Latest / MDA - Mundo dos Animes / MDA #196 - MONSTER
Transcript
- 0:05Seja bem-vindo ao MDA, coloque seu fone de ouvido e viaje com a
- 0:09gente no mundo dos animes. Estamos no ar com OMDA, seja o
- 0:27David pirata ou uma no vivadora. Viaje com a gente no mundo dos
- 0:30animes e nessa semana vamos viajar no terrível mundo de
- 0:33Monster. Eu sou o vupx e o maior monstro
- 0:40é aquele que pode despertar o monstro que vive dentro de cada
- 0:43um. Ela que vê o filosófico.
- 0:45Ó, é só a frase AA resenha vai por água abaixo.
- 0:48Aqui é o Carlos e só médico mesmo pra pra conseguir virar
- 0:52fugitivo e ter dinheiro sobrando, Mano.
- 0:54E pra ficar fazendo viagem pra tudo quanto é lado, meu Deus do
- 0:56céu, cara. O pior é que é, mas como é que
- 0:58ele pegava o dinheiro dele? Ele não podia em banco.
- 1:01Né, velho? É porque.
- 1:02Naquela época, eu acho que ele não tinha banco, não.
- 1:05Que isso, cara, pelo amor de. Deus.
- 1:07Tinha, né? Não acho que tinha.
- 1:09Mas não era desse jeito todo aí, não. 1000. 990 valeu era.
- 1:12Era era 95? Já.
- 1:14Não era. Era 95 já.
- 1:15Não era 86, pelo que eu me lembro, é hoje que.
- 1:18Acontece a cirurgia, mas a obra, principalmente, vai ser narrada
- 1:21em 94, uma parada assim, 93. 95 acho que é 95.
- 1:25Depois de 9, 10 anos. 95 acho que já tem banco normal.
- 1:28Já, já, já aqui. No Brasil era muito dinheiro em
- 1:30cheque, pô, pouco de cartão de crédito já.
- 1:33É verdade? Aí aí ele estava com um talão de
- 1:35cheque carregando um talão de cheque.
- 1:37Mas aí? E tem que assinar o nome, né,
- 1:38velho? Todo mundo já sabia que era ele,
- 1:40pô, muda alguma coisa? Eram tempos muito mais difíceis
- 1:43de você conseguir fazer rastreamento, né?
- 1:45De de conta bancária, essas coisas assim, isso com certeza.
- 1:48Eu sou o Rafael Valente e o naukaraçawa é o Midas dos
- 1:52mangás. O cara encosta, vira ouro, é
- 1:54incrível. É verdade, é verdade.
- 1:56Inclusive eu acho que falta fazer mais obras do navo aqui da
- 1:59sala aqui no podcast também. Olha aí vocês, vocês já fizeram
- 2:01o que aqui, Pluto já fizeram? Pluto fez, você gravou
- 2:04inclusive, né? Ah, é verdade do anime, né?
- 2:06Isso nossa, ó, tô sabendo. Bem legal puto já fizeram.
- 2:08Vou fazer Monster, agora falta ator em centro e Billy, Bete,
- 2:11Isadora. É, tem um, tem.
- 2:14Isadora, e o mais recente, né, é o.
- 2:15Que ainda está em publicação. Pô, o maluco escreve mangado
- 2:18longo, só fruto que é curto. É não, a maioria deles é mais de
- 2:22150. Né?
- 2:23Inclusive, a gente demorou muito para gravar Monster, porque, pô,
- 2:26esse contar com os anos de animística EOMDA já, só mais uns
- 2:307 anos por aí. Não sei porque a gente demorou
- 2:32tanto, mas vamos falar um pouco mais de Monster depois dos e
- 2:35mails. Gente, o patrão ficou maluco na
- 2:59anime? Hunter?
- 3:00Sim, nossos parceiros agora estão com 15% de desconto no Pix
- 3:05no dinheiro e 5% de desconto no cartão com o cupom MDA.
- 3:10Também somos parceiros da crutchhol, o maior streaming
- 3:13focado em animes no Brasil e rádio j Hero.
- 3:16Onde estamos todo domingo às 4 da tarde?
- 3:32Ainda muito pequenos para se lembrar, o mar e o seu irmão
- 3:36caçula, Hassan, fogem da guerra da Somália para os Campos de
- 3:40refugiados do queenian, mais especificamente da dabi.
- 3:44Lá, eles passam da infância para adolescência e levam uma vida
- 3:48difícil enquanto fazem amigos e constroem um senso de lar em um
- 3:53lugar onde a escassez de recursos e a espera pelo
- 3:57reassentamento são o que preenche os dias monótolos de
- 4:01quem? Não tem nada além de Esperança.
- 4:04Além de terem sido adotados pela gentil fatman, que acolhe os
- 4:09irmãos como se fossem seus filhos, Omar e Hassan nunca
- 4:13deixam de procurar e ansiar pelo reencontro com sua mãe
- 4:17verdadeira. Quando Omar tem a chance de
- 4:20frequentar a mesma escola que seus amigos, eles se vê dividido
- 4:24entre o desejo e a obrigação, ficar em casa e cuidar de seu
- 4:28irmão não verbal, a única família que lhe restou, ou ir à.
- 4:32Escola e buscar por meio da educação o caminho para além de
- 4:37da da. Baseado em uma história real,
- 4:40quando as estrelas se espalham, é uma narrativa emocionante
- 4:43sobre resiliência, Esperança e o poder transformador da educação.
- 4:48Sofrimento, Esperança e humor gentil coexistem nesta graphic
- 4:52novel sobre uma infância à espera de um futuro melhor e o
- 4:57jovem que é capaz de criar um senso de família.
- 5:00E lá nos cenários, mais de. Voltamos os e mails para os
- 5:21dados técnicos de nome original, Monster, do gênero de drama,
- 5:24mistério e suspense é no streaming da Netflix.
- 5:27No Brasil está Netflix, tanto que aqui no Japão tem a legenda
- 5:30em português também para o Monster.
- 5:31Eu descobri isso recentemente, um pouco coisa da gente gravar o
- 5:34podcast. O anime de Monster conta com 74
- 5:37episódios, então é um anime até que grandinho, né?
- 5:39Comparado com os anime de hoje em dia, a data de lançamento do
- 5:42anime foi em 7/04/2004 pelo estúdio da medhouse na direção
- 5:46de massail Tico dima tem. Um bem diretor de Beijing ABES e
- 5:50piano nomori que é aquele Forrest piano e também ele foi
- 5:53onde ele foi diretor de um dos filmes de Sakura card captor.
- 5:57Olha aí é o manguá de quem a gente já falou antes, né?
- 5:59Do no aquilo da sawa, o manguá de 18 volumes com 162 capítulos
- 6:04da demografia sene pela revista big Comic originals, pela
- 6:07editora shogaku Kan, esses foram os dados técnicos temos aqui
- 6:11podemos começar a falar da história de monstro, que o mangá
- 6:14e o anime ele não tem que fazer diferença, né?
- 6:16Então acho que a história segue bem a.
- 6:18Arrisca pelo que estive vendo, odeio um pouco uma palhinha do
- 6:20do de como começa a história de Monster.
- 6:22Monster começa com o nosso querido doutor tema, que é o
- 6:27personagem principal da nossa história, né, doutor tema, que é
- 6:30um médico cirurgião de cabeça lá.
- 6:33Ele. Neurocirurgião.
- 6:35É exatamente. Ele é um neurocirurgião super
- 6:37experiente, um dos melhores, se não o melhor, em determinado
- 6:40dia. Lá ele está trampando e chega 2
- 6:43ocorrências para ele, a ocorrência onde 2 crianças
- 6:46tinham sido afetado. Adas tinham acontecido acidente,
- 6:49alguma coisa muito meio nebulosa, uma das crianças tinha
- 6:52tomado um tiro na cabeça e obviamente neurocirurgião ele
- 6:55tinha que resolver esse BOEA outra era o prefeito de
- 6:59Dusseldorf que chegou e aí Oo dono do do hospital chegou e
- 7:03falou assim, ô meu querido, vai lá, vai lá resolver OBO do
- 7:06prefeito, não da criança e ele como um bom médico, um bom
- 7:09cidadão, ele foi lá e resolveu o da criança, porque a criança
- 7:12chegou primeiro, ou seja, não existe, não tem essa aí de Ah,
- 7:16fila do coração do. O do Faustão não existe.
- 7:20Chegou o primeiro. É nós.
- 7:21Só que aí tudo desembola num problema muito grande, que essa
- 7:24criança, no final das contas, ela era o enviado do capeta, né?
- 7:28É? Onde começa AA merda toda a
- 7:29cagada em sequência dessa história inteira?
- 7:33Porque assim, Oo doutor tema que temos que apontar que, embora a
- 7:38história se passe inteiramente na Alemanha, o médico é um
- 7:41japonês, né? É um médico japonês, um médico
- 7:43novo, é aqueles médicos brilhantes, sabe?
- 7:45Tipo que aparece, sei lá que a mão dele é um.
- 7:48Uma mão divina para a cirurgia, né?
- 7:49Ele é tão preciso na nas operações dele?
- 7:52É o Doctor House, só que sem são pegar o.
- 7:54Que é, é isso. E aí acontece que é como o
- 7:58Valente disse, em 1 dia que aparece essa criança, aparece
- 8:02esse esse dilema, né? Essa bifurcação para ele tomar
- 8:06essa decisão, se ele vai operar as crianças que chegaram antes,
- 8:09que veio uma vez com a bala na cabeça, ou se fazia o que o
- 8:13presidente queria, que é salvar o prefeito da cidade.
- 8:16E tudo isso acontece ele. E decide salvar a criança porque
- 8:20alguns dias antes ou momentos antes, também foi submetido a as
- 8:26ordens do do chefe do hospital para trocar de cirurgia para uma
- 8:30outra pessoa designada, né? Ele foi designado para uma outra
- 8:33cirurgia e ele teve que sair de uma cirurgia que ele já estava
- 8:36fazendo. E essa pessoa morreu, né?
- 8:38Porque ele teve que sair dessa cirurgia e socorreu outra pessoa
- 8:41por ordens do chefe. E aí ele ficou com esse peso na
- 8:43consciência, né? Porque AO familiar dessa pessoa
- 8:46que morreu na cirurgia que ele me deu.
- 8:48Deixou de operar, começou a espernear e questionar o tema.
- 8:51Porque que ele largou a cirurgia para ir fazer uma outra
- 8:54operação, sendo que a aquele paciente que morreu, chegou
- 8:57antes, chegou antes e era mais emergencial ainda a situação.
- 9:01E era uma emergência que só o doutor tema podia fazer, porque
- 9:03o outro cirurgião que entrou no lugar, ele não deu conta do
- 9:06recado. Principalmente.
- 9:06Ele abre essa questão no começo do mangá e da anime, de qual que
- 9:09é o valor de uma vida? Que as vidas, elas não têm
- 9:11valores iguais, e o tema começa a questionar isso.
- 9:14É verdade, pra quem não sabe, né?
- 9:15Que que tá começando a ouvir esse cast sem saber?
- 9:18Que que é? Monster nunca, nunca sequer
- 9:21arranhou a superfície disso. Ele ele é muito sobre o não o
- 9:26craçal. Ele trabalha muito com com
- 9:28mistério, né? Então eu gosto de falar que ele
- 9:30é a Agatha Christie do Japão, né?
- 9:32A Agatha Christie que faz mangá, porque, cara, todas as histórias
- 9:36que o não craçal escreve são assim super interligados com
- 9:39mistério EE crimes e polícia e coisa do tipo.
- 9:44Você se sente no meio de um de um, você sai da vida assim,
- 9:47sabe? Agatha Christie que tem os
- 9:49vários livros de mistério, né? Até.
- 9:51Urgência, Hein? Se eu não me engano, Agatha
- 9:54Christie é, se eu não me engano, top 2.
- 9:56Top 3 é autores mais vendidos de todos os tempos.
- 10:00É referência, referência, né? Um dos maiores títulos delas que
- 10:03muito conhecido, por exemplo, é o assassinato do expresso
- 10:06Oriente. Exato.
- 10:07E aí a gente começa a ter a história sendo contada pela
- 10:10visão de tema, onde o tema ele é uma das pessoas que depois que
- 10:15acontece todo esse ocorrido, é lógico, ele essa.
- 10:18Sentenciado, né? As ordens do do chefe ali do
- 10:21hospital, ele é contrariado, ele perde o posto, né?
- 10:24Do de do seu, seu cargo. Ali é nem não que ele é
- 10:28rebaixado, mas ele nunca mais tem a possibilidade de subir na
- 10:31carreira. Até que acontece uma série de
- 10:32coisas muito bizarras, praticamente todo mundo que era
- 10:35relacionado a parte superior desse hospital, eles morrem,
- 10:39eles são assassinados e tudo isso meio que dá, não que dá
- 10:42indício, mas que todas essas consequências Visa o tema como a
- 10:46única pessoa que, se possível, as.
- 10:48Subir de cargo ali naquele hospital e meio que ele é
- 10:50privilegiado pelo pelos acontecimentos que acontecem ali
- 10:53com os assassinatos, né? E depois todas essas, essas
- 10:56criminalidades que são acontecidas nesse ano de 86 meio
- 10:59que o tema ele é privilegiado e ele acaba saindo por cima.
- 11:02Então tem um times kip dentro da obra.
- 11:04Logo no começo, né? Logo no começo, ainda do da
- 11:06história, bem no comecinho da história, porque tudo isso daí é
- 11:08uma introdução. A filha do diretor do hospital,
- 11:11que estava com o tema que a Eva, ela alarga ele, porque
- 11:14claramente naquela época ela era uma completamente interesseira.
- 11:17Nossa, demais. Ela basicamente se importa.
- 11:20Só consigo mesmo, né? EE é, a gente poderia dizer que
- 11:24ela é uma narcisista, vai, digamos assim.
- 11:27Ou uma mimadaça assim também. As 2 coisas.
- 11:30É está mais para narcisista, porque, tipo ela, depois que o
- 11:34que o pai dela morre e tudo mais, ela não fica muito na Noia
- 11:37de pô, meu pai morreu coisa do tipo, ela fica muito na Noia de
- 11:40pô, você me largou, sabe? Sim, como se o fato do pai dela
- 11:44ter morrido não nem fosse tão importante assim, sabe?
- 11:46É, pois é, porque. É assim, a toda herança da
- 11:49família lá, do diretor fica para ela, né?
- 11:51Porque ela é a única filha de que poderia receber a herança.
- 11:54Mas eu acho que vai para frente. Não só herança, mas como ela
- 11:56casa 3 vezes e dá golpe nos 3 caras?
- 11:59Ela é tipo o Yohan de saia, né? A diferença é que ela não mata
- 12:02ninguém. Apesar que Johann também usa
- 12:04saia, né, é? Verdade.
- 12:06Aqui a Eva ela é mais complicada, porque a Eva é uma
- 12:09personagem muito bem construída, né?
- 12:10Embora a gente diga isso, ela é uma personagem muito bem
- 12:12construída. A gente vai até o final da série
- 12:13e ela tem o seu. A evolução também, só que
- 12:16durante este processo da evolução da Eva.
- 12:18A gente vê que ela é uma pessoa, que ela ela se torna dependente,
- 12:22emocional, é uma pessoa que não tem amor próprio para a vida,
- 12:26né? Porque quando o tema larga, ela
- 12:28ela percebe que o tema era realmente quem ela queria.
- 12:31Sim, e ela é a única pessoa que eu escolhava ela como uma mulher
- 12:33digna, uma mulher que não era só tipo para ficar com ela e depois
- 12:36jogar fora o tema, realmente chamava ela e ela não tinha
- 12:38percebido isso. Ela só percebeu depois que aí
- 12:40ela perdeu ele e então ela teve uma dependência emocional e ela
- 12:44fica a obra inteira correndo atrás dele.
- 12:45Às vezes, não por amor, mas por raiva, por.
- 12:48Vingança também, o legal desse início de um Monster, Mano,
- 12:51assim, falando em processo de teoria, narrativa, construção de
- 12:53roteiro, né, é que o na hora crasal, ele faz um o que a gente
- 12:59costumeramente chama de sertup, e ele desenvolve isso de uma
- 13:02forma muito bem, que estrutura muito bem a obra, né?
- 13:04Então todo esse, assim como, como como é que tu falou,
- 13:06Valéria, é todo esse esse preâmbulo, né, esse processo
- 13:09anterior, AA narrativa principal que vai acontecer quase 10 anos
- 13:12depois, né uhum? Ele é um setor tão forte para a
- 13:14obra de, de acontecimentos tão importantes, de, de, de e de e
- 13:18já estabelecimentos que das coisas que vão acontecer, que
- 13:22ele segue até o final da obra, né?
- 13:24Nesse, nesse processo, e ali você já entende muito bem qual é
- 13:26o caminho, que Monster vai ser construído, como vai ser
- 13:28construído a obra, né? Então, por exemplo, ele já
- 13:30inicia a obra apresentando uma dualidade de de caráter por
- 13:34personagem. Isso é importante sim, né?
- 13:36Então o primeiro ato da obra é uma discussão, é uma perspetiva
- 13:41do lá da da família turca, lá que o pai ele morre, né?
- 13:45E a mulher reclama com ele e aí ele não sabia, né?
- 13:48Nesse processo e ele ele ficar com aquele peso na consciência,
- 13:51nesse nesse meio caminho. EE, assim, é tão importante esse
- 13:53processo de setup, porque na verdade ele que vai dar a
- 13:56construção para o tema tomar a decisão de de fazer a operação
- 13:59no yuan. Mas ele também dá pra gente
- 14:01várias coisas, como por exemplo, ele já vai dar pra gente
- 14:04características de personagem e construção da personalidade.
- 14:06Do tema da personalidade de diversos outros personagens em
- 14:09volta deles, como a gente falou agora da Eva, ele vai dar um
- 14:12setup que vai construir pra gente processos de ações que o
- 14:15tema vai ter para frente e que vai ser comentado até
- 14:17posteriormente. Por exemplo, quando começa o
- 14:19julgamento do tema, o advogado dele pergunta, AI, por que que é
- 14:23isso, né? Aí ele fala toda a história do
- 14:24yuhan, mas ele fala, não tem alguma coisa mais do que isso, e
- 14:26aí ele vai retomar a história da mulher turca, né?
- 14:28Então é uma coisa que como como ele apresenta, né, é tudo onde
- 14:32que começou. Então o setup é muito bem feito
- 14:34pelo nowoap nasal, ele é um roteirista de mão cheio.
