falando aqui, né? Estamos no podcast de agilidade,
- 8:31então muitas pessoas que estão ouvindo a gente trabalham em
- 8:34equipes ágeis, em squads e tal, que na verdade, ali tem uma
- 8:37equipe atuando. Pra entregar alguma coisa?
- 8:40Como é que funciona nesse modelo agora de squads e tal, esse
- 8:45reconhecimento, como é que fica? Isso é uma boa pergunta, porque,
- 8:51assim, acho que principalmente esses mecanismos precisam fazer
- 8:54sentido dentro da cultura da organização.
- 8:55Então eu vou dar um exemplo que é um pouco de clichê, mas no
- 8:58mercado financeiro, você que tem uma cultura extremamente
- 9:01individualista. Então é muito comum você ter
- 9:04programas de reconhecimento, de recompensa ou de promoções,
- 9:08qualquer que seja, que premiam a contribuição individual.
- 9:12Por quê? Porque tem a ver com a cultura
- 9:13daquela organização. De novo, eu não estou fazendo
- 9:15juízo de valor, eu tenho a minha opinião, mas Oo que eu digo
- 9:19assim, precisa ter uma conexão com a cultura da organização.
- 9:22Se você está falando de uma estrutura, de uma comunidade
- 9:24ágil, né, de uma estrutura que olho coletiva, contribuição
- 9:28coletiva, né? Tem um olhar mais sistêmico.
- 9:30Esses programas também precisam ter esse olhar mais sistêmico,
- 9:34menos menos hierárquico, né? Ele é mais transversal.
- 9:38Então você ter, por exemplo, cudos é uma forma de
- 9:41reconhecimento. Peer to peer.
- 9:43Menos horizontal, né? Mais transversal, onde eu posso
- 9:47reconhecer, porque tem modelos de reconhecimento que só o
- 9:50gestor pode fazer. Só o gestor pode indicar um
- 9:52cudo, um prêmio ou qualquer coisa.
- 9:54Não faz muito sentido, porque você está dizendo que só o
- 9:57gestor que tem o poder de reconhecer quem está performando
- 10:01ou quem fez uma coisa bacana. Cultos já vem no modelo onde eu
- 10:05sou seu, inclusive, eu posso fazer isso pro meu gestor, eu
- 10:07posso fazer para cima. Se você pensar numa estrutura
- 10:09mais verticalizada, pra baixo e pros lados, isso já conversa com
- 10:13uma estrutura mais ágil, podemos dizer menos hierarquizada, né?
- 10:16Então quando a gente fala de propósito e faz uma construção
- 10:20coletiva do objetivo, daquele time ágil, você também está indo
- 10:24pra este lugar onde é uma construção coletiva.
- 10:26A gente está definindo juntos, né?
- 10:28A gente está discutindo o que cada um vai fazer, qual o papel
- 10:31e. A premiação disso ou o
- 10:33reconhecimento disso precisa ser justamente na contribuição do
- 10:36time? Então, o que eu observo, e eu
- 10:39vou ser muito honesta, Cláudio, é que as pessoas, mesmo
- 10:42trabalhando em squads, os modelos que as organizações
- 10:46acabam escolhendo ainda são individualizados, ainda são
- 10:50premiando alguém que tem um papel é de liderança ou que
- 10:54acreditam que a responsabilidade maior por aquela entrega.
- 10:57Então, eu não acho que é muito coerente, entendeu?
- 11:00Você acaba tendo uma certa. Esquizofrenia de você tá
- 11:03dizendo? Ah, A Entrega foi coletiva, mas
- 11:05a premiação ainda é individualizada.
- 11:07Eu acho que é um desafio pra algumas organizações,
- 11:09principalmente as que estão em transformação, que estão
- 11:12querendo mudar de um modelo pro outro, porque esses mecanismos
- 11:16de novo conversam com a cultura da organização.
- 11:18Então se você não muda, eu eu falo muito em processo de
- 11:20transformação. Se você acha que você vai chegar
- 11:23num lugar e vai falar não, agora é, é horizontal, é equipe e tal,
- 11:27e você não mudar todos esses programas, esses subsistemas de
- 11:30de pessoas. Eu te garanto, cultura não muda
- 11:33porque aquilo que você está reconhecendo ainda é o
- 11:35comportamento do passado. Então eu acho que esse é o
- 11:39desafio das organizações, porque, no fundo, no fundo, quem
- 11:41é promovido. Se você pensa numa estrutura
- 11:43hierárquica, né? Você não vai promover o time
- 11:45todo porque tem essa visão ainda de que alguém precisa subir.
- 11:50Então é, eu não estou dizendo que é fácil, tá?
- 11:53Já vivi. Eu desafio de muitas
- 11:55organizações de quererem migrar, mas não conseguirem fazer a
- 11:58mudança de todos esses subsistemas.
- 12:00Sim, e esse eu acho que é o ponto mais importante, né?
- 12:03Quando você tá falando sobre essa transformação que a gente
- 12:06tanto fala, né? De uma maneira geral, o
- 12:09reconhecimento acaba sendo um ponto interessante da gente
- 12:12discutir, porque não adianta de fato você fazer essa
- 12:16transformação de uma maneira geral.
