Latest / História pros brother / Como domesticamos os lobos
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- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06Como o lobo virou dog. Vamos lá.
- 0:16Na internet, muita coisa que você pensa que é verdade é
- 0:19mentira. Você tem que ficar de olho.
- 0:21Não pode ficar caindo no clique aqui, baixar uma coisinha ali,
- 0:25deixar uma senha, vazar sem querer.
- 0:27Ah, não! E por isso, a confiança...
- 0:30Eu sou muito elevado pelo storytelling.
- 0:33E por isso, a confiança em tempos de internet tá cada vez
- 0:38mais difícil de se encontrar, né, Alexandre?
- 0:40Mas tem lugares que confiam. Ah...
- 0:43Reage antes. Tá bom.
- 0:47E esse lugar que confia, por exemplo, é a KTO.
- 0:50Ah! É a KTO.
- 0:53Sou o gremlin. A KTO confia no Story Plus
- 0:56Brothers. Confia mesmo, cara.
- 0:57Tá muito tempo apoiando a gente. Eles acreditam na gente.
- 1:01Tá rolando, tá legal. E se não fosse a KTO, o Story
- 1:03Plus Brothers, quem sabe... Deixe acabar, porque não tem
- 1:05mais clima. É verdade.
- 1:06Estão rindo comigo. O que é a Cateo Alexandre?
- 1:10É um site de aposta. É um site de aposta.
- 1:14Muito bom, muito legal. Está tudo.
- 1:17Já falei. Tem vários esportes.
- 1:19Volta no outro episódio lá que o público é mais explicadinho.
- 1:22Tá bom, mas vamos voltar. Eu estou tentando puxar nesse
- 1:24aqui. E aí, a pessoa está com dúvida.
- 1:27Porque sabe como é dinheiro, né? A pessoa fica, putz, será que
- 1:29vale a pena? Estou com medo de não sei o quê.
- 1:31O que ela faz se está com dúvida?
- 1:32Ah... Google.
- 1:34Tá, mas tem um lugar melhor que o Google?
- 1:36Tem a Cateola. Tô salvando essa.
- 1:39No Instagram, Cateola Live Brasil.
- 1:43Pode perguntar lá qualquer coisa que eles respondem tudo.
- 1:46Eles respondem tudo, né? Sabem tudo.
- 1:47Mas na Cateola tem tudo que é esporte, né?
- 1:49Isso é importante falar. Não é só futebol.
- 1:52Não. Basquete, vôlei, NFL.
- 1:55O pessoal pira muito em NFL. Tem NFL lá.
- 1:57Enfim, muita coisa. É fácil colocar, fácil tirar
- 1:59dinheiro. Sim, mas tem um presente nosso
- 2:01da KTO para o ouvinte. Que é o quê?
- 2:03Um cupom. Você não vai acreditar.
- 2:05O quê? É de free bet.
- 2:06Meu Deus, eu não acredito. É de free bet sim.
- 2:08Isso, doidão. É um cupom de vinte por cento de
- 2:11free bet. Ah, você bota um dinheiro.
- 2:14Só primeira aposta. Você vai lá.
- 2:15Primeira aposta. Entra no site kto.com que tu não
- 2:17tá fazendo nada agora. Entra lá.
- 2:19E vai botar seu primeiro dia em news, o cupom HPBVINTE pra fazer
- 2:22a sua primeira aposta e ganhar vinte por cento em cima da grana
- 2:24que você colocar. Então, colocou cem, fica com
- 2:27cento e vinte, colocou mil, fica com vinte e duzentos, mas não
- 2:29precisa colocar tanto, coloca cinquenta.
- 2:31Chega na moral. A gente sabe que o nosso fã aí é
- 2:34pobre. Que isso, cara.
- 2:36Nosso fã é pobre. Fala aí.
- 2:37É pobre, a gente tem que falar a verdade.
- 2:39É ignorante. Não, Níquel.
- 2:41É feio. Não, gente, corta.
- 2:42Tô brigando. Não, mas ganha vinte por cento
- 2:48em cima. Isso é a primeira aposta.
- 2:52Eu gosto da Cateó, cara. Eu adoro Cateó.
- 2:53Fazer umas multiplinhas, né? Ah, é.
- 2:56Pode crer. É uma sozinha pro jogo.
- 2:57Cateó.com, Cateó.com, Cateó.com. O ser humano está pro cachorro
- 3:04como o diabo está pra nós, Alexandre.
- 3:07Calma, não entendi. O ser humano está pro cachorro
- 3:10como o diabo está... Tu tá dizendo que o homem é o
- 3:13maior inimigo do cachorro, apesar do cachorro ser o maior
- 3:15amigo do homem? Alexandre, estamos falando de
- 3:18lobos, aliás, o plural é lobos, de lobos ousados, tá ligado?
- 3:23Que é o nome da nossa banda. Lobos ousados. love os ousados e
- 3:29são bicho, meu irmão é bicho ruim são bicho mas são bicho
- 3:35ruim, maldade no zóio, e hoje esse bicho se chama Belinha e
- 3:41mora no apartamento na Vila Madalena, e anda de carrinho de
- 3:45bebê no shopping anda de carrinho de bebê, tem chupeta
- 3:50chupeta qual a tua opinião sobre carrinho de bebê, cachorro em
- 3:53carrinho de bebê Olha, se for pra começar a falar, eu paro.
- 3:58Não, vamos falar, cara. A gente fala.
- 4:01O povo precisa de limites, cara. Mas eu quero saber o que tu
- 4:04acha. Não quero eu falar.
- 4:06Tá bom. Agora eu faço post patrocinado.
- 4:14Não, mas falando sério, eu acho que cada um, né, cuida do seu
- 4:18bicho, do seu jeitinho, papai do céu...
- 4:19Eu também acho isso aí, eu também acho isso aí.
- 4:21Papai do céu fez a liberdade, né, e monarquia defende pra
- 4:26isso, tá ligado? Essa é a realidade.
- 4:29Mas, né, dito isso, que merda de carrinho de bebê é esse?
- 4:33Porque assim, claramente... A galera vive o antropomorfismo
- 4:39demais e pro cachorro meio que a maioria dessas paradas, né?
- 4:43Essas paradas exageradas e tal. Pô, uma conta no TikTok do teu
- 4:47cachorro. Ah não, mas é que aí...
- 4:50Porra. E se for o meu gatinho daí,
- 4:52merece, né? Não, não, já tá planejando, né?
- 4:56Ele é foda, né? Ele vê business em tudo.
- 5:01Não, não. O Sarney precisa de uma conta.
- 5:05O gatinho Sarney. Arroba o gatinho Sarney.
- 5:12É muito foda. Vai ser Sarney o nome do gato.
- 5:16Bom. Bom nome de gato, cara.
- 5:17Mas eu... Bom.
- 5:19Eu acho meio triste quando eu vejo alguém com um carrinho,
- 5:21assim, de bebê. De um gato, assim.
- 5:23Então, cara, eu vou ser bem sincero.
- 5:26Se tiver uma utilidade prática pra você cuidar do teu bicho,
- 5:30tamo junto. Mas eu acho que não é o caso.
- 5:32Mas que utilidade prática vai ter, cara?
- 5:34Sei lá, é igual o carrinho de bebê pra criança.
- 5:36Tá pesado pra carregar. Tá, mas é que se o cachorro não
- 5:40anda, né, cara? Deu, né, galera?
- 5:44É, tira da cabeça, pô. Não tem essa.
- 5:46Não, tô falando isso. Não, não, não.
- 5:48Não concordo, não compactuo. Não, tô brincando.
- 5:51Arroba Alexandre Nickel, não compactuo.
- 5:54Não, mas sério, tipo assim, eu acho que se tiver utilidade
- 5:57essas paradas. Tipo assim, por exemplo, tem
- 5:59hotelzinho de cachorro. Eu acho justo.
- 6:01Isso é legal. Mas a minha irmã, o hotel, o
- 6:04flock, né, o cachorro da minha irmã, fica no hotel de cachorro
- 6:06e tal. Só que, tu sabe que ele vai pra
- 6:09escola também, óbvio. De mochilinha, cara.
- 6:13Calma aí, cara. E aí tem a festa de formatura,
- 6:17né? Também.
- 6:18Ah, cara, qual é? Tem a festa junina.
- 6:21Tem a formatura do Floc. Tem a formatura do Floc.
- 6:23Minha irmã mandou a foto pra mim da formatura do Floc.
- 6:25Ela sabe que eu fico puto. Eu fico inquietadíssimo.
- 6:28Aí não dá. Ah, mas tá formado, né, cara?
- 6:30Tá aí. É, você não tem agora nada.
- 6:33Mas o Floc tá atorando. Ah, mano...
- 6:36Não, aí pra mim já é demais. Faz o L, faz o L.
- 6:40É, ué. Não, mas pra mim já passa já, tá
- 6:43ligado? Bagulho de formatura de
- 6:45cachorro. O lance é esse, quando você faz
- 6:47algo pro ser humano e não pro cachorro, aí eu acho merda.
- 6:50Agora, como eu falei, hotelzinho é maneiro, porque ele socializa,
- 6:54tem onde deixar o cachorro, show, tá ligado?
- 6:56Mas, porra, formatura, vai se fuder, pelo amor de Deus.
- 6:59Pô, o que eu acho meio legal pro cachorro é os hotéis que tem
- 7:03piscina, né? Que eles curtem.
- 7:05Pô, maneiro. Dá pra ver que eles curtem,
- 7:07assim, tipo, é legal. Show, show.
- 7:08Aí tá comigo cem por cento, tá ligado?
- 7:11Agora, pô, sei lá, essas paradinhas aí eu acho meio
- 7:13doideira. Bem, mas de qualquer forma,
- 7:14Alexandre, estamos gastando muito tempo aqui na introdução e
- 7:16ofendendo e garantindo vários processos e ofensas.
- 7:19A gente agora quer falar um pouquinho sobre, né, como que um
- 7:23animal tão... uma besta mítica, quase...
- 7:27Tá ligado? Um ser monstruoso se tornou,
- 7:31depois de muita degeneração da raça humana, se tornou abelinha.
- 7:36Ah, mas cara, quando tu começou a morar com a Marina, não deu
- 7:39uma mudada também? Como assim, cara?
- 7:41Então, ela não foi te domesticando?
- 7:43Tu não era um animal livre? Tu não era rústico?
- 7:47E hoje tu é uma cadelinha? É Vitinho Brocador, meu arroba,
- 7:54antigamente. Falando sério, tu acha que tu
- 7:56não mudou muito morando com a... Não, não, com certeza.
- 7:59Não, é mais em tom de piada sobre a mudança.
- 8:01Eu nem acho que seja um problema a domesticação.
