Latest / MultiStudios / PLAY, PAUSA E REVOLUÇÃO MUSICAL COM GUTO DUFRAYER | BUSINESS BY CÁSSIO PACHECO #45
Transcript
- 0:12Fala, pessoal, sejam bem vindos a mais uma multitude especial.
- 0:16Hoje estamos com o Guto, do frayer, produtor musical,
- 0:20empresário da da indústria fonográfica e do entretenimento.
- 0:23Seja bem-vindo. Obrigado Cássio, obrigado a
- 0:26todos vocês aqui pelo convite. Que a gente possa trocar um papo
- 0:29bacana, que a gente estava batendo tanto papo legal.
- 0:30Agora vamos continuar aqui nesse pique.
- 0:32Vamos embora. A gente pegando aqui um
- 0:34pouquinho do do do que eu estou dando uma olhada aqui.
- 0:38A gente acaba sempre trazendo pessoas com com áreas
- 0:41empreendedores que começaram vários negócios.
- 0:44Eu queria hoje você tem 11, gravadora e eu, além de algumas
- 0:49outras situações, queria que você contasse um pouquinho dessa
- 0:52tua. Trajetória aí que começou,
- 0:54parece que começou em 1987, alguma coisa assim.
- 0:56Então eu queria que você enaltecesse um pouquinho,
- 0:58contasse para o pessoal. Como é que começou nesse meio
- 1:01que a gente vê que é um meio complexo no Brasil?
- 1:06Cara, é, não é fácil, né? Primeiro, boa noite, mais uma
- 1:08vez todo mundo, boa tarde, bom dia, não sei que horas vai ao
- 1:11ar, mas assim, cara, a gente, eu, eu comecei meio que porque a
- 1:14vida me quis nesse aspecto, tá? Eu, eu, minha família não tem
- 1:18nem pro par de mãe, nem pro par de mãe, nenhuma ligação com as
- 1:20artes. São todos os funcionários
- 1:22públicos ou das forças armadas? Então eu fui ovelha negra da
- 1:25família, literalmente. Escolheu arte, né?
- 1:27É, a arte me escolheu, foi isso, foi muito doido porque eu
- 1:29comecei ali. Eu tinha uma banda, né?
- 1:32É, nos anos 80, pra quem não entende, todo garoto do subúrbio
- 1:36tinha uma única chance de se destacar, é até uma banda, então
- 1:39eu montei uma banda pra poder ter chance com, né, com a vida,
- 1:42e aí de repente, ali minha banda começou a gravar, a gente e eu,
- 1:46mas o garoto tocava teclado comigo.
- 1:47Na época a gente gostava muito de som.
- 1:50Estava sempre conectado, querendo entender como é que
- 1:52gravava. E a gente batia de porta em
- 1:53porta e em vários estúdios para gravar as demandas.
- 1:55A gente ficava olhando como é que gravava aí, certo?
- 1:57Momento a gente começou a comprar microfone, compramos um
- 2:00gravador de 4 canais e começamos a gente mesmo a gravar.
- 2:03E aí em 87, mais ou menos. Tinha uma loja na Tijuca, eu
- 2:06morava na Tijuca, aqui no Rio de Janeiro, e aí ele chega para
- 2:10mim, pô, cara, tua banda era uma loja de heavy metal que tinha na
- 2:13magaleria chamada heavy, se eu não me engano.
- 2:16E eram Dois Irmãos. Eles tinham pra mim, cara, eu tô
- 2:18montando um selo e eu nem sabia o que que era um selo na época.
- 2:21E eu quero que alguém faça a produção dos meus álbuns e a tua
- 2:25banda pra dar de ser de playboy, tem um som bom, você quer ir?
- 2:28Eu falei topo, então eu tentei quanto?
- 2:32Aí me deu um valor que eu falei assim.
- 2:34Vou começar, vou fazer. Vamos claro?
- 2:36Tô nessa aí. Eu peguei e fui.
- 2:39Produzi uns 3 álbuns lá pra eles.
- 2:40Ganhei meu dinheiro. 18 anos é e aí eu tomei gosto pela coisa,
- 2:45entendeu? Porque eu eu sempre fui muito
- 2:47rápido pra fazer, conta, sabe? Eu olhava assim, cara, se eu me
- 2:50formar na profissão, tal eu for trabalhar, então eu vou ganhar
- 2:53tanto meu irmão, não é isso aqui fazendo música, aí eu comecei
- 2:57uma coisa e levar mais a Sério. Aí pô, comecei a compor já com
- 3:01objetivo assim, essa música eu vou pra tentar dar um beijo na
- 3:04fulana de tal, essa aqui eu vou fazer pra professora gostar de
- 3:07mim e me dar nota boa. E aí eu começava a ver que dava
- 3:10resultado. Aí com essa banda a gente
- 3:12começou a fazer um Monte de sarau.
- 3:14Na época tinha muito isso no Rio de Janeiro, festa de
- 3:16aniversário, e eu comecei a ganhar dinheiro.
- 3:18Aí eu falei, cara, esse negócio de música é bom, eu vou ficar
- 3:21aqui. E eu não parei, cara, não parei
- 3:23para dizer que não parei em 90 e não 89 a 91.
- 3:30Foram os 3 anos que eu fiquei afastado da música, porque a
- 3:32gente, essa banda, chegou a assinar um contrato na época,
- 3:34com uma com uma gravador independente.
- 3:37E a gente muito novo, ninguém conseguiu o álbum 2 meses depois
- 3:39não tinha uma música gravada, a gente descobriu outras diversões
- 3:43da música e aí o álbum não saiu e aí eu fui trabalhar numa
- 3:47empresa que não tem nada a ver com música.
- 3:49Fiquei lá e aí eu fui até promovido.
- 3:51Ele falou, cara, você vai ser promovido agora, uma outra área
- 3:54e daí você não sai mais. Isso foi um diretor que eu devo
- 3:57a ele até hoje, essa essa dica que ele me deu, ele, rapaz, se
- 4:00eu pudesse ter o que eu tô tendo agora pra você, eu não tava
- 4:03aqui. Falei, você, cara, tá sempre
- 4:05conectado com arte, Volta Pra Ela.
- 4:08Aí eu falei, pô, boa maneira de mandar alguém embora, achei
- 4:11bacana, foi inteligente. E aí eu saí e voltei, e aí
- 4:14continuei. Cássio, sim, a gente, eu, eu, eu
- 4:17tive uns estúdios grandes do Rio de Janeiro dos anos 90, a gente
- 4:21teve o Rocky House com mais 2 amigos, é e durou um bom tempo
- 4:26da da história da música aqui no Rio a gente gravou muita gente
- 4:30legal, a gente participou ativamente de.
- 4:34Não é ajudar, mas colaborar com vários artistas, porque eu acho
- 4:37que na música e nas artes a gente tem que ter um pouco da
- 4:39visão, não somente do do dinheiro, não é fazer a
- 4:43apologia. Com pobreza, mas a gente.
- 4:44Tem que ter uma conexão com a arte, tem que ter um propósito,
- 4:46não dá pra ser só. Dinheiro é consequência.
- 4:48Exato. É a ferramenta, porque com ela a
- 4:50gente faz muito mais isso. Então assim, aí nessa época a
- 4:52gente tinha mais disso. Hoje em dia tem menos, mas teve
- 4:55muita coisa legal. E aí eu comecei a fazer contato
- 4:57com gravadora multinacional naquela época.
- 5:00Fiquei de engenheiro de som há muitos anos, cara, eu fiquei
- 5:02dinheiro de eu fui engenheiro de ao vivo eu fiz PA 20 anos da
- 5:05minha vida, trabalhei ó, comecei em 94 com o Luiz Melodia, Luiz
- 5:10Melodia, fui pro Ed Motta, o Ed Motta gravava uns uns álbuns do
- 5:13almísha de aki, que era o Song books do almísha de aki, onde o
- 5:16Edson quando ele te julgando, pô, vamos lá, irmão, vamos lá
- 5:19pro show comigo. Eu falei, pô, mas não, você tem
- 5:21teu técnico e tal, não, vamos lá, cara, tu faz o som, vamos
- 5:24embora. Aí eu fui e aí eu já estava com
- 5:27melodia, eu fiquei anos, né, acabei minha aventura na
- 5:30estrada. Quando eu abri a empresa, em
- 5:332012, a gente abriu a empresa. Inicialmente nem era no Brasil,
- 5:37era nos Estados Unidos. A gente a primeira versão nossa
- 5:40foi lá porque a gente IA fazer festa de música eletrônica lá.
- 5:43Lá a gente já tinha separado umas 3, é mega crebss que eles
- 5:47chamam, né, pra fazer as festas, e aí a gente IA fazer a
- 5:50primeira. Aí teve uma divergência, foi a
- 5:51primeira dissolução da sociedade que foi aí.
- 5:54E aí a gente, na realidade, a gente montou a empresa, cara,
- 5:57sendo bem sincero com todo mundo, a gente queria fazer um
- 6:00lance maneiro, com arte. O que exatamente?
- 6:02A. Gente não sabia. 2 eram
- 6:04produtores musicais, um era advogado e também tinha sido
- 6:07produtor musical e um era promotor de eventos.
- 6:11Então a gente falou, bom, a gente tem que fazer evento.
- 6:13A gente tem que dar assistência, digamos assim, administrativo,
- 6:17né, para os artistas, porque tem a visão disso e a gente tem que
- 6:20produzir música. Então vamos fazer isso.
- 6:23O tempo foi passando e a gente foi fazendo.
- 6:26E aí começou a dar certo em 2014.
- 6:29Na realidade, disse assim, eu tô fazendo um corte.
- 6:32Pra já tô fazendo esse corte, né?
- 6:33Aliás. A gente tem que xingar alguém
- 6:35pra né? O corte e vingar bem é a gente
- 6:38em 2013, na real é 13, é finalzinho, 2013, não lembro
- 6:43agora se foi esse o começo, 14, eu sei que tem 14 por causa da
- 6:45Copa do Mundo. A gente tinha ido pra São Paulo
- 6:47pra fazer uma reunião com um cliente que a gente fazia
- 6:50consultoria, ainda faz até hoje pro mercado da música.
- 6:53E aí, no café da manhã, a gente reencontrou um diretor de AR da
- 6:57Sony que era muito amigo nosso nos anos 90, o Bruno, Bruno
- 7:00Batista, Monstro do Pântano, e aí ele porra, bate-papo para cá,
- 7:05pô, vocês tinham que voltar a produzir música eletrônica,
- 7:07porra, tá precisando botar isso de novo?
- 7:10Tem que botar aí a garotada tem que ouvir.
- 7:12Aí ele falou, produzir não, cara, não toma nessa onda.
- 7:15Música eletrônica, pô, eu gosto para caralho, mas é um trabalho
- 7:19diferente, é muito diferente. Eu acho que é desgastante.
- 7:22É, não é, é, é cansa porque tem muito mais recall do que a
- 7:26música pop, entendeu? E aí a gente não.
- 7:28Aí ele foi mostrando uma necessidade, aí eu que, pô,
- 7:33desde os 11, tô ligado em fazer negócio.
- 7:35Aí eu falei assim, cara, a gente tem isso pronto, tem, tem.
- 7:40Quando é que a gente conversa depois da Copa do Mundo, eu
- 7:42falei, beleza, a gente fechou, aí as meninas falou assim, cara,
- 7:44você tá doido, a gente não tem nada de isso pronto, eu falei,
- 7:46dá tempo. A gente ainda está no começo do
- 7:48ano, junho é no meio do ano, vamos embora. 6 meses em.
- 7:51É, e aí a gente caiu dentro, apresentou e aí abriu a liba.
- 7:54Abrimos a liba na Sony como um selo de música eletrônica
- 7:57exclusivo de música eletrônica. E aí a gente fez algumas cases
- 8:01muito bons. Inclusive você falou, a gente
- 8:03estava conversando aqui antes. E aí o Cássio lembrou do vintas,
- 8:06cara, acho que um dos primeiros. Hits isso aí, ele.
- 8:09Era essa, essa época aí, 13 para 14, ele começou AA esquentar com
- 8:15a Beth balance, se não me engano, foi a primeira que.
- 8:19EAE aí ele já estava começando a esquentar muito e aí apareceu
- 8:23uma música que ele fez com o Bruno BE com e manimal, que era
- 8:27o Júnior Júlio Lopes, e o Júnior da Sandy é, o Júnior é uma
- 8:32pessoa e a Sandy é outra, tá, gente?
- 8:34Eu gostava muito dessa versão minimal, a gente teve algumas.
- 8:39Levou para alguns eventos do. Café, e aí a gente fez uma faixa
- 8:42do hillman, a música hillman, que é do Dragon ballman, e essa
- 8:46faixa marcou assim uma aventura, porque era um remix usando o
- 8:50fonograma original, e aí eu fui entrar com o pedido melhor,
- 8:53ontem eu fiz o primeiro e-mail, o nego me ligou meia hora
- 8:55depois, ficou até doido, velho, a música tá no top Ford da
- 8:57Billboard, ninguém vai liberar. Aí eu falei, pô, mas vamos
- 9:00tentar, pô, mas quem é que tá no Remy?
- 9:02Falei, porra, é o vintage, aí o cara quem é o vintage?
- 9:06Aí eu falei, ih. Lá fora, cara, eu mandei um
- 9:11Monte de defesa e os gregos, olha assim, não é muito pequeno,
- 9:15e aí foi passando, aí conseguindo pro Japão, uma coisa
- 9:17assim, eu não lembro de cabeça, mas a gente conseguiu liberar
- 9:19pra Ásia e conseguiu liberar pra América do sul.
- 9:21Eu falei, já tá bom pra quem IA tomar Sol não, né?
- 9:24Já começou, nós vamos embora. E aí parece que lá fora, quando
- 9:27começou a tocar. Ela explodiu os.
- 9:29Caras ouviram e liberaram a música e a gente explodiu a
- 9:32música com aquilo ali, e aí vieram outros que esse sucesso
- 9:35bons dentro da libo. Que é em 2000, bom.
- 9:37Vai mas a libo no caso. Não, já estou chegando agora em
- 9:402. 1000 não, não, mas então, mas vamos lá.
- 9:42A libo sempre ficou nisso. Quase os outros a gente pode
- 9:45listar para o pessoal aí que acompanha o eletrônico uhum
- 9:48quem? Além do vintage Oo cara?
- 9:51Alguns casos. Um Boss, um artista que eu adoro
- 9:53até hoje. Era o Duda na época que era uma
- 9:55dupla. Acho que a gente fez os
- 9:57primeiros hits do um Boss foram feitos com a gente.
- 9:59Isso aí a gente já está. Tem umas 2 ou 3 ainda pela Sony
- 10:03e depois as outras pela universal.
- 10:06Tá universal music, um abraço pra todo mundo ó, um salve pra
- 10:10galera geral. Quer ver quem mais que foi bem
- 10:12legal? A gente teve uns cases assim que
- 10:14no Brasil a galera não conheceu e que bombou na Suécia porque a
- 10:19música eletrônica tem disso, né, cara?
- 10:20Às vezes você não sabe quem é o cara aqui, mas a música
- 10:22funciona. Um lado ela toca, não?
- 10:25Sim, até porque veio muito de lá da gringa, estourando muita
- 10:30coisa. Pitch mits.
- 10:33Esse aí a gente levou muito. Picchemits on Boss, o Bruno
- 10:38Beer, o Malik mustache, o Malik mustache.
- 10:42Até hoje eles fazem coisa com a gente.
- 10:43Esses caras são du, de São Paulo.
- 10:45Eles tem uma história engraçada. Eles foram os primeiros a juntar
- 10:48música eletrônica com rap. Eles fizeram uma versão de uma
- 10:50música do radicais que eu não vou lembrar o nome agora, mas
- 10:54era uma música bombada rock you, se eu não me engano.
