Latest / ABC Cast / ABC Cast Conexões T02E04: Denardo | Como reinventar a própria história indo além dos limites
Transcript
- 0:00ABC cast conexões, um podcast do portal ABC do ABC onde as
- 0:07conversas sobre os mais variados assuntos se conectam com você.
- 0:14Olá, bem-vindo a mais esse episódio do ABC cast conexões,
- 0:17eu sou o Thiago quirina e vou te conduzir hoje para mais uma
- 0:20conversa dessas que nós temos aqui no nosso programa, que
- 0:24sempre se aprofunda em um determinado tema, uma marca, um
- 0:27conceito, uma personalidade. E mostramos como a vida e a
- 0:32história desta pessoa ou desta marca.
- 0:34Enfim, ela está conectada com você de alguma forma.
- 0:38E temos um assunto muito interessante e talvez muito
- 0:41importante para tratar com vocês hoje em episódios passados, nós
- 0:44já falamos sobre algumas do que as pessoas chamam hoje de
- 0:48minorias, né? Minorias que não são tão
- 0:51minoritárias assim. Quando você pega, por exemplo,
- 0:53uma mulher negra e você trata ela como minoria, ela
- 0:56simplesmente é a maior. Fatia da população hoje, segundo
- 1:00o IBGE. Então, a gente vai falar hoje de
- 1:02um tema que é um tema sensível EE, altamente importante.
- 1:07Por isso nós hoje estamos aqui com 2 convidados especiais, um
- 1:10jornalista que vai nos ajudar e o nosso entrevistado para nos
- 1:14ajudar a elevar o nível das discussões que temos visto até
- 1:18agora e falar um pouquinho sobre vida, sobre ultrapassar os
- 1:24limites. E mostrar como é possível
- 1:27sobreviver e viver em condições até mesmo adversas, né?
- 1:31Vamos vamos falar um pouquinho sobre nossos convidados?
- 1:33Então do meu lado aqui pra poder me ajudar na entrevista, nós
- 1:38contamos com a honra de ter aqui o Abraham Dib, que é o
- 1:43responsável pelo diário PCD e assim, é um jornalista muito
- 1:47focado em tudo que faz, né? Preside também a associação
- 1:51nacional de apoio às pessoas com deficiência.
- 1:54E para nós é um grande prazer o Abrão tê lo conosco aqui e
- 1:59contar com sua expertise para a gente poder tratar do tema.
- 2:03OPA, Tiago, eu que agradeço. EE, melhor ainda estar ao lado
- 2:09do, do, do dessa, desse grande cidadão, desse grande é, é, é, é
- 2:17ativista. Né, que é o Ronaldo denardo.
- 2:20Quero agradecer ao convite de todos vocês.
- 2:22Eu estou aqui à disposição para a gente falar sobre muitas
- 2:25coisas, né? E inclusive sobre essas
- 2:28minorias, que na verdade, não é tanta minoria, não é ao
- 2:32contrário, mas estamos lá por aqui.
- 2:35Obrigado, obrigado pelo. Convite é, é legal.
- 2:37Isso porque a gente tenta desmistificar.
- 2:40Ou na verdade, como não é 11 mistério, né?
- 2:42A gente tenta, talvez colocar no devido lugar.
- 2:46Os conceitos pra que as pessoas entendam a sua importância, né?
- 2:50Então o que a gente entende hoje por minoria, a gente vai
- 2:53entender agora que não é tão minoria assim, é e pra poder
- 2:58trazer então com mais profundidade o assunto, o nosso
- 3:01entrevistado de hoje, ele é um pouquinho de tudo, né?
- 3:04EE, assim, ele conseguiu abrir o leque de uma forma tão grande
- 3:10assim, de áreas tão distintas, né?
- 3:11Porque ele é palestrante, ele também é jornalista.
- 3:15Ele também é um especialista em gestão pública, mas também é
- 3:18autor, é cineasta. E quando sobra tempo para esse
- 3:21cara? Ele ainda é piloto de drone,
- 3:23então vocês podem ver a magnitude do nosso convidado.
- 3:26Eu quero fazer bem-vindo aqui também o nosso querido denardo,
- 3:30então denardo, seja bem-vindo. Obrigado, Thiago.
- 3:34Obrigado pela apresentação aí. E entre todas essas tarefas aí.
- 3:39Além disso, ainda sou marido da Lilian.
- 3:42Né, marido da Lilian? É isso aí.
- 3:44Talvez a maior responsabilidade é essa, né?
- 3:46Exatamente. E tudo isso como uma pessoa com
- 3:49deficiência, como um tetraplégico, né?
- 3:52Fazendo, desenvolvendo todas as atividades aí em cima da cadeira
- 3:56de rodas. Coisa que também não é uma
- 3:58missão fácil. Mas a gente tira de letra aí e é
- 4:02um prazer enorme participar do do podcast com 2 mestres aí da
- 4:07comunicação. O Thiago e o e o Abrão, né?
- 4:11Que é referência no mundo do PCD.
- 4:13Aí então só tenho que agradecer o convite e saudações aos seus
- 4:18telespectadores. Aí a audiência, prazer enorme.
- 4:22Espero que eu possa agregar aí No No podcast e trazer um bom
- 4:25conteúdo pros telespectadores. Muito bem Oo denardo.
- 4:31A gente vai tentar, em 60 minutos aproximadamente
- 4:33discorrer sobre vários temas, né?
- 4:36Mas pra gente começar de uma forma mais leve, eu vou te jogar
- 4:38lá alguma uma primeira pergunta mais simples, né?
- 4:41Porque você escreve roteiro, você, como palestrante, às vezes
- 4:45comanda algumas plateias assim, interessantes, né?
- 4:49É como eu brinquei mais cedo, você também pilota drone, mas eu
- 4:51queria entender dessas atividades que você faz no seu
- 4:54dia a dia, é qual delas te dá a maior sensação de Liberdade
- 4:59assim, quando você está no meio da atuação.
- 5:03Que pergunta. Já comecei na berlinda aqui,
- 5:06Hein? Com com os. 2 Ah, essa essa era
- 5:08mais simples, vai ter pior? AI do céu é entre ser
- 5:13palestrante, ser piloto de drone.
- 5:16Marido da Lilian é autor, né? Cineasta?
- 5:22Cara, eu acho que o que mais me dá Liberdade mesmo é pilotando
- 5:27meu drone, né? Porque aí sou eu e ele eu
- 5:31consigo. Enxergar através da da tela do
- 5:35monitor do drone, conseguir enxergar o mundo, né?
- 5:39Então é, é uma sensação, a sensação de voar é, é, é muito
- 5:44prazerosa. Esses dias, inclusive, eu estive
- 5:47aqui perto, que hoje eu moro em Praia Grande, né?
- 5:49No litoral sul do de São Paulo. Eu estive aqui pertinho, em
- 5:54Itanhaém, e tive o prazer de fazer um voo de paratrik e aí,
- 5:59voando literalmente, né? E água Abrão, cara, é, é uma
- 6:04sensação indescritível. Assim é.
- 6:07É algo que eu recomendo para todo ser humano, se tiver a
- 6:11oportunidade de fazer pelo menos uma vez na vida, porque você
- 6:14está acima, né? Da população?
- 6:17É. É algo realmente inesquecível
- 6:20poder ver o mundo, ver as pessoas, ver a nossa natureza,
- 6:24as paisagens lá do alto, realmente é muito prazeroso.
- 6:29E aí pilotando o drone, né? Eu ou fazendo um voo de para
- 6:32tryke, né? É, eu me sinto como a
- 6:35deficiência não existisse, então é um prazer enorme assim.
- 6:39É muito bom realmente, mas também me sinto muito livre, me
- 6:43sinto muito à vontade em cima do palco, né?
- 6:47Dando as minhas palestras, conversando com as pessoas no b
- 6:51to b ali, né, no tete a tete é é algo que realmente me move assim
- 6:57que. Que faz eu eu levantar, acordar
- 7:00todo dia, sair da cama é motivado para realmente motivar
- 7:05pessoas. Isso ô, ô, ô denardo.
- 7:07Você você vai me desculpar assim porque OA ignorância muitas
- 7:12vezes é AAA. Ela causa um certo preconceito,
- 7:16né? Então a minha a minha ignorância
- 7:19com relação ao tema. A qual você é um grande
- 7:22especialista. Pode ser que eu faça alguma
- 7:25pergunta que não sei se ela é muito inconveniente ou não, mas
- 7:29eu queria entrar num tema desse e você já me corrige se eu
- 7:31estiver errado, tá? Não se preocupa não, eu sou o
- 7:34host, mas eu não mando aqui não, quem manda é são vocês, né?
- 7:38Porque olhando a sua biografia, você sofreu um acidente é
- 7:43drástico, um acidente automobilístico lá lá nos idos
- 7:45de 97, né? E aí você então começa a passar
- 7:49por um processo. Pra você tanto é sobreviver, né?
- 7:54Um processo de recuperação da vida e daí de descobertas.
- 7:57E quando você me traz aqui que recentemente você estava voando,
- 8:02eu fico pensando, essa não é uma.
- 8:04A primeiro pensamento que passa na minha cabeça, tá?
- 8:06É, essa não é uma atividade para alguém em cadeira de rodas, não
- 8:10é uma atividade para um tetraplégico, é, é o primeiro
- 8:13pensamento que me vem, mas você vem e prova que eu estou
- 8:16completamente errado, né? Então eu queria que você pudesse
- 8:20comentar pra nós como foi esse processo de transição, é?
- 8:24E como você decidiu assim, usar sua voz e sua personalidade como
- 8:27a sua principal ferramenta de trabalho?
- 8:30É, teoricamente, realmente não seria uma atividade pra um
- 8:34tetraplégico, né? É, ainda mais se a gente falar
- 8:38há há mais de 10 anos atrás. Hoje em dia eu acho que as
- 8:42coisas vem caminhando e vem evoluindo, né?
- 8:45E as pessoas com deficiência cada vez mais.
- 8:48Transpondo seus limites, se arriscando um pouco mais, né?
