Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO XXΙ - CONOTAÇÃO, NÃO CONTEÚDO (CLUBE DO LIVRO)
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- 0:05Tudo LIVRE na área, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda.
- 0:08Eu sou o Bruno Maia Soares e estou aqui tocando mais um
- 0:11episódio do clube do livro. Estamos no livro as armas da
- 0:15persuasão do autor Robert Cialdini e o capítulo é o
- 0:19capítulo de autoridade. No último episódio, nós passamos
- 0:23aqui por por um por 11 episódio introdutório, né?
- 0:27Sobre esse capítulo autoridade onde o autor trouxe uma algumas
- 0:31histórias para tentar é contextualizar um pouco mais
- 0:35sobre o. Autoridade embora esse é um é é
- 0:39esse é um conceito que ele é mais fácil de ser entendido, não
- 0:43é? As pessoas na, na média,
- 0:44entendem o que o que significa autoridade, o que o que é, né?
- 0:49Porém, agora nesse episódio a gente vai conseguir não apenas
- 0:53falar sobre o que é autoridade, mas também, principalmente a
- 0:57gente vai conseguir falar sobre como aplicar no dia a dia.
- 1:00Então, se você está num processo ali, é onde você sente a
- 1:04necessidade de utilizar elementos persuasivos, né?
- 1:07Então, dentro de um processo de venda de negociação, por
- 1:10exemplo. Como você pode aplicar isso?
- 1:12E também é é importante para que a gente possa perceber em quais
- 1:16momentos outras pessoas estão utilizando desses argumentos
- 1:19contra é nós, então vamos lá entender o que é que o autor é.
- 1:23Tem aqui para NOS oferecer dentro desse desse trecho aqui
- 1:27do livro sobre autoridade. Ele vai começar falando sobre os
- 1:32fascínios e os perigos da obediência cega.
- 1:34Esse é o subtópico do capítulo. Sempre que NOS defrontamos com
- 1:39um motivador potente da ação humana.
- 1:41É natural esperar que existam boas razões para essa motivação.
- 1:45No caso da obediência à autoridade, uma análise, ainda
- 1:48que breve da organização Social Humana, oferece justificativas
- 1:51abundantes, um sistema de autoridade complexo e amplamente
- 1:55aceito. Confere uma imensa vantagem à
- 1:57sociedade. Ele permite o desenvolvimento de
- 2:01estruturas sofisticadas para a produção de recursos, comércio,
- 2:04defesa, expansão e controle social, que de outra forma
- 2:07seriam impossíveis na extremidade oposta.
- 2:10A alternativa é a anarquia, um Estado sem grandes efeitos
- 2:14benéficos sobre os grupos socioculturais que o filósofo
- 2:17social Thomas Hobbes garante que tornaria a vida solitária,
- 2:21pobre, desagradável, brutal e breve.
- 2:24Daí, né? Tal motivo de sermos nós sermos
- 2:27treinados desde o Nascimento a acreditar que a obediência.
- 2:30É algo certo e a desobediência é algo errado.
- 2:33Essa Mensagem permeia as lições dos pais, os versinhos
- 2:37apreendidos na escola, as histórias e canções de nossa
- 2:40infância e é também transmitida pelo sistema jurídico, militar e
- 2:43político que encontramos com adultos, noções de submissão e
- 2:47lealdade ao governo legítimo são muito valorizadas por esses
- 2:50sistemas. O ensino religioso também
- 2:53oferece sua contribuição. O primeiro livro da Bíblia, por
- 2:55exemplo, descreve como a obediência à autoridade Suprema
- 2:58fez com que Adão. Eva e o resto da humanidade
- 3:02perdessem o Paraíso. Se essa metáfora específica se
- 3:06mostrasse sutil demais um pouco mais adiante no antigo
- 3:08testamento podemos ler no que talvez seja a representação
- 3:12bíblica mais próxima do experimento de milagran.
- 3:14O relato reverente da disposição de Abraão de sacrificar o
- 3:18próprio filho, porque Deus sem nenhuma explicação ordenou que
- 3:22fosse assim feito. Aprendemos com essa narrativa
- 3:26que uma ação era julgada correta não por aspetos como a sensatez,
- 3:30a nocividade, a injustiça ou os padrões Morais usuais, mas pelo
- 3:36mero comando da autoridade superior.