- 8:04É só porque é engraçado mesmo. Do homem ou do cachorro?
- 8:07A domesticação do cachorro. Tá.
- 8:09Mas como é que, tipo, eles são geneticamente primos ou são
- 8:13geneticamente iguais? É a mesma parada?
- 8:15Do lobo pro cachorro? É, porque é estranho pensar que,
- 8:19tipo, tu e, sei lá, o Léo Stronda são a mesma espécie,
- 8:25assim, né? É a mesma coisa?
- 8:27É a mesma coisa. Não, quer dizer, não é o mesmo
- 8:29animal, a mesma espécie, porque foi modificado.
- 8:31Ah, tá. Isso que eu queria saber.
- 8:32Justamente por conta do ser humano.
- 8:34Se eles fizerem sexo, um lobo e um cachorro, nasce um cachorro?
- 8:37Não sei te dizer. Nasce um loborro?
- 8:40Um cacholo? Não sei, cara.
- 8:42Cacholo. O outro nome bom pra cachorro,
- 8:44né? Cacholo.
- 8:46Cara, não sei, não sei essa parte biológica, mas é uma outra
- 8:51espécie. Mas definitivamente veio do
- 8:53lobo, entendeu? Sim.
- 8:55O lobo virou o cachorro doméstico.
- 8:57Isso é um fato em que todo mundo tem certeza.
- 9:00E quando que isso aconteceu, na sua opinião?
- 9:02Chuta aí. Quando que aconteceu?
- 9:04Cara, isso aí foi... A gente tá em setembro, né?
- 9:07Outubro? Não, foi outubro.
- 9:09Eu acho que isso aí foi por volta do ano...
- 9:13Vinte mil antes de Cristo. Cara, não tá muito ruim não.
- 9:15É por volta de quarenta a vinte mil anos atrás.
- 9:18Ah, tu falou do lobo e cachorro, é quarenta.
- 9:24Mas é, de vinte a quarenta mil anos atrás...
- 9:26Essa tática é boa pra nunca errar também, né?
- 9:28Só repetir, né, a pergunta, como se você não tivesse ouvido
- 9:31direitinho. Exatamente, corrigir lentamente,
- 9:33assim, a pergunta do detalhe. Tá uma dica aí, pessoal, uma
- 9:37dica pra vocês nunca estarem errados.
- 9:38Pra manipular as pessoas. Manipula cast, galera.
- 9:43Pô, quarenta mil anos antes de Cristo, cara...
- 9:46É, quarenta mil anos atrás. E a gente tem...
- 9:48Foi onde? Foi onde?
- 9:50Cara, provavelmente... Novamente, né, cara.
- 9:52A gente tem... A gente tem noção de que o
- 9:55bicho, há quarenta... Vinte a quarenta mil anos atrás,
- 9:58ele foi mudando. E, assim, o registro mais antigo
- 10:01que nós temos é Palestina. Mas não quer...
- 10:03Assim, não tem como ter certeza. Tá ligado?
- 10:06Tipo, que foi que começou lá. Por exemplo, o primeiro registro
- 10:11fóssil de um cão domesticado é na Alemanha.
- 10:14Hum. Então, assim, de vinte e quatro
- 10:16mil anos atrás, mas tudo indica que bem antes já estava, tá
- 10:19ligado? Então, começaram a se aproximar
- 10:21de alguns assentamentos humanos em busca de resto de alimento,
- 10:25né? Porque o ser humano, muitas
- 10:26vezes, não comia, por exemplo, o osso, não ficava roendo o osso.
- 10:32É a bordinha do pão, né? Eles não comiam.
- 10:34É, mas aí o... E aí, né, os restos, os
- 10:38bichinhos ficavam pegando. E aí, com o tempo, essas
- 10:41alcateias, o ser humano ia deixando alguns com eles, tá
- 10:46ligado? Porque o que vai acontecer?
- 10:47Vai ter uma evolução simbiótica, olha que palavra legal.
- 10:51Porque os dois organismos, o ser humano e o lobinho, um
- 10:56beneficiava o outro. Tá ligado?
- 10:57Muito se fala sobre como que o ser humano ajudou...
- 11:00Uma verdadeira parceria. Uma parceria, totalmente.
- 11:04E essa parceria vai acontecer por muitos motivos.
- 11:08Primeiro porque o cachorro comia o resto de alimento do ser
- 11:11humano. E era, pô, certo, né?
- 11:13Só seguir o ser humano que uma hora tem comida pra nós.
- 11:16Tá ligado? É o pensamento muito simples.
- 11:18E aí, o ser humano, por outro lado, tinha ajuda de lobo e
- 11:22barra cachorro na caça, na proteção das aldeias e também,
- 11:27uma coisa que é pouco falada, a fonte de calor, mano.
- 11:30Dormia abraçado no cachorro? Dormia abraçado, é, pô.
- 11:34Por conta, é muito quentinho, pô.
- 11:35Tá maluco, ó. E aí, né, equilíbrio térmico,
- 11:38né, os dois, um esquenta o outro.
- 11:39Eu ia aquecer o lobo de tão quentinho que eu sou.
- 11:41Ah, não, como esse papo de você é quentinho.
- 11:44Cara, eu sou quentinho, tô te falando.
- 11:45Tá bom, beleza. Um outro ponto que é importante
- 11:49é o alarme, né. Os animais, os cachorros, eles
- 11:52eram meio que os primeiros alarmes da humanidade, assim.
- 11:55A humanidade, quando tinha qualquer coisa, qualquer...
- 11:58E como eles sentiam o cheiro, né, de longe, ouve melhor
- 12:00também... qualquer coisa que está chegando perto do
- 12:04assentamento deles ali, o cachorro começava a latir.
- 12:07Esses lobos são os lobos do tamanho que a gente imagina, não
- 12:10se sabe, são os lobos... É grandão, é bem maior, bem
- 12:13maior. E aí eu imagino que os
- 12:16cachorros... Cachorros.
- 12:18Cachorros nessa adaptação pareceu meio que um husky
- 12:20siberiano, talvez, no início. Não sei, eu não sei te dizer
- 12:23qual, porque cada lugar tem um tipo de lobo, né?
- 12:25Como é que chegou naqueles cachorros que respiram mal lá, o
- 12:30dogzinho? Como é que chegou nisso, cara?
- 12:32É de seleção artificial, cara. Fomos nós que fomos selecionando
- 12:36o tipo de acordo com as nossas necessidades, tá ligado?
- 12:39Tipo, nasciam um montão de lobinho.
- 12:42Aí esse lobinho, ele é o má fofo.
- 12:44Ah, que legal. Aí a gente já vê, o má fofo
- 12:48ficava. Os trogloditos feiosos, ele já,
- 12:52pô, vai lá, vai embora, não quero você comigo.
- 12:54E aí não, muitas, né, muitas vezes não passava o gene.
- 12:58E aí o cachorro que latia na hora, porque lobo não late, né.
- 13:01Lobo não late. Ele uiva, ele faz outros sons.
- 13:04Ele não late. Mas e o latido?
- 13:05Não. E o latido vem como?
- 13:07O latido foi uma evolução artificial, aliás, uma evolução
- 13:11através da seleção artificial, que quando os cachorros, os
- 13:15lobos, que de vez em quando faziam os barulhos, latiam, esse
- 13:19você deixava perto com o bando, com a galera, tá ligado?
- 13:23E é a primeira vez que eu aprendi algo nesse podcast.
- 13:25Os primeiros cachorros vinham mutados, é isso?
- 13:29Não vinham mutados, porque o Ivava, né, fazia rojnava, fazia
- 13:31barulho. Ah, mas não era cachorro.
- 13:33Não, não era cachorro, é lobo, porra.
- 13:35Então, filha da puta, quando é que começou a latir?
- 13:38Ah, não, com a seleção artificial, porra, como eu tô te
- 13:40falando. Que era cachorro já, né?
- 13:43Sim, começa a latir com o cachorro.
- 13:45Mas, ou seja, tinha cachorro que não latia.
- 13:47Tá, pode ser. Pode ser.
- 13:49É. Tá bom, tá bom.
- 13:50Mas aí... Cachorro silencioso.
- 13:52Cachorro mutado, é. Cachorro mutado, é.
- 13:54E aí os cachorros mutados, eles...
- 13:58Eles, pô, os que começaram a latir, a galera deixava perto,
- 14:02porque, pô, é um alarme. Se tiver alguma coisa, algum
- 14:05predador, tiver outro assentamento humano chegando,
- 14:09ele vai avisar antes, tá ligado? Ele já se posicionava.
- 14:11Opa, acorda geral, tá ligado? E aí isso era uma vantagem bem,
- 14:15bem, bem importante de ter um cachorro.
- 14:17Mas não foi só isso, né? Foram várias coisas, né?
- 14:19Uma coisa que é interessante, né?
- 14:20Eu comentei que encontraram um fóssil na Alemanha de vinte e
- 14:24quatro mil anos. E esse fóssil, ele tava
- 14:27enterrado junto com o dono, tá ligado?
- 14:29Então, tipo assim, naquele ponto, vinte e quatro mil anos,
- 14:32no mínimo, já tinha uma conexão muito grande.
- 14:36O dono e o cachorro, tá ligado? Porque isso é um termômetro bem
- 14:43interessante aí pra galera que estuda... enfim, né, que estuda
- 14:47fóssil, arqueólogo e tudo mais, que é a parada de, tipo assim,
- 14:50pô, o que tá dentro do túmulo é uma parada que geralmente é uma
- 14:55conexão espiritual, é importante, porque não tem
- 14:58prática prática, né, a pessoa morreu, foda-se.
- 15:00Mas, pô, se enterrou, significa alguma coisa meio...
- 15:03Mas tem uma sacanagem aí, né? Porque pode ter matado, né?
- 15:06É, não, porque teve um que morreu primeiro e o outro, né,
- 15:09provavelmente foi o cara, né, não foi o cachorro dele matar o
- 15:11cara. Não necessariamente, né?
- 15:13Às vezes, pô, outro morreu, morreram juntos, outro morreu e
- 15:16depois a galera vai lá e enterra junto, do lado.
- 15:20Tem muita coisa, né? A gente não sabe, mas pode ter
- 15:24rolado filha da putagem sim, bem possível.
- 15:25Tu quer ser enterrado com teu cachorro, com teu cavalo,
- 15:28comigo? Qual a tua ideia?
- 15:29Não tenho nenhum... Além de doar meus órgãos...
- 15:35deixar o meu corpo pra estudos, eu não tenho nada de
- 15:38preferência. Tá ligado?
- 15:40Estudos? Quer que estude isso aí?
- 15:41Quero. Estudão aqui, igual você fala.
- 15:44Estudão. Mas é...