- 8:51Saindo de casa, indo, enfrentando a sociedade num
- 8:56geral, né? Acho que hoje as coisas é estão
- 9:00se tornando cada vez mais adaptadas, né?
- 9:03Que isso é importante, por exemplo, é também, né?
- 9:06É, por exemplo, antigamente acredito que as pessoas nem
- 9:09pensariam em ter um equipamento desse adaptado pra uma pessoa
- 9:14com deficiência, né? Hoje a gente já tem, né, que é.
- 9:17Sensacional. Mas Eu Acredito que a
- 9:20comunicação, isso que a gente tá fazendo aqui, é muito
- 9:23importante. É tanto para as pessoas com
- 9:25deficiência que que estão, né? Vivendo por um momento de luto,
- 9:29por exemplo, que estão em casa com vergonha do próprio corpo,
- 9:32com vergonha de si, né? Isso é muito importante pra pra
- 9:37essas pessoas, né, pra pra incentivar, pra tirar cada vez
- 9:40mais de casa. E só assim que a sociedade vai
- 9:43mudar, só assim que as infraestruturas vão mudar.
- 9:47Os preconceitos, né? Às vezes ililiências é só dessa
- 9:51forma, é só a gente dando a cara a tapa para que isso aconteça,
- 9:55né? Cada vez mais na mídia, na
- 9:57televisão, no jornal, no podcast, em todos os lugares.
- 10:01Eu acho que a gente precisa marcar presença, né?
- 10:04Mas a gente tem outras referências, se a gente for
- 10:06falar em em aventura, por exemplo, né?
- 10:08Meu amigo, meu Brother Fernando Fernandes, né, que rompeu
- 10:12Barreiras e. E transpôs todos os limites que
- 10:15a gente imaginava que uma pessoa com deficiência pudesse passar.
- 10:19É e aí falando em em resiliência, né Thiago, que a
- 10:22sua pergunta, se ela puder se definir numa palavra, é essa, é
- 10:27resiliência, né? É claro que a gente não pode
- 10:30romantizar a deficiência aqui não é uma coisa boa, né?
- 10:33Ninguém gostaria de ter uma deficiência, mas aos pouquinhos
- 10:38a gente vai se conhecendo, a gente vê que a gente precisa
- 10:41viver. E aconteceu um acidente comigo,
- 10:44né, um tragico acidente que eu jamais imaginei que que IA
- 10:48passar por isso um dia na minha vida, né?
- 10:51Eu era 11 meninão, né, tinha 22 anos de idade, eu tava naquela
- 10:56fase Na Na melhor fase da vida, né?
- 10:59É, e eu não tinha parada, eu não, eu tinha muita energia, eu
- 11:02era um garotão muito ativo, eu trabalhava, eu estudava, eu
- 11:07festava, eu, eu pra mim não, não tinha, não tinha limite, não
- 11:11tinha. Não tinha nada que me fizesse
- 11:14parar. E aí, de repente, por conta de
- 11:17um acidente, uma bobeira, né? 11 tragédia que mudou a minha
- 11:23vida em em segundos, né? Da noite para o dia, tudo parou.
- 11:28E literalmente parou porque o meu corpo parou do pescoço para
- 11:33baixo, né? Aos poucos, houve uma
- 11:36recuperação, uma retomada parcial e pequena de movimentos.
- 11:41Aí eu mexia só o pescoço, hoje eu já já mexo, meus membros
- 11:45superiores, né? Tenho um pouco de equilíbrio, de
- 11:48tronco, é movimento, os punhos ainda não, ainda não, e acredito
- 11:54que não, né? OA pinça, né, os dedos não, mas
- 11:59esses movimentos que que que foi retomado já me dão um pouco mais
- 12:05de autonomia. Eu dirijo, por exemplo, né, o
- 12:09meu carro adaptado. Agora não mais também, porque há
- 12:12pouco tempo tomei um tombo da cadeira e aí fraturei o ombro e
- 12:17agora meu braço está em reabilitação.
- 12:20Já não tenho mais autonomia que eu tinha.
- 12:22Se essa fratura tivesse acontecido lá atrás, quando eu
- 12:25era jovem, pode ser que teria me recuperado mais fácil, mas a
- 12:28recuperação está difícil. Mas é só habilitado e dirijo,
- 12:31né? É, eu tenho uma capacidade de de
- 12:34dirigir agora, com essa limitação, prefiro não arriscar.
- 12:38Mas aí é Thiago, é um é. São fases, né?
- 12:42Fases da vida? É.
- 12:44A gente tem que passar pelo luto, aí depois a fase de
- 12:49aceitação, depois a fase de adaptação e depois a fase de
- 12:55reintegração, né? Isso.
- 12:58Que eu acho que é nesse ponto que você desculpa, é nesse ponto
- 13:00que você acaba reconstruindo a sua própria identidade, né?
- 13:04E aí acho que eu vou até complementar aqui, colocando o
- 13:07Abraão aqui na conversa com a gente, é AA comunicação nesse
- 13:11nessa fase eu acho que é fundamental, né?
- 13:13O Abraão, ele é um grande especialista, acho que é.
- 13:16Ele vai entrar aqui para começar a fazer algumas perguntas, ele
- 13:19pode até se apresentar melhor. É sobre o trabalho que ele faz e
- 13:24mostrar que quando você começa a dar voz mostrando essa
- 13:27resiliência toda que você descreveu até agora, denardo.
- 13:31É o que motiva, talvez outras pessoas que ainda não
- 13:34encontraram a sua saída. AA ter aquela foco de Esperança,
- 13:39né? Mostrando que eu posso ir além
- 13:41do que aquilo que as circunstâncias me prenderam.
- 13:44Aqui é por aí mesmo, Abraão. O Thiago é eu, eu concordo
- 13:49plenamente. É antes de mais nada para sua
- 13:52audiência e para quem acompanha as mídias do denardo.
- 13:56E eu também vou repercutir isso no diário PCD, esse nosso
- 13:59bate-papo. Para as pessoas com deficiência
- 14:02visual, é baixa visão ou monoculares.
- 14:06Eu vou fazer a minha audiodescrição para que eles
- 14:08saibam quem é o Abrão. Eu sou um homem de pele clara,
- 14:11pele lisa, barba grisalha, tenho óculos com hastes finas e lentes
- 14:16transparentes, cabelos escuros lisos ficando grisalhos,
- 14:20penteados para trás e eu visto uma camisa de gola colo branca.
- 14:24É OOO, Tiago, você percebe que. O que o denardo disse até agora?
- 14:31Teve uma palavra que eu fiquei esperando ele, ele, ele dizer e
- 14:35eu aí quero fazer já. A primeira pergunta Pra Ele é,
- 14:39denardo é, muitas vezes a gente acompanha, não é?
- 14:43A exemplos de superação. Qual é a palavra que você acha
- 14:49que é mais conveniente do que essa, por exemplo, exemplo de
- 14:54superação, você, por exemplo, não falou.
- 14:57Nos estágios da sua vida de superação, você falou de uma
- 15:00série de outras. Eu costumo é não adotar
- 15:03superação, mas eu, por exemplo, prefiro dizer a lição que o
- 15:10denardo nos trouxe depois de passar a ser uma pessoa com
- 15:14deficiência. Como é que você avalia isso?
- 15:16Denardo? A é a tá tá coberto de razão.
- 15:19Abrão, a superação. Eu acho que ela é muito
- 15:22individual, né? É pra cada indivíduo.
- 15:26Tem ali a sua fase, o seu nível de superação, né?
- 15:30E é importante que cada indivíduo individualmente se
- 15:35supere a cada dia, né? Isso não importa se com
- 15:39deficiência ou sem deficiência. Eu acho que as pessoas precisam
- 15:43estar em busca da sua própria superação, né?
- 15:46Superar um medo, superar um limite é superar uma capacidade,
- 15:52superar um nível de de instrução é.
- 15:56Enfim, se superar a cada dia, né?
- 15:59E aí essas fases que eu citei ali no Na Na questão anterior e
- 16:04que eu acho de Extrema importância e que muitas delas
- 16:10não há como fugir, né? Por exemplo, o luto, né, e o
- 16:15luto não tem como. A gente precisa passar pelo luto
- 16:19pra depois respirar e se recuperar, né?
- 16:23E aí é fato, e com tudo na vida. Quando a gente perde um ente
- 16:27querido, quando a gente perde até um bem material, né?
- 16:30Ah, roubaram meu carro, tava sem seguro, você precisa viver
- 16:35aquele luto e agora vou ter que andar de ônibus de novo e agora
- 16:40como é que eu faço para chegar em tal lugar?
- 16:42Antes eu chegava em 10 minutos, agora vou levar a meia hora e a
- 16:46gente precisa superar esse luto e cada um tem seu tempo.
- 16:51É, vou citar um exemplo aqui do ebert Vianna, por exemplo, né,
- 16:54que todo mundo conhece. Que é o vocalista do do.
- 16:59Paralamas do. Sucesso do sucesso, ele sofreu
- 17:02um acidente também, um acidente aéreo, né?
- 17:04Com o ultraleve lá é ele ficou paraplégico.
- 17:06A esposa dele faleceu no acidente e em 6 meses ele tava
- 17:11em cima do palco cantando e tocando eu, Tiago, que não tinha
- 17:17nem 10% da expressão que ele tem, né?
- 17:20Da da da Gana pela. Eu demorei cerca de 2 anos, 2
- 17:25anos e meio para sair do meu quarto, né?
- 17:29Então é cada um tem o seu tempo de luto e aí depois a aceitação.
- 17:34E isso também. Eu acho que é peça fundamental
- 17:37na vida de qualquer pessoa. A gente precisa se aceitar e a
- 17:41partir do momento que a gente se aceita, a gente vai viver, por
- 17:45exemplo, uma pessoa que é homossexual.
- 17:50Se essa pessoa não se aceitar, ela vai viver lá dentro do
- 17:53armário o resto da vida, né? Se ela ficar o resto da vida não
- 17:58se aceitando, ela vai viver no armário.
- 18:01Ela vai viver infeliz a vida inteira.