- 3:38Então, 11 explicação aqui bíblica, né?
- 3:41De de na verdade, uma explicação não um exemplo bíblico de como a
- 3:45autoridade ela é praticada, né? Desde muitos, muitos anos atrás,
- 3:49né? A gente tá pegando aqui um
- 3:50exemplo do Antigo Testamento. E ele continua o suplício de
- 3:54Abraão. Foi um teste de obediência no
- 3:56qual ele, como as cobaias de 1000, Gran que talvez tenham
- 3:59aprendido uma lição inicial com a Bíblia.
- 4:01Foi aprovado histórias como a de Abraão e as cobaias de milgon
- 4:04podem NOS dizer muito sobre o poder e o valor da obediência em
- 4:07nossa cultura. Em outro sentido, porém, as
- 4:09histórias podem ser enganadoras. Raras vezes refletimos
- 4:13profundamente sobre os Prós e Contras das exigências da
- 4:17autoridade. Na verdade, nossa obediência
- 4:20costuma seguir o padrão cliques um com pouca ou nenhuma
- 4:23deliberação consciente. Aí tem um trecho que eu marquei
- 4:26aqui informações de uma autoridade reconhecida podem
- 4:29servir como um atalho valioso para decidirmos como agir numa
- 4:33situação. Então a como como o autor já
- 4:36falou em outros momentos, não é sempre os princípios
- 4:39pessoasivos, eles sempre vão ser amplificados em cenários de
- 4:41incerteza em cenários de incerteza a as informações que
- 4:45são transmitidas por um autor, uma autoridade reconhecida.
- 4:48Elas podem servir ali como um atalho, né?
- 4:50Se Eu não tenho certeza entre qual caminho seguir é faz
- 4:54sentido. De repente eu seguir uma opinião
- 4:56dada por uma autoridade dentro daquele daquele assunto ali que
- 5:00eu estou me referindo, né? Mas voltando aqui à leitura,
- 5:04afinal, como sugere Miller, a catástrofe, prescrições de
- 5:07figuras de autoridade sempre NOS trouxe vantagens práticas
- 5:10genuínas. Desde cedo, descobrimos que
- 5:12seguir os conselhos dessas pessoas, pais ou professores,
- 5:16era benéfico, em parte por causa de sua sabedoria maior, e em
- 5:20parte porque elas controlavam nossas recompensas e punições
- 5:23quando adultos, os mesmos benefícios persistem pelos
- 5:26mesmos motivos. Embora as figuras de autoridade
- 5:29sejam agora empregadores, juízes e líderes governamentais, como
- 5:33seus cargos implicam maior acesso a informações e ao poder,
- 5:36faz sentido cumprir os desejos das autoridades devidamente
- 5:39constituídas? Faz tanto sentido que com
- 5:42frequência agimos assim. Agimos assim mesmo quando não
- 5:45faz sentido algum. Esse paradoxo é o mesmo que
- 5:48acompanha todas as grandes armas de influência.
- 5:52Uma vez percebido que a obediência à autoridade costuma
- 5:55ser recompensadora facilmente NOS permitimos a conveniência da
- 5:59obediência automática. Vê que vê que interessante esse
- 6:02trecho, uma vez percebido que a obediência à autoridade costuma
- 6:07ser recompensadora. Então, como a gente entende que
- 6:11sempre há uma boa recompensa por obedecer a autoridade?
- 6:15Facilmente NOS permitimos a conveniência da obediência
- 6:18automática, então como a gente é, coloca isso como uma regra,
- 6:21né? Obedecer a autoridade vai trazer
- 6:23uma alguma recompensa AA gente passa a.
- 6:28Trazer como uma conveniência aqui, né, que obedecer é uma
- 6:32coisa automática, então a gente a gente trata como algo
- 6:34automático. Não vamos obedecer aqui as
- 6:36autoridades porque isso de certa forma, vai trazer algum tipo de
- 6:39benefício para nossa vida. Seguindo aqui, a leitura,
- 6:42abençoe e a maldição simultâneas dessa submissão cega estão em
- 6:46seu caráter mecânico. Não precisamos pensar, portanto,
- 6:49não pensamos embora a obediência impensada NOS leve à ação
- 6:53apropriada. Na maioria das vezes, haverá
- 6:55exceções gritantes porque estamos reagindo.