- 10:57Rock you. E aí eles bombaram.
- 10:59Ah, essa aí saiu, teve um festival que foi o tema de rock
- 11:03you. Exatamente.
- 11:04E aí eles bombaram com essa porra.
- 11:06E aí exatamente, eles eram artistas nossos dentro da libo,
- 11:11quando era libo universal music, que é, foi um momento em que a
- 11:14gente saiu da Sony, porque na Sony a gente era um selo
- 11:16distribuído, mesmo tendo amizade com todo mundo, era um selo.
- 11:19E dentro da universal a gente virou 11 profshare já vi.
- 11:22Então a gente era um como se fosse um departamento de música
- 11:24eletrônica. Só que aí, cara, música
- 11:26eletrônica aí dentro de lá. A gente fez mais 3 do 20, se eu
- 11:29não me engano, uma com Ghost que foi o sede pra te ver, que é o
- 11:33remix. Sei essa eu também conheço.
- 11:35Depois teve. Eu sou ruim de nome de música.
- 11:38Gente, me desculpem, por favor, mas a gente foi botando o
- 11:40artista na prateleira e colocando.
- 11:42E o grande lance que eu sempre curti e que isso foi faz parte
- 11:46do DNA da libo, é que é pegar um cara que é talentoso, um artista
- 11:49talentoso que ainda não é conhecido.
- 11:51Sim, é. Eu acho que isso a música
- 11:54eletrônica sai na frente das outras que ela.
- 11:56Ela dá uma possibilidade a pessoas.
- 11:59Tem muito talento a estourar uma música sem ter Eu Acredito hoje
- 12:03sem ter tanta grana. É porque existe primeiro uma
- 12:06coisa que é diferente na música eletrônica em relação aos outros
- 12:09estilos musicais. E você sabe disso.
- 12:12A galera que gosta de música eletrônica, ela é tipo fiel.
- 12:15Aquele estilo é igual a galera do heavy metal, é muito
- 12:18parecido. A galera que gosta de heavy
- 12:19metal, eles vão para o pubzinho obscuro.
- 12:22São 50 pessoas que vão ficar ouvindo aquilo ali e a turma
- 12:24dele, então tem esse comportamento de fidelização ao
- 12:27máximo com aquele com som. Então dá a chance para o
- 12:30artista, como você falou, Cássio dele de casa, conseguir ter
- 12:34audiência agora, hoje em dia, para ele explodir e se manter,
- 12:37ele vai ter que ter uma estrutura.
- 12:39É eu até a gente IA falar. Aí eu lembrei, agora é Colombo
- 12:45para mim. Deu uma sumida aqui.
- 12:47É como é que é o nome? Tem um que é a loirinha.
- 12:52Esqueci, tocou muito no café, tem uma galera aí que que dessa
- 12:57geração do Colombo aí, 2015 a 17, que porra tava no auge eu
- 13:02lembrei agora no the love é do. Ah, pera aí.
- 13:06Porra, acho que Ah, Dan alguma. Coisa.
- 13:08Aí eu peguei uma vou botar aqui que eu acho que algumas eu
- 13:12tenho. E aí, o que que acontece?
- 13:14Mó galera de de. De algumas dessa eu vi meio que
- 13:18sumi. A galera estava estourada.
- 13:20É, e claro que ainda tem House swirlemarf.
- 13:22É a fast boy que aí esses estouraram a bolha.
- 13:26É, esses são esses viraram artistas pop, né?
- 13:28No conselho popular? Eles, eles viraram, mas assim,
- 13:31uma galera que estava um pouco nichada em, em alguma, em alguma
- 13:36parte disso aí eu vi o pessoal é, é assim, evaporar.
- 13:40Aí é uma coisa que é minha opinião, tá, e ela?
- 13:43Obviamente, ó, lembrei agora, cleptone isso.
- 13:47Agora eu lembrei, eu estava querendo lembrar porque.
- 13:49Solomo. Solomo isso aí, todo essa turma
- 13:51toda eram os amigos do Emerson perdomo.
- 13:53O Emerson perdomo é um cara que você tem que conhecer também, é
- 13:55gente boa. Bom passeio da música eletrônica
- 13:57no Brasil, é e aí, cara, o que que acontece?
- 14:01Cássio, é a música eletrônica, dá boas oportunidades e tudo
- 14:05mais. A gente foi indo bem e aí
- 14:07começou a ficar, pelo que você falou, agora eu vou pegar esse
- 14:10gancho. É os artistas, como você citou
- 14:13alguns agora, que são talentosos.
- 14:15Não, gente, porra absurda, música muito boa.
- 14:17E que de repente, esfria e some, entre aspas, tá, o que que
- 14:22acontece, cara, é o underground, tá?
- 14:25Isso serve para qualquer estilo musical, tá?
- 14:27Gente, na minha forma de ver, quando você pensa em nicho, você
- 14:32precisa ter uma coisa ao teu lado que é uma economia
- 14:35sustentável. E o Brasil é um país que não tem
- 14:40uma economia sustentável, infelizmente, tá, eu adoraria
- 14:44que tivesse, mas é muito difícil.
- 14:45A economia no Brasil sempre venta, o governo sai, governo é
- 14:47sempre esse caos. Então assim, é aí o cara vai se
- 14:50manter, como aí ele começa, puta, toco, mas não ganho
- 14:54dinheiro, faço música e o streaming não dá dinheiro, né?
- 14:59Mas nem pra essa galera. Cara, não dá, não dá.
- 15:02É pouquíssimo o dinheiro. O streaming cada vez paga menos.
- 15:04É porque tem que ter outros negócios?
- 15:06Não. Mas a.
- 15:07Galera, porque eu vejo assim, a galera falando que esses
- 15:10artistas, tipo um vintage da vida, ganha um dinheiro maneiro
- 15:13com o streaming. Cara, mas ele tem muito
- 15:15fonograma rodando? Não, eu sei.
- 15:17O pipeline dele é grande. Não, eu sei, mas, por exemplo,
- 15:21é. Se tu lançar 10 músicas, não
- 15:22entra na galera. Pô, mas o eletrônico não lançava
- 15:2510 músicas no ano? Pois é, aí é que está.
- 15:27Pode ser que agora, pelo menos até do vou botar aí.
- 15:30Até 2019. Eu acompanhei muito de perto.
- 15:34Eu até 2019, a velocidade do eletrônico era uma no Brasil.
- 15:38Sim, aí veio a pandemia. Aí veio a pandemia, deu uma
- 15:40matada? Acabou não.
- 15:42Aí depois morreu assim. Morreu porque não tinha a música
- 15:45eletrônica, é um estilo de música.
- 15:47Que ela precisa da pista, precisa dos festivais, porque
- 15:51ali que você vai ter a troca da experiência, porque você ficar
- 15:53ouvindo, vamos lá mesmo, quem ama não vai botar para ouvir,
- 15:57pô, vou estudar, não vai? Vou ver um, vou curtir o visual
- 16:01da varanda, vai, mas em pouco. Momento, então, mas a gente eu
- 16:04vi assim, por exemplo, o cara como é que é o nome dele,
- 16:09caralho, hoje tá foda com o nome que ele é muito conhecido no.
- 16:15Porque não viajava de avião? Eric Pride, porra, o cara
- 16:19estourado no mundo, a gente ficou com uma ansiedade absurdo,
- 16:22porque ele não voa de avião sim, sim, porra, ele veio aqui, tu vê
- 16:25esses caras em alguns lugares, tu vê Ibiza voltando, Ibiza
- 16:29voltou, Ibiza, tu vê alguns lugares e aí tu fala assim, é,
- 16:33me dá uma agonia realmente, porque alguns.
- 16:36Aqui tá demorando. Isso não, não.
- 16:37Não sei se aqui tem um gap e aí você vai saber mais do que eu.
- 16:40Não sei se existe um gap ou se mudou.
- 16:42Por quê? Porque a gente voltou pra.
- 16:45O trep a galera foi pra porque OOO eletrônico ele ficou
- 16:49popular, ele além de ter a galerinha, ele deu um tiro muito
- 16:53grande. Tu vê a gente fez o não é um
- 16:56tomorrowland, mas o outro. Aqui eu participei de todos os
- 17:00eventos eletrônicos e era muito. A gente chegou pelo café fazer
- 17:05eu acho, 16, réveillon e todos tinham eletrônicos e tudo lotado
- 17:08e tudo cheio, então botando 6, 7000 pessoas por dia, então
- 17:12hoje. Eu não vejo isso.
- 17:14E tem lugar que tu fala assim, vai tocar o DJ, ô, cara, pô, não
- 17:16vai tocar eletrônico, eu escuto isso.
- 17:18Então aí eu fico assim, caralho, mas cadê e aí e esses caras?
- 17:23E assim, não praguejando contra certa música.
- 17:28Mas cara, tem música que não dá para escutar, que toca.
- 17:30Hoje eu nem consigo é se eu se eu for pegar, eu eu já não
- 17:33escuto rádio, não consigo já. Pelas música e toca.
- 17:37Então eu vou lá na minha lista estatal.
- 17:39Lista e ouve do jeito que você. Quer então assim, então eu vi
- 17:42meio que desapareceu. Eu posso falar desaparecer.
- 17:45A gente falou de algum nome, eu não vou lembrar todo mundo.
- 17:47Eu tô tentando pegar aqui. Essa fase 2017 tinha na gente.
- 17:51Bicho, não. Então é isso que eu tô falando
- 17:52aí outro dia eu fui procurar eu de vez em quando tô falando
- 17:55aqui. Aí eu tô outro dia procurando.
- 17:58Nem no Spotify eu tô vendo. Lembrei agora de um que eu
- 18:01achava muito bom esse menino, caralho, era é brasileiro,
- 18:04jacob. Jacob.
- 18:06O jacob eu vi hoje por acaso, numa postagem falando sobre
- 18:10prompt de inteligência artificial, sobre o
- 18:13planejamento. Não tem uns 3 caras, tem o
- 18:15bogosian, pô. O bogosian, que é do coisa, foi
- 18:18pra pra essa área, é, eu não vou lembrar todo mundo, ó, Gabe, o
- 18:23Gabe, o Gabe fazia muita coisa aqui.
- 18:27Então o Gabe tá tava morando em Miami já um tempo aí.
- 18:30O Bernardo, que é meu amigo. Um abraço, Bernardo Novaes.
- 18:35Na época, fazia muita coisa, às vezes em parceria.
- 18:38Então aí, por exemplo, tu vê o game sumiu.
- 18:40Outro cara que eu comecei a estou lendo aqui, acabei de
- 18:43lembra. Ah, Liu sim, já é mais de meia
- 18:46para nova, já é meia para. Nova que eu tenho, o símbolo do
- 18:49Liu 2000 e. 18 então ele fez mikura, que foi que estourou
- 18:52isso então assim, só que o Liu é nova geração, o Gabe já é.
- 18:56Já é, já é uma geração. Tem.
- 18:58Tem o elephantess, pô. Gostava pra caramba.
- 19:01Muito bom, então. Mas parou.
- 19:03Outro dia eu vi eles. Pararam, né?
- 19:05Então, mas vou pegar guiborato. Ah, o Gui estava lá no evento.
- 19:08Então, mas eu sei, mas é, mas o guiborato foi.
- 19:11Não, eu sei, mas o guiborato era mundo sim, é o que eu estou te
- 19:14falando, meu amigo. Ferry, um abraço para você, sim,
- 19:17ferry, ferry está voltando agora, tá?
- 19:19É diz que não está mais, tá tá tocando em algum lugar Sério.
- 19:22Vamos tocando. Que que eu acho?
- 19:24Tá? Isso aí é achismo, tá?
- 19:25Vamos lá, vamos pegar emprestado lá do Maurício Meirelles e uzu.
- 19:29Achismos é o lance, é o seguinte.
- 19:31Lembrei Baker net boa também sumiu.
- 19:35Também é que assim, eu acho que foi o seguinte, aqui no Brasil
- 19:37já não temos lá tantos clubes no Brasil, né?
- 19:41Sim, então. Então, a.
- 19:42Diminuir? Eles fecharam depois da
- 19:44pandemia. Meio que todo mundo ficou com
- 19:47medo de voltar, sabe? Será que vai encher mesmo?
- 19:49Será que vai valer o investimento?
- 19:51E aí, música eletrônica no Brasil sempre foi muito nichado.
- 19:56A gente vive. Em eventos e etc, tem uma
- 19:59concepção diferente, tá? A gente tinha aqui, ó, Rio é
- 20:03Santa Catarina. Sempre muito interior de.
- 20:05São Paulo, interior de São Paulo, Brasília.
- 20:09Aí o resto era evento. De vez em quando, ou um
- 20:12festival. Ou alguma um réveillon da vida
- 20:14em Trancoso, que leva música eletrônica.
- 20:17Tinha aquela festa do cara, uma festa gigante lá de Goiás, não
- 20:21em Goiás. Goiás era o do audio mix, não
- 20:25voltou, agora é o do. Não, não era audio mix, não.
- 20:28Era não, agora voltou. É o é o cabelinho enrolado.
- 20:31É? Pois é, estou querendo lembrar o
- 20:33nome. Enfim, tinha essa festa.
- 20:34Patrão, não. Não que bombava não.
- 20:37Vamos fazer também a publicidade dele, mas o nome todo é o
- 20:40seguinte, você falou uma coisa que é muito interessante, cara,
- 20:44o rap. Vamos é o rap, o trap.
- 20:46O trap que é o novo. Momento.
- 20:49É o rap com uma atualização do do mundo atual.
- 20:53Então, o que que acontece? Cara?
- 20:54Eu eu tive uma oportunidade em 2018, 17, até 19, eu fui
- 20:58empresário de 3 artistas de rap, 4 artistas de rap.
- 21:03Eu eu coloquei a clow no mercado com a universal, que a universal
- 21:07fez um planejamento naquela época maravilhoso.
- 21:09A gente bombou o Brasil inteiro com pouca pausa, o Brasil e o
- 21:12mundo. Aquilo foi pra top, né?
- 21:13Na época a gente entrou em global do Spotify.
- 21:16E era raicais, cortesia da casa. E ela aí, beleza, cortesia
- 21:20também foi empresa dele, Neo bits, que é um cara fora da
- 21:23curva pra fazer isso tudo. E aí eu já comecei a sacar que a
- 21:25coisa IA mudar. O que que acontece, cara, é a é
- 21:29o som da rua com o papo da rua. E a gente tem muita rua no
- 21:34Brasil, sabe a música eletrônica?
- 21:38Ela é, por natureza, mais sofisticada.
- 21:41É, você tem que ter 11, pouco mais de Ah, vamos lá, tem que
- 21:46ter viajado um pouco mais, tem que ter tido um pouco mais de de
- 21:49acesso à cultura e informação. Enquanto o movimento que eu
- 21:53chamo a gente chama de urbano, eu também prefiro chamar de
- 21:55urbano, que pega pra mim, pega o funk, o rap, o trap, o dreu, o
- 22:00hip hop e o que a gente tem só no Brasil, né, que é o rap
- 22:03acústico. É engraçado, só o Brasil tem o
- 22:06cara bota um bit e um violão e canta, quer dizer, improvisa em
- 22:09cima, faz o flow. E isso é muito perto do que vive
- 22:12a realidade do Brasil. E aí é fácil, entre aspas.
- 22:16Claro que nada é fácil, mas aí é mais certeiro tomar conta do
- 22:20gosto do consumidor, ainda mais da garotada.
- 22:23Sim, aí explodiu. O pessoal viu que no funk, o
- 22:25funk deu uma escorregada e aí a galera do funk mesmo fez a
- 22:30transição pro pro trap, que aí deu.