- 12:18Aonde essa transformação? No fundo, no fundo, ela precisa
- 12:21atacar primordialmente a cultura, porque através disso
- 12:24depois você consegue construir um ambiente que você realmente
- 12:28tá tá pensando, tá querendo. Mas se você não ataca esses
- 12:32todos, esses subsistemas que você falou, e o reconhecimento é
- 12:36um deles, você realmente joga por água abaixo todo um
- 12:39trabalho, né? E aí você corre o risco,
- 12:41inclusive, de perder o seu time. Então é interessante, eu acho
- 12:45legal a gente chamar atenção para isso, para quem está nos
- 12:47escutando aqui para entender de novo, né?
- 12:49Um assunto que parece ser absolutamente simples, mas a
- 12:53criticidade que ele tem ao mesmo tempo, se ele não for bem
- 12:56tratado, né? E o bem tratado não é sair dando
- 12:59reconhecimento, é entendendo esse reconhecimento dentro do
- 13:03seu contexto, da sua organização, porque
- 13:06eventualmente, como a Paula falou, né, num primeiro momento,
- 13:09ali você precisa entender aquele indivíduo que vai receber.
- 13:13O reconhecimento, mas isso não é suficiente também.
- 13:17Porque? Você precisa entender esse
- 13:18ambiente todo, porque se esse indivíduo está dentro de uma
- 13:21equipe e você continuar premiando apenas o indivíduo,
- 13:24você pode perder aquela equipe, porque muitas pessoas podem se
- 13:27sentir injustiçadas e tal, e a partir daí, você é muito difícil
- 13:31reverter isso, né, Paula? É muito.
- 13:34E tem. Acho que vocês lembram do
- 13:35exemplo de um dos Estados Unidos?
- 13:38Era um trabalhador da do Burger King, se eu não me engano.
- 13:41Que ele não faltou durante, sei lá, 1020 anos, alguma coisa
- 13:44assim e ele ganhou um copo de plástico.
- 13:46Ele em seguida, pediu demissão, não sei, esse caso ficou muito
- 13:49famoso. Eu eu sei que é um, é um exemplo
- 13:51um pouco esdrúxulo, mas ele passa justamente por pela
- 13:55complexidade desses programas ou modelos de reconhecimento.
- 13:59Eu não. Eu, apesar de eu ter falado de
- 14:01Ah, é um copo, eu acho que o que fez ele tomar a decisão de sair
- 14:06foi justamente a falta, não era sobre o que, o que dar para ele.
- 14:11Mas é justamente a falta de reconhecimento da atitude, do
- 14:14comportamento dele durante tanto tempo, durante tantos anos,
- 14:16diante da organização, né? Diante do da empresa.
- 14:20O que eu acho bacana é que e eu não vou falar que é a área de
- 14:23pessoas, só que é responsável por isso, tá?
- 14:25Porque os líderes podem fazer muito sem inclusive precisar do
- 14:29RH, sem precisar pensar em recursos humanos ou na área de
- 14:32pessoas, o líder pode, sim, conseguir identificar o que que
- 14:35é motivo, o que que é reconhecimento para aquele time.
- 14:38E de forma muito simples, simples, buscar mecanismos para
- 14:41fazer com que isso funcione sem precisar ser um super programa
- 14:45corporativo também. Você colocar toda a
- 14:47responsabilidade para área de pessoas.
- 14:50Eu acho um equívoco você celebrar, né?
- 14:52Porque tem gestores que não celebram conquistas, mas e
- 14:55celebrar significa falar sobre os resultados, né?
- 14:58Falar abertamente sobre o que foi bacana, reconhecer uma
- 15:01atitude coletiva ou individual, porque ele acha que não fez mais
- 15:06do que a obrigação. Então eu não preciso de um super
- 15:08programa para um gestor ter a sensibilidade de entender que
- 15:11aquele momento era de de parabenizar, de celebrar, de
- 15:14falar, ó, gente, parabéns para um puta de um trabalho.
- 15:17E muitas vezes isso é suficiente.
- 15:19Eu tava até fazendo uma pesquisa aqui tem um dos exemplos que
- 15:22fala muito sobre aquilo que a gente acha que é reconhecimento,
- 15:25sem ter o cuidado de olhar para o outro, que depois funciona
- 15:28como desmotivador. E eu tô falando inclusive às
- 15:31vezes de dinheiro, porque você pode fazer uma entrega
- 15:34substancial até como um time. Você ganha um bônus financeiro,
- 15:38mas na sua ótica, o bônus que você recebeu está muito aquém
- 15:42daquilo que você achava correto, do que achava justo.
- 15:46Então isso pode ser um desmotivador.
- 15:48Então será que dinheiro deveria ser o principal, a principal?
- 15:52Fora, não sei, não sei, pode ser que não.
- 15:56Então eu não sei se todos os gestores estão estão atentos AA
- 16:01essas nuances. Assim, sabe porque precisa de
- 16:03ter uma certa sensibilidade. Pra você conseguir identificar
- 16:07isso no indivíduo, identificar isso no grupo, identificar o
- 16:09momento, se a cultura faz sentido, então o convite é
- 16:14sempre que as pessoas consigam pensar com toda essa
- 16:16complexidade, né? Engraçado que você falando
- 16:19assim, primeiro que nas suas falas você acaba já respondendo
- 16:22uma porção de pergunta, né? Que a gente tem que eu tava aqui
- 16:25uma pergunta que eu acho que você já respondeu, mas se tu
- 16:27quiser também falar sim ou não, é que não necessariamente o
- 16:31reconhecimento, ele parte somente da liderança, né?