- 6:58Não raciocinando. Tomemos um exemplo de uma faceta
- 7:01de nossa vida em que expressões da autoridade são visíveis e
- 7:05Fortes. A medicina, como a saúde, é
- 7:07importantíssima para nós. Os médicos dotados de grandes
- 7:11conhecimentos e influência nessa área vital estão na posição de
- 7:14autoridades respeitadas. Além disso, a comunidade médica
- 7:17possui uma estrutura de poder e prestígio hierarquizada.
- 7:20Os diferentes tipos de trabalhadores da saúde sabem
- 7:23perfeitamente qual o nível ocupam nessa estrutura e sabem
- 7:26também que o médico está no topo.
- 7:28Ninguém pode invalidar o julgamento de um médico, a não
- 7:30ser talvez outro médico de nível mais alto.
- 7:33Desse modo, uma tradição consagrada de obediência
- 7:35automática às ordens dos médicos se desenvolveu entre equipes de
- 7:39assistência à saúde. Surge a possibilidade
- 7:42preocupante de que, quando o médico cometeu um erro evidente,
- 7:45ninguém é imposição inferior. Na hierarquia, ousará questioná
- 7:48lo. Até porque, depois que uma
- 7:50autoridade legítima dar uma ordem, os subordinados param de
- 7:53pensar na situação e começam a reagir.
- 7:55Esse tipo de reação. Cliques um no ambiente
- 7:57hospitalar complexo torna os erros inevitáveis de fato, de
- 8:01acordo com o Instituto e Medicina, que Assessora o
- 8:02Congresso americano sobre políticas de saúde, pacientes
- 8:05hospitalizados estão sujeitos a pelo menos um erro de medicação
- 8:09por dia. Impressionante não, não lembrava
- 8:11desse? Essa estatística aqui os erros
- 8:14de que os pacientes são vítimas podem ocorrer por uma variedade
- 8:16de razões. Entretanto, em seu livro, erros
- 8:19de medicação, causas de prevenção, os professores de
- 8:21Farmácia Michael Cohen e Neil Neil Davis dá tempo University
- 8:27atribuem grande parte do problema a deferência impensada
- 8:30concedida ao chefe do caso de um paciente, o médico que o trata,
- 8:34de acordo com Cohen, num grande número de casos, pacientes e
- 8:38enfermeiras, farmacêuticos e outros médicos não, não
- 8:41questionam a. Não tomemos, por exemplo, o
- 8:44estranho incidente da dor de ouvido retal relatado por Cohen
- 8:48e Davis. O médico ordenou que
- 8:50ministrassem gotas no ouvido direto de um paciente com dor
- 8:54infeção auricular, em vez de escrever por extenso, Wright
- 8:58year ouvi direito na receita. O médico abreviou para.
- 9:04Our your não é que seria na tradução rear equivalente a
- 9:09nádegas na tradução literal, ao receber a receita, a enfermeira
- 9:14de plantão aplicou o número prescrito de prescrito de gotas
- 9:17no ânus do paciente. Vê que que situação, né?
- 9:21O paciente tinha um problema de dor de ouvido EEAAA enfermeira
- 9:26acabou aplicando No No ânus do paciente.
- 9:30Embora o tratamento real de dor de ouvido não fizesse sentido
- 9:32nenhum paciente nem enfermeiro questionaram a lição importante
- 9:36dessa história é que. Quando autoridade legítima se
- 9:39pronuncia, o que normalmente faz sentido se torna irrelevante.