- 22:33Aí realmente explodiu. Eles dizem, deu bom.
- 22:36Aí realmente explodiu e. Aí a gente tem uma garotada,
- 22:39cara, que porra. Não é só aqui, a gente tem muito
- 22:42dessa. Eu eu vejo dessa forma.
- 22:43A gente tem muito essa coisa de ser cultura cultural Americana.
- 22:47Eu não estou fazendo juízo de valor, não.
- 22:49Então nos Estados Unidos a gente teve uns 10, quase 15 anos em
- 22:54que só ganhava prêmio quem estava fazendo alguma coisa não
- 22:57voltado com a galera do hip hop. Depois teve um pouco eletrônico.
- 23:01Aí começou a entrar um pouco de eletrônico, aí deu uma sacudida
- 23:04pandemia e aí a gente voltou agora para era das canções.
- 23:08A gente vai lá e vê quem é que ganhou o último Grammy.
- 23:11A gente vai lá e vê quem é que tá no top four da Billboard com
- 23:14essa bi que tem é cara, é a Sabrina carpinter, a gente tem
- 23:18Ed Sheeran, a gente tem Shawn menos, a gente tem Harry Styles.
- 23:22Agora aquele alguma coisa boom, que é o sheie, Jimmy David,
- 23:24David Bond, todo mundo, todo mundo com canção velho.
- 23:28Canção, aí eu vou te fazer uma pergunta e a gente vai seguir
- 23:34isso aí. Em algum momento eu acho que
- 23:36sim. Não esse algum momento de 10
- 23:38anos. Não, não, eu não, eu não.
- 23:40Arrisco porque eu não. Eu sabe porque eu não vejo.
- 23:43Eu não vejo a gente com pensadores na música nesse
- 23:49nível. Então.
- 23:50Esse é o meu medo. Você vai falar assim, os caras
- 23:53da antiga vão voltar, não, ou vai aparecer gente nova Do Nada?
- 23:57Eu adoraria poder te falar que vai aparecer gente nova Do Nada,
- 24:00porque tem gente talentosa com disposição.
- 24:02O que que eu vejo como desafio? Primeiro é bom.
- 24:08A música hoje depende do streaming.
- 24:10Sim. O streaming, ele é
- 24:13potencialmente mais jovem. Garotada, sim.
- 24:18E aí, como é que a gente faz para trazer música boa?
- 24:22Vamos lá, vamos pensar, o que que fez, por exemplo, o rock ser
- 24:26tão famoso? Para mim, eu acho que foi pelo
- 24:30momento que o os países viviam. Exato.
- 24:32Uma revolução onde o pessoal queria falar para as pessoas,
- 24:36não, eu também acho que vai ter uma revolução.
- 24:38Eu adorei ouvir isso. Não por isso que eu eu eu falei
- 24:42outro dia, é, eu até tenho pesar toda vez que eu menciono isso
- 24:46que eu vou falar agora. Mas em 5 anos todos os roqueiros
- 24:51foda do mundo vão morrer, e aí você vai ter uma vírgula de
- 24:56alguns que são restinho e provavelmente em 10 anos, quase
- 25:02evaporou todo mundo. Porque Rolling Stones é James
- 25:06hardfield. Eles são nossos.
- 25:07Avós, esses caras, então só que esses então, mas esses caras já.
- 25:11Estão com 56 caras, estão com 80.
- 25:12Então, mas eles vão acabar? Não vão ter.
- 25:15E aí a gente não vê. Eu não vejo um movimento de
- 25:18pessoas novas no rock, pelo menos no Brasil.
- 25:20É zero assim. Aí é meu, é meu jeito de ver
- 25:24Cássio assim. Eu, eu.
- 25:25Eu acho que, por exemplo, não tem muito lá fora, porque os
- 25:28últimos nomes de rock que eu vi lá de fora, eles estão querendo
- 25:31copiar. O que a galera fez nos anos 70?
- 25:35Tem uma banda, inclusive, que é sensacional, que é gret, the van
- 25:38flits, alguma coisa assim. Os caras fazem um Led Zeppelin
- 25:43praticamente feito. Agora, então, mas, mas aquilo
- 25:46funcionou porque, mas porque tu acha?
- 25:48Porque eles? Não, eu acho não, não.
- 25:50Eu acho que é porque é muita gente.
- 25:52Aí. Aí vai 11 coisa que eu que eu vi
- 25:55outro dia, eu não vou saber dizer quais são.
- 25:58Os caras pegaram música dos anos 6090, e aí?
- 26:02Até 2000, de 2000 até hoje, tem um gap que é da geração nova,
- 26:07ela não escutou. E aí, hoje, por um acaso, ela
- 26:10tem 111, que nem outro dia o cara fez.
- 26:13Pegaram a música de alguém tipo conhecido, tipo David boom,
- 26:16alguém que é uma regravação dos anos 60 e estourou.
- 26:19Ah, sim, e tem uma releitura que os caras pegam, olha só, ele
- 26:23cortou um pedaço aqui, cortou outro e saiu.
- 26:25Por que? Porque essa geração não conhece.
- 26:27Não, eles não conhecem, basicamente eles não.
- 26:28Conhecem nada de ver o Danilo. Então aí se você, pô, eu, outro
- 26:32dia cheguei para o cara. A pessoal conhece o Queen porque
- 26:35teve um filme, conhece o. Só conhece aquele trecho?
- 26:38Como é que é o nome? Conhece o Elton John porque teve
- 26:40um filme? É.
- 26:41Conhece agora o Robin Williams, porque acabou do filme?
- 26:45É. E tem mais os 2 que eu não vou
- 26:46lembrar que é porque tem filme. Tem algum filme, tem algum Quase
- 26:49Famosos com alguns que deu. Certo, aí vai saber.
- 26:52Pois é, eu vou pegar um aqui no Brasil que.
- 26:54Quase ninguém. Great for Dead se eu for pegar,
- 26:57se eu pegar, então. Mas se eu pegar o great for Dead
- 26:59e for perguntar a maioria aqui, a galera não sabe quem é, então
- 27:03o cara não sabe. Aí ele escuta um pouco, aí eu
- 27:05vou fazer baseado nisso. Então eu acho que a gente vai
- 27:07reviver. É um período onde a gente vai
- 27:10ter uma mescla dos anos 60 com o atual.
- 27:15Eu não sei é se a gente tem pessoas.
- 27:19Condizentes com o momento. Não tem pra pra poder recriar só
- 27:23que é é o que você tá falando, é?
- 27:25Às vezes a gente fala que não tem, por exemplo, parecer teve
- 27:28um David groove saindo no Nirvana EE lançando algumas
- 27:32coisas, você tem um. Você tem um ou outro, né?
- 27:34Que isso, na realidade é o seguinte, talento.
- 27:36Eu Acredito que todo ser humano tenha algum tipo de talento.
- 27:40Agora, dentro do que você tá falando, Cássio, o seguinte é
- 27:43rock bom, eu, eu, eu, eu costumo brincar dizendo que eu nasci do
- 27:46rock e ao rock. Um dia eu voltarei.
- 27:48O lance todo é o seguinte, cara, Brasil, vamos falar do Brasil,
- 27:51porque o resto do mundo é muito grande, mas o Brasil a gente tá
- 27:55vivendo muito. O que você falou.
- 27:56A gente tem uma sociedade que não tá aí lá muito preocupada em
- 28:00mudar. Quebra paradigma.
- 28:03Pô, eu, quando eu tinha 18 anos de idade, 17 anos de idade, a
- 28:05gente tava lutando pra ter direito a votar.
- 28:08Hoje em dia, nego tiro até quem quer, cancela, faz o que quer.
- 28:13Tudo que eu quiser acontece. Então isso é um facilitador por
- 28:16um lado. E aí, pô, você fazer rock, tá?
- 28:19Agora a gente sai lá da prateleira do eletrônico, que
- 28:22também. Mas eu acho que o eletrônico tem
- 28:24algumas coisas também. Mas aí por isso que é global.
- 28:27E aí a gente questiona e tenta quebrar alguns paradigmas mundo
- 28:31afora. Agora, aqui no Brasil, eu tenho
- 28:33muitos amigos, que fala, pô, mas por que que o rock não volta?
- 28:36Aí eu pergunto assim, quantos reais você deu no ano passado?
- 28:39Reais. Mas como que você dá reais para
- 28:42o rock? Aí o cara me vem.
- 28:43Então eu pergunto, Cássio, você que gosta de rock?
- 28:45Quantos reais você deu no ano passado para um artista novo de
- 28:48rock? Novo, eu dei vários porque eu
- 28:50trouxe aqui No No no coisa, então, mas é, mas tá bom, teus
- 28:53amigos, não, não, não dá porque a galera não gosta de escutar eu
- 28:55se tiver um rock ali, eu vou pro eu vou pro rock.
- 28:58Por exemplo, a gente, a gente estava com o Edu No No music
- 29:01trends, um abraço a todos e. E lá tinha um pub de rock.
- 29:05Os cara queriam para outro. Eu falei, irmão, eu quero ficar
- 29:07no do rock, porque eu gosto de rock.
- 29:09Mas aí é esse é o. Lance, por exemplo, eu eu trouxe
- 29:12aqui o caralho, tá foda de nome. Hoje a gente botou um show aqui
- 29:18de rock com pessoal e a gente também pediu para o pessoal para
- 29:22fazer ali. Só que realmente a galera aí eu
- 29:25não sei o nível que você tá falando.
- 29:28A galera não evoluiu, não quer escutar o rock.
- 29:31Você vê que não tem 11 tendência.
- 29:33Eu não sei se isso vem, é tudo bem.
- 29:36Eu concordo com você que o cara que gosta teria que escutar, né?
- 29:40É o meu caso. É o que você faz?
- 29:42É o meu caso. Só que eu acho que a gente teria
- 29:44que só que eu tô vendo assim. Eu eu fiquei muito feliz esses
- 29:47dias. Eu tava com a filha de um amigo
- 29:49meu, que ela tem 2 anos, e a gente tava numa praça de
- 29:54alimentação e tava tocando School of Rock, porque é uma
- 29:58escola de música. E o cara tava tocando um rock,
- 30:01um Led Zeppelin e um Oasis que vão tá agora não, ela curtiu,
- 30:05não. Ela tava.
- 30:07É isso? Aí e a garota, 2 anos de idade?
- 30:09Eu falei pela madrugada, é a primeira vez que eu vi assim, é
- 30:14uma pessoa. Porque assim, por exemplo, você
- 30:16falou o Oasis, se o Oasis não tivesse lançado agora, que eu
- 30:19deve ter uns 3 meses, a nova turnê deve ter muita gente que
- 30:23você vai falar do Oasis e os caras e a galera não sabe quem é
- 30:26o Oasis. Então assim.
- 30:28Cara, eu eu fico assim e o pessoal diz que eu sou
- 30:31Exagerado. Eu tenho.
- 30:32Eu não sou velho, mas eu tenho 40 anos e aí não, não, eu tô
- 30:36falando não, eu tô falando perante a música.
- 30:39Porque às vezes você fala assim, eu não consigo conceber o cara
- 30:42pra minha idade ou 30 anos ou 35.
- 30:46Não saber quem é o ex é igual tipo assim, eu sei quem é a
- 30:49bits, eu sei quem é o Louis Armstrong, Frank Sinatra,
- 30:53Grateful Dead, Led Zeppelin. É por isso que você tá aqui,
- 30:55como comunicador? Não, não.
- 30:58Tudo bem. Ah, mas.
- 30:58Parte não entendeu isso passar. Cara, registrar, então, mas aí
- 31:02você entende que a gente só chega no futuro se se eu se eu
- 31:07conheço, pô, aí é o mínimo. Aí eu quero poder falar assim,
- 31:10eu não gosto do vamos, vou chutar aqui.
- 31:12Ed Motta, eu gosto, eu não gosto do Ed.
- 31:15Para mim não gostar do Ed Motta. Eu já tenho que ter escutado
- 31:17muita coisa para poder ter um parâmetro.
- 31:19Isso com certeza. E aí a gente vai pegando assim.
- 31:23Eu escuto, não, não é a culpa da rádio, Eu Acredito, mas você
- 31:27escuta certas coisas, eu falo assim, irmão, não consigo
- 31:30escutar isso, eu, eu, Cássio, eu brigo.
- 31:33Às vezes que nem você tá falando, por quê?
- 31:35Porque você ouve as música, que é o que você falou, talvez
- 31:38porque a gente tenha, é um negócio.
- 31:41Eu gosto de pegar e falar, pô, essa música é boa pra caramba,
- 31:43essa aqui é tal. Você já começou do princípio
- 31:46fundamental que é, eu tenho que escutar o que veio antes.
- 31:51Aí como quando eu tô produzindo como produtor musical, é a
- 31:53primeira coisa que eu pego o artista e falo assim, legal,
- 31:56suas influências são quais mesmo aí?
- 31:58Então, e aí, aí é o que ultimamente?
- 32:00Só vem com o que tem aqui e 5 anos para cá, tá?
- 32:04Mas 5 anos para cá não tem nem não é nada, não.
- 32:06Mas aí tu me fala aí, tudo bem, eu, eu, não é da minha área, mas
- 32:09vamos lá, 5 anos para cá, me fala aí, quem é?
- 32:12Não, eles têm. Eu não sei nem não, mas tipo
- 32:14quem? Aí vamos.
- 32:15Lá não vamos pegar um ícone de 5 anos para cá, não.
- 32:17Eles têm, eles têm a galera. A galera já vem assim.
- 32:20As meninas vêm com Ariana Grande, com Beyoncé, com.
- 32:25A Beyoncé, há mais de 5 anos, Ariana Grande estourou mais
- 32:31mais. É aqui no Brasil, mas assim.
- 32:34No Brasil, não teria. Não, não teria.
- 32:37Aqui no Brasil eles não têm ninguém.
- 32:39A atual geração que os novos artistas de 20 anos na faixa de.
- 32:4320 anos eu fico pensando, eu não sei nem quem, se você me falar
- 32:47que quem a gente estourou, que tem 5 anos que não toca funk,
- 32:52trep e pagode. Aí tem aí a gente.
- 32:56Não, não, não. Estourou no Brasil?
- 32:58É que não seja nesse ritmo, então.
- 33:00Teve o Melim, o Melim. Estourou tudo bem Melim?
- 33:02Estourou, lembrou. Não, eu falei que eu não, eu não
- 33:05sou. Uma bom, vamos lá, sertanejo,
- 33:07tem uma penca. Não.
- 33:08Então, mas eu estou tirando os populares.
- 33:10Ah, não, eles tirando os populares que nem você está
- 33:12falando. Um rock, um MPB, um cara nesse,
- 33:15por exemplo, tem uns garotinho agora.
- 33:17Sim. Tem um melinho garotinho, mas eu
- 33:20não. Eu não boto 10.
- 33:22Não, não boto. Não, não falando em projeção
- 33:25nacional, talvez. Não é isso que eu estou falando.
- 33:27Antigamente eu peguei Fresno. É CPM 22?
- 33:31Ah, eu não vou lembrar o todo mundo, mas é um Monte de.
- 33:33Mas é porque tem uma coisa, Cássio, que é o seguinte, vamos
- 33:35lá, é, eu tenho uma artista que é nossa, que ela tem quase
- 33:386000000 de fãs na base dela. A gente tem um WhatsApp com 140
- 33:42e poucas 1000 crianças, que eu brinco que são os melhores bots
- 33:45do universo, entendeu? A gente, a gente faz uma
- 33:48promoção com elas, mandam na hora.
- 33:50É lindo de ver aquilo trabalhando.
- 33:52Agora é, ninguém sabe quem é ainda.