- 14:36Sim, então ele consegue fazer essa construção.
- 14:39EE, não só isso, né? Tipo todo o arco de das crianças
- 14:43é como é que ele mata o cara com os docinhos e tal?
- 14:47Sim, sim. Toda essa construção de setup
- 14:49assim já vai se formalizando e ele consegue reutilizar isso
- 14:51posteriormente, né? É para fazer uma construção de
- 14:54sequência de atos que conseguem construir um processo lógico pra
- 14:58gente, né, leitor, do que está acontecendo?
- 15:00Uma coisa interessante para mim é que eu eu acho, tá, eu não
- 15:04parei para pesquisar isso se se não o cruzal já falou sobre
- 15:06isso, até porque o monstro já tem mais de 20 anos publicado,
- 15:08né? E quase 30 anos, né de
- 15:10publicado, né? Bastante, bastante, mas ele me
- 15:13parece muito, tem uma mistura de 2 fábulas muito conhecidas, né?
- 15:16AA coisa mais simples de você. Ser biomédico e o monstro, né,
- 15:19que vai ser uma nova abordagem que o não cruzava, vai fazer
- 15:22sobre essa perspetiva, né? Principalmente pessoa na
- 15:24perspetiva de quem é o monstro, né?
- 15:25Então ele parte desse setup ali, uhum, mas para mim também tem
- 15:28muito da da da fábula de Fausto, né, que é você fazer o contrato
- 15:32com o demônio, e aí você tenta fugir toda hora do demônio e na
- 15:35verdade é que ele inverte o processo, né, que você está
- 15:37correndo atrás do demônio todo momento.
- 15:39Eu acho que eu acho, por isso que eu falei, não, não fui
- 15:42pesquisar pra ver se não e não é.
- 15:43O cruzava é um dos poucos mandaca que que dão entrevista
- 15:46abertamente, né? É?
- 15:47Até um canal no YouTube. Então eu não cheguei a pesquisar
- 15:49sobre isso, mas me deu a impressão que tipo essas 2 obras
- 15:52que são fábulas famosas, né, inclusive já adaptada para
- 15:55cinema e tal. É o médico monstro, é a base,
- 15:58frankenstein, né? Então essa essas 2 fábulas me
- 16:01deram a impressão de tipo também serem base para a construção
- 16:03aqui em Monster, para ele ter ali, tipo assim, Ah, beleza,
- 16:06isso aqui é um é um escopo para mim brincar e eu ele vai
- 16:09subvertendo esses processos das obras originais e vai dando o
- 16:12seu próprio caminho para a construção uhum.
- 16:14Uma coisa legal que você falou, Carlos, é sobre o setup.
- 16:18Que ele faz é tão bom. No começo a gente não sabe como
- 16:21é que o pessoal do do hospital morreu e tudo mais.
- 16:23É assim, a gente sabe o que aconteceu, mas não sabe como
- 16:26assim, quem matou, por que que matou?
- 16:28A gente não sabe de nada e ao longo do tempo o setup é tão bom
- 16:31que ele explica o que que aconteceu lá na frente, como que
- 16:35eles morreram, por que que eles morreram, o na operação.
- 16:38Ele tem muito de de dessa, dessa qualidade narrativa, onde ele
- 16:41consegue simplesmente jogar uma informação que não vai te fazer
- 16:45falta ali, tipo, pô, a galera morreu, mas você não vai ficar
- 16:47tipo. Pô, como que eles morreram?
- 16:49Porque ele soube trabalhar um jeito de você não se importar
- 16:51muito com isso e lá na frente ele explicar o porquê daquilo,
- 16:54que é uma coisa que a gente vê o, por exemplo, o oda fazendo,
- 16:57né? É, além disso, uma das
- 16:59genialidades do na oitira sala em construir os vilões dele nas
- 17:04obras dele, principalmente em Monster.
- 17:05É que o vilão dele, ele não é um vilão comum, é um vilão
- 17:10tradicional, o vilão dele, como no caso o Yohan, o Yohan, ele é
- 17:13um projeto criado para ser o vilão, para ser OOA, encarnação
- 17:17viva de um diabo. Cabo, né?
- 17:18De um demônio? É lúcifer na Terra.
- 17:20É de lúcifer, é alguma coisa bizarra que veio para a Terra,
- 17:24que não se explica mais que isso existe, é mais ou menos isso.
- 17:27Como eles tratam o Yohan dentro da obra, né?
- 17:29Pelo pela visão dos personagens, por que os personagens falam
- 17:32Yohan, tipo o tema fala Yohan, o inspetor Lund, que é quem segue
- 17:36caçando o tema do durante a obra inteira.
- 17:38Ele não sabe do começo ao século, se esse Yohan existe ou
- 17:43se ele é um fruto da imaginação do tema.
- 17:45Então assim, todos os crimes cometidos entre aspas por aí.
- 17:48Johann, porque Johann não comete crime nenhum, no caso, o crime
- 17:51que seja possível de ser punido pela lei, né, digamos assim?
- 17:54Até a Praga não, né, que quando chega em Praga ele já está
- 17:57matando. Exatamente, até Praga, não,
- 17:58porque os atos de crime do Johann não são cometido pelo
- 18:02Johann. Ele coage outras pessoas a
- 18:04cometer o crime por ele. As pessoas falam, Ah, eu vim
- 18:07aqui, Ah, mando de Johann, né? Tipo, alguém me mandou ficar
- 18:11aqui, alguém mandou fazer isso para eu ganhar tal coisa é se eu
- 18:14fizer. Se eu não fizer isso, Johann
- 18:16vai, vai. Fazer tal coisa comigo vai
- 18:19acabar comigo, né? Então, a todo esse tempo, no
- 18:21comecinho mesmo da obra, o tema já percebe que aquela criança
- 18:24que ele salvou, que depois virou um adolescente, depois virou um
- 18:27adulto, aquela criança cresceu, se tornou, que se tornou por
- 18:30culpa dele, né? Que ele acha que é por culpa
- 18:32dele. O tema trouxe de volta à vida um
- 18:35demônio para a Terra. A gente pode chegar até a fazer
- 18:38uma comparação de do Yohan como se ele fosse algum tipo de
- 18:42Charles Manson, que para quem não sabe o Charles Manson ele
- 18:45foi 11 psicopata muito famoso a. Americano que fazia.
- 18:49Ele tinha uma seita, onde ele fez as pessoas acreditarem nele,
- 18:53né? Aham dentro dessa seita e dentro
- 18:56dessa seita, as pessoas praticavam diversas coisas não
- 18:59muito legais. Então, ele é conhecido como um
- 19:02dos maiores psicopatas de todos os tempos.
- 19:05É, muitas pessoas estudam artigos EE, vídeos e entrevistas
- 19:10do Charles Manson para tentar entender como era a cabeça do
- 19:13cara uhum, porque ele foi um cara que meio que abriu os olhos
- 19:17para eu poder. Que a pessoa tem de influenciar
- 19:19as outras pessoas? Ele era mal nesse nível, sabe?
- 19:22Entendi. Isso.
- 19:23O Charles Manson foi uma pessoa real, sabe?
- 19:25Aham então o Yohan, ele é praticamente um Charles Manson.
- 19:28O Nó que nasal ele tem uma perspetiva muito interessante de
- 19:31como ele vai apresentar o Yohan. Inicialmente a gente é
- 19:34apresentado ao Yohan e ele tem essa figura quase demoníaca,
- 19:37mesmo de algo de um ser Sobrenatural.
- 19:39Porque a primeira ação do Yohan que a gente entende como
- 19:41assassinato é ele matando OOA cúpula lá do hospital e é o tema
- 19:45se abrindo com ele, ele ouvindo e aí ele.
- 19:48Uma ele, ele como um assim, uma benéfica.
- 19:50O seu Salvador, ele vai lá e mata os 3 caras.
- 19:52É uma recompensa, né? Isso e aí é até esse processo
- 19:56que eu falo de de contrato com o Fausto, sabe?
- 19:58Do demônio, essas coisas assim, a forma como o nawaki nasawa vai
- 20:01construindo essa parte, ele vai, ele vai mudando a perspetiva que
- 20:04eles têm do Johan, porque inicialmente a gente vai, a
- 20:07gente constrói. Como é essa essa primeira cena,
- 20:10esse primeiro acontecimento, é quase um processo meio
- 20:12Sobrenatural mesmo, meio Divino. A gente não entende como é que a
- 20:14coisa, tipo assim, exatamente o doce que estava ali, vida na.
- 20:18Ela falou que os caras pegaram e fizeram EOO nau cruzol, ele vai
- 20:21construindo essa perspetiva de uma coisa bem bem lúdica, OEO,
- 20:24porra, falou Ah e fugiu da da do negócio com a irmã aconteceu tal
- 20:27coisa e é e é tudo muito Sobrenatural esse processo, e
- 20:30depois a gente vai entendendo que não é necessariamente
- 20:32Sobrenatural, mas é uma exigiosidade, né?
- 20:35Então a gente vai começando a entender que tipo Oo yorman
- 20:37ficando mais velho, a gente vai entendendo que tipo assim, cara,
- 20:39na verdade ele ele é algo é uma pessoa como o valentista falando
- 20:42tipo assim, ele é uma pessoa super nociva numa perspetiva de
- 20:44controle, né? Ele ele consegue fazer uma
- 20:46pesquisa muito. Sobre as pessoas, ele consegue
- 20:49fazer um entendimento muito. Influente.
- 20:51É e ele. E ele consegue.
- 20:53É ter uma fala assim, eu, eu gosto muito das partes.
- 20:56Que é que é assim? Ah, eu sempre eu consigo me
- 20:58abrir muito facilmente pra pra você.
- 21:00Tipo, as pessoas falam isso sobre o Yohan, né?
- 21:02Porque elas facilmente falam com ele e tal.
- 21:04E eu acho muito interessante que como ele vai construindo o Yohan
- 21:07assim posteriormente, quando a gente vai ter Oo ato lá do cara
- 21:10mais rico da Alemanha, né, que é o ato lá em em Munique?
- 21:13Sim, sim, sim né. Ele é um cara que já está
- 21:14basicamente ficando cego e ele é um das primeiras pessoas que
- 21:17começam a desconfiar do Yohan, porque ele fala cara, ele é
- 21:20muito perfeito, sabe? Ele é uma pessoa assim que não
- 21:23existe, mantendo ainda em certo sentido essa perspetiva
- 21:26esotérica do Yohan, mas ainda assim trazendo essa, essa essa
- 21:30questão do quase, da psicopatia também misturada ao mesmo tempo,
- 21:33né? E aí a gente vai.
- 21:34Conseguindo entender como é que é essa formalização do York,
- 21:37esse que eu acho mais legal, tipo assim, ele começa nesse
- 21:39processo, quase é esotérico, né? De divindade assim do yorhan,
- 21:42aparecendo de idade no mau sentido.
- 21:44EE aí ele começa a construir o lado do psicopata yorhan, que é
- 21:47o cara que tem todos os controles que ele vai
- 21:49conseguindo ter, todas as informações e tal, mas ele ele
- 21:52sempre deixa meio dúbio esse processo, sabe?
- 21:54E aí começa a voltar alguma coisa desse tipo de ele não é
- 21:56normal, ele não é um, ele é um monstro e tal.
- 21:58E é muito interessante como Oo now cruzal vai construir essa
- 22:01personalidade do yorhan até o ato final, né?
- 22:03Então a gente. Vai entendendo assim como é que
- 22:06são as coisas e ao mesmo tempo que ele vai construindo isso,
- 22:08ele vai apresentando várias camadas de que são ao redor do
- 22:11Yohan junto que foi a construção de de vida dele né?
- 22:14E ele vai jogando dúvidas pra gente, tipo assim cara, quem de
- 22:16verdade é o monstro né? A discussão é sempre isso né?
- 22:19Ele sempre vai, sempre falando sobre a construção das crianças
- 22:22né? Quem são os monstros?
- 22:23São são é essa pessoa que tá aí como o Yohan ou como outros, ou
- 22:27na verdade são pessoas que criaram ele e aí e aí ele vai
- 22:30sempre tratando dessas coisas. Controle lá do governo, todos os
- 22:32governos passaram ali em volta, né a.
- 22:34A como é? Como é que os adultos tratavam
- 22:36as crianças? Principalmente lá no kinderheim
- 22:38511 e por aí vai, né? E aí, e essa é a parte mais
- 22:41interessante assim, mas essa, essa obra, eu não sei dizer, mas
- 22:43assim, uma das coisas mais interessantes de construção de
- 22:45personagem que o orra vai tendo, né?
- 22:47Porque ao mesmo tempo que ele vai tendo essa essa construção
- 22:49dúbia entre divindade e psicopatia.
- 22:52Ele também vai circulando esse tema principal da obra, que é a
- 22:56criação, né? Como é que você cria uma
- 22:57criança? Como é que você?
- 22:59Como é que o mundo recebe uma criança nesse processo?
- 23:01Né? Acho interessante você falar
- 23:03isso porque abre 2 pontos aqui pra gente começar a discutir
- 23:06também. Porque uma delas que é talvez um
- 23:09pouco menos discutível, um pouco menos importante, mas só pra pra
- 23:12gente notar é que em vários momentos da obra, quando as
- 23:15pessoas viam o Yohan, algumas pessoas viam claramente assim
- 23:19supercialmente como um cara muito bonito, um cara.
- 23:22O tipo um cara ser Belo, né? E é um ser perfeito, ele é
- 23:25angelical, ele é negro, ele é aquela cor toda, aquela coisa,
- 23:29sabe daquela época de dos anos 8090, que tem aquele padrão de
- 23:32beleza onde nossa, ele é loiro, ele é branco, ele é alto né, ele
- 23:35é novo, ele é inteligente, ele faz tudo, ele é o ser perfeito,
- 23:39mas ao mesmo tempo algumas pessoas viam ele com o diabo né?
- 23:42Que No No mais, por final tem aquele pai, aquele garoto lá que
- 23:46é o cara que dá um tiro na cabeça do Yohan né?
- 23:47Ele fala que ele viu no Yohan um ser de 7 de 7 x.
- 23:52Eles não sei o que com asas de demônio, então tem essa visão
- 23:56meio que tipo entre o ser perfeito e o diabo, não é que é
- 24:00o diabo? Mas eu não sei quem é o monstro
- 24:01mesmo, né? Como eles falam, ele, ele
- 24:03enxerga o monstro nele. Tanto que, como você de falou do
- 24:06cara, ricão o schwald, né? Aquele velho que fica ficava na
- 24:09cadeira de roda. É o vampiro de Bayern.
- 24:11É o vampiro de Bayern. Ele mesmo, o schwald é que era
- 24:15quase cego. Ele não enxergava, mas como como
- 24:17o Caio disse, ele não enxergava. Ele está quase cego, mas ele
- 24:20enxergava que o. O Yohan era perfeito demais e
- 24:24algumas outras pessoas, eles mesmo sem olhar para o Yohan,
- 24:27eles enxergavam que tinha uma coisa estranha dentro dele, né?
- 24:30Do Yohan, ou que na verdade não existia nada.
- 24:32Não existia nada dentro do Yohan, que eu acho que é isso
- 24:34mais ou menos, porque não existe nada dentro do Yohan.
- 24:36Ele é ele, ele é um vazio, ele não tem sentimentos e sabe um
- 24:40precedente também pra gente pensar sobre.
- 24:42Eu estava pesquisando um pouco sobre essas coisas do do Yohan e
- 24:45eu achei uma coisa que era sobre que pode às vezes se encaixar um
- 24:47pouco, que é da filosofia do niilismo existencial, onde não
- 24:51existe. De proposta de vida, né?
- 24:53Ele não tem um valor, ele não enxerga um propósito, o objetivo
- 24:56da existência humana, né? Tipo o niilista, ele também
- 24:59acredita que a vida ela é em civil ficante no sentido, porque
- 25:02uma das maiores questões que tem com o Monster é que pela visão
- 25:06de tema, pela visão de Johan, né?
- 25:08Os 2, eles têm aquela visão de que as vidas, elas têm o mesmo
- 25:11valor, dando para os 2, só que para o tema ele tem uma
- 25:14qualidade de vida igual. Já apoioram, as vidas são
- 25:17iguais, mas elas são iguais No No zero, no nulo, onde nenhuma
- 25:21das vidas importam. E por isso ele consegue fazer
- 25:23tudo o que ele faz, porque para ele é como se nenhuma vida
- 25:27importasse, não tivesse nenhum valor.
- 25:29Então ele não sente nada, né? Como isso tem sendo um gato de
- 25:32compatia? E isso daí a gente pode entrar
- 25:35muito mais a fundo, por exemplo, na parte que é onde a gente
- 25:38conhece o passado do Yohan, né? Tudo o que aconteceu com ele,
- 25:41que é basicamente o kinder Rain 511, se eu não me lembro.
- 25:46Isso que era basicamente um orfanato de crianças, né?
- 25:49Ali da da da guerra, da da pós guerra.
- 25:52Da Alemanha, né? Muitas das crianças iam pra esse
- 25:54orfanato e acabavam virando. É meio que uma massa de manobra
- 25:59do governo pra pra ser experimento, né?
- 26:01E o Johann, dentro desses experimentos, talvez tenha sido
- 26:05o grande sucesso, digamos assim, o grande OOOA onde deu certo o
- 26:10experimento, né? E dentro dentro de kinderheim,
- 26:14as crianças eram tidas pra pra pra o ódio, a humanidade, né?
- 26:19O todo esse negócio de que a vida não vale nada, de que eu
- 26:22vou. Você consegue manipular as
- 26:23pessoas e coisa do tipo, né? Então eles estavam criando
- 26:26monstros de verdade, né? Bem como o nome da da série diz,
- 26:29e é onde a gente conhece, consegue ver muito mais do
- 26:33kinderhein o do do passado do Johan dentro do kinderhein, né?
- 26:36Que aí depois a gente descobre que a Ana tem parte disso, que é
- 26:40a irmã dele. EE aí tem muita coisa, né, na.
- 26:44Real? O kinderhein já é um processo
- 26:45até posterior, né? Porque se a gente for parar com
- 26:47essa construção de do Yohan, como é construído pela obra, se
- 26:50você for tratar. A desde o início da vida do
- 26:53promoção onde que apresentaram presente na obra do Johan, né?