- 18:04A partir do momento que ela se aceita, eu falo, não, eu
- 18:06realmente sou homossexual. Eu, eu, eu gosto do mesmo gênero
- 18:10que eu e eu sou assim. A sociedade vai ter que me
- 18:14aceitar assim. Aí ela sai e vai viver, vai
- 18:17namorar, vai festar, vai para todo o canto, sem limite.
- 18:21Aí acabou o limite dela depois da aceitação.
- 18:24E isso aconteceu comigo também, depois da minha aceitação, que a
- 18:29chave mudou, né? Que aí eu comecei a me superar
- 18:32todos os dias e dia após dia, porque cada dia para mim era uma
- 18:37novidade, né? Eu não tinha conhecimento do que
- 18:40era ser uma pessoa com deficiência, minha família não
- 18:43tinha, meus amigos não tinha. A gente foi se descobrindo, eu
- 18:47fui descobrindo o meu corpo, eu fui descobrindo meus limites e
- 18:51aí tentando superar esses limites a cada dia é, não foi
- 18:54uma tarefa difícil, foi uma tarefa muito árdua, de verdade.
- 18:59Confesso pra vocês que eu tive até vontade de ceifar minha
- 19:04vida, porque eu tava num momento que não queria mais e momento de
- 19:09desistir mesmo. Mas aí felizmente não deu, não
- 19:14deu certo. E aí eu parti para o plano b
- 19:17não, não é isso. Então vamos viver.
- 19:20Eu não posso ficar aqui em cima da cama aqui esperando as coisas
- 19:24acontecerem, as coisas cair no meu colo.
- 19:27Eu preciso viver. Assim, dá errado, dá errado.
- 19:30Não, não deu muito certo. Aí você tinha que agora dar
- 19:33certo, né? Para ver se a coisa IA para
- 19:35frente. Agora eu preciso fazer dar certo
- 19:37e só depende de mim, né? É claro que eu.
- 19:42Eu, eu, eu tinha outras pessoas que colaboravam comigo, né?
- 19:46Que eu, que eu podia contar com outras pessoas, mas dependia só
- 19:49de mim. Se eu quisesse ficar ali em cima
- 19:51da cama, sendo alimentado, sendo higienizado, sendo feito, eu IA
- 19:56ficar até hoje, né? Até hoje, porque a minha
- 20:00condição permite isso. Se eu quisesse me dar uma de
- 20:02coitado, né? Eu pegava minha aposentadoria
- 20:05lá, jogava lá na mão da minha mãe, meu pai, sei lá de quem
- 20:08fosse, e aí eu IA ficar ali, né? Mas aí.
- 20:11Partiu de uma decisão minha de querer viver e ainda naquela
- 20:16época, depois, se a gente quiser, Abraão, a gente pode
- 20:18falar até inclusive da Poli da menina.
- 20:20Mas naquela época é, a gente não tinha essas novas, é a ciência,
- 20:28né? A nosso favor, mas ainda assim
- 20:31eu tinha Esperança. E aí me perguntava, por que
- 20:34comigo, né? Por que comigo?
- 20:36Ah, não, eu não, eu não vou ficar assim.
- 20:39Eu não vou ficar cadeirante, eu não vou ficar deficiente.
- 20:42Isso aí não é para mim, é para as outras pessoas.
- 20:43Eu vou voltar a andar, eu vou voltar a andar, e isso foi 11
- 20:48crença limitante para mim também, porque isso é me tirou
- 20:52um bom tempo de de vida, de viver, de sociedade, porque eu
- 20:57ficava esperando, esperando, esperando voltar a andar e
- 21:01aquilo não acontecia. E aí eu deixava de viver, né?
- 21:05Se eu já tivesse, não, espera aí.
- 21:08Vamos aqui viver enquanto eu espero que pode ser que possa
- 21:12acontecer, mas vamos viver. Eu teria vivido um pouco mais e
- 21:15teria aproveitado um pouco mais da minha vida o.
- 21:18O Bernardo, mas assim, quando você é, toma o controle da sua
- 21:24própria vida, né? Aceitando a sua limitação.
- 21:27EE indo pra frente é, você se liberta.
- 21:31Vamos dizer assim, né? Você se liberta.
- 21:34Porém, acho que AAA sociedade e o meio em que a gente vive, ele
- 21:39é meio opressor com pessoas que são diferentes, né?
- 21:42Ou que tem é necessidades especiais, né?
- 21:46Então eu fico pensando assim, eu até estava lendo uma pesquisa
- 21:49esses dias que falava que 90% dos brasileiros reconhece haver
- 21:53racismo, por exemplo, no Brasil, mas 70% diz que não se reconhece
- 22:00racista. Ou seja, eles acham que.
- 22:03Quase toda a população brasileira é racista, mas a
- 22:06pessoa está fora. E aí quando você traz pro pro,
- 22:09pra questão do da vida, do dia a dia do PCD, eu penso assim, 90%
- 22:15talvez das empresas acham que elas são acessíveis, 90% dos
- 22:20governos se dizem cuidar com eles.
- 22:23Estão cuidando das pessoas, cuidando das calçadas, dando
- 22:26Acessibilidade, mas no dia a dia denardo falando assim
- 22:29abertamente com conosco aqui, com nosso público.
- 22:32Quais são os preconceitos diários que você vive por porque
- 22:36as pessoas não estão pensando de fato nas suas limitações e não
- 22:38estão te atendendo como deveria atender?
- 22:42Muitos, Thiago, muitos. Mas é muito EE, de todo tipo, é
- 22:48cara, você fez uma colocação perfeita.
- 22:50Eu, nas minhas palestras, por exemplo, eu pergunto pra
- 22:53plateia, quem aqui tem preconceito?
- 22:57É preconceituoso, levanta a mão. Todo mundo quietinho, mas todo
- 23:04mundo é cara, não tem jeito. A gente é preconceituoso por
- 23:08natureza, porque a gente julga aquilo que a gente vê de
- 23:13primeira instância, né? E tá tudo bem.
- 23:17Não tem problema a gente ter preconceito, a gente julga
- 23:20mesmo, né? É um prato de de de comida ali,
- 23:23por exemplo, que você não conhece, nunca experimentou, e
- 23:27você acha que ele tem 11 aspecto.
- 23:30Gosmento ali. Por exemplo, talvez você não
- 23:33queira nem experimentar porque você acha que aquilo lá já não é
- 23:37legal. Uhum, mas é aí que está o erro.
- 23:40A gente deve experimentar tudo, a gente deve dar a oportunidade
- 23:45para tudo depois. Obviamente que a gente tem o
- 23:49nosso poder de decisão, de saber se aquilo lá foi bom ou não foi
- 23:53bom da gente aceitar ou recusar. Mas antes de discriminar, né,
- 23:59que aí é que entra a segunda fase do preconceito, que ali, a
- 24:04hora que eu tô julgando o prato, ali eu tô discriminando ele.
- 24:07Se eu se eu não experimentar, eu tô excluindo, né?
- 24:11E é aí que não é legal, aí que não pode, né, ter preconceito?
- 24:16Tá tudo bem, todo mundo tem e tá tudo bem.
- 24:19O que não pode é excluir antes de conhecer.
- 24:23E também depois de conhecer, aí não tem problema, pode excluir
- 24:27ninguém é obrigado a gostar do denardo, né?
- 24:30Eu tenho as minhas particularidades também, eu sou
- 24:33chato, eu sou teimoso e tal, eu sou neturrão e beleza, tem gente
- 24:38que gosta, tem gente que não gosta e aí está tudo bem.
- 24:42Agora o que não pode é achar que não gosta só porque eu sou
- 24:46cadeirante, tá aí não é legal, então as pessoas precisam dar
- 24:50oportunidade. Ou que você seja incapaz, né, de
- 24:54executar alguma tarefa porque você está sobre 2 rodas?
- 24:57Então, EE aí não dá pra saber, né, Tiago?
- 24:59Porque pode ser que eu consiga, né?
- 25:02Obviamente também que é. Eu não sou burro, né?
- 25:06Eu, eu eu sei do do dos meus limites, né?
- 25:09Mas eu posso fazer muita coisa que a gente nem imagina.
- 25:13Eu pergunto pra quem aqui acha que eu dirijo, levanta a mão,
- 25:18ninguém acha, né? Mas eu, tetraplégico e dirijo.
- 25:22Né? Então é uma questão de de de
- 25:26visão, né, de precisa conhecer, não tem jeito, mas eu sei no meu
- 25:30limite. Tiago, por exemplo, vamos supor
- 25:32que eu tivesse o sonho de ir para o big Brother, cara, eu sei
- 25:36que não dá, né? É inviável, não tem como e
- 25:40beleza. E aí eu procuro me apegar nas
- 25:43coisas que eu posso e que eu consigo fazer, não nas coisas
- 25:46que eu não consigo. Eu eu era skatista, por exemplo,
- 25:49antes do acidente, adorava andar de skate.
- 25:52Né? É, é uma das minhas paixões.
- 25:54Hoje eu sei que não dá pra andar de skate, ainda dá, né?
- 25:59Tem algumas opções lá, de forma adaptada, tal, mas não é aquilo
- 26:03de você sozinho meter o pé no chão, EE, pôr a prancha pra pra
- 26:07rodar, então eu sei que não dá, então eu não fico sofrendo por
- 26:11isso, né? Mas Oo preconceito, ele tá em
- 26:14todo lugar, cara, é desde a desde a do relacionamento, por
- 26:19exemplo. Eu fui casar com 49 anos de
- 26:22idade, né? E eu não aceitava menos do que
- 26:26eu quisesse, né? EE, já tive muitas namoradas,
- 26:31né, muitos relacionamentos, e aí eu via que não era pra mim.
- 26:36E aí eu eu, eu desistia e amigo meu falava, ô denardo, você é
- 26:41louco, a menina faz tudo por você.
- 26:45Falei, irmão, não é isso, cara? Eu preciso estar em busca de ser
- 26:50feliz, de estar feliz e de fazer uma outra pessoa feliz.
- 26:55Se eu quiser alguém que cuide de mim e me e trate bem de mim, eu
- 26:59vou ter uma cuidadora, eu vou ter a minha mãe, eu vou ter a
- 27:02minha irmã, não é isso, o relacionamento não é isso.