- 33:56Não, mas com 6000000 de fãs. Só no digital, se você circular,
- 33:59que até tive uma surpresa no ano passado, a gente trouxe ela para
- 34:03fazer um show no teatro ecoville, inclusive eu IA fazer
- 34:06de novo agora em julho, depois eu faço merchan.
- 34:08Aí aí eu falei assim, cara, eu vou me ferrar.
- 34:12Falei com meu sócio na época, assim, cara, a gente vai se
- 34:14ferrar nesse show, mas a gente precisa fazer, porque é Rio de
- 34:17Janeiro. Ah, vamos fazer, claro, gutinho,
- 34:18vamos nessa. Um abraço, Rogerinho.
- 34:20E aí fizemos, cara, a gente nem se ferrou.
- 34:23Quando eu comecei a ver criança chegando já com a camiseta dela,
- 34:26eu falei assim, caralho, que isso?
- 34:28E aí, tanto que a gente tá voltando.
- 34:30Não é porque hoje eu acho que tem mais fan base.
- 34:33Hoje tem muito fan base que é assim.
- 34:35Ele se identifica com artista, EE chega nesse nível, mas ele
- 34:39não é um, vamos dizer. Assim.
- 34:43Eu não acho nem que é isso. Eles não vão ficar no tempo.
- 34:45Uma coisa é assim, Luiz armstan morreu.
- 34:47Sim, mas está aí até. Só que, pô, vai fazer 100 não
- 34:50sei quantos anos, qual, qual? A brincadeira morreu pra você
- 34:52continua vivo em nosso coração. Isso aí.
- 34:54Só que ele está aí é, você vai pegar talvez AAA, que tem
- 34:576000000 de fã daqui 10 anos. Ela deu uma pagada, ganhou o
- 35:03dinheiro dela. Se ela conseguir manter o pai
- 35:05pelo line dela crescente lançamento consciente.
- 35:07Ela vai ficar, então só que pra só que aí existe uma coisa que
- 35:10você que aí é o que você está falando?
- 35:12O cara, para estar criando nessas áreas, ele tem que estar
- 35:15num constante metamorfálico, porque a música, pelo menos, é o
- 35:18que é. Eu outro dia tava assim, as
- 35:21músicas anos 6070-8090. Se você ver elas, por que que
- 35:26elas perduram? Porque elas pegam dores da
- 35:30pessoa e das pessoas comuns. E elas?
- 35:33Elas botam pra fora. Então aquilo não é um negócio
- 35:36que só eu estou sentindo. São milhões de pessoas que
- 35:38estão. Sentindo, aí você foi num tema
- 35:40que aí a gente vamos ter corte e vamos ter talvez cancelamento.
- 35:45Brincadeira. O lance é o seguinte, é, os
- 35:47artistas faziam música para as pessoas, pros pra quem gostava
- 35:51deles. É o que você está falando, o
- 35:53cara. Ele narrava o cotidiano dele ou
- 35:55de quem estava ao redor dele. E hoje, um dia, e aí não é papo
- 35:59geracional, porque acho isso, eu acho isso uma grande bobagem.
- 36:03Sim, tá. Sempre vai ter o mais novo, vai
- 36:06bater de frente com o mais. Sim, claro, porque?
- 36:08Da natureza humana. É por isso que a gente evolui.
- 36:10Então deixa o mais jovem bater, não tem problema nenhum, ele vai
- 36:13aprender junto com a gente, ele vai caminhar com a gente, vai
- 36:15todo mundo. Se a gente fica perto do jovem,
- 36:17a gente não envelhece tanto e o jovem aprende mais rápido, mas
- 36:20tudo bem. Então hoje eles estão fazendo
- 36:22muito música pra eles. É muito ego, cara, muito ego.
- 36:27Pô, mas não tem como ser mais ego do que os anos 80 e 90, tem?
- 36:31Tem. Hein e tá bem pior.
- 36:35Pô, não achava não. Cara, o que que acontece anos 80
- 36:37e 90? Você entrava numa sala de
- 36:40reunião de pessoas da música e mais ou menos aquela mesa ali,
- 36:45todo mundo entendia de alguma parcela daquele negócio chamado
- 36:48música. Aí a coisa foi passando, o tempo
- 36:51foi passando e tudo que democratiza demais.
- 36:55Tende a ter um critério menor, entendeu?
- 36:58Tem mais espaço, tem mais gente. Então um critério baixo quer
- 37:00dizer jornalismo, hoje em dia, tu não precisa estudar, você
- 37:04vira jornalista, comunicador, basta ter um canal.
- 37:07Não tô tirando o merecimento da pessoa que tem inteligência
- 37:10emocional suficiente para chegar ali e virar comunicador, não é
- 37:12isso não, uma pomba, tem um negócio jornalismo, né?
- 37:17Então isso aí, esses valores foram se perder porque
- 37:19democratizou o digital, democratizou agora a Iata,
- 37:21democratizando mais um Monte de coisa.
- 37:23E aí tem um Monte de gente que olha para o artista e não
- 37:26entendo o que esse cara está falando aí, o que que ele faz?
- 37:29O artista mandou, vamos fazer. Ele não tem argumento para
- 37:33chegar para o artista e falar, não, queridinha, você não vai
- 37:34fazer assim, porque isso vai ficar uma merda.
- 37:37Não, mas vamos lá, não é? Ninguém vai ganhar nada, você
- 37:40nem a. Gente, vamos lá, mas você acha
- 37:41que é conhecimento ou ele não tem coragem?
- 37:43Não, eu acho que é conhecimento, já dá coragem.
- 37:45Porque o que que acontece eu vejo é não só nisso.
- 37:48Aí eu vou pegar um pouco a minha área na publicidade, na marca,
- 37:50no branding, sim. Hoje o pessoal tá quer fazer o
- 37:55básico e deixar no automático essa que é a diferença.
- 37:58O cara não quer, ele não quer falar assim.
- 38:00Eu tenho que brigar com o pessoal pra fazer um negócio
- 38:04diferente. Eu quero sair do ópio, então
- 38:06isso, isso eu acabo. Vendo quem tá ganhando, vamos
- 38:08copiar. Isso aí.
- 38:10Então eu acho que esse eu vejo pra esse lado e não só o lado às
- 38:14vezes do do do conhecimento. Eu acho que tem um pouco
- 38:17conhecimento. Eu acho que existe esse.
- 38:20A facilidade da informação, então o cara acha que tá?
- 38:23É o que eu falo, já tu chega ali.
- 38:25Se o se a internet sair, ninguém não tem reunião.
- 38:28Dependendo do pessoal tu não tem porque eu quero, porra.
- 38:30Não, não vou. Eu não consigo falar aqui.
- 38:32Ou então, Ah, pô, vai fazer um negócio ao vivo, porra.
- 38:35Ao vivo, porra. Não ao vivo tem um momento
- 38:37ótimo. Teve um momento só, um gancho
- 38:39bom disso aí que foi assim. A gente teve um certo momento,
- 38:42acho que um ano e meio atrás. 2 que a universal publishing.
- 38:47Ela falou não na renovação do TikTok.
- 38:50E a gravadora apoiou, então nada que era da universal podia tocar
- 38:55no TikTok, então todas as músicas foram Derrubadas do
- 38:59TikTok. E aí, e aí os artistas começaram
- 39:01a ligar para mim assim, e eu não sou funcionário da casa aqui,
- 39:04meu celular é lá. Aí, nego Guto, é hoje que sai
- 39:06minha música, como é que eu vou fazer para divulgar no TikTok?
- 39:09Eu falei, você pega o seu violão e canta, Ah, não, como é que eu
- 39:13vou fazer isso? Então a galera hoje, o cara é
- 39:15artista musical, eu tenho uma expressão que eu uso
- 39:17internamente. Eu vou tornar pública pela
- 39:19primeira vez, só quem trabalha comigo sabe disso.
- 39:22A gente tá vivendo a era do influenciador musical e eu acho
- 39:25que isso resume muito todos teus questionamentos, não é uma
- 39:28galera, na maioria das vezes não é uma galera, que porra tá em
- 39:31casa, tá na sua vida e de repente algum episódio naquela
- 39:35vida daquela pessoa fez com que ela disse assim, cara, eu vou
- 39:37mudar isso tudo a partir de agora, eu não vou ser mais isso,
- 39:40eu vou fazer algo diferente na minha vida e vai para as artes,
- 39:43para se comunicar, para se quem seu princípio Eu Acredito também
- 39:45que o princípio básico de uma artista é comunicação.
- 39:48Ele tem uma necessidade de falar, de se conectar com mais
- 39:52gente, aí não. Aí a galera vai através de um
- 39:54processo digital e frio, começa a fazer aquilo ali, aí o cara
- 39:59não aprende a tocar violão, não sabe tocar um instrumento,
- 40:02bicho, mas ele não sabe tocar um instrumento velho, como é que
- 40:05faz sua? Vamos lá, eu sou jogador de
- 40:07futebol, aí o cara faz, eu sou jogador de futebol, pega a bola,
- 40:10aí eu quero saber nem o que que é a bola chutar já é muito, a
- 40:13bola fica na. Frente aí, eu aí eu acho que tem
- 40:16isso, por exemplo, você vê os caras.
- 40:19Do rock, que é o que a gente fala muito, a maioria é multi
- 40:23instrumentista. Aí você por isso que eu acho que
- 40:26às vezes falta, mas eu eu entendia que assim, pô, quem
- 40:29gosta de funk, gosta de funk, mas é isso o que eu o que me
- 40:32irrita é, cadê esse? Não posso falar a palavra, mas
- 40:36cadê eles, que que são os mais novos, que gostam de rock para
- 40:39ressuscitar o rock? Mas aí é que está o lance do
- 40:42começo do papo, o rock, ele é uma música, um estilo.
- 40:45De revolução de uma dança. Entendeu?
- 40:49Então a gente vai ter que esperar agora o que vai
- 40:51acontecer agora nos próximos um ano e meio para poder.
- 40:53É por aí, talvez. Eu não sei nem se vai acontecer
- 40:56muita coisa, entende? Não externamente, com a com o
- 40:59que tá rolando, é. Tem tendência?
- 41:01Bom, não. Tá há muito tempo.
- 41:03Mas aí é que tá. Vamos lá, não tá bom pra você?
- 41:05Você tá com quanto? 40.
- 41:06Aí eu. Tô com 40.
- 41:07Você já paga teus boletos, velho.
- 41:09Tá muito tempo, entendeu? É você que gera eles e é você
- 41:14que me cuida eles. A maior parte da garotada.
- 41:17E eu não tô. Não tô dizendo que são todos,
- 41:18tá? Mas boa parte delas tá
- 41:20revoltadinha com a mesada paga. A escola paga, a roupinha paga
- 41:25no shopping, o rolé com as amigas, o Uber vem na porta
- 41:29buscar o papai. Leva, pô, mas mas olha só, aí eu
- 41:32vejo, mas o pessoal reclama no Instagram.
- 41:34Por que que eu reclamar do Instagram?
- 41:36Reclamar no Instagram, no Instagram, rede social, todo
- 41:39mundo é macho. Então, mas é isso que eu tô
- 41:40falando. Por que que o cara quer?
- 41:42Porque assim vamos colocar em em.
- 41:45Proporções. O reclamar no Instagram poderia
- 41:47ser o rock do do antigamente. É um cara pegar o violão e
- 41:50fazer, cara, é, é a mesma coisa. É cara que tu vê, cara, tu vê
- 41:54quantidade de tu vê de gente. Que tem aí aí tem um outro
- 41:58processo. Eu vejo gente muito boa em
- 42:00alguns lugares. Só que essa gente muito boa não
- 42:02chega na música. Na música que eu digo em
- 42:04gravadora. Não chega a ter uma?
- 42:06Carreira o cara que é muito bom no futebol.
- 42:09Ele vai ter uma chance. Ele tem uma chance de vírgula e
- 42:12depois ele larga. Ou então ele tá tocando assim,
- 42:15tá jogando em Várzea ou tá tocando em bar.
- 42:17Tu vê algum? Tu vê covers, tu vê muita galera
- 42:20que é boa para caramba de som. Maluco, tu fala assim, caralho,
- 42:24mas esse maluco aqui era para estar estourando.
- 42:25Mas é porque o artista é diferente do músico.
- 42:29Existem artistas musicais, no caso, o músico que vira artista
- 42:33e tem um artista assim. Eu, por exemplo, eu, cara, eu
- 42:36nunca toquei bem instrumento nenhum, mas se tem instrumento
- 42:39de tiração, eu vou tirar som da galajosa, entende?
- 42:41Mas eu nunca tive a ousadia, tipo assim, vou ser
- 42:43instrumentista. Até tentei com 8 anos de idade
- 42:46nova fazer violão clássico, mas não deu.
- 42:48Peguei. Quando eu vi a guitarra na minha
- 42:49frente, eu. Falei, é isso aqui, pô.
- 42:51Acabei de lembrar um que a gente estava falando a banda, que o de
- 42:54rock era para mim era ter estourado.
- 42:56Eles brigaram e eu sou puto até hoje.
- 42:59Malta? O Malta era maneiro.
- 43:01O cara tinha uma voz do Creed? É.
- 43:04Era voz boa pra caramba. É um grave misturado.
- 43:07Era o nome, era Creed, uma outra banda também que tinha.
- 43:12Nickelback, Nickelback era o. Então ele tinha um.
- 43:14Ele tinha um mix. Os caras fizeram 11 CD desastre,
- 43:18se não me engano, em 2003. Ou 5 foi. 5 foi 5.
- 43:23E morreu, Mano, porra, morreu o que?
- 43:26Acaba, né? Cara, não, não.
- 43:27Eu entendo que acaba. Eu entendo, eu entendo, eu
- 43:30estou. Eu tenho essa, por exemplo,
- 43:31sabia caso que a primeira vez que a que tocou a música com
- 43:34riff pesado de guitarra na TV brasileira foi a minha banda?
- 43:38Não sabia, é? A gente malha na época, em 2013,
- 43:41a gente entrou com um tema romântico de malhação, era
- 43:43nosso, só que tinha um riffle de grave.
- 43:48Ele nunca tinha tocado pesado assim na TV brasileira, aí
- 43:51chamou atenção, era uma música que já começava a dar voz, não
- 43:54tinha introdução, era tudo diferente, aí chamou atenção.
- 43:57Então assim, hoje, cara, eu acho, eu acho, tá, e aí eu
- 43:59posso, eu espero estar completamente enganado para
- 44:03aparecer uma nova leva e tem uma garotada fazendo rock.
- 44:08Mas eles tão fazendo muito no copy paste pra mim humilde
- 44:14opinião tá porque o ouço fala assim cara, por que que você fez
- 44:18assim e não sabe responder? Se você perguntar pro Humberto
- 44:24Gessinger ele vai falar Ah, porque é isso aí que eu tava
- 44:27afim na hora foi o som que golou daí nós gostamos desse som assim
- 44:30mesmo e ficou daí a gente tava afim de fazer um trem, um
- 44:34negócio assim, que trem mineiro? Você pega a galera que veio ali
- 44:37até o comecinho dos anos 2000. A galera tinha propósito e eu
- 44:41acho que hoje tem muito de fama antes de ser.
- 44:44Famoso, mas a galera. Mas eu tô ouvindo muita gente
- 44:47falar em propósito, coisa que eu não vejo há muito tempo que.
- 44:49Tá viralizando. Falar em propósito?
- 44:51É, entendeu? Vamos ter um propósito de vida.
- 44:54Propósito tá vendendo o curso, velho.
- 44:57Tu já imaginou coisa dele? Como é que eu vou vender um
- 44:59curso para ensinar alguém a ter um propósito de vida?
- 45:04Entendeu porque tem de tudo, né? Tem curso para vender carisma,
- 45:07tem. Quer aprender a ter mais
- 45:08carisma. Como é que vai aprender a ter
- 45:10carisma? O outro tem um não tem, irmão.