- 16:34Eu acho que eu como meu par, eu posso reconhecer, seja quem for,
- 16:38acha que essa cultura do reconhecimento entre pares
- 16:40também pode ser existir, né? Então acho que você já trouxe
- 16:43isso. Ok, mas eu acho que agora você
- 16:46acabou de responder a pergunta que eu queria fazer, eu acho,
- 16:48vamos lá, da mesma forma que, por exemplo, um colaborador é se
- 16:51ele passa por um processo de humilhação, né, ou uma situação
- 16:54extremamente delicada, esse colaborador, dificilmente ele
- 16:57vai esquecer desse impacto emocional que ele teve, né?
- 17:00Negativo. Mas da mesma forma também quando
- 17:03ele passa por um processo também de reconhecimento, onde ele de
- 17:06forma positiva ele é impactado, ele também nunca mais vai
- 17:09esquecer aquilo. Então a pergunta é, será que as
- 17:11empresas, de um modo geral, elas?
- 17:13Entendem assim o poder desse impacto emocional, que é que
- 17:17elas podem causar nesse colaborador.
- 17:19E esse colaborador, tendo esse impacto positivo, ele pode
- 17:22produzir muito mais, pode gerar mais valor.
- 17:25É pro negócio mais, né? É dinheiro pro pro negócio.
- 17:28Então, assim, qual é a tua opinião sobre isso?
- 17:31Olha, em todas as organizações que eu passei, todas sem
- 17:34exceção, todas tinham esses mecanismos de recompensa e
- 17:37reconhecimento, todas estavam muito preocupadas.
- 17:40De alguma forma, reconhecer um comportamento que está em linha,
- 17:44né? Com o que estava se buscando
- 17:45dentro da organização. Uma performance maior é, seja
- 17:49com distribuição de dinheiro, seja com distribuição de
- 17:51prêmios, seja com Apresentações coletivas, em festas ou
- 17:57cerimônias específicas, todas, troféu, tudo.
- 18:00Então essa preocupação eu te digo que é legítima.
- 18:04Agora, se realmente eles estão se aprofundando nessa
- 18:08complexidade que a gente tem falado.
- 18:10Acho que algumas falharam e vejo outras organizações falhando,
- 18:14pensando muito que existe uma forma, uma única forma da pessoa
- 18:18se sentir reconhecida, de de você ter uma alta performance
- 18:22baseada em um modelo talvez simplista.
- 18:24Então, geralmente passa por dinheiro, porque no fundo a
- 18:26gente fala a todo mundo gosta de dinheiro.
- 18:29Não vou dizer que não gosta, mas dizer que este é o único e o
- 18:32melhor, a melhor forma de reconhecimento, me parece
- 18:36equivocado. Eu tenho um exemplo também de
- 18:39tinha uma. Uma executiva que estava grávida
- 18:42numa época e Ela Foi convidada para uma oportunidade fora do
- 18:48país. E o gestor dela achou
- 18:51sensacional, incrível que ele estava dando oportunidade para
- 18:55ela. Mas eu acho que ele esqueceu que
- 18:56ela estava grávida. Foi.
- 18:58Foi só esse pequeno detalhe. E aí essa executiva ficou muito
- 19:03grata, mas ela falou, não me interessa.
- 19:06E ele estava super feliz de dar oportunidade para ela.
- 19:09Para ele, era um reconhecimento, uma forma de retenção,
- 19:11inclusive. Então você vê, eu não estou
- 19:14dizendo que a empresa teve uma intenção ruim, eu não vou dizer
- 19:17que o gestor foi assim. Pode ter sido insensível, mas
- 19:20ele estava genuinamente preocupado em reter essa
- 19:23profissional e dar 11 oportunidade para essa
- 19:27executiva. Naquele momento, ela achou
- 19:30insensível porque ela falou, eu estou grávida, eu não vou mudar
- 19:32de país nesse momento. Mas eu também conheço executivas
- 19:35que, se tivessem tido esse convite, mesmo grávidas, iriam
- 19:39amar, iriam se sentir super reconhecidas, iriam devorar.
- 19:42Não estou te fazendo juízo de valor de novo.
- 19:44É porque tem um valor diferente para cada uma e estou falando de
- 19:48de novo, de um, de um exemplo individual.
- 19:50Mas é só para dar força de que as empresas estão interessadas.
- 19:54Elas querem que querem reconhecer, querem que as
- 19:56pessoas performem mais. Quer uma empresa, quer um time
- 19:59de alta performance? Mas às vezes não sabem muito bem
- 20:02como fazer isso, e aí o tiro sai um pouquinho pela culatra.
- 20:06Ô, Paula, isso que você falou, eu IA até te fazer uma pergunta
- 20:09com um ponto que você trouxe, né?
- 20:10Porque muitas vezes o gestor não tem orçamento e ele tem
- 20:14dificuldade em reconhecer. De algumas maneiras, anão ser,
- 20:18obviamente, reconhecendo ali, verbalmente ou por uma mensagem
- 20:22e tal. Obviamente tem formas criativas
- 20:24de você fazer isso e tal. Mas uma forma que eu vejo assim,
- 20:28até comum mesmo, de lugares, porque eu já passei muito por
- 20:31isso, né? Em lugares que você não tem
- 20:34tanto orçamento, por exemplo, é usar essas oportunidades de
- 20:38treinamento, de curso e tal. Você vê isso com com bons olhos.