- 26:56E dando em certo sentido também, eles eles têm um processo de
- 26:59construção de de personalidade, muito é deteriorado, né, que é o
- 27:04seguinte, né, ele desde criança eles têm, eles se vestiam da
- 27:07mesma forma, né, como um homem, como mulher, então eles eram
- 27:10vestido todos eles como como uma coisa só para esconder ali, né?
- 27:13A vida deles, a questão de eles serem gêmeos e tal, para se
- 27:16esconderem ali Na Na parte da mãe e ele já e aí tipo, fica
- 27:20fica a dúvida já no final, né? A gente pode falar mais pra
- 27:23frente, né? É como é que foi esse processo
- 27:25no final que fica ambíguo assim, né, tipo né, se a mãe, se a mãe
- 27:30deu um deles, ou seja, foi, foi, foi forçado o processo, alguma
- 27:34coisa assim, né? Mas basicamente, tipo assim, já
- 27:36foi quebrado todo o processo dele de relacionamento com, com,
- 27:39com uma criação, é um pouquinho mais natural, né, de uma relação
- 27:42com os pais, com a mãe, né, porque ela parece, no caso, pelo
- 27:44menos a mãe era um pouquinho amorosa com eles, tinha um
- 27:46carinho assim na casa e tal, à medida do possível, escondia as
- 27:50crianças e aí depois. Disso ele já ele já sofre na
- 27:53tiacla Eslováquia, e aí fica entendido que acontece alguma
- 27:56coisa com a família, eles fogem e aí eles vão, ele vai parar no
- 27:58kinya ry, 11 511, né? É uma trajetória de de
- 28:01construção de personalidade para uma criança que é inexistente,
- 28:04né? A criança não, não, não, não se
- 28:06cria num ambiente infantil e aí nesse o ponto que eu acho que é
- 28:09onde que o náucilazal vai e é uma perspetiva sempre que várias
- 28:12obras dele, né? O twenty Century buy já bate um
- 28:14pouquinho também nisso, né? O próprio Pluto bate nisso, né,
- 28:16que é essa forma como como como a gente vai, como é que a gente
- 28:19cria as crianças no nosso mundo atualmente, né, como é que?
- 28:22Como é que elas vão crescer nesse mundo que a gente tem
- 28:24atual, né? AA responsabilidade que os
- 28:26adultos têm sobre isso, né? E aí ele vai transformando isso
- 28:29e eu acho que é esse o detalhe de um monstro, né?
- 28:31Por mais que o Yohan seja de fato o monstro, ele seja um
- 28:33grande perigo, ele seja essa, essa coisa de da ciência,
- 28:35psicopatia muito grande, sempre existia a dúvida de tipo a
- 28:38dúvida não né, uma questão colocada pelo pelo Noel grazal
- 28:41que o talvez o Yohan só seja isso pelo que ele ele é o
- 28:44resultado da da situação de que ele foi é colocado, né?
- 28:47Isso é uma discussão que até existe na psicologia, né, se
- 28:49existem traços bem do processo de nascimento mesmo ou.
- 28:52Se os traços de psicopatia eles eles eles se afloram, eles se
- 28:55desenvolvem a partir do meio e da forma como você foi criado,
- 28:59né? É?
- 28:59Existem vários, vários indícios, né?
- 29:03É de muitos casos de psicopatas e coisas do tipo onde a infância
- 29:07deles era meio perturbada, assim, de tipo é violência
- 29:12sexual em casa ou violência física e coisa do tipo.
- 29:16Então acredito que se não é um obviamente, né?
- 29:20Existem estudos para falar isso, mas se não é um fator.
- 29:22É muito importante. Eu Acredito que é algo que
- 29:24impacta bastante, né? É que.
- 29:26Tipo assim, como eu falei, eu não sou eu não, não peguei a
- 29:28fundo partido dessas áreas de psicologia, né?
- 29:29Eu cheguei algumas coisas por cima assim que ajuda na parte de
- 29:32cinema e tal. O pessoal de cinema adora muito,
- 29:34é, por exemplo, é psicanálise, né, ajuda muito a criar
- 29:37personagem, acho que eu acho que tem um pouco disso, tem um
- 29:39pouco, não tem bastante isso em aqui em Monster, né?
- 29:41Eu chuto que o now quilozava tenha, tem, tem estudo nesse
- 29:44processo, essa construção que o que o Noel cruzava vai vai
- 29:47construir da personalidade do do Yohan.
- 29:49Rebate nesses processos de discussão que estão lá na dentro
- 29:52da psicologia atual e ele falou que eu falei, eu não tenho noção
- 29:55se já se chegaram a um entendimento que na porque, pelo
- 29:58pelo que eu lembre do que eu já vi, existe uma formalização hoje
- 30:02na psicologia que tipo assim, todo ser humano tem um pequeno
- 30:04traço de psicopatia, sabe? Para alguma coisa?
- 30:06Só que eles existem graus para se resolver e existem é
- 30:09objetivações dessa psicopatia. Até porque, por exemplo, não
- 30:12precisa ser uma psicopatia de matar as pessoas, pode ser algum
- 30:15traço que você tenha assim de de toque, algumas coisas assim ser
- 30:18tratada também com 1%, se não me engano.
- 30:19Como psicopatia, eu posso estar falando uma grande besteira
- 30:21aqui, tá? Mas é é meio que assim, entende?
- 30:23Tipo assim, é, todo ser humano tem a possibilidade nesse
- 30:26processo, só que existem graus e esses graus eles são afetados
- 30:29pela forma como você é criado e tal.
- 30:32Aí que o que eu acho que eu que eu lembro da que eu que eu li um
- 30:35pouco, é que existe uma discussão se esse grau de
- 30:38psicopatia, ele ele somente é, é, é, é elevado pelo lógico que
- 30:43você é criado, entende? Ou se ele já é a pessoa meio que
- 30:47já tem essa predisposição e as. Só tem um gatilho.
- 30:50Sabe alguma coisa assim, existem divergências assim.
- 30:53Se alguém, se tiver algum psicólogo, estudante de
- 30:55psicologia aí do do MDA, ouvinte do MDA, queira mandar mensagem
- 30:58pra gente, fica à vontade para a gente ter esse entendimento,
- 31:00porque, por exemplo, eu posso estar falando uma grande
- 31:02besteira, que é assim, porque pode, porque como os estudos vão
- 31:04andando, né? E eu acho que eu li isso, tem
- 31:06mais ou menos uns 5. Isso aí, uns 5 anos, 4 anos,
- 31:08pode ter mudado todo esse processo de pensamento, né?
- 31:11É. É, e não só isso também.
- 31:12A gente não não estuda isso pra pra saber de tudo isso, né?
- 31:15Ninguém aqui é psicólogo. É exato, né?
- 31:17Tipo o que eu. O que eu falei, né?
- 31:19Tipo, que eu. Que eu que eu estudei foi assim
- 31:21de coisas, curiosidade de construção, é parte de é, é
- 31:25psicanálise principalmente, né, que eu falei que é é muito boa
- 31:28para as pessoas que um dia quiseram falar isso.
- 31:29Eu posso falar psicanálise é um processo muito bom para
- 31:31construir personagem, porque tem várias demandazinhas que você
- 31:34consegue construir personagem. É muito mais fácil você fazer
- 31:37isso do que com outras áreas de psicologia.
- 31:38Como é a teoria de comportamento, como é TCC, né?
- 31:41Teoria de comportamento? Cognitivo, cognitivo,
- 31:43comportamento. Parte do existencialista aqui é
- 31:45onde que vai parar o nilismo que o que o hupson comentou agora,
- 31:48né? Que é muito baseado nas teoria.
- 31:49Dias no Nietzsche. Então você tem toda essa
- 31:52construção para ser apresentado. É e é nesses outros 2, assim é,
- 31:56é mais difícil. Dá para você fazer a construção
- 31:58de personagem? É, mas OOA psicanálise é mais, é
- 32:00mais batidinha bom, você fazer é desenvolvimento de personagem,
- 32:03construção. E tal.
- 32:05Então, para um roteirista, é, é, é bom, tá esses contatos com a
- 32:07área. É bom, é um tipo de obra, o
- 32:10naurica essa obra, ele é um gênio, né?
- 32:11Ele é ele é um tipo de obra que ele ele te faz pensar sobre
- 32:15muitas coisas e te questionar muitas coisas também.
- 32:18Uma das melhores coisas que a gente faz é ficar se
- 32:20questionando a obra inteira, por que que isso está acontecendo?
- 32:22Por que que a especionagem dessa forma?
- 32:24E tudo isso são traços de psicologia também, né, que são
- 32:27debatidos de psicologia, pô, por que que tal pessoa faz isso?
- 32:29Por que que o tema ele ele mudou d'água para o vinho da pessoa
- 32:33que ele é, o que que? Fez ele ele virar essa chavinha,
- 32:37né? Porque o Yohan, ele foi um fator
- 32:39que mudou a vida inteira do tema, porque ele era Oo médico
- 32:42perfeito e agora ele no passe de um positivo.
- 32:44Que que quer assassinar uma pessoa?
- 32:46Essa questão né? Da que ele vai, que ele vai
- 32:48jogando pra gente é bem legal porque no início até o Yohan
- 32:51aparecer de verdade, aí ele joga uma dubidade que é apresentada
- 32:55pelo pelo detetive né? Que é se OOO tema não tem uma de
- 33:01personalidade, né? Dupla personalidade e porque
- 33:03tinha Oo grimer. Né, isso exatamente exatamente.
- 33:06A gente já viu o Yohan, a gente né público, então a gente sabe
- 33:09que meio que o Yohan existe, só que de da forma como ele vai
- 33:13sendo construído posteriormente até AA volta do Yohan né, o nau
- 33:18crosal ele consegue construir uma dúvida na sua cabeça pra
- 33:21você perceber, pô, será que a gente tá falando entrar aqui
- 33:23mesmo de de um de uma história de dupla personalidade, porque é
- 33:27é legal levar, levantar esse ponto que que que é mais ou
- 33:30menos aqui assim todo mundo aqui que eu conhecia Monster né?
- 33:32Eu já eu já tinha visto um anime há muito tempo atrás, acho que
- 33:34vai. A gente já tinha lido.
- 33:35Né não, já tinha visto anime também.
- 33:37Né, não sei se eu vou, porque você já tinha visto ou lido
- 33:39alguma coisa antes, né? Só metade?
- 33:41Não, nunca. Inteira, então, mas o final e o
- 33:43início de Monte são muito famosos, né?
- 33:44Na Na aqui na mídia de anime, né?
- 33:46Assim meio que a galera conhece, né?
- 33:48Porque o que acontece, quais são as discussões e tal.
- 33:51Então tipo assim, você como o público No No nosso caso, aqui a
- 33:54gente já chega pra obra meio que já sabendo que na verdade o
- 33:58Yohan é uma pessoa, ele existe e tem toda tem toda a discussão
- 34:01meio filosófico ali de diabo e essas coisas daí tal quando?
- 34:04Monster estava saindo quando ele saía semanalmente, não acho que
- 34:08é mensalmente, né, para obra. E ali Na Na Na socialização.
- 34:13É muito improvável que muitas pessoas até AAO reaparecimento
- 34:16do Yohan tenham lido todo aquele arco pensando que pô, isso aqui
- 34:19pode ser 11 história realmente de fato de de de uma
- 34:22personalidade, sabe? E eu acho que isso é parte
- 34:24genial da construção de narrativa do nasal.
- 34:26Ele sempre a gente tem dúvida de de algumas coisas e é bem legal
- 34:29isso porque tipo Oo mistério aqui em em Monster ele é bem
- 34:33diferente do mistério que ele. E a borda, por exemplo, o center
- 34:35Boys. O center Boys é um mistério.
- 34:37Muito, muito mistério assim. Tipo, a gente não sabe o que
- 34:40qual é Oo vilão assim, entre aspas, a gente.
- 34:42Não sabe nem a cara da pessoa, né?
- 34:44Exato, entende? Assim é muito mais assim, esses
- 34:46mistérios assim que a gente está acostumado a viver em processo
- 34:49aqui a gente sabe quem é um vilão, em certo sentido, a gente
- 34:52entende e tal. Mas esse início da obra para
- 34:54quem leu o Monster saindo na época, ele sabe brincar com isso
- 34:58até até certo momento. Até o momento que ele quer
- 35:00apresentar o Yohan para a gente, né?
- 35:02E quando ele apresenta o Yohan para a gente, a história é
- 35:04muito. Muda, né?
- 35:05A gente já começa a ter uma outra perspetiva de história, aí
- 35:07se torna mais um thriller policial mesmo do que mistério.
- 35:09É muito legal você falar isso daí, porque eu tive um
- 35:13sentimento muito forte do de exatamente tudo que você está
- 35:16falando quando eu estava lendo, porque assim eu tinha visto
- 35:19anime e coisa e tal, mas eu não lembrava de nada, porque foi na
- 35:23época que eu comecei a ver anime.
- 35:24Então, sei lá, devia fazer mais de sei lá, 1015 anos que eu não
- 35:28que eu não tocava em Monster, sabe?
- 35:29Então, o sentimento que eu tive lendo a obra era de tipo, pô,
- 35:34indeterminado. Cado momento beleza, as crianças
- 35:36chegaram lá, é as crianças existem, beleza EE aí pô, teve o
- 35:40times kip, aconteceu os assassinatos, coisa e tal,
- 35:42começou aí apareceu o longe é Oo henrity longe né?
- 35:46Isso ele começou AA pegar essa parada de pô, será que não é,
- 35:50será que não é o tema mesmo? Será que não é uma segunda
- 35:52personalidade? Você já fica duvidando que o
- 35:54tema tem uma segunda personalidade, que ela é o Yohan
- 35:56aham, só que a gente sabe que o Yohan é uma pessoa a gente como
- 35:59leitor, mas a gente duvida é, é em determinado momento a gente
- 36:03fica pensando, pô, será? Será que Oo Yohan é também é
- 36:07irmã dele? Porque em determinado momento da
- 36:09história, as memórias começam a se confundir dele e da irmã.
- 36:12Então ele te pega desse lado também.
- 36:14Será que a irmã é ele e ele? A irmã nunca viu os 2 no mesmo
- 36:17lugar. Pô, e também no comércio a gente
- 36:18não via o Yohan cometer crimes, né?
- 36:20Exato. Era sempre o tema que estava no
- 36:22lugar do crime. Exato, exato.
- 36:24E o Yohan? Ele apagava a existência dele da
- 36:27vida de todo mundo que conhecia ele.
- 36:29Então assim, não tinha ninguém para que o longe, o inspetor
- 36:31longe pudesse perguntar, falava, você conhece o Yohan?
- 36:34Me fale de. Yohan, tu não falava não sei
- 36:35quem é Yohan o único que sabia quem era Yohan era o tema e por
- 36:38isso ele começava a suspeitar que o tema tinha duplo traço de
- 36:41dupla personalidade, porque sempre estava no lugar, ele
- 36:44achou, achou uma gravata do tema naquele lugar lá daquele prédio,
- 36:47lembra um dos primeiros crimes que foi cometido naquela época e
- 36:49aí fala, tá bom, te peguei você, você na verdade é o Yohan, você
- 36:53é o tema e você é o Yohan ao mesmo tempo.
- 36:55Então e a gente também começa a se questionar porque a gente
- 36:57pensa, a gente sabe que o Yohan existe, mas e se na verdade o
- 37:01Yohan nunca voltou depois de 10 anos para cometer crimes e esse
- 37:04é só. Um argumento para justificar
- 37:06todo esse traço de dupla personalidade do tema, para ele
- 37:08cometer esses crimes e jogar a culpa em uma pessoa que, na
- 37:11verdade, nunca cometeu. O Yohan, ele é um personagem tão
- 37:13grandioso, mesmo aparecendo tão pouco, ele é um personagem tão
- 37:16grandioso e que roda tanto a história que você.
- 37:19Assim, por mais que o tema seja protagonista, você acaba
- 37:22pensando que pô, o tema é um back.
- 37:25É um personagem de background, sabe?
- 37:27De tanto que o as coisas giram em torno do do Yohan.
- 37:30E aí você fica nesse negócio, pô, não é possível.
- 37:32Tudo que gira em torno do Yohan é.
- 37:34E o tema tá aí, tá, tá, tá, tá. Virou um só 11.
- 37:37Pião na história não é possível. E aí você começa a confundir as
- 37:41coisas, fala, pô, não é possível.
- 37:42Ele não pode ser só um pião na história, o protagonista não
- 37:45pode ser só um pião, ele tem que ter alguma coisa muito mais
- 37:47forte a ver com o Yohan. Só que na verdade, ele realmente
- 37:49virou só um pião na história, o. Peão que é, tem uma forte
- 37:53influência no que é hoje o Yohan e o que Yohan admira muito, mas
- 37:56a essa pessoa, mas só isso. É é legal falar isso, que essa
- 37:58parte de confundir as as as pessoas, né?
- 38:01A quando a gente chega em Praga, né, que tem o ato de o.
- 38:04O de o Yohan se vestir de mulher como o Luca é o wupi já comentou
- 38:07no início né, de ele usar a saia e tal, bem interessante porque
- 38:10ele cria uma dúvida na gente é sobre a questão da Nina né?
- 38:13E assim eu sempre fiquei em dúvida e eu sempre achei que era
- 38:15o Yohan no processo, porque aí é aí é a pessoa que estudava
- 38:19processo de roteiro né, que o que acontece na minha perspetiva
- 38:21sempre da Nina com o Yohan sempre foi uma perspetiva, é
- 38:24dual meio que tipo assim a gente já tá nessa background de
- 38:28perspetiva meio esotérica, meio cristã, em certo sentido, de
- 38:31diabo, essas coisas assim com o Yohan né, do mal absoluto.
- 38:34Pá. A Nina é um processo quase o
- 38:36inverso dele, né? Elas têm ele, eles têm as
- 38:38mesmas, é memórias, mas ela É Ela é um processo meio
- 38:42angelical, né? Os caras falam isso na hora.
- 38:43Ela é muito bonita, ela é uma mulher muito doce, né?
- 38:46Ela teve uma, ela teve, ela tem um contato com os pais dela, que
- 38:49os pais dela adotivo, de muito carinho, assim, por onde que ela
- 38:52passa trabalhando, as pessoas adoram ela, né?
- 38:55Então tipo assim, o lado da Nina nesse caso ele é um processo de
- 39:00de intercessão inverso do do Yohan, né?