- 15:47É, eu não tenho... É bom estudar a história, porque
- 15:50os erros não se repitam. É verdade.
- 15:52Legal. Isso é importante.
- 15:54Uma ofensa bem sutil, né? Legal, legal, legal.
- 15:57Bom, bom, continuando, Alexandre.
- 16:00É, como eu falei, né, cara? No norte da Palestina, há doze
- 16:03mil anos atrás, a gente tem outro caso de um cão sepultado
- 16:08com o seu dono. Provavelmente o seu dono, né?
- 16:11Não tem como saber. Mas tudo indica.
- 16:13Então, assim, essa conexão foi acontecendo em vários lugares do
- 16:16mundo. Olha que doideira.
- 16:19Qual foi o primeiro animal de estimação que tu teve?
- 16:21Eu tive dois cachorros, que é o Castilho, que era o nome do
- 16:26prefeito de Angra, e aí minha mãe disse que eu não botei, tá
- 16:29ligado? Porque eu ouvia a palavra, o
- 16:31nome do cara, eu era muito criança, eu tinha, sei lá,
- 16:33quatro, cinco anos. E o Rex, o clássico Rex.
- 16:37Criativo. E o Rex era muito foda, porque o
- 16:38Rex, o que a galera dizia, é que o Rex, meu avô, ele colocava uma
- 16:44sacola com dinheiro na boca do Rex, ele ia na padaria e trazia
- 16:49os pães e o troco. Foda, né?
- 16:51Porra! Que foda, velho.
- 16:54Sempre foi uma história de verdade, que era impossível isso
- 16:55ser real. Mas assim, todo mundo meio que
- 16:57concorda, parece que é real mesmo.
- 16:58O Rex era muito foda. O Castilho era meio foda-se.
- 17:01Mas o Rex era muito foda. Ah, mas isso é muito legal, né,
- 17:04cara? É muito lindo.
- 17:05E aí depois eu tive a Michelle, o gato.
- 17:08E aí a Michelle teve filhote, que aí tinha o ET, o Vanderlei,
- 17:12tinha o Tapete. Os nomes eram fodas, né?
- 17:16E depois eu tive a vizinha, que foi o gato do vizinho que fugiu
- 17:20pra minha casa. E por último, esses cachorros
- 17:23aqui que eu tenho hoje, que é a Tilly e a Lola.
- 17:27E o cavalo, né? E a Rubi, é verdade.
- 17:29A Rubi virou Pet. É isso daí.
- 17:31E você, qual é a sua história com o bichinho?
- 17:34Pô, tive várias, né? Tive o Jabutica, não me lembro o
- 17:36nome. Tive o Bradock, que foi o
- 17:40primeiro cachorro. Salas Amorano.
- 17:42Salas Amorano. Salas e Isamorano são os filhos
- 17:45do Bradock. Ah, tá.
- 17:45São Isamorano. É, essa manhã no ataque do Chile
- 17:48de noventa e oito. Perfeito.
- 17:50Tive Gatos, a Charlene, Tetra Point, o Tigre, Rodolfo.
- 17:56Rodolfo, bom nome. Rodolfo foi o último, né?
- 18:00Ah, você teve em São Paulo já o Rodolfo.
- 18:03É, o Rodolfo eu tive em São Paulo.
- 18:05Rodolfo foi na separação, ele preferiu ficar com a mãe. longa
- 18:11história galera, vamos pular vamos seguir aqui o gato
- 18:16sinalizou pro advogado, pro juiz que ele queria botou a mãozinha,
- 18:19botou a patinha na mão do advogado não, não, em minha
- 18:23defesa o apartamento que ela ficou era maior e tal foi o que
- 18:29te contaram não, não, eu que sugeri eu que sugeri, eu não
- 18:33queria cuidar mais do gato desgraçado É...
- 18:39Mas agora eu tô, pô, eu tô... Eu tô de novo flertando com...
- 18:43Adotar um bichinho. Quando eu olhar, bater o olho e
- 18:45ver que é o Sarney... Ah, é, o gato...
- 18:49O gato Sarney, foda. É, Sarney ou Sadam, um dos dois.
- 18:53Pô, Sarney é muito forte, cara. É...
- 18:55Eu acho que... Eu acho que Sarney é melhor.
- 18:57Mas, beleza. Sadam também é foda.
- 18:59É, mas... Sadam é muito foda também.
- 19:05Eu também... É fazer a duplinha Sadam e
- 19:08Sarney. É bom, é verdade.
- 19:11Mas é gato, não vai ser cachorro, não.
- 19:12Não, cachorro não. Pô, eu sou meio apartamento ali,
- 19:15eu não sou muito a favor de ter cachorro apartamento.
- 19:18Ah, cachorro pequenininho é tranquilo, atende.
- 19:20Não, é, funciona, mas, putz, eu acho meio...
- 19:23Ah, cachorrinho tem que correr mais, assim, tipo, não sei.
- 19:27Eu entendo, eu entendo quem tem e tal, mas é que eu morava em
- 19:30casa, tipo, no mato, então eu tinha cachorro solto, assim, daí
- 19:34era legal. Ah, não, faz muita diferença.
- 19:36Eu tive a Lola numa casa sem quintal, que eu morei numa casa,
- 19:40a casa até grande, assim, legal, mas ela não tinha quintal, a
- 19:42casa. E aí a Lola ficava dentro de
- 19:44casa o dia inteiro. Ah, porra, a Lola, coitada, só
- 19:46dormia, tá ligado? Não aproveitava a vida, tava até
- 19:50gordinha. E aí agora eu tenho um
- 19:52quintalzão aqui em casa. Porra, o bichinho fica no
- 19:54quintal o dia inteiro. Tá lá agora, quando a gente
- 19:56grava. Ela se amarra, corre muito.
- 19:58Faz muita diferença, mano. É, faz muita diferença o
- 20:00quintal, mano. Tu pretende ter mais bichos?
- 20:03Cara, então, aqui do meu lado tá a Tila, né?
- 20:07E a Tila, infelizmente, até aperto no peito falar isso,
- 20:10cara. Ela já tá com...
- 20:12Já tá começando a ficar velhinha.
- 20:13Fala baixo, fala baixo. É, pra ela não ouvir.
- 20:15Tá começando a ficar velhinha. E aí, vai rolar, né?
- 20:19Vai pra vala? Ela vai pra fazenda,
- 20:22eventualmente. E é uma merda, assim.
- 20:25Pro céu dos cachorros. Pro céu dos cachorros.
- 20:27E aí, eu vou ter que pegar outros, com certeza.
- 20:29Mas não quero ter mais, não. Tem o cavalo, né, mano?
- 20:32Já dá muito trabalho o cavalo. Mas por que que tu vai botar
- 20:37outro cachorro no lugar, assim? Não, porque...
- 20:39Vai sempre ter dois cachorros? É, porque...
- 20:41Até por parceria, né, cara? A Lula ficar sozinha.
- 20:44Mas o cavalo não supri? Não, pô, o cavalo fica no
- 20:47quintal sempre. A Lola, por exemplo, a gente vai
- 20:49sair de casa, a gente não confia deixar a Lola no quintal, tá
- 20:52ligado? Então a gente deixa ela trancada
- 20:53dentro de casa, mas a gente tá tranquilo, eu fico em casa o dia
- 20:55inteiro, a maioria do... Trabalha em casa, né?
- 20:57Então, mas eventualmente eu saio, aí eu deixo ela trancada
- 21:00em casa. E ter um falcão?
- 21:02Porra, cara, eu sempre quis ter bichos exóticos, assim, deve ser
- 21:05muito foda. Mas, porra, deve dar muita
- 21:08merda, mano. E assim, aqui em casa é cheio de
- 21:09macaquim, né? Eu te mandei as fotos.
- 21:11E os macaquim vão rodar no falcão.
- 21:14É, mas eu não sei como é que é essas paradas do...
- 21:17Se existe uma licença que tu possa ter um falcão, assim.
- 21:19Deve ter uma licença. Deve, deve.
- 21:21Deve ter como conseguir, sim. Já vi galera que tem animal bem
- 21:25diferente, assim, tigre... Na internet, né?
- 21:28Não, eu conheço. É, o caralho, tem o...
- 21:33Ali a gente sempre come no bulguer, e aí na frente tem um
- 21:36negócio de animais silvestres. Ah, é, tem.
- 21:39Nunca fui, não. É, mas eu entro lá e, porra,
- 21:42tomaram conta, tem três lagartos, aquela merda...
- 21:45Não, tipo, eu fico esperando que vai ter uns bichos diferentão,
- 21:47assim. E lagarto é maneirinho.
- 21:48Será que lagarto é maneiro botar no ombro?
- 21:50Porra. E comprar pão com lagarto no
- 21:52ombro. E ele parece um bicho
- 21:54confortável. Eu não sei o quão fora ele tá do
- 21:55habitat. Quer dizer, eu sei o quão fora
- 21:57ele tá do habitat, estando em Pinheiros.
- 21:59Mas... Mas eu não sei o quão...
- 22:03Porque gato eu tenho a impressão que é um bicho que não...
- 22:07Tipo assim, ele não parece estar fora do habitat dele quando ele
- 22:09tá num apartamento em piadas, né?
- 22:11Não, não. O negócio que eu te falei, cara.
- 22:13Esses bichos, o cachorro também. Esses bichos mudaram, mano.
- 22:16Tipo, hoje o organismo desses animais, gato e cachorro
- 22:20principalmente, foi modificado pra ele viver bem em
- 22:24apartamento, em casa, com o ser humano, pô.
- 22:26É outro bicho. Não é tipo, pô, um felino em
- 22:31puma que tá dentro do apartamento.
- 22:33É um gato, é outra coisa. Tá ligado?
- 22:35Segue o roteiro aí, que eu tô pensando em Sarney.
- 22:38É, o Sarney vem. Beleza, beleza.
- 22:40Mas, Alexandre, né? A gente falou sobre a
- 22:43possibilidade de termos uma iguana no nosso ombro ao comprar
- 22:48pão na padaria de manhã. Qual o bicho...
- 22:51Vamos supor, cara, que você voltou no tempo.
- 22:53Uhum. E aí você chegou pro primeiro
- 22:55assentamento humano que olhou pra um lobinho e falou, não,
- 22:58chega aí. E tu pode chegar ali pra ele e
- 23:00falar assim, não, amigão, o lobo não.
- 23:02Vamos domesticar tal, tal, tal. Qual bicho que você
- 23:06transformaria o que é hoje o cachorro nele?
- 23:08Tá ligado? Tipo, qual animal foi
- 23:10domesticado em vez do cachorro? Se eu tiver um quintal muito
- 23:13grande, eu queria um rinoceronte.