- 45:12Você pode aprender técnicas de linguística, você pode aprender
- 45:15técnicas do uso da voz para se comunicar melhor, você pode até
- 45:19fazer hipnose para perder segurança.
- 45:21Agora, carisma e empatia. Porra aí, tudo bem?
- 45:26Vamos lá. Aí tem um rock, mas tu vê que
- 45:28samba, pagode, tu vê que essas porra.
- 45:31Esses outros temas que são de música, eles tem muita gente
- 45:36nova, geração. Tem.
- 45:39Fabricando. Tem muito samba, tem muito e
- 45:43ainda bem porque tá fazendo música.
- 45:45Não? Sim, muito assim tu pega.
- 45:48O. Thiaguinho, tu pega essa galera
- 45:50toda e ainda me porque pegou uma galera nova, bem, que fazem
- 45:54música boa. E ainda pegou a galera que
- 45:57estava parada das antigas. E aí isso mesclou.
- 46:01Então era o que a gente queria, que estivesse num outro tema.
- 46:04É? Porque eu acho que o eu eu vou
- 46:06assim, vamos lá se isso aí depois der algum problema.
- 46:08Eu torço para que não, mas vamos embora.
- 46:10O nosso berroque foi feito pela elite e eu não estou fazendo
- 46:15papo de narrativa separatista não, tá?
- 46:18Mas vamos lá, Capital Inicial, primeiro, aborto elétrico, preb
- 46:21rude. Tinha mais umas outras 2 bandas
- 46:23que eu não vou lembrar o nome agora.
- 46:25E aí o aborto elétrico virou Capital Inicial.
- 46:27E outro metade da Legião Urbana, né?
- 46:29Outra parte virou Legião Urbana. Os irmãos Lemos foram.
- 46:32Pro sem Paralamas. Paralamas, então Titãs, dado
- 46:36Villa-Lobos, um abraço pro dado gente, boníssima bike sempre
- 46:41fiel, forte, mas dado Villa-Lobos Dinho Ouro Preto
- 46:47entrar no livro de história vai achar a família, sim.
- 46:50E não é que fosse assim. Ah, é só por isso, não, eles
- 46:52tinham uma se essa geração hoje. Tivesse 1% da energia desses
- 46:57caras e do propósito que esses doidos tinham de de infenizar o
- 47:02sistema como eles que estavam afim de fazer, a gente IA.
- 47:05Podia não ser o lá, mas ele tem um estilo novo de música que IA
- 47:08falar com a Juventude. Só que a Juventude hoje eu vou
- 47:10para uma reunião, por exemplo, dentro de qualquer das
- 47:13gravadoras, e é sempre a mas isso é legal, Guto, mas é que
- 47:17não dá nenhum e meio por cento de ouvinte e o digital é o que
- 47:22manda. E o que a gente tá falando
- 47:24precisa de uma coisa chamada rádio, rádio, estratégia é uma
- 47:28estrutura muito cara, é Brasil inteiro, você tem que rodar o
- 47:31artista de rádio em rádio, fazer o giro das rádios, né, trazer
- 47:34aqui, trazer, fazer 15 rádios por cidade, puta roda quilômetro
- 47:38e mais quilômetro, 300 km por dia, igual Uber, né?
- 47:41O cara virou Uber, ele não sabe, com violãozinho no braço, vai
- 47:44lá, toca na rádio, um rádio 2, chega 10 horas da noite e o cara
- 47:47ainda tem rádio pra fazer no programa da madrugada, vai
- 47:50dormir, acorda, é um trampo. E aí não é todo mundo que tem
- 47:54essa estrutura financeira e é também a disposição de querer
- 47:57encarar, né? Quando tu fala assim, vamos
- 47:58trabalhar, o cara fala, Ah, não, velho, eu boto ali no auto
- 48:05Túlio, boto o beach. Ele que eu peguei o type bit no
- 48:08YouTube e estão me dando bem. É outro tipo de é outro tipo de
- 48:12música, é outro tipo de fazer arte, é uma outra forma.
- 48:15Melhor dizendo agora, o que você sente saudade?
- 48:18Eu porra, sinto muito, né? Tenho muita saudade de verdade,
- 48:22porque eu vejo o que você está percebendo.
- 48:24Eu vejo diariamente cada jovem que me procura para fazer uma
- 48:29música. E eles não querem fazer a
- 48:30música, eles querem só fazer sucesso na ideia.
- 48:33Eles querem fama. Eu estou falando assim, cara,
- 48:35vocês estão querendo dar fama antes, vocês querem ser famosos?
- 48:38A. Galera.
- 48:38E a galera não sabe nem o que que é ser fama, porque é porque
- 48:41depois tem uma. É o que eu discuto às vezes
- 48:44internamente, que o cara fica famoso e depois tu senta com
- 48:47ele. Ele fala assim.
- 48:48Porra, eu queria andar ali, ninguém me visse, eu queria.
- 48:52Tudo tem ônus. Eu queria fazer isso e nem tanto
- 48:56que às vezes, na parte de criação que eu tenho agência e
- 48:59tal, toda vez que a gente IA fazer um projeto que transforma
- 49:04uma pessoa não conhecida e conhecida, a gente sentava
- 49:07falando, você tem certeza do que você quer?
- 49:11Você. Você sabe, você tem os seus
- 49:14problemas aí que vão ser expostos.
- 49:16Você tem Ah, o cara não, eu quero, eu quero, pô.
- 49:19O cara começou tem 1 ano. Ele, pô, não aguento mais os
- 49:22cara me pedindo autógrafo, pô, o cara parando.
- 49:26Meu amigo. Aí, realmente, aí eu.
- 49:28Aí tu fica assim, pô, mas cara, eu, eu.
- 49:32Eu já falei com alguns caras. Eu falei, cara, tem certeza do
- 49:34que tu tá imaginando? Porque depois.
- 49:38É, eu falo muito que existe comparativo, vou pegar uma
- 49:41pessoa super conhecida que fica mais fácil.
- 49:43A Xuxa, ela ela começou sendo não conhecida e virou muito
- 49:48conhecida. A Sasha nem essa oportunidade
- 49:51teve. Ela nasceu muito conhecida,
- 49:53então ela nem sabe do outro lado.
- 49:55Então já é uma coisa diferente, porque tu já.
- 49:58Nasceu é igual, ela cresceu com essa realidade.
- 50:00Então é igual príncipe Harris, essa galera aí, filha do do
- 50:03Luciano Huck, essa galera ele não pode escolher, mas quando
- 50:06você tem os 2. Quase todos que eu conheço.
- 50:10É bem pouca gente que fala que não.
- 50:13A galera fala assim, cara, se eu gostaria de ter tudo, menos a
- 50:16fama, é maioria, porque porque ele viveu isso?
- 50:19Ele viveu. Tá sentado aqui, não é que não
- 50:21goste do. Fã não é viver um momento de
- 50:23Liberdade, de você ser, ser só um e não ser o né você?
- 50:29Ah, porque o cara não pode entrar na fila.
- 50:31Se ele vai entrar na fila um cara desse, imagina ele entrou
- 50:33na fila o. Cara.
- 50:38Entendeu? Então assim, cara, é muitos anos
- 50:40na história. Você está falando uma coisa
- 50:42interessante porque corrobora com o que eu estou falando.
- 50:44É, é a coisa todo mundo quer ser famoso.
- 50:48Tem um prazo. Eu não sei de onde vem essa
- 50:50vontade. Não, isso vem.
- 50:51Eu não vou lembrar quem é o escritor, mas tem 11 escritor
- 50:55que diz que todo mundo. IA ter seus 15 minutos de fama
- 51:01e. E.
- 51:01E dito e feito, sim. E hoje é o é o que a gente
- 51:05falou. Todo mundo quer viralizar.
- 51:07Todo mundo quer entrar na nessa, nessa.
- 51:09Situação do do é a engrenagem da fama, porque o cara pensa o
- 51:14seguinte, pô, vamos lá, eu estou aqui.
- 51:16Eu, eu estou começando hoje minha carreira.
- 51:18Eu sou artista, compositor, e aí eu vou botar uma música.
- 51:21Essa música tem que viralizar. Eu vou lá pro TikTok, vou fazer
- 51:25dancinha, eu vou fazer alguma coisa pra todo mundo, replicar
- 51:28essas roças aqui que eu tô botando, aí ele consegue.
- 51:30Aí ele falou, pô, agora eu me dei bem, eu ganhei 2000 BRL aqui
- 51:33de uma public, uma publi, e troquei aqui mais outras 3 que
- 51:37eu troquei pela roupa, troquei o outro pela comida da geladeira e
- 51:40falei assim, bicho, isso não é uma carreira, uma carreira, você
- 51:43é publicitário, sabe disso, uma carreira não é feita em 3 anos,
- 51:46cara, a galera tá querendo cancelar a carreira de artista
- 51:50em 23 anos. Então, assim, teve casos já da
- 51:54gente conseguir contratos muito bons para alguns artistas que
- 51:57ninguém sabia quem era para ter lá.
- 51:59Você vai ter uma grana para fazer 3 álbuns, estou fazendo
- 52:02uma grana boa, tá? Para fazer 3 álbuns com uma.
- 52:07Vocês não fizeram nada pela minha carreira.
- 52:09Falei, oi, mas você não era ninguém.
- 52:12Agora você tem um contrato que permite você realizar o que você
- 52:15disse que era o teu sonho e você não, não estou entendendo.
- 52:20Então isso é uma constante, porque eu acho que é uma
- 52:23mecânica do ego, tá? É, é, é, é uma geração.
- 52:27Mas você acha que a gente a gente tá na transição no começo
- 52:30ou no final dessa? Eu acho que a gente tá no final
- 52:33do meio para o final, desse, desse, desse movimento de ego,
- 52:35sabe porque ele não não tem como durar muito tempo.
- 52:38Vamos lá, você cresceu ouvindo? Não, certamente sim, eu também,
- 52:42eu, então, mais ainda, porque o meu olho ainda vem acompanhado
- 52:45de uma havaiana voadora. Eu, eu de pegar, você pegou.
- 52:49Não tinha, não tinha algo errado.
- 52:51IA pegar, até porque eu sempre fui de 1 m bordoada, então IA
- 52:54pegar. Então, beleza, cara.
- 52:57Bullying eu sofri bullying em 4 anos na minha vida.
- 53:00É bullying. Na minha não existia bullying,
- 53:02né? O bullying.
- 53:03É nome? Era.
- 53:04Não tinha nome, né? Era assim.
- 53:06Não ser zoado. É é o Cristo da turma ou é zoado
- 53:10da? Turma.
- 53:10Eu era, eu era. Eu tive uma história pessoal.
- 53:13A minha família, né? Teve um problema.
- 53:14E aí eu de riquinho, fiquei pobre.
- 53:17Porque fui ser bolsista do MEC, aí eu consegui, passei minha,
- 53:20fui pra melhor escola do Rio de Janeiro, passei muito bem,
- 53:24graças a Deus eu tinha boas notas, sempre fui melhor aluno,
- 53:26sempre fui CDF, é, não, não pelo estudo, mas eu gostei sempre de
- 53:30prestar atenção na aula, então como ninguém me chamava pra
- 53:33jogar bola, ninguém me chama, então eu IA pra biblioteca,
- 53:36então eu levei uma certa vantagem competitiva depois.
- 53:39Então assim, essa galera hoje, cara, não pode nada e eu não tô
- 53:43dizendo que eles estão errados, não tá?
- 53:45Eu acho que é o experimento. Eu só não sei como é que fica um
- 53:49jovem que não tá acostumado a ouvir não, e eu vejo isso
- 53:52diariamente. AI a música ficou pronta, legal,
- 53:55vamos ouvir AI, eu quero não, cara, assim, tá bom?
- 53:59Você tá pensando só no que você quer essa música?
- 54:02Você disse que queria falar com um público assim, assim, assim,
- 54:05assado, e essas pessoas vão entender e vão gostar do jeito
- 54:08que tá aí. Não sei, eu acho que tem que ser
- 54:11diferente. Ah, cara, não é assim.
- 54:13Mas hoje a produção e o pessoal que mexe nessa área, ele não tem
- 54:18um poder que tinha antigamente, não, não.
- 54:20Tem, não tem quase produtor. Vou me bater, eu sei disso, mas.
- 54:25Não, não, não estou nem dizendo produtor, porque antigamente eu
- 54:27não tinha empresário, não tinha um Monte de gente, então que vai
- 54:30seguir assim? Um empresário.
- 54:31Qual é a grande distorção? Empresário é um cara.
- 54:34Que tem que ser bom de estratégia e administração.
- 54:37Se ele não for bom administrador, ele precisa ter
- 54:38alguém bom nisso com ele, que é o meu caso.
- 54:40Eu não sou bom de administração na mecânica acadêmica, então tem
- 54:44sempre empresas que fazem isso, são stakeholders ou são
- 54:47fornecedores. O meu negócio é o minha proposta
- 54:50com arte, então beleza, então eu eu sei conversar com artista,
- 54:53mas de vez em quando não tem jeito.
- 54:55De vez em quando o cara fala assim não, mas eu acho que não é
- 54:58assim. Falei, então vai lá e faz o teu,
- 55:00porque esse aqui quem tá pagando sou eu.
- 55:01E aí aí ele tá fora do game. Como era antigamente, então
- 55:06assim, pô, mas você perdeu, cara, perdi talento que não quer
- 55:09ser trabalhado, não adianta para nada.
- 55:12Tu pega um cara bom, tu percebe que o garoto é bom de criação e
- 55:15tu bota na tua agência. Aí tu chega assim, ó, o cliente
- 55:18pediu uma campanha assim, brifou o cliente, brifou o cliente para
- 55:21o cara e o cara fez diferente. Tu vai fazer o que, meu irmão?
- 55:23Olha só. Não, hoje tu fala.
- 55:25Antigamente o cara gritava. Vou falar, vou falei
- 55:28recentemente. Eu falei aqui, vou mandar um
- 55:31abraço para o Bruno pinoa, que é o é o presidente do CCRJE.
- 55:35Eu tava falando aqui, eu falei que a gente tá falando num
- 55:38podcast aqui? Falei que antigamente 11 cara da
- 55:41minha que fez faculdade de publicidade, sentar do lado do
- 55:44presidente do clube de criação, era, era CET, é claro.
- 55:48Eu tava falando aqui hoje, o pessoal não conhece o Marcelo
- 55:50Serpa e outros aí petit. O pessoal conhece o Nizan
- 55:54guanage, Washington olivetto mais 2.
- 55:56Ah, porque são mais populares. E o resto a galera não conhece.
- 55:59Então falei para o cara, falei, pô, você ter o contato de um
- 56:05cara que era o presidente de de grupo, de mídia, de coisa, era
- 56:08um absurdo. Não é assim, eu, eu, um
- 56:11professor meu, foi um dupla de criação do Nizan na DM 9.
- 56:15Então, assim, eu ter isso aí era um era uma parada do outro
- 56:17mundo. Hoje tu fala, o cara não acha?
- 56:19Então realmente você falou. Galera, não tem essa noção, não
- 56:23tem, é? É disso sim.
- 56:24E fica assim, pô, não sei quê, pô, é então assim, antigamente o
- 56:30cara chegava e gritava, o cara é, pô, amigo, chegava e irmão,
- 56:34vou jogar fora essa porra, já sei de se tu fazer a campanha
- 56:37inteira e o cara pode jogar fora, pode jogar fora não, não,
- 56:40não. Joga fora e quando é que?
- 56:42A gente começa de novo. Para onde virar, virar à noite,
- 56:44virar à. Noite é sempre ontem?
- 56:46Se não, eu peguei. Época de virar à noite direto.