- 27:05E então, e aí está o preconceito, né, porque as
- 27:08pessoas não se conformavam, né? Eu não estou bem, não estou
- 27:11feliz, eu eu vou terminar com a garota.
- 27:14Que absurdo. Ela te trata tão bem, ela te
- 27:16pega no colo, ela te põe, no ela faz.
- 27:18É como se você não pudesse ter outra oportunidade, né?
- 27:21Tipo, ó, essa pessoa gostou de você.
- 27:23Aproveita, né? Segura ela.
- 27:25Ô denardo, eu quero voltar ao tema do Herbert Vianna, tá, é
- 27:31você, né? Todos sabem que com 6 meses, o
- 27:33Herbert estava estava nos palcos, não é?
- 27:36É? Mas o Herbert ele me disse, né?
- 27:39Olha, Abrão, é depois que eu saí.
- 27:42Ainda no hospital, invadiram a minha vida.
- 27:45Era um para cuidar do do pé, da perna, era outro para cuidar da
- 27:49mão, outro para cuidar da garganta, outro para cuidar.
- 27:52Isso quer dizer AAOOO. Ele teve ali um Amparo, né?
- 27:5611 reabilitação logo imediato ao ao acidente dele, né?
- 28:02E por isso, talvez ele tenha tido Oo luto um pouco menor,
- 28:06porque ele teve um. Uma assistência, um Amparo ali.
- 28:09E você disse que você é. Foram 2 anos e meio desse luto.
- 28:14Você não acha que a falta de centros de de apoio pra pessoa
- 28:20que se torna uma pessoa com deficiência, ela ela é muito
- 28:24clara no Brasil. E se existisse isso, talvez,
- 28:29talvez esse. Esses lutos poderiam ser menores
- 28:33com o apoio profissional no momento de reabilitação.
- 28:38Obviamente, Abraão tem toda razão.
- 28:40É claro que tem uma influência direta, né?
- 28:43Na Na pessoa, isso não tenha dúvidas, é quanto mais você
- 28:48estiver preparado. EEO, centro de reabilitação ele
- 28:52envolve tudo, né? A capacidade física, emocional,
- 28:56psicológica, de reinserção, né, as atividades da vida diária,
- 29:01então obviamente que seria uma mão na roda.
- 29:04Eu Acredito que esse tempo de luto.
- 29:07Seria menor. E isso a gente fala quanto
- 29:11enquanto a sociedade de todas as formas, né?
- 29:14Uma pessoa preta, por exemplo, da favela, para ela passar no
- 29:19vestibular, vai ser muito mais difícil do que uma pessoa branca
- 29:23lá da da zona sul lá, né? Porque ela tem mais acesso a
- 29:27tudo com mais facilidade, né? AA pessoa preta da favela.
- 29:32Vai ser mais difícil para ela ter acesso à informação, à
- 29:36educação, aos livros, a tudo, né?
- 29:39Então é quem tem condições, quem tem estrutura.
- 29:43A vida fica muito mais fácil e isso vale também para
- 29:47reabilitação, né? Quanto mais cedo a pessoa tiver
- 29:51reabilitada e ela tiver uma estrutura em volta dela,
- 29:54emocional. EEE profissional.
- 29:57Sem dúvidas que esse lutor pode ser que seja um pouco enorme.
- 30:02Muito bom. Então, aproveitando AO assunto,
- 30:06né, que a gente tocou um pouco de preconceitos.
- 30:08EE, como a sociedade impõe limitações, é, recentemente eu
- 30:13tava assistindo 11 curta, né? Um curta metragem que foi
- 30:18inclusive feito pelo próprio denardo, né?
- 30:20Ele tem uma atuação múltipla ali, ele é o ator principal, ele
- 30:24é o roteirista, ele é o diretor e tudo mais.
- 30:26E esse curta o aparentemente. É, ele toca num tema sensível,
- 30:32né? Quer falar um pouquinho sobre
- 30:33isso, Leonardo? Bora?
- 30:35Vamos falar é esse esse filme, cara.
- 30:38Ele tem uma história interessante, porque eu eu
- 30:41escrevi o roteiro desse filme. É com as coisas que eu estava
- 30:46vivendo, com o que acontecia comigo, que era justamente o
- 30:51preconceito em relação aos relacionamentos, né?
- 30:56A primeira paquera, né? AA pessoa te enxergar como uma
- 31:02pessoa, como um possível, a fera ou ou ou não já te excluir.
- 31:07E estava acontecendo comigo naquela fase.
- 31:10E esse roteiro já tem 1012 anos, quase 15 anos atrás e deixei ele
- 31:16na gaveta, até que surgiu AA oportunidade da prefeitura de
- 31:22Santo André abrir AA. O edital pra da lei Paulo
- 31:27Gustavo, né? De incentivo à cultura.
- 31:30E aí eu, sem muito, muita expectativa, eu joguei Oo filme
- 31:35lá e aí fui contemplado, fui beneficiado com o recurso pra
- 31:40poder produzir o filme. Eu tinha tentado umas 2 × 23
- 31:45vezes atrás, reunir meus amigos, né, que são todos amigos do
- 31:48audiovisual, né? Então eu tenho amigos,
- 31:51cinegrafistas, editores, produtores.
- 31:54E mas cara, é, é muito difícil sem o recurso, né?
- 31:57Porque as pessoas precisam trabalhar, né?
- 32:00Não dá para fazer um negócio por brincadeira e tal.
- 32:04E aí eu não conseguia, não falava, não vamos, vamos, vamos,
- 32:07mas não conseguia reunir a agenda de todo mundo e tal.
- 32:10E aí, com recurso você consegue, né?
- 32:12Porque você é tá, tá pagando, tá tá?
- 32:16Remunerando o profissional. E aí com isso você consegue e aí
- 32:19finalmente conseguir produzir esse esse filme.
- 32:23É, mas de verdade. Thiago, eu acho que mais por um
- 32:27retorno pessoal, mais pra mostrar pra pra sociedade e pros
- 32:33meus amigos o que eu passei, o que eu passava e o que as outras
- 32:38pessoas com deficiência passam em relação a relacionamentos.
- 32:44Então foi 111 projeto pessoal assim, foi uma satisfação
- 32:48pessoal e que eu fiquei muito feliz em realizar.
- 32:52Mas eu eu não tinha, não tenho. Na verdade é muita noção desse
- 32:57mundo da do cinema, da sétima arte, tanto que eu não soube o
- 33:02que fazer com o filme até hoje, né?
- 33:05Ele foi, foi foi lançado em novembro do do ano passado e até
- 33:10agora ele tá lá quietinho, lá no YouTube, tem algumas
- 33:14visualizações lá e tal, mas eu, né, eu não sei o que fazer com
- 33:17ele. Eu vou passar onde?
- 33:19Na nas telas de cinema, no Cinemark, não sei.
- 33:22É festivais, não sei. Não sei muito o que fazer com
- 33:25ele, mas as pessoas que assistem, elas comentam, elogiam
- 33:32e falam que é uma história verdadeira que as pessoas
- 33:36realmente enfrentam. E talvez eu.
- 33:39Eu também tive um pouco de dificuldade de de visualização
- 33:43pra todo mundo, porque ele é um filme um pouquinho quente, né?
- 33:47Tem algumas ceninhas lá, é +16, né?
- 33:51E tal. Então, talvez por isso também
- 33:53ele fica com o público um pouco mais restrito, porque não dá
- 33:57para eu passar esse filme aí, sei lá, né?
- 33:59No No Domingão do. Não dá para ir na escola.
- 34:03No Carlos Mion, lá e tal, em festival de cinema, que que a
- 34:07criançada vai estar lá assistindo e tal.
- 34:09Não dá. Mas cara, é é impressionante.
- 34:12Eu eu tenho um Monte de vídeo lá e tal, porque tem vídeo que
- 34:15quase 12 comentários lá. Esse vídeo eu vejo que.
- 34:21A maioria das pessoas que assistem, se envolvem com ele,
- 34:25EE comentam, né? E aí me traz esse resultado que
- 34:30eu esperava ter do filme, que não era um resultado comercial,
- 34:33era um resultado pessoal. E aí conseguiu trazer, eu
- 34:36consegui realizar e fiquei muito feliz com isso.
- 34:39Muito bem, AA gente precisa acelerar um pouquinho a nossa
- 34:42conversa, porque como eu falei, a gente tem pouco mais de 1 hora
- 34:45para poder bater esse papo e temos outros assuntos
- 34:47importantíssimos para para tratar.
- 34:50Vou fazer um rápido intervalo para quem está em casa poder
- 34:52ouvir um recado nosso e a gente volta em um minutinho com o
- 34:56Nosso Quadro contraponto. Então segura aí.
- 34:58É um minutinho só. Olá, essa é para vocês que estão
- 35:02assistindo OABC conexões. Sim, vocês, nossos ouvintes.
- 35:07Eu sou o João Pedro Melo e agora eu estou na bancada do ABC
- 35:10Quest. Fala, pessoal, você já deve ter
- 35:13ouvido a minha voz. Se você não ouviu, eu sou a
- 35:15Susana Rezende, apresentadora do ABC Quest.
- 35:18E eu venho aqui pra gente fazer um convite muito especial.
- 35:21O nosso encontro está marcado de segunda a sexta, às 18:00 lá no
- 35:25ABCCE. Lá nós falamos sobre tudo que
- 35:28impacta o seu dia a dia, desde o grande ABC até a região
- 35:32metropolitana de São Paulo. A gente fala sobre o Brasil,
- 35:34sobre o mundo, pra te manter sempre bem informado.
- 35:38Sem Rodeio, sem drama e sem perder mais o seu tempo bom,
- 35:42talvez só um pouquinho de drama. Então não tem desculpa, nos siga
- 35:47na sua plataforma preferida. Então tem o Deezer, o Spotify, o
- 35:51Apple boot fashion, o Amazon Music, até o YouTube.
- 35:54É só escolher sobre preferida do seguir e dar o play.
- 35:57Então já nem perde tempo. E segue a gente lá no Instagram,
- 36:00é arroba ABC do ABC, underline oficial, porque é lá que a gente
- 36:05avisa, provoca, comenta, ri e chora e às vezes até descola uma
- 36:12treta. Então Bora lá.