- 23:15Nossa, mas aí você acha que é prático pra humanidade,
- 23:18rinoceronte? Não é você, cara.
- 23:19Ah, não, eu tô falando pra... Não, pra humanidade.
- 23:22Ah... Pra humanidade, tipo assim, você
- 23:24pode domesticar um ser, um animal.
- 23:27Pô, talvez, talvez realmente esses bichos que voam, popular
- 23:32pássaro, tipo, não sei se uma águia, porque uma águia podia
- 23:38trabalhar pra Amazon. Perfeito.
- 23:40Mas uma águia podia levar as coisas, trazer coisas.
- 23:42O cara já pensa em business, é um absurdo.
- 23:45O cara pensou, pô, uma águia, porque a gente podia
- 23:47terceirizar, né? Podia uberizar a natureza.
- 23:52Olha, com rinocerontes, né? A águia podia entregar coisas,
- 23:55cara. A águia...
- 23:57A águia... Tipo do...
- 24:00Sei lá. Meio rap, assim, sabe?
- 24:03Eu acho que a águia... A pizza ia chegar quentinha.
- 24:06É, é verdade. Cagada, mas quentinha.
- 24:09Eu acho que eu ia de bicho do mar, mano.
- 24:12Que deve ser muito foda ter... Ah, uma baleia?
- 24:15Então, um bicho mais... Que, tipo assim, que dê pra vir
- 24:18pra terra e vai pro mar. Tipo uma lontra.
- 24:21Tá ligado? Imagina uma lontra.
- 24:23Uma lontra é tipo um roedor, sei lá como é que eu posso dizer.
- 24:26Roedor não é a palavra certa, não.
- 24:28Uma lontra, mano, é tipo um bicho que...
- 24:30Ai, que fofo! É absurdo, cara.
- 24:31Lontra é absurdo. É tipo um macaco do mar.
- 24:34Tá ligado? E aí uma lontrinha.
- 24:36Ah, mas esse bicho é meio genérico esse bicho, né?
- 24:39Ele parece todos os bichos, né? Ah, mas, né?
- 24:41Uma lontrinha do mar? É tipo se eu fosse um
- 24:44extraterrestre e perguntasse, manda um gif de um bicho e
- 24:47mandaria lontra. Eu acho que é todos os bichos
- 24:49num só. Mas tu não acha que isso é um...
- 24:50Não tô menosprezando. É, não acha que isso é um bom
- 24:52critério pra um animal domesticado pelos seres humanos?
- 24:57mas eu não sei pra que tu ia utilizar a lontra pra cada
- 25:01carinha? primeiro que a lontra ia
- 25:03resolver as questões da água pra nós as questões sociais a gente
- 25:08ia usar mais a água Por conta da lontra.
- 25:11Por quê? Porque, pô, a lontra é um animal
- 25:13que é aquático, né, também, e terrestre.
- 25:16Então o bicho ia ter necessidade.
- 25:17Mas não dá pra andar de lontra, né?
- 25:18Não, cara, você só quer andar em seu de alguma coisa, né?
- 25:22Mas é tipo, imagina o lugar do cachorro.
- 25:24Que tipo assim, é pet, mas pô, e aí os hotéisinhos teriam
- 25:30piscina, todos, hotéisinhos de lontra.
- 25:32Mas ia ser pra dar carinho, é isso que eu tô dizendo, é um
- 25:34bicho pra dar carinho. Não, ia ter utilidade pra
- 25:37pescar, tá ligado? Ia ter utilidade aquática.
- 25:39Não, mas o bicho pode ser um bicho pra ajudar pessoas que são
- 25:42cegas. Uma lontra dá pra domesticar se
- 25:44o lobo domesticou, pô. Uma lontra que ajuda a galera a
- 25:48caminhar. É, pode ajudar cego a nadar.
- 25:53E a mãozinha dá pra pegar coisa A pata do cachorro não dá pra
- 25:55pegar as coisas Uma pessoa com deficiência Aqueles cachorros De
- 26:01galera Que tem deficiência visual São muito fodas São muito
- 26:07legais É bonitinho demais E não é pra fazer coisa com eles, né?
- 26:12Pra ter que deixar eles lá só pra galera.
- 26:14Como assim? Não dá pra fazer carinho
- 26:15naqueles cachorros. Não, porque eu acho que o
- 26:17cachorro é super treinado pra fazer essa parada.
- 26:19De repente, se eu chegar ali e der um bife pra ele, fazer
- 26:21carinho, ele vai, talvez... Vai ficar preocupado, vai ficar
- 26:25na... É, não sei se foge do...
- 26:27Acho que tem que ser o bicho bem doutrinado, né?
- 26:30Pra não dar vacilo. Oito horinhas na CLT ali tem que
- 26:32ter, né? Só depois do horário de
- 26:34trabalho. É, não.
- 26:35Senão o bicho começa a vacilar, assim, não sei.
- 26:38Ah, os vícios errados, né? É, isso aí.
- 26:41Tipo assim, acho que não dá pra, sei lá, brincar de qualquer
- 26:45jeito com esse cachorro. Imagino.
- 26:47Então, pra você, seria rinoceronte?
- 26:49Rinoceronte pra andar. Eu acho que a única função...
- 26:53Pra qual função tem? Ah, cara, não tô entendendo.
- 26:55Uma lontra pra fazer tudo, cara. Pra pegar as coisas, pra ir no
- 26:58mar e buscar as coisas, pescar. O lêmuri.
- 27:02O lêmuri não é mais fofo? Mas aí o lêmuri, ele não está no
- 27:05mar. Eu tô falando dessa deficiência
- 27:07do mar que a gente tem. Sim, mas tu mesmo acabou de
- 27:09falar que os bichos são adaptáveis.
- 27:11É só a gente começar a jogar Lemony no mar.
- 27:13Até os que vivem a gente busca. Nada, filha da puta.
- 27:19Não, tipo, é isso, cara. Vai jogar, um vai nadar, cara.
- 27:22Foi assim que surgiu o homem. Legal, legal.
- 27:25Então tá bom, então. Vamos lá.
- 27:27Muito bem, Alexandre. Mas a gente saiu da água, não
- 27:29saiu? Os seres vivos?
- 27:32Não, não... Os seres vivos, em geral, sim.
- 27:34Então, velho, então cala a boca. Que argumento do filho da puta.
- 27:38Beleza. Não, mas se saiu da água, se
- 27:41saiu da água, não pode voltar? É uma pergunta simples.
- 27:44É uma pergunta muito simples. Se tu saiu da água, tu não pode
- 27:46voltar? Tu nunca saiu do chuveiro e
- 27:48depois voltou? Impossível, impossível.
- 27:52Muito bem, Alexandre. Bem, a gente tem alguns
- 27:56cachorros, cachorros, que foram sendo domesticados e algumas
- 27:59raças são conhecidas. Um dos primeiros que a gente
- 28:03sabe aí que foi domesticado é uma raça chamada dingo.
- 28:07Os dingos, eles são... A gente sabe que eles chegaram
- 28:11na Austrália há cerca de quatro mil anos atrás.
- 28:14E eles chegaram por navegadores austronésios.
- 28:17Eles não estavam com os primeiros aborígenes.
- 28:20Tipo, outra leva de seres humanos que chegou na Austrália,
- 28:22né? Eles se espalharam pela...
- 28:25Enfim, pela Austrália toda. E o lance é que eles
- 28:28contribuíram pra extinção de diversos animais.
- 28:31E aí, hoje... E até hoje, os jingos, por conta
- 28:35dessa movimentação, eles estão, muitas vezes, a raça tá meio que
- 28:39intacta. Tá ligado?
- 28:40Então, tipo assim, imagina um tipo de cachorro que foi lá, os
- 28:44que ficaram na Austrália se mantiveram até hoje, do jeito
- 28:46que chegaram. Tá ligado?
- 28:48D-I-N-G-O. Dingo.
- 28:50É um cachorro bonitinho até. É um cachorro...
- 28:52Fofinho, pô. É um cachorro, né?
- 28:54É genérico também. É, a corzinha caramela é forte
- 28:57demais, né, mano? Tem uma cara de moleque de rua.
- 29:00Ele lembra um pouco uma... Uma raposa, né?
- 29:04Lembra, lembra. Todos eles têm, né, uma...
- 29:07Uma paradinha aí. E aí, qual que é o lance, cara?
- 29:09Durante o período neolítico, que é quando os seres humanos se
- 29:13tornaram sedentários, eles saíram no período paleolítico,
- 29:17que era quando os seres humanos eram caçadores e coletores, os
- 29:21cachorros viram um business, assim.
- 29:25Porque eles começaram a ficar não só na caça ali, bonitinho,
- 29:28mas na proteção de rebanho, Isso é importante.
- 29:31O cachorro até hoje, né, pastores, né, eles são úteis pra
- 29:34caralho. E também na proteção de
- 29:36propriedade, né, se tem uma casa e tudo mais, você bota o seu
- 29:39cachorro ali pra proteger. Que até hoje é assim, né, é
- 29:40muito normal. Uma casa que, pô, tipo assim,
- 29:43pô, deixa a casa muito vazia, vou pegar um cachorro.
- 29:45Aí o cachorro ali ajuda a proteger.
- 29:47Esses dias entraram uns caras estranhos aqui no condomínio,
- 29:50meus cachorros foram pra cima deles.
- 29:51Pô, desesperado, filho. E aí eu pensei, pô, botou já
- 29:54medo nos caras. Tá ligado?
- 29:56Não é só invadir. E no final, quem eram os caras?
- 29:57Não, não sei. Os caras estranhos mesmo.
- 29:59Os caras estranhos assim. Dois motos com três malucos.
- 30:03E caralho. É, mano.
- 30:05Achei estranho. Mas aí foda-se, né?
- 30:07O lance é que meus cachorros botaram medo.
- 30:08E aí os caras, tipo assim, se for pra escolher uma casa, vai
- 30:10escolher a casa que não tem cachorro.
- 30:12Pra roubar, né? Mas muito bem.
- 30:14A gente sabe que os cachorros provavelmente foram os primeiros
- 30:18animais a serem domesticados. Sabia?
- 30:20Provavelmente foi cachorro, cabrito e ovelha.
- 30:22Antes de cavalo e boi. Tá, mas calma.
- 30:25Cabrito domesticado? É, ué.
- 30:27Cabritinho. Como assim?
- 30:29Cabritinho, mas de fazer carinho também, pra comer ou pra...
- 30:32Não, domesticar não é, tipo, transformar no seu filho.
- 30:36Domesticar é você transformar, colocá-lo dentro do ambiente
- 30:39doméstico, tá ligado? E aí tem as utilidades, né?
- 30:42Tipo, ovelha vai por lã, cabrito, pô, dá leite também.