- 39:03Porque os 2 têm esse processo das pessoas gostarem deles,
- 39:06então as pessoas gostam deles. As pessoas acabam tendo assim
- 39:10uma afeição pelas pela pessoa que a Yohan e a Nina, mas o não
- 39:14curiosal, ele consegue construir isso tão bem.
- 39:16Também o jeito como na verdade as pessoas têm é contato e
- 39:21gostam de ambos é diferente, porque na verdade, com essa
- 39:24perspetiva, com a Nina é um processo muito mais carinhoso, é
- 39:26um processo muito mais solar, enquanto que a perspetiva com
- 39:29Yohan é um processo de tipo assim, Ah, ele me ouve, Ah, ele
- 39:32é isso, Ah, ele é aquilo, é sempre é apresentado na obra que
- 39:35é parece uma coisa meio falsa, sabe porque é tudo muito
- 39:37perfeito, né? Então é sempre um processo muito
- 39:40dúbio. Com com Yohan é um processo
- 39:42muito estranho, né? Mas sem falhas, enquanto com a
- 39:45Nina não, né? Ela, ela, ela, ela tem emoção,
- 39:48as pessoas têm carinho Por Ela, ela erra, né?
- 39:51Ela atrasa, tem a piada dela com com o professor lá, né, que ela
- 39:53está sempre atrasada EE verba na obra, né?
- 39:56Porque sempre que ela chega para resolver alguma coisa junto com
- 39:58o tema, ela está atrasada. Quando você pega 11 roteirista
- 40:00com o Manoel louco crosal, eles têm cacoetes de roteiro que ele
- 40:03vai desenvolvendo, que ele vai, que ele vai deixando pequenas
- 40:05coisinhas. Que ele reutiliza esse negócio
- 40:07da Nina sempre chegar atrasada, ele reutiliza o tempo inteiro na
- 40:09obra, né, que eu acho interessante comentar, vamos
- 40:12comentou que Oo tema meio vocês comentaram, meio que o ele vira
- 40:16peão, né, que ele está sempre é chegando depois da história, né?
- 40:21A história começa de um jeito em algum lugar e aí ele aparece
- 40:25depois na obra, né cara? Isso é muita estrutura de de de
- 40:28roteiro, sabe por quê? Porque Oo nauq nasawa em
- 40:32monstro, ele tem uma penca, que personagem secundário, né?
- 40:35E aí, cara, o. Para você, para você dar
- 40:37importância para dar a eles na obra, você que que você faz,
- 40:40você tira o personagem principal, que é o tema da por
- 40:42um, por um momento da obra, né? Inclusive você tira Oo
- 40:45antagonista que é o Johan, né? Mas que o Johan seja mente
- 40:48brilhante, assim o grande mal que está sempre por causa das
- 40:51coisas que estão acontecendo, você tira os 21 pouco de cenário
- 40:54e apresenta os personagens secundários que vão ser
- 40:57importantes naquele trajeto daquele momento, principalmente
- 41:00em alguns momentos específicos da obra.
- 41:03E aí por isso que que eles somem, entende nesse início.
- 41:06Que você precisa dar peso para eles, para para os
- 41:08acontecimentos futuros deles se tornarem relevantes para nós.
- 41:12Público, né? Temos interesse nesses
- 41:13personagens. Então, por exemplo, quando a
- 41:15Nina aparece OOOO tema e o Yohan somem da narrativa, né?
- 41:19Da obra em si, em si. E a gente e a gente vai ver
- 41:21muito no dia a dia da Nina, né? Ela indo trabalhar, ela indo pra
- 41:23faculdade, ela com os pais dela e tal.
- 41:25Depois temos a apresentação do jornalista, né?
- 41:27Do mural, não é? Se eu não me engano, moral uma
- 41:30coisa assim que vai se tornar uma pessoa muito ligada ao tema.
- 41:33EE, você precisa dessas Apresentações, desses
- 41:35personagens, dessa, dessa coisa meio quase casual de
- 41:38apresentação, de construção, né? De eles se entornarem ali uma
- 41:41conexão para quando acontecer algo para acontecer.
- 41:45Por exemplo, no caso desses 2, AA, desse, desse 2 grupos de
- 41:48personagens, né? Os pais da Nina e o e o
- 41:50jornalista. Quando eles forem assassinados,
- 41:53a gente tem um impacto disso na obra.
- 41:54A gente entendeu o impacto disso para os personagens, sabe?
- 41:57Então, por eu acho que a parte mais genial.
- 41:59Nessa construção em Munique, por exemplo, que a gente começa com
- 42:02uma história nada a ver com nada de um bilionário com o filho
- 42:05dele, a gente vai sendo construído disso.
- 42:07Mas na verdade, a gente tem depois a introdução do detetive
- 42:10que é contratado pelo bilionário, que é quem vai
- 42:12startar esse processo nosso na construção da história que a
- 42:15gente está acompanhando. Muito interessante isso porque,
- 42:17por exemplo, eu tive um professor meu de de de cinema,
- 42:20aquele diretor de cinema, né? Quando eu fiz o mestrado que ele
- 42:23falava, cara, é, é muito mais interessante para você quando
- 42:27você não dá as pistas logo de. Cara e não dá os caminhos logo
- 42:31de cara para o seu público. Então quando você apresenta o
- 42:34teu personagem principal, ou então quando você apresenta o
- 42:36teu personagem focal posteriormente ao que está
- 42:39acontecendo, ou então ou então apresentar ele de uma forma meio
- 42:41banai, você, depois você constrói ele como personagem
- 42:43principal, sabe? Ou então quando você dá o
- 42:45caminho, dá o caminho principal da obra.
- 42:47As pessoas têm mais interesse nesse caminho do que você só ir
- 42:50direto EE front, né? Então, na verdade, pra estender
- 42:52um pouquinho mais esse papo, quando a gente tá falando de
- 42:54estrutura narrativa, pelo menos a gente tem 3 processos de de
- 42:56estruturação de de narrativa existem.
- 42:59Tem alguns outros, existem alguns outros, mas assim é de
- 43:01estrutura, porque, tipo assim, existem vários modelos para você
- 43:04construir. É narração, sabe?
- 43:06A narrativa é a jornada do herói, é shot em kits, o modelo
- 43:10em 41 é que é algum modelo de 4 de shot em kits, narrativa
- 43:13complexa, com com múltiplos plots e por aí vai, ou então faz
- 43:18multiplot então tu faz um grande plot, pô, por aí vai, entendeu?
- 43:21É modelo de plot, sub plot, pô, tem várias estruturações para
- 43:25isso você fazer, sabe? Só que o desenvolvimento
- 43:27narrativo, né? Deixa eu ver.
- 43:29Posso explicar bem bem, é para as pessoas entenderem o
- 43:31desenvolvimento, como é, como é que, como é que AAAA série vai
- 43:35ser, é narrada. Ela normalmente tem 3 processos,
- 43:38né, que é um processo linear, que é irreta, né?
- 43:40Vocês conseguem entender? Tem início, meio e fim, né?
- 43:43Ele tem normalmente um processo elíptico, que é o que você
- 43:45começa no ponto a, tu vai ter toda a tua narrativa e ela vai
- 43:48terminar de novo no ponto a, só que você vai ter todo o
- 43:50desenvolvimento acontecendo Pra Ela terminar o ponto a de novo.
- 43:52Um círculo, né? Ela vai fazer um círculo, ela.
- 43:54Vai fazer um círculo e é, por exemplo, é match, Max freehoad
- 43:58certo sentido. É assim, ele é uma narrativinha
- 44:00elipse. Você começa num ponto onde você
- 44:02terminou a obra, sabe? Acho que acho que deu pra
- 44:04entender que você vai até um local.
- 44:05Esse é mais esse é mais simples. Tu vai ter um local esperando
- 44:07que vai acontecer alguma coisa, chega lá, nós temos que voltar e
- 44:10resolver esse problema, sabe? E você tem o que é o mais
- 44:13complexo de todos, que é OA narrativa em espiral, né?
- 44:16Que é você dando voltas em processos narrativos e você vai
- 44:19descendo a profundidade desse processo narrativo conforme você
- 44:22vai fazendo isso. É quase uma mistura dos 2, mas
- 44:24não é bem uma mistura e meio que Monster é esse processo elíptico
- 44:27é processo elíptico, não é processo de espiral.
- 44:30Ele vai descendo assim, tipo, ele vai rodando vários processos
- 44:32e vai se construindo essa obra, tanto que a gente não tem uma
- 44:35construção totalmente reta da obra.
- 44:36Obra, né? Vários acontecimentozinho vão
- 44:39acontecendo assim, e aí tu vai construindo esse mistério.
- 44:41É o que o pessoal gosta de chamar de de Oo gato e rato, né?
- 44:46Onde AA gente vai vendo acontecimentos em diversos
- 44:50locais, com diversas pessoas diferentes, para chegar no único
- 44:53objetivo que é no fato o tema pegar o Yohan.
- 44:57Né? Em certo sentido, sim, né?
- 44:59Só que o que acontece, por que que eu tô trazendo isso?
- 45:01Porque você pode mesclar esses processos narrativos, entende o
- 45:05que eu tô falando? Tô.
- 45:06Por exemplo, se você for trabalhar uma obra que se eu se
- 45:09eu desenrolar a narrativa, ele for em linha reta, né?
- 45:13Ele for retilíneo, então é um começo, meio, fim, normal e tal,
- 45:16as coisas acontecem com o ato e consequência seguidamente.
- 45:20Mesmo assim, você pode construir personagens que tem um
- 45:22desenvolvimento nessa obra que são elípticos, por exemplo, isso
- 45:25é muito comum até, ou então você vai fazer uma narrativa que é
- 45:27elíptica, mas o teu personagem ele tem começo, meio e fim,
- 45:30entende? Na verdade, isso é bem padrão
- 45:32também da da indústria. É bom você fazer isso, né?
- 45:34E você pode bonificar com isso na, na, em.
- 45:36Em outros processos de narrativos, então você pode
- 45:38misturar essas construções e o novo cruzado faz muito isso, né?
- 45:41Isso fica muito escancarado na narrativa do detetive lá dessa
- 45:43arte de Munique, porque é uma narrativa em elipse, se você for
- 45:46perceber, ele inicia, é, ele é apresentado pra gente como o
- 45:50cara que estava num psicólogo que estava tratando da bebida,
- 45:53mas na realidade era um trauma de matar o moleque e ele vai
- 45:56morrer, vai morrer, como? Na base do próprio trauma,
- 45:58entende? E é muito comum isso, tem
- 46:00narrativa de mistério, personagens secundários ter
- 46:02essa, essa complexidade numa narração olímpica, porque eles
- 46:05vão morrer em certo sentido. Né, mas ele tem que ter uma
- 46:08construção, pô, Oo personagem é super importante, ele que mais
- 46:11ou menos dá o gatilho inteiro de uma da investigação do Yohan,
- 46:14né, pra entender quem é o Yohan pra gente entender como o
- 46:16público de fato quem é o Yohan. EE aí e o na outra crosaula, ele
- 46:21faz isso em quase todos os Arcos da obra, entende?
- 46:24Ele mistura esses processos em quase todos os Arcos da obra, se
- 46:27a gente for ver o Monster como um todo, é uma narrativa meio
- 46:30elipse, mas os Arcos, principalmente alguns Arcos, são
- 46:34narrativas em em roda, né, em. Em círculo, alguns outros Arcos
- 46:38são narrativas retilíneas, né? Eles começam e tem fim de ato
- 46:41sequência o tempo inteiro. E por aí, velho, ele vai
- 46:43misturando esses processos da narrativa.
- 46:44E é muito rico isso pra gente que está acompanhando, que a
- 46:46gente não sabe o que esperar da obra, né?
- 46:48Em certo sentido. É, ele vai sempre surpreendendo
- 46:51a gente. E aí é pegando esse gancho que o
- 46:53que o vupx falou, tipo, Ah, por que que o tema está sempre
- 46:55aparecendo depois na obra? Porque tem, tem, tem todas
- 46:58essas, esses, esses processos complexos de narrativa que o
- 47:01naukulasal vai, vai trabalhando em cima.
- 47:03E aí com isso ele vai construir toda essa teia de retalho desse
- 47:06thriller que a gente está acompanhando.
- 47:08AI acabei, cadê OTCC? Cara, realmente é, é, é legal.
- 47:13Como o Caio disse que na ele abre muito, muitas nelas para
- 47:17ele discutir muito, muitas coisas e que eu acho que
- 47:19realmente. Gente, acho que sei lá, tipo
- 47:20significar 2 horas aqui no podcast não seria o suficiente
- 47:23ainda, porque tem muita coisa para abordar, coisa que a gente
- 47:25provavelmente vai deixar de fora também.
- 47:27E tem muito personagem. Né?
- 47:28Inclusive, enquanto a gente estava conversando aqui, eu já
- 47:31estava pensando aqui como eu poderia fazer algum conteúdo
- 47:34onde eu chamo um psicólogo para conversar sobre Monster.
- 47:38Seria incrível. Existe conteúdos assim, né?
- 47:40De mólogos, que explicam o como funcionamento de Johan, né?
- 47:44As atitudes dele e tudo. Cheguei a dar uma olhada aí, são
- 47:46vídeos muito interessantes. É Monster como quem que?
- 47:50Que disse? Acho que foi o Carlos que disse,
- 47:51né? Que o Monster, ele é muito
- 47:53famoso, tanto pelo começo, pelo final, onde debate tem, onde
- 47:57abre muitos debates, né, sobre sobre o Monster.
- 48:00E essas conversas vai pra frente, né?
- 48:02Vai pra frente. Às vezes a gente não tem uma
- 48:04resposta não. Todo vídeo de maior vilão de
- 48:07anime e mangá vai estar o Yohan não tem o que fazer todos eles.
- 48:10É o Yohan? Com certeza é um deles, né?
- 48:12Assim também como sei lá, aquele outro lá o esqueci, o isen, o
- 48:16isen, o Dinho. Não, porra aquele aquele ato do
- 48:19Yohan com com a criança Mano, aquele manda a criança ir pro
- 48:22pra rua da rua da puteira é Mano, aquilo ali é muito pesado,
- 48:27você tá maluco, irmão, assim o naokilazal ele, cara, esse
- 48:32momento para mim foi um dos mais pesados da obra, isso que tem
- 48:34outros momentos muito pesados, os momentos do genial nazismo,
- 48:37sabe? Momentos como quando eles quando
- 48:40eles vão falar do de questão de com as prostitutas, né?
- 48:44Tem tem a fase do negócio da de uma prostituta lá, que que que
- 48:46eles têm contato a mão. Mãe do garoto, né?
- 48:48Que é uma prostituta e morre, que faz?
- 48:50Gosta de alguma coisa? Isso, né, que que fica fica meio
- 48:52um mistério, meio não resolvido no processo todo, né?
- 48:55Assim ele toca em assuntos muito pesados.
- 48:56Cara, nem nem isso, né? Porque a gente está falando
- 48:58muito de de casos de criança abandonada, né, cara?
- 49:00É, é algo, é um rolê muito pesado.
- 49:02Cara, é interessante essa essa coisa do daquela desse pequeno
- 49:06arco de um episódio onde pior, envia essa criança para procurar
- 49:10a mãe dele No No bairro. Lá que tem no bairro.
- 49:15É um bairro que não é apropriado, né?
- 49:16Para uma criança entrar e. E ele fala para criança que é a
- 49:19mãe dele deve estar lá. E logo que é a mãe dele vê, vai
- 49:22conhecer ele e ele vai dizer que o ama.
- 49:24Mas se a sua mãe não aparecer, quer dizer que ela nunca te
- 49:27amou. E tipo eu, como é que você fala
- 49:28isso pra uma criança? Não é loucura, né?
- 49:30E a. Criança, ela tenta cometer o ato
- 49:32de suicídio e só não comete porque o tenho uma chegou ali.
- 49:34Ele estava do lado externo da ponte para por lá no Rio.
- 49:37É interessante isso de ver que o isso é como talvez o yoann, que
- 49:42enxergava a infância dele. E tem o que o Carlos chegou a
- 49:46comentar há um tempo atrás sobre a dúvida do final do anime, né?
- 49:50É, ele tem muita coisa pra gente falar, mas só pra gente cituar
- 49:53um pouco que a mãe ela não, a gente não sabe ainda é que assim
- 49:57o tema ele tem uma visão, ou tem um sonho ou ele não sabe se
- 49:59realmente ele ouviu isso né do Yohan, mas ele tem uma visão, um
- 50:02sonho, onde Oo Yohan pergunta ao tema se na verdade lá naquele
- 50:09final que no comecinho da história, quando a mãe tinha que
- 50:12ter entregado ele ou. Ou a irmã, se ele se a mãe quis
- 50:16proteger ele, né? Dando a irmã.
- 50:18Ou se ele se ela confundiu ele com a irmã, né?
- 50:21Se na verdade ela se a mãe não queria se lembrar dele e não da
- 50:24irmã e confundiu as 2 crianças. E que também isso pode fazer
- 50:27relação com a parte de da falta de amor, do do amor materno, né?
- 50:32E por isso que o yoga às vezes falou isso pra criança também.
- 50:34Esse final em específico de Monster, ele é uma coisa que
- 50:38assim eu lembro que o dia que eu terminei, que eu terminei de ler
- 50:41o cara, eu eu fiquei sem brincadeira assim, uns 30
- 50:43minutos parado, pensando no final, e eu não consegui chegar
- 50:47à conclusões, tá ligado? Porque é um bagulho muito
- 50:50complexo assim, tipo, você vai pensando toda vez que você vai
- 50:53puxando informações, o negócio é só expande, tá ligado?
- 50:56Ele não, ele não vai, tipo, fechando as coisas, ele vai
- 50:59expandindo cada vez mais. EE, você pode, muitas pessoas,
- 51:02inclusive quando falam de Monster, falam, pô, gosto muito
- 51:05de Monster, mas não gosto tanto do final Monster, ele pode
- 51:08causar isso nas pessoas. Quando você olha do do ponto de
- 51:11vista onde você, você está esperando que aquilo vai ter um
- 51:14final, um Ponto Final, sabe? Só que no final das contas, o
- 51:16Monster, ele tem um final um pouco mais, não vou desaberto
- 51:19mais um pouco mais reflexivo. Eu diria que ele é um final com
- 51:22o de guias. Eu não sei, nunca terminei de
- 51:25ver com o de guias para saber, mas.
- 51:26Mas o Monster ele acaba te fazendo 1111.