- 36:14Então, pode dar o play. Muito bem, obrigado por ter
- 36:18acompanhado é esse recado. E agora quadros especiais.
- 36:22Vamos diretos, sem perder tempo, o nosso primeiro quadro,
- 36:24contraponto. Contraponto.
- 36:31Nesse quadro, o nosso jornalista convidado, o Abrão dibe, está
- 36:36livre para fazer qualquer pergunta.
- 36:37E aí, denardo? A gente até te enviou algumas
- 36:40perguntas para você estar mais preparado para responder.
- 36:42Só que esse ponto aqui. Nem eu sei o que o Abrão vai te
- 36:45perguntar, cara. Então eu só torço para que ele
- 36:48seja cuidadoso aí. Mas o tempo é todo dele.
- 36:53Vai lá, Abrão. Fica tranquilo pelo carinho com
- 36:56o denardo. São só perguntas assim.
- 36:58Primeiro eu quero fazer uma pergunta para todos que estão
- 37:01nos acompanhando, né? Quando o Thiago, ele, ele ele
- 37:05iniciou esse esse podcast. Ele falou sobre é mistérios, não
- 37:11é? Falou sobre minorias.
- 37:13E aí eu queria perguntar, é, a pergunta é clara pro denardo e
- 37:16também pro Tiago e pra todos que estão nos acompanhando, vocês é
- 37:22participaram de alguma é de algum senso recentemente em que
- 37:28alguém bateu na porta da sua casa e perguntou se ali havia
- 37:33uma pessoa com deficiência? Essa pergunta é uma pergunta que
- 37:38eu tenho quase que é, é assim o denardo.
- 37:42É uma pessoa com deficiência e ninguém quis saber se naquela
- 37:45casa, mas quiseram saber quantos banheiros tinham na casa do
- 37:49denardo, é, isso demonstra que nós temos 11 sociedade em que
- 37:55esconde o tamanho do segmento da pessoa com deficiência, quando
- 38:03quando a sociedade esconde o número da pessoa com
- 38:06deficiência, né? O Brasil teve uma cura, né?
- 38:10Do último censo para este. É, metade das pessoas com
- 38:14deficiência tiveram uma cura, né?
- 38:15Deixaram de ser tetraplégicos, deixaram de ser pessoas com
- 38:18deficiência visual e esse número é muito menor ainda.
- 38:21E aí o que que acontece pelo menos é o que eu avalio quando
- 38:25alguém diz, olha, nós só temos 9% da população com deficiência,
- 38:30é porque só haverá investimentos pra 9% dessa, dessa sociedade,
- 38:36não é? Então o recurso que era pra pra
- 38:39pra atender na época é. 20% de pessoas com deficiência foi
- 38:44reduzido pra 9. E aí isto é uma grande questão
- 38:48em que, por exemplo, o denardo é obteve no decorrer da vida dele,
- 38:54condições pra pra pra pra sair desta bolha, sair deste casulo
- 39:01que a pessoa com deficiência sobrevive.
- 39:03Hoje o denardo disse que mora é no litoral Paulista, na cidade
- 39:07da de Praia Grande, né é? Você, você já imaginou, por
- 39:13exemplo, denardo é, você está numa numa num bairro, por
- 39:18exemplo, na extremidade da zona sul da capital ou na Praia
- 39:23Grande, em bairros ali é do lado de tu, de Bastos, alguma coisa
- 39:29nesse sentido. Você já, já, já já imaginou?
- 39:33É, e você, nas suas palestras, você dá a entender sobre isso?
- 39:36É isso que a sociedade brasileira me parece não
- 39:38entender, não é não denardo. Perfeito.
- 39:41Abrão, e é aquilo que a gente tava falando, das condições, né?
- 39:46Da das pessoas. Quanto melhor as condições, mais
- 39:51a pessoa vive e melhor a pessoa vive é.
- 39:55Eu já passei por um algumas situações dessas.
- 39:58É inclusive fazendo matérias pra pra televisão e entrando lá no
- 40:04meio da comunidade e entrevistando.
- 40:06Cara, e aí eu já parei e olhei pro lado.
- 40:10Cara, além da minha condição física, e se eu tivesse nessa
- 40:14condição morando nesse lugar, como é que IA ser?
- 40:18EE, realmente Abraão é, faz todo sentido.
- 40:23A gente tem pouco incentivo do governo e aí é governo no geral,
- 40:28né? Tanto em todas as esferas.
- 40:30É municipal, é estadual e é federal.
- 40:34Uma coisa bem importante que a gente precisa levar em
- 40:37consideração. Que é o estatuto da pessoa com
- 40:40deficiência, né, ALBI cara, é, ela existe, é muito boa, faz
- 40:48todo sentido, mas o que acontece aqui no Brasil é que não existe
- 40:53fiscalização, e esse é o grande mal do nosso país, né?
- 40:57Do do nosso Brasil. Então a lei não funciona porque
- 41:01não tem fiscalização e isso nem só pra LBI, né?
- 41:06É para as outras leis, é, é, é pra tudo.
- 41:09Não existe fiscalização e aí fica aquele adeus dará, né?
- 41:14Fica aquela Babilônia, fica Terra de ninguém, né EE Terra de
- 41:19quem pode mais. Então infelizmente as coisas
- 41:23funcionam assim. Gostaria de de ver nessa vida
- 41:26ainda as coisas mudar, né? Mas eu acho é um trabalho muito
- 41:33árduo, assim, muito difícil. É um trabalho de formiguinha,
- 41:37né, porque. É, é cultural, né, cara AAAO
- 41:42brasileiro viver dessa maneira, né?
- 41:46E aí é é com tudo, viu? Abraão, é, é desde o brasileiro
- 41:50sociedade até OOO brasileiro governante, porque o brasileiro
- 41:54sociedade, ele vai lá e põe o carro na minha vaga lá também e
- 41:58não está nem aí, né, cara? E a hora que eu vou reclamar
- 42:01para ele, senhor, o senhor viu que o senhor colocou o carro na
- 42:03pessoa? Não tô nem aí.
- 42:05É só 5 minutos só e já volta e pronto, acabou e se vira.
- 42:09E infelizmente é desse jeito que funciona.
- 42:12Disso aí, Bernardo, qual foi o local, o lugar que você foi
- 42:16convidado para estar e que você gostaria de estar, mas chegou
- 42:20lá, não tinha Acessibilidade para você?
- 42:24Tem vários, cara. E a Acessibilidade?
- 42:27Ela é desde da da rampa, lá na porta até lá dentro, né?
- 42:31Eu já tive. Restaurante, por exemplo, que eu
- 42:34fui, que eu consegui entrar, mas eu não tinha acesso à mesa, né?
- 42:39Aquela mesa de bar em x lá que eu não chegava nem perto da
- 42:42mesa. E aí eu com a minha esposa, a
- 42:45minha esposa, teve que compartilhar o prato dela, EE me
- 42:49alimentar ali, né? De uma coisa que eu posso fazer,
- 42:53né? E essas coisas que eu posso
- 42:55fazer, eu faço questão de fazer, né?
- 42:59Porque já são poucas. Imagina você tirar de mim.
- 43:02Oo que eu posso, né? Então, e aí, mas tem tem em todo
- 43:07lugar, cara, é, eu lembro bem, bem recente de acidente assim,
- 43:12depois que que eu voltei à à sociedade, que aí escrevi meus
- 43:16livros e comecei a participar do programa de televisão de rádio e
- 43:21começaram a surgir convites, né? Pra pra mídia é a rede AA rádio
- 43:26Record me convidou pra dar uma entrevista no rádio lá.
- 43:29Cara, a hora que eu cheguei lá era uma escadaria, mas uma
- 43:35escadaria sem fim. E aí eles tinham uma pauta na
- 43:39mão, sabiam que eu era pessoa com deficiência, cadeirante.
- 43:44E aí mesmo assim, tá, não, mas aí chegou não, a gente ajuda, a
- 43:47gente ajuda, cara, e não tinha nem ninguém pra ajudar muito.
- 43:51Tava com a minha mãe e aí o tiozinho lá, o zelador da
- 43:55portaria, que foi me ajudar. E eu andava em cadeira manual,
- 43:59que é bem levinha, né? Não é essa que eu tenho hoje que
- 44:02é motorizado. E aí, cara, a gente foi subindo
- 44:04aquela escadaria de costas assim, com a cadeira um pouco
- 44:09empinada e o tiozinho degrau a degrau.
- 44:13E aí eu senti no meu corpo que ele já começou a fraquejar e
- 44:18tal. Eu perguntei Pra Ele, tá tudo
- 44:20bem? Ele tá, tá, e eu vi que não
- 44:23tava. E aí eu naquela situação, Ah,
- 44:26cara, mais uns 2 tem. 3 degraus acima, ele não aguentou e
- 44:30soltou, e aí eu fui ladeira abaixo, com cadeira e tudo
- 44:35batendo cabeça no degrau. Assim foi.
- 44:38Foi realmente também até um pouco trágico assim, sabe?
- 44:44Eu tava naquela fase de começar a sair de casa e isso, cara, foi
- 44:482 passos para frente. E isso foi 3 para trás, né?
- 44:51Porque depois desse susto aí e tal.
- 44:55E eu me confinei mais um pouco, né?
- 44:56Mais um certo período de tempo que aí eu IA falar, Ah, não, não
- 44:59tá certo, né? Nem a sociedade tá tá pronta
- 45:03para mim, tá preparada para eu não quero mais.
- 45:06EE aí fiquei mais um tempo em casa, né?
- 45:08Em cima da cama lá. Assim literalmente derrubaram a
- 45:11pauta. Mas não, não no tom jucoso, né?
- 45:13No tom verdadeiro ali derrubaram Ah, era pra falar sobre PCD e de
- 45:18repente não tem esse. Esse atendimento correto, né?
- 45:22E o e o efeito que isso traz pra você, né?
- 45:24Como pessoa, é olhando que de fato a sociedade não estava
- 45:29pronta pra pra te receber. É essas.