- 30:47Cara, cabrito é fofo, né, cara? É, mano.
- 30:50Pra caralho, pra caralho. A Marina manda foto de cabrito
- 30:52sempre que ela tem de cabrito, porque eu peço.
- 30:54É muito foda, cara. Muito fofinho, cara.
- 30:58Eu não sei quão difícil é ter um cabrito aqui em São Paulo, tipo,
- 31:02se ele é muito... Porra, tá aí um Instagram
- 31:04bombado, hein? Caralho.
- 31:06Cabrito Sarney. Moleque, é arroba cabrito
- 31:08Sarney, mano. É muito forte.
- 31:11Mas é que eu acho que é meio sacanagem com o bicho, né?
- 31:14Só se tiver uma casa, massa. É, tem que estudar, né?
- 31:18Um plano da agência de podcast aqui era ter mini vaca, né?
- 31:20É, mano, vocês são muito estranhos, cara.
- 31:22Pra, tipo assim, se a gente tivesse grana pra ir pra um
- 31:24lugar de uma casa, se a gente tivesse um pátio grande, ter
- 31:27mini vaca pra tomar o café com leite seco, com leite de
- 31:30vaquinha. Numa xícara bem pequenininha.
- 31:32Mini xícara, no caso. É, mini xícara.
- 31:36Mas eu não sei se mini vaca dá leite, cara.
- 31:38Também não sei, também não sei. Mas a gente compra e injeta
- 31:41nela. Perfeito.
- 31:43Bem possível, bem plausível. E sai na teta, né?
- 31:46Provavelmente sai na teta assim. Exatamente, é assim que
- 31:48funciona. Muito legal.
- 31:49É um bicho adaptável, né? Tu mesmo falou.
- 31:52Tu mesmo. Muito bem, Alexandre.
- 31:55Os cachorros, desde cedo, eles tinham essa...
- 31:58Como eu falei, muitos eram enterrados junto com os donos.
- 32:00Então eles tinham essa pegada espiritual, religioso, tá
- 32:04ligado? E um dos exemplos mais antigos
- 32:06que nós temos, provavelmente o mais antigo, é no Egito Antigo.
- 32:10Que no Egito Antigo tinha a raça Faraó Hound.
- 32:16Faraó Hound. Assim que ficou conhecida a
- 32:17raça. Parece o nome daqueles negócios
- 32:20de maconha, né? Que eles põem nome nas maconhas.
- 32:22Maconha com nome, né? Foda.
- 32:23É, eles sempre falam, vamos fumar uma Faraó Hound.
- 32:27É, bom, bom, bom. E aí o lance é que esses
- 32:30cachorros, eles... Meio que...
- 32:34Você sabe, na mitologia egípcia, você tem o Anubis, que é um deus
- 32:38com cabeça de chacal. Que é tipo um cachorro também.
- 32:41Tipo não, é um cachorro, o chacal.
- 32:42E aí, na mitologia, é ele que levava os mortos pro submundo.
- 32:48O chacal. De cachorro pro submundo?
- 32:50Não, ele guiava, né? Só quer montar nos bichos, pô.
- 32:54Calma aí, cara. Toda hora montar no Anub.
- 32:58E aí eles... E aí, enfim, o Egito é muito
- 33:03antigo, né? A gente tá falando de algo de
- 33:05cinco, seis mil anos atrás que já tinha o cachorro dentro da
- 33:08mitologia dos caras. Então é coisa muito antiga.
- 33:11O faraó Hound... Por que ele tinha a cabeça de
- 33:13cachorro? Não, não sabemos.
- 33:14É a mitologia dos caras. Sabe?
- 33:15O que que... É importância.
- 33:18E o cachorro é o guia. Isso é legal, né?
- 33:21Deve ter uma simbologia legal aí.
- 33:23O cachorro ser o guia pro submundo.
- 33:26E aí esses faraó round, eles eram retratados em pinturas do
- 33:31lado de faraó. Tá ligado?
- 33:32Você vê a importância dele. Por isso que o nome é faraó
- 33:34round. Pode crer?
- 33:35E aí na ilha de Malta... Acreditei.
- 33:39No mar Mediterrâneo, na ilha de Malta, a gente tem ali...
- 33:42Provavelmente alguns comerciantes fenícios levaram
- 33:45alguns animais pra lá também. Os farol round pra lá.
- 33:50E aí é legal, porque você tem farol round do Egito, farol
- 33:52round da Ilha de Malta. E aí cada canto tem o seu tipo
- 33:56de cachorro. Que é o que acontece com todas
- 33:58as raças, né? Você tem versões de raças pra
- 34:01caralho. É o bulldog, que você falou, o
- 34:03bulldog francês, por exemplo. Que é pequenininho, que parece
- 34:06um... Pô, bicho que o diabo fez.
- 34:10Esse bicho, ele tem, pô, grandão.
- 34:12Você tem ele versão grande. Não, pô, o Salsichinha.
- 34:17O Dash Hund, né? Pô, o Dash Hund também se fudeu
- 34:19demais, mano. Toda hora, eles têm problema na
- 34:21coluna. Qual a raça de cachorro que tu
- 34:24mais gosta? Cara, assim, né?
- 34:26Não é papinho pra agradar a galera, não.
- 34:29Mas eu sou muito fã de vira-lata, né?
- 34:31Porque eu tenho pena de vira-lata.
- 34:32Acho que vira-lata... Então, todo cachorro que eu vou
- 34:34ter vai ser vira-lata. É lógico, o bicho vai ser
- 34:37abandonado muitas vezes. Não, vira-lata não
- 34:39necessariamente... Não, não necessariamente.
- 34:42Viralata é uma mistura de raças. Sim, não necessariamente.
- 34:44Mas tipo assim, quando eu for adotar...
- 34:45Aqueles são geralmente legais os vira-lata, né?
- 34:47São, pra caralho, pra caralho. Mas eu acho que os meus dois
- 34:51cachorros, eles são uma mistureba.
- 34:53A Lola tem algo de buterrier, claramente.
- 34:55Tá ligado? É um buterrier vagabundo.
- 34:58Não tem... E aí, que ali ela tem uns
- 35:00comportamentos de buterrier. Buterrier é muito fofo, mano.
- 35:03Tu tá ligado em qualquer? Não, vou dar um Google aqui.
- 35:06Joga aí, cara. É que tem um olhinho
- 35:07pequenininho, maior narigão. É o Snoopy, pô.
- 35:11Tá ligado? Ah, tá, né?
- 35:13Esse cachorro. É fofinho, mano.
- 35:15É meio que um... Ele lembra um pouco um Pitbull,
- 35:18né? É, tem algo aí.
- 35:19Lembra um pouco um Pitbull, assim.
- 35:20Mais ou menos, é. Mas eu não sou muito apoiado em
- 35:22Pitbull, não. Agora, Buterrier...
- 35:24Puta, cara, tem um Buterrier, aquele cara que é hipócrita, né?
- 35:27Tem um Buterrier no Instagram que eu sigo, que é...
- 35:30Que eu acho que é Maxus. Pô, ele é muito foda, cara.
- 35:34Pera aí, deixa eu procurar. Meu Instagram é metade do TRE,
- 35:37cara. Sem brincadeira.
- 35:38Cara, tinha um cara que veio aqui na agência, que ele é
- 35:41autista, e ele tem um Instagram...
- 35:43Ele veio no podcast da Amanda, no Espectro, lá sobre autismo.
- 35:47Beijo pra Amanda. E aí o lance dele é que ele
- 35:49tinha uma página, sei lá, uma conta do Instagram que era só do
- 35:53cachorro dele. E era gigante, assim.
- 35:55E a minha parada... E era...
- 35:56Pelo jeito, era esse cachorro aqui.
- 35:58Pô, mano... E era bem famoso.
- 36:00Tinha que lembrar o nome da página do cara.
- 36:02O cara é bem legal, inclusive. Cara, é muito bonitinho, mano.
- 36:05É muito bonitinho. Boterrier.
- 36:07E eles começam a girar, porque eles têm muita energia.
- 36:10Fica girando que nem maluco. Porra, é fofo demais, cara.
- 36:12Boterrier, eu acho que é a minha raça favorita do momento.
- 36:15Mas, vira latar. O negócio é só virar lata.
- 36:19E tu, qual que é a raça que tu acha mais fofa?
- 36:22O cara do cachorro, achei aqui, ó.
- 36:24Rafael Manteço. Coloca aí.
- 36:27Manteço com dois S's. E ele lançou um livro do
- 36:30cachorro. Ah, mano, esse cachorro é
- 36:33absurdo. Não, e olha esse cara, o bom
- 36:35gosto do fudido desse cara. Jimmy?
- 36:37Jimmy? O cachorro é Jimmy?
- 36:39Acho que é Jimmy. Olha esse Instagram foda esse
- 36:43cara, velho. Pô, cara, é muito fofo.
- 36:45Olha quão foda essa... Deixa eu ver o Instagram dele.
- 36:49Não, o desgraçado é um artista muito foda.
- 36:53Ah, o cara monetizou o cachorro com a Tokstok, né, velho?
- 36:55Puta que pariu, que cara monstro.
- 36:58Muito foda. Ah, mano, é muito fofo o
- 37:00cachorro, cara. Nossa, mano.
- 37:02Ele é um ótimo fotógrafo, esse cara.
- 37:03Muito foda. A Dog Named Jimmy.
- 37:05Tem um livro, pô. Ah, vai tomar no cu.
- 37:08O livro aí dentro. Porra, velho.
- 37:09Eu tô falando aqui. Exposição, cara.
- 37:11Olha as exposições. Ah, mano.
- 37:13Muito foda. Não tem como.
- 37:15Esse cara é bem gente boa, inclusive.
- 37:16Beijo, Rafael. Parecia gente boa.
- 37:19Muito bem. Alexandre Níquel.
- 37:21Ah, não, você não falou a sua raça.
- 37:22Tô curioso. Qual a raça de cachorro que tu
- 37:24acha mais bonitinho? Cara, então, tem o Border Collie
- 37:26que é muito brother, né? Porra, Border Collie...
- 37:29Border Collie... Border Collie não...
- 37:32Ah, Camila! Camila tem o Pastel, que é um
- 37:34Border Collie. É muito...
- 37:36É assim, é ator de novela. O Pastel, ele vai além.
- 37:40Ele é brother, né? Ele é tipo um cachorro que tá
- 37:45ali. O Border Collie é tipo o mineiro
- 37:48dos cachorros. Ele é sempre brother.
- 37:51Foda, foda, foda. Ele nunca é pau no cu, né?
- 37:54Não conhece o Border Collie que mordeu o rosto de uma criança,
- 37:57sabe? Sim.