- 20:42Agora, você deu um exemplo realmente que algumas pessoas
- 20:45podem amar e outras. Não porque caiu, inclusive no
- 20:48momento de gravidez e tal, mas isso é uma boa prática.
- 20:52Assim, de uma maneira geral. Paula ou não?
- 20:54Ou isso soa meio como oportunismo, sabe?
- 20:59Talvez agora eu vou ser polêmica.
- 21:00Muitos gestores chegam pro RH e falam assim, aí eu não posso
- 21:04promover a pessoa. Mas que tal eu pagar o MBA ou o
- 21:08percentual do MBA ou dar uma certificação em curso de novo?
- 21:13A tentativa é legítima. Mas a pergunta é, como que você
- 21:16se sentiria se alguém falasse para você, né?
- 21:19Se você descobrisse que você deveria ser promovido?
- 21:22Mas como você não tem o orçamento, então eu vou te pagar
- 21:25um curso, eu vou te pagar uma certificação.
- 21:28Então os gestores usam esses mecanismos e eu posso falar com
- 21:32boca cheia, porque todas as organizações que eu passei eu
- 21:35conversei sobre isso. Os gestores falaram abertamente
- 21:38que era uma forma de retenção, inclusive porque eu não podia
- 21:41promover. Eu só acho que precisa ter muito
- 21:43cuidado. Porque você desvirtua um
- 21:46programa de desenvolvimento, por exemplo, né, que é um MBA, que é
- 21:51um treinamento, uma certificação para algo que talvez não faça
- 21:54sentido para essa pessoa. Essa pessoa não vai ver valor,
- 21:57pode ser que ela não entenda que isso para você pode ser muito
- 21:59importante, mas para ela falar assim, putz, mas eu não quero
- 22:01fazer MBA, eu quero minha promoção.
- 22:03Então, sendo honesto, existe, os gestores utilizam, eu acho que é
- 22:08uma forma deturpada, é, às vezes funciona e às vezes dá muito
- 22:12errado. Porque a pessoa pode ficar
- 22:15inclusive ofendida do gestor usar esse mecanismo, quando na
- 22:18verdade deveria ser uma promoção.
- 22:20E aí, sabe o que eu ouvi muito de de colaboradores falando
- 22:23assim, putz, o meu gestor é fraco no sentido de que ele não
- 22:25tem força para buscar minha promoção.
- 22:28Ele não tem pânt para conseguir através, né, das das políticas
- 22:32de promoção e de remuneração, buscar o que é direito meu.
- 22:35Então, o que que ele faz? Ele me dá um prêmio de
- 22:38Consolação. E aí, acabou.
- 22:40Essa pessoa vai sair da organização?
- 22:41Provavelmente, tá. Você pode contar os meses que a
- 22:43pessoa vai sair, não vai se sentir prestigiada.
- 22:47Agora, quando você tem alguém, um gestor, que entende que o MBA
- 22:51tem muito valor para essa pessoa, que ela tava buscando
- 22:54isso e que é uma forma de desenvolver, porque é outra
- 22:58forma de reconhecimento, é você dar autonomia e espaço de
- 23:00desenvolvimento. E isso de novo não tem, não tem
- 23:03a ver com dinheiro direto, né? Eu entrevisto muita gente até
- 23:06hoje, muitos falam assim para mim, puts Paulo, eu tenho muita
- 23:09autonomia onde eu, onde eu estou, não vou trocar isso por,
- 23:12sei lá, 200, 300 BRL. E eu também já ouvi pessoas
- 23:15dizendo eu quero sair da onde eu estou.
- 23:17Eu ganho muito bem, mas eu não estou feliz porque eu não
- 23:20consigo ter autonomia para tomar decisões básicas da minha
- 23:23estrutura, do meu time, do meu trabalho.
- 23:25Então precisa de uma. Uma capacidade desse gestor
- 23:30fazer essa leitura, entender realmente quem é essa pessoa, o
- 23:33que que ela está buscando, que motivo para conseguir usar todas
- 23:36essas possibilidades dentro da organização para que isso seja
- 23:39realmente o reconhecimento e motivador, não seja o contrário.
- 23:43Paula, sim, mais uma vez você já me respondeu novamente por quê?
- 23:46A pergunta que eu IA fazer era a seguinte, então, um dos bons
- 23:50caminhos que esse líder, esse gestor, ele pode ter é, de fato,
- 23:54parar um pouquinho o tempo dele e tentar ouvir.
- 23:57Né, esse, esse essa pessoa que faz parte da equipe, né, dele,
- 24:01né. A gente pode até se inspirar um
- 24:02pouquinho ali no meio de 3.0, na questão do né, dos movimentos,
- 24:05direitos assim, o que que te motiva, né?
- 24:07O que que que, por exemplo, eu sou uma pessoa que gosto
- 24:09bastante de estudar, então de repente para mim receber uma
- 24:12bolsa, né, de fazer uma Mae não ter um custo, pô, seria uma
- 24:15super, um super reconhecimento, né, como você falou, e eu tô
- 24:17falando isso porque eu já tive gestores que já chegaram para
- 24:20mim e perguntaram, cara, que que para você, quando você se sente
- 24:22feliz? Você reconhecer de que forma que
- 24:24a gente gosta de receber um presente, né?
- 24:26Tem gente que gosta, né, de ter a fotinho lá na né, na
- 24:29estampada, tudo e tal. Então eu acho que também tem que
- 24:32ter essa sensibilidade do gestor, chegar até ali e vamos
- 24:35parar um tempinho aqui, vamos tomar um café.