- 9:43Nesses casos, não consideramos a situação como um todo, mas
- 9:46reagimos a apenas um aspeto dela, sempre que nossos
- 9:50comportamentos são governados de forma tão impinsada, podemos ter
- 9:53certeza de que profissionais da pessoa são tentarão tirar
- 9:56proveito disso. Voltando ao campo da medicina,
- 10:00podemos perceber que os publicitários têm explorado o
- 10:03respeito que nossa cultura concede aos doutores,
- 10:06contratando atores para desempenhar papéis de médicos
- 10:09para anunciar seus produtos. Meu exemplo favorito era um
- 10:12comercial da TV, com o Ator Robert Young alertando as
- 10:16pessoas contra os perigos da cafeína e recomendando a marca
- 10:19de café descafeinado sanca. O comercial foi um sucesso
- 10:23vendendo tanto sanca que foi repetido durante anos em
- 10:25diversas versões. Porque esse comercial se mostrou
- 10:28tão eficaz, por que acreditaríamos, nas palavras de
- 10:31um ator sobre os benefícios para a saúde do café descafeinado?
- 10:34Porque? Com uma agência publicitária que
- 10:37o contratou, sabia muito bem. Ele estava associado na mente do
- 10:40Público americano ao Doutor Marcos Welby, papel que
- 10:43representou por muito tempo no seriado da TV.
- 10:46Objetivamente, não faz sentido sermos convencidos pelos
- 10:49comentários de um homem que sabemos ser apenas um ator que
- 10:52costumava representar um médico, mas, na prática, aquele homem
- 10:56vendia o café. Sanca não faz muito tempo com
- 10:59propósitos semelhantes. A empresa de cartões de crédito
- 11:02Mastercard iniciou a promoção tradições de festas de família.
- 11:06Que permitia as Mulheres conversarem online com
- 11:08autoridades sobre como elas, como mãe, poderiam preparar seu
- 11:12lar para as festas de fim de ano, fortalecer as tradições de
- 11:15família e adquirir os presentes perfeito usando seu Mastercard.
- 11:18É claro, quais foram os especialistas escolhidos para
- 11:20fornecer o aconselhamento. Foram as Atrizes Florence
- 11:24Henderson e Jane Mcmarek, cuja autoridade naquele assunto
- 11:28parecia advir exclusivamente de seus papéis como mães NOS
- 11:31seriados de Brad Bunch e Malcolm e the Middle.
- 11:35Aí ele pega aqui 2 exemplos mais uma vez.
- 11:37Isso é, de certa forma extremos, porém exemplos reais, né?
- 11:41Onde atores e atrizes foram vistos como autoridades no mundo
- 11:45real devido a papéis que ele ou ele ou elas interpretaram Na Na
- 11:51ficção, né? Então é mais um exemplo onde AO
- 11:54princípio da autoridade, ele. É muito forte, né?
- 11:59Então as pessoas viam é é esses atores, esse ator e essas
- 12:04atrizes como autoridades dentro daqueles Campos, mesmo sabendo
- 12:07que eles não eram de fato AA, aquelas pessoas de autoridade,
- 12:10eles apenas representavam uma figura de autoridade em
- 12:13seriados. E aí agora o autor vai entrar
- 12:15aqui em um outro sub tópico do capítulo chamado conotação, não
- 12:19conteúdo, basicamente aqui, o que ele vai trazer para a gente
- 12:22são. Vários elementos NOS quais nós
- 12:25podemos é ter uma maior perspetiva ou maior chance de,
- 12:30de certa forma, acionar esse princípio da autoridade.
- 12:33Ah, vamos aqui ao ao diretamente ao ponto.
- 12:37Desde a primeira vez que vi o comercial do Sanca com o Robert
- 12:40Yang, o aspeto que mais me intrigou foi sua capacidade de
- 12:43usar a influência do princípio da autoridade sem precisar
- 12:46proporcionar uma autoridade real.
- 12:48A aparência foi suficiente. Isso NOS diz algo importante
- 12:52sobre as reações impensadas a essas figuras soberanas, quando
- 12:56no modo Click zoom costumamos ser tão vulneráveis aos símbolos
- 12:59de autoridade quanto ao conteúdo.
- 13:02Diversos desses símbolos podem conquistar nossa anuência na
- 13:04falta do conteúdo genuíno da autoridade.
- 13:07Assim, eles são empregados amplamente pelos profissionais
- 13:10da persuasão carentes de conteúdo.