- 51:31Processo muito interessante porque durante todo o mangá você
- 51:35passa. Você entende que você tem que
- 51:37odiar Oo Yohan durante boa parte do negócio.
- 51:41Em determinados momentos você acaba tipo criando uma afinidade
- 51:44com o Yohan, falando, caramba, será que realmente é culpa dele?
- 51:47Tem todo aquele negócio de das memórias entrelaçadas com a
- 51:50irmã. É de talvez aquilo lá é ele
- 51:54fazer tudo isso? Não exatamente, obviamente,
- 51:56culpa dele, mas não exatamente por culpa dele, eSIM pelo jeito
- 52:00com o qual ele foi criado. É todo tipo de pressão que ele
- 52:03sofreu desde criança e coisa do tipo, e aí no final você fica
- 52:07meio com com aquela sensação de que, pô, realmente, talvez,
- 52:12talvez ele não seja uma pessoa má, só má.
- 52:15Ele não foi, não é o demônio na Terra, eSIM, ele teve uma
- 52:18criação que que mexeu com a cabeça dele, mexeu com o
- 52:20psicológico dele e levou ele a fazer esse tipo de coisa.
- 52:23Obviamente, os atos acabam, é saindo da pessoa, então ela tem
- 52:26culpa, mas você a passa a entender o lado da pessoa.
- 52:29É um processo, que tipo você, quanto mais você.
- 52:32Você pensa mais difícil, fica de entender, é loucura.
- 52:34É isso é verdade? Eu acho que o processo do do
- 52:39Yohan assim, ele é um processo muito complexo, porque na
- 52:41verdade Oo ele pega uma figura, o nau aquelas, ele pega uma
- 52:45figura que faz atos muitos hediondos, né?
- 52:47E é uma pessoa muito controladora não, né, uma pessoa
- 52:50muito. Ele controla as pessoas, né?
- 52:53Vamos mudar a palavra, né? Vamos buscar a.
- 52:55Palavra é, dá, dá pra dá pra dizer um pouco narcisista, né?
- 52:59Alguma coisa do tipo. Você lembra da frase lembra da
- 53:01frase que eu disse? No começo de que o pior monstro
- 53:04talvez seja aquele que desperta o monstro que vive dentro de
- 53:06cada um. É isso, é o que Oo Yohan faz.
- 53:09Né, ele é muito controlador nesse sentido né?
- 53:11Mas Oo naucrasal ele vai sempre questionar essas coisas pra
- 53:15gente, né? Porque o mundo onde o Yohan foi
- 53:18criado e vai sendo apresentado, ele é um assim, é horrível né
- 53:22velho assim? Então a gente a gente vai
- 53:25acompanhando a narrativa de Monster, a gente vai falando o
- 53:27Yohan é o é o capeta na Terra é, mas as pessoas criaram ele
- 53:31também eram e essa. A grande discussão né, da obra,
- 53:33tipo assim, quem é o verdadeiro monstro?
- 53:35E a gente vai falar que são vários na narrativa da obra, né?
- 53:38O Yohan é um deles, eu a minha perspetiva é essa, sabe?
- 53:41O Yohan é um deles e é bem legal você ter o tema e você ter a
- 53:44Nina como contrapartida do do Yohan e os 2 sempre quererem
- 53:48matar o Yohan, sabe cara, eu sempre achei isso uma rima
- 53:51visual muito legal do do naucrasal que é tipo assim, os 2
- 53:54querem matar o Yohan, a menina tentou matar o Yohan, mas no
- 53:57final nenhum dos 2 quer que o outro mate o Yohan.
- 53:59É aquele negócio de de perder, perder a.
- 54:02A humanidade. Né?
- 54:02Então é você você fazer essa construção assim, de não deixar
- 54:06a outra pessoa com a qual você se importa, ela não fazer o ato
- 54:10ruim que você vai fazer, né? E as 2 ficam nesse processo, né?
- 54:13Então é uma, é uma rima narrativa visual muito, muito
- 54:17interessante que ele vai fazendo isso com com os 2 e são os 2 que
- 54:20estão em volta principalmente são os mais próximos do Yohan,
- 54:22né? Porque o Yohan trata tem uma
- 54:23quase como. OEOO Yohan tem uma quase como
- 54:26uma divindade para ele, né? Foi ele que me deu a vida, né?
- 54:29Ele é meu. É basicamente meu pai, né?
- 54:30O pai que eu nunca conheci, né? Nesse sentido.
- 54:32É as 2 pessoas que Yohan permite que tire a vida dele, né?
- 54:35Uma que já ele já havia permitido quando criança, porque
- 54:38ele fala para Nina, ele dá a arma para para Nina, que no caso
- 54:41é a Ana, né? E aí fala, atire aqui na minha
- 54:44cabeça e depois limpe a arma e jogue pela janela e isso entra
- 54:48naquela coisa que eu tinha falado também antes, de que o
- 54:52Yohan só poderia deixar de pra pro pronto dele ser.
- 54:54Perfeito, né? Para o crime dele, AO massacre
- 54:58dele ser perfeito era quando ele morresse das 2 formas, que é a
- 55:02forma que ele parasse de respirar e quando ninguém mais
- 55:04lembrasse dele. Quando o Yohan, quando era
- 55:06criança, ele levou aquela bala na cabeça.
- 55:09Não havia mais ninguém que poderia conhecer o Yohan, anão
- 55:12ser que as pessoas lá do do kinderheim, né?
- 55:15Do projeto lá do orfanato. E aí ele lá estaria.
- 55:18Para ele estaria tudo bem, porque também liga com o passado
- 55:20das memórias, confundidas entre a Nina e o Yohan.
- 55:24Porque, como vocês ainda me disseram, durante a obra
- 55:27inteira, as a memória dos 2 ficam entrelaçadas e ficam ficam
- 55:32confusas de uma forma que nem a gente consegue entender direito
- 55:35o quem vivenciou o quê e que a gente só vai descobrir no final,
- 55:37né? AA Ana, ela tem um.
- 55:41Ela tem um vácuo na memória dela durante alguns anos ali, né?
- 55:44Da da da da parte da infância dela, até depois que sei lá que
- 55:48ela dá, dá uma bala Na Na testa do irmão dela, né?
- 55:52Então, tipo, tem 11 espaço. Vazio não é uma lacuna de
- 55:56memória perdida, de amnésia ali na e ela não sabe porquê, né?
- 56:00E a gente descobre que o motivo disso daí é porque o quem
- 56:04vivenciou tudo que o Yohan vivenciou a verdade, não foi
- 56:07Yohan quem vivenciou tudo. Aquela aquele experimento
- 56:09maldito foi a irmã, foi a Ana, e depois que a Ana sai daquele
- 56:13daquele projeto, ela volta, conta tudo isso pro irmão, o
- 56:17irmão, ele toma para ele como se fosse para ele, para puxar
- 56:20aquela dor da Ana e tentar de uma forma libertar ela.
- 56:23E aí ele começa todo esse processo.
- 56:24Senso de de evolução da personalidade dele, da
- 56:27psicopatia dele e do niilismo, né?
- 56:30Do de Nietzsche? E aí a gente começa a encaixar
- 56:33os pontos e ver que, na verdade, é muito mais do que.
- 56:37Só um personagem criado para ser só um demônio assim.
- 56:40E que o nessa aula ele tenta dar uma explicação plausível de uma
- 56:45forma que a gente possa entender e causar uma explosão na nossa
- 56:47mente, né? De que?
- 56:49De como tudo isso foi construído, de como tudo isso é
- 56:51genial, né? Pelo na o aqui da sala.
- 56:53A minha experiência, além do Monster, Ela Foi um tanto quanto
- 56:57assim. Eu sabia que isso IA acontecer
- 56:59por causa que eu ali coisas duração e aconteceu a mesma
- 57:02coisa. É inclusive eu quando eu é um
- 57:05mês antes da gente gravar isso daqui.
- 57:07Merda de fazer a gravação de Monster.
- 57:09Eu falei assim, pô, vou começar porque Monster.
- 57:11Ele é relativamente longo, então quero ter bastante tempo pra pra
- 57:14ler questão. Só que eu sabia que IA acontecer
- 57:16isso, que Era Eu ler desenfreadamente sem parar por
- 57:19causa que Monster. Ele te dá uma sensação de que
- 57:22você precisa saber o que vai acontecer no próximo capítulo.
- 57:25O jeito com que na outra sala trabalha na obra dele é é cruel
- 57:29com o leitor, porque, cara, eu não consigo pensar como é que as
- 57:32pessoas conseguiam ler isso uma vez por mês, tá ligado?
- 57:35É impossível, é impossível. Eu IA ficar louco.
- 57:38Eu, eu engoli um negócio assim, tipo 2 semanas, e muito disso é
- 57:42pelo é, pelo jeito com o qual ele passou a trabalhar os
- 57:46personagens, o próprio Yohan, a gente está falando muito do
- 57:49Yohan, porque ele é um personagem extremamente
- 57:51complexo, extremamente complexo. É muito difícil a gente, a
- 57:54gente. Gente, falar tudo sobre ele?
- 57:57Sabe o Yohan que? Roda a história inteira não é o
- 57:59tema assim, é o tema na gente. Na verdade, o que roda o mundo
- 58:02inteiro de Monster é o Johan, mas a gente enxerga pela
- 58:05perspetiva do tema. Cara, eu estava me sentindo um
- 58:08usuário da Cracolândia, assim eu eu preciso de ler mais Monster
- 58:12até isso daqui acabar. Não é atoa que eu tenho uma
- 58:14tatuagem homenageando na operação né?
- 58:17Não é atoa. Pô, tu não gosta muito de de
- 58:20estrutura episódica, né, velho? Mas a Monster tem bastante,
- 58:23cara. Tem muito capítulo que.
- 58:25Que é episótico, cara, que eu achei o início de monstro assim,
- 58:28depois ali, principalmente depois do depois de Munique ou
- 58:32do arco antes, acho que principalmente depois de
- 58:34Munique. Ele tem o arco meio Digimon,
- 58:36onde tem os tem um arco especificamente próprio para
- 58:41episódios únicos, que seria mais ou menos também parecido com
- 58:43episódios que são. Ele é meio reflexivo ao ponto
- 58:46que era aquele muchi. Eu acho que até o sei lá, até o
- 58:50volume 67, assim, ele, ele, ele tem, ele tem um Zarco.
- 58:55Arcos assim maiores, né? Tem, eu tenho o prólogo, aí
- 58:58depois pulo tempo, aí tem lá em breming, sei lá, sei lá, alguma
- 59:01coisa assim, né, então aonde que eu volta do do onde que ele com
- 59:04essa Nina, né? E aí depois tem mais um que eu
- 59:07não vou lembrar agora não, o Ah, é, é o do, do dos turcos, né, é
- 59:11o dos turcos. É, começa com o prólogo, que é
- 59:14em Dusseldorf, aí tem os episódios de arco, que é do
- 59:17capítulo 16 ou 46. Então realmente é bastante, até
- 59:20são 30 capítulos de arco. Depois passa em Munique, vai pra
- 59:24Praga, aí tem. Tem o arco ali do que o tema é
- 59:26preso, né? Que tem Frankfurt, que termina
- 59:29em o ruenheim, né? Deve ser Oo genocídio lá e tal,
- 59:33né? É o ruenheim, é o genocídio.
- 59:35Eu acho que até aí tem, tem é porque, porque assim tem o
- 59:38Salto, né? Aí tem, tem a história do tema
- 59:40como como diretor, né? Aí aparece a Nina, né?
- 59:43E aí a gente vai ter a construção da Nina.
- 59:45E aí aí tem o arco da Nina, dela dela, do aparecimento dela, da
- 59:49das construções com ela, né? Na cidade, de onde que ela
- 59:51tinha, onde, onde que ela fazia a universidade, e aí entre.
- 59:55Isso EEOEO arco do do Arcos neonazistas, né?
- 1:00:01Tem bastante que tem bastante capítulo ali, que é que é que é
- 1:00:04episódico, né? Que tem seus motivos de
- 1:00:06existirem, mas tipo assim, tem. Eu acho que tem alguns ali aí
- 1:00:10pula esse, tem mais alguns também, até até acho que até
- 1:00:13Munique, se eu não me engano. A parte onde eu mais senti
- 1:00:16assim, onde ainda não tinha pegado no tranco, foi eu senti
- 1:00:21que pegou no tranco. Quando o Yohan é no.
- 1:00:25Depois do times kip e o e o Yohan vai e mata aquele paciente
- 1:00:28do do tema sabe que o tema sai correndo atrás dele na chuva e
- 1:00:32coisa e tal. Ah, bem, no início isso.
- 1:00:34Isso é o arco da Nina, pô. O danino aparece aonde que eles
- 1:00:36matam os Paris da Nina? Não é?
- 1:00:37É isso, é. Isso então só é antes de de
- 1:00:40acontecer tudo com a com a Nina, né?
- 1:00:42Que ele que é que é quando o Yohan entra naquela construção e
- 1:00:47o tema vai atrás. E aí tinha aquele cara que
- 1:00:50estava fugindo do Yohan. Yohan vai dar um tiro no cara,
- 1:00:52mata o caro e o e o tema vê tudo, né?
- 1:00:55Notar isso é o que a que aquela que a Eva ver, né?
- 1:00:58É isso, é isso é antes, isso é antes, isso é antes.
- 1:01:00Isso que a Eva ver que é logo no começo, é tipo, logo depois que
- 1:01:03acaba o time esquip, já acontece isso?
- 1:01:05Ah, é 33 volumes, 3 volumes, isso.
- 1:01:09Não menos, acho que é 2 volumes, se bobear.
- 1:01:12É bem, é bem nesse Zinho. Então, tipo, até ali eu eu senti
- 1:01:17ainda tipo um, pô, tô colocando o pezinho na água, sabe?
- 1:01:20A parte dali pra frente, meu amigo, dali pra frente é pé no
- 1:01:23acelerador. EE.
- 1:01:25Vai tiveram alguns casos, por exemplo, é nos momentos em que
- 1:01:28eles, a gente inclusive vai falar disso, que ele começa a
- 1:01:31explicar aquele negócio das histórias, do dos livros, do
- 1:01:34Bonaparte, coisas do tipo. Nessa parte ela ela dá uma,
- 1:01:38assim, uma desviada do do do que realmente a gente quer saber,
- 1:01:43né? Mas ela dá uma desviada por um
- 1:01:44bom motivo, né? Para poder explicar toda a
- 1:01:47parada do do the nameles Monster, né?
- 1:01:50OA história do nameles Monster que tem tudo a ver com Yohan no
- 1:01:54final das contas em. Inclusive, é uma coisa muito
- 1:01:56interessante que eu estava tão na no craquinho, lendo o negócio
- 1:02:00que eu fui pesquisar para ver se esse livro existia mesmo, se ele
- 1:02:03tinha pego referência, coisa do tipo, mas não, o livro foi
- 1:02:05criado por ele e existe, é para venda.
- 1:02:08Só que só existe para venda em inglês, japonês e, se eu não me
- 1:02:11engano, espanhol. Acho alguma coisa do tipo eu
- 1:02:14vou. Procurar esse livro se tem
- 1:02:15alguma algum lugar revender nesse livro hoje em dia é.
- 1:02:18Tem, tem, tem. Eu estou com uma página da
- 1:02:20Amazon aberta dele aqui. Ah, é?
- 1:02:22Então ele existe. Aham ele existe.
- 1:02:24Esse o nível que eu está. Ela vai falar, não, não é
- 1:02:25possível. Eu quero ler isso, sabe?
- 1:02:27EE, eu descobri que existe de fato.
- 1:02:29Bom, já que a gente falou do livro, do do Bonaparte, vamos
- 1:02:31falar então, né? Do livro principal que relaciona
- 1:02:34com a história de Johann, que é o monstro sem nome, o nembelis
- 1:02:37Monster. É, vamos ver se eu lembro aqui
- 1:02:39da história, tudo certinho, né? Já que está fresco na minha
- 1:02:41cabeça do livro de figuras. Cinema é um livro de é um livro
- 1:02:44infantil, sabe? Tipo aqueles livros de 3
- 1:02:46portinhos, livro de Cinderela, essas coisas que é bem, bem,
- 1:02:49bem, bem simplesinho, né? Aquelas livros de, sei lá, 1520
- 1:02:52páginas assim, tudo de figuras com o texto.
- 1:02:55Bem pequenininhos a história do a história no caso, né?
- 1:02:58A história do monstro sem nome. Ele conta sobre 2 monstros né,
- 1:03:02que são irmãos que não tem nome e um dia eles chegam em uma
- 1:03:05bifurcação, esses 2 monstros de irmãos, eles vão para lados
- 1:03:08opostos, o monstro da esquerda, ele vai para uma Vila, ele
- 1:03:11queria ter um nome e aí ele chega para um fazendeiro lá, não
- 1:03:13sei, ele fala me dê o seu nome em troca eu lhe darei poder, né?
- 1:03:17E aí ele faz o contrato e ele meio que entra dentro da boca,
- 1:03:21dentro dentro da daquele fazendeiro e dá consegue poder a
- 1:03:24essa pessoa. Ou essa essa pessoa virar o
- 1:03:26poder, é a pessoa mais forte da Vila inteira, derruba árvores no
- 1:03:29soco e tudo em troca. Agora o monstro tem o nome, que
- 1:03:31é o nome dessa pessoa que é, ele fez esse contrato e aí depois
- 1:03:35ele se cansou, né? Ele meio que ficou entediado e
- 1:03:38ele devorou de dentro para fora esse fazendeiro.
- 1:03:41Ele foi em busca da próxima pessoa para fazer um novo
- 1:03:43contrato e pegar um novo nome, ele faz isso, faz isso até não
- 1:03:46sobrar mais ninguém, e aí ele fica sozinho, né?
- 1:03:48Aí ele encontra um menino, um príncipe, né, de um castelo, e
- 1:03:51ele faz contrato com o menino que um menino era na criança.
- 1:03:54Beleza, ele. É pra é em troca, seria aqui a
- 1:03:57criança, ela é, ela não tinha saúde, né?
- 1:04:00Ela era uma criança doente que não tinha como se recuperar.