- 56:48É, é. Comecei em 2004, então até 2013
- 56:52a gente virava eu. Eu tive muitos períodos de ter
- 56:55pelo menos uma vez por semana para virada uma vez por semana.
- 56:59Ah, então isso? É só que é o que você está
- 57:01falando realmente hoje. O cara olha e fala assim, não
- 57:04vamos levar, vamos não sei o que.
- 57:06Aí tu fala com o cara, não, não, não.
- 57:08Realmente eu. Às vezes, em muitos casos, como
- 57:11você está falando, eu, eu boto pé duro.
- 57:14Em certas situações, até com o cliente falou, cara, não é
- 57:16possível que antigamente eu falava assim, porra, tu me pagou
- 57:20para mim te falar o que fazer se for para tu fazer o que tu quer,
- 57:23você faz sozinho, é, pô, não tem, porque tem hora que eu falo
- 57:26assim, cara, você me pagou para mim te falar que está errado, é
- 57:28isso aí. Então, se você está mudando
- 57:30isso, você até pode, só que vai ser consequência.
- 57:34O que eu não posso é assinar por você.
- 57:35Eu não vou continuar, eu tenho alguns casos que a minha, a
- 57:38minha empresa lá. Faz é implementação de projetos
- 57:43na música, ou seja, você foi o que você falou, a pessoa tem
- 57:46talento, já tem algumas músicas, tá afim de gravar, conseguiu às
- 57:50vezes com os amigos ou com a família, algum capital para
- 57:52começar, porque a gente tá falando de indústria, cara, a
- 57:55indústria não tem essa, a indústria é da música, mas é
- 57:58indústria, entrega para o cliente aquilo que ele quer
- 58:01ouvir, então a gente tem lá PED, todo mundo deveria sendo quem
- 58:05não tem, por favor, faça isso, pesquisa e desenvolvimento.
- 58:08Para entender o que que o consumidor deseja e você vê cara
- 58:11disso aqui que eles querem, o que que a gente entende de
- 58:13melhor, né? Pelo menos deveria ser isso, né?
- 58:15O que que a gente entende de melhor para oferecer?
- 58:17Então, beleza, é aí, os caras vão lá e me pagam que nem você
- 58:20está falando, aí o cara vai lá, faz um contrato comigo de 12
- 58:22meses, porque o tempo de 12 e 18 eu tenho que ser implementa em 2
- 58:26para 3 anos. O artista vai ter OMVP, né,
- 58:29porque pelo menos vai ter o mínimo valor de produto, já o
- 58:31mercado vai saber que ele existe e vamos nessa.
- 58:34E aí a gente começa, olha assim, não olha só o primeiro tempo que
- 58:37definir o branding, o branding, Ah, eu faço música popular, não,
- 58:40querido, isso aí não é branding. Eu, eu preciso que a gente tenha
- 58:43a definição disso, porque aí eu vou saber em que corredor do
- 58:46supermercado, em que setor, que corredor, que posição de gôndola
- 58:51e que prateleira que eu vou te colocar, pô, porque senão não
- 58:54adianta nada, tu vai ficar aqui? Ah, eu faço música que fala de
- 58:57revolução, não, amigo. Então já começa aí o desafio.
- 59:01Ah, não precisa disso não, não, se não tiver isso, como é que eu
- 59:03vou vender, porque eu vou ter que pegar o teu projeto musical
- 59:07e vem passar por um departamento comercial, o departamento
- 59:09comercial. Ela fala assim, não entendo
- 59:11pomba nenhuma de música, véio, até gosto, mas como é que é essa
- 59:13merda? Eu vendo como é que eu chego
- 59:15para os parceiros e falo assim, isso aqui tem que ir para
- 59:17prateleira tal, na gôndola, tal do setor tal, se não tá
- 59:20definido, isso aí é o que você tá falando, esse é fatema que
- 59:23fazer o cara não Mano, então vai vai fazer bicho, para que que
- 59:25você tá me pagando se eu tô te orientando para ter uma chance
- 59:29no mercado? E você diz, eu quero.
- 59:31Porque uma coisa é o seguinte, a pessoa fala, eu não sei o que eu
- 59:33quero. Tem alguns artistas que eu acho
- 59:36que são mais interessantes nesse ponto.
- 59:37O que que tu quer? Não sei.
- 59:38Eu já acho inteligente a resposta.
- 59:40Que aí tu vai buscar com ele? Exatamente, não.
- 59:42E o cara tá dizendo eu não sei quando a pessoa fala eu não sei
- 59:45algo, pô. Ela não tá funcionando?
- 59:47Inteligência é porque no fundo tem os 2 lador.
- 59:49Ou eles sabem muito bem que já resolve rápido ou ele não sabe.
- 59:53Tu vai procurar com ele quando fica no outro aqui.
- 59:55Exato, não quero falar para mim, eu não sei.
- 59:58Me demonstra inteligência. Porque a gente não sabe tudo,
- 1:00:00não vai saber nunca. Então eu não sei, eu sou
- 1:00:03ignorante em um Monte de coisa e vou morrer, ignorante em outras.
- 1:00:06A gente vai aprendendo ao longo da vida, então tu começa a
- 1:00:08estruturar o negócio. Aí você falou, porra, cara, o
- 1:00:10cara tá pagando uma empresa para fazer uma implementação do seu
- 1:00:14projeto artístico? A gente já tá, pô, eu tô há 34
- 1:00:18anos na Palma do mercado, a empresa já tem 12 de mercado e a
- 1:00:22gente já tem uma série de cases, sucesso, a gente vai, porra,
- 1:00:25vamos facilitar o teu caminhar. Não, mas eu quero fazer
- 1:00:28diferente, pô, então não vai lá e faz, faz o teu, que pode ser
- 1:00:33que dê certo e pode ser que dê certo, entendeu?
- 1:00:36Aqui ninguém é dono da gente, não tem.
- 1:00:37Eu gosto de falar com publicitário, não é pra puxar a
- 1:00:40sardinha, não, mas eu gosto porque eu escapei da publicidade
- 1:00:43por pouco, é, eu Era pra Ser publicitário na realidade, tá?
- 1:00:47Eu fiz aquele curso na época, tinha um curso de propaganda e
- 1:00:51marketing aqui no Rio, que era o pessoal, era o Ivan, alguma
- 1:00:54coisa que tinha, depois virou ESPM.
- 1:00:57ACP me comprou e aí eu falei, aí eu vou, né?
- 1:00:59Mas aí eu pensei. Bem, aí você voltou para música?
- 1:01:02Eu tenho é. Eu tenho um amigo de infância
- 1:01:04que o pai dele era VP da almap aqui no Brasil.
- 1:01:07E aí eu até fui lá, fiz os trabalhos lá de da época de de
- 1:01:11curso. Eu senti que dava para, eu
- 1:01:13ficaria um tempo, mas aí eu vi OA correria.
- 1:01:17Eu fiquei um pouco. Assustado, mas era na música.
- 1:01:19Eu acho que também tem, não. Mas eu achava que não, na época
- 1:01:21eu era artista. Então eu achava que era só fazer
- 1:01:24música, aí quando começou assinar contrato aqui, virar
- 1:01:27artista da gravadora, ali tem oportunidade aqui, aí eu comecei
- 1:01:30a ver que o negócio era Sério. Eu demorei um tempo para aceitar
- 1:01:32que o negócio era Sério. Eu fui um pouco resistente na
- 1:01:35Juventude assim, pô, hoje que eu ouço muita garotada falando, eu
- 1:01:38fazia, não tem que fazer o que esses cara de gravadora fazem,
- 1:01:41não. Eu hoje em dia eu falei outro
- 1:01:42dia para o meu amigo que foi meu sócio para o Rogério, eu falei,
- 1:01:44cara, eu acho que eu virei o cara que eu odiava quando era
- 1:01:47jovem, aí ele falou, por que gotinha?
- 1:01:50Eu falei assim, cara, porque eu estou falando não.
- 1:01:52Muito pros artistas. E eu odiava isso quando eu era
- 1:01:56mais novo. É, mas isso é normal.
- 1:01:57Eu falei, eu sei, mas é que foi um momento de desabafo
- 1:01:59emocional, entendeu? É porque tu começa a passar
- 1:02:01algumas coisas hoje, tu já sabe. Então AA probabilidade de dizer
- 1:02:04não é isso pra mesmo pensamento é, é muito mais fácil.
- 1:02:08Né? É igual o médico, cara.
- 1:02:09Eu falo assim, cara, quando você tem muito tempo de uma
- 1:02:12profissão, você olha o teu, você vai no médico de 45 anos,
- 1:02:15clínico geral de carreira, fala, doutor, eu passei meio mal ontem
- 1:02:19à noite, minha garganta tá doendo um pouco.
- 1:02:20Ele pega um palito e fala, deixa eu ver aqui.
- 1:02:22Ah, tá, tira a tua, a tua temperatura, tua pressão.
- 1:02:27A água vai cair de novo, vai cair ele lá.
- 1:02:29Toma isso aqui por 4 dias. Se tu não melhorar, me liga,
- 1:02:33volta aqui em 3 dias. Tu tá, pô, acabou.
- 1:02:36Já viu 1000000 de vezes já. Exatamente, não é porque ele é,
- 1:02:39ó oráculo de eu saber. Não é porque ele tá ali há 45
- 1:02:43anos. Já viu esse sintoma 200000000 de
- 1:02:46vezes. O que que dá para aquilo ali
- 1:02:47resolver? É que isso pra quem senta a
- 1:02:49primeira vez é uma coisa. Pra quem tem lá, né?
- 1:02:51200000000 você já não tem paciência?
- 1:02:54OPA. E aí tu fala pro cara, pô,
- 1:02:56bicho, não faz isso não. Por que?
- 1:02:58Por que os outros 25000000 que vieram?
- 1:03:00Onde você fizeram e perderam? Por que que você acha que vai
- 1:03:03ser o querubim e Dourado que vai fazer?
- 1:03:05Isso aí eu acho que tem momentos que o cara que tá indo, ele tem
- 1:03:09que perdurar, né? Se ele.
- 1:03:11Se ele acredita naquele projeto, ele tem que falar assim, puta,
- 1:03:13eu vou voltar, quero fazer de novo, quero fazer de novo, quero
- 1:03:16que aí realmente igual várias bandas porra não acertaram na
- 1:03:20primeira, ou vários DJs ou todo esse pessoal não foi?
- 1:03:24Foi um conjunto de tempo e tentativas até ele alcançar.
- 1:03:28Aquilo, a maior parte dos grandes nomes da música e da
- 1:03:31arte que a gente conhece. Eles tomaram mais não do que
- 1:03:33sim. Os Beatles.
- 1:03:35Os Beatles foram recusados em todas as gravadoras.
- 1:03:38O U2 também. U2, velho tem lá a cartinha do
- 1:03:42cara. Outro dia virou público na rede
- 1:03:44social. Não muito interessante, mas não
- 1:03:46é o momento. A banda ainda é.
- 1:03:47Muito. Então, mãe, fico imaginando aí,
- 1:03:49olha só isso, você já deve ter passado, quer dizer, e o cara
- 1:03:53que negou o U2 e o cara que negou com um cara desse, como é
- 1:03:56que ele não, não, eu sei que faz parte, mas você deve bate com a
- 1:03:59cabeça na parede, você deve ter você olhar e falar assim, que
- 1:04:05nem você qualquer negócio, tu às vezes fala assim, caralho.
- 1:04:10Eu deixei passar isso aqui. Você não vai assim, ninguém vai
- 1:04:14chegar aqui. Vai falar assim, Ah, vou te dar
- 1:04:17um exemplo mais fácil. É igual assim.
- 1:04:18Quem não entrou em bitcoin sabe quem viu bitcoin?
- 1:04:22Aí hoje eu olho assim, eu já olhei e falei assim, porra.
- 1:04:25Devia ter ido, é? Otário.
- 1:04:27Entendeu? Então eu acho que assim, não,
- 1:04:29não é que vai pesar em você, mas.
- 1:04:31Você tem, você faz uma reflexão. Eu ainda não tive essa
- 1:04:34oportunidade. Ainda bem, graças a Deus eu tive
- 1:04:36em outras coisas. Na música não, porque eu sou.
- 1:04:39Talvez podia ter sido artista há muito tempo.
- 1:04:40Eu acho que ninguém deixa de ser artista.
- 1:04:42A gente só muda a forma que faz a arte, tá?
- 1:04:45Então assim é, eu sou muito impulsivo nesse aspecto.
- 1:04:48Eu vejo um artista que tem alguma coisa diferente já.
- 1:04:50OPA. Então eu prefiro pecar pelo pelo
- 1:04:53excesso. Que pela fala é só isso?
- 1:04:55Eu só desse time eu prefiro puta, fiz e me dei mal do que
- 1:04:58puta se tivesse feito. Agora, essa coisa do bitcoin,
- 1:05:01por exemplo, foi uma coisa que eu aprendi.
- 1:05:03Um hobby que eu tenho é a análise técnica, é o meu hobby.
- 1:05:06A parte da matemática eu gosto. Então ali eu aprendi uma coisa,
- 1:05:09que é o seguinte, cara, tu nunca vai estar satisfeito.
- 1:05:13Se tu entra no trade, sai antes da hora.
- 1:05:15Tal pára. Se eu tivesse ficado, tinha
- 1:05:16ganho. Tu errou?
- 1:05:17Se perdeu, fique perde, você perde tudo.
- 1:05:19Que perde tudo? Não, não.
- 1:05:20Então só que esse do bitcoin eu falei do movimento, porque
- 1:05:23imagina, teve gente que entrou, que é o caso que você eu quis
- 1:05:27comparar com o tu olhou e o two e falou assim, porra, banda
- 1:05:30normal, pô, esse cara aí tu pega 5, 10 anos depois, uma locução.
- 1:05:35A maior banda do planeta em 96, o bitcoin.
- 1:05:38E Carol olhou 1 USD. Teve gente que comprou pra
- 1:05:41caramba, aí depois de 2020 tá 30000 dólar aí.
- 1:05:43Tu fala, caralho, deixei de comprar ou vendi, mas é.
- 1:05:49É o movimento da vida. A gente não vai acertar sempre,
- 1:05:52graças a Deus a gente não acerta sempre, né?
- 1:05:55Gostaria de acertar cada vez mais?
- 1:05:56Não, tudo bem gostar de acertar cada vez mais é algo muito bom,
- 1:06:00tá? Porque você vai otimizando.
- 1:06:03Eu acho que se a gente fosse pra ficar no mesmo lugar e nascer a
- 1:06:05Pedra. Que é o que você falou.
- 1:06:08O que eu acho que muda é a análise que você tem perante a
- 1:06:11do igual. Você tá falando aí, pô, você
- 1:06:13falou de eletrônico, trabalhou eletrônico, soltou vários
- 1:06:15sucessos, viu? Criação do venter, de outros
- 1:06:18caras. Daí quando você vai analisar uma
- 1:06:20música eletrônica, você já deve ter um caminho do ou ou um
- 1:06:23artista ou qualquer coisa. Você já tem um feeling?
- 1:06:26Ah, você tem as referências? Que aí você começa assim, pô, eu
- 1:06:29já vi essa música aqui, tem um quê de você vê, vou, vou trazer
- 1:06:33mais um, que eu lembrei aqui, David Guetta uhum, David Guetta
- 1:06:36fez um movimento e tal. E eu não, eu não vou me
- 1:06:39recordar. 2012, se não me engano, um pouquinho mais.
- 1:06:41Foi aquele CD que das 20 músicas que ele botou. 19 viraram o top
- 1:06:46e o board. É, pô, ele acertou ou não?
- 1:06:49Não, tipo assim, numa força absurda.
- 1:06:51Ele pegou, fez fit com um Monte de gente com pessoas muito bem
- 1:06:55qualificadas e pegou, tipo assim, vamos encorpar o
- 1:06:58eletrônico com pessoa e estourou.