- 24:36E aí, cara? É um clichê, né, Pablo?
- 24:40A gente falar gestor, presta atenção, gestor ouve, gestor se
- 24:44conecta com o time. Mas é sobre isso.
- 24:47É sobre isso, Paulo. Assim, a empresa falando de
- 24:50área, de pessoas, ela vai pensar em vários mecanismos, mas quem
- 24:54precisa ter a sensibilidade de avaliar o que faz sentido é o
- 24:58gestor o RH tá lá, longe, tá criando programas corporativos.
- 25:02Quem vai entender o que faz sentido é o gestor.
- 25:06E aí assim, vamos, vamos pensar em estruturas, é em em times
- 25:09mais menos hierárquicos, né? Talvez você pensar num formato
- 25:14onde o coletivo possa tomar algumas decisões.
- 25:17Isso também é interessante e que eu acho que as empresas também
- 25:22não utilizam muito, porque porque eu vou ser honesta
- 25:25também, tá? Passar por perguntar tudo para
- 25:28todo mundo é arriscado, tá? Se às vezes faz o time patinar e
- 25:33eles ficam discutindo e não conseguem tomar uma decisão,
- 25:35então nem sempre é o melhor formato.
- 25:38Mas claro que dependendo da maturidade desse time de ter
- 25:42essas conversas. Você também pode usar esse
- 25:45artifício pra identificar aquilo que faz mais sentido pra aquele
- 25:48time. Eu acho que é isso.
- 25:50Legal, ô Paula, é só pra pegar o outro lado disso, o outro lado
- 25:54disso. Você chegou a quando você estava
- 25:56abrindo AA sua fala, você falou sobre a punição, né?
- 26:00Só pra gente ver esse outro lado também.
- 26:02Existe uma cartilha sobre aquelas pessoas que não estão
- 26:06indo bem e tal, obviamente, né? A gente já até Na Na última
- 26:10conversa nossa, a gente falou sobre feedbacks também e tal.
- 26:13Obviamente, isso passa por feedback, mas tem uma forma
- 26:16também de fazer essa situação que a pessoa não tá indo bem.
- 26:20E aí, não tô falando só em punição, né?
- 26:22Eu acho que punição é uma palavra forte demais.
- 26:24Mas assim, o outro lado do reconhecimento, quando aquela
- 26:28pessoa precisa ali de um chá de bússola, como dizia algum ex
- 26:31chefe meu. Alguma coisa assim?
- 26:33Tem uma forma para se fazer isso?
- 26:37Talvez não é uma forma, mas o que observam em organizações
- 26:40mais estruturadas é que você vai ter 11 pequeno processo para
- 26:43seguir, para que as mensagens fiquem muito claras para as
- 26:46pessoas que talvez não estejam no caminho, não estejam na rota,
- 26:49né? Como você falou da bússola,
- 26:51então, em organizações estruturadas você vai ter um
- 26:54fluxo dizendo o primeiro. A gente tá falando de feedbacks
- 26:58claros. Pode ser de hierarquia ou dentro
- 27:02do grupo. Como é que eu construo um
- 27:04ambiente seguro? Confiável para que o grupo
- 27:08também de feedback e tenha conversas difíceis.
- 27:11Então esse é o primeiro passo. O segundo passo eu posso.
- 27:14Se tem uma, nas empresas que eu trabalhei tinham avaliações de
- 27:17performance, então você tinha um conversas de performance que
- 27:20eram obrigatórias a cada período de 3 em 3 meses, por exemplo,
- 27:24você documentava. Você já começa a dar um recado
- 27:27sobre que comportamento, que entregas não foram feitas e que
- 27:31comportamentos não estão em linha com aquilo que a empresa
- 27:34está buscando. O que o gestor está pensando?
- 27:36Você já começa a dar uma sinalização, né, de que algo não
- 27:39está indo bem. No final, tem avaliação de
- 27:43desempenho, que tem a remuneração.
- 27:44Eu tenho bônus, eu tenho o pagamento de mérito, essa pessoa
- 27:48não recebe, ou ela recebe um bônus muito menor ou ela não
- 27:52recebe no mérito, ela também não recebe um ajuste de mérito.
- 27:56Ela pode, até óbvio, porque é uma questão legal, você tem um
- 27:58dissídio, que é um ajuste salarial por lei, mas você não
- 28:02vai ter um ajuste de mérito dizendo que a pessoa está no
- 28:05caminho correto. Então, em empresas mais
- 28:07estruturadas você vai ter todo este caminho.
- 28:09Que comida pode se combinar? Numa num desligamento eu chego
- 28:14num ponto de falar, olha, eu já te sinalizei, já te dei
- 28:16feedback, não teve uma melhora, você não performou, logo tem um
- 28:20desligamento que desligamento é uma punição, vamos combinar que
- 28:23é uma punição, mas eu sei de empresas, já ouvi vários casos
- 28:27de empresas que EE líderes que eu não concordo, eu eu confesso
- 28:30que vivi poucas essas situações, mas de que é, expõem.
- 28:34É uma punição. Eu coloco no coletivo dizendo,
- 28:37fulano, você não não fez o que você deveria ter feito.
- 28:40Você expõe a pessoa, já coloca ela no lugar de que está
- 28:43devendo, eu tiro ela do radar. Os principais projetos eu não
- 28:47dou para essa pessoa, eu não dou visibilidade.