- 1:04:02Ele faz o contrato para curar essa criança, em troca, ele tira
- 1:04:05o nome dessa criança, ele então faz o contrato com a criança,
- 1:04:08entra dentro do corpo da criança e diferente das outras vezes,
- 1:04:11esse monstro sem nome, ele começa a gostar de viver nesse
- 1:04:14nessa mansão, né, com toda aquela Riqueza, toda aquelas
- 1:04:17comidas, tudo, mas ela está, ele também começa a se sentir
- 1:04:19entediado, e o que ele faz? Ele devora a criança e devora
- 1:04:22todos que estão ali em volta naquela mansão e ele acaba.
- 1:04:25Ficando sozinho e depois ele volta, né?
- 1:04:27Depois de um tempo, de algum, de algum tempão lá, ele volta para
- 1:04:30aquela verificação e ele encontra o irmão dele, ele fala
- 1:04:33que ele ele estava entediado, que ele ganhou muitos nomes, né?
- 1:04:36E ele pergunta se o irmão dele fez isso também, e o outro irmão
- 1:04:39vira e fala Pra Ele que Pra Ele viver, Pra Ele ser feliz, ele
- 1:04:42não precisa de um nome, né? Ele não precisa ter um nome.
- 1:04:45E aí tem essas todas as Vertentes da história, aonde tem
- 1:04:48um monstro, onde ele queria ter um nome, queria só poderá de
- 1:04:51algum nome para ele ser alguém, né?
- 1:04:53E tem o outro lado, que é uma pessoa que.
- 1:04:55Teve uma visão totalmente diferente 11 vida criada de uma
- 1:04:58forma totalmente diferente, no caso uma teve uma experiência
- 1:05:00totalmente é distinta do monstro e da esquerda, né?
- 1:05:03O monstro da direita teve 11 vida diferente da esquerda, e
- 1:05:06isso se relaciona muito também com a história de Johann e Anna,
- 1:05:10porque Johann ele está apoderando o nome de Johann, né?
- 1:05:12De um cara que já tinha morrido. Johann na verdade não é o nome
- 1:05:15dele. Do outro lado da o monstro da
- 1:05:17direita seria a Nina, a Nina Anna que foi criada pelos seus
- 1:05:19pais adotivos como 11 pessoa normal, uma pessoa que teve uma
- 1:05:23vida totalmente é. Oposta do que foi o Yohan e tem
- 1:05:27uma da do momento dessa parte foi um Munique.
- 1:05:30Não lembro onde foi né que o Yohan encontra esse livro de
- 1:05:34figuras. Ele tem o pânico ao ver ao ler
- 1:05:37este livro e ele desmaia no chão na biblioteca.
- 1:05:39Isso e a gente começa a se chocar, cara, o que aconteceu
- 1:05:43porque o Yohan que é um cara que nunca apresentava sentimentos
- 1:05:47nunca. Demonstrava reações.
- 1:05:49Ele tem um surto ali, um surto. A mente dele deu pane ali, deu
- 1:05:53tela azul na mente dele, na cabeça dele, né?
- 1:05:55E esse é a história do livro do monstros sem nome.
- 1:05:58É na no final, a gente chega aquela famosa conclusão, né?
- 1:06:01De que AA pessoa que quer tudo e coisa do tipo ela, ela não sabe.
- 1:06:07O ela não sabe o que ela quer no final das contas, né?
- 1:06:09Então ela vai querer tudo se ela alcançar, ela não vai se
- 1:06:12satisfazer com aquilo. Inclusive, saiu 11 pesquisa
- 1:06:16recente. Engano que dizia que AA taxa de
- 1:06:21ó de a gente falando de psicologia de novo aham, mas a
- 1:06:23taxa de de Felicidade das pessoas era tipo assim no num
- 1:06:28dos países mais desenvolvidos. Eu não vou lembrar exatamente se
- 1:06:30era a Suécia, coisa do tipo, mas era num desses países mais
- 1:06:34desenvolvidos, as pessoas eram mais tristes e em países
- 1:06:37extremamente pobres, onde as pessoas não têm condições de
- 1:06:39vida dignas, as pessoas eram mais felizes em locais da África
- 1:06:43e coisas do tipo, né? Curioso.
- 1:06:45É, esse estudo é recente, né? Em.
- 1:06:47Então é algo que também entra mais ou menos nesse lado aí.
- 1:06:51É um outro livro de figuras bem curtinho, muito mais curtinho
- 1:06:54ainda e que também é do livro do Bona parte é Bona parte, no caso
- 1:06:57é o Franz Bona parte, que é um personagem dentro do que é um
- 1:06:59livro pesado, dentro do da história de Monster mesmo.
- 1:07:02A gente não estava falando de um autor de verdade, né?
- 1:07:03Um é um autor fictício dentro da obra, é o menino da boca grande
- 1:07:07e o menino dos olhos grandes que chega a um demônio para fazer um
- 1:07:10contrato com esses 2 meninos. O menino da boca grande aceita é
- 1:07:14e o menino da dos olhos grandes não aceita o contrato com o
- 1:07:16demônio. Aí temos as 2 Vertentes.
- 1:07:17O menino da boca, da boca grande ele tem, ele vive em abundância,
- 1:07:22né? Com muita comida, muita fauna,
- 1:07:24muita flora e conforme vai passando o tempo, tudo vai
- 1:07:27acabando, né? Para esse menino da boca grande,
- 1:07:29porque a comida acaba, as plantas morrem, né?
- 1:07:33Ele fica sem nada, e aí tudo que ele viveu, ele começa a sentir
- 1:07:36falta daquilo. Ele não se saciou, né, por causa
- 1:07:39que ele era muito ganancioso e tudo.
- 1:07:40E aí tem a outra parte que é o menino dos olhos grandes, que
- 1:07:42ele nunca teve nada, ele continua não tendo nada e ele
- 1:07:45pensa, eu deveria ter feito contrato com o de?
- 1:07:47Demônio e o menino da boca grande pensa, eu nunca deveria
- 1:07:50ter feito contrato com o demônio e então assim, os 2 lados que
- 1:07:53tanto quem aceitou tanto, quem não aceitou contrato, ninguém
- 1:07:56ficou satisfeito e os 2 começaram a ter o pensamento de
- 1:07:58que um deveria ter feito contrato e outro não.
- 1:08:00É Oo pensamento oposto depois de ter tomado a decisão e essas e
- 1:08:04tipo abrir de novo outras questões para você refletir, né,
- 1:08:08com essas histórias criadas, ficticiamente é ficticiamente.
- 1:08:11Eu não sei se digita essa palavra, né, mas isso é
- 1:08:13histórias fictícias do bonaparta, né?
- 1:08:15Que faz a gente pensar também e faz a gente relacionar.
- 1:08:17Com o as histórias de Johann, né?
- 1:08:20O Johann e Ana. Eu acho super legal, cara, ele
- 1:08:23ter introduzido um livro infantil, né, porque ele dá essa
- 1:08:27introdução, ele dá essa perspetiva da obra, né, de a
- 1:08:29gente estar sempre falando sobre infância também, né?
- 1:08:31A gente comentou já isso bastante aqui no orquest, né?
- 1:08:33E eu acho que aí é onde que ele amarra isso completamente, né?
- 1:08:37A gente está sempre conversando sobre essa perspetiva daquele do
- 1:08:39crescimento da criança e tal, e ele também está sempre colocando
- 1:08:42órfãos, né? A gente está sempre vendo
- 1:08:43crianças, aí depois tem um dieta.
- 1:08:46É bem legal. Como, pô assim, eu fiquei muito
- 1:08:48puto quando eu estava olhando essa parte, mas quando Oo
- 1:08:50médicozinho lá da cidade pequena, ele manda o dieta
- 1:08:53continuar com o tema, sabe? Ele tipo, não vai com ele, vai
- 1:08:57com ele. Eu falei que Mano é uma.
- 1:08:58Criança é, é engraçado que esse menino é o esse menino é o Tony
- 1:09:00crossa, né? Antonio crosa.
- 1:09:01Sério. É esse menino, é o Tony crossa.
- 1:09:03Hoje em dia ele seria o Tony crossa.
- 1:09:04É um menino que que joga bola e se você for pegar mais ou menos
- 1:09:08a idade, ele tem mais ou menos ter a idade do Tony crossa hoje
- 1:09:09em. Dia AI, que legal, Mano.
- 1:09:11E tem uma narrativa que eu estou construindo e implantando na
- 1:09:13minha de vocês, sim. Não, não.
- 1:09:15Mas eu já já aceitei. Já aceitei.
- 1:09:17Completamente inventado da cabeça do wopex, com certeza,
- 1:09:21mas ainda é divertido. Exatamente o que?
- 1:09:23Eu estava falando é que ele sempre coloca suas crianças, né?
- 1:09:26EE, é bem legal que na figura do Dieter acha que ele deixa bem
- 1:09:29claro isso. Ele fala, né, você é o é a luz
- 1:09:31do do tema, né, cara? Você vai impedir ele de fazer as
- 1:09:34a coisa errada, esse tipo de coisa.
- 1:09:36É meio que isso né? É meio now crasal falando que
- 1:09:38tipo assim, as crianças são a luz do mundo, né, velho Eli que
- 1:09:40vão impedir a gente de fazer merda, né?
- 1:09:42Mas na narrativa da obra é é bem legal, como ele abraça esses
- 1:09:46processos EOE, eu acho que o que amarra toda essa, essa essa
- 1:09:49construção são esses livros infantis, né?
- 1:09:51Como é que ele, como é que constrói, apresenta essa parte
- 1:09:53dos livros infantis, eu inclusive eu gosto, como é que
- 1:09:55ele referencia isso na narrativamente visualmente, sabe
- 1:09:58o character design do do livro é muito maneiro, né, o todo todo
- 1:10:02designer do livro, como é que é construído, é muito legal e eu
- 1:10:06acho. Pouquíssimo assim, é uma, é uma,
- 1:10:08é um processo de narrativa para a gente entender metaforicamente
- 1:10:11o que que são os personagens que a gente está acompanhando de uma
- 1:10:13forma muito lúdica, né, cara? E é muito bom você ver alguém é
- 1:10:16um alto abordando esse processo, eu, eu, eu acho, eu gostei do
- 1:10:19objetivo dele ali, né? Ainda mais que é é intrinsecado
- 1:10:22com uma parte da história muito pesada, né?
- 1:10:23A parte de Praga é muito pesada pra pra obra, né?
- 1:10:26Sim, é uma parte muito importante ali do que pelos,
- 1:10:29pelos acontecimentos que estão tendo.
- 1:10:31Vamos então para o nosso arco final, que é o massacre na
- 1:10:34pequena cidade de Juan heime. Não sei se eu estou plano de
- 1:10:37sendo serk, é um nome muito complicado.
- 1:10:39Inclusive é um nome parecido com o com o pai do Edward, né?
- 1:10:42De de fullmeton roin, Hein? O roin o roin, Hein?
- 1:10:45É isso mesmo? Eu cheguei a pensar nisso
- 1:10:47também, então para mim a pronúncia é isso, é o Juan,
- 1:10:49Hein? OA cidade de Juan, Hein.
- 1:10:51É uma cidade bem, bem, bem bem cheia, cheia, não é bem com
- 1:10:55poucos habitantes, né? O Yohan escolhe essa cidade
- 1:10:59porque seria uma cidade de difícil acesso para que ajuda
- 1:11:02externa chegasse, devido às proporções de ocasiões que o
- 1:11:06Yohan submeteu, né? A naquele momento, porque estava
- 1:11:10com uma parte chuva, aí todas as passagens estavam fechadas, né?
- 1:11:14Não podia chegar de forma fácil ali naquela parte.
- 1:11:16Acho que tinha que ir de barco, de trem.
- 1:11:18É uma coisa assim, para chegar até aquela cidadezinha pequena.
- 1:11:20E aí o que acontece é que o começa a ter um massacre naquela
- 1:11:24cidade, onde armas são distribuídas por aquele lado.
- 1:11:27Tem até uma dança de pessoas que se odeiam e está tendo um
- 1:11:30genocídio ali, né? Sim, entra no palco agora todos
- 1:11:33os personagens. Importantes é, é quase 11.
- 1:11:35Apocalipse na numa pequena cidade, né?
- 1:11:38É, é quase isso aqui porque tá, tá.
- 1:11:42Todos os personagens que foram apresentados de importante pra
- 1:11:45gente começa a estar. Ali que seria o tema é, tem o
- 1:11:50tem o deater, tem a Nina, tem o Johan, tem o Roberto, que é o
- 1:11:54principal, né, causador desse genocídio que é o Roberto,
- 1:11:56Roberto, esse que é tipo aquele cara que não quis e é o cara
- 1:12:00Duro de Matar, porque o cara você tentou matar ele várias
- 1:12:03vezes e o cara não nome. Eu, o Roberto, é o Mike do
- 1:12:06Monster. Né?
- 1:12:06Ele é pior, Mano Roberto é pior. É que o é que o Mike e o Mike
- 1:12:10era um ele, no final das contas, ele era bonzinho, né?
- 1:12:12O esse Roberto, ele só é um tremendo maluco do começo.
- 1:12:15Fino, né? Sim, sim, ele.
- 1:12:16Segue e arrisca ali o que impregna o espessamento de Yohan
- 1:12:20né? Que tanto que ele a todo momento
- 1:12:22está ali apenas para causar o caos, né?
- 1:12:25Para as eles poderiam ser enxergados pelo Yohan, tanto que
- 1:12:27ele tem um final ali que é um final onde ele diz que ele ainda
- 1:12:31não está enxergando o final propício de que é o mundo de
- 1:12:35Yohan né? E o Yohan apenas fala, eu não
- 1:12:38lembro que ele fala direito, mas ele fala que que Ah você não e
- 1:12:41nunca iria conseguir enxergar essa você nunca poderia ter essa
- 1:12:43visão e aí Oo Roberto morre com a.
- 1:12:46A insatisfação de nunca poder chegar a ter essa essa visão,
- 1:12:50né, utópico da visão do da perspetiva dele né, de como
- 1:12:53seria o mundo criado pelo Yohan né?
- 1:12:55E mais ou menos aí a minha referência sacuderista né?
- 1:12:58Mas deixa pra lá essa parte do Roberto aí, mas aí tem né?
- 1:13:01Realmente está acontecendo um massacre ali naquela cidade e o
- 1:13:04tema está tentando salvar todo mundo ali está tentando ver o
- 1:13:07que ele pode fazer, o tempo está correndo, mas a gente está
- 1:13:10morrendo. Tem aquela menina que era vendia
- 1:13:12cachorro-quente, não era cachorro-quente, ela vendia só
- 1:13:14salsicha, né? No naquele naquele caminhãozinho
- 1:13:16dela que IA. Ela fica lá com o Roberto e ela
- 1:13:18tipo assim, ela isso começa a suspeitar do Roberto, porque
- 1:13:21toda vez que o cara vai, sai do hotel e volta.
- 1:13:24Toda vez que ele volta, ele toma banho porque fala que Ah, tá com
- 1:13:26o cheiro de sangue, tá com o cheiro de pólvora, ela começa a
- 1:13:28achar estranho e aí ela descobre que, na verdade, quem estava
- 1:13:31ocasionando toda essa, esse genocídio é o Roberto.
- 1:13:35E ela tenta escapar daquela cidade, né?
- 1:13:37No maior pânico do mundo, que é como uma pessoa ficaria naquele
- 1:13:39momento ir para qualquer lugar que ela andasse.
- 1:13:41Ela tinha perigo de chamar uma bala perdida, e foi que
- 1:13:43aconteceu com ela também. Ela morreu, então uma bala
- 1:13:45perdida depois de enxergo. É o grimmer, tanto que o
- 1:13:48grimmer, ele, que é um dos personagens que a gente pouco
- 1:13:50falou que é um dos personagens, que também que foi é uma das
- 1:13:52crianças que sofreu experimentos do kinderheim 511, né?
- 1:13:56Naquele projeto orfanato lá na Alemanha, que é também aquele
- 1:13:59cara que ele sim, que é um transtorno de dupla
- 1:14:01personalidade, que ele vira o super herói, que ele via na TV,
- 1:14:04que é o magnífico stanger, né, que ele começa a tirar a força
- 1:14:08do da onde, do mesmo lugar que o que tem.
- 1:14:10Giro tira a força dele, né, que é Do Nada.
- 1:14:12Ele é aquele cara que nunca se lembra do que do que outra
- 1:14:15personalidade dele faz aí ele, aquele.
- 1:14:17O greenberg é um dos personagens que é melhor construído daqui
- 1:14:19dessa obra que a gente também não.
- 1:14:20A gente nem chegou a falar dele, né?
- 1:14:21Inclusive, que é tanta coisa pra gente falar que a gente nem fala
- 1:14:23do greenmer. E o greenmer também é um
- 1:14:24personagem que ele é aquele cara que não tem sentimentos.
- 1:14:27Ele sim, é o cara que eu uso sociopata.
- 1:14:30É, ele é um sociopata, mas ele no final da da história, ele
- 1:14:34aprende AO que significam os sentimentos.
- 1:14:37Ele finalmente sente, é, é meio redundante falar isso, mas ele
- 1:14:40sente o que é o sentimento, né? Ele tem o prazer de finalmente
- 1:14:44poder saber o que é um sentimento de verdade, porque
- 1:14:46ele sempre questiona para as outras pessoas que estão em
- 1:14:49volta dele, pergunta, eu estou sorrindo, eu aprendi que é assim
- 1:14:52que sorri, eu aprendi que é assim, que se fica com cara
- 1:14:54triste, é assim que se chora e tanto que ele já foi casado uma
- 1:14:57vez, né, com a ele tinha uma esposa pra expor.
- 1:14:59Mas arago ele porque fala que ele não tinha sentimentos, ele
- 1:15:03não demonstra sentimentos, né? Ele é uma pessoa que era
- 1:15:05sociopata, ele não sabe demonstrar sentimentos, não sabe
- 1:15:08ter apatia pelos outros ou ele, a forma que ele enxerga o amor,
- 1:15:12né? Ele é de totalmente diferente,
- 1:15:14né, porque ele não demonstra sentimentos, reações e o
- 1:15:17grimber, ele é construído a base disso, de uma pessoa que
- 1:15:20realmente foi muito machucado pelo pela infância dele, pelos
- 1:15:22ferimentos, e que é uma, é uma pessoa criada para ser um robô,
- 1:15:25né? Para ele não demonstrar
- 1:15:26sentimentos, assim como Johan, é o que, diferentemente, ele tem
- 1:15:29uma parte. Parte muito diferente do do
- 1:15:31Yohan, né? Da forma de agir e tanto que ele
- 1:15:33é uma pessoa que segue o tema e é uma pessoa muito querida pelo
- 1:15:35tema durante a metade do mangate até o final, até o os seus
- 1:15:38momentos finais de vida. Então essa parte de Ruan haime,
- 1:15:41ele, ele fecha né? Muitos, muitos assuntos.