- 37:58É muito fofo. Cara, o Border Collie é absurdo
- 38:00mesmo, cara. A Tila tem algo de border
- 38:01collie. Meu cachorrinho.
- 38:03Bem lá no fundo. Eu te falei que me ofereceram um
- 38:05border collie, né? De raça e tudo mais, assim,
- 38:07boladão? Aham.
- 38:09É porque um cara ia viajar pra Alemanha e aí ele não podia
- 38:13levar o border collie dele. E ele me ofereceu.
- 38:16Mas não... Não, cara, muita crueldade.
- 38:18Meu apartamento é muito pequeno, tem um cachorro.
- 38:20É, mano, pior que é. Pior que é mesmo.
- 38:22Mas de boa. Bem, Alexandre, na Grécia e em
- 38:25Roma, a gente tem cachorros participando não só na caça e
- 38:31com seus papéis militares também, como também a gente tem
- 38:34eles em algumas lendas, né? A gente tem, por exemplo, o
- 38:38Argus. Da Odisseia.
- 38:40E pô, o Argus é muito bonitinho a história.
- 38:43O Argus é um cachorro do Ulisses, né, o protagonista da
- 38:45Odisseia. E tipo assim, qual que é a
- 38:47história da Odisseia? O Ulisses saiu da Guerra de
- 38:50Troia, um herói da Guerra de Troia.
- 38:51E ele fica vinte anos tentando voltar pra casa dele.
- 38:54Em Ítaca, uma ilha. Aí, ele sai de lá, tinha o
- 38:57cachorro dele. O cachorro dele esperou ele
- 38:59voltar. Depois de vinte anos.
- 39:02Isso no mito, né? E aí o cachorro, velhinho,
- 39:04velhinho, velhinho. Até no filme da Odisseia.
- 39:07Quando o Ulisses volta, ele vê que tem um montão de pretendente
- 39:12da esposa dele. Porque geral pensa que ele tá
- 39:14morto. E a esposa dele teria,
- 39:16supostamente, ficado viúva, né? E aí, o que ele faz?
- 39:19Pô, eu vou conquistar minha esposa de novo.
- 39:21Olha que bonito, né? E aí ele vai lá e se veste de
- 39:24mendigo, assim. Usa uma magia e tal.
- 39:26Fica que nem um mendigo. E aí, o cachorro é o único que
- 39:30reconhece ele. Tá ligado?
- 39:31O Argus, depois de vinte anos, olha pra ele, cheira a mãozinha
- 39:35dele, abana o rabo e morre. Porque esperou ele voltar pra
- 39:38morrer. Ah, velho.
- 39:40É, mano. Que foda.
- 39:42E a mina pilhou no cara a medida?
- 39:43Pilhou, pilhou, pilhou. Ela...
- 39:46Não, o cara é foda. Então ela...
- 39:48Então ela traiu o marido dela. Com ele mesmo.
- 39:53É o teste, é o teste do Gugu. Bom, bom, bom.
- 39:57E aí o que acontece? Também tem na mitologia grega o
- 40:00Cerberus, né? Que é um cachorro que fica de
- 40:03três cabeças. Que fica na porta do inferno.
- 40:06Do Hades, né? Mais especificamente.
- 40:08Ele fica lá recepcionando a galera.
- 40:10E qualquer ser humano que tenta entrar no inferno, o Cerberus
- 40:14também mete a porrada. Tudo isso é pra mostrar que o
- 40:16cachorro é uma figura tradicional pra caralho.
- 40:19E na Roma Antiga, eles usavam o cachorro até no Coliseu, mano,
- 40:22em combate. Que é o cachorro da raça
- 40:25Molosso. Digita aí, M-O-L-O-S-S-O.
- 40:29Os cachorros da raça Molosso, eles iam pro Coliseu.
- 40:32E lutavam com a rapaziada, tá? Ah, velho.
- 40:35Ah, sacanagem. Sacanagem pra caralho.
- 40:37Rinha de cachorro é sacanagem. Não, não é de cachorro, é de
- 40:40contra-ser humano. Ah, então é meio legal, né?
- 40:44mas daí o cara saia na mão com o cachorro é, com vários animais
- 40:50no coliseu era bem normal, vários animais tem até galera
- 40:53que fala que tinha tubarão no coliseu então briga de ser
- 40:58humano contra animal era leão, leão tinha com certeza eu acho
- 41:02que vai ter tubarão nesse é, no trailer né É, parece água,
- 41:08assim, eu acho que vai ter tubarão.
- 41:09É, é as Titanomachia? Eu acho que era isso o nome.
- 41:12Titanomachia. Eu acho que é isso o nome da...
- 41:15É. Não, Titanomachia não, eu
- 41:16viajei. Puta que pariu.
- 41:17Tinha Batalha Naval no Coliseu, Titanomachia não, é outra coisa.
- 41:20Isso realmente aconteceu. Não parece...
- 41:22Esse Coliseu novo... Esse Coliseu novo, esse
- 41:25Gladiador II não parece muito legal, né?
- 41:27Cara, não só não parece legal, como parece que, porra, vai dar
- 41:30uma desanimada, né, mano? Porque, por mais que a gente...
- 41:32Desanimado com o primeiro Gladiador, que é um filmão.
- 41:35Porque, pô, por mais que a gente fale que não liga, né?
- 41:38Não, o primeiro é bom. Dá uma manchada, né, mano?
- 41:41A sensação. Não dá uma manchada no anterior?
- 41:43Eu não sei, porque é bem comum, né?
- 41:46Não, sim, é bem comum. E, cara, acabou de sair o do
- 41:50Joker, inclusive. Geral falando que tá uma merda.
- 41:53Então, cara, mas qual, fora Exterminador do Futuro e Bíblia,
- 41:57qual que o dois é melhor, né? Tipo...
- 42:01Que é mais famoso, né, cara? Tipo, é muito difícil.
- 42:04Ah, O Senhor dos Anéis. Duas Torres é meu favorito.
- 42:08Acho que é pra uma galera, assim.
- 42:09Ah, mas é que é meio que um combo, né?
- 42:11O Senhor dos Anéis. É meio que uma...
- 42:13Foi filmado tudo junto, né? É uma outra parada.
- 42:16Talvez. É muito difícil, cara.
- 42:19Mas eu quero ver... O Coringa já estreou já, né?
- 42:22Estreou agora. Não sei quando é.
- 42:24Não, mas assim, cara. Esse é realmente um filme que
- 42:27nasceu pra ser ruim, né, cara? Musical, tá ligado?
- 42:30O primeiro não tem nada de musical.
- 42:32Pô, sei lá. É, o cara se emocionou de
- 42:34repente. Mas vamos dar uma chance.
- 42:35Vamos levar. Vamos, com certeza.
- 42:37Tanto porque a série tá muito boa do pinguim.
- 42:41Tá ligado? Que tem a ver nesse contexto aí,
- 42:43né? De alguma forma.
- 42:44Então... Outro animal que deveria ser
- 42:46domesticado também. Pinguim é fofo demais.
- 42:48Pô, tá ligado? Eu já te contei a história lá de
- 42:51Angra, né? Que tem um pinguim que todo...
- 42:55Que é do filme? É, do filme.
- 42:57Tu viu isso aí? O ator, né?
- 42:59É o Pimenta. O Pimenta?
- 43:02Ele tá nesse filme? O Pimenta atuou...
- 43:04Ele falou, cara, passei, sei lá, dez dias atuando e foi cortado.
- 43:08Ah, não, cara. tiraram na edição, mas segundo ele ele
- 43:13sabia quando ele tava gravando tipo, que achava que não ia ah,
- 43:16que sacanagem, mano é aquele ator, o Leon lá, do
- 43:20Profissional, tragada? sim, sim, aquele ator foda essa
- 43:23história é muito foda, o Pinguim todo final de ano ele passava
- 43:26uns dias com esse cara, esqueci o nome do senhorzinho lá em
- 43:29Anga, na Ilha Grande e aí ele ia embora, o Din Din o nome do
- 43:33Pinguim que ele botou e era sempre o mesmo, todo ano ele ia
- 43:36lá e ficava uns dias com o cara e ia embora Pô, é fofo demais,
- 43:39né, cara? Pinguim na praia, pô.
- 43:41Tá maluco. E ele ia, tipo, só se apegou ao
- 43:44cara. É, pô, ia todo ano.
- 43:47Pinguim não é o único bicho monogâmico, assim?
- 43:50É, eu já ouvi esse papo, mas eu não tô ligado.
- 43:52Fora esse tudão aqui. Fala, nego.
- 43:58Mas aí é... Enfim, tem que ver esse filme
- 44:01também, que conta a história da minha cidade.
- 44:05Alexandre Níquel, você já planejou as suas férias em algum
- 44:09momento da sua vida, né? Ou seja, enfim, vou viajar pra
- 44:12tal lugar, né? Quê?
- 44:14Tá perguntando se eu planejei. Algumas férias da sua vida, é.
- 44:17Já estou planejando, no final do ano eu vou passar o Natal lá.
- 44:20Olha, lá longe, não quer dizer onde, né?
- 44:22Tá bom, beleza, não tem problema.
- 44:24Senão os caras vêm cobrar dívida.
- 44:26Ah, beleza. Mas, Alexandre, esses
- 44:28planejamentos que você tem em vida podem continuar depois que
- 44:33você sai da vida, sabia? Oh, que gancho!
- 44:36Ah, eu trabalho com isso. O negócio é o seguinte,
- 44:38Alexandre, existe um guia de viagem pro além.
- 44:42De que editora, Victor? Calma, cara.
- 44:45Isso é muito ruim, fazendo pública.
- 44:47Que editor... Muito bem, Alexandre.
- 44:50A editora Cultrix, um beijo pra galera da Cultrix, lançou um
- 44:53livro chamado Sem Lugares Pra Conhecer Depois de Morrer.
- 44:57Olha que maneiro. Basicamente, é um guia de viagem
- 45:00pra vida depois da morte. E, bem, né?
- 45:03Já que é depois da morte, a gente pode fazer a
- 45:04brincadeirinha e a gente pode imaginar lugares loucos, lugares
- 45:08que não existem na vida real, mas existem na literatura, na
- 45:10mitologia, na cultura pop e tudo mais.
- 45:12Explorar o quê, Vitinho? Explore o Egito Antigo.
- 45:18Saia com os bardos tibetanos. Visite Hogwarts.
- 45:23O universo Marvel. E até Saturno.
- 45:28Deu os fantasmas. Legal, legal.
- 45:32Quem é que escreveu, Alexandre, esse livro aí?
- 45:35Que é mais um guia, né? Ah, é o Ken Jennings.
- 45:39Ken Jennings, ele traz cem, tá? É muito relato de várias versões
- 45:44da vida após a morte, né? Podia ser mais até, mas...