- 45:31Coisas são impactantes, né? Eu vou ficar puto lá, vou ficar
- 45:35bravo, tal. Mas aí amanhã, depois passa.
- 45:39Mas naquela situação fragilizada que eu tava, cara, o bagulho foi
- 45:43um impacto emocional muito grande pra mim.
- 45:46É isso que a gente convive. Tiago, eu até estou finalizando
- 45:49o material em que eu vou estar na semana que vem, na em uma
- 45:53audiência pública na Câmara dos deputados.
- 45:56A gente fala em, em, em em instituições, né?
- 46:01É dentro do judiciário brasileiro hoje, né?
- 46:06É, nós fizemos uma pesquisa dentro do CNJ, do conselho
- 46:10nacional de justiça, é. No Brasil existem 19000
- 46:17magistrados, 19000 juízes em todas as instâncias.
- 46:23E aí nós fomos levantar quantos juízes é?
- 46:29Chegaram AA magistratura através de uma lei de cotas, através da
- 46:35da, da de de ser uma pessoa com deficiência.
- 46:39É, é claro que o denardo, se eu falar com o denardo chuta, aí eu
- 46:42não vou ser legal com o denardo, né?
- 46:44O denardo vai encostar, mas não vai chutar.
- 46:47Você tem ideia desses 19000 juízes?
- 46:50Quantos são juízes que chegaram lá por por por serem uma pessoa
- 46:55com deficiência, por ocuparem o espaço?
- 46:58É dentro do concurso público, como PCD, denardo uma dúzia, uma
- 47:04dúzia. E você é Thiago?
- 47:07Aí eu eu faria o cálculo. Se 9% da população é PCD, 9%
- 47:13ali, daí tira 111 restante. Eu diria que 5% dos magistrados
- 47:18chegaram lá por cota. Tá.
- 47:21Chutei bem alto, né? Bem alto, 5% da 800 pessoas.
- 47:25É por aí? É, é OOO, eu vou te dizer que Oo
- 47:31até nisso. O Bernardo é fera.
- 47:32Ele quase acertou 49. 49 magistrados chegaram ao topo do
- 47:41judiciário através da oportunidade que deveria ser
- 47:46cumprida. 49 então, se nós temos dentro do do do judiciário
- 47:51brasileiro o próprio desrespeito com as pessoas com deficiência,
- 47:56é eu. Eu sou muito confiante no
- 47:59Brasil, sabe? Eu tenho muita confiança.
- 48:01Eu, eu, Eu Acredito que amanhã vai ser melhor.
- 48:04Mas hoje, infelizmente, nós temos muito que conquistar e
- 48:08esse é um número que assusta, não é, Leonardo?
- 48:10Você tinha ideia sobre isso? Eu já fui um pouco mais
- 48:13pessimista, né, né? Abrão EE, justamente por conta
- 48:16disso, cara, por desacreditar mesmo Na Na nossa cultura,
- 48:21desacreditar na nas pessoas, No No ser humano.
- 48:25Cara, infelizmente eu tenho essa essa desilusão assim com
- 48:31pessoas, sabe? E.
- 48:33E com tudo que aquilo que o dinheiro move, né?
- 48:35É cara EE, aí a gente tem corrupção, inclusive até nesse
- 48:42concurso dos judiciários aí, e Eu Acredito muito nisso, cara.
- 48:46Então, é lamentável pensar assim, não gostaria que fosse,
- 48:51gostaria de ser um pouco mais otimista, né?
- 48:54E acreditar mais na nas pessoas. É, mas infelizmente é assim que
- 49:00o nosso Brasil funciona, cara. É, eu não acho que você tá foi
- 49:03pessimista, viu? Oo denardo, eu acho que você foi
- 49:06realista, né, porque é assim que as coisas têm funcionado.
- 49:11Eu acho que AA nossa voz hoje aqui unindo nós 3 é é um pouco
- 49:17um pouco de alerta, né, pra sociedade, é, é, é, talvez, é OA
- 49:20questão do despertar aquela sensibilidade, né?
- 49:24Aqui no ABC do ABC, nós temos uma repórter a Suzana que ela
- 49:28não se contentou apenas em estudar libras.
- 49:31Ela decidiu ensinar libras. Aí eu me lembro quando eu tinha
- 49:35aproximado, dentro de 14 anos. Eu ficava impressionado, assim
- 49:39como que pessoas cegas conseguem ler.
- 49:41E eu queria saber como isso era possível.
- 49:43Eu fui fazer aula de alfabetização em braile e aí fui
- 49:47aprender a ler e escrever. E depois tentei ensinar várias
- 49:50pessoas que eu conhecia, que eram deficientes visuais, que
- 49:53não conseguiam fazer um curso de braile.
- 49:56E eu dava lá aquelas dicas básicas para ela saber como que
- 49:59eram deficientes visuais recentes, né?
- 50:02É, ou seja, quando você tem um pouco de sensibilidade, você não
- 50:06apenas adquire para si a consciência, mas você também
- 50:10tenta passar adiante a consciência, né?
- 50:13E eu acho que essa essa nossa conversa hoje tem mostrado muito
- 50:16isso. Como o Abraão disse mais cedo,
- 50:19não é a superação, talvez a palavra, né?
- 50:22Ela está incorporada em outros elementos aqui que faz.
- 50:25AAA sociedade se mover ativamente em prol de uma causa
- 50:30é, eu vou recordar uma das entrevistas que nós fizemos na
- 50:33primeira temporada desse desse programa, né?
- 50:35Do ABC cast conexões que nós fizemos com adote cidadão é o
- 50:41adote cidadão. Ele tem um projeto que ele olha
- 50:43para pessoa com deficiência e ele tenta realizar o sonho
- 50:47daquela pessoa, então ele leva a pessoa.
- 50:49Ele levou já várias pessoas pra andar de Jeep, pra fazer
- 50:53trilhas, né? Com Jeep.
- 50:54Levou cadeirantes pra surfar, ele faz os cegos fazerem viagens
- 50:59incríveis, levou pra gente pra andar de balão.
- 51:02Enfim, ele. Ele vai realizando vários sonhos
- 51:05de pessoas que elas se consideravam impossíveis de
- 51:08alcançar por conta da sua limitação física.
- 51:12Mas ele mostra que é possível quando ele tem uma rede de apoio
- 51:15de pessoas que fala assim, se você não pode enxergar, eu vou
- 51:18ser os seus olhos, mas a experiência você vai ter.
- 51:21Se você não pode andar, eu vou ser as suas pernas, mas a
- 51:23experiência você vai ter, né? Então AA sociedade também está
- 51:26cheia de pessoas assim. Uma dessas pessoas que eu
- 51:29gostaria de citar aqui é o nosso editor, o Ed, né, que também tem
- 51:34é dentro da sua própria casa, uma pessoa com limitação, e ele
- 51:38dedica a vida dele pra ajudar a irmã que tem essa essa
- 51:43limitação. E até aproveitando que eu chamei
- 51:46seu nome aqui, Ed, eu vou te colocar nessa conversa aqui.
- 51:49Porque um dos nossos quadros ele chama selo é de verdade?
- 51:54Selo é de verdade. O Ed, durante a nossa conversa,
- 51:59ele ficou observando tudo que nós falamos.
- 52:02Ele tomou notas e tudo aquilo que foi verificável.
- 52:05Ele fez o fact checking em tempo real aqui para que no final da
- 52:09conversa ele possa testar se essa conversa Ela Foi verdadeira
- 52:12ou não e dar o selo é de verdade.
- 52:14Então aí Ed, essa conversa foi verdadeira.
- 52:19Primeiro de tudo, eu tenho que dizer o quanto Ela Foi rica e
- 52:22potente, né? Ouvindo o denardo falar é faz a
- 52:26gente pensar que no mínimo limitação é uma palavra que a
- 52:30gente cria, que a gente inventa pra pra se diminuir.
- 52:36EEE reforçar algo que não existe, né?
- 52:40Então, hoje aqui, mais do que checar dados, mais do que
- 52:44validar a informação, eu acho que o que importa mesmo é a
- 52:47gente sair daqui com uma história que vai ser
- 52:50compartilhada, que vai ganhar o mundo, que vai fazer muita gente
- 52:53parar para refletir um pouquinho.
- 52:55É então, Thiago, você vai me desculpar, mas hoje o denardo já
- 53:00chegou aqui com o seu não é de verdade, garantido.
- 53:03É, não tem como dizer que tudo que foi dito aqui não é verdade.
- 53:08Os insights que o Abrão trouxe também, né?
- 53:11Sobre questões que às vezes a gente nem pensa é, eles vem na
- 53:15porta da nossa casa, perguntam quantos banheiro tem e não
- 53:18pergunta quantas pessoas deficientes tem.
- 53:21Então, acho que hoje todo mundo que teve a oportunidade de de
- 53:25ouvir essa conversa aqui vai sair pensando um pouquinho que.
- 53:29Às vezes, questões que a gente fala sobre capacitismo e
- 53:32inclusão é, é algo que a gente se se impõe?
- 53:37EE muitas vezes a gente não age o quanto deveria para que isso
- 53:41não existisse. E hoje assim, eu costumo trazer
- 53:44sempre uma pergunta aqui no final.
- 53:46Hoje eu não entendo porque eu acho que tudo que foi dito
- 53:49poderia ser dito. E é uma conversa que pode render
- 53:52muito mais ainda. E beijo pra minha irmã
- 53:55carolzinha e pra minha mãe, que é uma guerreira.
- 53:58Acho que elas merecem isso. É realmente não é fácil a gente
- 54:02acompanhar, ter na família pessoas que que que tenham, né?
- 54:07Deficiência, porque a gente sabe que o mundo não está preparado
- 54:10pra essas pessoas, mas que a conversa de hoje tem ajudado um
- 54:14pouquinho as pessoas a refletirem um pouquinho mais.
- 54:16Obrigado, Ed, foi um prazer sempre te ouvir e ter sua
- 54:20participação aqui. É, eu não combinei com você
- 54:22antes de poder falar da da sua irmã, mas eu achei interessante
- 54:25colocar isso na em questão, porque ela é uma pessoa tão
- 54:29assim. Preciosa, né?