- 1:15:45O que mais interessante a gente. Tem aqui.
- 1:15:46Eu vou te falar que é essa essa parte final de toda ela.
- 1:15:50Ela ela chega a ser quase que 11 contraponto, né?
- 1:15:54Com com todo o resto da história, que é muito mais
- 1:15:56investigativo. E essa parte final, ela é muito
- 1:15:58mais ação, né? Então você.
- 1:15:59Você acaba, acaba sentindo 11 mudança de ritmo na em toda a
- 1:16:04história, né? Mas eu acho que é um.
- 1:16:06Eu Acredito que tem. Tem muita gente que não gosta
- 1:16:08dessa parte, mas é uma parte que eu particularmente gostei
- 1:16:11bastante, né? Eu gostei bastante também.
- 1:16:13De novo, tudo que eu não quero, só encosta o cara faz bem, é
- 1:16:16incrível. Ele pode mudar o ritmo da das
- 1:16:18coisas do jeito ele ficou 140 capítulos fazendo o negócio de
- 1:16:24polícia HT rato procura aqui, procura ali, desenvolve
- 1:16:27personalidade de cadilla e quando ele.
- 1:16:29Ele coloca o bagulho para fazer ação.
- 1:16:31Ele faz bem. É incrível, cara.
- 1:16:33É incrível. A gente tem um momento que é uns
- 1:16:35momentos finais e uns momentos que de Mary plat twist digo que
- 1:16:38é Mary plat twist não, mas é um momento que nos choca, né?
- 1:16:41É são 2 coisas, um momento final que o tema finalmente encontra o
- 1:16:45Yohan e ele aponta a arma para a cabeça do Yohan aham e aparece.
- 1:16:49Depois a Ana, que a Ana também meio que impede, tenta impedir o
- 1:16:53tema de matar o irmão. Eu não lembro se ela estava com
- 1:16:55uma arma também, ela acha que ela estava com uma arma também
- 1:16:57apontada é não, não acho que ela não estava com uma arma.
- 1:16:59Não, ela só quis impedir que o tema cometesse o homicídio, né?
- 1:17:03Por causa daquilo que a gente comentou antes, que é de não
- 1:17:06tirar a humanidade da de do da pessoa que você importa, né?
- 1:17:09Porque a Ana se importava muito com o tema e tanto o tema se
- 1:17:12importava muito com a Ana e o tema queria acabar com o demônio
- 1:17:16que ele trouxe de volta à vida, que no caso é o Yohan.
- 1:17:18Mas o Yohan sabia que o tema não queria atirar nele.
- 1:17:21Yohan não queria acabar com a vida do do tema, tanto que o
- 1:17:23Yohan fala tirando a minha testa aqui, mas Oo tema não estava com
- 1:17:26uma cara de que ele queria atirar mesmo sendo esse o
- 1:17:28objetivo final dele. O Yohan não?
- 1:17:29A maior calma. Ele pega uma criança, faz ele de
- 1:17:32refém e aponta uma arma para a cabeça dele.
- 1:17:34Ele fala, se você não atirar em mim, essa criança vai morrer, eu
- 1:17:36vou atirar nela. E aí tem uma filha numa, se é
- 1:17:38justa. Ele pensa, ô, vou deixar essa
- 1:17:40criança morrer por minha culpa também por eu não ter atirado no
- 1:17:42Yohan, ou eu vou matar o Yohan aqui.
- 1:17:43E aí ele começa a entrar em pânico e ele IA atirar.
- 1:17:46E aí? E aí é onde o aonde a gente vê a
- 1:17:49genialidade do nonocração, né? Porque ele conseguiu preservar
- 1:17:52todos os lados da história. Ele não queria nem que a Ana
- 1:17:55matasse o Yohan para não perder a humanidade.
- 1:17:57Até porque AA Ana, ela tem memórias muito ruim.
- 1:17:59Mães, poderia gerar alguma outra coisa, né, em relação a isso?
- 1:18:03E não queria que o tema perdesse a humanidade dele, já que ele
- 1:18:05era uma pessoa de fazer bem. Ele sempre fez o bem as pessoas,
- 1:18:08né? E aí uma coisa que ele vem
- 1:18:11trabalhando desde o começo desse arco final, que era o pai
- 1:18:13alcoólatra da criança e abusador.
- 1:18:16Né? É alcoólatra, é abusador, que
- 1:18:18via o Yohan como um demônio de 7 chifres, né?
- 1:18:21E aí você junta o útil ao agradável, né?
- 1:18:23Aonde na verdade, ele tem aquela coisa de pai, porque embora ele
- 1:18:27seja um pai muito vagabundo, um pai que não.
- 1:18:29Preste, ele tem aquele momento de pai onde eu tenho que
- 1:18:32proteger o meu filho. Ele saca uma arma, aponta para a
- 1:18:34cabeça do cara que estava com ameaçando, fazendo o filho dele
- 1:18:38de refém. Ele faz o óbvio, que é dar um
- 1:18:40tiro na cabeça do do Johan. E olha só que curioso, o Yohan
- 1:18:44entra mais uma vez num estado de quase morte e quem é o único
- 1:18:47médico neurocirurgião para salvar Oo Yohan naquela
- 1:18:50situação? O tema e aí o tema fica aquele
- 1:18:52dilema, o maior dilema da história de Monster, né?
- 1:18:56Eu fiz tudo isso aqui porque eu salvei um dia, um dia eu salvei
- 1:18:59o demônio, eu trouxe de volta o demônio por causa das minhas
- 1:19:02técnicas de neurocirurgião. Agora eu tenho nas minhas mãos a
- 1:19:06vida de Yohan, eu vou salvar ele ou eu vou deixar ele morrer?
- 1:19:09E o que ele faz no ato de humanidade dele?
- 1:19:11Ele. Salvo yorra, por quê?
- 1:19:13Porque todas aquelas questões que a gente discutiu desde o
- 1:19:15começo, de que todo o qual é o valor de uma vida e se todas as
- 1:19:17vidas têm um valor igual o da outra aqui da sala, bota em
- 1:19:20cheque na mão do tema essa pergunta, né?
- 1:19:23Você que acreditava que todas as vidas têm o mesmo valor.
- 1:19:25E então, o que é você agora para você, não para você discutir,
- 1:19:29para você é refletir se você deve ou não salvar a vida de
- 1:19:33mais uma pessoa que precisa da sua ajuda.
- 1:19:35Naquela hora ele não deve pensar se ele é o Yohan ou não, mas sim
- 1:19:38que é uma vida que pode ser salva, né?
- 1:19:40E ele como? Ele sempre foi.
- 1:19:43É estudado, como ele sempre aprendeu de que a que a função
- 1:19:47dele é salvar vidas. Ele atende a este
- 1:19:49profissionalismo e essa ato de humanidade.
- 1:19:51E ele salva, yorhan mais uma vez.
- 1:19:53Esse é um dos maiores diferentes opiniões de que muita gente diz
- 1:19:58se gosta ou não no final de Monster.
- 1:20:00Eu acho que deve ser por causa disso também, não é?
- 1:20:02Por causa que é, tem todo aquele negócio de pô, você caçou ele o
- 1:20:06tempo inteiro para matar ele e agora você vai salvar ele?
- 1:20:09Exatamente. Você vai recomeçar o ciclo.
- 1:20:12Você quis matar ele para depois salvar ele novamente?
- 1:20:15Temos aí a parte final, que é onde dá o desfecho de todo
- 1:20:18mundo, né? Por exemplo, AA Ana, ela vai
- 1:20:21querer virar uma advogada. Ela está no processo do da
- 1:20:24faculdade dela, onde ela quer da advocacia.
- 1:20:26Não ela, ela entregou OTCC, pô. Aí estava No No final já, né?
- 1:20:29EE, tanto que ela o embora ela teve muitas faltas, há muitos
- 1:20:33atrasos em matéria. Ela Foi quem teve o melhor
- 1:20:35resultado no na no TCC dela. E temos a parte da Eva, que para
- 1:20:39mim também foi surpreendente que a Eva ela deu a volta por.
- 1:20:42Cima, aquela mulher que ela não tinha amor próprio, que não
- 1:20:44tinha aquela pessoa que ela já se tornou dependente emocional
- 1:20:47do ex marido dela. Vi que tentou muitas vezes se
- 1:20:51aconchegar em uma, em uma pessoa que ela não queria, apenas para
- 1:20:54se se sentir satisfeita, né? Ou para querer provar alguma
- 1:20:57coisa para si mesma e nunca conseguiu provar.
- 1:20:59Ela finalmente acha um rumo depois dela ter se resolvido com
- 1:21:02um tema e ela vira uma pessoa que de design de interiores, né?
- 1:21:07Para a cozinha, uma pessoa que nunca mexeu em cozinha.
- 1:21:09É uma pessoa que não tô cozinhando a vida, né?
- 1:21:12Temos aqui também o aí tem o deiter, né?
- 1:21:14Que ele começa a jornada dele de querer ser 11.
- 1:21:17Menino que joga bola, né? Eu acho que é mais ou menos
- 1:21:19isso, que ele é o sonho dele. É o jogador de futebol.
- 1:21:21Que a gente brinca aqui, que ele é o ele é o Tony cross.
- 1:21:24Né, que é um grande jogador de futebol alemão.
- 1:21:26Temos aqui a parte do Yohan com o tema que o tema ele vira
- 1:21:31diretor lá de eu acho que ele vira diretor né, de um hospital
- 1:21:34grande e ele estava cuidando do Yohan, que Yohan estava em coma
- 1:21:38durante todo esse tempo, que teve esse prédio timescap né,
- 1:21:42esse Salto no tempo e ele várias vezes ficava observando sentado
- 1:21:46na frente do Yohan falando coisas novamente, assim como o
- 1:21:50Yohan. Quando o Yohan era criança ele
- 1:21:51teve aquela aqueles momentos onde o.
- 1:21:54Oo tema ele dizia que queria a morte lá, daqueles diretores do
- 1:21:58hospital e tudo e que parecia que o Yohan tinha ouvido quando
- 1:22:01o Yohan era criança e durante esses dias o Yohan ele tem uma
- 1:22:05visão que a gente não sabe se era um sonho, se ele só teve uma
- 1:22:07visão ou se se isso realmente aconteceu.
- 1:22:09Parece que era um sonho, né? Um sonho, uma visão onde a gente
- 1:22:11comentou antes que era o passado do Yohan.
- 1:22:14Aonde Oo orfanato lá e que que que trouxeram lá aqui o projeto
- 1:22:19do kinder Rain 511, onde foram pegar uma das 2 crianças, né?
- 1:22:24É entre os irmãos de johraniana e a mãe era obrigada a dar uma
- 1:22:28das 2 crianças escolher qual que ela iria abdicar, né?
- 1:22:31Eu acho que essa é uma das piores decisões que você pode
- 1:22:34dar para uma mãe, né? De que é qual filho você quer
- 1:22:37abandonar? Você quer abandonar seu filho ou
- 1:22:39sua filha, né, que os 2 eram gêmeos e vocês tinham dito aqui
- 1:22:42que as 2 crianças se vestiam igual, né?
- 1:22:43A mãe vestia os 2 de forma igual e os 2 estavam vestidos de
- 1:22:46menina com saia com chuquinha tudo com vestido, né?
- 1:22:50Na verdade, e aí OA mãe, ela fica naquela, entrego essa aqui,
- 1:22:54essa. A criança aqui da minha esquerda
- 1:22:55entrega A esquerda, direita no final ela acaba mudando a
- 1:22:58decisão dela. E aí o Johan ele tem a ele, traz
- 1:23:00a questão para o tema, né? A minha mãe, ela quis me salvar
- 1:23:03ou ela me confundiu achando que eu era a minha irmã?
- 1:23:06E essa é a hora que a mente explode, que eu pausei episódio
- 1:23:09fiquei pensando, pensando, eu cheguei a uma conclusão.
- 1:23:11O Valente também disse que ele não chegou a conclusão e esse é
- 1:23:14o boom. E no na semana final aparece uma
- 1:23:17cama vazia, como se o Johan tivesse saído do hospital, tipo
- 1:23:19fugir do hospital de novo. Exatamente.
- 1:23:21A cena final é isso, né? O tema chega lá pra falar.
- 1:23:24Pra pra conversar com o Yohan, falar que ele encontrou a mãe
- 1:23:27dele, tudo mais aham. Só que aí a gente pode ver de
- 1:23:30vários ângulos esses, mas os que eu consigo pensar mais é de fato
- 1:23:34o Yohan é acordou, EE fugiu, ou é aconteceu tudo aquilo que o
- 1:23:40Yohan queria, que era ele cair no esquecimento, né?
- 1:23:42Aham a partir do momento em que Oo tema conta para ele que
- 1:23:47encontrou a mãe que ela amava muito ele, coisa do tipo ele
- 1:23:50parou de se importar com esse negócio, caiu no esquecimento e.
- 1:23:54E sumiu entre aspas, assim, sabe sim que é aquele negócio, né?
- 1:23:57Você morre de 2 jeitos diferentes, né?
- 1:23:59O corpo físico e a memória. O doutor hilllu que é.
- 1:24:02É exatamente. Pode ter acontecido dele, de ter
- 1:24:05morrido de fato. E a partir daquele momento as
- 1:24:07pessoas passarem a esquecer dele com a história e ele sumir.
- 1:24:10Então tem diversas leituras EE assim, nenhuma delas é certa.
- 1:24:15A gente não sabe. É um final meio que em aberto.
- 1:24:17Ou, de fato, ele é o demônio e voltou para o inferno?
- 1:24:19Também tem isso também. Tem essa possibilidade, não dá
- 1:24:23pra saber, né? Mas esse tipo de obra que não
- 1:24:26tem um final inclusivo, é aquele final que fica aberto para sua
- 1:24:30própria interpretação. O final vai ser o que você
- 1:24:32quiser, o que você acreditar, esse vai ser o seu final.
- 1:24:35E eu vou te falar, esse é um dos melhores finais.
- 1:24:37Sabe por quê? Vai acontecer com todo mundo que
- 1:24:39parar e ler Monster. Vai acontecer exatamente a mesma
- 1:24:41coisa que aconteceu comigo, aconteceu com vupix, com o
- 1:24:43Carlos, a pessoa vai ficar 20 minutos pensando, não vai
- 1:24:46conseguir chegar numa conclusão, vai começar a ler na internet,
- 1:24:50procurar pesquisar, assistir vídeo, tentando contar o final.
- 1:24:54E mesmo assim, você não vai chegar numa conclusão, cara, vai
- 1:24:56acontecer exatamente a mesma coisa, é?
- 1:24:58Porque é o final code, guys. Valente, é por isso que é um
- 1:25:00final tão bom assim que todo mundo fica pesquisando tudo.
- 1:25:03Não, não, não começa a falar bem de code guys aqui.
- 1:25:06Não, assim não ficou de o final, o final de code guys, não, se
- 1:25:08não, não, não, não tem como reclamar.
- 1:25:11Na verdade, tem pessoas que podem reclamar, mas cara, no
- 1:25:13final de Monster é assim. Não é um processo reflexivo, mas
- 1:25:16é o mas. A obra é reflexiva e ela é de
- 1:25:18acordo com o processo da própria.
- 1:25:19Obra é, pô, a gente está aqui há quase 2 horas conversando sobre
- 1:25:23e a gente, pô. AAA gente conversou muito sobre
- 1:25:26pensamentos, sobre sentimentos, sobre reflexões, sobre teorias.
- 1:25:32O Monster, ele é regido por tudo isso, sabe?
- 1:25:35Não falamos do barco turco incêndio, né?
- 1:25:38A parte do deles que tentaram criar um regime nazista ali
- 1:25:41naquela parte, né? Sim, tem muita coisa.
- 1:25:44De criar um novo Hitler, né, então?
- 1:25:46Muita coisa. E é bem legal isso, né?
- 1:25:49A gente nem comentou disso, né? Mas assim é apresentado todo
- 1:25:52mal. Mas é interessante como o Yohan,
- 1:25:53não? Não busca poder nesse processo,
- 1:25:56né? Ele não busca poder, né?
- 1:25:57Nunca sucesso, poder, nada, nada.
- 1:26:00Nada né? Nada que assim que é o interesse
- 1:26:03mundando. E é engraçado que isso que
- 1:26:05edifica o processo de pensamento do do Yohan como 11 ser que não
- 1:26:10é entre aspas desse mundo né? Assim ajuda a pensar isso na
- 1:26:13narrativa, né? Porque ele não é tentado por
- 1:26:15essas, é isso, por esses desejos mundandos da da vida cotidiana
- 1:26:20aqui No No no sistema que a gente vive, né?
- 1:26:22Num processo de capitalismo. E é isso, velho, eu, 80 e outros
- 1:26:25sistemas, né? Da vida, bunda da humana tem
- 1:26:27muita paciência, não? Se você não gostou do final do
- 1:26:29de Monster, o problema está contigo.
- 1:26:30Não está com o Monster não, cara.
- 1:26:33Eu concordo. Vamos então para as nossas
- 1:26:35considerações finais. Se você gosta de de uma boa
- 1:26:37história, principalmente de mistério, valer na operação é
- 1:26:41independente de qual seja a obra.
- 1:26:43Monster é. Eu diria que é uma.
- 1:26:46É uma das das obras que a maioria das pessoas dizem que é
- 1:26:50a melhor obra dele. Então, se você quiser começar
- 1:26:53por Monster, vai vai fundo. Mas se você quiser começar por
- 1:26:56twenty center Boys, também vai fundo.
- 1:26:58Billy Beth é Pluto, dentre outros, pra mim né, o caraçal é
- 1:27:03quase uma religião. OOO, senhor né?
- 1:27:05O caraçal é é um absurdo o que o cara escreve, ele não, ele não
- 1:27:10consegue errar, ele é incrível e Monster, pô, a gente já falou de
- 1:27:15muita coisa aqui, mas eu eu gostaria muito de enfatizar que
- 1:27:18é o quão o Yohan é um personagem incrível, apesar dele ser um o
- 1:27:23vilão desgraçado o demônio na Terra, sabe?
- 1:27:25E é única coisa que eu posso falar é nota 10, cara.