- 45:47Podia ser mais? Ah, tá.
- 45:49Tá bom, tá bom. E aí ele pegou várias religiões
- 45:52diferentes, mitologia, cenário de livro, pegou música, a parte
- 45:55da música é criativa, e pegou tudo isso e ele escreveu esses
- 46:00lugares que, de acordo com essas mitologias, com esses... essas
- 46:04histórias, você pode visitar depois que você morrer.
- 46:07Então você tem, por exemplo, o Inferno de Dante, o clássico da
- 46:10mitologia. Tem o universo do Harry Potter.
- 46:13Ah! Harry Potter, é!
- 46:15Tem Marvel, tem DC, tem Música do Nirvana, Episódio do Simpson,
- 46:20tem muita coisa. E uma coisa que é interessante é
- 46:23que por mais que você esteja visitando, você tá aprendendo
- 46:25também, né, cara? Porque tem curiosidades sobre
- 46:27todos esses temas, tá ligado? Fascinante!
- 46:30Engraçado! Irreverente!
- 46:33Este guia irá ajudá-lo a criar sua própria lista de desejos
- 46:37para depois que partir os bolsos desta para melhor.
- 46:42Muito bem. Então entra agora no site da
- 46:44editora Cultrix e garante lá o seu exemplar com trinta por
- 46:48cento de desconto, sabia? A gente aqui do História Pros
- 46:50Brothers tá dando com o seguinte cupom.
- 46:52Anota, é cuponzinho. Brothers trinta.
- 46:55Brothers. Brothers.
- 46:58Peça atenção. Brothers.
- 47:00Ders. Trinta.
- 47:02Exatamente. Então, se você quer uma leitura
- 47:05que uma pessoa que não tem medo de encarar o desconhecido, vamos
- 47:08supor que o ouvinte é corajoso, Alexandre da Níquel.
- 47:11Vamos supor que o ouvinte quer desbravar os oceanos da
- 47:14existência e da não existência, ele pode comprar Sem Lugares Pra
- 47:18Conhecer Depois de Morrer no site da Editora Cultrix.
- 47:21Beleza? E o link também está na
- 47:23descrição do episódio, tá? Exatamente, exatamente.
- 47:25Falou. Beijo.
- 47:28Muito bem, Alexandre. A gente também tem outras
- 47:30culturas como os celtas e os vikings.
- 47:33Eles também têm registros de cachorro, pô.
- 47:35O viking, então, era muito comum enterrar junto, tá ligado?
- 47:39Porque eles diziam que mesmo depois da morte, o cachorro ia
- 47:43servir o dono dele, tá ligado? Ah, putz, sacanagem.
- 47:47É, também acho sacanagem. Mas assim, né, cara?
- 47:49Você sabe que o cachorro, a vida do cachorro é a gente, né?
- 47:54Do nosso cachorro. Então, eles gostam muito.
- 47:56Ah, será? Pô, tu acha que o teu cachorro
- 47:59tem um side project? Tu acha que ele tá preparando um
- 48:02canal no YouTube secretamente? O que você acha?
- 48:05Não, eu acho que dá muito peso pra uma relação, cara.
- 48:07Será, hein? Eu acho que tu é tipo aquelas
- 48:10pessoas que começam a namorar e não saem mais com os amigos.
- 48:13Hum. Acha que tem perfil junto,
- 48:16assim. Eu acho que o cachorro tem as
- 48:18paradas dele, velho. Tipo o quê, cara?
- 48:20Tá estudando, tá... Eu não sei, velho.
- 48:22Tipo, eu não... Esse é o problema, né, velho?
- 48:25Tu só fala de ti, tu nunca fala como tá vindo o teu cachorro.
- 48:28Perfeito, perfeito. Fica aí a denúncia.
- 48:30Não, mas é... Será que tu é tão importante
- 48:32assim pro teu cachorro? Eu acho que sim, cara.
- 48:34Acho que todos os donos de cachorro são muito importantes
- 48:37pros seus cachorros. Eu não sei, cara.
- 48:39Tá bom. Eu acho que é importante, mas é
- 48:41tipo... Não é tudo.
- 48:43Saquei. Tá bom.
- 48:44É que tu não me viu chegando em casa.
- 48:45A festa que a Tila faz. Mas enfim.
- 48:48O lance é o seguinte. O cachorro conseguiu, Alexandre.
- 48:51De alguma forma. Ele entrou na nossa vida e
- 48:54conquistou os nossos corações. A questão é o que que fez isso?
- 48:59Na tua opinião, o que que fez o cachorro ele virar, porra,
- 49:04melhor amigo do homem, né? Do ser humano.
- 49:07Faro? Lealdade?
- 49:09Charme? Cara de pidão?
- 49:11É o que, na tua opinião? Tu diz em relação ao qual é o
- 49:14interesse do cachorro ou qual é o interesse do ser humano?
- 49:16Não, o que o ser humano viu no cachorro que falou, eu vou criar
- 49:19essa porra. Ah, velho, é...
- 49:22Eu acho que talvez seja o mais...
- 49:25O tamanho, a facilidade de domesticar e acho que as
- 49:29utilidades, né? Que eu acho que ele é um bicho
- 49:31que faz muita coisa, que nem tu falou.
- 49:33Faz. Tipo, é um alarme, é protetor, é
- 49:37um companheiro, é várias coisas, né?
- 49:39Então, putz, eu acho que é uma escolha fácil, assim, entre
- 49:42todos os animais pra... Porque podia ser macaco, por
- 49:45exemplo, né? Macaco faz todo sentido.
- 49:47Pois é, mas eu acho que o macaco é louco, né, cara?
- 49:49Mas o lobo não é louco? O lobo não é louco?
- 49:51Não, mas o macaco, acho que não...
- 49:53Não sei se o macaco... Acho que o macaco não se vende
- 49:56por tão pouco, sabe? E o macaco foge, né?
- 50:00De um jeito pra cima, né? O cachorro faz pro lado.
- 50:02O ser humano consegue buscar pro lado, não pro cima.
- 50:05Olha aí, cara. Saiu uma aspas fortíssima.
- 50:10É. Cento e trinta de QI, Vitinho.
- 50:13Cento e trinta. Mas é...
- 50:16É isso, cara. O cachorro, de alguma forma, ele
- 50:19conseguiu mesmo que a gente ficasse apaixonado.
- 50:21Eu acho que é muito a carinha quando faz merda, mano.
- 50:23Quando o cachorro faz merda e ele olha pra você, tipo assim,
- 50:26com aquela carinha, tipo assim, putz, viajei.
- 50:28Porra, não tem como. A cara do cachorro que fez merda
- 50:31é maravilhosa. Tá ligado em que eu tô falando?
- 50:33Sei. Pô...
- 50:34Sei, mas tu acha que isso que ganhou no ser humano?
- 50:36Ah, cara... A fofura?
- 50:38Eu acho que tem que ter uma conexão...
- 50:42Um charme, né, cara? Acho que tem que ter.
- 50:43Se for só utilidade, sei lá, mano.
- 50:45O ser humano pega uma ferramenta, sei lá.
- 50:47Tu não acha estranho quem não gosta de bicho, cara?
- 50:49Cara, tem aquele papo, né? Quem não gosta de bicho é uma
- 50:52pessoa que tem pouca empatia, né?
- 50:54Pouco altruísta. Eu não sei se eu concordo.
- 50:56Não, eu tenho pouca empatia e eu gosto de bicho, cara.
- 50:58Sei lá. Então, eu não sei se eu
- 51:00concordo. Mas eu acho, tipo assim, uma
- 51:03pessoa... Eu me sinto muito mais à vontade
- 51:05perto de alguém que tá tratando bicho muito bem, assim.
- 51:09Uhum. Quando vem alguém do seu lado,
- 51:11aí vem um cachorro e faz... Tá ligado?
- 51:12Mó escruta assim, eu não curto muito não, assim, cachorro.
- 51:15É, eu não... Não é definitivo, mas dá a
- 51:18entender alguma coisa, né? Significa alguma coisa.
- 51:20Eu acho que tem um lance de... Eu dou uma respeitada em quem
- 51:23tem medo, porque... Ah, não, medo de boa.
- 51:26Sei lá, o cachorro comeu o rosto da pessoa quando era criança,
- 51:29uma parada assim. Não, e cachorro é um bicho
- 51:30perigoso mesmo, filho. Se você, né?
- 51:33Eu tenho várias histórias de cachorro que mordeu.
- 51:36A Amanda Ramalho que a gente tava falando, eu conheci ela
- 51:38quando o cachorro mordeu o rosto dela, né?
- 51:40Aí? Caralho, o que aconteceu?
- 51:42Conheci ela, ela tava ensanguentada.
- 51:43E ela, oi, opa, tudo bem? Caralho!
- 51:45É, tô... Cachorro é cachorro.
- 51:49Eu tinha acabado de morder o rosto dela, tava na casa de um
- 51:52amigo, daí eu entrei e ela tava, o cachorro meio chorando, o
- 51:55cachorro tinha mastigado o rosto dela.
- 51:57Tadinha. E aí eu acho que eu falei alguma
- 52:00coisa muito absurda pra ela, porque ela se lembra até hoje,
- 52:02eu não lembro o que que é, que ela falou, ah, não, esse cara
- 52:04vai ser meu amigo, sei lá, eu falei, tipo, eu disse que o
- 52:08cachorro tava bem, alguma coisa assim, sabe, tipo, alguma coisa
- 52:11absurda. Mas eu me lembro claramente,
- 52:14assim, e era um cachorro de boa, brother, só que é um cachorro
- 52:18traumatizado, que aí aquela parada, ah, não pode, sei lá, só
- 52:21encostar na orelha, ou só fazer um, sabe, era tipo um...
- 52:24Devia ter o traumazinho dele e ela não sabia, né?
- 52:27É, tipo assim, pô, é. Daí é foda.
- 52:30Não, cachorro morde mesmo, cara. É algo pra você ficar preocupado
- 52:33mesmo. Esses dias um cara veio aqui
- 52:35resolver um bagulho de esgoto, a Tila mordeu ele, cara.
- 52:37O cachorro mordeu minha bunda no Réveillon, né?
- 52:40Real, cara? Esse ano, eu tava andando na
- 52:43rua, dia primeiro, saí pra dar uma caminhada, o cachorro mordeu
- 52:45minha bunda. Real, real.
- 52:47Ali na Vila Madalena, velho. Mas, tipo, na rua?
- 52:50É, mordeu minha bunda, um cachorro grande, saiu bem,
- 52:51mordeu minha bunda, velho. Real?