- 13:12Os farsantes, por exemplo, se enfeitam com os títulos, os
- 13:15trajes e os parâmetros da da autoridade.
- 13:18Eles adoram emergir elegantes de um automóvel luxuoso e se
- 13:21apresentar às suas vítimas potenciais, como o doutor Juiz,
- 13:25Professor ou diretor Fulano de tal.
- 13:28Sabem que assim, adornados, aumentam muito suas chances de
- 13:31convencer. Cada um desses 3 tipos de
- 13:33símbolos de autoridade, títulos, trajes e Paramentos, possui sua
- 13:37própria história e merece um exame separado.
- 13:40E aqui ele vai entrar na explicação para cada um desses
- 13:43elementos, né? É iniciando com os títulos,
- 13:46depois falando de trajes, né de respeito a roupas e finalizando
- 13:51com os parâmetros. Porém, pra pra gente conseguir
- 13:54respeitar aqui O Tempo, o Médio, Né?
- 13:55Dos episódios a gente vai passar nesse episódio ainda na parte de
- 13:59títulos, e aí a gente fica com trajes e parâmetros para o
- 14:02próximo episódio combinado, então vamos lá com relação a
- 14:06títulos, os títulos são ao mesmo tempo os símbolos de autoridade
- 14:09mais difíceis. Mais fáceis de adquirir,
- 14:12conquistar um título normalmente requer anos de trabalho e
- 14:15realizações, porém, alguém que não fez o menor esforço pode
- 14:19adotar o rótulo que deseja e receber uma espécie de
- 14:22deferência automática, como vimos atores e comerciais da
- 14:25TVE. Farsantes fazem isso com sucesso
- 14:28O Tempo todo. Há pouco tempo conversei com um
- 14:30amigo, um professor de uma renomada universidade do Leste
- 14:33dos Estados Unidos, que forneceu um exemplo revelador de como
- 14:37nossas ações costumam ser mais influenciadas por um título do
- 14:40que pela natureza da pessoa. Como viaja muito com frequência,
- 14:44se vê conversando com estranhos em bares, restaurantes e
- 14:47aeroportos. Ele me contou que aprendeu por
- 14:50experiência própria a nunca mencionar seu título de
- 14:53professor nessas conversas. Quando o faz, constata que o tom
- 14:56da interação muda na hora. Pessoas que foram espontâneas e
- 15:00boas de papo na meia hora anterior se tornam respeitoas
- 15:02submissas e banais, as opiniões do meu amigo, que antes podiam
- 15:06desencadear um diálogo animado, passavam a gerar declarações
- 15:10prolixas e empoladas de concordância.
- 15:13Sido e ligeiramente perplexo com o fenômeno, porque, como ele
- 15:17diz, continuo sendo o mesmo sujeito com quem vinham
- 15:20conversando pelos últimos 30 minutos.
- 15:22Meu amigo agora costuma mentir sobre sua profissão nessas
- 15:25situações. Essa é uma situação bem
- 15:28diferente do padrão, mais típico dos profissionais, da persuasão
- 15:31de mentirem sobre títulos que na verdade não possuem de qualquer
- 15:35modo, a mentirinha do meu amigo mostra igualmente a capacidade
- 15:38de um símbolo de autoridade de influenciar o comportamento.
- 15:41Eu lhe pergunto se ele que é um tanto baixinho, continuaria
- 15:43disposto a esconder seu título se soubesse que, além de tornar
- 15:47os estranhos mais submissos, também faz com que o vejam como
- 15:50o homem mais alto? Estudos investigando como a
- 15:53posição de autoridade afeta as percepções de tamanho,
- 15:56descobriram que títulos de prestígio levam à distorções na
- 16:00altura das pessoas. No experimento conduzido em 5
- 16:03turmas de estudantes universitários australianos, um
- 16:06homem foi apresentado como visitante da Universidade de
- 16:09Cambridge, inglesa. Sua posição em Cambridge foi
- 16:13apresentada diferentemente a cada uma das turmas.
- 16:16Há uma turma. Ele foi apresentado como
- 16:18estudante a uma segunda turma como assistente de professor, a
- 16:21outra como conferencista para. Encontra ainda como qual
- 16:24conferencista sênior e uma última turma como catedrático.