- 1:27:28Cara, é 10 e acabou. E olha que eu sou difícil de dar
- 1:27:3110. O meu, o meu máximo é 9, porque
- 1:27:34eu não gosto de dar 10 pra nada. Ah, eu sou chatão, não deu 10.
- 1:27:38Não antes fosse isso, Carlos, antes fosse isso é por causa que
- 1:27:42nada chega nesse ponto que monstro chegou mas pra mim é 10,
- 1:27:45acho que eu não, se eu não me engano eu dei eu dei 10 pra
- 1:27:47Vinland também, aí ó a. Gente nunca levou planets, né,
- 1:27:50cara? Planet vale a pena também?
- 1:27:51Precisa, eu preciso ler Planet. Inclusive, quem quiser aí vender
- 1:27:55o volume 4 de Planet, toma aí, cara.
- 1:27:57Tem um bagulho impossível de achar, cara.
- 1:27:59OPA, Nine Republica Planet, pelo amor de Deus, velho, acabou de
- 1:28:01sair um bagulho bonitão lá fora, inclusive Monster tem uma edição
- 1:28:04linda, né, cara? Assim, o Monster é é é muito
- 1:28:07interessante porque acho, como o Valente acabei de comentar, né,
- 1:28:11que a maioria das pessoas acha que Monster é a grande obra
- 1:28:13prima da Manoel que lazalla e eu tenho uma perspetiva um pouco
- 1:28:15diferente, depois de eu não terminei Billy Betty, ainda
- 1:28:18tenho que voltar a ler Billy Betty, eu tenho que reler twenty
- 1:28:21Century Brothers, mas o que eu lembro de twenty Century
- 1:28:23Brothers eu gosto mais twent centy Brothers do que de
- 1:28:24Monster, e eu gosto mais de ter um pouco de Pluto do que o de
- 1:28:26Monster. Nesse sentido, acho que tem
- 1:28:27coisas mais interessantes, eu? Eu gosto muito de como empluto
- 1:28:31ou não, que o razal consegue fazer uma homenagem para o
- 1:28:33tesuka e como ele consegue construir aquela narrativa, né?
- 1:28:36Eu, eu, eu gosto muito do mundo de de Pluto.
- 1:28:38Nesse processo, foi a primeira obra do do razal que eu que eu
- 1:28:41tive contato, mas assim, no total, assim, em comparação,
- 1:28:44para o merchan center Boys, ainda é uma obra que eu gosto
- 1:28:46mais que eu lembre, né? E Billy Betty vinha para esse
- 1:28:49caminho também, porque eu acho que em ambas os 2, eu acho que o
- 1:28:53nauclaus está como um autor. Ele está mais Maduro e ele está
- 1:28:56podendo explorar mais coisas. Acho que em Billy Betty ele está
- 1:28:58explorando muito mais a arte do mangá.
- 1:29:00Talvez, talvez isso afaste de algumas pessoas, né?
- 1:29:02Billy Betty é mais lúdico. Processo narrativo do que
- 1:29:04Monster o Monster é muito mais pé no chão nesse processo, né?
- 1:29:06Como a gente falou, é um thriller, né?
- 1:29:08Boa parte de Monster, mais do que ser necessariamente somente
- 1:29:11um mistério, alguma coisa assim, ele é muito mais thriller de
- 1:29:14policial, investigação do que qualquer outra coisa.
- 1:29:17E eu, cara, eu tinha muito tempo que eu tinha visto e é muito bom
- 1:29:21o Leo Manga bom assim, de vez em quando você pega um Maga tão,
- 1:29:24tão, tão ruins assim ou aí tão mal quarinizados.
- 1:29:27A quarinização do naucrasal é muito boa, então, tipo, é uma
- 1:29:30obra muito gostosa de você acompanhar uma obra densa, não é
- 1:29:32uma obra tão assim. Que se leva a um chanezinho de
- 1:29:34porrada. É uma obra que que consegue com
- 1:29:37essa você consegue perceber, principalmente para mim.
- 1:29:39O detalhe é, por mais que o now casal seja de fato 11,
- 1:29:42desenhista de mão cheia, ele seja um baita quadrinista, ele,
- 1:29:45ele, ele é reconhecido e eu concordo com esse reconhecimento
- 1:29:48dele ser muito mais um roteirista absurdo, né?
- 1:29:50É tanto que na verdade, Oo se a gente for olhar um pouco o
- 1:29:54characterizante de alguns personagens, eles, eles, ele,
- 1:29:56ele reutiliza, né? Vamos dizer, vamos colocar
- 1:29:59assim, né? Tem muito personagem que se que
- 1:30:00parecem, né o. Jeito na operação de desenhar.
- 1:30:03Você consegue identificar muito fácil, porque os personagens,
- 1:30:06entre as histórias, eles têm traços parecidos, digamos assim,
- 1:30:10vai. Isso até que friend center Boys
- 1:30:13EEEE Monster eu eu acho que ele modifica, mas, por exemplo, se
- 1:30:16você for ler Pluto, tem personagens que parecem muito
- 1:30:18com personagens de Monster já. É, eu acho que existe a
- 1:30:21diferença, porque twenty center Boys ele é passado no Japão,
- 1:30:24Pluto EE Monster e ambos são Na Na Alemanha, se não me engano.
- 1:30:29É Estados Unidos, né? Estados Unidos não é mundo, é
- 1:30:31mundo. Não, mas acho que Pluto tem.
- 1:30:33Muita parte na Europa também, então acho que é mais mais por
- 1:30:36isso. Tem é o guichez, é na Alemanha,
- 1:30:39o outro cara na Turquia, tem outro cara na Grécia, né?
- 1:30:42Tem bastante coisa, só o só o átomo mesmo tem é no Japão, né,
- 1:30:46só o arco do átomo no Japão, mas é voltando tudo, né?
- 1:30:50EE, eu estou comprando as outras obras na outra a porque eu acho
- 1:30:52que é o que é o ponto de de se comparar, né?
- 1:30:54A gente não tem tantas obras de de a gente tem algumas obras de
- 1:30:58cemitério saindo, saindo no Japão, né, até apelando para o
- 1:31:01gorra, né? Você tem histórias como o.
- 1:31:03O saiu no Brasil, agora o declínio e sai desse tipo.
- 1:31:06E essa narrativa assim, acho que acho que isso é muito forte no
- 1:31:08Japão. São nativa de mistério, com
- 1:31:09golpe, assassinato, mas do jeito que não algo que ela coloca.
- 1:31:12A gente não acha tantas, né? A gente acha algumas, mas não
- 1:31:15acha tantas. E aí ele meio que nada nesse
- 1:31:18processo assim, com uma Riqueza de entrada muito grande e.
- 1:31:20E como roteirista, ele é o roteirista de mão cheio, cara,
- 1:31:22ele, ele tem muito processo de de narrativa bem estruturada, a
- 1:31:25gente já falou bastante aqui, não vou ficar repetindo, mas ele
- 1:31:27tem vários processos de narrativas que ele consegue
- 1:31:29desenvolver, que ele consegue apresentar, que ele tem
- 1:31:32conhecimento sobre a causa, e eu acho que ele vai maturando esse
- 1:31:34processo de conhecimento sobre a causa futuramente.
- 1:31:36E aí ele vai se tornando cada vez melhor quadrinista no todo,
- 1:31:39né? Mais até do que somente o
- 1:31:41roteirista. Bom, ele só um quadrinista
- 1:31:43melhor, ele consegue abordar melhor a mídia quadrinho como um
- 1:31:45todo futuramente. Aqui em Monster, ele, ele é mais
- 1:31:48pé no chão, né? Mas é é o que, como ele falou.
- 1:31:50É 10 assim, tipo gente, é uma obra seminal, assim de marcado,
- 1:31:54sabe? É uma obra que que eu acho que
- 1:31:56pra se fosse adaptada no cinema ou numa série de TV, ele teria
- 1:31:59que ter alguns cortes, né? Tem umas coisas ali que seria
- 1:32:01cortado, seria mesclado, alguns Arcos e tal.
- 1:32:04Uma sériezinha de Monster da HBO tá louco?
- 1:32:07Então tá louco. É, então dá pra fazer algo
- 1:32:09assim, até porque na Europa né, então dá pra tu trabalhar, então
- 1:32:12arranja um personagem, tu arranja um japonês para fazer o
- 1:32:14personagem protagonista tem muito ou algum indescendente de
- 1:32:17japonês, não tem muito mistério nesse na pra você fazer uma
- 1:32:20narrativa de Monster assim dá funcionaria demais cara,
- 1:32:22funcionaria demais, entende? É um é inclusive todos, eu acho
- 1:32:25um dinheiro funcionaria todos tirando Billy Beth, que acho que
- 1:32:28é onde que o Noel cruzal vai de fato explorar a narrativa do
- 1:32:32quadrinho, né, que ele vai mesclar, vai fazer
- 1:32:34metalinguagem. Ali em Billy Betty é mais, muito
- 1:32:36mais difícil. Por que que não saiu mais anime
- 1:32:38ainda, né? A pergunta foi essa, por que que
- 1:32:40não saiu mais anime ainda? De de nauer que nasal.
- 1:32:43É uma boa pergunta. Talvez seja muito denso, não
- 1:32:44sei. Eu não li as outras obras de do
- 1:32:47naura que ele estava. Tipo, como eu tente uma center
- 1:32:49Boys, né? É longo esse o center Boys.
- 1:32:51É bom. O bom é que é um monstro.
- 1:32:52Ah, então. Às vezes é por isso também, né?
- 1:32:5421. Mais o diferenter centering
- 1:32:56center. É, eu vou chutar que é por
- 1:32:59volta, por volta de uns 220, acham?
- 1:33:02Não, não sei. Eu posso pesquisar agora.
- 1:33:04É engraçado. Sabe porque são é.
- 1:33:07É 21 volumes que ele faz certinho.
- 1:33:09E aí tem o twenty two. É o que é o volume.
- 1:33:12É twenty first centur. Boys, isso que é o volume 22, eu
- 1:33:16acho que é isso, só pra pesquisar aqui.
- 1:33:17Rapidinho, ó, são 250, o twenty Century.
- 1:33:20E ainda tem o twenty é twenty one, né?
- 1:33:22O twenty first, sei lá, Hum centur Boys que acho que é 11 ou
- 1:33:262 volumes, não lembro. É 1 o volume, é 1 o volume
- 1:33:28fechado. É, então, então são, é o
- 1:33:30equivalente. É tipo 160, 170 capítulos mais
- 1:33:34ou 200. 200, 260 ou 270. O Pluto, que é mais curtinho.
- 1:33:38É às vezes alguém querer pegar essa bucha aí, né?
- 1:33:40Pra adaptar eu quero. É longo também.
- 1:33:43Pô, em em série de TV dá pra fazer o quê?
- 1:33:4634 temporada, dá. Então.
- 1:33:48Aí já, pô. Olha.
- 1:33:49Assim, em em anime, em anime, ó tu pega 3 temporada de 24
- 1:33:53episódios, tu mata, pô, é? Então vai sair quase a mesma
- 1:33:54coisa de Monster. Monster é um anime mangá, um
- 1:33:58anime que eu já tinha chegado a ver um pedaço há alguns anos
- 1:34:02atrás, talvez uma década atrás, mas eu nunca tinha chegado a
- 1:34:04terminar. Não sei por quê, sendo que eu
- 1:34:06tinha gostado bastante, provavelmente porque eu estava
- 1:34:08vendo muita coisa e não consigo, não consigo achar o motivo, mas
- 1:34:12eu nunca tinha terminado e aí agora que a gente IA gravar, eu
- 1:34:14sabia que eu queria um dia terminar e eu escalei o podcast,
- 1:34:17certo? E aí eu estava lendo, comecei a
- 1:34:19ler, eu tinha, eu estava comentando com o Valente, né?
- 1:34:21Enquanto estava lendo agora também tive também tinha
- 1:34:23comentado que a leitura de Monster, ele é flui muito bem,
- 1:34:27ele flui tão bem que você nem percebe quanto você precisa de
- 1:34:29você está lendo quando você começa.
- 1:34:31E comigo falou assim, teve um dia aí que eu li 22 capítulos,
- 1:34:34mais ou menos, tudo em sequência.
- 1:34:35Fiquei lá quase umas 2 horas um pouquinho lendo e não percebi 3
- 1:34:38horas, né? Porque o capítulo é meio longo,
- 1:34:40né? É, os capítulos são longo.
- 1:34:41Tem muita, todo o. Texto, Ah, não, ele.
- 1:34:43Ele começa longo, mas ele vai diminuindo com o tempo.
- 1:34:46Dá pra fazer em 2 horinhas. É.
- 1:34:47E também, às vezes tem muito texto também, porque é um é.
- 1:34:50Tem muitos pontos reflexivos, né?
- 1:34:52Ele discute muitas questões ali e acho que esse é o principal
- 1:34:55ponto de monstro aqui. O monstro, ele conversa muito
- 1:34:57bem com o leitor, com o espectador que está vendo anime.
- 1:35:00Ele te faz. É recriar muitos pontos
- 1:35:02reflexivos que vai se questionar muitas coisas te faz.
- 1:35:05Mas pensar, né, é sobre muitas coisas, e assim como vocês
- 1:35:09citaram todos os elogios, né? Eu acho que a única acho que é
- 1:35:12assim até você se tratando sobre anime, né?
- 1:35:15A gente estava falando bastante da melhor anime, a gente chegou
- 1:35:17falando das animações, tudo, mas até a abertura de Monster ele é
- 1:35:20meio, ele é, ele encaixa perfeitamente com o ambiente de
- 1:35:23Monster, que é aquela coisa meio sombria, meio misteriosa,
- 1:35:26suspense. Eu acho que, embora não seja
- 1:35:29aquela abertura que a gente vê convencional, que é aquela
- 1:35:31abertura cantada, né, letrada tudo.
- 1:35:34Ela tem aqueles tipo assim. Quais são os outros animes desse
- 1:35:37gênero que não tem uma abertura? Letrada cantada, talvez fala e
- 1:35:40mais parecido. Talvez que eu consiga me lembrar
- 1:35:42o ofen leed. Eu IA falar, é ofen leed e, se
- 1:35:44eu não me engano, tipo a engen de de helsing, era assim também
- 1:35:49na época. É mais ou menos essa pegada
- 1:35:51assim. Eu acho que isso casa muito bem
- 1:35:52com anime de Monster. A gente falou muitas coisas
- 1:35:54aqui, né? De de Monster, de como que o meu
- 1:35:57utilização. Ele é um gênio e como ele foi um
- 1:35:58gênio criando essa obra de Monster.
- 1:36:00Para mim, ele é uma aquele tipo de.
- 1:36:04E de leitura de de mangá, de que seja igual aqueles livros que te
- 1:36:09faz ficar reflexivo, de igual aqueles animes que te faz ficar
- 1:36:12parar ficar pensando por uma semana por você terminou o
- 1:36:15episódio, você terminou a leitura, você fica lá parado
- 1:36:18assim, naquele modo objetativo, pensando, pensando e você quer
- 1:36:21pesquisar coisa, você quer entender porque você quer ver o
- 1:36:24que outras pessoas acharam, né? Quais são a visão da da da quais
- 1:36:29são as interpretações de que as outras pessoas tiveram daquele
- 1:36:31final? Você quer começar a discutir com
- 1:36:33alguém? Você quer conversar com alguém?
- 1:36:34Que leu, né, Monster pra falar olha, eu vi isso aqui, isso aqui
- 1:36:37interessante, o que você achou disso?
- 1:36:39Não, para mim é desse jeito, para você, desse jeito aqui, mas
- 1:36:42e o meu ponto de vista, o seu ponto de vista, acho que o
- 1:36:44Monster te proporciona essa experiência e para mim uma obra
- 1:36:48que faz com essa genialidade, que te proporciona essa
- 1:36:51experiência para mim é 10 também aqui, não precisa fazer média.
- 1:36:54Gostei muito de como foi abordado tudo em Monster, né?
- 1:36:56Do começo ao fim, eu acho que não à toa que Monster é uma das
- 1:37:00maiores obras até hoje, né? É uma das mais queridas do do
- 1:37:03público, você fazia? Vê aí, site de rankings aí
- 1:37:05Monster está sempre em primeiro ou quase em primeiro, está pelo
- 1:37:08menos no top 10 dos mangás mais lidos, mais bem avaliados e não
- 1:37:11à toa, né? Na ukiraçao ele fez o nome dele,
- 1:37:14isso é muito grande com essa obra de de Monster.
- 1:37:16Eu acho que com isso a gente conclui o podcast de Monster
- 1:37:19agradecendo aqui a você que ouviu este podcast até o final,
- 1:37:22e sempre com um agradecimento especial aos nossos apoiadores,
- 1:37:26a Alex selinger, Bruno Resende, Carlos petroni, Guilherme
- 1:37:28Lourenço, Lucas Batista, Natan klemann, Yasmin Gonçalves.
- 1:37:31E para você que quer nos apoiar também, você pode.
- 1:37:34Para a partir de 5 BRL no nosso catarse, ponto ME barra MDAE
- 1:37:38também você para você quiser ouvir um episódio no mês da do,
- 1:37:42garante a nossa gravação. Você pode ouvir ao vivo aqui no
- 1:37:45nosso Discord com a gente, né? Enquanto a gente vai gravando,
- 1:37:47você pode ouvir a partir do gear second, que é o apoiador.
- 1:37:51Gear second que é. O apoiador de 25 BRL, então se
- 1:37:55você te nos nos apertam 25 BRL, você já está podendo é
- 1:37:59selecionar uma das nossas gravações no mês para você poder
- 1:38:01ouvir ao vivo aqui e lembrando que é lembrando não e já também
- 1:38:07já deixando aqui que neste momento temos o nosso e-mail
- 1:38:10para você poder deixar a sua opinião sua a sua experiência
- 1:38:12com Monster, né? Mande para o
- 1:38:14podcast@mundodosanimes.com ou deixe o seu comentário no
- 1:38:17Spotify também que o Raul e o Lucas, o Bruno, também poderão é
- 1:38:22ler o seu. E debater sobre.
- 1:38:24Ou então chamar alguém da gente que gravou a Monster também para
- 1:38:27conversar sobre a sua opinião de Monster e a gente poder fazer 11
- 1:38:31reflexão. Interessante.
- 1:38:32Tudo bem. Então, mais uma vez, muito
- 1:38:33obrigado para vocês que ouviram o podcast e tenham uma boa
- 1:38:36semana e até o próximo episódio. Valeu?