- 28:50Ah, tem ações de desenvolvimento, essa pessoa
- 28:52também não é elegível. Ela passa anão ter espaço para
- 28:56treinamentos, certificações, MB etc e tal.
- 28:59Então, muitas empresas com esses gestores, não é que tem um fluxo
- 29:04claro, mas a pessoa de forma inábil, deixa muito claro, né?
- 29:09Deixa muito explícito com algumas punições dizendo, cara,
- 29:12nunca. Inclusive, alguns podem até
- 29:15esperar um pedido de demissão ao invés de você demitir.
- 29:18Você vai deixando tão claro que as coisas não estão caminhando
- 29:21bem, que a pessoa pode optar por por sair da organização.
- 29:25Muito bom, olha só. Eu tenho aqui 111 dica, ó, quem
- 29:29sou eu para a gente da Paula dar uma dica?
- 29:31Mas eu tenho uma pergunta da produção Paula para você, e aí
- 29:34eu vou estar até lendo literalmente, porque é uma
- 29:37pergunta é, segundo a produção, polêmica, vamos lá, quando?
- 29:40Assim, ó, quando o colaborador entende o processo de
- 29:43reconhecimento da empresa, tem algum risco dele fazer isso
- 29:46virar um comércio, ou seja, tentar atender o usuário e pede
- 29:50para ele o reconhecimento para gerar uma visibilidade forçada.
- 29:53É comum ou é recorrente isso? Como que você?
- 29:56Entende? Não sei se ficou claro a
- 29:58pergunta, mas é. Eu acho que ficou, mas posso
- 30:02fazer uma pergunta para vocês, vocês veem isso acontecendo?
- 30:08A produção que falou que foi eu, na verdade.
- 30:11A produção é você. Na verdade, vi acontecendo.
- 30:14Não é comum eu ver isso acontecendo, mas vi coisas bem
- 30:20extremas do tipo, até de deixar com ausência temporária.
- 30:25Pra pessoa poder durante as férias, né?
- 30:26A pessoa interromper as férias dele Pra Ele poder falar, ó, eu
- 30:29tô sempre te atendendo, mesmo que isso interrompa as minhas
- 30:31férias. Então assim, tem um Monte de
- 30:33viés cultural. Não vi isso acontecendo, mas a
- 30:36minha pergunta é essa, se se você viu isso acontecer, mas
- 30:39pela sua pergunta reversa, eu. Não vi isso com frequência.
- 30:46O que eu posso dizer é que esses mecanismos moldam o
- 30:50comportamento. Então o que vai acontecer é que
- 30:53se um gestor reconhecer publicamente, inclusive de que
- 30:57olha, que bacana, né? Você tem a cultura falando,
- 31:01olha, saia das suas férias, mostre que você está
- 31:03trabalhando, que você está disponível, que você vai ter
- 31:06espaço, aí você vai mudar o comportamento, a pessoa, não só
- 31:10ela, mas como todas as pessoas do time vão começar a perceber,
- 31:13Ah, então está bom. Então eu vou estar sempre
- 31:14disponível, a pessoa liga 10 horas da noite, eu vou estar
- 31:16aqui, ó, me fala que que você quer?
- 31:18Por quê? Porque ela percebeu que é isso
- 31:20que vai dar abertura para ela, que é isso que vai fazer ela ser
- 31:23promovida, ela ter exposição para outros desafios, para
- 31:26outros projetos. Então, de novo, mal do
- 31:29comportamento. Então, o que vale?
- 31:31Questão aqui ele nem nem foi, foi a surpresa quando alguém
- 31:34mandou e-mail e tinha essa Pérola de retorno automático.
- 31:39Então, mas posso falar que, dependendo da cultura, quando
- 31:42alguém se comporta assim, todo mundo estranha e aí o cara já
- 31:46fala, bom, cara, não, assim não, né?
- 31:48Eu vou, eu vou dar um exemplo muito bom.
- 31:50Quando eu entrei na w brain, eu fui no mercado financeiro de
- 31:52multinacionais. Então, assim, uma cultura de
- 31:54bastante trabalho intenso fora da hora, tal.
- 31:58Quando eu cheguei aqui na w brain, não se tinha reuniões
- 32:01depois das 18, ninguém me ligava 8 horas da noite, e aí eu
- 32:04comecei a perceber que ninguém agendava reunião depois das 18.
- 32:08Era cultural, não. No começo, eu eu de novo saí do
- 32:15mercado financeiro, ficava assim.
- 32:16Gente, não é possível, todo mundo muito organizado, né?
- 32:18Que capacidade de de organização e de tomada de decisão.
- 32:21Mas eu entendi que aquilo é cultural, que continua achando
- 32:25que é um absurdo. Claro que tem exceções, a gente
- 32:28tem emergências, a gente tem necessidade, às vezes de falar
- 32:30mais tarde, né? Tem situações que são
- 32:32necessárias, mas isso é. Então, se alguém chega aqui e
- 32:38manda convites 78 horas da noite, ou a pessoa não aceita,
- 32:42ou a pessoa vai chegar e vai dar um toque, falar assim, cara?
- 32:45Será que não é algo que a gente consegue falar amanhã de manhã?