- 1:06:59Tudo é porque ele veio num momento com isso aí, cara, que
- 1:07:03primeiro não tinha, não tinha ninguém fazendo nesse formato,
- 1:07:07nessa forma, nessa agressividade.
- 1:07:09Chama assim, ele me que agrediu o mercado.
- 1:07:11Vou chamar os nomes principais de pop.
- 1:07:14Do momento que tão também ali em ponto de ebulição e vou, vou
- 1:07:17fazer junto. E ali ele se despiu de uma coisa
- 1:07:20que a música eletrônica teve dificuldade em fazer.
- 1:07:22Ele se despiu do eu sou assim, o meu som é esse e acabou.
- 1:07:27Ele fez uma coisa mais pop, o tiesto fez isso também nas
- 1:07:31músicas mais pops, deixou de fazer a coisa que é, porque é o
- 1:07:35seguinte, cara, pô, a gente não vai a vida inteira foi lá do AE
- 1:07:39lado b, tá? Hoje em dia, quando eu quero
- 1:07:43equacionar com artista, eu falo isso, cara, não vamos discutir
- 1:07:45com música. Você vai ter que lançar de 10 a
- 1:07:4712 músicas por ano. Tá 6 pra você, 6 pra mim.
- 1:07:50São exatamente. É o lado a 6, não nem pra mim, 6
- 1:07:54pra eu poder comercializar e tu ter chance na vida, porque senão
- 1:07:57tu não vai ter chance nenhuma, cara, ou vão ser cada vez mais
- 1:08:00tá jogando contra você e as outras 6?
- 1:08:02Tu faz o que tu quiser, velho, não tô nem aí, só não espera que
- 1:08:07elas virem tanto. Eu já tive artista que eu
- 1:08:08respeito o ramonzinho, cara. Ramonzinho é um rap, era aqui do
- 1:08:11Rio de Janeiro que eu tenho um respeito absurdo por ele.
- 1:08:13Ele foi artista da gente e aí a gente tava conseguindo um Monte
- 1:08:16de coisa popular Pra Ele fazer. A gente tava querendo misturar a
- 1:08:18galera do samba com a galera do rap naquela época.
- 1:08:21E ele foi no escritório e falou assim, pô, irmão, eu agradeço
- 1:08:24muito a oportunidade que vocês estão me dando, mas eu, eu, eu,
- 1:08:28eu prefiro então continuar em maduo, fazendo a minha vida Como
- 1:08:32Ela É, pra eu poder manter o que eu tenho como meu propósito, que
- 1:08:35é a minha arte. Eu levantei e abrecei ele, pô,
- 1:08:36cara, o que você precisar de mim daqui?
- 1:08:38Porque você sempre vai ter. Porque isso pra mim é ser
- 1:08:40artista de verdade, porque o problema é que a galera quer
- 1:08:42manter, a minha verdade é essa e assim que eu vou fazer, mas eu
- 1:08:46quero o dinheiro dele, eu falei pera aí, deixa eu entender, tu
- 1:08:49chega aqui e fala aqui a tua verdade é falar sobre isso o
- 1:08:52tema tá beleza, tu quer ser esquisito, tu quer ser estranho,
- 1:08:55quer falar com um nicho do nicho, do nicho?
- 1:08:57Tá tudo certo, teu propósito, vamos nessa mas tu quer ganhar o
- 1:09:00dinheiro do cara que faz o senta aqui, que aqui que agora vai,
- 1:09:04não tem como. Sabe como é que você faz?
- 1:09:08Vamos lá, vou ser publicitário. Chega para o cara e fala assim,
- 1:09:10olha, eu quero essa água aqui. Ela só essa aqui.
- 1:09:13Não porque tem marca, mas a água.
- 1:09:15Tal é difícil. Realmente você pensa, tem, tem.
- 1:09:18Tem coisas que a gente tem que assim, na publicidade você vai
- 1:09:22usar de coisas é que não são. Eu vou pegar e vou.
- 1:09:27Criar o tanto bate até que fura, que é você ficar veiculando.
- 1:09:31Só que nem tudo dá, até porque você vai ter que queimar
- 1:09:34dinheiro, que é o que o galera fala.
- 1:09:35Você vai chegar e falar assim, bota para tocar em tudo que é
- 1:09:37lugar, irmão. Então que Oo senso comum faz
- 1:09:40virar? É, mas aí que está aí é que
- 1:09:42está. Você está falando?
- 1:09:44Eu te fiz a pergunta porque eu sabia que você IA responder por
- 1:09:46aí. O push vai ser muito pesado.
- 1:09:49Claro. E o pool talvez não venha o
- 1:09:51suficiente, sim. Não.
- 1:09:53Ou vai demorar. Ele até vai vim, mas você vai
- 1:09:55ter que ficar. É aí, naquele momento de
- 1:09:57queimação, de de caixa na. Publicidade você fazer um
- 1:10:01orçamento de retorno para uma marca que tem grana para fazer
- 1:10:04uma campanha de âmbito nacional, eles sabem que vai ser de 10
- 1:10:07anos. Em diante a gente fala,
- 1:10:08Coca-Cola? Se chama Coca-Cola.
- 1:10:10Se ela quisesse mudar o nome, é. Claro que eu tô falando pra
- 1:10:14ninguém levar grosseiramente. Mas.
- 1:10:16Ela, ela, se ela quiser mudar o nome e ela fizer um porra a
- 1:10:20Brahma. Se não me engano, a Brahma tá
- 1:10:23fazendo agora com com a número 1 com RIH. 2 alguma coisa com o
- 1:10:27Ronaldo ela vai despejar muito dinheiro, então ela vai fazer
- 1:10:31esse movimento. Só que tem coisas que ficam são
- 1:10:34mais complexas do que a marca, porque a marca ela vai e ela
- 1:10:39marca em tudo que ela. Dá marca, é uma entidade.
- 1:10:42Que ao longo do tempo você vai atualizando?
- 1:10:43Mesmo. Então ela realmente você
- 1:10:45consegue, só que tem outras coisas que você é um, é uma
- 1:10:47cultura que ela demora tempo, é demora de 20 a 25 anos, 30,
- 1:10:53então pra você aí você é igual. Vou falar assim, vamos trocar a
- 1:10:56música popular brasileira pro rock no Brasil?
- 1:10:58Não, não entendi, entendi, você vai falar, dá pra fazer, dá, mas
- 1:11:02quanto caminhão de dinheiro, de cultura você vai ter que mudar?
- 1:11:05Porque não é 30 a isso aí vai ter que mudar a cabeça do
- 1:11:08ouvinte e. E aí, é isso que você está
- 1:11:10falando. Um bom exemplo, até a Coca-Cola
- 1:11:12é número 1, né? E aí para eles, estratégia de
- 1:11:16número 1. E quando você estiver errado,
- 1:11:17não importa muito o quanto você está botando de dinheiro no
- 1:11:19game, você só não pode perder o primeiro lugar.
- 1:11:21Então, se for necessário injetar caminhões de dinheiro para ele,
- 1:11:24quero mudar. Ele muda o gosto do consumidor
- 1:11:28ou ele pega. Ou então ele cria a percepção
- 1:11:30exatamente como é que ele vai mudar o gosto.
- 1:11:32Ele muda a percepção daquilo. Você vai pegar outro produto,
- 1:11:35você começa a mudar, você compra o produto.
- 1:11:38Por exemplo, se você pegar um pouco mais profundo do que a
- 1:11:40gente está falando, é a indústria da bebida de
- 1:11:44refrigerante. Ela veio mudando nos últimos 15
- 1:11:46anos que que as Matias refrigerante compraram todos os.
- 1:11:50Sucos e tal. Botou dentro e foi fazendo uma
- 1:11:52adaptação. Só que hoje você pode gostar do
- 1:11:55dele. Só que é da coca.
- 1:11:57Exato. Então o cara, Ah, eu vou que nem
- 1:11:59um dia. Ah, eu não vou mais beber coca.
- 1:12:01Tudo que for da coca eu não bebo.
- 1:12:02Eu já escutei essas coisas. Eu falei, cara, hoje tu não bebe
- 1:12:06nem água. É, não.
- 1:12:07Aí eu IA falar isso. Água h 2 o é um refrigerante com
- 1:12:11mais água. Não, cristal é coca.
- 1:12:14Aí tu pega São Lourenço, é Mineirinho, eu sei.
- 1:12:17Quando não é Coca-Cola Nestlé de água, um dos 2 comprou?
- 1:12:21A fonte, então, realmente é, é um negócio e na só que na música
- 1:12:25a gente eu acho que aí a gente pega um pouco o amor que tem.
- 1:12:29Isso aí eu acho que tem muito disso.
- 1:12:31Toda vez que a gente vai falar de música e principalmente em
- 1:12:34bate-papo, né? Porque a gente tá.
- 1:12:36Eu tô achando sensacional. Inclusive, é, vem muito do
- 1:12:39indivíduo, vem muito da tua emoção, da pessoa, o que que eu
- 1:12:42gosto, o que que me influenciou, porque a gente volta a ouvir o
- 1:12:45que a gente ouvia quando era adolescente depois dos 45, tá?
- 1:12:48Isso é uma pesquisa inglesa que sempre é atualizada e mostra a
- 1:12:51mesma coisa, porque a gente começa a entrar numa outro
- 1:12:54estágio de vida. Que talvez eu não esteja
- 1:12:57percebendo ainda muito porque eu trabalho 16 horas por dia em
- 1:13:00média, e eu nem vejo que eu tô trabalhando de verdade, que eu
- 1:13:03gosto, que você cheguei aqui, tu tava falando, pô, tem mais um
- 1:13:05pra fazer e a gente tá aqui batendo papo, tá tudo certo.
- 1:13:08Sim, de boa. É então assim é.
- 1:13:11A gente tem um Monte de desafio No No, no mundo e no Brasil,
- 1:13:15principalmente quando a gente fala de arte.
- 1:13:17O Brasil é um país complexo, com o negócio da arte muito
- 1:13:20desafiador, porque a gente tem um povo que não tem lá muita
- 1:13:24cultura, né? E aí isso dificulta, por
- 1:13:27exemplo, nomes como você citou se manterem ou aparecerem novos
- 1:13:31artistas com um discurso mais, um discurso mais, mais
- 1:13:35rebuscado, mais bem feito com uma música.
- 1:13:38Mas aí o povo fala assim, a música boa era a música da
- 1:13:40época, tal não, aí você está com o teu emocional, aí pertence AA
- 1:13:43um conceito subjetivo, pertence ao sujeito.
- 1:13:45Então a gente tem que olhar o Brasil como ele está hoje, cara,
- 1:13:48vamos lá, estamos em 2025. Eu quando era moleque, eu achava
- 1:13:52que no ano de 2000, hoje em dia IA ter carro voador, até agora
- 1:13:54não tem. Né?
- 1:13:56Tem a promessa é, já tá atrasado 25 anos e ainda nada, só tem o
- 1:14:00protótipo e é meio capenga, um drone gigante, mas vamos lá,
- 1:14:04cara, é aqui no Brasil, a gente continua, eu não quero entrar em
- 1:14:07política, porque aí é muito difícil, mas cara, é 68%, né?
- 1:14:12Não tem saneamento básico. Como é que a gente pode querer
- 1:14:17que esse povo queira ouvir uma nova geração de bossa nova?
- 1:14:20Não que faça a bossa nova. Eu acho até interessante ter uma
- 1:14:23garotada que eu conheço fazendo umas músicas boas, mas eles
- 1:14:26querem suar como o Chico Buarque em 1960, não é isso, eu acho que
- 1:14:31não é isso e nunca vai ser. É assim, pô, eu quero fazer uma
- 1:14:34música qual tal qual a música do Chico Buarque, mas hoje, nos
- 1:14:38dias de hoje, aí eu vou chegar e vou ver qual é o tema aqui, como
- 1:14:43é que o Chico fazia? O Chico era cotidiano, então vou
- 1:14:45contar o meu cotidiano aí nesse.eu entendo porque que o
- 1:14:49rap faz tanto sucesso. Porque eles estão contando a
- 1:14:53história do. Cotidiano daquela geração.
- 1:14:54Então eu comparo o rap com o movimento nos Estados Unidos dos
- 1:14:59anos 2000, que foi Tupac, shaku, big e mais uns que eles pegaram
- 1:15:05OOAA, convivência e o dia a dia do da da massa e trouxe pra
- 1:15:12realidade de hoje. E aí?
- 1:15:14Então só que isso não durou muito tempo lá também.
- 1:15:17Mas durou 22 décadas. Não, não do jeito que era no.
- 1:15:20Início do jeito que era. Não durou 10 aninhos, 10.
- 1:15:23Aninhos é uma década, mas porque começou?
- 1:15:25É muito isso aí. Aí ele aí ele vai, ele vai.
- 1:15:28Vai popularizando aquilo porque. Vai.
- 1:15:31Era o gueto, então a galera tinha uma grana, deu uma galera,
- 1:15:34uma grana para o gueto, o gueto, saiu do gueto.
- 1:15:37E aí para entrar no gosto comum, aí os publicitários vai falar,
- 1:15:40tá, mas espera aí, isso é legal. As mentes publicitárias, né?
- 1:15:44E vão mudando, mas a gente precisa tornar isso um pouco
- 1:15:46mais palatável para o consumidor comum.
- 1:15:48Eu descobri esses dias com aquela música não sei que
- 1:15:52Paradise não, não, não é aqui o Stevie Wander não deixou botar é
- 1:16:05guito. Paradise não é do.
- 1:16:07Colho não é, deve ser essa. É do colho.
- 1:16:16Porra, quem arani tá foda? Que tem um Samper dele, não que
- 1:16:19tem. Não, ela tem a música agora.
- 1:16:22Você me? Pegou gangsta, Paradise.
- 1:16:25Então, por exemplo, eu fui ver um negócio que eu não sabia
- 1:16:28sentir que eu estive um ano. Ele liberou essa música desde
- 1:16:31que não tivesse xingamento. Aí tu vê a música se transformou
- 1:16:36num num negócio, mas você vê, ela vai criando, ela vai sendo
- 1:16:40mais branda em algumas coisas. Você vê aí tu pegou em 2000, na
- 1:16:44mesma geração que tinha isso. Você pegou e teve um Eminem?
- 1:16:48Escondindo para não até dizer chega.
- 1:16:51Só que ele mesmo, que que ele fez então, mas ele mesmo que que
- 1:16:54ele fez, ele ficou mais ou −2008.
- 1:16:58Ele ganhou o Oscar 2002, ele já foi.
- 1:17:01Aí ele começou mais contar o que o cotidiano dele, EE, as coisas
- 1:17:05dele, e aí foi transformando. E então assim, isso que às vezes
- 1:17:08eu vejo. Eu vejo, por exemplo, um link
- 1:17:10parque. Era Para Ser dessa geração e
- 1:17:12não. Não é que não seja que morreu.
- 1:17:14O cara morreu? O cara então assim, então eu
- 1:17:17acho que é isso. Às vezes que a gente que eu que
- 1:17:21eu acho que as pessoas, você falou que elas tentam.
- 1:17:24Eu acho que elas faltam essa tentar o que ela vive, ela
- 1:17:28cantar, a realidade dela. Esse é o problema que eu acho
- 1:17:30que a galera acho que todo mundo às vezes tem vergonha de de
- 1:17:34cantar a sua realidade. Mas aí, Carlos, você tá indo na
- 1:17:37essência que deveria ser do artista, ele tem um propósito.
- 1:17:41Sim, mas isso aí é igual na rede social.
- 1:17:43A pessoa tem vergonha de por que que o Luva de Pedreiro estourou
- 1:17:46por que? Porque ele mostrou a realidade
- 1:17:48dele até agora, o menino que eu sigo, o Renato estripulia.