- 16:28Depois que deixou a sala, pediu-se a turma que estimasse
- 16:31sua altura concluiu-se que com cada aumento no status, a altura
- 16:35percebida do mesmo homem aumentava em média 1,3 cm, de
- 16:39modo que como catedrático foi considerado 6,5 cm mais alto do
- 16:44que como estudante. Outro estudo constatou que, após
- 16:47vencer uma eleição, os políticos se tornam mais altos aos olhos
- 16:50dos cidadãos por relacionarmos tamanha imposição certos.
- 16:54Eles podem se beneficiar trocando uma coisa pela outra em
- 16:56algumas sociedades animais em que a posição é atribuída com
- 16:59base no domínio, o tamanho é um importante fator a determinar
- 17:02que animal atingirá determinado nível no grupo, geralmente no
- 17:06combate com o rival, o animal maior e mais poderoso vence para
- 17:10evitar os efeitos prejudiciais do conflito físico ao grupo.
- 17:13Várias espécies empregam métodos que muitas vezes envolvem mais
- 17:17forma do que briga. Os 2 rivais se confrontam com
- 17:20exibições de agressão vistosas que quase sempre.
- 17:23Incluem truques para aumentar o tamanho.
- 17:26Vários mamíferos arqueiam as costas e eriçam seus pelos.
- 17:29Os peixes estendem as de barbatanas e se inflam com água.
- 17:33As aves abrem e batem as asas com frequência.
- 17:37Apenas essa exibição já é suficiente para fazer com que um
- 17:40dos guerreiros recue, deixando a posição de poder para o rival
- 17:44que parece maior e mais forte. Pelos barbatanas e penas não é
- 17:49interessante como essas partes tão delicadas podem ser
- 17:52exploradas para dar a impressão de substância e peso.
- 17:55Existem 2 lições aqui, uma é específica a associação entre
- 17:59tamanho e Estados, que pode ser usada por indivíduos capazes de
- 18:02simular o primeiro para obter a aparência do segundo.
- 18:06É exatamente por essa possibilidade é que muitos
- 18:08farsantes, mesmo aqueles de altura mediana ou um pouco acima
- 18:12da média, usam palmilhas especiais NOS sapatos para
- 18:14aumentar a própria altura. Outra lição é mais geral, os
- 18:18sinais externos de poder e autoridade com frequência podem
- 18:21ser falsificados com os mais frágeis materiais.
- 18:24Vamos retornar ao domínio dos títulos para um exemplo que
- 18:27envolve o quê em vários aspetos ao experimento mais assustador
- 18:30que conheço, um grupo de pesquisadores composto de
- 18:32médicos e enfermeiros ligados. A 3 hospitais do meio Oeste
- 18:36estava cada vez mais preocupado com o grau da obediência
- 18:39mecânica dos enfermeiros às ordens dos médicos.
- 18:42Pareciam os pesquisadores que, mesmo enfermeiros experientes e
- 18:45qualificados, não estavam empregando seus conhecimentos
- 18:48para para avaliar o julgamento dos médicos.
- 18:51Em vez disso, quando confrontados com as instruções
- 18:54do médico, os enfermeiros simplesmente as acatavam.
- 18:57Vimos como esse processo, explicou.
- 18:59O caso das gotas para ouvido aplicadas no ânus, mas os
- 19:02pesquisadores do Meio-Oeste levaram as coisas, alguns passos
- 19:05à frente. Primeiro quiseram descobrir se
- 19:08esses casos eram incidentes isolados ou se representavam 11
- 19:11fenômeno. Atualizado, segundo procurava
- 19:15examinar o problema no contexto de um erro grave de tratamento,
- 19:18a prescrição de um remédio proibido em dose exagerada a um
- 19:21paciente hospitalar. Por fim, verificaram que
- 19:25aconteceria se removessem fisicamente da situação a figura
- 19:29de autoridade, substituindo-a por uma voz estranha ao
- 19:31telefone, oferecendo apenas sinais fracos de autoridade.