- 32:47Será que você não podia se organizar para você ter chamado
- 32:50essa reunião antes? Então você vê que essa pessoa
- 32:53vai ser um estranho no ninho. Ela não vai conseguir se
- 32:56comportar dessa maneira, porque a cultura não vai permitir que
- 32:58ela faça isso. Mas enfim, respondendo
- 33:00objetivamente, não vi isso acontecendo.
- 33:03Se isso acontece, é porque o gestor também AEA cultura da
- 33:06organização permite e quer que isso aconteça, essa manipulação
- 33:09dos programas e dos sistemas. Respondido a pergunta, produção?
- 33:14Respondido, produção muito bom é que aqui né?
- 33:17O pessoal aqui tá a produção, vamos lá, a gente já tá chegando
- 33:21na reta final, infelizmente tá sendo incrível o papo aqui com
- 33:24você, mas a gente tem aqui um público de pessoas dentro de
- 33:27agilidade, né? Produtos e tal, queria que você
- 33:30trouxesse agora pra gente fechar esse grande momento.
- 33:32Assim é, quais dicas você daria pra essa pessoa que tá inserida
- 33:37no contexto de um time de umas Quad e que ela gostaria de
- 33:39promover, mesmo que de forma micro, essa cultura de
- 33:42reconhecimento, onde que? E ela pudesse ali ver isso
- 33:45acontecendo de forma um pouco mais próxima dela.
- 33:48Que dica você daria? Assim?
- 33:49Pode ser dica desde sei lá, até de Talks.
- 33:51É livro ou uma ação específica? Que dica você daria que pudesse
- 33:55sim, ser replicada, por exemplo, amanhã, vamos dizer assim, um
- 33:58exemplo. Nossa que que pergunta
- 34:01interessante, Pablo, porque a gente acaba sempre pensando no
- 34:05líder do gestor como ele sendo o responsável por por construir um
- 34:10ambiente como esse, né? Então, eu acho que tem que
- 34:12passar pela construção de confiança dentro do time para
- 34:15que seja possível identificar esses quais são esses
- 34:18motivadores, né? O que que esse esse time entende
- 34:21por reconhecimento, que espaço que esse time precisa?
- 34:24O que eu vejo, que eu observo muito, é que como os contextos
- 34:27são muito dinâmicos, você tem time trocando a toda hora, né,
- 34:30pessoa? Players mudando.
- 34:33Você não tem tempo para construir essa relação de
- 34:35confiança dentro dos times, você acaba não construindo.
- 34:39Uma proximidade que gere essa capacidade de enxergar o que que
- 34:42pode ser feito. Porque eu já observei, eu já
- 34:45tive o prazer de ver times que entre eles um simples
- 34:49reconhecimento de algo que um componente fez ser tão poderoso
- 34:55que acho que mais forte do que 111 gestor falando, parabéns ou
- 35:01reconhecendo. Então acho que não tem uma
- 35:04resposta única e simples. Porque passa muito pelo desejo
- 35:10desses indivíduos dentro do time.
- 35:12Se você tiver componentes que estão lá só para fazer o né, só
- 35:15puta, fazer o meu trabalho, não tô nem aí.
- 35:17Se você seu impacto no seu dia a dia, se eu prejudico você, se eu
- 35:20te ajudo, dificilmente você vai ter a capacidade de desse time
- 35:25se auto motivar, né? Se se auto reconhecer, então eu
- 35:29diria baseado em exemplos de time que acabaram de um certo?
- 35:35Storming chegando no performing de conversas honestas, conversas
- 35:40transparentes, genuínas de usar todos os os mecanismos que
- 35:45agilidade tem justamente conseguir promover esse
- 35:48ambiente. Porque eu também já fui
- 35:51testemunha de pessoas que falaram assim, putz, eu não
- 35:53quero sair da onde eu estou porque o meu time é foda, porque
- 35:57trabalhar aqui é muito bom, eu aprendo para caramba, meu time
- 36:00me ajuda, a gente entrega valor, a gente está ali com negócio.
- 36:04E aí não tem a ver com dinheiro de novo, né?
- 36:05Não tem a ver com o diretor, não tem a ver com quem foi
- 36:07construído nesse espaço. Então, Pablo para mim é o mais
- 36:11difícil e eu vou contar uma coisa para vocês, eu participei
- 36:13do digital tech e mulheres de ti que teve aqui em São Paulo, que
- 36:18foram vários fóruns. Claro que o principal tema
- 36:21falando de diversidade, né? E tal.
- 36:24E aí, uma das palestras que foram a abertura foi 11
- 36:28jornalista da se eu não me engano, da Record, que fala só
- 36:31de novas tendências. Falando de um Monte de coisas
- 36:34que estão acontecendo, de tecnologias introcicases da
- 36:37China, de shadowei AI, um Monte de coisa super legal.
- 36:41Mas sabe que no final ele falou que é meio básico de novo.
- 36:44É um clichê. Só que a gente não pode esquecer
- 36:47do que é ético, do que é humano, do que é coletivo, do que nada
- 36:51disso vai. Vai fazer sentido se a gente
- 36:54esquecer esse pedacinho super importante que é são os seres
- 36:58humanos. Ou que estão opertando e AI ou
- 37:00que estão sofrendo algum tipo de consequência.
- 37:03Então de novo é clichê, porque não?
- 37:05Há 20, mais de 20 anos em em RH, eu eu participo de muitos
- 37:08eventos e vira e mexe alguém fala, soft skills é o mais
- 37:12importante, cuidado com outro diversidade ou né?