- 54:30Ela é tão preciosa. A gente falou de um assunto tão
- 54:33importante e eu acho que ela é uma referência também pra pra
- 54:36essa conversa. Por isso que eu achei
- 54:38interessante. Trazê la é bem denardo e Abrão,
- 54:42como eu disse. Só mais uma questão que eu quero
- 54:44trazer sobre isso, Thiago, é, é até aproveitando como o denardo
- 54:49chegou aqui nessa entrevista, né?
- 54:51Ele falou, AI, além de tudo isso, eu também sou esposo.
- 54:54Então é isso. Muitas vezes a gente olha a
- 54:56questão do deficiente e entende que sempre é difícil pra eles,
- 55:01mas é importante também. A gente tá falando das famílias,
- 55:04EE, das pessoas que não, não necessariamente são deficientes,
- 55:08mas estão ali também atuando pra pra ajudar um pouquinho.
- 55:14Nessa causa? AI, que legal.
- 55:22Muito bem, obrigado Ed Abraão. EE denardo.
- 55:25Como eu disse a nossa conversa, apesar dela ser importante e
- 55:28profunda, ela tem a limitação de tempo, né?
- 55:31A gente tá precisando caminhar aqui para o encerramento.
- 55:34Temos um último quadro que eu gostaria, que eu gosto de sempre
- 55:37encerrar o programa com ele, que é uma entrevista reversa.
- 55:41Entrevista reversa a. Gente tenta inverter um
- 55:46pouquinho os polos. Deixar o nosso entrevistado nos
- 55:49fazer alguma pergunta e a gente tenta responder com a mesma,
- 55:52assim, capacidade com a mesma energia com que ele enfrentou as
- 55:56nossas perguntas durante todo o programa.
- 55:58Então, denardo, eu vou deixar você fazer uma pergunta pra nós
- 56:01dentro do assunto que você desejar e já vou adiantar aqui,
- 56:04como o Abraão é nosso convidado, eu vou pular de lado e deixar
- 56:08ele responder. Obrigado, Tiago.
- 56:13Valeu, cara, é o que que funciona.
- 56:15É um grande amigo aí se se. Por um acaso sobrar um tempinho,
- 56:19eu entro na resposta também. Maravilha, adorei aí o quadro,
- 56:24já posso mandar? Pode mandar?
- 56:27Abraão é, em primeiro lugar, eu eu gostaria do do seu feedback,
- 56:32né? Porque você é um cara
- 56:34especialista no assunto. E aí eu queria do do feedback,
- 56:38esse. Fez sentido.
- 56:40Realmente o meu discurso é em que.eu falhei, em que.eu não
- 56:45falhei. E aí a segunda questão é, o que
- 56:49você acha que a sociedade EE, os governos, né, os administradores
- 56:57conseguiriam fazer pra mudar um pouco esse país dessa forma?
- 57:03Que que eu explanei, né? Dessa forma cultural.
- 57:09Estrutural como é que a gente faz pra mudar essa cultura e a
- 57:15diversidade ficar cada vez mais aceita no nosso país?
- 57:22Ô denardo, você já faz isso no dia a dia?
- 57:26Cada palestra que você faz, cada grupo de pessoas que você leva o
- 57:31seu conhecimento, leva o seu dia a dia, você constrói pessoas
- 57:37melhores. Eu tenho certeza que cada um que
- 57:40assiste uma palestra sua, quando sai da palestra, quando sai
- 57:44daquele evento, ela sai melhor. Você planta uma semente que essa
- 57:49pessoa. Depois que ela sai dali, pode
- 57:51passar o tempo que for. Ela vai estar lembrando do que o
- 57:54denardo disse. Eu acho que OOOOOOO que falta é
- 58:00são mais denardos. Né?
- 58:03O denardo que vai, o denardo, que é que é autor, que é editor,
- 58:09que é escritor, o denardo falta talvez, né?
- 58:13Mais pessoas que tenham oportunidades, como você teve de
- 58:17construir o cidadão, né? E aí não adianta a gente falar,
- 58:22Ah, nós não, não, nós não podemos falar de política.
- 58:25Tudo é política, né? A caneta fica na mão, é do
- 58:29político, então é. Nós temos é que chegar 1 hora de
- 58:35ter a sorte de ter alguém que pegue ali o denardo falar, vem
- 58:39cá, denardo, me diz uma coisa, o que é que tá errado aqui?
- 58:42Essa cadeira que eu forneço no SUS, ela é boa pro cadeirante?
- 58:47Essa é a cadeira certa de rodas que eu vou, que eu vou doar pro
- 58:51cadeirante. Esta fralda que eu estou doando
- 58:54aqui, que eu estou distribuindo pela rede pública, é a fralda
- 58:58adequada, não é? Então eu acho que é primeiro é
- 59:02eu, eu, eu, eu parabenizo você. Eu agradeço pelo tanto que você
- 59:07faz. É.
- 59:09E o dia que você tiver em um lugar que tenha 10 pessoas, eu
- 59:13tenho certeza que essas 10 pessoas serão 10 multiplicadores
- 59:18de informações. Então, eu acho que é, é, é o
- 59:20espaço que a gente está ocupando, é o espaço que você
- 59:22ocupa, é o espaço que mais pessoas precisariam sair da zona
- 59:27de conforto. Sair da é é levantar.
- 59:32Não é um termo legal, não é? Mas sair do casulo e levar isso
- 59:38pra pra pra pra demais pessoas. Em outros países, as pessoas com
- 59:43deficiência só são mais respeitadas porque elas elas
- 59:46estão na rua, elas vão pra rua, elas vão pro metrô, elas vão pro
- 59:51transporte, elas vão. E o brasileiro ainda precisa
- 59:54invadir as ruas pra gente mudar esse cenário.
- 59:56Mas. Você tá dando os exemplos que
- 59:59mais pessoas precisariam seguir, Leonardo.
- 1:00:01E a gente se cala, né, Abrão, tem coisa que a gente fica
- 1:00:04deixando passar batido. Deixando passar batido não pode,
- 1:00:08né? Tem que denunciar, tem que
- 1:00:10reivindicar os direitos. Tem que bater, tem que dar cara
- 1:00:15a tapa, tem que tem que mostrar. Muito bem, senhores, muito
- 1:00:18obrigado pela pela conversa e por tudo que nós conseguimos
- 1:00:22trazer aqui hoje. Eu quero me aprofundar mais
- 1:00:25nessa conversa. Talvez eu vou ter, já que
- 1:00:27intimar aqui Abraão EE denardo pra uma segunda rodada pra gente
- 1:00:32poder falar de outros assuntos que tiveram que ficar de fora.
- 1:00:34Aqui é, mas é é uma conversa que precisa continuar, né?
- 1:00:38Vamos fazer essa primeira rodada e depois a gente repete, é mais
- 1:00:42na frente, é esse tema. O tema de Acessibilidade, o tema
- 1:00:47do PCD é pessoas com alguma limitação?
- 1:00:50É, é. É muito importante até para a
- 1:00:53gente poder conscientizar que os espaços que nós hoje utilizamos,
- 1:00:58eles precisam estar abertos a todos, né?
- 1:01:00Eu me recordo recentemente de uma viagem que fiz com a
- 1:01:03família. A gente é meio aventureira
- 1:01:04assim, gosta de trilhas, cachoeiras, Montanhas, enfim.
- 1:01:08A gente gosta desses tipos de aventura.
- 1:01:11E eu fui num parque, eu fiquei impressionado com 11 tipo de
- 1:01:14bicicleta. Eu olhei aquilo lá, falei, que
- 1:01:15bicicleta estranha é essa que ela tinha uma cadeira maior,
- 1:01:19assim, tinha uma roda só, as pessoas conseguiam puxar como se
- 1:01:22fosse um carrinho. E eu cheguei No No responsável
- 1:01:26do parque, perguntei, que bicicleta essa aqui tem alguma
- 1:01:28trilha que você faz com esse tipo de bicicleta?
- 1:01:30Ele falou, não, não, isso aqui é pra cadeirantes, pessoas com
- 1:01:33mobilidade reduzida, poderem chegar até o alto da da
- 1:01:37Montanha, pra poder visitar as cavernas, pra poder ter acesso a
- 1:01:41tudo. É essa estrutura que a gente
- 1:01:43consegue fazer a pessoa chegar até lá.
- 1:01:45E eu falei, é Sério que você coloca 11 cadeirante dentro de
- 1:01:48uma caverna como essa? É difícil acesso até para quem
- 1:01:51tem total mobilidade. Ele é tudo dentro do parque.
- 1:01:55Foi pensado para inclusão de todos, né?
- 1:01:58E aí eu fiquei impressionado, assim como que a gente, apesar
- 1:02:02de ter uma sociedade muito ainda exclusiva, algumas pessoas
- 1:02:06começam pensar inclusivamente. Nos mínimos detalhes assim de de
- 1:02:11poder possibilitar experiências igualitárias a todos, né?
- 1:02:15É e que mais iniciativas dessa possam acontecer, né?
- 1:02:19Então, pra gente poder encerrar, eu gostaria de me despedir dos
- 1:02:22nossos convidados. É primeiramente denardo.
- 1:02:26Queria deixar aqui um minutinho a mais pra que você possa se
- 1:02:28despedir, passar um recado final, aproveita e já fala pro
- 1:02:31pessoal onde eles te encontram, onde eles te seguem.
- 1:02:34Como contrata suas palestras, enfim, faz a sua propaganda aí,
- 1:02:38conforme você achar melhor. Maravilha, Tiago.
- 1:02:40Muito obrigado pela oportunidade.
- 1:02:43É o recado que eu queria deixar, né?
- 1:02:45O finalzinho. O último é que é de Extrema
- 1:02:49importância a gente investir nas nossas crianças.
- 1:02:54A gente precisa mudar a educação, a forma de pensar e a
- 1:02:59cultura das nossas crianças, porque são elas.
- 1:03:04Que vão fazer a nossa cultura Futura.
- 1:03:07E é daí que Eu Acredito que o nosso país pode mudar.
- 1:03:11Porque hoje, OOO, machismo já tá instaurado, né?