- 52:53Foda. Pior daqueles bar ali, quando eu
- 52:56morava na Fradique ali ainda. Agora eu posso falar que eu não
- 52:58moro mais lá. tava no bar tomando umas, olhou você, vou
- 53:03arregaçar. Cara, eu não sei o que foi até
- 53:05hoje, assim, eu não sei se eu passei muito perto e não vi, mas
- 53:08tipo assim, eu não pisei no cachorro, não fiz nada.
- 53:10Mas era vira-lata? Cara, era vira-lata, mas era
- 53:12grande, era grande. Caralho.
- 53:14Era tipo bem grande. Saquei.
- 53:15Mas ele mordeu minha bunda e viu que eu gostei.
- 53:21Não, ele... Não, ele...
- 53:24Mas ele não, ele deu uma rosnadinha, eu segui, sabe
- 53:27quando tu cai e finge que não doeu?
- 53:30Estou bem ligado. É, então, eu mandei a mesma.
- 53:32Tipo, ah, tá, então tá. Segui caminhando com a mesma
- 53:34velocidade, com a dor na bunda, com a camiseta cortada e tudo.
- 53:38E ele, eu acho que ele viu que eu não, não, não afetou muito.
- 53:41Não ligou. É, porque eu não tinha o que eu
- 53:43ia fazer, né? Eu não dava pra bater no
- 53:44cachorro, né? Nem consegui.
- 53:46O cachorro ia me bater. caiu, cara, tu chegou a cair.
- 53:49Não, não, não, tô dizendo que aquela reação que tu tem quando
- 53:51tu cai, que tu levanta e finge que não doeu, né?
- 53:54Que não foi nada, que aquele momento não aconteceu.
- 53:56Quando ele mordeu minha bunda, eu segui também, tipo, como se
- 53:58não fosse nada. Mas doeu muito, sangrou minha
- 54:01bunda. Caralho, sangrou?
- 54:03Sangrou foi o dia primeiro, porque eu me lembro, eu pensei,
- 54:05puta, esse ano começou massa, né?
- 54:07Caralho, foi em que ano? Em dois mil e vinte e dois?
- 54:10Cara, faz pouco tempo. É, tipo, por aí.
- 54:13No início de dois mil e vinte e dois, vinte e três, por aí.
- 54:15Vinte e dois, eu acho. Maneiro, mano.
- 54:17Parabéns aí pro cachorro que mordeu o cu do negro.
- 54:20Muito bem, cara. Tem um lance que é o seguinte,
- 54:22né? O cachorro é um dos poucos
- 54:23animais que sabem interpretar as emoções humanas.
- 54:28Tem muito bicho que não saca quando a gente tá brigando, tá
- 54:31ligado? Ele não sabe muito bem o que a
- 54:33gente quer dizer. Não é nem maldade, às vezes.
- 54:35É só não entender. E o lobo não faz isso.
- 54:38O lobo não entende, né? Isso é coisa de cachorro mesmo,
- 54:40né? E um lance maneiro é que os
- 54:42cachorros, eles olham nos nossos olhos, tá ligado?
- 54:45O lobo não olha. O lobo, ele...
- 54:47Então, por quê, né? Não sei se você tá ligado.
- 54:49O lobo, e alguns cachorros também, se você ficar olhando
- 54:52muito no olho dele, ele fala, pô, é uma ameaça pra mim.
- 54:55Esse bicho vai pular em mim, tá ligado?
- 54:57E o cachorro, não. O cachorro, você olha pra ele no
- 54:59olho e ele fala, ó, tá olhando o quê?
- 55:01Legal. Tá de boa, assim, contigo.
- 55:03O ser humano também, né? O quê?
- 55:05Não, olha no olho e acha que é ameaça, né?
- 55:07Geralmente. Assim, por exemplo, no elevador,
- 55:09não? No elevador?
- 55:11É, estranho pra caralho. Você tá no elevador e tem a
- 55:14pessoa olhando nos seus olhos. É, é isso que eu tô dizendo.
- 55:17Geralmente, tu não olha pra pessoa direto nos olhos no
- 55:20espaço pequeno, né? Porque é meio, parece que tu
- 55:22tá... É estranho, né?
- 55:24É meio ameaçador, assim. É, ameaçador.
- 55:27É, então... O ser humano é muito parecido,
- 55:30cara, com os animais, não sei se...
- 55:31Muito parecido. Uma parada maneira também é que
- 55:33os lobos, eles são... Os lobos, eles são meio...
- 55:37Relativamente uniformes, né? A estatura, o formato do corpo e
- 55:42tal. E cachorro, não, cara.
- 55:44Cachorro, você tem um chihuahua, que é um cachorrinho, e tem um
- 55:47São Bernardo, que é gigante. Então, tipo, essa variedade...
- 55:51de tamanhos e formatos de cabeça e tudo mais, também é um lance
- 55:56dessa seleção artificial que a gente fez.
- 55:58Sim. Tá ligado?
- 56:00E é isso, né, cara? A gente teve transformação no
- 56:02sistema digestivo de cachorro, porque o cachorro, por exemplo,
- 56:05aprendeu a digerir carboidrato. Ele não sabia?
- 56:08Não. Não digeria carboidrato.
- 56:09O lobo não sabe. E aí, como a gente fica dando
- 56:12pãozinho pra eles, eles aprenderam.
- 56:13O lobo era totalmente low carb? Só comia carne?
- 56:16Só comia carne. Hum.
- 56:17Doideira, né? E é isso, né?
- 56:19O lobo, ele é carnívoro. Praticamente, cem por cento
- 56:21carnívoro. E os cachorrinhos de hoje têm
- 56:24uma dieta, pô, com vegetal, com grão.
- 56:27Faz até bem pros cachorros. Você ter uma dieta bem variada,
- 56:30né? E...
- 56:31Mas, novamente, né, cara? Eu tô falando aqui o quanto que
- 56:33mudou a vida dos cachorros, essa relação.
- 56:35Mas também é importante lembrar que mudou a vida dos humanos.
- 56:39Porque o cachorro ajudou o ser humano a sobreviver.
- 56:41E sabe lá se a gente sobreviveria, ao passar dos
- 56:45anos, Sem o cachorrinho do lado. Mas eu achei curioso o lance que
- 56:47tu falou que a galera usava pra esquentar, cara.
- 56:49É, pô, é muito quentinho em cachorro, muito pelo.
- 56:52É dormir abraçado no cachorro? É, pô, você nunca dormiu
- 56:55abraçado no seu cachorro, cara? Não.
- 56:58Que isso, cara? Primeiro porque o cachorro não
- 57:00entrava em casa. Ele não entrar, tadinho.
- 57:03Não, cara, isso é bem normal em pessoas que moram em casa, cara.
- 57:07Tadinho, o sonho dele devia ser entrar na casa.
- 57:10Pois é, tem sonhos que não são pra ser realizados, né?
- 57:13Legal, legal. Gente boa, gente boa.
- 57:16Mas gato, eu já dormia abraçado de gato, assim.
- 57:18Boa, gostosinho também, né? É, mas eu parei quando ele
- 57:21quebrou meu iPad. A gente não...
- 57:23Parou de se falar. A gente parou de se falar.
- 57:26Fiquei chateado com ele. Muito bem.
- 57:29Alexandre, hoje em dia, cachorro trabalha como cão-guia pra cego,
- 57:33né? Muito normal.
- 57:34Trabalha em pastoreio na vida do campo. trabalha em resgate, tá
- 57:40ligado? É muito normal também ter um
- 57:41resgate e umas operações de salvamento, né, porque ele ouve,
- 57:45ele, né, ele consegue sentir o fardo das pessoas, ah, tem
- 57:50alguém aqui embaixo, ele aponta, é bonitinho ele apontando com a
- 57:53patinha assim. E também é um farejador pra
- 57:56lutar contra o crime e encontrar, né, as substâncias,
- 57:59as drogas e tudo mais. Então, por mais que esteja
- 58:02falando, ah, o cachorro, a gente domesticou o cachorro, o
- 58:06cachorro mudou a nossa história. Sabe lá o que teria acontecido
- 58:09com esse bichinho aqui, que é o ser humano, se não fosse o
- 58:12doguinho do nosso lado. Pô, acabou em alta esse
- 58:14episódio, hein? Acabou inspirador.
- 58:17Eu trabalho com texto, eu escrevo muito.
- 58:20E a gente quer que os ouvintes comentem ao dos comentários
- 58:24desse episódio. Tá aí a mensagem.
- 58:28Bom demais, Alexandre. É isso aí.
- 58:30Isso é muito bonito. Isso é muito bonito.
- 58:34Então é isso, Alexandre. Essa é a história de como o lobo
- 58:36virou dog. Vitinho.
- 58:42Oi. Vamos cobrar esse podcast.
- 58:44Vamos começar a fazer alguma coisa pra cobrar dinheiro das
- 58:46pessoas. O que a gente pode fazer?
- 58:48Eu não sei. A gente pode criar apoia-se e
- 58:50botar umas coisas assim. Mas o que a gente pode oferecer
- 58:53na porta? Tem porra nenhuma.
- 58:54Oferecer o podcast não acabar. É, porque tá...
- 58:58É uma possibilidade que agora é a primeira vez que a gente tá
- 59:00falando sério. É a primeira vez.
- 59:02O negócio tá estranho, assim. E quem sabe?
- 59:06Quem sabe? Mas assim, enquanto é de graça,
- 59:08aproveitem. O primeiro mês é de graça.
- 59:11Aproveitem e espalhem esse podcast, cara.
- 59:14Espalha. E é importante que vocês sigam o
- 59:17arroba História Pros Brothers. No Instagram.
- 59:20Sigam o... E não comentem nada do que eu
- 59:25falo no podcast, nos posts. E o Vitinho, onde é que as
- 59:32pessoas podem te seguir? Me encontram no...
- 59:36E em breve vou estar no YouTube também, hein?
- 59:37Fazendo história... Não vou falar mais nada.
- 59:40Conteúdo de história no YouTube. Em breve.
- 59:43O pessoal, cara, sempre comenta nos posts que...
- 59:46Quando descobre o meu Instagram que não parece a mesma pessoa.
- 59:48Aí eu fico muito... Ah, porque tu fala mó sério, né?
- 59:52É. No Instagram.
- 59:53É verdade. É muito estranho.
- 59:54Recebo várias DMs, assim. É uma loucura.
- 59:56Me sigam lá. E tem mais algum recado?
- 59:59Fora pras pessoas assistirem Pinguim?
- 1:00:01É... Assistam Pinguim.
- 1:00:03É... Não tem recado, não.
- 1:00:05É só assista Pinguim, mano. Tá muito bom.
- 1:00:08Coisa linda. Beijo pra todo mundo.
- 1:00:09Tchau, tchau. Valeu.
- 1:00:10Beijo.