- 1:17:51Não conheço. Ele, ele, ele quase não, ele não
- 1:17:54fala, ele mesmo é um personagem que é mudo.
- 1:17:57O cara mora lá no interior do nordeste, aí tem uma família,
- 1:18:00tem o pastoque, é pastoque, é Pape, nunca bebeu pinga, tem a
- 1:18:05mãe e a tia. Eles ficam esculacham o cara de
- 1:18:07tudo quanto é jeito, porque ele é um garoto.
- 1:18:10E estica o cabelo, ele faz chapinha e ele depilo do corpo
- 1:18:13que ele ele quer ficar grande de musculação.
- 1:18:15Então esse é o cotidiano dele. Mas aí tu vê a casa do Caio,
- 1:18:18igual o Blum de PDM, meu irmão. A casa do cara tá embarrou como?
- 1:18:21Mostrando janela caída. É muito ferrado.
- 1:18:25Então, mas aí esse cara a gente tem que aí eu digo, eu respeito
- 1:18:29pelo que? Porque ele tá vivendo aquilo.
- 1:18:31O próprio Whindersson, ele estourou porque.
- 1:18:33Então eu acho que a música ela entra nesse movimento cultural
- 1:18:36que é o mesmo dessas áreas. Porque o Whindersson estourou,
- 1:18:40não foi porque ele era o que ele é hoje.
- 1:18:42Tanto que toda essa galera tá passando por um momento
- 1:18:46emocional difícil, não tão tranquilo.
- 1:18:49Por quê? Porque eu acho que ele se a
- 1:18:50bússola dele se perdeu, é. Porque aí tem a persona, você
- 1:18:53sabe disso muito bem. O indivíduo aí, né?
- 1:18:56Começa a fazer o branding daquele artista.
- 1:18:58Aí vem a persona artística, que aí, se não tomar cuidado, aí a
- 1:19:03prateleira fala mais alto. Boa.
- 1:19:05Por exemplo, eu tô com um que eu tô vendo que tem uma coisa
- 1:19:07chamada música romântica que o Brasil se tornou.
- 1:19:10Acho que o único país do eixo ibero americano que não tem
- 1:19:13música romântica. A gente tem pagode, a gente tem
- 1:19:16sertanejo. Agora, música romântica.
- 1:19:18Não, porque a gente também não tem cantor.
- 1:19:20Quem é o cantor de música romântica?
- 1:19:21Então aí a gente é é porque que para, porque disseram que era
- 1:19:24brega. Mas não é isso.
- 1:19:28Eu acho que a gente não tem gente fazendo exato, não tem
- 1:19:31gente na altura, é? Porque talvez seja uma mecânica
- 1:19:34onde o Bush vai ser muito alto, tá?
- 1:19:36E ainda não tem confirmação estatística do pool.
- 1:19:39Então fica na dúvida, ninguém arrisca, mas de fato não tem.
- 1:19:42Então, para a gente não se perder, o artista tem um
- 1:19:45propósito. Aí você vai lá e monta e vai
- 1:19:46aumentar a persona artística dele, que, na minha humilde
- 1:19:49opinião, tem que ser ampliação. Eu amplifico o que aquele
- 1:19:53indivíduo é. Protejo alguns itens que são
- 1:19:57daquele indivíduo e não é pertinente ao artista.
- 1:19:59É a vida pessoal dele. Exemplo, Oo John, o John Jovi é
- 1:20:04um cara que o Bon Jovi é o artista e o John Bon Jovi é ele,
- 1:20:07a família dele. E um abraço, tchau.
- 1:20:09Ele não fica circulando toda hora expondo a família nem nada
- 1:20:12do tipo. O que que ele tá escrito?
- 1:20:14Aqui, quer participar da entrevista?
- 1:20:17E aí, como é que faz? Quem que é você que quer
- 1:20:21participar? Eu não sei, é dele o podcast não
- 1:20:25é meu, é. E aí você monta e aí às vezes
- 1:20:30no, no, no, no caminho, você, puta, erra a mão, aí acontece,
- 1:20:37você olha para aquela prateleira, tanto consumidor
- 1:20:39querendo alguma coisa e fala, puta, esse cara encaixa nessa
- 1:20:42prateleira, esse cara encaixa. Se se esse artista encaixar
- 1:20:45aqui, puta, aí breakfrue, vai todo mundo ficar feliz.
- 1:20:48As vezes o indivíduo não tá preparado para dizer um não.
- 1:20:51Ele falou, foi que nem você falou em algum momento você
- 1:20:53falou, pô, tu quer ser isso aí mesmo, cara?
- 1:20:55Hum, eu aceito top. Ah, o cara quer você quer ser.
- 1:20:59Famoso na metade, ele volta, aí ele fala.
- 1:21:01Top, vamos embora aí no meio do caminho, ele falou.
- 1:21:04Mas isso não tem. Nada a ver com, mas por que que
- 1:21:06tu não falou no começo que tu não IA?
- 1:21:08Topar é o do famoso não tem nenhuma volta, esse que é o
- 1:21:10problema, porque aí. A única volta é ele parar.
- 1:21:13Sim, mas aí o cara vai parar de ganhar dinheiro?
- 1:21:15É difícil pra caramba. Ele só chega nesse nível quando
- 1:21:18ele tem. Não tem tanto dinheiro.
- 1:21:20Que aí ele já não sabe mais o que fazer, aí ele se perde
- 1:21:22emocionalmente. Exato.
- 1:21:23E aí tem vários caminhos. São perigosos, né?
- 1:21:26Não são bons. Então, uma coisa que eu sempre
- 1:21:28tento tomar muita atenção é com esse cara, vamos fazer AA
- 1:21:31persona artística, vamos fazer, não vamos desenvolver, mapear
- 1:21:35isso, pô, mas vamos respeitar esse indivíduo que está aqui
- 1:21:38para não dar muito problema na frente, entendeu?
- 1:21:41Porque o problema vai dar sempre.
- 1:21:42Artista vai dar problema sempre, não, isso é igual famoso.
- 1:21:45Ele é ser humano. Ser humano é caixinha de
- 1:21:47problema. Não tem jeito.
- 1:21:48Todos nós. Então, assim é, é desafios pro,
- 1:21:52pro, pro momento de agora, na minha opinião, pro mundo de
- 1:21:54agora. É a gente entender talvez melhor
- 1:21:58as novas gerações. Eu acho que a gente precisa
- 1:22:00entender isso. Eu acho que nesse ponto, vocês
- 1:22:03que são publicitários, estão na vantagem.
- 1:22:06Não é porque, de certa forma, vocês.
- 1:22:08Têm. Não, acho não que eu acho que o
- 1:22:09mercado ainda está muito perdido e muita também não é que está
- 1:22:13perdido. Aqui é alguém em determinado
- 1:22:16momento. Às vezes decide coisas sem sem
- 1:22:20estudar, isso com certeza é, ou estudam pra pra decidir pelo
- 1:22:24viés que quer. Então assim, eu acho que o não é
- 1:22:29igual, já foi um dia com o propósito ou objetivo.
- 1:22:32Às vezes eu acho que é é o que você tá falando.
- 1:22:35A gente tá vivendo em todas as áreas da da sociedade hoje.
- 1:22:40Isso me isso me deixa um pouco preocupado, sendo bem sincero,
- 1:22:44porque eu acho sempre que o publicitário tem uma vantagem de
- 1:22:48observação. Não tem aquele que é inquieto,
- 1:22:52que hoje é. É, tem isso também, é cara
- 1:22:55assim? Hoje, hoje a gente tá eu acho
- 1:22:57que a gente tá passando quase que um reboot de de várias
- 1:23:00coisas na vida. E assim é como se a gente
- 1:23:04estivesse voltando para era não era Pedra lascada, engolida.
- 1:23:09Mas a gente está voltando lá para 1950.
- 1:23:11É quando lançou a televisão. A gente está vivendo o
- 1:23:15lançamento da televisão hoje. É a nova é internet?
- 1:23:17É a nova é. É mais ou menos isso.
- 1:23:21Outro dia eu estava falando com um amigo que é desenvolvedor
- 1:23:23agora. Antigamente era programador, né?
- 1:23:26Agora é desenvolvedor aí, beleza, mudar o nome faz parte.
- 1:23:29Mas o que eu acho o seguinte, a gente, nossos avós, por exemplo,
- 1:23:32os meus avós. Viveram a revolução industrial,
- 1:23:35sim, eu também, que foi uma coisa que mudou o mundo.
- 1:23:38Aquele mundo antes acabou, tá aí a gente quer dizer, você nem
- 1:23:44tanto, mas eu, eu, a minha geração viveu o mundo em preto e
- 1:23:47branco, o mundo colorido, tá? A TV colorida entrou nas casas,
- 1:23:53é, é eu. Eu lembro da minha mãe ouvindo
- 1:23:55rádio, acompanhando assim, arrumando a casa e ouvindo
- 1:23:59rádio, depois ver a TV. A gente saiu, dona.
- 1:24:02Eu comecei a gravar em estúdio com fita velho, fita de 2 in.
- 1:24:07Você tinha que fazer uma edição. Tinha que.
- 1:24:09Cortar então. Mas a gente tá vendo voltar a
- 1:24:10isso. Eu tô vendo o vinil voltar, eu
- 1:24:12tô vendo. Então assim, eu acho que EEE é o
- 1:24:15que o cara falou de 2000 para cá, a galera não pegou, teve um.
- 1:24:19Pulo não voou. É?
- 1:24:20Não teve, não. Você não viveu isso é que nem
- 1:24:23eu. A galera teve um pulo, então, do
- 1:24:262000 para cá, a gente teve 20 anos de pulo de uma geração,
- 1:24:29então eu acho que a gente está, está.
- 1:24:32Tendo que dar um pause, talvez para entender.
- 1:24:34Não voltando boa. Que você falou?
- 1:24:36Porque eu? Eu lembrei agora eu falei, né?
- 1:24:38Eu vi ATV preto e branco, o rádio ATV preto e branco a
- 1:24:40colorida, e eu acompanhei. ATVCRT, né?
- 1:24:43Para jogar videogame. Depois, vira a.
- 1:24:46Tela de plasma e eu estou acompanhando agora, a galera
- 1:24:49jovem não é o já nasceu sim com o celular.
- 1:24:52Aí, então, mas é o cara falou, a galera não viu o rockman?
- 1:24:55Não, a galera não viu o vinil, a galera não viu OCDJ, já viu
- 1:24:59alguma coisa? Não.
- 1:25:00Então assim, eu acho que esse a gente está voltando um pouco
- 1:25:05dessa era. Tomara, tomara eu eu vejo.
- 1:25:07Ué, eu vi aí no movimento, o seu vinil tem aumentado de venda?
- 1:25:12Só que hoje é é cool você? Ter um vinil que eu IA falar
- 1:25:15aqui no. Eu fui na feira lá que teve um
- 1:25:17encontro lá uns 3 meses atrás no Na Na Hebraica, sobre a galera
- 1:25:21do ex fábrica fabrica de vinil. Ele falou, Califórnia teve um
- 1:25:24aumento de 300%. É, mas aí que tá.
- 1:25:26Eu fui perguntar, falei com um, falei com outro.
- 1:25:28O resumo é o maior comprador aqui no Brasil, é geração z aí
- 1:25:32eu falei, mas como assim? Ele?
- 1:25:34Então eles compram como memor, a bíblia.
- 1:25:36É culto, é o vinil. Então, mas é um começo de uma.
- 1:25:39É aí que tá. Agora, a próxima geração que vai
- 1:25:42começar a falar, pois isso é cu. Cu.
- 1:25:44Por quê? Porque eu quero escutar.
- 1:25:45É, e aí tem uma coisa que tá começando a acontecer.
- 1:25:48Por exemplo, a gente veio até agora nas mídias sociais, muito
- 1:25:52na coisa do eu, pra muita gente. O importante é, eu tá com muito,
- 1:25:56né? Eu quero ter muito like, eu
- 1:25:58quero ter muito compartilhamento e agora não tá sendo mais.
- 1:26:00Isso não, agora o pessoal quer nicho.
- 1:26:02Eu quero, eu quero os que são parecidos comigo.
- 1:26:04Isso é isso eu acho interessante.
- 1:26:06Então eu acho que é é, a gente está dando um loop no 2000 para
- 1:26:102020. O Bang do milênio veio atrasado.
- 1:26:13Isso aí. É porque cara assim, se a gente
- 1:26:16pegar hoje EE parar pra pensar, como é que eu?
- 1:26:19Como é que eu faço pro cara entender que é importante?
- 1:26:24Tô falando agora puxando a sardinha pro meu lado pra
- 1:26:27música. Ela tem uma história contada que
- 1:26:30o cérebro do ouvinte entenda. Os caras não conseguem entender
- 1:26:34isso porque assim, vamos lá. Eu fui estudar composição depois
- 1:26:38de burro velho. No começo, eu cara de pau.
- 1:26:42Sabe compor? Sei por quê?
- 1:26:43Porque as últimas que eu fiz, eu ganhei algum dinheiro e ganhei
- 1:26:46as menininhas. Que eu queria, tá?
- 1:26:47Funcionando? Então eu sei.
- 1:26:49Aí depois, claro, quando você estuda, tu fala assim, rapaz,
- 1:26:52mas tu teve sorte, Hein? Eu falo com o Guto, de 15 anos
- 1:26:56de idade. Eu falo assim, menino, tu tem
- 1:26:57uma sorte, pra não ter ideia. Agradeço a Deus já, desde agora
- 1:27:01pela sorte tu tá tendo nessa vida.
- 1:27:03E aí tu vê que pô, tem ferramenta.
- 1:27:05Então essa turma agora tem alguns artistas que eu atendo
- 1:27:08que eu falo, cara, quando o cara chega pra mim e fala, pô, eu
- 1:27:11quero o link do curso de composição da banca, eu falo,
- 1:27:14OPA, então já pega agora e fica de olho, bota um alerta, porque
- 1:27:172 vezes por ano libera de graça, você vai lá e faz teu curso,
- 1:27:20você não vai pegar o diploma, mas não precisa, não vai dar
- 1:27:22aula. Então a gente vai começando a
- 1:27:24ter uma galera que você está falando e você me chamou atenção
- 1:27:26Pra Ele. Tem uma turma que talvez
- 1:27:28realmente esteja interessado em entender o processo.
- 1:27:32E não somente pegar o resultado pronto que é, tá tudo muito em
- 1:27:35instante Messenger, né? Sim, eu acho que a gente vai
- 1:27:37passar por esse, esse, esse, essa movimentação.
- 1:27:42Acho que a gente tá nesse tentando aprender o que que
- 1:27:46aconteceu trans e tal. Acho que o pessoal passou por
- 1:27:49isso. Estamos tentando entender o que
- 1:27:52é. Bom, acho que eu acho que é, é
- 1:27:55isso. Olha só, a gente tá chegando.
- 1:27:58Acabou que a gente estourou? Não, não, a gente hoje estourou.
- 1:28:02Eu gostaria de agradecer o Guto do fri.
- 1:28:05A gente vai fazer uma parte 2, porque a gente não acabou que
- 1:28:09não deu para falar de tudo. A gente vai fazer uma parte 2.
- 1:28:13Gostaria de agradecer aqui a presença.
- 1:28:16Obrigado a vocês, cara. E galera, acompanha a gente na
- 1:28:21Spotify, YouTube, Apple Music, eu vou botar a rede.
- 1:28:27Dele vou botar o link, a gente vai botar as informações todas.
- 1:28:31Agradeço vocês mais uma vez e curte e compartilha.
- 1:28:35Muito obrigado, galera. Obrigado você.
- 1:28:37Valeu, cara, senhor.