- 37:16Visão sistêmica. E aí outro dia eu até falei aqui
- 37:18internamente, gente, eu vou morrer e vou continuar ouvindo
- 37:21isso. Então Pablo, é sobre isso.
- 37:24É sobre a gente conseguir ter essa capacidade de ter um olhar
- 37:27ético, um olhar adverso, um olhar inclusivo, um olhar de
- 37:30respeito. Talvez isso já seja o suficiente
- 37:34para a gente conseguir ter um ambiente mais motivador de
- 37:37reconhecimento, né? Desculpa não ter uma resposta
- 37:40tão pragmática. É a melhor resposta do mundo?
- 37:43É, no final é sobre pessoas, né? Que a gente sempre fala e que
- 37:47acaba realmente virando um clichê.
- 37:49E eu acho que. É perceber o outro, né?
- 37:51É perceber o outro. Assim, eu tenho inúmeras
- 37:54histórias particulares minhas que eu poderia falar.
- 37:56Tive a sorte de de participar da equipe desses 2 gigantes pra mim
- 38:00que foram meus gestores. Então assim é eu.
- 38:02Eu sempre falo que eu me sinto muito honrado porque eu não são
- 38:05meus gestores mais, mas eu continuo aqui, ó juntinho deles,
- 38:07aprendendo sempre e tenho experiência com ambos.
- 38:10O quanto que eles praticaram isso na comigo assim, né?
- 38:12E isso me faz querer estar perto deles pra sempre.
- 38:15Claro, sobre isso, você ter a sorte de ter essa oportunidade.
- 38:19A gente sabe que muitos, muitos não tem, né?
- 38:21Porque e aí eu eu vou fazer um outro exemplo, porque eu não
- 38:24quero justamente ter um juízo de valor daquilo que é perfeito,
- 38:26daquilo que é único, tá? Você pode ter uma pessoa super
- 38:29ambiciosa dentro do seu time e tá tudo bem, dentro desse time
- 38:34tem uma composição que faz sentido, a cultura faz sentido.
- 38:38Eu acho que precisa ter esse cuidado de novo, pode ser que
- 38:42não faça sentido para aquele time, mas tem alguém ambicioso
- 38:45que muitas vezes pode ser visto com um olhar negativo.
- 38:48Porque se não todo mundo é igual, né?
- 38:49Aí aí eu compro um olhar de diversidade, aí todo mundo fica
- 38:52igual, todo mundo se comporta igual, e isso eu também acho
- 38:55muito complicado. Eu também acho muito complicado.
- 38:57Times que não divergem, times que não tem coragem de falar,
- 39:00cara, não concordo, acho que a gente tá indo pro caminho
- 39:02errado, então no final eu não tô falando sobre homogeneidade, né?
- 39:07Eu não tô falando sobre todo mundo concordar de ser Oo final
- 39:11feliz que todo mundo espera. Eu tô falando sobre conseguir
- 39:16navegar nessa complexidade, que é o ser humano, nessa
- 39:18diversidade, respeitando exatamente todas essas
- 39:21diferenças, né? Muito bom, Paulo, ó, a gente
- 39:24quer te agradecer, tá? Foi incrível, é.
- 39:26Poderíamos ficar aqui por muito mais tempo, né?
- 39:29Mas como nós temos aí as nossas agendas e tudo, vamos terminar
- 39:31esse episódio aqui. Mas quem sabe outros ainda.
- 39:34Né? Então vou deixar um dos meus 2
- 39:37amigos aqui, dá as últimas palavras finais e aí a gente se
- 39:40vê no próximo episódio. Vem minha produção ou barrison?
- 39:45Os 2. Eu só vou agradecer a Paula, né?
- 39:47A gente tê la aqui de volta para a gente.
- 39:50É um prazer, uma honra muito grande.
- 39:52Hoje a gente recebeu uma aula aqui.
- 39:55Então eu realmente espero que ela retorne pra gente ter outras
- 39:57aulas, porque esse olhar que ela trouxe, esse olhar mais
- 40:01humanizado e tal pra gente é absolutamente fundamental.
- 40:04E a gente precisa difundir, divulgar isso pra que as
- 40:08empresas parem de falar que fazem isso e comecem a fazer de
- 40:12fato. Então é isso, Paula, super
- 40:14obrigado de novo pela sua visita, pra gente uma honra.
- 40:18Eu que agradeço o espaço novamente.
- 40:19O convite é sempre um prazer. Pode me convidar que eu volto?
- 40:23Obrigado, Paulo. Aí é o finalzinho ali que você
- 40:25trouxe, né? Acho que fechou com chave de
- 40:27ouro para você não ter deixado aquele negócio tão implícito
- 40:30assim, mas no final é muito implícito também, né?
- 40:33Porque no final todo mundo quer trabalhar com respeito, assim
- 40:36espero, né, com ética. E quando isso não acontece,
- 40:40aonde começa divergências que não são, aceitam na maioria dos
- 40:43valores das pessoas e ele começa a ruir todo o processo cultural
- 40:48da empresa, de tudo, então fechou com chave.
- 40:51De ouro aí com essa sua fala final, obrigado.
- 40:53Aí fui e voltei várias vezes. Virei produção, virei tudo aqui,
- 40:57mas persisti até o fim. Mais uma vez agradeço.
- 40:59Isso aí, obrigado, Paulo, obrigado.
- 41:03Valeu, pessoal, até a próxima.