- 19:35O alegado título de doutor um dos pesquisadores fez a mesma
- 19:39chamada telefônica. Há 22 enfermarias diferentes em
- 19:42várias divisões cirúrgicas, clínicas e pediátricas e
- 19:44psiquiátricas. Identificou-se como médico do
- 19:47hospital, instruiu os enfermeiros que atenderam a
- 19:49ministrarem 20 miligramas de um remédio astrogên a, um paciente
- 19:54específico da ala. Os enfermeiros tinham 4
- 19:57excelentes razões para reagir com cautela àquela ordem.
- 20:00A primeira razão para eles reagirem era a prescrição foi
- 20:04transmitida pelo telefone, o que violava a política do hospital.
- 20:07A segunda razão, o próprio medicamento não era autorizado.
- 20:10O astrogênio ainda não havia sido aprovado para uso nem
- 20:13colocado na lista do estoque da ala.
- 20:14A terceira razão para os enfermeiros reagirem àquela
- 20:17àquela ordem com cautela era que a dosagem prescrita era
- 20:21obviamente excessiva e perigosa. As caixas dos medicamentos
- 20:26alertavam. E a dose de área Máxima era de
- 20:29apenas 20 miligramas, metade do que havia sido ordenado e, por
- 20:33fim, a quarta e última razão, né?
- 20:35Que os enfermeiros tinham para reagir com cautela era que a
- 20:38instrução foi dada por um homem que o enfermeiro nunca tinha
- 20:42visto e com quem jamais havia falado ao telefone.
- 20:45Aí vamos ao resultado disso aqui, né?
- 20:47Mesmo assim, em 95% dos casos, os enfermeiros foram.
- 20:53Direto ao setor de medicamentos, solicitar a dosagem prescrita de
- 20:56astrogêne e dali se dirigiram ao quarto do paciente a fim de
- 20:59ministrá-la. A essa altura, foram detidos por
- 21:03um Observador que revelou a natureza do experimento.
- 21:06Os resultados são assustadores. O fato de 95% dos enfermeiros
- 21:11não hesitarem em cumprir uma instrução claramente imprópria
- 21:15dessa magnitude é preocupante para todos os pacientes de
- 21:19hospitais. O que o estudo do meio Oeste
- 21:22mostra é que os erros não se limitam aos lapsos triviais na
- 21:25administração de gotas para ouvidos inofensivos ou coisas
- 21:29semelhantes. Mas se estende a equívocos
- 21:31graves e extremamente perigosos. Ao interpretarem suas
- 21:35descobertas perturbadoras, os pesquisadores chegaram a
- 21:38conclusão instrutiva numa situação da vida real
- 21:41corresponda do experimento. Haveria, em teoria, 2
- 21:44inteligências profissionais, a do médico e a do enfermeiro
- 21:47trabalhando para assegurar que um dado procedimento fosse
- 21:49realizado de forma benéfica ao paciente ou, no mínimo, sem
- 21:52prejudicá-lo. O experimento sugere fortemente,
- 21:55porém, que uma dessas inteligências está para todas as
- 21:58finalidades práticas. Inoperantes, tudo indica que,
- 22:01diante das instruções de um médico, os enfermeiros
- 22:04desligaram suas entre aspas. Aqui, inteligências
- 22:07profissionais e adotaram uma forma de resposta cliques um, ou
- 22:11seja, aquela obediência automática que ele falou lá no
- 22:13início, a figura de autoridade, né?
- 22:17Ah nada do seu considerável treinamento ou conhecimento
- 22:20médico foi envolvido na decisão do que fazer em vez disso, com a
- 22:24submissão às a autoridade legítima foi sempre ação
- 22:27preferida e mais eficiente em seu ambiente de trabalho.
- 22:31Eles estavam dispostos a errar, adotando a obediência
- 22:34automática, né? Que acabei de dimensionar aqui,
- 22:36né? Ainda mais esclarecedor é o fato
- 22:39de que foram tão Longe nessa direção que seu erro surgiu.
- 22:42Em resposta, não há uma autoridade genuína.
- 22:46Mas a seu símbolo mais facilmente falsificado.
- 22:50Um mero título, então aqui a gente fecha, né?