- 1:03:17O preconceito, a exclusão, o racismo na nossa cidade velha,
- 1:03:22né? E esses velho é é mais difícil
- 1:03:25de de mudar, né? De de de convencer e de provar
- 1:03:30que é diferente. Agora, as nossas crianças, se
- 1:03:33elas já crescerem com uma educação menos limitante, né?
- 1:03:39Mais pró pra diversidade, com menos machismo, com menos
- 1:03:45racismo, eu acho que a gente vai fazer um futuro melhor.
- 1:03:49Então, de novo, Thiago, obrigado pela oportunidade aí.
- 1:03:53EE, os pais também precisam ter grande influência nisso, né?
- 1:03:57Porque não adianta nada ter o pai, a mãe machista, né?
- 1:04:01Influenciando a cabeça da da criança.
- 1:04:03Bom, mas enfim, obrigado Tiago pela oportunidade.
- 1:04:07Aí é só tenho a agradecer mais uma vez por me dar voz.
- 1:04:12E as minhas palestras são palestras sobre segurança do
- 1:04:16trabalho, são palestras motivacionais e palestras de
- 1:04:21inclusão social. Então elas próprias já dizem o
- 1:04:24que eu faço em cada uma, né? A de segurança do trabalho.
- 1:04:27Eu sou um agente prevencionista. Por meio da minha história real
- 1:04:32de vida, eu mostro para as pessoas que acidentes acontecem,
- 1:04:37né? E até comigo que já tive um
- 1:04:40poster, outros, né? Então o melhor remédio realmente
- 1:04:44é a prevenção na motivacional, né?
- 1:04:47Eu conto tudo, toda a minha história e tudo que eu faço, né,
- 1:04:51que que já voei de balão de parapente e voo de drone e
- 1:04:56dirijo EE sou marido, sou né, né?
- 1:05:00E aí para as pessoas verem que realmente talvez elas poderiam
- 1:05:04fazer um pouco mais do que elas fazem pra empresa bater meta,
- 1:05:08pra pra subir OOO grau de de o grau comercial e enfim, já na de
- 1:05:17inclusão social eu ensino as empresas como tratar um colega
- 1:05:22de trabalho por exemplo, que recém chegado né?
- 1:05:26Ensino tratar o cliente No No front, ali no.
- 1:05:29No balcão é de possíveis pessoas com deficiências ali no trabalho
- 1:05:35ou como cliente, né? Como?
- 1:05:37Como atender, como lidar, o que pode, o que não pode e de forma
- 1:05:42estrutural pra empresa também. E aí a outra que é uma palestra
- 1:05:47bioprática, que é mais voltada pra turma de enfermagem, pra
- 1:05:51turma de de medicina, pra pra saúde em geral, ali pra também
- 1:05:56realmente aprender na prática ali como é, como lidar?
- 1:06:00Thiago, e aí todo mundo me encontra em palestras, ponto de
- 1:06:04nardo no Instagram e o site, né? Que daí?
- 1:06:07No site tem todos os acessos, todos os caminhos, está tudo lá
- 1:06:11que é OWAW ponto, palestras de nardo.com.br, palestras de
- 1:06:19nardo.com.br, todo mundo me encontra lá, inclusive tem até
- 1:06:24meu WhatsApp pessoal lá. Respondo a todo mundo, é um
- 1:06:27enorme prazer bater papo com pessoas.
- 1:06:30Eu sou comunicadora, então minha vida é essa, me comunicar e
- 1:06:33adoro falar com todo mundo. Thiago, mais uma vez, obrigado
- 1:06:36Abrão, obrigado aí cara, você é O Mestre.
- 1:06:39A as perguntas realmente foram muito pontuais.
- 1:06:43EE agregaram muito aí pro pro meu discurso.
- 1:06:47Muito obrigado denardo e também acabo me despedindo aqui do
- 1:06:51Abrão Dib, é do diário PCD Abraão.
- 1:06:56É seu recado final para o nosso pessoal, por favor.
- 1:06:59Ó denardo a Alegria estar com você.
- 1:07:02Obrigado pelo convite Thiago Ed, muito obrigado a todos que que
- 1:07:06que compartilharam por aqui e que esse bate-papo você leve
- 1:07:11para outras pessoas da sua família, da sua empresa, que
- 1:07:14isso seja 11 multiplicador é o diário PCD está em todas as
- 1:07:19mídias sociais, como o diário PCD oficial.
- 1:07:22É o portal de notícias, a cada 2 horas uma notícia, tudo sobre
- 1:07:27para pessoas com deficiência, né?
- 1:07:29É uma, é um trabalho jornalístico segmentado, é no
- 1:07:34YouTube, TikTok, Instagram, enfim, estamos em todas as
- 1:07:38mídias sociais e lá também tem o número do WhatsApp, que é o meu,
- 1:07:42né? É como o Bernardo disse, eu, eu,
- 1:07:44eu gosto de eu que converso com cada pessoa que me manda um
- 1:07:49WhatsApp, que tá lá nas redes sociais.
- 1:07:51É quando o Bernardo disse sobre crianças, é, eu acho que, né?
- 1:07:57Ele, ele já já antecipou. Aquilo que eu queria dizer.
- 1:08:01É, nós temos que que que que plantar nessas crianças algo
- 1:08:07para que a gente tenha daqui 10152030 anos diferente.
- 1:08:12E eu já acompanhei tantos exemplos de crianças que me
- 1:08:17fizeram chorar, sabe? De crianças que pediram.
- 1:08:21O mínimo pra um pai e pra uma mãe e não conseguiu, né?
- 1:08:25Criança com deficiência visual que colocou um equipamento de
- 1:08:29tecnologia assistiva e esse equipamento fez a leitura de
- 1:08:33algo Pra Ela através de um microfone que tá na no óculos e
- 1:08:38essa criança pediu pro pai, pai, me dá um de presente, por favor?
- 1:08:43E o pai não conseguiu dar porque ele não tinha condições
- 1:08:46financeiras. O que eu quero dizer com isso é
- 1:08:49como Oo Thiago mencionou um grupo de pessoas que realiza
- 1:08:54sonho de de de pessoas com deficiência.
- 1:08:57Cada um de vocês pode ajudar também.
- 1:09:00Existem entidades sérias na sua cidade, em qualquer cidade que
- 1:09:04você esteja, existem entidades sérias que estão lá para atender
- 1:09:08essas crianças, para ajudar essas crianças.
- 1:09:10Então não dê as costas para quem procura oferecer algo que seja
- 1:09:16construtivo. Não tenha medo de errar, não
- 1:09:19tem. Ah, mas eu vou é contribuir com
- 1:09:22essa entidade. Mas não tenha medo.
- 1:09:26Faça aquilo que o seu coração mande, né?
- 1:09:29Faça com a mão direita aquilo que A esquerda não veja e que Oo
- 1:09:35mundo. O mundo está precisando disso.
- 1:09:38O mundo está precisando de que pessoas confinem pessoas e não
- 1:09:43de pessoas que guerreiem com pessoas.
- 1:09:46Agradecer a você Thiago denardo. Um grande abraço, um grande
- 1:09:50abraço ao Ed e a todos e estamos sempre disponíveis aí no diário
- 1:09:54PCD. É uma Alegria ter estado com
- 1:09:56vocês e quero fazer o convite para que vocês estejam também
- 1:09:59comigo no diário PCD. Isso será com certeza, né?
- 1:10:03Vamos com certeza com isso. Pessoal assistindo aí ó, já
- 1:10:08deixa o like aí no bate-papo. Já compartilha, manda pros
- 1:10:12amigos que muita gente precisa ouvir o que a gente.
- 1:10:15Disse hoje é isso aí, é isso aí, com essas palavras.
- 1:10:18Então nós encerramos por hoje. Você que nos acompanhou até aqui
- 1:10:22já sabe, né? Toda semana, todos os sábados de
- 1:10:25manhã, nós esse episódio vai ao ar.
- 1:10:27Os outros conversas também, sempre aos sábados de manhã
- 1:10:31junto com a matéria desculpa. Junto com esse episódio sai
- 1:10:34também uma matéria especial sobre o assunto, com mais
- 1:10:37informações, inclusive com. É mais detalhes do que nós
- 1:10:41tratamos aqui é, não se esqueça de fazer aquilo que a gente
- 1:10:45sempre recomenda, né? Hoje na no mundo das mídias
- 1:10:48sociais, é assim que funciona a nossa vida digital segue,
- 1:10:52compartilha, dá o like, avalia com 5 estrelas, enfim,
- 1:10:56dependendo da plataforma que você está assistindo e se você
- 1:10:59tem alguma pergunta que você gostaria de fazer pro denardo ou
- 1:11:03então pro próprio Abraão. Nos envia, né?
- 1:11:06O nosso e-mail lá é contato arroba BC do abc.com.br.
- 1:11:09Se sobrou alguma dúvida sua a respeito de qualquer assunto que
- 1:11:12foi tratado aqui, que é um comentário a mais dele, nos
- 1:11:15procura, a gente faz esse meio de campo, vai direto neles, né?
- 1:11:17Nos 2 sites tem os contatos pessoais vocês conseguem
- 1:11:20esclarecer e a gente espera que a próxima história possa render
- 1:11:24tanto quanto esta e que você se mantenha sempre conectado com
- 1:11:28esses assuntos. O nosso propósito aqui é te
- 1:11:30conectar, né? Se conseguimos se conectar com
- 1:11:33esse assunto, atingimos bem. O nosso objetivo nos expedimos e
- 1:11:38nos vemos então no próximo episódio, sábado, até mais
- 1:11:40pessoal. Apresentação, Thiago Quirino
- 1:11:44jornalista convidado, Abraão dibe entrevistado, denardo
- 1:11:49edição, Rodrigo Rodrigues produção, Ed baroni direção,
- 1:11:55Thiago Quirino direção geral, Alex faria este programa é um
- 1:11:59produto do portal ABC do ABC. As opiniões manifestadas pelo
- 1:12:03entrevistado não refletem necessariamente o posicionamento
- 1:12:06do portal ABC do ABC. Para se manter informado sobre
- 1:12:10tudo o que acontece na região, acesse www.abcdoabc.com.br.