- 22:52Esse esse trecho desse episódio? O autor vai continuar trazendo
- 22:58pra gente aqui outros elementos de autoridade que muitas vezes
- 23:01são vistos como há um atalho, né?
- 23:03Pra essa obediência automática, então ele vai falar, por
- 23:06exemplo. Das roupas né que é uma forma
- 23:10onde muitas pessoas utilizam para trazer também essa essa
- 23:14ideia de autoridade, né? Então, advogados vestindo AA
- 23:18ternos bem elegantes é o próprio médico, né?
- 23:22Com a figura do jaleco? Ah enfim, ele vai trazer aqui
- 23:25alguns exemplos e também vai falar de outros parâmetros, não
- 23:28é? Então vamos tratar sobre esses
- 23:31outros tópicos no próximo episódio, mas trazendo aqui um
- 23:35resumo do que do que a gente viu nesse, iniciamos o capítulo
- 23:39falando, né, sobre? É situações ali, né?
- 23:42Em que as pessoas conseguem, é encurtar caminhos de certa forma
- 23:47se se apoiando em opiniões de autoridades, né de pessoas que
- 23:52são vistas como autoridades. E o autor trouxe justamente essa
- 23:55ideia de que inicialmente, nós começamos percebendo desde a
- 23:59nossa infância, né? Respeitando.
- 24:00Na opinião dos pais de professores, entendendo que
- 24:03respeitar autoridade é traz recompensas, né?
- 24:07Para nossa vida é e isso se espelha para a nossa fase
- 24:10adulta, né? Então passamos AA respeitar
- 24:13também figuras de autoridade na fase adulta, porque fazemos essa
- 24:16conexão, né? Se nós respeitarmos as
- 24:18autoridades, consequentemente teremos recompensas
- 24:21satisfatórias, sendo que isso traz também é alguns perigos, né
- 24:25porque? Quando nós obedecemos de forma
- 24:28automática as autoridades, de certa forma, nós perdemos o
- 24:33senso crítico de avaliar se aquela decisão de fato, a
- 24:36decisão mais acertada. E aí o autor trouxe aqui esse
- 24:39exemplo dentro do campo da medicina, onde profissionais de
- 24:43saúde qualificados para é analisar certos contextos ali,
- 24:48né de medicamentos recitados a pacientes.
- 24:51Eles poderiam a ter um olhar mais crítico e não seguir com
- 24:55aquela recomendação dada por um médico, por exemplo, porque
- 24:57aquela recomendação ela não, não foi razoável.
- 25:00Mesmo assim, e dentro dos estudos feitos, muitos
- 25:02profissionais. Seguiram com a recomendação dada
- 25:05porque aquela recomendação veio de um profissional em teoria
- 25:08mais qualificada do que ele para poder passar aquela
- 25:11recomendação, uma figura de autoridade maior, o que traz
- 25:13dentro desse contexto aqui hospitalar um grande de um risco
- 25:16para os pacientes, né? Porque certamente isso acontece
- 25:19O Tempo todo. Isso acontecia à época da
- 25:22pesquisa e certamente segue acontecendo agora porque é um
- 25:25princípio que, como o próprio livro, trouxe aqui também ele é
- 25:29respeitado desde o Antigo Testamento, não é?
- 25:31Então não é, não é agora que isso vai mudar.
- 25:34Temos aqui lados de atenção dentro da nossa, do nosso dia a
- 25:38dia da nossa vida para tentar perceber essas coisas e de certa
- 25:42forma se defender. Inclusive, o autor vai trazer 11
- 25:45trecho aqui sobre defesa. Como em todos os capítulos, ele
- 25:47traz, mas também dentro de um processo Como Eu mencionei aqui
- 25:51um processo de venda, um processo de negociação.
- 25:53Há alguns elementos também que nós podemos NOS apoiar,
- 25:56obviamente de forma ética, né? Para que isso isso.
- 26:01NOS NOS estraga maiores chances de conseguir atingir determinado
- 26:04objetivo dentro desse processo. Espero que você tenha gostado,
- 26:07né? De de acompanhar esse episódio
- 26:09até aqui, agradeço demais pela sua audiência e NOS vemos no
- 26:12próximo episódio aqui do clube do livro.
- 26:15Um forte abraço.